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68 ISSN 2236-0336

Ano 6 - Edição 68 - Outubro/2016

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Editorial

A nuvem pública na base da distribuição de conteúdos Em meados de 2015, a Netflix fechou o seu último data center, tornando-se uma das primeiras empresas de tecnologia a migrar toda sua área de TI para a nuvem pública. Quando fez o anúncio, a empresa disse que seria totalmente dependente da nuvem pública Amazon Web Services (AWS). Foi uma surpresa? Não totalmente. Essa migração faz todo o sentido para a Netflix. Em um post no blog corporativo em 2010, a empresa resumiu as razões para migrar sua infraestrutura para um ambiente de nuvem pública: “Os ambientes de nuvem são arquiteturas ideais para crescer horizontalmente. Não precisamos antecipar com meses de antecedência quais serão as nossas necessidades de hardware, de armazenamento e de rede, já que podemos acessar os recursos da AWS quase que instantaneamente”. Este tipo de serviço oferece flexibilidade e escalabilidade essencial para empresas como a Netflix, especialmente se levarmos em conta o seu crescimento. No primeiro trimestre de 2015 foram mais de 4,9 milhões de novos assinantes. Com uma audiência global que cresce e contrata vídeo sob demanda, normalmente com picos de audiência entre 6 e 11 horas da noite, a empreasa precisa enfrentar um grande desafio de tráfego. Além disso, se levarmos em conta o fato de que, devido aos diferentes fusos horários existem períodos flutuantes de visualização de pico em diferentes países, entende-se por que os aplicativos são projetados para funcionar na nuvem pública. Para a empresa de streaming é essencial estar preparada para atender os picos de consumo, que ocorrem no lançamento de uma nova temporada de qualquer de sua série popular. No caso de “House of Cards”, dois por cento de todos os assinantes da Netflix assistiu os 13 episódios da segunda temporada no mesmo fim de semana do lançamento. Como esta tendência está se tornando parte importante da nossa cultura, ter uma infraestrutura que pode ser ampliada a qualquer momento coloca a companhia em uma posição vantajosa para resolver as demandas de seus clientes. Mas a entrega de conteúdo é apenas uma parte do negócio, a Netflix também administra uma plataforma de análise enorme, que contribui na definição da estratégia da empresa. Através desta plataforma sabem-se as preferências e comportamentos dos usuários, permitindo saber em quais gêneros investir no futuro, decisões que os canais de TV nem de longe têm a disposição. Esta relação direta que os usuários têm com o conteúdo transmitido é o que permite oferecer o conteúdo mais apropriado para o seu público no futuro. A Netflix também tem investido uma grande quantidade de recursos em sua CDN (Content Delivery Network), tanto em tecnologia como em conhecimento para garantir que os clientes obtenham a melhor transmissão possível. Para isso, o CDN precisa estar o mais próximo possível dos pontos de troca de tráfego e dos principais ISPs em data centers, ao mesmo tempo em que o conteúdo em nuvem é atualizado. A abordagem “tudo em um” para os serviços de streaming não é seguido pela maioria das empresas de mídia digital. A sensação é que a maioria irá optar por seguir um caminho híbrido, que permita aproveitar os dois mundos, num equilíbrio entre as suas instalações e serviços de nuvem privada e pública. Independentemente do formato em que o serviço é prestado, seja em nuvem pública ou privada, o centro de dados é o coração do mundo online. Mesmo as grandes empresas de tecnologia como Google ou Microsoft precisam usar vários centros de dados (próprios ou de terceiros) para prestar serviços aos seus clientes. Com usuários cada vez mais exigentes, nos próximos anos as empresas de entretenimento precisarão considerar cuidadosamente a infraestrutura que usarão para prestar um serviço de qualidade.

Ano 6 • N° 68 • Outubro de 2016 Redação Editor e Jornalista Responsável

Fernando Gaio (MTb: 32.960) fernando.gaio@vpgroup.com.br Reportagem

Gustavo Zuccherato gustavo.zuccherato@vpgroup.com.br Editor Internacional

Antonio Castillo acastillo@panoramaaudiovisual.com Coordenador Editorial

Flávio Bonanome flávio.bonanome@vpgroup.com.br Arte Flávio Bissolotti flavio.bissolotti@vpgroup.com.br Comercial Diretor Comercial

Christian Visval christian.visval@vpgroup.com.br Gerentes de Contas

Alexandre Oliveira alexandre.oliveira@vpgroup.com.br

Presidente & CEO Presidência e CEO

Victor Hugo Piiroja victor.piiroja@vpgroup.com.br Financeiro Rodrigo Gonçalves Oliveira rodrigo.oliveira@vpgroup.com.br Marketing Michelle Visval michelle.visval@vpgroup.com.br

Panorama Audiovisual Online www.panoramaaudiovisual.com.br Tiragem: 16.000 exemplares Impressão: Gráfica Mundo Fernando Gaio (MTb: 32.960) Editor Al. Madeira, 53, cj 92 - 9º andar - Alphaville Industrial 06454-010 - Barueri – SP – Brasil +55 11 4197-7500 www.vpgroup.com.br PanoramaAV

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Sumário

08 SBT 35 anos A emissora de Silvio Santos completa 35 anos com modernização de suas mídias .

Nesta Edição 12 Bastidores da Produção

24 Bastidores do Teletoon

Entrevistamos o Diretor Técnico e de Operações do SBT Raimundo Lima

A maratona que é produzir o principal produto filatrópico que arrecada mais de R$ 30 milhões.

16 Estratégia Digital

30 Futurecom 2016

Fernando Pensado fala sobre a relaçã do SBT com as novas mídias e a estratégia que tornou a emissora líder no YouTube.

Os novos desafios das telecomunicações no Brasil.

18 Modernização no Jornalismo Como o investimento em WorkFlow transformou a produção jornalística da emissora

20 Expansão em Alta Definição A história da adoção do formato HD pela emissora e afiliadas.

30 Futurecom

40 Uso do espectro em debate Entidades sul americanas debatem o futuro da utilização de faixas de frequência par a tecnologia 5G.

46 Golpe forte na pirataria ‘Alianza’ ganha ação judicial contra fabricante chinesa de Set-Top-Boxes falsificada e ganha força contra pirataria.

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Reportagem

O criador e grande líder do SBT em três momentos: Estilo pessoal de administração marca até hoje a programação e os bastidores do canal

35 anos Emissora completa três décadas e meia de história e comemora posição consolidada na vice-liderança da audiência. Nesta reportagem trazemos entrevistas exclusivas com executivos e profissionais, além de relembrar marcos na evolução das tecnologias utilizadas pelo canal.

Por Fernando Gaio


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Reportagem

Neste ano o SBT ampliou a audiência em todas as faixas de horário

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m 2016 o SBT completa três décadas e meia e comemora com um expressivo crescimento de audiência. O canal de Silvio Santos está com ótimos índices e ocupa – de forma consecutiva - a vice-liderança no ranking geral no PNT (Painel Nacional de Televisão), na faixa das 24 horas, desde o mês de janeiro. Também foi a única entre as de TV aberta a ganhar público entre 2010 e 2015, com crescimento de 8,6% no share, segundo dados do Kantar Ibope Media - MW (Dados Domiciliares - Shr% – PNT). O SBT obteve um crescimento em todas as faixas horárias. Na média da manhã, o SBT registrou crescimento em relação ao mesmo mês do ano passado. Nessa faixa, a emissora marcou 3,9 pontos de média em julho de 2015. Já neste ano, o SBT registrou 4,2 pontos de média. Crescimento de 4%. No período da tarde a emissora também registrou crescimento. No sétimo mês de 2015 o SBT registrou 6,5 pontos de média, enquanto no mesmo mês em 2016 marcou 6,7 pontos de média, registrando um crescimento de 3%. No horário nobre, em julho do ano passado, o SBT havia marcado 8,8 pontos

de média, enquanto em julho deste ano a emissora de Silvio Santos marcou 9,1, crescendo 4% na faixa horária. Já na madrugada, o SBT registrou, em julho do ano passado, 3,3 pontos de média, enquanto no mesmo mês em 2016 marcou 3,5 pontos, apresentando um crescimento de 5%. As ações que compõem o projeto de 35 anos da emissora fazem um paralelo entre o passado e o presente de uma maneira atual e incluem uma exposição realizada pelo Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS), novo pacote gráfico de chamadas, logo comemorativo, campanha publicitária e produtos licenciados estão entre os destaques de aniversário. No site da emissora, é possível acompanhar os fatos mais marcantes de sua trajetória, com homenagens de personalidades, colaboradores e também dos telespectadores da emissora, que podem mandar vídeos por meio do aplicativo TV SBT. Durante esses 35 anos, foram lançadas diversas atrações de grande sucesso que permanecem até hoje, como o ícone Programa Silvio Santos, A Praça é Nossa, Domingo Legal, Jornal do SBT, Programa do Ratinho, Bom Dia & Cia e Casos de Família, além de outros programas mais recentes, entre eles: The Noite com Danilo Gentili, Máquina da Fama, Okay Pessoal; Esquadrão da Moda, Acelerados, os realities gastronômicos Hell’s Kitchen Brasil, BBQ Brasil e Bake Off Brasil – Mão na Massa, que consolidaram a audiência com esse gênero aos sábados à noite, além das novelas Carrossel, Chiquititas e Cúmplices de Um Resgate, remakes que viraram febres entre o público infanto-juvenil. Ainda no núcleo de teledramaturgia, destaque para duas séries originais SBT: Patrulha Salvadora e a atualmente no ar: A Garota da Moto, que tem garantido expressivos números de audiência à emissora. PA

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Reportagem

Bastidores da produção e o investimento em tecnologia

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aimundo Lima, Diretor Técnico e de Operações do SBT, contou a Panorama Audiovisual algumas das estratégias da emissora para acompanhar a evolução tecnológica e manter sua equipe bem treinada para os desafios dos programas de auditório, das novelas e dos telejornais. Panorama Audiovisual: A formação e reciclagem de recursos humanos vêm antes dos investimentos em tecnologia? Raimundo Lima: Elas correm em paralelo, mas no final das contas, o peso do treinamento e qualificação são maiores, porque você até pode ter equipamentos de ponta, mas se eles não forem operados com competência, estaremos jogando o investimento água abaixo, sem explorar todas as potencialidades. A seleção e o treinamento são um fator determinante, porque um profissional bem qualificado acaba tendo um rendimento muito bom mesmo com equipamentos inferiores. E quando você tem o equipamento correto ele tira o rendimento certo. Panorama Audiovisual: Estes treinamentos são internos ou em parcerias com os fabricantes? Raimundo Lima: Há um mix. Por exemplo, nós temos profis-

sionais que visitam feiras internacionais como a NAB e são multiplicadores. Antes mesmo do evento, os grandes fornecedores vem até nós para apresentar os seus lançamentos e após a feira também há um balanço. Panorama Audiovisual: Quais características definem o profissional de televisão nos dias de hoje? Raimundo Lima: No passado nós tínhamos pessoas especializadas em uma coisa só, hoje são necessários múltiplos conhecimentos. Quem sabe fazer apenas uma coisa terá limitações dentro das empresas, porque a cada dia os equipamentos incorporam novas funções, ultrapassando as funções englobadas pelos títulos usados no passado. Um exemplo é o operador de VT, cuja função equivalente atualmente exige outras habilidades. Ele hoje é um operador de ingest, com todas as questões de codificar, transferir etc. A chave para progredir é ser um profissional multitarefa aberto a novas atribuições. O ciclo da tecnologia é muito curto. Se no passado havia ciclos de 10 ou 15 anos, hoje temos ciclos de 3 ou 4 anos. O profissional precisa ter iniciativa para acompanhar esta evolução.


