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O Canal de Notícias da Rede Case IH

Ano 4 - Nº 18/2019

Vice-presidente da Case IH fala de sua expectativa com a Rede

Um giro pelas feiras agropecuárias do Brasil

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Fazenda Santana

Luiz Eduardo MagalhĂŁes, BA. Foto: Vespasiano Neves

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Palavra do Presidente Finalmente o Plano Safra foi anunciado! É importante lembrar que este é um recurso estratégico para o produtor rural financiar suas despesas operacionais. É um recurso importante também pela própria relevância do setor para o Brasil, setor que foi responsável em 2018 por 21% do PIB, 42% das exportações e 20% dos empregos. Um setor que compensa o resultado negativo de outros setores e tem, ao longo das últimas duas décadas, pelo menos, sido o responsável por manter positivo o saldo da Balança Comercial Brasileira. O anúncio do Plano Safra de forma unificada fortalece a própria agricultura, que é única, pois produtores grandes, médios e pequenos trabalham da mesma forma, gerando, juntos, os números que compõem a formação da participação do setor no nosso Produto Interno

SUMÁRIO 4 - Artigo da Edição - Artur Eduardo Monassi 6 - Feiras agrícolas pelo Brasil 16 - Plano Safra 2019 / 2020 18 - Apaixonado pelo Mato Grosso e pela Case 20 - Entrevista com Christian Gonzalez 22 - Banco CNH 24 - Tratorcase - Inovação e Profissionalismo

Bruto, na geração de renda e empregos. Os juros subsidiados: 3% a 4,6% para os pequenos produtores, enquadrados no Pronaf; 6% para os médios produtores rurais; e 8% para os grandes produtores rurais estão compatíveis com a atual Selic, e não representam privilégio para o setor. Uma excelente novidade foi o aumento do subsídio do seguro rural. O montante subiu de R$ 440 milhões para R$ 1 bilhão nesta safra. Nada mais lógico, garantir a atividade que garante o Brasil, dando a ela um mínimo de segurança para continuar seu trabalho. A política agrícola tem que ser vista como política de governo, e quem sabe no próximo Plano Safra a velha reivindicação do setor seja atendida, um plano que contemple não uma safra, mas pelo menos três. É esperar para ver!

José Antônio Fontoura Colagiovanni

Presidente

Informativo da Associação Brasileira dos Distribuidores Case IH Rua Luiz Pessuti, 183 Jardim Portal da Colina Sorocaba/ São Paulo Tel.: (15) 3211-1770 abracase@abracase.com.br www.abracase.com.br • Coordenação Editorial e Jornalista responsável: Valéria Ribeiro Isola - MTb 15.626 • Editoração: Fernando Braga • Impressão: São Francisco Gráfica Tiragem 3 mil exemplares

José Antônio Fontoura Colagiovanni Presidente Carlos Alberto da Rosa Vice-Presidente Reinaldo Herrmann Vice-Presidente Adm. Financeiro Cauê Campos Diretor Comercial João Guilherme Pires Martins Diretor Pós-Vendas ABRANEWS - 3


ARTIGO DA EDIÇÃO Publicado originalmente na revista Opiniões

Artur Eduardo Monassi

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75 anos da colheita mecanizada da cana-de-açúcar

Grupo Tracan

ano de 2019 marca os 75 anos da mecanização da colheita de cana-de-açúcar no mundo. Em 1944, em plena 2ª Guerra Mundial, a Austrália sofria com a escassez de mão de obra em suas lavouras de cana-de-açúcar. Da necessidade nasceu a solução. A família Toft, com os irmãos Harold e Collin, baseada em um projeto criado dois anos antes por Joseph Toft Junior, cria uma máquina para os agricultores locais colherem sua cana. Três anos depois, as colhedoras mecânicas já são uma realidade. A busca pela evolução não para. Em 1956, Harold Toft cria a primeira carregadeira hidráulica. Em 1960, a máquina já colhia 10 toneladas por hora, ainda com a cana colhida inteira. A colhedora de cana picada, que reduziu a quantidade de terra no processamento, foi criada em 1965. Enquanto isso, em Ribeirão Preto, uma indústria nascia da percepção de um dono de usina, que sentia na pele a dificuldade em gerir a mão de obra em seu negócio. Em 1960, a empresa criou uma linha de carregadora, e dez anos depois lançou uma colhedora de cana picada, a primeira da categoria produzida no Brasil, e fabricada sob licença de uma indústria australiana. A Austrália foi o berço da mecanização, mas foi no Brasil que as máquinas evoluíram. Em meados da década de 1970, a indústria dos irmãos Toft, a Austoft, enviou um representante ao Brasil que teve papel importante e decisivo no processo e desenvolvimento da mecanização dos nossos campos plantados com cana, Stanley John Pearce.

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John Pearce atiçou o mercado e foi fundamental para a evolução da motomecanização dos canaviais brasileiros. Ele rodou todas as regiões brasileiras para mostrar as vantagens da colheita mecanizada, e levou muitos brasileiros para conhecer os canaviais australianos e suas máquinas. John sempre dizia que “um bom plantio é que determina a eficiência da colheita”, custamos a entender e quando o fizemos mudamos a história dos nossos canaviais. A história é longa e merece ser contada, pois a indústria brasileira evoluiu tanto que a plataforma mundial de fabricação da precursora Austoft está no Brasil desde 2004. Todas as empresas trouxeram suas plataformas para o Brasil e a indústria de Ribeirão Preto foi incorporada por uma multinacional. A colheita mecanizada da cana não era uma opção, era uma imposição legal com o fim da queima e a impossibilidade de colheita manual. Quando as usinas paulistas aderiram em massa ao “protocolo agroambiental” era 2007 e apenas 34% da área de cana-deaçúcar de São Paulo era colhida por máquinas. Foi uma corrida dos fabricantes de máquinas para atender à crescente demanda e acompanhar as mudanças na sistematização dos canaviais. Cada usina e cada produtor estava em busca de mais produtividade, as variedades de cana e as novas configurações de plantio desafiavam os fabricantes. O pacote tecnológico para maior capacidade de colheita não parava de evoluir e ainda está em evolução. De um ano para o outro, algumas máquinas receberam mais de uma centena de melhorias, sempre em busca


