Page 1

BRASIL

CUT

CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES

Jornal do Sindicato dos Bancários da da Paraíba Paraíba -- João João Pessoa, Pessoa, Setembro novembrode de2019. 2014.Ano AnoXXVIII. XXIII. Nº 559 606

"Precisamos nos livrar do governo Bolsonaro antes que ele acabe com o Brasil..." Emir Sader


setembro 2019

opinião

Editorial

A hora é agora

O mês de setembro terminou bastante movimentado. O ex-procurador geral da república, Rodrigo Janot, revelou em entrevista na edição nº 2654 da revista Veja que entrou armado no Supremo Tribunal Federal com a intenção de assassinar o ministro Gilmar Mendes e se suicidar em seguida. Ambos estão vivos, mas a revelação caiu como uma bomba no conturbado cenário político e jurídico, no auge das reações negativas ao discurso de Bolsonaro na Organização das Nações Unidas (ONU). Diplomatas, políticos, analistas e jornalistas ficaram horrorizados com o discurso de Jair Bolsonaro na ONU. O clima foi de perplexidade e de condenação a um discurso considerado sem precedentes por sua agressividade e acento de extremadireita sem qualquer limite. Nem os mais pessimistas imaginariam que ele pudesse usar a tribuna naquele tom. Se na diplomacia internacional a condenação foi unânime, no Itamaraty não foi diferente, pois diversos diplomatas avaliaram o discurso como sendo o mais agressivo já feito por um presidente brasileiro desde 1949, ano em que o Brasil começou a abrir a cerimônia, isolando ainda mais o Brasil no cenário internacional. Apesar de o governo ter lançado uma campanha milionária para melhorar a imagem do Brasil no exterior, o ministro do meio ambiente Ricardo Salles não apareceu para entrevista coletiva na embaixada do Brasil em Paris deixando perplexos os jornalistas e os assessores da embaixada. No entanto, concedeu entrevista ao jornal conservador Le Figaro. Enquanto o presidente tenta imputar aos indígenas as queimadas e o seu ministro se esconde da imprensa internacional para não explicar a devastação da floresta amazônica, a região metropolitana de Fortaleza literalmente pega fogo, a violência no Rio de Janeiro ceifa vidas de pessoas inocentes e de policiais sob a complacência do Estado e o poder de fogo da chamada “bancada da bala” é ampliado. Já o deputado Eduardo Bolsonaro, candidato do pai para embaixada em Nova York, caluniou a ativista climática sueca Greta Thunberg

Trocando

em miúdos

trocando em miúdos

que ia metralhar petistas. O processo de privatização das empresas públicas sai do papel e começa a se corporificar com a ECT - Empresa de Correios e Telégrafos - primeira estatal de uma lista de 17 empresas. O Banco do Brasil já vem numa queda-de-braço com seu funcionalismo, tentando a todo custo inviabilizar a Caixa de Assistência dos Funcionários, já sob direção fiscal da ANS, a o r e c u s a r, d e n t r e o u t r a s a ç õ e s , a prorrogação do Memorando de Entendimentos, acordo que garante o aporte financeiro à Cassi até dezembro deste ano. O economista Armínio Fraga,

responsável pela elaboração dos programas econômicos do PSDB e que já defendeu o fim da política de aumentos reais para o salário mínimo, alegando que isso era ruim para a economia, saiu em defesa do SUS, dos investimentos em políticas sociais e da redução da desigualdade, temas que sempre foram defendidos pelo expresidente Lula e pelo PT, admitindo que as políticas neoliberais implementadas em ritmo acelerado pelo governo Jair Bolsonaro é um fracasso. Isso pode ser considerado um movimento inédito da centro-direita no país. Em meio à crise política e econômica brasileira, no final de agosto foi empossada solenemente uma diretoria renovada em um quinto dos seus membros e comprometida com a resistência e a luta da categoria, que este ano fez jus ao reajuste de 4,31%, fruto da unidade e da estratégia do Comando Nacional de fechar um acordo de dois anos com aumento real. Em setembro foram empossados/as os/as delegados/as sindicais do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste do Brasil (BNB), com a participação do sociólogo Emir Sader que além de fazer uma bela análise de conjuntura ainda nos brindou com uma fantástica entrevista nesta edição. Vale a pena acompanhar sua análise para entender porque "está na hora de nos unirmos, resistirmos e nos livrarmos desse governo antes que ele acabe com o país". Quase todo mundo já percebeu que o governo não reúne a menor condição política de conduzir o país. Está na hora de começarmos a pensar em como organizar o país sobre os escombros do período Bolsonaro. Bastaram menos de nove meses para o capitão expulso do Exército colocar em prática o que havia prometido: destruir os alicerces democráticos do país sob o pretexto de “combater o comunismo". Com a democracia ameaçada pela onda bolsonarista e suas milícias digitais, o povo terá que se reorganizar pela base até chegar o momento de voltar às ruas de forma coesa, mobilizado e disposto a lutar. Portanto, a hora é agora!

