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Ano 3 - Edição 33 - Novembro/2013

Migração AM-FM

Trampolim para um novo rádio

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Editorial

Uma nova Era para o Rádio? Resultado de uma articulação nacional que reuniu entidades e proprietários de emissoras em busca da revitalização do rádio, a migração da banda AM para FM exige alguma reflexão sobre os seus desdobramentos. Inicialmente, ela é um sopro de ar fresco em emissoras que sofrem com as interferências provocadas por máquinas, sistemas elétricos e pelas redes de comunicação sem fio. Não bastasse a limitação do áudio mono e de menor resolução que o FM, estes ruídos eletromagnéticos prejudicam a qualidade do som e colaboraram de forma decisiva para diminuir a importância do rádio AM nas últimas três décadas. Nos últimos dez anos, o rádio também ganhou um concorrente impiedoso: a internet. Por mais portas que tenha aberto para “levar o som ainda mais longe”, o fato é que ela afetou gravemente o modelo tradicional de produção e transmissão. No caso específico do AM, a situação ficou insustentável, já que existem custos fixos – como eletricidade, aluguel de terrenos para as antenas e salários – que crescem numa razão inversa à do faturamento. Assim, centenas de empresas do setor estão à míngua. A possibilidade de transferir as frequências de uma banda para outra é uma maneira de elevar a qualidade das produções e transmissões, além de equilibrar a concorrência entre todas as emissoras e aumentar o faturamento. Trata-se de uma ideia inédita em nível mundial, com possibilidade de trazer benefícios reais. Mas fica a pergunta: Os benefícios serão para todos? Antes de qualquer coisa, é preciso saber que o decreto 8.139, de 7 de novembro de 2013, trata da “extinção do serviço de radiodifusão sonora em ondas médias (AM) de caráter local, sobre a adaptação das outorgas vigentes para execução deste serviço”.As concessões para serviço local não serão renovadas e quem quiser continuar em AM deverá garantir a cobertura regional. Nos grandes centros urbanos, a banda de FM está saturada e não é possível incluir novas rádios. A solução neste caso é a chamada banda estendida, uma ampliação da faixa FM. No futuro, nestas regiões mais adensadas, o FM passará da faixa de 88,1 a 108 MHz para 76,1 a 108 MHz. A mudança será possível com a liberação dos canais 5 e 6 da banda VHF, usados hoje pela televisão analógica e que serão devolvidos à União quando estiver concluída a migração para a transmissão da TV digital terrestre. Não se deve esperar, portanto, qualquer alteração em cidades como Rio de Janeiro, Brasília ou São Paulo nos próximos dois ou três anos. Depois disso, precisará ser resolvida a questão da recepção, já que a “banda estendida” existe apenas em raríssimos receptores portáteis e não é encontrada nos rádios automotivos e celulares. Mesmo com a possibilidade de transmissão simultânea em AM e FM no período da transição, é improvável que alguma emissora opte por “subir” para uma banda de melhor qualidade, sem garantias de que seja sintonizada pelo grande público. No interior do País, o desafio é outro. A questão da recepção é mais simples, mas persiste a dúvida sobre a efetividade da transição. Como a faixa FM não está saturada, as emissoras AM poderão começar o processo logo após a autorização do Ministério das Comunicações, ocupando posições sintonizáveis do dial. O paradoxo é que, ao final deste processo, muitas emissoras poderão deixar de existir. Primeiro, porque o projeto e a aquisição dos equipamentos internos, torre, transmissor e antena não custarão menos de R$ 80 mil. Em segundo lugar, também haverá os custos referentes ao pedágio cobrado pelo governo pelo uso da nova frequência e pela outorga. Isso, sem contar a exigência de quitação com a Fazenda, o INSS e o Fistel. Para centenas de emissoras sem fôlego que estão na UTI, a migração pode ser o balão de oxigênio do qual precisavam. Só resta saber quem poderá pagar por ele.

Ano 3 • N° 33 • Novembro de 2013 Presidência & CEO Victor Hugo Piiroja victor.piiroja@vpgroup.com.br Departamento Financeiro Rodrigo Oliveira rodrigo.oliveira@vpgroup.com.br Assistente Administrativo Michelle Visval michelle.visval@vpgroup.com.br Gerente de Marketing Tomás Oliveira tomas.oliveira@vpgroup.com.br Departamento de Arte Cristina Yumi cristina.yumi@vpgroup.com.br João Azambuja joao.azambuja@vpgroup.com.br João Corityac joao.corityac@vpgroup.com.br Web Design Robson Moulin robson.moulin@vpgroup.com.br Sistemas Fernanda Perdigão fernanda.perdigao@vpgroup.com.br Wander Martins wander.martins@vpgroup.com.br Aplicativos Cláudia Mardegan claudia.mardegan@vpgroup.com.br Diretor de Redação Fernando Gaio (MTb: 32.960) fernando.gaio@vpgroup.com.br Editora Assistente Keila Marques keila.marques@vpgroup.com.br Editor Internacional Antonio Castillo acastillo@panoramaaudiovisual.com Colaboradores Eduardo Boni, Mauro Justto, Viviam Santos Diretor Comercial Christian Visval christian.visval@vpgroup.com.br Gerente de Contas Alexandre Oliveira alexandre.oliveira@vpgroup.com.br Panorama Audiovisual Online www.panoramaaudiovisual.com.br Tiragem: 16.000 exemplares Impressão: HR Gráfica

Fernando Gaio (MTb: 32.960) Editor Alameda Amazonas, 686, G1, Alphaville Industrial 06454-070 - Barueri – SP – Brasil +55 11 4197-7500 www.vpgroup.com.br PanoramaAV

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Sumário

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34 Mídia digital onde o cliente estiver A mídia digital out of home vem conquistando audiência e anunciantes ano após ano e concorrendo em faturamento publicitário com aTV aberta; confira a reportagem sobre este mercado promissor.

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44 Diálogo harmonioso entre imagem e som “Cantoras do Brasil”,exibido no Canal Brasil, desafia profissionais a introduzir câmeras e equipamentos de iluminação em um estúdio profissional de música para produzir um programa com gravação de áudio ao vivo.

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52 Implantação do ISDB-T em debate Apresentação mostra como o Brasil vem se preparando para o desligamento daTV analógica, os principais casos de implantação do padrão ISDBT e como o sistema de radiodifusão para prevenção de desastres EWBS está sendo instalado no Peru.

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58 Controle da pirataria Garantir que o maior ativo do operador de TV paga não seja distribuído de forma ilegal é o desafio da Irdeto.

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62 Dilma autoriza migração de emissoras de rádio AM para FM A assinatura aconteceu no Palácio do Planalto e contou com a presença de ministros, congressistas e de representantes das principais entidades de rádio e televisão do país.

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80 Integração entre Broadcast e TI No último encontro de 2013, os leitores da Panorama Audiovisual tiveram contato com as mais recentes tecnologias de produção audiovisual, infraestrutura broadcast e distribuição de conteúdos. No centro das atenções estava o desafio de integrar soluções deTI no ambiente broadcast.


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News > Infraestrutura

Harmonic aposta em versatilidade para Patrick Harshman, CEO da Harmonic, assegurou no IBC 2013 que a nova geração de soluções para compressão de vídeo (com o HEVC como carro-chave), os desenvolvimentos em torno da Converged Cable Access Platform (CCAP) e a Ultra HD são os pilares que marcaram o desenvolvimento da companhia a curto e médio prazo.

A Harmonic ofereceu demonstrações em seu estande no IBC que incluíram codificação e processamento em stream, uma demonstração única em ultra HD por meio da família de soluções de multitelas da Harmonic HVC ProMedia

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om o objetivo de oferecer surpreendentes experiências de vídeo através de soluções integradas com a máxima versatilidade e eficiência, a Harmonic marcou sua participação no IBC apresentando novas infraestruturas como peças essenciais de novos modelos emergentes. As novas oportunidades significaram infraestruturas para multitelas, inserções publicitárias locais ou targetizadas, além de Ultra HD. A companhia apresentou em seu estande codificação e processamento em stream, assim como uma demonstração única em ultra HD por meio da família de soluções de multitelas da Harmonic HVC ProMedia que a excepcional resolução oferecida pelo novo formato. Também pudemos ver um potente playout ponto-a-ponto HD 1080p50, fluxo de trabalho de codificação e distribuição, incluindo suporte 3G-SDI e 1080p sobre o codificador de vídeo em tempo real Spectrum MediaPort 7000, além de codificação 1080p50 H.264 sobre o codificador universal Electra 8000 e o decodificador 1080p50 H.264 com saída 3G-SDI no receptor-descodificador e processador de stream ProView 7100. Quanto às novas capacidades lineares para inserção publicitária sobre o processador stream em tempo real, vale destacar que

ProStream 9100 aproveita a placa Quad GbE I/O para inserção local e regional de anúncios em streams de transporte MPEG-2 e MPEG-4 AVC SD/HD.

Casos de sucesso No IBC, a Harmonic apresentou algum de seus últimos casos de sucesso em que a tecnologia tem desempenhado um papel importante. Entre eles, o lançamento do Fox Sport 1 (com Spectrum Channel), e as provas de transmissão em UHDTV, que estão sendo feitas pela SES e Sky. Precisamente no que diz respeito ao desafio de Ultra Alta Definição, a Harmonic enfatizou que o ProMedia Xpress, MediaGrid, Spectrum e Electra ajudam a atingir um streaming e download progressivo em UHDTV, e HD verdadeiro, assim como distribuição em canais lineares. Krish Padmanabhan, vice-presidente de produto da Harmonic, destacou a flexibilidade necessária nas arquiteturas emergentes para playout, master switching, grafismo/branding. A possibilidade de trabalhar sobre HEVC ou AVC em codificação para ambientes móveis sobre HEVC, AVC ou MPEG-2 para distribuição linear é uma das grandes vantagens que fornecem os sistemas Harmonic. Um >>


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News > Infraestrutura

bom exemplo dessa flexibilidade é encontrada no ChannelPort, já que reduz em 60% dos recursos para lançar um canal, e supõe uma enorme melhora na velocidade e na flexibilidade. Para a Harmonic, a versatilidade é muito importante, pois estes modelos de negócio estão mudando muito rápido. Sua tecnologia assegura a capacidade de incrementar o número de canais que são fornecidos pelo Prostream, o armazenamento com o MediaGrid e a capacidade de streaming com o ProMedia.

Interoperabilidade com a Adobe A Harmonic anunciou a interoperabilidade de seu sistema de armazenamento compartilhado MediaGrid com Adobe Anywhere em uma plataforma de fluxo de trabalho colaborativo. A integração dos produtos permite as organizações centralizar e gerenciar os serviços de entrega de mídia em uma localização principal. Assim, fornece aos usuários profissionais da Adobe ferramentas de vídeo que se beneficiam do trabalho colaborativo de forma remota, com respostas rápidas de tempo e a melhor qualidade disponível sobre a conexão de praticamente qualquer rede. Adobe Anywhere é uma plataforma de fluxo de trabalho colaborativo moderno que permite aos usuários profissionais de soluções de vídeo trabalhar conjuntamente, utilizando mídia centralizada. O sistema de armazenamento compartilhado MediaGrid proporciona o rendimento de largura de banda e capacidade de armazenamento necessária para suportar codificação em taxa de bit sobre demanda utilizando os motores de codificação da Adobe Anywhere para agilizar o conteúdo sobre conexões de largura de banda que normalmente necessitam de suficiente rendimento para editar imagens de alta qualidade e resolução

que tenham sido armazenadas centralmente. Oferecendo uma interessante alternativa para as soluções de edição em remoto que dependem de material proxy de baixa resolução, transferência de arquivos em tempo real ou inclusive o intercâmbio de disco rígido, a integração dos sistema MediaGrid com Adobe Anywhere também oferece desenvolvimentos importantes sem ter de comprometer a qualidade de resolução, imagem nem som. Ao minimizar o hardware e o suporte que necessitam as localizações de satélite, a solução também simplifica as tarefas administrativas e de gestão. Juntos, Adobe Anywhere e MediaGrid, são indicados para aplicações de edição para notícias, produção, pós-produção ou em qualquer situação em que o fluxo de trabalho é colaborativo ou o acesso a mídia é limitado ou inadequado para as tradicionais operações de edição no local. PA

Intercomunicadores dinâmicos para desafios inesperados Equipes de produção de externas ou de estúdios enfrentam incertezas todos os dias. Os sistemas de comunicação permitem responder rapidamente a eventos inesperados e a matriz de de comunicação Eclipse HX e as interfaces de fibra Optocore são ideais para esses casos.

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News > Infraestructura

Harris atualiza arquitetura de energia limpa e As soluções da empresa reduzem a necessidade de espaço e contas mensais para os clientes de transmissão e permitem o acesso as listas de reprodução e monitoração de ambientes ao vivo.

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o estande da Harris Broadcast, no IBC 2013, foi demonstrado um fluxo de trabalho de mídia eficiente e integrado que proporciona benefícios reais em quatro áreas principais: Mídia, para maximizar a receita através da simplificação dos processos comerciais em várias plataformas; Playout, para canais que gerem receita rapidamente e sejam atualizáveis facilmente; Rede para simplificar operações híbridas, gerenciando habilmente qualquer sinal de SD para IP; e Transmissão, para oferecer conteúdo de forma eficiente aos consumidores de mídia em qualquer lugar do mundo.

Eficiência pelo ar A Harris abre novos caminhos para a eficiência com o PowerSmart 3D, uma arquitetura eficiente de energia limpa, no núcleo DTV da empresa e nas soluções de transmissão digital de rádio anunciadas. O PowerSmart 3D eleva a tecnologia de alta eficiência da arquitetura tradicional PowerSmart. Isso inclui banda larga total, projetos de amplificadores únicos, específicos para cada faixa de (UHF e VHF), alimentando a transmissão em todo o espectro - um diferencial importante. A tecnologia também reduz significativamente o custo de instalação do transmissor, através da excepcional densidade de potência, com redução de espaço no rack superior a 50% na maioria dos níveis de potência. Como o seu antecessor, o PowerSmart 3D também ajudará emissoras locais e nacionais a reduzirem significativamente o consumo de energia e emissões de carbono. A sua eficiência operacional deve ajudar os clientes da linha Maxiva a reduzirem as contas mensais e a aumentarem o custo total de propriedade - sem comprometer a energia ou a confiabilidade. “A capacidade de fornecer eficientemente o conteúdo de mídia a partir de várias plataformas é fundamental, tanto para assegurar

a viabilidade em longo prazo de uma operação, quanto apoiar as várias formas que os consumidores recebem o conteúdo”, disse Rich Redmond, Vice-Presidente de Gerenciamento de Produto e Estratégia da Harris Broadcast.

Aplicações baseadas na web Outro importante lançamento da Harris no IBC é a linha de aplicativos baseados na web que aumentam o monitoramento e a interação com horários automatizados de qualquer local. As duas aplicações capacitam os clientes de automação de playout da Harris Broadcast para acessarem as listas de reprodução e monitorarem ambientes no ar através de uma interface padrão da web, com rápida confirmação de que os eventos estão se desenrolando perfeitamente e dentro do cronograma. O aplicativo permite que os supervisores e gerentes do fluxo de trabalho visualizem as listas de reprodução de automação completas a partir de qualquer localização. Ela libera os usuários dos limites do controle mestre, onde as listas de reprodução de automação são tradicionalmente monitoradas, além de poder ser exibida sobre vários espectadores no controle mestre para fornecer visibilidade de todos os canais lineares de TV. Os usuários podem “gerenciar por exceção”, reagindo rapidamente às mensagens e erros de emissão em destaque. Fora do controle mestre, o supervisor oferece acesso rápido às listas de reprodução de qualquer lugar para confirmar que as listas de reprodução estão operacionais e sendo executadas. “A camada de serviços é um trampolim estratégico para mais aplicativos de automação baseados na web avançarem, abordando aplicativos de segunda tela, que cruzarão no tráfego, vendas e outras operações de negócios intensivos”, afirma Tim Mendoza, Diretor de Gerenciamento de Produtos da Harris Broadcast. PA


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News > Novas Mídias

Ericsson aposta na A empresa tem trabalhado estreitamente com o maior operador de CDN do mundo, a Rostelecom, que tem servidores em trinta cidades russas e uma rede com capacidade de mais de 1 Terabit/s.

