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ESTUDOS EM 1ª JOÃO Pr. Walmir Vigo Gonçalves prwalmir@hotmail.com

A GRANDIOSIDADE DE CRISTO. “1 - O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam, com respeito ao verbo da vida 2 – e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada, 3 – o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós igualmente mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com Seu Filho Jesus Cristo. 4 – Estas cousas, pois, vos escrevemos para que a nossa alegria seja completa” I João 1:1-4

1. É impressionante a quantidade de opiniões diferentes que existem acerca de Cristo. 2. E em meio a esta enxurrada de opiniões, que começou a aparecer já no primeiro século, estão muitas que foram e são geradoras de muitas heresias que ainda hoje se têm manifestado, e, creio eu, voltarão a se manifestar mais contundentemente ainda. 3. Na época de João existia uma corrente filosófica herética denominada gnosticismo (que ainda sobrevive e ganha nova força nos dias atuais). 4. Dentre as muitas heresias propaladas por essa corrente filosófica, estava a negação do senhorio absoluto de Cristo, e sua redução ao que eles chamavam de “aeon”, uma emanação divina, um mediador angelical entre Deus e os homens. 5. Cristo, para eles, era simplesmente um desses “aeons”, e, sequer era o maior; ao contrário, era um dos menores. 6. João, assim como Pedro, escreveu para, dentre outras coisas, combater esse tipo de heresia. 7. Com esse propósito em mente, João já inicia sua carta exaltando a Cristo, em contraste com aquilo que os gnósticos diziam a respeito dele. Assim, é que Cristo “era” desde o princípio, isto é, quando houve o princípio de tudo, Cristo já existia. Ele não foi criado e nem começou a existir em algum tempo passado. 8. Ele é eterno. Ele é co-existente e co-extensivo com Deus. Ele é o próprio Deus. 9. João deixa claro também que Cristo é o Despenseiro da vida, e que é o único, e não um dentre muitos, que possibilita comunhão com Deus. 10. É sobre isso que estaremos tratando hoje: A Grandiosidade de Cristo. 11. Pensemos então, em primeiro lugar, no seguinte:

I. Cristo não foi criado, não começou em algum ponto de tempo; ele é Eterno, Co-existente e Co-extensivo com Deus, e é o próprio Deus. “O que era desde o princípio...” 1. Na primeira frase que João escreve, ele deixa claro que Cristo “era” desde o princípio.


2. Na linguagem original este verbo “era”, na forma como veio escrito, indica que no princípio da criação Cristo já estava em existência. 3. Mas, desde quando ele estava em existência? 4. Se eu disser assim: “Quando o homem pisou na lua pela primeira vez, eu ‘era’ uma criança de um ano”, eu vou estar dizendo que quando o homem pisou na lua pela primeira vez eu já estava em existência, e também vou estar dizendo desde quando. 5. Agora, desde quando Jesus já estava em existência no princípio da criação? 6. A resposta é: “Desde sempre! Desde a eternidade passada!”. 7. Com isso quero transmitir o fato de que ele não teve começo, ele é eterno, ele é coexistente e co-extensivo com Deus porque ele é o próprio Deus manifestado na pessoa do Filho. 8. Vejamos alguns trechos da Palavra de Deus que revelam essa verdade: a. João 1:1-3 – “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as cousas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez.” b. Miquéias 5:2 – “E tu, Belém Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.” c. Isaías 9:6 – “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” d. Hebreus1:6-8 – “E, novamente, ao introduzir o Primogênito no mundo, diz: E todos os anjos de Deus o adorem. Ainda, quanto aos anjos, diz: Aquele que aos seus anjos faz ventos, e a seus ministros, labaredas de fogo; mas, acerca do Filho: O teu trono, Ó Deus, é para todo o sempre, e: Cetro de equidade é o cetro da seu reino.” e. Apocalipse 19:16 – “Tem no seu manto, e na sua coxa, um nome inscrito: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES.” 9. Além desses textos, outros há que o identificam como a. b. c. d.

Criador (João 1:3), Sustentador (Colossenses 1:17), aquele que perdoa pecados (Lucas 7:48), aquele que enviaria o Espírito Santo (João 15:26), Etc. .

10. Também há textos que o mostram a. sendo adorado (Hebreus 1:6; Mateus 14:33; Filipenses 2:10; etc.), b. e em igualdade com o Pai e com o Espírito Santo (João 14:23; 10:30; Mateus 28:19; II Coríntios 13:13; etc) 11. Cristo não foi criado, não começou, não foi causado. Ele é o Criador, o “iniciador” de todas as coisas, a causa não causada; ele é Deus. 12. Os gnósticos podiam e podem querer ensinar diferente, mas esta é a suprema verdade, e os eleitos de Deus sempre crerão assim, porque são guiados pelo Espírito Santo de Deus. 13. Em segundo lugar:

II. Cristo é o Despenseiro da vida.


“... o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam, com respeito ao verbo da vida – e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada...” 1. Essa é outra coisa importante que João diz, e que denota a grandiosidade de Cristo em contraste com a pouca importância que os gnósticos e muitos outros lhe davam e dão. 2. Ao se referir a Cristo como vida que foi manifestada, vista e tocada, João está mostrando que ele, Cristo, é o Despenseiro, o Transmissor da vida. 3. É Cristo quem dá a vida eterna; não temos dúvida disso, mas creio que raramente, se é que ao menos fazemos, paramos para meditar na grandiosidade desse fato. 4. A humanidade em geral se preocupa com a vida, com o viver mais e melhor, e até com viver pra sempre. Não só os sistemas filosóficos e religiosos, mas também a ciência se preocupa com isso. Faz-se de tudo; se gasta somas incontáveis de dinheiro em pesquisas que possam levar a descobertas de meios para apenas prolongar um pouco mais a vida humana. E Jesus tem pra nós uma vida que é eterna, não só em extensão, como em modalidade também. 5. Vejamos alguns textos: a. João 3:16 – “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” b. João 3:36 – “Por isso quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho, não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.” c. João 4:14 - “Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede, para sempre; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna.” d. João 10:27 e 28 – “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, eternamente, e ninguém as arrebatará da minha mão.” e. Tito 3:3-7 – “Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com os homens, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo Sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna.” 6. É óbvio que todos terão um tipo de vida eterna, mesmo os que passam para além das portas dessa existência sem Cristo. Mas só um tipo de vida poderá ser chamado realmente de vida. O outro tipo só pode ser denominado morte. 7. E Cristo é o despenseiro da verdadeira vida. 8. Em terceiro lugar:

III. Cristo é o único que possibilita comunhão com Deus


“... o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós igualmente mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com Seu Filho Jesus Cristo...” 1. Os gnósticos e outros hereges ensinavam, e ensinam ser Cristo um dos mediadores, um dos menores, entre nós e Deus. Mas João, no v. 3, mostra que somente em Cristo podemos ter comunhão com a família divina, e é por isso que ele anunciava a outras pessoas as verdades que tinha visto e ouvido. 2. “A comunhão é transmitida do Pai ao Filho, e deste para os filhos de Deus. É nessa transmissão que somos beneficiados, segundo este versículo deixa claro” (Champlin) 3. Essa é uma das grandes verdades bíblicas ignoradas por muitos, sendo que muitos a ignoram deliberadamente. 4. Só podemos ter comunhão com Deus mediante Cristo Jesus, e ninguém mais. Não existem co-redentores, não existem outros mediadores. a. I Timóteo 2:5 e 6 – “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos; testemunho que se deve prestar em tempos oportunos.” b. II Coríntios 5:19 – “...Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões...” c. João 14:6 – “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.”

Concluindo 1. Cristo não foi criado; não começou em algum ponto de tempo; ele é Eterno, Coexistente e Co-extensivo com Deus, e é o próprio Deus. 2. Cristo é o Despenseiro da vida 3. Cristo é o único que possibilita comunhão com Deus 4. A grandiosidade de Cristo vai muito além disso que acabamos de expor. Mas estes já são motivos suficientes para nos fazer reavaliar como temos vivido a nossa vida em relação a Deus, e como tem sido a nossa dedicação a Ele e àquilo que lhe é concernente, e como temos prestado adoração a Ele. 5. Nunca se esqueça: Cristo Jesus é Deus eterno, dono da vida a qual deu a nós, e foi ele quem nos trouxe de volta à comunhão com o Pai. =====================================================================================

A COMUNHÃO COM DEUS – (1ª PARTE) Estudo 2 de 10 em 1ª João 1. Moody, certa vez falou assim: “Os vizinhos de certo homem costumavam afirmar: ‘Este homem é realmente grande, porque, quando estamos em sua companhia, nós mesmos nos sentimos melhores!”. Fato idêntico ocorre quando estamos em permanente comunhão com Deus. Sempre que a Ele nos associamos, nós nos tornamos, indubitavelmente, pessoas melhores.”1

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Dwight L. Moody, citado por Moysés Marinho de Oliveira, em Manancial de Ilustrações, editora JUERP.


2. A Comunhão com Deus é algo muito importante, do qual nunca devemos nos descuidar. Logo no início de sua carta, na introdução, João toca nesse assunto da comunhão. No v. 3, ele diz: “o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo.” (1:3 RA)

3. A Comunhão com Deus é muito importante, é possível, e precisa ser mantida. 4. Mas, para manter a comunhão com Deus, algumas coisas precisam ser observadas. 5. Neste presente estudo, trataremos exatamente desse assunto, e, para tanto, leiamos, a princípio, I João 1:5-2:2: "5 Ora, a mensagem que, da parte dele, temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma. 6 Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. 7 Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. 8 Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. 9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. 10 Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós. 1 Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; 2 e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro.” (1 João 1:5-2:2 RA)

6. A primeira coisa a se destacar nesse texto é: I. Deus é luz (v. 5) 1. João, depois da introdução, já começa enfatizando uma grande verdade: “Deus é luz, e não há Nele treva nenhuma”. 2. Esta é uma verdade que ele havia aprendido com o próprio Cristo, e significa que Deus é Santo e Puro, e não há sequer um mínimo ponto de treva em Seu ser. 3. Sabemos que luz e trevas, nas Sagradas Escrituras, se tornaram símbolos contrastantes do bem e do mal; e, tais símbolos são freqüentemente encontrados nestas mesmas Escrituras. Vejam, por exemplo, estes textos: “... Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida.” (João 8:12 RA) “Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.” (João 12:46 RA) “Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamonos das armas da luz.” (Romanos 13:12 RA) “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?” (2 Coríntios 6:14 RA) “Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz” (Ef. 5:8 RA)


“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:9 RA)

4. Deus é luz; Deus é totalmente puro e santo. É importante enfatizar isso. 5. Isso nos leva ‘a segunda consideração: II. Quem quiser ter comunhão com Deus não pode ‘andar’ nas trevas (vs. 6-8) 1. Por ‘andar’, aqui, devemos entender aquela atitude de quem vive nas trevas, e não a atitude daquele que peca porque é um ser humano normal, mas que não vive na prática do pecado. O ‘andar’, aqui, indica a conduta geral do indivíduo. Dois versículos de João explicam bem essa verdade: “20 Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras. 21 Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus” ( 3:20-21 RA)

2. Quem diz ter comunhão com Deus, mas anda nas trevas, é mentiroso, e não pratica a verdade – Estas são palavras fortes, mas verdadeiras, de João. 3. Os gnósticos arrogavam serem os detentores da verdade, do verdadeiro conhecimento, e diziam ter comunhão com Deus. Mas, no dizer de João, eles não eram verdadeiros cristãos, pois o verdadeiro cristão, ainda que sujeito ao pecado, anda na luz, não anda nas trevas, e prossegue na santificação. 4. Simplesmente não existem remidos de Deus que não estejam em pleno processo de santificação. 5. Foi o próprio João quem registrou, desta feita no evangelho escrito por ele, as palavras de Jesus: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem.” (João 10:27 RA) 6. Também estes outros textos confirmam a veracidade do que acima escrevi: “Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade” (2 Ts 2:13 RA) “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14 RA) “eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas.” (1 Pedro 1:2 RA) “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.” (Romanos 8:29 RA) “Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.” (João 12:46 RA) “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor,” (Colossenses 1:13 RA)


7. Quem anda na luz, este tem comunhão, não só com Deus, mas também com os irmãos – o andar na luz é a base da comunhão com Deus. Ninguém que anda nas trevas pode esperar ter a comunhão e o favor de Deus. Mas, quem é o que anda na luz? Vejamos: a. Aquele que anda nas pisadas da fé de nosso pai Abraão: “11 E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé, quando estava na incircuncisão, para que fosse pai de todos os que crêem (estando eles também na incircuncisão, a fim de que também a justiça lhes seja imputada), 12 e fosse pai da circuncisão, daqueles que não somente são da circuncisão, mas que também andam nas pisadas daquela fé de Abraão, nosso pai, que tivera na incircuncisão.” (Romanos 4:11-12 RC) b.