Informativo do Sindicato dos Bancários da Paraíba Av. Beira Rio, 3.100, Tambauzinho, João Pessoa-PB. Fone: (83) 3224-2054 (83) 3244-2040 Site: www.bancariospb.com.br e-mail: sindicato@bancariospb.com.br Facebook: bancariospb Instagram: @bancariospb

Presidente: Marcelo de Lima Alves Diretor de Comunicação: Paulo Henrique Rocha Costa Jornalista responsável: Otávio Ivson (DRT-PB 1778/96) Reportagem: Otávio Ivson e Emmanuela Leite Diagramação: Paletta arquitetura, comunicação e design Fotos: Otávio Ivson, Emmanuela Leite, Paletta e Sintrafi-PB Tiragem: 3.300

indicada ao prêmio Nobel e responsável por um dos discursos mais contundentes na reunião do clima da ONU e posou fazendo “arminha” em frente à sede das Nações Unidas onde está a escultura intitulada "Non-Violence", do artista sueco Carl Fredrik Reuterswärd feita em 1985 em homenagem ao ex-Beatle John Lennon morto a tiros em um parque de Nova York em dezembro de 1980. Esse clima de violência não é de agora. Durante a campanha presidencial, Bornhausen declarou que iriam se livrar ”dessa raça” por 30 anos; o líder do movimento boquinha livre disse que o PT merecia tiro na cabeça, Bolsonaro afirmou

"está na hora de nos unirmos, resistirmos e nos livrarmos desse governo antes que ele acabe com o país".

02


setembro 2019

em destaque

Emir Sader palestrou na posse de delegados sindicais No dia 13 de setembro o Sindicato dos Bancários da Paraíba empossou os delegados sindicais do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste do Brasil (BNB) com palestra de Emir Sader intitulada ‘Brasil do Século XXI’, seguida de debate com dirigentes e delegados sindicais, pela manhã. À tarde, promoveu uma 'roda de conversa' aberta ao público com o sociólogo. As atividades foram realizadas no auditório da entidade e contou com a participação de bancários, movimento sociais e da Central Única dos Trabalhadores (CUT-PB). O sociólogo fez uma análise de conjuntura apresentando um panorama de transformações políticas e sociais pelas quais o país passou, destacando o desenvolvimento que o Brasil conseguiu nos governos sociais de Lula e Dilma, alertou sobre os retrocessos impostos pelo governo ultraliberal de Bolsonaro e traçou perspectivas para o fortalecimento da luta em defesa dos bancos públicos e na resistência ao modelo retrógrado de gestão pelo qual o país passa. “É um governo que está destruindo o patrimônio público do país, desde bancos públicos a demais empresas. Ele está destruindo os direitos dos trabalhadores e as políticas sociais, que tinham feito do Brasil um país muito melhor

e com pleno emprego. Então, o enfrentamento tem que ser muito direto para evitar o desmonte que está por vir”, segundo o sociólogo. Alertou também para a necessidade de a categoria bancária estar atenta ao seu papel enquanto agente dessa

luta contra todos esses ataques. Em meio às perspectivas, Emir destacou que o sentimento de pertencimento da categoria à classe trabalhadora deve ser sempre maior do que qualquer outro, principalmente em momentos adversos como esse em que se

03

faz ainda mais importante o reconhecimento da luta empregada pelos sindicatos em defesa de toda a categoria. “Esse governo está muito mais fraco agora do que no início do ano e nós estamos ainda mais fortalecidos. Temos que intensificar a luta. Para ele, ainda existe muito o que superar dentro do ambiente bancário, principalmente na construção de uma consciência coletiva acerca da urgente importância de se alertar para os riscos que a própria categoria corre em meio a um governo ultraliberal. Emir disse que se faz necessário o despertar de um pensamento crítico sobre esse cenário para que se possa fazer o enfrentamento necessário em defesa dos bancos públicos. O presidente do Sindicato, Marcelo Alves, avaliou como muito importante a análise de conjuntura do sociólogo para os delegados sindicais e para a sociedade. “A conjuntura atual exige muita dedicação dos dirigentes e dos delegados sindicais na mobilização da categoria para resistir aos desmandos do governo ultraliberal, assim como também foi muito importante abrirmos a discussão com os movimentos sociais e sindical, pois essa luta é de toda a sociedade", concluiu Marcelo Alves.

trocando em miúdos


entrevista

Emir Sader: Precisamos nos livrar do govern O Trocando em Miúdos conversou com Emir Sader, quando o sociólogo veio fazer a análise de conjuntura na posse dos delegados sindicais do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste do Brasil (BNB), numa sexta-feira 13, de lua cheia, no Sindicato dos Bancários da Paraíba, a convite da diretoria. E vamos dividir com a categoria bancária e com a sociedade recortes da conversa com esse genial defensor da classe trabalhadora, da democracia, do estado de direito e da soberania nacional. Governo Bolsonaro É um governo de destruição do patrimônio público. Está vendendo a preço de banana áreas do Pré-Sal que foram frutos de descoberta de engenheiros formados em universidades públicas, está destruindo os direitos dos trabalhadores, está destruindo as políticas sociais que diminuíram as desigualdades no Brasil e está destruindo a imagem do Brasil no mundo. O Brasil hoje é vítima de chacota no mundo por ter um presidente que é um personagem tão ou mais desgastado do que Pinochet, inclusive muito mais ridicularizado. Para o Brasil, para a democracia e para o povo é um balanço extremamente negativo. Rifando o Patrimônio Bolsonaro desqualifica o Estado para poder rifar o patrimônio, quando foi o Estado que descobriu o Pré-Sal, projetou a Petrobrás como a empresa brasileira mais importante no mundo, promoveu políticas sociais, fortaleceu os bancos públicos e transformou muito positivamente o cenário de todo o Nordeste brasileiro. Então, ele tem que desqualificar o Estado para poder rifar o patrimônio. Quando ele fala em menos Estado, está dizendo mais mercado, entregar na verdade na mão do capital, especialmente ao capital especulativo. Se ninguém rasgou dinheiro no Brasil, está faltando dinheiro por quê? Porque está na mão dos banqueiros que não fazem investimentos produtivos e não geram empregos. A cada dia, quando a Bolsa de Valores fala o quanto ela cresceu, não se produziu nem um bem, nenhum emprego, apenas compraram e venderam papéis, pois a especulação financeira é o setor que está monopolizando o dinheiro que deveria estar impulsionando a economia. Como perceber essa desqualificação As pessoas percebem porque está no discurso governamental, que é um princípio se desfazer do patrimônio. Algumas empresas são privatizadas porque são lucrativas e outras porque são deficitárias, passando a ideia de que o que está na mão do Estado é ruim. A Petrobrás deu super certo e passou a ser trocando em miúdos

