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87 ISSN 2236-0336

Ano 6 - Edição 87 -Maio/2018

TV APARECIDA

Renovando storage, IP e produção remota Fluxo de trabalho HDR do seu jeito. Todos querem menos trabalho e mais fluidez em suas produções ao vivo. É assim que a Grass Valley lidera com soluções HDR, com câmeras versáteis e preparadas para qualquer situação como a série LDX 82, parte do único fluxo de trabalho de produção ao vivo que permite a captura de HDR nativo do seu jeito e compatível com todo o nosso portfólio.

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A Greve dos caminhoneiros e o crescimento da audiência televisiva Os 10 dias entre 20 e 30 de maio de 2018 talvez entrem para a história como um dos momentos mais tensos da história política recente do país. A paralisação dos caminhoneiros, sobretudo os autônomos, trouxe uma crise de abastecimento de combustível e mantimentos para as principais cidades do país, fazendo a população a agir em seu estado mais primitivo: acumular mantimentos em casa, brigar por combustível em enormes filas em postos e…. ligar a televisão. Na busca por informação confiável sobre o que estava acontecendo ao seu redor, as pessoas sintonizaram algum dos inúmeros telejornais que faziam cobertura quase em tempo integral da crise. Segundo o IBOPE, só na Grande São Paulo o número de televisores ligados durante os 10 dias de paralisação cresceu em 12%. E mais do que isso, entre os aparelhos que normalmente já estão exibindo, grande parte voltou-se para conteúdo informativo, fazendo audiências subirem vertiginosamente. A Record registrou um crescimento de quase 60%, a Bandeirantes 73%. A Rede Globo, que já goza de certa liderança, viu sua pontuação do IBOPE subir 3 pontos enquanto que seu canal pago de notícias, a Globo News, tornou-se líder de audiência nas operadoras, batendo os então inatingíveis canais infantis. Para quem acompanha o mercado de radiodifusão, este crescimento não é exatamente algo novo. Em outros momentos de crise, como durante o impeachment da presidente Dilma Roussef em 2014 ou as manifestações de julho de 2013, este fenômeno já havia se repetido. Da mesma forma que a audiência dos meios de informação estrangeiros também cresceu vertiginosamente logo após a eleição do Presidente Donald Trump nos Estados Unidos ou o Brexit na Inglaterra. Estes casos colocam a modernidade sob perspectiva. Para um mercado que tem insistido tanto em novas formas de consumo de mídia, e mesmo para nós da Panorama Audiovisual que por vezes nos pegamos entusiasmados com as tendências, é no mínimo interessante relembrar que quando as pessoas realmente precisam de informação de confiabilidade, elas buscam meios tradicionais. Isto não é uma exclusividade da televisão. Outros meios de comunicação com trabalho jornalístico também passam por este fenômeno em tempos de crise. “Nada vende tanto jornal como uma tragédia” disse certa vez um professor meu na faculdade, na época em que ainda se vendia jornal. O fato é que os meios de comunicação tradicional gozam de uma credibilidade que as novas mídias não têm, principalmente em uma era de Fake News como uma epidemia. O desafio é os meios tradicionais estarem presentes também nos novos formatos de distribuição, ampliando este alcance e trazendo pra si a nova audiência.

Ano 6 • N° 87 • Maio de 2018

Redação Coordenador Editorial

Flávio Bonanome flávio.bonanome@vpgroup.com.br Editor Internacional

Antonio Castillo acastillo@panoramaaudiovisual.com Arte Flávio Bissolotti flavio.bissolotti@vpgroup.com.br Comercial Gerentes de Contas

Alexandre Oliveira alexandre.oliveira@vpgroup.com.br Colaboradores Gustavo Zuccherato

Presidente & CEO Presidência e CEO

Victor Hugo Piiroja victor.piiroja@vpgroup.com.br Financeiro Rodrigo Gonçalves Oliveira rodrigo.oliveira@vpgroup.com.br Atendimento Jessica Pereira jessica.pereira@vpgroup.com.br

Panorama Audiovisual Online www.panoramaaudiovisual.com.br Tiragem: 16.000 exemplares Impressão: Gráfica57

Flávio Bonanome Coordenador Editorial Al. Madeira, 53, cj 92 - 9º andar - Alphaville Industrial 06454-010 - Barueri – SP – Brasil +55 11 4197-7500 www.vpgroup.com.br PanoramaAV

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Sumário

20 TV Aparecida Como a emissora renovou seu sistema de storage e fluxos IP e para produção remota

Nesta Edição 20 TV Aparecida

30 GDPR

Renovação tecnológica em uma das principais emissoras religiosas do país

O que é e como a nova normativa europeia vai transformar a relação digital com clientes

26 HDR

32 eSports

A diferença entre o que mercado propões e a realidade dos usuários e consumidoras da tecnologia

O potencial de receita e crescimento de um segmento muitas vezes subestimados pelo broadcast tradicional

26 Reportagem:

32 A realidade do HDR no Brasil

Artigo eSports como geração de receita


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Notícias

TV Cultura migra seu playout para o controle da automação Marina da Pebble Beach A emissora decidiu atualizar seu ambiente de automação de Neptune para Marina, da Pebble Beach Systems, para obter mais eficiência e flexibilidade

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TV Cultura está migrando suas operações de playout para a solução de automação Marina Lite da Pebble Beach. A emissora tem quatro canais principais que transmitem notícias nacionais e regionais, programação cultural, música, programas infantis e documentários. Também oferece canais na web e divulga conteúdo educacional da Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Todos os canais contam com mais de 126 milhões de espectadores em todo o Brasil. Mantendo sua reputação de excelência e inovação contínua, a TV Cultura investiu recentemente na modernização de equipamentos e na infraestrutura de suas operações de transmissão. Há cerca de 10 anos, a emissora implementou a solução de automação de playout da Neptune da Pebble Beach Systems e agora, com a Videodata, integradora de sistemas com sede em São Paulo, trabalha para garantir o sucesso da migração para um moderno sistema de automação Marina Lite 4R com Lighthouse, um painel baseado na web que oferece gestão e monitoramento remoto. A Videodata implementou uma estratégia de migração flexível e inteligente, projetada para causar pouca ou nenhuma interrupção nas operações da TV Cultura, migrando o banco de dados Neptune da emissora para a nova plataforma Marina. Além disso, como as listas de reprodução do Neptune podem se abri de forma nativa no Marina, e tanto Neptune quanto Marina podem se comunicar com o mesmo arquivo e NLS em paralelo, os operadores podem seguir trabalhando normalmente sem interrupções e com uma capacitação mínima durante todo o processo de migração. A instalação conta com duas salas de controle principais, cada uma com dois canais e quatro switchers GV Master, servidores de vídeo GV K2 e um roteador Jupiter. Marina também controlará o fluxo de trabalho de ingest da TV Cultura, e o sistema está projetado com total redundância para automação, playout e banco de dados. Além de oferecer melhor integração com o sistema de tráfego, essa migração simplificará seus fluxos de trabalho de aprovação e gestão de mídia, assim como seus fluxos de trabalho via web e legendas ocultas. Além disso, a Marina oferecerá maior flexibilidade para as

operadoras na criação de projetos e fornecerá relatórios e registros detalhados para cada dispositivo e usuário. “Há muito tempo, a TV Cultura é reconhecida como uma emissora pioneira, pois constantemente buscamos maneiras de melhorar nossas instalações e fluxos de trabalho pensando a longo prazo. Nosso sistema de automação Neptune nos serviu bem na última década, então o próximo passo lógico foi a atualização para a solução mais nova, Marina. Estamos confiantes de que a tecnologia é a adequada para nos ajudar a crescer e enfrentar os desafios da próxima década e além”, afirma Gilvani Moletta, diretor de engenharia e tecnologia da TV Cultura. Com a Lighthouse, a TV Cultura irá ampliar a funcionalidade da solução Marina para usuários comerciais, operadores e engenheiros dentro e fora das instalações. A interface baseada na web fornecerá ferramentas de monitoramento, gestão de mídia e configuração do sistema, para que as informações de status e as ações corretivas fiquem a apenas alguns segundos de distância, mesmo quando estão fora da sala de controle. “A TV Cultura foi um dos primeiros clientes da Pebble na América Latina. É sempre uma experiência recompensadora trabalhar com um cliente com visão de futuro durante um longo período de tempo e ajudá-lo a evoluir e atualizar sua tecnologia sem qualquer interrupção significativa em seu fluxo de trabalho”, ressalta Marcelo Blum, diretor de Sistemas e Tecnologia da Videodata. “Nosso sistema Marina Lite está demonstrando ser popular na América Latina, onde é usado para fornecer automação de playout e controle mestre para clientes que estão atualizando ou substituindo suas plataformas de primeira geração. Oferece uma solução acessível para os clientes que procuram um sistema de controle de listas de reprodução robusto, resistente e sofisticado que pode crescer com suas necessidades operacionais e orçamentos. Estamos muito satisfeitos que a TV Cultura mais uma vez tenha decidido confiar na Pebble e esperamos continuar apoiando seu crescimento contínuo nos próximos anos ”, acrescenta Tom Gittins, diretor comercial da Pebble Beach Systems. PA