A Ericsson ainda apresentou a plataforma de alto desempenho de compressão AVP 4000, que trabalha com processos de SD para HD, 1080p50/60, HDTV (UHDTV) e 3DTV Ultra, e com todos os codecs, incluindo MPEG -2, MPEG-4 AVC e JPEG 2000

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endo em conta que, de acordo com alguns estudos, 72% dos usuários acessam os serviços de TV móvel e 42 % trabalham fora de casa, neste IBC 2013 a Ericsson teve foco claro no conceito de televisão em qualquer lugar. Da mesma forma, sua estratégia foi apoiar emissoras e operadores no avanço em direção aos ambientes multiscreen, IPTV, Ultra HD, transmissão LTE e HEVC. Com os serviços, consultoria e integração de sistemas, a empresa está se especializando na oferta de novas soluções para TV paga. Após a compra da Mediaroom, o portfólio da Ericsson agora está dirigido a uma plataforma unificada de convergência, capaz de fornecer serviços na nuvem e transferências de dados de grande porte, além de opções interessantes como publicidade contextual e hipertargetizada. Além disso, a empresa insiste que a sua tecnologia permite a implantação de redes e dispositivos rapidamente. Joachim Bergman, diretor de operações e soluções globais da Ericsson, destacou no IBC que o seu objetivo é “ajudar os clientes a explorar e reformatar os conteúdos. A empresa desenvolveu a solução Managed Media Internet Delivery para serviços OTT executados por emissoras, que é perfeito para combinar infraestruturas lineares como serviços modulares”. Esta solução oferece playout flexível, gestão de gráficos e também está pronto para HD e 4K. A Ericsson também desenvolveu uma proposta para recuperação de desastres (perda de dados) em conjunto com a Front Porch Digital.

Rostelecom, a maior CDN no mundo No IBC 2013 foi divulgado que a Ericsson está trabalhado lado a lado com a maior CDN do mundo, a Rostelecom. O operador russo implantou a maior rede mundial de distribuição de conteúdos (CDN ), graças a uma solução integrada desenvolvida pela Ericsson. O projeto de integração CDN é inovador em termos de capacidade e disposição geográfica, com servidores de conteúdo localizados em 30 grandes cidades, em todos os estados da Rússia. Além disso, a rede tem uma capacidade de mais de 1 terabit por segundo, que atende 9,5 milhões de clientes de banda larga, de uma base total de 28 milhões de assinantes. Através desta implantação, a Rostelecom está respondendo ao crescente tráfego em rede, ao consumo de vídeo online e a crescente popularidade dos serviços de OTT .

AVP 4000 Na IBC 2013, a Ericsson ainda apresentou a plataforma de alto desempenho de compressão AVP 4000, que facilita a integração, expansão, reenvio, treinamento, reparos e upgrades, reduzindo significativamente o custo total de propriedade ao abordar todos os aplicativos, codecs, resoluções e perfis. Ele oferece alto desempenho e amplia a capacidade da indústria em uma plataforma única para todas as aplicações, de SD a HD, 1080p50/60, HDTV (UHDTV) e 3DTV Ultra, e todos os codecs, incluindo MPEG -2, MPEG-4 AVC e JPEG 2000, com compatibilidade 4:2:0 e 4:2:2, 8 bits e 10 bits. PA


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News > Produção

JVC Profissional na A JVC demonstrou três segmentos de produtos na IBC2013, com câmeras, monitores e o caminhão de promoção JVC

Os modelos GY-HM600 e GY-HM70 estiveram entre os destaques da JVC na IBC 2013, graças à leveza e às múltiplas possibilidades de gravação

A

s mais recentes inovações da JVC incluem a atualização da filmadora GY-HM650 ENG e os novos monitores OS, com formato ideal para aplicações em salas de controle, incluindo ainda exibição geral e aplicações de produção. A empresa lançou a versão de firmware 2.0 para a filmadora de ombro GY-HM650, que traz recursos de streaming ao vivo. Ideal para aplicações de notícias, esportes, produção e de web, os recursos inovadores de streaming ao vivo da câmera permitem transmitir e gravar em full HD ao mesmo tempo no cartão de memória SDHC/SDXC. Para demonstrar as funções de streaming nesta filmadora, a JVC exibiu um programa duas vezes por dia pela internet durante a IBC, apresentando aos clientes as aplicações e as vantagens da transmissão ao vivo. Graças à empresa Blitzeinschlag, essa transmissão ao vivo pode ser seguida por até 500 usuários, ao mesmo tempo.

Monitores profissionais A JVC também apresentou uma extensa gama de monitores profissionais. Com marcante fidelidade de imagem e uma série de recursos profissionais, incluindo grandes ângulos de visão, alto contraste, reprodução de cores fiéis e acompanhamento necessário de contraste e brilho, os monitores dão sequência à qualidade de imagem pela qual a empresa é reconhecida. O produto de entrada da série é o DT-E, que incorpora a mais recente tecnologia de retroiluminação LED, oferecendo redução de custos operacionais, aumento da qualidade da imagem, além do tempo de vida do monitor. Enquanto isso, o carro-chefe DT-V é equipado com capacidade de HD-SDI e uma longa lista de características de alto desempenho, incluindo vectorscópio e monitoração de

forma de onda, tornando-o ideal para pós-produção e aplicações de transmissão. Para aplicações de sinalização e monitoramento digital de grande formato, a série GM oferece cores excepcionais em tamanhos de tela de 55 polegadas.

Câmeras profissionais Como de costume, a linha completa de câmeras ProHD estava em exposição na IBC 2013, incluindo modelos de apoio de mão e de montagem no ombro, juntamente com o sistema de câmera de fibra para estúdio. A recente câmera de vídeo, a GY-HM70, é uma camcorder para montagem de ombro de custo-benefício que agrada videomakers de eventos educacionais e usuários que querem full-size e camcorder para montagem de ombro, mas têm orçamentos limitados. Construído em torno de 1/2.3 polegadas, 12 megapixel, CMOS e avançado processador da JVC Falconbrid de alta velocidade, a câmera grava 1080/50p, 1080/50i, 576/50i e 576/50i (SD) no formato progressivo AVCHD, com a dupla de cartões de memória SDHC/ SDXC. A câmera GY-HM70 oferece uma série de recursos inovadores, como o sistema de bateria dupla hot-swappable, que permite horas de gravação contínua e ininterrupta. Monitor 4K com 84 polegadas Neste ano, a JVC ainda exibiu o novo monitor 4K de 84 polegadas, o PS-840UD. A empresa tem desenvolvido produtos 4K, como a camcorder GY-HMQ10, primeiro modelo camcorder 4K de mão do mundo. Agora, com a introdução do monitor PS-840UD, as ofertas de 4K estão se expandindo e mostrando mais uma vez que a JVC está na vanguarda da tecnologia de ultra-alta definição. PA


A imagem perfeita com o poder do ChannelPort

Concentre-se no seu canal e não na sua tecnologia O Spectrum ChannelPort da Harmonic acelera, simplifica e reduz drasticamente o custo da implementação de novos canais de televisão e vídeo, integrando branding e imagens sofisticadas com reprodução de clips, acionamento via controle mestre, feeds ao vivo e suporte ao sistema de alerta de emergência. Muito mais que um “canal pronto para uso”, o ChannelPort é parte do sistema de reprodução de mídia líder de mercado Spectrum, da Harmonic, e se integra diretamente a ambientes novos e já existentes. Saiba mais em harmonicinc.com/channelport

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News > Produção

Associação entre LiveU e Make.Tv permite Uma aliança para integração de tecnologias foi firmada entre a LiveU, companhia especializada em soluções de vídeo sobre redes móveis, e a Make.Tv, centrada em produção com base em nuvem. A ideia é proporcionar aos usuários finais acesso direto às fontes originadas na LiveU a partir do próprio sistema de produção Make.Tv.

A

s soluções da Make.Tv para colaboração ao vivo e interativas baseadas em nuvem utilizam interface na web. Com o software de produção, os usuários podem criar múltiplos streams de câmeras junto com material pré-gravado. O Studio é o coração da experiência Make.Tv e é uma aplicação que permite as produções ao vivo dos usuários se unirem a uma variedade de fontes, incluindo transmissões ao vivo, conteúdo previamente associado e aplicações de social media. Os sinais de alta definição da LiveU poderão ser incluídos diretamente na Make.Tv. Esta associação permitirá a mescla com outras fontes entrantes e seu enriquecimento com desenhos, efeitos e funções interativas. O stream ao vivo resultante (line cut) pode transmitir ao vivo a qualquer servidor de streaming RTMP, como o YouTube Live, Ustream ou CDNs diretos com o Akamai ou Limelight. Ronen Artman, vice-presidente de Marketing na LiveU, assegura que para a produção remota sobre redes móveis, as soluções baseadas em nuvem, com uma interface gráfica de usuário bem desenhada e integrada, proporcionam um alto nível de flexibilidade para os usuários inovadores. “Com a plena integração de nossa tecnologia, a Make.Tv poderá proporcionar, de maneira rentável, uma maior experiência para os espectadores. A tecnologia da LiveU, belt-clip, smartphone ou nossa aplicação baseada em software proporcionam uma enorme mobilidade e flexibilidade. O estúdio pode estar em qualquer lugar somente com um dispositivo portátil e conexão à internet.” Por sua vez, Andreas Jacobi, CEO da Make.Tv, acrescenta que “esta tecnologia pode ser utilizada para qualquer acontecimento ao vivo ou desportivo onde várias câmeras estejam em uso. É também uma solução ideal quando as contribuições estão chegando desde múltiplas localizações com repórteres e editores também em diferentes lugares. Temos aproveitado o poder da nuvem para criar esta solução integrada”.

Educação

A associação entre as companhias irá ampliar as possibilidades de produção remota baseada na nuvem

A LiveU está apoiando a organização sem fins lucrativos John Lennon Educational em sua turnê europeia na transmissão de suas produções originais conhecidas como @lennonbus. Os shows estão sendo transmitidos ao vivo com a tecnologia da LiveU por meio de uma unidade celular LU40 -S e a mochila LU70. O John Lennon Educational Tour Bus é um estúdio móvel de produção de áudio e vídeo HD. Este tour começou sua caminhada em 1998 com a missão de proporcionar aos jovens o acesso à tecnologia apropriada para um estudo. Formado por uma equipe de três produtores e engenheiros, o ônibus é dedicado a proporcionar aos jovens oportunidades práticas para a produção de música original, vídeo, fotos, aplicações de jogos e projetos de difusão que refletem suas ideias, valores e criatividade. Com a tecnologia da LiveU, o John Lennon Bus Tour conta agora com todas as possibilidades que o streaming oferece. Jeff Sobel, engenheiro-chefe do John Lennon Bus, afirma que “nos Estados Unidos, o ônibus está equipado com uma antena montada no teto. No entanto, em muitos casos, nós produzimos concertos ao ar livre ou eventos dentro dos centros de formação que se deslocam de um lugar para outro, e o LiveU nos permite sair em streaming de vários locais e cobrir diferentes tipos de eventos”. PA


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News > Áudio Profissional

Lawo lança nova solução de O mais recente membro da linha V__ da Lawo inclui desde a codificação de vídeo sobre IP até vários testes e ferramentas de processamento – proporcionando maior flexibilidade e economia de espaço em rack, tempo de set-up e custos de produção.

A solução trabalha com 3G/HD/SD-SDI, Ethernet 10Gbit, além dos protocolos MADI e RAVENNA

O

Lawo V__link4 é uma ferramenta conveniente para alcançar a produção de transmissão baseada em IP com uma interface totalmente bi- direcional, quatro canais de vídeo sobre IP, com todas as ferramentas de processamento normalmente necessárias para lidar com vídeo e áudio em uma produção broadcast. A solução fornece quatro entradas e saídas 3G/HD/SD-SDI, além de duas portas Ethernet 10Gbit, quatro portas Ethernet 10 Gbit, conectividade e áudio MADI e RAVENNA conectividade de áudio. Quatro motores de codificação são projetados para atender as mais altas exigências de qualidade de vídeo e confiabilidade de transporte do sinal. A ocultação de erro integrada com frame build-in

e protocolo de redundância paralela (PRP) permitem que o sistema supere qualquer falha de rede, sem comprometer a transmissão de dados. Formato e qualidade dos fluxos de vídeo IP podem ser configurados individualmente para atender a proporção ideal entre qualidade de imagem, latência e largura de banda. Algoritmos de codificação incluem DiracPro , JPEG2000 , MJPEG e H.264, bem como um modo bruto para o transporte transparente de sinais de vídeo de qualidade de produção . Entre outras características, cada canal inclui sincronização de frame, áudio variável e atrasos de vídeo, incorporação (conversão de taxa de amostragem ) e correção de cores RGB. Novo processador de vídeo do Lawo também inclui um software diretor de fluxo, proporcionando uma gestão conveniente de streams de vídeo V__ link. Esta aplicação baseada em Java é compatível com qualquer computador com ambiente Java Runtime, como Windows, Mac OSX e Linux. Ele possui um modo de auto-descoberta elaborado, que detecta automaticamente todos os dispositivos V__link disponíveis dentro da rede. Para cada entrada de vídeo pode ser dada um nome individual, que viaja com o fluxo IP. Isso permite uma fácil identificação de sinais de vídeo também em grandes ambientes de produção. As rotas são configuradas de forma intuitiva usando “drag-and-drop”. O V__link4 pode ser monitorado e operado através de sistemas de controle mestre como o BFE KSC Manager ou VSM Virtual Studio Manager ou LSB através do Ember + protocolo. PA

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News > Captação

Panasonic AJ-PX500G com gravação nativa AVC-LongG chega ao O novo codec oferece alta qualidade de imagem e grande eficiência, já que seus arquivos ocupam quatro vezes menos espaço que em gravação AVC-Intra.

A PX5000G incorpora o formato de gravação 1080/50p em AVC- Intra

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ontinuando o caminho da inovadora HPX600, a Panasonic começou a comercializar a AJ- PX5000G, a primeira camcorder P2 HD com gravação nativa AVC- ULTRA e slots para cartões de microP2 . A câmera de três sensores MOS do tipo 2/3 e 2.2 Mpix combina qualidade de imagem com um peso muito leve e capacidade de expansão. Pela primeira vez na série P2HD, a nova camcorder permite gravar em formato 1080/60p, além de 1080i e 720p. A família de codecs AVC-ULTRA oferece alta qualidade de imagem em Full HD, certificada pela amostragem 4:2:2 e a codificação a 10 bits, permitindo a escolha entre alta ou baixa taxa de bits para atender as necessidades de cada aplicação. O AVC-LongG é projetado para aplicações na quais o tamanho do arquivo é crítico, reduzindo os custos de armazenamento e de tempo de transferência, em comparação com a MPEG-2, mas com uma qualidade igual ou superior. AVC-LongG oferece diferentes qualidades sempre com taxas baixas, inicialmente de 25 ou 50Mbps, e futuro até mesmo de 12 e 6 Mbps. Portanto, o AVC- longG é capaz de oferecer uma qualidade Full HD 4:2:2 e 10 bits, em 25Mbps, ou seja, quatro vezes menos que o codec AVC-Intra 100Mbps. A taxa de bits mais baixa permite mais minutos de gravação na câmera e transferências mais rápidas (ao copiar ou ao movendo-o através de uma rede de computadores), mas exige menos espaço de armazenamento. A câmera mantém e amplia as possibilidades do formato AVC-Intra, que usa compressão entre quadros para oferecer maior robustez na

pós-produção. A PX5000G incorpora o formato de gravação 1080/50p em AVC- Intra, pela primeira vez na linha P2HD. Para aplicações que requerem qualidade de imagem muito alta, o mesmo que gravar sem compressão, permitirá gravar em AVC- Intra Class200, um formato para masterização e arquivo com tamanho muito menor do que outros formatos de arquivo específicos nesta área. A PX5000G é indicada tanto para a produção de notícias, documentários, eventos esportivos e vídeos corporativos, quanto para o mercado de arrendamento. Os três sensores MOS de 2.2 megapixel da AJ PX5000G oferecem resolução horizontal de 1000 linhas, sensibilidade de F13 a 50i e uma relação sinal-ruído de 60dB. Este camcorder permite utilizar uma grande uma variedade de lentes intercambiáveis do tipo 2/3. De forma padrão, a PX5000G pode gravar em AVC-LongG e AVC-Intra100/50, além dos formatos tradicionais DVCPRO HD, DVCPRO50, DVCPRO e DV.

Preparada para o futuro Segundo a Panasonic, a AJ- PX5000G está “preparada para o futuro” graças a uma ampla gama de opções, incluindo a introdução de metadados de forma sem fio e gravação proxy de alta resolução. A câmera tem capacidade de conexão sem fio e por cabo, ou WiFi , USB, Gigabit Ethernet, e é possível controlar certas funções da câmera por meio de um smartphone ou tablet. Além disso, estará disponível a transmissão de vídeo sobre redes de telefonia móvel, >>


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News > Captação

através de ligações, como por exemplo, LU40i da LiveU. Com um peso de 3,4 kg, ela é a primeira camcorder P2 HD com slots integrados para os novos cartões microP2 da Panasonic , que conservam o formato de cartão SD. O modelo tem dois slots para microP2 e dois slots para cartão P2 padrão, assim como um slot para cartão SD destinado à gravação de Proxy ou à armazenagem de configurações de usuário. A câmera incorpora a função de compensação de aberração cromática (CAC) ganhou o Prêmio Emmy de Tecnologia neste ano. A função CAC permite aumentar a qualidade da lente sem encarecer o desenvolvimento. Já a função Dynamic Range Extension (DRS) melhora a resposta em cenas de alto contraste. Um algoritmo de detecção e compensação de bandas de flash minimiza o efeito produzido pelas luzes de flash. A PX5000G tem sete curvas de gama e amplos ajustes de imagem digitais. O monitor LCD na lateral da câmera permite mostrar um monitor de forma de onda e vectorscope. Além disso, é compatível com o sistema de estudo opcional, que permite configurar a câmera para uso em estúdio, com controle remoto das funções de imagem. Entre o resto de características, o destaque é para a função inversa de digitalização, que permite utilizar um adaptador de lente de cinema,uma função de zoom digital de 2x e 4x , velocidade de obturação variável entre 1/12 e 1/2000 segundos, além de Synchro Scan, e uma rede de filtros ópticos ND de quatro posições (Clear, 1/4 ND, 1/16 ND, 1/64 ND). A câmera oferece entrada e saída 3G -SDI, saída HDMI, entrada de Genlock, entrada e saída de código de tempo. A porta USB 3.0 HOST permite copiar o conteúdo do cartão para um disco rígido externo. Enquanto para o áudio há duas entradas de áudio XLR, além de cabine para receptor de micro sem fio UniSlot (de um ou dois canais). A camcorder PX5000G grava quatro canais de áudio a 48kHz e 16 ou 24 bits. PA


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News > Produção

Edital do BNDES prevê investimentos de R$ 14 milhões em Serão selecionados projetos de ficção, documentário, animação ou projetos de finalização de qualquer gênero.