autossuficiente em petróleo. As políticas sociais deram super certo, a Caixa Econômica passou a ser o segundo maior banco do Brasil, promovendo Minha Casa Minha Vida, o Bolsa Família e essas são ações estatais. Então, ele quer desacreditar o Estado pra rifar o patrimônio e o colocar nas mãos de empresários internacionais, não é nem nas mãos de empresários brasileiros.

Rifar o patrimônio é contradição É o Estado que está a serviço do mercado, a serviço do capital financeiro, a serviço dos bancos. Por que é que o empresariado está contente, apesar do desprestígio do governo? Porque o modelo econômico neoliberal está sendo levado adiante pelo ministro Paulo Guedes, independentemente de todo o resto. Então, não tem voz do empresariado descontente porque o governo fala a favor da tortura, diz que não houve ditadura, desprestigia o nome do Brasil lá fora, porque só lhes interessa os efeitos econômicos. 04

Relações Internacionais O presidente Bolsonaro foi deselegante ao tratar de forma leviana a esposa do presidente francês e de forma desqualificadora ao se referir ao pai da Bachelet, que foi morto na tortura por resistir à ditadura do Pinochet. E insiste em dizer que não houve golpe no Brasil e não houve ditadura porque foi apenas para evitar que o comunismo se instalasse no Brasil. São velhos argumentos dos tempos da guerra fria que, para evitar uma ditadura estabeleceram a maior ditadura que nosso país já teve. E um presidente não deveria tomar posse sem estar comprometido com o estado de direito e a democracia. Ele está fazendo apologia às coisas que estão na contramão do direito internacional e da democracia e do estado de direito. Incompatível com o país e com a democracia Nós temos que derrubar esse presidente. Não é possível, é desmoralizante para os meios de comunicação, para a democracia, para as mulheres e para o povo uma pessoa que defende essas coisas, não sei qual a via, mas nós temos que derrubar esse presidente, seja por impeachment ou o que quer que seja. Ele é incompatível. Hoje o que ele defende não representa a maioria do povo brasileiro. Pesquisas dizem que aquele núcleo de 12% que são evangélicos é que estão com ele. E ele acha que foi eleito e pode fazer o que quiser. Eu tenho a impressão que ele está preocupado com a nomeação do filho dele como embaixador e a não condenação dos outros filhos. Então, o resto é tudo secundário. Ele não pensa no país, não pensa no desemprego, nem em melhorar a economia. Então, ele é absolutamente incompatível com o país e com a democracia. Fraude eleitoral Ele foi eleito por uma falsificação da vontade popular. O Lula ganharia em primeiro turno não fosse aquela monstruosa operação de WhatsApp, que inclusive a própria Folha de São Paulo denunciou os nomes e as quantias que os empresários usaram para patrocinar


setembro de 2019

no Bolsonaro antes que ele acabe com o país aquilo com mentiras evidentes e o Supremo Tribunal Eleitoral falou que tudo bem. Na verdade foi uma falsificação da vontade popular pois Haddad estava na frente e as pesquisas mostram isso. Foi essa rejeição de que supostamente o Ministro da Educação tinha preparado as cartilhas da mamadeira que prejudicou a campanha de Haddad. Esse governo foi eleito de maneira fraudulenta. Portanto, está comprovado que esse governo é fraudulento. É o governo das “Fake News”, ou seja, o governo da mentira. Lula e a esquerda no século XXI É o livro que escrevi fazendo um balanço do Brasil no século XXI, tomando Lula como trajetória porque ele foi o principal protagonista das transformações positivas, depois passando à vítima das mudanças negativas. Lula foi quem melhor percebeu a forma de lutar contra o neoliberalismo, que é de fato o coração e a alma do capitalismo do século XXI. Operação Lava Jato Já sabíamos várias coisas sobre o que o The Intercept divulgou. Na realidade ficou um clima insuportável porque o Supremo Tribunal Federal considerou Sérgio Moro isento para julgar o Lula, quando sabíamos que ele não era isento. Então, com essas declarações ficou claro que houve manipulação jurídica e política na direção de persegui-lo. E o mais grave é a seguinte: o Dallagnol vai ter alguma suspensão, mas a questão central é Moro que está pendente de duas decisões do STF, que pode considerá-lo não isento; e ao fazer isso provocar o cancelamento das acusações e dos processos que condenaram Lula. Essa é a situação que está nas mãos do STF. Existe uma covardia do Judiciário diante das formas como os meios de comunicação criaram um mecanismo de que a Lava Jato estava combatendo a corrupção e outra maior ainda em não colocar limites nas arbitrariedades cometidas. Então, agora têm a possibilidade de retificar o silêncio complacente que eles tiveram à época. Direita em queda No cenário internacional houve uma virada para direita que está se esgotando. Diversos governos de direita estão caindo, como na Argentina, México e Estados Unidos. O auge da ofensiva de direita ficou para trás, pois o modelo neoliberal só fortalece as grandes fortunas e o capital financeiro. Então,