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Operação especial da TVU na Copa do Mundo Pacote completo inclui o transmissor TVU One para broadcast e streaming de vídeo ao vivo em todas as 12 cidades russas que sediarão as partidas

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TVU Networks, fabricante de tecnologia e soluções de vídeo IP ao vivo, anunciou o fornecimento de pacotes de aluguel e suporte técnico durante todo a Copa do Mundo em todas as 12 cidades russas que sediarão as partidas. O torneio começará no próximo mês, com mais de 150 equipamentos da TVU Networks e SIM Cards locais já alinhados para permitir que as emissoras entreguem com sucesso as partidas e as notícias do torneio para os consumidores de todo o mundo. As soluções contratadas incluirão a TVU One, que transmite sinais por meio de transmissores de vídeo portáteis e fixos sem fio 3G e 4G/LTE. Pequena e leve, a solução portátil para broadcast e streaming ao vivo, em qualquer lugar e remoto, também incorpora a tecnologia daTVU, Inverse StatMux Plus (IS+). Isso protege a largura de banda ao transmitir o sinal de vídeo em múltiplos canais simultaneamente. Essa tecnologia permite que as emissoras do torneio garantam a conectividade de primeira linha no evento, sendo capazes de enviar uma quantidade maior de dados pela rede. O que resulta em melhor sinal de imagem e, em última análise, maior qualidade de imagem para os espectadores. O Inverse StatMux Plus também combate a instabilidade da rede através do monitoramento inteligente de cada conexão de rede em tempo real, fazendo correções e ajustes conforme as condições da

rede mudam. Ideal para emissoras que querem garantir que as filmagens relevantes do torneio sejam entregues em alta resolução com baixa latência para televisores tradicionais, laptops e telefones celulares. O uso do padrão de compactação de vídeo HEVC/H.265 também reduz os custos de produção de vídeo, já que menos dados são usados enquanto as tomadas ainda estão na mais alta qualidade. “A TVU Networks tem as soluções necessárias para a transmissão de vídeo ao vivo de eventos nacionais e globais de alto nível, desde torneios esportivos até coroações, desastres naturais e eleições”, explicou Paul Shen, CEO da TVU Networks. “Estamos constantemente procurando maneiras de ajudar nossos clientes a reduzir seus custos de produção de vídeo, permitindo que eles ofereçam a melhor foto ao vivo, independentemente do ambiente de transmissão. Estamos entusiasmados por fazer parte deste evento esportivo mundial e esperamos apoiar as empresas de broadcast que utilizam equipamentos da TVU, sejam alugados ou comprados, neste evento e em muitas outras competições esportivas internacionais no futuro.” A equipe da TVU Networks viajará para cada um dos 12 locais na Rússia para entregar, configurar e testar o equipamento. Muitos clientes conseguiram retirar seus pedidos de locais registrados, como hotéis, em Moscou, onde fica o escritório de logística da TVU. PA

Operação BSI para cobertura aérea de casamento real em UHD Câmeras UHD RF cobriram o casamento do príncipe Harry e Meghan Markle com vistas aéreas do Windsor Long Walk e também instaladas na beira da estrada

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especialista em transmissão ao vivo BSI (Broadcast Sports International) implantou suas câmeras UHD RF para cobrir o casamento real do príncipe Harry e Meghan Markle. Uma câmera suspensa capturou as vistas aéreas do Windsor Long Walk e câmeras instaladas no Victoria Barracks e na beira da estrada também registraram o evento. O casamento real foi filmado em 4K UHD e cerca de 8.000 membros da mídia e 100 câmeras estavam em Windsor no dia do evento. As imagens aéreas foram captadas por uma variedade de emissoras mundiais, incluindo a Sky News. A BSI forneceu três sistemas de câmera RF Freedom Real UHD com controle de câmera UHF integrado. A configuração incluía transmissores de dados em todos os pontos de recepção para permitir o controle da câmera e o controle remoto do caminho do link, de modo que a transmissão de RF pudesse ser ajustada conforme as condições mudassem. Um dos sistemas Freedom Real da BSI foi montado em um guin-


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daste de 44 metros e foi usado para obter a icônica vista ampla do Windsor Long Walk enquanto a procissão seguia para o Castelo de Windsor, e os outros dois sistemas de câmeras Real Freedom eram usados em um tripé e um Jimmy Jib. “A grande quantidade de equipamentos ENG e RF na área, com multidões de espectadores e seguranças criou alguns desafios”, disse Tony Valentino, diretor administrativo da BSI UK. “Quando as câmeras estavam em posição, tínhamos acesso limitado para ajustá-las, por isso nossa capacidade de controlar o caminho do link remotamente foi inestimável. Graças às nossas equipes de P&D, o

BSI Real Freedom mais uma vez foi executado sem falhas.” Ficamos completamente felizes com os sistemas Real Freedom da BSI”, disse Tony Cahalane, que trabalhou de perto com Steve Williams, o gerente de engenharia da Sky. “Não houve interrupção ou separação deles - tudo correu perfeitamente no planejamento, e a capacidade de manipular as configurações do transmissor remotamente foi imperativa para o sucesso do evento.” A BSI é uma fornecedora de câmeras sem fio e outras câmeras especiais, como câmeras montadas no teto e microfones sem fio originalmente projetados para transmissão de esportes. PA

Eurosport transmitirá o Roland Garros em 4K UHD pela primeira vez A transmissão das partidas será ao vivo em 4K e o resto dos encontros, em HD

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e 27 de maio a 10 de junho, a Eurosport vai transmistir ao vivo e em 4K as partidas do Aberto da França Roland Garros. A transmissão estará disponível no Reino Unido, França, Alemanha, Espanha e outros mercados que confirmarão em breve. Além dos canais Ultra HD, todo o torneio estará disponível em qualidade HD através do canais regulares Eurosport 1 e Eurosport 2. É a primeira vez que a Eurosport retransmite um evento esportivo ao vivo em Ultra HD em vários mercados através da transmissão da Eurosport Alemanha, que já utilizou a tecnologia Ultra HD em fevereiro de 2018. Para Emir Osmanbegovic, vice-presidente sênior de produção e conteúdo esportivo da Eurosport, a emissora

sempre buscou ampliar os limites para que a cobertura seja mais atrativa. “Já elevamos a nossa cobertura a um nível completamente novo por meio de formatos curtos como o The Coach, que combina análises e tecnologia através de um estúdio de realidade mista. Agora estamos felizes por proporcionar a experiência televisionada mais envolvente possível para os apaixonados por tênis de toda a Europa” A Orange, na Espanha, levará o sinal Eurosport 4K como parte de seu compromisso de oferecer conteúdo 4K para seus clientes, que também inclui a recente incorporação de seu novo canal de séries 4K e um canal de filmes em colaboração com a Sony Pictures. PA


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Fox vai transmitir o Open de Golf dos Estados Unidos em 4K via 5G Em uma experiência piloto, a Fox Sports e o Fox Innovation Lab, em colaboração com a Ericsson, a Intel e a AT&T, testarão a capacidade multi-gigabit de redes 5G com latência ultrabaixa