Verba será destinada a 16 projetos nacionais de longa-metragem, sendo 6 ficções, 6 documentários, 2 animações e 2 projetos de finalização

O

BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social lançou o Edital para Seleção de Projetos Cinematográficos 2013 com um valor total de R$ 14 milhões. Essa quantia será destinada a 16 projetos nacionais de longa-metragem, sendo 6 ficções, 6 documentários, 2 animações e 2 projetos de finalização, em qualquer uma das linguagens. O documento foi divulgado em uma entrevista coletiva na sede do banco, no Rio, com a presença do diretor da área Industrial, de Mercado de Capitais e Capital Empreendedor do BNDES, Julio Ramundo; da chefe do Departamento de Cultura, Entretenimento e Turismo do BNDES, Luciane Gorgulho; e do presidente da Academia Brasileira de Cinema, Roberto Farias. De acordo com o edital, a categoria de ficção foi dividida em dois grupos. No Grupo I, serão selecionados dois projetos com alto potencial de bilheteria. Cada um será contemplado com patrocínio no valor de R$ 1,5 milhão. Já no Grupo II o critério de seleção será o caráter artístico. Serão escolhidos quatro projetos com chances de carreira internacional no circuito de festivais de cinema, que farão jus a um aporte de R$ 1 milhão, cada. Na categoria Documentário, a Comissão Examinadora selecionará o maior número de projetos. Serão seis os vencedores, que receberão R$ 500 mil, cada um. Finalizando, a categoria Animação premiará dois projetos com R$ 1,5 milhão e na categoria Finalização, o apoio do BNDES será de R$ 500 mil para cada um dos dois projetos escolhidos. As inscrições ficarão abertas até o dia 31 de janeiro de 2014 e os interessados devem indicar, no momento da inscrição, em qual categoria pretendem

concorrer. Cada produtora pode apresentar até três propostas. O material recebido será avaliado por duas subcomissões: a de análise preliminar, formada por cinco técnicos do BNDES, ficará responsável por verificar a documentação e habilitação dos projetos; e a de análise técnica, composta por três servidores do BNDES, um representante da Ancine e cinco especialistas do setor audiovisual, fará o julgamento sob critérios técnicos. A expectativa é que o resultado final do edital seja divulgado ainda no primeiro semestre do ano que vem. O diretor Julio Ramundo aproveitou o lançamento para reforçar o protagonismo do BNDES no apoio ao cinema brasileiro. Desde a primeira edição do edital, lançada em 1995, já foram apoiadas 384 produções nacionais, com um valor total de R$ 159 milhões em investimento, mas, segundo ele, a participação do banco no fomento à atividade audiovisual não se resume aos seus editais de cinema. “Nós evoluímos de um instrumento puro de patrocínio para a criação de uma linha de financiamento pioneira que utiliza vários mecanismos tradicionais do BNDES, como financiamento e participação societária e recentemente passamos a ser um dos agentes financeiros do Fundo Setorial do Audiovisual. Utilizamos todo o instrumental financeiro que o BNDES tem para todos os setores da economia, então temos desde as leis de incentivo até instrumentos de crédito, com que apoiamos todas as etapas da cadeia do audiovisual: pré-produção, produção, distribuição e exibição. Toda a cadeia do audiovisual tem a possibilidade de receber apoio do banco, inclusive com o Cartão BNDES”, explicou Raimundo. PA


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News > Edição

AD Digital oferece solução para a migração dos A empresa recomenda àqueles que possuam servidores Apple Xserve que atentem aos prazos da garantia estendida oferecida pelo fabricante.

A garantia de quem comprou a última série do Apple Xserve termina no fim de Janeiro

O

anúncio em novembro de 2010 para o mercado de que não seria desenvolvida uma nova versão do equipamento e a recomendação da migração para outra plataforma, veio acompanhado da informação sobre o fim da produção de servidores pela Apple a partir da data de 01/02/2011. Na ocasião, o fabricante esclareceu que a garantia padrão de um ano a contar da data de compra não sofreria mudança, assim como a opção de extensão do suporte técnico para até três anos da aquisição. Considerando que encomendas foram recebidas até 31 de janeiro de 2011, quem optou pela garantia estendida deve estar atento aos prazos, uma vez que a vigência do mesmo se encerra em 31/01/2014. “Temos estudado caso a caso e recomendado aos nossos clientes,

soluções baseadas em padrões abertos, com capacidade de expansão e de escalabilidade para atender no futuro o crescimento da demanda, e que sejam totalmente integradas ao ambiente atual de forma a preservar ao máximo os investimentos já realizados pelas empresas, sem comprometer o pleno funcionamento da operação. As empresas têm visto essa mudança com uma oportunidade de reduzir os custos atuais e melhorar o workflow atual, tornando-se mais eficiente”, declarou Daniela Souza, CEO na AD Digital. A empresa disponibilizou o documento oficial Xserve Transition Guide que poderá ser baixado através do link: http://www.ad-digital. net/images/xserver.html e contatos para saber detalhes da transição podem ser feitos pelo telefone (11) 3347-3353. PA


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News > Controle de Qualidade / Mercado

Novo controlador da AmberFin melhora A empresa introduziu novas características ao seu sistema de entrada e transcodificação ICR, que permitirão a criação de silos de transcodificação escaláveis de diferentes maneiras.

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om o AmberFin ICR, as instalações de mídia de todos os tamanhos, escalas e modelos de negócios podem aumentar suas possibilidades de transcodificação sem necessidade de elementos terceiros. A flexibilidade e versatilidade aumentam no entorno da transcodificação de forma ampla em múltiplos nós, que melhoram a capacidade de recuperação e resistência ao tempo. Ao mesmo tempo, a solução permite economia de custos a partir das mais versáteis capacidades de licenças da rede. Nos fluxos de trabalho dos meios que cada vez mais se baseiam em arquivos, as operações de transcodificação de arquivos adquiriram uma importância crítica. A proposta da AmberFin permite chegar a um nível adequado de redundância para uma aplicação específica e permite uma combinação de alto rendimento e funções avançadas do sistema. O novo controlador ICR funciona com uma interface única, confiável e redundante às capacidades de transcodificação ICR. Os trabalhos são enviados ao controlador do ICR, e em acréscimo a licença de rede da AmberFin é possível configurar um modelo de maior escala de um pool de nós de transcodificação que podem flutuar de forma dinâmica a partir do hardware de servidor subjacente e já não requerem relações fixas nó a servidor. Isto proporciona maiores níveis de redundância e a eficiência operacional por uma rede de transcodificação em grande escala mediante o uso eficiente dos nós de hardware disponíveis.

AmberFin ICR também introduziu novas ferramentas para agregar e controlar metadados personalizados a partir da própria configuração e sem necessidade de personalização. O assistente de plug-in de metadados ICR permite aos usuários configurar os metadados necessários para sua organização, de tal forma que os operadores de ingest e controle de qualidade podem atualizar de forma automática e validar esta informação como parte de um fluxo de trabalho. PA

OKNO-TV adquire A companhia britânica, integradora de sistemas broadcast, adquiriu os ativos da Megahertz Broadcast Systems, integradora de sistemas com sede no Reino Unido e especialista em produção de transmissão móvel.

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acordo vai aumentar o portfólio da OKNO-TV para incluir veículos móveis de produção ao vivo e transmissão, além de garantir uma presença internacional já estabelecida. ”A aquisição da Megahertz nos dá uma capacidade in-house imediata, com uma equipe de engenheiros e de gerentes de projeto altamente conceituada, que vai ajudar a facilitar a expansão de nosso portfólio e ampliar nossa presença global”, afirma Jon Flay, diretor da OKNOTV (Reino Unido). “O mercado de esporte e aplicações móveis são importantes e, com a rica herança da Megahertz nessas arenas, vamos acelerar ainda mais nosso crescimento internacional.” A base de clientes da Megahertz abrange Europa, África, Ásia-Pacífico e Oriente Médio. Recentemente, a empresa projetou e construiu um centro de transmissão no Parque Olímpico de Londres, para a BT Sports, incorporando cinco galerias de produção, 20 suites de edição, 8 suítes de narração, um controle mestre e um centro de playout. Além disso, a Megahertz concluiu recentemente a integração de sistemas turnkey em veículos de transmissão para Oman Televisão e Astro na Malásia. PA


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News > Controle de Acesso / Infraestrutura

Nagra revoluciona mercado com A arquitetura de referência aberta permite aos provedores de serviços a monetização da casa conectada, com ampla variedade de conteúdos em diferentes cenários de visualização

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Nagra introduziu na IBC 2013 o Joinin, novo conceito de casa conectada que permite a troca de conteúdos em todas as telas de forma segura e flexível. Uma arquitetura de referência aberta que permite aos servidores de serviço monetizar a casa conectada com ampla variedade de conteúdos em diferentes cenários de visualização O sistema aproveita os padrões abertos e as melhores tecnologias para garantir a interoperabilidade segura entre dispositivos em toda a casa conectada. Com o Jonin, a Nagra pretende contribuir para os provedores de serviços enriquecerem a oferta de assinantes e rentabilizar ainda mais a plataforma, com ampla variedade de cenários conectados a um caminho de streaming que permite levar conteúdo a múltiplos dispositivos da casa, assim como contar com a funcionalidade PVR em todos eles e com a troca de conteúdos em um ambiente de nuvem. Para o vice-presidente de gestão de produto da Dish Network, Vivek Khemka, “os clientes agora esperam encontrar conteúdo via satélite e IP em todo tipo de tela, como televisão, tablet e dispositivos móveis. Eles querem ter a possibilidade de ver seus conteúdos favoritos em qualquer momento e em qualquer lugar. A arquitetura Joinin da Nagra permite oferecer exatamente isso, ao mesmo tempo que em que mantém forte segurança entre todas as plataformas. Qualquer provedor de serviços que busca implementar soluções para a casa conectada se beneficiará desse marco de soluções”. Por outro lado, Philippe Le May, diretor de tecnologia da Numericable Francia, entende que “fazer frente aos desafios de uma casa conectada se converteu em uma prioridade para a maioria dos provedores de serviços em todo o mundo. A arquitetura Joinin é uma iniciativa positiva para o ecossistema da televisão digital, já que define um enfoque baseado em padrões para abordar questões chave como a

A proposta da Nagra se integra a um amplo conjunto de tecnologias, protocolos e padrões abertos da indústria, tais como DLNA e UPnP, assim como com HTML5, para proporcionar uma experiência de usuário através de múltiplas telas

proteção de conteúdo e a interoperabilidade dispositivos de entrega de mídia e troca de conteúdos em um ambiente de múltiplas telas”. Criado para assegurar sem problemas um total de interoperabilidade em um ambiente de casa conectada seguro, o Joinin aborda integralmente os desafios chave que abrangem a detecção de dispositivos, descobrimento de serviços, entrega de conteúdo e proteção de conteúdos. PA

TV Canção Nova atualiza infraestrutura com soluções da São cinco sistemas de master control e branding Maestro, cinco soluções de roteamento 64×64 Concerto, cinco sistemas de processamento de sinais GeckoFlex e seis servidores K2 Summit para fluxos de trabalho para eventos ao vivo

Cinco sistemas de roteamento 64×64 Concerto foram instaladas na sede principal da Canção Nova e nas sedes regionais

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lém da instalação na sede principal da Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP), os equipamentos de infraestrutura de broadcast da Grass Valley também serão instalados nas sedes regionais da organização em Aracaju (SE), Belo Horizonte (MG), Pinhais, (PR) e Florianópolis (SC) para padronizar as operações técnicas. “A Grass Valley forneceu uma solução competitiva que oferece exatamente o que estávamos procurando, em um sistema interoperável e com alto nível de confiabilidade”, afirma Maurício Belonio, diretor de engenharia e tecnologia da Canção Nova. “O serviço ao cliente também é muito importante para nós e a Grass Valley apresentou uma solução capaz de atender a todas as necessidades técnicas e operacionais com um único ponto de contato para suporte técnico.” A TV Canção Nova fornece informação, cultura, e educação através de vários sistemas de comunicação, incluindo as cinco filiais de TV, satélite e internet. “O Brasil é um mercado importante e em constante crescimento para a Grass Valley”, afirma Rafael Castillo, vice-presidente sênior para a América Latina e o Caribe, da Grass Valley. PA


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Ross oferece uma solução completa, chave na mão e custo beneficio que permite acrescentar gráficos de realidade aumentada de alta qualidade de forma simples e transparente num ambiente de produção de nível broadcast sem ter a necessidade de usar fundos verdes. A solução vem pré-configurada para permitir uma rápida integração com entrada em operação imediata apôs de completada a instalação. Uma ampla variedade de objetos de cena como móveis, monitores e até painéis de esporte, como o que é mostrado nesta imagem, podem ser facilmente integrados dentro da sua própria cenografia. De esta forma é possível incorporar na cena painéis informativos, elementos publicitários e patrocínios abrindo um novo leque de oportunidades de negócio. Visit us at IBC to see advancements in all Ross product lines:

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Reportagem > Mídia Externa

Mídia digital onde o cliente A mídia digital out of home vem conquistando audiência e anunciantes ano após ano e concorrendo em faturamento publicitário com a TV aberta; confira a reportagem sobre este mercado promissor por Keila Marques

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ocê vai ao supermercado e enquanto espera 10 minutos na fila do caixa, acompanha as notícias do dia em uma tela instalada à sua frente. Você sai do trabalho às 18h todos os dias e pega o ônibus lotado, mas, agora, ao menos se distrai com a programação exibida nos monitores. Aos poucos você se dá conta de que em quase todo lugar que vai, há uma tela de mídia digital out of home (mdooh). Como formigas à procura de açúcar, os operadores de mdooh estão espalhando telas, explorando novos ambientes e levando com eles quem quer estar onde o cliente está: os anunciantes. E a TV aberta, que vai até a casa do telespectador, ganhou mais um concorrente. A mídia digital out of home ocupa hoje o quarto lugar (60%) no ranking de audiência dos meios de comunicação, considerando a população acima de 13 anos, após TV aberta (97%), rádio FM (69%) e OOH (64%), de acordo com o levantamento do Ipsos-Marplan. Segundo a Associação Brasileira de Mídia Digital Out of Home (ABDOOH), a maior penetração está em São Paulo, com 76% de audiência. Enquanto em Curitiba e Fortaleza a mdooh aparece em segundo lugar no ranking de audiência. Em regiões onde o alcance é menor, em média 40% do público é atingido. Nos últimos cinco anos, a MDOOH foi o meio que mais cresceu percentualmente em faturamento publicitário, segundo o ‘Projeto Intermeios’, com uma média de 50% ao ano. O diretor executivo da ABDOOH, Ubiratan Macedo, afirma que o futuro dessa mídia está na interatividade e que “os principais desafios serão acompanhar a evolução da tecnologia, que acarreta alto investimento, e atrair mais anunciantes”.>>

A mídia digital out of home ocupa hoje o quarto lugar (60%) no ranking de audiência dos meios de comunicação, considerando a população acima de 13 anos, após TV aberta (97%), rádio FM (69%) e OOH (64%), de acordo com o levantamento do Ipsos-Marplan. Na foto, a rede de supermercados Wallmart que tem, em média, 40 telas instaladas em cada loja e exibe a programação da Atmo


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Reportagem > Mídia Externa

Informação no transporte público No Brasil, ainda não há muitas empresas neste mercado e as maiores companhias não concorrem diretamente em todos os nichos. Para o transporte público, a Band Outernet, segmento MDOOH do grupo Bandeirantes de comunicação, é a maior rede de mídia digital out of home para transporte público do País, com uma audiência nacional mensal de 21,7 milhões. São 11,5 milhões em São Paulo e 7,2 no Rio de Janeiro.