agora temos a possibilidade de a esquerda voltar a ter governos progressistas na América Latina. No cenário das eleições, a direita vem sendo derrotada e agora só temos extrema direita e esquerda. Isso dá espaço para a esquerda crescer por que não está disputando com os tucanos, ela está disputando com uma perspectiva que não tem quem defenda a população. Agora, se eles vão lançar candidatos da extrema direita vamos ver no que vai dar. A linha de Bolsonaro é impedir que exista outro candidato da direita, que tenha força para concorrer com ele. Alckmin era governador de São Paulo e teve 5% dos votos; que apoio o Dória pode ter? O Witzel no Rio de Janeiro é monstruoso; ele pode ter o apoio de alguns setores, mas é muito monstruoso. Agora tem caveirão de helicóptero atirando na massa da população. Ele pode contentar alguns

"Distribuiu renda, ganhou quatro eleições, transformou o Nordeste" polícia elimine o jovem negro. Mas não creio que ele vá ter projeção nacional; ao contrário, a direita vai ter que moderar. Vamos ver se vai conquistar apoio popular. A esquerda deu certo no Brasil Distribuiu renda, ganhou quatro eleições, transformou o Nordeste de maneira extremamente positiva, construiu universidades como nunca antes visto, inclusive o Nordeste tem mais universitários que no próprio Sul, diminuiu as desigualdades e não tinha gente abandonada no meio da rua. O crescimento econômico com distribuição de renda é o caminho para o Brasil e hoje só a esquerda faz isso, e espero que outros setores também façam. Esse projeto de bem estar social é progressista, pois é incorporador, é democrático e não é anticapitalista. 05

Como oposição, a esquerda está unida. Salvo algumas posições isoladas como a de Ciro Gomes, o resto é contra esse governo, contra o neoliberalismo e pela democracia; então tem unidade na esquerda. O voto da repulsa A pesquisa da VOXPopuli mostrou que o papel determinante da vitória de Bolsonaro foi a rejeição forjada contra Haddad. São setores conservadores da classe média que ao invés de ficarem contentes porque a massa conquistou qualidade de vida, eles têm repulsa à ideia de olhar pra baixo e ficar preocupado com a ascensão dos pobres. Esse é um preconceito contra setores mais pobres, quando na verdade eles também melhoraram de vida. Lula foi aprovado com 87% de apoio. Mas tem uma questão conservadora na classe média de preconceito com os pobres. Tem um sentimento de classe e discriminação, inclusive com o Nordeste como se vê nas declarações do próprio presidente. O melhor presidente do Brasil é um nordestino, que só fez o bem... Inclusão social, não tinha mais população abandonada no meio da rua, nem criança vendendo chiclete nas esquinas, criou 22 milhões de emprego com carteira assinada, por isso que não se discutia déficit de previdência, pois se incorporava o número de pessoas à economia formal. Salário mínimo com aumento acima de 70% da inflação. Bolsa família para 12 milhões de famílias. Um prestígio para o país no mundo, que virou uma referência em distribuição de renda. De qualquer ponto de vista que se fale, só dá pra falar bem... O Brasil melhorou; pergunte para qualquer pessoa da região e todos têm a consciência que nos governos do PT era melhor. O Nordeste está pagando um preço caro com discriminação e crise econômica, por ter sido aquele que mais resiste a esse tipo de governo. O Brasil era o país mais desigual do continente, mas passou a ser uma referência e agora está voltando a ser. Hoje, muitos estão arrependidos de ter votado em Bolsonaro. Sabiam quem ele era, mas queriam qualquer candidato, menos o PT. Tinham consciência que Bolsonaro não era Collor que ninguém sabia quem era. Sabiam da sua trajetória e o que ele falava. Votaram em um candidato que fez apologia à tortura de Dilma e exaltava o maior torturador do Brasil. Votaram nesse cara e isso foi um crime brutal. Eles sabiam em quem estavam votando e estão decepcionados porque Bolsonaro fracassou. Sejam bem-vindos. Antes tarde do que nunca! trocando em miúdos


setembro de 2019

posse da diretoria

Diretoria toma posse e chama categoria à luta Solenidade ressaltou o fortalecimento e a unidade do movimento Os membros do Sistema Diretivo do Sindicato dos Bancários da Paraíba, gestão Resistência e Luta encabeçada pelo presidente Marcelo Alves, tomaram posse no dia 23 de agosto para comandar a entidade no quadriênio 2019 – 2023. A solenidade contou com a presença de sindicalistas de diversas regiões do país e bancários de bancos públicos e privados além de representantes da Contraf-CUT, Fetrafi/NE, Fenae, CUT, PT, Frente Brasil Popular e demais entidades. Após a saudação dos membros da mesa, os ex-presidentes do Sindicato, Lucius Fabiani de Vasconcelos Sousa e Marcos Henriques e Silva receberam uma homenagem com uma placa de reconhecimento pelas ações desenvolvidas em prol do fortalecimento da entidade. Em seguida, também foram homenageados os companheiros Jurandi Pereira do Nascimento e Cícero Ezequiel Filho (Seu Ciço) pelo trabalho realizado e o legado construído em defesa da categoria. Em seu discurso, o presidente Marcelo Alves agradeceu a presença de todos

trocando em miúdos

e analisou os principais desafios que a gestão terá nos próximo anos. Para ele, a diretoria eleita em maio com 98,97% dos votos renovando 20% do comando da entidade terá pela frente uma árdua missão em defesa dos direitos da classe trabalhadora. "Há 77 anos o Sindicato dos Bancários da Paraíba tem protagonizado a luta não só da categoria, mas também em defesa dos trabalhadores e da sociedade, tornando-se uma referência regional e nacional. E é honrando esse legado de enfrentamento à

