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PONTA PORÃ LINHA DO TEMPO: Raízes históricas, formação da fronteira e seu primeiro fundador. • Yhulds Giovani Pereira Bueno

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onta Porã, fronteira de histórias épicas marcadas por fatos cercados de mistérios, alguns já perdidos no tempo, outros relatados por historiadores e escritores, de pessoas que aqui fixaram sua morada, como também de descendentes que cresceram ouvido essas histórias da criação de nossa cidade de nossa rica fronteira. Através de levantamentos históricos de Ponta Porã estes relatados em livros de vários autores sul-mato-grossenses, muitos levam o crédito de fundador da fronteira, vamos realizar uma retrospectiva de uma pequena fração da linha do tempo histórica, para resgatar fatos que identifiquem as raízes da formação desta região fronteiriça. Um dos primeiros fatos histórico registrado por assim dizer ocorreu no ano de 1777 quando uma expedição militar chegou a esta região, tendo como objetivo de explorar o solo, conhecer e mapear de forma mais precisa a extensão e todas as riquezas que aqui existiam, assim poderiam ver sua dimensão com uma maior precisão, sem contar que o fator que chamava a atenção seria o potencial na quantidade de matas e futuras terras para cultivo que esta região teria. Um século depois no ano de 1862 chegou o grupo do tenente militar Antônio João Ribeiro que tinha como objetivo fixar um forte na cabeceira do rio Dourados, onde hoje é o município de

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Antônio João, erguendo ali a famosa Colônia Militar dos Dourados que foi destruída durante a guerra da tríplice aliança ficando este fato marcado na história. Tal local um ponto estratégico por se uma cabeceira e de certo modo ponto de parada a viajantes, tropeiros e próprio exercito para reabastecimento e descanso, uma rota cobiçada na época que gerou um dos estopins do conflito armado que se seguiu. Seguindo a linha do tempo histórica de nossa fronteira que teve muitos colonizadores exploradores da erva mate tentando se fixar na região o mais fa-

moso o Tómaz Larangeiras. No ano de 1880 chega à região o senhor Alferes Nazareth, um militar que vem com a missão de comandante e ergue seu acampamento junto à lagoa do Paraguai (laguna Porã), onde hoje é a cidade de Pedro Juan Caballero, o senhor Nazareth veio com sua esposa, fato este que gerou então o nascimento do primeiro Pontaporanense de nome Boaventura Nazareth, nascido segundo registro de historiadores, no dia 14 de julho de 1881, o mesmo só pode ser registrado no cartório de Nioaque a 250 km de distancia de Ponta Porã, por ser lá o local com cartório mais

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próximo. Tomás Laranjeiras já explora e industrializava a erva-mate na região de fronteira em especial onde tinha suas terras em Ponta Porã e exporta para Argentina nesse distinto período. Fonte Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, publicado no livro de Marco Rossi, Ponta Porã 100 anos. Reprodução da Fazenda Santo Tomaz de meados de 1934, feita por Antonio Gonçalves, Resultado da medição que ampliou Os limites do município de Ponta Porã, agregando as terras pertencentes à antiga Companhia Mate Larengeiras, área consolidadas trocadas por terras próximas a Campanário. Mas segundo levantamento histórico muito bem relatado no livro de Elpidio Reis Ponta Porã Polca Churrasco e Chimarrão de 1981, o primeiro a se fixar na cidade em 1892, foi o Capitão João Antonio da Trindade, carioca natural da cidade do Rio de Janeiro, veterano da guerra da tríplice aliança um herói reconhecido a nível nacional principalmente por ter participado na campanha militar da Retirada da Laguna, o senhor Trindade se fixou na cidade de Ponta Porã com sua família, foi ele o primeiro morador que realmente se estabeleceu no local onde efetivamente se formou a cidade de Ponta Porã e mencionado segundo registro do historiador entre outros pesquisadores e escritores da época, que neste período, somente existia fixo no local um posto fiscal que tinha a incumbência de arrecadar impostos referentes à exploração de erva mate, Cel.: 0971 569 755 / 0984 743183

o responsável por tal posto fiscal era o senhor Emílio Calhau, segundo relatos da época se inicia o povoamento de Ponta Porã foi à região de periferia onde é mencionado que existia um vasto brejo sendo este um grande atoleiro de fato quase impenetrável, hoje o mesmo não existe mais nem a mata virgem que existia próximo deste brejo na região norte o que limitava essa área era a cabeceira do córrego São

cidade que estava começando a se constituir de forma mais efetiva e menos transitória de seus moradores no perímetro urbano. Mesmo assim não podemos creditar ao senhor Trindade o título de primeiro morador dentre tantos outros que por aqui passaram, mesmo que fique claro que ele adotou a fronteira como seu porto seguro sua ultima parada, o que podemos dizer e que Ponta Porã vem evoluindo através de sua população oriunda de varias partes do Brasil e de outros lugares do mundo. Mas que fique claro que o senhor Trindade indiscutivelmente foi o primeiro a se fixar e a contribuir na formação da cidade e sua dedicação contribuiu grandemente para o desenvolvimento desta região. Resgatar fatos épicos de uma região é respeitar quem deixou suas marcas na historia para ser contada. Foto arquivo pessoal de Maria Guarani Kaiowá Barcellos. João Antonio da Trindade (Capitão), primeiro morador da região de Ponta Porã. Segundo informações de historiadores um dos heróis da retirada da Laguna. Foi o primeiro juiz de paz de Ponta Porã, era considerado um dos homens mais cultos da região, morou na cidade até seu falecimento em 11 de novembro de 1920.

João e ao Sul a cabeceira o córrego Estevão, próximo dos marcos feito em madeira, esta de lei, que indicavam o limite da linha divisória com Paraguai. Este distinto morador Senhor João Antonio da Trindade faleceu em Ponta Porã em 11 de novembro de 1920 segundo informações de seus descendentes e de historiadores e mencionado no livro de Elpídio Reis, o senhor Trindade era considerado em sua época um homem mais culto existente na cidade, desta forma cabia a ele um papel fundamental no desenvolvimento sócio-político cultural na pequena

Pesquisador: Yhulds Giovani Pereira Bueno. Pós-graduado em Metodologia do Ensino em História e Geografia. Professor de qualificação profissional, gestão e logística (Programas Municipais, Estaduais e Federias). Professor coordenador da Rede Municipal de Educação, membro do Grupo Xiru do CTG – Querência da Saudade – Ponta Porã – MS.

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PONTA PORÃ LINHA DO TEMPO: Raízes históricas, formação da fronteira e seu primeiro fundador.

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uando se fala em fronteira logo vem à mente de muitos saudosistas de outras épocas a distinta fronteira de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, onde para estar em outro país, bastam atravessar a rua, duas nações cercadas de várias culturas e uma vasta diversidade de povos, oriundos das mais diversas localidades do mundo e do Brasil, que chegam aqui acreditando nesta fronteira que sempre recebe seus visitantes de braços abertos. Vamos fazer uma breve viajem no tempo retornando ao que seria o inicio legal de Ponta Porã que foi criado pela Lei n° 617 de 18/07/1912, nesse período esse pequeno município de 32 quadras conforme mapa distrital feito na época pelo senhor Antonio Fernando de Medeiros, o traçado foi registra-

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do de 12 de julho de 1902, este mapa da cidade foi publicado na edição de Luiz Alfredo Marques Magalhães no livro Convivendo na Fronteira (2012). Desenho de Antonio Fernando de Medeiros confeccionado em 12 de julho de 1902, publicado no livro de Luiz Alfredo Marques Magalhães, Convivendo na fronteira 2012. Este mapa histórico mostra uma cidade pequena com quatro avenidas principais e nove cruzamentos, o que se observa que os nomes originais das ruas foram mudando conforme os anos, exemplo da Avenida Brasil que neste período se chamava General Costa Marques outro fato curioso é que onde hoje se localiza a Rua sete de setembro que anteriormente se chamava Miranda em algumas quadras e Couto Ma-

galhães nas demais, em especial nesta Rua Miranda neste quarteirão segundo o mapa de 1902 existia a praça da liberdade neste local hoje se encontra o Banco Bradesco entre outras lojas e comércios. Segundo informações do mapa o cemitério se localizava próximo à área que hoje pertence ao quartel do 11º RC MEC, mostrando desta forma que o mesmo foi transladado de lugar posteriormente. O quartel da PM se localizava ao final do prolongamento da Rua General Ozorio, nesta mesma região existia entre a Rua Antonio João e General Costa Marques, hoje Avenida Brasil uma praça, curiosamente ao longo dos anos distintas Ruas de Ponta Porã não mudaram de nome, permanecendo até os dias de hoje com seus nomes iniciais sendo elas: Rua Antonio João, Rua General Ozório e Rua Guia Lopez. Onde hoje é a Rua Internacional neste período que o mapa foi elaborado tinha um prolongamento chamado de Rua Rio-grandense, desta forma mostrando homenagem aos colonizadores do Sul, pois em certo ponto da Rua Antonio João existia um prolongamento denominado Rua São Borja, seguindo as informações do mapa está rua se localizava onde hoje é a Rua Baltazar Saldanha e Dep. Aral Moreira. Doze anos após a elaboração de deste mapa foi autorizado mediante lei à criação do município de Ponta Porã,

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Livre Comercio”. Que ajudaria grandemente no maior desenvolvimento socioeconômico da fronteira em especial a cidade de Ponta Porã. Elpidio ressalta a importância em outros tempos da Empresa Mate Laranjeira, que com certeza teve uma contribuição direta para o desenvolvimento da região de fronteira, disto não se tem duvidas, desbravando trilhando caminhos que facilitaram a entrada de novos colonos a Ponta Porã. Conhecer sua história e uma forma de reverenciar todos aqueles que de alguma forma contribuíram para o surgimento e desenvolvimento de nossa cidade e região. Viva a todos da fronteira sem distinção. em 101 anos de emancipação política a “Princesinha dos Ervais” vem se desenvolvendo passando por vários períodos sócio-políticos e econômicos do Brasil, muito bem retratados no livro de Elpídio Reis, Ponta Porã Polca Churrasco e Chimarrão (1981), mencionando que nem todas as famílias que chegavam de vários lugares do sul e da Argentina preferiam se fixar do lado brasileiro, preferindo o lado paraguaio por ser mais desenvolvido montando suas lojas de comercio de produtos que vinham da capital paraguaia Assunção por ser mais próxima, pois do lado brasileiro a distancia entre a fronteira e São Pulo centro comercial brasileiro é de 1300 km tornando assim inviável na época a disputa entre os produtos do Paraguai que vinham de 360 km, como nesse período não se tinha estrutura de estradas do lado brasileiro o crescimento era bem menor em Ponta Porã do que em Pedro Juan Caballero, sem contar que o Paraguai se abastecia de produtos vindos da Europa dificultando muito a concorrência, não é de hoje que a oferta do país vizinho é mais atrativa. É relatado também que escolas só havia do lado paraguaio porque era lá

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que o desenvolvimento maior acontecia enquanto do lado do Brasil tudo era muito mais difícil, comenta também, a respeito da amizade e boa vizinhança entre a população das duas cidades, que rendeu segundo o autor, em 1946 o primeiro lugar uma classificação essa épica, realizada pela ONU, “foi aponta como exemplo de fronteira ideal”. Isso em outros tempos saudosos da fronteira. “Assim, enquanto o lado paraguaio progredia, centralizando o comercio da região, o lado brasileiro tinha apenas um posto de cobrança de impostos sobre o comercio feito com erva-mate e também para não deixar que mercadorias compradas no Paraguai, com finalidade comercial, passassem para o Brasil” Reis. Elpidio – Ponta Porã polca Churrasco e Chimarrão. p. 57. Sempre foi um luta dos cidadãos de Ponta Porã, uma melhor abertura comercial para a região de fronteira considerando a sua distinta peculiaridade. O que se percebe destes fatos históricos relatados que as lutas de um passado nem tão distante por todos aqueles que se fixaram aqui na fronteira ainda persiste nos dias atuais, uma abertura comercial a tão sonhada “Zona de

A fronteira pós-guerra do “Paraguai” foi muito procurada, era um grande atrativo as vastas terras aqui existentes, durante a sua histórica destaca se o 11º Regimento de Cavalaria sendo comandado por Eurico Gaspar Dutra que foi o décimo sexto presidente do Brasil no período de 31.01.1946 a 31.01.1951, na atualidade o “11ºRC. MEC” em homenagem a tal celebre figura nacional denomina-se “Marechal Eurico Gaspar Dutra”,

Pesquisador: Yhulds Giovani Pereira Bueno. Pós-graduado em Metodologia do Ensino em História e Geografia. Professor de qualificação profissional, gestão e logística (Programas Municipais, Estaduais e Federias). Professor coordenador da Rede Municipal de Educação, membro do Grupo Xiru do CTG – Querência da Saudade – Ponta Porã – MS.

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PONTA PORÃ LINHA DO TEMPO: Memórias políticas da fronteira.

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senhor Adão Bueno, recorda na sua juventude de comícios e reuniões politicas na fronteira em épocas passadas, esses eram eventos de grande porte, onde autoridades renomadas se faziam presente, o palanque costumeiramente era montado na esquina da Rua Presidente Vargas com a Rua Marechal Floriano, nessa época existia nesse local a Praça presidente Dutra, os partidos políticos de maior representatividade da época em Ponta Porã era UDN e PDT, reuniam se no palanque políticos de grande representatividade na região de fronteira, podendo ser citados alguns de muitos, sendo eles: Drº Rachid Saldanha Derzi, Atamaril Saldanha, Armindo Derzi, Carlito Roncatti, Juvenal Fróes, Alexandrino Marques (Tio Cota Marques), Hélio Pelufo, Adê Marques, Drº Neri Azanbuja, Drº José Issa, engenheiro Agrônomo Lício Borralho, dentre tantos outros que se faziam presente nesses eventos fronteiriços, que ficaram marcados na memória de alguns que ainda se fazem presentes nos dias de hoje, pois muitas dessas lembranças se perderam com os anos, só mesmo quem viveu ou ouviu falar. através de relatos de pes-

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soas presentes neste evento em épocas passadas, contando as façanhas ocorridas desses saudosos tempos. Adão Bueno relembra que os discursos eram inflamados por seus grandes oradores, senhores políticos da região defendendo seus ideais e propostas, a multidão acompanhava e vibrava, a cada discurso, mas não diferente dos dias atuais nessas épocas também existiam os famosos entreveros (desavenças, discussão) entre os correligionários que acompanhavam seus políticos. O senhor Adão Bueno relembra que nesses tempos comício era ponto de encontro entre os compadres e comadres e demais amigos da região, que vinham para se atualizar dos acontecimentos políticos, segue lembrando que certa vez depois de vários discursos inflamados ouve um grande entrevero, no qual partidários de ambos os lados para defender seus ideais políticos foram até as “vias de fato”, muita briga, discussão entre tapas e empurrões, e a turma do deixa disso, mas também aproveitava e entrava no entrevero e como nesse período político tinha que ter sua habilidade especial, para den-

tro dessa situação tirar seu proveito, nesse entrevero sobe no palanque o Drº Rachid Saldanha Derzi, e com um discurso épico, apazigua o entrevero, pois até os contrários parava para escutar esse grande político de outrora que tanto representou a fronteira. Essas foram outras épocas de respeito aos mais velhos, ressalta o senhor adão Bueno, nesses tempos existia por parte dos políticos, um código de ética a ser seguido, onde somar era muito melhor do que dividir, tudo para o bem e o desenvolvimento da região. Arquivo pessoal: Cristina Marques, reunião do Prefeito na época Aires Marques (In Memorian) com empresários, comerciantes e lojistas locais, solicitando melhorias, para o comercio local, que sempre teve uma grande disputa com o comercio do país vizinho por seus produtos serem mais atrativos.

Pesquisador: Yhulds Giovani Pereira Bueno. Pós-graduado em Metodologia do Ensino em História e Geografia. Professor de qualificação profissional, gestão e logística (Programas Municipais, Estaduais e Federias). Professor coordenador da Rede Municipal de Educação, membro do Grupo Xiru do CTG – Querência da Saudade – Ponta Porã – MS.

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Felicidades Pricesinha dos Ervais Pelos 102 Aniversario.. Cel.: 0971 569 755 / 0984 743183

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Ponta Porã Linha do tempo

ARQUIVO PESSOAL DE YHULDS BUENO: YHULDS BUENO FABIO MARESCO CTG QUERÊNCIA DA SAUDADE DESFILE DO CENTENÁRIO DE PONTA PORÃ - MS.

GRUPO XIRU, CTG QUERÊNCIA DA SAUDADE - APRESENTAÇÃO EM COMEMORAÇÃO DO CENTENÁRIO DE PONTA PORÃ - MS

Arquivo pessoal de Yhulds Bueno: sua prima Iria Machado (in memorian), sua mãe Verginia Cuevas Perreira, sua tia Arlinda Bueno (in memorian), sua prima Sudalene Machado, sua tia Elizabeth Pereira. ano 1979 CTG Querência da Saudade

ARQUIVO PESSOAL DE MARLENE NUNES: TURMA DE 90 COLÉGIO OBJETIVO MAGSUL PONTA PORÃ MS

CTG sempre participando do desfile cívico divulgando a tradição gaúcha.

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Grupo Xiru do CTG Querência da Saudade Ponta Porã MS

ARQUIVO PESSOAL DE MARLENE NUNES: TURMA DE 90 COLÉGIO OBJETIVO MAGSUL PONTA PORÃ MS

Professor pesquisador Yhulds Giovani Pereira Bueno e sua esposa Andréia Natália Dávalos Moreno no salão de baile da sede do CTG Querência da Saudade.

Professor Yhulds Giovani Pereira Bueno na sede do CTG Querência da Saudade Ponta Porã MS.