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Fox Sports, em cooperação com o Laboratório de Inovação da Fox, e em parceria com a Ericsson, Intel e AT&T, usará a tecnologia 5G para transmitir vídeo 4K através de redes de quinta geração em todo o País, durante o 118º Open de Golf dos Estados Unidos que acontecerá entre 14 e 17 de junho. A tecnologia sem-fio 5G permitirá a transmissão de imagens HDR de 4K a partir de duas câmeras da Fox Sports colocadas no desafiador buraco par 3 do Shinnecock Hills Golf Club, enviando seus sinais para a unidade móvel da Fox. A oferta é parte da melhoria “ Featured Holes”, disponível em USGA.com, DirecTV e FOX Sports App. No futuro, a Fox também planeja usar 5G para entregar realidade virtual em tempo real. Implantada pela primeira vez em grande escala no início deste ano pela Intel e seus sócios, durante os Jogos de Inverno em PyeongChang, a tecnologia 5G tem o potencial de fornecer recursos, tanto para as emissoras quanto para os consumidores. A nova tecnologia sem-fio eventualmente permitirá velocidades de vários gigabits com latência ultrabaixa. Na Fox estão todos convencidos de que o 5G será uma revolução, inovando na forma como os esportes e a mídia são distribuídos e consumidos, ao mesmo tempo em que fornece formas completamente novas para os usuários participarem de um evento. “É parte do nosso DNA explorar com entusiasmo as tecnologias em evolução como parte de nossa produção esportiva ao vivo. Este é exatamente o tipo de esforço que constantemente colocamos na vanguarda da tecnologia de hoje, em preparação para o que se tornará os

padrões da indústria do futuro”, afirma Michael Davies, vice-presidente sênior de Operações Técnicas e de Campo da Fox Sports. “À medida que nos preparamos para o lançamento de redes 5G, é essencial testarmos casos de negócios do mundo real, como a transmissão sem-fio de vídeo 4K em eventos esportivos”, explica Niklas Heuveldop, diretor da área de mercado da Ericsson na América do Norte. “Em colaboração com nossos parceiros, a Ericsson se orgulha de demonstrar esse tipo de solução de entretenimento, usando nossas redes e nossas tecnologias de mídia. Este é apenas um exemplo revelador da importância crescente das redes sem-fio de alto desempenho para oferecer uma experiência de consumo superior.” A Intel está fornecendo a plataforma Intel 5G Mobile Trial Platform, uma solução compacta que atua como um dispositivo de comunicação sem-fio capaz de transmitir 1,6 Gbs/s, e que será colocada perto do sétimo buraco para fornecer 5G via IP. “Começando com nossa inovação nos Jogos de Inverno, onde tivemos 22 links ao vivo de 5G, suportando 3.800 terabytes de capacidade de rede, estamos novamente habilitando o 5G em um ambiente real de outro evento esportivo. Nossas aprendizagens dessa colaboração alimentarão uma forte experiência de usuário de 5G à medida que a indústria avança no desenvolvimento de dispositivos 5G e na construção de redes”, explica Asha Keddy, vice-presidente e gerente geral de Próxima Geração e Padrões da Intel. A AT&T utilizará o espectro de ondas milimétricas para fornecer a conexão 5G. Também planeja ser a primeira empresa de telecomunicações dos Estados Unidos a lançar serviços móveis 5G baseados em


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padrões para clientes em uma dezena de cidades, incluindo partes de Dallas, Atlanta e Waco, no final deste ano. “O 5G promete transformar a experiência de vídeo e permitir a transmissão ao vivo 4K é um grande exemplo. A alta velocidade e a baixa latência oferecidas por esse teste permitem que as câmeras se movam sem serem restringidas por cabos e criem um ambiente de captação único. Acreditamos que o esporte ao vivo viverá uma revolução com o 5G e já se trate de realidade virtual e aumentada para aqueles

que observam de longe”, explica Melissa Arnoldi, presidente da AT&T Technology & Operations. “O Innovation Lab Fox foi fundado há quatro anos exatamente para este tipo de iniciativa, para testar tecnologias emergentes e dar-lhes vida vida em aplicações do mundo real, levando a Fox para o século 21 e em parceria com as principais empresas de tecnologia”, destaca Danny Kaye, vice-presidente executivo e gerente geral da Fox Innovation Lab. PA

Palmeiras lança plataforma OTT com solução da Mediastream A TV Palmeiras Play disponibilizará conteúdos exclusivos ao vivo e sob demanda para smartphone, tablet ou através do site oficial

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Palmeiras lançou oficialmente, na última sexta-feira (18), a TV Palmeiras Play, que disponibilizará conteúdos exclusivos ao vivo e sob demanda para smartphone, tablet ou através do site oficial www.tvpalmeirasplay.com.br. A plataforma é uma evolução da TV Palmeiras, canal do Youtube com quase 800 mil inscritos, e trará vídeos especiais do cotidiano palmeirense, filmes e documentários sobre o Verdão, além de transmissões ao vivo de treinos e jogos dos times de base e até mesmo da equipe profissional. Futuramente, no entanto, apenas sócios-torcedores de determinados planos do programa terão acesso completo ao canal. “A Sociedade Esportiva Palmeiras conta com milhões de torcedores apaixonados, que desejam estar o tempo todo perto do time. Nós, como gestores da instituição, temos o dever de transformar esse

anseio em realidade e a TV Palmeiras Play chega para cumprir essa missão”, afirmou o presidente Maurício Galiotte. “Atualmente, existem no mundo diversas empresas que oferecem serviço de streaming, especialmente nas áreas de cinema e música. É um novo conceito que trouxemos para o futebol”, acrescentou. A Mediastream forneceu a solução Mediastream OTT (over the top), com módulos Live, On demand, Analytics, CRM e Advertising. São ferramentas que permitem a monetização do conteúdo e a análise de dados da audiência para basear ações de marketing. A Mediastream também forneceu serviços de OTT para o Esporte Interativo, o Cartoon Network e outros times da América Latina, e, no Brasil, está desenvolvendo uma plataforma para o Internacional de Porto Alegre (ainda sem previsão de lançamento). PA


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Mediapro será a emissora anfitriã dos XVIII Jogos Pan-Americanos O projeto envolverá 15 milhões de dólares com um complexo operacional no qual 600 profissionais cobrirão cerca de 2.800 eventos com 16 unidades móveis

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Mediapro foi escolhida como emissora anfitriã da XVIII edição dos Jogos Pan-Americanos e da VI edição dos Jogos Parapanamericanos Lima 2019, a maior competição esportiva das Américas. O grupo audiovisual será responsável pela transmissão de todas as competições esportivas que incluem os dois Jogos realizados em 24 locais, assim como as cerimônias de abertura e encerramento, a serem realizadas no Estádio Nacional de Lima, no Peru. Os jogos incluem competições de 39 esportes e 62 disciplinas, e acontecerão entre julho e setembro de 2019. Serão 900 horas de cobertura ao vivo transmitidas para televisões em todo o mundo. A Mediapro foi selecionada através de um concurso internacional em que participaram os principais grupos audiovisuais do mundo. O projeto envolve um aporte de 15 milhões de dólares para o maior evento esportivo internacional multidisciplinar envolvendo atletas da América, incluindo os Estados Unidos e o Canadá. Um complexo operacional de 600 profissionais especializados cobrirá os quase 2.800 eventos com 16 unidades móveis e 300 toneladas de equipamentos com tecnologia de última geração, para cobrir todas as disciplinas esportivas presentes na maratona, como atletismo, ginástica ou esportes aquáticos. Para isso, serão utilizadas lentes teleobjetivas e grande-angulares, câmeras acuáticas, câmeras aéreas, câmeras slow motion especiais, steadycams e drones, entre outros equipamentos técnicos de alta definição.