de mais produtividade, com menor custo operacional e melhor qualidade de colheita. As novas tecnologias das colhedoras diminuíram cada vez mais o trabalho do operador. Elas gerenciam o funcionamento do motor, para proporcionar diminuição do uso do diesel. Facilitam a operação e simplificam as manobras, e até proporcionam o arrefecimento inteligente. O sistema ainda é capaz de “copiar o solo” para melhorar a qualidade da colheita. Em 2013, o Brasil bateu o recorde de vendas de colhedoras de cana, quase 1.500 unidades. A legislação que proibia a queima, a falta de mão de obra e a demanda reprimida levaram a este boom. Além disso, os juros naquela época estavam deflacionados, estavam menores do que a inflação. Muita gente comprou máquina com sobra. Haveria a renovação, mas ela foi antecipada em praticamente dois anos, tanto que em 2014 e 2015 as vendas caíram drasticamente. Havia muita máquina no campo e muito ainda o que evoluir nas indústrias. De lá pra cá, a quantidade anual de vendas caiu, em compensação a eficácia da colheita aumentou. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em 2018 as vendas no mercado interno de colhedoras de cana recuaram 10,8%, para 643 unidades, bem abaixo de projeções iniciais que sinalizavam 750 unidades. Foi o menor volume da série estatística, que começou em 2013 e que contabiliza as vendas de todas as montadoras. A pergunta recorrente para nós que trabalhamos com a mecanização da cana é se o mercado vai voltar ao patamar de 2013. A resposta é não. E não vai voltar por “culpa” das próprias montadoras, que melhoram tanto seus produtos que o parque de máquinas tende a ser menor, pois com a melhor performance em campo, a consequência é de uma demanda menor por colhedoras na frota. Isso é ruim para a montadora e seus concessionários? A evolução ininterrupta, mesmo com a crise que assolou o setor, me dá tranquilidade para afirmar que com o que temos é possível quase

dobrar a produtividade das colhedoras de cana. O que é fundamental hoje é a qualidade da manutenção das máquinas, um processo constante. Atualmente pouquíssimas usinas fazem o que faziam antigamente: parar na entressafra todas as máquinas para a manutenção. Não mais, agora a manutenção é feita a todo tempo, em todo o período de safra. Todo mês tem máquina fazendo uma manutenção geral. Indústria e concessionários têm participação ativa nesse processo. A operação contínua durante a safra traz um desgaste grande para esses equipamentos. Por isso, a qualidade da manutenção aumentou bastante, e, consequentemente, a disponibilidade da máquina também. O que importa é o TCH, a quantidade de tonelada de cana por hectare. Se tem máquina disponível, ela rende mais no campo. Muitas tecnologias surgiram para prevenir a possível parada de uma máquina no campo, colhedora ou trator. As máquinas ganham eficiência a cada ano e suprem as necessidades das usinas pelo uso contínuo dos equipamentos, porém as pesquisas em relação a novas variedades mais produtivas ou voltadas para produtos específicos continuam desafiando as engenharias das montadoras. Como na média o mercado faz a reposição das colhedoras a cada cinco anos de utilização, a tomada de decisão para a escolha de uma máquina é feita em cima de cálculos contínuos de quanto essas novas tecnologias podem trazer de vantagem. Além disso, o Brasil não é só Centro-Sul, na região Nordeste a mecanização ainda está em 25% e os desafios quanto à topografia e à área restrita dos canaviais devem gerar também novas demandas. E com toda esta evolução termino falando do John Pearce, que nos deixou um enorme legado. Nos ensinou, lá atrás, que todas as etapas que envolvem o ciclo da cana são importantes, desde os tratos do solo, passando pelo plantio e até chegar na colheita mecanizada, que é apenas parte da evolução que invadiu os canaviais do Brasil.

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Feiras agrícolas

pelo Brasil

De Norte a Sul, há sempre um concessionário Case IH pronto para receber produtores rurais e pecuaristas

Expodireto Cotrijal 2019 6 - ABRANEWS


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esta matéria a Abranews resgata um pouco das feiras agrícolas do Brasil no primeiro semestre. Não são todas, claro, já que são muitas, mas aqui falamos e mostramos as principais. Uma coisa é certa: a rede Case IH está presente em todas elas, das menores e mais locais, nas pequenas cidades, até as regionais e nacionais. O importante é estar onde o produtor rural está. Mostrar para ele o portfólio

da Case IH, que não para de crescer para atender aos agricultores de todos os tamanhos. Um portfólio que também não para de inovar, levando o melhor da tecnologia para esse imenso Brasil. É um trabalho incessante, de fôlego, que significa investimento e dedicação para atender quem faz o agronegócio, o produtor rural, aquele que representa a espinha dorsal do setor que sustenta a economia brasileira.

Show Rural Coopavel - 4 a 8 de fevereiro, em Cascavel, PR A primeira grande feira do ano é o Show Rural Coopavel, que abre o calendário anual das grandes feiras agropecuárias, e costuma ser o termômetro da disposição do agricultor para os investimentos. Em sua 31ª edição, a feira não só alcançou a expectativa inicial de R$ 2,2 bilhões em negócios, segundo os organizadores, como surpreendeu pelo público visitante, 288.802 pessoas. O Grupo JMalucelli foi o anfitrião da Case IH no Show Rural Coopavel, realizado em Cascavel, PR. Em um estande com 2.800 m², foram muitas as novidades apresentadas, entre elas o lançamento de mais uma solução para a coleta de informações no campo. Com a

parceria entre Case IH e Farmers Edge, os produtores passaram a ter acesso à plataforma FarmCommand, estendendo ainda mais a gama e as informações de planejamento, análise, execução e tomada de decisão no campo. Entre os equipamentos lançados, o Quadtrac foi o que mais chamou a atenção. Esta linha de tratores articulados com esteira chegou ao Brasil como opção para reduzir a compactação do solo, sem abrir mão da força. O Quadtrac é o trator com a maior capacidade de tração no mundo, em qualquer atividade, trabalha de forma suave e eficiente, com potências entre 507 cv e 629 cv.

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Expodireto Cotrijal - 11 a 15 de março, em Não-Me-Toque, RS Na Expodireto Cotrijal, onde a agricultura familiar da região Sul do país é presença certa, os destaques ficaram para os produtos voltados para este segmento. A linha Farmall, que ficou mais potente, e o trator estreito Quantum 75N foram alguns dos destaques da marca, juntamente com a colheitadeira Axial-Flow 4130, com tração 4x4. A Axial-Flow Série 230, modelo 7230 também foi para a feira. As concessionárias da região Sul do Brasil foram as responsáveis por apresentar a seus clientes os novos recursos tecnológicos que permitem mais eficiência para produzir mais e com custos operacionais menores. A linha de tratores Farmall Tier 3, com novas po-

tências, 80, 90 e 100 cavalos, consegue reduzir o nível de ruídos e também a emissão de poluentes.