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PANORAMA Retorno Panorama Oi amigos e amigas, estou retornando ao Jornal de Notícias, minha coluna "Em Evidência" depois de meses, resolvi voltar a dar minhas opiniões, meus questionamentos e trazer um pouco do que acontece nos meios políticos e sociais do nosso município. Depois de um final de semana, e alguns feriados da "Copa do Mundo", Sempre digo! E nada como viver em um País sem problemas. Importante Saber! Que o Município de Ponta Porã está localizado na região Sudoeste do estado de Mato Grosso do Sul, possuindo área territorial de 5.328,50 km², limitando-se ao Norte com os Municípios de Antonio João, Bela Vista, Jardim e Guia Lopes da Laguna, ao Sul, com Aral Moreira e Laguna Caarapã, ao Leste com Dourados e Maracaju e ao Oeste com Pedro Juan Caballero - Departamento de Amambay - Py, por meio de fronteira seca de aproximadamente 13 Km. Oficialmente foi criado em 18 de julho de 1912, pela Lei 617, assinada pelo Governador do Estado de Mato Grosso, Joaquim da Costa Marques. Delcídio, Azambuja e Trad Os Políticos Profissionais (incluindo Pessoal de Marketing)

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certamente vão achar que o momento é de pausa para avaliações mais criteriosas sobre os próximos passos de cada um. Mas todos sabem que as atenções da Sociedade em geral, VÃO se concentrar sobre este três nomes. Claro que nos próximos meses muita coisa pode mudar, o dinamismo dos acontecimentos não permite descartar nada, mas é nessa direção que por enquanto, os debates serão encaminhados entre os mais variados grupos que formarão o apoio Político e Partidário do Estado. Coligação Quanto mais coligação melhor o sistema partidário brasileiro em vigor, ou seja uma conotação que coloca Aglutinações Partidárias em uma condição de privilégios, conta quem não se esforça para aglutinar maiores forças em poder. Tiroteio Quem imagina um clima tranquilo na disputa eleitoral deste ano entre os políticos, vão se enganar completamente. A troca de farpas terá inicio em breve, Infelizmente daqui para frente, então salve-se quem puder. Dança Nos próximos dias 17 a 20 de julho,

acontecerá o FEGAMS (Festival Gaúcho do Mato Grosso do Sul) no Parque de Exposições em Ponta Porã. O evento apresenta diversos gêneros de danças e esportes, contempla todos os que gostam da "Tradição Gaúcha". O FEGAMS tenta preservar, incentivar e desafiar a vivência e o exercício da Tradição aúcha. Restaurante Este jornalista e colunista foi convidado para integrar em um conjunto de sócios de um renomado restaurante como diretor de promoções e eventos da casa. Muitas novidades estão sendo preparadas para o restaurante, que tem como marca servir cortes diferenciados de carne, bem como diversos tipos de pratos a la carte e vinho altamente selecionados. "Ainda é segredo!" ... É preciso viver apaixonadamente em qualquer situação, indistintamente. ... Seja lá o que for você faça, empregue toda sua energia e todo seu espirito nesta tarefa. ... Ame, perdoe, sinta raiva, chute o ba de, faça aquilo que você verdadeiramente tem vontade de fazer. ... Tanto pior e sempre pior é arrependerse daquilo que você não fez. ... Tenha uma ótima

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Ponta Porã Linha do tempo Causos e lendas do folclore da fronteira, O corredor. *Yhulds Giovani Pereira Bueno.

Arquivo pessoal de Gene Whitmer: casas localizadas próximas ao Centro Médico de Ponta Porã década de 60.

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istória vira causo, causo vira lenda na região de fronteira, que é cheia de acontecimentos e rodeados fatos incomum, de outros tempos, de um estilo de vida diferente dos dias de hoje. Causo são contos repassados de geração para geração com um ar de mistério e muitas vezes com um lado oculto, mas sempre preservando a memória cultural das famílias fronteiriças. Essa é a história do corredor, que existiu em uma época não tão distante de uma Ponta Porã pequena de poucas casas e muitas chácaras (sítios) ao seu redor, de

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um povo que cultivava suas crenças com muito respeito por tudo que acontecia, muitas vezes sem explicação, somente acontecia, tinha nesses tempos aqueles que não acreditavam, mas não duvidavam desses fatos que ficaram gravados na memória fronteiriça. O “corredor” era uma (carreteira) pequena estrada, como se dizia em outras épocas, por onde passavam cavalos e carroças de todos os tipos que ligava as casas da cidade a chácaras e fazendas da região, mas existiu um corredor em

especial que se localizava dentro da cidade de Ponta Porã, na região da pousada do bosque onde hoje é a Rua Presidente Vargas que nesses tempos não existia, pois neste local de mata fechada tinha uma leiteria de propriedade do Drº Aral Moreira, que neste período histórico era administrada pelo senhor Victor Mascarenhas conhecido por todos como (tio Victor) e sua esposa dona Joana Mascarenhas ou (Joaninha), esse “corredor” era famoso por seus acontecimentos atípicos e muito misteriosos. Vamos abordar esses causos de muitas histórias do “co-

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Gente que, com seu trabalho diário, constrói o desenvolvimento da cidade. Muitos aqui nasceram outros como nos aqui chegaram e construíram família. Parabéns a todos que diariamente cumprem sua missão, contribuindo assim com o desenvolvimento da nossa querida Ponta Porá.

Felicidades.!!!

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Desenho de Antonio Fernando de Medeiros confeccionado em 12 de julho de 1902, publicado no livro de Luiz Alfredo Marques Magalhães, Convivendo na fronteira 2012.

rredor”. Conta lenda repassada por quem conviveu nesses tempos, e cresceu escutando relatos de acontecimentos um tanto assustadores, que em certo ponto deste “corredor” todo cavalo que por ali passava, tinha o costume de manear (mover se de um lado para outro ou para trás) e só seguia em frente depois do seu cavaleiro descer do cavalo e ali rezar um pai nosso uma ave Maria e pedir proteção afastando os maus espíritos (assombração), só desta maneira conseguia seguir em frente. Os moradores mais antigos da região nesses tempos comentavam que existia neste local uma alma (espirito) que vagava neste “corredor” sem descanso, por este motivo em certo ponto deste “corredor” acontecimentos estranhos ocorriam, deixando até os mais corajosos receosos de passar sozinho por este lugar. Este local segundo relatos de moradores antigos da região seria onde hoje se localiza a Rua Presidente Vargas com as Travessas das Ruas Iscandor Georges e Paraíba, ressaltando que nesta região existia uma mata fechada nestes tempos, outro fato intrigante desta história

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que neste “corredor” escutava se um lamento (Gemido) de dor que muitas vezes seguia quem por ali passava, este lamento tinha sua origem na casa de um morador antigo nesta época desta região, o senhor Jorge dos Santos que morava nestes tempos onde hoje se localiza a Rua Coronel Camisão, tal gemido tinha origem segundo relato de quem cresceu escutando a presenciou tal fato, no seu quarto e seguia pelo “corredor” em direção à linha internacional divisa dos dois países Brasil e Paraguai, tal história foi repassada pelo seu filho o senhor Argemiro dos Santos que contava esse entre outros fatos das histórias da nossa região de fronteira, isso para quem tinha interesse de escutar e se fartar de conhecimento que não se aprende em escolas e universidade. O senhor Argemiro foi morador muitos anos neste local, vindo a falecer com 102 anos de idade, infelizmente desta forma levando consigo um arquivo com muitas histórias de nossa fronteira. Os antigos moradores sempre diziam que nossa região fronteiriça foi marco histórico da “Guerra do Paraguai” isto um fato, como de muitos eventos e conflitos

envolvendo interesses como terras e diversos tipos de negócios, por este motivo muitos morreram de maneira trágica, desta maneira o espirito não tem descanso até que se façam os procedimentos para que ele se liberte isso segundo os antigos e suas crenças. Hoje um tanto esquecidas pelas novas gerações. O resgate de eventos históricos, causos ou lendas e uma forma de manter viva na lembrança momentos que de uma maneira ou outra marcaram uma época.

Pesquisador: Yhulds Giovani Pereira Bueno. Pós-graduado em Metodologia do Ensino em História e Geografia. Professor de qualificação profissional, gestão e logística (Programas Municipais, Estaduais e Federias). Professor coordenador da Rede Municipal de Educação, membro do Grupo Xiru do CTG – Querência da Saudade – Ponta Porã – MS.

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Acervo de Juliano Leal Pinto Costa: Meu avô, João Pinto Costa, em companhia do Dr. Eraldo Moreira, Sr. Orlando Mendes e outros representantes do ‘’ Instituto Nacional do Mate “ reunião, nos anos 50.

Arquivo pessoal de Vergínia Ramona Cuevas Pereira: Gregório Pereira, quando prestou o serviço militar por longa data, entrando em 1925 sendo licenciado do serviço ativo. Efetivado na (DENERu) Departamento Nacional de Endemias Rurais, realizaram (CEM) Campanhas de Erradicação da Malária, (CEV) Campanha de Erradicação da Varíola, nos meios rurais, fazendas e estâncias da região. Este mesmo órgão foi transformado em FUNASA e depois SUCAM. O senhor Gregório Pereira, depois integrou a comissão de limites territorial da região de fronteira.

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O sonho farroupilha. Criação do Centro de Tradições Gaúchas, o CTG-Querência da Saudade na região de fronteira. Ponta Porã cidade fronteiriça carinhosamente apelidada como “Princesinha dos Ervais”, de histórias épicas marcadas por fatos ricamente relatados por historiadores e escritores sul matogrossenses, sendo um deles Elpídio Reis, e de inúmeras pessoas que aqui fixaram sua morada, como também de descendentes que cresceram escutando essas histórias da criação de nossa cidade de nossa rica fronteira. A Guerra do Paraguai também conhecida como Guerra da Tríplice Aliança, na história da América Latina foi o maior conflito armado envolvendo quatro grandes nações sul-americanas, existem muitas narrativas históricas de ambos os lados sobre fatos ocorridos durante esse conflito, esses fatos estão cercadas de mistérios até os dias atuais. Esse conflito ocorreu no período de 1864 a 1870 principalmente na região da província de Mato Grosso nessa

época, tendo a região de Ponta Porã Brasil e Pedro Juan Caballero Paraguai, como um dos principais pontos do desfecho deste conflito. Não vamos abordar o conflito armado, mas os fragmentos de acontecimentos do pós-guerra na região de fronteira. “Começam a chegar a Mato Grosso as comitivas do Rio Grande do sul, as causas dessa epopeia. Terminada a guerra do Paraguai, em 1870, a zona sul de Mato Grosso se tornara conhecida pelos componentes da coluna do general Câmara, que operou nas cordilheiras de Amambaí e Maracaju, na sua fase final. Feita a desmobilização, os que regressaram à sua província natal Rio Grande do Sul levaram a notícia de que aqui existiam campos devolutos, próprios para criação de gado, e imensas matas virgens, onde se encontrava a erva-mate nativa.” ELPIDIO REIS, Ponta Porã Polca, churrasco e chimarrão, Rio, 1981. Pág. 49.

Arquivo pessoal do amigo Rodrigo Perin, seu pai Ângelo Perin idealizador e primeiro patrão do CTG Querência da Saudade de Ponta Porã – MS, discursando na sede do clube. Um sonho só se faz com atitude, que fique aqui registrada e concretizada a realização de um sonho perpetuo as futuras gerações.

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m busca de um ideal, através de lutas e dificuldade muitos realizam seus sonhos, tal conquista não é fácil, e por vezes tende aparecer à desistência em sua mente, mas quem insiste consegue consumar e realizar esse sonho.

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Arquivo pessoal Deidamia Amarilha Godoy: Baile Realizado no salão Paroquial São José Ponta Porã 1977, o referido baile foi para formalizar a composição, formação e construção do CTG Querência da saudade de Ponta Porã, com seus primeiros sócios fundadores. Em destaque na foto, Sebastião Silva e sua esposa Diomar Roncat ladeado de Godofredo Sady Bueno e Sua Esposa Deidamia Amarilha Godoy. Cel.: 0971 569 755 / 0984 743183


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Arquivo pessoal Deidamia Amarilha Godoy: CTG Querência da saudade Ponta Porã grupo xiru década de 80, em destaque Deidamia Amarilha Godoy (Dada) e Godofredo Sady Bueno, de óculos ao fundo da imagem, Ângelo Perin idealizador e primeiro patrão do CTG.

No fim do século XIX e início do século XX, neste período histórico da região fronteiriça ocorreu uma grande migração do sul do país principalmente do Rio Grande do Sul, “gaúchos”, que juntamente com as comitivas e tropeiros, vieram em busca de novas oportunidades existentes na imensidão de terras de Mato Grosso, isso se deu principalmente por fatos ocorridos no seu estado, à revolução de 1893 a 1895 entre elementos do que defendiam as causas do Partido Federalista e defen-

sores das causas do Partido Republicano, este fato contribuiu para uma grande saída em massa do estado do Rio Grande do Sul, para fugir deste conflito várias famílias sulistas migraram para a região de fronteira. Vale ressaltar que o partido Republicano saiu vitorioso neste conflito. Os colonos gaúchos, por longos anos trabalharam a terra, muitas pastagens foram formadas, a exploração da erva mate, sendo um dos percussores Tomaz Larangeiras, que ajudou no des-

Arquivo CTG Querência da Saudade: FEGAMS 1989 a origem do evento cultural da tradição gaúcha em Mato Grosso do sul.

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envolvimento econômico da região, sendo grandemente explorada, por este motivo à cidade de Ponta Porã ganhou o apelido de “Princesinha dos Ervais”, o café também foi muito explorado por longos anos substituído com a mudança climática e econômica do país ao longo dos anos a soja invadiu os campos fronteiriços, à exploração de madeira que proporcionou a criação de centenas de madeireiras em pleno funcionamento até meados da década de 80 a grande maioria sendo afiliado de empresas da Região Sudeste. Agropecuária e o que atraiu mais os gaúchos a região de fronteira, que mesmo com seus ganhos e com as famílias fixadas sentiam falta, saudade dos pampas rio-grandenses, por tais motivos juntamente com a vontade de vencer trouxe em sua bagagem a cultura o modo de ser e existir, os costumes tradicionalistas. Uma cultura gaúcha, que se destaca o churrasco que foi brilhantemente narrado por Elpídio Reis. “Churrasco. Os Pontaporanense são, como poucos, afeiçoados ao churrasco. Tudo é motivo para um bom churrasco. Festa de noivado, de casamento, por exemplo, tem que ter um grande churrasco. Quando o filho completa o primeiro ano, mais outro churrasco. Se um fazendeiro convoca a vizinhança para um mutirão ou “puxirão”, como se diz nas fazendas da fronteira, o almoço churrasco. Se é dia de marcação de bezerrada outro churrasco”. ELPIDIO REIS, Ponta Porã Polca, churrasco e chimarrão, Rio, 1981. Pág. 63. Com um grandioso churrasco e muita festa a primeira reunião oficial dos gaúchos, descendentes e admiradores desta cultura sulista, para abraçar a causa do gaúcho Ângelo Perin, que depois de vir de uma de muitas de suas viagens do Rio Grande do Sul e de ver como estava a formação dos Centros tradicionalistas, os famosos CTG, idealizou a construção de um CTG em suas terras localizadas a aproximadamente 6 km do centro de Ponta Porã, na BR 163 na saída que leva a cidade vizinha Antonio João, para que o mesmo web: www.revistavip.info

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Arquivo pessoal Yhulds Giovani Pereira Bueno: composição da mesa da diretoria executiva do CTG de 2011/2013, neste ano, Ivo Cherin, passou a direção da patronagem, após décadas de dedicação a frente do clube. Em destaque da esquerda para direta Dona Cleci Ferrari Cherin e Ivo Cherin patrões de honra, Sanger Garcia Kersting sota-capataz, Yhulds Bueno como secretario, João Círio neste evento tomando posse como tesoureiro hoje atual patrão do (CTG-2014/2016), neste evento Drº Elton Lang em discurso tomando posse na patronagem ao lado Drª Elza Lang, Maristela Dal Molin e Leomar Celso Dal Molin neste evento Vice patrõs do CTG.

servisse de ponto de encontro para os antigos e novos descendentes de gaúchos da região fronteiriça, um clube de referências às tradições gaúchas, para tal empreitada contou com apoio e ajuda de muitos que dividiram e compartilharam deste ideal tradicionalista, o primeiro encontro oficial foi no salão da igreja matriz São José, localizado na Av. Brasil em 1977, reunindo a sociedade Pontaporanense e futuros sócios fundadores.

gaúchos dos quatro cantos do país prestigiavam, convites eram reservados com meses de antecedências, o baile das debutantes fronteiriças de famílias tradicionais de nossa cidade, era um dos eventos mais esperados do ano, onde tantos os tradicionalistas, como a sociedade Pontaporanense

comparecia lotando o salão do clube, para apreciar a glamorosa festa, que sempre era brindado com um excelente grupo oriundo do Rio Grande do Sul podendo ser citado: Os Serranos, Garotos de Ouro, Gaúcho da Fronteira, Os Monarcas, Eco do Minuano, entre tantos outros grandiosos grupos que abril-

Mas a tradição já estava enraizada, pois a formação de grupos de danças artísticas tradicionais gaúchas já ensaiava nas residências dos gaúchos, amantes desta arte, um deles o senhor Genildo Rossini, que cedeu nestes tempos o galpão localizado na Rua Tiradentes, onde funcionava a Auto Elétrica Rossini, para os ensaios dos grupos. Com passar dos anos grandes bailes ocorriam na sede do CTG, eventos que eram apreciados de tal maneira que

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Posse da patronagem de 2012, xiru e repórter fronteiriço Junior Packer, xiru empossado como sotacapataz (secretário) Yhulds Giovani Pereira Bueno, político Adão Bueno um dos colaboradores na fundação do CTG na década de 70 e patrão empossado neste evento histórico Drº Elton Jaco Lang. Cel.: 0971 569 755 / 0984 743183


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Xiru Yhulds Giovani Pereira Bueno com o grupo Grupo vocal Jorge Mariano e os Provincianos do Rio Grande do sul, este que acompanha o CTG Querência da Saudade nos eventos artístico no qual e obrigatória a presença de um grupo musical para juntamente com o grupo de dança realizar as apresentações, pois a musica deve ser executada ao vivo, rodeio artístico realizado em 2013 em Ponta Porã MS. Abertura do FEGMAS 2011 CTG Querência da Saudade em Ponta Porã, xiru Yulds Giovani Pereira Bueno ladeado pelo Casal xiru Cris Maresco e Fabio Maresco.

hantavam os eventos, artistas renomados da época fizeram seus shows no clube como o apresentador Bolinha da rede Bandeirantes na década de 80, no início dos anos 90 o apresentador Celso Portioli fez o cerimonial do baile

das debutantes, devidamente caracterizado, pois obrigatoriamente nestes tempos estar vestido adequadamente a caráter nos moldes tradicionalistas. “Em matéria de Clube, Ponta Porã tem, desde 1978, um que merece referência especial: é o Centro de Tradições Gaúchas – Querência da Saudade e que já nasceu vitorioso. Fundado

Xiru Yhulds Giovani Pereira Bueno e sua esposa Andreia Natália Dávalos Moreno no FEGAMS de Chapadão do sul 2012, CTG Querência da Saudade representando a fronteira nos mais diversos eventos dentro e fora do Estado de Mato Grosso do sul. Cel.: 0971 569 755 / 0984 743183

por um grupo de gaúchos e filhos de gaúchos, logo no primeiro ano o CTG começou a construção de uma sede campestre em terreno localizado a 6 km do centro da cidade, com 1500m² de área construída, onde já se acham prontos: salão restaurante, gabinete médico, sanitários, cozinhas, etc...” ELPIDIO REIS, Ponta Porã Polca, churrasco e chimarrão, Rio, 1981. Pág. 128. O CTG Querência da Saudade foi percussor na região fronteiriça no tradicionalismo gaúcho, incentivando outros a construir seu CTG, dar seguimento e propagar essa rica tradição, Ângelo Perin realizou seu sonho e viveu ele, foi o primeiro de tantos valorosos patrões dentro do CTG, mais um patrão em especial se destacou o senhor Ivo Cherin, que por longos anos esteve à frente deste magnifico clube, mantendo a chama do tradicionalismo acesa incentivando as novas gerações, sendo uma referencia das mesmas um baluarte dentro do tradicionalismo, deixando sua marca, sendo proclamado como patrão de honra, titulo este mais do que merecido, por tanta contribuição e dedicação ao tradicionalismo gaúcho sul-mato-grossense. web: www.revistavip.info

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Entrada da sede campestre do CTG Querência da Saudade Ponta Porã MS

Nada se faz só, sempre ao lado existem companheiros e companheiras para dar suporte, inúmeros tradicionalistas e admiradores desta cultura, que sempre se fazem presentes quando necessário, que sirva de espelho os acontecimentos passados que a história não se apague da memória das novas e futuras gerações, que a história reve-

rencie eternamente estes pioneiros, que proporcionaram a tantos o prazer de viver dentro do tradicionalismo gaúcho, aos futuros patrões que sempre consigam manter viva essa cultura na região fronteiriça. Viver o presente planejar o futuro se faz necessário, mas nunca se esquecer dos pioneiros do passado, como

Ângelo Perin gaúcho tradicionalista, que concretizou um ideal, acreditando que era possível realizar esse sonho, de proporcionar uma parada, que a mesma servisse referencia a tantos gaúchos saudosos da sua pátria o Rio Grande do Sul.

