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BRASIL

CUT

CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES

Fetrafi/NE Jornal do Sindicato dos Bancários da Paraíba - João Pessoa, Outubro novembrodede2019. 2014.Ano AnoXXVIII. XXIII. Nº 607 559

/sindicatodosbancariosdaparaiba

ROMBO VEM DA DÍVIDA PÚBLICA E NÃO DA PREVIDÊNCIA

Eles sabiam disso e votaram

CONTRA OS TRABALHADORES


outubro de 2019

opinião

Editorial

Aumento real desde 2004 é fruto da luta

será de R$ 42, passando de R$ 998 para Apesar da crise econômica, a categoria pela exclusão dos pais do plano de saúde bancária conquistou aumento real este ano. A da empresa com exceção dos que estiverem em R$ 1.040. Entretanto, o próprio Governo já tinha anunciado em Agosto que o mínimo deve ser R$ Campanha Nacional Unificada 2018 conquistou tratamento. para 2019 reajuste de 4.31% - reposição total da Outro impasse que também será julgado 1 menor ficando, portanto, em R$ 1.039. Essa inflação (INPC) mais aumento real de 1% - mais pelo TST é o dissídio dos petroleiros. O ministro mudança está prevista no Projeto de Lei a manutenção de todos os direitos históricos da propôs reajuste salarial equivalente a 70% do Orçamentária Anual (PLOA) que ainda tramita no Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), além de INPC acumulado em 12 meses, até agosto, Legislativo. A nova regra estabelecida pelo Governo novas conquistas. Com esse índice, a categoria véspera da data-base da categoria (1º de definiu que não haverá teve aumento real acumulado aumento real do salário entre 2004 e 2019 de 23,5% mínimo, no próximo ano. Na nos salários e 44,7% no piso, prática isso quer dizer que o fruto da unidade, mobilização e 4,0 valor será corrigido apenas pela luta. 4 inflação medida pelo INPC. A categoria bancária foi a única dentre as demais que 3,5 Neste ano que o conseguiu um aumento real Sindicato completou 78 anos 3 acima da inflação e a de história, garantimos nosso manutenção de todos os 2,5 ganho real de salários. Agora, direitos, fruto da mobilização com o remanejamento dos 2 da base, da unidade e da membros da diretoria por estratégia do Comando 1,5 conta das adesões aos Nacional em manter a mesa Programas de Demissão 1 única e o fechamento do Voluntária do Bradesco e Itaú, acordo de dois anos na 0,5 o grande desafio é Campanha Nacional 2018. O continuarmos resistindo aos 0 reajuste acima da inflação está ataques do governo e Bancários Eletricitários Correios Petroleiros assegurado para bancários dos desenvolvermos estratégias bancos públicos e privados, para mobilizarmos a categoria mesmo diante do atual cenário de ataques às setembro), com pagamento retroativo. e enfrentarmos os banqueiros na campanha do empresas públicas cujo reajuste padrão proposto Isso corresponderia a aproximadamente 2,3%, ano vindouro. pelo governo é de apenas 70% da inflação. Vamos intensificar as campanhas em índice que incidiria também sobre benefícios. A Os eletricitários conquistaram um reajuste mesma proposta feita pela Petrobras. O vice- defesa dos bancos públicos: Não mexe no meu salarial médio de 3,1%. Já o dissídio dos presidente do TST declarou que o ideal seria BB, Caixa 100% pública, defesa da permanência funcionários da Empresa Brasileira de Correios e garantir o INPC integral, mas isso só seria do FNE no Banco do Nordeste do Brasil (BNB). Telégrafos foi ajuizado e o Tribunal Superior do possível por meio de um julgamento e “com Nos bancos privados vamos continuar a Trabalho (TST) decidiu que os Correios devem perspectiva de perda de todas as cláusulas sociais luta em defesa do emprego e condições de dar um reajuste salarial de 3% e ainda decidiu trabalho, bem como o combate ao assédio moral. no ano seguinte”.