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Reportagem

Panorama Audiovisual: Quais evoluções tiveram maior impacto nas áreas de jornalismo e produção? Raimundo Lima: Principalmente na área de jornalismo mudou o modelo de contribuição. Até a algum tempo, nós tínhamos basicamente câmeras broadcast para fazer televisão, mas, por incrível que pareça, o VHS – nos anos 80 - foi o primeiro modelo de câmera compacta que abriu uma janela para emissoras de menor porte para produzirem alguma coisa. Lógico que não dá para comparar a qualidade técnica com equipamentos domésticos, mas hoje temos câmeras domésticas com uma definição muito próxima às broadcast. A tecnologia democratizou a produção de jornalismo e o público também se acostumou a abrir exceções para a qualidade. É comum vermos imagens de câmeras de segurança, de celulares e de outros tipos de câmera que não são broadcast nos telejornais. Isso já foi incorporado. Panorama Audiovisual: Você destacou a captação de imagens, mas também houve evolução na produção colaborativa, certo? Raimundo Lima: Essa democracia na captação provocou a cadeia como um todo. O telespectador registra imagens com o seu celular e envia as imagens para as redes sociais ou diretamente para nós. Isso obrigou a produção de notícias ser mais ágil e a trabalhar com qualquer formato, para não sermos atropelados pelas outras emissoras e pelos próprios telespectadores.

Panorama Audiovisual: Enquanto a digitalização das transmissões está em andamento e a alta definição não é realidade para dezenas de emissoras brasileiras, há uma pressão da indústria pela adoção de tecnologias ainda mais sofisticadas. Como lidar com isso? Raimundo Lima: No caso do 4K, por exemplo, não há discussão sobre a qualidade superior, mas como nem todos estão prontos para consumir o que esta resolução tem a oferecer, ganhamos um tempo. Por outro lado, avaliamos quais segmentos são adequados a esta tecnologia, como é o caso da dramaturgia, e já fizemos testes. Embora ainda não seja possível transmitir 4K por sinal aberto, nada impede que tenhamos um acervo para o futuro neste formato. Panorama Audiovisual: Quais pontos são avaliados antes de adotar um novo produto ou tecnologia? Raimundo Lima: É preciso ser muito criterioso e ter visão de futuro. Os investimentos em broadcast são sempre grandes. Nenhum projeto começa com menos de R$ 1 milhão. É preciso saber se é uma onda, como no caso do 3D, e agir com calma. Nós não somos ‘first users’ de equipamentos. Outro cuidado é não adquirir equipamentos que não tenham capacidade de se comunicar com outros equipamentos. Estes equipamentos não têm vez no SBT. PA

Panorama Audiovisual: Qual é o impacto destas tecnologias no trabalho dos correspondentes? Raimundo Lima: Essa pergunta eu posso responder com tranquilidade porque fui correspondente internacional por dez anos em Nova York, onde havia toda a tecnologia disponível. Entre o final dos anos 80 e toda a década de 90, trabalhei como editor de imagens nas eleições de George Bush e Bill Clinton, por exemplo, e viajava com 300 quilos de equipamento. Hoje a nossa correspondente em Nova York, Yula Rocha, faz a cobertura das eleições sozinha, gerando imagens com o ‘mochilink’ da LiveU através de uma rede 4G, com alta qualidade. A compactação dos equipamentos facilitou muito. Ganhamos em agilidade e investimento em pessoas e equipamentos. Como já disse anteriormente, a democratização e a grande oferta de tecnologia trouxe novos players para o mercado e o que faz a diferença é a capacidade de manipular o conteúdo. Panorama Audiovisual: Qual é a estratégia para garantir a cobertura jornalística em um país com as dimensões do Brasil? Raimundo Lima: O SBT tem 114 afiliadas, incluindo as emissoras próprias. Em Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belém nós temos uma rede de fibra óptica integrando a rede 24 horas por dia. Algumas cidades utilizam ligação via Embratel, enquanto outras se conectam conosco via FTP. Para isso, nós usamos aceleradores (de transferência de dados) como os fornecidos pela Aspera. Esta forma de transmissão por redes de dados está ultrapassando rapidamente a transmissão por satélite. Hoje estas redes também permitem transmissões ao vivo de qualidade.

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Reportagem

Estratégia digital

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ernando Pensado, gerente de Plataformas Digitais e Interatividade, está por trás das estratégias da emissora para o mundo online, incluindo a bem sucedida distribuição pelo YouTube e os acordos com fabricantes de televisores para incluir o aplicativo do SBT nas TV conectadas. Panorama Audiovisual: Qual é a importância da internet para o SBT? Fernando Pensado: É fundamental na estratégia de distribuição de conteúdos. O SBT se posiciona como um produtor e distribuidor de conteúdo audiovisual social. A internet nos ajuda a manter contato com o telespectador e levar os conteúdos para quem utiliza as novas formas de consumo de audiovisual gratuitamente. Panorama Audiovisual: Quais são as iniciativas do SBT para realizar a distribuição de conteúdo online? Fernando Pensado: Temos dois modelos. Um para as propriedades puras do SBT, com o site desktop/mobile, o aplicativo para mobile e o aplicativo para TVs conectadas. Nós também temos parcerias com o YouTube, o Twitter e o Facebook para distribuir Panorama Audiovisual: Por que a parceria com o YouTube deu tão certo? Fernando Pensado: O custo do streaming tende a cair, mas ainda é caro. O SBT sabe que é importante distribuir os conteúdos considerando os hábitos da audiência. Desta constatação surgiu a oportunidade de o YouTube oferecer a plataforma de distribuição e ainda remunerar. Isso fazia sentido, porque não havia custo de streaming. O SBT foi se especializando e hoje 15% da audiência do YouTube no Brasil vem do SBT. Além da audiência pura da emissora, existe uma audiência extra dentro do YouTube, que de repente não conhece o conteúdo do SBT. Panorama Audiovisual: Quais são os segredos estes números?

Segundo Fernando Pensado, gerente de Plataformas Digitais e Interatividade, hoje 15% da audiência do YouTube no Brasil vem do SBT. De todo tráfego de conteúdos online, 70% é mobile. “A estratégia é conhecer os hábitos de consumo e facilitar o acesso”, afirma

Fernando Pensado: As melhores práticas vêm de um feedback do próprio YouTube, porque o hábito do consumidor é medido com grande velocidade, com isso nós sabemos quanto tempo conseguimos manter os espectadores assistindo. É muito simples fazer testes e saber o resultado. A divisão dos programas em diversas postagens acontece porque valorizamos a mobilidade. 70% do tráfego é mobile e desta forma facilitamos a pesquisa do usuário. A estratégia é conhecer os hábitos de consumo e facilitar o acesso. Panorama Audiovisual: Quem tem os melhores resultados de audiência e financeiros: Aplicativos para Smarphones ou para TVs Conectadas? Fernando Pensado: O Brasil tem uma base de 150 milhões de smartphones, enquanto os televisores estão entre 15 e 18 milhões, mostrando a importância de cada um. O público está consumindo mais vídeo no celular e a nossa aposta no aplicativo para mobile de muito certo. A audiência é maior nos smartphones, embora vejamos um crescimento importante nas smart TVs. Financeiramente, já temos resultados importantes nos smartphones. Panorama Audiovisual: O que se aproveita do Ginga, que chegou com a televisão digital? Fernando Pensado: O SBT fez uma grande aposta com o portal interativo e ainda existem desafios, especialmente sobre como rentabilizar o canal. Acho que a população ainda não conhece exatamente o potencial do Ginga.

A estratégia de produção, promoção e distribuição de experiências audiovisuais sociais do SBT busca atingir o espectador em todas as plataformas, ao vivo, por streaming e por demanda

Panorama Audiovisual: Quando a internet será relevante para o faturamento da emissora? Fernando Pensado: A área digital já representa resultados financeiros para a empresa. Claro que a televisão aberta é o carro chefe e será assim por muito tempo, mas as plataformas digitais crescem num nível acelerado. Nós sabemos das nossas limitações e por isso escolhemos parceiros estratégicos para dar segmento à proposta de produção, promoção e distribuição de experiências audiovisuais sociais, independente da plataforma escolhida pelo espectador. PA


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Reportagem

Em 2013 o jornalismo ganhou mais velocidade

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aquele ano, uma renovação tecnológica diminuiu o tempo entre a chegada das matérias brutas e a exibição ao integrar armazenamento em servidores Avid ISIS com novas ferramentas de ingest, edição e playout. O departamento de jornalismo do SBT deu um grande salto de qualidade em 2013, com a atualização dos sistemas utilizados para recepção de arquivos produzidos pelas equipes de externa (ingest), armazenamento, acesso e edição prévia das imagens pelos jornalistas, além da pós-produção e revisão final de cada reportagem. Uma solução completa provida pela Avid e integrada pela CIS Group permitiu a eliminação quase total do tráfego de discos, cartões e fitas na redação. “A solução veio de encontro ao que nós já temos na área de edição e pós-produção de entretenimento, que também utiliza soluções da Avid”, comentou na época Alexandre Sano, Gerente Técnico e Operacional. Segundo o Sano, a solução trouxe mais integração e dinamismo ao departamento, que até então trabalhava num ambiente desenvolvido pela fabricante canadense Leitch, utilizando muitos discos (XDCAM) para transferir materiais de uma máquina para outra ou para revisar algum conteúdo dentro da redação. No workflow adotado, a transferência de arquivos foi muito simplificada. Quando as imagens chegam à emissora, começa o ingest dos dados para dentro do sistema da Avid, que reconhece o formato utilizado pela Sony.

