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comunicação integrada

ISSN 2179-8796

Ano 1 - N° 6 - Julho de 2011

www.odontomagazine.com.br

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Caso Clínico

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Editorial

“Excelência em ciência e informação”

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sexta edição da Odonto Magazine está, particularmente, especial! Além de novidades e assuntos de extrema relevância para a Odontologia Atual, a revista estará presente em um ambiente científico de altíssimo nível: o 20º Congresso Internacional de Odontologia do Rio de Janeiro - CIORJ, que acontece entre os dias 20 e 23 de julho na cidade maravilhosa. A grande novidade é a seção Odontologia Segura que abre espaço para respostas às recorrentes perguntas de nossos leitores acerca de um tema considerado assunto de Saúde Pública: Biossegurança e Controle de Infecção. Em Reportagem, a Dra. Tatiana Pegoretti Pintarelli e o Dr. Paulo Sérgio da Silva Santos falam sobre Odontologia Hospitalar em uma abordagem diferenciada da prática odontológica e esclarecem muitos assuntos pertinentes. Na Entrevista temos o Dr. Paulo Murilo Fontoura Júnior, Presidente do 20º CIORJ, apresentando esse grande evento, que conta com grade científica atualizada e diversificada para atender os anseios tanto do acadêmico quanto do profissional. No Espaço Equipe, a Profª. Marina Montenegro aborda a importância da qualificação e educação continuada para o sucesso profissional do ASB e TSB. Em Relacionamento, entrevistamos o Dr. Fabiano Carvalho, atual responsável pelo Programa “Sorriso Saudável, Futuro Brilhante” da Colgate-Palmolive. A entrevista aponta a importância do projeto, que une a educação e a saúde bucal em prol de nossas crianças. Em Ponto de Vista, a nutricionista Simoni Miranda Lima apresenta as dificuldades alimentares na rotina do cirurgião-dentista e da equipe auxiliar. Os longos períodos de jejum, a falta de hidratação e a ingestão desequilibrada de macronutrientes são temas expostos. Contamos com três Colunas que abordam assuntos muito importantes na prática odontológica. » Gestão Odontológica: com o título “Mulheres Superpoderosas”, o Dr. Plínio Thomaz discorre sobre o poder das mulheres na decisão de vários assuntos familiares, inclusive na escolha do dentista. » Prevenção: a Dra. Helenice Biancalana fala sobre a fluoretação e dentifrício na medida certa, assunto de recente discussão no país. » Sustentabilidade: o Prof. William Torre aborda a importância do gerenciamento de resíduos no consultório odontológico. Em Casos Clínicos, mais uma vez, temos uma diversidade de assuntos. O tema “Reabilitação protética de maxila com técnicas de reconstrução de rebordo e instalação de implantes”, com os autores Susana Lílian Mência, Hésio Magride Lacerda, Ricardo de Oliveira Silva, Rodrigo de Almeida Santos, Luiz Alfredo Malheiros Simões Filho, Fabiano Capato de Brito e Thomaz Wassall. O assunto “Tratamento ortodôntico integrado à cirurgia ortognática” é apresentado com maestria pelo Dr. Wilson Murata. Já a questão da “Estética em Odontopediatria: abordagem tecnológica para harmonização do sorriso” é abordada pelos autores Camila Maria Bullio Fragelli, Marco Aurélio Benini Paschoal, Rita de Cássia Loiola Cordeiro e Lourdes Santos-Pinto. Agradecemos, mais uma vez, o valioso apoio de nosso corpo científico e a credibilidade de nossos patrocinadores e leitores. Reiteramos o nosso desejo de atingir a excelência em ciência e informação. A todos uma proveitosa leitura!

Edição: Ano 1 • N° 6 • Julho de 2011 Presidência & CEO Victor Hugo Piiroja e. victor.piiroja@vpgroup.com.br t. + 55 (11) 4197.7501 Gerência Geral Marcela Petty e. marcela.petty@vpgroup.com.br t. + 55 (11) 4197.7502 Financeiro Rodrigo Oliveira e. rodrigo.oliveira@vpgroup.com.br t. + 55 (11) 4197.7761 Atendimento Geral Natalia Piedade e. contato@vpgroup.com.br t. + 55 (11) 4197.7765 Arte Christian Visval e. christian.visval@vpgroup.com.br t. + 55 (11) 4197.7760 Débora Becker e. debora.becker@vpgroup.com.br t. + 55 (11) 4197.7509 Wesley Costa e. wesley.costa@vpgroup.com.br t. + 55 (11) 4197.7763 Web / Programação Wander Martins e. wander.martins@vpgroup.com.br t. +55 (11) 4197.7762 Editora e Jornalista Responsável Vanessa Navarro (MTb: 53385) e. vanessa.navarro@vpgroup.com.br t. + 55 (11) 4197.7506 Publicidade - Gerente de Contas Vivian Ceribelli Pacca e. vivian.pacca@vpgroup.com.br t. + 55 (11) 4197.7507 Diretora Científica Dra. Lusiane Borges e. lusianeborges@uol.com.br Conselho Científico Augusto Roque Neto, Danielle Costa Palacio, Débora Ferrarini, Éber Feltrim, Fernanda Nahás Pires Corrêa, Francisco Simões, Henrique da Cruz Pereira, Helenice Biancalana, José Reynaldo Figueiredo, José Luiz Lage Marques, Júlio Cesar Bassi, Maria Salete Nahás Pires Corrêa, Marina Montenegro Rojas, Regina Brizolara, Reginaldo Migliorança, Rodolfo Candia Alba Jr., Sandra Duarte, Sandra Kallil Bussadori, Shirlei Devesa, Tatiana Pegoretti Pintarelli, Vanessa Camilo e William Torre. A Revista A Odonto Magazine apresenta ao profissional de saúde bucal informações atualizadas, casos clínicos de qualidade, novas tecnologias em produtos e serviços, reportagens sobre os temas em destaque na classe odontológica, coberturas jornalísticas das mais importantes feiras comerciais e eventos do setor, além de orientações para gestores de clínicas. É uma publicação da VP Group voltada para profissionais de odontologia das mais diversificadas especialidades. Conta com a distribuição gratuita e dirigida em todo território nacional, em clínicas, consultórios, universidades, associações e demais instituições do setor. Odonto Magazine Online s. www.odontomagazine.com.br Tiragem: 37.000 exemplares Impressão: HR Gráfica

Dra. Lusiane Borges Diretora Científica

Alameda Amazonas, 686, G1 - Alphaville Industrial 06454-070 - Barueri – SP • + 55 (11) 4197 - 7500 www.vpgroup.com.br

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Sumário

Julho de 2011 • Edição: 06

pág.

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Reportagem

20

Entrevista

22

Espaço equipe

4

Editorial

6

Programe-se

8

Notícias

9

Odontologia Segura

10

Produtos e Serviços

30

Odontologia Hospitalar: uma abordagem diferenciada da prática odontológica

pág.

22

CIORJ: o maior encontro científico de Odontologia no Brasil Qualificação da equipe: o diferencial para o sucesso!

36

Marina Montenegro Rojas

24

Relacionamento

26

Ponto de vista

Colgate: educação e saúde bucal Dificuldades alimentares na rotina dos profissionais dentistas e suas equipes

42

48

Gestão

Plínio Tomaz

Prevenção

Helenice Biancalana 32

Sustentabilidade

Tratamento ortodôntico integrado à cirurgia ortognática Wilson H. Murata

Colunistas

30

Reabilitação protética de maxila com técnicas de reconstrução de rebordo e instalação de implantes Susana Lílian Mência, Hésio Magri de Lacerda, Ricardo de Oliveira Silva, Rodrigo de Almeida Santos, Luiz Alfredo Malheiros Simões Filho, Fabiano Capato de Brito e Thomaz Wassall

Simoni de Miranda Lima

28

Casos Clínicos

pág.

32

Estética em Odontopediatria: abordagem tecnológica para harmonização do sorriso Camila Maria Bullio Fragelli, Marco Aurelio Benini Paschoal, Rita de Cássia Loiola Cordeiro e Lourdes Santos-Pinto

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Normas para publicação

William Torre

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Programe-se

Julho

Setembro

20º Congresso Internacional de Odontologia do Rio de Janeiro - CIORJ

1º Congresso Internacional de Odon-

20 a 23 de julho de 2011

04 a 07 de setembro de 2011

Com um público estimado de 55.000 participantes, o CIORJ apresentará riquíssimo conteúdo científico, além de grandes oportunidades de negócios.

Barra da Tijuca – RJ www.ciorj.org.br

tologia  da ABO-SP – CINOSP

nais, nacionais, integrados, ‘hand’s on’, conferências, videoconferências internacionais, fóruns acadêmico, científico e clínico, painéis, simpósios, temas livres e reuniões paralelas.

Goiânia – GO www.ciogo.com.br

O congresso contará com 80 dos mais renomados professores, clínicos e pesquisadores da odontologia internacional e nacional, que apresentarão as mais recentes tendências, técnicas inovadoras e os últimos lançamentos em materiais e equipamentos.

Outubro

São Paulo - SP

06 a 08 de outubro de 2011

www.abosp.org.br/cinosp

11º Congresso Internacional de Odontologia do Paraná (XI CIOPAR)

Agosto

FDI Annual Dental World Congress

O XI Ciopar foi lançado oficialmente no dia 6 de dezembro do ano passado, durante coquetel na sede da ABO/PR. O lançamento serviu para apresentar o evento aos futuros congressistas, expositores e profissionais ligados à Odontologia.

Congresso Odontológico da Paraíba

14 a 17 de setembro de 2011

Curitiba-PR

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***

04 a 06 de agosto de 2011

O evento contará com conteúdo científico ministrado por renomados profissionais das mais diversas especialidades da odontologia.

João Pessoa – PB www.abopb.com.br

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V Congresso de Ortopedia da CBOFM

“Novos Horizontes da Saúde Oral” é o tema do programa científico do congresso. Além do programa científico, a feira comercial paralela ao congresso apresentará centenas de expositores de todo o mundo. A experiência ficará completa com uma visita turística aos inúmeros pontos de interesse do México, a começar pela famosa cozinha e espólio cultural.

Cidade do México – México www.fdi2011.org

21 a 24 de agosto de 2011

O evento contará com uma programação científica impecável, e será palco da comemoração dos 10 anos da Ortopedia Funcional dos Maxilares como especialidade odontológica.

Termas do Rio Quente - GO www.cbofm.com.br

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XVI Reunião Científica Dor e Disfunção da AILDC 25 a 28 de agosto de 2011

O tema central da reunião é a atualização sobre o diagnóstico e tratamento da DTM e Dor Orofacial.

Termas do Rio Quente - GO www.aildc.net

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19º Conclave Odontológico Internacional de Campinas

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Congresso Internacional de Auxiliares e Técnicos em Saúde Bucal (CIATESB) 15 e 16 de outubro de 2011

O CIATESB é o primeiro Congresso no Brasil direcionado exclusivamente à Equipe Auxiliar (ASB e TSB). O evento contará com a participação de renomados profissionais de saúde bucal e acontecerá no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo.

São Paulo-SP

www.ciatesb.com.br

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21 a 23 de setembro de 2011

O COIC é um evento científico com apresentação de trabalhos de pesquisas, casos clínicos, tendências, procedimentos ao vivo com pacientes, demonstração de técnicas com materiais, equipamentos e medicamentos, além de recursos em diagnóstico e prevenção.

Novembro 4º Congresso Maranhense de Odontologia 09 a 12 de novembro de 2011

Campinas – SP www.acdc.com.br

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16º Congresso Internacional de Odontologia de Goiás - CIOGO 21 a 24 de setembro de 2011

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www.ciopar.com.br

Serão mais de 1.000 horas de atividades científicas distribuídas entre cursos internacio-

O congresso realizado pela Associação Brasileira de Odontologia (ABO) seção Maranhão terá como tema: “Evidência Científica e Inovações Tecnológicas na Prática Odontológica”.

São Luís – MA www.abo.ma.com.br

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Notícias Cirurgiões-Dentistas revelam outros talentos O “Odontologia em Artes” reúne apresentações de dança, arte e música protagonizadas por profissionais da classe. O Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso do Sul (CRO-MS) vai promover a segunda edição do evento. Com o objetivo de que cirurgião-dentista mostre seus talentos, o encontro acontece em 12 de agosto, no Espaço Arte da Câmara Municipal de Campo Grande (MS). No saguão de entrada da Câmara ficarão expostos os trabalhos artísticos dos profissionais, como esculturas em madeira, pinturas em tela, artesanatos, livros e bonsais. Às 19h30 acontece a apresentação dos talentos da Odontologia. Os cirurgiões-dentistas poderão tocar qualquer instrumento ou apresentar uma coreografia de dança. O “Odontologia em Artes” tem apoio do Conselho Federal de Odontologia (CFO), da Associação Brasileira de Odontologia - Seção do Mato Grosso do Sul (ABO-MS), do Sindicato dos Odontologistas de Mato Grosso do Sul (Sioms), da Associação Brasileira de Cirurgiões Dentistas - Seção Mato Grosso do Sul (ABCD-MS), da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), da Anhanguera-Uniderp e da Unigran. Fonte: Odonto 1

Ministério da Saúde amplia o Brasil Sorridente em três estados Governo Federal liberou R$ 448 mil para o custeio de cinco Centros de Especialidades Odontológicas e mais R$ 50 mil para construção de outra unidade. O Ministério da Saúde autorizou o repasse anual de R$ 448,8 mil para o custeio de cinco Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) em três estados: Paraíba, Paraná e São Paulo. O Governo Federal também aprovou a liberação de R$ 50 mil para a construção de uma unidade em Bragança Paulista (SP). Com esses novos centros, o país passa a contar com 858 unidades em funcionamento. As medidas foram publicadas no Diário Oficial da União. A iniciativa amplia a assistência odontológica oferecida no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio do Programa Brasil Sorridente, coordenado pelo Ministério da Saúde, e que integra a Estratégia Saúde da Família (ESF). O incentivo para implantação dos centros varia de acordo com o tamanho da unidade, sendo R$ 40 mil para CEO com até três cadeiras odontológicas (tipo I); R$ 50 mil para CEO com quatro ou até seis cadeiras (tipo II) e R$ 80 mil para CEO com mais de sete cadeiras (tipo III). Já os repasses anuais de custeio são de R$ 79,2 mil para os CEO’s do tipo I, R$ 105,6 mil para os de tipo II e R$ 184,8 mil para os de tipo III. Os CEO’s dos municípios paraibanos de Cuité e Pocinhos e o de Batatais-SP são do tipo I e vão receber R$ 79,2 mil anuais para manter as atividades. A cidade de Pato Branco-PR e São Paulo-SP terão R$ 105,6 mil por ano para custeio dos respectivos CEO’s do tipo II. Os repasses são feitos diretamente do Fundo Nacional de Saúde para os Fundos Municipais de Saúde. Com a criação dos Centros de Especialidades Odontológicas, a rede pública de saúde passou a ofertar serviços, como tratamento endodôntico (canal), atendimento aos pacientes com necessidades especiais, cirurgia oral menor, periodontia e diagnóstico (com ênfase ao diagnóstico de câncer de boca), entre outros. As ações do Brasil Sorridente evitam que muitos dentes sejam extraídos – em média, 400 mil por ano.  Fonte: Agência Saúde

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Odontologia Segura

Dúvidas frequentes sobre Biossegurança Odontológica A Dra. Lusiane Borges*, cirurgiã-dentista especialista em biossegurança, esclarece as principais dúvidas sobre a segurança na odontologia.