06

dos banqueiros e a tirania dos governantes que iremos prosseguir ainda mais fortalecidos por saber que estamos do lado certo da história que tanto nos orgulha, que é a de defesa da democracia, soberania e cidadania da classe trabalhadora", explicou. Marcelo Alves resgatou sua experiência à frente do Sindicato, citou o golpe que tirou Dilma e afastou Lula do pleito, culminando com o temerário governo Bolsonaro e arrematou com os desafios futuros. "Pela crise que já pode ser vista, pelo número crescente do desemprego e do fechamento de empresas, pelo aumento do emprego informal e do subemprego, pela estagnação da economia, pela pressão por reformas que retiram direitos sem gerar empregos, a gente já pode medir o tamanho das dificuldades que vamos enfrentar nesta gestão, mas contamos com a força da nossa base para superar tudo isso", concluiu . Encerrada a solenidade, todos foram convidados para um coquetel ao som do repertório dançante da banda Irmão Tuareg's.


setembro de 2019

dia do bancário

O Sindicato dos Bancários da Paraíba comemorou o Dia do Bancário com visitas às agências no dia 28 e com atividade esportiva e dançante na sua sede no dia 30 de agosto. Na Arena 28 de Agosto, realizou o Torneio de Futebol Soçaite do Dia do Bancário e no Espaço Cultural Marcos Lucena promoveu um baile com a Banda D3. Na abertura da festa, o secretário de esportes, Carlos Barão “Gaucho” e o presidente Marcelo Alves comandaram a entrega de troféus e medalhas aos atletas e falaram aos presentes sobre a importância do evento e os desafios que a diretoria vai enfrentar na condução das lutas da categoria, ante a conjuntura adversa aos interesses da classe trabalhadora. "O momento é de festa, mas também cabe uma reflexão sobre todas as dificuldades que a classe trabalhadora vem enfrentando sob o comando de um governo privatista, que privilegia os rentistas e dia a dia vem retirando nossos direitos históricos, sucateando o ensino público e as empresas estatais, entre elas os bancos oficiais, nos empurrando para trabalhar aos sábados e dificultando as nossas aposentadorias. E resistir a isso tudo é uma tarefa de todos nós. Vamos à luta, mas também vamos celebrar o nosso dia. Com vocês, Banda D3!", estimulou Marcelo Alves. A festança se arrastou até a madrugada com o seleto repertório da Banda D3, mas a grande surpresa da noite veio da agência Epitácio Pessoa, do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), na voz da companheira Karen Janete, que literalmente roubou a cena com o seu canto alegre e vibrante, cujo talento encantou a todos. O feriado do Dia do Bancário na Paraíba foi impedido pela justiça, pelos motivos que todos já sabem, mas a categoria não foi privada de ser homenageada. Seguindo a tradição, a diretoria do Sindicato dos Bancários da Paraíba, percorreu as principais agências do centro de João Pessoa para prestar a justa homenagem às bancárias e aos bancários nos seus respectivos locais de trabalho. 07

trocando em miúdos


setembro de 2019

campanha nacional 2019

Acordo de dois anos garantiu reajuste de 4,31% e vai injetar R$ 10,5 bi na economia, segundo levantamento feito pelo Dieese Conquista da Campanha Nacional dos Bancários 2018, que fechou acordo de dois anos, o reajuste da categoria aplicado este ano, de 4,31% nos salários, vales e PLR, injetará na economia cerca de R$ 10,549 bilhões entre 1º de setembro de 2019 (data base da categoria) a 31 de agosto de 2020, valorização positiva de 6,3%. Somente em setembro, com a antecipação da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), foram injetados R$ 3,488 bilhões na economia. O grande impacto econômico positivo dos reajustes conquistados com o acordo de dois anos, de 5% em 2018 e de 4,31% em 2019, mostram mais uma vez que a estratégia de negociação e mobilização adotada foi acertada, uma vez que garantiu aumento real nos dois anos e também assegurou todos os direitos previstos na nossa Convenção Coletiva de Trabalho, isso em uma conjuntura política e econômica adversa, após a aprovação da reforma trabalhista que retirou direitos. Foram poucas as categorias que conquistaram aumento real em 2018 e 2019.

4,31

%

GANHO

REAL injetaram R$ 10,5 bi na economia

Nas demais estatais o reajuste padrão proposto pelo governo foi de apenas 70% da inflação. Se analisado apenas o impacto do reajuste de 2019 nos salários dos bancários, o montante chega a R$ 2,249 bilhões. “Se não fosse pela gestão dos bancos, que mesmo com lucros recordes cortaram 3.057 postos de trabalho, o impacto positivo do reajuste salarial seria pelo menos 10% maior. O presidente do Sindicato, Marcelo Alves, ressalta que essa conquista só foi possível graças à unidade da categoria e a estratégia do Comando Nacional na mesa de negociação em uma campanha muito difícil. “Ainda bem que a proposta foi aprovada em tempo hábil, garantindo a ultratividade e contemplando também todos os direitos dos bancários da Caixa e do Banco do Brasil. Foi uma conquista histórica ante os ataques do governo ilegítimo de Temer. Eis o modelo que devemos seguir para garantir nossas conquistas na dificílima campanha do próximo ano, ante a ganância dos banqueiros e as maldades do governo Bolsonaro", conluiu.

