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WALDIR MENDES JR.

ABORDAGEM DOS ASPECTOS TÉCNICOS E MUSICAIS NO MOVIMENTO DIAGONAL E HORIZONTAL DA SIMETRIA GUITARRÍSTICA


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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO_______________________________________________________3 1 SIMETRIA NO MOVIMENTO DIAGONAL_____________________________4 1.1 Oitavas no Movimento Diagonal_____________________________________5 1.2 Escalas, Modos e Arpejos com Desenhos Simétricos no Movimento Diagonal_____________________________________________________________8 1.2.1 Tonalidade__________________________________________________9 1.2.2 Digitação ___________________________________________________10 1.2.3 Técnica_____________________________________________________11 1.2.4 Criação_____________________________________________________12 1.2.5 Modos Gerados na Escala Maior Natural_________________________13 1.2.6 Modos Gerados na Escala Menor Harmônica_____________________18 1.2.7 Modos Gerados na Escala Menor Melódica_______________________25 1.2.8 Modos Gerados nas Escalas Simétricas__________________________32 1.2.9 Escalas Pentatônicas__________________________________________36 1.2.10 Arpejos em Tríades e Tétrades_________________________________46 1.2.11 Exemplos de Aplicação do Tapping na Escala e Arpejo Simétricos___52 2 SIMETRIA NO MOVIMENTO HORIZONTAL_________________________55 2.1 Acordes no Movimento Horizontal__________________________________56 2.2 Sistema 5 ( C A G E D)____________________________________________57 2.3 Acordes Construídos nas Escalas Simétricas__________________________58 2.4 Acordes na Escala Aumentada _____________________________________62 2.4.1 Tríades Aumentadas, Maiores e Menores com saltos de dois tons ___62 2.4.2 Tétrades Aumentadas com sétima maior, Maiores com sétima maior e Menores com sétima maior com saltos de dois tons_________________________67 2.5 Acordes na Escala de Tons Inteiros_________________________________72 2.5.1 Tríades Aumentadas com saltos de um tom_______________________72 2.5.2 Tétrades Aumentadas com sétima menor com saltos de um tom______74 2.6 Acordes na Escala Diminuta_______________________________________77 2.6.1 Tríades Diminutas com saltos de um tom e meio___________________77 2.6.2 Tétrades Diminutas com saltos de um tom e meio__________________78 2.7 Acordes na Escala Dominante Diminuta_____________________________80 2.7.1 Tríades Maiores, Menores e Diminutas com saltos de um tom e meio________________________________________________________________80 2.7.2 Tétrades Maiores com sétima menor, Maiores com sétima menor é quinta diminuta, Menores com sétima menor, Meio-Diminutas, e Diminutas com saltos de um tom e meio _______________________________________________85 2.8 Fragmentos Simétricos___________________________________________89 2.8.1 Com saltos de intervalos simétricos______________________________93 2.8.1.1 Escala aumentada_________________________________________93 2.8.1.2 Escala de Tons Inteiros ____________________________________95 2.8.1.3 Escala Dominante Diminuta (saltos de um tom e meio)_________97 2.8.2 Com saltos de intervalos assimétricos:__________________________97 2.8.3 Progressão II-V-I ___________________________________________99 3 BIBLIOGRAFIA__________________________________________________102


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INTRODUÇÃO:

O desenho simétrico de algum aspecto musical na guitarra, não começou na guitarra-elétrica há poucas décadas atrás, e sim na guitarra-acústica, que chamamos de violão, há séculos alguns compositores do violão erudito já usavam este aspecto simétrico em suas composições, como exemplo temos o violonista e compositor espanhol Fernando Sor (1778/1839) do período clássico do violão erudito. A simetria foi fundamental em muitas composições do período moderno da música erudita, temos como exemplo o compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos (1887/1959), onde fez questão de abusar do uso da simetria em composições para violão, criando um novo caminho, uma nova imagem sonora. Mas a simetria no braço da guitarra pode ser usada também para um melhor entendimento de alguns aspectos técnicos e teóricos como, por exemplo, os intervalos ou modulações harmônicas. Além de ser usada em composições, a simetria pode ser usada também em improvisações, em criação em geral. As constatações e reflexões sobre o movimento diagonal e movimento horizontal com desenhos simétricos aqui realizados sobre escalas, idéias melódicas, acordes e progressões podem servir como orientação para músicos, estudantes de música e professores, auxiliando-os na construção da memória visual musical de suas práticas instrumentais por meio do esclarecimento de exemplos de alguns aspectos musicais de uma forma simétrica.


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1 SIMETRIA NO MOVIMENTO DIAGONAL


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1.1 Oitavas no Movimento Diagonal A figura abaixo representa o intervalo de uma e duas oitavas acima da nota Lá no movimento diagonal.

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Digitação: usar os dedos 1,2 e 4 da mão esquerda para fazer os acordes, com exceção do primeiro acorde onde deve ser usado os dedos 1 e 4.

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O domínio da visualização dessas oitavas é fundamental para a aplicação de padrões simétricos no movimento diagonal, sugiro o exercício da página seguinte com as notas naturais para exercitar mais essa visualização no braço do instrumento.

1 2

Figura do braço da guitarra construída no programa Guitar Pro. Partitura e Tablatura construídas no programa Guitar Pro.


6 Começando na quinta corda:

Começando na sexta corda:

O movimento horizontal no braço da guitarra não altera o desenho dos acordes, escalas, arpejos e padrões melódicos. O movimento horizontal do desenho no braço da guitarra altera apenas a sua tonalidade.


7

Distância visual entre as oitavas: Podemos observar que existe a distância de uma casa quando tocamos a primeira oitava no movimento diagonal, e quando tocamos a segunda oitava no movimento diagonal, temos a distância de duas casas em relação à primeira oitava. Isso se deve a afinação padronizada em quartas descendentes (E B G D A E), com a exceção da afinação da segunda para a terceira corda (B e G), onde é afinada uma terça descendente abaixo, e por isso ocorre essa distância de duas casas entre a segunda e a terceira oitava no movimento diagonal. Por isso as simetrias desenvolvidas aqui no movimento diagonal vão sempre começar na sexta corda, porque se o desenho simétrico for desenvolvido na quinta e quarta corda, ele muda de forma quando for para a terceira e a segunda corda.

Afinação: Alguns guitarristas usam afinações diferentes para buscar mais idéias simétricas no braço do instrumento. Stanley Jordan é uma grande referência nesse aspecto, ele usa todas as cordas afinadas em quartas descendentes (F C G D A E), o que lhe proporciona mais facilidade na aplicação das idéias melódicas e harmônicas.

Todos os exemplos citados nesse material para o estudo sobre a simetria no braço da guitarra foram criados sobre a afinação tradicional (E B G D A E).