Aquele que morreu e ressuscitou com Cristo, e que vive uma vida nova, onde o pecado não reina:

“De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.” (Romanos 6:4 RC) “sabendo isto: que o nosso velho homem foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de que não sirvamos mais ao pecado.” (Romanos 6:6 RC) “11 Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus, nosso Senhor. 12 Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; 13 nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça” (Romanos 6:11-13 RC)

c. Aquele que está em Cristo Jesus, e que não anda segundo a carne, mas segundo o Espírito: “Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito.” (Romanos 8:1 RC)

d. Aquele que não anda segundo a vaidade de seu sentido, mas anda em santidade e amor, imitando a Deus em tudo: “17 E digo isto e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade do seu sentido, 18 entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus, pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração, 19 os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para, com avidez, cometerem toda impureza. 20 Mas vós não aprendestes assim a Cristo, 21 se é que o tendes ouvido e nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus, 22 que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano, 23 e vos renoveis no espírito do vosso sentido, 24 e vos revistais do novo homem, que, segundo Deus, é criado em verdadeira justiça e santidade. 25 Pelo que deixai a mentira e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros. 26 Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. 27 Não deis lugar ao diabo. 28 Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade. 29 Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for


boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem. 30 E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o Dia da redenção. 31 Toda amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmias, e toda malícia seja tirada de entre vós. 32 Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo. 1 Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; 2 e andai em amor, como também Cristo vos amou e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave. 3 Mas a prostituição e toda impureza ou avareza nem ainda se nomeiem entre vós, como convém a santos; 4 nem torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, que não convêm; mas, antes, ações de graças. 5 Porque bem sabeis isto: que nenhum fornicador, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no Reino de Cristo e de Deus. 6 Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. 7 Portanto, não sejais seus companheiros. 8 Porque, noutro tempo, éreis trevas, mas, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz 9 (porque o fruto do Espírito está em toda bondade, e justiça, e verdade), 10 aprovando o que é agradável ao Senhor. 11 E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas, antes, condenai-as. 12 Porque o que eles fazem em oculto, até dizê-lo é torpe. 13 Mas todas essas coisas se manifestam, sendo condenadas pela luz, porque a luz tudo manifesta. 14 Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá. 15 Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, 16 remindo o tempo, porquanto os dias são maus. 17 Pelo que não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor. 18 E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito, 19 falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração, 20 dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, 21 sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus.” (Efésios 4:17-5:21 RC)

e. Aquele que anda dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra e no conhecimento de Deus: “para que possais andar dignamente {ou como dignos do Senhor} diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus” (Colossenses 1:10 RC)

8. Será tudo isso, e muito mais, possível ao homem por ele mesmo, por sua própria força? A resposta é NÃO! Veja o comentário de Champlin sobre esse assunto: “O verdadeiro andar espiritual é inspirado pelo Espírito Santo e é possibilitado por ele. É impossível a alguém viver de conformidade com o ideal cristão, de modo contínuo, sem a inspiração e a capacitação dada pelo Espírito Santo. Devemos ser um povo celestial, pelo que precisamos possuir a imagem moral de Cristo em nós infundida (Gl. 5:22-23), pois, do contrário, nunca poderemos ‘andar’ como devemos. Isso significa que devemos empregar todos os meios espirituais que nos têm sido dados, procurando treinar o intelecto, orando e conversando com Deus, meditando, dando ouvidos ao Senhor, buscando Sua iluminação, buscando ao Espírito Santo e aos Seus dons, a fim de podermos cumprir espiritualmente as missões que nos forem dadas a realizar. Se empregarmos esses meios, então seremos capazes de andar no Espírito. Não nos é prometida qualquer tarefa fácil; pois cada passo dado na direção de Deus será dado em meio à agonia do espírito, porquanto nos temos afastado dele de modo extraordinário.” 2

9. Agora pensemos em uma terceira coisa, a saber: 2

CHAMPLIN, R. N. – O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, vol. 6. Décima reimpressão, São Paulo – SP., editora Candeia, 1998. Comentário extraído da página 228.


III. Confissão e perdão (vs. 8-2.2) 1. João fala sobre confissão e perdão porque ele sabe que todos somos pecadores, não só porque pertencemos a uma raça pecadora, mas porque todos nós cometemos os nossos próprios pecados, e não só os cometemos no passado, como também continuamos a cometê-los no presente. O próprio apóstolo Paulo vivia essa experiência: “... mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros.” (Romanos 7:23 RA) E, em Gálatas 5:17, ele diz: “Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer.” (RA)

2. Para mantermos comunhão com Deus, também é preciso que confessemos os nossos pecados. Medite bem nas palavras de João: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós.” (1 João 1:8 RA) “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 Jo 1:9 RA) “Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.” (1 João 1:10 RA) “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo;” (1 João 2:1 RA) “e ele é a propiciação3 pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro.” (1 João 2:2 RA)

Conclusão. 1. Vimos hoje, então, esses três pontos muito importantes, e que devemos ter em mente se quisermos manter comunhão com Deus: a. Deus é luz; b. Para termos comunhão com Deus precisamos andar na luz, e não nas trevas; c. Mesmo que estejamos andando na luz, e crescendo em santificação, não estamos livres de pecar, e, por isso, a confissão faz-se necessária, pois se confessarmos, Deus, por intermédio de Seu Filho nos purifica por completo. =====================================================================================

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PROPICIAÇÃO – Ato realizado para aplacar a ira de Deus, de modo a ser satisfeita a sua santidade e a sua justiça, tendo como resultado o perdão do pecado e a restauração do pecador à comunhão com Deus. No AT a propiciação era realizada por meio dos SACRIFÍCIOS, os quais se tornaram desnecessários com a vinda de Cristo, que se ofereceu como sacrifício em lugar dos pecadores (#Êx 32.30; Rm 3.25; 1Jo 2.2; v. EXPIAÇÃO). (Informação extraída do Dicionário Bíblico Almeida, em A Bíblia Online)


A COMUNHÃO COM DEUS. Segunda Parte 1. No estudo passado vimos sobre a comunhão com Deus. Vimos que ela é importante, é possível, e precisa ser mantida. Vimos que para mantermos comunhão com Deus, não podemos andar em trevas, e, sim, na luz, porque Deus é luz. Também vimos algo do qual não podemos nos esquecer: a confissão dos nossos pecados, para sermos perdoados por Deus. 2. No presente estudo continuaremos, dentro desta Primeira Epístola de João, analisando esse assunto, e, para tanto, leiamos, de início, os versículos 3 a 6 do capítulo 2: “3 Ora, sabemos que o temos conhecido por isto: se guardamos os seus mandamentos. 4 Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade. 5 Aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Nisto sabemos que estamos nele: 6 aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou.” (1 João 2:3-6 RA) 3. 4.

5.

Atentem para a última frase do v. 5 e o v. 6. Esse trecho diz que aquele que diz que está, ou permanece, isto é, tem comunhão com ele, também deve andar como ele andou. “Ele” quem? Cristo, é claro! Num sentido negativo, podemos dizer que quem não anda como Cristo andou – e volto a lembrar aos irmãos que o termo “andar” aqui significa o sentido geral da vida – não pode dizer que tem comunhão com ele, e, se diz, não diz a verdade, e, talvez, esteja enganando até a si próprio. Mas como (o que é) andar como Cristo andou? Vamos ver só duas coisas principais. A primeira é: I.

Andar conforme Cristo andou é andar em amor.

1. Veja o que diz os vs. 3-5: “3 Ora, sabemos que o temos conhecido por isto: se guardamos os seus mandamentos. 4 Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade. 5 Aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Nisto sabemos que estamos nele:...” (1 João 2:3-5 RA)

2. Esse trecho mostra que o teste definitivo de nossa fé é a obediência aos mandamentos de Cristo, e, como todos os mandamentos se resumem no amor, quem os cumpre tem sido aperfeiçoado no amor de Deus, isto é, tem se tornado pleno do amor, o que, naturalmente, culmina em uma prática do mesmo. 3. Sabemos que Cristo andou em amor. Aliás, o amor é um dos atributos de Deus, e, sendo Cristo Deus, o amor é um de seus atributos. 4. Veja os seguintes textos: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço.” (João 15:10 RA) “Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?” (Romanos 8:35 RA) “pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos.” (2 Coríntios 8:9 RA) “e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus.” (Efésios 3:19 RA) “e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.” (Efésios 5:2 RA)


“conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós” (1 Pedro 1:20 RA) “Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem;” (Mateus 5:44 RA) “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16 RA) “logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.” (Gálatas 2:20 RA) “4 Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, 5 e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, —pela graça sois salvos,” (Efésios 2:4-5 RA) “10 Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. 11 Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros.” (1 João 4:10-11 RA) “Nós amamos porque ele nos amou primeiro.” (1 João 4:19 RA) “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.” (1 João 4:8 RA) “E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele.” (1 João 4:16 RA)

5. Agora veja os vs. 7-11 de 1º João 2: “7 Amados, não vos escrevo mandamento novo, senão mandamento antigo, o qual, desde o princípio, tivestes. Esse mandamento antigo é a palavra que ouvistes. 8 Todavia, vos escrevo novo mandamento, aquilo que é verdadeiro nele e em vós, porque as trevas se vão dissipando, e a verdadeira luz já brilha. 9 Aquele que diz estar na luz e odeia a seu irmão, até agora, está nas trevas. 10 Aquele que ama a seu irmão permanece na luz, e nele não há nenhum tropeço. 11 Aquele, porém, que odeia a seu irmão está nas trevas, e anda nas trevas, e não sabe para onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos.” (RA)

6. Aquele que diz estar em Cristo deve andar em amor, porque Cristo andou em amor. 7. Aquele que não ama a seu irmão, ao contrário, o odeia, não está na luz, e, sim, nas trevas. 8. Champlin diz, verdadeiramente, que “... o amor é a prova de que possuímos a verdade divina, que é luz. Uma vez mais a teoria fica comprovada pela prática. O conhecimento intelectual da verdade espiritual pode cegar até mesmo o indivíduo que o possui, levando-o a pensar que conhece a Cristo. Mas, se tal indivíduo vive repleto de discórdia e ódio, na realidade, estará vivendo em trevas. Tal pessoa terá enganado a si mesma com o seu progresso intelectual. Não goza de um progresso espiritual correspondente a seu conhecimento intelectual. O “andar” de Cristo é algo que resultava em “amor”. Isso também deve 4 suceder conosco.”

9. E, citando Tennyson e Hoon, ainda diz que “Aquele que fecha fora o amor, por sua vez será separado do Amor, e ali fora só há uivos nas trevas 5 exteriores.”

4

CHAMPLIN, R. N. – O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. Décima reimpressão, São Paulo – SP. Editora Candeia, 1998. Comentário extraído da página 239 do volume 6. 5 Ibid., página 238, citando TENNYSON.


“A pessoa que não ama não sabe que não é amorosa; imputa a outros as falhas de si mesma. Também não sabe o desastre inevitável a que sua maneira de andar leva. Em certo sentido, anda nas trevas. Aquele que se recusa a ver, finalmente não pode mais ver. O ódio constante destrói progressivamente a capacidade para o bem. Finalmente, faz outros tropeçarem. O ódio enerva outros e os faz revidarem; a vindita com freqüência prejudica aos inocentes; a vingança envenena os motivos que se vêem nos outros; a hipocrisia do crente que diz que anda na luz, mas odeia a seu irmão, é um opróbrio para a igreja, repelindo ao inquiridor sincero e edificando aos cínicos... O ódio pode prejudicar os tecidos do corpo e induzir enfermidades. Um médico diz que meia dúzia de palavras amargas fazem a própria pepsina do estômago perder o seu efeito. O ódio desequilibra e inflama a mente. Subverte o pensamento, transformando-o em paixão, e mina o julgamento inteligente. Um comentador fez a seguinte paráfrase: “ele... anda nas trevas; não pode pensar 6 direito”.”

10. O versículo 11 diz que “Aquele, porém, que odeia a seu irmão está nas trevas, e anda nas trevas, e não sabe para onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos.” (1 João 2:11 RA). 11. É interessante o fato de que, nas águas de cavernas profundas, aonde a luz não chega, peixes que ali existem até possuem as órbitas dos olhos, mas não os olhos. Assim é, mostra-nos o texto, com quem não ama; não possui olhos espirituais, é cego espiritualmente. 12. Quem não anda em amor, conforme Cristo andou, não pode ter comunhão com ele. 13. Segundo: II.

Andar como Cristo andou é andar em santidade.