Grupo xiru CTG Querência da saudade, apresentação no FEGAMS de Chapadão do sul 2012.

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Ponta Porã com experiência de teu passado, temos um presente cada vez melhor. Um Passado de Glória, Um presente de Desafio, um Futuro Promissório


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Em 2014, no ano em que se comemora o Jubileu de Prata, do CTG Querência da Saudade de Ponta Porã

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Em 2014, no ano em que se comemora o Jubileu de Prata, do CTG Querência da Saudade de Ponta Porã


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Maior FEGAMS da história reuniu tradicionalistas em Ponta Porã FEGAMS que comemorou Jubileu de Prata bateu todos os recordes e marca tradicionalismo

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FEGAMS (Festival Sulmato-grossense de Folclore e Tradição Gaúcha) bateu todos os recordes em Ponta Porã. O evento que comemorou o Jubileu de Prata teve a participação de 11 CTGs, marca inédita na história dos eventos realizados pelo MTG/MS (Movimento Tradicionalista Gaúcho de Mato Grosso do Sul). Participaram CTGs de Laguna Carapã, Amambai, Dourados, Rio Brilhante, São Gabriel do Oeste, Chapadão do Sul, Antonio João, três CTGs de Campo Grande, além de Ponta Porã. Nas categorias de esportes, terminada no domingo pela manhã, o domínio foi do CTG Querência da Saudade. As danças de invernadas tradicionais são as atrações mais esperadas pelo público e levou milhares de pessoas ao Palco 1, montado no Parque de Exposições Alcindo Pereira. O Patrão do MTG/MS, Natal Marchioro, comemorou o resultado do evento e falou do FEGAMS de Ponta Porã, como um marco na história do tradicionalismo. “Incrível o FEGAMS de 2014. Uma participação jamais vista de CTGs e tradicionalistas. Pon-

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ta Porã deu a largada em 1989 no Encontro de Invernadas, dali surgiu o FEGAMS e fomos extremamente felizes com a realização novamente em Ponta Porã. Nada mais justo, Ponta Porã receber o Jubileu de Prata do FEGAMS. Foi uma grande festa que vai ficar marcado na história de Mato Grosso do Sul”, declarou. O presidente da CBTG (Confederação Brasileira de Tradição Gaúcha), João Melo, também destacou o FEGAMS em Ponta Porã e lembra do impulso que ganhou o tradicionalismo a partir do primeiro evento em Ponta Porã. “Ponta Porã está sempre fazendo história no tradicionalismo gaúcho. É com imenso prazer que venho e participo de um evento que somente fortalece a tradição. Que bonito ver que a cidade onde tudo começou, promover o Jubileu de Prata com tanto êxito. Bom para a cidade, para o Mato Grosso do Sul, que se fortalece mais ainda no tradicionalismo”, afirmou. Quem falou em grande satisfação por sediar o FEGAMS, foi o Patrão do CTG Querência da Saudade João Cirio Conrad. “É difícil até ter palavras para definir o FEGAMS que estamos sediando. Ponta Porã teve o prazer receber os milhares de tradicionalistas que passaram quatro dias incríveis na nossa cidade. Espero que todos tenham saídos de nossa cidade plenamente satisfeitos.

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PONTA PORÃ LINHA DO TEMPO:

Memórias históricas desportivas da região fronteiriça. CRIClube Recreativo Itamarati na era do futebol do salão Sul-matogrossense.

Foto: arquivo pessoal Srº Adão Bueno, equipe campeã da Copa Morena.

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iajando através da memória desportiva, faremos um resgate de um pequeno fragmento histórico da nossa fronteira. Quem viveu na década de 1980 e gostava de assistir um bom Futebol de Salão, nome dado na época para o esporte que hoje e conhecido como Futsal, vai resgatar de suas memórias a grande equipe do CRI da então famosa fazenda Itamarati, que foi na década de

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1980 um polo pioneiro da agricultura brasileira em cultivo no cerrado, situada no nosso estado de Mato Grosso do Sul na região de fronteira dentro dos limites no município de Ponta Porã, iniciativa do empresário empreendedor Olacyr Francisco de Moraes. O surgimento desta equipe se deu nesse período por incentivo do engenheiro responsável e administrador da Fazenda Itamarati na época Drº Nomura,

amante do desporto apaixonado por um bom Futebol de Salão, Palmeirense de coração, tendo jogado nas equipes de base do clube no estado de São Paulo na sua juventude.

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O convite foi feito para o srº Adão

amadora de desporto de Ponta Porã,

Bueno desportista para ser o técnico

como também dirigente e técnico de

da equipe da Fazenda Itamarati, com

equipes de renome dentro e fora do

autonomia de buscar jovens talentos

município de fronteira, atuando tam-

como também atletas renomados

bém com equipes do lado paraguaio,

para compor esta equipe que marcou

com esse Curriculum e vasta baga-

história dentro e fora de Mato Grosso

gem, despertou interesse do Drº No-

do Sul disputando campeonatos e se

mura que queria formar uma equipe

consagrando vitorioso em muitas dis-

competitiva levando o nome do gru-

putas realizadas ao longo do tempo.

po Itamarati principalmente da Itasul

O Srº Adão Bueno já era nome con-

aos quatro cantos do Brasil.

hecido no desporto da fronteira por Foto: Arquivo pessoal de Eliane Nomura Ramos. Drº Alberto Keiti Nomura e Olacyr Francisco de Moraes

longa data membro da LDMPP liga

Arquivo pessoal Adão Bueno, equipe campeã da IV Copa Morena 1982.

O primeiro grande feito da equipe de futebol de salão da Itamarati foi ter se consagrado campeã da IV Copa Morena em 1982, campeonato esse com um sabor fronteiriço, pois a grande final emocionante e ainda viva na memória de quem teve o privilegio de assistir como também fazer parte deste momento épico, que foi televisionada pela emissora TV Morena na capital Campo Grande uma final onde duas equipes da fronteira disputavam o titulo de melhor do Estado, CRI Itamarati e Cel.: 0971 569 755 / 0984 743183

Ponta Porã. Cada equipe com seu elenco de fazer inveja a qualquer técnico de seleção brasileira com nomes de peso, jogadores de primeira linha, conhecidos em todos os meios desportivos da época. O Srº Adão Bueno se lembra de todos os fatos e acontecimentos desta data vívido em sua memória esse embate futebolístico histórico, onde no primeiro tempo de jogo a equipe de Ponta Porã ganhava de 2 gols de diferença, no intervalo o repórter esportivo perguntou

a Adão Bueno e agora o que você vai fazer? Calmamente Adão Bueno respondeu: empatar e virar esse placar ao meu favor desacreditando que tal fato pudesse ocorrer, o repórter e comentaristas fizeram suas tirinhas. Hoje passado 32 anos Srº Adão Bueno revela os bastidores desse momento esportivo, no vestiário acalmando seus atletas após ter estudado a grande equipe adversária de Ponta Porã e perceber suas falhas, conversou com web: www.revistavip.info

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O primeiro grande feito da equipe de futebol de salão da Itamarati foi ter se consagrado campeã da IV Copa Morena em 1982, campeonato esse com um sabor fronteiriço, pois a grande final emocionante e ainda viva na memória de quem teve o privilegio de assistir como também fazer parte deste momento épico, que foi televisionada pela emissora TV Morena na capital Campo Grande uma final onde duas equipes da fronteira disputavam o titulo de melhor do Estado, CRI Itamarati e Ponta Porã. Cada equipe com seu elenco de fazer inveja a qualquer técnico de seleção brasileira com nomes de peso, jogadores de primeira linha, conhecidos em todos os meios desportivos da época. O Srº Adão Bueno se lembra de todos os fatos e acontecimentos desta data vívido em sua memória esse embate futebolístico histórico, onde no primeiro tempo de jogo a equipe de Ponta Porã ganhava de 2 gols de diferença, no intervalo o repórter esportivo perguntou a Adão Bueno e agora o que você vai fazer? Calmamente Adão Bueno respondeu: empatar e virar esse placar ao meu favor desacreditando que tal fato pudesse ocorrer, o repórter e comentaristas fizeram suas tirinhas.

Hoje passado 32 anos Srº Adão Bueno revela os bastidores desse momento esportivo, no vestiário acalmando seus atletas após ter estudado a grande equipe adversária de Ponta Porã e perceber suas falhas, conversou com cada jogador mudando sua tática muito pouco realizada na época por ter uma forma diferenciada. A tática tinha como método principal realizar a rotatividade dos atletas, jogando sem jogador fixo em quadra algo corriqueiro para quem entende de futebol de salão sabe o funcionamento do fixo, alas e pivô, mudando fazendo os jogadores se revezarem em quadra e pedindo a cada jogador que mudasse a forma de chutar a gol, ou seja, se te marcarem á direita chute com a esquerda eles não vão esperar você fazer isto, invertendo totalmente e confundindo a marcação do adversário, segue relembrando o Srº Adão Bueno. Não foi fácil, mas impossível também não seria, e no segundo tempo uma virada histórica aconteceu, 4 gols selaram o destino de Ponta Porã, que tinha em seu elenco jogadores renomados como: Carrocine, Juan Vilhalba e os Ir-

mãos Vegas, entre outros que compunham a equipe de Ponta Porã, quem foi desta época vai relembrar desses grandes atletas e o técnico dessa fabulosa equipe de Ponta Porã era o então saudoso Roberto Urizar (Acostinha) nome consagrado no Desporto fronteiriço e no Estado. O CRI ITAMARATI consagrou-se Campeã da 4ª edição da copa morena, algo inédito, com gols que foram declarados pela mídia como pinturas, tal foram suas conclusões em quadra, foi dado então o primeiro passo para levar o nome desta equipe antes não muito acreditada, como uma equipe de renome e peso dentro das quadras, realizando excursões fora do estado, jogando contra equipes de renomes no Brasil como: Tachinha, Citrosuco, Uracam, Palmeiras, Corinthians consagrando-se campeão e ganhado todos os jogos realizados. Chamando atenção de muitos esportistas da época, Itamarati virou sinônimo de bom futebol de salão, esses fatos históricos todos registrados e comprovados com documentos e reportagens da época, ressalta o Srº Adão Bueno, lembrando saudoso desta época, mas com orgulho de ter escrito juntamente com tantos outros seu nome na história esportiva de Mato Grosso do Sul. Srº Adão Bueno lembra com carinho de seus atletas como: Vírginio, Cezar, Reinaldo Colmam, Darinho, Carlinhos bagaço, Carlitos goleiro, Chico, Ortiz, Azunil e Juvenal. A equipe da Fazenda Itamarati, CRI, repetiu o feito conseguindo dois títulos da Copa Morena, a fase da equipe se estendeu por longa data na década de 80. Consagrando se campeão do campeonato Estado de Mato Grosso do Sul.

Arquivo pessoal João Augusto Franco: Foto histórica Equipe campeã da Eximporã que disputou a final com Aparecida do Taboado, a disputa finalizou nos pênaltis.

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A equipe de aparecida tinha em seu elenco neste período jogadores que eram de seleção brasileira, mas a equipe do Eximporã tinha jogadores de renome do Paraguai e Brasil como: Flávio Kayat, Salinas, Pelogo, Coque entre outros jogadores renomados da época.

Arquivo pessoal de Adão Bueno: Equipe de veteranos (máster) de Ponta Porã em meados da década de 60

Arquivo pessoal de Adão Bueno: Recorte de jornal reportagem da época anos 70 séc. XX, do torneio realizado em Ponta Porã Pela LDMPP-Liga Desportiva Municipal de Ponta Porã, Adão Bueno técnico da referida equipe.

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Arquivo pessoal Adão Bueno: Equipe do São Paulo muito conhecida nos gramados da região fronteiriça

Arquivo pessoal de Adão Bueno: Recorte de jornal reportagem, ano 1976 do torneio realizado em Ponta Porã Pela LDMPP-Liga Desportiva Municipal de Ponta Porã, Adão Bueno técnico da referida equipe.

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Pesquisador: Yhulds Giovani Pereira Bueno. Pós-graduado em Metodologia do Ensino em História e Geografia. Professor de qualificação profissional, gestão e logística (Programas Municipais, Estaduais e Federias). Professor coordenador da Rede Municipal de Educação, membro do Grupo Xiru do CTG – Querência da Saudade – Ponta Porã – MS.

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PONTA PORÃ LINHA DO TEMPO:

Memórias culturais, históricas e desportivas da fronteira. O Fim do Campo da Figueira e inicio da modernidade fronteiriça. *Yhulds Giovani Pereira Bueno Arquivo pessoal de Adão Bueno: Ponta Porã Esporte Clube, equipe campeã do campeonato municipal de 1963, no antigo “estádio” campo da figueira, o mesmo era localizado onde hoje se encontra construído o prédio da atual sede da Prefeitura Municipal de Ponta Porã, jogadores presentes nessa época: Adão Bueno, Omenélio (Hélio Bueno), Lobão, Nicolau Quintana, Rui, Lacuna, também estavam presentes Wilson Monteiro, Cacho entre tantos outros saudosos atletas deste tempo, regis-

P

ara compreendermos o presente precisamos analisar o passado, viajando no tempo resgatando momentos épicos, que ficaram gravados nas memórias de tantos cidadãos da região de fronteira, que antes de nós em seu tempo ajudaram e muitos ainda ajudam a construir a história da política e do desporto, deixando sua marca na história fronteiriça. Vamos resgatar uma fração histórica política e desportiva da região de fronteira de outras épocas distintas, onde neste período se realizavam as disputas entre equipes renomadas da região fronteiriça no extinto campo da figueira. Já um tanto esquecidas ou descon-

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trado nesta foto épica. hecidas nos dias atuais pelas novas gerações. Década de 60, Ponta Porã uma pequena cidade do interior do então Estado de Mato Grosso, como de costume nestes tempos os torneios, competições municipais e regionais eram realizadas no campo municipal da figueira que se localizava onde hoje se encontra o atual Paço Municipal (Prédio da Prefeitura Municipal de Ponta Porã) e a Escola Estadual Joaquim Murtinho, entre as ruas Antonio João e General Ozório tendo como travessas a Rua Guia Lopes que passa em frente da entrada principal da Prefeitura e Rua Sete de Setembro na travessa que se localiza de

fundo da Prefeitura, em frente à praça, Vale ressaltar que nesta época ambas as estruturas não existiam, sendo este local e toda sua extensão pertencia ao campo da figueira. Por que campo da figueira? O nome fora dado nestes tempos, por existir duas imensas figueiras nesse local, tais árvores monumentais e antigas que faziam parte do desenvolvimento histórico da cidade, por servir de ponto de referencia a tropeiros e viajantes. O campo era área destinada a eventos esportivos, (prática de desportos futebol de gramado) o mesmo era cercado por taboas de aproximadamente dois metros de altura, que rodeava todo o

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quarteirão, a parte interna existia uma cerca que separava o gramado (campo) das arquibancadas, e das torcidas, que neste tempo defendia com alma e paixão suas equipes de coração, com gritos e rimas para atacar o adversário e defender sua equipe, quase sempre um entrevero (discussão, briga) surgia, mas a turma do “deixa disso” e terminava com tal confusão, mas se fosse decisão segundo relatos de quem viveu e participou nesses tempos, podia ter certeza que o entrevero (brigas) seria grande, pois como a cerca que separava a torcida dos atletas era baixa facilitava ora ou outra um torcedor mais entusiasmado dar uns

cascudos (tapas) no atleta da equipe adversária, por esse acontecimento os atletas evitavam passar perto da cerca quando estavam jogando para não levar os tais cascudos (tapas), mas tudo com maior respeito e discrição, respeitando as senhoras e senhoritas que também nestes tempos, acompanhadas de seus familiares assistiam aos jogos, onde palavrões eram proibidos, e depois dos jogos tudo voltava à normalidade e as diferenças ficavam no gramado, para ser resolvidas no próximo jogo, pois os mais entusiasmados eram conduzidos gentilmente até a saída do campo pelos “fundilhos do calção”, isso em outra época distinta de

uma Ponta Porã de outrora. O portão de entrada se localizava em baixo da antiga figueira centenária da prefeitura, que rachou devido a sua idade, peso e adversidades naturais, que contribuíram para sua extinção. Nestes tempos os campeonatos municipais e regionais tinham disputas acirradas entre as equipes, que tinham jogadores renomados a nível nacional e internacional já que também chamavam jogadores do país vizinho Paraguai, para reforçar o elenco, podendo ser citados: o centro avante Hélio Bueno ou Omenélio jogador renomado tendo jogado em equipes de renome do futebol paulista e vindo se aposentar

Arquivo pessoal Adão Bueno: Equipe renomada do Ponta Porã, com altetas que fizeram historia em seu tempo. Erve Roncatt, Roberval Roncatti, Betolino Bueno, Saturnino, Elídio, Quintana, Omenélio Bueno, entre outros grandes atletas deste tempo. no Ubiratan de dourados, atacante camisa dez Roberto da Cruz Urizar (Acostinha) atleta e desportista renomado tendo jogado nos anos áureos do América do Rio de Janeiro, Os irmãos Roncatti sendo eles: (meia) Roberval, atacante Erve e meia Ademar, Adão Bueno político e desportista que na juventude jogou em times de renome da região fronteiriça e também de equipes renomadas na época de São Paulo, Os irmãos Sargento Aníbal e Sargento Joel, Atacante Aristides Bobadilha que jogou em equipes da região e de renome do interior paulista, futuramente formando se professor de Educação Física e sendo ele o autor do gol inaugural do Cel.: 0971 569 755 / 0984 743183

Arquivo pessoal de Sigird Pockel de Faria: Turma de Formando de 1959, Ginasio Estadual São Francisco de AssisPonta Porã MS. web: www.revistavip.info

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futuro estádio Aral Moreira, zagueiro Tio Quarenta, Zagueiro Davi Campagnolli, Lobão Quintanda, o goleiro Dario, os irmãos Nene e Rodrigo Lageano, Fininho, meia Alicate, meia Tolonto, o Goleiro Bertolino Bueno, Picolé, o goleiro Eraldo Azambuja, Ético Azambuja, ponta direita Nicolau Quintana, Ponta esquerda Raul, zagueiro Ortiz, ponta esquerda Dinho Costa Ribeiro, Goleiro Árido Rodrigues ou Tarzan, goleiro Jairo Portela, Atacante Arguelho, Goleiro Caveira, Sargento Simbaldo, tantos outros que passaram pelo gramado do campo da figueira e deixaram saudade.