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1.2 Escalas, Modos e Arpejos com Desenhos Simétricos no Movimento Diagonal Veremos aqui simetrias no movimento diagonal no braço da guitarra, o desenho da escala ou do arpejo vai preencher duas cordas, e irá repetir duas oitavas seguidas no movimento diagonal. Os estudos dos exemplos devem ser executados de forma lenta, com o metrônomo e com muita atenção ao som das notas, intervalos e digitação em questão. O andamento citado em alguns exemplos é apenas para uma referência de uma execução rápida. A prevenção contra a lesão por esforço repetitivo deve ser feita com alongamentos antes, durante e após os estudos. E aprenda a observar e a conhecer o seu limite físico e resistência, aonde aos poucos vai desenvolvendo. O recomendado por fisioterapeutas é 50 min de estudos, e 10 min de alongamentos. Não foram usados ritmos diferentes nos exemplos justamente para direcionar a concentração no estudo para o reconhecimento dos desenhos simétricos das escalas, modos e arpejos no movimento diagonal no braço da guitarra.

1.2.1 Tonalidade: Todas as escalas e arpejos estão na tonalidade de Lá (A) para um melhor entendimento sonoro e também para a visualização dos intervalos e notas em relação à nota de início, que no caso é a tônica (T), com a exceção de alguns exemplos de desenhos simétricos de escalas que podem começar com uma inversão da escala, começando pela sétima (7) ou qualquer outro intervalo dentro da escala. As figuras exemplificadas mostram claramente o desenho simétrico se repetindo em oitavas diferentes com suas respectivas notas em relação à escala ou arpejo.


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1.2.2 Digitação: A digitação da mão esquerda mais adequada para obter mais velocidade no movimento ascendente e descendente com as técnicas de mão direita (sweep picking, alternada e tapping) 3, e também para ajudar na execução de diversos padrões que podem ser criados com outras técnicas como hammer-ons, pull-offs e slides4, será indicada acima de cada um dos desenhos simétricos respeitando o número de notas por corda. É claro que dependendo da idéia melódica criada dentro do padrão simétrico, a digitação indicada deve ser modificada para uma melhor execução.

Digitação ascendente (1-2-4/1-2-4-4) indica os dedos 1-2 e 4 na sexta, quarta ou segunda corda, e 1-2-4-4 indica os dedos na quinta, terceira e primeira corda no movimento ascendente da escala. Digitação descendente (4-2-1-1/4-2-1) indica os dedos 4-2-1-1 na primeira, terceira e quinta corda, e 4-2-1 indica os dedos na segunda, quarta e sexta corda no movimento descendente da escala.

1.2.3 Técnica: Procure aplicar diversas técnicas de mão direita e esquerda quando começar a criar idéias melódicas nos exemplos de simetria. Mas não fique preso a essas técnicas, use-as a seu favor. Explorar o mesmo desenho simétrico tocando ritmos diferentes é importante para a criação de uma boa frase.

3

Sweep picking: é uma técnica usada na guitarra em que a palheta move-se como uma vassoura (do inglês sweep= “varrer"); isto, combinado com o movimento correspondente da mão esquerda (ou mão dos trastes) produz uma série de notas de sonoridade rápida e fluida. É necessário total sincronismo entre as duas mãos para se obter o efeito desejado. Palhetada alternada: Para executar esta técnica, basta simplesmente tocar em alguma corda da guitarra usando os dois sentidos do movimento da palheta (para cima e para baixo). Isto cria um efeito interessante, e, se tocado muito rápido, acentua a sensação de agressividade do solo. Tapping: Consiste em utilizar uma ou as duas mãos para "martelar" (tap) notas na escala, ligando-as, adquirindo assim efeito de grande velocidade.

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Hammer-ons: Ligado ascendente. Pull-offs: Ligado descendente. Slide: Deslize do dedo pela corda de uma casa para a outra.


10 O uso do slide com o dedo que repete na digitação (1-2-4-4) junto com as técnicas de hammer-on e o pull-off é uma opção interessante para quem procura mais dinâmicas nas melodias. E usando também um pouco de palhetada alternada e sweep picking juntos com a idéia anterior podemos obter uma dicção diferente no fraseado. A técnica de palhetada sweep picking vai se encaixar em digitações 3 notas por corda (1-2-4/1-2-4) e se usada junta com o slide se encaixa também nessa digitação (1-2-4/12-4-4)

1.2.4 Criação: A repetição exata é uma ferramenta importante se for usada com musicalidade. E o domínio técnico desses aspectos propostos aqui é em longo prazo, depende do nível e objetivo de cada um. Pensar no mesmo desenho, mas não ficar preso a nenhuma técnica e ritmo ou seqüência de notas, é o adequado para um bom uso da simetria no movimento diagonal. Tocar um ritmo e seqüências de notas diferentes para cada desenho simétrico é muito importante para sair da repetição exata que acontece e que nem sempre fica musical. Uma boa opção para criar padrões simétricos com 6 notas é omitir a sétima dos tradicionais desenhos de escalas 3 notas por corda ou mesmo com o tradicional desenho da escala pentatônica menor com blue note5. As possibilidades de simetrias são muitas, crie qualquer melodia em duas cordas e a repita oitavas acima com o mesmo ritmo ou como uma resposta de uma pergunta com ritmo e seqüência de notas diferentes. A idéia de criação de melodias com pergunta e resposta é muito adequada para o desenvolvimento de um bom vocabulário de frases no movimento diagonal.

5

Blue Note: ou Nota fora é um artifício musical muito utilizado em melodias de Blues. Essa "nota fora" acontece quando você altera o quarto grau de uma pentatônica em meio tom acima.


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1.2.5 Modo Jônio (Escala Maior Natural)

Notas :

A B

Intervalos: T

2

C#

D E F# G#

3M 4

5

6

7+

Primeiro desenho: digitação ascendente (1-2-4/1-2-4-4) digitação descendente (4-2-11/4-2-1)

Segundo Desenho: digitação ascendente (1-2-4-4/1-2-4) digitação descendente (4-2-1/43-1-1)


12

Modo Dórico

Notas :

A B

Intervalos: T

2

C

D E F# G

3m 4

5

6

7

Primeiro desenho: digitação ascendente (1-2-3/1-1-2-4-4) digitação descendente (4-3-11/4-3-1)

Segundo desenho: digitação ascendente (1-3-4-4/1-3-4) digitação descendente (4-3-1/42-1-1)


13

Modo Frígio

Notas :

A Bb(A#) C D E

Intervalos: T

2b

3m 4

5

F G 6m 7

Primeiro desenho: digitação ascendente (1-2-4/1-3-4-4) digitação descendente (4-2-11/4-2-1)

Segundo desenho: digitação ascendente (1-2-4-4/1-2-4) digitação descendente (4-2-1/42-1-1)


14

Modo Lídio

Notas :

A B

Intervalos: T

2

C#

D# E F# G#

3M 4#

5

6

7+

Primeiro desenho: digitação ascendente (1-2-4/1-2-4-4) digitação descendente (4-2-11/4-2-1)

Segundo desenho: digitação ascendente (1-2-4-4/1-2-4) digitação descendente (4-2-1/42-1-1)