Band Outernet: Líder de audiência em transporte público Para acompanhar o dia a dia do usuário de transporte público, a empresa tem 31 mil telas e painéis distribuídos em mais de 24 cidades e nas principais capitais do País, como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília e Belo Horizonte. Os monitores estão instalados em pontos estratégicos, onde há grande fluxo de transeuntes ou muitas pessoas esperando transporte público e pontos de vendas, como terminais rodoviários, metrôs, trens, ônibus, aeroportos e orla da praia. Em estações de metrô, o conteúdo é transmitido via fibra ótica, para as telas instaladas dentro dos ônibus, por radiofrequência. Já para os pontos de exibição em praias cariosas, a empresa utiliza a transmissão via satélite. Fundada em 10, a Band Outernet é a holding que faz a gestão de sete mídias out of home: Para metrô, a TV minuto exibe conteúdo em São Paulo, Brasília, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Para a frota de ônibus, a TVO transmite em São Paulo e Belo Horizonte, MOV TV no Rio de Janeiro, Canal Você em Porto Alegre, Mão Dupla, também em São Paulo. Para os quiosques das praias cariocas, a TV orla e para terminais rodoviários, a Nextmídia. Em 14, os aeroportos também >>

A Band Outernet, que pertence ao grupo Bandeirantes, é a maior rede de mídia digital out of home para transporte público do País, com uma audiência nacional mensal de 21,7 milhões de pessoas.


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Reportagem > Mídia Externa

Diretora de tecnologia da informação da Outernet, Lyzbeth Cronembold, da Band Outernet: “Onde está a maior concentração de pessoas da classe C? No transporte público. É o mesmo público da televisão, mas que frequenta diariamente o local onde as telas estão instaladas”

farão parte do pacote. A marca Modern vai cobrir os aeroportos de Cumbica em São Paulo e Viracopos em Campinas. A programação de notícias, serviços e entretenimento tem foco na classe C. “Onde está a maior concentração de pessoas da classe C? No transporte público. Por isso, este é o foco da Outernet. Lá, você tem o mesmo público da televisão, mas com a vantagem de ser um público fiel, que freqüenta diariamente o local onde as telas estão instaladas”, Lyzbeth Cronembold, diretora de tecnologia da informação da Outernet. A vantagem de fazer parte de um grande grupo de comunicação está na produção de conteúdo. 80% do que é produzido pela rede Bandeirantes de televisão é aproveitado pela Outernet, sendo que as praças têm direito a 30% da programação para produzir conteúdo local. Há de se lembrar que a mídia digital out of home concorre diretamente com smarthphones e tablets, e todo o conteúdo que pode ser acessado por esses dispositivos móveis. Por isso, a empresa está desenvolvendo um projeto piloto de segunda tela, com gateway interno, aplicativos para baixar e conexão Wi-Fi.

Mídia no varejo O segmento do ponto de venda é o ponto forte da Atmo, que tem clientes como Walmart, Magazine Luiza, Ri Happy, Anhanguera, Saraiva e Pernambucanas. Só na rede Walmart, são mais de seis mil telas instaladas para cobrir uma rede de 154 lojas. É um formato padrão de 12 telas instaladas no interior das lojas, em corredores e pontos de espera forçada, como padaria e açougue, e uma em cada check out (caixa). A média é de 40 telas por loja. Como a Atmo também atua no segmento de TV Corporativa, tanto o Magazine Luiza quanto o Walmart têm estúdio instalado e programação exclusiva para os colaboradores. “Nosso objetivo é transformar a experiência da compra oferecendo um ambiente agradável, e impactar o maior número de pessoas”, enfatiza Allan Urel, diretor executivo da Atmo. A rede de distribuição de conteúdo conta com 20 mil telas espalhadas por todo o País, com foco em São Paulo e Rio de Janeiro. Segundo informações da empresa, a média de audiência é de 54 milhões de pessoas impactadas por mês, ou e 1,8 por dia. PA


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Reportagem > Mídia Externa

Maiores redes de varejo são clientes da Atmo foco da programação é a prestação de serviços, com previsão do tempo, índices da bolsa, condições de tráfego e notícias em tempo real sobre novela, esporte, economia e política. A Atmo tem parceria com os portais IG e UOL para a reprodução de notícias, que são atualizadas a cada três minutos. A grade de programação tem uma média de até oito anunciantes por canal. O gerenciamento das vinhetas e o monitoramento das telas são controlados remotamente. “Algumas pessoas que não assistem à televisão, mas vão ao mercado fazer compras. Uma pesquisa realizada pela ABDOOH mostra que seis em cada 10 pessoas notam a presença de uma tela no ponto de venda. A presença da mdooh está crescendo cada vez mais”, afirma o gerente de marketing da Atmo, Bruno Megale.

O

Audiência: 1,8 milhões de pessoas/dia Telas: 20 mil

Rentabilidade e exposição

Ponto de venda promissor

Estamos mostrando para os anunciantes o que a mídia digital out of home pode trazer para os planos de mídia. A verba de mdooh hoje é aproximadamente R$ 3 milhões. Com crescimento de dois dígitos acima de % vamos abocanhar uma parte da verba da rede aberta. Além disso, a tendência é que as pessoas parem de assistirTV aberta, porque se você pode assistir o que você quiser, na hora que quiser, porque vai assistir cinco vezes o mesmo comercial durante um único programa? É aí que a gente entra”,afirma Urel. Urel comenta que a Atmo está fazendo testes com telas instaladas em quatro

Com foco em pontos de vendas, a Elemídia está presente em mais de 80 cidades, em 20 estados brasileiros e em Buenos Aires, e tem mais de 10 mil monitores em operação. Essa abrangência acarreta hoje em uma audiência semanal de mais de 20 milhões de pessoas impactadas. Fundada em 2003, como o objetivo de transformar a passagem por elevadores de edifícios corporativos de São Paulo, a empresa expandiu sua abrangência rapidamente e passou a instalar telas em shoppings centers, universidades, academias, supermercados e hotéis. PA

ambientes ainda não explorados por nenhuma empresa do seguimento. “Acreditamos que poderá dar um excelente recall para os anunciantes”. Os projetos de interatividade da Atmo têm o propósito de gerar mais rentabilidade, conteúdo, exposição da marca e fortalecer o envolvimento do cliente com a marca. Um deles permite que o cliente envie fotos que, após a moderação, sejam exibidas nas telas do ponto de venda onde ele está localizado, e com uma hastag para identificar este ponto de venda. Outra ideia é incentivar o cliente a enviar receitas feitas com produtos de anunciantes e que também poderão ser exibidas nas telas da rede de varejo.


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Reportagem > Mídia Externa

Do elevador para o ponto de venda

A

s principais frentes de pesquisa estão em monitoramento de rede, automação e players mobile utilizando Android e IOS. A arquitetura da Elemídia está distribuída em servidores no Brasil e na América Latina, que despacham os arquivos para diversas localidades. Com uma tecnologia proprietária, os dados de entrega de mídia são enviados aos servidores centrais, responsáveis por consolidar a informação e disponibilizar ao cliente em tempo real. Adicional ao checking há um sistema de compensação automática que aumenta a carga de pontos disponíveis em caso de falha em alguma localidade. “Temos uma rede bem heterogênea de infraestrutura de conexão, que nos proporciona bastante flexibilidade no momento da instalação de um novo ponto. Hoje priorizamos cabo e fibra, mas nossa plataforma suporta também ADSL, 3G e Satélite”, afirma Rodrigo Cadena, diretor de tecnologia da Elemídia.

Audiência: 20 milhões de pessoas/semana Telas: mais de 10 mil Um totem de informações Para o canal de televisão e portal na internet Olhar Digital, a criação de uma mídia digital out of home se mostrou oportuna em função da flexibilidade, an_phase_evertz_230x150mm.pdf

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21/11/11

velocidade e confiabilidade. O projeto Olhar Digital Informações (ODIN) leva conteúdo para totens instalados em duas estações da Linha Amarela do metrô de São Paulo, por onde circulam diariamente mais de 750 mil pessoas. Atualmente, há um totem na estação Faria Lima e outro na Avenida Paulista. Só na estação Faria Lima, cerca de três mil pessoas interagem com o totem semanalmente. Até o final deste ano, mais um será instalado na estação da Luz e a previsão é instalar dois totens em cada estação da Linha Amarela nos próximos anos. “O sistema foi desenhado de modo flexível e escalável. Partimos para soluções abertas, de código livre, na construção do software que faz a exibição, transmissão e interação dos conteúdos no projeto ODIN”,afirma o publisher do Olhar Digital, Wharrysson Lacerda. A plataforma ODIN foi projetada para interagir com aplicações web e móveis. A primeira dessas integrações foi realizada a partir de HTML 5, em um aplicativo aberto. Os aplicativos para iOS e Android estão em fase de desenvolvimento e só serão liberados após a instalação dos 6 primeiros totens. O projeto ainda está em busca de parceiros comerciais que queiram “usar uma plataforma que une mídia estática, digital e prestação de serviços”. “A integração do mundo digital com o estático, a interação com os usuários, a inclusão de dispositivos móveis e a entrega de conteúdo relevante são prioridades na abordagem do Olhar Digital”,enfatiza Lacerda. Segundo ele, essa é uma nova área de atuação para o Olhar Digital. PA

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Reportagem > Produção Musical

Diálogo harmonioso entre “Cantoras do Brasil”, exibido no Canal Brasil, desafia profissionais a introduzir câmeras e equipamentos de iluminação em um estúdio profissional de música para produzir um programa com gravação de áudio ao vivo. por Keila Marques e Fernando Gaio

Com direção da cineasta Simone Elias, produção executiva de Julia Bock (Andara Filmes) e direção musical de Mauricio Tagliari (YB Music), o programa Cantoras do Brasil está em sua segunda edição, com 13 episódios em exibição no Canal Brasil, com uma homenagem ao poeta e compositor Vinícius de Moraes

U

ma ideia inusitada reuniu 13 cantoras em um estúdio profissional de música em São Paulo (SP) para a gravação de grandes sucessos da música popular brasileira. Até aí, nada de novo, não fosse o desafio foi casar as produções de áudio e de vídeo para criar um programa com músicas gravadas ao vivo, marcado por uma estética poética e pela sensibilidade feminina. As experimentações e adaptações que a empreitada pedia, deram certo, e o programa Cantoras do Brasil já está em sua segunda edição, no Canal Brasil, às sextas-feiras, às 18h45. Com direção da cineasta Simone Elias, produção executiva de Julia Bock (Andara Filmes) e direção musical de Mauricio Tagliari (YB Music), a atração apresenta a obra de Vinicius de Moraes interpretada por nomes como Karina Buhr, Marcia Castro, Mariá Portugal, Xênia França, Ava Rocha, Karina Zeviani, Clara Moreno, Barbara Eugênia, Emanuelle Araújo, Luê e Céu. Completam o time Dom La Lena, brasileira radicada

na Europa, e Natalia Mallo, de nacionalidade argentina. O programa Cantoras do Brasil foi idealizado pelas jornalistas Mercedes Tristão e Simone Esmanhotto e pela produtora cultural Mariana Rolim, como uma série de apresentações realizadas aos finais de semana na Vila Madalena, bairro paulistano conhecido pela cena cultural e musical. Até que o Canal Brasil comprou a ideia, que mudou completamente, e lançou a primeira temporada no ano passado com uma bela homenagem às principais cantoras do País (a maioria já falecida), como Elis Regina, Clara Nunes e Maysa. Foram 13 episódios, cada um com duas músicas interpretadas por cantoras que hoje, são fruto de uma onda de mulheres que vem se destacando no cenário da música popular brasileira desde os meados da década de 1990. Entrevistas e cenas de bastidores complementaram os episódios, mais como uma forma de envolver o telespectador na atmosfera da música, do que como registro documental. >>


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Reportagem > Produção Musical

Desafio de produção O estúdio, selo de música e produtora, YB Music, foi o local escolhido para a gravação dos dois programas. Enquanto o áudio foi captado ao vivo pela equipe do estúdio, as imagens foram gravadas pela equipe da produtora Andara Filmes. O desafio então foi unir as produções e garantir um resultado harmônico e, sobretudo, natural, sem muita intervenção de pós-produção no resultado final. As imagens em preto e branco e a luz suave criam um clima intimista, no qual o telespectador tem a impressão de estar junto da banda, no estúdio, acompanhando cada detalhe da apresentação. Os closes das câmeras mostram o olhar terno e esperançoso de Anelis Assumpção, no episódio de estreia da segunda edição do programa, ao cantar “Abri todas as portas do coração”, de Vinicius de Moraes, o dedilhado preciso nas cordas do violão, as mãos leves nas teclas do piano. O legado de cantoras consagradas no Brasil, assim como de Vinicius de Moraes, é rico o suficiente para fazer da escolha das músicas uma tarefa quase árdua, não fosse o prazer da equipe em participar de um projeto como este. “Fizemos arranjos diferentes para trazer a visão da artista de hoje. Foi fundamental trabalhar com um grupo de músicos jovens, que tem uma visão atual de como fazer música”, explica Maurício Tagliari.

Desafios de produção Durante a segunda temporada do programa, as gravações duraram 15 dias. Organizar uma programação para que todas as cantoras pudessem encontrar um espaço em suas agendas foi como montar um quebra-cabeça. Tagliari conta que algumas cantoras, que não >>

Para a segunda edição do programa, foram necessárias seis horas diárias de gravação ao vivo, ao longo de 13 dias, utilizando câmeras Canon, modelos 7D e 5D


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Reportagem > Produção Musical

Para valorizar a imagem, sem perder a qualidade do som, os microfones de estúdio, que normalmente cobrem o rosto do cantor, foram substituídos por modelos da série Dynamic, da Telefunken. Ao total, entre 20 e 25 microfones foram ligados durante a gravação

tiveram tempo para ensaiar, ensaiaram e gravaram no mesmo dia. “Pouco tempo antes de gravar ao vivo, ouvíamos o som do ensaio só para refrescar a memória, porque o barato era fazer uma coisa viva, sem arranjo eletrônico”, conta Tagliari, entusiasmado. Uma banda base, com músicos convidados pela YB, foi montada para desenvolver os novos arranjos do projeto. O espaço para a acomodação dos instrumentos, os músicos e a cantora, dentro do estúdio, acabou reduzido por conta das câmeras e dos equipamentos de luz. Para valorizar a imagem, sem perder a qualidade do som, os microfones de estúdio, que normalmente cobrem o rosto do cantor, foram substituídos pelos modelos hiperdirecionais da série Dynamic, da Telefunken. “A parte mais complexa do projeto foi gravar a voz em estúdio com um microfone desenhado para show, mas na primeira temporada do programa já conseguimos fazer um som excelente, mesmo com um microfone que não tinha inicialmente a função de estúdio”, explica o engenheiro de áudio e proprietário do YB, Carlos Roberto de Lima. Outra adaptação que permitiu captar o áudio sem interferir na imagem, e manter a maior parte dos microfones que são tradicionalmente utilizados em cada tipo de instrumento, foi a substituição da estante de microfone por clamps. Ao total, entre 20 e 25 microfones foram ligados durante a gravação. Para cada música foram gravados entre sete e 12 takes, sendo cerca de 80% sem metrônomo, justamente para a banda fazer um som orgânico. Quando o resultado da voz e do instrumento, do início ao final de um take, estava ok, as cenas de close eram gravadas enquanto os músicos faziam playback. “Diferentemente de um videoclipe, em um estúdio não dá para tocar inúmeras vezes e cada hora gravar uma coisa. Cada episódio equivale a uma tomada única de áudio”, explica Lima, que acrescenta ainda. “Nós usamos o melhor do analógico e o melhor do digital”. Lima relata o desafio de introduzir as câmeras e os equipamentos de iluminação nesse processo. “Nos primeiros dias, por exemplo, sofremos bastante com a questão da maquiagem, que gerava um atraso de duas a três horas. Imagina só, os músicos posicionados, passando o som e, quando estava tudo afinado, a cantora não estava pronta por causa da maquiagem. Aí passava uma ou duas horas, o pessoal esfriava e começava a dispersar”.