As principais equipes da fronteira eram: Ponta Porã que tinha como proprietário o senhor Sebastião Roncatti ou Tião, Comercial do senhor Ezat Jeorges , Internacional do senhor Geraldo Costa Ribeiro, Guararapes Do senhores Aníbal e Joel, Operário do Teteco e da cidade de Pedro Juan Caballero Paraguai as equipes: Dois de Maio, Aquidaban e Obrero. Nesses tempos na lembrança de muitos fronteiriços existiam duas figuras um tanto folclóricas da época por serem torcedores um tanto fanáticos, o senhor Belmiro Albuquerque que de-

fendia a equipe do Internacional e o senhor Honorato Campagnolli que defendia a equipe do Comercial, segue relato de quem presenciou tais eventos esportivos na fronteira, que o campo da figueira lotava não só para ver o jogo entre a equipe do Internacional contra a equipe do Comercial, mas também pra ver e escutar os dois torcedores fanáticos defendendo suas equipes se atacando e proferindo insultos um contra o outro, até o termino do jogo, o fato curioso e que depois ambos saiam abraçados e dando gargalhadas. Segue outro fato pitoresco que aconte-

Imagem da fachada da antiga Escola Paroquial São José, década de 60, entrada que se localizava na Avenida Brasil. cia no campo da figueira, quando ocorria o confronto esportivo entre as equipes do Ginásio São Francisco e Colégio Paroquial São José, no qual o grito de guerra entre as torcidas formadas por alunos das entidades estudantis, que utilizavam a mesma rima dependendo de quem estava ganhando, a rima era da seguinte forma: Aço, aço, aço São Francisco é um “Pichaço” e osso, osso, osso São José é um colosso, se a equipe do São José estava ganhando se fosse ao contrario logo invertia a rima

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Aço, aço, Aço São José é um “Pichaço”, e osso, osso, osso São Francisco é um colosso, muito diferente dos dias atuais. O fim do campo da figueira na década de 70 se deu pelo fato que no local do campo seria construído o novo prédio da prefeitura, por que o antigo, que se localizava na Avenida Brasil onde hoje funciona a Casa dos Conselhos, já se encontrava pequeno naqueles tempos, e o Governo do Estado que tinha como seu governador Pedro Pedrossian tinha

a intenção de usar uma parte do local do campo da figueira para a construção de uma grande escola de estrutura além do comum para época, Hoje Escola Estadual Joaquim Murtinho. Segue relato de um fato curioso, quando iniciou a construção e finalização do atual Paço Municipal o então prédio da prefeitura de Ponta Porã pelo então prefeito visionário da época Aires Marques que tanto contribuiu para o progresso e desenvolvimento da região fronteiriça, o mesmo gerou certa

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confusão os então na época opositores estavam inquietos com tal arquitetura que tinha o formato da Letra A e Letra M, que tais políticos de oposição tinham como Aires Marques, e não aceitava que tal prédio fora construído com essa intenção, em sua defesa com toda sua sabedoria e inteligência de político experiente e visionário nestes tempos, o então prefeito Aires Marques em seu discurso disse que tais senhores cometiam um grande engano ao achar que o prédio da prefeitura seria uma homenagem a ele Aires Marques, pois o prédio na verdade representado pela letra A e letra M seria em referencia que ali naquele local era a então nova Administração Municipal, para o povo por que além do paço Municipal o mesmo seria composto de um jardim e uma praça popular, calando se assim

ate o mais cético opositor, e arrancando aplausos de todos os presentes, esse era Aires Marques, político popular que adentrava as casas, caminhava pelos bairros arrancando sorrisos e proporcionando alegrias a população fronteiriça de outras épocas. As mudanças se fazem necessárias o progresso é uma ferramenta que vem auxiliar o desenvolvimento sócio econômico, politico e cultural de uma região. O que se deve deixar em ressalva, que não necessariamente uma nação precisa esquecer sua origem para traçar novos caminhos, uma nação precisa aprender com os pioneiros do passado que desbravaram as fronteiras para dar seguimento no desenvolvimento que tanto lutaram para acontecer.

Pesquisador: Yhulds Giovani Pereira Bueno. Pós-graduado em Metodologia do Ensino em História e Geografia. Professor de qualificação profissional, gestão e logística (Programas Municipais, Estaduais e Federias). Professor coordenador da Rede Municipal de Educação, membro do Grupo Xiru do CTG – Querência da Saudade – Ponta Porã – MS.

Prédio da Prefeitura municipal de Ponta Porã-MS, construção iniciada na Gestão do Prefeito da época Aires Marques sua estrutura lembra a letra “AM” que gerou polêmica neste período histórico do desenvolvimento de Ponta Porã, por lembrar as iniciais da letra de “Aires Marques”, que se defendeu do equivoco dizendo que AM do Prédio Municipal era de “Administração Municipal” , isso em outras épocas. foto década de 90.

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Ponta Porã Linha do Tempo A lenda do piano da madame Lynch, a primeira dama de López.

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o lado de um grande homem sempre terá uma grande mulher, não diferente dos grandes estadistas e imperadores López escolheu para sua companheira uma guerreira que o acompanharia até seus últimos dias nos campos de batalha. Muitas histórias e lendas cercam a vida épica da madame Lynch. Vamos fazer uma breve analogia de Elisa Alicia Lynch, pois segundo fontes históricas nasceu em Cork cidade localizada na Irlanda, em 1834. Depois de ter um breve casamento, isso ocorreu quando ela tinha 15 anos, seu primeiro marido fora um renomado cirurgião francês. Lynch era uma bela irlandesa sua origem se mostrou latente em suas atitudes firmes sempre apoiando López nos campos de batalha. Lynch conheceria Solano López O herdeiro da dinastia “López” segundo relatos de historiadores, em janeiro de 1854, em Paris, pois ambos frequen-

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tavam a corte de Napoleão III, já neste período histórico foi feito general e presidente, após a consolidação destes poderes López fora à Europa para através de apoio adquirir barcos e armas. Lynch e López jamais se casariam isso se deu devido a seu matrimônio anterior, mas juntos teriam cinco filhos. Desta maneira se tornou conhecida como "madame" e muitas vezes apontada como "cortesã" pelos opositores de López esses críticos ferrenhos nesse período histórico do estilo parisiense que López impôs ao seu país, mas através deste estilo refinado de vida, ele foi incentivando a música e a arte e concentrando enorme poder, o que fez acumular muitos inimigos e também admiradores fieis que o apoiariam até a sua morte. Não vamos nos aprofundar nos eventos que culminaram na guerra da “tríplice aliança” ou as circunstancias de tais fatos épicos, resgataremos uma história cercada de mistérios, essa ainda paira no ar da região de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, fronteira essa que faz parte do desfecho final da “Guerra do Paraguai”. Segue fato contado por quem conviveu e cresceu escutando as histórias e lendas da região de fronteira, principalmente dos tesouros escondidos durante a guerra, os famosos (achados ou enterros de López), que antes da Retirada da Laguna, evento esse que foi retratado no livro de Alfredo Maria Adriano d'Escragnolle Taunay, primeiro e único visconde de Taunay, fora um nobre aristocrata brasileiro, além de ser escritor, artista plástico, professor,

engenheiro, militar, historiador e sociólogo. Muitas das comitivas que acompanhavam López no período da guerra transportavam seus tesouros dos mais variados e valiosos, não diferente, madame Lynch também tinha seus valiosos pertences, dentre eles um lindo piano de estilo europeu, que ecoava pelos campos e pelas serras quando tocado por ela, o som era tão lindo que até os inimigos paravam para escutar. Segundo lenda quando ouve a “Retirada da Laguna”, para proteger seus pertences, muitos enterraram, outros enviaram a diferentes locais, mas madame Lynch segundo lenda contada juntou todas suas joias como também ouro e prata, guardando tudo que podia dentro de seu piano, segue história que durante a “Retirada da Laguna” e o confronto final na região do “Cerro Corá”, o piano de madame Lynch desapareceu, muito mistério e lendas cercam este fato da historia da guerra, que não consta nos registros históricos ou nas enumeras bibliografias editadas dentro e fora do continente, sobre o maior confronto armado da América do Sul, pois é relatado pelos fronteiriços que contam suas histórias e lendas repassando de geração em geração. A lenda do piano de madame Lynch e seus tesouros são rodeados de muitas histórias cheias de mistérios. Uns dizem que o piano fora enterrado próximo da “Laguna”, outros dizem que fora levado junto com López para “Cerro Corá” e ainda esta escondido naquela região, pois muitos que por ali passam, escutam o som do piano nas matas e

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cerros, tem aqueles que contam através de seus causos da guerra, que fora enterrado pela própria madame Lynch junto ao corpo de López, também dizem que fora achado pelos soldados da “Tríplice Aliança”. O fato é que suas riquezas despertam até hoje a cobiça de muitos que se pudessem, se aventurariam para achar o piano de madame Lynch e todas suas riquezas épicas. Mas alguns fatos foram levantados por um historiador conterrâneo de madame Lynch o Irlandês Michael Lillis, desde que o seu trabalho de investigação se intensificou, em 1999, alguns dos mitos em torno de "madame Lynch" caíram, como a história de que teria morrido na miséria e sepultada como indigente. Segundo Lillis, isso faz parte da mitologia positiva do sobre o assunto. Lillis em visita a casa em que ela mo-

rreu, em 1886 relata que fora uma das melhores casas de Paris em sua época, pesquisando sobre a história da bela casa, segundo relatos repassados por gerações sobre casa Parisiense onde madame Lynch morou até sua morte, que todos que passavam pela rua naqueles tempos escutavam um lindo som de piano que saia de dentro da casa se misturando com o vento. Outro ponto levantado pelo pesquisador Lillis, é que madame Lynch fora sepultada em um cemitério reservado somente as elites daquele período em Paris. História vira lenda e lenda vira causo na região. Respeitar o passado é reverenciar a todos que de alguma maneira contribuíram para a evolução histórica da região fronteira.

Pesquisador: Yhulds Giovani Pereira Bueno. Pós-graduado em Metodologia do Ensino em História e Geografia. Professor de qualificação profissional, gestão e logística (Programas Municipais, Estaduais e Federias). Professor coordenador da Rede Municipal de Educação, membro do Grupo Xiru do CTG – Querência da Saudade – Ponta Porã – MS.

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Ponta Porã Linha do tempo: Causos e lendas do folclore da fronteira A lenda da cabeceira 25.

Yhulds Giovani Pereira Bueno

“O primeiro Acordeon (popularmente chamado de sanfona) que chegou ao Brasil chamava-se concertina (Acordeon cromático de botão com 120 baixos)”.

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auso é a maneira simples de um povo contar uma estória, algo que era feito pelos mais velhos, os anciões em outras épocas, as novas gerações. O respeito aos mais velhos era prioridade nesses tempos, todos se conheciam e se respeitavam.

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Para sempre manter vivos nas lembranças fatos acontecidos nessa região o causo era assunto entre amigos, cheio de detalhes, onde a crença e a religiosidade se põe a prova, principalmente de respeito, mesmo a assuntos ocultos, causo era contado para matar saudades de outros tem-

pos, lembrando-se daqueles que por aqui passaram e para manter viva sua história, vira mais um causo da região. Este é um causo cheio de mistério algo de arrepiar, só de imaginar, passar por está situação, fala sobre a ca-

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beceira 25 que antes era conhecida como Jaha Jova’y, (guarani, significa Vamos Juntos), essa cabeceira já não existe nos dias de hoje, sua lenda, muito tempo esquecida, mas resgatada graças aqueles que cresceram escutando esse causo antigo da região. Século XIX época difícil para região de fronteira a pouco a guerra acabara, esse período era de reconstrução, Ponta Porã (Porã em guarani quer dizer bonita), não levava nome por acaso, aqui nestes tempos um lugar de parada de comitivas e tropeiros, mas também existiam muitos quatreros (bandidos, assaltantes) que vinham para essa região pela fartura de seus pequenos riachos, córregos, muitos deles deixaram de existir com o passar dos anos, a cabeceira jaha jova’y segundo informação e relatos de quem escutou esse causo, de quem viveu nesses tempos, se localizava próximo à carvoaria de Sanja Pytã (em Guarany significa córrego vermelho) neste local era um ponto de parada, pois poderiam dar de beber aos cavalos se abastecer de água, descansar e seguir viagem. Certa vez conta a lenda, que dois jovens se apaixonaram, o rapaz de boa presença e um bom gaiteiro a moça prendada e tinha como instrumento uma rabeca uma espécie de violino um pouco mais rustico, os dois se conheceram em reuniões entre as famílias da região enquanto um tocava sua gaita o outro acompanhava com a rabeca, mas quis o destino separar os dois, a família da moça seguiria rumo à região de Capitan Bado, o rapaz por sua vez seguiria rumo a capital Assunção, antes de seguirem viajem os dois prometeram se reencontrar na capital. Os jovens tocaram sua ultima musica juntos no encontro das famílias na cabeceira Jova’y, pois deste ponto cada um seguiria sua viajem, a família do jovem rapaz seguiu viajem primeiro rumo a capital Assunção, a família da

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moça seguira sua viajem ao amanhecer, pois esperavam mais membros da família, segue o fato, que quando os outros familiares chegaram para se juntar ao restante da família, não perceberam que foram seguidos por quatreros, e esses surpreenderam a todos, o restante da lenda segue que todos foram mortos impiedosamente por tais bandidos. Sem saber o jovem rapaz esperou sua amada por longo tempo, triste e abandonado por seu amor, sem saber o que havia ocorrido, seguiu viajem para outro continente, para tentar curar sua dor. Os anos se passaram o rapaz envelheceu e na sua velhice resolveu voltar a esta região fronteiriça, que tanta saudade tinha dentro do seu coração, ele que por anos não esquecia sua amada, nunca se casou. Chegando à fronteira, perguntando da família nenhuma noticia tinha a respeito os anos tinham apagado da memória dos moradores da região, mas como ele conhecia seguiu rumo à cabeceira jova’y, que mudara de nome, chamava de cabeceira 25, isso o intrigava, por que tinham mudado o nome da cabeceira, mas convicto em seguir viajem em direção a Capitan Bado, para tentar reaver sua amada ou ao menos noticias da família, foi em direção da Cabeceira, ao chegar, atrelou seu cavalo tirou de dentro de uma bolsa uma bela gaita empoeirada, mas com um som que se misturava ao som do vento, um tropeiro que passava por perto, chegou ao seu lado e em alto e bom tom falou ao senhor que tocava a gaita, meu senhor que faz aqui? Não sabe que este lugar não é bom para fazer parada, descanso, pois coisas estranhas acontecem, o velho gaiteiro questionou o tropeiro, o que acontece aqui? O tropeiro sem titubear disse, aqui

existem espíritos que não descansam muito choro, gritos, e um som triste de violino, o senhor não sabe aqui houve há muito tempo uma tragédia, uma família foi massacrada e dizem que uma linda jovem que tocava o violino (rabeca) assombra essa cabeceira. O velho gaiteiro sem voz começou a chorar por saber que sua amada não tinha abandonado, como ele imaginava, ela estava há muito tempo morta. Então começou escutar um som de violino que ecoava pela cabeceira, o tropeiro chamou o velho gaiteiro, vamos embora, pois os espíritos já estão por aqui, mas o velho gaiteiro seguiu em direção à cabeceira tocando sua gaita acompanhando o som do violino, até seu último suspiro tombando ao chão, quando tudo parou. Com a morte súbita do velho gaiteiro, se é verdade ou lenda, quem conhece esse causo, escutou dizer que se passar nessa região e acreditar, você com segue escutar o som do violino (rabeca) e da gaita ecoando na cabeceira. Acreditar em um causo, lenda e manter viva a cultura de uma região.

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Ponta Porã Linha do tempo: Tradicionalismo Gaúcho e comemorações farroupilhas. Significado da palavra tchê.