“12 Filhinhos, eu vos escrevo, porque os vossos pecados são perdoados, por causa do seu nome. 13 Pais, eu vos escrevo, porque conheceis aquele que existe desde o princípio. Jovens, eu vos escrevo, porque tendes vencido o Maligno. 14 Filhinhos, eu vos escrevi, porque conheceis o Pai. Pais, eu vos escrevi, porque conheceis aquele que existe desde o princípio. Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno. 15 Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; 16 porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. 17 Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.” (1 João 2:12-17 RA)

1. Santidade é um dos atributos de Deus (Pai, Filho e Espírito Santo), e significa que Ele é separado e acima de tudo o que é mau e imperfeito.7

6 7

Ibid., citando HOON. Dicionário Bíblico Almeida, em A Bíblia Online, da SBB


2. Mas santidade também é uma qualidade do membro do povo de Deus que o leva a se separar dos pagãos, a não seguir os maus costumes deste mundo, a pertencer somente a Deus e a ser completamente fiel a Ele.8 3. Veja os seguintes textos: “Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade.” (Hebreus 12:10 RA) “... a fim de que seja o vosso coração confirmado em santidade, isento de culpa, na presença de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos.” (1 Ts 3:13 RA)

4. No ponto anterior falamos sobre o amor, que caracteriza aquele que tem comunhão com Deus. Mas há uma coisa que aquele que tem comunhão com Deus não deve amar de forma alguma: “o mundo e aquilo que nele há”, segundo I João 2:15. Aqui precisamos tecer algumas considerações: a. João não está aqui falando sobre o mundo físico em si, como a natureza, por exemplo. Ele não quer dizer que devemos desprezar tudo o que é físico, pois fazendo isso incorreríamos no erro de desprezar a criação do próprio Deus. b. João também não está falando da humanidade em si, nem mesmo dos piores elementos que a compõem, pois o próprio Deus a ama e nos orienta a amá-la; até mesmo aos nossos inimigos. c. João está falando, então, do “sistema do mundo” dirigido por satanás. Notem que ele enumera três coisas: i. A concupiscência (ou desejo ardente) da carne – aquilo a que os gnósticos se entregavam. Mui especialmente o sexo desaprovado por Deus, mas também “... idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.” (Gálatas 5:20-21 RA) ii. A concupiscência dos olhos – Podemos exemplificar essa classe de pecados usando a cobiça, por exemplo: “Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.” (Êxodo 20:17 RA) – “Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.” (Tiago 1:14-15 RA) – A concupiscência dos olhos faz com que a alma fique cativa ao aspecto externo das coisas. Há uma preocupação exagerada por aparência, posição, exibição, etc. iii. A soberba da vida – A soberba da vida tem a ver com a pretensão, a arrogância, o desejo de ser mais e viver acima dos outros. Tem a ver com a vida de presunção, com o desejo de ser louvado, de ser considerado importante, de estar em primeiro plano, de ter títulos só para exibi-los, etc. “Os homens fazem do próprio ‘eu’ um deus; gastam tudo quanto possuem, dinheiro e energias, para o próprio ‘eu’. Esquecem-se do princípio do amor, do serviço que deveria ser feito em favor do próximo. Buscam apenas a glorificação própria...”9 8

Ibid. CHAMPLIN, R. N. – O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. Décima reimpressão, São Paulo – SP. Editora Candeia, 1998. Comentário extraído da página 243 do sexto volume. 9


d. Destas coisas, e outras semelhantes a estas, nós devemos estar separados. 5. Andar como Cristo andou é andar em santidade, isto é, separado do mundo, por Deus e para Deus. Conclusão. 1. Aquele que diz ter comunhão com Deus (com Santíssima Trindade) deve andar como Cristo andou. Basicamente, em amor e santidade. 2. Se Deus viesse aqui hoje para nos dar uma nota entre dez negativo e dez positivo, analisando em nossa vida essas questões, que nota tiraríamos? =====================================================================================

OS ANTICRISTOS “18 Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos; por onde conhecemos que é já a última hora. 19 Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós. 20 E vós tendes a unção do Santo e sabeis tudo. 21 Não vos escrevi porque não soubésseis a verdade, mas porque a sabeis, e porque nenhuma mentira vem da verdade. 22 Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho. 23 Qualquer que nega o Filho também não tem o Pai; e aquele que confessa o Filho tem também o Pai. 24 Portanto, o que desde o princípio ouvistes permaneça em vós. Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis no Filho e no Pai. 25 E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna. 26 Estas coisas vos escrevi acerca dos que vos enganam.” (1 João 2:18-26 RC) 1. 2. 3.

4.

Já destacamos para os irmãos, no primeiro sermão desta série, que, dentre outras coisas, João escreveu esta epístola para combater a heresia do gnosticismo. Porém, embora João se preocupasse em refutar o ensinamento gnóstico, bem como suas práticas, somente duas vezes, aqui e em 4:1-6, ele os enfrenta diretamente, chamando-os de anticristos, falsos mestres. A igreja na época de João enfrentava um perigo duplo: a. “Primeiramente, havia elementos “de dentro”, os mestres falsos que ainda tinham algum respeito por Cristo, imaginando ser ele um dos “aeons”, que tinha contato particular com este mundo. Eles esperavam fazer uma mescla de idéias, incorporando certos aspectos do judaísmo e do cristianismo com elementos das religiões misteriosas dos gregos, tendo assim criado o gnosticismo, conforme atualmente o conhecemos. E acreditavam que a essa mistura se poderia dar o nome de cristianismo; portanto, se tinham identificado com a comunidade cristã, como se realmente pertencessem a ela. A ênfase sobre as “regras de comunhão”, no primeiro capítulo desta epístola – a aceitação do Filho, conforme ele é retratado na revelação cristã, bem como as exigências morais do evangelho – sem dúvida alguma foram formuladas contra aqueles elementos “de dentro”, os quais, na realidade, não eram autênticos discípulos de Cristo, porquanto tinham degradado sua pessoa e obra. b. Em segundo lugar, haviam os elementos “de fora”. Em I João 2:18 e ss., em contraste com o primeiro capítulo, são descritos aqueles elementos perniciosos “de fora”. Antes tinham tido comunhão com a igreja; mas, por razões de incompatibilidade de idéias e práticas, se tinham retirado da comunidade cristã.”10 João chama a estes últimos de ANTICRISTOS. Notem que João, no texto que lemos, diz: “Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos; por onde conhecemos que é já a última hora.”

5. Ele fala sobre O ANTICRISTO, que viria (virá), e ANTICRISTOS, que já se faziam presentes. 6. Vamos estudar um pouquinho sobre estes personagens, que fazem parte também da nossa realidade como a igreja de hoje. 7. Primeiro vejamos sobre o Anticristo I. O Anticristo 10

CHAMPLIN, R. N. – O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. Décima reimpressão, São Paulo – SP. Editora Candeia, 1998. Comentário extraído da página 245 do sexto volume


1. João começa, ao escrever, taxando de anticristos aqueles que estavam enganando os irmãos a quem ele se dirigia (v.26), lembrando-lhes que eles não estavam ignorantes acerca do fato de que um anticristo haveria de aparecer para se opor a Cristo. 2. Este é chamado de O ANTICRISTO devido ao fato de que sua oposição a Cristo será singular, e ele negará tanto o Pai quanto o Filho (v.22). 3. Paulo, em II Tessalonicenses 2:3-4 o apresenta como o homem do pecado e filho da perdição, aquele que se levantará e fará oposição a Deus, e que se assentará como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus: “Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.” 4. E Apocalipse 13:1-8 o apresenta como uma besta que agirá no poder do “dragão”, à qual será permitido proferir grandes blasfêmias contra Deus e fazer guerra aos santos e vencê-los. Será adorada por muitos cujos nomes não estão inscritos no livro da vida: “E eu pus-me sobre a areia do mar e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e, sobre os chifres, dez diademas, e, sobre as cabeças, um nome de blasfêmia. E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés, como os de urso, e a sua boca, como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio. E vi uma de suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta. E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela? E foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para continuar por quarenta e dois meses. E abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu. E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda tribo, e língua, e nação. E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.” 5. Veja algumas características do anticristo, alistadas por Champlin: a. O anticristo negará tanto ao Pai quanto ao Filho (I João 2:22); b. Ele negará o significado e a importância da encarnação de Cristo (I João 4:3 e II João 7); c. O anticristo promoverá um espírito anticristão no mundo, que já existia na época dos apóstolos, mas que foi mera prefiguração do tempo muito mais crítico que prevalecerá quando o anticristo estiver em ação; d. Uma das principais características do anticristo será a capacidade de seduzir e enganar; e. O anticristo será um indivíduo caracterizado pela incorporação da mais profunda maldade em sua própria pessoa. Também será homem dotado de sabedoria humana consumada, um verdadeiro gênio, embora um gênio do mal; f. O anticristo será o mais convincente e inchado de todos os “egos-maníacos” que já existiram. Ele se auto-proclamará Deus; g. O anticristo será um operador de milagres, sendo que muitos desses, talvez não passarão de realizações científicas. Mas todos os seus milagres, científicos e genuínos, terão o objetivo de enganar e perverter, ao invés de iluminar e beneficiar. Os homens que tiverem rejeitado a verdade se juntarão em torno dele, e grande será o número de blasfemadores que exaltarão o anticristo e que zombarão dos crentes, de Cristo e de Deus Pai. Mas Deus confirmará estes no erro por terem rejeitado voluntariamente a verdade, e eles sofrerão a perdição eterna (II Tessalonicenses 2);


h. O anticristo será uma espécie de imitação da encarnação, porquanto satanás estará com ele, habitando nele; e assim será ele a personificação da mais elevada forma de maldade possível. Sua inteligência será astronômica, mas inteiramente perversa e destruidora tal como se dá no caso de satanás (ver II Ts. 2:9 e Ap. 13:2-5); i. O anticristo aplicará sanções econômicas, exigindo certa marca identificadora para quem quiser comprar ou vender; j. O próprio anticristo terá uma forma de identificação numérica, a saber: 666. Quando o anticristo aparecer tornar-se-á claro o significado desse número, embora talvez ninguém consiga decifrá-lo até então.11 6. Esse é O ANTICRISTO, “... o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda, [cujo]... aparecimento... é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos” (2 Ts 2:8-10 RA) 7. Vejamos agora sobre os anticristos: II. Os anticristos. 1. Depois de João fazer-lhes lembrar que eles não eram ignorantes quanto à vinda do anticristo, diz que muitos anticristos já se têm levantado. Ele estava se referindo aos falsos mestres gnósticos, classificando-lhes como arautos do anticristo, e, portanto, anticristos também, ainda que não à altura do “homem da iniqüidade”. 2. Os gnósticos eram anticristos porque eles negavam o verdadeiro Cristo do cristianismo, reputando-o como um mero “aeon” angelical. Negavam que ele fosse o “Verbo” de Deus. Negavam a sua encarnação real, dizendo que um “aeon” teria meramente “possuído” o corpo de Jesus de Nazaré por algum tempo. E muitas outras coisas. 3. Hoje em dia também existem os anticristos, e existem aos milhares. 4. Vou citar dois exemplos, e com isso não estou dizendo que estas pessoas sejam diabólicas, maléficas, malignas, etc., no sentido social; o que estou dizendo é que elas podem biblicamente serem classificadas como anticristos porque descrêem de Cristo como ele é apresentado nas escrituras, e ensinam assim. 5. Vamos a estes exemplos: a. Os “Testemunhas de Jeová” – Eles negam abertamente a divindade de Cristo, e são, por isso, anticristos, e são hábeis na arte de seduzir e enganar as pessoas. b. A denominada “Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”, mais conhecida popularmente como a igreja dos Mórmons, é outro grupo de anticristos que estão espalhados por aí. Veja algumas razões para essa afirmação: i. A Bíblia ensina que Jesus é Deus eterno, e os Mórmons ensinam que ele é um ser criado, irmão de Lúcifer; ii. A Bíblia ensina que Ele é Deus, um com o Pai e o Espírito Santo, que existe um só Deus que se manifesta de forma triúna, sendo Jesus a Segunda Pessoa da Trindade, e os Mórmons ensinam que ele é “um dentre muitos deuses”, e de menor importância ainda na cosmologia Mórmon mais ampla; iii. A Bíblia ensina que a sua encarnação se deu de uma virgem, e que foi obra do Espírito Santo, e os Mórmons ensinam que Jesus nasceu através de um ato sexual físico entre o Deus e Maria.12 11

Ibid., volume 5, p. 241, 242.


6. Pessoas que assim ensinam são anticristos, os mesmos acerca dos quais a Bíblia nos alerta, que são ardilosos na arte de enganar. (muitos porque vivem um auto-engano) 7. Há muitos outros anticristos dessa espécie, que negam a Cristo, vivendo entre nós. 8. Mas também são anticristos aqueles que dizem ser o Cristo. 9. Quanto a estes, parece até um absurdo que alguém creia neles e os siga, porém, isso acontece, e no Brasil nós temos visto boquiabertos acontecimentos dessa natureza. 10. Coisas como essas, que parecem absurdas, acontecem porque são realizadas “segundo a eficácia de satanás”. Concluindo 1. Não há como evitar o surgimento do anticristo e de anticristos. 2. Eles são previstos pela Palavra de Deus. 3. Não nos resta outra coisa a fazer, como crentes em Jesus, senão firmarmo-nos na Verdade revelada na Palavra de Deus, orar por nós mesmos e pelas pessoas que são assediadas por tais anticristos, e combatê-los veementemente, na intenção de livrar o maior número possível de pessoas de seus enganos. 4. Não podemos também ter medo de dar “nome aos bois”. 5. Assim como João ousadamente combateu as heresias gnósticas, taxando-as de anticristãs, e anticristos aos que as seguiam a pregavam, nós também precisamos fazê-lo com ousadia e sabedoria no Espírito. 6. Também, se não nos achamos preparados para confrontá-los, é bom que não os recebamos em nossas casas. Talvez você possa e deva recebê-los como amigos ou parente, se forem seus amigos ou parentes, e com amor, porém não como instrutores, porque ele não irão lhe instruir na verdade e sim no engano. 7. Se alguém quiser discutir isso, discuta não comigo, mas com João: “Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo. Olhai por vós mesmos, para que não percamos o que temos ganhado; antes, recebamos o inteiro galardão. Todo aquele que prevarica e não persevera na doutrina de Cristo não tem a Deus; quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto o Pai como o Filho. Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis...” (2 João 1:7-11 RC)

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AGORA SOMOS FILHOS DE DEUS! 1. Texto bíblico: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo. Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é. E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro.” (1 João 3:1-3 RA) 2. Lucas 19:1-10 registra a história da conversão de Zaqueu, o publicano. a. Eu posso imaginar Zaqueu chegando em casa, muito mais radiante do que de costume, causando um grande espanto em sua esposa e filhos (se é que ele tinha esposa e filhos). 12

ANKERBERG, John e WELDON, John - Os Fatos Sobre os Mórmons. Tradução de Neyd Siqueira. Por Alegre – RS, Obra Missionária Chamada Da Meia-Noite, 1998.


3. 4. 5. 6.

7.

b. Posso imaginar Zaqueu fazendo a conta de suas posses e separando uma parte para cumprir o que houvera dito em relação aos pobres e àqueles a quem ele havia defraudado. c. Sua esposa, então, naturalmente, lhe pergunta o que ele está fazendo, e, ao ouvir a resposta, pergunta o porquê, e então, ouve de Zaqueu: “É porque agora eu sou um filho de Deus de verdade”. Os irmãos já pararam para pensar sobre o que significa ser filho de Deus? Feche os seus olhos, pense o mais profundo que você puder sobre isso, e, pensando, diga em voz alta: “AGORA EU SOU UM FILHO DE DEUS”. Somos filhos de Deus porque Deus nos adotou como Seus filhos. Ele também está nos transformando na mesma imagem de Seu Filho Jesus, e nos purificando de tudo o que nos identifica com o mundo, para que sejamos um povo de Sua exclusiva propriedade. Comecemos então por pensar neste fato: I. SOMOS FILHOS DE DEUS.