Mídia acessível Assim como no ingest feito a partir dos discos XDCAM, as contribuições feitas pelas Unidades Móveis, pelas emissoras afiliadas e pelos correspondentes internacionais também passaram a ser armazenadas diretamente no servidor ISIS. Neste núcleo do sistema foi incluída toda a mídia que abastece os telejornais da casa. Esta configuração facilitou a reedição e reutilização de imagens, uma vez que a mesma entrevista ou cobertura de um evento pode ser apresentada com tempos e abordagens diferentes ao longo do dia. Outro ganho apontado foi o aumento de capacidade de entrada de dados (mídia) no sistema, ao invés de áudio e vídeo em banda base, o que reduziu a necessidade de conversão. “Antigamente tínhamos uma limitação muito grande de receber contribuição por FTP. Esse gargalo também foi eliminado, porque agora nós temos uma estrutura muito mais ágil para fazer a conversão para o formato padrão que utilizamos. São mais portas de entrada e maior velocidade no ingest”, comentou Sano. No modelo anterior, a reduzida capacidade de ingest obrigava a emissora a utilizar inclusive as ilhas de edição para esta finalidade. Tudo passou a ser feito na nova central de ingest, junto da redação. Ela está dividida em duas salas, sendo uma para as contribuições de agências de notícias, afiliadas e SNGs/UMJs, e outra para atender as equipes de reportagem que chegam da rua. “Esta central está preparada para receber qualquer tipo de

mídia, desde discos e cartões até imagens de celulares e pen drives, com a agilidade que o jornalismo exige”.

Aumento de fontes com segurança Vale destacar que a melhora de performance no FTP aumentou a participação das afiliadas na programação, porque tudo o que chega pode ser convertido a tempo de ser editado e exibido. Algo que nem sempre acontecia antes da implantação do sistema. “Nós tomamos conhecimento da pauta do dia e priorizamos a recepção dos materiais mais importantes, para que eles sejam convertidos e estejam à disposição dos jornalistas o quanto antes”, diz.

Redação e pré-edição Todos os jornalistas dispõem do sistema AP/ENPS para redigirem suas reportagens, bem como estabelecerem as associações com as mídias e com as automações para geração de caracteres, teleprompter, artes exibidas nas telas do cenário. “Os sistemas ENPS e Avid estão completamente integrados e toda a lista de exibição das matérias é coordenada pelo ENPS. Se, durante um jornal, o editor-chefe alterar a posição de uma lauda, o sistema da Avid reconhece a mudança e faz as alterações necessárias. Essa função é extremamente importante, porque do contrário todo processo deve ser manual”. O disparo das mídias, incluindo GC e TP, começou a ser automatizado em 2005, mas a recente atualização incorporou novos recursos e precisão. Para visualização em baixa resolução e pré-edição, o antigo software NewsFlash Preditor foi substituído em 2013 pelo Avid Interplay Access, além de terem sido incorporadas estações com o Avid Interplay Assist. Com o Assist, cada editor-chefe podia acompanhar da sua estação e com alta qualidade o andamento das matérias do seu jornal.

Fluxo Um dos ganhos mais relevantes do sistema estava no tempo gasto entre a chegada de uma equipe da rua e a disponibilidade dos arquivos para edição e exibição. Com um simples comando, os arquivos estão prontos para exibição. Essa mudança nos processos de ingest, edição e exibição não representou muita dificuldade de adaptação na redação. Os programas jornalísticos fizeram a migração em etapas e as equipes levaram em média uma semana para se adaptarem ao novo sistema.

Planejamento Para evitar que o servidor de mídia da redação fique saturado, sem espaço em disco, a equipe do Media Center define com os editores os arquivos que devem permanecer on-line e o que deve ser apagado ou transferido para arquivamento em discos XDCAM. Além do armazenamento disponível para a redação, há outro servidor para colocar as matérias no ar. PA


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Reportagem

Tecnologia Sony na expansão HD do SBT

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m 2014, quando as emissoras regionais do SBT abandonaram o fluxo de trabalho em fita, em 2010, a diretoria de engenharia começou um projeto de transição completa para a produção e transmissão em alta definição. Pensado em longo prazo, a iniciativa atingiu um marco importante, ao iniciar trabalhos de produção e transmissão de conteúdo local em HD. A ideia por trás do trabalho de migração partiu do gerente técnico do SBT Porto Alegre Sady Ros, que recebeu a missão de pensar as necessidades da emissora para produção HD. “Quando abandonamos a fita, nós adquirimos equipamentos para reportagens externas e ilhas de edição capazes de lidar com a alta definição, mas ficamos operando com esta estrutura em SD. Ainda precisaríamos de mais um tempo para investir na capacidade de produção local”, explicou o engenheiro, em entrevista para a Panorama Audiovisual. Com isso em mente, em 2012 Ros recebeu carta branca para começar a bolar um projeto que pudesse levar a produção de conteúdo local para o novo padrão de tecnologia. “Passei então a estudar as necessidades da emissora, e criei uma série de requisitos obrigatórios sem ter nenhum produto em mente. Somente quando eu tinha a lista do que seria o satisfatório para o SBT é que fui buscar o que é que as fabricantes tinham que respondiam às nossas demandas”, explica Ros. Pensando primariamente no Switcher de produção, a equipe do SBT listou as seguintes funcionalidades obrigatórias: Mínimo de 16 entradas; Porta HDMI/DVI para monitoração TP no multiviewer; 2 M/E; mínimo de 3 saídas auxiliares; sa-

Tão importante quanto a etapa de escolha dos produtos, o treinamento exigiu muito dos profissionais da emissora e dos fabricantes. “Tivemos que repensar desde a captação, que passa do 4:3 para 16:9 até a construção de cenários e maquiagem dos apresentadores, que são afetadas pela capacidade de mostrar detalhes do HD”, explica Sady Ros

ída clean; presença de frame synchronizer nas entradas; Up converter (mínimo de 7 entradas); Multiviewer integrado; capacidade de efeitos 3D; Redundância de monitoração PVW e PGM; Possibilidade de usar monitores LCD para Multiviewer. “Com estas prioridades em mente, pesquisei diversos produtos e cheguei até os MVS-3000 da Sony”, explica Ros. O MVS-3000 é um Switcher compacto de alta performance que integra uma superfície de controle e uma unidade de processamento de RUs. O produto trabalha com vídeo 1080/59.94i em 32 entradas e 16 saídas BNC. Possui dois buses de Mix/Efect com quatro keyercada que incluem modos de luminância, padrão, linear e chroma-key. Outras funcionalidades incluíram a capacidade de correção de cor em cada entrada e saída auxiliar, dois canais de multiviewer e redundância na alimentação de energia, tanto da superfície de controle como da unidade de processamento. “Quando me deparei com o MVS-3000, vi que se tratava do produto que eu precisava, agregando tecnologia de ponta com um custo acessível para o orçamento do projeto”, contou Ros. Outro produto Sony que integrou o processo de migração regional para o HD, foi a câmera robótica BRCH700. “Em

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Além da regional de Porto Alegre, as MVS-3000 equiparam emissoras do SBT em Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Brasília e Belém

nossa programação jornalística, temos um boletim direto da redação que entra na programação diversas vezes durante o dia, onde usamos robótica. Como estávamos fazendo o upgrade de toda a transmissão, evidente que também precisaríamos de um equipamento à altura para esta aplicação”, afirma o responsável do projeto.

A BRCH700 é um sistema que integra a qualidade das câmeras HD 3CCDs com um mecanismo de pan/tilt/zoom em um corpo compacto. O produto suporta imagens em 1080/59,94i com capacidade para acoplagem de uma placa HD-SDI para aplicações ao vivo. O sistema todo é controlado por uma unidade de controle remoto plugada por meio de um cabo de fibra óptica até o sistema. Além dos produtos Sony, a Regional SBT ainda adquiriu um sistema novo de Geração de Caracteres e novos Mixers de Áudio. “Com isso nós completamos o que precisávamos para garantir nossa produção local em alta definição. Foi um trabalho de projeção que durou dois anos, dos primeiros rascunhos até a realização da etapa de treinamento, que é uma fase tão importante, ou até mais, do que a escolha dos equipamentos em si”, concluiu Ros. O projeto foi tão bem sucedido, que a diretoria técnica da emissora encarregou SadyRos de implementar outras quatro praças regionais simultaneamente. PA

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Sistemas de áudio e intercomunicação

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ambém em 2013, a sede da emissora, em Osasco (SP), passou por uma grande atualização técnica e recebeu o sistema intercomunicação Oratis da alemã Aspa Stagetec, empresa que faz parte da Salzbrenner Stagetec Mediagroup. A nova configuração adicionou recursos para os usuários, simplificou as configurações de rede e ainda utilizou o cabeamento existente. Entre os desafios da instalação estavam a utilização do cabeamento já existente e a importância da intercomunicação para o funcionamento da emissora. A migração deveria acontecer de forma rápida e segura, pois o este sistema conecta quase todas as instalações de produção. O antigo sistema analógico de intercomunicação já havia sido amortizado e chegava a hora de procurar uma solução mais moderna, principalmente para melhorar o ambiente de produção com uma proposta versátil e que durasse muitos anos. As unidades analógicas existentes foram conectadas a uma matriz de intercom via cabeamento coaxial. Como não havia planos para mudar a localização física das unidades, o sistema Oratis foi projetado para que elas pudessem continuar usando o cabo coaxial existente. Desta vez, porém, as novas unidades poderiam se conectar digitalmente às matrizes digitais. Assim, as opções de cabeamento do sistema foram muito úteis na nesta instalação. Cada um dos cabos coaxiais de 75 ohms equipados com conectores BNC pode suportar dois canais de áudio bidirecional em formato AES/EBU. Essa mudança para o padrão digital profissional em estéreo, com taxa de amostragem de 48 kHz e profundidade de 24 bits produziu imediatamente uma enorme melhora na qualidade de áudio. Na época, o sistema incluiu 133 unidades de intercomunicação, sendo que quase a metade foi suplementadas com módulos de expansão, 57 no total. Cada unidade está ligada a uma das quatro matrizes, e estes ligados a um roteador R4000, formando uma grande rede de intercomunicação. A ligação das matrizes e router é feita por linhas dedicadas de 1 Gbps, que foram facilmente instalados na central técnica. Esta configuração permitiu a manutenção da infraestrutura básica, que tem excelente desempenho.