International Broadcast Center (IBC) A Mediapro também será responsável pelo lançamento do IBC (International Broadcast Center) localizado no Centro de Convenções de Lima, onde todos os sinais recebidos das 24 sedes serão centralizados para posterior distribuição aos operadores de TV internacionais, com direitos de transmissão dos Jogos. O IBC também oferecerá cobertura técnica para a mídia deslocada para Lima, e terá estúdios de televisão e pontos de conexão ao vivo. O grupo audiovisual tem uma vasta experiência na produção e distribuição de grandes eventos esportivos. Atualmente produz (total ou parcialmente) 13 ligas de futebol regularmente, entre elas os campeonatos de Espanha, França, Portugal, Grécia,Turquia, Colômbia, Bolívia, Quênia, Gabão e Moçambique. Na sua história de produções figuram as finais da UEFA Champions League, Copa América, Campeonatos Mundiais da FIBA, Copa das Confederações da FIFA, Final Four da Euroliga, The Arab Games, campeonatos da F1, Torneio Roland Garros e o Campeonato Mundial de Surf na Austrália. Os XVIII Jogos Pan-Americanos Lima 2019 serão realizados na capital peruana de 26 de julho a 11 de agosto do próximo ano e contará com a participação de mais de 6.600 atletas de 41 países que competirão em 62 modalidades de 39 categorias esportivas. Já o Lima 2019 Parapan Am Games será realizado de 23 de agosto a 1º de setembro e reunirá cerca de 2.000 atletas de 18 modalidades e 17 modalidades esportivas. Ambos os jogos contarão com disciplinas de qualificação para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio 2020. PA


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Festival da Canção do Chile conta com infraestrutura de comunicação e transporte de sinal Riedel A empresa forneceu roteamento e transporte de sinal redundante e descentralizadospara toda a produção

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Festival Internacional da Canção Internacional de Viña del Mar, o evento de música ao vivo realizado de 20 a 25 de fevereiro no Chile, contou mais uma vez com a Riedel Communications para fornecer a infraestrutura de comunicações e distribuição de sinais. A rede de mídia em tempo real MediorNet da Riedel forneceu roteamento e transporte de sinal redundante e descentralizado para toda a produção, transmitido ao vivo do Anfiteatro Quinta Vergara. A equipe de produção contava com a solução de intercomunicação sem fio Bolero e o sistema de intercomunicação digital matrix Artist para todas as comunicações no local, com sinais de intercomunicação roteados pelo MediorNet. Em seu 59º ano, o Festival Internacional da Canção de Viña del Mar é considerado o maior e mais conhecido festival de música da América Latina, com mais de 15.000 espectadores locais e uma audiência global estimada em 200 milhões de pessoas. Para todo o festival, que incluiu 19 programas de música, a Chilevision produziu o sinal de broadcast com base em feeds fornecidos pelos parceiros Chilefilms e Intervideo e transportados pelo backbone de sinal e comunicações baseado em fibra da Riedel. “Os desafios logísticos e de produção de nosso festival continuam a crescer a cada ano, já que nossas audiências ao vivo e de broadcast exigem uma experiência cada vez mais sofisticada. Para a infraestrutura de distribuição de sinal e comunicações precisamos de um parceiro que possa lidar com as complexidades e entregar uma solução 100% à prova de balas “, disse Cristián Mena Foncea, Coordenador Técnico do Festival Internacional da Canção de Viña del Mar 2018. :A Riedel tem uma excelente reputação por fornecer comunicações à prova de falhas para alguns dos maiores e mais importantes eventos

do mundo, e suas soluções são reconhecida mundialmente por sua confiabilidade e excelência técnica. Sabíamos que poderíamos confiar na Riedel para fornecer uma solução abrangente que atendesse a todos os nossos requisitos.” O backbone da Riedel consiste em três estruturas modulares MediorNet e 27 painéis de intercomunicação matrix digitais Artist em uma configuração descentralizada que oferecia distribuição totalmente redundante de todos os sinais de intercomunicação, vídeo wall e sinais de vídeo em todo o festival. Em uma instalação tão grande e complexa como o Anfiteatro Quinta Vergara, as comunicações sem fio podem ser desafiadoras, mas a tecnologia ADR (Advanced DECT Receiver) da solução Bolero forneceu comunicações cristalinas em toda a arena com apenas oito antenas em rede AES67. Com 27 beltpacks Bolero desenvolvidos para a equipe de produção, o sistema de intercomunicação sem fio Bolero permitiu o roaming completo para a equipe em toda a arena. As interfaces de rádio Nine Riedel RiFace e os 36 beltpacks Performer C3 Partyline proporcionaram conectividade adicional para os usuários de walkie-talkie, permitindo que eles se comuniquem com os usuários do Bolero através de uma integração com os painéis Artist. “Todos os anos, o Festival Internacional de Canções de Viña del Mar supera a si mesmo com uma linha de talentos cada vez mais empolgante, elementos de produção deslumbrantes e uma estonteante encenação. Não é de admirar que este seja um dos eventos musicais mais antigos e populares da América Latina.” disse Angel González España, gerente de vendas internacionais da América Latina, Riedel Communications. “Foi um privilégio fornecer uma infraestrutura completa de comunicação de ponta a ponta que garantisse uma produção tranquila e bem-sucedida, e estamos ansiosos para apoiar o festival no futuro”. PA


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Reportagem

TV Aparecida em expansão Com o crescimento da produção interna, uma das principais emissoras religiosas do país aposta em fluxos de trabalho com armazenamento compartilhado. Por Flávio Bonanome

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restes a completar 13 anos de história, a TV Aparecida destaca-se por sua abrangência e audiência no dial brasileiro. Inaugurada em Setembro de 2005, a emissora é fruto do sucesso da Rádio Aparecida, que existe desde os anos 1950, como forma de propagar a mensagem religiosa vinda do Santuário de Aparecida, no interior de São Paulo, principal polo da fé católica no país. Hoje, com programação diversificada para além da rotina da igreja, a empresa atinge mais 270 municípios e XX horas de produção ao vivo. Nascida originalmente para transmissão da mensagem religiosa, hoje a emissora conta com uma programação bastante diversificada, com quadros culturais, educativos, jornalísticos, esportivos, musicais, femininos, filmes e desenhos infantis. Graças a esta estratégia, a TV Aparecida é hoje a 8ª em audiência na Grande São Paulo, segundo o IBOPE, e a 14ª maior rede de televisão do país. Além do broadcast tradicional, a TV Aparecida conta também com distribuição via DTH, um serviço de Streaming próprio, um portal de notícias, batizado de A12, e presença nas principais redes sociais. O crescimento da diversificação para além da produção ao vivo

somado à necessidade de formatação multi-plataforma e o crescimento da produção de conteúdo jornalístico trouxe um desafio à emissora: armazenamento. “Anteriormente nossa equipe de TI havia construído um Servidor de Storage NAS feito aqui mesmo com um Super-Micro, mas com o tempo esta solução não estava mais atendendo o que estávamos precisando”, explica Paulo Borsatti, gerente técnico operacional da emissora. A equipe de engenharia da emissora buscou então uma solução dedicada para o segmento de produção e que estivesse em acordo com o orçamento disponível para o projeto e, principalmente, que contasse com uma distribuição local confiável. “Até por conta da parceria que já tínhamos com a integradora DriveSys, acabamos optando por um produto representado por eles, e chegamos ao sistema TerraBlock”, explica Borsatti. Fabricado pela Facilis Technolgy, os sistemas TerraBlock são servidores de armazenamento baseados em tecnologia SAN e capacidade de compartilhamento entre múltiplos usuários na mesma rede, adaptando-se ao fluxo de trabalho editorial e de produção de emissoras


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Reportagem

com múltiplos acessos. A TV Aparecida conta hoje com seis ilhas de edição conectadas ao sistema, além do sistema de Ingest, switchers e sistemas de playout, oferecendo 192 Terabytes de capacidade. Ao decidir-se pelo sistema, começou um longo trabalho de implementação realizada pela DriveSys, integradora e representante da Facilis no Brasil. “Quinze dias antes do equipamento chegar no Brasil nossa equipe já havia traçado um cronograma e uma cartilha de procedimentos junto à emissora para que não houvesse impacto no dia-a-dia da empresa quando a instalação iniciasse”, explica Odécio Pavan, diretor da DriveSys. Uma vez que o servidor já estava à disposição, foram 20 dias de uma etapa inicial de instalação e migração dos ativos de mídia e fluxos de trabalho que já estavam rodando no antigo sistema NAS, durante o qual a equipe da integradora ficou alojada dentro da emissora. Além da transição, também foi oferecido treinamento à equipe de TI da TV Aparecida para a operação correta e suporte ao Terrablock. “Todo material que chega à emissora hoje entra pelo nosso sistema de Ingest onde recebe meta-dados para nosso MAM e a transcodificação para nosso formato de trabalho e então é enviado para o Terrablock”, explica Borsatti. Após o uso pelas ilhas de edição e posterior