1. João diz isso enfaticamente. 2. A versão Almeida Revista e Corrigida não registra a ênfase, mas a Revista e Atualizada registra. 3. Depois de dizer: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, ao ponto de sermos chamados filhos de Deus...”, João acrescenta: “... e, de fato, somos filhos de Deus”. 4. Todo mundo quer ser filho de Deus. 5. Não é raro ouvirmos pessoas afirmando que todos somos filhos de Deus. 6. Isso é tão arraigado em nosso pensamento e querer, que às vezes falamos sobre o assunto sem sequer pensar no mesmo. 7. Não são poucas as vezes que eu já ouvi pessoas que estavam se preparando para receber, ou para se dar, ou para viver algo bom, afirmando: “Afinal, eu também sou filho de Deus!”. 8. É verdade que, em certo sentido, todos somos filhos de Deus. 9. Todos somos filhos de Deus por criação. 10. Mas ser filho só porque foi criado pelo Pai, não é ser filho em todo o seu sentido, não é ser filho de verdade. 11. A Bíblia deixa claro que o verdadeiro filho de Deus é aquele que nasceu de novo, porquanto recebeu o Senhor Jesus em sua vida. Veja: a. João 1:12 – “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome” b. Romanos 8:14 – “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.” c. Gálatas 3:26 – “Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus” 12. Diante disso, vejamos: a. O que significa ser filho de Deus. 1. Ser filho de Deus significa ser novamente aceito pelo Pai: (Contar a história do filho que queria voltar para casa mas não sabia se seu pai iria aceitá-lo, e pediu para que lhe desse um sinal: um pano branco na árvore em frente da casa). a. A história do filho pródigo também nos mostra esse fato. b. Vejamos alguns textos bíblicos:


i. “... Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus. Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” (2 Coríntios 5:19-21 RA) ii. “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor”(Colossenses 1:13 RA) 2. Ser filho de Deus significa ter a posição de: a. Cidadão do céu: “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Filipenses 3:20 RA) b. Membro de um sacerdócio santo e real: “também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo” (1 Pedro 2:5 RA) “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:9 RA) c. Membro da família de Deus: “Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus” (Efésios 2:19 RA) d. Membro de um povo de propriedade exclusiva de Deus: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:9 RA) 3. Ser filho de Deus significa ser co-herdeiro, com Cristo, de uma herança indescritível: “Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados”. (Romanos 8:17 RA) 4. Ser filho de Deus tem um significado tão grande que é-nos impossível expressá-lo em toda a sua extensão, mas o coração de todo o significado está no fato de que podemos gozar de uma comunhão tão íntima com Ele, a ponto de podermos exclamar: “Aba, Pai!”: “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai” (Romanos 8:15 RA) b. Só somos filhos de Deus porque Ele, em Seu amor, nos concedeu essa bênção. 1. João deixa isso bem claro no texto, e essa é uma verdade cristalina em toda a Escritura. a. Foi Deus quem tomou a iniciativa da reconciliação: “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. (2 Coríntios 5:18-19 RA) b. É o Espírito de Deus que nos convence do pecado: “Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: (João 16:7-8 RA)


c. É Deus quem efetua em nós tanto o querer quanto o realizar: “porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade”. (Filipenses 2:13 RA) d. Não poderíamos ir a Cristo se o Pai não nos tivesse levado: “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia”. (João 6:44 RA) e. Foi Deus quem nos escolheu, e é Ele quem nos guarda salvos, nos faz perseverar: “Vocês foram escolhidos de acordo com o propósito de Deus, o Pai. E pelo Espírito de Deus vocês foram feitos um povo dedicado a ele a fim de obedecerem a Jesus Cristo e ficarem purificados pelo seu sangue. Que vocês tenham, mais e mais, a graça e a paz de Deus!” (1 Pedro 1:2 BLH) – “Essas bênçãos são para vocês que, por meio da fé, são guardados pelo poder de Deus para a salvação que está pronta para ser revelada no fim dos tempos”. (1 Pedro 1:5 BLH) c. O Mundo não conhece os filhos de Deus, porque não conhece a Deus. 1. “Tenho-vos dito estas coisas para que não vos escandalizeis. Eles vos expulsarão das sinagogas; mas vem a hora em que todo o que vos matar julgará com isso tributar culto a Deus. Isto farão porque não conhecem o Pai, nem a mim.” (João 16:1-3 RA) 2. Isto que Jesus disse no versículo acima aconteceu com os seus discípulos, e continua acontecendo, e vai continuar até o fim. 3. Quem pensa que no Brasil a perseguição aos filhos de Deus não acontece é porque está um pouco por fora da realidade. 4. Comecemos a pregar, a profetizar, a alvoroçar a nossa cidade, e veremos muitos, até conhecidos nossos, virando-nos as costas, e alguns até odiando-nos. 5. Isso acontece, porque o mundo não nos conhece e nem conhece ao Pai. 6. Em segundo lugar, a bíblia nos diz que, por sermos filhos de Deus... II. SEREMOS SEMELHANTES A CRISTO NA SUA VINDA. 1. Perguntaram certa vez a um homem qual era o seu maior desejo, e ele respondeu: “O meu maior desejo é ser cada vez mais parecido com Jesus”. 2. João falou que isso vai acontecer, e outros textos também falam sobre isso: a. “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.” (Romanos 8:29 RA) b. “E, assim como trouxemos a imagem do que é terreno, devemos trazer também a imagem do celestial.” (1 Coríntios 15:49 RA) c. “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” (2 Coríntios 3:18 RA) 3. O que exatamente isso significa, em toda a sua extensão, talvez só saberemos quando Cristo voltar, mas a Bíblia exorta-nos a já, em virtude desse fato, irmo-nos purificando a nós mesmos, assim como ele é puro. Dessa forma, o padrão de pureza que a Bíblia nos apresenta não é Pedro, João ou Paulo, e, sim, o próprio Cristo. 4. Temos que nos purificar a nós mesmos, ou deixar que Cristo nos purifique, porque vivemos na companhia de Cristo. 5. Quando eu preparava este estudo, um hino estava tocando no rádio, e uma das frases do mesmo dizia o seguinte: “Quem anda com o Santo tem que ser santo também”. 6. Ser puro é ser separado das coisas que não agradam a Deus.


7. Ebard, citado por Champlin em O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, diz: “Não purificar-se alguém a si mesmo é equivalente a dizer a Deus: ‘Não quero a jóia que me ofereces ante os meus olhos, como a mais preciosa jóia que me prometes dar um dia – ser livre do pecado. Não dou valor a essa jóia.” 8. E Longstaff escreveu um hino que é citado na mesma obra. O hino diz: Separa tempo para te santificares, fala sempre com o Senhor; Permanece sempre nele e alimenta-te de Sua Palavra Faz amigos dos filhos de Deus; ajuda aos fracos; Em nada te esqueças de buscar a sua bênção. Separa tempo para te santificares, o mundo se apressa; Passa muito tempo em segredo, sozinho com Jesus; Olhando para Jesus, serás como ele, finalmente; Teus amigos, em tua conduta, verão sua semelhança 9. E o próprio Champlin escreve: “A santidade deve ser cultivada. Vem em resultado da aplicação dos ‘meios espirituais’ para sua obtenção, como a busca feita pela alma, o treinamento do intelecto, o contacto com o Espírito Divino, mediante a oração e a meditação, a busca e o uso dos dons espirituais”. CONCLUINDO 1. Diné é filho de um falecido pastor de Cachoeiro de Itapemirim. Ele canta muito bem, e é bem conhecido nas igrejas daquela cidade. Um dia, ele estava no seminário onde eu estudava, e eu me aproximei dele e, para iniciar uma conversa, disse, cheio de boas intenções: Esse é o Diné, o filho do pastor Davi! Então ele me disse: “Eu não quero ser conhecido por ser filho do pastor Davi, e sim por minhas próprias qualidades!”. 2. Eu quase fiquei sem graça, mas não me importei muito. Hoje, pensando nisso, imagino que se eu chegasse e dissesse: Esse é o Diné, filho de Deus! Ele responderia: Amém! 3. Nós somos filhos de Deus, e isso é maravilhoso. 4. Desde o momento que recebemos o Senhor Jesus em nosso coração, ele nos deu também o poder de sermos feitos filhos de Deus em toda a plenitude do que isso significa. AGORA SOMOS FILHOS DE DEUS. ALELUIA!!! =====================================================================================

A RELAÇÃO DO FILHO DE DEUS COM O PECADO. 1. No estudo anterior vimos, olhando para 1 João 3.1-3 1que “Agora Somos Filhos de Deus”, e o somos não por mérito pessoal, mas porque Ele em Seu amor nos concedeu esta bênção. 2. Vimos que ser filho de Deus é algo maravilhoso, porque significa, dentre outras coisas, a. ser novamente aceito pelo Pai b. ter a posição de i. cidadão do céu ii. membro de um sacerdócio santo e real


3. 4. 5. 6.

iii. membro da família de Deus iv. membro de um povo de propriedade exclusiva de Deus c. significa ser co-herdeiro, com Cristo, de uma herança indescritível Mas ser filho de Deus traz também grandes responsabilidades sobre nós, como por exemplo, a responsabilidade de lidarmos de forma correta para com o pecado. Qual deve ser a relação do filho de Deus para com o pecado? É sobre isso que estaremos pensando hoje, e, para tal, vamos ler 1 João 3.4-10. O texto está abaixo, em três versões diferentes. a. Versão Revista e Corrigida: “Qualquer que comete o pecado também comete iniqüidade, porque o pecado é iniqüidade. E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado. Qualquer que permanece nele não peca; qualquer que peca não o viu nem o conheceu. Filhinhos, ninguém vos engane. Quem pratica justiça é justo, assim como ele é justo. Quem comete o pecado é do diabo, porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo. Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece NOTA – Esta nota se refere à nele; e não pode pecar, porque é nascido de diferença encontrada nas Deus. Nisto são manifestos os filhos de Deus diferentes versões com respeito à prática do pecado aqui nesse e os filhos do diabo: qualquer que não pratica texto. A versão ARC diz que a justiça e não ama a seu irmão não é de “aquele que permanece nele não Deus.” peca”; já a ARA diz “não vive pecando”, e a BLH diz “não b. Versão Revista e Atualizada: “Todo aquele continua pecando”. Todas estão que pratica o pecado também transgride a certas, sendo que a tradução mais lei, porque o pecado é a transgressão da lei. literal é a da ARC, mas o sentido é o de uma prática contínua do Sabeis também que ele se manifestou para pecado. Isso acontece porque no tirar os pecados, e nele não existe pecado. grego a frase vem vazada no Todo aquele que permanece nele não vive tempo presente e dá a idéia de uma ação contínua. E isso pecando; todo aquele que vive pecando não concorda também com o contexto o viu, nem o conheceu. Filhinhos, não vos do livro como um todo, pois, se deixeis enganar por ninguém; aquele que assim não fosse, como explicaríamos os versículos 8-10 pratica a justiça é justo, assim como ele é do capítulo 1 ? justo. Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo. Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus. Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: todo aquele que não pratica justiça não procede de Deus, nem aquele que não ama a seu irmão.” c. Versão da Bíblia na Linguagem de Hoje: “Quem peca é culpado de quebrar a lei de Deus, porque o pecado é a quebra da lei. Vocês já sabem que Cristo veio para tirar os pecados e que ele não tem nenhum pecado. Assim, quem vive unido com Cristo não continua pecando. Porém quem continua pecando nunca o viu e nunca o conheceu. Minhas filhinhas e meus filhinhos, não deixem que ninguém os engane. Aquele que faz o que é correto é correto, assim como Cristo é correto. Quem continua pecando pertence ao Diabo porque o Diabo peca desde a criação do mundo. E o Filho de Deus veio para isto: para destruir o que o Diabo tem feito. Quem é filho de Deus não continua pecando, porque a vida que Deus dá permanece nele. E ele não pode continuar pecando, porque Deus é o seu Pai. A diferença clara que existe entre os filhos de Deus e os


filhos do Diabo é esta: Quem não faz o que é certo ou não ama o seu irmão não é filho de Deus.” 7. Vejamos, em primeiro lugar, sobre: I. A natureza do pecado. 1. Sobre o pecado várias coisas já sabemos. Algumas ênfases que podemos dar sobre o mesmo: a. Ele nunca abandona o pecador, e só pode ser removido pelo sangue de Jesus Cristo; b. Ele cresce e se multiplica; c. Ele é maléfico e perverso e separa o homem de Deus, levando-o, finalmente, à destruição. 2. Algumas ênfases extraídas de Champlin13: a. “O pecado é cósmico em sua natureza. Nenhum ser humano peca sozinho. O pecado sempre fará parte de uma rebelião cósmica contra Deus e contra a retidão. O oitavo versículo enfaticamente assevera que aquele que pratica o pecado é do diabo. Esse ser maligno é intitulado de “o deus deste mundo” (II Co. 4:4), e muitos são seus súditos e escravos. Será necessária uma providência cósmica para remover o pecado, e o julgamento tomará conta disso”. b. “Mas o pecado também é pessoal. Embora as forças satânicas forneçam a agitação (ver Ef. 6:11 e ss.), o indivíduo é responsável pelas suas ações, e, portanto, ele é convocado a arrepender-se. O homem não pode alterar o quadro cósmico, mas pode pessoalmente ser redimido {mediante arrependimento e fé}”. c. “Sem importar se cósmico ou pessoal, o fato é que o pecado é, definidamente, uma questão de rebeldia.” 3. O pecado é algo muito mais sério do que normalmente pensamos. Trata-se de uma rebelião, tendo o próprio diabo como companheiro de batalha, contra Deus. 4. Mas o nosso tema no presente estudo versa sobre a relação do filho de Deus com o pecado. Então, vejamos, em segundo lugar que: II.