Quais são os riscos aos quais se submetem o profissional de saúde bucal ao atender um paciente sem controle de infecção? Lusiane Borges - São vários os riscos de contágio e transmissão de doenças. Os agentes patogênicos também são diversos, vão desde o vírus da gripe, herpes orofacial, HPV, Hepatite B e C até tuberculose e outros. Uma atenção especial dever ser dada à Hepatite C, considerada pela OMS a doença do 3° milênio. A doença reúne características que nenhuma outra apresentou em toda a história da humanidade. É assintomática (em mais de 90% dos casos), não existe vacina, o tratamento é difícil e penoso, carcinogênica (em 20% dos casos) e é de fácil transmissão em atividade de risco. Quais são as etapas que garantem o processo de esterilização? Lusiane Borges - Atualmente sabe-se que o processo de limpeza dos artigos é essencial para garantir a desinfecção e esterilização. A ação do detergente enzimático, ignorada pela maioria dos profissionais, é fundamental nessa etapa. É muito comum observarmos o instrumental ser tratado como louça do dia-a-dia. Louça se lava com detergente doméstico, emulsificador de gorduras. Matéria orgânica (sangue, saliva e secreções corpóreas) é removida somente com substâncias a base de enzimas, que degradam o biofilme. Este, caso não seja removido na lavagem, age como proteção aos micro-organismos patógenos, comprometendo a esterilização. A embalagem é um passo de suma importância. O papel craft, polipropileno (plásticos) e similares devem ser banidos da prática Odontológica. Devemos utilizar o papel grau cirúrgico, pois possui barreiras microbiológicas capazes de manter o instrumental em condições estéreis por muito tempo, não podendo ser reutilizável. E, por último, o acondicionamento é fundamental. Não faz sentido fazer tudo corretamente e contaminar o instrumental após sua esterilização. É imprescindível que as gavetas e os armários sejam fechados, limpos e secos para que a esterilização seja preservada.

O glutaraldeído está proibido pela Vigilância Sanitária? Existe substituto? Lusiane Borges - O glutaraldeído está restrito para serviços odontológicos em alguns municípios. É uma questão bastante polêmica, pois as dentais e distribuidores ainda vendem a substância mesmo em cidades onde já existe a proibição, como é caso de São Paulo. Os serviços hospitalares já estão no mesmo caminho. São vários os motivos, dentre eles a toxicidade causada à equipe e aos tecidos do paciente, resistência a diversos micro-organismos (microbactérias e outros), e sua inativação quando em contato com matéria orgânica. Assim, atualmente considero a imersão de instrumental sujo (com matéria orgânica) no glutaraldeído ou em qualquer outro desinfetante um “caso de polícia”, com exceção do ácido peracético. A Vigilância Sanitária proíbe a esterilização a frio (imersão em líquidos esterilizantes). A esterilização física (autoclave ou estufa) deve ser o método de escolha para todos os artigos termorresistente, inclusive para brocas, limas e alicates de ortodontia. Um dos grandes desafios das autoridades sanitárias na área odontológica é conscientizar o profissional que ele deve esterilizar tudo que for passível do processo. O ácido peracético é uma excelente opção para a substituição. O produto esteriliza em imersão de 30 minutos e realiza desinfecção de alto grau em 15 minutos. Deve ser utilizado como esterilizante somente para artigos termossensíveis. A melhor indicação para o ácido peracético é na desinfecção de superfícies, que é insuperável em relação ao álcool 70%, quaternário de amônio e outras substâncias. Envie suas dúvidas relacionadas à biossegurança odontológica para o e-mail: vanessa.navarro@vpgroup.com.br.

*Cirurgiã-dentista pela UMESP, São Bernardo (SP). Formada em Biomedicina pela UNISA/ UNIFESP. Especialização em Microbiologia pela Faculdade Oswaldo Cruz, São Paulo. Especialista e Pós-Graduanda em Controle de Infecção em Saúde pela UNIFESP, São Paulo. Coordenadora de Cursos para ASB/TSB na APCD e na ABO. Autora-Coordenadora do livro “AST e TSB – Formação e Prática da Equipe Auxiliar”, Editora Santos, 2011. Diretora-Presidente da Biológica Consultoria em Saúde, em São Paulo. Coordenadora da Pós-Graduação da UNINGÁ Santo Amaro, São Paulo. Consultora Científica da Medsteril e da Oral-B, em São Paulo.

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Produtos e Serviços Miniatlas para cirurgiões-dentistas pode ser baixado pelos aplicativos da Apple A Colgate disponibiliza, gratuitamente, para os profissionais de odontologia o exclusivo Miniatlas Odontologia para iPhone, iPad e iPod Touch. Este aplicativo é mais uma inovação tecnológica com conteúdo educativo, texto explicativo e imagens de grande qualidade visual, que contêm opções de pesquisa e envio por e-mail. Desta forma, você poderá ilustrar as explicações ao seu paciente, esclarecer as dúvidas e ajudá-lo a compreender a condição oral. Você poderá também utiliza-lo em apresentações aos outros colegas. Alguns temas oferecidos e algumas telas do aplicativo: Anatomia, Fisiologia, Patologias dos tecidos duros e seus tratamentos, Patologias dos tecidos de inserção e seus tratamentos, Patologias oclusais e seus tratamentos, Implante dentário e Prevenção. www.colgateprofissional.com.br/noticias/Miniatlas-Odontologia/detalhes

Osso  bovino Bonefill Bonefill é a matriz inorgânica (desmineralizado) de ossos bovino, caracterizada por sua capacidade de acelerar o reparo ósseo (propriedade osteogênica). Consiste,   exclusivamente, da parte mineral do tecido ósseo isento de contaminações orgânicas e possui estruturas macro e microscópicas, resultando em um material com grande potencial. Bonefill  pode  ser  utilizado em  procedimentos cirúrgicos  como  materialde preenchimento isolado ou associado a outros materiais bioativos (ex.: matriz orgânica, BMP-HA, osso autógeno), especialmente em grandes defeitos  ósseos. www.bionnovation.com.br

Enxaguador Bucal Fresh+Protect O produto reduz naturalmente o crescimento de bactérias e deixa um gosto tropical fresco na boca. Combate o mau hálito com extratos naturais de grapefruit e limão que protegem os dentes e as gengivas. O enxaguador contém fluoreto de sódio para a proteção contra cáries. Ideal para uso diário. Pronto para uso. Não contém álcool. Especialmente indicado para pessoas que sofrem com mau hálito ou que se preocupam em ter uma sensação de limpeza e frescor na boca. www.edel-white.com

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Produtos e Serviços Um grande aliado para implantes dentários Dentistas de todo o Brasil podem contar com um grande aliado para devolver o sorriso aos pacientes que possuem diagnóstico de perda óssea. A Baumer apresenta o OrthoGen.  O produto consiste em um enxerto ósseo de origem bovina, poroso e osteocondutor,  que oferece um suporte natural para o crescimento e remodelação de tecido ósseo. Com estrutura e composição química comparável ao osso humano, o OrthoGen é uma alternativa para o osso autólogo. O OrthoGen é destinado para áreas de ortopedia, odontologia e cirurgia buco­ maxilofacial. O produto pode ser utilizado isolado ou associado ao osso autógeno ou autólogo para aumento de volume de enxerto. O OrthoGen é submetido a  um longo e padronizado processo físico-químico de preparo que permite a obtenção de um produto biocompatível, acelular,  de alta pureza química e ao  mesmo tempo  mantém a estrutura e composição orgânica e mineral do tecido ósseo de origem.  www.baumer.com.br/Genius/Portugues

Para o controle da hipersensibilidade dentinária A 3M ESPE, divisão de produtos odontológicos da 3M do Brasil, desenvolveu o Clinpro XT Varnish Selante Ionomérico. O produto oferece uma camada protetora para os túbulos dentinários e alivia a hipersensibilidade dos dentes, além de apresentar longa duração, garantindo seis meses de alívio em apenas uma aplicação. “O Clinpro XT libera flúor, cálcio e fosfato, tornando o material único se comparado a outros dessensibilizantes utilizados nos consultórios. Além disso, toda vez que se escova os dentes com cremes dentais contendo flúor, o produto é recarregado, aumentando, assim, seu poder se absorção”, explica Juliana Hipólito, especialista do marketing da divisão 3M ESPE. A nova solução é tolerante à umidade, ou seja, não necessita do isolamento absoluto da região durante a aplicação, e age também na proteção contra cárie ao redor de bráquetes ortodônticos. O produto é apresentado em bisnagas e está disponível por meio dos distribuidores 3M em todo o Brasil. www.3m.com.br

Um guia para o uso da hipnose em Odontologia A utilização da hipnose vem ganhando mais força em todas as especialidades da área da saúde, principalmente na Odontologia. Isso ocorreu em função do desenvolvimento e do reconhecimento de seu caráter científico, mensurado pela modulação de seus efeitos, por meio de aparelhos mais modernos. Com esse objetivo, os doutores Gil Montenegro e Bruno Elias, membros certificados pelo Instituto Brasileiro de Hipnologia, reuniram seus conhecimentos e experiências no livro Hipnose para o Clínico: um guia para o uso da hipnose em Odontologia. Publicada pela editora Santos, integrante do GEN | Grupo Editorial Nacional, a obra mostra como a técnica da hipnose possibilita e facilita a transformação de comportamentos indesejáveis e o controle da dor. O livro busca desmistificar a técnica, esclarecendo o processo de hipnose, e explica, de maneira simples e completa, como atingir o transe hipnótico, lidar com ele e extrair desse estado os melhores resultados para uma excelente qualidade de vida. De acordo com os autores, cada vez mais é possível entender exatamente como os processos de saúde e doença funcionam em cada organismo e os benefícios de utilizar a ciência da hipnose para humanizar o atendimento clínico. www.grupogen.com.br

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Produtos e Serviços

Novo compressor odontológico Sanders  O Compressor odontológico Sanders CSM-30 possui capacidade de 30 litros no tanque, ideal para atender até dois consultórios, sendo um equipo mais um sugador ou dois equipos. O equipamento é silencioso – com nível de ruído de 69 dB(A)/1m - e 100% isento de óleo, o que proporciona total qualidade do ar. Possui proteção térmica, que desliga automaticamente o motor no caso de superaquecimento; válvula de segurança, que  alivia a sobrepressão, evitando danos ao compressor; e regulador de pressão com manômetro, que é fundamental para manter a estabilidade da pressão do ar e o torque constante. A voltagem do equipamento varia de acordo com a necessidade do cliente, seja 110 ou 220 v. www.sandersdobrasil.com.br

Aparelho contra ronco e apneia do sono Como uma alternativa mais simples e confortável para o problema do ronco e da apneia do sono, os aparelhos australianos de silicone TMJ Snorer e TMJ MBV funcionam posicionando a mandíbula corretamente, evitando que os tecidos relaxados da região da garganta e da faringe bloqueiem a passagem de ar. Os benefícios da boa oxigenação proporcionados pelo aparelho contribuem para o bem-estar geral dos pacientes, resultando na melhora da disposição física e emocional, além do fim dos episódios de apneia. Observa-se também, já na primeira semana de uso, o alívio da enxaqueca, presente em 90% dos casos. Os aparelhos TMJ Snorer e TMJ MBV só podem ser indicados por profissionais da área de saúde. www.orthosource.com.br

Sapatos com proteção antibacteriana A Biostilo apresenta os BioShoes, calçados modernos, flexíveis, com ótima aderência ao solo e resistência ao envelhecimento, livres de metais pesados e outras substâncias restritas, reciclável e ainda protegidos contra a proliferação de micro-organismos. A tecnologia antimicrobiana Microban® inibe a formação de bactérias, atuação fundamental para diminuir as chances de ocorrer contaminação cruzada, ou seja, a troca de micro-organismos entre áreas distintas, que pode causar doenças, especialmente em ambientes, como centros cirúrgicos. Os BioShoes podem ser usados em clínicas, consultórios médicos e odontológicos, laboratórios e também na indústria farmacêutica e alimentícia. www.microbandobrasil.com e www.biostilo.com.br

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Reportagem

Odontologia Hospitalar: uma abordagem diferenciada da prática odontológica É uma questão de saúde pública a diminuição das infecções hospitalares. A prática da odontologia no ambiente hospitalar pode contribuir (e muito) nesse processo.

Por: Célia Gennari

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odontologia hospitalar vem de encontro às necessidades da equipe multiprofissional, hoje, muito comum dentro da rede hospitalar. De acordo com os artigos 18, 19 e 20 do Código de Ética Odontológica, compete ao cirurgião-dentista internar e assistir paciente em hospitais públicos e privados, com e sem caráter filantrópico, respeitadas as normas técnico-administrativas das instituições e as normas do Conselho Federal de Odontologia. Além disso, o CFO publicou Resoluções que tratam do exercício do profissional em âmbito hospitalar, em consonância com a legislação e normas dispostas pelo Conselho Federal de Medicina. O assunto é sério, a responsabilidade é grande e exige preparação adequada para que, de fato, haja benefício para o paciente.