Cabeamento A equipe técnica também experimentou as possibilidades do novo sistema de comunicação. Após a migração para o sistema de DELEC, o administrador do sistema pode gerir todo o sistema de uma vez. Ele é capaz de configurar cada unidade de usuário e atribuir teclas através de comandos drag & drop em um PC instalado em qualquer lugar na rede. Para os usuá-

As unidades Oratis, que podem receber etiquetas de até 18 caracteres e usam cores de identificação. É possível configurar cada unidade através de comandos drag & drop em um PC da rede

As instalações receberam novas consoles de áudio integradas em rede e um novo sistema de intercomunicação que aproveito o cabeamento existente. Houve um período intenso de testes antes da migração e o trabalho também incluiu um novo tratamento acústico das salas

rios, a operação dessas unidades pré-configuradas rapidamente tornar-se autoexplicativo. Como os usuários fixos são apenas parte de uma produção e nem todos na equipe têm uma função que os ligue a um local específico, onde uma unidade possa ser instalada, é comum equipar a produção com unidades autônomas, presas à cintura. Os sistemas DELEC são muito abertos neste aspecto. Praticamente, qualquer sistema wireless solicitado pelo cliente pode ser perfeitamente integrados ao sistema Oratis. Como o sistema de comunicação sem fio wireless em uso quando a atualização foi especificada estava desatualizado, a Mediagroup também forneceu um novo sistema composto por 77 conjuntos para cintura (belt packs) DECT e 16 unidades de base.

Grande salto O novo sistema marcou uma verdadeira mudança de paradigma em termos de experiência de qualidade, tecnologia e usuário de áudio. O SBT não só substituiu os intercomunicadores, mas também instalou novos consoles Crescendo e três consoles Stagetec On Air 24, que foram projetados para atender especificamente às necessidades da emissora. A configuração inclui uma rede de áudio NEXUS, que pode trocar sinais com o sistema Oratis através de conexões MADI. A instalação é um verdadeiro marco no mercado brasileiro. Para todos os sistemas fornecidos e instalados e também para produtos de terceiros, como o sistema belt-pack, o SBT trabalhou exclusivamente com o Mediagroup. A sede Mediagroup em Buttenheim (Alemanha) foi responsável por todas as etapas do projeto. Toda a execução, o conceito e o trabalho no local foi realizado pela Aspa Stagetec Brasil. PA


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Maratona televisiva

O Estúdio 1 do SBT foi reservado para receber o público e todas as apresentações nesta maratona televisiva

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$ 30 milhões: Este é o valor aproximado arrecadado nas transmissões do Teleton feitas todos os anos pelo SBT. Centenas de convidados passam pela sede da emissora com o objetivo de manter em funcionamento e ampliar as unidades da AACD, numa ação que envolve todos os funcionários da emissora por quase 30 horas ininterruptas. Em2014, a Panorama Audiovisual acompanhou o evento ao lado de Alexandre Sano, gerente técnico do SBT. Panorama Audiovisual: Com quantos meses de antecedência começa a produção do Teleton? Alexandre Sano: Desde o começo do ano. Quando termina uma edição e já se começa a trabalhar na outra. O Teleton é fruto de uma grande parceria com a AACD, que faz um trabalho brilhante com os portadores de necessidades especiais. Nós acompanhamos o andamento de alguns tratamentos, por isso a produção começa muito cedo. Muitas vezes conseguimos mostrar a evolução do tratamento para o telespectador. Mesmo nós que trabalhamos aqui e fazemos o Teleton há tantos anos, nos emocionamos muito

ainda. Cada ano que passa temos um personagem diferente. No próprio dia, podemos ver muitas crianças com deficiências e que são felizes, sem dificuldades ou problemas aparentes. De um modo geral, a equipe trabalha com muita vontade. Tem um papel social. Panorama: Da engenharia e operações quantos profissionais estão envolvidos? Alexandre: São cerca de 90 pessoas envolvidas com o evento. Como é uma maratona gigantesca, acaba-se montando uma escala e fazendo com que todos participem em algum momento. Além do pessoal de engenharia, tem gente de operações, contra-regra e apoio à produção em geral. Envolvemos a emissora como um todo. Panorama: Quais são os principais recursos técnicos no estúdio? Alexandre: Estamos trabalhando com oito câmeras nesse programa e algumas câmeras específicas. Temos as câmeras nos Dollys e tripés normais, portáteis, Steadicam, Furio (no trilho) e mais uma câmera robótica que fica no gride de iluminação, além de uma cabeça remota fornecida pela Mo-


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tion. Há também uma estrutura grande de painéis de LED. Todo o entorno do cenário é de painéis de LED. À frente do contorno do painel de LED temos os patrocínios. Panorama: Com tantos equipamentos, é preciso ter muito cuidado com as interferências de RF. Alexandre: Mapeamos todas as frequências utilizadas dentro da faixa que precisamos. Fazemos um controle muito grande dos parceiros que vêm participar e sabemos quem está operando em cada frequência. Panorama: Isso inclui a infraestrutura de intercomunicação? Alexandre: Como é uma equipe grande de produção, a estrutura que temos é suficiente. Então a Teleponto, que já trabalha dentro do SBT, é um dos nossos parceiros nesta operação.

A maioria das câmeras utilizadas é das famílias Sony HDC 2400 e HDC 1500

O microlink na câmera com Steadcam foi uma das inovações adotadas para trazer novos ângulos

Nós usamos uma solução da Clear-Com para os estúdios que é integrada com os sistemas RTS da Teleponto. Além disso, temos uma matriz de comunicação da Delec, que faz a comunicação de um ponto para outro dentro da emissora. Panorama: Em relação ao áudio, as mesas da Stagetec também são uma novidade no programa? Alexandre: Elas facilitaram muito a nossa vida. Na verdade, todas as cenas de programas já são montadas, pré-configuradas e salvas. Tudo está salvo dentro de um servidor que pode ser acessado de qualquer lugar da emissora com o mesmo tipo de equipamento. Foi uma aquisição muito boa do SBT. Evoluímos bastante com isso.

O Furio RC da Ross Video esteve em teste durante o evento. No futuro ele poderá ser usado em outros programas da casa

Panorama: Qual é papel do jornalismo no Teleton? Alexandre: O jornalismo tem um plantão e também participa fazendo a prestação de contas (sobre o uso do dinheiro). Durante o Teleton, a produção deve informar o que feito com a arrecadação dos anos anteriores. PA


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Mais resolução, mais definição

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SBT adquiriu suas primeiras câmeras HDTV para estúdio em 1998. Na época a resolução ainda era de 1032 linhas e a emissora não tinha um switcher que pudesse aproveitar toda qualidade proporcionada por essas câmeras. Ao longo dos anos a estrutura de produção agregou novas unidades e hoje todos os estúdios trabalham com essa tecnologia, utilizando câmeras como a Sony HDC-1500 e HDW-F900, entre outras. Por ocasião do lançamento do “Jornal do SBT”, no final dos anos 2000, o departamento de jornalismo da emissora recebeu as primeiras unidades XDCAM PDW-530, que trabalham com discos ópticos em standard definition. Pouco tempo depois elas foram complementadas pelos modelos XDCAM HD PDW-350. As imagens produzidas por essas câmeras eram editadas em estações Harris/Leitch NewsFlash. Em 2008, foi a vez de chegaram oito unidades do modelo PDW-700, que usa compressão MPEG-2 4:2:2P@HL, de onde vem o nome XDCAM HD 422. Essas câmeras foram usadas pelas produções da casa e tinham suas imagens editadas e pós-produzidas em uma das 30 estações Avid Media Composer/Adrenaline/Nitris disponíveis, com um resultado final

que agrada muito as direções dos programas. Em 2012, a Panorama Audiovisual ouviu Cícero Legname Marques, gerente técnico do SBT, para quem as vantagens da PDW700 XDCAM HD 422 eram percebidas na operação e na edição. “Elas pesam menos, são anatômicas, tem menus simplificados e intuitivos, e um visor eletrônico que a facilita operação com Steadicam”, diz. “Além disso, o uso dos discos ópticos que grava clipes e subclipes facilita a busca por takes válidos, grava mais do que o dobro do tempo permitido pelas fitas e tem dimensões que facilitam o transporte e a estocagem”, completa. Na época, as matérias gravadas para programas como “Esquadrão da Moda” ou “Domigo Legal”, são colocadas em leitores de disco óptico Sony PDW-1500, de onde era feito o ingest em baixa resolução. Depois vinha a edição e gerado um EDL (edit decision list) com os takes que efetivamente serão usados. Com isso, os servidores da emissora só recebem imagens em alta definição que efetivamente serão utilizadas, economizando espaço de storage e ganhando tempo. Segundo Cícero Marques, as configurações utilizadas e fluxo de produção definido pelo SBT permitiu dobrar a velocidade de edição dessas produções. PA

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Novos desafios e propostas nas telecomunicações

Com o cenário político favorável, o Futurecom 2016 mostrou a confiança do setor nas mudanças regulatórias propostas pelo governo Por Gustavo Zuccherato

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omo ponto de encontro dos principais executivos, governo e agentes do setor de telecomunicações, a Futurecom deste ano certamente trouxe esperanças ao mercado. Isso porque esta foi a primeira oportunidade da iniciativa privada se comunicar direta e abertamente com a nova equipe do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Agência Nacional de Telecomunicações. O evento se apresenta logo após um turbulento momento político. Pouco tempo depois da nomeação do novo presidente, no meio da realização dos Jogos Olímpicos Rio 2016, o mercado teve que lidar com uma surpresa: o presidente da Anatel, João Rezende, renunciava, alegando motivos pessoais. Assim, o setor se viu esperançoso em, finalmente, poder “emplacar” nomes que facilitassem o diálogo e levassem às demandas das operadoras para frente. O nome cotado à época para substituí-lo era o de Juarez Quadros. Dito e feito, apenas uma semana depois de assumir efetivamente o cargo, o novo presidente da Anatel já trazia novos ares para os agentes do setor.

“Devemos ver, no Brasil, o descortinar de uma nova fase”, disse Laudálio Veiga Filho, presidente da Futurecom em seu discurso de abertura. “Uma fase de esperança em que é imperativo que integremos iniciativa privada, governo e a sociedade, que, sem mudanças profundas, continuaremos a patinar sem nunca alcançarmos o patamar de país plenamente desenvolvido”. O entusiasmo evidente se dá por motivos bastante óbvios: a retomada das conversas e relacionamento próximo entre o governo e as operadoras e a possibilidade, cada vez mais real, da mudança da Lei Geral de Telecomunicações (LGT). Ainda no primeiro dia do evento, uma reunião entre Gilberto Kassab, atual Ministro, André Borges, secretário de telecomunicações do MCTIC, Juarez Quadros e todos os presidentes das principais telcos do país tornou clara essa proposta da nova gestão. Demanda do setor já há alguns anos, a mudança da lei se baseia no Projeto de Lei (PL) 3453/2015, de autoria do deputado Daniel Vilela, que visa alterar a modalidade de serviço de telecomunicações de concessão para autorização.