Congresso da CUT reforça luta por direitos, democracia e liberdade de Lula

Trocando

em miúdos

trocando em miúdos

Os diretores do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Magali Pontes e Marcos Henriques participaram de 7 a 10 de outubro, na Praia Grande – SP, do 13º Congresso Nacional da CUT “Lula Livre – Sindicatos Fortes, Direitos, Soberania e Democracia”, com mais de dois mil delegados e delegadas de todo o país. Com a presença de líderes sindicais, inclusive mais de 100 sindicalistas de

50 países do mundo, políticos e movimentos sociais, os congressistas reafirmaram que somente com Lula livre é possível o Brasil resgatar sua democracia, direitos trabalhistas e sua soberania. O metalúrgico do ABC Sérgio Nobre foi eleito por unanimidade presidente da CUT, com Vagner Freitas na vice-presidência e Carmen Foro na secretaria da entidade, primeira

Informativo do Sindicato dos Bancários da Paraíba Av. Beira Rio, 3.100, Tambauzinho, João Pessoa-PB. Fone: (83) 3224-2054 (83) 3244-2040 Site: www.bancariospb.com.br e-mail: sindicato@bancariospb.com.br Facebook: bancariospb Instagram: @bancariospb

Presidente: Lindonjhonson Almeida de Araújo Diretor de Comunicação: Paulo Henrique Rocha Costa Jornalista responsável: Otávio Ivson (DRT-PB 1778/96) Reportagem: Otávio Ivson e Emmanuela Leite Diagramação: Paletta arquitetura, comunicação e design Fotos: Otávio Ivson, Emmanuela Leite, Paletta e Sintrafi-PB Tiragem: 3.300

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outubro de 2019

em destaque

Sindicato remaneja membros da diretoria

devido à adesão de bancários ao PDV do Bradesco e Itaú Na sexta-feira, 04 de outubro, a diretoria do Sindicato dos Bancários da Paraíba se reuniu para discutir e deliberar sobre o remanejamento dos membros da diretoria administrativa, devido à adesão de alguns diretores aos programas de demissão voluntária dos bancos Itaú e Bradesco. Com a adesão de José César Estrela e Carlos Henrique Bento Barão (Gaúcho) ao PDV do Itaú, e de Marcelo de Lima Alves e Rogério de Lucena Lima ao PDV do Bradesco,

socioeconômicos, em substituição à Silvana Ramalho, Edson Borges Silva, do Itaú, assumiu a secretaria de administração e patrimônio, substituindo Rogério Lucena, Felipe Rangel Pontes Lins, do Bradesco, assumiu a secretaria de esporte e lazer, em substituição a Carlos Henrique Bento Barão, Renata Ribeiro Bezerra da Silva, do Santander, assumiu a secretaria de cultura, substituindo César Estrela e Adriana Coelho Maletta, do Banco do Brasil, assumiu a secretaria para

a diretoria da entidade analisou as peculiaridades de cada secretaria, inclusive a presidência do Sindicato, deliberando pelo seguinte remanejamento: Lindonjhonson Almeida Araújo, do Bradesco, assumiu a presidência do Sindicato, em substituição a Marcelo Alves, Silvana Maria Ramalho Rodrigues, da Caixa Econômica, assumiu a secretaria geral, substituindo Lindonjhonson Almeida, Paula Chaves Nóbrega, da Caixa Econômica, assumiu a secretaria de estudos

assuntos da mulher bancária, em substituição à Paula Chaves. Marcelo Alves fez um breve resgate de sua atuação no movimento sindical bancário nesses 18 anos de militância, do início como suplente até ser eleito recentemente como presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas do Ramo Financeiro no Estado da Paraíba (Sintrafi-PB), agradecendo a confiança e o apoio recebido da diretoria nessa trajetória histórica. 03

“Agradeço a confiança dos companheiros que me indicaram para assumir a presidência do Seeb-PB em plena campanha de 2016, quando Marcos Henriques se desincompatibilizou para concorrer à eleição como vereador e quando foi eleito e assumiu o cargo, reconduzindo a categoria à Câmara Municipal de João Pessoa. Jamais esquecerei os 98% dos votos válidos no pleito de maio deste ano para continuarmos à frente da luta dos bancários e bancárias na gestão Resistência e Luta. Durante essa caminhada, passamos por bons e maus momentos; passamos pelo golpe que derrubou Dilma, enfrentamos a era Temer, a prisão de Lula e estamos resistindo ao desastre Bolsonaro. Apesar da luta, vimos nossos direitos trabalhistas e nossas aposentadorias virarem fumaça como as árvores da Amazônia nas queimadas sem fim, a ameaça aos povos indígenas, o desaparecimento de Queiroz, a impunidade da morte de Marielle e seu motorista, o aumento do desemprego, os cortes na educação e a censura às manifestações culturais. Quando o Bradesco lançou o PDV refleti muito conversei com minha família e analisei os prós e os contras à tomada de decisão. Foi uma decisão difícil, mas pensada e tomada com bom senso. A vida segue, vou com o sentimento do dever cumprido, pois a diretoria escolheu para me suceder o companheiro Lindonjhonson Almeida que reúne as condições de fazer uma boa administração, por ser um companheiro dedicado à causa da classe trabalhadora, que traz a experiência de muitos anos na militância sindical bancária e lhe sobra disposição de luta”, concluiu Marcelo Alves. trocando em miúdos