Saúde bucal x infecções hospitalares A revista Odonto Magazine procurou Tatiana Pegoretti Pintarelli, cirurgiã-dentista com aprimoramento profissional em Odontologia Hospitalar, especialista em Saúde Coletiva, mestre em Odontologia com ênfase em Saúde Bucal durante a infância e adolescência, cirurgiã-dentista da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba-PR; e Paulo Sérgio da Silva Santos, diretor do Grupo de Estudo de Odontologia Hospitalar da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas – APCD e professor doutor do Departamento de Estomatologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo – USP para responderem a seguinte pergunta: Como a Odontologia pode contribuir para a diminuição de infecções hospitalares? Segundo Tatiana Pintarelli, a odontologia hospitalar é uma das áreas da saúde mais apta aos cuidados de biossegurança em consultório e do conhecimento de transmissibilidade de doença, por lidar com dois fluídos infectocontagiosos: sangue e saliva. Além disso, ressaltou que os profissionais estão habituados ao

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exercício de lavagem das mãos e a utilização de Equipamentos de Proteção Individual – EPIs entre os atendimentos. Assim, associando-se os hábitos de biossegurança em consultório aos preconizados pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar – CCIH, “a Odontologia pode exercer papel imprescindível na instalação, manutenção e prática nos cuidados diários de redução de infecções hospitalares”, explicou. Entre algumas formas para redução das infecções hospitalares, Paulo Sérgio Santos destacou primeiramente a atuação na prevenção de infecções bucais que possam ter repercussões sistêmicas ou que possam levar a infecções nosocomiais, principalmente em pacientes imunossuprimidos ou em pacientes que serão submetidos à cirurgia ou tratamentos antineoplásicos, atra-

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vés da remoção de cáries e doença periodontal, além do diagnóstico e tratamento de infecções oportunistas pré-existentes. Outra situação importante acontece em pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva – UTI, onde a condição de intubação orotraqueal leva à redução da higiene oral convencional, aumentando drasticamente a quantidade de biofilme dental e lingual, facilitando a ocorrência de pneumonia nosocomial. Nesta condição, o professor Paulo destacou que é importante o papel do cirurgião-dentista por atuação direta na redução deste biofilme por meio de soluções antimicrobianas e dispositivos adequados, além da orientação e supervisão da equipe de enfermagem nos cuidados de higiene oral. Em um terceiro momento, a redução de infecção hospitalar,

pela ação da Odontologia, acontece na monitoração do aparecimento de infecções oportunistas em pacientes imunocomprometidos em diversas situações (quimioterapia, radioterapia, diabéticos descompensados, pós-operatórios extensos, imunossuprimidos por drogas em transplantes de órgãos e tecidos). “Nessas situações, o cirurgião-dentista tem a oportunidade de diagnosticar e tratar dessas infecções em parceria com as equipes médicas”, afirmou.

Responsabilidade: trabalho em equipe Inicialmente, nos hospitais, o atendimento odontológico se restringia à especialidade de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial – CTBMF ou à realização de alguns procedimentos odon-

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Biossegurança O assunto é sério, a responsabilidade é grande e exige preparação adequada para que, de fato, haja benefício para o paciente

tológicos sob anestesia geral. Hoje, a odontologia hospitalar ocorre no terceiro nível de atenção à saúde, caracterizado pelo atendimento em saúde bucal de pacientes internados ou sob tratamento em ambulatórios médicos especializados. O atendimento odontológico hospitalar pressupõe o trabalho dos profissionais de saúde bucal em equipe multiprofissional. Os serviços hospitalares diferenciam-se entre si, pela dinâmica de trabalho e pacientes atendidos. Por isso, a equipe de saúde bucal precisa conhecer a dinâmica do serviço hospitalar. A atuação da odontologia hospitalar estende-se em locais, como enfermaria, Unidade de Terapia Intensiva – UTI, centro cirúrgico, ambulatório e pronto atendimento, estando estes relacionados à condição clínica do paciente. “O ideal seria cada hospital ter um serviço de odontologia hospitalar ou, quando não o ter, saber para onde encaminhar”, explicou Tatiana Pintarelli. Para a cirurgiã-dentista, faz-se necessário ampliar e atualizar o conhecimento dos profissionais de saúde, especialmente os de saúde bucal, para a necessidade da prática da Odontologia em ambiente hospitalar. A capacitação da equipe médica-enfermagem ao trabalho de equipe é de extrema importância, já que não estão acostumados a Odontologia no hospital. No hospital, os pacientes selecionados para receberem atendimento odontológico podem ser: » Pacientes com doenças mentais, disfunções neurológicas e/ ou limitações motoras que não permitem o atendimento em ambulatório com uso de dispositivos de contenção devido à extensão do tratamento. » Pacientes com discrasias sanguíneas que requerem retaguarda de equipe médica de hematologia. » Pacientes que realizam reposição de fatores sanguíneos prévia ao procedimento odontológico com sangramento; hepatopatas e usuários de anticoagulantes orais ou sistêmicos. » Pacientes cujo controle das doenças bucais é considerado relevante para o quadro geral de saúde durante o tratamento e controle da doença ou no pré e pós-operatório de cirurgia médica, como pacientes em tratamento radioterápico e/ou quimioterápico. » Indivíduos que se submeterão à cirurgia cardíaca, renal, hepática, em hemodiálise ou diálise peritoneal ou com múltiplas doenças. » Paciente com necessidade de se submeter a cirurgias eletivas de face, como as cirurgias ortognáticas e correção de fraturas decorrentes de traumas em face.

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Segundo Paulo Sérgio, no atendimento hospitalar, a biossegurança odontológica está mais intimamente ligada aos procedimentos cirúrgicos, no atendimento em centro cirúrgico, onde as normas são bastante rígidas e nem sempre de conhecimento do cirurgião-dentista e da sua formação acadêmica. Portanto, exige estudo do profissional da odontologia e ambientação hospitalar para que o cirurgião-dentista se comporte adequadamente e com segurança para ele, para o paciente e para a equipe.   O professor doutor alertou aos profissionais, que não se sentem aptos a utilizar os critérios de biossegurança, que busquem leitura e cursos que abordem especificamente o tema. “Para os que se sentem aptos, é sempre bom lembrar que os critérios sofrem mudanças de acordo com os estudos científicos, portanto, devem procurar atualização sempre”. Nota – No Manual de Normas Técnicas de Biossegurança do Conselho Federal de Odontologia (1999), consta a preocupação da Comissão Especial, criada pela Portaria CFO-196, de 22 de julho de 1997, sobre a necessidade da criação de uma disciplina específica de biossegurança, com caráter obrigatório, para todos os cursos de especialização, com carga horária mínima de 15 horas. Disciplina que deverá ser integralizada antes que o aluno inicie suas atividades clínicas e/ou laboratoriais. O documento, que também fala sobre a possibilidade da criação de uma “central de esterilização” pode ser acessado no site do CFO (www.cfo.org.br).

É comum o serviço odontológico hospitalar organizar a agenda semanal para atender a demanda dos pacientes que permanecem internados ou necessitam da retaguarda hospitalar para atenção em saúde bucal. Os procedimentos odontológicos mais realizados em ambiente hospitalar englobam os que atuam no controle de dor, sangramento e infecção, iniciando-se com os que envolvem sangramento (periodontia, cirurgias), reabilitação (próteses bucais convencionais e orofaciais), controle de dor orofacial, ortodontia para pacientes com fenda labiopalatina, dentre outros. Estes procedimentos variam entre os centros hospitalares, se há ou não retaguarda de Centros de Especialidades Odontológicas – CEOs e da disponibilidade de equipamentos odontológicos e recursos humanos para as atribuições (cadeiras odontológicas e a presença de cirurgiões-dentistas, técnicos e auxiliares em saúde bucal). Em geral, a complexidade dos serviços médicos hospitalares prestados relaciona-se a amplitude de atenção odontológica praticada, a exemplo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP). A prática da odontologia hospitalar envolve toda a equipe de saúde bucal: cirurgião-dentista, técnico em saúde bucal – TSB e auxiliar em saúde bucal – ASB. Em alguns hospitais, algumas funções de TSB e ASB são realizadas por auxiliares de enfermagem previamente treinados. No entanto, com a necessidade da inclusão da equipe odontológica em ambiente hospitalar e a implantação da Lei nº 11.889/2008, a equipe auxiliar odontológica está apta a exercer suas atribuições em ambiente hospitalar e a integrar a equipe multiprofissional. Ao atuar em hospital, a equipe auxiliar atua sob as normas previstas na Comissão de Controle de Infecção Hospitalar – CCIH, sendo que cada instituição possui a sua co-

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Reportagem missão e também suas normas e manual de rotina. A realização de consultas odontológicas eletivas pode se aplicar aos hospitais especializados, como alguns hospitais universitários, e se restringe aos pacientes que requerem retaguarda de equipe multiprofissional, por exemplo, Hospital das Clínicas, equipes pontuais como a que existe no Instituto do Sono – Unifesp ou na Odontogeriatria. Para os pacientes internados, solicita-se comumente interconsulta da equipe odontológica para avaliação bucal, orientação de higiene bucal e planejamento de procedimentos odontológicos no leito ou em ambulatório. Segundo Tatiana Pintarelli, em alguns serviços, esta não é a rotina. A equipe odontológica é solicitada para avaliar pacientes com doenças sistêmicas com complicações bucais já instaladas, desde odontalgia até mau estado bucal (como raízes residuais). Seja como for, todas as informações obtidas por meio dos exames extraoral e intraoral devem ser registradas na ficha de evolução do paciente. Havendo a necessidade de intervenção, o cirurgião-dentista discute com a equipe multiprofissional os cuidados prévios ao atendimento odontológico e decide a melhor oportunidade de intervenção.

Profissionais da Odontologia na UTI O Projeto de Lei nº 2.776/2008 estabelece a obrigatoriedade da presença de profissionais de Odontologia nas UTIs. Em UTI, o paciente deve receber cuidados especiais e constantes, como o atendimento odontológico individualizado para a melhor sobrevida e prevenção de pneumonia por aspiração de conteúdo presente na boca e faringe. A redução do tempo de internação do paciente diminui custos, morbidade e mortalidade hospitalares. Para atuação em UTI, os membros da equipe de saúde bucal devem receber treinamento adequado (principalmente relacionado à biossegurança) e conhecimento dos equipamentos utilizados ao lado do leito do paciente (como oxímetro, bomba de perfusão etc.). Normalmente cada serviço de odontologia elabora um protocolo de atendimento mais próximo de sua realidade. Neste protocolo devem constar as informações sistêmicas e bucais de cada paciente (por exemplo: valor de pressão arterial, medicações em uso, tempo de permanência na UTI, idade, grau de consciência, além de dados sobre o estado de saúde bucal atual e necessidades de tratamento) para ter uma avaliação geral da situação sistêmica do indivíduo. Os profissionais da equipe de saúde bucal, como TSB e ASB, designados a acompanhar o cirurgião-dentista em centro cirúrgico devem receber treinamento adequado relacionado à biossegurança, manipulação dos materiais e instrumentação do cirurgião-dentista. A equipe auxiliar deve conhecer os instrumentos odontológicos (cirúrgicos, periodontais, restauradores) para instrumentar o cirurgião-dentista; preparar e testar o funcionamento dos equipamentos odontológicos a serem utilizados no ato operatório (motor de alta rotação, instrumento de profilaxia, aparelho fotopolimerizador de resinas, motores de implantes) e manipular materiais odontológicos para serem inseridos em cavidade bucal (por exemplo, resinas fotopolimerizáveis, amálgamas, cimentos forradores etc.). O conhecimento da sequência de procedimentos, também é importante. Ela se inicia pelos procedimentos não-cruentos, prossegue-se pelos cruentos. A remoção de cárie, que se torna endodontia, é direcionada para exodontia, principalmente devido às dificuldades de se fazer

para endodontia em centro cirúrgico. As questões de biossegurança devem ser mais rigorosas do que em consultório odontológico, uma vez que está se inserindo na realidade hospitalar, que é mais complexa e oferece maior risco de infecção devido ao grau de complicação dos casos. Manuais de conduta e protocolos são atualizados permanentemente, inclusive interferindo na prescrição de antibióticos, lavagem de mãos, etc.

Padrões Éticos A Resolução CFO 42/2003, que revoga o Código de Ética Odontológica aprovado pela Resolução CFO-179, de 19.12.91, no Capítulo IX, artigos (18,19 e 20), contém as informações básicas necessárias para a atuação do cirurgião-dentista em ambiente hospitalar. Estes artigos abordam a competência do cirurgião-dentista em internar e assistir pacientes em hospitais públicos e privados, seguindo as normas da instituição, e que os procedimentos realizados em ambiente hospitalar devem seguir as normas do Conselho Federal, e, deixa claro que o cirurgi­ ão­-den­tista não pode executar intervenção cirúrgica fora do âmbito da Odontologia, constituindo infração ética. Desta forma, apesar de poucos critérios, Paulo Sérgio da Silva Santos considera que os artigos sejam suficientes para o exercício da Odontologia Hospitalar.

Política Nacional Os atendimentos em Odontologia Hospitalar estão previstos pelas Diretrizes da Política Nacional de Saúde Bucal (BRASIL, 2004), principalmente nos casos de urgência e emergência odontológica, bem como adequação de meio pré-operatória. O documento apresenta as diretrizes do Ministério da Saúde para a organização da atenção à saúde bucal no âmbito do SUS, resultantes de um processo de discussões com os coordenadores estaduais de saúde bucal e fundamentando-se nas proposições que, nas últimas décadas foram geradas em congressos e encontros de odontologia e de saúde coletiva, bem como em consonância com as deliberações das Conferências Nacionais de Saúde e das I e II Conferências Nacionais de Saúde Bucal.

“A responsabilidade do profissional da odontologia começa com o cuidado pessoal e o respeito pelo paciente, independente de quem seja. A biossegurança é uma questão de consciência profissional”

Paulo Sérgio da Silva Santos “A Odontologia pode exercer papel imprescindível na instalação, manutenção e prática nos cuidados diários de redução de infecções hospitalares”

Tatiana Pegoretti Pintarelli

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Entrevista

Maior encontro científico de odontologia no Brasil O 20º Congresso Internacional de Odontologia – CIORJ será realizado entre os dias 20 e 23 de julho, no Rio de Janeiro. O evento já é consagrado como o maior encontro científico da área no Brasil. A entrevista com o presidente do CIORJ, Paulo Murilo Fontoura Júnior, apresenta um pouco mais desse encontro, que conta com uma grade científica atualizada e diversificada para atender os anseios tanto do acadêmico quanto do profissional.

Por: Vanessa Navarro

Dr. Paulo Murilo Fontoura Júnior Cirurgião-Dentista. Pós-Graduado em Administração Hospitalar.  PósGraduado em Marketing. Presidente do 20º Congresso Internacional de Odontologia – CIORJ.