Femec - 26 a 29 de março, em Uberlândia, MG Nas feiras agropecuárias espalhadas por todo o país tem sempre Case IH. Na Femec, a Tracan preparou um espaço muito especial para expor o

melhor da tecnologia para receber seus clientes. A feira é promovida pelo Sindicato Rural de Uberlândia desde 2012 e a cada ano vem atraindo mais público. Passaram por sua oitava edição quase 70 mil pessoas. Segundo os especialistas da Tracan, um público cada vez mais focado em negócios e oportunidades. A cada ano a Femec se firma como a grande feira do agronegócio do Triângulo Mineiro, unindo pecuária e agricultura em um mesmo espaço.

Show Safra - 26 a 29 de março, em Lucas do Rio Verde, MT A Araguaia foi a concessionária que levou as principais novidades da Case IH para o Show Safra. Fechando o mês de março, a feira foi palco para os equipamentos de alta potência, com destaque para os tratores articulados. A linha Steiger e a Quadtrac agradaram aos clientes do Centro-Oeste do país. Denny Perez, gerente Comercial da Case IH para a região, estava otimista com a feira que “apresentou” o trator articulado com esteiras, o Quadtrac, importante para a agricultura extensiva da região porque proporciona além de mais capacidade de tração, menos compactação de solo. Segundo Perez, “O Mato Grosso é conhecido por ter grandes áreas de plantio e, por isso, os grandes equipamentos se fazem cada vez mais necessários. E neste ponto a Case IH atende todo o ciclo, do plantio à colheita. Nesta tendência de mercado, a

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Case IH está bem à frente da concorrência com tratores de grande porte”.


Parecis SuperAgro

- 9 a 12 de abril, em Campo Novo do Parecis, MT

A Maxxicase esteve presente mais uma vez na Parecis SuperAgro, que realizou sua 12ª edição. Produtores de todos os tamanhos que buscavam soluções para o seu negócio puderam encontrar na feira muitas alternativas. A SuperAgro tem como estratégia manter o produtor rural do Mato Grosso bem informado sobre as mais novas tecnologias e serviços disponíveis no setor. Consolidada como a principal feira tecnológica do agronegócio do Centro-Oeste brasileiro, a feira teve como temas em 2019 as influências da tecnologia no setor e o impacto da conjuntura internacional sobre o cotidiano do produtor rural. E tecnologia foi o que não faltou no estande da Maxxicase, com destaque mais uma vez para a linha de tratores articulados com esteira,

o Quadtrac. A região, que se orgulha de ser capaz de produzir de maneira integrada, sustentável e em grande escala os mais diversificados produtos, ganhou um reforço de peso com os lançamentos Case IH.

TecnoShow Comigo - 8 a 12 de abril, em Rio Verde, GO A Planalto Case IH levou para a Tecnoshow Comigo o que há de melhor em tecnologia agrícola. O clima foi de otimismo, com uma pitada de apreensão, pois os recursos do Plano Safra 18/19 já estavam chegando ao fim, enquanto a demanda do setor por máquinas continuava aquecida. Ao final, a 18ª edição da feira superou novamente as expectativas dos organizadores - foram R$ 3,4 bilhões em negociações (au-

mento de 36% em relação a 2018, quando a feira registrou R$ 2,5 bilhões). Foram 580 expositores e público de 118 mil pessoas, de todas as regiões produtoras do Brasil. A Tecnoshow Comigo está entre as maiores do país e não para de crescer. A edição de 2020 já está confirmada - será de 30 de março a 3 de abril no Instituto de Pesquisa e Tecnologia Comigo (ITC) - antigo Centro Tecnológico Comigo (CTC).

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ExpoLondrina - 4 a 14 de abril, em Londrina, PR A Agricase foi a Case IH na ExpoLondrina, uma das mais completas feiras do setor na região sul do país. Em sua 59ª edição, a feira, que tem por opção misturar inovação tecnológica e tradição, mais uma vez comprovou que “quando a tecnologia encontra o campo, o protagonismo é do agro”. A Colheitadeira 7130 foi um dos destaques da marca, com seu sistema Axial-Flow, reconhecido por preservar a qualidade dos grãos e reduzir as perdas. Além de colheitadeiras, a Case IH apresentou seu novo portfólio de tratores, que cresceu em 2019 e agora vai de 80 cv a até 629 cv. A nova linha de tratores Farmall Tier 3, ideal para atender às demandas da agricultura familiar, foi muito bem recebida pelos produtores.

3ª TecnoAlta - 25 a 27 de abril, em Alta Floresta, MT A TecnoAlta é um evento encabeçado pelo Sindicato Rural de Alta Floresta, que nasceu com o objetivo de qualificar e fomentar a agropecuária na região, levando até o produtor palestras, oficinas, minicursos, rodadas de negócios e, claro, vendas de produtos e insumos em condições diferenciadas de financiamentos. Em 2019 foi realizada a 3ª edição, que superou a expectativa de vendas e atraiu produtores de toda a região, de cidades como Paranaíta, Apiacás, Nova Monte Verde, Sinop e Nova Bandeirantes. Os expositores constataram a disposição de compra por parte dos agricultores e pecuaristas. A Suprema Máquinas estava presente mais uma vez para apresentar o melhor que a tecnologia pode oferecer ao produtor rural. A revenda Case IH da região é parceira da feira desde a primeira edição e acompanha como a TecnoAlta está se transformando em vitrine no norte do Mato Grosso.

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Fotos: Alexandre Lombardi

Agrishow - 28 de abril a 3 de maio, em Ribeirão Preto, SP A Agrishow é a feira que reúne o maior número de revendas Case IH, está em sua 26ª edição e reuniu 31 grupos. Com times vindos de todas as regiões do país, os produtores se sentiram em casa por terem sido recepcionados por parceiros de seu dia a dia no campo. A preparação foi intensa, afinal foram muitos lançamentos e comemorações. O estande da Case IH foi um dos que mais chamou a atenção na Agrishow. Este ano ele estava todo coberto e apresentava uma proposta mais futurista. Logo na entrada principal, os visitantes eram recebidos por um telão de 30 metros, o maior já instalado em feiras agropecuárias em toda a América Latina. Entre 29 de abril e 3 de maio, o telão e o palco montados em Ribeirão Preto foram cenários para o lançamento do AFS Connect, das novidades relacionadas à agricultura de precisão da Case IH. Foi um verdadeiro show para os produtores, já que essa solução de agricultura avançada agrega ferramentas como imagens de satélite, drones, piloto automático, telemetria, sistemas de aplicação e meteorologia, tudo para que sejam tomadas decisões no dia a dia cada vez mais assertivas. Esta tecnologia também vai possibilitar diagnósticos remotos e atualização dos softwares das máquinas em tempo real. As apresentações do AFS Connect demons-

traram como essa solução digital e integrada otimiza o monitoramento da frota, garante máximo desempenho agronômico e possibilita o gerenciamento de dados de forma simples e intuitiva, em tempo real. O ConectarAGRO foi outro destaque da feira. Lançado em parceria entre oito diferentes empresas, entre elas a Case IH e duas empresas de telefonia, tem por objetivo fomentar a expansão da conectividade no campo e alcançar cerca de 5 milhões de hectares até o final do ano, o que representa perto de 10% da área cultivada no Brasil. Na prática, uma iniciativa de alcance para todas as propriedades, independentemente do tamanho e para que todos os tipos de agricultores possam usufruir. Os visitantes que foram ao estande da Case IH na Agrishow puderam ver de perto a edição especial e limitada da colhedora A8810 Single Row, produzida em comemoração aos 75 anos da mecanização da colheita de cana-de-açúcar no mundo. A colhedora, customizada na cor preta, recebeu o nome de John Pearce Signature, em homenagem ao australiano que trouxe ao Brasil a tecnologia Austoft, embarcada nas colhedoras da Case IH. A colhedora é reconhecida no setor por sua excelência, uma máquina que com certeza receberia os aplausos de John Pearce.