Yhulds Giovani Pereira Bueno

Dentre os pesquisadores da cultura e tradição gaúcha muitos ressaltam esse sinônimo utilizado pelos gaúchos. Tchê um pronome de tratamento, mas o que significa e de onde vem essa pequena palavra, que exerce tanta influência na cultura gaúcha. Quando alguém quer se referir a algo do Rio Grande do Sul logo fala TCHÊ! Para sua origem a duas versões estudadas pelos historiadores sendo uma indígena e outra espanhola. Essa é uma das muitas expressões do tradicionalismo gaúcho, sendo muito utilizada para se referir a alguém pessoalmente ou para fazer uma saudação. Também significa “eu” e “meu”. Na língua Mapuche, tribo indígena da patagônia, significa “gente”. Naquela região extrema do continente é comum lugares com o sufixo “che”, como, por exemplo: Bariloche, Tehuelche, Mapuche, entre outras. A versão de origem espanhola tem um significado muito curioso por assim dizer. Há muito tempo, antes da descoberta do Brasil, o latim marcava acentuada presença nas línguas europeia sendo a língua oficial do clero por longos anos, um exemplo disso e que nesse período as missas eram todas realizadas em latim, podemos citar línguas oriundas do latim o francês, espanhol e o português. Além disso, o fervor religioso era mui-

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to grande entre a população mais simples. Por essa razão, a linguagem falada era dominada por expressões religiosas como: “vá com Deus”, “queira Deus que isso aconteça”, “juro pelo céu que estou falando a verdade” e assim por diante. Uma forma comum das pessoas se referirem a outra era usando interjeições também religiosas como: “Ô criatura de Deus, por que você fez isso”? Ou “menino do céu, onde você pensa que vai”. Os espanhóis preferiam abreviar algumas dessas interjeições e ao invés de exclamar “gente do céu”, falavam apenas Che! (se lê Tchê) que era uma abreviatura da palavra caelestis (se lê tchelestis) e significa do céu. Eles usavam essa expressão para expressar espanto, admiração, susto. Era talvez uma forma de apelar a Deus na hora do sufoco. Com a descoberta da América, os espanhóis trouxeram essa expressão para as colônias latino-americanas e então os gaúchos, que eram vizinhos dos argentinos e uruguaios, acabaram importando para a sua forma de falar. Portanto exclamar “Tchê” ao se referir a alguém significa considerá-lo “alguém do céu”. Existe também outra versão dessa exclamação proveniente do tupi guarani que significa amigo, fato marcado pelo famoso guerrilheiro argentino

que participou da revolução cubana, Ernesto Guevara, que morreu na Bolívia em 1967, era chamado de “chê” que é o mesmo que “Tchê” no espanhol. Isso significa que Che Guevara nada mais era que amigo Guevara. Isso mostra que a palavra “tchê” é sinônimo de amizade dentro do tradicionalismo. Uma forma respeitosa de tratamento que passa de geração a geração mostrando que além dos festejos e comemorações que fazem parte da semana farroupilha existe o ideal principal, que é de manter viva a chama da cultura para novas gerações. Que bom seria se todos se tratassem assim!

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PONTA PORÃ LINHA DO TEMPO:

Memórias históricas e desportivas da fronteira. Fim do Campo da Figueira para início do desenvolvimento fronteiriço. Para compreendermos o presente precisamos analisar o passado, viajando no tempo resgatando momentos épicos, que ficaram gravados nas memórias de tantos cidadãos da região de fronteira, que antes de nós em seu tempo ajudaram e muitos ainda ajudam a construir a história da política e do desporto, deixando sua marca na história fronteiriça. Vamos resgatar uma fração histórica política e desportiva da região de fronteira de outras épocas distintas, onde neste período se realizavam as disputas entre equipes renomadas da região fronteiriça no extinto campo da figueira. Já um tanto esquecidas ou desconhecidas nos dias atuais pelas novas gerações. Década de 60, Ponta Porã uma pequena cidade do interior do então Estado de Mato Grosso, como de costume nestes tempos os torneios, competições municipais e regionais eram realizadas no campo municipal da figueira que se localizava onde hoje se encontra o atual Paço Municipal (Prédio da Prefeitura Municipal de Ponta Porã) e a Escola Estadual Joaquim Murtinho, entre as ruas Antonio João e General Ozório tendo como travessas a Rua Guia Lopes que passa em frente da entrada principal da Prefeitura e Rua Sete de Setembro na travessa que se localiza de fundo da Prefeitura, em frente à praça, Vale ressaltar que nesta época ambas as estruturas não existiam, sendo este local e toda sua extensão pertencia ao campo da figueira. Por que campo da figueira? O nome fora dado nestes tempos, por existir duas imensas figueiras nesse local, tais árvores monumentais e antigas que faziam

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Arquivo pessoal de Adão Bueno: Ponta Porã Esporte Clube, equipe campeã do campeonato municipal de 1963, no antigo “estádio” campo da figueira, o mesmo era localizado onde hoje se encontra construído o prédio da atual sede da Prefeitura Municipal de Ponta Porã, jogadores presentes nessa época: Adão Bueno, Omenélio (Hélio Bueno), Lobão, Nicolau Quintana, Rui, Lacuna, também estavam presentes Wilson Monteiro, Cacho entre tantos outros saudosos atletas deste tempo, registrado nesta foto épica.

parte do desenvolvimento histórico da cidade, por servir de ponto de referencia a tropeiros e viajantes. O campo era área destinada a eventos esportivos, (prática de desportos futebol de gramado) o mesmo era cercado por taboas de aproximadamente dois metros de altura, que rodeava todo o quarteirão, a parte interna existia uma cerca que separava o gramado (campo) das arquibancadas, e das torcidas, que neste tempo defendia com alma e paixão suas equipes de coração, com gritos e rimas para atacar o adversário e defender sua equipe, quase sempre um entrevero (discussão, briga) surgia, mas a turma do deixa disso terminava com tal confusão, mas se fosse decisão segundo relatos de quem viveu e participou nesses tempos, podia ter certeza que o entrevero seria grande, pois como a cerca que separava a torcida

dos atletas era baixa facilitava ora ou outra um torcedor mais entusiasmado dar uns cascudos no atleta da equipe adversária, tanto que os atletas evitavam passar perto da cerca quando estavam jogando para não levar os tais cascudos, mas tudo com maior respeito e discrição, respeitando as senhoras e senhoritas que também nestes tempos, acompanhadas de seus familiares assistiam aos jogos, onde palavrões eram proibidos, e depois dos jogos tudo voltava à normalidade e as diferenças ficavam no gramado, para ser resolvidas no próximo jogo. O portão de entrada se localizava em baixo da antiga figueira centenária da prefeitura, que rachou devido a sua idade, peso e adversidades naturais, que contribuíram para sua extinção. Nestes tempos os campeonatos municipais e regionais tinham disputas

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acirradas entre as equipes, que tinham jogadores renomados a nível nacional e internacional já que também chamavam jogadores do país vizinho Paraguai, para reforçar o elenco, podendo ser citados: o centro avante Hélio Bueno ou Omenélio jogador renomado tendo jogado em equipes de renome do futebol paulista e vindo se aposentar no Ubiratan de dourados, atacante camisa dez Roberto da Cruz Urizar (Acostinha) atleta e desportista renomado tendo jogado nos anos áureos do América do Rio de Janeiro, Os irmãos Roncatti sendo eles: meio campista Roberval, atacante Erve e meia Ademar, Adão Bueno político e desportista que na juventude jogou em times de renome da região fronteiriça e também de equipes renomadas na época de São Paulo, Os irmãos Sargento Aníbal e Sargento Joel, Atacante Aristides Bobadilha que jogou em equipes da região e de renome do interior paulista, futuramente formando se professor de Educação Física e sendo ele o autor do gol inaugural do futuro estádio Aral Moreira, zagueiro Tio Quarenta, Zagueiro Davi Campagnolli, Lobão Quintanda, o goleiro Dario, os irmãos Nene e Rodrigo Lageano, Fininho, meia Alicate, meia Tolonto, o Goleiro Bertolino Bueno, Picolé, o goleiro Eraldo Azambuja, Ético Azambuja, ponta direita Nicolau Quintana, Ponta esquerda Raul, zagueiro Ortiz, ponta esquerda Dinho Costa Ribeiro, Goleiro Árido Rodrigues ou Tarzan, goleiro Jairo Portela, Atacante Arguelho, Goleiro Caveira, Sargento Simbaldo, tantos outros que passaram pelo gramado do campo da figueira e deixaram saudade. As principais equipes da fronteira eram: Ponta Porã que tinha como proprietário o senhor Sebastião Roncatti ou Tião, Comercial do senhor Ezat Jeorges, Internacional do senhor Geraldo Costa Ribeiro, Guararapes Do senhores Aníbal e Joel, Operário do Teteco e da cidade de Pedro Juan Caballero Paraguai as equipes: Dois de Maio, Aquidaban e Obrero. Nesses tempos na lembrança de muitos fronteiriços existiam duas figuras um tanto folclóricas da época por serem torcedores um tanto fanáticos, o senhor Belmiro Albuquerque que defendia a equipe do Internacional e o senhor Honorato Campagnolli que defendia a equipe do Comercial, segue relato de Cel.: 0971 569 755 / 0984 743183

quem presenciou tais eventos esportivos na fronteira, que o campo da figueira lotava não só para ver o jogo entre a equipe do Internacional contra a equipe do Comercial, mas também pra ver e escutar os dois torcedores fanáticos defendendo suas equipes se atacando e proferindo insultos um contra o outro, até o termino do jogo, o fato curioso e que depois ambos saiam abraçados e dando gargalhadas. Segue outro fato pitoresco que acontecia no campo da figueira, quando ocorria o confronto esportivo entre as equipes do Ginásio São Francisco e Colégio Paroquial São José, no qual o grito de guerra entre as torcidas formadas por alunos das entidades estudantis, que utilizavam a mesma rima dependendo de quem estava ganhando, a rima era da seguinte forma: Aço, aço, Aço São Francisco é um Pichaço e osso, osso, osso São José é um colosso se a equipe do São José estava ganhando se fosse ao contrario logo invertia a rima Aço, aço, Aço São José é um Pichaço, e osso, osso, osso São Francisco é um colosso, muito diferente dos dias atuais, mais isso em uma Ponta Porã de outras épocas. O fim do campo da figueira na década de 70 se deu pelo fato que no local do campo seria construído o novo prédio da prefeitura, por que o antigo, que se localizava na Avenida Brasil onde hoje funciona a Casa dos Conselhos, já se encontrava pequeno naqueles tempos, e o Governo do Estado que tinha como seu governador Pedro Pedrossian tinha a intenção de usar uma parte do local do campo da figueira para a construção de uma grande escola de estrutura além do comum para época, Hoje Escola Estadual Joaquim Murtinho. Segue relato de um fato curioso, quando iniciou a construção e finalização do atual Paço Municipal o então prédio da prefeitura de Ponta Porã pelo então prefeito visionário da época Aires Marques que tanto contribuiu para o progresso e desenvolvimento da região fronteiriça, o mesmo gerou certa confusão os então na época opositores estavam inquietos com tal arquitetura que tinha o formato da Letra A e Letra M, que tais políticos de oposição tinham como Aires Marques, e não aceitava que tal prédio

fora construído com essa intenção, em sua defesa com toda sua sabedoria e inteligência de político experiente e visionário nestes tempos, o então prefeito Aires Marques em seu discurso disse que tais senhores cometiam um grande engano ao achar que o prédio da prefeitura seria uma homenagem a ele Aires Marques, pois o prédio na verdade representado pela letra A e letra M seria em referencia que ali naquele local era a então nova Administração Municipal, para o povo por que além do paço Municipal o mesmo seria composto de um jardim e uma praça popular, calando se assim ate o mais cético opositor, e arrancando aplausos de todos os presentes, esse era Aires Marques, político popular que adentrava as casas, caminhava pelos bairros arrancando sorrisos e proporcionando alegrias a população fronteiriça de outras épocas. As mudanças se fazem necessárias o progresso é uma ferramenta que vem auxiliar o desenvolvimento sócio econômico, politico e cultural de uma região. O que se deve deixar em ressalva que não necessariamente uma nação precisa esquecer sua origem para traçar novos caminhos, uma nação precisa aprender com os pioneiros do passado que desbravaram as fronteiras para dar seguimento no desenvolvimento que tanto lutaram para acontecer.

Pesquisador: Yhulds Giovani Pereira Bueno. Pós-graduado em Metodologia do Ensino em História e Geografia. Professor de qualificação profissional, gestão e logística (Programas Municipais, Estaduais e Federias). Professor coordenador da Rede Municipal de Educação, membro do Grupo Xiru do CTG – Querência da Saudade – Ponta Porã – MS.

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Felicidades Pricesinhas dos Ervais Pelo Seus 102 Anos


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Adão Bueno e as memórias da comunicação da fronteira. Imprensa e rádio na era da ditadura militar.

Imagem Arquivo pessoal de Adão Bueno: Radio Comercial União. 1963, na imagem: sentado datilografando senhor Adolfo Araújo, ao seu lado mostrando o disco de vinil Adão Bueno.

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esde que o homem existe a comunicação faz parte de seu desenvolvimento histórico, a milhares de anos as civilizações espalhadas pelo globo, vem deixando suas marcas em cavernas com pinturas rupestres, desenvolvendo linguagem para poder realizar a comunicação e a troca de informações, desta forma deixando um legado de registros através dos milênios, propiciando as novas gerações informações que possam ser utilizadas no presente e no futuro. Vamos realizar um resgate de um período histórico da fronteira, através

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da perspectiva de quem viveu nessa época e tem muitas informações para repassar as novas gerações. Ao longo de seus 70 anos de vida dedicada ao desenvolvimento político e sócio cultural da fronteira, o senhor Adão Bueno tem muitas histórias para contar, em especial relembra com carinho da era do radio e imprensa de Ponta Porã. O senhor Adão Bueno buscando em sua memória que diga se de passagem, é um acervo de informações de fatos históricos, ele ressalta que antes de surgir emissora de radio em

Ponta Porã, já existia dois serviços de autofalantes desde a década de 50, um deles com sua imponente torre que se destacava no horizonte, localizava se na esquina da Rua Marechal Floriano com a Rua Presidente Vargas, no antigo jardim, que nesse período denominava se Praça Presidente Dutra, futuramente mudara de nome para Praça Lício Borralho esta se localizava ao lado de onde hoje é o atual terminal de transporte urbano de Ponta Porã, outra torre de serviço de autofalante se localizava na Rua Paraguai, no terreno do senhor Adolfo Araújo, tinham como função trans-

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mitir serviços de utilidade publica, noticias, publicidade, curiosidades e entretenimento, segue fato curioso desse tempo, que todos os habitantes da fronteira já sabiam quando alguma morte ou tragédia acontecia, pois antes de dar a noticia, o som de fundo era a musica sacra Ave Maria, já preparando os cidadãos para ouvir os fatos trágicos ocorridas na região. Em 1963 o senhor Adão Bueno é convidado para trabalhar como locutor da radio Sociedade Ponta Porã, locutor nessa época não tinha regalia ele fazia tudo desde sonoplastia a redator e editor do programa. Essa

rádio funcionava em um dos salões da Casa Pinto Costa uma revendedora de automóveis da época, de propriedade do senhor João Pinto Costa, a mesma se localizava em frente da antiga Praça Lício Borralho, essa praça já não existe mais, no lugar, se instalaram os camelódromos e os cacilheiros, nesta radio o senhor Adão Bueno tinha o programa denominado noticias populares, buscando as mais variadas noticias e mantendo sempre informado o publico fronteiriço, a mesma foi transferida para União Tênis Clube, neste mesmo ano foi inaugurada também a radio Comercial União Brasil, essa radio

funcionava na residência do senhor Adolfo Araújo, na Rua Paraguai na faixa de fronteira, Adão Bueno foi convidado por Adolfo Araújo para ser locutor desta radio, com o programa Martelo da Justiça, sempre em busca da verdade e de matérias polemicas para época, um período que o Brasil passara, em plena ditadura militar, as duas rádios foram lacradas e fechadas no final de 1964, por ordem do governo militar, por serem consideradas clandestinas e não passarem pelo crivo da censura, foi uma época delicada conta o senhor Adão Bueno.

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o final dos anos 60 o senhor Adão Bueno lançava na fronteira um programa de auditório no antigo Cine Teatro Cruzeiro, que além de reproduzir filmes da época servia como teatro, e aos domingos para o programa de auditório, Cine Cruzeiro se localizava ao lado do edifício Cinelândia, na Avenida Brasil, hoje neste local funciona uma Igreja. O programa de auditório apresentava várias atrações, mas o grande foco era o concurso de calouros que levava a plateia presente ao delírio, torcendo por seus cantores, o maestro da época, era o musico Willian Portela e sua banda, que faziam o musical pra os calouros, tudo isso acontecia ao vivo ressalta o senhor Adão Bueno, onde o talento de quem participara era essencial, pois recursos tecnológicos nesses tempos não existiam. O senhor Adão Bueno relembra que foi o primeiro locutor internacional, pois foi convidado pela radio paraguaia ZP15AM em espanhol se pronuncia (ZETAP15AM), no inicio dos anos 70, nesta radio ele tinha o programa Adão Bueno sem fronteiras e Bola na Rede, programas considerados lideres de audiência nesses tempos. Segue vasculhando suas memórias, dentre elas relembra, que o primeiro jornal impresso em Ponta Porã foi o jornal Correio que funcionava na Casa Comercial Sa-

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Arquivo pessoal Adão Bueno: Adão Bueno apresentava e animava a plateia, que tinha que escolher o melhor calouro de cada domingo esse show de calouros Cine Teatro Brasil aconteceu no inicio da dec. De 60.

cadura, que nesta época se localizava na Rua Marechal Floriano, tinha como editor o senhor Arci Lima Marques conhecido por todos da região de fronteira como (Cuca Marques). Adão Bueno segue relembrando que atuou como repórter investigativo e fotográfico, buscando noticias inéditas da região de fronteira no jornal Correio do Povo que pertencia neste período ao senhor Byro Medeiros e Lourival Alves Silva (Nenê). Resgatar memórias do cotidiano do passado é proporcionar a novas gerações conhecimentos de fatos que contribuíram para o desenvolvimento de uma cidade, através dos esforços dos pioneiros em suas épocas que

corajosamente se engajaram nesses ideais. A realidade de hoje são sonhos realizados por tantos em outros tempos. Agradecimento especial esse ícone da política e do desporto da fronteira, o senhor Adão Bueno, que tenho orgulho de ser filho e aprender sempre com suas lições de vida, exemplo a ser seguido sempre, agradeço por contribuir para o resgate das memórias e fatos históricos da região de fronteira.