PLR é resultado da luta Os bancos creditaram a primeira parcela da PLR, inclusive alguns bancos anteciparam o crédito a pedido do movimento sindical. O Banco do Brasil pagou a PLR no dia 30 de agosto, a Caixa Econômica Federal no dia 3 de setembro, o Bradesco no dia 16 de setembro e o Safra pagou a PLR dia 20 de setembro com 20% de acréscimo no adicional. O Itaú creditou PLR e PCR no dia 20 de setembro e vai antecipar a 13ª cestaalimentação no dia 25 de outubro. O Santander pagou a PLR e o programa próprio de resultados no dia 30. Nada nos é dado pelos bancos sem que a gente lute para conquistar. Garantir maior participação dos trabalhadores nos frutos de seu próprio trabalho sempre foi uma das principais bandeiras de luta do movimento sindical, que conquistou em 1992 a Convenção Coletiva de Trabalho com validade para todo o território nacional. Três anos depois surgiu a participação dos trabalhadores nos lucros e/ou resultados dos bancos (PLR), regulamentada entre 1995 e 2000 por meio de Medidas Provisórias e tornada lei apenas em 2000, através da Lei 10.101. Tudo isso só foi possível graças à força dos sindicatos, que ficaram ainda mais fortes trocando em miúdos

quando decidiram criar o Comando Nacional dos Bancários. Após garantir a PLR, a categoria buscou avanços nas regras, para permitir uma distribuição que favorecesse a todos os trabalhadores, independentemente de sua posição hierárquica. Bancos Públicos - Os parâmetros estabelecidos na Convenção Coletiva de 08

Trabalho da categoria bancária para o pagamento da PLR eram válidos apenas para os bancos privados. Somente a partir de 2003, as negociações passaram a ser realizadas em mesa única de negociações. Com este avanço importante, os bancos públicos – notadamente o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal – passaram a assinar as CCTs de PLR firmadas entre as entidades de representação dos trabalhadores e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Em 2006, além da regra básica (parcelas proporcional e fixa), a categoria conquistou uma parcela adicional ancorada na variação anual do lucro líquido, que foi se aperfeiçoando com o passar dos anos. No ano de 2010, uma importante conquista foi obtida no acordo de PLR da Caixa: além da regra básica e da parcela adicional da regra Fenaban, os trabalhadores garantiram o pagamento da PLR Social, correspondente a 4% do lucro líquido do ano, distribuídos de forma linear entre todos os empregados. Da conquista da PLR até os dias atuais, a distribuição dos lucros e/ou resultados dos bancos foi se modificando para atender às reivindicações da categoria. Valeu a luta!


setembro de 2019

pelos bancos

Sindicato debate riscos e sustentabilidade da Cassi e representação do funcionalismo insiste em negociar uma saída com o BB O Sindicato dos Bancários da Paraíba realizou uma Plenária com o funcionalismo do Banco do Brasil para debater o custeio e a sustentabilidade da Caixa de Assistência dos Funcionários do BB (Cassi), no dia 19 de setembro. O evento realizado no auditório da entidade teve como facilitadora a gerente da Cassi Paraíba, Adriana Oliveira, que apresentou os números e analisou as providências para o saneamento orçamentário do plano de saúde das bancárias e dos bancários do banco público. Após os debates, foram escolhidos os delegados para representar a nossa base no Encontro Nacional de Saúde dos Funcionários do Banco do Brasil, no dia 28 de setembro, em São Paulo –SP O Plano de Associados da Cassi apresenta um déficit estrutural e as entidades representativas do funcionalismo solicitaram a prorrogação do Memorando de Entendimentos com prazo final previsto para dezembro deste ano para que se possa construir uma proposta de consenso, que preserve a sustentabilidade da Cassi e a manutenção da assistência às bancárias e bancários. Um sonoro NÃO - A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e demais entidades de representação dos funcionários do Banco do Brasil se reuniram com o banco na tarde do dia 25 de setembro para que, a pedido da Contraf-CUT, o banco esclarecesse sua posição com relação à solução para a situação da Cassi. A resposta do BB foi um sonoro NÃO! Em resposta formal à Contraf-CUT, o banco afirmou que “não é viável a reabertura da mesa de negociação” porque os “limites e as premissas permanecem inalterados” em relação à proposta de maio, aprovada pela maioria dos associados, mas que não foi encaminhada devido à falta de quórum na votação. E disse que as premissas e seus limites são aqueles divulgados nas rodadas de negociação anteriores, ou seja, o banco só aceita arcar com os valores negociados no início do ano se forem cumpridas estas premissas e limites previamente definidos. No dia 22 de outubro, a direção fiscal na Cassi completa 90 dias. Até lá, a diretora fiscal nomeada pela Agência Nacional de Saúde

Suplementar (ANS) vai exigir que a diretoria da Caixa de Assistência apresente uma solução para o equilíbrio financeiro da instituição. Saída negocial - Desde maio, quando mais de dois terços dos associados rejeitaram a proposta negociada com o banco e colocada em votação, a Contraf-CUT e demais entidades de representação dos funcionários reivindicam a reabertura do processo de negociação para construir uma nova proposta que contemple as aspirações e interesses dos associados. Portanto, o funcionalismo deverá permanecer mobilizado para fortalecer a busca por esta saída.