O filho de Deus não vive na prática do pecado.

1. O versículo nove diz isso com uma clareza incontestável: “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus. (RA) 2. Mas o versículo não somente diz que o filho de Deus não vive na prática do pecado, como também diz o motivo: a semente de Deus permanece nele e ele é nascido de Deus. Isso quer dizer que ele possui a natureza divina. Ele nasceu de novo, da água e do Espírito, e sua natureza foi mudada. 3. Há nesse versículo uma metáfora biológica fantástica. A palavra que foi traduzida aqui por semente vem do grego “sperma”. 4. Sabemos que o sperma leva os gens do homem que, combinados com os da mulher, vão determinar as características da pessoa que vai nascer. 5. Os filhos de Deus possuem os Seus “gens”, possuem a Sua natureza, e por isso não podem viver na prática do pecado. 13

CHAMPLIN, R. N. – ‘O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo’ . Volume 6, 10 ª reimpressão. São Paulo – SP, Editora Candeia, 1998. 666 p. Nota extraída da p. 257


6. Essa é uma figura tremenda que o Espírito de Deus usa aqui para nos transmitir essa grandiosa verdade. 7. Isso nos leva a uma terceira questão: III.

Se alguém vive na prática do pecado, esse tal não é filho de Deus.

1. Essa é uma conclusão óbvia e muito séria também, pois o texto deixa bem claro que, nesse sentido só existem duas classes de pessoas: os filhos de Deus e os filhos do diabo. Quem não é filho de Deus é filho do diabo. 2. “A idéia de falsos irmãos, derivados de satanás, encontra uma expressão análoga no apelo de Inácio aos Efésios, no sentido de que ‘nenhuma planta do diabo seja encontrada em vós’. Encontramos uma declaração mais completa dessas idéias em João 8:44 e seu contexto, onde Jesus assevera acerca de seus adversários: Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira. (João 8:44 RA)...”14 Conclusão 1. A relação dos filhos de Deus com o pecado é, então, uma relação de completo desafeto, desamor. 2. O filho de Deus deve repudiar o pecado com todas as suas forças. 3. João já havia dito, em 2:15-17: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.” (1 João 2:15-17 RA) 4. O filho de Deus deve permanecer em Cristo, e, sendo assim, por ser Cristo impecável, o filho de Deus não pode e não viverá na prática do pecado. 5. Ele peca, não há dúvida, mas não vive dominado pelo princípio do pecado. 6. Quem vive sob esse domínio é porque ainda não é filho de Deus. =====================================================================================

GOVERNADOS PELA LEI DO AMOR. 1. Ler 1 João 3.11-18 2. A história a seguir foi contada por M. McGavock Woodward: “As arquibancadas do estádio de uma Universidade estavam repletas de estudantes durante uma renhida partida de futebol. No intervalo do jogo, um garoto de uns oito anos, imiscuindo-se por entre a turba, anunciava a venda de saquinhos de pipocas. Esse garoto, levando um esbarro, teve o seu cesto entornado, espalhando-se pelo chão os saquinhos de pipocas. O menino começou a chorar, enquanto recolhia, penosamente, a sua mercadoria. Um senhor bondoso, aproximando-se o ajudou a recolher as pipocas espalhadas, colocando-as no seu cesto. Ao término do trabalho, o menino virou-se para o gentil cavalheiro, e, com comovente ternura, perguntou: 14

Ibid., p. 259, citando Hoon


– O senhor é meu tio? – Não! – respondeu o homem. – Por que me pergunta? 15 – Bem, porque eu tenho um tio que é crente e ele sempre ajuda os outros.

3. Não é incomum que muita gente pense que as pessoas bondosas que auxiliam aos necessitados sejam crentes em Jesus. 4. No estudo anterior vimos sobre a relação do filho de Deus com o pecado, e enfatizamos que o filho de Deus, ainda que seja um pecador, não vive na prática do pecado, e, se alguém vive na prática do pecado, vive para o pecado, esse tal não é filho de Deus. 5. Com respeito ao amor, a relação do filho de Deus para com ele é a de ser governado por ele. 6. Essa é a mensagem da palavra de Deus. 7. Toda a lei se resume em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. 8. Nos versículos que propusemos para o estudo de hoje, João fala exatamente sobre o amor, e, baseados nas palavras de João, vamos pensar um pouquinho sobre esse tema tão importante para a vida cristã. I. Uma mensagem antiga. 1. No versículo 11 João diz: “Porque esta é a mensagem que ouvistes desde o princípio: que nos amemos uns aos outros.” (1 João 3:11 RC) 2. Não era nenhuma novidade para aqueles crentes, para quem João estava escrevendo esta epístola, que eles deveriam amar uns aos outros. A mensagem do amor não era nova, era antiga, era a mensagem que eles “... ouviram desde o princípio” a. Jesus havia pregado o amor. i. Em João 13:34 e 35 estão registradas as seguintes palavras de Jesus: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” (João 13:34-35 RC). ii. Em Mateus 5:43 – 46 Jesus chega a dizer que até os inimigos (humanos, é claro) devem ser objetos do amor dos crentes: “Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e aborrecerás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem, para que sejais filhos do Pai que [está] nos céus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo?” (Mateus 5:43-46 RC) b. A própria lei se resumia no amor: “E os fariseus, ouvindo que ele fizera emudecer os saduceus, reuniram-se no mesmo lugar. E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo: Mestre, qual é o grande mandamento da lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, [é:] Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Desses dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.” (Mateus 22:34-40 RC) 15

OLIVEIRA, Moysés Marinho de – “Manancial de Ilustrações”, p. 29, 30 - JUERP


3. 4.

5. 6.

7.

c. Não sei se eles já haviam ouvido, mas Paulo ensinava que o caminho mais excelente que existe é o caminho do amor: “Entretanto, procurai, com zelo, os melhores dons. E eu passo a mostrar-vos ainda um caminho sobremodo excelente. Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.” (1 Coríntios 12:31-13:3 RA) / “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.” (1 Coríntios 13:13 RA) d. Paulo também ensinava que o amor faz parte do fruto que o Espírito produz na vida dos crentes: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.” (Gálatas 5:22-23 RA) Não era uma mensagem nova, esta do amor. Era uma mensagem antiga e exaustivamente ensinada tanto por Jesus quanto por seus apóstolos. Agora, se essa mensagem não era nova para eles que viviam no primeiro século da era cristã, quanto mais para nós que estamos vivendo no vigésimo primeiro século da mesma era!!!??? Porém, ainda assim, a igreja ainda tem enfrentado problemas nessa área. Precisamos aprender a ouvir e obedecer aos ensinamentos da Palavra de Deus, principalmente no que concerne ao amor, a maior, a mais excelente de todas as virtudes. Vai chegar o dia em que não precisaremos mais da esperança, e nem da fé, mas o amor permanece para sempre. II. Uma prova de que somos salvos.

1. O versículo 14 nos informa: “Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte.” (1 João 3:14 RA) 2. O amor funciona como uma espécie de comprovante, uma espécie de carteira de identidade celestial... 3. Jesus também ensinou isso quando disse aos seus discípulos: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.” (João 13:35 RA) 4. Numa certa ocasião o sábio rei Salomão se viu diante de um impasse. a. Leiamos 1 Reis 3:16-23 para vermos qual foi esse impasse. b. Agora leiamos o restante, até o versículo 27, para vermos como Salomão resolveu esse impasse. c. Salomão aplicou a lei do amor. d. Foi o amor que identificou a mãe verdadeira, foi o amor que identificou qual das mulheres fazia parte da família daquela criança. 5. Nós sabemos que passamos da morte para a vida porque amamos uns aos outros. 6. As pessoas nos reconhecem como discípulos de Jesus porque olham para nós e vêem o amor presente entre nós. 7. É isso que ensina a Palavra de Deus! 8. Mas a palavra de Deus também ensina que se a alguém falta o amor, esse ainda está morto, ainda não foi salvo, ainda não faz parte da família de Deus.


9. Salomão descobriu quem não era a mãe do menino, quem não fazia parte da família do pequenino quando em uma das mulheres viu que faltava o amor pela criança, consentindo ela em que o mesmo fosse cortado ao meio e repartido entre as duas. 10. Você ama a seus irmãos na fé? 11. Amamo-nos uns aos outros? 12. “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.” (1 João 4:8) III. A demonstração do amor precisa ultrapassar as meras palavras. 1. Os versículos 17 e 18 dizem: “Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade.” (1 João 3:17-18 RA) 2. “Conta-se que dois amigos judeus certa vez travavam a seguinte conversa: -

Dize-me, amigo Ivan, amas-me? Amo-te, e muito! Sabes, amigo, o que me dói? Como posso saber o que te dói? Se não sabes o que me dói, como podes dizer que me amas?

3. O amor verdadeiro procura diligentemente saber o que dói ao outro, e em seguida, toma providências. 4. Sartre tinha razão: “O amor suja as mãos!”.16 5. Alguém disse muito acertadamente que o mundo rejeita a nossa declaração de amor, porque o que ele quer é demonstração de amor. CONCLUSÃO 1. Por que lei temos sido governados? 2. O crente precisa ser governado pela lei do amor da mesma forma como Jesus foi governado por essa lei. 3. Jesus disse: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.” (João 13:34 RA) e “O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.” (João 15:12 RA) 4. Lembre-se: Quem não ama não o conhece, pois Deus é amor. 5. Para encerrar, vejam o que recebi pela internet sob o título “Amor na Latinha”: "Um fato real, dois irmãozinhos maltrapilhos, provenientes da favela - um deles de cinco anos e o outro de dez, iam pedindo um pouco de comida pelas casas da rua que beira o morro. Estavam famintos: 'vai trabalhar e não amole', ouvia-se detrás da porta; 'aqui não há nada moleque...', dizia outro... As múltiplas tentativas frustradas entristeciam as crianças... Por fim, uma senhora muito atenta disse-lhes: 'Vou ver se tenho alguma coisa para vocês... coitadinhos!' E voltou com uma latinha de leite. Que festa! Ambos se sentaram na calçada. O menorzinho disse para o de dez anos: 'você é mais velho, tome primeiro...e olhava para ele com seus dentes brancos, a boca semi-aberta, mexendo a ponta da língua'. Eu, como um tolo, contemplava a cena... Se vocês vissem o mais velho olhando de lado para o pequenino...! Leva a lata à boca e, fazendo gesto de beber, aperta fortemente os lábios para que por eles não penetre uma só gota de leite. Depois, estendendo a lata, diz ao irmão: 'Agora é sua vez. Só um pouco.' E o irmãozinho, dando um grande gole exclama: 'como está gostoso!' 'Agora eu', diz o mais velho. E levando a latinha, já meio vazia, à boca, não bebe nada. 'Agora você', 'Agora eu', 'Agora você', 'Agora eu'... E, depois de três, quatro, cinco ou seis goles, o menorzinho, de cabelo encaracolado, barrigudinho, com a camisa de fora, esgota o leite todo... ele sozinho. Esse 'agora você', 'agora eu' encheram-me os olhos de lágrimas... E então, aconteceu algo que me pareceu extraordinário. O mais 16

Fonte não identificada


velho começou a cantar, a sambar, a jogar futebol com a lata de leite. Estava radiante, o estômago vazio, mas o coração trasbordante de alegria. Pulava com a naturalidade de quem não fez nada de extraordinário, ou melhor, com a naturalidade de quem está habituado a fazer coisas extraordinárias sem dar-lhes maior importância. Daquele moleque nós podemos aprender a grande lição, 'quem dá é mais feliz do que quem recebe.' É assim que nós temos de amar. Sacrificando-nos com tal naturalidade, com tal elegância, com tal discrição, que os outros nem sequer possam agradecer-nos o serviço que 17 nós lhe prestamos." =====================================================================================

NASCIDOS DE DEUS I João 5.1-5 1. No último Sermão desta série em I João fomos até o final do capítulo 3. 2. Estamos agora iniciando no Capítulo 5, o que significa que pulamos todo o capítulo 4. 3. Assim está sendo feito devido ao fato que já estudamos dentro desta carta acerca dos falsos profetas e também acerca do amor. 4. Porém, algumas coisas é preciso destacar dentro do capítulo 4, e, para tanto, uma leitura atenta é o suficiente. (ler) 5. Dentro do capítulo 5, logo nos primeiros 5 versículos, João fala sobre os nascidos de Deus, isto é, sobre aqueles que pertencem a Cristo Jesus. 6. Somente duas coisas estaremos vendo dentro destes 5 versículos, sobre os nascidos de Deus, a saber: a. Todo o que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus; b. O que é nascido de Deus vence o mundo por causa da fé. 7. Vejamos então a primeira questão: I. Todo o que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus 1. 2. 3. 4.

