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BRASIL

CUT

CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES

Jornal do Sindicato dos Bancários da Paraíba - João Pessoa, abril de 2014. Ano XXIII. Nº 555

50 anos do golpe militar submissão e atraso nunca mais

10 de Maio

ENCONTRO ESTADUAL DOS BANCÁRIOS


abril de 2014

opinião

Editorial

De olho no futuro para evitar o passado

No miolo desta edição trazemos uma matéria falando dos 50 anos do Golpe de 1964, inclusive alertando a sociedade sobre a conjuntura atual, em que grupelhos clamam pelo retorno ao regime de exceção. Regime esse que desferiu golpes terríveis na educação, através das políticas educacionais da ditadura. Em março de 1964, o então presidente João Goulart e o general Humberto de Alencar Castelo Branco foram ao encerramento da exitosa experiência do método pedagógico do educador Paulo Freire, que alfabetizou 300 trabalhadores rurais em apenas 40 aulas. Em pouco mais de um mês, os trabalhadores aprenderem a ler, escrever, fazer contas e se enxergar como cidadãos. E isso incomodou os militares. Tanto, que em pouco mais de um mês, eles cancelaram a adoção do programa em todo o país, que tinha então taxa de analfabetismo superior a 30%. Paulo Freire foi preso e exilado.

O golpe, que em 1964 brecou o processo de democratização em curso no país desde a década de 1940, fez da educação instrumento de legitimidade, alvo de seus órgãos de repressão e deu cheque em branco ao empresariado amigo. Tanto que as diretrizes da política educacional dos governos militares, marcada pela transferência de recursos públicos para o setor privado – sangria que acabou colocando o ensino público brasileiro entre os piores do mundo –, foram traçadas num seminário do Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipes), organização que ajudou a criar o clima e a dar sustentação ao golpe. Entre tantas normas repressivas, no governo de Costa e Silva, foi criado o “AI-5 das universidades”, escrito sob a batuta de tecnocratas da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), que punia sumariamente professores, alunos e funcionários considerados culpados de subversão e os

proibia de trabalhar ou estudar em outras instituições. Na época foram presos, processados e mandados para o exílio professores como Celso Furtado, Florestan Fernandes, Darcy Ribeiro, Leite Lopes e Mário Schemberg. As forças militares invadiram universidades, incendiaram a sede a União Nacional dos Estudantes (UNE), no Rio de Janeiro, fecharam escolas e destruíram bibliotecas. Não podemos voltar no tempo e apagar o erro de 50 anos atrás. Mas podemos evitar que ele se repita. E cabe, sobretudo aos mais jovens, fortalecer a democracia na América Latina, ameaçada pela compulsão das suas elites por violar as regras quando lhes convêm. Portanto, olhos abertos para esse desafio. Um olho na luta cotidiana de superação de injustiças e desigualdades. E outro em eventuais e sorrateiras tentações autoritárias ávidas pelo retrocesso, refúgio das minorias.

Fala Bancário

O banco da esquizofrenia Por: Por William Mendes Recentemente, no processo eleitoral para a escolha de parte dos membros da diretoria da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), tive uma oportunidade ímpar de conversar com os colegas do BB, em diversas regiões do País. E foram muitas as queixas com a direção da instituição financeira e os rumos que o Banco está tomando. Nessas conversas, confirmamos que não há só um Banco do Brasil; mas, vários bancos dentro do BB. Temos o banco do João, que negocia os direitos coletivos com as entidades do funcionalismo, e temos o banco do Pedro, que não cumpre o que a empresa contratou. Temos o banco do Paulo, que se diz de responsabilidade socioambiental, e temos o banco do Manoel, que gastou uma fortuna

Trocando

em miúdos

trocando em miúdos

para alocar milhares de funcionários em local com solo contaminado. Não temos o banco da Maria porque na direção do BB só tem homens. Temos o banco do faz de conta, da propaganda e do papel, e temos o banco da realidade objetiva, o dos brasileiros, com funcionários sérios e dedicados que não conseguem trabalhar por falta de condições, submetidos ao cumprimento de metas abusivas e sem parâmetros, inclusive com mudanças diárias e formas truculentas na cobrança por resultados. Há uma insatisfação generalizada na rede de agências por falta de funcionários, falta de respeito na cobrança de metas esdrúxulas, falta de regras para ascensão profissional. E, assim, a direção atual do BB torna menor o papel social da instituição

William Mendes é coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil e secretário de formação da Contraf-CUT.