Sindicato devolve mensalidade de setembro No dia 26 de agosto de 2019, o Sindicato dos Bancários da Paraíba enviou ofício a todos os bancos que atuam na sua jurisdição solicitando que procedessem à suspensão do desconto da mensalidade sindical do mês de setembro dos/as associados/as ao sindicato. A suspensão da mensalidade sindical foi aprovada pela categoria na Assembleia Geral Extraordinária do dia 29 de agosto de 2018, uma vez que bancárias e bancários já iriam arcar com a contribuição negocial prevista no acordo de dois anos. O Banco do Brasil foi a única instituição financeira que não conseguiu suspender o desconto, por problemas operacionais, conforme informou. Então, assim que o sindicato receber o relatório com a mensalidade de setembro vai creditar nas contas de bancários e bancárias os respectivos valores. 09

trocando em miúdos


pelos bancos

Defesa dos direitos e Caixa Econômica 100% pública Uma luta que precisa ser fortalecida pelos empregados e suas representações

No final de agosto, o governo federal anunciou a intenção de vender 17 estatais, entre elas Eletrobrás e Correios, e ainda 20,75 milhões de ações do Banco do Brasil que estão sob gestão do FI-FGTS. Além da privatização do patrimônio nacional, a população brasileira assiste seu maior bioma, a Amazônia, ser consumido em mais de 30 mil focos de incêndio. Foi nesse contexto de ataque às riquezas do país que ocorreu a retomada da mesa de negociação permanente com a Caixa, no dia 27 de agosto, marcada pela defesa, por parte dos representantes dos empregados, do papel público e social do banco, e dos direitos dos trabalhadores.

Os negociadores também manifestaram preocupação com o fato de algumas das medidas da direção da Caixa Econômica Federal estarem voltadas para o enfraquecimento da empresa e para o não cumprimento de sua função pública. A Caixa é fundamental na implementação de políticas públicas para a população, como o Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família, Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI). Além disso, são os bancos públicos que estão presentes em municípios distantes, onde os bancos privados não têm interesse em atuar. Por isso defender sua manutenção e seu papel social é

uma bandeira de luta primordial do Sindicato, que conta com a mobilização de sua base. A defesa da Caixa 100% pública que enfrentamos já há alguns anos (Veja foto com atividades na Agência Cabo Branco - João Pe s s o a / P B ) - f a z p a r t e d a s n o s s a s reivindicações, soma-se à luta por mais contratações e contra a precariedade das condições de trabalho. Nacionalmente, existe a mobilização contra a reforma da previdência e a defesa da democracia, sem a qual nenhuma reivindicação será possível. Um dos nossos maiores desafios é defender os trabalhadores e os seus direitos históricos, a democracia e a

Procedimentos para emissão da CAT Visando disciplinar e facilitar a abertura da Comunicação de Acidente de Trabalho – CAT, a diretoria do Sindicato dos Bancários da Paraíba está disciplinando os procedimentos para que o/a bancário/a faça o agendamento em tempo hábil e com todos os documentos necessários à alimentação dos formulários exigidos pela Previdência Social. Antes de agendar a vinda ao Sindicato, o/a bancário/a deve providenciar os seguintes documentos: carteira de trabalho, PIS, CPF e RG, CNPJ do local onde trabalha, agência ou departamento, laudo médico, exames clínicos (raio-X, ultrassonografia, eletroneuromiografia, etc), atestados/afastamentos anteriores relacionados à patologia atual, mesmo que por períodos curtos e boletim de ocorrência nos casos de assaltos/sequestros. A documentação tem a finalidade de alimentar os formulários da Previdência Social e a solicitação da emissão da CAT deverá ser feita ao Sindicato pelo menos 48 horas

trocando em miúdos

antes da data da perícia. Mais informações com o diretor Washington Luiz através do telefone (83) 99104-

10


setembro de 2019

BNB corre risco e precisamos defender o FNE A PEC 119/2019 tira recursos do FNE para cobrir rombo dos estados O Sindicato dos Bancários da Paraíba, através do diretor Robson Luís Andrade Araújo, membro do Comitê em Defesa do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), participou da 56ª Reunião do Conselho de Representantes da AFBNB realizada na Capital Federal nos dias 16 e 17 de setembro onde aconteceram amplos debates sobre a política nacional de desenvolvimento regional. Em destaque, o crescimento das atividades produtivas das economias locais e regionais, além da defesa e do fortalecimento do BNB e cumprimento das prerrogativas constitucionais inerentes ao Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) cujos recursos poderão ser usados para cobrir o rombo existente nas contas dos estados conforme a PEC 119/2019 da senadora Katia Abreu. O dirigente sindical alerta para a necessidade de engajamento em defesa do Banco do Nordeste, que atua em 1990 municípios do Nordeste, Norte de Minas Gerais e do Norte do Espírito Santo há 67 anos atendendo aos mais longínquos recantos do país e chama a atenção para o FNE, já consolidado como principal motor de uma política de desenvolvimento regional, sendo o modelo gerido e operacionalizado pelo BNB, exclusivo para o setor produtivo privado em cumprimento ao que determina a Constituição Federal. “A preservação, fortalecimento e expansão das suas funções, em específico ao Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) além de essencial à manutenção e desenvolvimento da região, se constitui como um modelo sólido de circulação de investimentos em projetos que geram emprego e renda. Então, essa PEC vem para destruir uma empresa que é responsável por uma imensidão de benefícios aos empreendedores e à sociedade, pois reduzirá os investimentos em negócios que dão vida à economia do Nordeste. Por sabermos que o BNB é uma estratégia essencial de política econômica para a promoção do desenvolvimento é que estamos lutando e dizendo que não podemos abrir mão desse patrimônio. Sabemos que existem outras possibilidades para

