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marcus de lontra costa [curadoria]


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Lucia Laguna | paisagem n°41 [detalhe] | 2011| acrílica e óleo sobre tela | 140 x 180 cm


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As possibilidades da pintura na arte contemporânea, não outra pintura, são ainda expressões profundas do gênio que se humaniza, imprime o anseio criativo diversificado e essencial do espírito no suporte mais tradicional da arte, em formas e cores de agora. O significado estético é um contínuo presente, pesponta o tempo e entremeia o espaço. Em Pintura Reprojetada, o Espaço Cultural Marcantonio Vilaça, do Tribunal de Contas da União, oferece ao público de Brasília oportunidade da experimentação visual diversificada desse fazer artístico pictórico contemporâneo, em trabalhos de Alvaro Seixas, Flávia Metzler, Hugo Houayek, Lucia Laguna e Rafael Alonso. A exposição tem curadoria de Marcus de Lontra Costa, jornalista, crítico e renomado curador de artes, responsável por mostras memoráveis, como: Oscar Niemeyer: Arquiteto, Brasileiro, Cidadão (2007-2008) e Franz Weissmann: Imagens da Imensidão (2009). O fio condutor das obras dos artistas que compõem Pintura Reprojetada, em palavras do curador, “parece constituir um misto de admiração e cautela com relação a antigas verdades”. Aparentemente eles não almejam “um rompimento brusco com a tradição”, mas, “sim, uma negociação entre os termos de suas heranças artísticas e a diversidade de propostas atuais.” Daí a pintura, ainda pintura - reprojetada.

Ministro Presidente Benjamin Zymler

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artistas

entrevista

currĂ­culos

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e outros trabalhos dos artistas

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Flávia Metzler | dialética.tif [detalhe] | 2007 | óleo sobre tela | 280 x 760 cm


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Rafael Alonso | suspensão VI [detalhe] | 2009 fita adesiva sobre mdf | 170 x 120 cm coleção Cláudio Rosado Torres


Marcus de Lontra Costa | Alvaro Seixas

Em meio à revolução ‘morre’ a pintura

No início do século passado, para uma parcela considerável dos artistas de vanguarda modernistas, a pintura tradicional foi vista como um modelo a ser questionado, tendo como principal objetivo direcionarse para as formas úteis da arquitetura e do design, que deveriam entranhar-se no corpo social e afirmar a transformadora modernidade pelo mundo. Artistas como o russo Alexander Rodchenko filiaram-se a movimentos e grupos que se aproximavam cada vez mais dessas artes diretamente utilitárias e que mantinham relações estreitas com as causas políticas revolucionárias que redefiniriam a nova estrutura social de sua nação. Nota-se, nos artistas da vanguarda construtivista russa, um engajamento pautado, acima de tudo, pela esperança em um mundo futuro mais justo e harmonioso, no qual os “contornos” burgueses do tradicional fazer da pintura estariam superados, transbordados para o cotidiano do proletariado. Em consonância com essa crença, Rodchenko e seus camaradas produtivistas negariam a razão de existir da pintura sobre tela projetando-as para aventuras nos campos do design e da arquitetura, que consideravam formas logicamente

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mais úteis e adequadas aos novos termos - e tempos socialistas. Estava, portanto, decretada a primeira de uma série de mortes da pintura, uma morte talvez necessária, mas acima de tudo específica e provisória, já que outros importantes pintores do vendaval vanguardista, como o holandês Piet Mondrian, nunca vieram a abandonar ou romper com o seu fazer sobre telas e chassis, apesar de também atrelarem os desdobramentos conceituais e visuais de seus trabalhos às formas “aplicadas” do design e da arquitetura e de sentirem os gélidos ventos que sopravam do lado siberiano. Na verdade, muito ainda haveria de ser pintado mesmo no post-mortem dos “seres” inanimados que são as pinturas, mas esses seres nunca mais seriam os mesmos. 18

Construtivismo coletivo vs. Gestualidade individual

Já na década de 1950, no novo centro artístico mundial - os EUA - grande parte da crítica de arte, tendo como líder Clement Greenberg, enaltecia a pintura. Tratase de uma pintura sobre telas e chassis, carregada de subjetivismo, abstrata, não geométrica e supostamente capaz de revelar verdades ocultas – que parecia nunca ter sido dada como morta. Curiosamente, o “defunto” insistia em não morrer... No Brasil, emergia o movimento concretista, que, diferentemente desse mainstream norte-americano, fazia ressoar a agenda artística dos construtivistas russos e de


escolas como a Bauhaus, em sua tentativa de superar, nos trópicos, os limites do fazer pictórico do quadro e fazê-lo transbordar de modo racional, ético e progressista para as áreas do design e da arquitetura. Os brasileiros eram influenciados também pelos holandeses do De Stjil (que havia deixado marcas profundas na Bauhaus) e principalmente pela sua contemporânea Escola de Ulm. Os concretistas brasileiros viam na pintura geométrica sobre tela um degrau criativo necessário para a correta e, acima de tudo, matemática projeção do espaço habitável pelos ofícios do design e da arquitetura. Termos como “abstracionismo”, “ciência”, “precisão” e “indústria” passam dar a forma a uma parcela considerável da produção teórica das artes plásticas brasileiras. Saem de cena: “figurativismo”, “canibalismo”, “regionalismo” e “lirismo” de gerações anteriores. A persona do suíço Max Bill, um dos fundadores da Escola de Ulm, viria a exercer grande influência nessa nova geração de artistas, principalmente após a premiação de sua escultura abstrato-geométrica Unidade Tripartida na I Bienal de São Paulo [1951].

Experimentação e protesto: resistir é preciso

As rígidas estruturas do concretismo não demorariam a ser abaladas, quando, em 1959, o Manifesto Neoconcreto é lançado e as pinturas e esculturas até então submetidas a rígidas justificativas matemáticas, universais e mesmo políticas (e, desse modo, vistas como degraus inferiores ao design e a arquitetura) passariam

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a incorporar o anseio à abertura interpretativa e à experimentação individuais que já palpitavam no resto do mundo. Esses objetos expandem-se de seus chassis, molduras e bases não para encontrar a austeridade formal e racionalista de grande parte do design funcionalista, tal como havia ocorrido no concretismo, mas para percorrer uma dimensão mais sensível, variável e temporal, em suma, mais humana, segundo artistas como Franz Weissmann, Lygia Clark, Lygia Pape e Hélio Oiticica.

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Seguiram-se então tempos de “experimentação” e “contestação” - décadas de 1950, 60 e 70 - e o que pode ser considerado “pintura” brasileira do período se apresenta visivelmente expandida em obras como os Relevos Espaciais, Penetráveis, Bólides e Parangolés de Oiticica, mas também nas contrastantes e figurativas superfícies, por vezes acrescidas de esculturas, de nossa corrosiva Pop Art, representada por nomes como Antônio Dias e Rubens Gerchman (que incorporavam de forma específica para o contexto brasileiro o caráter provocativo de artistas como Jasper Johns, Roy Lichtestein, Claes Oldenburg e Andy Warhol). Em ambos os casos brasileiros, a pintura longe de ser vista como um fazer autônomo ou puramente matemático, busca coincidir com a “efemeridade” que caracterizaria a dinâmica da vida – uma arte que deveria oferecer resistência não apenas a certos temas e/ou modos de fazer artísticos tradicionais e elitistas, mas também ao ambiente politicamente hostil instituído pela ditadura militar. Tendo em vista justamente os “anos de chumbo”, a passagem da década de 1960 para 1970 será marcada pela emergência de novas mídias no contexto artístico nacional – em sua maior parte utilizadas como instrumentos de protesto: proliferam fotografias, múltiplos, ações e interferências, objetos e atos de confrontação e denúncia.


Esses objetos e ações parecem tentar provocar o mínimo possível qualquer deleite estético, são projetados e afiados tal qual uma navalha para atingir uma triste realidade, é o caso das obras desse momento de artistas como Artur Barrio, Cildo Meireles e Carlos Zilio.

Os anos 1980 e 1990: pintura “por toda parte” e pintura “em lugar nenhum”

Na década de 1980 os brasileiros viviam seu processo de libertação da ditadura militar e celebravam a democracia. Se a década anterior fora marcada principalmente pelo conceitualismo de denúncia e por uma espécie de Pop Art corrosiva, sangrenta e também engajada politicamente, agora um grande grupo de artistas, dentre os quais se destacam Leonilson, Beatriz Milhazes, Emanuel Nassar, Leda Catunda, Jorge Guinle e o grupo Casa 7, passam, cada um a sua maneira, a aproximar-se com alegria, humor, doçura, romantismo e/ou selvageria das culturas de massa e vernácula e de vertentes como o gestualismo expressionista abstrato. Essa produção pode ser associada ao chamado “retorno da pintura” em grandes centros artísticos como Berlim, Nova Iorque e Milão – nos quais emergem artistas sob diferentes denominações – bad painting, novos fauves, neo-expressionistas, transvanguarda etc. Talvez o principal ensinamento legado para a arte atual por essa geração de pintores resida no fato de não descartarem de forma arbitrária a pintura – ao exporem nas paredes de museus e galerias de arte grandes

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superfícies, não necessariamente planas e retangulares, de telas, plásticos, veludos e papéis recobertos artesanalmente com tintas brilhantes e multicoloridas ou mesmo bordados e garrafas de refrigerante. Os procedimentos visuais empreendidos pela “Geração 80” podem ser associados aos trabalhos diversificados de artistas internacionais pouco explorados no Brasil por gerações anteriores, tais como Francis Picabia, Jackson Pollock e Willem de Kooning e Phillip Guston – acrescidos aos nomes da Pop Art elencados no Brasil por uma parcela dos artistas surgidos nos “anos de chumbo”, mencionados anteriormente.