Para solucionar a crescente demanda por armazenamento compartilhado, a TV Aparecida adquiriu um sistema TerraBlock da Facilis com 192 Terabytes de capacidade servindo à seis ilhas de produção

São três estúdios com câmeras Ikegami, lentes Fujinon e switchers For-A, sendo dois dentro do prédio-sede um localizado no subsolo da basílica

playout por meio dos switchers, o servidor guarda os ativos como parte de acervo da emissora, garantindo longevidade dos conteúdos. Toda esta infraestrutura é viabilizada por meio de conexões de fibra óptica que garantem o tráfego de dados e sinal entre todas as partes conectadas. “Estamos trabalhando com uma rede dedicada para o broadcast com 10 Gigabit de velocidade. Nosso departamento de TI configurou esta rede garantindo que haveria toda da dinâmica necessária para aguentar este fluxo pesado que é o trabalho de produção de uma emissora de TV”, afirma Borsatti. Com a instalação funcionando, a equipe da TV Aparecida optou por garantir-se contra qualquer eventual problema nos servidores. “A emissora tem um contrato de serviço e suporte ativo com a DriveSys, o que lhes garante que teremos sempre a pronta entrega peças sobressalentes do sistema, além de assistência direta da fabricante em território nacional”, explica Pavan. Para a distribuição, a emissora contra com mesas de Controle Mestre da Evertz e playouts modelo EVA desenvolvido pela Victor do Brasil praticamente de forma conjunta com a TV Aparecida. “Este sistema foi adaptado para deixar tudo exatamente do jeito que queríamos, com nossa cara”, conclui Borsatti. Outro trabalho de produção realizado dentro da emissora e que em breve deve também receber uma atualização de armazenamento é da parte de gráficos e animações. Com uma equipe dedicada e cinco ilhas equipadas com Afeter Effects e Cinema 4D, a TV Aparecida produz todas as próprias vinhetas, tarjas e aberturas de programas. Ainda com vídeo-grafismo, a emissora conta com Geradores de Caracteres da Playbox e toda a parte de closed caption com soluções da ShowCase Pro.

Produção remota

Todo o fluxo de trabalho da emissora funciona baseado em uma fibra óptica de 10 Gigabits de banda, garantindo agilidade entre as diferentes etapas da distribuição

A mesma infraestrutura de rede em fibra óptica que permite a agilidade no fluxo de trabalho de produção também é usada pela TV Aparecida para a criação de uma operação totalmente intercambiável entre suas múltiplas estações de trabalho. A emissora conta hoje com três estúdios, dois localizados no prédio central da Emissora e um dentro do Santuário de Aparecida, cerca de 2 km distante, além de um grande auditório, também dentro da sede, e equipamentos de produção localizados dentro da igreja principal para transmissão das celebrações religiosas. Os três estúdios são construídos de forma “espelhada”, ou seja, o mes-


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Reportagem

Graças à conectividade IP, as salas de controle podem receber fluxos e controlar cada um dos estúdios dentro da sede e também no santuário, incluindo câmeras robóticas instaladas dentro da basílica

mo tipo e quantidade de equipamento em cada um deles. São três câmeras Ikegami HDK-5500 usando lentes Fujinon e com controle feito por um Switcher For-A HVS-390HS. Na parte de áudio são microfones sem-fio Sony e Sennheiser, com stageboxes dentro dos estúdios levando o áudio via rede até uma console Yamaha na sala de controle.

Com a rede de fibra óptica interligando tudo, os operadores conseguem intercambiar salas de controle e estúdios de produção. Em outras palavras, qualquer sala de controle consegue fazer corte de qualquer um dos estúdios, bastando mudar o roteamento de sinal dentro da rede. Isso vale inclusive para a operação entre o controle e

Números da TV Aparecida TV Aparecida Com 12 anos de história e audiência que cresce a cada dia, a TV Aparecida se destaca entre as 14 maiores redes de televisão do Brasil, segundo a ANATEL. Em sua programação, a emissora celebra a fé nos conteúdos religiosos e oferece uma programação diversificada, com programas culturais, educativos, jornalísticos, esportivos, musicais, femininos, filmes e desenhos infantis, demonstrando nosso cuidado e parceria com a família brasileira. - 8ª emissora mais vista na grande São Paulo pelo IBOPE - 520 milhões de visualizações e 1,5 milhões de inscritos noYoutube - 2,3 milhões de seguidores no Facebook - 285 mil seguidores no Instagram - 400 mil visitas mensais no Portal A12.com/tv Sinal Aberto Digital nas principais capitais: São Paulo/SP (41.1), Curitiba/PR (44.1), Campo Grande/MS (48.1), Florianópolis/SC (43.1), Rio de Janeiro/RJ (46.1), Maceió/AL (24.1), Belém/PA (27.1), Fortaleza/CE (38.1), João Pessoa/PB (21.1), Manaus/AM (26.1), São Luís/MA (48.1), Cuiabá/MT (14.1), Porto Velho/RO (33.1), Palmas/ TO (46.1), Goiânia/GO (24.1), Natal/RN (47.1), Recife/PE (23.1), Belo Horizonte/MG (44.1) e Salvador/BA (23.1). TVs por assinatura: NET (195 e 695), SKY (11), VIVO (231), CLARO (18), OI (16 e 27), GVT (242), KLIN TV (24), ALGAR TELECOM (718). Transmissão pela internet via streaming no Portal A12.com/tv e aplicativo para dispositivos móveis. Parabólicas em todo o Brasil.

“É muito bom contar com estas facilidades do mundo IP”, brinca Paulo Borsatti, gerente técnico operacional da TV Aparecida

o estúdio que está dentro do Santuário e a sede da emissora. “Neste caso é crítico mantermos uma comunicação muito bem estruturada, como se fosse uma produção remota de fato”, explica Borsatti. Para esta comunicação a TV Aparecida utiliza os sistemas da Clear-Com com 46 matrizes Eclipse. “O interessante deste sistema da Clear-Com é que podemos usar também o App para Smartphone Agent-IC como comunicador, e, até mesmo, usamos ele para realizar entradas ao vivo na programação da rádio ou da TV”, explica Borsatti. Além da produção dentro do estúdio, há três câmeras instaladas dentro da basílica do Santuário para a transmissão das celebrações religiosas. Os equipamentos são fixos, porém contam com um sistema de robótica da Telemetrics, também conectado na rede geral, permitindo que os parâmetros das câmeras sejam controlados remotamente de qualquer sala de controle de qualquer um dos três estúdios. “É muito bom contar com estas facilidades do mundo IP”, brinca Borsatti. PA


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Reportagem

O panorama da demanda de HDR no Brasil Conversamos com produtores, fabricantes e exibidores para entender se já vale à pena investir em um fluxo de trabalho em HDR. Por Flávio Bonanome

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DR. Parece que estas três letras tornaram-se uma constante em qualquer meio de produção audiovisual. Buzzword da vez, o termo divide as opiniões do mercado entre evolução tecnológica e marketing das fabricantes buscando apelo para novas atualizações de equipamento. Claro que a ideia de ter um espaço de cor expandido, aproximando a imagem captada do que o olho humano vê e garantindo menor disparidade entre luz e sombra, é super atrativa. Não há discussão na superior qualidade do vídeo finalizado em HDR, mas será que há uma diferença entre o que já é oferecido pelas fabricantes e o que está sendo utilizado pelo mercado? Estariam os produtores brasileiros já utilizando o HDR? Mesmo do lado das fabricantes, a resposta para à pergunta é dúbia. “A demanda pro HDR está crescendo no mundo inteiro e o Brasil não é diferente disso. Vemos muitas produtoras e emissoras começando a investir neste tipo de equipamento”, afirma Bruno Massao, especialista da Canon do Brasil. Segundo ele, além da produção audiovisual tradicional, outro segmento que tem gerado grande demanda para a tecnologia é o de Games, sobretudo na área dos monitores de referência. Já Mário Janini, especialista de suporte da Arri no Brasil, discorda. “Demanda real agora eu acredito que ainda não exista. O que existe inclusive é falta de equipamentos, falta monitor. Muitas vezes vemos os produtores reclamando que as câmeras são HDR mas que estão vendo tudo estourando no SET, e isso acontece porque os monitores que estão trabalhando não são HDR”, explica. Não há dúvida porém que o HDR tem figurado como principal assunto em qualquer grande evento sobre produção audiovisual do mercado. “A gente está em um momento em que o HDR é o principal