Odonto Magazine - O Congresso Internacional de Odontologia do Rio de Janeiro - CIORJ está na 20º edição. Como pode ser definida a trajetória de sucesso do evento? Dr. Paulo Murilo Fontoura Júnior - Sinto-me mais à vontade para falar do período em que estou à frente da comissão organizadora, desde a 18ª edição, pois conheço bem toda estratégia e operação aplicadas. Diria que, de fato, houve uma evolução bem interessante. Apresentamos um crescente número de participantes e empresas expositoras, o que, para eventos, é o melhor indicativo de sucesso. Esse crescimento constante credencia o CIORJ como um dos maiores eventos do setor no Brasil e em toda América Latina. O destaque dado ao Rio de Janeiro, em todo mundo, em virtude da realização da Copa do Mundo de Futebol e dos Jogos Olímpicos, tem contribuído bastante para reposicionar fortemente nossa cidade no cenário mundial de grandes eventos. Isso, sem dúvida, também auxiliou para que profissionais de diversos países já tenham confirmado presença nesta 20ª edição do CIORJ. Esta era a condição que necessitávamos para projetar o evento e ganhar o reconhecimento da comunidade odontológica internacional. Odonto Magazine - O evento será prestigiado por aproximadamente 47.000 participantes, entre congressistas, visitantes e expositores. Como foi elaborada a programação para atender as necessidades de todos os públicos? Dr. Paulo Murilo Fontoura Júnior - O número de pessoas envolvidas é grandioso e, é óbvio, encontramos uma amostra

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bastante heterogênea com demandas igualmente diversificadas. O CIORJ, assim como todo grande evento, congrega profissionais das mais diversas especialidades, clínicos, estudantes de graduação e pós-graduação. São interesses próximos, porém com características muito particulares. Nossa preocupação é ter sempre atividades relacionadas a cada grupo de interesse, tanto no que tange a especialidade, quanto o estágio da vida profissional do participante. Assim, acadêmicos e especialistas, amantes da estética ou pesquisadores, têm sempre uma opção na nossa programação. Odonto Magazine - O 20º CIORJ contará com concursos científicos durante todos os dias. Como o profissional e/ou estudante de odontologia deve proceder para participar? Dr. Paulo Murilo Fontoura Júnior - É simples. Basta acessar nosso site www.ciorj.org.br e fazer sua inscrição. Todo processo está claramente explicado, passo a passo. Os concursos são nosso novo foco de investimento. Estão cada vez mais bem organizados e com uma premiação muito especial. São R$ 30.000,00 (trinta mil reais) em prêmios! O primeiro colocado estará apto a expor seu trabalho no congresso de Nova Iorque, com despesas de passagem e hospedagens pagas pela ABO-RJ. Os nossos concursos têm o apoio da Oral B e, a cada, edição, contam com um número cada vez maior de participantes. Odonto Magazine - Renomados profissionais de saúde bucal ministrarão palestras durante o 20º CIORJ. O que essa edição

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Entrevista

traz de diferente das edições anteriores em relação ao conteúdo científico? Dr. Paulo Murilo Fontoura Júnior - A grande novidade do 20º CIORJ são os módulos. É uma nova forma de organização da grade científica em que, mediante o pagamento de um valor único, o congressista assistirá diversas atividades sequenciadas dentro daquele módulo. Há módulos nas seguintes áreas: Estética, Implantodontia, Cirurgia, Endodontia, Periodontia, Ortodontia, Clínico e Acadêmico. Os módulos possuem 16 horas de atividades, em sua maioria. O módulo de estética, a grande aposta de nossa comissão, é composto por 32 horas de atividade. Um verdadeiro congresso de Estética dentro do CIORJ. O mais interessante é que o custo para o participante ficou extremamente viável. E mais: aqueles que fizerem antecipadamente sua inscrição em módulos via internet ganhará um ingresso para a festa oficial do CIORJ, que será realizada no Vivo Rio – uma das maiores casa de show da cidade. Odonto Magazine - Aproximadamente 310 empresas estarão distribuídas nos 22.700 m2 de área de exposição comercial do evento. O que os expositores e os congressistas podem esperar em relação aos negócios entre os dias 20 e 23 de julho de 2011? Dr. Paulo Murilo Fontoura Júnior - O mercado, de modo geral, está se “reaquecendo”. As pessoas estão consumindo, indo ao consultório dentário. Isso significa mais compras por

parte do cirurgião-dentista e mais investimento da indústria em novos produtos. Acreditamos que o CIORJ será um espaço de grande movimentação comercial, a indústria está otimista e nós bastante confiantes de que será realmente um momento muito bom para todo mercado. Além disso, o CIORJ é tradicionalmente um evento “de bons negócios”, na opinião de muitos expositores, especialmente por ser um evento realizado somente a cada dois anos. Todo esse cenário favorável nos permite esperar um aumento considerável no volume de vendas em relação à edição anterior. Estamos bem otimistas. Odonto Magazine - O evento recebe profissionais de odontologia de todas as partes do mundo. O senhor acredita que a odontologia brasileira é um exemplo para os dentistas que atuam em outros países do globo? Dr. Paulo Murilo Fontoura Júnior - Certamente. Os dentistas brasileiros são admirados por seus colegas de todas as partes do mundo. Um fato que traduz bem este cenário é a dificuldade que nós, organizadores de eventos científicos da Odontologia, temos em encontrar professores internacionais capazes de seduzir o público nacional. O nível da Odontologia brasileira é bastante alto e raramente vemos algo muito diferente sendo apresentado por profissionais de outros países. Não é à toa que os profissionais brasileiros são referência em várias partes do mundo, reconhecidos pela qualidade de trabalho, pelo investimento em pesquisa e por técnica apurada.

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Espaço Equipe

Qualificação da equipe: o diferencial para o sucesso!

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o Brasil, um grande número dos auxiliares é formado pelo próprio dentista, aprendendo apenas o necessário para o cotidiano, sem qualquer tipo de atualização. Geralmente os cursos são muito básicos e concentrados nos grandes centros, impossibilitando a formação com qualidade técnica necessária. Com a implementação da saúde bucal na Estratégia Saúde da Família (ESF), surgiram vários cursos, porém, nem sempre a qualidade é satisfatória, sendo importante averiguar se os cursos são registrados pelo menos nos Conselhos Federal e Regional de Odontologia, CFO e CRO, respectivamente. A formação do pessoal de nível médio em Saúde Bucal se faz por meio de órgãos ligados aos serviços de saúde, entidades e instituições de classe, autorizadas pelo Ministério da Educação e da Saúde. A lei federal 5.962/71, de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, determina 300 horas como carga horária mínima para formar um auxiliar, horas que devem ser incluídas em parte do currículo para o técnico, de 1.200 horas. De acordo com a Resolução CFO-185/93, todos os integrantes da equipe estão obrigados ao registro no Conselho Federal e à inscrição no Conselho Regional de Odontologia de sua jurisdição, embora haja grande quantidade de profissionais atuando irregularmente, sem a qualificação necessária ou com formação inadequada. Muitos alegam a impossibilidade de conciliar horário de estudo com a jornada de trabalho, outros, o aspecto financeiro. Temos um paradoxo, pois o mesmo cirurgião-dentista que faz questão de se manter atualizado, aparentemente não tem a mesma percepção em relação aos profissionais que o auxiliam diretamente. É certo que quando nos acostumamos com o trabalho do auxiliar, sua ausência implica em maior tempo nos procedimentos clínicos, além falta de organização e gerenciamento do consultório, controle de infecção cruzada (...), funções delegadas à equipe auxiliar. Porém, é indispensável o estímulo à qualificação desses profissionais, seja por meio da flexibilização do horário de trabalho ou do patrocínio dos cursos de formação, uma vez que, entre

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Marina Montenegro Rojas Cirurgiã-Dentista. Membro da Diretoria da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD Pinheiros) e da Coordenação do Projeto Odontocomunidade – CIOSP. Cirurgiã- Dentista do Programa Saúde da Família da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. Docente da Equipe  Biológica nos Cursos para Auxiliares - APCD e ABO. Consultora em Odontopediatria do site “multiplos.com.br”. marinamr2006@gmail.com

outros benefícios, é certa a melhoria da segurança, eficiência e do padrão de qualidade, o que constitui meta de todos nós e benefício para nossos pacientes. A Lei n° 11.889 de 24 de dezembro de 2008, que regulamentou a profissão de ASB e TSB, trouxe novos parâmetros para essas categorias, valorizando a participação em relação à saúde ocupacional, biossegurança, entre outros. Para adequação às normas do Conselho Federal de Odontologia foram criados vários cursos de formação e qualificação para equipe auxiliar, cujo conteúdo curricular, além das disciplinas técnicas, das básicas (como português, matemática, conhecimentos gerais e redação), contêm também elementos voltados para  a motivação profissional, gestão  em saúde, trabalho em equipe e saúde coletiva, de forma a preparar adequadamente o profissional ao mercado de trabalho. O mercado de trabalho para a equipe auxiliar tem crescido a cada dia. Muitos esforços têm sido feitos pelos governos federal, estadual e municipal para ampliar a assistência em saúde bucal. Assim, centenas de vagas são abertas anualmente para a Estratégia Saúde da Família (ESF), empresas, hospitais e mesmo em consultórios particulares. Em muitos casos, os processos seletivos terminam sem o preenchimento das vagas, tamanha falta de profissionais qualificados no mercado. Para uma boa administração do consultório, o cirurgião-dentista deve delegar um maior número de atividades e responsabilida-

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Espaço Equipe des: tornando o trabalho mais organizado, dinâmico e prático. A descentralização do “poder” promove estímulo profissional, possibilitando a realização e reconhecimento individual do funcionário. Mas não pode exigir aquilo que não foi ensinado e treinado. Mais que um conjunto de pessoas envolvidas em uma atividade ou ambiente comum, a equipe caracteriza-se pela interação das mesmas e seu engajamento na conquista de determinados objetivos. Por isso, funcionários bem informados, treinados adequadamente e altamente motivados costumam ter melhor desempenho pessoal e técnico. Essa motivação reflete no atendimento eficiente, baixíssimo índice de faltas, produtividade, relacionamento interpessoal, organização e gerenciamento de custos, entre outros. Atender é uma arte que pode e deve ser ensinada e aprendida diariamente. Em nosso ambiente de trabalho, qualquer discrepância de humor em um de seus membros logo é percebida e reflete em toda a equipe, além de ser notada  pelo paciente. Geralmente, o primeiro contato é com o (a) auxiliar, antes mesmo do tratamento em si. Por isso, a necessidade de estarem bem preparados (as) e cientes de suas  responsabilidades e importância em lidar com o paciente. O sucesso de um consultório vai além de nossa capacitação técnica e científica, de suma importância para qualquer profissional da saúde. É preciso ter uma equipe de trabalho capacitada, treinada e motivada para atingir metas e resultados. Com os cursos e treinamentos, aprende-se inclusive a ouvir, respeitar o próximo, entender as críticas e tentar melhorias contí-

nuas, obtendo bom relacionamento interpessoal em busca do desenvolvimento e sucesso da equipe em geral. Em contrapartida, para o dentista é fundamental saber não só a técnica, como geralmente acontece, mas também gerenciar sua equipe, reconhecer o trabalho de seus colegas e funcionários, saber falar na hora certa, criticar apenas quando necessário e não em público, ensinar seu (sua) auxiliar e aprender com ele(a) também. Hoje as empresas buscam um profissional qualificado, que participe ativamente da equipe de trabalho. A concorrência é cada vez mais acirrada e busca-se funcionários com agilidade, competência, flexibilidade, que saibam trabalhar em diferentes segmentos e se adaptem às diversas situações. Muitas clínicas, processos seletivos ou concursos públicos têm exigido além do currículo mínimo de formação, cursos de aperfeiçoa­ mento nas áreas de biossegurança, gerenciamento e administração, instrumentação cirúrgica, atendimento aos pacientes com necessidades especiais, ortodontia, cirurgia e implante, entre outros. Assim, é fundamental a participação em processos de educação continuada, como em cursos técnicos de especialização, congressos públicos e privados e cursos ou eventos de atualização. Vale a pena também acessar os sites do CFO, CRO e Câmara Técnica de cada estado ou cidade para mais esclarecimentos sobre tais eventos. De que adianta a formação inicial do profissional se a informação não é constante? Se o mundo evolui, o profissional também precisa evoluir, atualizar-se, trocar experiências e aproveitar as oportunidades de crescimento e desenvolvimento!

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Educação e saúde bucal Com mais de três décadas de atuação mundial, o Programa “Sorriso Saudável, Futuro Brilhante”, criado pela ColgatePalmolive, contribui ativamente na promoção da saúde bucal das nossas crianças, ressaltando os aspectos preventivos e práticos da higiene.

Por: Vanessa Navarro

Dr. Fabiano Carvalho

Gerente de Negócios Profissionais - Colgate-Palmolive. Cirurgião-Dentista pela USP. MBA pela Business School, São Paulo. Atual responsável pelo programa “Sorriso Saudável, Futuro Brilhante”.

Odonto Magazine - Como surgiu a ideia de criar o Programa Social Sorriso Saudável, Futuro Brilhante? Dr. Fabiano Carvalho - O Sorriso Saudável, Futuro Brilhante é um programa global, que existe há mais de 30 anos. Em todo o mundo, ele é adotado anualmente por 50 milhões de crianças e suas famílias em 30 idiomas e em 80 países. O programa SSFB foi desenvolvido por especialistas em educação dental e multicultural e testado com crianças e professores em salas de aula reais. Com o passar dos anos, o SSFB incluiu uma série de componentes e é continuamente atualizado para envolver e empolgar tanto os professores quanto as crianças. Odonto Magazine - O Programa Social Sorriso Saudável, Futuro Brilhante já beneficiou muitas crianças. Qual é a missão determinante do programa? Dr. Fabiano Carvalho - O Programa Sorriso Saudável, Futuro Brilhante foi criado mundialmente pela Colgate-Palmolive. No Brasil, o programa já beneficiou desde 1995 mais de 40 milhões de crianças, em 27 estados brasileiros. A missão do Programa Sorriso Saudável, Futuro Brilhante é proporcionar educação e melhoria na qualidade de vida das crianças, por meio de um esforço multidisciplinar que ressalta aspectos preventivos e práticos da higiene bucal. Odonto Magazine - Quais são as principais atividades desenvolvidas pelos profissionais de saúde bucal que atuam no Programa Social? Dr. Fabiano Carvalho - O programa Sorriso Saudável, Futuro Bri-

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Programa “Sorriso Saudável, Futuro Brilhante” no Congresso do Centenário da APCD 2011

lhante tem o objetivo de educar pais e crianças para os cuidados com a saúde bucal, ensinando o uso adequado da escova de dentes, creme dental e fio dental e a importância da higienização bucal para a saúde. O ideal é que as crianças se tornem agentes mirins e repassem o aprendizado para toda a família e amigos. Odonto Magazine - Como funciona a política de atendimento do Programa Social Sorriso Saudável, Futuro Brilhante? Dr. Fabiano Carvalho - Por entender a importância do profissional de odontologia na promoção da saúde bucal, o Programa atende aos projetos e ações que tenham o acompanhamento e palestras de higiene oral de um profissional de saúde bucal. Nosso objetivo não é apenas a distribuição de produtos e materiais educativos e sim a conscientização das crianças através da boa prática de higiene oral. O dentista que tem um projeto envia uma solicitação para a Colgate-Palmolive com a quantidade de crianças que serão atendidas. Estas crianças devem ter de seis a 10 anos. A atividade de escovação supervisionada deve ter a participação de um dentista. A Colgate-Palmolive faz o envio dos kits do Dr. Dentuço contendo escova, creme dental folheto de orientação de higiene oral e joguinho. O material educativo também acompanha este envio. Após o evento, o dentista envia as fotos  para a Colgate-Palmolive. Para dentistas que não apresentam um projeto e querem  apenas o material, a Colgate-Palmolive disponibiliza o envio de material educativo, com o DVD do Dr. Dentuço, cartaz, macroboca de papelão e folhetos de orientação.

