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Ano 3 • No 18 • Fevereiro/2013

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comunicação integrada

Referência em tecnologia para o mercado de segurança eletrônica

o

Paineiras do Morumby

Aposta no monitoramento com tecnologia IP

Entrevista

Sérgio Menke: “falta de regras normativas e alta carga tributária travam o mercado”

9 772238 571102

www.revistadigitalsecurity.com.br

ISSN 2238-5711

comunicação integrada


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Editorial Ano 3

No 18

fevereiro

Hora da

A

segurança anda lado a lado com a catástrofe. Não raro, quando um sistema de segurança eletrônica falha, alguém perde – seja uma perda financeira, fruto de uma invasão seguida de roubo, o furto em lojas de shopping ou conveniências, como estamos cansados de ver nas telas da TV. É uma linha tênue em que não há meio termo: ou ele funciona e então nem nos lembramos dele, ou, quando falha, é o primeiro a ser apontado como culpado. Quando acontece algo tão terrível como o que houve em Santa Maria, no interior do Rio Grande do Sul, essa máxima ganha ainda mais força. Aqui, a perda material importa pouco. Mas, como passe de mágica, nos lembramos do sistema de segurança eletrônica que falhou, das câmeras de baixíssima resolução, da inexistência de pontos de fuga – ou seja, da absoluta falta de um projeto de segurança bem feito. Agora, as acusações surgem de todos os lados: o sumiço das imagens internas, a falta de alvarás de funcionamento e a total incapacidade de receber aquela quantidade de público. O que aconteceu ali, a verdade, é o resultado da política corriqueira que envolve a instalação de sistemas de segurança Brasil. Relegados a segundo (ou terceiro) plano, eles têm pouca importância para proprietários, que preferem não investir em projetos complexos, que incluem, além de câmeras, um sistema de alarmes e equipamentos anti-incêndio. Da mesma forma, também veem como um gasto o investimento em Brigadas de Incêndio ou equipes que possam ajudar, com conhecimento de causa, quando algo do tipo acontece. Agora, como já aconteceu antes em outros lugares do mundo – vide Estados Unidos logo após 11 de setembro - haverá uma “caça as bruxas” como se a culpa pelo descaso de tantos anos pudesse sumir da noite para o dia. Passaremos por tempos de blitz, denúncias e tudo mais o que se fizer necessário para aliviar nossos corações daquilo que aconteceu no sul do país – e que poderia ter sido evitado, com toda a certeza. Passa da hora de todos aqueles que lidam com a vida humana lembrarem que garantir a segurança e zelar pelo ser humano é fundamental – não é um luxo. Procurar por produtos de baixa qualidade e sem uma equipe especializada para a instalação é incorrer num erro que pode custar vidas, como bem nos mostrou esse exemplo. Apenas para lembrar a importância desse segmento, no mês passado, a Intersec mostrou diversas soluções de combate a incêndios em Dubai. Por aqui também há encontros desse tipo. Isso não mostra alguma coisa? É perfeitamente compreensível que a tragédia do Gran Circo, em Niterói (o maior desastre com mortes causado por incêndio no Brasil, que aconteceu em 1961) tenha acontecido por falta de sistemas de segurança. Porém, é inadmissível que, mais de meio século depois, em plena era da tecnologia, algo da mesma proporção ainda torne a acontecer no país. É como se não tivéssemos aprendido a lição. E quantas outras vezes teremos de passar por ela até aprendermos que prevenir ainda é a melhor solução?

Presidência & CEO Victor Hugo Piiroja e. victor.piiroja@vpgroup.com.br Gerência Geral Marcela Petty e. marcela.petty@vpgroup.com.br Gerente Comercial Christian Visval e. christian.visval@vpgroup.com.br Financeiro Rodrigo Oliveira e. rodrigo.oliveira@vpgroup.com.br Designers Gráficos Débora Becker e. debora.becker@vpgroup.com.br Bob Nogueira e. bob.nogueira@vpgroup.com.br Web Designer Robson Moulin e. robson.moulin@vpgroup.com.br Sistemas Wander Martins e. wander.martins@vpgroup.com.br Marketing Ironete Soares e. ironete.soares@vpgroup.com.br Editor e Jornalista Responsável Eduardo Boni (MTb: 27819) e. eduardo.boni@vpgroup.com.br Colaboradores Gabriel Furtado, Michel Pipolo, Marcos Serafim ........................................................................................................... Digital Security Online s. www.revistadigitalsecurity.com.br Tiragem: 22.000 exemplares Impressão - HR Gráfica ...........................................................................................................