A Arri tem insistido na importância do HDR muito acima da resolução, muitas vezes afirmando que ações como 4K e 8K são estratégias de marketing de suas concorrentes

Marcelo Trotta: “Há um vislumbramento com a tecnologia e muitas vezes se perde a intenção original do diretor de fotografia”

assunto mais procurado mesmo aqui no Brasil”, confirma Roberto Murillo, representante da Panasonic no país. Claro que os produtores, diretores de fotografia e mesmo filmmakers estão interessados em entender melhor esta tecnologia, sobretudo quando o discurso da indústria é de que se trata de algo ainda mais revolucionário do que o aumento das resoluções. Para além do marketing porém, há uma preocupação sobre o real uso dos recursos do alto range dinâmico dentro do conceito da cinematografia. Para entender o que têm pensado os produtores brasileiros, conversei com Marcelo Trotta, presidente da Associação Brasileira de Cinematografia (ABC) e Diretor de Fotografia atuando no mercado desde 1998, com uma porção de grandes filmes no currículo. Segundo ele, uma das principais preocupações é uso em excesso da tecnologia. “Na minha opinião, aumentando o espaço de cor nós deveríamos ver uma aproximação da imagem captada do que o olho humano vê. Ou seja, deveríamos ter uma imagem mais natural, mas o que eu vejo é uma espécie de vislumbramento com a tecnologia, onde as pessoas querem dar ênfase para tudo, e ao invés de termos um look natural, acabamos tendo algo super artificial que por vezes fica até hiper-realista”, explica. Apesar das preocupação, Trotta não é contrário à tecnologia, apenas recomenda cuidado para não destruir os conceitos criados na concepção do filme. ”Acho que é uma tecnologia super bem vinda, mas por outro lado precisa se redobrar o cuidado para não correr o risco de perder a intenção original do Diretor de Fotografia no projeto”. E o quanto de Marketing das fabricantes há nesta busca pelo HDR? Seria esta tendência a herdeira do 4K como argumento de vendas? “Tenho que ser bem sincero quanto à algo. A quantidade Ks, de resolução, é sim uma questão de marketing. Agora o HDR não, pois


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Reportagem

sempre foi mais importante, afinal de contas, resolução é algo que você só vai perceber totalmente em uma tela grande ou bem próximo da tela, agora HDR você pode ter em qualquer janela de exibição, do cinema à uma tela de celular”, explica Janini.

Janela de Exibição O principal desafio da implementação de qualquer nova tecnologia de produção sempre é a outra ponta do fluxo: a exibição. As fabricantes sempre vendem a ideia de que adiantar-se a uma tendência de consumo é uma forma de ter produtos à prova de futuro, mas a verdade é que só há consolidação em novos fluxos de trabalho quando o consumidor passa a criar demandas reais por determinados tipos de audiovisual. “A medida que o consumidor final esteja pronto em sua casa para consumir este conteúdo em HDR, entendo que é uma evolução natural acabarmos tendo as duas coisas, mais resolução e um amplo alcance dinâmico na imagem”, afirma Marcel Gallo, responsável da Fujifilm no Brasil. A tecnologia vem crescendo em popularidade no mercado consumidor, mas ainda corresponde a uma parcela mais premium dos consumidores, principalmente devido ao atrelamento ao 4K. “O HDR no Brasil ainda está muito atrelado à resolução 4K e este é um ponto muito importante na definição da aceitação e também na utilização do HDR”, afirma Igor Krauniski, gerente de produtos de televisores da LG e representante da marca no Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital. De acordo com o executivo, cerca de 25% das novas vendas de TVs no Brasil contam com a tecnologia 4K/HDR. Apesar do número parecer grande, pensar que 3/4 dos consumidores brasileiros, ao adquirirem uma nova TV, fazem na resolução Full HD mesmo com 4K disponível mostra a fragilidade que a ultra alta

O que é HDR Sigla em inglês para High Dinamic Range, o HDR poderia ser traduzido para o português como Alto Alcance Dinâmico, mas o que isso significa? A imagem digital é formada quando a luz atinge um sensor composto por um conjunto de pixels capaz de transformar informação de quanto de cada uma das cores primárias Vermelho, Verde e Azul (RGB) havia em cada ponto atingido. A reprodução se dá da mesma forma, mas no caminho inverso, com cada pixel transformando de volta a informação de cor em luz na tela. O alcance dinâmico é a diferença entre a intensidade de luz mais alta e mais baixa que cada pixel consegue reproduzir. Por exemplo, se um pixel reproduz a cor Vermelha, seu alcance dinâmico é a diferença entre o vermelho mais brilhante e o vermelho mais escuro reproduzido. Nos sensores e telas convencionais, esta diferença está em torno de 700 nits (unidade de medida de luminância). A tecnologia HDR traz esta luminosidade para pelo menos 2.000 nits. Desta forma, uma imagem HDR consegue ter no mesmo quadro um elemento muito luminoso, como o céu ensolarado, e algo coberto de sombras sem perder definição em nenhum dos dois. Tanto para cinematografia, onde isso pode ser explorado de forma artística, como para broadcast, sobretudo transmissões esportivas ao ar livre, a tecnologia traz inúmeros benefícios para produção e exibição.

Bruno Massao: “Além do audiovisual tradicional, atendemos uma grande demanda de monitores para o segmento de games, que busca muito soluções HDR”.

Um dos principais gargalos da produção HDR é a oferta de monitores capazes de permitir fluxo de trabalho de qualidade no set

resolução tem como argumento de vendas, principalmente por conta do preço. Soma-se isso ao fato de que o HDR parece estar mais cotado como qualidade de imagem, e a indústria está se preparando para mudar este cenário a partir do segundo semestre de 2018. “A partir do segundo semestre, quando trabalharmos a linha 2018 de televisores, vamos aumentar muito este percentual pois passaremos a comercializar TVs Full HD com HDR “, explica Krauniski. Outro detalhe porém é a falta de oferta de conteúdos em HDR para o consumidor, gerando uma espécie de relação “Ovo-Galinha”, em que os produtores esperam os consumidores terem acesso ao HDR para produzir, mas os consumidores esperam haver oferta HDR para adquirir televisores neste formato. A saída mais imediata para o dilema está na capacidade que os serviços de streaming tem ditar normas de produção. “Hoje a grande fortaleza de aceitação em HDR está no streaming. A Netflix é a principal parceira que puxa esta tendência colocando exigências nos conteúdos que produz e licencia”, conclui Krauniski. A pergunta correta então não é se vale a pena produzir em HDR. Tendo a disponibilidade, não há porque não criar um conteúdo à prova de futuro. A dúvida que resta é se já é saudável investir em um fluxo de trabalho pensando nesta tecnologia, e ai a resposta depende mais do tipo de produção que se está fazendo. Se o foco é streaming, principalmente dramaturgia, parece bastante claro que será uma exigência frequente pelos diversos serviços. Para broadcast, a tendência deve levar mais tempo, a depender do sucesso da empreitada das fabricantes de TV em emplacar a nova tecnologia. PA