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Programa “Sorriso Saudável, Futuro Brilhante” durante Ação Global

Odonto Magazine - Como os responsáveis pelas instituições de ensino interessados em receber o projeto devem proceder? Dr. Fabiano Carvalho - Estas instituições devem ter um dentista responsável que deverá enviar um projeto para o centro de serviços educacionais Colgate-Palmolive por meio do site www. colgateprofissional.com.br ou entrar em contato pelo telefone 0800-703-4177. Este projeto deve informar o objetivo da atividade, qual o grupo de crianças será atendido, a data e o local da ação e como esta ação irá acontecer. Em posse destas informações, a Colgate-Palmolive fará uma avaliação do projeto, e se for aprovado, faremos o envio dos kits para a instituição, e esta após  o evento deverá enviar as fotos para a empresa. Odonto Magazine - O Projeto foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde e pela Associação Brasileira de Odontologia. Quais são os benefícios trazidos por tais reconhecimentos? Dr. Fabiano Carvalho - Esses reconhecimentos são muito importantes para a empresa, pois o endosso de organizações sérias com a OMS e a ABO,  fortalece as ações que continuamos a implementar e comprova a seriedade do programa  Sorriso Saudável, Futuro Brilhante em todo Brasil incentivando a promoção na saúde bucal das crianças e da população, por meio de um programa de educação continuada. Odonto Magazine - A Colgate conta com a parceria de mais alguma instituição (governamental ou não) para a realização das atividades desenvolvidas pelo Programa Social Sorriso Saudável, Futuro Brilhante? Dr. Fabiano Carvalho - A  principal parceria é com o Ministério da Saúde. Por meio deste apoio, conseguimos atingir uma grande parcela da população com atividades desenvolvidas pelo governo para pessoas mais carentes.Também temos parcerias importantes com as principais universidades do Brasil, onde fazemos a implantação do centro do Sorriso Saudável nos escovódromos e nas clínicas de odontopediatria, distribuindo 500 kits anualmente para essas clínicas. Também promovemos o envio de kits do Dr. Dentuço para atividades extramuros, que a faculdade desenvolve junto com os professores e os acadêmicos. Odonto Magazine - Como os profissionais de saúde bucal interessados em prestar atendimentos e/ou realizar palestras devem proceder para serem inseridos no quadro de colaboradores? Dr. Fabiano Carvalho - Os profissionais de saúde devem ter um projeto independente, como as caravanas ou palestras nas escolas, ou em parceria com alguma instituição. Este projeto deve ser enviado para a Colgate-Palmolive por meio do Centro de Serviços Educacionais Colgate-Palmolive 0800-703-4177, e após a aprovação, o profissional  de saúde bucal interessado receberá o material na quantidade solicitada para dar andamento ao seu projeto.

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Ponto de Vista

Dificuldades alimentares na rotina dos profissionais dentistas e suas equipes

Simoni de Miranda Lima Nutricionista.

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os tempos modernos, com a correria do dia-a-dia, uma ação importantíssima, como comer bem, tem se tornado complicado, porque se faz de uma forma rápida e sem tranquilidade. A relação com a comida nos consultórios pelos profissionais dentistas e seus auxiliares vem cada vez mais se tornando difícil pelo tempo escasso devido a demanda nos consultórios. Se alimentar bem não só é importante para saúde física, mas também para a psíquica. Seis a 12 horas de jejum são comuns a esses profissionais, cuja ausência da realização das várias refeições diárias recomendadas pode aumentar o risco de desenvolvimento de doenças crônicas. O jejum é conceituado como a ausência da ingestão de alimentos e de nutrientes por um período mínimo de seis horas. Sabemos que longos períodos sem se alimentar interferem negativamente na reeducação alimentar. Por outro lado, os lanchinhos que costumam substituir as refeições frequentemente têm mais calorias do que uma refeição balanceada e, geralmente, proporcionam pouca saciedade. Vários estudos evidenciam que o fracionamento das refeições ao longo do dia ajuda a reduzir a fome e evita uma supercompensação nas próximas refeições. Essa supercompensação ocasiona uma necessidade maior de produção de insulina para absorção de glicose, ocasionando picos de insulina, condição não desejável. Para evitar tais picos, deve-se, principalmente não comer mais calorias do que consome; e ingerir refeições ricas em carboidratos complexos e naturais, além de fibras, que farão a digestão ocorrer mais lentamente, retardando a produção de glicose, mantendo níveis normais de liberação de insulina pelo pâncreas. Em grandes quantidades, a insulina é um estimulante do apetite. Mas como adequar os bons hábitos alimentares com uma rotina tão exaustiva de trabalho? É imprescindível começar o dia com um café da manhã equilibrado, sendo essa refeição considerada a mais importante do dia, visto que ficar em jejum ou comer pouco nas primeiras ho-

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ras do dia pode comprometer o desempenho físico, como capacidade de concentração, reflexos, hipoglicemia, etc. Um dos erros alimentares mais importantes é a não ingestão de carboidratos nas refeições. Os carboidratos são importantes para nos dar energia. Sem esse nutriente o organismo vai lançar mão da proteína para obtenção de energia. A distribuição de macronutrientes deve ser feita com base em percentuais: » Carboidratos: 55 a 60% do Valor Calórito Total-VCT » Proteínas: 15 a 20% do VCT » Lipídios: 20 a 25% do VCT » Fibras: 20 a 30gr./dia » Fracionamento: seis refeições/dia

A importância da água Todo mundo já ouviu a velha recomendação de que se deve ingerir ao menos dois litros de água por dia. Mas qual o porquê dessa recomendação? O organismo de indivíduos adultos saudáveis é constituído de 60% de água. A água não fornece calorias, mas é essencial para a produção de energia. Nenhuma célula pode funcionar sem água. A maioria das atividades relacionadas a digestão e absorção exige que os nutrientes estejam dispersos em solução aquosa. Ela também é necessária para a produção de enzimas, saliva e suco gástrico, que facilitam a digestão. A boa hidratação de um organismo metabolicamente ativo contribui no processo de emagrecimento e para o bom funcionamento do intestino, prevenindo a constipação intestinal. Vários sintomas são indicativos de desidratação, como baixo desempenho físico, dificuldade de concentração, tontura, náuseas, insônia e deficiência da função renal. Não deixe para tomar água somente nos momentos que sentir sede, pois a sede já é o primeiro sintoma de que o corpo está sofrendo uma desidratação.

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Coluna - Gestão Odontológica

Mulheres Superpoderosas!

Plínio Augusto Rehse Tomaz

Cirurgião-Dentista. Master em Empreendedorismo e Inovação (B.I International). Pós-graduação em Marketing (ESPM), com especialização em Saúde Pública (Unaerp) e Administração Hospitalar (IPH). Conferencista internacional. Articulista de jornais e revistas voltados aos profissionais de saúde. Professor de diversas instituições de ensino. Diretor da Tomaz Gestão e Marketing.

plinio@tomazmkt.com.br

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ltimamente tenho me empenhado em estudar mais a fundo o comportamento de compra em nichos específicos, como por exemplo: grupos étnicos, classes socioeconômicas e faixas etárias. Como é que cada um destes grupos escolhe o seu dentista ou o seu médico? Quem decide ou influencia a decisão? Quem paga? Nessa minha busca por informações e pesquisas sobre comportamento de compra, deparei-me com um grupo extraordinário: mulheres! Refiro-me ao que elas atualmente representam em capacidade e decisões de compra. Há estudos que apontam que as mulheres já estão decidindo 70% das compras realizadas por brasileiros. Há pouco mais de trinta anos elas respondiam por apenas 45% de tais decisões. Uma curiosidade: 80% das cuecas vendidas no país são compradas por mulheres para seus maridos, namorados e filhos. Mulheres não apenas compram mais, como também decidem mais e influenciam mais do que os homens. Esse fenômeno pode ser explicado por muitos fatores que se somam, mas acho importante citar alguns deles. Como as mulheres estão aumentando consideravelmente sua presença no mercado de trabalho (segundo dados do IBGE, cerca de 30 milhões das 72 milhões de pessoas economicamente ativas são do sexo feminino), elas têm se tornado mais independentes, passando a comprar bens antes considerados de “responsabilidade” masculina, como imóveis, lanchas e automóveis, por exemplo. Além disso, tem crescido o número de mulheres que optaram por morar sozinhas. A proporção de famílias chefiadas por mulheres subiu de 13%, em 1970 para 20%, em 1996. Elas também ganham quase os mesmos salários que os homens, ocupam os mesmos postos e a cada dia ganham mais espaço na política e em cargos públicos.

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O mercado imobiliário já percebeu a revolução feminina. Hoje o sexo frágil (frágil?!) não só influencia na compra da casa da família, mas cada vez mais, mulheres compram imóveis para si próprias. Há 20 anos, as mulheres compravam 17% dos carros zero-qui­ lômetro, enquanto hoje arrematam 40%. Ao desempenhar o papel de mães, namoradas, filhas ou esposas, influenciam na decisão de compra de outros 40% adquiridos por homens. Isso representa um poder de compra sobre 80% dos veículos comercializados. Como já sabemos, a mulher vê, ouve, adquire e usa a linguagem de maneira diferente da do homem. Isso significa que é preciso ampliar as pesquisas que têm procurado descobrir como essas diferenças se manifestam no momento da compra, de maneira a orientar o marketing para as mulheres. Isso significa dizer também que nós, como profissionais da saúde que estamos vendendo nossos serviços, precisamos usar uma

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Coluna - Gestão Odontológica

abordagem mais adequada à elas. De certa forma, estou fazendo este alerta aos homens, pois as colegas já sabem disso há tempos. Diga-se de passagem, que cerca de 60% dos dentistas brasileiros são do sexo feminino. Vejam só esta outra informação. Segundo algumas pesquisas mais recentes, as mulheres influenciam a decisão em 99% (pasmem!!) das compras de produtos de higiene e limpeza. Se você estiver pensando “mas o que isso tem a ver comigo?”, sua visão anda curta demais... Pense um pouco: Quem se preocupa mais com a estética? Quem atende melhor as suas orientações sobre higiene bucal? Quem é que liga para o seu consultório para agendar as consultas? Quem é que acompanha os filhos nas consultas? Mulheres! Cerca de 85% dos agendamentos de novas consultas são feitos por mulheres. Elas têm a árdua tarefa de cuidar da própria saúde e da dos homens que as rodeiam. Elas cuidam mais da aparência e enfrentam mais facilmente a ideia de que possa

ser eventualmente doloroso um tratamento odontológico por esperar um resultado de beleza. A TARP, respeitado instituto de pesquisa, afirma que um cliente mal atendido conta sua frustração para até 25 pessoas (11 em média). Quem você acha que fala para mais pessoas, homens ou mulheres? São as mulheres que elevam essa estatística, pois se dependesse somente dos homens esse número seria de até 12 (em média quatro). O oposto também é verdadeiro. Se o atendimento for ótimo, quem é que faz espalhar a boa notícia com uma velocidade impressionante? Mulheres! Homens se juntam para falar de futebol, economia, emprego e mulheres (nunca as nossas, rs), mas estas, quando em grupos, falam sobre relacionamentos, filhos, problemas pessoais (e dos outros também, é lógico...rsrs), e dicas de estética, entre outras centenas de assuntos. Quer fazer o boca a boca funcionar? Quer conquistar clientes? Conquiste mulheres! No bom sentido, é claro!

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Coluna - Prevenção

Fluoretação e dentifrício na medida certa

Helenice Biancalana Especialista em Odontopediatria. Especialista em Ortopedia Funcional dos Maxilares. Mestre em Saúde da Criança e do Adolescente pela FCM – UNICAMP. Diretora do Departamento de Prevenção e Promoção de Saúde da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas – Central. Diretora da Associação Paulista de Odontopediatria – APO. Coordenadora dos Projetos de Educação e Prevenção desenvolvidos pela APCD em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social SMADs e com as Faculdades de Odontologia - Ação SOS Sorriso Saudável.