Imagem e som Durante os ensaios, os movimentos das duas câmeras Canon, modelos 7D e 5D, foram testados. A ideia era treinar com os músicos e a cantora o que seria feito ‘na hora que o áudio estava valendo’. “Como foi gravado ao vivo, ninguém podia falar nem se mexer, era um silêncio total. Foi um projeto bem singular, e que propôs o desafio de equilibrar >>


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Reportagem > Produção Musical

toda a microfonação ao longo do processo”, relembra a diretora Simone Elias. Por uma questão de espaço, nesta segunda edição, a diretora optou por gravar com duas câmeras, não com três, como no primeiro programa. “Viramos-nos nos 30 para conseguir um bom recuo para as câmeras e criar a estrutura para os equipamentos de iluminação. Queríamos fugir do registro jornalístico e fazer uma estética poética”. A iluminação foi adaptada ao estilo da música e da cantora, “buscamos beleza no figurino, na maquiagem, no cenário, para que elas brilhassem como divas”, destaca Simone. Foram seis horas diárias de gravação, ao longo de 13 dias – média de três horas para cada cantora. E na segunda edição no programa, mais cenas gravadas fora do estúdio foram inseridas em cada episódio, com imagens das cantoras circulando por ruas da cidade de São Paulo e até mesmo na própria casa. PA

Especificações técnicas Direção – Simone Elias Produção executiva – Julia Bock (Andara Filmes) Direção de arte – Andara Filmes Diretora de fotografia – Joana Luz Direção musical – Mauricio Tagliari Figurino – Mercedes Tristão e Simone Esmanhotto Estúdio e finalização de som – YB Music Banda – Arthur Kunz e Beto Gibbs (percussão), Klaus Sena (baixo), João Leão (teclados), Gabriel Muzak (guitarra, cavaco e violão), Pipo Pegoraro (guitarra, charango, violão). Idealização e produção – Mariana Rolim, MercedesTristão e Simone Esmanhotto

Para cada música foram gravados entre sete e 12 takes, sendo cerca de 80% sem metrônomo, justamente para a banda fazer um som orgânico. Quando o resultado da voz e do instrumento, do início ao final de um take, estava ok, as cenas de close eram gravadas enquanto os músicos faziam playback


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Reportagem > ISDB-T

Implantação do ISDB-T Apresentação mostra como o Brasil vem se preparando para o desligamento da TV analógica, os principais casos de implantação do padrão ISDBT e como o sistema de radiodifusão para prevenção de desastres EWBS está sendo instalado no Peru. por Keila Marques

O ISDB-T foi adotado pelo Brasil em 2006 e as transmissões foram iniciadas em São Paulo no ano seguinte

A

palestra ISDB Internacional aconteceu no primeiro dia do Congresso SET 2013 e foi só o início das discussões que viriam a seguir a respeito do desligamento da TV analógica no Brasil. Moderado por Olímpio Franco, presidente da entidade, o encontro apresentou os principais casos de implantações do padrão ISDBT nos últimos anos, em países como Japão e México, a adaptação de normas do ISDBT Internacional para hardware, middleware e para o EWBS, e o como o sistema de radiodifusão para prevenção de desastres, utilizado pela emissora NHK no Japão, está sendo instalado no Peru. O chefe da assessoria internacional do Ministério das Comunicações, Flávio Lenz Cesar comentou o histórico de cooperação entre Brasil e outros países, principalmente o Japão, para a implantação da TV Digital. O ISDB-T foi adotado pelo Brasil em 2006 e as transmissões foram iniciadas, em São Paulo, no ano seguinte. “Mas somente quando Japão, Brasil e Peru começaram a trabalhar juntos, percebemos que tínhamos um padrão mundial de TV digital”, afirma Cesar. A partir disso, foi criado o ISDB internacional. “Estivemos

no Japão no momento em que aconteceu o switch off. Foi uma experiência muito rica, o que aprendemos lá, trouxemos para tentar acertar no nosso próprio país”, conta Cesar. Segundo ele, a equipe brasileira também esteve presente no momento do switch off da Coréia do Sul e do México, o primeiro país em desenvolvimento a realizar um switch off. As trocas de experiências entre esses países envolveram a realização de treinamentos e seminários bilaterais no Brasil. O Brasil recebeu cooperação do Japão para adaptar normas e fazer o planejamento de canais e, . “Não temos condições financeiras para fazer de outra forma, essa é a realidade dos países em desenvolvimento”, explica Cesar.

Desafios do switch off O desligamento analógico no Brasil implica a grande quantidade de municípios brasileiros - são 5.570 municípios -, com milhares de transmissores instalados. Segundo Cesar, são mais de 11 mil transmissores, sendo 500 geradoras e 11 mil retransmissoras. “Nossa cobertura ainda não atinge todos os lugares, mas está principalmente >>


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Reportagem > ISDB-T

Ao contrário do Japão, que passou todos os canais analógicos para uma banda superior (UHF) e colocou os canais digitais na banda VHF, no planejamento brasileiro, os canais analógicos e digitais se misturam na banda UHF

em regiões com maior concentração de população. Temos, também, uma população menos favorecida economicamente do que os países desenvolvidos, então é um tremendo desafio que temos pela frente”, afirma Cesar. Segundo ele, os planos do Ministério são de, inicialmente, fazer um piloto em uma cidade menor, depois fazer a limpeza da banda de 700Mhz, que está programada para 2015, e aí dar sequência a outras regiões. “Serão vários momentos do switch off e em breve teremos a definição disso, além de outro grande desfio, a realocação de canais”, explica Cesar. Em 2011, quando a equipe brasileira foi ao Japão conhecer as estruturas de cobertura e recepção do sinal digital, além do suporte ao usuário, algumas ações foram colocadas em prática no Brasil. Na época, nem 5% das 11,5 mil estações de transmissão podiam operar com sinal digital. “Para resolver esse problema, o governo, então, ofereceu financiamento, criou o fórum de TV Digital e abriu espaço para diálogo com os radiodifusores”, conta a secretária interina de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, Patrícia Ávila. Segundo ela, no cronograma de desligamento há três prazos. Primeiro, as estações geradoras, depois as retransmissoras e, por fim, as geradoras/retransmissoras. “Desse primeiro prazo, a gente já fez 90 %. Tiramos a obrigatoriedade do licenciamento e hoje a entidade só precisa ter uma radiofrequência para poder entrar no ar. Na parte de transmissão, também exoneramos tributos para quem produzisse na zona franca de Manaus, obrigando os receptores embutidos”, afirma Patrícia. Desde 2011, todos os televisores têm um receptor apto a receber o

sinal digital. No entanto, o governo ainda planeja a publicação de informações sobre o desligamento da TV analógica e o suporte ao usuário, que depende de call center especializado. “Vamos decidir se vamos fazer parceria com o Fórum de TV Digital e o que será dito à população. Pensamos, também, em fazer parceria com o Inmetro para resolver isso”, afirma Patrícia. A conscientização da população é importante para que o desligamento ocorra como planejado e, também, para haver controle do processo.

EWBS no Peru Representantes da emissora japonesa NHK apresentaram a implantação do sistema de radiodifusão para prevenção de desastres, EWBS, do ISDB-T Broadcasting digital terrestre, e do Ginga datacasting no Peru. De acordo com Katsumasa Hirose, da NHK, o principal objetivo desse sistema é fortalecer a prevenção de desastres naturais e reduzir danos à população por meio da integração de equipamentos de transmissão e recepção. Hoje, oito broadcasters participam do projeto no Peru. Em Lima já foram instalados equipamentos TDT e de recepção de sinal EWBS. Os planos para a implementação do EWBS envolvem ainda o aumento de medidores na costa do País, a instalação de 16 receptores em oito cidades, incluindo Lima, e outros equipamentos TDT em mais sete cidades. Katsumasa Hirose, da NHK, mostrou imagens do último terremoto, seguido de tsunami, que assolou o Japão em 2011 e as mensagens de alerta enviadas à população minutos antes do desastre. O canal interrompeu a programação e transmitiu o alerta antes dos primeiros >>


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tremores, pedindo para que as pessoas evacuassem as áreas de perigo. Receptores de TV e celulares receberam o sinal EWBS, que pode, também, ser destinado somente à população de determinada área do país onde há ocorrência de desastre natural. O Japão coletou informações sobre riscos de terremotos e tsunamis em países da Ásia e países banhados pelo Pacífico e, posteriormente, o Peru se interessou pela pesquisa e os dois países passaram a trabalhar juntos. Outro tema que faz parte desse projeto é a instalação do ‘Ginga Datacasting’, um servidor de conteúdo para a emissora nacional peruana Trip. O Instituto Nacional de Pesquisas de Comunicação Elétrica do Peru tem colaborado para o desenvolvimento de aplicações Ginga utilizando equipamento fornecido pelo Brasil. Segundo Hitoshi Sanei, também da emissora japonesa NHK, diante da dificuldade de transmitir dados via rádio em regiões interioranas, onde há muitas montanhas, o ISDB-T poderá transmitir dados via satélite, a partir da capital do país, Lima, com difusão BTS (broadcasting transport stream). “Assim, será possível transmitir, também, alerta de emergência para essas regiões”, explica Sanei. A parceria com o serviço de forecast datacast no país poderá acontecer futuramente para ampliar a base de dados do projeto. “Quando o EWBS e o Ginga Datacasting estiverem operando juntos, o gerenciamento de desastres no Peru será aperfeiçoado”, afirma Sanei. PA

Os planos do Ministério das Comunicações para a radiodifusão incluem a limpeza da banda de 700Mhz e que deverá ser usada para telecomunicações

Brasil 4D: Interatividade na Inclusão social por Eduardo Boni

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omandada por Andre Barbosa (EBC/SET) a palestra “Brasil 4D. TV Digital Interativa a serviço da inclusão social” levou especialistas para discutir a o desenvolvimento da interatividade na TV e as questões que precisam ser solucionadas. Durante a palestra foram discutidas as aplicações de vídeos interativos nos países que já adotaram o standard ISDB-Tb e também apresentado o projeto – que leva o nome da palestra, que está sendo desenvolvido em João Pessoa na Paraíba, em domicílios cujos moradores estão inscritos do programa Bolsa Família. O projeto realizado em João Pessoa que durante três meses – entre dezembro de 2012 e março deste ano com 100 beneficiários do plano “Brasil Sem Miséria”, que assistiram, em suas TVs, a primeira exibição de vídeos interativos. Para isso, cada uma das famílias recebeu da EBC um set-top box, equipamento que, acoplado à TV, permitiu a interatividade no canal de serviços do Governo Federal por meio do controle remoto. A professora Cosette Castro, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Católica de Brasília (UCF) disse que o projeto de interatividade ajudou as famílias tanto na oferta de empregos, como também a se direcionar na hora de procurar um emprego. “Elas passaram a buscar empregos em locais corretos, de forma organizada e buscar mais informações sobre saúde e cursos de atualização e educação financeira”. Além disso, o programa foi um balão de ensaio para testar ferramentas para novos projetos através de erros e acertos para um novo projeto desse tipo, que deve sair em breve. “Certamente não teremos os mesmos problemas. Esse projeto ajudou a testar o conversor digital e os recursos interativos, funcionamento das antenas interna e externas, atualização dos conteúdos e o conhecimento das famílias em termos de conteúdo e interatividade, além da audiência”.

Segundo Barbosa, a “TV Digital é uma plataforma que permite à indústria televisiva um salto de qualidade na oferta de seus produtos em todo o mundo. Som digital com qualidade surround e imagem HD se somam a facilidades como multiprogramação e especialmente a partir do Brasil, da utilização do middleware Ginga, recomendação UIT para os mundos da radiodifusão e IP para o uso de conteúdos interativos”. O superintendente de Suporte e Operações da Empresa Brasil de Comunicações (EBC), André Barbosa adiantou no Congresso SETR 2013 que o projeto Brasil 4D, realizado em João Pessoa “será estendido a uma das maiores capitais do Brasil e em quatro países de América Latina (Uruguai, Peru, Equador e Costa Rica), e logo farão o teste em Paraguai, Bolívia, Chile e Botswana. “Assim passamos a dizer para o mundo que não se esqueça da TV aberta e do modelo participativo”. André Terra da Intacto explicou aos presentes que nos testes realizados em João Pessoa se percebeu que a audiência registrada no estudo se percebeu que a qualidade de imagem e do sinal teve influência no ibope dos canais com emissão digital. “Não é o conteúdo o que importa, o que importa é que o sinal chegue lá. O maior problema é saber quão preparado está o mercado para afrontar o apagão analógico. É preciso que as emissoras saibam como esta chegando o seu sinal digital”, disse Terra. André Barbosa ressaltou o caráter experimental do plano e lembrou que é preciso avaliar o mercado e ir a campo. “O projeto Brasil 4D é tão experimental que ainda não está na legislação brasileira, mas nós estamos empenhados em que ele continue e se estenda a novas cidades e países. Com esse projeto, a interatividade foi colocada na agenda pública. Agora é preciso definir a posição do serviço de interatividade na televisão. Com estes testes as pessoas passaram a discutir a Interatividade,” ressaltou. PA


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Em Profundidade > Irdeto

Controle da Garantir que o maior ativo do operador de TV paga não seja distribuído de forma ilegal é o desafio da Irdeto.

A velocidade da internet está aumentando e o acesso do usuário também, o que torna o mercado de pirataria ainda mais desafiador

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aumento da velocidade da internet e da adesão de novos usuários está tornando o mercado de pirataria mais desafiador. Em entrevista à Panorama Audiovisual Brasil, Giovani Henrique, country manager da Irdeto para América Latina e Caribe, conta como a empresa tem desenvolvido soluções de proteção ao conteúdo. Especializada em soluções de proteção de mídia, múltiplas telas e garantia de receitas para operadoras de TV paga, provedores de serviços OTT e proprietários de conteúdo, a Irdeto oferece soluções de segurança contra a distribuição ilegal de conteúdo. A seguir, ele fala sobre o tema pirataria e o processo de migração da TV paga para o modelo de múltiplas plataformas. Panorama Audiovisual: Como funciona o mercado de distribuição ilegal de conteúdo? Giovani Henrique: O tema pirataria é muito complexo. Dois anos atrás, o meio mais utilizado era um receptor conectado à televisão, o set-top box, hoje já não é mais. A velocidade da internet está aumentando e o acesso do usuário também, tornando o mercado de pirataria mais desafiador. É uma questão que depende da consciência do usuário e do apoio da indústria de cinema para não fornecer conteúdo para o operador que não tem um sistema de segurança contra pirataria. Nosso papel é garantir que o maior ativo do operador não seja distribuído de forma ilegal.

Panorama Audiovisual: Quem é maior distribuidor ilegal? Giovani Henrique: A internet. Até pouco tempo atrás, o conteúdo era distribuído por meio de um receptor de satélite sem codificação. Porém, as investigações ficaram mais intensas e a compra de receptores começou a cair. Agora os novos receptores têm security chip set e a comunicação elétrica dentro do receptor é codificada. A pirataria está relacionada com o tempo e o dinheiro envolvido no acesso ao conteúdo, e isso explica o porquê da migração do modelo convencional de pirataria para o modelo IP. Panorama Audiovisual: Qual conteúdo está mais sujeito a pirataria? Giovani Henrique: Se o conteúdo não é premium, o operador está mais sujeito a pirataria. O segmento de plataformas não convencionais ainda tem representatividade baixa para a Irdeto na América Latina, gira em torno de 5% a 8% da receita da empresa. Poucos operadores têm a iniciativa de investir pesado em segurança. Panorama Audiovisual: Quais são as tecnologias mais recentes de identificação e rastreamento de distribuição ilegal? Giovani Henrique: A Irdeto oferece um conjunto de serviços que permite identificar e rastrear quem está roubando o sinal e fazendo a distribuição ilegal para informar o portal.Temos contato com grandes portais de busca [Yahoo e Google] e os avisamos quando isso acontece. O primeiro passo é remover o link. Também oferecemos >>


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Em Profundidade > Irdeto

Giovani Henrique, country manager da Irdeto para América Latina e Caribe: “A pirataria depende da consciência do usuário e do apoio da indústria de cinema para não fornecer conteúdo à operadores que não têm um sistema de segurança contra pirataria”

um relatório para o operador com informações sobre o mercado e um rastreamento dos filmes mais baixados nos Estados Unidos, que serve de base para a escolha dos filmes que estarão na programação. Panorama Audiovisual: Qual foi o principal desafio da migração de TV paga para o modelo de múltiplas plataformas? Giovani Henrique: Hoje há mais de quatro mil dispositivos disponíveis no mercado e a plataforma tem de ser absolutamente compatível com todos eles. No início, o principal desafio foi desenvolver uma solução agnóstica, independente de plataforma, e não transformar a Irdeto em uma empresa especializada somente em homologação de hardware. Depois foi a questão de proteção ao conteúdo. Panorama Audiovisual: Os operadores estão preparados para a migração? Giovani Henrique: A mudança do modelo convencional para o IP será uma quebra de paradigma e tanto os clientes quanto os operadores não estão preparados para isso ainda. À medida que a internet for crescendo e se tornando mais popular, os operadores terão uma estrutura sólida para oferecer este serviço para a população em larga escala. Panorama Audiovisual: Em quanto tempo o 4K e a distribuição para múltiplas plataformas chegarão à América Latina? Giovani Henrique: Acredito que levará cerca de dois anos para as pessoas terem acesso à infraestrutura adequada. México, Brasil, Argentina, Chile e Colômbia são os países mais desenvolvidos em relação a essas tecnologias. As pessoas vão consumir cada vez mais conteúdo multimídia e isso vai envolver acordos com canais de TV paga, investimento em tecnologia e banda larga. É um processo que envolve infraestrutura, economia e todo o mercado, do provedor ao distribuidor do conteúdo. É um caminho sem volta. PA


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Reportagem > Rádio

Dilma autoriza migração de emissoras de A assinatura aconteceu no Palácio do Planalto e contou com a presença de ministros, congressistas e de representantes das principais entidades de rádio e televisão do país.