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Agrotins

6 a 11 de maio, em Palmas, TO A Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins, a Agrotins, chegou à sua 19ª edição em 2019, e escolheu como tema “Agronegócio de Atitude Sustentável”. Um tema muito atual e que representa, para todos os elos da cadeia produtiva, os desafios do presente e do futuro. Garantir alimentos de forma sustentável para a crescente população mundial significa usar muito bem as tecnologias disponíveis e persistir na busca por soluções inovadoras. Foi exatamente isso que a Grandtec apresentou em Palmas, o melhor que a tecnologia pode oferecer: os equipamentos e soluções Case IH.

Exposoja

8 a 11 de maio, em Uruçu, PI A Risa Máquinas montou uma grande estrutura para receber seus clientes em Nova Santa Rita, distrito de Uruçu, no Piauí. Neste ano o tema da feira foi “Ciência e Tecnologia a favor do AGRO”. A Risa levou para a 12ª edição da Exposoja, a maior feira do cerrado piauiense, os principais lançamentos Case IH de 2019, além de condições exclusivas de negociação de todo o pacote tecnológico.

Expocafé - 15 a 17 de maio, em Três Pontas, MG Um dos mais tradicionais eventos do setor cafeeiro, a Expocafé aconteceu no campo experimental da EPAMIG, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, em Três Pontas. A Racine levou para a exposição todo o portfólio Case IH voltado para o café. A temática da 22ª edição foi: “os investimentos como forma de ganhar eficiência, aumentar a qualidade e promover a redução nos custos de produção”. Exatamente por estas características, de proporcionar maior rendimento e qualidade na colheita desde a primeira safra, as colhedoras Coffee Express 200 Multi e Coffee Express 100 Multi se destacaram na Expocafé. A Racine

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levou todo o seu time técnico para apresentar as máquinas, que são referência em produtividade e em economia de combustível, além de serem de simples operação.


Expoingá

Show Agro

9 a 19 de maio, em Maringá, PR

21 a 25 de maio, em Paragominas, PA

Quem vai na Expoingá sabe que a Agricase vai mostrar novidades com ótimas condições de negociação. A 47ª Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial de Maringá aconteceu no Parque Internacional de Exposições da cidade e movimentou toda a região, afinal os produtores já estavam encerrando a safra e se planejando para a próxima. Consolidada como uma das feiras mais importantes e diversificadas do Brasil, a Expoingá se orgulha de ser um evento que acompanha e que lança tendências. Mais de meio milhão de pessoas passaram pela feira, que mistura negócios e entretenimento.

A Show Agro, a Feira Estadual do Agronegócio, encabeçada pela Coopernorte, realizou sua 3ª edição em 2019, ocupando o espaço de feiras mais antigas, que haviam perdido o foco no negócio e se voltado mais para o entretenimento. Funcionando apenas durante o dia, sem shows e sem distrações, a jovem feira teve exposição de máquinas e um calendário de palestras para, mais do que apresentar as novas tecnologias, ouvir o que os especialistas pensam sobre o futuro do Agro. A Primaq Case IH é uma das grandes apoiadoras da Show Agro e neste ano aproveitou também para mostrar didaticamente o agronegócio para as crianças, em tour exclusivo pela feira.

AgroBalsas - de 21 a 24 de maio, em Balsas, MA Idealizada pela FAPCEN, organização privada formada por empresários e produtores rurais, o AgroBalsas é um dos braços na busca do

melhoramento aliado à sustentabilidade, voltado às necessidades do agronegócio de uma das mais relevantes fronteiras agrícolas no Brasil, o Matopi, importante polo produtor de grãos do país. A grande exposição aconteceu na fazenda Sol Nascente, em Balsas, e a Risa mais uma vez se fez presente com os lançamentos e soluções Case IH para a agricultura extensiva. Conhecida por suas vitrines vivas, foram plantadas culturas especialmente para a exposição: milho, soja, feijão-caupi, pastagem, forrageiras, leguminosas, entre outras. O AgroBalsas mais uma vez conseguiu reunir pequenos e grandes agricultores do Maranhão, do Tocantins e do Piauí.

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Rondônia Rural Show 22 a 25 de maio, em Ji-Paraná, RO

A Mamoré Case IH montou um estande repleto de novidades com todo o portfólio de produtos Case IH para, novamente, surpreender os produtores da região norte do Brasil. A feira apresentou sua 8ª edição com muitas atividades: oficinas, cursos, workshop, palestras e circuitos tecnológicos com temas relacionados à produção vegetal e animal. Na programação de campo, com o caminho do peixe, do leite e do café, foi possível ver de perto todas as fases de produção, desde o preparo do solo até a comercialização dos produtos.

Bahia Farm Show - 28 de maio a 1º de junho, Luís Eduardo Magalhães, BA A Bahia Farm Show é reconhecida como a maior vitrine do agronegócio do Norte e Nordeste do Brasil, posicionada entre as três maiores do país em volume de negócios, perto de R$ 1,9 bilhão em 2019. Além de vitrine, a Bahia Farm Show costuma ser palco de tomada de importantes decisões para o setor, e mais uma vez assim foi, com declarações importantes da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, sobre o futuro Plano Safra. A Maxum foi a Case IH na feira e apresentou o portfólio completo de máquinas de alta potência para o norte e nordeste. Destaques para o trator articulado Steiger e as colheitadeiras de grãos Axial-Flow Série 230 Extreme, perfeitos para uma das regiões mais produtivas do país, de relevo plano, que facilita o trabalho mecanizado, e com clima ideal para produção agrícola, principalmente de grãos e algodão. As principais novidades e máquinas de alta potência, como o Steiger e o Quadtrac, estavam lá, tratores que atendem a todas as necessidades daqueles produtores, cada vez mais demandantes de equipamentos maiores. Uma tendência de mercado que a Case IH responde também com suas colhedoras, pulverizadores, plantadeiras, além da linha de serviços e peças.