15

Modo Mixolídio

Notas :

A B

Intervalos: T

2

C#

D E F# G

3M 4

5

6

7

Primeiro desenho: digitação ascendente (1-2-4/1-2-4-4) digitação descendente (4-3-11/4-2-1)

Segundo desenho: digitação ascendente (1-2-4-4/1-3-4) digitação descendente (4-3-1/42-1-1)


16

Modo Eólio (Escala Menor Natural)

Notas :

A B

Intervalos: T

2

C

D E

3m 4

F

G

5 6m 7

Primeiro desenho: digitação ascendente (1-3-4/1-3-4-4) digitação descendente (4-2-11/4-3-1)

Segundo desenho: digitação ascendente (1-3-4-4/1-2-4) digitação descendente (4-2-1/42-1-1)


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Modo Lócrio

Notas :

A Bb(A#)

Intervalos: T

2b

C

D Eb(D#)

F G

3m

4

6m 7

5b

Primeiro desenho: digitação ascendente (1-2-4/1-2-4-4) digitação descendente (4-2-11/4-2-1)

Segundo desenho: digitação ascendente (1-2-4-4/1-2-4) digitação descendente (4-2-1/42-1-1)


18

1.2.6 Modo Eólio 7+ (Escala Menor Harmônica)

Notas :

A B

Intervalos: T

2

C

D E

3m 4

F G#

5 6m 7+

Primeiro desenho: digitação ascendente (1-3-4/1-3-4-4) digitação descendente (4-2-11/4-3-1)

Segundo desenho: digitação ascendente (1-3-4-4/1-2-4) digitação descendente (4-2-1/42-1-1)


19

Modo Lócrio 6

Notas :

A Bb(A#) C

Intervalos: T

2b

D Eb(D#) F# G

3m 4

5b

6

7

Primeiro desenho: digitação ascendente (1-2-4/1-2-4-4) digitação descendente (4-3-11/4-2-1)

Segundo desenho: digitação ascendente (1-2-4-4/1-3-4) digitação descendente (4-3-1/42-1-1)


20

Modo Jônio 5#

Notas :

A B

Intervalos: T

2

C#

D E#(F) F# G#

3M

4

5#

6

7+

Primeiro desenho: digitação ascendente (1-2-4/1-3-4-4) digitação descendente (4-2-11/4-2-1)

Segundo desenho: digitação ascendente (1-2-4-4/1-2-4) digitação descendente (4-2-1/43-1-1)


21

Modo Dórico 4#

Notas :

A B

Intervalos: T

2

C

D# E

3m 4#

5

F# G 6

7

Primeiro desenho: digitação ascendente (1-3-4/1-2-4-4) digitação descendente (4-3-11/4-3-1)

Segundo desenho: digitação ascendente (1-3-4-4/1-3-4) digitação descendente (4-3-1/42-1-1)


22

Modo Mixolídio 9b 13b (Frígio Maior)

Notas :

A Bb(A#) C#

Intervalos: T

2b

D E

3M 4

5

F G 6m 7

Primeiro desenho: digitação ascendente (1-2-4/1-3-4-4) digitação descendente (4-2-11/4-2-1)

Segundo desenho: digitação ascendente (1-2-4-4/1-2-4) digitação descendente (4-2-1/43-1-1)


23

Modo Lídio 9#

Notas :

A B#(C) C#

Intervalos: T

2#

D# E F# G#

3M 4#

5

6

7+

Primeiro desenho: digitação ascendente (1-3-4/1-2-4-4) digitação descendente (4-2-11/4-3-1)

Segundo desenho: digitação ascendente (1-3-4-4/1-2-4) digitação descendente (4-2-1/42-1-1)


24

Modo Alterada 6 (Diminuta 6) Notas :

A Bb(A#) C

Intervalos: T

2b

3m

Db (C#) Eb(D#) 4b

5b

F Gb(F#) 6b

7b

Primeiro desenho: digitação ascendente (1-2-4/1-2-4-4) digitação descendente (4-3-11/4-2-1)

Segundo desenho: digitação ascendente (1-2-4-4/1-3-4) digitação descendente (4-3-1/43-1-1)


25

1.2.7 Modo Dórico 7+ (Escala Menor Melódica)

Notas :

A B

Intervalos: T

2

C

D E F# G#

3m 4

5

6

7+

Primeiro desenho: digitação ascendente (1-3-4/1-2-4-4) digitação descendente (4-2-11/4-3-1)

Segundo desenho: digitação ascendente (1-3-4-4/1-2-4) digitação descendente (4-2-1/42-1-1)


26

Modo Frígio 6

Notas :

A Bb(A#)

Intervalos: T

2b

C D E F# G 3m 4

5

6

7

Primeiro desenho: digitação ascendente (1-2-4/1-2-4-4) digitação descendente (4-3-11/4-2-1)

Segundo desenho: digitação ascendente (1-2-4-4/1-3-4) digitação descendente (4-3-1/42-1-1)


27

Modo Lídio 5#

Notas :

A B

Intervalos: T

2

C#

D# E#(F)

F# G#

3M

4#

6

5#

7+

Primeiro desenho: digitação ascendente (1-2-4/1-3-4-4) digitação descendente (4-2-11/4-2-1)

Segundo desenho: digitação ascendente (1-2-4-4/1-2-4) digitação descendente (4-2-1/42-1-1)


28

Modo Mixolídio 4#

Notas :

A B

Intervalos: T

2

C#

D# E F# G

3M 4#

5

6

7

Primeiro desenho: digitação ascendente (1-2-4/1-2-4-4) digitação descendente (4-3-11/4-2-1)

Segundo desenho: digitação ascendente (1-2-4-4/1-3-4) digitação descendente (4-3-1/43-1-1)


29

Modo Mixolídio 13b (Eólio Maior)

Notas :

A B

Intervalos: T

2

C#

D E

3M 4

5

F

G

6m 7

Primeiro desenho: digitação ascendente (1-2-4/1-1-2-4) digitação descendente (4-2-11/4-2-1)

Segundo desenho: digitação ascendente (1-2-4-4/1-2-4) digitação descendente (4-2-1/43-1-1)


30

Modo Lócrio 9

Notas :

A B

Intervalos: T

2

C

D

Eb(D#)

3m

4

5b

F

G

6m 7

Primeiro desenho: digitação ascendente (1-3-4/1-2-4-4) digitação descendente (4-2-11/4-3-1)

Segundo desenho: digitação ascendente (1-3-4-4/1-2-4) digitação descendente (4-2-1/42-1-1)


31

Modo Alterada 7

Notas :

A Bb(A#)

Intervalos: T

2b

C 3m

Db(C#) Eb(D#) 4b

5b

F

G

6m

7

Primeiro desenho: digitação ascendente (1-2-4/1-2-4-4) digitação descendente (4-2-11/4-2-1)

Segundo desenho: digitação ascendente (1-2-4-4/1-2-4) digitação descendente (4-2-1/43-1-1)


32

1.2.8 Escala de Tons Inteiros

6

Pelo fato dessa escala já ser simétrica em seus intervalos com os saltos de um tom e um tom, teremos apenas um desenho, que pode ser repetido na simetria de um tom acima ou abaixo, onde apresentará as mesmas notas da escala. Digitação (1-2-4/1-2-4)

6

Figura criada pra ilustrar a distância simétrica entre os intervalos em escalas simétricas. Criada no programa Guitar pro


33

Escala Aumentada

Pelo fato dessa escala já ser simétrica nos seus intervalos com os saltos de um tom e meio e de meio-tom, teremos apenas dois desenhos. E cada um destes pode ser repetido na simetria de dois tons acima ou abaixo, onde apresentarão as mesmas notas da escala.