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decreto assinado pela presidente Dilma prevê que a partir de 1º de janeiro de 2014 estará autorizada a migração das rádios de ondas médias (AM), de pequeno e médio portes, para a faixa FM. Durante o período de um ano, essas emissoras poderão decidir pela migração para o FM, que garante melhor qualidade do sinal e é menos sujeita à interferências, ou pela ampliação da sua cobertura em nível regional. No longo prazo, isso significa que as rádios AM continuarão existindo, mas em nível regional. Após a assinatura do decreto, a presidente Dilma Roussef disse que está fazendo justiça a milhares de radialistas e emissoras de AM em todo o País. O decreto é uma resposta da presidente a um pleito conjunto das entidades regionais e da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV (ABERT). Segundo o presidente da Abert, Daniel Slaviero, “o declínio da hegemonia do rádio começou com o surgimento da televisão, mas foi intensificado pelo enorme crescimento das interferências e ruídos que prejudicam as transmissões. Este decreto assinado pela presidente Dilma é o fato mais importante para o rádio nos últimos 50 anos”. O governo também anunciou que após o início da migração haverá um período de transmissão simultânea da mesma programação em AM e FM para que os ouvintes possam tomar conhecimento dessa frequência. As rádios de pequeno e médio portes serão as primeiras >>

Após a assinatura do decreto, a presidente Dilma Roussef disse que está fazendo justiça a milhares de radialistas e emissoras de AM em todo o País


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Reportagem > Rádio

Segundo o presidente da ABERT, Daniel Slaviero, “o declínio da hegemonia do rádio começou com o surgimento da televisão, mas foi intensificado pelo enorme crescimento das interferências e ruídos que prejudicam as transmissões. Este decreto é o fato mais importante para o rádio nos últimos 50 anos”

Para Paulo Bernardo, essa migração não significa o fim dos estudos sobre o rádio digital

beneficiadas, pois de maneira geral localizam-se em áreas onde existem frequências disponíveis na banda FM. Nas grandes regiões metropolitanas, o processo de migração começará provavelmente a partir de 2015 ou 2016, uma vez que o uso da banda estendida depende da criação de um plano de estimulo à fabricação de receptores FM com banda estendida. Neste caso, o período de transmissão simultânea será de cinco anos. Esta banda ampliará a faixa de FM de 88,1 a 108 MHz para 76,1 a 108 MHz. A estimativa da Abert é que 90% das 1.784 emissoras AM passarão a operar na faixa FM. Nesta frequência, as rádios ganharão qualidade de áudio e de conteúdo, competitividade e poderão ser acessadas por meio de telefones celulares.

Rádio digital O ministro das comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que essa migração não significa o fim dos estudos sobre o rádio digital, que continuarão em 2014. Especialistas ouvidos pela Panorama

Audiovisual afirmam que ainda há tempo para combinar a migração do AM para o FM com a digitalização das transmissões em FM. Atualmente, 1.772 emissoras operam na frequência de AM em todo o Brasil. Elas estão divididas de acordo com o alcance: local, regional ou nacional. Após a regulamentação, as emissoras terão prazo máximo de um ano para solicitar a mudança da frequência de AM para FM. Para fazer a alteração de faixa, os radiodifusores deverão pagar a diferença entre o valor das outorgas AM e FM. Além disso, deverão ter gastos com novos equipamentos. Ao receber os pedidos de migração, o Ministério das Comunicações e a Anatel vão avaliar, caso a caso, a disponibilidade de espaço no espectro, de acordo com o plano básico de distribuição dos canais. Depois da autorização do Ministério das Comunicações, essas emissoras poderão continuar operando nas duas faixas por um período de cinco anos, até a migração definitiva. Nas localidades onde não houver espaço, essas emissoras terão de aguardar a liberação que vai ocorrer com a digitalização da TV no país. >>


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Reportagem > Rádio

Produção na pauta da indústria Em mesa redonda das mais disputadas da SET 2013, profissionais de broadcast discutiram o áudio na produção de rádio e destacam que a qualidade deve prevalecer em todo o processo. por Eduardo Boni

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om o tema “Alta performance na produção e distribuição de rádio: qualidade de áudio e cobertura eficiente”, a palestra moderada por Eduardo Cappia foi dedicada a discutir a qualidade de áudio no meio rádio. Por isso, contou com especialistas como José Claudio Barbedo, Chuck Kelly, Monique Cruvinel e Renato Cipriano. O consultor José Cláudio Barbedo fez uma crítica à falta de qualidade de áudio no rádio atual. As pequenas, porém inúmeras, alterações no áudio que se tornaram possíveis com os estúdios digitais estragam a qualidade do áudio, segundo o especialista. Na sua “viagem ao tempo”, Barbedo lembrou os bons tempos das válvulas e cartucheira. “Mesmo com as cabeças de gravação desgastado, azimute que saía do ar, todos brigavam para dar ao ouvinte o melhor áudio. O melhor áudio que ouvi em rádio foi na década de 1980, com um Boombox TBX”, recordou. Para Barbedo, a Era Digital prometia ser o melhor dos mundos. No entanto, foi aí que a qualidade de som começou a perder a briga para o lado comercial. “Hoje, o áudio que vai ao ar nas rádios de todo o país é muito pior e de baixa qualidade. Num cenário onde os arquivos digitais são enviados por email, desaparecem as harmônicas, profundidade e eco”, enfatizou. Segundo ele, o que se ouve hoje no rádio é um CD fragmentado e todos nos sofrem com a má qualidade do som. Para exemplificar, mostrou uma pesquisa com CDs lançados em várias épocas diferentes. “Em meados de 85, os CDs eram perfeitos, sem nenhum tipo de defeito em termos de deformação de forma de onda e nenhum pique. No final daquela década, uma música tinha um pique, que não chegava a clipar. Em 1995, os CDs lançados no mercado clipam. Isso foi motivado pela guerra de Loudness, em que um CD soava mais forte que o outro. Na virada do século, o áudio só tem clipe e, anos mais tarde, em 2005, não havia mais áudio”, resumiu. Para o engenheiro, o futuro do áudio é nebuloso. “Temos que passar a cuidar do áudio, trabalhando dentro dos limites e volumes certos, sabendo que não se pode comprimir áudio e rodar MP3. É absurdo que isso aconteça quando temos, hoje em dia, sistemas de armazenamento de Terabytes cada vez mais baratos”, reclamou. E para finalizar, previu uma solução: “Com cinco bandas de grave, tente mexer pouco. Não leve em consideração o que está escrito. Não há mais qualificação para o preset. Escolha o preset que soa melhor e mexa o menos possível. No final, o que sair, vai ser melhor do que entrou”.

Cobertura de rádio em análise O palestrante Chuck Kelly, da Nautel, falou sobre a avaliação de cobertura das emissoras de rádio e destacou uma ferramenta

que a empresa desenvolveu, baseado no algoritmo de Longley Rice, para analisar a cobertura de rádio FM e de estações de TV através de dados digitalizados do terreno. A ferramenta está disponível online e é gratuita. Segundo Kelly, com a ferramenta desenvolvida pela Nautel, os usuários podem analisar possíveis localizações do transmissor, altura torre, ganhos de antena e níveis de potência do transmissor para a cobertura. “Apesar do sistema avançado, esse trabalho deve contar com o auxilio de um técnico”, lembrou. Há duas partes principais da ferramenta: previsão de cobertura sobre uma área e análise ponto a outro. Para a cobertura a ferramenta usa um banco de dados digitalizado disponível a partir da NASA chamado SRTM (Shuttle RadarTerrain Mapping). “Este banco de dados cobre a terra inteira com resolução mais alta em áreas mais povoadas. Entre as possibilidades da ferramenta de cobertura estão conhecer a cobertura estimada de uma emissora FM ou estação de TV mediante um mapa comparativo. Além disso, é possível fazer uma estimativa da população residente naquela área de cobertura e traçar um mapa de links de transmissores de estúdio”.

Infraestrutura Renato Cipriano, da WSDG, mostrou a importância da acústica nos estúdios de broadcast, sem descuidar da estética. Ele lembrou que um bom projeto de estúdio leva tempo para ser realizado e precisa ser pensado em detalhes. “Cada usuário tem uma demanda, mas tudo é possível, desde que seja feito com base em critérios. É preciso pensar em muitos itens e quando se faz isso dentro de um critério acústico, você não pode errar, porque é tudo muito caro”, explicou. Cipriano lembrou os fatores que são levados em consideração quando se inicia um projeto, como estudar um programa de utilização. “Essa é a prioridade no desenvolvimento do projeto. Ele gera um layout dentro do qual estão os acessos, visibilidades, demandas de operação e de arquitetura. A geometria também é importante, porque quanto menor o ambiente acústico, mais difícil o projeto em termos técnicos de ondas sonoras”, ensinou. No projeto, estão itens que devem ser levados em consideração como níveis de ruído permissíveis, resposta de frequência e tipos de equipamentos. “Um estúdio de broadcast pode ter vários tipos de projeto, de acordo com a demanda que será utilizada nesse local. Uma sala de locução é bem diferente de uma sala destinada a uma sala de controle, onde um equipamento comanda todo o processo”, exemplificou. O projeto começa com um desenho esquemático que é modificado até se chegar a um modelo em que tudo esteja >>


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Reportagem > Rádio

Para alguns especialistas, o mundo digital comprometeu a qualidade do áudio, especialmente no rádio

definido para iniciar um projeto. “Depois disso começamos a detalhar cada situação, com avaliação de acessos e todo um trabalho acústico em cima desses acessos. A visibilidade vem da demanda de uso, com vidros, mas quando se coloca muito vidro nas salas, cria-se uma situação problemática”. O engenheiro lembrou que, em salas de produção, os cuidados devem ser ainda maiores, uma vez que são áreas com estações de gravação e mixagem. Nesse caso, a simetria acústica é fundamental. “Também é preciso pensar em proporções e medidas, por isso o estudo da geometria do ambiente é essencial. Esse estudo vai gerar uma resposta de frequência e detectar problemas de ressonância e também a questão das reflexões, que podem gerar problemas de cancelamentos”. O mobiliário dos estúdios varia muito de acordo com o projeto e é preciso muita atenção a esse item dentro do projeto. “Trata-se de um detalhamento muito especifico para cada caso, cada equipamento. Cada usuário tem uma demanda e a escolha do mobiliário correto consome dias de trabalho dentro do projeto. Outros itens como iluminação e instalações de sistemas de ar condicionado são importantes. No caso do ar condicionado, é imprescindível ter um atenuador de ruído e nesse projeto de isolamento acústico não é possível ter erros, já que tudo é muito caro”, conta. O engenheiro lembrou que as salas são projetadas seguindo uma norma norte-americana que prega emissão de ruído abaixo de 25 dB, de acordo com a norma NC (Noise Criterion), o que nem sempre se consegue. “São salas dentro de outras salas e o primeiro passo é lançar a estrutura do piso. São vários ambientes e a ideia principal é evitar a transmissão de vibração de uma sala para outra”, ensinou.

O futuro das emissoras AM Ainda no painel sobre rádio, Monique Cruvinel, da Abert, falou sobre os critérios para migração das emissoras AM. A discussão sobre a migração das rádios de ondas médias para a faixa de FM passa pela determinação de critérios técnicos que possuem premissas complexas. Ao mesmo tempo em que se busca uma isonomia entre as estações, adequação de cobertura devido à diferença de propagação; é preciso evitar processos complexos que gerem prazos largos de análise por parte do Ministério. “Existe um problema que foi detectado pelo setor de radiodifusão – de perda do sinal AM, ao qual o governo do Brasil quer dar uma solução”, afirmou. Esse documento terá como base alguns critérios básicos, que estabelecem a migração facultativa e não obrigatória. “Isso é muito importante porque é uma decisão de negócios. A pessoa responsável por essa análise dentro da rádio deve estudar e ver se as mudanças vão beneficiar a emissora. Certamente, nem todos vão querer migrar”. A adaptação de outorga estará condicionada à regularidade de tributos e viabilidade técnica. Além disso, dependerá do pagamento do valor correspondente à diferença entre preços mínimos estipulados pelo Ministério das Comunicações para emissoras FM e AM. “isso é uma incógnita, porque não sabemos qual será o preço a ser pago. A migração vai, obrigatoriamente, obedecer a esse critério. E, em muitos casos, pode se tornar um fator impeditivo de modernização para várias emissoras”, ressaltou Monique. Ela lembrou que existe a discussão em torno da migração e o conselho de rádio digital. “Caso o padrão de rádio digital seja >>


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Reportagem > Rádio

A geometria do estúdio é essencial nos projetos, porque quanto menor o ambiente, mais difícil o projeto em termos de ondas sonoras e acústica

determinado antes da migração, ela será feita exclusivamente para Full Digital. Não podemos criar legados de equipamento se o padrão não foi definido”. Em relação ao número de canais de FM, Monique lembrou que se não houver canais suficientes, será feita uma divisão de municípios no país. “Será feito um escaneamento do plano de FM e os canais serão contados para saber quantos são possíveis em cada município. Dependendo do número de emissoras AM que estiverem prontas para a migração, ela pode ser mais rápida ou mais lenta”. Monique lembrou que, antes disso, é preciso ter decreto e a ANATEL precisa fazer o escaneamento do plano. Dessa forma serão definidos e, só depois é depois dever ser feito o planejamento de canais. “Só assim será possível ter um novo plano de FM, com a inclusão dos canais. É um processo naturalmente demorado”, explicou. Se não houver a quantidade de canais em um município, com a extensão da faixa de FM através dos canais 5 e 6. “Nesse cenário teremos problemas com a televisão. Nesse caso, é preciso esperar o desligamento da televisão analógica. Há um esforço de se fazer os testes no canal 6 em São Paulo, com a TV analógica no ar. Mas não sabemos se esse esforço permitirá a convivência de canais migrados com a TV analógica ligada”. De acordo com Monique, as cidades que precisam da extensão são aquelas que possuem a faixa 700 congestionada e que vão ser desligadas em primeiro lugar, em 2015. “Mas é preciso analisar a situação depois que o decreto for publicado, para ver quantas pessoas vão querer a mudança e quantos são os canais disponíveis. Ou todos vão para a faixa FM ou todas para a faixa estendida. Não vai haver segmentação.” Se houver a extensão da faixa, vai acontecer um período de

simulcast, ainda sem tempo definido, para a adaptação de receptores. “A migração de AM para FM só será vantajosa se houver garantias de recepção de sinal. É preciso trabalhar num ambiente que permita a viabilidade econômica das estações”.

Critérios técnicos Havia a ideia de que a mudança de enquadramento deveria proporcionar à área outorgada cobertura equivalente a de ondas médias, salvo em situações de inviabilidade técnica. “A proposta tem um problema básico é a desconsideração da diferença de propagação entre canais no início e no fim da faixa. No AM a diferença é muito grande e por isso existe um desconforto da Abert em relação a essa proposta”,ressaltou. Ela lembrou o estudo de extensão da Anatel para a faixa de FM, que fala sobre a mudança de todas as emissoras de AM de Santa Catarina para a faixa estendida de FM. “Esse seria o pior dos cenários, igualando a cobertura de FM com AM de acordo com critérios técnicos. O problema é o impacto nas emissoras de FM é um problema, já que nenhuma emissora de AM migrou para classes inferiores”. No estudo do plano de AM da Anatel, a grande maioria das emissoras está entre a classe B e C. “Talvez o pessoal da classe A não queira mudar, porque a potência e cobertura são muito grandes. Mas eles são minoria. Precisamos lembrar que há muitas distorções de potências entre as classes”. Em relação à análise sobre impacto nas FMs, Monique falou sobre a criação de um ecossistema saudável, no qual todos se fortaleçam. “É preciso criar soluções para resolver problemas. Isso serve para todos, inclusive AM e FM. Devemos permitir que o mercado absorva a migração e fortalecer um setor, que acabará fortalecendo o setor. Estamos sendo devorados por outras mídias, por isso é preciso se unir. Brigar entre nós não levará a nada”. PA


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Rádio e web: novas oportunidades de negócios

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tema rádio e web foram abordados na mesa redonda mediada por Marco Túlio, do Sistema Globo de Rádio, na SET 2013. Para abrir o evento, um convidado ilustre: Gordon Smith, presidente da NAB (National Association of Broadcasters). Em sua rápida palestra, Smith lembrou que a rádio tradicional, que transmitem sinal terrestre enfrenta uma série de problemas, ao contrário das emissoras via streaming. De acordo com ele, apesar de ainda ser a forma mais confiável de comunicação devido a sua possibilidade de se manter no ar em situações de crise, o sistema passar por uma crise. “Um dos maiores problemas enfrentados pelas rádios tradicionais é não estar nos smartphones e tablets, que são as plataformas mais modernas”. O executivo que, nos Estados Unidos, cerca de 41 milhões de pessoas acessam a rádio terrestre diariamente, mas nem mesmo esse número expressivo a torna um líder. “Hoje em dia, temos tantas tecnologias à disposição, que o rádio convencional se tornou apenas mais um sistema. As estações convencionais estão sofrendo pesada concorrência da internet, por isso é importante que as emissoras tradicionais usem essa plataforma”, ressaltou. Gordon também abordou a concorrência nem sempre justa das empresas de telefonia, para quem não é interessante ter as rádios como parceiras em seus smartphones. “Nossos maiores desafios são fazer o rádio streaming ser lucrativo e como colocar o rádio em nossos aparelhos celulares. Estamos trabalhando para que os telefones mais modernos saiam de fábrica com um hip de rádio, que consumiria menos energia do que um stream”. De acordo com Gordon, o chip de rádio é um dispositivo de grande importância em termos de política pública. Ele lembrou que o rádio sempre foi pioneiro como fonte de informação de utilidade pública e é o primeiro sistema que as pessoas procuram em casos de emergência. “Em todos os locais do mundo, os governante não diferenciam rádio web de rádio terrestre. Mesmo assim, eles tomam decisões que afetam diretamente esse sistema sem terem nenhum conhecimento técnico a respeito do tema”. Para melhorar esse cenário, Gordon pregou o engajamento dos broadcasters junto a políticos para mostrar a importância do trabalho de transmissão. “Nosso papel é ensinar, educar e entusiasmar governantes para que eles também se tornem entusiastas desse sistema. Isso acontece nos EUA e deve acontecer também no Brasil”, finalizou. Além do executivo da NAB, o painel teve a presença de André Freitas (Comscore), Afonso Carrera (Instituto Fraunhofer), Sérgio Percope (PontoMobi) e Witterman Carvalho (Harman Brasil).