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AgroBrasília - 14 a 18 de maio, em Brasília, DF A Pivot representou a Case IH na grande feira do cerrado brasileiro, a AgroBrasília, Feira Internacional dos Cerrados, em sua 12ª edição. Desde 2008, a feira tem sido sinônimo de negócios e tecnologia. A AgroBrasília surgiu para comemorar os 30 anos da Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal, fruto do Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal, integrado, principalmente, por

produtores do sul do país, que transformaram a região em recordista de produtividade agrícola. Realizada pela Coopa-DF, é reconhecida como vitrine das tecnologias para o agronegócio e como vitrine acolheu a todos os grandes lançamentos da Case IH, dos pequenos tratores aos maiores, passando por todas as linhas de colhedoras, plantadoras e pulverizadores, com destaque para as novidades da agricultura de precisão, serviços e peças.

Expo Polo Carajás - 1° a 8 de junho, em Redenção, PA A Expo Polo Carajás é um dos maiores eventos do sul do estado do Pará. Realizado no Parque de Exposições Pantaleão Lourenço Ferreira, a feira

recebeu, em sua 24ª edição, o maior público de sua história, mais de 200 mil pessoas. A Expo Polo faz com que a cidade se torne uma grande vitrine da agropecuária da região norte do Brasil durante a semana da feira. O grande público se desdobra entre as atrações musicais e a exposição agropecuária. A Raízes Case IH é uma grande parceira e todo ano leva os principais lançamentos e inovações de uma das marcas mais desejadas do país. Na feira, a interação com o cliente acontece em clima de “casa da gente”, com espaço para confraternização, o que inclui, claro, a criançada também.

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PLANO SAFRA 2019/2020 R$ 225,59 bilhões em recursos

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epois de muita expectativa e dúvidas o governo anunciou no dia 18 de junho recursos na ordem de R$ 225,59 bilhões para o plano agrícola e pecuário 2019/2020. Neste ano o anúncio do Plano, por causa da reunificação dos ministérios, englobou a agricultura familiar, médios e grandes produtores. O seguro rural foi uma grande novidade, pois dobrou de valor, al-

cançando R$ 1 bilhão. Foram liberadas também mais verbas para subvenção do crédito dos pequenos produtores, e para os médios produtores as taxas ficaram mais compatíveis. Para os médios houve aumento de 32% nos recursos para custeio e investimento. Outra boa novidade é que o agronegócio passa a ter mais opções de financiamentos em bancos privados.

Entenda os números R$ 225,59 bilhões (total) R$ 222,74 bilhões - crédito rural R$ 169,33 bilhões (custeio, comercialização e industrialização) R$ 53,41 bilhões (investimento) R$ 1 bilhão - Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) R$ 1,85 bilhão - apoio à comercialização. 16 - ABRANEWS


TAXAS DE JUROS Custeio, comercialização e industrialização • Pequenos produtores (Pronaf) 3% e 4,6% ao ano • Médios produtores: (Pronacamp) 6% ao ano (custeio) e 7% ao ano (investimento) • Demais produtores: 8% ao ano PROGRAMAS DE INVESTIMENTO • De 3% a 10,5% ao ano PEQUENO PRODUTOR

PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO

Os beneficiários do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) têm R$ 31,22 bilhões à disposição para custeio, comercialização e investimento.

O governo anunciou também, o que representou um grande avanço, segundo a ministra da agricultura, Tereza Cristina, a extensão para o setor rural do Patrimônio de Afetação, o que significa que o produtor pode desmembrar seu imóvel para oferecer como garantia nos financiamentos agropecuários.

MÉDIO PRODUTOR Os recursos para o Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural) passaram para R$ 26,49 bilhões, R$ 6,46 bilhões a mais que o programado na safra 2018/2019, o que representa aumento de 32%. FINANCIAMENTO PRIVADO Uma MP, editada junto com o Plano Safra 2019/2010, permite que o produtor tenha mais opções de financiamentos em bancos privados. A Cédula de Produto Rural (CPR) poderá ser emitida com correção pela variação cambial, viabilizando a emissão de CRA e CDCA no exterior. Nos recursos livres foi anunciado R$ 55 bilhões para as LCAs, Letra de Crédito do Agronegócio, além da possibilidade de emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) no exterior.

SEGURO RURAL Em 2020, será destinado R$ 1 bilhão para subvencionar a contratação de apólices do seguro rural em todo o país. É o maior montante que o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) já recebeu desde sua criação, em 2004. Com esse valor, o MAPA acredita que cerca de 150,5 mil produtores rurais poderão ter a safra segurada. Devem ser contratadas 212,1 mil apólices, com a cobertura de 15,6 milhões de hectares e valor segurado de R$ 42 bilhões. APOIO À COMERCIALIZAÇÃO Os novos preços mínimos, para a safra 2019/2020 tiveram reajuste médio de 7% para os principais produtos. Para 2020, o investimento programado é de R$ 1,85 bilhão nas modalidades de aquisição direta do produtor, contratos de opção de venda e subvenção de preços.

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APAIXONADO POR MATO GROSSO E PELA CASE

Publicado originalmente no informativo da Agrofito, texto de Érika Oliveira

Cliente da Agrofito desde o início dos anos 2000, o produtor Alcindo Jorge Schinoca realizou o sonho de montar uma frota 100% Case IH. A história do produtor rural Alcindo Jorge Schinoca com a agropecuária se resume a uma palavra: sonho. O sonho que sempre teve de dar à sua família o melhor, o sonho de plantar e colher os melhores frutos que a terra pode nos dar, o sonho de poder alcançar todos esses objetivos ao lado de uma marca que, para ele, sempre foi sinônimo de excelência quando o assunto é máquinas agrícolas. O sonho de Schinoca começou a se tornar realidade lá atrás, quando ele decidiu deixar o estado de São Paulo para viver com a família no interior de Mato Grosso, na cidade de Jaciara, onde reside até hoje.

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Uma parte da família já trabalhava com isso [agronegócio]. E eu vim para o Mato Grosso em busca de um sonho, de melhoria de vida. Compensou demais”, relembra entusiasmado.

Arrojado, seu interesse pela tecnologia no campo foi despertado quando o tema ainda era pouco convencional. Em um mundo cada vez mais digitalizado, na medida em que o setor agropecuário se moderniza, é difícil imaginar que até pouco tempo quase todo o trabalho na lavoura era braçal. Mas ele sonhou.


Determinado, ele venceu um a um os obstáculos que os distanciavam da realização destes sonhos. Em meados dos anos 2000, tão logo a Agrofito conquistou a concessão comercial da Case IH para a região sul do estado, Schinoca decidiu dar mais um passo em busca de seus objetivos.