Primeiro desenho: digitação (1-3-4/1-2-4)

Segundo desenho: digitação (1-2-4/1-3-4)


34

Escala Diminuta

Pelo fato dessa escala já ser simétrica em seus intervalos com os saltos de um tom e de meio-tom, teremos apenas dois desenhos, que podem ser repetidos na simetria de um tom e meio acima ou abaixo, onde apresentarão as mesmas notas da escala. Neste caso a digitação terá quatro notas por corda, a técnica de palhetada sweep picking vai precisar do apoio do slide na repetição de um dos dedos da digitação, as técnicas de palhetada sweep picking, alternada, hammer-ons, pull-offs e slides devem ser misturadas para a criação de idéias melódicas. Primeiro desenho: digitação (1-2-3-4/1-2-3-4)

Segundo desenho: digitação ascendente (1-2-4-4-/1-2-4-4) digitação descendente (4-31-1/4-3-1-1)


35

Escala Dominante Diminuta (Dom-Dim)

Pelo fato dessa escala já ser simétrica em seus intervalos com os saltos de meio-tom e de um tom, teremos apenas dois desenhos, que podem ser repetidos na simetria de um tom e meio acima ou abaixo, onde apresentarão as mesmas notas da escala. Neste caso a digitação terá quatro notas por corda, a técnica de palhetada sweep picking vai precisar do apoio do slide na repetição de um dos dedos da digitação, as técnicas de palhetada sweep picking, alternada, hammer-ons, pull-offs e slides devem ser misturadas para a criação de idéias melódicas. Primeiro desenho: digitação ascendente (1-2-4-4-/1-2-4-4) digitação descendente (4-31-1/4-3-1-1)

Segundo desenho: digitação (1-2-3-4/1-2-3-4)


36

1.2.9 Escala Pentatônica (Am/C) Primeiro desenho: digitação (1-3/1-2-4) Notas :

A

Intervalos: T

C

D

E

G

3m 4

5

7

Segundo desenho: digitação (1-2-4/1-2) Notas :

C D

Intervalos: T

E

G

A

2 3M 5

6


37 Terceiro desenho: digitação (1-2/1-2-4)

Quarto desenho: digitação (1-3/1-3-4)

Quinto desenho: digitação (1-2/1-2-4)


38

Escala Pentatônica com Blue Note (Am /C) Notas :

A

C D

(D#) E

G

Intervalos: T

3m 4

( 4# ) 5

7

Primeiro desenho: digitação (1-3-4/1-2-4)

Segundo desenho: digitação (1-3-4/1-3-4) Notas :

C D (D#)

Intervalos: T

E

G A

2 (3m) 3M 5

6


39 Terceiro desenho: digitação (1-2-3/1-2-4)

Quarto desenho: digitação (1-2-4/1-3-4)


40 Quinto desenho: digitação (1-3-4/1-3-4)

Sexto desenho: digitação (1-2-4/1-2-3)

Sétimo desenho: digitação (1-3/1-2-3-4)


41

Escala Pentatônica Maior 7 Notas :

A C#

D

Intervalos: T 3M 4

E G 5

7

Primeiro desenho: digitação (1-3/1-2-4)

Segundo desenho: digitação (1-2-4/1-3)


42

Escala Pentatônica Menor 6 Notas :

A C

D

Intervalos: T 3m 4

E F# 5

6

Primeiro desenho: digitação (1-3/1-2-4)

Segundo desenho: digitação (1-2-4/1-3)


43

Escala Pentatônica Menor 7 (5b) “Meio-Diminuta” Notas :

A C

D

Intervalos:T 3m 4

Eb G 5b

7

Primeiro desenho: digitação (1-3/1-3-4)

Segundo desenho: digitação (1-3-4/1-3)


44

Escala Pentatônica Diminuta Notas :

A C D

Intervalos: T 3m 4

E F# 5 7b( 6 )

Primeiro desenho: digitação (1-3/1-2-4)

Segundo desenho: digitação (1-2-4/1-3)


45

Escala Pentatônica Maior 7/4# Notas :

A C#

D#

E G

Intervalos: T 3M 4#

5 7

Primeiro desenho: digitação (1-4/1-2-4)

Segundo desenho: digitação (1-3/1-3-4)


46

1.2.10 Arpejos em Tríades e Tétrades O desenho do arpejo vai preencher duas cordas, repetindo em oitavas diferentes no movimento diagonal. A digitação da mão esquerda mais adequada para obter mais velocidade com as técnicas sweep picking, alternada e tapping será indicada acima de cada desenho respeitando o número de notas por corda. Dependendo da idéia melódica e técnica utilizada na simetria do arpejo, a digitação deve ser modificada.

Tríades Maior : T 3M 5 Digitação: 1-4/2

Menor : T 3m 5 Digitação: 1-4/3


47 Diminuta : T 3m 5b

Digitação: 1-4/2

Aumentada : T 3M 5#

Digitação: 1-4/3


48

Tétrades A7+ : T 3M 5 7+

Digitação: 1-4/1-4

A7+/5# : T 3M 5# 7+

Digitação: 1-4/1-4


49 A7 : T 3M 5 7

Digitação: 1-4/1-4

A7/5b : T 3M 5b 7

Digitação: 1-4/1-4


50 Am7 : T 3m 5 7

Digitação: 1-3/2-4

Am7+ : T 3m 5 7+

Digitação: 1-3/1-4


51 Am7/5b (Meio-Diminuta): T 3m 5b 7

Digitação: 1-4/1-4

Am7b/5b (Diminuta): T 3m 5b 7b (6M)

Digitação : 1-4/1-4


52

1.2.11 Exemplos de Aplicação do Tapping na Escala e Arpejo Simétricos A mão direita também pode respeitar uma simetria no movimento diagonal tocando as mesmas notas em oitavas diferentes. Temos a seguir um padrão simétrico usando as técnicas tapping, tapping com slide (mão direita), hammer-ons, pull-offs e slides (mão esquerda). O exemplo abaixo na escala menor natural utiliza hammer-on, pull-off, slide ascendente no dedo 4(mão esquerda) e slide ascendente e descendente com dedo 2 (mão direita).