solucionar o caos gerado pela crise nos estados, mas com certeza o desmonte do BNB não é uma delas. Não há nada do ponto de vista técnico que justifique essa PEC. O FNE é extremamente lucrativo e corresponde a quase 73% do funding do Banco do Nordeste; fato que reforça a nossa luta contra essa nefasta Proposta de Emenda Constitucional que só será barrada com o engajamento de todos e de todas para que tamanho desastre e revés não se torne mais uma triste realidade. Em breve teremos audiências públicas para debatermos as conseqüências dessa PEC e somar forças em várias frentes na defesa do BNB”, esclareceu Robson Luís. Acesse a página do Senado e vote NÃO na consulta pública sobre a PEC 119/2019, pois operar a longo prazo não é fácil e operar no Nordeste e no Semiárido é ainda mais difícil e o único banco que tem experiência, conhecimento técnico e comprometimento para isso é o Banco do Nordeste do Brasil. Defenda-o!

Justiça proibiu Santander de discriminar funcionários O Juiz titular da 5ª Vara do Trabalho de João Pessoa, Paulo Henrique Tavares da Silva, sentenciou o Santander de abster-se de praticar, não tolerar, nem permitir que se pratique assédio moral, por quaisquer formas discriminatórias, constrangedoras, vexatórias ou intimidatórias contra os trabalhadores reintegrados por ordem judicial, inclusive providenciando local de trabalho adequado e a reativação das senhas de acesso aos sistemas informatizados, lhes permitindo trabalhar da mesma forma como trabalhavam antes do desligamento. A sentença também prevê aplicação de multa diária no valor de R$ 1.000,00 (mil reais) em cada ocasião em que se verificar o descumprimento das obrigações da medida judicial. Em 2017, após receber várias denúncias da prática de assédio moral no Santander contra os funcionários readmitidos judicialmente, a diretoria do Sindicato dos Bancários da Paraíba

através do Escritório de Marcelo Assunção e Advogados Associados, entrou com uma Ação Civil Pública em defesa de bancários e bancárias vítimas de assédio moral. “Graças à atuação do nosso escritório parceiro, que representou as vítimas do assédio moral praticado no Santander e a tempestividade da justiça em reparar as ações discriminatórias, as bancárias e os bancários readmitidos judicialmente pelo banco espanhol não sofrerão mais a humilhação de serem confinados em uma sala denominada 'aquário', submetidos ao isolamento e às exclusão das tarefas anteriormente desenvolvidas. Essa sentença, embora sendo prolatada em primeira instância, já é uma grande vitória dos trabalhadores ante a arrogância, prepotência e ganância dos banqueiros. Daí a importância de ter um sindicato forte em defesa dos seus direitos ”, ressaltou Marcelo Alves, presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba.

11

trocando em miúdos


setembro de 2019

esporte, cultura e formação

O Sindicato dos Bancários da Paraíba comemorou o Dia do Bancário no dia 30 de agosto com torneio esportivo e festa dançante com a Banda D3 no Espaço Cultural Marcos Lucena. Participaram do Torneio de Futebol Soçaite do Dia do Bancário as equipes do Sindicato, Bradesco, Santander e Banco do Nordeste do Brasil (BNB). O Bradesco conquistou o troféu de Campeão, ao derrotar o Santander pelo placar de 2 x 0. Ronaldo Júnior do Bradesco foi o goleiro menos vazado e Ewerton Ramon do Santander foi o artilheiro do certame.

Bancário paraibano vence Campeonato Nacional ParaJiu-jitsu Em julho, na cidade de Florianópolis-SC, o funcionário do Santander Rosinerio Gomes da Silva (Nerio), de 41 anos, foi o campeão do Campeonato Nacional de ParaJiu-jitsu, na c a t e g o r i a Po l i o m i e l i t e n o membro inferior. Descoberta aos dois anos de idade, a doença o deixou com uma seqüela: a perda da força na perna esquerda e três protrusões na coluna. Para

superar as limitações físicas, começou a praticar o Jiu-jitsu há cinco anos, se tornado faixa Roxa, no time do Grace Barra. Essa foi a primeira vez que ele participou de uma competição desse porte e agora está se preparando para participar do Grand Slam de Abu Dhab.

Paternidade No dia 14 de setembro, a sétima turma fez o Curso de Paternidade oferecido pelo Sindicato dos Bancários da Paraíba e ministrado pela professora, mestre em Enfermagem, Hebe Janayna Mota Duarte. O secretário geral Lindhonjonson Almeida entregou os certificados que habilitam os papais a usufruírem dos 20 dias de licença para cuidar de seus filhos recém nascidos.

trocando em miúdos

12

Profile for Walmar Pessoa

Trocando em Miúdos - Edição 606  

Trocando em Miúdos - Edição 606

Trocando em Miúdos - Edição 606  

Trocando em Miúdos - Edição 606

Advertisement