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Alameda Amazonas, 686, G1 Alphaville Industrial - 06454-070 - Barueri – SP

c o m u n i c a ç ã o i n t e g r aBrasil da

Eduardo Boni Editor

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t. + 55 (11) 4197 - 7500 s. www.vpgroup.com.br


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United Business Media United Business Media quer IFSEC em Londres em 2014

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Grupo Policom Distribuidora passa a comercializar soluções da Fluidmesh

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EverFocus Câmeras domes IP compactas são apresentadas na Intersec

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Ievo Leitores biométricos demonstrados na BETT

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Sony Companhia lança câmera dome full HD unificada em Dubai

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Secutech 2013 visitantes com acesso a aplicativo móvel

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INTERSEC 2013

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Case Study

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Reportagem

Samsung Techwin Samsung Techwin contrata Jonas Andersson

Clube Paineiras do Morumby

Terreno fértil para debater segurança eletrônica e apresentar novos produtos

Sérgio Menke

Presente no mercado de segurança digital há cerca de 10 anos, a Alpha-Digi é uma companhia que preza pela inovação e excelência dos serviços, oferecendo produtos de alta tecnologia, mas que sejam fáceis de manusear. Nesta entrevista, Sérgio Menke, sócio-diretor da empresa, fala sobre a trajetória do grupo, as novas tendências e discorre sobre temas que travam a indústria brasileira, como o excesso de impostos sobre os produtos.

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Cinquentão aposta em modernidade Fundado em agosto de 1960, o Clube Paineiras do Morumby, um dos mais importantes clubes esportivos da cidade de São Paulo, ganha videomonitoramento IP para aumentar a segurança dos visitantes.

Prévia Security Show 2013 Receita de sucesso aprovada Misturando segurança eletrônica, e lazer, o Security Show, que acontece em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, reúnirá os grandes especialistas do país em um encontro de educação, negócios e diversão.

Especial Câmeras IP Elas vieram para ficar Vista como a verdadeira revolução no mercado de segurança, a tecnologia IP apresenta diversas vantagens

e mais...

Entrevista

Eventos

Produtos e Serviços

Mercado

Sumário

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Em Profundidade Caixas de Proteção: fundamental em vários ambientes

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Michel Pipolo Aspectos metodológicos da implantação de contrato de segurança

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Ponto de vista New Jersey College vai lançar programa de graduação de segurança

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SIA anuncia evento beneficente

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AGENDA

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Uma Uma Nova Dimensão Uma Uma Nova Nova Nova Dimensão Dimensão Dimensão em Monitoramento de Imagens em Monitoramento Monitoramento Monitoramentode de deImagens Imagens Imagens Redefinindo Redefinindo as Fronteiras do Desempenho em Projetos “Enterprise” Redefinindo Redefinindoas as asFronteiras Fronteiras Fronteirasdo do doDesempenho Desempenho Desempenhoem em emProjetos Projetos Projetos“Enterprise” “Enterprise” “Enterprise”

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Mercado

Samsung Techwin

Samsung Techwin contrata

J

onas Andersson, que durante vários anos atuou frente à Axis Communication, foi nomeado vice-presidente sênior de planejamento de produtos e marketing estratégico para a divisão de soluções de segurança da Samsung Techwin. O executivo, que junta-se à equipe da Samsung Techwin, trabalhou na Axis Communications nos últimos 18 anos em vários cargos de alto escalão, incluindo Diretor de Gestão de Produtos e de Soluções de Vídeo e, nos últimos cinco anos, como Diretor de Desenvolvimento de Negócios. Ele é presidente da Comissão de Coordenação ONVIF desde novembro de 2008. Falando sobre esta importante nomeação, Hansoo Jung, vice-presidente sênior da Samsung Techwin, disse: “Estamos muito satisfeitos por termos conseguido recrutar alguém do quilate de Jonas Andersson para assumir este papel tão importante. Seu amplo conhecimento de soluções de rede baseadas em IP e sua visão estratégica única de oportunidades de mercado, serão de imenso valor para nós”, ressaltou. Para Jung, como presidente da Comissão de Coordenação ONVIF, Andersson tem desempenhado um papel fundamental, juntamente com outros membros seniores da indústria para impulsionar a adoção de vídeo em rede no mercado de segurança e garantir a interoperabilidade entre produtos de vídeo em rede, independentemente do fabricante. “Nossa filosofia é oferecer segurança inteligente aos nossos clientes e consumidores do mercado de segurança para que eles possam obter o máximo de seus investimentos em uma solução de vigilância de vídeo“. A proposta da Samsung de oferecer a segurança mais inteligente se reflete em um portfólio de produtos que garante aos clientes a flexibilidade de escolher a melhor solução