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Já na década de 1990 observamos uma importante, porém extremamente rígida revisão crítica da produção dos 1980. No lugar do furor pictórico o novo mainstream artístico brasileiro irá enaltecer as chamadas “novas mídias” e certo conceitualismo em detrimento a tudo o que pudesse remeter explicitamente ao que foi chamado de pintura pela geração anterior, salvo em raríssimas exceções. Artistas como Marcel Duchamp, Joseph Kosuth e Joseph Beuys e os minimalistas norte-americanos serão decisivos para a retomada das vertentes construtivistas, a reavaliação das experimentações neoconcretas e a difusão, no circuito artístico nacional, das chamadas novas mídias representadas por categorias como vídeoarte, Land Art, arte instalativa e arte corporal, que passam a marcar intervenções dentro e fora dos espaços institucionais de museus, centros culturais e galerias comerciais. Destacam-se, no Brasil, nomes como José Bechara, Nuno Ramos e Daniel Senise, artistas que estabeleceram uma importante negociação entre as movimentações artísticas dos 1980 – ligadas a tradição da pintura – com o “novo” e diversificado panorama crítico que emergia nos anos 1990 em seu país.


Cinco pintores dos anos 2000 que passeiam pela história

Na primeira metade dos anos 2000, o meio de arte brasileiro ainda refletia, tardiamente, o discurso hegemônico de muitos críticos e artistas internacionais em prol de categorias como fotografia, objeto, vídeo e múltiplos – e que pareciam a todo custo tentar se afastar de algo que fizesse lembrar a “pintura tradicional”–, favorecendo mídias artísticas que pareciam mais adequadas ao clima de experimentação, multiplicidade, pluralismo e, em alguns poucos casos, engajamento político que aquecera, décadas antes, não apenas os meios acadêmicos, mas também museus, galerias comerciais e outros espaços culturais do Primeiro Mundo. Entretanto, novas exposições, publicações e websites da internet sobre pintura atual passavam a chegar ao Brasil, inclusive enaltecendo alguns artistas nacionais surgidos nos 1980 e 1990, contaminando os diferentes segmentos do meio de arte brasileiro, onde tudo o que se dizia “contemporâneo” ou “novo” e parecia demais com pintura ainda era visto, muitas vezes, como um corpo estranho, defasado e impertinente. Autoria ou apropriação? Esperança ou descrença? Liberdade criativa, irrestrita e reveladora ou compromisso ético com a sociedade? De que maneira a “pintura” da contemporaneidade se relaciona com essas questões? Os trabalhos dos cinco artistas selecionados para a exposição Pintura Reprojetada exemplificam de forma diversificada como o fazer pictórico na atualidade contamina-se ou mesmo funde-se a aspectos das edificações arquitetônicas e artefatos que teria ajudado a

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Lucia Laguna | paisagem n°24 [detalhe] | 2009 | acrílica e óleo sobre tela | 150 x 180 cm


fundar, mas para estabelecer uma difícil negociação com antigas e recentes verdades. Nota-se, não apenas nas obras, mas também nas entrevistas feitas com os cinco artistas, a vontade de “reprojetar” a pintura nos dias atuais, ou, em outras palavras, pensá-la em constante estado de atualização. São todos artistas cuja produção teve início nos anos 2000 e que parecem caminhar justamente no sentido de não(re) afirmar hegemonicamente antigas ou novas certezas (ou descrenças e rivalidades). A produção dos artistas constitui um misto de admiração e cautela com relação a antigas verdades, em especial as lançadas pela vasta gama de movimentos de vanguarda, do início do século passado, mas também com relação a visões artísticas posteriores, de grande influência nas jovens gerações, como a Pop Art e o Minimalismo dos 1960, a Arte Conceitual dos 1970 e os tão alvejados Neo-Expressionismo e Neo-Geo dos 1980. Os cinco artistas parecem não almejar um rompimento brusco com a tradição ou simplesmente tratar com desprezo as superfícies que pintam, penduram ou mesmo amassam e equilibram precariamente nos ‘espaços expositivos’. Os seus trabalhos revelam uma clara articulação entre os termos de suas heranças artísticas e a diversidade de propostas atuais. Os trabalhos de Rafael Alonso combinam características de diferentes objetos de design – dos rapidamente improvisados e dos cuidadosamente projetados, dos locais e dos globais: a série “Suspensão” faz lembrar as caixas de isopor para isolar termicamente alimentos, aprimoradas pelos vendedores de rua, objetos muito presentes na paisagem urbana carioca. Alonso pôsse a recobrir de fitas adesivas suportes de madeira que

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repetem o formato dessas caixas, reforçando a ilusão de profundidade através da composição de horizontes verdes ideais, sobre os quais repousam ou flutuam figuras de sólidos geométricos inspirados nas grandes edificações de vidro, aço e concreto armado que povoam as cidades modernas pelo mundo – como Brasília: símbolos de uma esperança dissolvida em incertezas.

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Hugo Houayek constrói ambientes recheados de objetos que se situam na fronteira entre a utilidade e as linguagens pictóricas [e escultóricas] “autônomas”, sem, entretanto, submetê-los a ideais sociais e políticos específicos. Bancos, espelhos e caixões – ou seriam esculturas, pinturas e penetráveis? Os objetos produzidos por Houayek são, como o próprio artista propõe, “armas de guerra” que buscam combater, à sua maneira, visões exatas acerca não apenas que pensamos como sendo arte, mas também do mundo e suas coisas. Para Flávia Metzler, o apontador de lápis em forma de turbina de avião, desenhado por Raymond Loewy em 1934, serve como tema para um grupo de pinturas: um aparentemente banal artigo de escritório, mas que tinha como proposta original constituir um símbolo de velocidade e dinamismo futuristas e, ainda, de virilidade e poder masculinos. Ressuscitado por Metzler, em sua janela pictórica, esse curioso objeto metálico passa a existir como uma memória adulterada e instável – misto de escárnio e fascínio por algo que marcou não apenas o design do século XX, mas que fez pulsar o coração da sociedade de consumo, na qual objetos banais foram desenhados para extrapolarem os limites de sua funcionalidade e se tornarem verdadeiros artigos de desejo. No Romantismo de William Turner e mesmo no expressionismo precursor de Vincent van Gogh, a natureza


convertida em pintura representaria a desconfiança dos artistas na industrialização e no que consideram frieza das máquinas, marcando o retorno a um estado mais nobre de sensibilidade humana. Nas pinturas da carioca Lucia Laguna, entretanto, o desenho geométrico do espaço urbano atual, fruto do desenvolvimento industrial, é entendido como uma entidade viva, pulsante, orgânica – fonte expressiva distanciada do puro racionalismo, para se aproximar, justamente, da visualidade exuberante e da dimensão dramática, romântica e expressionista. Alvaro Seixas produz instalações com pinturas que fazem lembrar “clichês” da abstração pictórica modernista, geométrica e informal, mas que também se relacionam com as muitas linhas, formas, texturas e configurações dos espaços projetados na contemporaneidade, reais e virtuais. As muitas mortes da pintura, dentre as quais se destaca a decretada pelo artista russo Alexander Rodchenko – que via no design um dos poucos caminhos plausíveis para a linguagem pictórica – são colocadas em xeque. A vaga repetição por Seixas de antigos modelos estéticos parece afirmar certo caráter paradoxal do fazer da pintura na atualidade, que se recusa a ser apenas mais uma peça numa seqüência lógica de fatos. O artista parece não buscar uma única “Verdade” para transmitila, mas percorrer as muitas verdades que os artistas e pensadores da arte nos legaram até hoje.

Rio de Janeiro, junho, 2011

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pp. 34 - 45 Alvaro Seixas instalação sem título | 2011 instalação com pinturas: óleo, acrílica, verniz e esmalte sobre tela e mdf Dimensões Variadas


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pp. 52 - 55 Flávia Metzler dialética.tif [detalhe] | 2007 óleo sobre tela 280 x 760 cm


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Fl谩via Metzler | objects | 2008 | 贸leo sobre tela | 38 x 46 cm


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Flávia Metzler | estética.jpg | 2009 | óleo sobre tela | 38 x 46 cm


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Flávia Metzler | dialética.jpg | 2007 | óleo sobre tela | 38 x 46 cm


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Hugo Houayek caixões e cama | 2011 lona plástica, cobertor de alumínio e espuma sobre chassi dimensões variadas


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Hugo Houayek falange | 2011 infláveis e cobertor de alumínio dimensões variadas


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Hugo Houayek | Banco | 2011 lona plรกstica e inflรกvel sobre chassi |135 x 54 cm


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Lucia Laguna paisagem n°24 [detalhe] | 2009 acrílica e óleo sobre tela | 150 x 180 cm


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Lucia Laguna paisagem n°41 | 2011 acrílica e óleo sobre tela | 140 x 180 cm coleção particular


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Lucia Laguna estúdio n°34 | 2011 acrílica e óleo sobre tela | 170 x 170 cm


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Rafael Alonso suspensão VI | 2009 fita adesiva sobre mdf | 170 x 120 cm coleção Cláudio Rosado Torres


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Rafael Alonso desktop | 2008 fita adesiva sobre mdf | 160 x 200 cm


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Rafael Alonso suspens達o | 2009 fita adesiva sobre mdf | 40 x 50 cm


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entrevistas realizadas pelo curador marcus de lontra costa


outrostrabalhos dos artistas

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O que justifica a sua escolha pela pintura tradicional?