Informativo do Sindicato dos Bancários da Paraíba Av. Beira Rio, 3.100, Tambauzinho, João Pessoa-PB. Fone: (83) 3224-2054 Fax: (83) 3224-4837 Site: www.bancariospb.com.br e-mail: sindicato@bancariospb.com.br Facebook: bancariospb Twitter: @sindbancariospb

Presidente: Marcos Henriques e Silva Diretor de Comunicação: Rogério Lucena Jornalista responsável: Otávio Ivson (DRT-PB 1778/96) Reportagem: Otávio Ivson e Cassiana Ferreira Diagramação: Paletta arquitetura, comunicação e design Fotos: Otávio Ivson, Paletta e Arquivo do SEEB-PB Tiragem: 3.000

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financeira pública e reduz a esperança do funcionalismo em seguir carreira na empresa. Vive-se um sistema de cobrança de metas e entrega de resultados a qualquer custo, que leva muitas vezes o funcionalismo a cometer alguma irregularidade ou procedimento não previsto nas instruções, ensejando a pratica do assédio moral e favorecendo as perseguições. Esses vários bancos dentro do BB estão prejudicando a saúde física e mental do funcionalismo e transformando o maior banco do País numa esquizofrenia total.


abril de 2014

em destaque

Congresso da Fetrafi-NE elege nova direção e discute desafios A presidência da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Nordeste (Fetrafi-NE) continua sob a responsabilidade do presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo Bezerra, para a gestão 2014- 2017. A escolha foi feita durante o 2º Congresso da Fetrafi-NE, realizado em Recife – PE, no dia 12 de abril. Além dos Sindicatos de Pernambuco, Alagoas, Ceará, Piauí, Maranhão, Campina Grande, Cariri do Ceará e extremo Sul da Bahia, a Paraíba também se fez presente ao evento, com a seguinte delegação: Marcos Henriques (presidente), Marcelo Alves

(secretário geral), Rogério Lucena (secretário de comunicação), Valdinete Dantas, Samara Alves, Rogério Alves, Ransés Henriques, Jefferson de Oliveira, Raimundo Leonardo e Socorro Luna. A eleição da nova diretoria da FetrafiNE foi precedida por intenso debate sobre os desafios da categoria bancária na atual conjuntura política e econômica. Bárbara Vásquez, técnica da Subseção do Dieese na Contraf-CUT, analisou o cenário econômico e municiou os dirigentes sindicais com informações sobre um novo mecanismo de pesquisa para monitorar as demissões.

A secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Rosane Silva, falou sobre o movimento sindical e as eleições de 2014. Alan Patrício, secretário de Assuntos Jurídicos da Contraf-CUT e diretor do SEEC - PE, ministrou uma oficina sobre os avanços da Campanha Nacional 2013 e os desafios para 2014. "A partir de maio, já começa a entrar em cena uma nova tecnologia que permite que pagamentos, operações bancárias e outras transações sejam feitas pelo celular. Precisamos ficar atentos para garantir o controle dessas operações e discutir o futuro do emprego no setor bancário", concluiu Alan.

Fomos à 8ª Marcha da Classe Trabalhadora

Encontro Estadual dos Bancários No Sábado, 10 de maio, o Sindicato dos Bancários da Paraíba vai realizar o Encontro Estadual dos Bancários, a partir das 9h30, na sede da Entidade. O Encontro terá a participarão de Carlos Cordeiro ‘Carlão’ e Carlos Sousa, respectivamente, presidente e vicepresidente da Contraf-CUT.

No evento, que é o pontapé inicial da Campanha Nacional dos Bancários, além da análise de conjuntura, os bancários vão tirar suas reivindicações e eleger os delegados aos congressos e conferências da categoria, a exemplo da III Conferência Regional da Fetrafi-NE e do 20º Encontro Nacional dos Funcionários do BNB.