Andersson: ansioso para contribuir com a política que vai posicionar a Samsung Techwin como líder no mercado de segurança eletrônica

para o trabalho. Ele permite que os clientes atualizem seus sistemas analógicos para uma solução de rede IP, como forma de garantir segurança inteligente para o seu negócio. Um dos principais objetivos para 2013 é mostrar aos instaladores, integradores de sistemas e usuários finais, que eles podem escolher equipamentos IP Samsung e confiar que suas expectativas serão atendidas. Ao mesmo tempo, a linha de produtos de segurança de consumo da Samsung, que inclui monitores de bebê e em breve terá câmeras residenciais inteligentes, está redefinindo o modo como as pessoas usam o vídeo em suas casas. Comentando sobre a sua nomeação, Andersson disse: “Depois de ter passado os últimos anos trabalhando para uma das principais fabricantes de produtos de rede IP, estou naturalmente muito satisfeito por poder progredir a minha carreira ao assumir este papel sênior dentro da Samsung Techwin. Estou ansioso para contribuir com os esforços de uma equipe muito forte de engenheiros e profissionais de marketing de produtos que têm feito um trabalho magnífico durante os últimos anos na introdução de novos produtos e tecnologias que permitiram que a Samsung Techwin para estar entre os líderes de mercado”.

United Business Media

United Business Media quer

O

s organizadores da IFSEC estão preparando o terreno para, eventualmente, mudar a exposição de Birmingham para Londres em 2014. A United Business Media, proprietária da feira de negócios, diz que não foi tomada nenhuma decisão oficial a respeito, mas um porta-voz confirmou que a empresa está consultando expositores e parceiros importantes para avaliar o interesse na ideia. A medida marcaria o retorno do evento a Londres, uma vez que desde 1993 o IFSEC britânico acontece no Centro Nacional de Exposições (NEC), em Birmingham. Mesmo sem a confirmação da United Business Media sobre a mudança, as consultas que foram feitas com os expositores certamente aumentaram as expectativas na indústria de que o IFSEC pudesse ser transferido – com o apoio dos expositores.

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em Londres em 2014 Uma fonte do setor disse que as sondagens têm acontecido nos últimos 18 meses e que o principal razão para mudar a exposição para Londres seria a pressão dos expositores. Ela disse: “A exposição ainda está funcionando, mas seu tempo em Birmingham chegou ao fim. Os visitantes internacionais querem estar em Londres e, num mercado tão competitivo, os organizadores precisam se mexer”. Segundo a fonte, Londres tem agora um local com capacidade para acolher os eventos que acontecem em paralelo ao IFSEC, incluindo Firex International. Além disso, a cidade conta com uma variedade de opções de acomodação em hotéis e uma boa frota de transportes, incluindo o Aeroporto de Londres perto do ExCel. Os visitantes europeus terão a oportunidade de visitar o evento fazendo uma viagem de um dia usando o Eurostar.


Mercado

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Mercado

Grupo Policom

distribuidora soluções da

O

Grupo Policom, especializado na distribuição de produtos para Cabeamento Estruturado e CFTV IP – tornou-se distribuidora da Fluidmesh Networks, líder mundial em sistemas de Ethernet IP sem fio. Entre as soluções ofertadas, destaca-se a Série Fluidmesh MITO, uma linha de rádios Ethernet sem fio com três bandas, com base em MIMO, projetada e fabricada especificamente para aplicações multisserviços de tráfego de transportes. Com a linha de produtos MITO, a Fluidmesh desenvolveu uma revolucionária solução de tráfego de transporte sem fio que é capaz de oferecer desempenhos extremos com um pequeno fator de formas. O MITO é uma solução única 2X2 MIMO com antenas de direção integradas que permitem o bloqueio do molde e a criação de uma linha de produtos como um comutador de jogos na arena de tráfego de transporte sem fio. Dispensa a instalação de antenas externas, cabos axiais, supressor de iluminação e ligação terra. A família de produtos MITO é composta por Fluidmesh 1100 e Fluidmesh 3100, indicados para ambientes externos e compactos, com tamanho levemente maiores que dois suportes de cartão. O Fluidmesh 1100 MITO suporta uma antena compacta 2X2 MIMO e pode ser usada para criar redes ponto a ponto, ponto a multiponto e de malha fornecendo grandes desempenhos sem igual e um fator de forma compacto. O Fluidmesh 3100 MITO suporta uma antena de setor 2X2 MIMO e é destinada a aberturas de pontos médios e grandes a multipontos com até 150 clientes.