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em dúvida que ao longo das últimas décadas houve uma grande melhoria da saúde bucal das crianças brasileiras, embora o Suplemento de Saúde da Pnad - 2008 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) mostre que 11,7% dos brasileiros nunca foram ao dentista. A maior parte desse total tem até quatro anos de idade. De acordo com a pesquisa, 77,9% das crianças nessa faixa etária nunca visitaram um especialista para cuidar da saúde bucal. Este dado ainda é preocupante e mostra que há a necessidade de informarmos melhor essas famílias quanto à importância da atenção precoce em cuidados com o aleitamento materno, qualidade dos alimentos para promoção da mastigação, forma adequada para a higienização bucal em cada fase do crescimento de desenvolvimento do bebê, e o quão importante é o envolvimento da família para que todos tenham também uma saúde bucal equilibrada. Para diminuir as desigualdades em saúde bucal entre as grandes regiões do país, é necessário aumentar o acesso da população brasileira aos cuidados odontológicos, sobretudo às ações preventivas e de atenção primária, e expandir a fluoretação da água de abastecimento nas cidades que apresentam piores condições socioeconômicas, promovendo um benefício coletivo de prevenção. A partir de 1974, a fluoretação da água de abastecimento público passou a ser obrigatória no Brasil, onde existe Estação de Tratamento de Água (ETA), e é regulamentada por meio de legislação. A Lei Federal Nº 6.050, de 24 de maio de 1974, dispõe sobre a fluoretação da água em sistemas públicos de abastecimento, sendo devidamente regulamentado pelo Decreto Federal nº 76.872, de 22 de dezembro de 1975. A cidade de São Paulo iniciou a fluoretação em 1985, e a mesma foi implantada pela Companhia de Saneamento Básico do

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Estado de São Paulo (SABESP). Especificamente no Estado de São Paulo, a Resolução SS-250/95, de 15/08/95, estabelece que as águas dos municípios do referido Estado devam conter 0,7 miligramas de flúor por litro (0,7 ppm), e define como aceitável uma concentração entre 0,6 e o,8 mg/L no teor de flúor. Por outro lado, o uso diário do dentifrício fluoretado também contribuiu para a redução da cárie dentária. Os dentifrícios também são utilizados nas ações coletivas como veículo para flúor tópico durante a escovação supervisionada. Esta atividade deve ser realizada no mínimo trimestralmente, em todas as pessoas, seja qual for o grupo de risco em que estejam incluídas. Crianças de dois a quatro anos deglutem, em média, 50% do dentifrício utilizado na escovação. Para crianças de cinco a sete anos, esse percentual é inferior a 25%. Isso é um comprovado fator de risco para fluorose dental. Para prevenir o problema, pais ou responsáveis devem ser orientados para supervisionar as escovações domésticas ou as realizadas em ações coletivas pelo menos até os seis anos de idade, para instruir a criança para que não engula a espuma da escovação, e para colocar na escova pequena quantidade de pasta. Várias medidas são sugeridas para aumentar a segurança do uso de dentifrícios fluoretados. Dentre elas, as mais citadas são: a utilização de pequena quantidade de dentifrício, os pais devem assumir a responsabilidade de colocar o dentifrício na escova, supervisão da escovação pelos pais ou responsáveis pela criança, estimular a criança a cuspir o dentifrício, orientação por parte do cirurgião-dentista e dos profissionais de saúde aos pais e a própria criança. Além disso, os pais devem ser orientados sobre a concentração adequada de fluoreto. As evidências mais atuais na literatura indicam que o uso de dentifrício com pelo menos 1000ppm deve ser recomenda-

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Coluna - Prevenção

Crianças de dois a quatro anos deglutem, em média, 50% do dentifrício utilizado na escovação do para todas as crianças, a partir da erupção dos primeiros dentes, independente de sua classe social ou de seu risco de cárie. Considerando o equilíbrio entre os riscos e benefícios do uso dos dentifrícios fluoretados nesta população, confirmamos mais uma vez que uma pequena quantidade deve ser utilizada, para que assim tenha o efeito anticárie desejado, sem ultrapassar o limite de segurança do risco de fluorose que comprometa as questões estéticas. Levando em consideração que ainda grande parte das crianças com até quatro anos de idade não são conduzidas ao odontopediatra, os benefícios proporcionados por meio da água fluoretada e o uso do dentifrício foram um grande ganho na Saúde Pública, mas é necessário que haja mais integração e interação entre as áreas da saúde que tratam de crianças, com o objetivo de ampliar a cobertura na educação e prevenção em saúde.

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Coluna - Sustentabilidade

Gerenciando resíduos no consultório odontológico William Torre Formado em Geografia pela USP. Mestrando em Tecnologia Ambiental, com foco em Gestão de Resíduos de Saúde pelo IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo.

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crescente número de estabelecimentos que lidam com resíduos da saúde exige das autoridades responsáveis pela vigilância sanitária a implantação de protocolos específicos, não apenas para procedimentos quando do atendimento do paciente – ou cliente –, mas também quanto ao manejo correto e destinação adequada dos resíduos ali gerados. E não basta apenas que os protocolos sejam implantados. É importante verificar se estão sendo conduzidos com critério e controle dos benefícios gerados. Os assuntos relacionados à gestão dos resíduos gerados nos estabelecimentos que prestam serviços de saúde têm ocupado, há muito tempo, as pautas de discussão de diversos seto-

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res da sociedade civil organizada em muitos países. No Brasil, o tema é objeto de trabalho sistemático desde o final da década de 1970, mas somente a partir de 2004 foi que recebeu forte impulso, com a inédita parceria entre os Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente. Os esforços conjuntos dessas duas pastas resultaram na publicação de dois importantes documentos com força de lei: a Resolução Anvisa 306 e a Resolução Conama 358, complementares ao abordarem os resíduos em função dos riscos que oferecem à saúde humana e à conservação do meio ambiente, respectivamente. O tema tem evoluído constantemente com o surgimento de novas leis, tecnologias e processos, envolvendo e motivando em-

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presas e sociedade a otimizarem o emprego de recursos, como energia, matéria-prima, água, insumos reaproveitáveis, entre outros. Tudo em favor da busca pela eficiência de sistemas, redução de riscos laborais, benefícios ambientais e resultados econômicos, preferencialmente associado à melhoria da imagem perante o mercado. Além dos hospitais, postos de saúde e ambulatórios, de certa forma já integrados a algum sistema de conduta e conscientização a respeito da gestão dos resíduos de saúde, a atual legislação também inclui nesse grupo de estabelecimentos as farmácias, clínicas de estética, clínicas veterinárias, centro de controle de zoonoses, salões de beleza, estúdios de tatuagem, serviços de acupuntura e, naturalmente, as clínicas odontológicas.

Geramos muito resíduo No contexto urbano – e dos atuais 190 milhões de brasileiros, 81% vive em cidades (IBGE, 2010) – a geração contínua e persistente de resíduos é característica inevitável de qualquer atividade humana. Lixo, poluição e esgoto causam impactos progressivos, cumulativos e, muitas vezes, irreversíveis ao meio ambiente e à saúde de toda a população, não importando o lugar onde sejam produzidos. Dentre todos os resíduos gerados, muita atenção deve ser dispensada aos materiais provenientes dos serviços de saúde. Além do alto índice de descartabilidade que os caracteriza, o que resulta em expressivo volume, os resíduos de serviço de saúde (RSS) apresentam composições muito diversas, que vão desde produtos que podem ser perfeitamente reintegrados às cadeias de reciclagem – como papel, plástico, metal e vidros – até materiais com resíduos biológicos e infectantes, rejeitos químicos e radiológicos, além dos insumos perfurocortantes. Excetuando-se os de natureza radiológica, o consultório odontológico gera todos os demais tipos de resíduos inerentes aos serviços de saúde. A primeira orientação das atuais propostas de gestão integrada de resíduos priorizam a não-geração. Para isso, é necessário que não haja consumo, uma tarefa, convenhamos, bastante difícil no atendimento à saúde de qualidade. O foco, então, passa para a minimização da geração, o reaproveitamento dos resíduos (quando possível) e a correta destinação dos resíduos considerados perigosos. Assim, podem ser evitados eventuais efeitos negativos sobre a segurança dos trabalhadores, a saúde pública e a qualidade do meio ambiente. Apesar de ser item obrigatório em todo estabelecimento ligado ao setor de saúde no 100 Brasil, dificilmente encontraremos, com base na experiência de São Paulo, uma clínica odontológica com seu Plano de Gerenciamento de Resíduos dos Serviços de Saúde 95 (PGRSS) minimamente implantado.

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O primeiro passo é perceber que todo RSS pode ser gerenciado, desde o momento 100 de sua geração, dentro do consultório, até sua disposição final, em locais apropriados 2595 95 para essa finalidade. A essa sequência de procedimentos é dado o nome de manejo.95 Dentro do consultório odontológico, o manejo se materializa em etapas relativamente 5 75 75 75 simples, mas que requerem atenção para serem bem executadas, validando os esfor0 ços de se conduzir o PGRSS. De maneira prática, as etapas são as seguintes: Classificação: consiste na identificação imediata da natureza do resíduo gerado, ba25 25 seado no conhecimento prévio dos diversos grupos de tratamento e dos recipientes 25

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Coluna - Sustentabilidade

Guia de orientação básica para o descarte correto dos RSS na clínica odontológica Grupo RSS

Tipo de coletor

Materiais a serem descartados

A - Substâncias infectantes

Sacos plásticos brancos, com o símbolo de substância infectante e frase de risco.

B - Substâncias químicas

Contêiner compatível com a substância, identificado, à prova de vazamentos. Contêiner especial de confinamento, identificado e manuseado por equipe especializada. Resíduo similar ao doméstico. Pode ser encaminhado para a reciclagem ou destinado ao saco de lixo comum.

Dentes, raízes, retalhos de gengiva, resíduos de tecidos, mucos e líquidos corpóreos. Curativos, algodão, sugador, campos, luvas, máscaras, toucas, lençol de borracha e resíduos de coleta laboratorial. Resíduos de sangue, saliva e secreções na forma livre. Sobras de anestésicos e antibióticos, medicamentos vencidos, ácidos e aldeídos, reagentes e catalisadores, mercúrio, amálgamas e obturações removidas, revelador, fixador e água de lavagem. O consultório odontológico convencional não produz esse tipo de resíduo. No entanto, o estabelecimento deve possuir parede baritada e os profissionais e pacientes usarem EPIs específicos, evitando os efeitos nocivos da exposição aos raios-X. Separar para reciclagem: papel, plástico, metal, vidro, pilha, lâmpadas, radiografias. No saco de lixo, todo o resíduo que não puder ser aproveitado: restos de alimentos, papéis sanitários (papel higiênico, toalhas de papel, absorventes e fraldas), material usado em higiene de paciente, descartáveis que não possam ser lavados, lençol descartável. Acessórios, equipamentos e dispositivos afiados, pontiagudos ou cortantes, capazes de produzir acidentes e inocular material ativo – químico ou biológico, se manuseados de forma inadequada, tais como: lâminas de barbear, agulhas, escalpes, brocas, limas endodônticas, lâminas de bisturi, pontas diamantadas, lancetas, espátulas, ampolas de vidro e todos os utensílios de vidro quebrados.

Símbolo

C - Rejeitos radioativos

D - Rejeitos comuns

E - Perfurocortante

Indicação de lixo comum ou que facilite a reciclagem.

Recipiente com parede e tampa rígidas, a prova de vazamento, com símbolo de substância infectante e frase de risco.

adequados aos respectivos descartes. Os Resíduos de Serviço de Saúde são classificados em cinco grandes grupos. Veja o quadro acima. Segregação: trata da separação dos resíduos no momento e local de sua geração, de acordo com suas características e riscos envolvidos. Resíduos inicialmente não contaminados que porventura entrem em contato com outros contaminados, devem ser tratados como contaminados. Acondicionamento: é o ato de embalar os resíduos segregados em sacos, recipientes estanques que resistam às ações de punctura e ruptura. Ao final da etapa, é fundamental que a perfeita identificação dos sacos e recipientes não deixe dúvidas quanto à natureza dos resíduos neles contidos. Armazenamento temporário: consiste na guarda temporária, em local próximo aos pontos de geração, dos recipientes já identificados contendo os resíduos que aguardam a coleta externa. Em estabelecimentos de grande porte é precedido da etapa de transporte interno, que visa reunir todos os resíduos dos respectivos pontos geradores, concentrando-os para serem apresentados à coleta externa. Tratamento preliminar: trata da aplicação de método ou processo, dentro ou fora do estabelecimento, que modifique as características inerentes aos resíduos, reduzindo ou eliminando os riscos de contaminação ou de dano ao meio ambiente. Registro: refere-se à anotação e arquivamento de todo o resíduo gerado no estabelecimento e encaminhado às respectivas destinações, de acordo com os diversos grupos de tratamento. Na prática, essas são as etapas do PGRSS a serem executadas no âmbito do consultório odontológico. Fora do estabelecimento, o ciclo do manejo será concluído com as tarefas de coleta, transporte, tratamento final e destinação final.

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PGRSS na rotina diária Naturalmente, já faz parte da rotina de qualquer consultório odontológico a destinação dos resíduos que produz. O Plano de Gerenciamento de Resíduos, por sua vez, nada mais representa do que a formalização de uma orientação adequada para a destinação correta de cada tipo de resíduo gerado. Uma vez implantado, é tarefa de fácil execução, naturalmente integrada às rotinas do estabelecimento. Observar o que preconiza a legislação local sobre o assunto e adequar-se às eventuais mudanças também é muito importante. Recentemente, uma ampla discussão a respeito de equipamentos de uso clínico que contenham mercúrio tomou conta dos estabelecimentos de saúde em São Paulo. A Resolução SS­ S­P­­­239, de 7 de dezembro de 2010, proibiu os estabelecimentos assistenciais da Secretaria de Saúde do Estado de adquirirem quaisquer dispositivos de medição de temperatura ou pressão que contivessem mercúrio. Apesar da medida não atingir estabelecimentos e clínicas particulares, a legislação aponta uma tendência mundial acerca do assunto. Observando-se as discussões a respeito do amálgama odontológico, sua aplicação, seus efeitos e correto descarte, a situação não é diferente. É importante, portanto, que o profissional da odontologia conscientize-se da necessidade de destinar corretamente os resíduos que gera em seu consultório. Não apenas com a obrigação de alinhar-se à legislação, mas com o objetivo de criar procedimentos que permitam a difusão e a universalização de boas práticas profissionais, estimulando a melhoria dos serviços prestados e o aprimoramento de resultados cada vez mais visíveis em favor da saúde pessoal do profissional e de seus colaboradores, da qualidade do meio ambiente e da segurança das comunidades que dependem da prestação de um bom serviço de saúde.

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Caso Clínico

Reabilitação protética de maxila com técnicas de reconstrução de rebordo e instalação de implantes

Susana Lílian Mência

Luiz Alfredo Malheiros Simões Filho

Mestre. Faculdade São Leopoldo Mandic - ­­Programa de Pós-Graduação em Implantodontia.

Mestre. Faculdade São Leopoldo Mandic - ­­Programa de Pós-Graduação em Implantodontia.

susana_mencia@hotmail.com

Hésio Magri de Lacerda Mestre. Faculdade São Leopoldo Mandic ­- Programa de Pós-Graduação em Implantodontia.

Ricardo de Oliveira Silva Mestre. Faculdade São Leopoldo Mandic ­- Programa de Pós-Graduação em Implantodontia.

Fabiano Capato de Brito Professor do Curso de Mestrado em Implantodontia da Faculdade São Leopoldo Mandic.

Thomaz Wassall Professor do Curso de Mestrado em Implantodontia da Faculdade São Leopoldo Mandic.

Rodrigo de Almeida Santos Mestre. Faculdade São Leopoldo Mandic - Programa de Pós-Graduação em Implantodontia.