João coloca essa verdade logo no primeiro versículo. Mas quem é aquele que “crê”? O que significa crer? Essa é uma pergunta importante, principalmente num país como o nosso, onde a figura de Jesus é muito popular, e a grande maioria crê que ele é o Cristo, não passando, porém, a sua crença, de uma mera aceitação de um credo18 religioso. 5. Mas será que o que está em foco no texto, quando João fala sobre crer, é a mera aceitação de um credo religioso? 6. É certo que não! 7. Assim diz Champlin19, acertadamente, em seu comentário sobre esse texto: “Está em foco aqui muito mais do que a mera aceitação de um credo, embora seja necessário que tenhamos ‘opiniões corretas’ acerca de Cristo. Antes está aqui em pauta o discernimento moral e a outorga da alma aos cuidados de Cristo. Assim, pois, a alma percebe quem é Cristo, bem como seu intuito de transformar-nos segundo a sua própria imagem; e então diz: “Quero ser semelhante a Cristo”. 20 E assim ela se entrega ao processo de transformação”

8. Essa verdade é perfeitamente comprovada pela Palavra de Deus.

17

Recebido pela internet – sem fonte Fórmula doutrinária cristã 19 Não concordo com tudo o que diz Champlin em seu comentário, e algumas coisas há que ele diz que cheiram a espiritismo; entretanto há muitas coisas corretas, e uma delas é a que cito aqui. 20 CHAMPLIN, R. N. – O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. Volume 6. Décima reimpressão. São Paulo – SP. Editora Candeia, 1998 18


9. O próprio João diz, no versículo 4 desse mesmo capítulo de sua primeira carta, que todo o que é nascido de Deus vence o mundo pela fé. 10. Daí entendemos que o verdadeiro crente está preocupado em vencer o mundo e não viver conformado a ele. 11. Também em João 12.46 encontramos as seguintes palavras do próprio Jesus: “Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.” 12. E outros textos também confirmam essa verdade: “Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras. Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus.” (João 3:18-21 RA) “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.” (Romanos 8:29 RA) E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. (Gálatas 5:24 RA) Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude, pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo, por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor. Porque estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. (2 Pedro 1:3-8 RA)

13. Se nós cremos de verdade conforme o verdadeiro significado de crer, então somos nascidos de Deus, pois todo o que assim crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus. 14. Tendo visto a primeira questão, passemos à segunda: II. O que é nascido de Deus vence o mundo por causa da fé 1. Esta mensagem está no versículo 4. 2. O pensamento teológico de João acerca do mundo em geral é metafísico, isto é, uma visão que transcende a natureza física das coisas. 3. A vitória é, portanto, uma vitória metafísica, isto é, uma vitória sobre forças não necessariamente naturais, porém espirituais. 4. Paulo, escrevendo aos Efésios, disse que nossa luta não é simplesmente contra carne e sangue, mas contra as forças espirituais da maldade. 5. No entanto, o campo de batalha, de onde saímos vitoriosos pela fé, é a esfera de nossa vida diária. 6. E a vitória é, segundo Hoon:21 a. A vitória da alegria sobre a infelicidade – Estas coisas, pois, vos escrevemos para que a nossa alegria seja completa. (1 João 1:4 RA) b. A vitória da comunhão sobre a solidão – Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. (1 João 1:7 RA) c. A vitória da honestidade sobre o orgulho moral e a auto-ilusão – Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos 21

Ibid, citando Hoon


e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós. (1 João 1:6-10 RA) d. A vitória da retidão e da santidade sobre o pecado – Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro. (1 João 2:1-2 RA) Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo. Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus. Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: todo aquele que não pratica justiça não procede de Deus, nem aquele que não ama a seu irmão. (1 João 3:8-10 RA) e. A vitória da pureza sobre as concupiscências mundanas – Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente. (1 João 2:15-17 RA) f. A vitória da verdade sobre o erro, da confiança sobre o temor, a dúvida e o desencorajamento – E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento. Não vos escrevi porque não saibais a verdade; antes, porque a sabeis, e porque mentira alguma jamais procede da verdade. Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho. Todo aquele que nega o Filho, esse não tem o Pai; aquele que confessa o Filho tem igualmente o Pai. Permaneça em vós o que ouvistes desde o princípio. Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis vós no Filho e no Pai. E esta é a promessa que ele mesmo nos fez, a vida eterna. Isto que vos acabo de escrever é acerca dos que vos procuram enganar. Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também ela vos ensinou. (1 João 2:20-27 RA) g. A vitória do amor sobre o ódio – Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o


seu amor é, em nós, aperfeiçoado. Nisto conhecemos que permanecemos nele, e ele, em nós: em que nos deu do seu Espírito. E nós temos visto e testemunhamos que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. Aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele, em Deus. E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele. Nisto é em nós aperfeiçoado o amor, para que, no Dia do Juízo, mantenhamos confiança; pois, segundo ele é, também nós somos neste mundo. No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor. Nós amamos porque ele nos amou primeiro. Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão. (1 João 4:7-21 RA) h. A vitória da vida eterna sobre o tempo e a morte – e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada (1 João 1:2 RA) Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente. (1 João 2:17 RA) E esta é a promessa que ele mesmo nos fez, a vida eterna. (1 João 2:25 RA) E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus. (1 João 5:11-13 RA) 7. A vitória é, então, uma grande vitória, e não é para menos, pois o objeto de nossa fé é o Onipresente, Onisciente, Onipotente e Soberano Senhor. CONCLUSÃO 1. Somos nascidos de Deus? 2. Se cremos em Jesus de verdade, a resposta é sim! 3. E se a resposta é sim, o Espírito de Deus nos mostra que não precisamos viver derrotados, porque devido a essa mesma fé que nos faz nascidos de Deus, Ele nos proporciona uma grande vitória. 4. A vitória já é nossa, e o que precisamos fazer é só tomar posse dela pela fé! 5. Que Deus nos abençoe em nossa caminhada de fé! =====================================================================================

A VIDA ETERNA ESTÁ EM JESUS. I João 5:11-12. 1. Se há algo que deve ocupar o nosso pensamento todos os momentos de nossa vida terrena, este é sobre a eternidade. 2. Preocupamo-nos muito com os assuntos de nossa vida atual e, muita das vezes, nem sequer lembramos-nos de nossa vida futura, a vida eterna.


3. Elon Foster falava sobre uma paróquia nos Alpes franceses que fez com que, naquela localidade, fosse fixado, em todas as casas, um letreiro com os seguintes dizeres: “Deus, Momento, Eternidade!”. E Foster comenta: “Sim, um Deus que te vê, um momento que foge de ti, uma eternidade que te aguarda; um Deus a quem serves tão mal, um momento do qual tiras tão pouco proveito, uma eternidade que arriscas de uma maneira tão insólita e perigosa”22 4. Jesus, certa vez, contou uma parábola sobre um homem rico, dono de um campo que produzira com abundância, de forma que ele não tinha onde recolher os frutos. Então, aquele homem “... arrazoava consigo mesmo, dizendo: que farei? Pois não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-losei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então direi à minha alma: Tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come e bebe, e regala-te. Mas Deus lhe disse: louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lucas 12.17-20 RA) 5. Precisamos pensar na eternidade! 6. Há uma música muito antiga em que um trecho da letra diz: “Mais além... existe uma eternidade pra se viver. Onde você vai passá-la? Responda que eu quero saber” 7. Voltando ao texto bíblico em questão, vamos pensar um pouquinho sobre este assunto. Vejamos o que temos no texto. 8. Três coisas destacamos no texto. A primeira delas é: I. Um testemunho. 1. A primeira coisa que encontramos no texto é um testemunho. 2. Mas, o que é um testemunho? 3. Testemunho é uma “declaração ou alegação de uma testemunha em juízo; depoimento; prova; vestígio”23. 4. Sendo assim, este trecho do texto bíblico começa dizendo que há uma declaração, um depoimento. 5. Esse depoimento não é tanto externo quanto interno. Notem que o versículo anterior informa que quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho. 6. E o texto declara de forma bem objetiva que testemunho é este: “Deus nos deu a vida eterna”. 7. Muito bem; agora que já sabemos que testemunho é este, podemos citar pelo menos mais um versículo bíblico que mostrará que este testemunho, a declaração de que Deus nos deu a vida eterna trata-se mais de algo interno que externo. Vejamos: “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Romanos 8.16 RA) 8. Você tem tido este testemunho que vem de dentro? 9. Você tem sentido a presença do Espírito Santo de Deus testemunhando ao seu espírito humano que você é um filho de Deus? 10. Se atentarmos direitinho para esse testemunho revelado nesse trecho, descobriremos outra coisa muito importante: é Deus quem dá a vida eterna; nós não podemos comprá-la ou adquiri-la com nossos méritos pessoais, só podemos recebê-la das mãos do Pai. É pura graça, como mostra Efésios 2:8 e 9: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é Dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (RA) 11. A segunda coisa a se destacar é: 22

FOSTER, Elom – citado por Moysés Marinho de Oliveira em “MANANCIAL DE ILUSTRAÇÕES”, 4 ed., p. 91. Editora JUERP. 23 Bueno, Silveira – “MINI DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA - edição atualizada. São Paulo, editora FTD, 1996


II. A localização da vida eterna. 1. Antes de pensarmos propriamente sobre a localização da vida eterna, convém-nos entender um pouquinho sobre o que a bíblia quer dizer quando usa o termo Vida Eterna. a. Vida eterna não é apenas existir para sempre. b. Se pensássemos em vida eterna apenas como um existir para sempre, poderíamos dizer que no inferno também há vida eterna. c. Quando a Bíblia fala de morte, em muitos casos, ela está falando de separação. Em linguagem espiritual, quem está vivo está reconciliado com Deus, e quem está morto está separado de Deus. Ter vida eterna, portanto, é viver para sempre ao lado de Deus, vida esta que é cheia de significado, e que se caracterizará por certo compartilhamento da plenitude de Deus. d. Se o indivíduo não possui vida eterna, não quer dizer que ele morrerá e tudo se findará para ele; não! Ele continuará vivo para sempre, só que num lugar cuja vida não pode ser chamada de vida, e sim de morte. 2. Agora podemos falar da localização da vida eterna. 3. O texto diz que a vida eterna está localizada em Jesus, e, com isso o Espírito Santo está nos informando que não adianta nós buscarmos essa vida em qualquer outro lugar. Ela está em Jesus! 4. Jesus, certa vez, quando fazia um discurso para algumas pessoas que estavam junto dele, disse: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo não quereis vir a mim para terdes vida” (João 8.39-40 RA) 5. Mas Jesus não somente é a localização da vida eterna. Ele também é o caminho que leva a esta vida, é a verdade única que liberta para esta vida, e é a própria vida. Veja o que Jesus mesmo diz, em João 14:6 : “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (RA) 6. Em outra ocasião, depois de alguns judeus crerem nele, Jesus lhes diz algo muito importante; veja o diálogo de Jesus com eles: “Disse pois Jesus aos judeus que haviam crido nele: se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Responderamlhe: somos descendência de Abraão e jamais fomos escravos de alguém; como dizes tu: sereis livres? Replicou-lhes Jesus: em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado. O escravo não fica para sempre na casa; o filho, sim, para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8.31-36 RA) 7. Você tem procurado a vida eterna? Onde você a tem procurado? Ela está em Jesus! 8. Passemos então ao terceiro destaque: III. Quem tem a vida eterna? 1. Já vimos que há um testemunho: Deus nos deu a vida eterna; e vimos também que esta vida está localizada em seu Filho: Jesus. Agora chegamos a uma questão: Quem tem a vida eterna? 2. A resposta não poderia ser mais clara; o texto diz claramente que ‘quem tem o Filho tem a vida’, e, talvez para deixar mais claro ainda, o Espírito Santo orienta João a escrever também: ‘aquele que não tem o filho de Deus não tem a vida’. 3. Precisa de resposta mais clara que esta? 4. Não! Essa clareza já é suficiente. 5. Mas para aqueles que são mais exigentes, podemos dizer alguma coisa mais.


6. João diz: “Quem tem o Filho...”. Como fazer para ter o Filho? 7. Para ter o Filho é preciso primeiro entregar-lhe a alma; é preciso recebê-lo como aquilo que ele representa, e isso significa que teremos um Salvador, um Advogado junto ao Pai, um Mediador, e tudo o mais que ele representar. Vejamos alguns trechos bíblicos: João 1:12 – “A todos quantos o receberam, deu-lhe o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber: aos que crêem no seu nome”24 Lucas 2:11 e Atos 4:12 – “...hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.” – “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.”25 I João 2:1 – “Filhinhos meus, estas cousas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo.”26 I Timóteo 2:5-6 – “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos.”27 8. “Quem tem o Filho... tem a vida eterna”, complementa João. 9. Mas ele diz também que, aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida eterna, e isso significa que “os condenados terão ‘certa forma de vida’, mas não a “vida de Deus”. Viverão para sempre, mas não sendo cheios de toda a plenitude de Deus” 28. “Não sendo possuidores do tipo de vida que Deus possui, permanecerão na morte eterna (pois, em última análise, somente Deus “vive”), sem se importar que outro tipo de existência venham a ter...”29 10. Quem tem a vida eterna? Somente que tem o Filho de Deus, aquele que já lhe entregou a própria vida. Conclusão. 1. “Que ninguém se engane neste ponto. Ou Cristo habita e há ‘GLÓRIA’; ou não há Cristo residente e NEM HÁ GLÓRIA. O registro de Deus permanecerá de pé”30 2. Deus nos deu a vida eterna, esta vida está em Seu Filho; quem tem o Filho de Deus tem também a vida eterna, mas o contrário também é verdadeiro, isto é, quem não o tem também não tem a vida eterna. 3. Você já tem o Filho de Deus residente em você, e, conseqüentemente, todas a bênçãos que o acompanham? ===================================================================================== 24

Texto na versão Almeida Revista e Atualizada – Esse texto mostra que crer nele é recebê-lo, e recebê-lo como o que ele é. Muitos há que até recebem , de certa forma, a Jesus, mas não como o que ele de fato é, segundo a revelação da Palavra de Deus. 25 Textos na versão Almeida Revista e Atualizada – Estes textos mostram que Jesus é o Salvador, e que não há outro. 26 Texto na versão Almeida Revista e Atualizada – Este texto mostra Jesus com Advogado. 27 Texto na versão Almeida Revista e Atualizada – Este texto mostra Jesus como o único Mediador e também como o preço do nosso resgate. O texto também alerta para o fato de que precisamos anunciar estas Boas Novas. 28 CHAMPLIN, R. N. – “O NOVO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSÍCULO POR VERSÍCULO”, volume 6: Tiago - Apocalipse, p.297. Décima reimpressão. São Paulo – SP, editora Candeia, 1998. 29 Ibid. 30 CLARKE, Adam, citado por R. N. CHAMPLIN , em “O NOVO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSÍCULO POR VERSÍCULO”, p. 297 do volume 6, décima reimpressão. São Paulo – SP. Editora Candeia, 1998.