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Inicialmente a minha “escolha” foi quase involuntária. Quando comecei a me interessar por arte, antes da faculdade, a maioria dos livros intitulados de “História da Arte” que caía em minhas mãos tinha na pintura os principais objetos a serem analisados – formouse naturalmente em mim uma visão: de que um grande artista se confundia com a figura de um pintor. Em 2001, ao iniciar minha graduação em Pintura na Universidade Federal do Rio de Janeiro, passei a ter contato com um meio de arte carioca em que era raro ver pinturas, pelo menos no sentido tradicional. Eram mais comuns – principalmente na produção das chamadas “novas” e “promissoras” gerações – as fotografias, vídeos e instalações, nas quais era raro identificar telas com tinta. Talvez tenha persistido em minha escolha pela pintura ao me sentir intrigado pela quantidade de teorias, conceitos, escritos, debates históricos a respeito das razões de existir desses objetos chamados de “pinturas tradicionais”, tendo em vista a emergência das tais “novas mídias” e de que modo a pintura passaria a negociar suas antigas verdades com a grande diversidade de meios que se apresentava [...] em suma, pela quantidade de dúvidas e questionamentos que continuar pintando hoje em dia pode vir a suscitar.


Alvaro Seixas | Pintura Sem Título | 2010 Esmalte sintético sobre tela | 30 x 20 cm

O que você tem a dizer sobre uma espécie de “herança construtiva” que pode ser notada em alguns artistas de sua geração? Essa atitude pode significar várias coisas. Uma vasta gama de artistas contemporâneos ilustres, com uma igualmente vasta gama de discursos, tem se valido da pintura ‘tradicional’ – os nomes vão desde o Luc Tuymans até o [polêmico] Damien Hirst. Eu, desde 2003, tenho explorado principalmente a noção de “arte abstrata” na pintura –não me interessam apenas os aspectos formais que convencionamos chamar de “abstração” ou “construtivismo”, mas também os embates discursivos que estes objetos [pinturas abstratas, construtivas etc.] vêm deflagrando desde sua concepção pelas vanguardas. A abstração na pintura pôde [e ainda pode] representar a mais pura essência da arte; afirmar a “morte”, monocromática, da própria pintura pela lógica; servir como degrau para formas mais evoluídas de arte; ser a projeção direta de sentimentos ocultos; constituir um agradável complemento decorativo para interiores; afirmar um gesto político...

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E quais artistas brasileiros podem ser citados como referências, intelectuais ou afetivas?

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Na verdade é menor o número de artistas brasileiros referenciais e são muitas as referências internacionais. No Brasil me interessam as construções visuais e escultóricas dos concretos e neoconcretos, além, é claro de todo o debate intelectual da época. Além disso, fui aluno e trabalhei como assistente do Carlos Zilio e me parece que conviver com alguém que trabalhava com pintura num mainstream, até então dominado pelas chamadas novas mídias, teve seu papel em minha insistência nas telas e tintas. Mas prefiro falar da arte internacional e vou tentar ser econômico. De início, ainda bem jovem, eram nomes associados ao expressionismo e a influência era mais visual, o francês Georges Rouault, por exemplo. Depois, outros apareceram: Kazimir Malevich, expressionistas abstratos como Franz Kline, o Cy Twombly e os chamados neoexpressionistas. Durante o mestrado, quando tive aulas com importantes figuras, como o artista Milton Machado, passei a me interessar mais intensamente pela pintura e pelos escritos do artista alemão Gerhard Richter.

Por que expor pinturas sob a forma de instalações específicas? Você realiza maquetes para essas instalações? Realizo estudos em desenho e raramente – só quando solicitado – maquetes digitais, projetos que em geral sofrem modificações quando começo a pendurar os quadros no espaço de exposição. É difícil afirmar


com segurança uma razão principal que justifique apresentar pinturas sob a forma de “instalações”. Para um construtivista russo no início do século passado seria um passo antes da integração ente a arte e o cotidiano. Para um artista nova-iorquino ligado a pop ou mesmo neo-pop dos anos 1960 ou 1980 uma instalação de obras de arte coincidiria com a espetacularização da cultura pelo capitalismo [...] prefiro me situar entre essas duas crenças, que, por sinal, dependendo de como as olhamos, não constituem necessariamente oposições.

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Alvaro Seixas Pintura Sem Título | 2010 Óleo e esmalte sintético sobre tela | 60 x 50 cm Coleção particular | São Paulo


O que eu conheço do seu trabalho foi exposto em museus e galerias de arte. Você considera esses espaços ideais para suas obras? Interessa-me investigar criticamente as paredes “amareladas pelo tempo”, “brancas” ou mesmo “postas abaixo” de museus e galerias. Ou seja, percorrer as diferentes visões de museus e outros espaços ditos “tradicionais”, “institucionais” e “ideais” que várias gerações de artistas nos legaram até hoje [...] e esse percurso, justamente, parece-me não se encerrar na superfície do quadro.

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No seu currículo consta que você acaba de ingressar no doutorado em Linguagens Visuais e em breve lançará um livro, resultante de sua dissertação de mestrado. Como você pensa a relação entra a prática e a teoria artísticas? Costumo pintar em um dos dois não muito grandes quartos do apartamento onde moro, em Niterói. Gosto de acordar e ir direto para esse quarto para analisar ou dar prosseguimento aos meus trabalhos; ou trabalhar até bem perto da hora de ir dormir. Mas, parece-me que a “rotina” de trabalho de um artista, e, no caso, de um “pintor”, não termina obrigatoriamente no que geralmente chamamos de ateliê. As instalações formadas por pinturas, que venho fazendo há alguns anos, me lembram que a prática de um pintor [ou de um artista] pode se estender também à montagem e apresentação de suas próprias exposições [ou intervenções]. Há, ainda, atividades como mestrados,


Alvaro Seixas | Pintura Sem Título | 2010 Óleo e esmalte sintético sobre tela |100 x 70 cm

doutorados, escritos, aulas, palestras, seminários e entrevistas [como esta]. A produção artística de um pintor pode, portanto, permear os atos de pintar, ouvir, falar, ler, escrever etc. 113

Qual seria o papel de um pintor hoje? Um pintor pode “encenar” o “papel” – a atitude – de um construtivista de vanguarda, ao pintar um monocromo de cor pura; a atitude de um suprematista, ao pintar cruzes e quadrados negros ou a atitude de um designer e arquiteto do De Stjil e da Bauhaus ao interferir assimetricamente com suas pinturas geométricas nas paredes das edificações. Alguns artistas encenam os papéis de curador, jornalista, psicólogo, biólogo, etnógrafo etc. Ou seja, os limites entre o fazer de um pintor – ou de um artista – com figuras de certa história da pintura ou de outros campos de atuação me parecem turvos e me interessa percorrê-los, mas isso, por sinal, não quer dizer que necessariamente um artista desejará ou estará apto a exercer plenamente as atividades que possa vir a fingir artisticamente.


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“Pinturas, desenhos, fotografias, essencialidades do plano, trazem um flagrante comprometimento com a história recente da arte. Sua produção estabelece de imediato uma associação com as vanguardas tradicionais modernistas, dialogando com abstração informal e com a síntese construtiva. A elas o artista acrescenta um imediatismo gráfico oriundo da Pop Art e é a partir dessa seleção que Alvaro compõe as bases de seu repertório formal. Se os instrumentos de ação artística são, essencialmente, oriundos da história recente, a ironia e uma espécie de “mal estar” que embasam os trabalhos são característicos do pensamento contemporâneo. Os elementos formais não se estruturam como agentes da Verdade modernista; ao contrário elas são objetos de uma estranheza, sem definição nítida ou superando seus contornos pelos limites rígidos do suporte. Essa tensão entre o elemento formal e o local da ação artística provoca uma inteligente e curiosa equação visual que o artista sabe explorar.”

Marcus de Lontra Costa em “Um Estranho Olhar Um Estar no Olhar”, texto escrito por ocasião da exposição individual do artista na Galeria Amarelonegro Arte Contemporânea, Rio de Janeiro (2008).


Alvaro Seixas | Paisagens e Pinturas Sem Título | 2010 | Instalação com pinturas: Acrílica, esmalte sintético óleo e verniz sobre tela e mdf | Galeria Amarelonegro | Rio de Janeiro | Dimensões variadas

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O que justifica a sua escolha pela pintura tradicional? A pintura não foi uma escolha tão óbvia pra mim. Desde muito cedo estive envolvida com artes: sou filha de um músico profissional com uma musicista de sangue. Íamos pelo menos uma vez por mês ao Theatro Municipal para assistir a óperas, concertos e balés. Meu avô materno era músico, minha irmã se casou com um músico... e estudamos música dos quatro aos quase vinte anos de idade. Era uma possibilidade, além do balé, que estudei praticamente durante este mesmo período, até um pouco além. Cheguei a tentar a vida profissional na dança, mas toda aquela rigidez e o estrago muscular me assustavam muito. Acabei me desgarrando por um momento, formando-me em geologia que, sem entrar em pormenores, foi das experiências mais enriquecedoras que tive na minha formação.