53 No exemplo abaixo com o arpejo em tétrade (Am7), a mão direita toca a quinta (E) e a tônica (A) do arpejo completando um padrão de sextina que se repete simetricamente no movimento diagonal com a técnica hammer-on e pull-off.


54 Aqui neste padrão sobre a escala pentatônica com a Blue Note, foi utilizado o sweep picking, hammer-on, pull-off e o tapping com slide para proporcionar uma idéia rítmica diferente.


55

2 SIMETRIA NO MOVIMENTO HORIZONTAL


56

2.1 Acordes no Movimento Horizontal O movimento horizontal do desenho de um acorde pelo braço da guitarra vai mudar apenas a sua tonalidade. Então por isso, os intervalos entre as notas do acorde vão ser sempre os mesmos se respeitarmos o desenho do acorde no movimento horizontal. Sendo assim, essa visão dos intervalos pode ser de grande importância para um melhor entendimento da construção de um determinado acorde.

Movimento horizontal de um mesmo desenho de acorde pelo braço da guitarra: Tríades Maiores com Modelo de Mi (E)

E

F

F#

G

T 5 T 3M 5 T

T 5 T 3M 5 T

T 5 T 3M 5 T

T 5 T 3M 5 T

G#

A

A#

B

T 5 T 3M 5 T

T 5 T 3M 5 T

T 5 T 3M 5 T

T 5 T 3M 5 T

C

C#

D

D#

T 5 T 3M 5 T

T 5 T 3M 5 T

T 5 T 3M 5 T

T 5 T 3M 5 T

Figuras criadas no programa Guitar Pro para melhor ilustrar a digitação, as notas e intervalos do acordes.


57

2.2 Sistema 5 ( C A G E D) Este sistema representa as cinco regiões (modelos) no braço da guitarra. Com o exemplo abaixo sobre a tríade de Lá maior, podemos observar claramente esses modelos. E cada um desses modelos respeita uma ordem de intervalos em relação ao acorde.

Modelo de Dó (C)

Modelo de Lá (A)

A

A

T 3M 5 T 3M

Modelo de Sol (G) A

T 3M 5 T 3M T

Modelo de Ré (D) A

T 5 T 3M

T 5 T 3M 5

Modelo de Mi (E) A

T 5 T 3M 5 T


58

2.3 Acordes Construídos nas Escalas Simétricas Todos os tipos de acordes em tríades e tétrades com sétimas podem ser construídos dentro das escalas simétricas: aumentada, tons inteiros, diminuta e dominante diminuta. Pelo fato das escalas serem simétricas por causa dos intervalos entre uma nota e outra terem a mesma distância, o acorde construído dentro de uma escala simétrica também terá sua simetria no movimento horizontal respeitando sempre o mesmo intervalo de distância e com o mesmo desenho. O estudo dessas tríades e tétrades usando o sistema 5 é essencial para uma melhor visualização para a execução e para o entendimento de como o acorde está sendo construído em relação aos seus intervalos. As possibilidades do uso dessas regiões são muitas, um bom entendimento da construção e região de um acorde pode ajudar de diversas formas, por exemplo:

-Acrescentando dissonâncias: com uma boa visualização dos intervalos da tríade e tétrade em relação ao acorde, fica mais fácil de saber a onde estão os intervalos de segunda (maior, menor e aumentada), quartas (justa e aumentada), sextas (maior e menor). Com o exemplo abaixo sobre a tríade de Lá maior no sistema 5, podemos observar esses intervalos em volta das notas do desenho do acorde.

É necessária a mudança da digitação quando mudamos as notas de um determinado acorde, por isso a pesquisa de uma boa digitação para a execução é essencial.


59

-Usando o desenho do acorde como referência para a construção de um arpejo: Todas as regiões de um acorde terão o seu respectivo arpejo, e este arpejo ou apenas um fragmento dele pode ser usado na construção de uma idéia melódica.

Exemplo com os arpejos em tríade de Lá Maior no sistema 5 Modelo de Sol (G)

Modelo de Mi (E)

Modelo de Ré (D)


60

Modelo de Dó (C)

Modelo de Lá (A)

Exemplo de uma idéia melódica em “Lá Mixolídio” usando fragmentos dos desenhos das tríades no sistema 5. Modelo de Sol, e acréscimo das dissonâncias nona e décima primeira.


61 Modelo de Mi, e acréscimo das dissonâncias sétima, décima terceira, décima primeira e nona. Usando um slide para mudar do modelo Mi para o modelo Ré ou Dó.

Modelo de Dó ou Ré, e acréscimo das dissonâncias décima primeira, nona e décima terceira.

Modelo de Lá, com acréscimo das dissonâncias sétima e décima terceira.


62

2.4 Acordes na Escala Aumentada (A)

2.4.1 TrĂ­ades Aumentadas, Maiores e Menores com saltos de dois tons (A-C#-F) Modelo de C Aumentadas: C#/5#

T 3M 5# T

F/5#

T 3M 5# T

A/5#

C#/5#

T 3M 5# T

T 3M 5# T

Maiores: C#

T 3M 5 T 3M

F

T 3M 5 T 3M

A

T 3M 5 T 3M

C#

T 3M 5 T 3M

Menores: C#m

Fm

Am

T 3m 5 T

T 3m 5 T

T 3m 5 T

C#m

T 3m 5 T


63 Modelo de A

Aumentadas: A/5#

C#/5#

F/5#

A/5#

T 5# T 3M

T 5# T 3M

T 5# T 3M

T 5# T 3M

Maiores: A

T 5 T 3M 5

C#

T 5 T 3M 5

F

T 5 T 3M 5

A

T 5 T 3M 5

Menores: Am

T 5 T 3m 5

C#m

T 5 T 3m 5

Fm

T 5 T 3m 5

Am

T 5 T 3m 5


64 Modelo de G

Aumentados: A/5#

T 3M5# T

C#/5#

T 3M5# T

F/5#

T 3M5# T

A/5#

T 3M5# T

Maiores: A

C#

F

A

T 3M 5 T 3M T

T 3M 5 T 3M T

T 3M 5 T 3M T

T 3M 5 T 3M T

C#m

Fm

Am

T 3m 5 T

T 3m 5 T

Menores: Am

T 3m 5 T

T 3m 5 T


65 Modelo de E

Aumentadas: F/5#

T

T 3M 5#

A/5#

T

T 3M 5#

C#/5#

T

T 3M 5#

F/5#

T

T 3M 5#

Maiores: F

A

C#

F

T 5 T 3M 5 T

T 5 T 3M 5 T

T 5 T 3M 5 T

Fm

Am

C#m

Fm

T 5 T 3m 5 T

T 5 T 3m 5 T

T 5 T 3m 5 T

T 5 T 3m 5 T

T 5 T 3M 5 T

Menores:


66 Modelo de D

Aumentados: F/5#

T 5# T 3M

A/5#

T 5# T 3M

C#/5#

T 5# T 3M

F/5#

T 5# T 3M

Maiores: F

T 5 T 3M

A

T 5 T 3M

C#

T 5 T 3M

F

T 5 T 3M

Menores: Fm

Am

C#m

Fm

T 5 T 3m

T 5 T 3m

T 5 T 3m

T 5 T 3m


67

2.4.2 Tétrades Aumentadas com sétima maior, Maiores com sétima maior e Menores com sétima maior com saltos de dois tons (A-C#-F) Modelo de C

Aumentados com sétima maior: C#/5#7+

F/5#7+

A/5#7+

C#/5#7+

T 3M 5# 7+

T 3M 5# 7+

T 3M 5# 7+

T 3M 5# 7+

Maiores com sétima maior: C#/7+

T 3M 5 7+

F/7+

A/7+

C#7+

T 3M 5 7+

T 3M 5 7+

T 3M 5 7+

Menores com sétima maior: C#m/7+

T 3m 5 7+

Am/7+

Fm/7+

C#m/7+

T 3m 5 7+

T 3m 5 7+

T 3m 5 7+


68 Modelo de A

Aumentados com sétima maior: A/5#7+

C#/5#7+

T 5# 7+ 3M

T 5# 7+ 3M

F/5#7+

A/5#7+

T 5# 7+ 3M

T 5# 7+ 3M

F/7+

A/7+

Maiores com sétima maior: A/7+

T 5 7+3M 5

C#/7+

T 5 7+3M 5

T 5 7+3M 5

T 5 7+3M 5

Menores com sétima maior: Am/7+

C#m/7+

T 5 7+ 3m 5

T 5 7+ 3m 5

Fm/7+

T 5 7+ 3m 5

Am/7+

T 5 7+ 3m 5


69 Modelo de G

Aumentados com sétima maior: A/5#7+

T 3M 5# 7+

C#/5#7+

T 3M 5# 7+

F/5#7+

A/5#7+

T 3M 5# 7+

T 3M 5# 7+

Maiores com sétima maior: A/7+

T 3M 5 7+

C#/7+

T 3M 5 7+

F/7+

A/7+

T 3M 5 7+

T 3M 5 7+

Menores com sétima maior: Am/7+

T 3m 5 7+

C#m/7+

T 3m 5 7+

Fm/7+

Am/7+

T 3m 5 7+

T 3m 5 7+


70 Modelo de E

Aumentados com sétima maior: F/5#7+

T

7+3M5#

A/5#7+

T

7+3M5#

C#/5#7+

T

7+3M5#

F/5#7+

T

7+3M5#

Maiores com sétima maior: F /7+

T

7+3M 5

A/7+

T

7+3M 5

C#/7+

T

7+3M 5

F/7+

T

7+3M 5

Menores com sétima maior: Fm/7+

T

7+3m 5

Am/7+

T

7+3m 5

C#m/7+

T

7+ 3m 5

Fm/7+

T

7+3m 5


71 Modelo de D

Aumentados com sétima maior: F/5#7+

T 5# 7+ 3M

A/5#7+

T 5# 7+ 3M

C#/5#7+

F/5#7+

T 5# 7+ 3M

T 5# 7+ 3M

Maiores com sétima maior: F /7+

T 5 7+ 3M

A/7+

T 5 7+ 3M

C#/7+

T 5 7+ 3M

F/7+

T

5 7+ 3M

Menores com sétima maior: Fm/7+

T

5 7+ 3m

Am/7+

C#m/7+

T 5 7+ 3m

T

5 7+ 3m

Fm/7+

T

5 7+ 3m


72

2.5 Acordes na Escala de Tons Inteiros (A)

2.5.1 TrĂ­ades Aumentadas com saltos de um tom (A-B-C#-D#-F-G) Modelo de C

Modelo de A


73 Modelo de G

Modelo de E


74 Modelo de D

2.5.2 TĂŠtrades Aumentadas com sĂŠtima menor com saltos de um tom (A-B-C#-D#-F-G) Modelo de C

C#/5#7

D#/5#7

F/5#7

T 3M 5# 7

T 3M 5# 7

T 3M 5# 7

A/5#7

B/5#7

C#/5#7

T 3M 5# 7

T 3M 5# 7

T 3M 5# 7

G/5#7

T 3M 5# 7


75 Modelo de A A/5#7

T 5# 7 3M

F/5#7

T 5# 7 3M

B/5#7

C#/5#7

T 5# 7 3M

T 5# 7 3M

G/5#7

A/5#7

T 5# 7 3M

D#/5#7

T 5# 7 3M

T 5# 7 3M

Modelo de G (com a t么nica na corda r茅) G/5#7

T 3M5# 7

A/5#7

B/5#7

T 3M 5# 7

T 3M 5# 7

D#/5#7

F/5#7

T 3M 5# 7

T 3M 5# 7

G/5#7

T 3M 5# 7

C#/5#7

T 3M 5# 7


76 Modelo de E F/5#7

T

7 3M 5#

G/5#7

T

C#/5#7

T

7 3M 5#

7 3M 5#

A/5#7

T

D#/5#7

T

7 3M 5#

7 3M 5#

B/5#7

T

7 3M 5#

F/5#7

T

7 3M 5#

Modelo de D D#/5#7

F/5#7

G/5#7

A/5#7

T 5# 7 3M

T 5# 7 3M

T 5# 7 3M

T 5# 7 3M

B/5#7

C#/5#7

D#/5#7

T 5# 7 3M

T 5# 7 3M

T 5# 7 3M


77

2.6 Acordes na Escala Diminuta (A)

2.6.1 TrĂ­ades Diminutas com saltos de um tom e meio (A-C-D#-F#) Modelo de C D#m/5b

F#m/5b

Am/5b

Cm/5b

T 3m 5b T

T 3m 5b T

T 3m 5b T

T 3m 5b T

Modelo de A Am/5b

Cm/5b

D#m/5b

F#m/5b

T 5b T 3m

T 5b T 3m

T 5b T 3m

T 5b T 3m

Cm/5b

D#m/5b

F#m/5b

Modelo de G Am/5b

T 3m 5b T

T 3m 5b T

T 3m 5b T

T 3m 5b T


78 Modelo de E F#m/5b

Am/5b

Cm/5b

D#m/5b

T 5b T 3m

T 5b T 3m

T 5b T 3m

T 5b T 3m

D#m/5b

F#m/5b

Am/5b

Cm/5b

T 5b T 3m

T 5b T 3m

T 5b T 3m

T 5b T 3m

Modelo de D

2.6.2 TĂŠtrades Diminutas com saltos de um tom e meio (A-C-D#-F#) Modelo de A

Cm/5b7b