A intimidade com que fala da Case e da amizade com o diretor e sócio proprietário da revenda que o atende, Darci Ciarini, é a mesma que aproxima Schinoca de cada colaborador da Agrofito.

O meu sonho era ser cliente da Case”, almejou mais uma vez.

E se sonhar é o primeiro passo para se realizar, não é à toa que hoje, aos 67 anos, Schinoca se colocou entre os principais produtores rurais do Mato Grosso. Atualmente, ele produz em suas fazendas soja, milho, cana-de-açúcar, além de destinar parte de suas atividades à pecuária. Eu ainda pretendo fazer mais”, interrompe a conversa, ou a “prosa”, como ele prazerosamente prefere chamar. “Minha primeira máquina foi uma colhedeira 2388, eu não me esqueço. Hoje em dia eu já perdi as contas. A linha média e grande nós temos todas. É tudo Case, esse era o meu sonho, né?!”, repete, deixando escapar o riso fácil.

Eu tenho toda a liberdade, tenho número direto do celular do dono, falo direto com ele caso precise. Mas é muito difícil precisar, a nossa prosa é muito diferente, muito distante do comercial. Toda a equipe tem autonomia para resolver qualquer coisa que o cliente precise.”

A “lida” para Schinoca começou cedo, e pelo visto está longe de terminar. E enquanto vai sonhando, ele transmite aos dois filhos, além dos sonhos, a paixão que tem pela Case IH e por Mato Grosso. Os dois foram criados assim. Hoje um mexe com cana e o outro trabalha direto comigo, é a minha sombra. E eles também são apaixonados”, finaliza o produtor, pedindo licença para terminar a “prosa” e voltar para o seu hoje principal sonho: continuar batalhando.

Já trabalhei com outras marcas, o Ciarini sabe da minha história. Antigamente as máquinas eram somente importadas, mas aí depois que nacionalizou eu pude realizar esse sonho e me tornei 100% Case”, conta orgulhoso.

Colheitadeira Case IH 2388

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ENTREVISTA

O novo vice-presidente da Case IH, Christian Gonzalez, fala de sua expectativa em relação à marca, a agricultura brasileira, e à rede de concessionários

A

s expectativas para a agricultura brasileira e as principais metas da Case IH são alguns dos assuntos abordados por Christian Gonzalez, que assumiu, no início deste ano, a vice-presidência da montadora na América Latina (Caribe, américas do Sul e Central). Com a experiência acumulada em vinte anos de atuação no grupo (quando ocupou cargos diretivos nas áreas de marketing, planejamento, produto e serviços comerciais na América do Sul e na Europa), Gonzalez também fala das expectativas para a rede de concessionários, da qual se aproximou, sobretudo, quando assumiu, em 2017, a diretoria de Planejamento de Produto e Commercial Services da CNH Industrial. Foi justamente após a reestruturação global da CNH, empresa à qual a Case IH pertence, que Gonzalez substituiu Mirco Romagnoli, como vice-presidente. Este, por sua vez, tornou-se o responsável de Aftermarket Solutions do segmento agrícola da CNH Industrial em nível mundial. Qual a sua expectativa sobre a rede de concessionários no Brasil? Quando falamos em rede concessionária, é preciso ter em mente, em primeiro lugar, que a Rede é a marca no campo. É o concessionário quem personifica a marca diante do cliente. E quando falo em concessionário, refiro-me a todos: a loja física, o proprietário, o pessoal que trabalha no back office, os mecânicos, os vendedores que estão no campo, enfim todos os que estão lá. Cada um deles é uma pequena parte da marca.

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Minha primeira expectativa é de um alinhamento total entre a Rede e o nosso posicionamento, nossas ambições e aspirações. Não podemos ficar dissonantes. Quais são as nossas aspirações? Como tenho salientado nas últimas reuniões com a Rede, a Case IH vem de um crescimento muito grande, nos últimos dez anos. E agora, vamos iniciar um novo ciclo de crescimento. O que só será possível com a participação da Rede. É preciso que ela esteja engajada, queira investir, tenha vontade de crescer. E é aqui que entra a minha segunda expectativa em relação à Rede: a parceria, a vontade de crescer com a gente. De nossa parte, vamos investir muito, seja em produtos, na marca ou para dar suporte à Rede no que for necessário, para que ela possa representar bem a nossa marca no campo. Por outro lado, espero uma vontade, uma gana muito grande da rede de concessionários para ir em busca disso, para buscar e ganhar território e, desta forma, ganhar espaço da concorrência. Durante a Agrishow, foi lançado o ConectarAGRO, iniciativa inédita de conectividade que envolve oito grandes empresas, entre elas a Case IH. Qual o papel da Rede nesse grande desafio de conectar 5 milhões de hectares no campo? O ConectarAGRO é um processo que começou lá atrás. Há tempos, já tínhamos planos para a nova geração de agricultura de precisão, com o AFS Connect, também lançado na Agrishow. Mas tivemos dificul-


dades, justamente com a falta de conectividade. Começamos, então, a investir em tecnologias alternativas para prover aquele cliente que não tem conectividade. E grande parte não tem. Quando encontramos uma solução vencedora, tomamos uma decisão de grande relevância estratégica: apresentar tal solução a nossos concorrentes e criar um standard, que ajudaria todo o mercado. Afinal, nosso objetivo sempre foi resolver a questão e não vender conectividade. Quem faz isso inclusive, é a Nokia e a Tim. Sobre o papel da Rede neste processo, reitero que ela é nossa marca no campo. Nem a Case IH ou mesmo a Tim ou a Nokia conseguirão implementar essa tecnologia no campo, sem a necessária parceria com os concessionários. Eles terão papel fundamental nesse desafio de prover conectividade, sobretudo na implementação dela. Isso significa trazer o cliente para esse negócio, aproximá-lo do ConectarAGRO, fazer planos, identificar as necessidades e ajudar os parceiros a entender as necessidades do cliente. Esta deverá ser uma segunda fase do plano. Ocorrerão casos em que se fará necessário juntar mais de um cliente para viabilizar, economicamente, a iniciativa. Por exemplo, para a instalação de torres. Será principalmente aí que a Rede terá um papel importante, no sentido de reunir seus clientes e dizer: “Olha, vamos juntar aqui um grupo de dez, vinte ou trinta clientes, que são um pouco

menores, não têm escala, para ganharmos economia de escala e viabilizar a tecnologia nessa região”. No mundo todo, ocorreram muitas mudanças na CNH. Isso mudou a expectativa em relação ao Brasil? Não, ela continua altíssima. O Brasil é sempre visto como um país muito promissor em diversos aspectos. Em primeiro lugar, o Brasil é um daqueles mercados que ainda tem um potencial de expansão muito grande. Somos o “Número Um” dentre todos os países neste aspecto. Por isso, estamos constantemente na mira dos holofotes. O segundo ponto é que os resultados da agricultura brasileira têm se aproximado cada vez mais dos países mais produtivos. Então, não apenas é possível a expansão, como também temos uma capacidade muito grande de adoção de tecnologia. Se olhamos o cenário de quinze anos atrás – quando a Case chegou ao Brasil e trouxe a Axial Flow, as colhedoras com cabine e a agricultura de precisão –, veremos que o mercado era dominado por máquinas sem cabine. As novidades chegavam aqui somente seis ou sete anos depois de lançadas. Hoje, nosso plano de colheitadeira tem uma sincronia que permite que as novidades cheguem um ano depois. Se o cliente vai ao Farm Progress Show, por exemplo, não vê praticamente nenhuma grande novidade. O que demonstra a força e a capacidade do Brasil.

