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Balneário Camboriú, 26 de maio de 2012

Editorial | Opinião | Cartas

e d i t o r i a l

O p i n i ã o

Conselheiros e comissionados

Perturbação da tranqüilidade e do sossego alheio na área rural

Em 13 de fevereiro deste ano o Conselho Municipal de Saúde, baseado em parecer da Comissão Especial de Avaliação e Fiscalização do Ruth Cardoso, aprovou as contas da Cruz Vermelha na gestão do hospital durante o ano de 2011. Em 13 de fevereiro deste ano o Conselho Municipal de Saúde aprovou também que uma série de procedimentos e suprimentos médicos no hospital fossem pagos pela prefeitura. Em depoimentos à CPI representantes do Conselho e da Comissão alegaram repetidas vezes que não tinham conhecimentos contábeis para analisar as contas apresentadas pela Cruz Vermelha. Se não tinham conhecimento, como aprovaram? Se não tinham conhecimento, como autorizaram que novas despesas fossem adicionadas ao contrato e pagas pelo município? Com que autoridade eles modificaram um contrato firmado entre a prefeitura e a Cruz Ver-

melha, contrato este regulamentado por lei municipal e uma licitação pública? Existem fortes indícios que um ou mais conselheiros e comissionados foram cúmplices dos desmandos no hospital. Não é possível que pessoas, mesmo sem conhecimentos de contabilidade, concordem em pagar notas no valor de R$ 85 mil, cuja única descrição seja “serviço prestado”. Qual serviço, para quem, quando e por quê? Na vida real ninguém paga contas desta maneira, exige detalhamento das despesas, é zeloso em relação aos gastos, mas quando se tratou do dinheiro público não houve a menor preocupação. É necessário escutar o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Luiz Fernando Michels Brito, documentos mostram que ele atuou em vários momentos como defensor da Cruz Vermelha quando sua função era a oposta, defender a sociedade.

Mídia O governo Edson Piriquito baseou parte da sua estratégia na distribuição de verbas de publicidade a veículos e profissionais de imprensa que elogiassem este mesmo governo.

Nesta prática irresponsável e ilegal surgiu um fato novo, parte das empresas que receberam verbas estava irregular ou tinham estreita ligação com o próprio governo.

Quem noticiava coisas que desagradassem ao prefeito estava fora das verbas oficiais.

Uma investigação detalhada desses fatos é necessária, o dinheiro público foi desvirtuado.

expediente Ano 21 no 1089 Tiragem: 2.300 exemplares Diretor de redação: Waldemar Cezar Neto Jornalista responsável: Caroline Schneider Cezar CNPJ: 04.097.083/0001-30 Redação e escritórios: Rua 2448, 360E, Centro, Balneário Camboriú, SC. Fone/FAX: 47 3367-3333 e-mail: jornal@pagina3.com.br site: www.pagina3.com.br / blog: www.blogp3.com.br Artigos assinados e colunas não refletem necessariamente a opinião do jornal.

c a r t a

Klaus Georg

A área rural de Camboriú sempre foi caracterizada por aliar tranqüilidade, diversão e lazer. Porém, há uma tendência de exploração econômica indevida da propriedade rural com a promoção de eventos festivos altamente ruidosos causadores de perturbação do sossego alheio. O exemplo mais conhecido é o “Sítio do Didi” (Estrada Geral do Braço/Cerro), onde habitualmente nos finais de semana são promovidas baladas noturnas e diurnas com uso abusivo de equipamentos de som, agregando competição de carros, motos e de som automotivo, em franca violação ao sossego e tranqüilidade de seus vizinhos. Os eventos são públicos com cobrança de ingresso e se estendem até aos domingos à noite, gerando grande movimentação de motos com escapamento aberto e altos ruídos de som emitidos por veículos circulando em alta velocidade e realizando manobras perigosas pelas vias do interior. Alguns condutores aparentam estar sob efeito de álcool ou drogas, causando danos em cercas e portões das propriedades, lançando garrafas e latas de cerveja na beira da estrada e nas propriedades, além de colocar em risco a vida de pedestres e ciclistas! A situação ficou fora de controle e a tendência é que a moda se alastre pelo interior de Camboriú, comprometendo a tranqüilidade, segurança, qualidade de vida e a saúde dos residentes, proprietários de sítios e de

turistas, assim como, causando depreciação imobiliária. Portanto, serão necessárias medidas urgentes por parte das autoridades para restabelecer a ordem e a paz pública. Leis das Contravenções Penais: artigo 42, III, do Decreto Lei 3688/41; artigo 54 da Lei 9605/98; Lei Federal 9503/97, artigo 228. A administração municipal de Camboriú precisa apresentar projetos de turismo ecológico e incentivar o desenvolvimento de atividades de lazer que causem o menor impacto possível ao meio rural. Alguns exemplos: piscinas naturais, pesca recreativa, camping, tirolesa, arvorismo, caminhadas por áreas arborizadas, trilhas ecológicas, trilhas de bike, montanhismo, escalada, passeios a cavalo, passeios de charrete, hipismo, quadras de tênis, campo de golfe, aeromodelismo, criação de parques ecológicos, entre outros. Por sua vez, competição de carros, motos, som automotivo e outros esportes altamente poluidores, são modalidades esportivas ou de diversão incompatíveis com o meio ambiente rural, já que necessitam de arenas construídas em local adequado, aonde não venham a causar impacto de vizinhança, degradação ambiental e inclusive perturbação dos animais! Klaus Georg é morador de Camboriú

Indignação Resolvi voltar a pedalar! Antigamente pedalava porque não tinha carro, a bicicleta era meu único meio de transporte. Hoje pedalo por opção! Optei pela bicicleta porque não tenho tempo para praticar esportes com frequência, nos fins de semana costumo caminhar. Portanto, resolvi unir o útil ao agradável e ir para o meu trabalho de ‘bike’, faço o trajeto final da Avenida Brasil (sentido Barra Sul) até a Rua Biguaçu no Bairro dos Municipios. Sou persistente e pretendo continuar pedalando apesar de me apavorar com a falta de respeito e gentileza no trânsito por parte de muitos, pedestres, ciclistas, motoristas e principalmente motociclistas. Além disso na ciclovia da Quinta Avenida quando chove em alguns trechos fica alagada. Mas o que mais me deixa indignada ainda é que embaixo da ponte (sentido Via Gastronômica) não tem nem ciclovia, nem calçada adequada, sendo extremamente perigoso passar ali. A pergunta que não quer calar: Até quando vamos colocar nossas próprias vidas em risco por conta da incompetência daqueles que foram eleitos para administrar nosso município e zelar pela nossa segurança? Romi Terezinha da Silva é pedagoga e nativa de Balneário Camboriú. Esse espaço é aberto para a manifestação dos leitores . Envie texto com até dois mil caracteres para marlise.jp3@gmail.com.br.


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