A Série Fluidmesh MITO emprega protocolos de transmissão inteligente de alto desempenho desenvolvidos para transmitir qualquer tráfego compatível com IP

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Transmissão inteligente A Série Fluidmesh MITO apresenta uma rádio com três bandas e pode operar a 4.9 GHz e 5.1-5.8 GHz e modular até 300 Mbps. A frequência preferida pode ser facilmente selecionada através de uma interface baseada na rede. A Série Fluidmesh MITO emprega protocolos de transmissão inteligente de alto desempenho da Prodigy, que foi desenvolvida para transmitir qualquer tráfego compatível com IP, que inclui dados, vídeo e voz. Com base nesse protocolo de transmissão, há um algoritmo de otimização de tráfego que permite a cada dispositivo Fluidmesh atribuir um nível especifico de prioridade e confiabilidade para cada pacote transmitido. Este processo faz com que a rede sem fio ajuste automaticamente seus parâmetros de transmissão com base no tipo de trafego transmitido. O resultado global é uma infraestrutura sem fio confiável e multisserviços. Além disso, a série Fluidmesh MITO é fornecida com injetor PoE, tornando-se uma unidade compacta destinada a implantações de baixo impacto visual e possui uma antena de painel integrada, que facilita a instalação e suporta variação de até 30 milhas da linha de visão. Baseada na tecnologia FluidThrottle, que permite limitar o custo total de propriedade de rede sem fio pagando apenas a quantidade de largura de banda requerida, a Série Fluidmesh MITO suporta a tecnologia FluiMax, e pode ser usada na criação de arquiteturas Ponto a Ponto, Ponto a Multiponto e Mesh. Essa tecnologia permite a operação tanto com um protocolo de controle de acesso médio centralizado quanto com um protocolo de controle de acesso de acesso médio distribuído, dependendo da disposição de rede. Em termos práticos, isso significa que as unidades podem operar com CSMA ou TDMA. A decisão é tomada automaticamente pela rede baseada na sua disposição e não exige intervenção do utilizador. A Série Fluidmesh MITO inclui a plataforma EasyMesh – que permite ao operador definir a mesma área do endereço de IP privado por meio de toda a rede – e também inclui a interface da web FM Quadro, que possíbilita configurar, monitorar, e resolver problemas da rede sem fio em tempo real sem precisar de software adicional ou um servidor. A unidade vem com um analisador de espectro embutido, uma ferramenta de monitoramento da largura de banda em tempo real e um ajudante para facilitar a configuração do sistema.


Mercado

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Produtos e Serviços

EverFocus

compactas são apresentadas na Intersec

A

EverFocus está lançando câmeras domes compactas para instalações interiores e aplicações de monitoramento on-board. Os modelos internos são EDN1120, EDN1220, EDN1320 e as câmeras móveis específicas - EMN2120, EMN2220, EMN2320 chegaram ao mercado juntamente com a Intersec 2013, evento que aconteceu em meados de janeiro, em Dubai. Tanto os modelos EDNS como EMNs têm várias resoluções, que variam de 1,3 megapixels a 3 megapixels, atendendo a todos os tipos de demandas. Certificada com o padrão de avaliação IK10 e classificadas com o IP67, os modelos EMNs são resistentes a vandalismo, à prova de intempéries e capazes de performances excepcionais em vários ambientes e aplicações. As câmeras móveis ao ar livre, como a EN50155, são compatíveis para aplicações em veículos. “Estamos orgulhosos de apresentar esses novos modelos de nossa linha de produtos baseada em IP. Com um diâmetro de apenas 100 mm e de fácil instalação, nossas minidomes oferecem o melhor custo-efetividade para os usuários”, disse Jessy Lee, Diretor de Planejamento do Sistema e Desenvolvimento da EverFocus Electronics Corporation.