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Ponta Porã Linha do Tempo A noiva do Buracão da Avenida Brasil. • Yhulds Giovani Pereira Bueno. Há vida depois da morte? Uma dúvida que permanece pairando no ar há séculos, pois cada religião cuida de tal assunto, “a morte” de maneira particular, assunto que deve ser respeitado e levado a sério, nunca duvide do que você desconhece. Ponta Porã uma cidade fronteiriça divisa com o Paraguai em especial por estar ao lado da cidade e Capital do Departamento de Amambai, Pedro Juan Caballero, desde o fim da “Guerra do Paraguai” essa região em outras épocas, foi marcada por eventos que contribuíram para o seu desenvolvimento, muitos foram os que se aventuraram por este lado do Brasil, tentando vencer, em um lugar distante de poucos recursos onde a exploração da erva mate era o principal meio de sobrevivência, luta árdua e impiedosa que fez muitas vitimas, que ao longo dos anos foram acometidas por doenças e mortes por conflitos de terras e ataques de quatreiros (bandidos saqueadores). A “Princesinha dos Ervais” apelido carinhoso dado à cidade de Ponta Porã, tinha uma riqueza de nascentes e cabeceiras,

tal particularidade proporcionava aos tropeiros e suas comitivas de bois, como de viajantes realizarem suas paradas para descanso abastecimento de água, a eles e seus cavalos (pingos cavalos utilizados para a lida o campo e no dia a dia). Outra particularidade de Ponta Porã era em outras épocas, certa quantidade de grandes Buracos espalhado pela cidade, enormes erosões em forma de crateras, que impedia o crescimento ordenado da cidade, o mais conhecido era o Buracão que existia até meados da década de 70 na Avenida Brasil. O Buracão nesses tempos dificultava o transito de pedestres, cavalos, carroças e carros, o mesmo chegou impedir na década de 50 a construção da Ferrovia, tendo que a mesma em forma de permuta ser trocada de área para poder ser construída, sendo sua estrutura erguida na explanada da atual Noroeste (ferroviária, local atual), e o campo de aviação que lá existia transferido para o atual Aeroporto Internacional de Ponta Porã, local que seria primeiramente a área que abrigaria Estação Ferroviária.

Antes de ser aterrado “O Buracão” produziu muitos fatos que de certa maneira mexeram com o cotidiano da população fronteiriça, alguns mortos eram hora ou outra, encontrado no fundo do Buracão que servia de desova de cadáveres, proveniente de crimes acontecidos na região de fronteira, muitos sem solução, mas isso em outras épocas de uma cidade pequena de poucos habitantes, sendo que a maioria da população morava no campo (estâncias, fazendas). Quem morava na região urbana da cidade corriqueiramente passava por perto do Buracão da Avenida Brasil contornando ou se aventurando em atravessa-lo, algo que era uma façanha, pois no fundo do mesmo existia uma vertente de água que muitos diziam vir da Laguna Porã. Mas muitos moradores contavam sobre aparições assombrações perto do Buracão um causo sobre tais aparições me chamou atenção, sobre uma noiva que aparecia decapitada para alguns, outras vezes a noiva aparecia com a cabeça, tal assombração costumava assustar

Arquivo pessoal de Nélio Alves de Oliveira: Ponta Porã, Avenida Brasil esquina Rua Baltazar Saldanha. 1976.

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Fonte: Imagem da web. Vista aérea da Laguna Porã, década de 50.

Fonte imagens da web divulgação. Nesta foto: Construção do Pavilhão de comando do 11º RC 1941. Em 1919 é criado em Ponta Porã o 11º RC (Regimento de Cavalaria) e instalado no ano seguinte, sendo seu primeiro Comandante o Capitão Hipólito Paes Campos.

quando Ponta Porã ainda era uma vila, foi encontrado dentro do buracão o corpo de uma mulher vestida de branco e sem cabeça, tal fato se perdeu no tempo poucos moradores descendentes de antigos da cidade conhecem tal história. Ficando a lenda da “Noiva do Buracão” por muitos anos conhecida na região de fronteira, muitos dizem que seria a mesma que aparece em outras partes da cidade, pois nas proximidades do antigo hospital Santa Isabel hoje e o CRE Centro Regional de Especialidade, já viram tal noiva que aparece na noite, desaparecendo em direção à área do 11º RC como se quisesse que alguém a acompanhasse. Outros moradores da região da grande Vila Áurea e bairros adjacentes, dizem que tal noiva Aparece também na esplanada da Noroeste na antiga estação, assombrando quem passava por tal área em outros tempos. O fato é que por longos anos tal assombração amedrontou muitos pela região fronteiriça, sendo que até hoje alguns moradores afirmam ter visto a noiva de branco vagando pela região do antigo hospital, na esplanada e na própria Avenida Brasil, tal alma vaga sem descanso clamando por oração, salvação, justiça, isso somente ela poderia responder, quem se atreve a perguntar? Duvida!? Tem coragem? Saia à noite nos locais mencionados neste causo e aguarda a aparição da “Noiva do Buracão”. Causos e lenda contos históricos e folclóricos resgatam a vida cotidiana e o regionalismo, mantendo a chama do imaginário sempre vivo, nas novas gerações.

Arquivo pessoal de Nélio Alves de Oliveira: Vista aérea de Ponta Porã área central década de 60

as pessoas aparecendo em cima do seu cavalo, em cima da carroça, de suas bicicletas e acompanhando os pedestres nestes tempos, na maioria das vezes sem cabeça. Muitos preferiam não passar por tal local evitando ser assombrado pelo espirito

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da noiva que vaga sem descanso pela região, por décadas assombrando os moradores fronteiriços, mas de quem é seria o espirito dessa noiva? Alguns contam que no fim do século XIX

Pesquisador: Yhulds Giovani Pereira Bueno. Pós-graduado em Metodologia do Ensino em História e Geografia. Professor de qualificação profissional, gestão e logística (Programas Municipais, Estaduais e Federias). Professor coordenador da Rede Municipal de Educação, membro do Grupo Xiru do CTG – Querência da Saudade – Ponta Porã – MS.

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Fotos de acontecimentos que fizeram parte do desenvolvimento sócio, cultural, histórico e político da região fronteiriça de outros tempos.

Arquivo pessoal de Adão Bueno: Momento político com o Saudoso Senador Ludio Coelho e o Ex prefeito Carlos Froés, década de 90.

Arquivo pessoal de Vergínia Cuevas Pereira: Desfile cívico anos 1971, alunas da Escola Estadual Joaquim Murtinho, da esquerda para direita Vergínia Cuevas Pereira, Arquivo pessoal de José Luís Ancel: Sr Horácio Ancel e sua esposa Srª Belizária Mercado Ancel , ele Uruguaio e ela Paraguaia , fixaram residência em Ponta Porã, na década de 50, por muitos anos trabalharam no ramo de Comércio (Mercearia, churrascaria) na esquina perpendicular aos Correios, em frente ao antigo Hotel do Leo que se localizava na Av, Brasil.

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Arquivo Eliana Vargas da Silva: Rainha dos Estudantes Ponta Porã MS Michel Vargas, nesta foto com a mão na cintura o professor Isaac Borges Capillé, figura ilustre na região fronteiriça.

Foto arquivo do grupo Escola Batista “Eurico Nelson”: Prédio localizado na Rua Antonio João pertencente a Escola Batista Eurico Nélson Ponta Porã MS. Nesses tempos já tinha mudado o nome para Colégio Batista de Ponta Porã. Seus últimos anos de atividade até o encerramento em 2004.

Arquivo pessoal Ricardo Puléo: Loja de móveis do Sr. Luis Alberto Puleó década de 60

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Fotos de acontecimentos que fizeram parte do desenvolvimento sócio, cultural, histórico e político da região fronteiriça de outros tempos.

Arquivo pessoal de Manoel Boller: Esta foto é de uma viagem da fanfarra do Colégio São José de Ponta Porã-MS. Destino a capital Goiânia para participar de um concurso nacional de bandas e fanfarras, em destaque o Celso Portiolli segundo sentado com a cabeça escorada da esquerda para direita com camiseta azul com detalhes em branco, com faixa na cabeça Manoel Boller, de camiseta regata preta Carlos Aparício Ramires (Dalete), Maia ao centro de camiseta branca, terceiro sentado lendo uma revista Carlos Morel (Ginga), Marcos Jolbert, atrás ultimo sentado a esquerda, com a mão segurando o bagageiro Roberto Boller e tocando violão Vicente. Foto de 1991. Arquivo pessoal de Adê Marques: Seu avô. Adê Marques, que foi prefeito de Ponta Porã e Deputado Estadual, na cidade existem duas escolas que receberam em homenagem seu nome, Escola Municipal Prefeito Adê Marques localizada na Vila Áurea e Escola Estadual Adê Marques localizada na Rua Tiradentes centro.

Arquivo pessoal de Adê Marques: Seu avô materno. Ex prefeito de Ponta Porã Vinicios Soares do Nascimento.

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Arquivo pessoal Adão Bueno: Adão Bueno apresentava e animava a plateia, que tinha que escolher o melhor calouro de cada domingo esse show de calouros Cine Teatro Brasil aconteceu no inicio da dec. De 60.

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Fotos de acontecimentos que fizeram parte do desenvolvimento sócio, cultural, histórico e político da região fronteiriça de outros tempos.

Arquivo pessoal de Sudalene Alves Machado. Seu avô materno Sr. Arlindo Alves (Seu Caboclo). Nasceu em Ponta Porã em Ponta Porã, em 19 de junho de 1910, foto tirada em sua casa que se localizada na Rua sete de setembro, onde morou por 48 anos

Arquivo pessoal Ricardo Puléo: Sr. Oldemar Sanches esposa Srª Dirce Sanches, Srª Percília Puléo e Sr. Luis Puléo.

Arquivo pessoal de Candia, foto de 1951, publicada no livro de 2011, Um Homem de Seu Tempo de Luiz Alfredo Marques Magalhães, complexo salesiano erguido na década de 1940.

Foto publicada no livro de 2011, Aral Moreira, Um Homem de Seu Tempo de Luiz Alfredo Marques Magalhães, complexo salesiano erguido na década de 1940, atual igreja Matriz São José. Arquivo Alfredo Magalhães, 1950. Antiga Igreja que se localizava na linha divisória onde se localizava a Praça Lício Borralho, neste distinto local era ponto de encontro de eventos da região de fronteira.

Arquivo pessoal de Gene Whitmer: Marco divisório da linha internacional, ao fundo uma das torres de som da rádio comercial união de Adolfo Araújo e Adão Bueno década de 60.

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Fotos de acontecimentos que fizeram parte do desenvolvimento sócio, cultural, histórico e político da região fronteiriça de outros tempos.

Arquivo pessoal Adão Bueno: foto em destaque locutor do showmício Celso Portioli década de 90, campanha para Governador, no palanque Celina Jalade, Juvêncio Cesar da Fonseca, Gandi Jamil e José Carlos Monteiro.

Arquivo pessoal de Geraldo Ajala; Atletas de renome dos anos 60 e 70, Fernando Morbeck, Aldo, Tararau, Salinas e Francisco Brandão “Chico Bera”.

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Arquivo pessoal Adão Bueno: Peça teatral década de 60, Diretor teatral Alberto Murelo, em destaque abraçado com umas das protagonistas da peça teatral. Adão Bueno, Sônia Cintas observando a atuação de Chico Gimenes de paletó preto.

Fotos: Arquivo pessoal Adão Bueno desfile cívico 1971, antiga Casas Buri de propriedade do senhor Benoni, este sobrado localizado na rua Marechal Floriano era utilizado neste período histórico para servir de palanque para os locutores do desfile em destaque, senhor Velocindo Silva ao seu lado de óculo s escuro Adão Bueno ambos locutores oficiais do desfile ao lado o senhor Benoni.

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Ponta Porã Linha do tempo: causos e lendas do folclore da fronteira de outras épocas. Matias Tataty.

Yhulds Giovani Pereira Bueno

Quem nunca ouviu um causo, uma história bem contada cheia de mistérios quando criança, por aqueles que as vivenciaram ou escutaram de alguém que esteve aqui nesta fronteira em outros tempos já esquecidos, mas ainda vivos na lembrança destes fronteiriços, que hoje são saudosos de outras épocas distintas que ficaram gravadas em sua memória. Vamos fazer um resgate histórico de um destes causos cercados de mistérios de um personagem que a muito já está esquecido, mas que andou por estas terras há muitas décadas atrás, empreitava trabalho nos ervais da região, conhecido por todos daquele tempo como Matias Tataty nome que pode ter origem tupi guarani (tata’y que significa madeira grossa, dura que demora a queimar). Matias Tataty era homem severo, de poucas palavras e bruto no trabalho, cheio de mistérios e respeitado por assim dizer, pelo fato de muitos dizerem que ele tinha feito um pacto quando jovem com forças ocultas, em troca ele teria os seus pedidos atendidos, se o fato era verdade ou não, quem cresceu escutando as historias do Matias Tataty, diz que ninguém queria pagar para ver, pois conta que em época de colheita onde eram carregadas centenas de sacos de ervas extremamente pesados, do clarear do dia até o sol se por, pois nesses tempos não havia o luxo da luz elétrica na cidade, imagina como era a vida no campo, nesse período de colheita é que Matias Tataty mostrava seu poder, fazendo coisas que até o mais céticos dos homens te-

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mia e não se atrevia a contestar. Conta lenda que certa vez após uma colheita abundante de erva, os sacos estavam lotados cheios, esses sacos imensos eram transportados pelos ervateiros um a um até os galpões, para ali ficarem em segurança, protegidos, mas em certo dia, se armou um grande temporal os ervateiros exaustos de tanto levar os sacos de ervas por longa distância, não conseguiriam terminar a tempo e poderiam perder toda a colheita, Matias Tataty observando o que poderia acontecer pediu para os ervateiros seguir a diante, pois o restante da colheita ele iria proteger, os ervateiros assustados não esboçaram nenhuma resistência à ordem dada por Matias Tataty, seguiram rumo à sede da fazenda levando o que podiam para ser guardado no galpão, o trabalho era puramente braçal quando muito em certo ponto da caminhada as carretas de boi ajudavam no transporte que era árduo e lento. O fato segue cercado de mistério, pois quando os ervateiros chegaram ao galpão, se é verdade o fato, o mesmo ficou registrado nos causos contados na região fronteiriça, por aqueles que escutaram de quem viveu e descendeu de moradores antigos desses tempos, que Matias Tataty surrava os sacos de erva com um reio tramado de couro fino, e os mesmo seguiam rumo ao galpão, os ervateiros assustados com os clarões dos raios que cortavam o céu e escutando ao fundo os estalos do chicote de Matias Tataty, observavam que os sacos de ervas se amontoavam um a um dentro do velho galpão, sem-

pre cercado de mistérios, ninguém se atrevia a questionar Matias Tataty nem mesmo os próprios donos dos ervais. Dentre tantos feitos de Matias Tataty um que chamava atenção, era o fato que nos dias de hoje seria algo para ser realizado pelos melhores ilusionistas, ele tinha o poder de transformar folhas de erva em dinheiro através de uma de suas muitas orações, conta que ele entregava o saco de folha de erva e quando a pessoa abria só enxergava dinheiro e não as folhas. Estas histórias são causos, lendas de outras épocas onde a fé, religiosidade e as crenças do povo nesses assuntos eram mais respeitadas. Respeitar a memória histórica de um povo e respeitar sua própria historia.

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PONTA PORÃ LINHA DO TEMPO:

A saga da família “SANO” Imigrantes japoneses do pós-guerra. De colonos nos cafezais, feirantes a proprietários do famoso “SUPERMERCADO SANO” comercio de referencia na região fronteiriça.

Arquivo pessoal de Akira Sano: Pintura do professor da escola japonesa de Pedro Juan Cabalhero, o mesmo reproduziu a imagem de um postal do navio Holandês “TJITJALENGKA” o postal era distribuído no navio, Pintura de 1962, Professor Massato Ono, professor enviado pelo Governo do Japão, ficou uma temporada na região de fronteira e posteriormente voltou para Japão, continuou com Pinturas ficou famoso em seu país, chegando anos depois a realizar exposições de suas telas no Brasil.

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década de 40 foi muito turbulenta para história mundial principalmente na Europa, pois um grandioso conflito armado mobilizou todo continente Europeu e Asiático e deixou em alerta os demais países do mundo, foi um conflito militar global que teve início em 1939 até 1945, durante praticamente os cinco anos de conflito, envolveu a maioria das nações conhecidas do mundo principalmente as grandes potencias da época, a organização dos fatos se deu com duas alianças militares opostas, os Aliados e o Eixo, e considerada por pesquisadores do assunto como a mais abrangente guerra da história, atingindo o número de mais de 100 milhões de militares mobilizados durante esse confronto, fome, miséria, inúmeras tra-

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gédias marcaram esse período histórico. Com o fim do conflito, através da derrota do Eixo de Adolf Hitler, a Europa livre da ocupação Alemã, e a rendição do Japão, após dois ataques das “Bombas Nucleares” nas cidades de Nagasaki e Hiroshima, era hora de se reconstruir, isso se deu lentamente, muitos foram os refugiados pós-guerra que vieram ao Brasil, entre outros países do continente Americano para recomeçar, alguns erguendo morada na região de fronteira, como foi o caso da família “SANO”, que faremos o resgate deste fato histórico que ficou gravado na memória fronteiriça. Senhor Takeshi Sano e sua esposa dona Tatsuko Sano, juntamente com seus filhos, embarcaram rumo ao Brasil, partindo do porto de Kobe no Japão no dia 01

de Maio de 1956, com destino ao porto da cidade de Santos Estado de São Paulo, isso se deu no inicio de Junho, algumas semanas depois no dia 13 de julho de 1956, chegaram à cidade da região fronteiriça Ponta Porã, pela estrada de ferro NOB-Noroeste do Brasil, que dinamizou esta viagem facilitando e diminuindo o tempo dos passageiros e transporte de cargas, um ganho para a Região Centro Oeste do Extremo Sul de Mato Grosso, neste período histórico do desenvolvimento nacional, um imenso Estado agro pecuário, uma imensidão de terras, muito maior que o seu país de origem que neste período passava por dificuldades para se reconstruir.