A

s reabsorções teciduais decorrentes da perda de elementos dentários, somadas ao tempo decorrido desta perda, podem resultar em verdadeiras mutilações para o indivíduo. A reconstrução das estruturas perdidas, da estética e função por meio de associação de técnicas é capaz de resgatar a autoestima e a satisfação de sorrir. As reabilitações com implantes osseointegráveis atualmente são bastante previsíveis e ferramenta importante da Odontologia. Os indivíduos estão cada vez mais exigentes quanto a estética final do caso e a obtenção de tecidos gengivais e perimplantares harmônicos é cada dia mais solicitada1. A fase de planejamento cirúrgico-protético é de fundamental importância, é o momento onde observaremos as alterações ocorridas no sistema estomatognático e teremos a oportunidade de promover a correção e manutenção das estruturas anatômicas, fundamentais para a obtenção de próteses estéticas e funcionais2. Enxertos ósseos onlay em bloco são indicados para o aumento de processos alveolares com pouca espessura ou para o aumento em altura do rebordo em defeitos ósseos localizados. O enxerto ósseo onlay particulado contribui em pequenas quantidades para melhoria estética3. A chave para alcançar resultados esteticamente agradáveis é a habilidade do cirurgião em promover além do apoio ósseo, o correto posicionamento da papila interdental/interimplantar, de modo que enxertos de tecido mole têm sido bastante utilizados para alcançar estes objetivos4. Sempre que possível é melhor preservar a reconstruir as papilas interdentais5. Feliz-

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mente as reconstruções do arco côncavo são cada vez mais previsíveis. Para a reconstrução de papilas é necessário que entre o ponto de contato e a crista óssea exista uma distância entre 3mm6 e 5 mm7, e que a distância interimplantar seja no mínimo 3mm8-11. Bons resultados podem ser conseguidos com a técnica de condicionamento gengival por aumento de pressão gradual12, que consiste no acréscimo de resina em pônticos de provisórios para pressionar a mucosa, promovendo um perfil de emergência, de modo que garanta estética e acesso para higienização13. A matriz dérmica acelular ganhou espaço dentro da Odontologia como substituto tecidual nas necessidades de aumento gengival, apresentando resultados favoráveis com menor tempo cirúrgico, menor morbidade para o paciente, quantidade ilimitada de material e boa estética do ponto de vista de cor, podendo ainda ser utilizada como barreira biológica14. O objetivo deste trabalho é demonstrar, sob a ótica destes conceitos a viabilização das diversas técnicas de manutenção, formação e condicionamento muco-gengival, com o intuito de possibilitar uma reabilitação com adequada estética final.

Caso clínico O indivíduo FMB, 63 anos, Asa I, gênero feminino, leucoderma, compareceu à Clínica do Mestrado em Implantodontia do Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic apresentando como queixa a dor a palpação na região de incisivos, onde se observou fístula na região do elemento 22.

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Caso Clínico

Figura 1 Elemento 22 fraturado.

Figura 2 Reduzida altura óssea.

Figura 3

Figura 4

Aspecto ósseo após obtenção do retalho.

Área doadora.

Figura 5

Figura 6

Enxerto em bloco e particulado.

Implantes instalados após seis meses.

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Caso Clínico

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Figura 7

Figura 8

Instalação do Alloderm® após seis meses.

Necessidade de aumento vertical de rebordo.

Figura 9

Figura 10

Coleta de tecido conjuntivo.

Enxerto de conjuntivo sendo posicionado.

Figura 11

Figura 12

Postes de moldagem unidos com Pattern Resin LS® (GC AMERICA INC., Alsip, IL, USA).

Prótese provisória.

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Figura 13 Instalação da Prótese provisória superior.

Figura 14 Obtenção do perfil gengival por meio dos provisórios.

Figura 15

Figura 16

Aspecto com 60 dias após a cimentação das próteses superiores.

Resultado final.

Após remoção da prótese fixa, evidenciou-se a fratura radicular do elemento 22. Optou-se pela técnica de submersão radicular e obtivemos após o período de três semanas tecido gengival cicatrizado, conforme o preconizado por Langer15, para favorecer a coaptação de bordos no momento da realização do enxerto ósseo (figuras 1, 2 e 3). Posteriormente, a paciente foi submetida à enxertia óssea particulada e em bloco, tendo como área doadora a região retromolar da mandíbula (figuras 4 e 5), objetivando ganho em altura e espessura. Após o período de remodelação óssea (cinco meses), procedeu­se a instalação de dois implantes na região do elemento 12 e 22, sendo o primeiro de 13 mm X 3,75mm e o segundo de 13 mm x 3,3 mm (figura 6), ainda no mesmo tempo cirúrgico. Tendo em vista a necessidade de aumento tecidual de rebordo, optou-se pela instalação da membrana Alloderm® (LifeCell Corporation Branchburg, New Jersey, USA) com 1 cm X 4 cm (figura 7).

Acompanhando-se a cicatrização dos tecidos, observou-se que ainda havia necessidade de mais ganho de tecido conjuntivo (figura 8), optou-se por nova intervenção, desta vez utilizando enxerto de conjuntivo. A região eleita como doadora foi o palato (figuras 9 e 10). Posteriormente foi realizado o procedimento para moldagem de transferência com adaptação dos transferentes e ferulização dos mesmos com Pattern Resin LS® (GC AMERICA INC., Alsip, IL, USA.) (figura 11), sendo assim obtidos os demais registros da paciente. Após seis horas foi instalada uma prótese provisória aparafusada, sendo a mesma ferulizada com infraestrutura de titânio revestida com resina acrílica termopolimerizável (figuras 12 e 13). Ao mesmo tempo foi iniciado o condicionamento de tecido mole, objetivando a reconstrução de papilas. Após o período de dois meses, foi confeccionado o trabalho definitivo em metalo-cerâmica, onde foram realizadas novas moldagens para obtenção de perfil estético equivalente ao obtido pela prótese provisória (figura 14).

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Caso Clínico

Somente os enxertos ósseos e gengivais não são capazes de devolver o perfil de emergência adequado, sendo necessário, como demonstrado a associação de técnicas reconstrutivas para promover sucesso estético A paciente manifestou o desejo de substituir antigas próteses em resina acrílica por metalo-cerâmica. Os elementos 15, 14, 13 e 23, 24, 25 foram repreparados e nova moldagem de transferência foi realizada em moldagem única com OranWash e Zetaplus. As próteses em melalo-cerâmica foram provadas e após a aplicação do glaze foram cimentadas com cimento fosfato de zinco (figura 15).

Discussão A perda de um elemento dentário induz à reabsorção óssea alveolar, já que o osso necessita de estímulo constante para manter sua densidade e forma. A ausência faz com que a transmissão de estímulos seja interrompida, ocasionando redução no trabeculado ósseo com conformação menor em altura e largura, assim como redução do tecido mucoso de proteção, ocasionando limitações na estética das próteses16. O enxerto ósseo autógeno em bloco objetiva corrigir defeitos ósseos em altura e espessura. No reparo de defeitos alveolares mais localizados, o enxerto ósseo da mandíbula mostra resultados favoráveis e conveniente acesso cirúrgico, exibe reabsorção mínima, os ganhos em volume são bastante previsíveis e permitem a instalação dos implantes nos locais planejados na maioria das vezes. Comparado com a região da sínfise, o local doador do ramo é associado a uma menor morbidez pós-operatória e os pacientes demonstram menos preocupações com a remoção de osso nesta área17. Já o enxerto ósseo particulado contribui para a melhora da estética, sendo posicionado sobre o defeito com ou sem recobrimento por membrana, deven­do­­­­-se usar o periósteo intacto como membrana autógena, mantendo o material em posição com o auxílio de suturas3. Nemcovsky et al.18 sugere uma forma simples de impedirmos a perda de tecidos após a exodontia, que seria a imediata instalação de implantes em alvéolos frescos, geralmente associados com a carga imediata e enxertos de tecido conjuntivo, trazendo vantagens anatômicas e estéticas, que estimulam o osso diretamente. Este tipo de manobra contribui diretamente para a preservação das papilas, que são o maior desafio dos cirurgiões-dentistas hoje em dia, haja visto que a reconstrução duradoura é muito dificultada5,9,10,19, muitas vezes perdida devido a um mau planejamento. A Matriz Dérmica Acelular (Alloderm™, New Jersey, EUA) é aló-

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gena, acelularizada, congelada e desidratada, constituída por um complexo de membrana basal e matriz extracelular estruturalmente integradas, na qual fibras colágenas e fibras elásticas são os principais componentes. É utilizada como uma alternativa para o enxerto de mucosa palatal autógena, com o intuito de obter um aumento na largura da faixa de gengiva inserida; para o tratamento de recessões gengivais e recobrimento de raízes; como membrana protetora para regeneração óssea guiada dentre outras. Apresenta muitas vantagens, dentre elas, a redução da morbidade e maior conforto para o paciente, por eliminar um segundo sítio cirúrgico, promover estética desejável, quantidade disponível ilimitada e menor dor pós-operatória20. A submersão de raiz está indicada quando se deseja promover crescimento de tecido gengival sobressalente sobre uma raiz dentária com indicação de exodontia, e que será substituída por um implante osseointegrado. O organismo espontaneamente produz tecido mole, de modo a cobrir completamente a raiz quando ela é desgastada ao nível ósseo. Este fenômeno ocorre porque o tecido gengival tem um comportamento semelhante a um fluido sobre uma superfície rígida que busca o diâmetro da base sempre maior do que a altura. Em adição a presença de um corpo com um orifício interno tem um efeito irritante proliferativo sobre o tecido mole, causando hiperplasia. Somente a manipulação de tecidos moles não é capaz de garantir uma emergência estética aceitável, uma adequada intervenção no segundo estágio cirúrgico através de incisões conservadoras, bem como o uso de componentes protéticos fieis21, cuidados no pós-operatório22, características favoráveis do material, condições anatômicas (presença de osso e perfil gengival), conhecimento da técnica cirúrgica, motivação do paciente, planejamento cirúrgico e conceito protético apropriados e o respeito à resposta biológica da osseointegração23.

Conclusão As técnicas descritas para a resolução deste caso mostraram­se eficientes na recuperação do defeito em altura e largura do rebordo alveolar anterior na maxila deste caso. Somente os enxertos ósseos e gengivais não são capazes de devolver o perfil de emergência adequado, sendo necessário, como demonstrado, a associação de técnicas reconstrutivas para promover sucesso estético.

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Caso Clínico

6. Degidi M, Novaes AB, Jr., Nardi D, Piattelli A. Outcome analysis of immediately placed, immediately restored implants in the esthetic area: the clinical relevance of different interimplant distances. J Periodontol. 2008 Jun;79(6):1056-61. 7. Tarnow DP, Magner AW, Flecher P. The effect of the distance from the contact point to the crest of bone on the presence or absence of the interproximal dental papilla. J Periodontol. 1992; 63(12): 995-6. 8. Salama H, Salama MA, Li TF, Garber DA, Adar P. Treatment planing 2000 – on stetically oriented revision of the original implant protocol. J Sthet Dent. 1997;9(2):55-67. 9. Tarnow DP, Cho SC, Wallace SS. The effect of inter-implant distance on the height of inter-implant bone crest. J Periodontol. 2000;71(4):546-9. 10. Shibli JÁ, D’Ávila S, Marcantonio E Jr. Connective tissue graft to correct peri-implant soft tissue margin: a clinical report. J Prosthet Dent. 2004;91(2):119-22. 11. Degidi M, Novaes AB, Jr., Nardi D, Piattelli A. Outcome analysis of immediately placed, immediately restored implants in the esthetic area: the clinical relevance of different interimplant distances. J Periodontol. 2008 Jun;79(6):1056-61. 12. Oliveira JA, Ribeiro EDP, Conti PCR, Valle AL, Pegoraro LF. Condicionamento gengival: estética em tecidos moles. Rev Fac Odontol Bauru. 2002;10(2):99-104. 13. Mitrani R, Phillips K, Kois JC. An implant-supported, screw-retained, provisional fixed partial denture for pontic site enhancement. Pract Proced Aesthet Dent. 2005;17(10):673-8. 14. Villaça JH, Barros RRM, Novaes Jr AB. Matriz dérmica acelular na regeneração óssea guiada de áreas tratadas com implante imediato. ImplantNews.2006; 3(2):175-81. 15. Langer B. Spontaneous in situ gingival augmentation. Int J Periodont Rest Dent. 1994;14:525-35. 16. Itinoche MK, Bottino MA, Oyafuso DK, Miyashita E, Nishioka RS. Manipulação gengival para obtenção de estética favorável nos implantes osseointegrados: relato de caso clínico. BCI. 2001;32(8):329-34. 17. Mish CM. Comparacion of intraoral donor sites for onlay grafting prior to implant placement. Int J Oral MaxilloFac Impl. 1997; 12:767-6. 18. Nemcovsky CE, Artzi Z, Moses O. Rotated palatal flap in immediate implant procedures: clinicai evaluation of 26 consecutive cases. Clin Oral Impl Res. 2000; 11:83-90. 19. Henriques PG. Estética em periodontia e cirurgia plástica periodontal. São Paulo: Santos; 2003. p. 213-29. 20. Lino MDMC, Rosa FP. Matriz dermal acelular em cirurgia periodontal: aplicações clinicas. Sobrape 2006 [Acesso em: 12/2/2008]. Disponível em: <http://www.sobrape. org.br/revista/2006/marco/matr_der/matr_der.html>. 21. Cardoso AC, Andreazi Junior W, Vasconcelos DK, Souza DC. O passo-a-passo da prótese sobre implantes. São Paulo: Santos; 2005. 22. Costa RR, Trevisan Júnior W. Ganho de estética periimplantar através da utilização de enxerto conjuntivo: relato de caso clínico. ImplantNews. 2004;1(5):417-20. 23. Khoury F, Hope A. Soft tissue management in oral implantology: A review of surgical techniques for shaping an esthetic and functional peri-implant soft tissue structure. Quintessence Int. 2000;31(7):483-99.

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Caso Clínico

Tratamento ortodôntico integrado à cirurgia ortognática

Wilson H. Murata Mestre em Ortodontia pela CPO São Leopoldo Mandic. Especialista em DTM e Dor Orofacial pela UNIFESP. Professor do Curso de Especialização em Ortodontia SENAC. Professor Coordenador do Curso de Atualização em Ortodontia ABENO. Professor Coordenador do Curso de Especialização em Ortodontia UNICSUL. Professor Coordenador da Disciplina de Ortodontia UNISA. Diretor Clínico da Policlínica Espaço Odontológico.

wmurata@uol.com.br

O

s vários tipos de tratamento ortodôntico dependem da quantidade de movimentação dos dentes e/ou bases ósseas, necessária á devida correção, restabelecendo estética facial e dentária, função adequada, saúde periodontal e estabilidade. Em casos em que o diagnóstico apresenta apenas problema dento-alveolar, o tratamento envolverá movimentos corretivos ortodônticos, porém, em casos em que o diagnóstico revela discrepância esquelética em pacientes em crescimento, pode-se lançar mão de movimentos ortopédicos mecânicos ou funcionais para promover a modificação de crescimento, visando a normalização das bases ósseas. Para pacientes fora da fase de crescimento, com discrepância esquelética, pode-se realizar movimentos ortodônticos de compensação das posições dos dentes com resultados aceitáveis ou mesmo limitado, e o paciente deve estar ciente disso. Pacientes adultos com discrepância esquelética de grande magnitude necessitam de cirurgia ortognática, que pode envolver maxila, mandíbula e/ou mento. Para estes tratamentos, deve-se realizar o preparo ortodôntico, visando a cirurgia ortognática. Nestes casos, deve-se realizar primeiramente movimentos ortodônticos de descompensação, a cirurgia ortognática, em seguida os movimentos ortodônticos corretivos de finalização.

esquelética com os terços médio e inferior desproporcionais (figuras 1 e 2). Classe III dentária e mordida cruzada anterior (figuras 3, 4 e 5). Queixa principal: estética facial e dentária. Preparo ortodôntico: foi realizado tratamento de descompensações dentárias para um bom relacionamento em suas bases ósseas para posterior cirurgia ortognática envolvendo maxila mandíbula e mento. Foram utilizados Brackets Inovation (GAC) prescrição ROTH, slot 22 (figuras 6, 7, 8, 9, 10 e 11). Cirurgia ortognática: foram realizados desimpacção e rotação no sentido horário da maxila, recuo de mandíbula e mentoplastia conforme traçado predictivo (figura 12) com objetivo de melhorar a estética facial, queixa principal da paciente. Após o procedimento cirúrgico foram realizados movimentos ortodônticos corretivos de finalização (figuras 13, 14 e 15).