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Foto: Divulgação

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Reunião entre representantes do governo e presidentes das operadoras estreitou o diálogo entre agentes do setor de telecomunicações

Laudálio Veiga Filho, presidente da Futurecom

“O governo começou a participar das discussões dentro da câmara dos deputados, através da participação do André Borges e felizmente, agora, talvez até nos próximos dias, nós possamos estar votando na comissão de justiça, a tão sonhada renovação da nossa legislação”, disse Kassab no discurso de abertura. “Renovação necessária, modernizadora, que vai permitir enormes avanços para que a gente possa melhorar a qualidade de serviço e ter mais investimento em nosso país”, defendeu. Tal atitude já repercute um otimismo nas próprias operadoras. Para Luiz Alexandre Garcia, CEO do Grupo Algar e presidente das associações representativas Febratel, Sinditelebrasil, Telebrasil, Acel e Abrafix, “a renovação da LGT contribuirá para a retomada dos investimentos porque trará estabilidade regulatória diante deste novo cenário onde a banda larga tem muito mais importância do que a voz”. “Telefones públicos não podem estar na agenda. Nós temos mais de 700 mil telefones públicos no Brasil, que geram um custo de manutenção de 300 milhões de reais ao ano, que já não trazem mais benefício nenhum, porque ninguém mais usa. Sabemos que esse tráfego de voz migrou para a telefonia móvel, para os pré-pagos”,

Gilberto Kassab, ministro das Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações

disse Marco Norci Schroeder, presidente da Oi. “Diante disso, eu acho que a importância deste momento é tirarmos um pouco dessas amarras que já ficaram no passado, que tiverem seu papel naquele momento, mas que hoje não tem mais lógica – e o executivo e legislativo estão cientes disso”, ressaltou. Se no ano passado, o antigo presidente da Anatel alfinetava as operadoras, a ponto de dizer que a agência não regulava o preço de dados e que se existisse “um problema do relacionamento de OTTs com as empresas seria um problema do modelo de negócio adotado”, esta gestão mostrasse bastante aberta e em consonância com as demandas das empresas. Evidentemente, isso também perpassa esclarecer qual a proposta do governo para as demandas da sociedade e foi exatamente para isso que os representantes utilizaram seus painéis específicos.

Expansão da banda larga Logo na manhã do segundo dia de evento, o Secretário de Telecomunicações André Borges foi o responsável por trazer o panorama geral da atuação do órgão.


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“A pressão do setor força a Anatel a publicar editais focados mais nos aspectos econômicos do que sociais. É preciso dar prioridade à metas como qualidade de serviço e área de cobertura, por exemplo”, Juarez Quadros, presidente da Anatel

Segundo ele, há três premissas básicas do trabalho a ser realizado pela secretaria: aproximar e estabelecer uma relação cooperativa entre o governo e a iniciativa privada; respeitar os contratos e a preservação da segurança jurídica; além de incentivar o investimento privado para a melhoria do ambiente de negócios do Brasil. “Sem dúvidas, a grande tarefa que teremos nessa gestão será a criação de um plano sustentável para a expansão da banda larga”, apontou Borges. “Isso envolve não apenas ações de fomento e investimento mas também ações voltadas à revisão do marco regulatório legal e infralegal, no sentido de torná-lo mais flexível e adaptado à realidade fortemente competitiva do mercado, impondo menos custos às empresas, sem descuidar das principais preocupações regulatórias”, explicou. Para isso, há planos de ações voltadas ao estímulo da oferta e da demanda. No primeiro caso, o governo pretende levar um backbone de fibra óptica para cerca de 75% dos municípios brasileiros, frente aos atuais 60%. Para o restante, a idéia é levar rede através de rádio digital ou satélite, em especial através da banda Ka. O secretário ainda indica a intenção de buscar uma parceria com as empresas privadas detentoras de radiofrequência para implementar

André Borges, secretário de telecomunicações do MCTIC.

diretamente a rede 4G nas sedes municipais abaixo de 30 mil habitantes, apesar dos editais da Anatel exigirem apenas o 3G. Outro estímulo à oferta seria a expansão da banda larga fixa para municípios abaixo de 100 mil habitantes, atualizando as redes atuais ou implementando novas para suportar capacidades de pelo menos 30 Mbps por acesso e que sejam escaláveis ao longo do tempo. No que tange aos estímulos à demanda, há duas ações sendo elaboradas, mas para a aplicação em um futuro mais longínquo. Tratamse de subsídios voltados para o acesso à internet banda larga de usuários residenciais de baixa renda e um para pequenas e médias empresas instalarem banda larga em zonas comerciais e industriais desatendidas. Para tornar todas essas intenções viáveis, o governo defende a aprovação da PL 3453/2015 que, garante Borges, permitirá “a realocação de recursos do setor para finalidades mais alinhadas às demandas sociais atuais”. Para finalizar, o secretário de telecomunicações ressaltou a participação do Ministério nas pesquisas sobre 5G. “O Brasil firmou um acordo de cooperação com a União Europeia e com a Coreia do Sul e o MCTIC tem participado ativamente de fóruns de padronização, como a UIT, a OEA e 3GPP”, disse. “Acreditamos que estamos no caminho certo e nos encontramos plenamente abertos à receber sugestões”, finalizou enfático André Borges.

Reestruturação da Anatel Quadros, por sua vez, veio falar ao público somente no terceiro dia do evento para defender uma ampla e contundente reforma na Agência. Durante seu painel, ele falou sobre a necessidade da retomada do que está estabelecido nos artigos 18 e 19 da Lei Geral de Telecomunicações (LGT) que determina, respectivamente, as competências do poder executivo e da Anatel. Para o presidente, nos últimos 14 anos, essas delimitações “deixaram de ser respeitadas” e, posteriormente perguntado, explicou: “O poder executivo chamava as operadoras, determinava assuntos com elas e passava por cima da agência. Essa era uma atitude ilegal: quebrava a coordenação e o ritmo da condução do processo, prejudicando o ambiente regulatório e de fiscalização”. Visando isso, Quadros defende que a agência volte a ser autônoma e orientada pelo seu conselho diretor para que, assim, possa criar boas práticas regulatórias e implementar as políticas estabelecidas pelos poderes executivo e legislativo. Seguindo o discurso, o presidente falou sobre a evolução dos serviços de banda larga e a necessidade iminente de uma revisão no marco regulatório para poder atender esta nova demanda que cresceu exponencialmente desde o estabelecimento da LGT, em 1998. Assim, mais uma vez e em consonância com os discursos do Ministro Gilberto Kassab e do Secretário de Telecomunicações André Borges, o Projeto de Lei 3453/2015 foi relembrado, principalmente no ponto sobre a mudança do regime de outorga para o regime de autorização. “O PL será bem-vindo pois modernizará a administração do setor, atraindo e incentivando principalmente o investimento privado”, ressaltou. Outro ponto abordado por Quadros diz respeito ao anterior uso das licitações de faixa de frequência como fonte de arrecadação para a união. “A pressão do setor força a Anatel a publicar editais focados mais nos aspectos econômicos do que sociais. É preciso dar prioridade à metas como qualidade de serviço e área de cobertura, por exemplo”. Referente à alta carga tributária incidente sobre o setor, chegando à 43% da receita de exploração de serviços, Quadros reconhece que é algo difícil de ser reduzido. Para ele, isso se deve ao fato de que o maior tributo, o ICMS, é estadual e depende de deliberação do


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“A renovação da LGT contribuirá para a retomada dos investimentos porque trará estabilidade regulatória diante deste novo cenário onde a banda larga tem muito mais importância do que a voz”, Luiz Alexandre Garcia, CEO do Grupo Algar e presidente das associações representativas Febratel, Sinditelebrasil, Telebrasil, Acel e Abrafix

governo próprio. No entanto, o presidente ressaltou que “é possível reduzir encargos principalmente nos editais de licitação que a própria Anatel é quem elabora, de forma que se dê mais importância à uma meta de atendimento e de cobertura ao invés de se dar um peso maior à aquele que oferece mais receitas financeiras para o estado ou a união”. Outro ponto defendido por Juarez é a mudança dos parâmetros de avaliação de qualidade de serviço, focando-se no conceito de qualidade percebida pelo consumidor. “É imprescindível que quem fornece o serviço público, junto à sociedade, pesquise as necessidades, expectativas, desejos e percepções de qualidade e seu desempenho junto aos usuários do serviço”. Perguntado pela Panorama Audiovisual sobre como operacionalizar esta medição, Juarez defendeu que “a agência tem especialistas, inclusive na área acadêmica, sobre este conceito de ‘qualidade percebida’, de forma que esses indicadores tenham bastante relevância

e, se necessário, há a ferramenta tecnológica que dá suporte aos especialistas na concepção e na modelagem deste trabalho”. Para finalizar e incitado pela platéia, Quadros não revelou um plano de ação voltado às OTTs, mas se mostrou à favor dos serviços ofertados por essas empresas. Brincando ao dizer “quem aqui não utiliza o ‘WhatsApp’?”, o presidente complementou: “essa facilidade dos serviços digitais há que ser realmente olhada com atenção para ver o que se deve fazer, mas esse é um problema que está em discussão mundialmente. Vamos ver os ‘benchmarks’ e, evidentemente, nos orientar sobre essa questão”. PA


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Se não pode impedi-los, junte-se a eles Visando abocanhar parte das receitas das OTTs, a Vivo e a Vivendi lançam em parceria as plataformas de conteúdo Studio+ e Watchmusic com foco em dispositivos móveis Por Gustavo Zuccherato

“Nós temos essa cultura vibrante, além do suporte incrível de provedoras e produtoras de conteúdo locais que estão muito felizes por fazer parte deste lançamento”, Dominique Delport, presidente da Vivendi Content

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á fazem quase 12 anos desde o lançamento de uma das mais conhecidas e rentáveis plataformas de vídeo online da atualidade, o YouTube. Desde então, mais e mais serviços e ofertas têm surgido baseadas em infraestruturas de rede já existentes no mercado. Em pequena escala, certamente, essas empresas OTTs (over-the-top) não representam uma grande ameaça às redes das operadoras. No entanto, com o “boom” destes serviços e das redes

“A conectividade é importante, é nossa atividade-fim e temos excelência neste trabalho, mas o modelo de negócio não pode ser baseado só nisso. Precisamos oferecer serviços digitais para além da conectividade”, Amos Genish, presidente da Vivo durante Painel dos Presidentes

sociais, trazendo cada vez mais exigências de uma banda poderosa, as telcos começaram a se preocupar e a tentar, de alguma maneira, dividir os custos dos investimentos necessários para ofertar essa banda com essas empresas. Quem acompanha o mercado, já vivenciou discussões que vão desde à regulação e taxação das OTTs até àquelas visando a desregulamentação das operadoras, de forma que elas possam utilizar os recursos para reinvestir em seus negócios. Entretanto, diante de toda a dificuldade para operacionalizar essas mudanças, as telcos começam a encontrar alternativas para aumentar suas receitas entrando no próprio jogo das OTTs. A Vivo, por exemplo, aproveitou a Futurecom para anunciar uma nova proposta de plataforma de conteúdo. Em parceria com a Vivendi, dona do Canal+ e da Universal Music Group, as empresas lançaram o Studio+, um serviço focado em oferecer conteúdo audiovisual Premium para dispositivos móveis, além do Watchmusic, voltado para conteúdo musical. Com uma proposta de trazer uma série original internacional ou nacional dos mais variados gêneros e de qualidade cinematográfica toda semana, o Studio+ oferece conteúdos em formato de 10 episódios de 10 minutos por temporada. Além disso, há recursos que visam facilitar a experiência com smartphones e tablets, como a capacidade de adaptar a resolução para economizar no consumo de pacotes de dados ou realizar o download dos episódios para assistir offline. Apesar do foco na mobilidade, os conteúdos também podem ser assistidos em qualidade HD em um computador ou em TVs através dos sistemas Airplay ou Chromecast. Trabalhando com operadoras locais em cada país, a Vivendi tem previsão de lançar a plataforma em 20 países da América Latina e


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A plataforma já conta com a produção brasileira Crime Time – Hora do Perigo, protagonizada por Augusto Madeira.