III Conferência Regional da Fetrafi-NE

20º Encontro Nacional dos Funcionários do BNB

João Pessoa - Paraíba 16, 17 e 18 de Maio de 2014

João Pessoa - Paraíba 30 e 31 de Maio de 2014

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A 8ª Marca da Classe Trabalhadora, relizada no dia 9 de abril, em São Paulo - Capital, reuniu cerca de 40 mil pessoas. Organizada por seis centrais CGTB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT - e movimentos sociais, a passeata reuniu pessoas de diferentes regiões e categorias profissionais, inclusive os bancários. O presidente do SEEB - PB, Marcos Henriques nos representou na marcha. trocando em miúdos


especial - 50 anos do Golpe de 1964

Este mês, o golpe militar de 1964 completa 50 anos. Pela forma como foi engendrado e deflagrado, com o envolvimento norteamericano, o golpe já deveria ter sido condenado há muito tempo. Pelos abusos cometidos desde o primeiro momento, e que se multiplicaram depois com o fortalecimento do radicalismo antidemocrático e da repressão mais sanguinária, era para se tratar de um episódio já execrado pela sociedade brasileira. Daí a necessidade de priorizarmos a defesa do regime democrático para evitarmos que o erro de 50 anos atrás se repita. A geração que levou o povo às ruas nas memoráveis campanhas das Diretas Já e na eleição de Tancredo Neves para a Presidência da República não soube manter viva a chama da liberdade e da democracia no coração do povo. A aliança que possibilitou a redemocratização se esfacelou com o tempo. Muitos movimentos, sindicatos e partidos se enfraqueceram, ou foram cooptados ou absorvidos pelo sistema. A História mescla, com naturalidade e ironia, o passado e o presente. As sucessivas crises econômicas e o abandono da população à própria sorte do ponto de vista da cultura e da cidadania – inclusive por parte da mídia que havia participado da luta pela redemocratização – abriram as portas para o ressurgimento de um conservadorismo visceral, que sempre viveu da ignorância e despolitização do povo brasileiro. O voto, no Congresso e fora dele, tornou-se majoritariamente fisiológico. Passou a ganhar a eleição quem oferecesse mais à população, isolando-se, ou deixandose para segundo plano, nas campanhas políticas, questões como o fortalecimento do país ou a defesa e a preservação do Estado de Direito. O Brasil mudou sua política externa, houve avanços econômicos e sociais, como o combate à fome e à exclusão, e a incorporação de milhões de pessoas ao consumo. Mas a sociedade brasileira evoluiu muito pouco depois do retorno da democracia, em questões como o combate à violência, a criminalização da política e a

descaracterização dos partidos, com sua transformação em meras frentes de interesses. Voltamos a 1964, com o aparecimento de dezenas de “institutos” de diferentes tipos, financiados com dinheiro estrangeiro, dedicados a defender o neoliberalismo, a colonização do país e o combate ao nacionalismo. Como há 50 anos, “ forças ocultas”, que já não se importam em não parecer ocultas, querem pintar o Brasil com

o s e estivésse mos à beira do abismo, para defender velhos e perigosos caminhos de salvamento da Pátria. “A n a l i s t a s ” , l o c a i s e estrangeiros, movem

Atingido pelo Golpe de 64 recebe apoio do SEEB-PB O ex-líder sindical dos petroleiros, Fernando Hermenegildo Autran, recebeu o apoio político e logístico do Sindicato dos Bancários da Paraíba para se reunir com as vítimas da Ditadura, na visita que fez à Entidade, no dia 31 de março; data que o Golpe Militar de 1964 completava 50 anos. “O Sindicato dos Petroleiros, que eu ajudei a fundar no Rio de Janeiro, foi praticamente criado dentro do Sindicato dos Bancários, que anos depois nos acolheu quando fomos atingidos pelo Ato Institucional dos militares. Agora, recebo mais um apoio dos bancários na luta contra os malefícios da ditadura”, arrematou o paraense que foi criado no Rio de Janeiro e hoje, na Paraíba, coloca a experiência dos seus 89 anos a serviço da reparação dos danos às vítimas da repressão.