Os novos modelos da EverFocus foram lançados durante a Intersec 2013 e estarão disponíveis no mercado logo após o evento

As câmeras das séries EverFocus EDN 1000 e REM 2000 são soluções ideais para todos os mercados verticais, como varejo, particularmente boutiques, escritórios corporativos, shopping centers e lobbies de hotel. Outras soluções exibidas no estande da EverFocus a solução de DVRs, com diversos modelos novos.

Ievo

O

demonstrados na BETT

BETT, evento que apresenta soluções tecnológicas voltadas para educação, vai levar os leitores biométricos de impressões digitais para o centro do debate este ano. Nesse cenário estarão presentes os leitores da ievo Ltd, para que os educadores conheçam o produto. A companhia afirmou que as mais frequentes preocupações com segurança dizem respeito à proteção da privacidade. O novo equipamento guarda todas as impressões digitais e as armazena dentro do dispositivo. Esse leitor utiliza a impressão digital para gerar um código único que identifica o indivíduo. A função deste código é auxiliar a um conselho independente localiza-

do dentro do edifício. O leitor biométrico interno e externo ievo Ultimate assegura pontos de acesso graças a sua robustez externa. Ele funciona mesmo nas condições climáticas mais críticas – incluindo chuva, neve e incidência direta de luz solar, além de ser resistente a pó e detritos, sem prejudicar na impressão digital. A polícia forense fabricou o equipamento com a tecnologia de detecção de fraude embutida. Isso foi possível devido a um sensor de imagem multiespectro, feito com base em algoritmos avançados. A combinação desses elementos tornam esta solução perfeita para portas externas, caixas eletrônicos, escolas, aeroportos e vários locais onde é preciso um sistema de segurança com soluções confiáveis e duradouras. Shaun Oakes, diretor da ievo comentou: “Estamos muito contentes por nossos produtos estarem presentes no evento. Temos percebido um aumento na demanda por nossos leitores no setor educacional e estamos ansiosos pelos novos projetos que este evento irá apresentar”.

A robustez do ievo Ultimate assegura pontos de acesso mesmo nas condições climáticas mais críticas, como chuva, neve e incidência direta de luz solar

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Produtos e Serviços

Sony

Companhia lança em Dubai

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Sony Professional Solutions do Oriente Médio, fornecedor de produtos audiovisuais de broadcast, lançou novos produtos durante sua participação na Intersec. A companhia vai colocar no mercado após o evento a primeira câmera dome full HD externa unificada, que integra a nova série de minidomes de videovigilância. “A Intersec 2013 vem em um momento emocionante de desenvolvimento de produtos e crescimento do mercado. A linha de câmeras da Sony pode atender a demanda em vários ambientes de monitoramento”, afirma Hidenori Taguchi, Diretor de Marketing e Produtos B2B da Sony Professional Solutions. “Vemos grande potencial de crescimento na região para soluções de segurança. Exposições como Intersec são a plataforma certa para entender melhor as demandas da região e mostrar nossas soluções de segurança para as indústrias que estão investindo nesta tecnologia. Participamos deste evento para encontrar com clientes potenciais, e mostrar a variedade de soluções da Sony Professional disponíveis para esta região”. Entre os lançamentos está a câmera dome Full HD outdoor SNC-ER585H. Este equipamento oferece uma solução de segurança ideal para o clima existente no Oriente Médio, já que é projetada para operar em temperaturas que variam de - 5º C a 65º C. É a primeira câmera de segurança

a entrar no mercado do Oriente Médio oferecendo zoom óptico de 30x e resolução full HD. De acordo com a Sony, essa câmera estará disponível no final de janeiro de 2013. Outros modelos são da linha Geração 6, que foram aprimorados para atender as necessidades de vigilância avançada de diferentes usuários finais do mercado vertical, integradores e consultores. Entre os recursos atualizados estão o aumento nos níveis de sensibilidade para condições de baixa luminosidade para gerar imagens mais nítidas. Com base nas capacidades da geração G5 de câmeras IP, que detectava objetos em movimento, a nova linha G6 pode detectar objetos que foram abandonados e identificar potenciais ameaças à segurança. A taxa de quadros também duplicou nas câmeras de última geração até 60 fps para capturar objetos em movimento rápido.