Em sua palestra, Freitas fez uma grande contextualização de como o Brasil se insere no mercado online. A empresa fez um estudo que mede o valor das marcas na internet e de que forma a audiência se comporta online. Em uma visão global, ele mostrou que 8% do consumo de internet em todo mundo vem da América Latina. “E desse total, 35% é proveniente do Brasil. Nosso país é a sétima maior audiência de internet do mundo, a frente de França e Reino Unido. Esse contato direto com a internet é um importante termômetro para que as empresas pensem nas oportunidades da internet no país”, ressaltou. Pelo estudo foi mostrado que o brasileiro passa, em média, 27 horas por mês na internet, mesmo com a qualidade de banda inferior a de outros países. “As novas experiências que prometem a melhoria da banda larga, com 3G e 4G tendem a ampliar ainda mais o uso da internet como meio de informação e consumo”. Ainda de acordo com o estudo da Comscore, a região Sudeste é a que fica maior tempo na internet e alguns serviços comuns vêm perdendo força como meio de comunicação, como os emails. “Os estão usando outras plataformas de comunicação. Em relação à busca em sites, conteúdos de educação e imobiliário foram os de maior alta. Os sites ligados a notícias, como Terra, UOL e Google registraram alta, além do Facebook como rede social”. O mesmo crescimento se deu em relação ao e-commerce, que graças aos novos dispositivos de segurança cresceram 4% em um ano. “A pesquisa mostrou um aumento de 11% na segunda visita ao mesmo site. Isso revela que o usuário volta para novas compras quando confia na marca. Além disso, 84% dos usuários fazem transações pela internet convencional, 23% através de smartphones e 36% pelo tablet”, enumerou.

Vídeo e rádio online A pesquisa também mostrou um crescimento acentuado no mercado de vídeo online. Em uma pesquisa de consumo de vídeo comparando Brasil, Rússia e o resto do mundo. “O Brasil está aquém daquilo que poderia ter. Esse mercado vai crescer muito no país, e pode chegar ao das economias mais desenvolvidas, desde que existam investimentos do governo. A pesquisa mostra que já temos um bom crescimento nesse mercado graças a sites como Youtube, Facebook e Globo”, explicou. O executivo lembrou que o mercado de rádio não conta com números tão precisos quanto os de vídeo para se mensurar do mercado. “É um dever nosso tentar organizar isso para termos, no futuro, dados mais interessantes. No final, o >>


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Reportagem > Rádio

Mesmo com mais de 40 milhões de ouvintes diários nos EUA, o rádio está longe da liderança. “Hoje em dia, temos tantas tecnologias à disposição, que o rádio convencional se tornou apenas mais um sistema. As estações convencionais estão sofrendo pesada concorrência da internet, por isso é importante que as emissoras tradicionais usem essa plataforma”, ressalta Gordon Smith, presidente da NAB (National Association of Broadcasters)

rádio perde muito com essa falta de dados”, alfinetou. Em relação ao share da categoria Rádio, ele mostrou que existe uma penetração mundial de 16,1% de penetração de rádios online na população que acessa internet, nos Estados Unidos esse número é de 28,6%. “A surpresa gratificante fica por conta do Brasil, que conta com uma penetração de 29,4%, considerando que os players não são tão difundidos”. Sérgio Percope, diretor da Pontomobi, debateu a escalabilidade do meio rádio nas multi-plataformas e também os comportamentos de consumo de conteúdos. “Nosso expertise é gerar uma experiência cada vez melhor de consumo de tela, para usuários que estão cada vez mais em movimento. É ele quem vai decidir qual a melhor tela a ser acessada e temos de estar preparados para isso”. Em relação a comportamento de consumo, Percope lembrou dos acessos em múltiplas telas e disse que apenas com sistemas de 3G e 4G de qualidade será possível melhorar o consumo de conteúdos online. “Isso é algo próximo, mas fechamos o ano com 70 milhões de usuários de internet móvel no país. Temos mais pessoas acessando internet móvel do que fixa atualmente. Isso representa um poder muito grande também para o meio rádio”, disse. Percope reforçou a ideia que do rádio está muito mais difundido em residências e automóveis, mas ainda engatinha no segmento móbile. “No exterior, o consumo de música está muito mais pulverizado e existem inúmeras opções ao alcance do usuário”.

Solução multi tela O executivo destacou a solução Play Me, uma divisão de plataformas faz parte dos estúdios. “Ela faz parte das soluções da empresa e tem como objetivo aumentar a capacidade de cobertura e o potencial de ouvintes nessas novas telas, extrapolando a força dos transmissores”, explicou. E uma ferramenta para toda a cadeia de música e entretenimento. Faz parte do público alvo que consome essa solução rádios, gravadores, marcas e produtos. “O rádio produz um sinal analógico, que é transformado em streaming. Eles disponibilizam o conteúdo para a Pontomobi e nós distribuímos para as múltiplas telas”. Percope ressaltou que se a marca não tiver o sinal de rádio, a Pontomobi produz o conteúdo, gera o streaming e distribui para as múltiplas telas. “Nessa ambiente temos as frentes de produção com estratégia, distribuição nas novas telas e inteligência, com um controle de desempenho que mostra se a interatividade está acontecendo”, disse. Entre os clientes da empresa estão a Oi FM e Grupo Bandeirantes e o executivo ressaltou que não há limites e eles estão sempre em busca de novas soluções e plataformas. “A cada momento surgem coisas novas no mercado e nós abrimos frentes para promover a inovação e melhorar a relação marca/consumidor ou emissora/ ouvinte”. O diretor da Pontomobi lembrou que as rádios hoje em dia tem uma nova realidade, que estimula a interação com os ouvintes. E um conteúdo extra, que transforma uma >>


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Reportagem > Rádio

A integração do vídeo às transmissões de rádio pela internet é um dos temas mais quentes do momento. Se por um lado existe o medo de que o rádio perca aspectos importantes da sua essência, por outro não se pode mais desprezar as possibilidades tecnológicas disponíveis e os hábitos de quem consome rádio on line

rádio algo além do streaming. Hoje ela pode ter imagem, vídeos, notícias lidas e podcast, além de inúmeras outras oportunidades. “Sou um defensor desse novo tipo de rádio e em breve esperamos trazer os anunciantes para esse momento multiplataforma. Também é possível monitorar o comportamento da audiência e saber quantos ouvintes estão online, que gênero musical preferem e fornecer gestão permanente do usuário, entregando um conteúdo de acordo com as necessidades do cliente”. Para finalizar, falou sobre a Rádio Skol, um projeto que está há quatro anos no ar e conta com 450 mil ouvintes em tempo real. “Trata-se de um projeto ambicioso, onde se trata relação de marca com o meio. Hoje, 40% da movimentação no site da Skol é gerada através da programação da rádio”.

Codificação de áudio Em seguida, aconteceu a apresentação de Alfonso Carrera, da Fraunhofer ISS, empresa conhecida como desenvolvedora do MP3 e co-desenvolvedora do AAC, sobre codificação de áudio. Em sua palestra, Carrera falou sobre Eficiência e Inovação com novos formatos de codificação de áudio. O executivo fez um histórico sobre os sistemas de áudio, com as falando rapidamente sobre as cinco gerações de áudio codecs – desde o MP3 e do padrão AAC até a evolução para High Efficence AAC versões 1 e 2 e Spectral Band Replication. Carrera apresentou também o recém-lançado formato AAC de maior eficiência e modelos inovadores como a experiência surround a partir de dispositivos móveis. “A próxima geração vai permitir a transmissão da

informação paramétrica com banda muito curta em termos de informação em LLD que é nossa última versão, com base nos serviços da Apple que é um ótimo codex”, disse. Witterman Carvalho, da Harman, abordou em sua palestra o tema Infortainment - uma mistura de informação e entretenimento. O histórico do aplicativo AHA nasceu em 2011 e um dos principais focos do produto é o mercado automotivo. É um dispositivo que permite vários formatos de conteúdo, de provedores diferentes e atinge diversos mercados. Ele pode estar presente em smartphones e outros dispositivos. “É importante dizer que o aplicativo não é uma proprietário Harman. Dessa forma, as montadoras não precisam comprar rádios ou multimídias especificas da marca. Elas podem desenvolver produtos junto a outras empresas que possam interagir com o AHA”. O AHA é uma plataforma única e dispõe de vários conteúdos – não só streaming de rádio, mas também um multicast. “Pode ser o programa semanal de uma rádio, que pode ser gravado e disponibilizado dentro do AHA como podcast”, exemplificou. Carvalho disse que o crescimento desse mercado é inevitável, sobretudo em países como Estados Unidos, onde o dispositivo o tem amplo alcance. “Já é uma realidade nos mercados dos EUA e Canadá e é possível dizer que até o final deste ano, 50% dos veículos fabricados nos Estados Unidos terão o AHA integrado aos seus sistemas principais. O próximo país a receber o AHA será o Japão. No Brasil, o plano da Harman é disponibilizar esse aplicativo no segundo trimestre de 2014”, finalizou. PA


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Reportagem > 11ª Conferência Panorama Audiovisual

Integração entre No último encontro de 2013, os leitores da Panorama Audiovisual tiveram contato com as mais recentes tecnologias de produção audiovisual, infraestrutura broadcast e distribuição de conteúdos. No centro das atenções estava o desafio de integrar soluções de TI no ambiente broadcast.

Ison Júnior Brancaleoni, engenheiro de suporte de vendas da Sony, apresentou as últimas aplicações wireless para câmeras de jornalismo, além de soluções de arquivamento e trabalho colaborativo na nuvem

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esponsável pela primeira apresentação da 11ª Conferência Panorama Audiovisual, Cristiano Mazza, engenheiro de desenvolvimento de produtos da Discabos, demonstrou uma tecnologia de transmissão por HDMI usando redes IP desenvolvida pela empresa para o mercado broadcast. O AVLife está no mercado há dois anos e vem recebendo evoluções constantes. Ele foi criado para atender as demandas de distribuição de conteúdo em coberturas de grandes eventos; de conteúdo HD, transmissão de informação, entretenimento, imagem ao vivo, gravação e sinalização ao mesmo tempo; muitos, e diversificados pontos de exibição (displays, projetores e videowall); muitas fontes de sinais e muitas telas de exibição; e a necessidade de uma matriz para estas aplicações. A solução foi criar o produto HDMI via IP, plug and play e fácil de operar. “Ele precisava usar alta compressão para atuar nas redes existentes sem problemas. Deve ser modular e ajustável à necessidade do cliente. Além de contemplar compressão, sem perdas, de vídeo HD, e a criação livre de matrizes, para não limitar o cliente. Você cria uma matriz para dez telas e aumenta para vinte, se quiser. Sem latência na transmissão da fonte e entre monitores”, conta Mazza. O AVLife funciona em redes unicast ou multicast, com o limite de 16 fontes de sinal, todos conectados em um switch, que deve receber uma configuração VLAN para os conteúdos serem separados e distribuídos corretamente. Um dos diferenciais é o tráfego IP por

cabo Cat5e, que faz o preço cair drasticamente. A recomendação é o uso de switch gigabit gerenciável. “Nosso objetivo é a facilidade, utilizando redes já existentes, pois temos muitos clientes que não especialistas e, acidentalmente, podem desconfigurar um sistema”, explica Mazza. Os benefícios são a distribuição HD ilimitada, suporte para longas distâncias, aumento dos pontos de exposição, distribuição em display, projetores e videowall. As aplicações possíveis são locais de culto, eventos e shows, hospitalidade e sinalização digital.

Captação integrada à tecnologia IP e telecom Na palestra ‘Novos meios de contribuição ao vivo’, Armando Ishimaru mostrou como a JVC desenvolveu uma solução para captação de imagem integrada às tecnologias IP e de telecomunicações, em uma câmera compacta de alto rendimento. “A JVC inovou com o lançamento da câmera GY-HM650, que vai agregar diversas tecnologias para vídeo e TI”, diz. O momento que mais atraiu a atenção dos participantes foi a demonstração realizada com a câmera conectada por uma rede sem fio a um monitor de produção. Depois posicionou a câmera sobre o ombro para mostrar o ajuste ao corpo (já que é um modelo semiombro) e a possibilidade de olhar para o display com o pescoço ereto - sem a necessidade de afastamento. >>


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Reportagem > 11ª Conferência Panorama Audiovisual

Cristiano Mazza, da Discabos, demonstrou soluções para tráfego de sinais por cabos

Armando Ishimaru, representante de desenvolvimento de negócios da JVC, apresentou a câmera GY-HM650 e as suas possibilidades de controle e monitoramento por dispositivos móveis

“A pressão sobre a equipe de jornalismo por rapidez é cada vez maior, requerendo equipamentos com melhor mobilidade e conectividade. Essa câmera foi projetada para o uso em jornalismo e documentários. O sensor da câmera CMOS 1/3” proporciona mais mobilidade”, afirma Armando. A GY-HM650 usa dois cartões de memória que permitem gravar simultaneamente em formatos HD e 480×270 para entrega na web. Os cartões de memória são modelos SDXC/SDHC, com dois slots para backup duplo e gravação contínua. Já os encoders são independentes e suportam múltiplos formatos, como HD MPEG2 (35/25/19Mbps), AVCHD (1920×1080)e SD H.264. Os metadados são enviados para a câmera através da conectividade disponível (App ou FTP) e cada clip gravado contém a informação do metadado descritivo. Disponível para diversos sistemas de ingest e MAM. O conector USB da câmera aceita adaptador Wi-Fi, adaptadores para cabos RJ45 de rede e modems 3G ou 4G LTE. Através de FTP, é possível transferir arquivos de vídeo e receber metadata. Um servidor na web permite fazer o controle remoto, monitoramento e a edição de metadata. A compatibilidade de formato de mídia é ampla, abrange MXF, MOV, MP4 e AVCHD.

Soluções para transporte de vídeo por redes de telecom Com o tema ‘Soluções para contribuição e transporte de vídeo por redes de Telecom, compressão JPEG2000 e aplicações em produção remota”, Daniel Diniz, da Net Insight, deu início a palestra apresentando a plataforma Nimbra, desenvolvida pela Net Insight. Essa plataforma transporta vídeos sobre redes distintas, mas a aplicação mais básica é no transporte do BTS até o transmissor através de micro-ondas. Essa plataforma permite trabalhar com os micro-ondas mais comuns do mercado. O Nimbra é modular, com caixas simples para interconexão diversa, configurada conforme a necessidade do cliente. E conta ainda com o sistema de gerência NimbraVision de monitoração em tempo real, que aponta falha ou redundância e avaliar o desempenho. Como as definições da qualidade do conteúdo estão aumentando, a

preocupação em manter a qualidade de transmissão se torna mais relevante. Nesse sentido, Diniz afirma que o formato JPEG 2000 está encontrando espaço no mercado broadcast para transmissão 4K e aplicação remota. “O JPEG 2000 entra para oferecer a melhor qualidade possível, sem degradação de sinal e com compressão. É desenhado para contribuir com uma compressão de 10 bits 4:2:2 para manter a qualidade ao longo da cadeia”, explica. “É possível comprimir e descomprimir mais de cem vezes que não haverá impacto visual. No JPEG 2000, a compressão é frame by frame. A latência é baixa e todos os quadros têm a informação completa da imagem”, completa.

EdithShare Nessa 11ª edição da Conferência Panorama Audiovisual, João Canavezes, agente técnico da EdithShare, fez uma linha do tempo da inovação do mercado de TI aliada ao impacto no mercado broadcast. As principais aconteceram em conectividade, armazenamento e processos. “Com a fusão entre broadcast e TI, pessoas que estão acostumadas a trabalhar de forma isolada, agora podem exercer qualquer função, por meio de qualquer mídia, em qualquer lugar”, aponta Canavezes. Segundo ele, a linha do tempo da evolução versus mudanças funciona assim: sistemas para edição pouco acessíveis > para ilhas isoladas autossuficientes > centralização, conceito de terminal > ambiente colaborativo > interconectividade de áreas. “Hoje a conectividade via gigabit e fibra é quase um padrão e a maioria das nossas soluções são baseadas nessa conexão. Com a evolução da conectividade, a arquitetura de armazenamento de TI foram incorporadas por serem mais baratas e flexíveis, como o armazenamento em nuvem. A evolução da área de TI e o seu impacto no mercado broadcast mudaram a forma de trabalhar. O trabalho setorizado, isolado, se transformou em ambiente colaborativo”, explica. Canavezes demonstrou os últimos lançamentos da EdithShare, como a plataforma de armazenamento compartilhado portátil com gerenciamento integrado de mídia, as ferramentas colaborativas e o compartilhamento de arquivos. Segundo ele, mais importante do que vender uma solução completa, é fazer com que o investimento >>


Os avanços na reprodução nos setores de mídia e entretenimento criaram uma oportunidade sem precedentes para que você possa oferecer inovação ao consumidor conectado. A visão digital de que você precisa para alcançar seus objetivos — e jogar para ganhar — está aqui. Global a móvel, ao vivo a em arquivo, som e imagem — anterior a posterior, big data ou pequeno mercado, o NAB Show® é o seu canal. Essa é a sua oportunidade.