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Flávia Metzler | E tudo tinha belo sentido que nunca houve e nunca mais | 2010 óleo sobre linho | 40 x 50 cm | Coleção particular | São Paulo


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Flávia Metzler | Por aqui., 2008 | óleo sobre tela 55 x 70 cm | Coleção particular | São Paulo


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Não me lembro quando nem porque, mas comecei a frequentar museus e espaços culturais e aquilo foi virando uma rotina necessária. Só via pintura em exposições históricas e achava que era algo ultrapassado, então comecei a experimentar a partir do que via em exposições de arte contemporânea: vídeo, fotografia, objeto, instalação. Só que tudo o que fazia era uma grande porcaria e quando percebi que existia, sim, pintura contemporânea e resolvi me aventurar, foi decisivo. Pelos desafios todos: por ser de difícil execução, por ser árduo ter que se colocar diante de séculos de tradição e por conta de todos os “narizes entortados” que encontrei pela frente quando falava da minha escolha. Virou uma questão política, pois a pintura era quase um gueto no Rio de Janeiro por conta da herança experimental HélioLygia (interpretado por esses narizes tortos, que não eram poucos). Já tinha notado que toda aquela implicância não tinha fundamentação. O fato de ser tradicional ou não pouco importa. O que faz diferença, independente do suporte, é se o trabalho tem relevância, consistência.

Quais artistas brasileiros podem ser citados como referências, intelectuais ou afetivas? Adriana Varejão é uma referência que extrapola o intelectual e o afetivo – depois de anos de convivência, crescimento, espero poder retribuir tanta doação. Luiz Zerbini, Carlos Zilio, Cildo Meireles, Hélio Oiticica, Ernesto Neto, Guignard, Victor Meirelles, Guimarães Rosa, Mario de Andrade, Jorge Amado, Caetano Veloso...


Há algum dado autobiográfico em suas pinturas? Nunca. Mesmo no caso de algum autorretrato ou outra forma de referência, como na série dos catálogos, se trata sempre do “outro”. Meu maior interesse se volta pra esfera da invenção, pra proposição de novidades.

Qual seu principal interesse como uma artista? 121 119

Não tenho uma visão muito positiva do momento em que estamos vivendo. Parece-me que toda esta prosperidade financeira corrente no Brasil gerou uma permissividade indecente no nosso sistema de artes. Claro que estou falando de uma parcela da minha geração de artistas, embora ela seja expressiva. Percebese uma grande quantidade de trabalhos sem qualidade, respaldados por uma também jovem crítica que os suporta através de discursos mais que generosos, que não correspondem, e sendo avidamente consumidos por toda uma geração despreparada de novos colecionadores. O assunto das rodas não é mais a arte, mas o mercado, assim como a preocupação se deslocou do currículo para o clipping. Acrescenta-se a isso uma escassez aguda de grandes intelectuais... Nesse sentido ou contra esta maré, gostaria que meu trabalho se tornasse verdadeiramente bom, potente. Já seria uma grande contribuição.


Como é o seu processo de trabalho? Por exemplo, como se dá a escolha dos temas para suas pinturas? Ou ainda, você faz estudos para as suas pinturas?

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Não existe regra. Geralmente a coisa começa na pesquisa de imagem. Bombardeio-me de imagens seja folheando livros, seja consultando as que coleciono da Internet. Às vezes passo dias olhando compulsivamente e nada acontece até que a composição me surpreende quando já estou em outra. Uma fotografia, um filme, uma palavra solta num livro ou mesmo uma paleta pode despertar uma ideia ou posso alimentar uma ideia das imagens que pesquiso. Independendo de onde esteja, faço um esboço chulo com algumas anotações para não esquecer daquela visualização e depois parto para a tela. Na série das parodias eu ainda construía um Frankenstein no computador para poder arranjar os fragmentos que utilizava.

Além da própria História da Arte e da Pintura, você poderia citar outras referências para suas obras? O que você lê? Minhas referências diretas vêm sempre das artes, literatura e cinema, porque lido com imagem. Nesse sentido posso citar no cinema, com muitas omissões: Jean Renoir, Murnau, Herzog, Eisenstein, Mario Peixoto, Fritz Lang, Glauber Rocha, José Padilha, Fernando Meirelles, Hitchcock, Lars von Trier, Godard, De Sica, Buñuel e


Fellini. “Safety Last”, estrelado por Harold Lloyd. E, “Film”, do Beckett, além de ter tido a oportunidade de ver todas as suas peças filmadas, o que foi muito importante. Leitura pra mim está na maior parte das vezes relacionada à literatura, mas não só: Dostoievski, Guimarães Rosa, Nietzsche, Mario de Andrade, Sérgio Buarque de Holanda, Gabriel Garcia Márquez, MerleauPonty, Lévi-Strauss, Fernando Pessoa, Eça de Queiroz, Raul Pompéia, Machado de Assis, George Orwell, James Joyce, Jorge Amado, Ésquilo, Dante Alighieri, Stendhal, Vinicius, Sófocles (...). Já li muito Kafka e estou em vias de iniciar meu primeiro Proust. Embora a música esteja profundamente entranhada, minhas preferidas são sempre instrumentais, da clássica à eletrônica (ou quando a voz acontece muito mais como instrumento do que como veículo de letra). O único pensamento concreto que me vem é “um dia quero fazer uma pintura tão boa quanto esta música”, como quando ouço “Pra Hermeto”, de Marco Pereira.

Qual seria o papel de uma pintora hoje? Se eu disser que é diferente do papel de um pintor estarei acatando o machismo. Se ainda existe essa diferença, e ela existe, é uma lástima porque o preconceito é embasado em burrice e comodismo. Não acho que a mudança deva partir de uma reação do afetado, mas da iluminação do causador. Também não faço distinção entre pintor e artista. Acho que todos devem manter um olhar distanciado e se posicionar criticamente diante do pensamento comum.

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Flávia Metzler Before Conference | 2009 acrílica e óleo sobre madeira 260 x 1600 cm Feito especialmente para exposição individual no Centro Cultural São Paulo


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“Apesar de as pinturas serem inerentemente estranhas, nenhuma delas é fantástica ao ponto de ser surreal; a suspensão da descrença é a ordem do dia no âmbito que Metzler cria. [...] Tempo, lugar e situação em todas as pinturas de Metzler são evasivos e escapam da total compreensão do espectador. [...] As situações desarranjadas constantemente se chocam com o comportamento e elegância das personagens que o habitam e o ambiente em que eles se encontram; o pequeno formato obriga o espectador a aproximar-se, o que para Metzler é importante para o sentido de mistério e sedução que eles emanam. As pinturas de Metzler são como pequenas janelas para cenas desconcertantes que revelam o antagonismo da narrativa como construção e ruptura com a noção estritamente linear de realidade em pintura.” Camila Belchior, texto publicado originalmente em inglês e espanhol na revista Artnexus no.77, vol.9, ano 2010, pg.123.


hugohouayek

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Qual a sua relação com a tradição da pintura? Podemos notar em seus trabalhos referências à arte da década de 1960, como o minimalismo norteamericano e os franceses do grupo Suports/Surfaces. Como você pensa essa relação? Quais artistas brasileiros podem ser citados como referências, intelectuais ou afetivas? Aproveitando o momento que você acaba de publicar um livro [‘Pintura como Ato de Fronteira’], resultado de sua dissertação de mestrado em Linguagens Visuais, fica a questão: como você pensa a relação entre a prática e a teoria artísticas?

O filósofo italiano Giorgio Agamben entende a contemporaneidade como uma relação singular com o tempo, em que se adere a este, e, ao mesmo tempo, dele se toma distância. De forma análoga o artista contemporâneo se insere anacrônica e sincronicamente em relação à arte, suas histórias e tradições. Ou seja, para sermos críticos ao nosso tempo precisamos conversar tanto com o presente quanto com o ausente. Já para o


Hugo Houayek | Pintura Reflexiva - amarela | 2010 | lona plástica sobre chassi | 15 x 15 cm

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crítico literário Harold Bloom, todo poeta é um sucessor, isto é, todo poeta é antecipado por seus precursores, de tal maneira que, de forma paradoxal, o sucessor acaba sendo imprescindível ao precursor. Em toda referência usamos artistas que são nossos precursores, nossos fantasmas, são mortos que voltam para conversar conosco e querem ocupar nossas casas. Os precursores tem esse poder; entretanto, para usufruirmos deste poder em nosso benefício temos que desviar o curso do precursor em uma nova direção, a nossa direção. Fique claro que não estamos restritos somente aos fantasmas da pintura, podemos também conversar com fantasmas do cinema, da literatura, do teatro, da fotografia etc. Sendo mais específico, sobre o minimalismo podemos lembrar a questão da teatralidade levantada


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Hugo Houayek | Falange | 2010 | inflรกveis, lona plรกstica sobre chassi | 180 x 80 cm


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pelo crítico Michael Fried, que coloca o objeto específico minimal como uma presença. Semelhante à presença de palco, esse corpo no mundo é algo que procuro nos meus trabalhos. Em relação aos artistas do grupo francês suports/surfaces, eles retomam a questão dos limites do quadro na pintura. Questão também levantada por Helio Oiticica com a explosão do quadro nos bólides, no parangolé e nos relevos espaciais. Todas estas questões de limites me interessam; fico me perguntando: até aonde o campo pictórico alcança, que outros campos fazem fronteira com o campo pictórico, existe algum tipo de contaminação, quem faz o controle dessas fronteiras?

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De que maneira você relaciona seus trabalhos com o design? Da mesma forma que o mimetismo animal usa a camuflagem para se confundir com o mundo, de forma que o animal perde, de alguma forma, aquilo que o distingue e o faz diferenciar do mundo para se camuflar. Podemos pensar nesta possível estratégia para colocar a pintura no mundo, ou seja, também se faz necessário alguma perda, uma indiferenciação para com o mundo, e consequentemente para as coisas no mundo. Com isso quero dizer que uma pintura pode se apresentar ao mundo como diversas possibilidades, e entre todas também se inclui o design: uma cadeira, um banco, uma cama etc.