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permanente campanha de desestabilização da economia, por meio da distorção dos fatos e da manipulação de dados, voltada para o enfraquecimento da imagem do país no exterior. Ataques à democracia são desferidos pela internet e crescem as pregações golpistas, com a defesa do recurso à violência e à tortura, como aconteceu nos anos 1960. Como ocorria às vésperas de março de 1964, multiplicam-se publicações, “filósofos” e “comentaristas” que professam um anticomunismo esquizofrênico, como se estivéssemos em plena Guerra Fria. E se sustentam pela distorção da história e da verdade. Mistura-se o comunismo com o fascismo e atribui-se qualquer suposto ataque ao conservadorismo ocidental a uma fantasia denominada “marxismo cultural”. Grupelhos voltam a desfilar, na frente dos quartéis, com as mesmas faixas e bandeiras usadas naqueles anos sombrios. Esse meio século de triste história deveria representar um marco e uma oportunidade de reflexão sobre o Brasil que queremos e para onde estamos indo como sociedade. É preciso voltar a colocar a defesa do regime democrático em primeiro lugar na lista das prioridades nacionais. Pressionadas pelo conservadorismo, até pessoas que lutaram pela volta do Estado de Direito estão defendendo a adoção de leis “antiterroristas” no Brasil. “Terrorista” era o termo impresso nos cartazes infames que se espalhavam pelos bares e estações rodoviárias nos anos mais duros da repressão, acima das fotos dos que foram perseguidos pela ditadura, seguidos do apelo à delação. As mesmas fotos que ilustravam os cartazes de procurados são, às vezes, a única forma de lembrar os que foram

Luiz Hugo Guimarães

torturados, assassinados ou desapareceram naquela época. Hitlernautas e apresentadores de programas sensacionalistas propagam a aceitação normal do retorno desse conceito “Guerra Contra o Terror”, que é a base da doutrina de segurança norteamericana e de seus sabujos pelo mundo. Deixar de raciocinar com base em princípios e convicções políticas, para se deixar pautar pelo clamor fascista que estiver em voga, é o caminho mais curto para vir a justificar – dependendo do governo de plantão – a impressão de novos cartazes como aqueles. Ou de acabar, eventualmente, aparecendo com o próprio rosto em um deles. Compilado do texto de Mauro Santayana "Reflexões sobre um golpe em nossa história".

Sociedade critica apoio da Fiesp e do Itaú à ditadura Ex-presos políticos e jovens da Frente de Esculacho Popular (FEP) promoveram um ato de protesto na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), localizada na Avenida Paulista, em São Paulo, no dia 9 de abril, criticando o apoio da entidade à ditadura militar (1964-1985). Além da Fiesp, a frente denunciou o Banco Itaú, que, segundo os ativistas, ajudou a financiar o regime militar e também por ter distribuído recentemente uma agenda em que chamava de revolução o golpe de 1964. Segundo os manifestantes, a Fiesp foi uma das principais organizadoras das reuniões, chamadas de grupos de trabalho, onde os empresários se reuniam para contribuir para a caixinha da ditadura. O Banco Itaú foi escrachado, principalmente pelo fato de um de seus controladores, Olavo Setúbal, ter sido prefeito biônico de São Paulo entre os anos de 1975 e 1979.

José Barreto do Nascimento

João Fragoso

Derly Pereira

Era secretário do Presidiu o V í t i m a d a Durante sua Sindicato na Sindicato dos Ditadura Miliar, gestão, um gestão de Luiz Bancários na foi preso e teve g r u p o d e Hugo, quando foi década de 1970, seus direitos s a r g e n t o s deflagrado o d u r a n t e o c a ç a d o s , procurou o Sindicato, propondo que ele Golpe Militar de 1964. A diretoria governo linha dura do General retornando ao Banco do Nordeste, comandasse uma resistência armada da Entidade foi destituída e ele foi Médici. ‘’Foi um dos períodos mais p o r c o n t a d a ‘ ’ L e i d a A n i s t i a demitido do BNB. duros da história deste Sindicato". Política’’, na década de 1980. à ditadura militar, mas não aceitou.

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pelos bancos

Sindicato recebe o gerente regional do Itaú Dá as boas vindas, mas vai logo cobrando soluções para problemas crônicos

No dia 28 de março a diretoria do Sindicato dos Bancários da Paraíba recebeu em sua sede o novo Gerente Regional Paraíba/Rio Grande do Norte, do Banco Itaú, Tácio Cunha Bertani, que veio acompanhado de Débora Machado, então gerente geral da Agência Duque de Caixas - João Pessoa/PB, que foi substitui-lo na Gerência Regional Maranhão/Piauí. Após darem às boas vindas ao novo gestor regional e discorrerem sobre as cobranças por metas abusivas, os sindicalistas falaram dos problemas estruturais, com destaque para os sistemas de ar condicionado das agências. Aparelhos obsoletos, que apresentam panes constantes e demoram no conserto, transformando literalmente em um verdadeiro "inferno" a vida de bancários, clientes e usuários, com agravamento nos dias de pico.