Hidenori Taguchi, Diretor de Marketing e Produtos B2B da Sony Professional Solutions: “A Intersec 2013 mostra o crescimento do mercado no Oriente Médio e a linha de câmeras da Sony pode atender a demanda em vários ambientes de monitoramento”.

Secutech 2013

visitantes com acesso a

O

rganizada pela Messe Frankfurt New Era Business Media, a Secutech 2013 será realizada entre os dias 24 e 26 de abril, no Centro de Exposições de Nangang Taipei, em Taiwan. A 16 ª edição do evento terá mais de 560 expositores e os players da indústria de segurança de todo o mundo estarão presentes com produtos de vigilância, controle de acesso, equipamentos de estacionamento, soluções integradas de segurança e muito mais. O aplicativo móvel da Secutech já está em operação. Ele destaca características como pré-registro, notícias expositores atualizações do evento e transporte. Lee Parson, organizador do evento, está saAplicativo Secutech: já em operação, ele destaca características como pré-registro, notícias expositor, atualizações show e transporte

tisfeito com o novo produto. “Os telefones inteligentes estão muito populares e são usados pela maioria das pessoas. Dessa forma, as informações essenciais sobre o evento serão acessadas com facilidade”. A Secutech 2013 vai apresentar um dos maiores pavilhões para controle de acesso na Ásia. O espaço deverá incluir cerca de 100 fornecedores em 1.200 metros quadrados de área de exposição. O portfólio inclui produtos de controle de acesso para o estacionamento, portas e equipamentos para casas inteligentes, tais como vídeo porteiro e painéis de controle. Além disso, muitas empresas conhecidas vão participar da mostra este ano. Entre elas estão a Hikvision da China, a Mobotix da Alemanha, a EverFocus e a Vivotek de Taiwan e Infinova, dos EUA. Para se promover, algumas marcas farão sorteios de equipamentos como câmeras, controles de acesso, transmissão e outros sistemas. Os visitantes da feira que fizerem o pré-cadastro no site ou no aplicativo móvel da Secutech terão chances de ganhar prêmios.

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Evento INTERSEC 2013

Terreno fértil para a Nova edição do Intersec Dubai confirma a força do Oriente Médio com a presença dos maiores players do mercado, que lançam novos produtos para conquistar projetos na região. Por Eduardo Boni

C

om a chegada de 2013, começam a acontecer os tradicionais encontros de segurança eletrônica. Em janeiro é a vez do Oriente Médio mostrar as suas novidades e o palco para isso é o Intersec Dubai, que aconteceu entre os dias 15 e 17 de janeiro, no Convention and Exhibition Centre. Neste ano, o centro de exposições contou com a participação de 990 expositores de 54 países. Desse total, quase uma centena deles participaram do encontro pela primeira vez naquela região. No total, o evento foi 10% maior do que no ano passado e o evento foi dividido em quatro setores: Fogo e Resgate, Segurança e Saúde, Segurança Residencial e Policiamento, além de Segurança Comercial e da Informação. A feira foi inaugurada por Sua Alteza Sheikh Mansoor bin Mohammed bin Rashid Al Maktoum, que estava acompanhado por altos funcionários da Defesa Civil de Dubai, integrantes da Polícia de Dubai e da Academia de Polícia. Ele também inaugurou naquele dia o 4º Desafio Internacional de Bombeiros, que aconteceu paralelamente à Intersec. A partir daí foram três dias de grandes negócios, networking e novos acordos comerciais e terceirização de novos fornecedores e distribuidores. Outro destaque foram os tradicionais debates interativos sobre as questões que envolvem aspectos fundamentais da indústria de segurança em todo o mundo. “A Intersec serve como o principal encontro para o desenvolvimento de negócios e networking para empresas da área de segurança e para o policiamento da região”, disse Ahmed Pauwes, CEO da Epoc Messe Frankfurt, empresa organizadora do evento.