reforma da previdência

"Rombo vem da dívida pública e não da Previdência" Afirma a coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli Para melhor esclarecer nossos leitores sobre a reforma da previdência e os argumentos utilizados pelos que a defendem, vamos reproduzir uma matéria intitulada “Rombo vem da dívida pública e não da Previdência” elaborada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região com base na entrevista da auditora fiscal da Receita Federal e coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli. "Maria Lucia Fattorelli, da Auditoria Cidadã da Dívida, lembra que a Previdência consumiu 24,48% do Orçamento Federal em 2018, mas os juros e amortizações da dívida pública ficaram com 40,66% do total; juntas, educação e saúde ficaram com menos de 8% A dívida pública federal de agosto subiu R$ 81 bilhões sobre o mês anterior, e atingiu R$ 4,07 trilhões. Deste total, 67% são dívida interna (DPMFi) e 14% dívida

externa (DPFe). Os dados foram divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional, órgão do Ministério da Economia, no dia 26 de setembro. Segundo a Auditoria Cidadã, o valor do estoque da dívida é bem maior que esse, e chegou a R$ 5,9 trilhões em agosto. Alguns dias depois da divulgação do valor da dívida pública, o Senado aprovou em primeiro turno a reforma da Previdência, na quinta-feira 3. Apontada pelo governo e pela mídia hegemônica como a principal causadora do rombo nas contas públicas, as mudanças na Previdência causarão forte impacto na população caso a Proposta de Emenda à Constituição 6/2019 idealizada pelo governo Bolsonaro seja aprovada. Mas em 2018, enquanto mais de 40% do Orçamento Federal foram usados para o pagamento de juros e amortização da dívida pública (cerca de R$ 1 trilhão), a

dos gastos do Orçamento (veja no gráfico acima). E os gastos com educação e saúde representaram 3,62% e 4,09%, respectivamente. Os dados são da Auditoria Cidadã da Dívida. “O rombo das contas públicas não está e nem nunca esteve na Previdência. A Previdência é um dos principais instrumentos de distribuição de renda no Brasil. É o que melhora um pouco a desigualdade social brutal que existe no Brasil, e não é o foco dos problemas, pelo contrário, é parte da solução”, afirmou no programa Entre Vistas Maria Lucia Fattorelli, coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida e auditora fiscal da Receita Federal de 1982 a 2010 (assista ao fim do texto). Segundo Fatorelli, o problema nas contas está justamente nos gastos com a dívida pública e em como eles são aplicados.

Deputados federais e senadores da Paraíba

Aguinaldo Ribeiro PP trocando em miúdos

Efraim Filho DEM

Edna Henrique PSDB 04

Julian Lemos PSL

Wellignton Roberto PR


outubro de 2019

Legislativa 0,27%

Judiciária 1,34%

Administração 1,04%

Essencial à Justiça 0,27%

Defesa Nacional 2,57%

Relações Exteriores 0,12%

Outros Encargos Especiais 3,50%

Segurança Púbica 0,34%

Outros Agricultura Trasnporte Ciência e Tecnologia Gestão Ambiental Comércio e Serviço Indústria Energia Urbanismo Organização Agrária Comunicações Direitos da Cidadania Cultura Saneamento Desporto e Lazer Habitação TOTAL

Juros e Amortizações da Dívida 40,66%

0,61% 0,44% 0,24% 0,13% 0,10% 0,08% 0,07% 0,06% 0,06% 0,04% 0,04% 0,04% 0,02% 0,01% 0,00% 1,94%