Qual seria o papel do artista hoje? Talvez o artista hoje não deva assumir nenhum papel, nem definir-se em categorias. Entendendo essa realidade como uma impossibilidade, podemos adotar posturas que margeiam papéis. Um artista hoje pode assumir papeis marginais, isto é, um diretor de cinema marginal, um pintor marginal, um fotógrafo marginal etc.

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Hugo Houayek | Queda | 2009 | lona plástica sobre chassi |100 x 100 x 120 cm


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“Hugo carrega em seu DNA artístico genes de origens diversas, mas por estar libertado das estruturas históricas e das bandeiras que militavam por causas, costura livremente referências e retoma a exploração de materiais industriais para o fazer pictórico, aposta no volume da cor e numa atitude diante da história da pintura.” Cristiana Tejo em “Ainda pintura? Ainda pintura”, texto para a exposição individual do artista “Branco Neve” na Galeria Vicente do Rego Monteiro na Fundaj, Recife (2006).


“Planos encostados na diagonal, na parede, no chão, planos estofados e revestidos de tecidos, bem como um uso calculado do poder simbólico das cores, a pontuar o espaço expositivo com rigoroso cuidado, fazem parte da forma com a qual Hugo Houayek executa o presente trabalho. Habitantes do mundo limítrofe da pintura, do objeto e da instalação, esta série de obras, todavia, revela modos de pensar e fazer regidos numa instância estritamente pictórica. [...] Eles parecem sugerir a idéia de tickets, de passagens aleatórias onde o fim nem sempre é o fim, podendo ser o começo de uma outra jornada. Tudo depende da escolha que o espectador é livre para fazer na eleição das cores e formas dos objetos, e como os configura entre si e para si mesmo, no seu percurso de associações subjetivas.” Marta Martins no texto “De caixões a berços: as moradas” (2007).

Hugo Houayek | Bancos | 2010 | lona plástica e chassi de madeira | dimensões variáveis

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lucialaguna

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O que justifica a sua escolha pela pintura tradicional? Embora apreciando outras abordagens, acho que essa é a pintura com a qual me identifico desde o começo acrescido o fato de que era um desafio praticá-la com as propriedades de uma leitura contemporânea.

Você pensa que suas pinturas refletem alguma forma de ‘brasilidade’? Penso que sim, uma vez que é uma abordagem diretamente relacionada com o meu entorno – subúrbio do Rio, incluindo favelas. De alguma forma passo a informação de que sou brasileira... Embora não seja este meu único foco.


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Lucia Laguna | Galeria 3 | 2001 Acr铆lica e 贸leo sobre tela | 140 x 180 cm


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Lucia Laguna | Galeria 1 | 2011 | Acr铆lica e 贸leo sobre tela | 150 x 300 cm


Quais artistas brasileiros podem ser citados como referências, intelectuais ou afetivas? Nem todos são brasileiros de nascimento – tenho grande admiração por Volpi, Pancetti, Visconti, Goeldi, Bispo do Rosário, Beatriz Milhazes, Adriana Varejão, Helio Oiticica, Sergio Sister, Paulo Whitaker e outros...

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Sei que você trabalha com uma equipe de assistentes, que contribuem diretamente para a elaboração das pinturas. Por favor, comente um pouco mais sobre seu processo de trabalho. Mais ou menos a partir de 2004 a demanda pelo meu trabalho se tornou maior e tive a necessidade de agilizar a produção. Quando me dei conta disso, vi que podia usar essa necessidade a meu favor, acrescentando recursos ao processo, tornando-o mais desafiador... Contar com OUTRA pessoa, outro olhar, outras influências, outra geração, recursos tecnológicos, técnicas de desenho, enfim, tudo o que pudesse me distanciar de meus próprios maneirismos e deficiências, e surpreender dentro do processo, era bem-vindo. Faz parte dessa equipe, Rafael Alonso, artista (que participa da mostra Pintura Reprojetada), que esboça – junto comigo ou não – e pinta, com tinta acrílica, sua versão do que programamos fazer. Uma vez que ele finaliza sua intervenção, passa o quadro para mim. Aí então, entro com a tinta a óleo e uso o meu discernimento para decidir o que fica e o que sai da versão dele. É uma atitude conscientemente


Lucia Laguna | Estudio 23| 2009 Acrílica e óleo sobre tela | 200 x 180 cm

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antropofágica, com o consenso do artista que abre mão, naquele momento, de sua autoria. Esta parceria começou há mais ou menos três anos. Devo registrar que isso sempre foi assim para mim, mesmo quando trabalhava sozinha... às vezes “copiava” um Matisse e depois pintava por cima, deixando sobreviver algumas áreas. O outro assistente é Davi Baltar, estudante da EBA (Escola de Belas Artes), grafiteiro, que prepara todas as telas e participa também da pintura usando, além de sua experiência com grafite, o computador, para criar esboços e fazer pesquisas fotográficas, dentro do meu assunto. Outros recursos são o fato de usar fitas para encobrir certas áreas, trabalhar sempre com a tela em chassis, para poder girá-la em varias posições, inclusive fazendo dípticos ou montagens com telas de tamanhos diversos. Todo esse processo é fotografado passo a passo, em suas diversas etapas, e datado.


Lucia Laguna | Paisagem no 29 | 2009 Acrílica e óleo sobre tela | 180 x 130 cm

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Em suas pinturas, nota-se um modo de operar compositivo mais ou menos constante. Como você se relaciona com a noção de estilo? Essa ‘constância’ deriva, creio, do próprio processo. O fato de ter “uma marca” não me incomoda. E estou aberta a experimentações se isso se tornar premente para mim.

Quando você dá uma pintura como terminada? O ‘terminar’ não é definitivo. Estou sempre pronta a retomar um trabalho, ou seja, o quadro está sempre em xeque... Posso “parar” por um tempo ou levar dois anos trabalhando um mesmo quadro...


O que você tem lido atualmente? Já não tenho tempo para “ler um livro” do princípio ao fim. Tenho vários na cabeceira e vou tomando o conteúdo em pequenas doses... Entre eles, A invenção da paisagem (Anne Coquelin), A forma difícil (Rodrigo Naves), as entrevistas de Felipe Scovino, o processo de trabalho de John Baldessari, Paris não tem fim (E. VilaMatas), Julio Cortázar, Drummond, o jornal do dia, por aí...

Qual seria o papel de uma pintora hoje? Investigar o mundo e interpretá-lo com integridade, disciplina e paixão.

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“Ao contrário do que possa parecer, esta é uma pintura feita de decisões. O que talvez sirva para confundir são as nódoas, as rasuras e os riscos rápidos que turvam e cortam os planos homogêneos de tons claros, creme, cinza, azul, verde, todos pálidos, calmos e reconfortantes.

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Linhas brancas, pretas, vermelhas e azuis atravessam em vetores perturbando o quadrilátero rígido dessas pinturas, cirando em seu interior uma sucessão dramática de planos quadrangulares diversos, desenhados a partir de perspectivas variadas e que estão igualmente obliterados, em alguns casos, forçados a conviver com situações ainda mais dramáticas, como se cada pintura fosse um bloco de gelo espesso e duro estilhaçado a marteladas, ou uma placa de vidro que deixamos cair e que ao mesmo tempo em que seus pedaços refletem a luminosidade azul do céu, deixam vazar através de refrações e dos intervalos entre os cacos regulares, os detritos do chão onde agora ele jaz. [...] Seguros de si os gestos vão se bifurcando uns sobre os outros. Em todos transparece a certeza paradoxal de que nenhum deles é suficiente, a certeza de que a linguagem é simultaneamente possibilidade e limite da nossa expressão. Vai daí que todas as pinturas de Lucia Laguna, antes de inacabadas, parecem mesmo se encontrar em estado de feitura permanente. O que nos leva a supor que mesmo uma vez fora do atelier em que foram iniciadas, seja lá onde estiverem, durante a madrugada, submersas na noite, prosseguirão por si só, obedientes a sua conjura com o agora e sua natureza de signos vivos.” Agnaldo Farias, em texto escrito para individual da artista na Galeria Laura Marsiaj, Rio de Janeiro (2006).


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Lucia Laguna | Paisagem no 4 | 2007 Acr铆lica e 贸leo sobre tela | 170 x 170 cm


rafaelalonso

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Qual a sua relação com a tradição da pintura? Tento construir nos meus trabalhos relações entre esta tradição da pintura e as situações, imagens, objetos do cotidiano que me estimulam.

Quais artistas brasileiros podem ser citados como referências, intelectuais ou afetivas? Alfredo Volpi, Bispo do Rosário e Cildo Meireles.

Rafael Alonso | Linhas em uma Mesma Direção Justapostas 2005-2008 | Foto: Edouard Fraipont


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Nos seus trabalhos com fita adesiva, nota-se um processo aparentemente metódico e lento de confecção das obras. Como ele se dá exatamente e o quão importante você considera esse processo? Você trabalha com assistentes?

Colo as fitas adesivas horizontalmente de maneira justaposta no suporte até cobri-lo por completo. O sistema de construção destes trabalhos é bastante metódico e, muito embora seja simples, requer uma precisão quase industrial.