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Ponta Porã terra que prometia ganho a quem se aventurasse desbravando esta rica região do Brasil. Um jovem município com um pouco mais de 40 anos de emancipação, que se deu em 18 de julho de 1912. Mas quando a família “Sano” chegou a fronteira, foram trabalhar nos campos de café, em especial do Mr. Johnson e Mr. Smith, tal fazenda produtora de café se localizava no “Chiriguelo” dentro do território do país vizinho Paraguai, no Departamento de Amambay, região da Capital Pedro Juan Caballero, na fazenda existia uma vastidão de pés de café que gerava uma grande produção de grãos dos mesmos, em sua sede existia uma estrutura grandiosa para estes tempo, a mesma construída na época, em blocos de tijolos um belo casarão com toda comodidade e requinte de beleza algo exuberante neste período histórico. Senhor Takeshi Sano, sua esposa dona Tatsuko Sano e seus filhos sendo um deles Akira Sano que trabalhou dos cinco aos dez anos nos cafezais, o mesmo relata que sua família realizava empreitas nos campos de café, isso por alguns anos, Akira Sano somente conseguiu frequentar a escola no lado brasileiro aos dez anos de idade, tal fato se deu por que ele vivia e trabalhava nos campos de café, falava e entendia pouco de Português, e para frequentar o colégio Paroquial São José (escola dos padres), ele deveria ser batizado, algo que ele não era isso devido a sua formação cultural oriunda do Japão, para solucionar tal problemática e ser matriculado na escola dos padres (Colégio Paroquial São José) que se localizava na Avenida Brasil, fora batizado, sua madrinha de batismo dona Helena Fernandes Derzi esposa do Srº Jamil Derzi (in memorian), pertencentes a uma família pioneira de políticos, empreendedores e desbravadores da região fronteiriça nestes tempos, desta maneira já batizado, com o nome cristão de José Akira Sano iniciou sua educação nos moldes cristãos brasileiros. A família “Sano” iniciou sua caminhada no comercio brasileiro montando uma Cel.: 0971 569 755 / 0984 743183

barraca na feirinha da cidade que existia ao lado da região do campo de futebol da “Grande Figueira” (em baixo da figueira), hoje existe o prédio do Paço Municipal (Prefeitura) de Ponta Porã, na Rua Antonio João, por longa data a feirinha funcionou neste local, até a construção da nova prefeitura, mudando-se para Rua General Ozório em frente a atual Escola Estadual Joaquim Murtinho, se extinguindo anos depois. Neste período de transição da feirinha a família “Sano” abriu o primeiro comercio uma quadra abaixo da feirinha, o nome da casa comercial era “Frutaria Tokio” isso em 1960, com o crescimento da frutaria abriram o comercio na Avenida Brasil nº 2017 que ficou famoso na época por se chamar Mercado São Sano, o senhor Takeshi observou que a maioria dos comércios locais da fronteira tinha nome de santo muitos repetidos, como: São Paulo, Santo Antônio, São Pedro entre outras tantas casas comerciais, para não repetir o nome de algum santo criou o “São Sano” inovando na criatividade, pois tal santo não existe, tempos depois mudou o nome para “Supermercado Sano”.

A família chegou a ter no período das décadas de 60 e 70, cinco casas comerciais, sendo três do lado brasileiro e duas do lado paraguaio, isso em pleno regime militar ditatorial no Brasil, gerando empregos indiretos e diretos a muitos fronteiriços nestes tempos, transportavam suas mercadorias de avião de São Paulo nestes tempos, mas com a economia flutuante e algumas crises financeiras, desvalorização da moeda nacional, fecharam quatro das cinco lojas ficando somente com o “Supermercado Sano” da Avenida Brasil, que tempos depois se transformou em restaurante com o nome de “Dona Churrascaria”. Onde se localizou esta casa comercial e restaurante da família “Sano” na Av. Brasil de nº 2017 existe atualmente o Restaurante e Churrascaria “Garfo de Ouro”. Akira Sano relata que o fechamento das lojas foi necessário para quitar compromissos, foram muito bem sucedidos na região por longo tempo sem dúvidas geraram empregos e ajudaram a desenvolver o comercio local, colaboraram com atividades e eventos socioculturais do município, deixaram sua marca nas gerações passadas e novamente foram em busca de novos sonhos.

Arquivo pessoal de Akira Sano: seus pais Senhor Takeshi Sano e sua esposa Tatsuko Sano em frente a seu comercio “São Sano” que se localizava na Av. Brasil, década de 60.

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Arquivo pessoal de Akira Sano; Balão de propaganda contratado de uma agencia de publicidade da capital de São Paulo, o mesmo ficou suspenso por 30 dias no céu de Ponta Porã, década de 70. Arquivo pessoal de Akira Sano: Desfile cívico realizado na Av. Brasil em Ponta Porã, ao fundo o prédio do correio, década de 70.

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família “Sano” retornou ao Japão, ficando por algum tempo, principalmente no período que o país estava recebendo bastante mão de obra estrangeira, os ganhos eram bons, retornaram ao Brasil se fixando no interior do estado de São Paulo, realizando novos investimentos, sempre buscando inovar e acreditar. Superação é a historia de vida da família “Sano”, que veio de um país destruído pela guerra, acreditou que aqui poderia vencer, foi à luta, ensinou a muitos de sua geração a nunca desistir por mais que a dificuldade bata a sua porta, você sempre deve acreditar que pode vencer ir à busca dos seus sonhos e principalmente valorizar a família. O senhor Takeshi Sano hoje tem 90 anos de idade mora no interior do Estado de São Paulo sua esposa Tatsuko Sano, faleceu em 2001, Akira Sano por longos anos morou no interior paulista, hoje reside na grande metrópole da América Latina a Capital São Paulo o paraíso do sonho comercial e empresarial, continua realizando seus negócios, investimento e empreendimentos, pois se a vida lhe oferece a oportunidade por que não tentar novamente.

tidiano de migrantes, emigrantes e imigrantes, que se deslocaram da sua terra de origem em busca de um ideal, acreditando que aqui na região fronteiriça poderiam construir sua morada e crescer, mesmo sabendo que não seria fácil, e na sua caminhada sempre existiram obstáculos, mas quem acredita consegue vencer as turbulências que a vida oferece. Nossa região fronteiriça foi construída com sangue, suor e lagrimas, nada nesta terra foi ou será fácil e lugar de fortes para os fortes e sempre estará de braços abertos para acolher quem aqui quiser viver e vencer. Agradeço a colaboração do amigo Akira Sano que através do seu relato me proporcionou narrar esta bela historia de vida da família “Sano”.

Arquivo pessoal de Akira Sano: anos 70, na foto da esquerda para a direita Gervásio Zerlotti, Luis Amorim, Akira Sano e Ferreira, garçons da época Lanchonete Sano, localizada na Rua Marechal Floriano inauguração de uma das lojas do lado paraguaio, Supermercado Luz na linha internacional.

Resgatar eventos históricos culturais de uma geração analisar fatos do co-

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PONTA PORÃ LINHA DO TEMPO:

Memória histórica desportiva da região fronteiriça. Pepe Portela e o Internacional Sport Clube. A epopéia fronteiriça.

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ara compreendermos o presente precisamos analisar o passado, viajando no tempo, através de contos e histórias, resgatando momentos épicos que ficaram gravados na memória de tantos cidadãos da região fronteiriça, que muito antes de nós em seu tempo, ajudaram a construir a história do desporto, deixando sua marca, que se perpetua através dos anos. FUTEBOL. Desde que o futebol se constituiu no esporte da nacionalidade brasileira, era necessário transportalo para as páginas da história. (Elpídio Reis, 1981 apud Renato Báez). Internacional Sport Clube. Foto do francês Albert Braud tirada em 1917, publicada no livro de Elpídio Reis Polca Churrasco e Chimarrão de 1981. Da esquerda para a direita e de cima para baixo: Nenito Brizueña Vitor Ramirez, Danton Thomaz, Dodó, José Portela “Pepe Portela”, Zatorre, Minho Camargo, Zatorre irmão, Francisco Pui (uruguaio), Adauto de Souza, Amadeu Domingues, O Goleiro vestia uniforme branco, os que estavam sem gravata, estavam de uniforme incompleto e assim se apresentavam em campo, os mesmo eram considerados deselegantes e indisciplinados, pois gravata era símbolo de elegância e respeito em campo.

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futebol da fronteira em especial Ponta Porã, neste período histórico, tinha ares de jogo internacional, isso ocorre até os dias de hoje, o motivo é os jogos entre equipes de Ponta Porã (BR) e Pedro Juan Caballero (PY). Pepe Portela sempre dizia com toda pose e elegância de gaúcho, que era jogo do Brasil contra o Paraguai. Em relatos históricos do próprio Pepe Portela, o mesmo mencionava que vez ou outra saia uma briga feia, pois o internacional sempre ganhava estes confrontos, ambas as equipes juravam nunca mais jogar entre si, mas a competição falava mais alto e no domingo seguinte, segundo relato de Pepe Portela “lá estavam de novo disputando ferozmente a vitória para seu país, ora essa”.

José Portela “Pepe Portela” nasceu em Uruguaiana RS em 13.03.1895, nesta foto estava comemorando aniversário de 90 anos

O nome se fazia jus à equipe do Internacional, pois no seu elenco de atletas congregava atletas brasileiros na maioria, atletas paraguaios e um uruguaio, muito difícil confrontarem se nestes tempos contra equipes brasileiras,

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Pepe Portela preferia o confronto contra equipes do país vizinho que ficava do outro lado da calçada.

loto e faleceu em um trágico acidente no estado de Roraima, tal fato sendo informado pelo exército na época.

Pepe Portela fazia sucesso dentro e fora dos gramados fronteiriços, homem alto e elegante, de olhos azuis, muitos diziam na fronteira, que tais atributos físicos contribuíam para o número elevado de senhoritas assistindo aos jogos do Internacional Sport Clube.

A origem do bloco mais famoso da fronteira, o “bloco dos sujos”, segundo um dos participantes do mesmo, foi quando um grupo de amigos foliões deste período histórico sendo eles: José Portela “Pepe Portela”, Omenélio Bueno (Hélio), Samuel Campanholi, Atílio Campanholi, Roberto da Cruz Urizar “Acostinha”, entre tantos destes tempos, os mesmos saiam nas ruas da cidade, todos vestidos de saias no sábado de aleluia que era a dia do “enterro dos ossos” percorrendo as casas de amigos com uma espécie de caixão, arrecadando comes e bebes e convidando o contribuinte também para seguir o bloco, para fazer a despedida do carnaval que acontecia sempre na casa de um dos amigos, desta ideia que começou o bloco dos sujos que perpe-

Pepe Portela faleceu aos 95 anos de idade, antes disso casou se com sua companheira desde 1942, Dona Magina Ferraz, com ele construiu sua segunda família tendo três filhos Jairo Portela, Higínio Portela e Lucia Portela (n memorian), sua companheira dona Magina Ferraz faleceu em 13.12.2002. Da primeira união com a senhora Edeltrudez Matos, nasceram três filhos, Joel Matos Portela, Edelce Matos Portela e Jodelce Matos Portela, Jodelce era pi-

tuou por décadas na fronteira sendo seu idealizador o saudoso desportista e atleta renomado da região fronteiriça Roberto da Cruz Urizar (Acostinha). A história de vida do gaúcho de Uruguaiana Pepe Portela está cercada de eventos que contribuíram para o desenvolvimento sócio político e cultural da região de fronteira, em seu tempo foi algoz de sua história aqui cresceu e viveu aproveitando cada instante de sua vida em total plenitude, deixando aos seus descendentes uma lição de vida um exemplo a ser seguido, um marco para a fronteira de outras épocas, de glamour e elegância. Agradeço a contribuição da amiga Vanessa Portela, neta desta figura épica “Pepe Portela” e todos os seus familiares.

Ginásio Poli Esportivo Pepe Portela construído na década de 80, homenageando um baluarte do esporte fronteiriço de outros tempos. Fonte: https://www.google.com.br/search?q=fotos+do+ginasio+pepe+portela.

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Ponta Porã da Republica velha à Território Federal, revolução constitucionalista na era do Estado Novo de Getúlio Vargas.

Foto de Albert Braud, meados da década de 20 séc. XX. Construção do castelinho.

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ntes de começar a entender o papel de Ponta Porã como Território Federal temos que analisar como se deu tais fatos históricos, para que tal acontecimento ocorresse marcando a fronteira nos anais da história nacional, em meios a interesses políticos e conflitos de poderes Ponta Porã ganhou o status de capital. Vamos fazer uma prévia e singela cronologia na linha do tempo até o envolvimento final de Ponta Porã nesse capítulo da história do Brasil Desde quando foi proclamada a república no final do século XIX até o ano de 1930 vigorava no Brasil a então república velha que ficou conhecida pela oligarquia cafeeira por sua aliança entre São Paulo e Minas Gerais a política do “café com Leite”, onde a elite cafeeira através de sua potência econômica e influência sócia política revezava se na presidência do Brasil. Essa forma de centralização de poder que se deu por fatos da economia ser

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dependente do café, dando aos cafeeiros, poder de decisão, essa republica foi marcada por ações como a reurbanização e saneamento do Rio de Janeiro então capital federal do Brasil, as imigrações de europeus, e japoneses por construções de estradas férreas, usinas hidrelétricas e redes telegráficas como também por revoltas e greves operárias podendo ser citadas entre as principais, revolta do contestado que foi um conflito armado entre a população cabocla e os representantes do poder estadual e federal brasileiro travado entre outubro de 1912 a agosto de 1916, numa região rica em ervamate e madeira, disputada pelos estados brasileiros do Paraná e de Santa Catarina e revolta da chibata que foi um motim de marinheiros brasileiros liderados por João Candido Felisberto, na ocasião rebelaram-se cerca de 2400 marinheiros contra a aplicação de castigos físicos a eles impostos (as faltas graves eram punidas com 25 chibatadas), ameaçando bombardear

a cidade e Capital Federal Rio de Janeiro, esse fato ocorreu no período de 22 até 27 de novembro de 1910 o palco foi a baía de Guanabara. Em 1931, Getúlio Vargas derruba a Constituição brasileira, reunindo enormes poderes no Brasil. No dia 9 de Julho 1932 a revolução explode pelo estado São Paulo, os paulistas contavam com apoio de tropas de diversos estados, como Rio de Janeiro, Minas e Rio Grande do Sul, mas Getúlio Vargas se articulou rapidamente e conseguiu reter esta aliança, isolando São Paulo. Sem qualquer apoio, os flancos paulistas ficaram vulneráveis, e o plano de rápida conquista do Rio de Janeiro transformou-se em uma tentativa desesperada de defender o território estadual. Sem saída, o estado se rende em 28 de setembro, mesmo com a vitória militar, Getúlio Vargas atende alguns pedidos dos republicanos e aprova a Constituição de 1934. Getúlio Vargas convoca a Assembleia em 1933, que, em 16 de Julho de 1934, promulga a

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Nesta foto, Ponta Porã 1938 visita do então Presidente da República Getúlio Vargas a fazenda Pacurí, juntamente com militares do 11 RC I, foi o primeiro presidente a visitar a região. Anterior à visita do Presidente Getúlio Vargas, nos anais da história da região fronteiriça, Ponta Porã recebeu a célere visita o neto de D. Pedro II, o príncipe Dom Pedro de Orleans e Bragança, que veio conhecer tal região de acontecimentos épicos, esses entre outros eventos despertavam curiosidades e orgulho a população. Tal fato foi registrado no jornal “Progresso” 30 de janeiro de 1927, e relatado no livro, “Um homem de seu tempo uma biografia de Aral Moreira” de Luiz Alfredo Marques Magalhães. 2011.

nova Constituição, trazendo novidades como o voto secreto, o ensino primário obrigatório, o voto feminino e diversas leis trabalhistas, marcou seu governo. A nova constituição estabeleceu também que, após sua promulgação, o primeiro presidente seria eleito de forma indireta pelos membros da Assembleia Constituinte. Getúlio Vargas saiu vitorioso. Por situações politicas e temeroso de sofrer um golpe interno em seu governo, em 1937, Getúlio Vargas derruba a Constituição 1934 e declara o Estado Novo. A constituição de 1937, que criou o “Estado Novo” getulista, tinha caráter centralizador e autoritário. Ela suprimiu a liberdade partidária, a independência entre os três poderes e o próprio federalismo existente no país, Vargas fechou o Congresso Nacional e criou o Tribunal de Segurança Nacional. Os prefeitos passaram a ser nomeados pelos governadores assim evitariam transtornos e manteriam sempre o seu poder de decisão em seus municípios, e os governadores, esses por sua vez, eram nomeados pelo presidente. Foi criado o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda), com o intuito de projetar Getúlio Vargas como o “Pai dos Pobres” e o “Salvador da Pátria”, como também vetar qualquer propaganda a ser vinculada contra o presidente.

Em 1919 é criado em Ponta Porã o 11º RC (Regimento de Cavalaria) e instalado no ano seguinte, sendo seu primeiro Comandante o Capitão Hipólito Paes Campos. Agora é Federal imagine a euforia e todo o entusiasmo que precedeu a indicação do município fronteiriço a “Princesinha dos Ervais”, pois seria criado o Território de Ponta Porã, um território federal brasileiro, em 13 de setembro de 1943, conforme o Decreto-lei n.° 5 812, do governo de Getúlio Vargas. Isso se deu basicamente com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial o governo então decide desmembrar seis territórios estratégicos de frontei-

ra, segundo levantamentos realizados por órgãos de inteligência internos do país para administrá-los diretamente, de maneira a melhorar e proteger a faixa de fronteira evitando eventuais ataques e invasões foram criadas os territórios do: Amapá, Rio Branco, Guaporé, Ponta Porã, Iguaçu e o arquipélago de Fernando de Noronha. O Decreto-lei n.° 5 812, que criou o Território Federal de Ponta Porã, estabeleceu que o mesmo fosse formado pelo município de Ponta Porã (onde foi instalada a capital) e mais seis outros sendo eles: Porto Murtinho, Bela Vista, Dourados, Miranda, Nioaque e Maracaju. Com articulações políticas a capital foi transferida para Maracaju em 31 de maio de 1944 (Decreto-lei n.° 6 550), e novamente voltando a Ponta Porã em virtude de Decreto de17 de junho de 1946, nesse período articulações e interesses políticos fizeram com que prevalece se a força da fronteira. O território foi extinto em 18 de setembro de 1946 pela Constituição de 1946, e reincorporado ao então estado de Mato Grosso. Atualmente a área do antigo território de Ponta Porã região de fronteira que faz divisa com a cidade de (Pedro Juan Caballero Capital do Departamento de Amambay situada país vizinho Paraguay), faz parte do estado de Mato Grosso do Sul, vale ressaltar que seu governador durante os três anos de existência do Território de Ponta Porã foi o militar Coronel Ramiro Noronha.

Fonte imagens da web divulgação. Nesta foto: Construção do Pavilhão de comando do 11º RC 1941.

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Ponta Porã Linha do Tempo Causos e lendas do folclore da fronteira de outros tempos. “Jacy Jaterê o Tesouro e o Pé de Erva-Mate”. *Yhulds Giovani Pereira Bueno.