Foto: Reprodução

Europa até o fim do ano e chegar aos outros continentes já em 2017. Atualmente, a novidade está disponível em seis idiomas: português, inglês, espanhol, francês, russo e italiano. “O Brasil é um mercado muito entusiasmado, que se move pela inovação e com muitos grandes players, com uma geração de pessoas que está conectada e mudando rapidamente. É esse nosso objetivo de público”, disse Dominique Delport, presidente da Vivendi Content. “Nós temos essa cultura vibrante, além do suporte incrível de provedoras e produtoras de conteúdo locais que estão muito felizes por fazer parte deste lançamento”, ressalta. Com a promessa de uma nova série original por semana com um formato dificilmente encontrado em outras plataformas de conteúdo premium, certamente o Studio+ movimentará o setor de produção.

Aos interessados que tenham idéias de séries, Delport se diz aberto à receber propostas através dos canais nas redes sociais, como o twitter @lestudioplus ou a página no facebook da plataforma. Com os mesmos recursos, outra novidade do evento foi o Watchmusic, trazendo conteúdo exclusivo sobre música e até shows ao vivo, transmitidos diretamente na plataforma. A primeira experiência foi realizada já no dia 25 de outubro com um show da cantora sertaneja Paula Fernandes. Ambos os serviços estão disponíveis ao preço R$3,99 semanais ou R$12,90 mensais. “A conectividade é importante, é nossa atividade-fim e temos excelência neste trabalho, mas o modelo de negócio não pode ser baseado só nisso. Precisamos oferecer serviços digitais para além da conectividade”, admitiu Amos Genish, presidente da Vivo. “Estamos passando por transformações muito importantes, que vão desde a digitalização do atendimento ao cliente até o uso mais inteligente do Big Data, algo que as OTTs já fazem muito e que nós estamos fazendo há apenas dois anos. O que as OTTs não tem é o conhecimento profundo da base de clientes. A Vivo tem 80 aplicativos acompanhando cada aspecto de quem são nossos clientes e qual a cultura digital deles. Temos um ativo fantástico e o controle sobre a atividade da nossa base, além de um relacionamento direto com o consumidor, que confia na qualidade dos serviços da operadora”. “Tudo isso alinhado à nossa capacidade de oferecer pacotes mais acessíveis que incluam conectividade e serviços agregados que os clientes já consomem hoje, poderemos competir de maneira mais igual e ganhar uma parte justa nesse novo ecossistema digital”, finalizou Genish. PA

O aplicativo traz recursos que visam facilitar a experiência com smartphones e tablets, como a capacidade de adaptar a resolução para economizar no consumo de pacotes de dados ou realizar o download dos episódios para assistir offline. Foto: Reprodução


A Câmera 2 ao longo dos últimos anos realizou mais de 2000 eventos com suas unidades híbridas (SNG com câmeras) para as mais conceituadas emissoras de televisão do Brasil. Com uma equipe técnica especializada e experiente, estamos presentes nos mais importantes eventos esportivos, musicais, jornalísticos e de entretenimento. Nossas unidades de transmissão são configuradas para atender com 01, 02, 03 ou até 10 câmeras. Estamos preparados para realização de eventos com qualquer grau de complexidade. Equipamentos de última geração e uma equipe altamente qualificada tem sido o nosso diferencial. Entre em contato conosco.

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Reportagem

Uso do espectro na América Latina em debate Painel da Futurecom contou com presença das agências de telecomunicações do Chile, Equador, Uruguai e Brasil, além de executivos das TelCos Por Flávio Bonanome

R

eunindo executivos e reguladores do setor de telecomunicações diferentes países da América Latina, o painel “O desenvolvimento e os desafios envolvendo espectro e frequência na América Latina” colocou em pauta o planejamento da distribuição de faixas de frequência para novas tecnologias e a convivência com serviços já implementados. Mediado por Mariana Zani, da Convergência Latina, o painel abriu as discussões com um panorama de como está a implementação 4G nos diferentes países da região. “Temos trabalhado para as liberações de faixas para o LTE e temos hoje cerca de 56% das bandas disponíveis para a implantação de novas tecnologias”, afirmou Ana Vanessa Proaño, da Arcotel, agência reguladora do Equador. Já no Uruguai, com a presença de um operador estatal, a situação é ainda mais confortável. “Liberamos o espectro dos 700 MHz para LTE e pedaços de outras faixas que estavam vazias. Deste espaço,

um terço é dedicado à nosso operador estatal, que pagará pela concessão uma média dos valores pagos pelas duas operadoras privadas”, explicou Gabriel Lombide, da URSEC, reguladora do país. O caso do Chile, também presente no evento na presença do Subsecretário de Telecomunicações Pedro Huichalaf Roa, é bastante diferente dos demais países sul americanos. Ao todo são cinco empresas, todas privadas, que prestam serviços de telecomunicações no país e o tipo de contrato vai em contraponto ao modelo de leilão de alta arrecadação. “Nós não vendemos espectro, porque ele é um bem público e deve ser usado para o bem da população. Quando liberamos a faixa de 700 MHz, por exemplo, não pedimos lances em dinheiro, mas sim projetos e contrapartidas para desenvolver a conectividade em todo o território chileno, independente de ser uma área de alta exploração para a prestadora de serviço. Quem tem a melhor meta de cobertura e qualidade de serviço, fica com mais espaço”, afirmou o subsecretário.


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Reportagem

De acordo com Roa, há uma preocupação especial com o uso da conectividade em lugares remotos e atividades econômicas. “Nossa política permitiu que hoje tenhamos 78% da população conectada. Queremos crescer nisso e, com o 5G, não focamos somente em dar serviço para as pessoas, mas também para a mineração, a agricultura, a pecuária e outras atividades, fora ampliar a nossa banda de emergência dedicada à terremotos”, completou. Completando a visão de futuro das agências reguladoras, Agostinho Linares de Souza Filho, da Anatel, explicou um pouco a visão brasileira da questão. “O tráfego cresce cerca de 50% ao ano no Brasil, então é preciso conseguir ampliar a o número de ERBs e de faixas de frequência sempre para garantir que os serviços não entrem em colapso”, explicou. Outro detalhe apresentado pelo representante da agência foi o da natureza dos contratos de uso no Brasil. De acordo com Souza FIlho, as faixas de frequências vendidas no Brasil não acarretam obrigatoriedade de uso para serviços específicos, cabendo às operadoras

O lado da indústria

decidirem o que farão com seus pedaços do espectro. “Esta natureza permite que aconteçam refarms, que são rearranjo, dos serviços. Por exemplo, hoje ainda é muito usada a tecnologia GSM na faixa dos 1.8 GHz, mas em 2020 esta tecnologia não fará mais sentido, então a própria operadora poderá realocar o serviço que necessite nesta faixa, por exemplo”. Sobre abrir mais faixas para a implementação dos 5G no Brasil, Souza Filho comentou os planos futuros da Agência. “Estamos estudando uma regulamentação para o convívio da tecnologia junto à banda C satelital como complemento de downlink, por exemplo. Hoje há uma proporção de 4 para 1 em cima das ações de uplink, portanto uma banda adicional seria bem vinda. Outra opção é o Refarm dos serviços que hoje operam em 2.3 e 2.4 GHz para a faixa de 3.4 GHz. Acredito que com estas faixas, conseguimos atender de forma satisfatória o serviço móvel pessoal.

Radiodifusão deixada de escanteio

Além das agências reguladoras, diversos executivos do mercado de telecomunicações participaram do painel oferecendo um contraponto às políticas apresentadas pelos órgãos de governo. A principal pauta foi a crítica aos altos valores cobrados pelas faixas de frequência. “Se vermos um histórico da última década, a relação crescente dólar por megahertz por habitante por tempo de licença tornou-se inviável, sobretudo se considerarmos as inúmeras obrigações que acompanham os contratos”, observou Alexander Riobó, diretor de regulamentação para a América Latina da Telefonica. A afirmação, que trouxe bastante polêmica à mesa, foi rebatida de pronto por Gabriel Lombide, do Uruguai. “O espectro é caro porque é um bem do país que traz uma grande lucratividade na exploração. O problema das companhias é que elas só querem que as leis de livre mercado valham quando lhes interessa”, afirmou o representante da URSEC. Ainda buscando uma justificativa à critica por parte das empresas, Alberto Boaventura, Gerente de Estratégia da OI, levantou a importância do espectro para um bom serviço. “Quando falamos de 5G, estamos falando de aplicações críticas como veículos autônomos ou medicina remota. Este tipo de serviço não vai permitir falhas ou interferências, portanto é preciso de muito espectro para garantir que não haverão problemas”, explicou. Outro ponto levantado pelo executivo da OI é o da harmonização do espectro. “Para que seja viável tornar acessível todas estas tecnologias, é preciso que as mesmas faixas de frequência operem os mesmos serviços no mundo todo. Veja o WIFI, por exemplo, que é um caso de sucesso de harmonização, é isso que precisamos se queremos fazer uso total do 5G”, afirmou Boaventura. Houve ainda quem levantasse a questão da dicotomia dos usos do 5G. “Nos Estados Unidos está sendo vendido a ideia de um 5G de altíssima velocidade que vai poder substituir a internet fixa residencial. Já na Europa, a ideia é que o 5G potencialize a Internet das Coisas com uma rede de baixa latência e alta confiabilidade”, afirmou Silmar Palmeira, Diretor de Inovação Tecnológica da TIM. De acordo com o executivo, definir quais destes modelos, ou se ambos, serão aplicados no Brasil é o primeiro passo rumo à harmonização de espectro tão almejada.