Caso clínico 1

Figuras 1 e 2

Paciente R.C.G, gênero feminino, 28 anos e 10 meses. Classe III

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Classe III esquelética com os terços médio e inferior desproporcionais.

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Caso Clínico

O s vários tipos de tratamento ortodôntico dependem da quantidade de movimentação dos dentes e/ou bases ósseas

Figuras de 3 a 5 Classe III dentária e mordida cruzada anterior.

Figuras de 6 a 11 Preparo ortodôntico com Brackets Inovation (GAC) prescrição ROTH, slot 22.

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Caso Clínico

Figura 12

Figuras de 13 a 15

Traçado predictivo.

Movimentos ortodônticos corretivos de finalização.

Figuras de 16 a 18

Figuras 19 e 20

Posicionamento dentário final.

Fotos iniciais.

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Caso Clínico

Pacientes adultos com discrepância esquelética de grande magnitude necessitam de cirurgia ortognática

Figuras de 21 a 23 Fotos finais.

Caso clínico 2 Paciente S.R.M.A, gênero feminino, 27 anos e quatro meses, Padrão II, retrusão mandibular (figuras 1 e 2), atresia maxilar, mordida aberta anterior. Classe II dentária (figuras 3, 4 e 5). Queixa principal: mordida aberta anterior, estética facial e dentária. Após exames clínicos extra e intrabucais, análises cefalométricas e dos modelos foi proposto preparo ortodôntico, visando cirurgia ortognática envolvendo maxila, mandíbula e mento. foi utilizado aparatologia fixa Straight Wire prescrição Roth, slot 22, brackts Inovation (GAC).

O preparo ortodôntico, visando a cirurgia ortognática, deve posicionar os dentes em locais ideais com suas respectivas bases ósseas, respeitando as angulações e torques, haja vista que após a cirurgia ortognática a relação maxila-mandibular estará corrigida e será necessária apenas uma mecânica de finalização para atingir os objetivos de um tratamento ortodôntico ideal (figuras 6, 7, 8, 9, 10 e 11). Após cirurgia ortognática, obtém-se o correto posicionamento dentário (figura 12, 13 e 14).

Figuras 1 e 2 Padrão II, retrusão mandibular.

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Caso Clínico

Figuras de 3 a 5 Classe II dentária, mordida aberta anterior e atresia maxilar.

Figuras de 12 a 14

Figuras de 6 a 11

Posicionamento dentário após cirurgia ortognática.

Preparo ortodôntico.

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Caso Clínico

O preparo ortodôntico, visando a cirurgia ortognática, deve posicionar os dentes em locais ideais com suas respectivas bases ósseas, respeitando as angulações e torques

Figuras de 15 a 17 Posicionamento dentário final.

Figuras 18 e 19 Fotos iniciais.

Figuras de 20 a 22 Fotos finais.

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Caso Clínico

Estética em Odontopediatria: abordagem tecnológica para harmonização do sorriso Marco Aurelio Benini Paschoal

Camila Maria Bullio Fragelli Aluna do Programa de Pós-Graduação do Programa de Ciências Odontológicas, Disciplina de Odontopediatria, nível: Mestrado da Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP.

camilafragelli@hotmail.com

Aluno do Programa de Pós-Graduação do Programa de Ciências Odontológicas, Disciplina de Odontopediatria, nível: Doutorado da Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP.

Rita de Cássia Loiola Cordeiro Professora Adjunta do Departamento de Clínica Infantil, Disciplina de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP.

Lourdes Santos-Pinto Professora Titular do Departamento de Clínica Infantil, Disciplina de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP.

O

anseio por uma aparência estética saudável e harmoniosa é cada vez mais comum em nossa sociedade. Na Odontologia, essa tendência é marcada por elementos dentários cada vez mais brancos, exaustivamente mostrados na mídia. Com o avanço tecnológico e a exposição precoce das crianças ao alto padrão de beleza exigido pela sociedade atual, deparamo-nos com uma nova realidade na Odontopediatria. São cada vez mais frequentes queixas sobre a aparência e principalmente os aspectos do sorriso, tanto por pais insatisfeitos quanto pelas crianças, que, em algumas situações, sentem-se discriminadas, principalmente no ambiente escolar. Tal realidade nos faz refletir sobre quais as possibilidades de tratamento estético para o público infantil, levando em consideração a interferência mínima na estrutura dentária ainda jovem, a necessidade de acompanhamento longitudinal e, muitas vezes, dependendo do grau de comprometimento estético, a necessidade de postergar o tratamento, principalmente em procedimentos altamente invasivos. Graças aos avanços tecnológicos, lidar com essa problemática tornou-se mais fácil e mais acessível à população. Dispositivos como lasers, sistema de pontas ultrassônicas, abrasão a ar e materiais de alta qualidade são agora uma realidade no mercado odontológico e, gradativamente, ganham espaço na prática clínica diária1. Sendo assim, este trabalho teve por objetivo apresentar um caso clínico de um paciente infantil que apresentava manchas nos dentes anteriores, cujo tratamento realizado associou o uso do sistema de abrasão a ar à técnica de clareamento dentário.

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Caso clínico Paciente D.P., gênero masculino, 12 anos de idade, procurou tratamento odontológico na Clínica Infantil da Faculdade de Odontologia de Araraquara - UNESP com intuito de melhorar o aspecto de seu sorriso. Ao exame clínico constatou-se a presença de manchas amarelo acastanhadas com perda estrutural leve nos incisivos superiores permanentes associadas às opacidades nos primeiros molares inferiores permanentes, caracterizando a condição de hipomineralização molar-incisivo (HMI) (figura 1). Pacientes portadores desta condição apresentam molares afetados, associados ou não aos incisivos, com opacidades definidas como defeitos qualitativos dos tecidos dentários, caracterizada por áreas de coloração branca, creme, amarelas ou castanhas, de superfície lisa e espessura normal de esmalte2,3. Por vezes, o esmalte poroso se pode romper com facilidade, principalmente sob influência de forças mastigatórias, deixando a dentina desprotegida e favorecendo o desenvolvimento de lesões de cárie. Desta forma, após identificação desta condição, o tratamento inicial seguiu o protocolo recomendado4: a remineralização dentária realizada por meio de uma aplicação semanal de verniz fluoretado (Verniz de Fluoreto de Sódio 10%, Duraphat, Colgate, Inc, São Paulo, SP, Brasil) durante quatro semanas. Na sequência, realizaram-se os procedimentos de clareação dos elementos afetados, remoção de restaurações insatisfatórias, seguida de restaurações estéticas diretas com resina composta. Para o clareamento dental, os dentes anteriores foram isolados com barreira gengival (figura 2) e em uma sessão única foram realizadas duas aplicações do gel de peróxido de hidrogênio a 25% (Lase Peroxide Sensy, DMC, São Carlos, SP, Brasil), sendo

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Caso Clínico

Figura 1 Aspecto inicial dos incisivos.

Figura 2 Visualização do isolamento com barreira gengival para realização do clareamento dentário.

que cada dente foi iluminado com uma fonte de luz LED (Dabi Atlante, Ribeirão Preto, SP, Brasil) durante 1,5 min, totalizando 10 minutos. Aplicação tópica de flúor neutro a 2% (DFL, Indústria e Comércio S/A, Jacarepaguá, RJ, Brasil) durante um minuto seguido de polimento com disco de feltro foi realizado após a clareação. Para a remoção das restaurações e posterior preparo das cavidades, optou-se pelo sistema de abrasão a ar (RONDOflex Plus, Kavo Dental, Charlotte, NC, USA) com partículas de óxido de alumínio (50 µm) com o intuito de remover as manchas de forma superficial, retirando apenas a camada de maior porosidade. Ao realizar tal procedimento, foi feito o isolamento absoluto da área clínica e a proteção do paciente para que não houvesse danos gengivais e inalação das partículas (figura 3). O procedimento pôde ser realizado sem anestesia por se tratar de um tratamento minimamente invasivo e indolor, realizado apenas na superfície do esmalte.

Figura 3 Proteção do paciente durante manuseio do dispositivo de abrasão a ar.

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Caso Clínico NORMAS PARA PUBLICAÇÂO A seção CASO CLÍNICO da ODONTO MAGAZINE tem como objetivo a divulgação de trabalhos técnico-científicos produzidos por clínicogerais e/ou especialistas de diferentes áreas odontológicas. Gostaríamos de poder contar com trabalhos originais brasileiros, produzidos por cirurgiões-dentistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e médicos, para divulgar esse material em nível nacional por meio da revista impressa e pelo site: www. odontomagazine.com.br Os trabalhos devem atender as seguintes normas:

Figura 4 Aspecto final imediato dos incisivos após tratamento.

1) Ser enviados acompanhados obrigatoriamente de uma autorização para publicação na ODONTO MAGAZINE, assinada por todos os autores do artigo. No caso de trabalho em grupo, pelo menos um dos autores deverá ser cirurgião-dentista. Essa autorização deve também dar permissão ao editor da ODONTO MAGAZINE para adaptar o artigo às exigências gráficas da revista ou às normas jornalísticas em vigor. 2) O texto e a devida autorização devem ser enviados para o e-mail: vanessa.navarro@vpgroup.com.br. As imagens precisam ser encaminhadas separadas do texto, em formato jpg e em altaresolução. Solicitamos, se possível, que o artigo comporte no mínimo três imagens e no máximo 30. As legendas das imagens devem estar indicadas no final do texto em word. É necessário o envio da foto do autor principal do trabalho. 3) O texto deve seguir a seguinte formatação: espaço entre linhas simples; fonte arial ou times news roman, tamanho 12. As possíveis tabelas e/ou gráficos devem apresentar título e citação no texto. As referências bibliográficas, quando existente, devem estar no estilo Vancouver.

Figura 5 Aspecto do sorriso do paciente.

Posteriormente, foram realizadas as restaurações de resina composta. Para isso, foi realizado condicionamento total da estrutura dentária com ácido fosfórico a 37% (Dentaltec, Cathec Industrial Ltda., Rio do Sul, SC, Brasil), seguido de aplicação de adesivo (Single Bond, 3M ESPE, St Louis, MN, USA) e restauração dos elementos afetados (Oppalis, FGM Produtos Odontológicos, Joinville, SC, Brasil) (figura 4) com posterior realização de acabamento e polimento. A figura 5 ilustra o aspecto do sorriso do paciente e a satisfação quanto ao resultado alcançado.

Conclusão É de suma importância, em casos como o relatado, o diagnóstico correto das manchas, com o intuito de assegurar o futuro prognóstico do caso, sendo que paciente deve estar ciente do mesmo e da necessidade de acompanhamento a longitudinal. A utilização dessas tecnologias assegurou uma abordagem menos invasiva e menos traumática ao paciente, o qual se apresentou plenamente satisfeito com o resultado alcançado, resultando em uma melhoria de qualidade de vida.

Referências 1. Mastrantonio SDS, Gondim JO, Josgrilberg EB, Cordeiro RCL. Redução do medo durante o tratamento odontológico utilizando pontas ultrassônicas. RGO – Rev Gaucha Odontol 2010;58:119-22. 2. Fédération Dentaire Internationale. Commission on Oral Health, Research and Epidemiology. A review of the developmental defects of enamel index (DDE Index). Int Dent J 1992; 42(6): 411-26. 3. Suckling GW. Developmental defects of enamel-historical and present-day perspectives of their pathogenesis. Adv Dent Res 1989; 3(2): 87-94. 4. Lygidakis NA, Wong F, Jalevik B, Vierrou AM, Allaluusua S, Espelid I. Best clinical practice guidance for clinicians dealing with children presenting with molar-incisor-hypomineralisation (MIH). Eur Arch Paed Dent 2010;11:75-81.

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4) Se for necessário o uso de siglas e abreviaturas, as mesmas devem estar precedidas, na primeira vez, do nome próprio. 5) No trabalho deve constar: o nome(s), endereço(s), telefone(s) e funções que exerce(m), instituição a que pertence(m), títulos e formação profissional do autor ou autores. Se o trabalho se refere a uma apresentação pública, deve ser mencionado o nome, data e local do evento. 6) É de exclusiva competência do Conselho Científico a aprovação para publicação ou edição do texto na revista ou no site. 7) Os trabalhos enviados e não publicados serão devolvidos aos autores, com justificativa do Conselho Científico. 8) O conteúdo dos artigos é de exclusiva responsabilidade do(s) autor (res). Os trabalhos publicados terão os seus direitos autorais guardados e só poderão ser reproduzidos com autorização da VP GROUP/Odonto Magazine. 9) Cada autor do artigo receberá exemplar da revista em que seu trabalho foi publicado. 10) Os trabalhos, bem como qualquer correspondência devem ser enviados para: Vanessa Navarro ou Vivian Pacca – ODONTO MAGAZINE Alameda Amazonas, 686 – sala G1 Alphaville Industrial – Barueri-SP CEP 06454-070 11) Ao final do artigo, acrescentar os contatos de todos os autores: nome completo, endereço, bairro, cidade, estado, CEP, telefones e e-mail. 12) Informações: Editora e Jornalista Responsável Vanessa Navarro (MTb: 53385) e. vanessa.navarro@vpgroup.com.br t. + 55 (11) 4197.7506 Publicidade - Gerente de Contas Vivian Ceribelli Pacca e. vivian.pacca@vpgroup.com.br t. + 55 (11) 4197.7508

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Odonto Magazine #06  

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