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2018

Organização

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Mídias oficiais


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Artigo

GDPR: Transformar e inovar começa por cada um de nós Por Longinus Timochenco*

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governança da segurança da informação é um fator primordial não só para preservar os dados, mas envolve diretamente responsabilidades legais, gestão, qualidade, preservação das informações no ambiente organizacional, continuidade do negócio e, também, nossa vida pessoal. Com a implementação do GDPR na Europa, é importante esclarecer alguns aspectos ainda pouco explorados. Embora muitos artigos foquem nas penalidades, pouco se fala sobre como as empresas podem se preparar utilizando boas práticas de governança de dados, de forma que as penalidades sejam evitadas. Precisamos difundir muito mais os reais benefícios, afinal não podemos mais atuar nos ambientes digitais sem os devidos cuidados, controles e garantias de privacidade para as instituições e pessoas físicas. A GDPR é o início da uniformização, higienização de dados, padronização da Educação Digital, tema fundamental para a continuidade do crescimento e evolução digital. Mas em que consiste o General Data Protection Regulation, GDPR? É uma regulamentação de proteção de dados, que tem por objetivo proteger todos os cidadãos da União Europeia de violações de privacidade em um mundo cada vez mais conectado, interligado e com um volume de dados crescente a cada ano. Essa regulamentação é a mudança mais importante relacionada à privacidade de dados nos últimos 20 anos, uma vez que a última diretiva relacionada ao assunto foi estabelecida em 24 de outubro de 1995 pelo Parlamento Europeu com o nome de Diretiva 95/46/CE. Apesar do princípio fundamental de privacidade dos dados dos cidadãos da União Europeia ser preservado por meio dessa diretiva, foram consideradas diversas mudanças, considerando penalidades perante as organizações que não respeitaram as novas regras. A GDPR foi aprovada em 14 de abril de 2016 pelo Parlamento da União Europeia, sendo que começam hoje as penalidades a todos os estados membros da UE (Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Holanda, Polônia, Portugal). O escopo da regulamentação aplica-se tanto ao controlador dos dados quanto aos processadores. O controlador é qualquer organização que coleta dados e o processador é qualquer organização que processe os dados em nome do controlador. O que são os dados pessoais, de acordo com a GDPR? Segundo a regulamentação GDPR, dados pessoais são informações relacionadas a uma pessoa que possam ser usadas para identificá-la - direta ou indiretamente. Pode ser um nome, foto, endereço de e-mail, dados bancários, postagem em sites de redes sociais, informações médicas, dados de GPS, cookies ou até mesmo um simples endereço IP do computador. A regulamentação GDPR informa que as organizações que processam e controlam dados de pessoas residentes da União Europeia só poderão utilizá-los com o consentimento do mesmo. Além disso, o con-

sentimento deverá ser pedido de forma inteligível, facilmente acessível, usando linguagem clara e simples. Usuários menores de 16 anos só poderão ter seus dados processados com o consentimento dos pais ou responsáveis. Já crianças menores de 13 anos não poderão ter seus dados processados e controlados. Assim, o usuário é o real proprietário de seus dados pessoais e terá o direito de ter o conhecimento sobre as informações por ele concedidas ao controlador dos dados: quais dados estão sendo processados, quem está processando as informações e qual finalidade. O controlador dos dados deverá disponibilizar uma cópia, de forma gratuita, em formato eletrônico, caso o usuário solicite. O usuário também terá o direito de realizar a portabilidade dos dados de uma controladora para outra, ou até mesmo ter um “backup” dos seus dados. O direito ao esquecimento também é um ponto importante da GDPR, uma vez que o usuário terá o direito de solicitar ao controlador que apague seus dados pessoais e interrompa a disseminação dos mesmos. Qualquer violação de dados pessoais que resulte em risco para os direitos e liberdades dos indivíduos residentes da União Europeia deverá ser notificada pelo controlador dos dados em um prazo de até 72 horas, após ter tomado conhecimento da violação. Qualquer pessoa que tenha sofrido danos por processamento ilegal de seus dados terá direito a receber uma indenização, desde que esteja inserido nos parâmetros da regulamentação da GDPR.

12 principais desafios das organizações A organização ICO.ORG.UK considera 12 desafios das organizações referentes ao GDPR. Treinamento: As organizações deverão garantir que as pessoas mais estratégicas da organização tenham ciência das mudanças provocadas pelo GDPR, além da consciência do possível impacto financeiro para a organização em caso de descumprimento da regulamentação. Informações Armazenadas: As organizações deverão documentar quais são os dados dos usuários armazenados, como eles serão armazenados, como é realizada a cadeia de tratamento das informações por meio da organização, dando a possibilidade ao usuário de apagar, transferir ou cancelar a custódia dos dados, a qualquer momento, tendo a possibilidade dessas ações serem auditadas. Direitos Individuais: A cobertura de todos os direitos individuais dos usuários deverá ser garantida pelas corporações. O cidadão terá direito de solicitar que as empresas deletem, transfiram e apaguem seus dados eletronicamente. Em caso de descumprimento desses direitos, o usuário terá aporte jurídico baseado na regulamentação GDPR. Requisições de Acesso: As organizações deverão atualizar os procedimentos internos de forma a lidar com as requisições dos usuários, garantindo a proteção e privacidade dos dados dentro de um acordo de nível de serviço. Base Legal para processamento de dados: As organizações deverão iden-


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tificar as bases jurídicas para justificar o processamento dentro do GDPR. Consentimento: As organizações deverão revisar o gerenciamento de concessões das informações dos usuários e atualizar os consensos, caso esses não estejam dentro das regras de compliance da GDPR. Menores de Idade: As organizações deverão organizar seus sistemas e processos internos de forma a validar a verificação etária de todos os usuários, garantir o consentimento dos pais ou responsáveis, em caso de crianças menores de 16 anos. Vazamento de dados: A organizações deverão se certificar de que detenham os procedimentos internos corretos para detectar, denunciar, reportar e investigar violações de dados pessoais dos usuários. Proteção por Design e Protection Impact Assessment [Pia´s]: As organizações deverão estar familiarizadas com os PIA´s de forma a realizá-los nas situações de novos projetos, sistemas, equipamentos e qualquer alteração que envolva dados pessoais, tornando essa necessidade obrigatória para garantir compliance com a GDPR. Data Protection Officers [DPO]: As organizações terão que nomear um DPO que irá assumir a responsabilidade pela área de proteção e privacidade dos dados da organização. O desafio do DPO irá desde o treinamento da organização até a remodelagem de processos, produtos, serviços e equipamentos, para que estejam de acordo com as normas da GDPR. Extensão Internacional: Se a organização opera em mais de um país membro da União Europeia, essa deverá determinar qual autoridade (DPA) irá supervisionar a proteção de dados, além de detectar quais países fora da UE manipulam dados de usuários residentes no continente europeu para torná-los aderentes às regras da regulamentação GDPR.

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Comunicados de Privacidade: A política de notificação de privacidade das organizações deverá ser revista. Será necessário um plano referente às mudanças de notificações de concessão dos dados do usuário, que terá o controle de quais dados estão sendo utilizados.

O Brasil O País ainda não possui uma legislação do tipo GDPR, porém está em andamento no Congresso Nacional um projeto de legislação de Proteção de Dados Pessoais, inspirado na GDPR e que será um grande avanço para todos nós. Pensando no mercado, no negócio das nossas organizações que vendem produtos e realizam serviços para todos os países, seguir a GDPR é uma decisão estratégica de negócio. Se a sua organização ainda não tiver controles adequados para atender à nova lei, minha sugestão é que ela deva se programar e definir etapas. A primeira delas é implementar ou aprimorar o processo organizacional de segurança da informação. Com base no exposto acima, qualquer empresa brasileira poderá estar sujeita à jurisdição prescrita pela regulação, caso ofereça seus serviços e produtos diretamente para o mercado de membros da União Europeia. Recomendamos, neste caso, um estudo mais profundo sobre as regras, limites e obrigações impostas pela norma, em face do dever de conformidade. PA

SOBRE O AUTOR *Longinus Timochenco é diretor de Cyber Defense da Stefanini Rafael na América Latina

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Artigo

Quando os eSports encontram a Media Mainstream Por Matthew Zajicek*

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s eSports estão prestes a sair de seu nicho tradicional e estabelecer-se firmemente no mainstream. Diversos relatórios e previsões tem sido publicadas nos últimos meses apontando para um significante crescimento do setor. Dados publicados pela empresa Statistica estima que o mercado de eSports valerá mais de US$ 1.5 bilhão até 2020 e serão uma competição reconhecida oficialmente nos jogos asiáticos de 2020.