Como funciona esse mecanismo? Para onde vai esse dinheiro? O próprio Tesouro Nacional emite títulos pelos quais se compromete a devolver a quantia investida a quem comprar esses títulos, com juros, em um prazo futuro determinado. Os títulos emitidos pelo Tesouro são entregues ao Banco Central, que os leiloa para os chamados “dealers” (grupo de 12 bancos e corretoras definidos a cada seis

Assistência Social 3,26%

Previdência Social 24,48%

R$ 1,065 TRILHÃO Saúde 4,09%

Transferência a Estados e Municípios 9,82%

Trabalho 2,68%

Outros 1,94%

meses, sem critérios transparentes, segundo Fatorelli). Esses “dealers”, então, repassam esses títulos para outros investidores. Esse sistema obscuro resultou em uma dívida de quase 80% do PIB, em 2018, ou mais de R$ 4 trilhões, em números oficiais. Outros países possuem uma dívida pública ainda maior em relação ao PIB. A dívida interna do Japão, por exemplo, supera em mais de 200% do PIB daquele país.

Educação 3,62%

“O Japão realmente tem uma dívida gigante, mas investe em saúde, educação, obras que vão beneficiar a sociedade. Haja vista aquele país perdido no oceano, com um clima horroroso, e olha o desenvolvimento socioeconômico. E o Brasil? Riquíssimo, tem uma dívida de quase 100% do PIB, mas não usa essa dívida para investimento. A dívida no Brasil é um grande negócio financeiro para remunerar os bancos”, afirma Fatorelli.

a que votaram contra a classe trabalhadora

Pedro Cunha Lima PSDB

Ruy Carneiro PSDB

Wilson Santiago PSDB 05

Daniella Ribeiro PP

José Maranhão PMDB trocando em miúdos


pelos bancos

Entidades debatem sobre solução para a Cassi Apresentação dos números atualizados deu início aos trabalhos de solução frente ao impasse No Encontro Nacional de Saúde dos Funcionários do Banco do Brasil, realizado em São Paulo – SP no dia 28 de setembro, que teve a participação dos nossos delegados Magali Pontes, Liana Maia, Francisco de Assis 'Chicão' e Paulo Henrique, foi discutida a situação da Caixa de Assistência dos Funcionários do BB (Cassi) após duas propostas colocadas em votação para apreciação do corpo social – uma proposta apresentada pelo Banco e rejeitada pelo funcionalismo e a outra que foi encaminhada pela Contraf-CUT e discutida pelas entidades que não atingiu o quórum mínimo de associados exigido pelo estatuto da Cassi. Após o encontro, a Contraf-CUT encaminhou ao Banco do Brasil uma proposta elaborada por um grupo de 26 funcionários e que foi rejeitada pela direção do banco. No dia 8 de outubro a Contraf-CUT, Anabb, AAFBB, FAABB e Contec, entidades que compõem a mesa de negociação sobre a Cassi, se reuniram com a Diretoria Executiva da Caixa de Assistência para iniciar os debates

sobre a construção de uma proposta de solução para a situação econômicofinanceira da entidade. Nesta primeira reunião, foram apresentados os números atuais. Aumento de custos - A representante da Fetrafi-MG, Luciana Bagno, ressaltou que a instauração da direção fiscal na Cassi fez com que associados antecipassem procedimentos e prestadores antecipassem faturas. “Isso gerou um aumento extraordinário dos custos, que consumiu toda a nossa reserva e já gerou déficit”, explicou. Essa corrida consumiu os R$ 82 milhões que havia de superávit até o final de junho e ainda gerou um déficit de R$ 20,974 milhões ao final de agosto. Até a quarta semana de julho, o valor orçado (R$ 84,142 milhões) cobria o custo realizado (R$ 76,519 milhões). A partir da quinta semana de julho isso se inverte e o valor orçado (R$ 84,142 milhões), não é suficiente para cobrir o custo efetivo (R$ 114,247 milhões). “Somente na terceira e na quarta semana de agosto o

resultado voltou a ser negativo”, disse a dirigente sindical. O coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, reforçou a urgência de os associados, as entidades de representação e o Banco do Brasil chegarem a uma solução de consenso para a Cassi. “No acumulado de agosto fechamos com R$ 120 milhões de patrimônio social a descoberto. No total, são R$ 904 milhões descobertos, o que coloca a Cassi abaixo da margem de solvência. Além disso, se não aprovarmos uma proposta a partir de janeiro deixam de entrar os recursos extraordinários definidos no Memorando de Entendimentos. Aí, não haverá muito o que fazer”, alertou Fukunaga. Construir a solução - As entidades de representação e a diretoria executiva continuam buscando elaborar uma solução a ser validada pelo banco e posteriormente encaminhada para a apreciação dos associados.