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Precisão que, ironicamente, nem sempre é característica da indústria nacional, produtora das fitas que utilizo. Muitas delas vêm com falhas no tingimento ou na espessura... Justamente destes supostos deslizes do fabricante nascem as composições mais instigantes, com variações tonais e de valor da linha. Ou seja, a partir da associação de um gesto artesanal que tenta imitar precisão industrial com um material industrial repleto de falhas surge uma pintura cheia de nuances. Apesar de o método de construção do trabalho ser simples, é preciso que eu, e não um assistente, seja agente dessa ação. Sob pena de perder o controle sobre esses “acidentes” tão importantes para as pinturas.


O que eu conheço do seu trabalho foi exposto em museus e galerias de arte. Você considera esses espaços ideais para suas obras?

Partindo do princípio de que sua pergunta se refere a museu e galeria como cubos brancos, pela natureza tradicional de meus trabalhos – pinturas na parede – acredito que sim. Embora pense que estas pinturas estabeleceriam negociações interessantes com outros espaços que não estes.

Rafael Alonso |Borracha II | 2009 Elásticos de escritório envolvendo lâminas de vidro | 10 x 15 x 10 cm

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Rafael Alonso | Objeto autodestrutível | 2006 | Elásticos de escritório envolvendo lâminas de vidro |10 x 15 x 5 cm

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De que maneira o seu trabalho se relaciona o design e a arquitetura?

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Pretendo que sejam objetos ambíguos, que possuam características do desenho industrial e ao mesmo tempo se relacionem com a tradição da pintura. O formato do chassis, semelhante à tela de monitores de computador, a utilização da fita adesiva, a maneira de conduzir a “pincelada” de forma extremamente meticulosa, esquemática, são tentativas de produzir uma pintura contaminada pela minha relação com os objetos utilitários. São procedimentos e materiais do design presentes também na pintura do século XX. As paisagens presentes em meus trabalhos têm origem nas imagens idealizadas das áreas de trabalho dos computadores com sistema operacional Windows, o mais popular em nosso país e que utilizo desde que comecei a usar computadores há vários anos atrás. A arquitetura presente em algumas de minhas paisagens é uma referência velada ao campus da Ilha do Fundão (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Neste projeto modernista me graduei, lecionei e curso o mestrado. Windows e Fundão – me causam a mesma sensação, a de quase diariamente adentrar uma paisagem mediada, idealizada, um parêntese do mundo. Repleto de falhas.


No seu currículo consta que você acaba de ingressar no mestrado em Linguagens Visuais. Como você pensa a figura dos “artistas com Phd”? Espero me tornar um em breve. Entendo que o trabalho de arte nunca está dissociado de reflexão, de discurso e, embora esta reflexão não passe obrigatoriamente pela academia, acredito que o ambiente acadêmico contribui para uma construção teórica mais lúcida, menos empírica e nem por isso “engessada”. 151 149

O que você tem lido atualmente? Jonathan Crary, Techniques of the Observer.

Qual seria o papel do artista hoje? Não sei.


“Se, de um modo geral, alguns artistas estão motivados por certo idealismo, noto que, em revanche, outros são afetados diretamente pelo ambiente que os cercam, fazendo deste estar no mundo o fundamento de sua arte. [...]

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...[painéis] têm suas áreas recobertas, em geral, em tons verdes e azuis, com variações ligeiras e ocasionais, por vezes obtidas pela superposição de camadas, outras pelos defeitos inerentes à fabricação [...] Rafael dá preferência pela disposição horizontal. Os largos campos de cor que se formam se encontram justapostos, sugerindo a linha do horizonte de uma paisagem marinha. Entretanto, subtraída a ilusão que os mantém profundos, estes se tornam rasos e superficiais. Por conseqüência, onde quer que a imaginação nos possa conduzir, as paisagens transformam-se em superfícies brilhantes, fitas adesivas e [..] em caixas. Se como paisagens estes objetos flutuavam e se delongavam no infinito; como caixas, ganham peso e são, imediatamente, atraídos pela força da gravidade – para o chão. Uma paisagem que se expande interiormente, abstraída da arquitetura que a abriga, ou uma arquitetura da contingência que desola mais que nos ampara?”

Luciano Vinhosa em “O encantamento do mundo” texto para a exposição individual realizada na Galeria Amarelonegro (2008).

Rafael Alonso | Linhas em uma Mesma Direção Justapostas [detalhe]


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solucĂ­rruc


currĂ­culos

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alvaroseixas Nasceu no Rio de Janeiro – RJ, 1982. Vive e trabalha em Niterói – RJ.

Formação 2011 - Doutorando em Linguagens Visuais na Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Rio de Janeiro – RJ. 2010 - Mestre em Linguagens Visuais na UFRJ, Rio de Janeiro – RJ. 2006 - Graduado em Pintura, Escola de Belas Artes – UFRJ, Rio de Janeiro – RJ.

Atividade Acadêmica

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Desde 2009 é professor da Escola de Design da Universidade Veiga de Almeida, Rio de Janeiro – RJ.

Exposições Individuais 2011 - Alvaro Seixas, Galeria Amarelonegro Arte Contemporânea, Rio de Janeiro – RJ. 2008 - Alvaro Seixas, Galeria Amarelonegro Arte Contemporânea, Rio de Janeiro – RJ. 2005 - Alvaro Seixas, Galeria de arte do SESC, Niterói – RJ.

Exposições Coletivas 2011 - Pintura em Expansão: Alvaro Seixas, Hugo Houayek e Rafael Alonso, curadoria de Felipe Scovino. Centro Cultural Banco do Nordeste, Fortaleza – CE. Pintura Reprojetada – curadoria de Marcus de Lontra Costa, Espaço Cultural Marcantonio Vilaça do TCU, Brasília – DF. 2010 - Além do Horizonte, curadoria de Daniela Name, Galeria Amarelonegro Arte Contemporânea, Rio de Janeiro – RJ.


Alvaro Seixas/Rafael Alonso, Atelier Subterrânea, Porto Alegre – RS. 2009 - Mirantes - Rumos Itaú Cultural, curadoria de Alexandre Sequeira, Galeria Juvenal Antunes, Rio Branco – AC. Rumos Itaú Cultural 2008-2009 – Trilhas do Desejo, curadoria de Paulo Sérgio Duarte, Instituto Itaú Cultural, São Paulo – SP e Paço Imperial, Rio de Janeiro – RJ. 2008 - Derivados Ateliê HABITAT, Rio de Janeiro - RJ (em parceria com Karina Figueiredo de Almeida, assinando os trabalhos sob o nome ‘O Casal’). Arte pela Amazônia, Fundação Bienal, São Paulo – SP. 2007 - Velatura Sólida, curadoria de Felipe Barbosa, Galeria Amarelonegro Arte Contemporânea, Rio de Janeiro – RJ. 2006 - Imaginário Periférico: Migrações, Galeria da Usina Cultural CENF, Nova Friburgo – RJ e Galerias de Arte do SESC de Teresópolis, Niterói, Nova Iguaçu e Barra Mansa – RJ. 2005-6 - Imaginário Periférico, Galeria 90, Rio de Janeiro – RJ. 2005 - Alvaro Seixas, Hugo Houayek, Rafael Alonso, Espaço Bananeiras, Rio de Janeiro – RJ. Assentamento, Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, Niterói – RJ. Fraenkelstein Salon – London – Project 142, Londres, Inglaterra. 2004 - II Salão Internacional laisle.com - Fraenkelstein art projects, Rio de Janeiro – RJ. XIV Salão da Escola de Belas Artes, Instituto de Arquitetos do Brasil, Rio de Janeiro – RJ. Diálogos plurais, Centro de artes Calouste Gulbenkian, Rio de Janeiro – RJ. XII Universidarte – Universidade Estácio de Sá, Rio de Janeiro – RJ. I Salão de Arte Internacional laisle.com, Fundación Gugg und Chaim, Rio de Janeiro – RJ.

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Coletiva, Galeria da Universidade Salgado de Oliveira, Niterói – RJ. 2003 - XIII Salão da Escola de Belas Artes, Instituto de Arquitetos do Brasil, Rio de Janeiro – RJ.

Seleções e Prêmios 2008 - Rumos Itaú Cultural 2008-2009 – o artista foi premiado e selecionado na iniciativa pela comissão curatorial formada por Alexandre Sequeira, Christine Mello, Marília Panitz, Paulo Reis e coordenada por Paulo Sérgio Duarte.

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Prêmio SIM Artes Visuais: com a proposta de exposição coletiva Janelas para o Mundo na Casa das Onze Janelas (Belém – PA) e com curadoria de Marisa Flórido Cesar. Artistas participantes: Alvaro Seixas, Bianca Tomaselli, Gisele Camargo, Hugo Houayek e Rafael Alonso.


fláviametzler Nasceu no Rio de Janeiro – RJ, 1974. Vive e trabalha no Rio de Janeiro – RJ.

Formação 2004-7 - Graduação em Pintura [incompleta], Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Rio de Janeiro – RJ. 2007 - Cursos livres na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro – RJ.

Exposições Individuais 2011 - Corpos associados, Museu Victor Meirelles, Florianópolis – SC. Grito inarticulado, Laura Marsiaj Arte Contemporânea – Anexo, Rio de Janeiro – RJ. 2010 - Sensação e Crise, Project Room da Galeria Leme, São Paulo – SP. 2009 - Cada pintor resume à sua maneira a história da pintura…, Projeto Trajetórias, Fundação Joaquim Nabuco, Recife – PE. Cada pintor resume à sua maneira a história da pintura…, Programa Anual de Exposições, Centro Cultural São Paulo, São Paulo – SP.