D#m/5b7b

F##m/5b7b

T 5b 7b 3m

T 5b 7b 3m

T 5b 7b 3m

Am/5b7b

T 5b 7b 3m


79 Modelo de E

F#m/5b7b

T

7b 3m 5b

Am/5b7b

T

7b 3m5b

Cm/5b7b

T

7b 3m5b

D#m/5b7b

T

7b 3m 5b

Modelo de D

D#m/5b7b

T 5b 7b 3m

D#m/5b7b

T 5b 7b 3m

F#m/5b7b

T 5b 7b 3m

Am/5b7b

T 5b 7b 3m

Cm/5b7b

T 5b 7b 3m


80

2.7 Acordes na Escala Dominante Diminuta (A)

2.7.1 TrĂ­ades Maiores, Menores e Diminutas com saltos de um tom e meio (A-C-D#-F#) Modelo de C Maiores: C

T 3M 5 T 3M

D#

T 3M 5 T 3M

F

T 3M 5 T 3M

A

T 3M 5 T 3M

Menores: Cm

D#m

F#m

Am

T 3m 5 T

T 3m 5 T

T 3m 5 T

T 3m 5 T

Am/5b

Cm/5b

Diminutas: D#m/5b

T 3m 5b T

F#m/5b

T 3m 5b T

T 3m 5bT

T 3m 5b T


81 Modelo de A

Maiores: A

T 5 T 3M 5

C#

T 5 T 3M 5

F

T 5 T 3M 5

A

T 5 T 3M 5

Menores: Am

T 5 T 3m 5

C#m

T 5 T 3m 5

Fm

T 5 T 3m 5

Am

T 5 T 3m 5

Diminutas: Am/5b

Cm/5b

D#m/5b

F#m/5b

T 5b T 3m

T 5b T 3m

T 5b T 3m

T 5b T 3m


82 Modelo de G

Maiores: A

C#

F

A

T 3M 5 T 3M T

T 3M 5 T 3M T

T 3M 5 T 3M T

T 3M 5 T 3M T

C#m

Fm

Am

T 3m 5 T

T 3m 5 T

Menores: Am

T 3m 5 T

T 3m 5 T

Diminutas: Am/5b

T 3m 5b T

Cm/5b

T 3m 5b T

D#m/5b

T 3m 5b T

F#m/5b

T 3m 5b T


83 Modelo de E

Maiores: F

A

C#

F

T 5 T 3M 5 T

T 5 T 3M 5 T

T 5 T 3M 5 T

Fm

Am

C#m

Fm

T 5 T 3m 5 T

T 5 T 3m 5 T

T 5 T 3m 5 T

T 5 T 3m 5 T

T 5 T 3M 5 T

Menores:

Diminutas:

F#m/5b

Am/5b

Cm/5b

D#m/5b

T 5b T 3m

T 5b T 3m

T 5b T 3m

T 5b T 3m


84

Modelo de D

Maiores: F

T 5 T 3M

A

T 5 T 3M

C#

T 5 T 3M

F

T 5 T 3M

Menores: Fm

Am

C#m

Fm

T 5 T 3m

T 5 T 3m

T 5 T 3m

T 5 T 3m

Diminutas: D#m/5b7b

T 5b 7b 3m

F#m/5b7b

T 5b 7b 3m

Am/5b7b

T 5b 7b 3m

Cm/5b7b

T 5b 7b 3m


85

2.7.2 Tétrades Maiores com sétima menor, Maiores com sétima menor é quinta diminuta, Menores com sétima menor, Meio-Diminutas, e Diminutas com saltos de um tom e meio (A-C-D#-F#)

Modelo de C

Maiores com sétima menor:

D#/7

F#/7

A/7

T 3M 5 7

T 3M 5 7

T 3M 5 7

C/7

T 3M 5 7

Maiores com sétima menor e quinta diminuta:

D#/5b7

T 3M 5b 7

F#/5b7

T 3M 5b 7

A/5b7

C/5b7

T 3M 5b 7

T 3M 5b 7


86 Menores com sĂŠtima menor: F#m/7

T 3m 5 7

Am/7

Cm/7

T 3m 5 7

T 3m 5 7

D#m/5b7

F#m/5b7

Am/5b7

T 3m 5b 7

T 3m 5b 7

T 3m 5b 7

D#m/7

T 3m 5 7

Meio-Diminutas:

Cm/5b7

T 3m 5b 7

Modelo de A

Maiores com sĂŠtima menor: A/7

T 5 7 3M 5

C/7

T 5 7 3M 5

D#/7

T 5 7 3M 5

F#7

T 5 7 3M 5


87

Maiores com sĂŠtima menor e quinta diminuta:

A/5b7

C/5b7

T 5b 7 3M

T 5b 7 3M

D#/5b7

F#/5b7

T 5b 7 3M

T 5b 7 3M

D#m/7

F#m/7

Menores com sĂŠtima menor:

Am/7

T 5 7 3m 5

Cm/7

T 5 7 3m 5

T 5 7 3m 5

T 5 7 3m 5

Am/5b7

Cm/5b7

D#m/5b7

F#m/5b7

T 5b 7 3m

T 5b 7 3m

T 5b 7 3m

T 5b 7 3m

Meio-Diminutas:


88 Diminutas:

Cm/5b7b

D#m/5b7b

F##m/5b7b

T 5b 7b 3m

T 5b 7b 3m

T 5b 7b 3m

Am/5b7b

T 5b 7b 3m

Modelo de G

Maiores com sétima menor (com a tônica na corda ré): A/7

T 3M 5 7

C/7

T 3M 5 7

D#/7

T 3M 5 7

F#/7

T 3M 5 7

Maiores com sétima menor e quinta diminuta: A/5b7

C/5b7

D#/5b7

F#/5b7

T 3M 5b 7

T 3M 5b 7

T 3M 5b 7

T 3M 5b 7


89 Menores com sĂŠtima menor:

Am/7

Cm/7

D#m/7

F#m/7

T 3m 5 7

T 3m 5 7

T 3m 5 7

T 3m 5 7

Meio-Diminutas: Am/5b7

T 3m 5b 7

Cm/5b7

T 3m 5b 7

D#m/5b7

T 3m 5b 7

F#m/5b7

T 3m 5b 7

Modelo de E

Maiores com sĂŠtima menor: F#/7

T 5 7 3M 5 T

A/7

C/7

D#/7

T 5 7 3M 5 T

T 5 7 3M 5 T

T 5 7 3M 5 T


90 Maiores com sĂŠtima menor e quinta diminuta:

F#/5b7

T

7 3M 5b

A/5b7

T

7 3M 5b

C/5b7

T

7 3M 5b

D#/5b7

T

7 3m 5b

Menores com sĂŠtima menor: F#m/7

T 5 7 3m 5 T

Am/7

Cm/7

T 5 7 3m 5 T

T 5 7 3m 5 T

D#m/7

T 5 7 3m 5 T

Meio-Diminutas:

F#m/5b7

T

7 3m 5b

Am/5b7

T

7 3m 5b

Cm/5b7

T

7 3m 5b

D#m/5b7

T

7 3m 5b


91 Diminutas:

F#m/5b7b

T

7b 3m 5b

Am/5b7b

T

7b 3m5b

Cm/5b7b

T

7b 3m5b

D#m/5b7b

T

7b 3m 5b

Modelo de D

Maiores com sĂŠtima menor: D#/7

F#/7

A/7

T 5 7 3M

T 5 7 3M

T 5

C/7

7 3M

T 5 7 3M

Maiores com sĂŠtima menor e quinta diminuta: D#/5b7

T 5b 7 3M

F#/5b7

T 5b 7 3M

A/5b7

T 5b 7 3M

C/5b7

T 5b 7 3M


92

Menores com sĂŠtima menor:

D#m/7

T 5 7 3m

F#m/7

T 5 7 3m

Am/7

T 5 7 3m

Cm/7

T 5 7 3m

Meio-Diminutas:

D#m/5b7

T 5b 7 3m

F#m/5b7

T 5b 7 3m

Am/5b7

T 5b 7 3m

Cm/5b7

T 5b 7 3m

Diminutas: D#m/5b7b

T 5b 7b 3m

F#m/5b7b

T 5b 7b 3m

Am/5b7b

T 5b 7 3m

Cm/5b7b

T 5b 7 3m


93

2.8 Fragmentos Simétricos Com 3 ou mais notas, o fragmento simétrico terá o mesmo desenho, ele pode ter saltos de intervalos simétricos no movimento horizontal se for construído dentro de escalas simétricas, e se for construído dentro de escalas assimétricas (maior natural, menor natural, menor harmônica, menor melódica), o fragmento também terá saltos de intervalos assimétricos de um desenho para o outro no movimento horizontal.

2.8.1 Com saltos de intervalos simétricos: 2.8.1.1 Escala aumentada

Tom: A (saltos de dois tons)

A/6m7+

6m

A/5#7+9#

5 T 3M 7+ T

A/6m7+9#

7+

6m 9# 5

A/5#9#

7+ 3M5# 9# 3M 9# 5# T 3M 6m

A/5#7+

9#

A/5#7+

T 5 7+

A/7+9#

5

3M 7+ 9#

5 T 3M 7+

A/6m7+9#

7+

6m 9# 5


94 A/7+9#

9# 5 T 3M 7+

A

3M 5 T 3M T

A7+

3M 5 T 3M 7+

A/9#

9# 5 T 3M T

A/6m7+9#

A/6m7+9#

A/7+9#

5 7+3M6m9#

7+ 9# 6m T 5

9# 5 T 3M 7+

A/5#7+

A/5#9#

A

5# 7+3M 5#3M

T 9# 5# T 5#

A/5#7+9#

A/5#9#

5# 7+3M 5# 9#

A/6m7+

5 7+3M6m3M

T 9# 5# T 5

A/5#7+9#

7+ 9# 5# T 5#

3M 5 T 3M T

A/7+

3M 5 T 3M 7+

A/9#

9# 5 T 3MT


95 2.8.1.2 Escala de Tons Inteiros

Tom: C (saltos de um tom)

C/5b7

C/5b6m9

3M 7 T 5b

5b T 9 6m

C/5b6m9

C/5#79

C/5#7

5# 9 3M 7

7 3M 5# T

C/5#79

T 5b 6m 9

9 5# 7 3M

Tom: F (saltos de um tom)

F/5#7

T

7 3M 5#

F/5b6m9

9

T 5b 7

F/5#9

3M 9 5# T

F/5b79

5b

3M 7 9


96 F/5b6m

6m

5b T 3M

F/5b6m7

7

6m 9 5b

Tom: G (saltos de um tom)

G/79

G/4#9

T 3M 7 9

9 4# T 3M

G/4#5#7

G/5#79

5# T 4# 7

7 9 5# T

G/4#5#9

G/4#5#7

3M 5# 9 4#

4# 7 3M 5#


97 2.8.1.3 Escala Dominante Diminuta (saltos de um tom e meio)

Tom: A

A/9b

A/79#

A/4#79b

A/679b

9b 5 T 3M

3M 7 9# 5

5 9b 4# 7

7 3M 6 9b

A/4#9#

A/4#67

A/69b

A/79#

9# 5 3M 4#

4# 7 3M 6

6 9b 5 T

T 3M 7 9#

2.8.2 Com saltos de intervalos assimĂŠtricos: Escala menor natural

Tom: Am Am/46m7

7 3m 4 6m

Am/47

T 4

Am/47

5 7

4 7 T 3m

Am/49

5 T 9 4


98 Am/4

Am/6m7

5 T 4 T

Am/49

5 9

Am/46m7

4 T

Am/47

7 4 6m 3m

Am/49

7 3m 4 T

Am/47

5 T

7 3m 6m 3m

T 4 5 9

Am/47

4 7

T 4 7 3m

Am/47

T 4 7 4

Am/47

T 5 7 4

Am/46m

3m 6m7 4

Am/49

9 5 T 4

Am/9

9 5 T 5

Am/47

4 T 3m 7

Am/47

4 7 T 5

Am/46m7

4 7 3m 6m


99

2.8.3 Progress達o II-V-I

Maior

Dm

5

G/6

T 3m

Dm/7

3m 7 T 5

Dm

3m 5 T 5

C/6

3M 6 T

3M 6

G/6

C/6

T

T 5 6 3M

T 5 6 3M

G/6

C/6

T 3M 6 3M

T 3M 6 5


100

Dm/4

5 T 4

C/67+

7+3M 6

Dm/69

6 9 5

G/5#9b9#

9# 5# 9b

C/69

3M 6 9

Menor

Bm/45b7

E/5#79#

Am/69

T 5b 7 4

7 3M 5# 9#

6 3m 5 9

G/479#

4 7 9#


101

Dm/45b7

T 4 5b 7

Dm/45b7

4 5b 7

G/5#9#7

Cm/69

7 9# 3M 5#

6 9 3m 5

G/5#9#

Cm/679

9# 3M 5#

6 7

9

Este trabalho encerra uma primeira etapa e intenciona a produção de outros na mesma linha, contribuindo assim de alguma maneira para o ensino da guitarra para alunos intermediários e avançados, e de uma diferente visão e execução de idéias musicais de uma forma individual de cada instrumentista que for refletir sobre a abordagem simétrica feita aqui neste trabalho.


102

3- BIBLIOGRAFIA MUNIZ, Ion. Functional improvisation techinique. Helsinki: Vapk, 1991

GREENE, Ted. Chord chemistry. Los Angeles: Dale Zdenek, 1971

HART, Bill. The complete chord melody method. Milwaukee: Hal Leonard, 1999

HOLDSWORTH, Allan. Just for the curious. Miami: Aaron Stang, 1993

MELLO, Mozart. Vídeo-aula “Fusion”. Produção e realização: Mozart Mello. São Paulo: Mpo vídeo. 1 vídeo cassete ( 120 min) VHS, son. , color, 1992

PASS, Joe. Guitar style. Los Angeles: Mel buy publications, inc, 1986

WALDIR MENDES JR.


Waldir Mendes Junior  

Abordagem dos aspectos técnicos e musicais no movimento diagonal e horizontal da simetria guitarrística.

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