Audiência pública na ALPB sobre defesa das estatais O Sindicato dos Bancários da Paraíba participou de uma audiência pública na Assembleia Legislativa da Paraíba, no dia 1º de outubro, juntamente com diversos sindicatos cutistas sobre as políticas de privatização que estão colocando em risco o futuro das estatais no país. Entre os encaminhamentos da audiência pública estão a formação de uma Frente Ampla em Defesa da Manutenção das Estatais, além de uma moção de apoio à luta contra a privatização das empresas públicas brasileiras. trocando em miúdos

06

O então secretário geral Lindonjhonson Almeida reforçou a necessidade da luta permanente contra o ataques às estatais. “Devemos nos articular com a bancada federal e cobrar a não aprovação dos projetos privatistas do governo. Dessa forma conseguiremos barrar as proposituras favoráveis à entrega do patrimônio nacional e a categoria deve estar atenta e engajada nas campanhas em defesa dos bancos públicos como 'não mexa no meu BB' e 'Caixa100% pública'”, conclamou.


outubro de 2019

Bancários lutam pela Caixa 100% Pública e reforçam mobilização nacional em defesa da moradia

No dia 7, bancárias e bancários participaram de atividades em defesa da Caixa 100% pública e reforçaram a mobilização nacional pela moradia, no Dia Mundial do Sem Teto. No ato público em frente à agência Epitácio Pessoa, da Caixa Econômica Federal, Marcelo Alves, fez a leitura de uma carta dos movimentos sociais denunciando as políticas privatistas do governo Bolsonaro. Após o ato público uma comissão de manifestantes participou de uma audiência com o superintendente estadual da Caixa na Paraíba e cobrou atendimento para as demandas habitacionais e a defesa intransigente da manutenção da Caixa como empresa totalmente pública. Lindonjhonson Almeida ressaltou a importância das

empresas estatais para o desenvolvimento nacional, destacando o papel dos bancos públicos, com ênfase na atuação da Caixa Federal. “A Caixa é fundamental na implementação de políticas públicas para a população, como o Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família, Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) e o financiamento das obras de infraestrutura nas cidades, como calçamento e saneamento básico. Além disso, são os bancos públicos que estão presentes em municípios distantes, onde os bancos privados não têm interesse em atuar. Defender a manutenção da Caixa 100% pública é defender o desenvolvimento nacional”, concluiu o presidente do

Justiça manda Santander reintegrar bancária demitida por ter Lúpus No dia 16 de outubro, o Banco Santander reintegrou a funcionária Maria Juliana Carvalho Campos em cumprimento ao pedido de liminar deferido pelo desembargador federal Edvaldo de Andrade, do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região, que determinou a reintegração da bancária com o restabelecimento de todos os direitos a ela antes deferidos, quando estava com o contrato suspenso devido a aposentadoria por invalidez, inclusive o plano de saúde, nos termos da convenção coletiva da categoria. Pela sentença, à bancária que fora demitida por ter Lúpus permanecem assegurados todos os direitos até a prolação da sentença nos autos da reclamação trabalhista. Não foi a primeira vez que o banco demitiu funcionários que são afastados pelo INSS devido ao adoecimento. Em 2019 já foram mais de quatro casos semelhantes registrados pelo Sindicato dos Bancários da Paraíba (Sintrafi-PB). No Estado, o banco espanhol é o que mais reincide em práticas como essa. A bancária foi vítima de discriminação por ser portadora da doença Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), que lhe incapacitou para o trabalho. Segundo o diretor responsável pelo Jurídico da Entidade, Robson Luís, essas práticas são combatidas diariamente, mas é preciso que o trabalhador tenha conhecimento dos direitos que possui e procure lutar por eles junto com o Sindicato.