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Banco CNH Industrial há 20 anos ao lado de quem produz, constrói e transporta O ano de 2019 marca os 20 anos do Banco CNH Industrial no Brasil. Criado com a missão de fornecer serviços financeiros especializados que atendam os concessionários e clientes das marcas CNH Industrial, a instituição financeira é uma das maiores repassadoras de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), financiando os segmentos agrícola, de construção, transportes e geração de energia. No Brasil, está presente em mais de 470 pontos de vendas de concessionários das marcas CNH Industrial. O segmento de Serviços Financeiros da CNH Industrial, representado no Brasil pelo Banco CNH Industrial, está nos principais polos industriais do país — por meio de sua equipe comercial de campo — com uma oferta completa de serviços financeiros para clientes finais (retail) e concessionários (wholesale). A instituição financeira conta também com escritórios em Curitiba (PR) e Buenos Aires, Argentina, garantindo o suporte a operações internacionais em toda a América do Sul através de acordos comerciais com bancos parceiros, programas de vendor, operações estruturadas e de trade finance. O Banco dispõe de condições atrativas para financiamentos de máquinas e equipamentos das marcas CNH Industrial, além de implementos, por meio das linhas de repasse do BNDES, para atender a todos os clientes. Tão consolidada é essa parceria, que o Banco CNH Industrial ocupa o 1º lugar no

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ranking geral de agentes repassadores de recursos do BNDES e o 2º lugar no ranking Moderfrota. Em 2018, também foi eleito o melhor banco na categoria Grupos e Montadoras do Anuário Finanças Mais, do jornal O Estado de S. Paulo. Uma das novidades para este ano é a possibilidade de financiamento pelo programa Pronaf Mais Alimentos, uma grande oportunidade para os pequenos agricultores adquirirem máquinas agrícolas, de construção e veículos comerciais com juros diferenciados. Além disso, ao longo dos últimos quatro anos, o Banco CNH Industrial trabalha na constante renovação do seu sistema, que tem agregado valor ao ciclo de operações relacionadas à análise de crédito, formalizações, pagamentos, envio de informações ao BNDES, retorno e acompanhamento dos contratos com os clientes. Os ganhos incidem sobre a qualidade, com intensificação dos controles internos e a agilidade dos procedimentos, na medida em que o sistema permite às concessionárias fazerem o upload das informações. “Temos como meta


investir em inovação, tecnologia e na melhoria da experiência dos nossos clientes de forma a ampliarmos a satisfação em relação aos nossos produtos e serviços, bem como às marcas da CNH Industrial e, consequentemente, nossa competitividade”, diz Heberson José de Góes, Presidente do Banco CNH Industrial. Além das modalidades de crédito subsidiadas pelo BNDES, estão à disposição dos clientes linhas especiais de crédito para financiamentos de máquinas construção, veículos comerciais e geradores de energia. A instituição financeira também conta com a CNH Industrial Capital Corretora de Seguros, que se dedica a operações de seguros nos mercados agrícola e de construção. “Esse é um dos diferenciais do Banco CNH Industrial: possuir uma sólida experiência nos segmentos em que atuamos, conferindo confiabilidade aos clientes, atendimento personalizado e soluções financeiras completas e descomplicadas. Por isso, o Banco CNH Industrial é o melhor parceiro de quem produz, constrói e transporta”, complementa Góes.

RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL Mais do que produzir e gerar resultados econômicos positivos, o Banco CNH Industrial patrocinou vários projetos sociais em 2018, com o objetivo de contribuir também para o desenvolvimento sustentável das comunidades onde tem atuação. O foco em sustentabilidade é uma condição intrínseca aos negócios, o que reflete diretamente nos produtos e projetos das empresas que compõem a CNH Industrial. Por isso, o Banco CNH Industrial atua não apenas no quesito econômico, mas também nas frentes social e cultural. São ações sociais que incentivam a educação, a arte, o esporte, a cultura e a saúde. Junto com a CNH Industrial, os projetos envolvem colaboradores, voluntários e instituições parceiras dispostas a promover o desenvolvimento social sustentável. Em 2018, os programas sociais realizados pela CNH Industrial atenderam 65 mil pessoas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso.

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EU SOU CASE

TRATORCASE

inovação e profissionalismo

A

história da TRATORCASE começa em meados dos anos 1950 na Europa, quando um jovem holandês decidiu se aventurar no Brasil. Ao chegar nos Campos Gerais, no Paraná, viu a oportunidade na expansão do mercado agro, e fincou bandeira na distribuição de máquinas agrícolas. Era 1958 quando Hans Mol montou sua empresa e passou a comercializar equipamentos, ainda importados. Foi um visionário, que além das máquinas investiu em terras para produzir, e até em uma miniconstrutora. Quando morreu, no início dos anos 1990, tinha uma empresa sólida, mas não tinha filhos e nem parentes no Brasil.

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Foi então que quatro funcionários, três brasileiros e um holandês, fizeram uma proposta de compra e criaram o Grupo EBCW, uma referência aos quatro sócios, Eugênio, Bira, Celso e Walter, que adquiriram uma fazenda e uma revenda de máquinas agrícolas. Pouco tempo depois, 1996, o grupo foi convidado a representar uma nova marca, que em 2001 passa a fazer parte da CNH. Foram os primeiros a serem nomeados como revenda Dual da companhia. Em 2007, a CNHI alterou a política das revendas Dual e solicitou que fossem abertas empresas dedicadas a apenas uma marca. Foi quando nasceu TRATORCASE Máquinas Agrícolas S/A para representar a Case IH nos Campos Gerais, no Paraná.