Exposições Coletivas 2011 - Pintura Reprojetada, curadoria de Marcus de Lontra Costa. Espaço Cultural Marcantonio Vilaça do TCU, Brasília – DF. 62º Salão de Abril – Subjetividades das formas do Eu, curadoria de Agnaldo Farias, Andrés Hernandez e Ana Valeska Maia, Galeria Antônio Bandeira, Fortaleza – CE. 2010 - (Des)limites da arte: reencantamentos, impurezas e multiplicidades, Centro Cultural Parque das Ruínas, Rio de Janeiro – RJ.

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Paralela 10 // A contemplação do mundo, Liceu de Artes e Ofícios, curadoria de Paulo Reis, São Paulo – SP. Sobre ilhas e pontes, curadoria de Marcelo Campos, Galeria Cândido Portinari, UERJ, Rio de Janeiro – RJ. 2009 - 34º Salão de Arte de Ribeirão Preto Nacional-Contemporâneo, Ribeirão Preto – SP. Conexões, Centro de Cultura Raul de Leoni, Petrópolis – RJ. XV Salão UNAMA de Pequenos Formatos, Galeria de Arte Graça Landeira, Belém – PA. 2008 - Arte Pará 2008, Museu Histórico do Estado do Pará, Belém – PA. Primeiro Salão de Artes Plásticas de Petrópolis, Centro de Cultura Raul de Leoni, Petrópolis – RJ. 160

Arte e pesquisa, SESC Ramos, Rio de Janeiro – RJ. 14º Salão UNAMA de pequenos formatos, Galeria de Arte Graça Landeira, Bélem – PA. 2007 - Iª Coletiva Bienal da Escola de Belas Artes, Castelinho do Flamengo, Rio de Janeiro – RJ. Arte Pará, curadoria: Paulo Herkenhoff, Museu do Estado do Pará, Belém – PA. Uma Odisséia no Parque, Parque Lage, Rio de Janeiro – RJ. Diminuir as distâncias, Palácio do Itamaraty, Brasília – DF. Projeto Sertão 2, Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas, Rio de Janeiro – RJ. 2006 - Arte Pará, curadoria de Paulo Herkenhoff, Museu de Arte de Belém, Belém – PA. draw_drawing_2, London Biennale, Galeria The Foundry, Londres, Inglaterra. 34º Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto, Santo André – SP.


hugohouayek Nasceu no Rio de Janeiro – RJ, 1979. Vive e trabalha em Niterói – RJ.

Formação 2010 - Mestre em Linguagens Visuais no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais, Escola de Belas Artes, Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Rio de Janeiro – RJ. 2006 - Graduado em Pintura na Escola de Belas Artes, Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Rio de Janeiro – RJ.

Exposições Individuais 2008 - Sobre helicópteros e cavalos, Galeria Amarelonegro, Rio de Janeiro – RJ. Atos Visuais, Galeria Fayga Ostrower – FUNARTE, Brasília – DF. 2006 - Trajetórias 2006, Fundação Joaquim Nabuco, Recife – PE. 2005 - Galeria Maria Martins – Selecionado na Universidarte XII por júri composto por Luiz Camillo Osorio e Reynaldo Roels Jr., Rio de Janeiro – RJ. 2004 - Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, Niterói – RJ. 2003 - Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho, Castelinho do Flamengo, Rio de Janeiro – RJ. Galeria de Arte do SESC Niterói, Niterói – RJ.

Exposições Coletivas 2010 - Arte Contemporânea no Acervo UFG, Centro Cultural Universidade Federal de Goiás – GO. Incompletudes, Galeria Virgílio, São Paulo – SP. Converging Trajectories, Phoenix, EUA.

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Sp-Arte, Feira Internacional, São Paulo – SP. 2009 - Arte Pará 2009, Belém – PA. Bienal Anual de Búzios (Especial), Búzios –RJ. “Lá Fora”, Museu da Presidência da República, Lisboa, Portugal. Nova Arte Nova, Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo – SP. 2008 - Nova Arte Nova, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro – RJ. Janelas para o Mundo, Casa das Onzes Janelas, Belém – PA. Sangue Novo, Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, Rio de Janeiro – RJ. Segunda Imagem, exposição virtual no site Centopéia, Florianópolis – SC. 162

2007 - Cine Falcatrua: Festival-Dispositivo, Temporada de Projetos Paço das Artes, São Paulo – SP. 58° Salão de Abril, Fortaleza – CE. Eu/Desejo, Quarto, Rio de Janeiro – RJ. 1º Prêmio Projéteis de Arte Contemporânea, Funarte, Rio de Janeiro – RJ. 2006 - RioCenaContemporanea, Estação da Leopoldina, Rio de Janeiro – RJ. 6º Salão Nacional de Arte de Goiás, Goiânia – GO. Rumos Itaú Cultural Artes Visuais 2005/2006, Casa das Onze Janelas, Belém – PA. Rumos Itaú Cultural Artes Visuais 2005/2006, Instituto Itaú Cultural, São Paulo – SP. Rumos Itaú Cultural Artes Visuais 2005/2006, Paço Imperial, Rio de Janeiro – RJ. 2005 - 61º Salão Paranaense, Museu de Arte Contemporânea, Curitiba – PR.


XII Salão da Bahia, Museu de Arte Moderna, Salvador – BA. Espaço Bananeiras, Rio de Janeiro – RJ. 2004 - Artistas Selecionados na UniversidArte XII – júri composto por Luiz Camillo Osorio e Reynaldo Roels Jr., Rio de Janeiro – RJ. XIV Salão da Escola de Belas Artes – Seleção de 2004, com o jurí: Adriana Varejão, Alexandre Vogler, Chang Chi Chai, Cristina Pape, Ernesto Neto. IAB, Instituto de Arquitetos do Brasil, Rio de Janeiro – RJ. XII UniversidArte na Universidade Estácio de Sá, Rio de Janeiro – RJ. 1º Salão Internacional Laisle.com na Fundacion Gugg und Chaim, Rio de Janeiro – RJ. “Bruxelles, Ma Decouverte” - “Bruxelles Cote Canal” biVA, Bruxelas, Bélgica. Alvaro Seixas, Hugo Houayek, Rafael Alonso na Galeria de Arte da Universidade Salgado de Oliveira, Niterói – RJ. 2003 - Eventum, no Espaço da Pátria, Niterói –RJ. Galeria de Arte do SESC Niterói – RJ. XIII Salão da Escola de Belas Artes – Seleção 2003, Rio de Janeiro – RJ. 2002 - Novíssimos 2002 na Galeria de Arte IBEU, Rio de Janeiro – RJ. 32 Olhares no Museu D. João VI–UFRJ, Rio de Janeiro – RJ.

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lucialaguna Nasceu em Campos dos Goytacazes – RJ, 1941. Vive e trabalha no Rio de Janeiro – RJ.

Formação 1971 - Graduada em Letras, Língua e Literatura Brasileira, Portuguesa e Latina. 1994-97 - Cursos livres de Pintura na Escola de Arte Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro com Luís Ernesto, Charles Watson, João Magalhães, Katie Van Scherpenberg e Reinaldo Roels. 1998-2000 - Cursos livres de Teoria e História Escola de Arte Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro com Marco Veloso, Paulo Sérgio Duarte, Fernando Cocchiarale e Anna Bella Geiger.

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1996-2006 - Dynamic Encounters (cursos intensivos de arte no exterior): Europa e Nova Iorque com Charles Watson, Frederico Carvalho, Agnaldo Farias, Fernando Cocchiarale, Luís Ernesto entre outros.

Exposições Individuais 2011 - Galeria Moura Marsiaj, São Paulo – SP. Laura Marsiaj Arte Contemporânea, Rio de Janeiro – RJ. 2009 - Galeria Virgílio, São Paulo – SP. Laura Marsiaj Arte Contemporânea, Rio de Janeiro – RJ. 2007 - Paço Imperial, Rio de Janeiro – RJ. Galeria Cândido Mendes, Rio de Janeiro – RJ. 2006 - Laura Marsiaj Arte Contemporânea, Rio de Janeiro – RJ. 2001 - Entre a linha vermelha e a linha amarela, Arte Sumária, Rio de Janeiro – RJ. 1999 - Lucia Laguna: Pintura, Centro de Eventos Empresariais da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro – RJ.


1998 - Lucia Laguna: Pintura, Pequena Galeria, Centro Cultural Cândido Mendes, Rio de Janeiro – RJ. Exposições Coletivas 2010 - Arquivo Geral, curadoria de Beatriz Lemos e Marisa Florido, Centro de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro – RJ. 2009 - Vértice, Galeria Millan, São Paulo – SP. Atelier Subterrânea | Porto Alegre – RS. Galeria Marcelo Guarnieri, Ribeirão Preto – SP. 2008 - Arquivo Geral , Rio de Janeiro – RJ. Galeria Murilo Castro – Belo Horizonte – MG. Prêmio CNI-SESI Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas, exposição itinerante (MAM – Rio de Janeiro, RJ / Museu Oscar Niemeyer – Curitiba – PR, Usina Chaminé – Manaus – AM, MAM – Salvador – BA, FIESP – São Paulo – SP e Centro Dragão do Mar – Fortaleza – CE. Arte pela Amazônia, Pavilhão da Bienal – São Paulo – SP. Retrospectiva, Galeria Cândido Mendes – Rio de Janeiro – RJ. 2007 - Galeria do Convento: exposição de inauguração, Rio de Janeiro – RJ. Os trópicos: visões a partir do centro do globo, curadoria de Alfons Hug, Centro Cultural banco do Brasil, Rio de Janeiro – RJ. Brasil, Martin-Gropius-Bau Museum, Berlim, Alemanha. 2006 - Paradoxos: Rumos Itaú Cultural, exposição itinerante: Instituto Itaú Cultural, São Paulo – SP, Paço Imperial, Rio de Janeiro – RJ, Centro Dragão do Mar Arte e Cultura, Fortaleza – CE. Museu de Arte de Santa Catarina, Florianópolis – SC. Zona Oculta: entre o público e o privado, CEDIM, Rio de Janeiro – RJ.