Apesar de o debate focar a questão do Espectro, em nenhum momento foi levantada a harmonização com os demais serviços de que fazem uso das faixas de frequência, como broadcast, por exemplo. Questionado sobre o assunto, Agostinho Linares de Souza Filho reconheceu a problemática de manter a evolução da TV Digital em Simulcast ao ISDB-T já implementado. “Acredito que para começar a transmitir em UHD, por exemplo, seria preciso fazer os testes em regiões geográficas de espectro livre. Engenharia para isso tem, vai ser uma questão das emissoras buscarem soluções”, afirmou. Já Alberto Boaventura, da OI, sugeriu outra solução. “O próprio LTE traz a solução para o problema da radiodifusão, que é a tecnologia eMBMS, que permite fazer uso da banda larga como transmissão em SFN. Nos Estados Unidos esta substituição já está sendo estudada bem à sério”, concluiu. PA


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Avid lidera transformação no mercado de produção e distribuição de mídia

Comprometidos com a continuidade da visão Avid Everywhere e o desenvolvimento de inovações para o MediaCentral Platform, a Avid entrou no segundo semestre de 2016 com uma série de novidades para facilitar às emissoras e profissionais de mídia nos trabalhos do dia-a-dia. “Há três anos nós lançamos o Avid Everywhere para ajudar clientes nos desafios mais críticos presentes em nossa indústria. Conforme novas tendências surgiram, o MediaCentral Platform rapidamente tornou-se o ponto central para a solução das demandas enfrentadas pelas organizações e criadores de conteúdo”, defende Louis Hernandez Jr., CEO, Chairman e Presidente da Avid. Confira aqui as principais adições à plataforma e entenda como estas tecnologias podem trazer soluções seu o fluxo de trabalho. Armazenamento inteligente com Avid Nexis Após o lançamento de sua plataforma de armazenamento definida por software, o Nexis, a Avid ampliou a linha durante o IBC 2016 com o novo modelo Avid Nexis | E5. Trata-se de uma plataforma que permite colaboração editorial em tempo real com alto nível de escalabilidade, performance e conexões de client para ambientes de alta demanda em broadcast e pós-produção. O sistema traz conectividade 40GbE e armazena entre 80 e 480 TB por núcleo, podendo chegar a 1.4 PB e 9.6 GBps quando escalonado. Isso significa dizer que ele suporta mais de 2000 streams Avid DNxHR HD ou 500 streams Avid DNxHR 4K por mais de 300 clients conectados usando apenas 17U de rack. Para garantir a confiabilidade do sistema, o Avid Nexis | E traz redundância nas opções de Storage Controller, System Director e Networking prevenindo assim possíveis problemas de perfor-

mance com o Hardware. Já a opção Media Mirroring protege todo o sistema contra até cinco falhas de disco simultâneas, ou mesmo uma falha completa da máquina. A compatibilidade foi outra preocupação da Avid, garantindo que o Nexis fosse totalmente aberto à aplicações como Media Composer, Pro Tools, Apple Final Cut Pro X, Adobe Premiere Pro CC, Grass Valley EDIUS e muitos outros. Esta abertura também garante que as organizações possam ampliar sua infraestrutura de armazenamento sem a necessidade de pausar os projetos, tornando-o uma solução escalonável e totalmente flexível.

Para garantir a confiabilidade do sistema, o Avid Nexis | E traz redundância nas opções de Storage Controller, System Director e Networking prevenindo assim possíveis problemas de performance com o Hardware


Ao todo, são quatro novas soluções, cada uma contendo tudo que é necessário para agilizar a produção de esportes ao vivo dentrado no sistema PlayMaker de ingest, replay e playout, no sistema de aprimoramento Spark e complementado pelo armazenamento do Avid Nexis

A Avid está cada vez mais comprometida em garantir total abertura e compatibilidade de diferentes fluxos de trabalho dentro de sua MediaCentral Platform

Soluções esportivas no fluxo de trabalho Avid A Avid anunciou recentemente um fluxo de trabalho ponta-a-ponta focado na produção esportiva para clientes de quaisquer tamanho. Tendo como pedra fundamental o Avid MediaCentral Platform, a nova abordagem provê as melhores ferramentas integradas para oferecer uma solução poderosa e completa em uma única interface de usuário. Ao todo, são quatro novas soluções, cada uma contendo tudo que é necessário para agilizar a produção de esportes ao vivo dentrado no sistema PlayMaker de ingest, replay e playout, no sistema de aprimoramento Spark e complementado pelo armazenamento do Avid Nexis, além, é claro, de edição via Media Composer e gerenciamento de ativos do Interplay | Production. “Nós juntamos um excelente time de soluções para organizações de todos os tipos e tamanhos para atender desde soluções de externa até produção remota”, afirma Alan Hoff, vice-presidente de soluções de mercado da Avid. Os quatro pacotes são: Avid Sports Solutions | Studio, para emissoras de pequeno e médio portes; Avid Sports Solutions | Remote para transmissão de grandes eventos e produção remota; Avid Sports Solutions | Trucks para Unidades Móveis, externas e produção remota; Avid Sports Solutions | EDU para instituições educacionais.

Nova versão do Pro Tools Levando cada vez mais sua premiada solução de gravação, mixagem e edição de áudio para dentro da filosofia Avid Everywhere, a empresa anunciou diversas inovações para o Pro Tools | HD. As novidades posicionam o software dentro do MediaCentral Platform e aceleram o processo de gravação, edição e mixagem para que profissionais de áudio tenham mais liberdade para criar conteúdo de alta qualidade. Para cumprir estas demandas, a desenvolvedora colocou no mercado a versão 12.6 do software, que acelera diversos aspectos da edição de áudio para os profissionais. As novas opções de Clip Effects e Layering permitem preparar mixagens de forma mais rápida e poderosa. Além disso, profissionais de áudio podem acelerar sua produção usando playlists de criação automáticas e seleção usando teclas de atalho. Além disso, esta nova versão traz opções de agilidade para quem trabalha “in-the-box”, ou seja, direto no computador, o que tem sido mui-


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to usado nas principais empresas ao redor do mundo. A Avid também anunciou que, pela primeira vez, será possível comprar ou assinar o Pro Tools | HD como uma aplicação standalone, sem a necessidade de ter nenhum dos pacotes em hardware de empresa. Esta opção torna o software ainda mais acessível e permite que produtoras e estúdios adicionem estações de trabalho para edição e outras atividades que não exijam grandes quantidades de canais, sincronização ou aceleração DSP sem precisar de alto investimento. Outra novidade são as opções mais acessíveis e flexíveis para todo o sistema Pro Tools | HD, o que incluí o software, as placas HDX ou HD Native e a interface de áudio HD Series. Fluxo de trabalho centrado na história Outra novidade que a Avid apresentou neste segundo semestre foi a nova geração do NewsRoom, agora baseado em um fluxo de trabalho totalmente centrado no conteúdo para atender as demandas da produção de noticias moderna. Esta nova filosofia de produção garante que as equipes tenham em mãos todas as ferramentas para um trabalho mais dinâmico, orgânico e ágil dentro das salas de imprensa. “Nossa abordagem evoluiu do dilema da produção de notícias moderna, onde há uma enormidade de meios de distribuição a serem atendidos e uma enorme quantidade de concorrência para entregar o conteúdo o mais rápido possível”, explica Louis Gernandez Jr. A empresa usa a Avid MediaCentral Platform como o ponto chave para resolver estes problemas, oferecendo acesso de mídia, colaboração remota e engajamento multiplataforma ao fluxo de trabalho. Nesta abordagem, o MediaCentral | UX é o hub e catalizador do fluxo de trabalho para que os clientes que já possuem o iNews ou Interplay | Production possam gerenciar cada faceta de uma notícia por meio de uma única interface de usuário. Novos painéis foram criados para faciligar este fluxo, como Assignment, Elements, Calendar e Trending. Fazem parte do fluxo de trabalho ainda MediaCentral | UX, iNEWS, Interplay | Production, Media | Distribute, Media Composer | Cloud, Maestro e Social Media Hub. Liderando a revolução IP Com a visão de que o futuro do broadcast é IP, a Avid passou a oferecer suporte à fluxo de trabalho baseados em TI dentro do

A Avid também anunciou que, pela primeira vez, será possível comprar ou assinar o Pro Tools | HD como uma aplicação stand-alone, sem a necessidade de ter nenhum dos pacotes em hardware de empresa

MediaCentral Platform, assumindo, desta forma, um papel de protagonista na transição e nova fase da indústria. Esta transformação abrange não só os novos fluxos de trabalho baseados em arquivos, como também a presença produção UHD. Ao contrário de infraestruturas bandabase tradicional, as redes IP são agnósticas quando se tratam de formatos, permitindo que a adoção de novas tecnologias como UHD seja ainda mais simples. A conversão das redes para IP vai garantir as emissoras flexibilidade, agilidade e custos reduzidos. Para mostras as possibilidades da nova tecnologia, a Avid realizou durante o IBC 2016 uma série de demonstrações com padrões IP incluindo SMPTE 2022-6 e VSF TR-03 para que as empresas de mídia possam compreender como se dará a transição em um ambiente prático. As apresentações mostraram ingest, edição, playout, inserção de gráficos e monitoramento através de diversos produtos Avid usando IP, incluindo Media Composer, Maestro, 3DPlay e Playmaker. Apesar de estar preparada para o futuro, a Avid não vai deixar para trás o legado tecnológico de seus clientes. É por isso que a empresa mostrou durante o evento soluções para UHD integrando simultaneamente infraestruturas IP e SDI. Estes fluxos de trabalho estão centrados no Media Composer | Software, Interplay | Production, Media | Director, Pro Tools, Avid DNxHR e Avid Nexis. Grandes opções para o programa de Parceiros A Avid anunciou neste segundo semestre diversas novas opções para seu programa Alliance Partner. Dentre as novidades estão a certificação e teste de desenvolvedores, novos níveis de certificação de produto e novas ferramentas para criar conexões ao Avid MediaCentral Platform. Estas inovações estão em acordo com a visão AvidEverywhere, ajudando os parceiros a criar aplicações para criação e distribuição de mídia no ambiente broadcast moderno. O programa Avid Alliance foi estabelecido para unificar tecnologias fragmentadas tipicamente usadas por profissionais de mídia e organizações para a criação de conteúdo. Os novos membros da aliança anunciados em 2016 incluem a Glookast, StorageDNA, Digital Filme Tree, ATTO, Burst e Filmlight. O programa permite que os membros tornem-se desenvolvedores certificados Avid e tenham acesso a diversas ferramentas, além da rede de vendas da Avid.