A região dos Campos Gerais, onde fica a cidade de Guarapuava, sede da TRATORCASE, é uma região de influência europeia em sua agricultura, caracterizada por propriedades médias, cooperativismo forte, com muita tecnologia no agro, considerada o berço do sistema de plantio direto no Brasil. Uma região com muita diversidade de produção de grãos, como soja, milho, feijão, trigo, cevada; e ainda produção de fumo, cebola, batata e a pecuária, com produção intensiva de carnes e leite. A partir dos Campos Gerais, a TRATORCASE chegou a outras regiões, como o Segundo Planalto, o Vale do Ivaí e o Litoral na seguinte sequência: Ponta Grossa, Mauá da Serra, Lapa, Arapoti, Ivaiporã e Irati. Em breve está prevista a abertura de uma loja em Castro. Agricultura consolidada e muito tecnificada significam clientela com nível de exigência elevado, motivo pela qual a TRATORCASE já abriu e mantém um foco forte em pós-vendas. Por muitos anos a TRATORCASE esteve no Top 3 neste quesito no Brasil, e tem obtido respostas muito positivas na satisfação dos clientes – desde 2013 o índice alcançado é superior a 90%. Com atuação em regiões de forte imigração, a empresa lida com culturas diferentes: japoneses, holandeses, alemães e até russos, e por isso os profissionais são extremamente

bem preparados, inclusive para fazer o primeiro contato comercial. Em 2007 eram 30 os colaboradores, hoje são 145 pessoas. Logo no ano seguinte de sua nomeação, em 2008, a Case IH fez na região da TRATORCASE um experimento com máquinas voltadas para a colheita de feijão. Entre os estagiários estava uma engenheira agrônoma especialista em mecanização. Ela acabou sendo contratada e deu cara nova para a equipe de campo. Mireile Dalzoto é especialista em agricultura de precisão e coordena as equipes de AP em toda a região de atuação da empresa, que representa 30% da área agricultável do Paraná. Um trabalho que vem crescendo, mas que ainda tem espaço para alcançar os produtores menores e os nichos de mercado. Na região da TRATORCASE, 60% dos produtores já usam pelo menos algum grau de agricultura de precisão, e há muito ainda para crescer. Em 2012, o Grupo EBCW iniciou um processo de governança profissional, estruturando o novo modelo de gestão e planejamento, para preparar as empresas para um futuro cada vez mais competitivo. Hoje cada empresa tem um diretor executivo contratado que responde para o Conselho de Administração, formado pelos quatro acionistas e conselheiros externos. O futuro, no mínimo, tem que repetir o passado, aproveitando os acertos e aprendendo com os erros.

Mireile Dalzoto

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Bradesco prepara novidades para a Expointer 2019, a última grande feira do ano O Bradesco, a maior instituição privada em ativos de crédito voltados para o Agronegócio, com uma carteira na ordem de R$ 23 bilhões nas linhas de Crédito Rural e BNDES Agrícola, quer ampliar sua participação no mercado agro. Como estratégia o banco tem aumentado sua presença nas feiras agropecuárias em todas as regiões do Brasil. Neste ano esteve nas principais, estreitando o relacionamento tanto com as empresas quanto com os produtores rurais. Para encerrar o ano já

prepara sua participação na Expointer, que acontece de 24 de agosto a 1º de setembro, em Esteio/RS. A feira, que fecha o calendário das grandes exposições agropecuárias, é a primeira grande a usar os recursos do novo Plano Safra e o Bradesco já definiu como será sua participação. Segundo a diretoria de agronegócios do banco, serão disponibilizados créditos para os produtores sem o estabelecimento de limite máximo, a disponibilidade será ajustada à demanda do evento.

Durante a Expointer, o estande do Bradesco terá um espaço personalizado para que as startups do agronegócio, parceiras do banco, possam apresentar suas tecnologias e soluções disruptivas para o setor. O banco criou há um ano o inovabra habitat, um novo conceito de espaço de trabalho que propõe um processo de inovação colaborativa, onde são compartilhadas ideias, possibilidades e novas oportunidades aplicáveis ou adaptáveis aos seus produtos e serviços, entre eles o agronegócio.

Na Agrishow 2019, membros da diretoria de agronegócios do Bradesco fizeram uma visita de cortesia e negócios no estande da Case IH. No encontro, entre os representantes da rede de concessionários, da marca e do banco, a sinalização de mais e melhores negócios. Esquerda para direita: Raphaela Zanini - gerente comercial e Edson Rosa - gerente de crédito (Bradesco);José Antonio Colagiovanni - presidente ABRACASE; Ricardo Navarro - superintendente comercial e Paulo Ciasca - superintendente executivo (Bradesco Financiamentos); Tatiane Pereira - gerente do elo de máquinas e equipamentos (Bradesco); Ricardo Hirigoyen - diretor executivo ABRACASE; Eurico Fabri - vice-presidente do Bradesco; Paolo Rivolo - diretor comercial Case IH Brasil; Roberto França - diretor de agronegócio e Leandro Diniz diretor de empréstimos e financiamentos (Bradesco). Agachados: Renato Franco e Rodrigo Guimarães - gerentes de agronegócio Bradesco; Denny Perez - diretor AG Leaders Case IH; Sandro Pinho - gerente da cadeia produtiva do Agronegócio (Bradesco).

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PARAGOMINAS PRIMAQ 24

REDENÇÃO RAÍZES BALSAS RISA

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MACEIÓ TECMAQ 30

31 PALMAS GRANDTEC

ALTA FLORESTA SUPREMA

NOSSA SENHORA DO SOCORRO SERVEL

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LUÍS EDUARDO MAGALHÃES MAXUM

18 SORRISO ARAGUAIA

CACOAL MAMORÉ

ÁGUA BOA AGRITEX

6

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FORMOSA PIVOT

RONDONÓPOLIS AGROFITO

TANGARÁ DA SERRA MAXXICASE

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4

RIO VERDE PLANALTO 23

ITUMBIARA GOIASMAQ 14

CARMO DO PARANAÍBA CERRADO 12

8 CHAPADÃO DO SUL BTG

MANHUAÇU WERNER SÃO JOÃO DEL REI TEMA

RIBEIRÃO PRETO TRACAN CATANDUVA AGRO NEW 3 ASSIS CENTRAL MÁQUINAS 11

MARINGÁ AGRICASE

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33 ARARAQUARA RACINE 25

ARARAS TRATOR SOLUÇÕES 34 SOROCABA DHL

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PONTA GROSSA TRATORCASE

CASCAVEL JMALUCELLI

CANOINHAS HWILL

XANXERÊ BUGIO

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A CASE IH TEM A REDE DE CONCESSIONÁRIOS QUE MAIS CRESCE NO BRASIL 5

URUGUAIANA AGROSER

CAMPOS NOVOS CARBONI PASSO FUNDO META 21

10 ARARANGUÁ ARASUL 7

LAJEADO TRATORPEÇAS MÁRIO SANTA MARIA RGS

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