JESUS É DEUS. Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna. (1 João 5:20 RA) 1. No decorrer dos tempos muitos grupos religiosos têm surgido que negam a divindade de Jesus. 2. Dentre eles, o mais conhecido entre nós são os Testemunhas de Jeová. 3. Mas a Bíblia traz uma quantidade suficientemente grande de provas para se crer nessa verdade. 4. Terminando essa série de Sermões em I João, quero fornecer provas bíblicas de que Jesus é Deus, e como tal, deve ser honrado por nós da mesma maneira como honramos o Pai. 5. Vamos a elas:

Algumas provas bíblicas da divindade de Jesus 1. O Salmo 68:18 fala sobre Deus: Subiste às alturas, levaste cativo o cativeiro; recebeste homens por dádivas, até mesmo rebeldes, para que o SENHOR Deus habite no meio deles. (Salmos 68:18 RA) Paulo, escrevendo aos Efésios, liga esse texto a Jesus Cristo: e a graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo. Por isso, diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens. (Efésios 4:7-8 RA) 2. Isaías profetizou sobre um que prepararia o caminho do Senhor (Jeová): Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do SENHOR; endireitai no ermo vereda a nosso Deus. (Isaías 40:3 RA) Mateus 3:3 diz que esse que prepararia o caminho de Jeová era João Batista: Porque este é o referido por intermédio do profeta Isaías: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. (Mateus 3:3 RA) E João Batista deixa claro que o caminho de quem ele estava preparando era o caminho de Jesus: É este a favor de quem eu disse: após mim vem um varão que tem a primazia, porque já existia antes de mim. (João 1:30 RA) 3. O Salmo 102:25-27 fala do Senhor (Jeová), de Seu poder Criador e de Sua eternidade: Em tempos remotos, lançaste os fundamentos da terra; e os céus são obra das tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permaneces; todos eles envelhecerão como uma veste, como roupa os mudarás, e serão mudados. Tu, porém, és sempre o mesmo, e os teus anos jamais terão fim. (Salmos 102:25-27 RA) Esta mesma mensagem é aplicada a Cristo, em Hebreus 1.1-12: Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a


purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas, tendo-se tornado tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles. Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei Pai, e ele me será Filho? E, novamente, ao introduzir o Primogênito no mundo, diz: E todos os anjos de Deus o adorem. Ainda, quanto aos anjos, diz: Aquele que a seus anjos faz ventos, e a seus ministros, labareda de fogo; mas acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; e: Cetro de eqüidade é o cetro do seu reino. Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria como a nenhum dos teus companheiros. Ainda: No princípio, Senhor, lançaste os fundamentos da terra, e os céus são obra das tuas mãos; eles perecerão; tu, porém, permaneces; sim, todos eles envelhecerão qual veste; também, qual manto, os enrolarás, e, como vestes, serão igualmente mudados; tu, porém, és o mesmo, e os teus anos jamais terão fim. (Hebreus 1:1-12 RA) 4. No texto abaixo, Isaías 45:18-23, o Senhor (Jeová) está falando. Veja a conclusão de sua fala: Porque assim diz o SENHOR, que criou os céus, o Deus que formou a terra, que a fez e a estabeleceu; que não a criou para ser um caos, mas para ser habitada: Eu sou o SENHOR, e não há outro. Não falei em segredo, nem em lugar algum de trevas da terra; não disse à descendência de Jacó: Buscai-me em vão; eu, o SENHOR, falo a verdade e proclamo o que é direito. Congregai-vos e vinde; chegaivos todos juntos, vós que escapastes das nações; nada sabem os que carregam o lenho das suas imagens de escultura e fazem súplicas a um deus que não pode salvar. Declarai e apresentai as vossas razões. Que tomem conselho uns com os outros. Quem fez ouvir isto desde a antiguidade? Quem desde aquele tempo o anunciou? Porventura, não o fiz eu, o SENHOR? Pois não há outro Deus, senão eu, Deus justo e Salvador não há além de mim. Olhai para mim e sede salvos, vós, todos os limites da terra; porque eu sou Deus, e não há outro. Por mim mesmo tenho jurado; da minha boca saiu o que é justo, e a minha palavra não tornará atrás. Diante de mim se dobrará todo joelho, e jurará toda língua. (Isaías 45:18-23 RA) Paulo, escrevendo aos Filipenses, afirma que isto acontecerá com Jesus: Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai. (Filipenses 2:9-11 RA) Paulo está aí citando Isaías. Agora, será que Paulo, um experiente rabino treinado no hebraico original do Antigo Testamento, cometeria o erro de mudar o locutor de “mim” (Jeová) para Jesus? Certamente que não, do que se deduz que Paulo cria e ensinava ser Jesus Deus, o Jeová do Antigo Testamento. 5. Zacarias 14:9 diz que o Senhor (Jeová) será Rei sobre toda a terra: O SENHOR será Rei sobre toda a terra; naquele dia, um só será o SENHOR, e um só será o seu nome. (Zacarias 14:9 RA) Apocalipse 19:6 concorda com Zacarias, ao dizer que o Todo-Poderoso reina: Então, ouvi uma como voz de numerosa multidão, como de muitas águas e como de fortes trovões, dizendo: Aleluia! Pois reina o Senhor, nosso Deus, o Todo-Poderoso. (Apocalipse 19:6 RA) Mas Apocalipse 20:4 diz que cristo Reina: Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados


por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. (Apocalipse 20:4 RA) 6. Em Isaías 48:12-13 Deus se apresenta como o primeiro e último: Dá-me ouvidos, ó Jacó, e tu, ó Israel, a quem chamei; eu sou o mesmo, sou o primeiro e também o último. Também a minha mão fundou a terra, e a minha destra estendeu os céus; quando eu os chamar, eles se apresentarão juntos. (Isaías 48:12-13 RA) Em Apocalipse 22:13-16, Jesus é o primeiro e o último: Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim. Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras [no sangue do Cordeiro], para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas. Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira. Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã. (Apocalipse 22:13-16 RA) 7. O Nosso versículo inicial, 1 João 5.20, e os textos abaixo afirmam explicitamente a divindade de Jesus: No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. (João 1:1 RA) / ... porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade. (Colossenses 2:9 RA) É interessante o fato de que na Bíblia Tradução Novo Mundo não está escrito que o Verbo era Deus, mas “um deus” (com d minúsculo). O fato é que eles crêem assim. Jeová é “O Deus” e Jesus é “um deus”. Eles crêem que Jesus é Deus, mas um Deus menor; ele é o “deus poderoso”, mas Jeová é o “Deus TODO – poderoso”. Isso eu tenho ouvido bastante nos últimos dias. Mas o que é isso? Não será isso politeísmo? E o que diz o próprio Jeová acerca disso? Veja em Isaías 44.6, 8, 5.5, 14-15. Se Jesus não é o Jeová do Antigo Testamento, então podemos e devemos rasgar o Novo Testamento. Mas nós sabemos e cremos que ele o é. Os Tjs, entretanto, que não crêem, deveriam abandonar de vez o Novo Testamento. 8. Sabemos que Deus é o Criador, mas os textos abaixo mostram Jesus como Criador: Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. (João 1:3 RA) Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. (Colossenses 1:15-17 RA) 9. A Onipresença é um atributo de Deus exclusivo de Deus, mas os textos abaixo mostram Jesus como Onipresente: ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século. (Mateus 28:20 RA) Ora, ninguém subiu ao céu, senão aquele que de lá desceu, a saber, o Filho do Homem que está no céu. (João 3:13 RA) 10. Os textos abaixo mostram a Onipotência de Jesus, outro atributo de Deus: Ao anjo da igreja em Filadélfia escreve: Estas coisas diz o santo, o verdadeiro, aquele que tem a


chave de Davi, que abre, e ninguém fechará, e que fecha, e ninguém abrirá: (Apocalipse 3:7 RA) Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. (Mateus 28:18 RA) 11. Jesus é apresentado como eterno: Agora, ajunta-te em tropas, ó filha de tropas; porse-á sítio contra nós; ferirão com a vara a face do juiz de Israel. E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. (Miquéias 5:1-2 RA) Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre. (Hebreus 13:8 RA) 12. Sabemos que Deus é o Senhor, mas vejam o que dizem estes textos sobre Jesus: para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai. (Filipenses 2:10-11 RA) ... antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, (1 Pedro 3:15 RA) ===== // ===== Há muitos outros textos que provam a divindade de Jesus, mas, por hora, vamos ficar só com estes, que já são suficientes para esclarecer às nossas mentes, sem deixar qualquer sombra de dúvidas, que JESUS É DEUS! Entretanto, vejamos também, a partir daqui:

Alguns textos que precisamos compreender. 1. Há alguns trechos que as Tjs usam, que precisamos compreender, já que os que citamos e muitos outros nos mostram inequivocamente que Jesus é Deus. 2. Esses trechos são trechos que ouvi muito nos últimos dias em conversa com alguém dos Tjs. Vamos a eles: a. Apocalipse 3.14: “... ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus.” A grande questão aqui é a frase “princípio da criação de Deus”. No ensinamento da STV (Sociedade Torre de Vigia), isso quer dizer que Jesus, na sua existência préhumana, foi a primeira das criações invisíveis de Deus, porque, segundo eles, a palavra grega traduzida aqui por “princípio” (a palavra arch – arché) significa “o primeiro de uma série”. Entretanto, apesar de essa palavra em alguns casos poder realmente indicar a primeira pessoa ou coisa numa série, ela é utilizada para indicar também “aquilo pelo qual algo começa a ser, o principiador, a causa ativa de algo a partir de um ponto inicial no tempo” e também “o primeiro em termos de posição, aquele que ocupa lugar de primazia ou preeminência, reinado, magistrado, principado”. Há muitos exemplos que podemos citar, dos quais cito apenas três, que são bem claros em nosso próprio vernáculo:


 “Vós tendes por pai ao diabo e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele foi homicida desde o princípio (arché) e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.” (João 8:44 RC) – Será que o texto está dizendo que o diabo já foi criado assim ou que ele é o principiador, a causa ativa destas coisas a partir de um ponto inicial no tempo?  “como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando (arché) a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos, depois, confirmada pelos que a ouviram;” (Hebreus 2:3 RC) – Cristo é aquele que principiou o anúncio do evangelho.  “Admoesta-os a que se sujeitem aos principados (arché) e potestades, que lhes obedeçam e estejam preparados para toda boa obra” (Tito 3:1 RC) – Os arché aqui são os que governam, os que ocupam lugar de preeminência. Além de na Bíblia, encontramos essa palavra em escritos históricos da época do Novo Testamento, muitas vezes para indicar a causa primária de algo. Champlin nos informa que dentro da filosofia grega, comum nos escritos de Platão, o termo grego ‘arché’ é usado para indicar a causa primária, ou seja, aquilo que começa outras coisas, a origem delas, o poder criador. Nos escritos de Josefo, C. Ap. 2, 190, Deus é chamado de Arché... (no sentido de A Causa Primária)

Diante disso, irmãos, diante dessas possibilidades, qual seria a maneira mais correta de interpretarmos apocalipse 3.14? A maneira mais correta é aquela que vai nos dar um entendimento que não entra em conflito com o contexto bíblico geral. Se arché significasse unicamente “o primeiro de uma série, ou o primeiro a ser criado”, sem nenhuma outra possibilidade ou aplicação, então teríamos que traduzir assim e teríamos diante de nós um conflito que nos obrigaria a deixar de lado, rasgarmos de nossa bíblia, no mínimo esse versículo de Apocalipse, porque temos, e já vimos, uma série de textos, alguns deles do próprio João, que demonstram Jesus Cristo ser Deus. E se é assim, então, com toda a certeza, João, o mesmo que disse que Jesus é Deus, o mesmo que disse claramente que Jesus é o Alfa e o ômega, o Princípio e o Fim, está aqui a nos dizer com esse versículo, que Jesus é o princípio não no sentido de ser ele o primeiro a ser criado, como querem os TJs, mas no sentido de ser ele aquele pelo qual a criação começou a ser, o principiador, a causa ativa da criação a partir de um ponto inicial no tempo, aquele que é a causa de todas as coisas não sendo ele mesmo causado por ninguém. E não é isso que João diz logo no início de seu evangelho? Veja: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.” (João 1:1-3 RC)