O gerente regional, que responde pelo acompanhamento de 33 agências do Itaú Unibanco na Paraíba e no Rio Grande do Norte, acatou as reivindicações dos bancários e se disse inteiramente à vontade para resolver os problemas do funcionalismo do Banco, dentro da sua jurisdição. “Agradeço a forma como fui recebido no Sindicato e me coloco à disposição da diretoria para recebê-los quando necessário e revolver os problemas que estiverem ao meu alcance”, comentou Tácio Cunha. Em nome da diretoria, o presidente do Sindicato agradeceu a visita do gerente regional e enalteceu sua postura perante a Entidade. “Acreditamos que agora o nosso relacionamento com o Itaú Unibanco será pautado pelo respeito mútuo, favorecendo a solução dos problemas que ocorram nos locais de trabalho", concluiu Marcos Henriques.

De cada 10 denúncias de assédio moral, três são contra bancos, diz MPT

Justiça reconhece o direito ao recálculo de aposentadorias Transitou em julgado o primeiro processo ajuizado, fruto da parceria do Sindicato dos Bancários da Paraíba com os advogados Marcelo Assunção, Thiago Fernandes e Nerival Melo. Trata-se da tese de Revisão do Salário Real de Benefício daqueles que tiveram o cálculo de suas aposentadorias feito com base na média dos 36 últimos salários de contribuição. A Justiça reconheceu o direito dos autores ao recálculo de seus benefícios, devendo ser levados em consideração os últimos 12 meses de salário na ativa, em respeito ao disposto nos regulamentos anteriores a 1997. Se você é aposentado ou está prestes a se aposentar, entre em contato com o Departamento Jurídico do SEEB – PB e solicite mais informações sobre as demandas que podem ser ajuizadas em seu favor.

trocando em miúdos

Segundo o levantamento do Ministério Público do Trabalho (MPT), das 3 mil denúncias sobre a prática de assédio moral, em 2013, 30% foram acusando os bancos. De 2012 para 2013, o número de acusações aumentou 7,4%. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) diz que o ritmo de expansão do assédio moral no Brasil é maior do que o apontado pelo MPT. Segundo a entidade, em 2011, 29% dos trabalhadores do setor pediram o fim do assédio moral. Em 2012, o número aumentou para 31%. Em 2013, para 58% - de um total de 37 mil entrevistados. Ou seja, o índice dobrou de 2011 para 2013. No caso do assédio sexual, o desconforto é menor. Apenas 3,78% dos bancários ouvidos pela pesquisa (1,4 mil trabalhadores) reivindicam o combate ao assédio sexual. De acordo com Walcir Previtale, secretário de saúde do trabalhador da Contraf, o assédio moral ocorre, em grande parte, por conta das metas agressivas determinadas pelas instituições bancárias. 06


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SEEB-PB apóia chapas e vence na Fenae e na Cassi Agora apoia a Chapa 4 na eleição da Previ e a Chapa 1 na eleição da Funcef

SEEB – PB apóia a Chapa 1 nas eleições para diretoria da Funcef

SEEB – PB apóia a Chapa 4 nas eleições para diretoria da Previ

De 5 a 9 de maio, haverá eleição para a diretoria da Fundação dos Economiários Federais (Funcef), o fundo de pensão dos empregados da Caixa Econômica Federal, que é o terceiro do Brasil. A diretoria do Sindicato dos Bancários da Paraíba apóia a Chapa 1 – Movimento pela Funcef. Esta chapa recebeu o apoio do movimento sindical combativo, inclusive da diretoria do Sindicato dos Bancários da Paraíba, porque representa a unidade dos empregos e aposentados da Caixa na luta em defesa da Fundação e do aprimoramento das conquistas dos últimos anos. Dentre as propostas da Chapa 1 – Movimento pela Funcef, destacamos: a luta pelo fim do voto de minerva, alternância entre eleitos e indicados nas diretorias, e reforço nos comitês; acompanhar de perto cada fase da vida do associado e aprimorar a educação financeira e previdenciária; e lutar para que a Caixa pague o custo das reservas nas ações trabalhistas.