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10 Perguntas

10P Golpe forte na pirataria Decisão da corte americana contra fabricante de Set-top-boxes Chinesa abre bom precedente no para retorno do crescimento da TV Paga Por Flávio Bonanome

Pascal Metral

O

roubo de sinal de TV por Assinatura via Set-Top-Boxes falsificados é hoje um dos principais problemas enfrentados pelas operadoras no mundo. Só na América Latina, considerada a região mais afetada pela pirataria, cerca de 30% dos usuários obtém o sinal por meio de algum equipamento falsificado, gerando uma evasão de impostos na ordem de US$ 1.2 bilhão e uma perda de receita superior US$ 6 bilhões. Estes números são de uma extensa pesquisa elaborada por uma espécie de associação de fornecedores de equipamentos e sistemas para tv por assinatura batizada de “Alianza Contra la Pirateria de Televisión Paga”. O trabalho analisou a quantidade estimada de usuários piratas de todos os territórios latino americanos, bem como os principais modelos de sistemas falsificados, e seus pontos de entrada na região e origem. Sem grande surpresas, a pesquisa revelou o Paraguay como principal porta de entrada dos produtos na América do Sul e a China como

Michael Hartman

ponto de origem. As informações presentes na pesquisa serviram de base para uma grande empreitada jurídica da principal fabricante de Set-Top-Boxes, a Nagra, na tentativa de penalizar o principal fornecedor de sistemas piratas do mundo, a chinesa Gotech. Disfarçada por meio de mais de 50 diferentes marcas fantasmas e 850 modelos de produtos, a Gotech chegou a vender mais de 10 milhões de Set-Top-Boxes piratas por ano. A infraestrutura traz ainda números mais assustadores, contando com mais de 100 servidores dedicados para o streaming com três milhões de IPs únicos registrados e 180 revendedores autorizados. Por meio do levantamento dos dados de seus servidores e os IPs únicos dos usuários, a Nagra foi capaz de sustentar o caso e no começo de setembro a Corte Federal do Distrito do Sul do Texas decidiu penalizar a fabricante chinesa em 101 milhões de dólares, além de suspender seus servidores e o website da empresa. A decisão foi a primeira grande vitória do segmento contra a pirataria


10 Perguntas <<

promovida por fabricantes chinesas no mercado de Pay-TV e tem grande impacto em território Brasileiro, vítima número 1 da Gotech com quase 700 mil usuários únicos. Para entender melhor os desdobramentos e os impactos da decisão sobre o mercado de TV Paga, a Panorama Audiovisual conversou com Pascal Metral, Vice-Presidente de assuntos legais da Nagra e Michael Hartman, Vice-Presidente Senior de assuntos regulatórios e legais da DirecTV América Latina. Confira a entrevista. Panorama Audiovisual: Quais os reais desdobramentos da decisão judicial para o mercado? Isto é, o parecer de uma corte americana terá impacto real na venda de Set-Top-Boxes piratas? Pascal Metral: Acreditamos que sim, pois esta decisão pode ser usada para pautar esforços em muitas frentes. O principal deles é tentar barrar que fabricantes de componentes eletrônicos façam negócios com Gotech de forma a minar seus fornecedores de partes específicas para a fabricação dos Set-Top-Boxes. Outro ponto que vamos batalhar bastante é que os provedores de servidores e serviços de nuvem não mais atendam a empresa, afinal de contas, há uma pressão muito grande da comunidade internacional para que as companhias de datacenters não ofertem seus serviços para fins ilegais. Desta forma conseguiremos desativar as STBs.

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PAV: Esta ação jurídica é definitiva? Michael Hartman: É preciso destacar também que existem outras ações jurídicas como estas agindo em outras cortes

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internacionais, o que vai dar uma força muito grande para esta decisão. Claro que estamos pressionando para que a justiça chinesa também nos dê suporte. PAV: Há outras fabricantes atuando da mesma forma que a Gotech? Como esta decisão afeta empresas similares? Hartman: A Gotech é enorme, mas sabemos que há outras empresas como ela e já estamos em processo de investigação com outras três, incluindo uma gigante da distribuição de vídeo online. Temos consciência de que é preciso combater este problema na fonte, seja ele na Ásia ou em outras regiões. Metral: Vale lembrar também que a Gotech fabrica STBs piratas sob a bandeira de mais de 50 marcas diferentes, das quais 10 estão presentes na América do Sul. Desta forma, ao combater uma gigante como a Gotech, estamos reforçando a posição anti-pirataria sobre uma grande miríade de marcas.

3

PAV: Segundo o levantamento da Nagra, o Brasil possui uma taxa de usuários envolvidos com pirataria de sinal bastante elevada… Metral: Levantamos que o país possuí cerca de 109 milhões de usuários de internet e 84 milhões fazem uso de vídeo pirata de alguma forma. Isso não quer dizer que 50% das STBs do Brasil sejam falsificadas, mas que, somando conteúdos de VOD, download e STBs, metade dos usuários de internet do país consomem conteúdos exclusivos das operadoras por meios ilegais, o que torna o país um dos principais mercados para fabricantes como o Gotech.

4


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10 Perguntas

Argentina Usuários Internet: 32 M Usuários Pirataria: 10 M

Brasil Usuários Internet: 109 M Usuários Pirataria: 84 M

Chile Usuários Internet: 12 M Usuários Pirataria: 8 M

0.4

0.4

32.9

0.4

3.3 44.7 4.6 6.8

Colômbia Usuários Internet: 28 M Usuários Pirataria: 9 M

3.8

0.8

IPTV Ilegal

5.0

0.9

0.4

Peer-to-Peer Cyberlocker (ILinks)

0.1

Pay-TV signal piracy per country Argentina Pay-TV Legal 73% 8,146,814

Brasil Pay-TV Legal 65% 16,623,439

Chile Pay-TV Legal 82% 2,844,841

Pirataria Sinal 27% 2,935,951

Pirataria Sinal 35% 9,132,931

Pirataria Sinal 18% 630,752

Evasão de Impostos $278 M

Evasão de Impostos $486 M

Evasão de Impostos $66 M

Colômbia Pay-TV Legal 69% 5,445,022

Equador Pay-TV Legal 69% 1,347,386

México Pay-TV Legal 84% 16,101,751

Pirataria Sinal 31% 2,465,478

Pirataria Sinal 31% 615,644

Pirataria Sinal 16% 3,030,360

Evasão de Impostos $163 M

Evasão de Impostos $24 M

Evasão de Impostos Not estimated

Peru Pay-TV Legal 65% 1,832,217

Uruguai Pay-TV Legal 70% 577,854

Venezuela Pay-TV Legal 75% 4,795,659

Pirataria Sinal 35% 981,169

Pirataria Sinal 30% 252,237

Pirataria Sinal 25% 1,635,848

Evasão de Impostos $68 M

Evasão de Impostos $28 M

Evasão de Impostos $113 M

PAV: Como combater este tipo de distribuição de equipamento ilegal? Metral: Primeiramente é preciso reforçar as políticas alfandegárias e de fronteiras para impedir a entrada destes equipamentos no Paraguai. E, seguida é preciso ampliar a fi scalização do que atravessa a divisa para o Brasil. Sabemos que é um trabalho duro e que se trata de um problema continental e histórico da região, mas quando começamos a levantar os impactos que estão causando começa a ser vital coordenar este tipo de ação.

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Uruguai Usuários Internet: 2 M Usuários Pirataria: 1.7 M

0.9

PAV: Como estes Set-Top-Boxes falsificados entram na região? Hartman: O estudo da Alianza mostrou que o principal portão de entrada para os equipamentos chineses na América do Sul é o Paraguai. A política alfandegária do país ajuda muito neste tipo de transação e de lá essa mercadoria é escoada de forma legalizada ou via contrabando para o restante do continente, sobretudo o Brasil. Apesar disso, a Zona Franca de Manaus é outro ponto bastante proeminente de entrada destes STBs fornecendo as mercadorias para os países mais ao norte do continente.

5

PAV: Dentro do estudo o Brasil encabeça a lista como “país mais pirata”, seguido por diversos países pobres como Argélia e Marrocos e só no final da lista vêem outras regiões com grandes economias como é o caso de nosso país. Estes dados representam um universo real? Hartman: Na verdade acreditamos que a Gotech atue com diversos servidores que nós ainda não fomos capazes de detectar, o que significa dizer que os dados que levantamos representam uma parte do que a operação da fabricante chinesa realmente representa. Não sabemos nem dizer se é uma grande parte ou não.

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PAV: Quando teremos noção real do tamanho da operação? Metral: Ainda estamos investigando e a cada dia surgem novas informações de novos servidores. Apenas começamos este trabalho com o Brasil, mas devemos expandir as ações e ter um panorama bem mais completo do dano causado pela pirataria em um futuro próximo.

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PAV: É muito comum no Brasil que a opção por um STB pirata seja oferecida pelo próprio prestador de serviço de instalação da operadora. Como combater isso? Metral: Por isso que queremos continuar combatendo a pirataria onde temos capacidade de controle, que é a oferta dos Set-Top-Boxes e de Vídeo Online. Queremos bloquear estas caixas capazes de entregar conteúdo roubado direto para a TV.

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PAV: E o que as operadoras podem fazer? Hartman: Claro que estamos também de olho neste tipo de postura em toda a América Latina para fiscalizar e certificar melhor os instaladores. É muito difícil quantificar a pirataria. A mera apresentação deste nosso trabalho já foi uma grande surpresa para a comunidade de operadores de TV Paga, mostrou que precisamos fazer algo à respeito. A pergunta é qual ferramentas usaremos e que prazo temos que cumprir. PA

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Inter BEE O Inter BEE - International Broadcasting Equipment Exhibition é realizado em Chiba, Japão, desde 1965. É promovido pela Japan Electronics Show Association e apresenta soluções para os mercados de Multimídia, Eletrônica de Consumo e Broadcast. www.inter-bee.com/en

6 a 8 de Junho de 2017 Church Tech Expo A Church Tech Expo reúne o melhor das tecnologias de áudio e vídeo para templos, igrejas, locais de pregação e adoração. Exposição, palestras técnicas e workshops cobrem os segmentos de sonorização, mixagem, captação em vídeo, projeção, gravação, edição e transmissão. Em 2015, o evento reuniu 90 expositores, representando

6 a 8 de Junho de 2017 PANORAMA SHOW O mais importante latino-americano dedicado às tecnologias de Produção Audiovisual e Broadcast será realizado no São Paulo Expo (antigo Centro de Exposições Imigrantes), em São Paulo. Serão três dias de exposição e congresso dedicados ao aperfeiçoamento profissional, debate sobre tecnologias e promoção de negócios. Os temas-chave do congresso são soluções para produção e distribuição de áudio e vídeo em TV, cinema, novas mídias, publicidade, animação e games. Em 2015 o evento reuniu 7000 visitantes, incluindo mais de 1000 congressistas, que participaram de 65 sessões de debate e workshops. www.panoramaaudiovisualshow.com.br


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Panorama Audiovisual 68  

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