Vamos a outro texto, um bastante usado:


b. Provérbios 8.22: “O SENHOR me possuiu no princípio de seus caminhos e antes de suas obras mais antigas.” (RC) ou, numa outra tradução: "O Senhor me criou como a primeira das suas obras, o princípio dos seus feitos mais antigos" Esse trecho está falando sobre a sabedoria. As Testemunhas de Jeová argumentam que Jesus é esta sabedoria. Eu ouvi isso pessoalmente. E eles dizem que muitos peritos concordam com isto. E o fato é que concordam mesmo. Mas há muitos outros que discordam. Champlin, por exemplo, em seu comentário, diz ser ridículo tentar fazer esse trecho de Provérbios ajustar-se a João 1.1, onde Jesus é descrito como o Logos (a Palavra). Mas os Tjs afirmam se tratar essa sabedoria de uma pessoa e que esta pessoa é Jesus, e, sendo assim, o texto está dizendo que Jesus foi criado. O que eles não dizem é que muitos dos peritos que concordam tratar-se aqui de Jesus, discordam da tradução do termo qanah, que aparece aqui, por criar. Aliás, em pesquisa que fiz encontrei no Antigo Testamento, além desta, outras 75 ocorrências deste termo e apenas em 7 delas há a possibilidade de qanah ser traduzido por criar, mas também com a possibilidade de ser traduzida de outra forma, conforme o é na versão ARC (Almeida Revista e Corrigida). São elas: “E abençoou-o e disse: Bendito seja Abrão do Deus Altíssimo, o Possuidor (qanah) dos céus e da terra;” (Gênesis 14:19 RC) “Abrão, porém, disse ao rei de Sodoma: Levantei minha mão ao SENHOR, o Deus Altíssimo, o Possuidor (qanah) dos céus e da terra,” (Gênesis 14:22 RC) “Espanto e pavor cairá sobre eles; pela grandeza do teu braço emudecerão como pedra; até que o teu povo haja passado, ó SENHOR, até que passe este povo que adquiriste (qanah).” (Êxodo 15:16 RC) “Recompensais, assim, ao SENHOR, povo louco e ignorante? Não é ele teu Pai, que te adquiriu (qanah), te fez e te estabeleceu?” (Deuteronômio 32:6 RC) “Lembra-te da tua congregação, que compraste (qanah) desde a antiguidade; da tua herança que remiste, deste monte Sião, em que habitaste.” (Salmos 74:2 RC) “E conduziu-os até ao limite do seu santuário, até este monte que a sua destra adquiriu (qanah),” (Salmos 78:54 RC) “Pois possuíste (qanah) o meu interior; entreteceste-me no ventre de minha mãe.” (Salmos 139:13 RC) Nas outras 68 ocorrências não há como traduzir por criar. Então pode ser “me criou”, mas pode ser também “me possuiu”, pode se tratar de uma pessoa, no caso Jesus, mas também pode não ser, tratando-se então de uma personificação poética da sabedoria sem indicar necessariamente uma pessoa (o que é mais provável pelo contexto – questione, por exemplo, os versos 4 do


capítulo 7 e no capítulo 8 o verso 12, além de muitos outros que poderíamos questionar em todo o contexto – “A Sabedoria (Jesus) é minha irmã? E a prudência é minha parenta? Mas quem é essa prudência com quem a Sabedoria (Jesus) habita?” A conclusão a que posso chegar é que se um TJ quiser me convencer de que Jesus não é O Deus, pelo contrário, é criatura de Deus, usando este texto, ele não vai conseguir. Vamos ao terceiro texto: c. Colossenses 1.15: “o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação” A ênfase dos TJs nesse texto é dada à frase “o Primogênito de toda a criação”. E por “primogênito de toda a criação” eles entendem “o primeiro a ser criado”. Entretanto o termo primogênito na Bíblia nem sempre indica o primeiro no tempo (o primeiro criado, o primeiro nascido...). Primogênito pode ser, e é o caso aqui, um título de relação, de posição, de proeminência, e não necessariamente de origem. E também Primogênito pode ser entendido simplesmente como “o filho mais velho” e, sendo assim, no caso humano, o primeiro nascido, mas no caso de Deus, o Seu “Filho eterno”. É interessante observar neste texto que Paulo faz uso de uma palavra (prototokos = primogênito) que tinha mais a ver com posição do que começo no tempo quando ele podia usar outra (protoktistos) que era usada comumente com o significado de “primeiro” no sentido começo no tempo. Se Paulo quisesse dizer aquilo que os Arianos no passado disseram que ele disse, que é o mesmo que os Tjs no presente dizem que Paulo disse, ele teria usado o termo protoktistos. Mas ele não o fez porque o que ele estava falando da posição de proeminência de Jesus, e não de sua origem no tempo, e isso está de acordo com o que ele diz logo a seguir, nos versículos 16-20: “porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. E ele é a cabeça do corpo da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência, porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse e que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus.”

Champlin, comentando Colossenses 1.15, explica corretamente que a palavra “primogênito” fala da relação de Jesus com a criação, para com os homens e para com todos os seres inteligentes. Depois Champlin faz as seguintes considerações:  Em primeiro lugar, deve-se dizer que não há aqui qualquer indício que Cristo foi o primeiro ser que Deus criou, o qual então se tornou uma espécie de divindade secundária, que também tinha o poder de criar, conforme alguns têm pensado mui erroneamente. Os antigos pais da igreja acertaram quando insistiram sobre a diferença entre os termos gregos “Prototokos” (primogênito) e “Protoktistos” (primeiro criado)  Em segundo, de acordo com a linguagem divina do N.T., termos como primeiro gerado e unigênito não implicam em começo dentro do tempo, e nem envolvem, necessariamente, o elemento de tempo, conforme sucede na linguagem comum. Isso pode ser comparado com a freqüente referência de Homero aos deuses, aos quais chamava de “sempre-gerados”. Para Deus, Cristo é o “unigênito”, e isso por toda a eternidade; esse termo alude


simplesmente ao caráter ímpar de Cristo e à sua “filiação eterna”, como natureza desse caráter ímpar. Portanto, está em pauta uma “relação toda especial”. A relação “Pai-Filho” é eterna. O próprio termo “filho” dá a entender, para nós, que alguém veio à existência, depois que seu pai já existia por algum tempo. Mas não é assim que o vocábulo é aplicado a Cristo. Pelo que a palavra “primogênito” não envolve o elemento tempo, no sentido que não houve tempo em que Cristo começou a existir.  Há um sentido, naturalmente, em que está em foco a idéia de “prioridade no tempo”. Isso se dá quando se considera a criação espiritual, dentro da “família divina”, onde há somente um Filho de Deus, e onde todos os outros são apenas “filhos” de Deus. Todos os remidos participarão da filiação, segundo os moldes do primogênito. A filiação de Cristo antecede à nossa e a nossa é moldada segundo a dele; mas isso não dá a entender que sua filiação teve começo; e, menos ainda, que ele, como ser, tivesse tido começo...  A prioridade de Cristo não se dá apenas quanto ao tempo, mas também no que respeita à sua proeminência. Notemos que é em relação a toda a criação, e não somente em relação aos homens, que ele é o primogênito. Por igual modo, Deus é o Pai de todas as famílias, e não meramente da espécie humana, conforme nos é dito em Efé. 3: 15. A Cristo é dado aquele domínio inteiro sobre a família de Deus que essa preeminência caracterizava um filho mais velho (o primogênito) em uma família judaica. O direito de primogenitura era grandemente apreciado. O filho primogênito herdava o dobro dos demais filhos; e também era quem substituía a seu pai no governo sobre a família... Israel era chamado primogênito de Deus (ver Êx. 4:22 e Jer. 31:9), indicando sua posição diante do favor e das bênçãos divinas. Notemos o trecho de Sal. 89:27, que diz: “Fá-Io-ei, por isso, meu primogênito, o mais elevado entre os reis da terra”. E nisso se faz inerente sua suprema autoridade, distinção e preeminência. Portanto, o título é aplicado a Cristo, salientando sua autoridade tão elevada como a de qualquer outro ser. Portanto, ele é assim o primogênito no que concerne a Deus, pois é supremo em seu favor; e também no que concerne a nós e a todos os seres, porque ele brande a autoridade suprema entre os filhos de Deus. Contudo, através dele, devido à nossa conexão com a sua pessoa, recebemos a mesma glória; e ele é o primeiro entre muitos irmãos. O trecho de Rom. 8:29 pinta-o como o “primogênito entre muitos irmãos”. E os próprios crentes, em Heb. 12:23, são chamados “primogênitos”, porquanto recebem privilégios acima de outros homens.

Faucett, citado por Champlin, diz que a palavra primogênito, aplicada a Cristo, além de demonstrar sua eterna prioridade, demonstra também a sua condescendência à “fraternidade” conosco. Resumindo tudo, primogênito, aplicado a Cristo, é uma indicação de proeminência e não “lugar no tempo”, não de que ele tenha sido a primeiro a ser criado. Com isso concorda o contexto bíblico geral acerca do Cristo, que demonstra ser ele O Deus eterno. Vejamos agora três textos que citam uma passagem bíblica profética acerca do Cristo encontrada no Salmo 2: d. Atos 13.33: “como também está escrito no Salmo segundo: Meu filho és tu; hoje te gerei.” / Hebreus 1.5 e 5.5: “Porque a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho?”... Assim, também Cristo não se glorificou a si mesmo, para se fazer sumo sacerdote, mas glorificou aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, hoje te gerei” A ênfase recai sobre a frase “hoje te gerei”. Para os TJs essa frase significa que Jesus “nasceu” (foi criado) em algum ponto do tempo. Entretanto, interpretando a partir do contexto geral do Novo Testamento acerca de Jesus, essa conclusão não pode ser correta. Abaixo apresento aos irmãos alguns sentidos mais corretos, considerados por R. N. Champlin ao comentar Atos 13.33:


 A sua significação mais profunda é a idéia bíblica da “geração eterna” do Filho de Deus, o que fala de sua Filiação eterna, por ser membro da divina Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Nesse caso, o termo não se refere a qualquer coisa associada à sua geração, e certamente não tenciona ensinar qualquer início de seu ser, como se o Filho houvesse sido criado, em algum tempo, por Deus Pai. Pelo contrário, é salientada alguma forma de relação eterna, a qual é ilustrada através da idéia de uma forma de vínculo especial entre Deus Pai e Deus Filho. Deus Filho é eternamente gerado por Deus Pai, isto é, conserva continuamente essa forma de relação com o Pai, embora essa relação não tivesse começado em qualquer ponto do tempo, porquanto sempre existiu. A isso é que se convencionou denominar de geração eterna, em contraste com alguma forma de geração que tivesse tido começo em algum ponto do tempo.  A geração de Cristo, neste caso particular, pode referir-se à sua encarnação, incluindo a idéia de seu nascimento virginal, como parte integrante dessa encarnação, bem como o seu começo. Nessa forma de geração o homem Jesus teve começo de existência, e podemos declarar que ele foi gerado por Deus, por ter sido obra do Espírito de Deus, e não por meio de qualquer agência humana.  Alguns intérpretes, ao fazerem alusão à “geração”, pensam tratar-se do início do ministério terreno de Cristo, como se Jesus tivesse sido gerado e levantado por Deus, através do seu Santo Espírito, de maneira especial, em seu ministério. Essa interpretação seria uma simples expansão do que está implícito na interpretação anterior. Em qualquer interpretação que seja aceita como a mais “exata” no tocante a este versículo, a “geração” e o “levantamento” devem ser considerados como verdades paralelas, que expressam o mesmo ato de Deus, porquanto foi assim que Paulo citou o salmo segundo.  A interpretação mais natural sobre essa questão, que é seguida pela maioria dos intérpretes, é que a referência é à ressurreição do Senhor Jesus. A geração de Jesus, como Filho de Deus, veio através e em virtude de sua ressurreição. Isso não significa, entretanto, que somente ao ressuscitar é que Jesus se tornou Filho de Deus, e, sim, que naquele momento foi declarado como tal, o que é exatamente o que Paulo nos diz no trecho de Rom. 1:4. Ali lemos que Jesus foi “poderosamente demonstrado Filho de Deus mediante a sua ressurreição. Em outras palavras, a divina Filiação de Jesus foi comprovada, acima de qualquer dúvida, porque Deus jamais haveria de levantar dentre os mortos um personagem de menor envergadura, de forma tão gloriosa...

Seguindo-se a idéia da “geração eterna”, que também é correta, podemos dizer que “hoje”, no texto, trata-se do “dia eterno”, sem qualquer intuito de identificar algum começo ou algum ponto no tempo em que Cristo tenha sido gerado. A geração é eterna porque a filiação é eterna e, sendo assim, é mais que correto dizer que o hoje, nesse caso, é o “dia eterno”. Isso combina com o contexto neotestamentário em geral.

Concluindo 1. A Bíblia mostra claramente que Jesus é Deus, o Deus Jeová do Antigo Testamento. 2. A Bíblia revela acerca de Jesus que ele é o princípio da criação de Deus, não significando isso que ele é o primeiro ser criado e sim o criador, o principiador, a causa ativa da criação. 3. A Bíblia revela ser Jesus o primogênito de toda a criação, significando isso que ele tem proeminência, ocupa a posição de primogênito, e não que ele é o “primeiro nascido” (ou, no caso, criado). 4. E a Bíblia revela que Jesus é filho gerado de Deus, mas essa geração é “geração” eterna, e não geração como que tendo um início no tempo. E o “hoje” da geração é o “Dia eterno”. 5. Jesus é Deus!

Fontes de consulta:


1) Artigo sobre a divindade de Jesus escrito por Márcio Klauber Maia, diácono e superintendente da Escola Bíblica Dominical da igreja Assembléia de Deus em Candelária. 2) Strongs em A Bíblia Online 3.0 3) O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo – R. N. Champlin 4) Merecem Crédito as Testemunhas de Jeová? – Aldo dos Santos Menezes 5) JESUS É JEOVÁ – Artigo escrito por R. K. McGregor Wright, Ph.D. e traduzido por Emerson Honório de Oliveira 6) Bíblia de estudo Scofield 7) Estudos sobre a Palavra de Deus – J. N. Darby 8) Outros textos e artigos da Internet

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