“Estão de parabéns a bancária, que não se deixou abater pela discriminação do banco e buscou a ajuda do Sindicato em tempo hábil, o escritório de Marcelo Assunção e Advogados Associados pela competência no acompanhamento da ação e a Justiça do Trabalho que, ao perceber as manobras do Santander para 'se livrar da empregada doente', tomou como base os elementos dos autos para mandar o banco reintegrar a bancária dispensada injustamente. Vamos continuar firmes contra a intransigência dos banqueiros e atuando na defesa dos interesses da categoria, consolidando cada vez mais nossa Entidade”, concluiu Robson. 07

trocando em miúdos


outubro 2019

esporte, formação

Natação com desconto para sindicalizados O verão está chegando e os esportes náuticos estão sendo procurados por pessoas que querem chegar à alta estação em forma física e com a saúde em dia. Sintonizada com os anseios da categoria, a diretoria do Sindicato oferece cursos de natação para todas as faixas etárias, em dias e horários variados, com professores/as qualificados/as e com desconto para bancários/as associados/as

NATAÇÃO Faixa Etária

Dia

Horário

Professor/Professora

Contato

Adultos e crianças

Terça-feira e Quinta-feira

6h30 às 7h30

Aluilson Costa

Crianças a partir de 6 anos

Terça-feira, Quarta-feira e Sexta-feira

16h20 às 17h20 17h21 às 1820 18h21 às 19h20

Sônia Bittencourt

Matrícula – R$

Mensalidade – R$

Sócio

Não Sócio

Sócio

Não Sócio

83 98853-0364

Isento

Isento

30,00

50,00

83 3251-1510

Isento

40,00

60,00

70,00

2 membros

Isento Isento

40,00 40,00

100,00 140,00

130,00 190,00

Nas turmas da Professora Sônia Bittencourt, pessoas de uma mesma família (pais e irmãos) pagam menos:

3 membros

HIDROGINÁSTICA Faixa Etária

Dia

Horário

Professor/Professora

Contato

Adultos

Segunda-feira, Quarta-feira e Sexta-feira

7h às 8h

Diana

83 99982-1480

Matrícula – R$

Mensalidade – R$

Sócio

Não Sócio

Sócio

Não Sócio

20,00

40,00

30,00

50,00

Abertas as inscrições para Curso de Paternidade Estão abertas as inscrições para a 8ª turma do Curso de Paternidade. A aula será realizada no último sábado de novembro, dia 30, das 8 às 12h. As vagas são limitadas e apenas bancários sindicalizados podem se inscrever. O direito também se aplica nos casos de adoção e os interessados podem procurar a secretaria da Entidade, através do telefone (83) 3224-2054. A formação é necessária para que o bancário possa usufruir da licençapaternidade no período de 20 dias. O curso orienta pais e futuros pais sobre como se envolver em uma paternidade mais ativa e consciente, aumentando o vínculo familiar. O curso com duração de quatro horas de aula, é ministrado pela professora, mestre em Enfermagem, Hebe Janayna Mota Duarte. Para usufruir da licença-paternidade de 20 dias, o bancário deve fazer requisição por escrito ao banco, em até dois dias úteis após o parto, apresentando o certificado do curso.

Sindicato chega aos 78 anos de lutas e conquistas Em vez de presente, teve sua página do Facebook retirada do ar sem motivo

anos trocando em miúdos

No dia 24 de outubro, o Sindicato dos Bancários da Paraíba completou 78 anos de lutas, conquistas e sonhos, mas o 'presente de grego' veio antecipado, com a página da entidade no Facebook sendo retirada do ar. No dia 15, além da nossa página, o Facebook também tirou do ar as páginas das CUT's Brasília e Santa Catarina e as dos sindicatos dos Bancários do Mato Grosso e dos petroleiros do Paraná e de Santa Catarina, todas ligadas à Central Única dos Trabalhadores. As páginas sindicais foram tiradas do ar sem qualquer explicação e o Facebook se limitou a colocar em cada uma delas um comunicado insinuando que as 08

entidades não seguiam suas políticas de publicações e como nenhuma das entidades CUTistas publicou material ofensivo que violasse qualquer regra do Facebook, após contestação as páginas voltaram ao ar em 24 horas. Para o secretário Nacional de Comunicação da CUT, Roni Barbosa, o Facebook atentou contra a liberdade de comunicação e expressão das entidades sindicais. “Não podemos aceitar esse ataque à organização sindical, pois não publicamos fake news nem ofendemos qualquer pessoa, crença ou raça. Defendemos os interesses da classe trabalhadora”,concluiu.

Profile for Walmar Pessoa

Trocando em Miúdos - Ed 607  

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