Uma alternativa atraente à esportes tradicionais Da mesma forma que os esportes tradicionais tem uma ampla base de audiência, a demografia chave para os eSports no momento são os milennials. Não somente a maioria dos milennials acessam conteúdo via plataformas não-tradicionais, como o streaming, mas de acordo com um relatório da Kliener Perkins publicado em 2017, há uma preferência acentuada por eSports sobre conteúdo esportivo tradicional. O ponto chave para este mercado é encorajar emissoras tradicionais a procurar formas de fazer o conteúdo de eSports mais acessível às audiências mainstream - e já começamos a ver os primeiros sinais disso. Ano passado no Reino Unido, a BBC 3 fez uma parceria com Gfinity para distribuir a cobertura da Elite Series (liga local que reúne competições de diferentes modalidades de jogos) à seus espectadores, enquanto que nos Estados Unidos, a TBS transmitiu múltiplos eventos da ELEAGUE nos últimos 12 meses. Além disso, no terceiro trimestre de 2017, a F1 lançou sua liga Formula 1 Esports Series em colaboração com a Codemasters para complementar a cobertura de corridas ao vivo que os jogadores podem acessar na maioria dos dispositivos de jogos.

Criando conexões sociais Diferente da transmissão esportiva tradicional, os eSports têm uma natureza mais social e interativa inerente, que está enraizada na herança dos games. Jogos como World of Warcraft, Overwatch, Starcraft e Diablo criam conexões sociais e interações ao juntar milhões de jogadores de todas as partes do mundo. Isso é o que as emissoras tradicionais terão

que oferecer se elas querem tomar para si uma fatia do bolo dos eSports. As emissoras precisam encontrar formas de continuar conectados com os fãs para permitir altos níveis de interação. Isso pode ser ampliado com compras dentro dos jogos para ajudar a monetizar os serviços. As empresas também precisam procurar formas de trazer a Realidade Virtual e soluções 360 para dentro dos jogos como forma de engajamento com os fãs. A primeira produção 360/VR UHD da BT Sports durante a cobertura da final da UEFA Champions League em junho de 2017 é um excelente exemplo do que pode ser feito para criar altos níveis de engajamento com os fãs. Para nós na Grass Valley é importante olhar em como soluções como nossos sistemas de replay ao vivo podem ser aplicados aos eSports. Empresas de jogos já estão vindo até nos para discutir como nossas soluções podem ser formatadas para atender à suas necessidades específicas. Com nossa herança em produção ao vivo, nós podemos entregar soluções para criação de narrativas interativas em ambientes de streaming ao vivo. Nossos clientes de broadcast tradicional estão conversando conosco sobre como nossas soluções podem ajudá-los a distribuir conteúdo de uma forma que atenda as demandas e expectativas dos fãs e jogadores de eSports.

Mainstream à diante Conforme os eSports vão se tornando parte integrante do mainstream, é um momento incrível para os fornecedores da nossa indústria. Temos a oportunidade de formatar soluções que solucionem as necessidades crescentes de nosso clientes de broadcast conforme eles buscam formas de expandir o alcance de seus canais tradicionais de distribuição. Ao mesmo tempo, abre-se incríveis oportunidades conforme os consumidores demandam que se construa maior interação social em volta do conteúdo. PA SOBRE O AUTOR Matthew Zajicek é Gerente de Produtos LiveTouch da Grass Valley, uma marca Belden


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4ª Feira Internacional de Tecnologia, Inovação, Infraestrutura e Soluções para Templos e Igrejas

2018

Organização

13 A 15 DE JUNHO

Mídias oficiais


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Programe-se!

Agenda Acompanhe aqui o roteiro com as melhores sugestões de congressos, festivais, exposições, mostras, cursos, treinamentos e eventos do mercado audiovisual.

9 a 11 de maio Semana ABC

Evento aberto ao público, sem necessidade de inscrição, com entrada franca – retirada de senha uma hora antes de cada mesa, até a lotação da sala. As mesas serão transmitidas para a área externa. A Semana ABC é uma realização da ABC – Associação Brasileira de Cinematografia, com correalização da Cinemateca Brasileira. Durante a Semana, além das mesas de debates, há um espaço de exposição de equipamentos e serviços, aberto das 9h às 20h30. Já confirmaram presença as seguintes empresas e instituições: Arri, Canon, Cinecam, Cine Society, Dcine, Disk Films, Electrica, Fuji, Locadora, Lumatek, Monstercam, Panasonic, Sindcine, Sony e Zeiss. Local: Cinemateca Brasileira - SP http://abcine.org.br

23 a 25 de Maio AES BRASIL EXPO

Promovida pela AES (Sociedade de Engenharia de Áudio), entidade representante da instituição americana fundada em 1948, congrega os principais profissionais, empresas e acadêmicos do ramo em suas atividades, incluindo o mercado de vídeo, iluminação e instalações especiais. O evento, considerado o maior encontro da América Latina no seu segmento, é realizado anualmente em São Paulo,em parceria com a FRANCAL FEIRAS. O evento AES BRASIL EXPO tem quatro vertentes: Convenção, Congresso, Exposição e Demonstração. www.aesbrasilexpo.com.br

14 a 18 de Setembro IBC 2017

Considerado uma versão europeia da NAB Show, o IBC reúne em Amsterdam os líderes da indústria de radiodifusão, broadband e produção audiovisual. Mais de 1000 estandes apresentam um panorama completo do mercado. www.ibc.orgOperação em Mesas DigitaisTodo último final de semana de cada mês, o IAV promove o curso. Operação em Mesas Digitais. Indicado para profissionais de áudio interessados em ampliar seus conhecimentos e dominar a operação dessas mesas. O curso explora a infinidade de recursos disponíveis, através de um método prático exclusivo que desmistifica sua utilização. www.iav.com.br

24 a 26 de Outubro CAPER

A CAPER SHOW é um evento reconhecido internacionalmente e convoca, a cada ano, mais de 6 mil diretores, profissionais, técnicos, docentes estudantes relacionados com a indústria audiovisual da Argentina e América Latina. Durante o evento se realizam apresentações técnicas, acadêmicas e os que participam como palestrantes são referência na indústria audiovisual. Local: Buenos Aires -AR www.caper.org.ar

13 a 15 de Junho de 2018 Church Tech Expo A Church Tech Expo reúne o melhor das tecnologias de áudio e vídeo para templos, igrejas, locais de pregação e adoração. Exposição, palestras técnicas e workshops cobrem os segmentos de sonorização, mixagem, captação em vídeo, projeção, gravação, edição e transmissão. Em 2015, o evento reuniu 90 expositores, representando mais de 200 companhias, e mais de 7 mil visitantes. Participe e conheça o que há de mais inovador no setor. Aprenda com exemplos práticos como ampliar e otimizar as suas instalações ao lado dos principais fornecedores, integradores, consultores do mercado nacional e mundial. Entenda como e onde investir para ampliar o alcance de sua mensagem. O evento é destinado a líderes e representantes de religiões, membros de ministérios, equipes técnicas e de projeto, operadores de áudio e vídeo, e todos os envolvidos com áudio, vídeo e iluminação em templos e igrejas. O Congresso Church Tech Expo 2015 teve 100 de programação e recebeu 80 palestrantes em 65 sessão. Os temas centrais são: Integrando Áudio, Vídeo e Luz; Acústica e Inteligibilidade; Sistemas de PA e Sonorização; Produção de Apresentações Musicais; Mixagem e gravação; Seleção e configuração de microfones; Produção HD Ao Vivo; Implantação e Vantagens do Live Stream; Integração com Switcher e Robótica; Projeção e Processamento de Vídeo; Integração com Mídias Sociais; Infraestruturas baseadas em IP; Digital Signage Aplicada; Projetos de sucesso; Automação de Processos e Eventos; Desafios da Iluminação. www.churchtechexpo.com.br

13 a 15 de Junho de 2018 PANORAMA SHOW O mais importante latino-americano dedicado às tecnologias de Produção Audiovisual e Broadcast será realizado no São Paulo Expo (antigo Centro de Exposições Imigrantes), em São Paulo. Serão três dias de exposição e congresso dedicados ao aperfeiçoamento profissional, debate sobre tecnologias e promoção de negócios. Os temas-chave do congresso são soluções para produção e distribuição de áudio e vídeo em TV, cinema, novas mídias, publicidade, animação e games. Em 2015 o evento reuniu 7000 visitantes, incluindo mais de 1000 congressistas, que participaram de 65 sessões de debate e workshops. www.panoramaaudiovisualshow.com.br


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Panorama Audiovisual 87  

A revista Panorama Audiovisual e o site - www.panoramaaudiovisual.com.br - são dedicados aos técnicos, engenheiros, gerentes e diretores de...

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