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“Ao longo dos anos a Intersec funciona com uma peça-chave para a finalização de muitos negócios, ajudando na formação de novas parcerias. Ela também serviu de plataforma de lançamento para produtos e serviços inovadores. Daqui para frente, vamos continuar a aumentar o evento, sempre levando em consideração necessidades do mercado regional, apoiando o desenvolvimento das indústrias e ajudando nossos parceiros a crescer”, acrescentou. “A participação em grande escala e o suporte ao mercado de segurança faz da Intersec um fórum de discussão ativo, onde os principais problemas que afetam a comunidade são discutidos e são propostas possíveis soluções”, lembrou Pauwels. Alguns dos novos lançamentos que atraíram muita atenção na Intersec incluem os bloqueadores de veículos e barreiras de segurança da Avon Barrier Company, os sistemas de bloqueio sem fio da ASSA ABLOY, as soluções de controle de acesso IP da Asis Technology e os sistemas de reconhecimento facial 3D da Artec ID. Também estiveram em destaque o sistema de acesso móvel via smartphone da Gantner e o lançamento de cabines detectoras de drogas e explosivos da Kaba. Segundo Paul Jeffrey, diretor da Avon Barrier, o Oriente Médio é uma região chave para a companhia. “A Intersec oferece a oportunidade de mostrar uma vasta linha de produtos antiterrorismo para bloqueio de veículos. Nossos produtos oferecem os mais altos níveis de proteção, que atendem as expectativas de clientes e parceiros da região. “ Para a Honeywell, a região é uma das mais promissoras do mundo. “O Oriente Médio é um dos mercados de segurança


Evento INTERSEC 2013

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Evento INTERSEC 2013

que mais crescem em todo o mundo. E a Intersec é uma excelente oportunidade para encontrar parceiros, novos clientes, representantes governamentais e influentes líderes empresariais”, afirmou o gerente geral da empresa, Rida Hamza. O primeiro dia de Intersec também contou com duas conferências que atraíram grande participação – o Fórum sobre Normas e Regulamentos sobre Incêndio e o Seminário Internacional da Water Mist Association. No último dia, a Polícia de Dubai discutiu os vários aspectos da migração do vídeo analógico para o sistema de vigilância digital em uma conferência realizada em conjunto com TAVCOM. Outra novidade era a Cúpula de Segurança da Aviação, além de uma oficina da Academia de Polícia de Dubai, que demonstrou sistemas de vídeo vigilância.

Um evento, múltiplos públicos Os setores de Segurança Comercial e Segurança da Informação apresentavam equipamentos de controle e videovigilância, controle de acesso, sistemas de monitoramento e gravação, além do de Segurança da Informação. Nesse setor estavam os estandes de grandes players do mercado, como Axis, Flir, Hikvision, Honeywell Security, Infinova, Lenel, Norbain, Panasonic, Samsung, Sony, Tyco Security. A exposição em Dubai abrangia uma grande variedade de verticais de segurança. Ali, centenas de soluções e equipamentos de vigilância, sistemas de transmissão e controle de acesso, além de dispositivos de detecção e anti-intrusão, automação residencial e segurança de dados foram apresentadas ao público. Entre os destaques do evento deste ano estavam também os sistemas de Controle de Acesso e de Segurança de Perímetro para proteger áreas industriais, petroquímicas e infraestrutura de logística que estão chegando nessa região. Ao mcesmo tempo, os interessados em ​​ produtos relacionados a Combate a Fogo e Salvamento encontraram diversas soluções nesse segmento, como materiais de construção resistente ao fogo, sistemas de extinção de incêndio, portas de proteção contra incêndio, sistemas anti-explosão, barreiras de fogo e abas de proteção contra incêndio. Nesse setor havia ainda um completo sistema de alarmes, embarcações de salvamento de incêndio, veículos e equipamentos de resgate, além de sistemas de controle de comando integrados a sistemas de evacuação. Mas nem só de segurança eletrônica e soluções de combate é feito o Intersec 2013. Separado por temas, o evento teve

As soluções de combate a incêndio estavam presentes nos corredores da Intersec 2013 espaço para setores de Proteção e Saúde. Neles, foram apresentados equipamentos de proteção individual, proteção no ambiente de trabalho e saúde no trabalho. Entre os expositores desta seção estavam Allsafe, Ansell, Draeger Safety, Honeywell Life Safety, MSA and Scott, entre outros. Um dos setores que mais cresceu no evento foi o de Policiamento e Segurança Interna, que praticamente dobrou de tamanho em relação à edição 2012. O setor concentra-se em produtos eletrônicos, equipamentos de laboratório e de ciência forense, logística equipamentos de apoio, limpeza de minas, óptica, segurança física e detecção. A série de conferências de 2013 englobou também outros eventos que aconteciam paralelamente, como o Fórum de Segurança contra Incêndios, a 2ª Conferência Global de Medicina de Emergência, apoiado pela Sociedade Europeia de Medicina de Emergência (EuSEM). Este evento era voltado para médicos de emergência, enfermeiros e técnicos. Havia ainda um Fórum de Segurança contra Incêndio em Petroquímicas. Além deles, um dos destaques foi a 4ª edição do Desafio de Bombeiros dos Emirados Árabes Unidos, uma competição sobre iniciativas de combate a incêndio que reuniu esquadrões locais e da Europa em uma série de eventos que simulavam experiências reais de salvamento em situações de incêndio.