De 16 a 28 de maio, haverá eleição para a diretoria da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ). A diretoria do Sindicato dos Bancários da Paraíba apóia a Chapa 4 – Unidade e Segurança na Previ. Mais de 105 Sindicatos no País apóia a chapa, que é composta por lideranças de entidades representativas do funcionalismo, a exemplo de Jurandi Pereira do Nascimento Filho, diretor responsável pelo Departamento Jurídico do SEEB – PB, que concorre ao cargo de Conselheiro Consultivo Titular do Plano I, pela Chapa 4 – Unidade e Segurança na Previ. Funcionário do Banco do Brasil há 33 anos, Jurandi Pereira é graduado pela Universidade Federal da Paraíba em Engenharia Civil, com especialização em Geotecnia, e Direito, com especialização em Direito Processual Civil, além de MBA em Gestão de Empresas. Foi membro do Conselho de Usuários na Cassi Paraíba.

Chapa 1 vence eleição da Fenae

Chapa 1 vence eleição da Cassi

A Chapa do Movimento, encabeçada por Jair Pedro Ferreira, foi eleita com 18.074 (88,09% dos votos válidos). Na Paraíba, foram 446 votos (2 brancos, 8 nulos e 436 na Chapa 1). Com esse resultado, o SEEB - PB volta à diretoria executiva da Fenae, com a companheira Natascha Brayner, que assumiu a Diretoria de Comunicação e Imprensa. Ela e a diretoria do SEEBPB apoiam a Chapa 1 - Movimento pela Funcef.

A Chapa 1 – Todos pela Cassi, encabeçada por William Mendes e apoiada pela Contraf-CUT e SEEB-PB foi eleita com 31.545, contra 25.746 (30,67%) da Chapa 3, 14.041 (16,72%) da Chapa 4 e 12.603 (15,01%) da Chapa 2. A vitória na Caixa de Assistência reforça nosso apoio à Chapa 4 - Unidade e Segurança na Previ, para a diretoria da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil.

Caixa: Concursados querem a contratação imediata dos aprovados Revoltados com o fato de a Caixa Econômica Federal anunciar um novo concurso e preocupados com a validade do concurso 2012, que expira em junho, os representantes dos concursados procuraram o Sindicato dos Bancários da Paraíba, no dia 15 de abril, em busca de apoio para a contratação dos aprovados. Dentre as questões debatidas, foi criticada a modificação no cálculo da LNP (Lotação Necessária de Pessoal), que reduziu 07

o número mínimo de empregados de 15 para 6 bancários por unidade. "Além da contratação imediata, os concursados querem que a Caixa chame todos os aprovados que obtiveram pelo menos a nota igual à do último convocado pelo banco público”, observou João Lopes, um dos representantes dos concursados. A diretoria do Sindicato vai agendar uma reunião com a superintendência da Caixa na Paraíba para tratar do assunto. trocando em miúdos


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esporte, cultura e lazer

I CAMPEONATO QUARENTÃO DE FUTEBOL DE CINCO

Natação e Hidroginástica continuam em alta

No sábado, 26 de abril, foi realizado o Congresso Técnico do I Campeonato Quarentão de Futebol de Cinco, a realizar-se na Arena 28 de Agosto. Campeonato vai acontecer do dia 13 de maio ao dia 17 de junho, no minicampo do Sindicato, denominado Arena 28 de Agosto, com duas rodadas às terças-feiras, a partir das 19h. Além de medalhas para melhor goleiro, artilheiro e atletas campeões e vice-campeões, as equipes campeã e vicecampeã vão receber o troféu Gledinaldo Gomes “Naldinho”, em homenagem ao nosso querido secretário de esportes, que nos deixou prematuramente, em fevereiro.

A natação e a hidroginástica continuam em alta no Sindicato dos Bancários da Paraíba, com aulas de segunda à sextafeira, com os professores Aluilson, Sônia e Diana, nos dias e horários constantes da tabela abaixo. Modalidade

Dia da Semana

Hora

Professor

Natação

Terça | Quinta

6h30 às 7h30

Aluilson

Natação Hidroginástica

Segunda |Quarta|Sexta 16h às 18h*

Sônia

Segunda |Quarta |Sexta

Diana

7h às 8h

* Duas turmas sendo: 16h às 17 e 7h às 18h

Centro Universitário de João Pessoa

trocando em miúdos

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