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Reportagem > 11ª Conferência Panorama Audiovisual João Canavezes, da EdithShare tratou dos impactos da tecnologia da informação no mercado de broadcast e as principais soluções integradas para emissoras de TV

Daniel Diniz, da Net Insight, e Márcio Araujo Rossini, Consultor e Gerente de Projetos de Telecom/TI da Embratel Vídeo Soluções, abordaram as tecnologias para contribuição e transporte de vídeo por redes de Telecom, compressão JPEG2000 e aplicações em produção remota

do cliente seja protegido. “A EdithShare oferece um gerenciamento de mídia, que permite a conversão e o processo de automação para padronizar diversas mídias e permitir o acesso a diversos usuários. É compatível com a maioria dos sistemas de edição do mercado. Nessa plataforma, é possível fazer uma busca pelo arquivo, como se faz pelo google, apenas digitando o nome do que se procura”, diz. A evolução fez com que algumas tecnologias fossem utilizadas, e outras abandonadas. Canavezes conta que a EdithShare sempre pautou o desenvolvimento das soluções em demandas dos clientes. Por isso foi a primeira a oferecer armazenamento compartilhado independente, que permite compartilhamento completo de projetos Adobe, Final Cut, etc. Foi uma das primeiras soluções a suportar 10Gb. A primeira a criar traduções para qualquer tipo de edição, para ter a integração de formatos sem fazer importação. Ou seja, um formato universal de mídia, que pode ser utilizada tanto no ambiente Adobe quanto Avid. E por fim, a solução baseada em Linux que garante o sistema com mais segurança. As principais ferramentas são: Airflow, ferramenta de colaboração para um ambiente externo, via web, para uma pessoa que não está fisicamente na organização, mas que está contribuindo para o projeto; Flow automation, ferramenta objetiva, intuitiva, integrada e baseada em árvore de decisões flexível; Flow Logger – voltado para a decupagem ao vivo.

Soluções da Sony No início da palestra “Soluções Sony IT para o mercado broadcast”, o engenheiro de suporte de vendas da Sony Ison Júnior Brancaleoni apresentou as principais características dos mais recentes adaptadores wireless para camcorders de jornalismo, que facilitam o fluxo de trabalho para equipes de externa. O CBK-WA01 XMPilot Solution, por exemplo, permite que os usuários do sistema XDCAM importem metadados antes mesmo de iniciar a gravação. Estes metadados poderão ser recebidos através de um smartphone ou um PC e posteriormente enviados para a câmera através da conexão Wi-Fi. Com essa solução também é possível executar o Live Logging, onde os usuários podem validar ou não os clipes gravados por meio de EssenceMarks (OK&NG). O adaptador CBK WA01 Wi-Fi é um item físico e a câmera precisa de uma licença de software de habilitação para utilizá-lo. Na sequência, foi apresentado o adaptador CBK-WA 100, para suprir a demanda de velocidade de troca de transmissão ao vivo ou arquivos pré-gravados, com o conceito “Speed to air”. Este conceito

significa: upload de arquivos MXF para servidores ou nuvem e maior agilidade em gravações em campo. Este adaptador envia os arquivos gravados (finalizados) na câmera, no cartão de memória ou no disco, por meio de transmissão 3G, 4G, LTE e Wi-Fi. O adaptador Wi-Fi tem entrada USB, usado em projetores e câmeras, e oferece ainda controle de câmera, visualização remota e Live Logging. É possível fazer FTP e gravar outras imagens ao mesmo tempo, e transmitir arquivos em alta e em baixa, de acordo com a necessidade. “Está cada vez mais comum o uso de equipamentos com conversão de conteúdos de imagens para a transmissão em rede”, comenta Brancaleoni. O primeiro passo da Sony nesse sentido foi a criação de uma caixa de conversão com quatro sinais de vídeo HD (três de entrada e um de retorno ou dois de entrada e dois de retorno), muito utilizado em programas de televisão; gravação de áudio, intercom (para a comunicação entre operadores da câmera e a central técnica), tally (a lâmpada que indica a câmera que está no ar) e GPIO, de entradas e saídas de uso geral. “São interfaces que fazem parte do conversor, que converte todos os sinais do sistema da câmera de estúdio”, afirma Brancaleoni. Essa caixa tem nível Full HD de qualidade, latência baixa (menos de 20 segundos) e genlock (referência única para diversas câmeras) sobre IP. O segundo passo foi prover nos equipamentos a entrada modulável para diversos equipamentos, com interfaces de rede. “Ainda não temos produtos com essa função para vídeo, mas sabemos que é uma demanda e para os próximos anos os produtos da Sony serão lançados com essa função”, prevê Brancaleoni. Segundo ele, os principais benefícios da rede IP: adaptável para produção infraestrutura remota, não depende de formato, custo de montagem e configuração de sistema reduzido, simplificação de roteamento de sinais, todos os tipos de sinais (citados anteriormente como vantagens do conversor lançado pela Sony) podem ser transmitidos pelo mesmo cabo. Arquivamento de vídeo, geralmente é feito em fitas, e o problema é que ocupa muito espaço e sofre com variação de temperatura e umidade e gera desgaste no material. Brancaleoni apresentou as principais diferenças entre as tecnologias de arquivamento de vídeo, e apresentou o Optical Disc Archive, mídia da Sony, com cartucho composto por 12 discos e capacidade de 300G até 1.5TB. É uma mídia regravável, com durabilidade acima de 50 anos, sistema aberto e compatibilidade com sistemas anteriores da Sony. “Se você quer velocidade, em troca de informação, ou alta capacidade de armazenamento, você consegue, porque o sistema é flexível e permite a configuração para a sua necessidade”, explica Brancaleoni. PA


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Em Profundidade > Opinião

Como estamos assistindo a Com que frequência você tem assistido à programação da TV aberta e da TV por assinatura? Cada vez mais tem sido comum se deparar com a falta de tempo para acompanhar programas ou séries de TV.Fatores como a correria do dia a dia, o trabalho e as atividades que comumente nos esperam após o trabalho consomem quase ou todo o nosso tempo livre. por Ednardo David Segura*

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os melhores casos, quando temos tempo, a programação televisiva dificilmente nos agrada e acabamos recorrendo à Internet em busca de algo que nos entretenha. Existem também novas plataformas como smartphones, tablets e videogames que têm tirado muita gente da programação tradicional da TV. É possível notar que isto está se tornando realidade ao se deparar com as notícias de um telejornal, por exemplo, e constatar que elas já não são novidades, pois já foram previamente publicadas e consultadas na Internet. Isso é resultado de novos meios providos por novas tecnologias. A convergência tecnológica é cada vez mais abrangente. Como você tem feito para assistir aquele seriado “viciante” que todos estão comentando ou até mesmo aquele capítulo de uma minissérie ou novela que você perdeu? Com certeza, muitos de vocês, amigos leitores, recorrem à Internet para conseguir assistir àquilo que não acompanharam durante a programação normal dos canais. Outra alternativa para os assinantes de algum pacote de canais, é pagar um “pequeno acréscimo”, e receber um set-top box/receptor com a opção para realizar a gravação do vídeo mediante a um agendamento prévio do conteúdo a ser gravado. A programação da TV está perdendo os telespectadores para a programação que podemos encontrar na Internet. Segundo a pesquisa da Forrester divulgada pelo AdAge, os brasileiros passam três vezes mais tempo na Internet do que assistindo à televisão. Vejo isso como resultado do nível de escolaridade que tem aumentado em nossa população e, com isso, o público está cada vez mais exigente por conteúdos de qualidade. Mas e agora, como trazer o pessoal de volta para TV? Essa busca pelo interesse dos espectadores está começando pelos aparelhos televisores, que ao invés de brigar com a Internet agora a trazem para dentro das telas. Desta forma, surgiram as TVs conectadas ou Smart TVs como são chamadas. Como nos smartphones, as Smart TVs também possuem uma loja de aplicativos para personalizar o aparelho. Redes sociais, previsão do tempo, mapas com a situação do trânsito, jogos e os mais diversos portais com conteúdos em

vídeos são alguns exemplos de aplicativos para esse tipo de TV. Com as novas tecnologias presentes nos dispositivos móveis e nas Smart TVs, portais de vídeos como Netflix, Crackle e até mesmo o YouTube já vêm instalados nos equipamentos e permitem o uso gratuito ou cobram uma taxa mensal para que o telespectador possa assistir a vídeos sob demanda na hora em que quiserem. Estes tipos de serviços são classificados como Over the top (OTT), que utilizam a Internet que você já assina para oferecer conteúdos sob demanda. Com a Internet e um aparelho que tenha configurações para rodar um portal OTT, temos inúmeras opções do que assistir e a possibilidade de interação por meio de comentários, além da opção de avaliar o conteúdo assistido. Mesmo que você não tenha uma TV conectada, é possível usufruir desta nova realidade através de dispositivos como os videogames atuais, blu-ray players, Apple TV ou ainda por meio de set-top Box. Todos esses exemplos se conectam à Internet e exibem os vídeos diretamente na televisão. O hábito dos brasileiros na hora de assistir vídeos está mudando e as emissoras de TV, tanto de canais abertos quanto de canais por assinatura, já notaram esta transformação. Algumas delas, inclusive, já oferecem serviços próprios de conteúdo sob demanda através de aplicativos ou por meio de seus websites, alguns serviços são gratuitos e outros podem ser acessados mediante a uma assinatura mensal ou anual. A preocupação em oferecer aos telespectadores a programação onde eles desejarem, seja na TV, no computador, no smartphone ou no tablet, já é uma realidade. Portanto, leitor, se você ainda não mudou seu jeito de assistir TV, tenho certeza que em um futuro próximo você irá mudar. PA *Ednardo Segura é especialista em Sistemas no Inatel. Possui vasta experiência na área de desenvolvimento de software para plataforma web com foco em front-end - JavaScript em larga escala - e sua integração com back-end. Possui experiência com desenvolvimento de aplicações web para as áreas de IPTV/OTT, Telecomunicações e Processamento de mídias com Cloud Computing.


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Agenda Congressos, festivais, exposições, mostras, cursos, treinamentos e eventos do mercado audiovisual.

16 a 18 de dezembro

6 a 17 de janeiro

Escola: ENG Capacitação para formação de profissionais de vídeo, TV, cinema e criação de vídeo para web. A metodologia do curso abrange criação de animação básica com efeitos e predefinições, animação de uma apresentação de multimídia, construção e animação de um objeto 3D, efeitos 3D, técnicas avançadas de edição, vídeo digital em múltiplas camadas e interativo. São 24 horas de curso, em turmas presenciais em São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Brasília. Mais informações: http://eng.com.br

Escola: Academia Internacional de Cinema O curso será ministrado por José Augusto Sendim, ator, dublador e diretor de dublagem. Sendim tem diversos longas-metragens e séries no currículo, como a premiada Game of Thrones, exibida no canal HBO. O curso aborda impostação de voz, dicção e interpretação, a dublagem no mundo e no Brasil, diferenças entre dublagem de filmes, documentários e desenhos animados, locução e narração. São 40h de aulas, com prática em estúdio, aplicadas entre 14h30 e 18h30. Mais informações: (21) 3874-0012/www.aictv.com.br

Adobe After Effects

16 de dezembro

Iluminação Cênica I Escola: Instituto de Artes e Técnicas em Comunicação (IATEC) Direcionado para iluminadores, produtores, cenógrafos, o curso apresenta uma visão geral da iluminação cênica, com foco em iluminação de espetáculos e eventos, escolha de equipamentos e operação. Apresenta ainda teoria das cores, história da iluminação cênica, coordenação e planejamento, demonstração da montagem e operação. O curso tem 30 horas de duração, e será aplicado de segunda à sexta, entre 10h30 e 17h30. Mais informações: http://www.iatec.com.br

17 de dezembro

Treinamento em Consoles Digitais Escola: Instituto de Artes e Técnicas em Comunicação (IATEC) Iniciação ao áudio digital e exploração de recursos dos principais consoles digitais disponíveis no mercado. O curso abrange os temas console digital de mixagem e operação de console digital e será realizado as terças e quartas, com 12 horas de duração. Mais informações: www.iatec.com.br

Dublagem

8 a 5 de janeiro

Adobe Premiere Pro CS6 Escola: Academia Internacional de Cinema O objetivo do curso é apresentar capacitar o aluno a editar com precisão, explorando o conjunto de ferramentas do software em uma interface intuitiva. No conteúdo do curso estão: introdução a formatos de vídeo, ingest e captura, ferramentas de edição de vídeo, renderização, edição avançada, efeitos e mixagem de áudio, correção e cor, saída e exportação de vídeo. Ao total, são 24h de aulas práticas, dentro de uma ilha de edição, entre 15h e 18h, e online. Mais informações: (21) 3874-0012 / www.aictv.com.br


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Sugestões de Leitura

Broadcast – Siglas, definições e termos técnicos

Broadcast – Sensores de imagem e telas de exibição

Autor: Alberto Deodato Seda Paduan

Autor: Alberto Deodato Seda Paduan

Editora: Clube de autores O advento da TV digital agravou o entendimento de siglas e termos técnicos, que nem sempre vêm acompanhados de descrição. O livro de Alberto Deodato Seda Paduan tem por objetivo traduzir siglas e termos técnicos encontrados em artigos e, principalmente, manuais relacionados aos sistemas de televisão analógico e digital. E ainda explica padrões de encriptação, compressão e codificação. Compras somente pelo site: https://clubedeautores.com.br

Editora: Clube de autores Este livro, segundo o autor, é uma viagem no tempo da tecnologia de sinal de vídeo. A história abrange a arquitetura dos sensores de imagem, de tubos captadores de imagem, desde o “tubo de Farnsworth” até os últimos tipos de sensores em estado sólido e sistemas de exibição. De um modo abrangente, o autor apresenta ainda o processo de varredura e a entrada de cores na televisão. Compras somente pelo site https://clubedeautores.com.br

Televisão Digital Terrestre – sistemas, padrões e modelos Autor: Almir Almas

Broadcast – Avaliação dos sinais de vídeo Autor: Alberto Deodato Seda Paduan Editora: Clube de autores O livro traz uma revisão dos principais conceitos relacionados ao sinal de vídeo e mostra como avaliações de sinais de vídeo otimizam a operação de um vectorscope e um monitor de forma de ondas. O autor explica o funcionamento de unidades e recursos comuns aos profissionais deste mercado, como o decibel e o ‘patch’ de áudio e de vídeo, e tira dúvidas do cotidiano, como o padrão de vídeo de um determinado país. A cronologia da história da televisão complementa a publicação. Compras somente pelo site https://clubedeautores.com.br

Editora: Alameda Casa Editorial A publicação, segundo Rachel Zuanon, autora do prefácio, “é uma contribuição ímpar à pesquisa sobre o Sistema Brasileiro de TV Digital e se revela um testemunho de um contexto nos âmbitos sócio-político-econômico e tecnológico vivido e vivenciado por Almir Almas. Com precisão, o autor esclarece as diferenças conceituais entre modelo, sistema e padrão, e aplica este entendimento ao cenário internacional. Em um momento em que questões relacionadas à hibridização das linguagens audiovisuais e digital sequer eram cogitadas, Almir desponta e aponta inquietações que ainda perduram em desassossego”. O livro Televisão Digital Terrestre – sistemas, padrões e modelos é uma publicação da Alameda Casa Editorial, com apoio do Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais da ECA/ USP, Escola de Comunicações e Artes da USP, Pró-Reitoria de PósGraduação da USP e CAPES.


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Codificadores de vídeo, receptores IRD, equipamentos para rede HFC e solução TI

Equipamentos para sincronização de tempo e frequência no sistema de transmissão

Sistema de monitoração de Broadcast

Super câmera lenta

Sistema de automação tapeless

Conversores, distribuidores e Up-Down Converters HD/SD

Switcher de produção multi-funcional

Downconverters e transceptores para MMDS, equipamentos Wimax e GPS

Câmeras IP e softwares inteligentes para monitoramento

Soluções de redes e distribuição para TV Digital terrestre

Mesa de controle mestre e roteadores de vídeo e áudio

Estação de edição Media Composer, Software gerenciador de armazenamento Cental Storage e gerenciamento e arquivo de conteúdos

Roteador multiformato com entrada/saida de modulos SFP


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Panorama Audiovisual Ed.33 - Novembro de 2013  

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