Causos e lendas fazem parte do imaginário dos seres humanos de várias raças e etnias, desde que estas habitam o mundo, com suas crenças e ritos. Tais histórias regadas de muito mistério e superstições se espalham através dos tempos provocando, intrigando quem as escuta, tem aquele que até afirma que presenciou tais acontecimentos, que nos dias de hoje seria fora do comum. A mente humana é cheia de segredos, ainda não muito claros e totalmente resolvidos nos meios científicos, estudiosos e Phd nos assuntos, afirmam que o cérebro humano possui capacidades ilimitadas ainda desconhecidas na atualidade. Uma reportagem publicada na revista veja há alguns anos aborda o seguinte assunto: “Pesquisadores do Instituto Karolinska, na Suécia, fizeram a descoberta através da análise de uma ressonância cerebral computadorizada. Vinte e cinco pacientes com saúde perfeita foram submetidos ao teste, que mediu quantas informações eles absorviam enquanto sofriam com algumas distrações. Descobriu-se que as informações de menor relevância despertavam a atividade dos gânglios basais, que se preparava para “filtrar” essas mensagens. O funcionamento dessa

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área varia de pessoa para pessoa, observação dos médicos suecos permite afirmar que as pessoas não têm melhor ou pior memória, mas sim melhor ou pior capacidade de filtrar o que é irrelevante” 10.12.2007. Fonte de informações, pravda.ru. Pesquisas ainda serão feitas sobre os segredos da mente humana e nosso imaginário, para desta forma tentar explicar acontecimentos fora do comum cheios de mistérios, o que vale ressaltar é que graças a nossa mente, que muitos assuntos, que para uns se tornam irrelevantes, tais assuntos para muitos se tornam causos e lendas e atravessam gerações instigando de forma positiva a curiosidade dentro do imaginário humano. Desta forma vamos resgatar uma entre tantas lendas e causos da região fronteiriça que a muito se faz esquecida na atualidade, que fala sobre o Jaci Jaterê, que segundo pesquisadores, (também grafado como Jasy Jaterê em Guarani e Yasy Yateré em espanhol). “É o nome de uma importante figura da Mitologia guarani. Um dos sete filhos de Tau e Kerana, as lendas de Yacy Yateré, são das mais importantes da cultura das populações que falam o idioma Guarani, na América do Sul. Tem sua origem segundo pesquisado-

res, presumida entre os indígenas da Região das Missões, no sul do país, de onde teria se espalhado por todo o território brasileiro”. Com um nome que significa literalmente (pedaço da Lua), é único dentre os seus irmãos a não possuir uma aparência monstruosa, horrenda. É descrito como uma criança, loira de pele branca, com olhos azuis, uma criatura bela ou encantadora, e carrega um bastão ou cajado mágico feito de galho de erva mate, habitante da mata, sendo considerado ele “Jacy Jaterê” o protetor da Erva-M HYPERLINK “http://pt.wikipedia.org/wiki/Ervamate”ate, também é visto como protetor dos tesouros escondidos nas matas. Jacy Jaterê, segundo pesquisadores, também é considerado o senhor da sesta, o tradicional descanso ao meio do dia, habitual na cultura latino-americana, muito utilizada também na região fronteiriça. Segunda a lenda Jacy Jaterê deixa a floresta e percorre as vilas procurando por crianças que não descansam durante a sesta. Por ser ele um ser místico ele é invisível, e só se mostra a essas crianças, que quando observam seu cajado mágico ficam hipnoti-

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zadas em uma espécie de transe, algumas lendas dizem que essas crianças são levadas para um local secreto da floresta, onde brincam até o fim da sesta, quando recebem um beijo mágico, que as devolve a suas camas, sem memória da experiência ocorrida, outra lenda diz que as crianças são levadas por ele e ficam dias na mata brincando e sendo alimentadas, umas nunca mais são encontradas. Este é um causo muito antigo, reporta a meados do fim do século XIX (dezenove), do pós-guerra do Tríplice Aliança, que fala sobre “Jacy Jaterê”, de uma fronteira, de poucas casas e muitas estâncias, um período histórico onde a vida era simples de rotina árdua nestes tempos, de poucos recursos, tudo era feito no trabalho braçal, pelos trabalhadores rurais destes tempos, nada era fácil, a conquista do sonho de uma vida melhor era feito com suor, sangue e lágrimas, por estes pioneiros que desbravaram a região de fronteira, ninguém escapava das tarefas diárias, crianças, mulheres, homens e idosos, cada um tinha seu papel de importância na rotina do campo. Os trabalhos iniciavam antes do clarear do dia, todos já sabiam seus afazeres, e como de costume, o filho do estancieiro era incumbido de ir até um riacho que ficava dentro da propriedade, e de lá trazer os baldes de água, o menino fazia algumas viagens para encher os reservatórios da sede da estância, passava praticamente a manhã realizando este trabalho com uma pequena carroça e um cavalo velho, ele enchia os baldes, colocava na carroça e levava para sua casa, onde a sua mãe já esperava, enquanto o restante estava no campo plantando, desmatando e outros cuidando do rebanho e demais animais, o desmatamento se fazia necessário nesses tempos para fazer novos campos de plantio. Os moradores mais antigos da região muitos deles ligados a algumas tribos que ainda existiam nesse período tinham suas crenças, que muitas vezes eram ignoradas pelos novos colonos que vindo de outros cantos do Brasil desconheciam tais assuntos, fora do comum. O filho do estancieiro sempre que voltava do riacho, contava a sua mãe que enxergava um menino, que ficava observando ele pegar água, descrevia o tal menino como sendo de pele branca, loiro de olhos claros que tinha um bastão na mão, que se escondia na mata ou ficava na beira do riacho, e que ele estava com medo de tal criatura, a mãe cética de tal

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história sempre repreendia o filho, dizendo que o mesmo estava inventando causo para não ir pegar a água no riacho que fica a algumas legas de distância, já seu pai homem rustico do campo de poucas palavras, ao saber retrucava o menino, às vezes com uma boa surra, para que o mesmo não inventasse história, para deixar de trabalhar. Segundo o causo o menino como toda criança, que tem certo medo misturado com muita curiosidade, começou a espiar a tal criatura em forma de criança quando ia ao riacho, de mansinho observando que direção ela seguia, com muito medo, mas também com muita curiosidade seguia vez ou outra o menino loiro que sempre parava perto de árvores vistosas bonitas de flor branca, com medo ele não seguia tão longe e voltava ao riacho para terminar de encher os baldes de água. Já cansado de querer convencer seus pais da existência do menino, contou aos moradores mais antigos da região que trabalhavam na estância, que logo foram alertando não incomode e nem chegue perto, pois você viu o “Jacy Jaterê” o espirito do mato, ele deve estar cuidando alguma coisa muito importante naquele lugar, o menino como sempre escutou nas rodas de conversa sobre os tesouros enterrados da guerra ficou mais curioso ainda, achando que o “Jacy Jaterê” poderia estar cuidando algum tesouro. Ao clarear do dia o menino seguiu sua rotina intrigado com tal história, chegando ao riacho ficou observando se o tal “Jacy Jaterê” aparecia, como o tal espirito do mato não apareceu o menino se foi atrás, seguindo até o lugar das árvores de flor branca, observou que o menino loiro brincava com uma grande caixa brilhante e que de dentro dela tirava moedas amarelas e acinzentadas e pedras coloridas, que brilhavam ao sol. O filho do estancieiro ficou tão vislumbrado com que observou que rapidamente voltou para casa, e contou o ocorrido a sua mãe, que com desdém pouco crédito deu a história do filho, mas tarde o menino contou toda história a quem quisesse escutar na estância, os empregados novamente alertaram o menino, dizendo para ele não mexer com tal espirito, pois ele poderia se zangar e se voltar contra todos na estância, por que o local onde o “Jacy Jaterê” se escondia era um lugar sagrado de grandes pés de Erva Mate com flores brancas, essas árvores já eram nativas da mata por serem muito antigas, e que tal caixa deveria ser um achado ou enterro da guerra, um baú com muito ouro, prata

e pedras preciosas, que o espírito protegia e tinha como seu, e se alguém se atrevesse a tentar pegar “Jacy Jaterê” se vingaria de todos com ajuda de seus irmãos. O menino com medo, mas com vontade de ter em suas mãos tal tesouro voltou ao tal local, e roubou o baú de “Jacy Jaterê”, voltando pra sua casa, sendo recebido por todos como um herói por ter achado tal tesouro, o menino com medo do que poderia acontecer pediu para seu pai derrubar tais pés de Erva Mate, desmatando todo local, desta forma afugentando o espírito de “Jacy Jaterê”. Os anos se passaram, o menino cresceu, casou–se e teve um lindo filho que era o herdeiro de sua rica estância, certa manhã o estancieiro fora acordado, com os gritos de choro de sua esposa, que aos lamentos pedia a volta de seu bebe, pois a criança tinha sumido do berço, e dentro do berço somente e tinha duas mudas de Erva Mate. Por dias procuraram a criança, mas sem sucesso, os antigos diziam fora o espirito da mata “Jacy Jaterê” que levou o filho do estancieiro para se vingar do que ele tinha feito no passado. Ficando esse mais um causo da região de fronteira. Muitos acreditam que o espirito de “Jacy Jaterê” ronda as matas da região fronteiriça, a quem dúvida de tal criatura, mas não entra nas matas evitando se deparar com este espírito da mata. Resgatar causos e lendas e manter vivo a memória cultural dos pioneiros de outros tempos da região de fronteira.

Pesquisador: Yhulds Giovani Pereira Bueno. Pós-graduado em Metodologia do Ensino em História e Geografia. Professor de qualificação profissional, gestão e logística (Programas Municipais, Estaduais e Federias). Professor coordenador da Rede Municipal de Educação, membro do Grupo Xiru do CTG – Querência da Saudade – Ponta Porã – MS.

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Ponta Porã Linha do Tempo causos e lendas do folclore da fronteira de outras épocas. A lenda da maldição do Urutau.

As lendas ou causos são fatos repassados de geração para geração, nos campos ou nas cidades essas lendas despertam a curiosidade de quem escuta essas histórias cheias de mistérios rodeados de eventos sobrenaturais, de outras épocas onde a crença era diferente por assuntos ocultos de outro mundo, o respeito por tais acontecimentos se fazia necessário, todos aqueles que as vivenciaram ou cresceram escutando esses causos e lendas procuram repassar para as novas gerações, para manter vivo na lembrança dos fronteiriços, que hoje pouco interessa aos jovens, mas deixam os mais velhos saudosos de uma época onde a vida era simples, mas cercadas de lendas e causos da região de fronteira. Segundo pesquisadores, nas crenças populares espalhadas pelo Brasil, O urutau é tido como nobre pelos moradores rurais por simbolizar força e pela forma como se protege dos perigos e dos predadores. A ave, por seu canto, figura entre várias lendas. Segundo os sertanejos, o urutau aparece na hora em que a lua nasce e seu canto triste se assemelha a “foi, foi, foi...”. Uma lenda diz que o pássaro é alguém que perdera seu amor. Por isto, ele teria o nome de pássaro-fantasma. Outros dizem que o canto da ave é um presságio ou aviso de morte de algum familiar. Identificado também, pela sua maneira de pousar em tocos, como “EMENDA-TÔCO”. Alguns pesquisadores argumentam que o nome da ave vem da união de duas

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palavras do guarani: guyra (ave) e taú (fantasma). Outros dizem que o nome é uma onomatopeia para o canto do pássaro: urutau, urutau, em notas graves e decrescentes. Vamos resgatar lenda da maldição do Urutau que é conhecida na fronteira de Pedro Juan Caballero (PY) com Ponta Porã (BR). Segundo essa lenda o Urutau era um jovem garboso, e muito bem apessoado, pelo seu jeito galanteador sempre fazia sucesso nos bailes e reuniões da região, como nesse tempo tudo era distante, para poder frequentar um bom baile ou reunião familiar, só se fosse convidado, nesse período rural da história fronteiriça, poucas casas existiam na cidade, a maior parte da população vivia no campo onde os grandes eventos aconteciam nas fazendas e estâncias da região. Esse jovem sempre era convidado para tais eventos onde sucesso era garantido, por ser um bom dançarino, culto, de boa conversa que alegrava quem escutava seus assuntos, além de fazer um grande sucesso entre as donzelas (moças) da região, mas esse jovem era filho único, seu pai morrera, tendo ele que cuidar da fazenda e da sua mãe uma mulher já de idade, adoentada pelos anos de lida no campo. Ao passar dos anos esse jovem ficou noivo e se casou, levando sua esposa para morar em seu rancho juntamente com sua mãe já idosa, mas sempre saudoso do tempo em que o mesmo era convidado para frequentar os eventos da região os tão famosos bailes. Certa vez fora convidado para um grande baile, um grande casamento aconteceria de uma família rica da região todos foram convidados, mas o jovem não poderia ir, pois sua mãe estava muito doente e necessitava de cuidados médicos, que só existia na cidade, ela não poderia ir, pois a viajem era longa e sua mãe poderia morrer durante o trajeto, o jovem deixou sua esposa cuidando de sua mãe e foi em busca de ajuda médica se vestiu bem alinhado e seguiu seu caminho, caminhos este que passava justamente pelo grande baile a grande festa, não resistindo o jovem apeou do seu cavalo e adentrou pelo salão do baile e se pós a dançar e festar, relembrando os tempos de festeiro, a festa durou uma noite e um dia, nesse tempo o jovem esquecera-se

do compromisso principal, que era de levar junto a sua mãe um socorro médico, mas durante o festejo, segundo conta à lenda o jovem foi surpreendido pela chegada de sua esposa, que com olhar triste e decepcionada com o jovem lhe avisou que ele não precisava, mas se preocupar em levar socorro médico para sua mãe, ele espantado questionou em alto e bom tom, por quê? Ela chorosa no meio do salão onde todos escutavam tal lamento, lhe disse sua mãe faleceu hoje pela manhã, louco por saber o que tinha acontecido e pela culpa que corroía seu peito, se pôs a correr como louco por campo aberto, todos no baile procuraram o jovem dia e noite, ele nunca mais fora encontrado. Segundo os antigos, como castigo o espirito da floresta transformou o jovem em um pássaro, como gostava de festejos e bailes que aconteciam sempre à noite, ele como pássaro só poderia sair ao anoitecer, e passar a vida como um pássaro sozinho pelos campos e matas sempre a se lamentar, pousando no tronco seco das árvores sempre com seu canto triste por não ter ajudado a salvar sua mãe, se lamentando para lua sua única companheira nas noites de solidão, essa é a lenda da maldição do urutau. Se for verdade ou não, fica este mais um causo da região. Respeitar as crenças dos antigos e respeitar a memória de um povo, pois um povo sem memória é um povo sem história.

Pesquisador: Yhulds Giovani Pereira Bueno. Pós-graduado em Metodologia do Ensino em História e Geografia. Professor de qualificação profissional, gestão e logística (Programas Municipais, Estaduais e Federias). Professor coordenador da Rede Municipal de Educação, membro do Grupo Xiru do CTG – Querência da Saudade – Ponta Porã – MS.

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Ponta Porã,com experiencia do teu passado,temos um presente cada vez melhor!!

DIREÇÃO : ESTAMOS NA ENTRADA DA CIDADE DE PONTA PORÁ. Fone: (67) 3433-6677 FELICIDADES PRINCESINHA DOS ERVAIS PELOS SEUS 102 ANOS!! “A nossa cidade completa 102 anos neste dia 18 de julho e eu gostaria de parabenizar todo o povo de Ponta Porã. Gente que com o seu trabalho constrói o desenvolvimento da nossa princesinha dos ervais. Muitos aqui nasceram, outros constituíram família, por isso, não medem esforços quando se fala em solidariedade, em busca do bem-estar comum. Desejamos que cada munícipe seja um ponto de apoio nesta construção diária, com valores sólidos que ajudem a preparar as crianças e jovens para este processo contínuo de transformação”.

Flavio Kayatt e Familia.

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esquisador Yhulds Giovani Bueno. Pós-graduado em Metodologia do Ensino de História e Geografia. Professor de Qualificação profissional, gestão e logística (Programas Municipais, Estaduais e Federias). Professor coordenador da Rede Municipal de Educação de Ponta Porã-MS. Palestrante do desenvolvimento sócio, político cultural da região fronteiriça. Contato cel. 067 – 9631-8181.

Cresci na fronteira, mas tenho no sangue a descendência sulista, meus bisavós e avós paternos oriundos do Rio Grande do Sul meus bisavós maternos espanhóis, minha avó materna paraguaia meu avó materno do Rio Grande do Sul, uma mistura tipicamente fronteiriça, um fato curioso de minha família que tanto do lado paterno como materno meus ancestrais vieram da Espanha, desembarcando na Argentina há séculos atrás. Desde cedo sou admirador da história, causos e lendas da região,

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curioso comecei a pesquisar a origem de minha família e os motivos que levaram os mesmos a vir de tão longe a estas terras, em minhas pesquisas entrei em contato com muitos moradores antigos da região, seus acervos de documentos e fotos, suas ricas histórias, juntando tais relatos com os de renomados escritores sul-matogrossenses, comecei a realizar o resgate através de histórias algumas cercadas de muito mistério, outras já esquecidas, fotos antigas que me ajudaram a escrever e publicar minhas narrativas, desta maneira reavivando a memória fronteiriça aguçando a curiosidade de muitos moradores novos e antigos da região de fronteira, sobre tais eventos que contribuíram para o desenvolvimento de nossa cidade da nossa rica região fronteiriça, desta maneira surgiu no facebook, o grupo Ponta Porã Linha do Tempo um grupo e uma página voltada para estes assuntos de outros tempos do nosso cotidiano. Um pouco do professor Yhulds Giovani Pereira Bueno. Atividades já exercidas: 1º Secretário Executivo do FUMDEB – Ponta Porã – MS Gestão 2007/2009 e 2009/2012. Membro do Controle Interno da SEME – Ponta Porã - MS 2009/2012 Membro do PAR Plano de Ações Articuladas do Município de Ponta Porã – MS 2007/2012. Membro do PES (Plano Estratégico da Secretaria Municipal de Educação Ponta Porã – MS 2007/2012). Membro do Conselho Municipal

de Educação de Ponta Porã – MS 2010/2011. Responsável Técnico da Secretaria de Educação Pela Implantação dos Conselhos Escolares nas Escolas Municipais de Ponta Porã – MS 2006/2012. Responsável Técnico do Setor do Plano de Desenvolvimento da Escola e Programas Federais, Estaduais e Municipais – PAR/PES/ PDDE/PDE/APM/CONSELHOS ESCOLARES. 1998/2012. Professor de qualificação profissional – PROJOVEM URBANO SETAS/ SED/MS 2009/2011/2012/2013. Professor de Geografia – Escola Angla MAPPE 2010,2011/2012 Membro da Patronagem como 2º Tesoureiro do CTG Querência da saudade de Ponta Porã MS 2012/2013. Técnico Pedagógico da secretaria de educação de 1998 a 2001 e 2005 a 2012. Coordenação municipal de Educação Física de Ponta Porã – MS 1998 a 2001. Técnico de projetos na FUCULDESPP de 2002 a 2004. Atuou como árbitro de voleibol e handebol na cidade de Ponta Porã – MS 1992 a 1994. Técnico da seleção Municipal de Handebol Feminino de Ponta Porã – MS 1994 a 1997. Técnico da seleção Municipal de Handebol Masculino de Ponta Porã – MS 1996 e 1997. Atualmente exerce a função de Coordenador do Programa Mais Educação E. P.M. Ignês Andreazza Ponta Porã-MS.

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