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2004 - Projéteis de Arte Contemporânea, FUNARTE, Rio de Janeiro – RJ. Posição 2004, Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro – RJ. 2002 - Eduardo Costa e Lucia Laguna, Foco 153, Rio de Janeiro – RJ 2001 - Efeitos Especiais de Baixa Tecnologia, Espaço Cultural dos Correios, Rio de Janeiro – RJ. Rio Trajetórias, I Bienal livre do Rio de Janeiro, Foco 153, Rio de Janeiro – RJ. 1999 - Galeria Maria Martins, Universidade Estácio de Sá, Rio de Janeiro – RJ 166

1998 - Arte e Cia, Casa de Cultura da Estácio de Sá, Rio de Janeiro – RJ. 1997 - Versões da Pintura, Galeria 1° Piso, Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro – RJ.

Seleções e Prêmios 2006 - Prêmio CNI-SESI Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas. 2006 - Rumos Itaú Cultural de Artes Visuais 2005-2006.


rafaelalonso Nasceu em Niterói – RJ, 1983. Vive e trabalha no Rio de Janeiro – RJ.

Formação 2011 - Mestrando em Linguagens Visuais em Linguagens Visuais na Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Rio de Janeiro – RJ. 2010 - Programa de aprofundamento, Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Bolsa de estudos e orientação dos Professores Glória Ferreira, Lívia Flores e Luiz Ernesto de Moraes, Rio de Janeiro – RJ. 2006 - Graduado em Pintura, Escola de Belas Artes, Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Rio de Janeiro – RJ.

Exposições Individuais 2011 - Paço das Artes, São Paulo – SP. Galeria Cosmocopa, Rio de Janeiro – RJ. 2008 - Galeria Amarelonegro Arte Contemporânea, Rio de Janeiro – RJ. 2006 - Centro Cultural São Paulo, São Paulo – SP. 2005 - Galeria de Arte do SESC, Niterói – RJ. 2004 - Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, Niterói – RJ.

Exposições Coletivas 2011 - Pintura em Expansão: Alvaro Seixas, Hugo Houayek e Rafael Alonso, curadoria de Felipe Scovino. Centro Cultural Banco do Nordeste, Fortaleza – CE. Pintura Reprojetada, curadoria de Marcus de Lontra Costa, Espaço Cultural Marcantonio Vilaça do TCU, Brasília – DF. 2010 - Entre-vistas, curadoria de Glória Ferreira, Luiz Ernesto e Lívia Flores, Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro – RJ.

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Além do Horizonte, curadoria de Daniela Name, Galeria Amarelonegro Arte Contemporânea, Rio de Janeiro – RJ. Converging Trajectories Modified Arts, Phoenix, EUA. Alvaro Seixas e Rafael Alonso, Atelier Subterrânea, Porto Alegre – RS. Arsenal, Galeria Emma Thomas + Baro, São Paulo – SP. Entre, curadoria de Ivair Reinaldim, Galeria IBEU, Rio de Janeiro, RJ. 2009 - De passagem, curadoria de Fernanda Lopes, Galeria Mendes Wood, São Paulo – SP. Trilhas do Desejo Rumos Itaú Artes Visuais, curadoria de Paulo Sérgio Duarte, Paço Imperial, Rio de Janeiro – RJ. 168

Co.Labor, Galeria Amarelonegro Arte Contemporânea, Rio de Janeiro – RJ. Obsolescências Rumos Itaú Artes Visuais, curadoria de Marília Panitz, Curitiba – PR Mirantes Rumos Itaú Artes Visuais, curadoria de Alexandre Sequeira, Rio Branco – AC Trilhas do Desejo Rumos Itaú Artes Visuais, curadoria de Paulo Sergio Duarte, Itaú Cultural, São Paulo – SP. 2008 - Janelas para o Mundo – Prêmio SIM Artes Visuais – Alvaro Seixas, Bianca Tomaselli, Gisele Camargo, Hugo Houayek, Rafael Alonso, curadoria de Marisa Florido César, Casa das Onze Janelas, Belém – PA. Festival América do Sul, Corumbá – MS. Arte pela Amazônia, Fundação Bienal, São Paulo – SP. 2005 - Imaginário periférico, Galeria 90 – Rio de Janeiro – RJ. Alvaro Seixas, Hugo Houayek, Rafael Alonso, Espaço Bananeiras, Rio de Janeiro – RJ.


Assentamento, Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, Niterói – RJ. 2004 - XIV Salão da Escola de Belas Artes, Seleção 2004, Rio de Janeiro – RJ. Novíssimos 2004, Galeria IBEU, Rio de Janeiro – RJ. Diálogos plurais, Centro de Arte Calouste Gulbenkian, Rio de Janeiro – RJ. XII UniversidArte, Universidade Estácio de Sá, Rio de Janeiro – RJ. 2003 - Galeria da Universidade Salgado de Oliveira, Niterói – RJ. XIII Salão da Escola de Belas Artes, Instituto de Arquitetos do Brasil, Rio de Janeiro – RJ.

Seleções e Prêmios 2008 - Rumos Itaú Cultural 2008-2009 – o artista foi premiado e selecionado na iniciativa pela comissão curatorial formada por Alexandre Sequeira, Christine Mello, Marília Panitz, Paulo Reis e coordenada por Paulo Sérgio Duarte. Prêmio SIM Artes Visuais: com a proposta de exposição coletiva Janelas para o Mundo na Casa das Onze Janelas (Belém, PA) e com curadoria de Marisa Flórido Cesar. Artistas participantes: Alvaro Seixas, Bianca Tomaselli, Gisele Camargo, Hugo Houayek e Rafael Alonso. 2005 - Bolsa Iberê Camargo – Finalista. Itaú – Rumos artes visuais 2005/2006 – Artista mapeado.

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créditosfotográficos Thiago Sabino - páginas 6 | 7 | 12 a 14 | 22 | 26 a 31 34 a 43 | 45 | 48 a 53 | 55 | 57 | 59 | 62 | 63 65 a 67 | 69 a 73 | 76 a 79 | 81 a 83 | 85 a 87 89| 92 | 93 | 95 a 97 | 99 a 101 | 103 | 169 a 171

Edouard Fraipont - páginas 143 | 151


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TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO Presidente Benjamin Zymler Chefe de Gabinete do Presidente Karine Lilian de Sousa Costa Machado Chefe do Serviço de Gestão Cultural Vivian Pimenta Conselho Curador do Espaço Cultural Marcantonio Vilaça Presidente Lucia Flecha de Lima Conselheiros Geraldo Orthof Pereira Lima Marília Panitz Silveira Pedro Gordilho Renata Azambuja de Oliveira 174


ESPAÇO CULTURAL MARCANTONIO VILAÇA

EXPOSIÇÃO PINTURA REPROJETADA

Coordenação Geral Cláudia Fonseca Creso Balduíno Elisa Bruno Estela Lima

Curadoria Marcus de Lontra Costa

Coordenação da Exposição Elisa Bruno Coordenação de Produção Mariana Venturim Assistente de Produção Rachel Vallego Programação Visual Wallace Deo Divulgação Jéssica Germano Catalogação Maria Clara Matos Liporoni Programa Educativo Coordenação Rebeca Borges Supervisão Mayra Miranda Mediação Elisa Santos Raquel Mendes Agendamento Katia Nunes Serviços de Apoio Aparecida Cardoso

Assistente de Curadoria Alvaro Seixas Produção Márcia Lontra Administração do Projeto Álvaro Lopes Projeto Gráfico Wallace Deo Fotografia Thiago Sabino Montagem André Ventorim Francisco Mozart Francisco Sassi Miguel Ferreira Iluminação T19 Projetos Agradecimentos Associados da ASAP Elder Rocha

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PT SA C

Ins t

U

A

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ituida em 1993


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© Copyright 2011, Tribunal de Contas da União http://www.tcu.gov.br/espacocultural SAFS, Quadra 4, Lote 01 CEP 70042-900 – Brasília/DF

É permitida a reprodução desta publicação, em parte ou no todo, sem alteração do conteúdo, desde que citada a fonte e sem fins comerciais.

Pintura reprojetada / Curadoria: Marcus de Lontra Costa. – Brasília : TCU, Espaço Cultural Marcantonio Vilaça, 2011. 180 p. : il. Color. fots. Conteúdo: exposição realizada no período 28 de junho a 3 de setembro de 2011, no Espaço Cultural Marcantonio Vilaça, do Tribunal de Contas da União. Reúne trabalhos de artistas do Rio de Janeiro. 1. Arte contemporânea - exposição – catálogo – Brasília (DF). 2. Pintura. I. Costa, Marcus de Lontra. II. Seixas, Alvaro. III. Metzler, Flávia. IV. Houayek, Hugo. V. Laguna, Lucia. VI. Alonso, Rafael. VII. Brasil. Tribunal de Contas da União. VIII. Título. Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Ministro Ruben Rosa

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espaรงo cultural marcantonio vilaรงa www.tcu.gov.br/espacocultural


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Catálogo Pintura Reprojetada  
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