Segurança eletrônica sob diversos prismas Não há como duvidar que, apesar de todos os eventos paralelos, o grande destaque da Intersec é sempre o setor de segurança eletrônica. Como não poderia deixar de ser, a Intersec 2013 chamou a atenção pelo grande número de empresas líderes de segurança, como Honeywell Security, Bosch Security Systems, Safran, ASSA ABLOY, Hikvision, Flir Systems, Axis Communications, Samsung Techwin e Tyco International, entre outras empresas. Durante os três dias de evento, essas companhias mostraram suas novidades. Veja algumas delas:

Honeywell: foco na gestão de segurança

O encontro reuniu alguns dos maiores players do mercado Página

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Entre os produtos que a Honeywell demonstrou estavam soluções voltadas para a aviação e segurança comercial, tais como o Command Control 3D, uma solução útil para a segurança de aeroportos e aviação comercial e o Video Eye Cloud, um sistema de monitoramento de controle remoto que pode substituir o acompanhamento físico.


Evento INTERSEC 2013

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da

Milestone Systems é confiável, fácil de gerenciar e proporciona vigilância poderosa, aprovada em milhares de instalações pelo mundo. Com suporte para a mais ampla escolha em hardware de rede e integração com outros sistemas, o XProtect ® oferece as melhores sol u ç õe s p a ra “di s po ni bi l i za r vídeos” às organizações: gerenciando riscos, protegendo pessoas e patrimônios, otimizando processos e reduzindo custos. O software Milestone é vendido por parceiros autorizados e certificados. Para mais informações, visite:

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As câmeras de segurança com alta tecnologia foram destaque no encontro em Dubai A companhia demonstrou a Maxpro, uma família de soluções de vídeo IP ao vivo no Centro de Comando e Controle, com captura de dados em tempo real do desempenho e das câmeras HD IP. O sistema de gestão de segurança Pro-Watch 4.0 também foi demonstrado ao vivo através do Centro de Comando, com vários aprimoramentos de software que ajudam as organizações a integrar toda a empresa de controle de acesso com vigilância por vídeo, sistemas de intrusão, além de criar edifícios inteligentes e aprimorar a gestão de energia. O sistema Pro-Watch 4.0 inclui uma interface gráfica amigável para o usuário, novos leitores sem fio, gerenciamento de credenciais simplificado e funções de relatório. O sistema também permite que os usuários finais acessem alarmes e eventos usando qualquer dispositivo conectado à Internet. Outro equipamento que a Honeywell promoveu na Intersec foi

A plataforma de controle de acesso com vídeo NetAXS-123, a primeira a fornecer vigilância de vídeo sem a necessidade de um gravador de um DVR foi um dos destaques da Honeywell

a plataforma de controle de acesso com vídeo NetAXS-123, a primeira a fornecer vigilância de vídeo sem a necessidade de um gravador de vídeo digital (DVR) ou de vídeo em rede (NVR), ideal para pequenas empresas. O novo kit Add-on permite aos clientes utilizar o vídeo ao vivo para monitorar seus sites com a mesma interface web NetAXS-123 e confirmar visualmente os eventos de controle de acesso. A Honeywell também demonstrou o sistema Honeywell RVS e a mais recente geração da plataforma de comando e controle Vindicator, que faz parte de seu portfólio de proteção crítica. Esse sistema é desenvolvido como parte integrante do sistema de detecção de intrusão de perímetro para áreas marítimas, bases em aeroportos, portas e controles de monitoramento de fronteiras. “Nós trabalhamos de perto com nossos distribuidores e integradores de segurança para garantir a satisfação do cliente e forne-

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Detalhe do público nos corredores da Intersec 2013

cer a eles os produtos de qualidade que merecem”, acrescentou o diretor geral do grupo, Rida Hamza. “Nós investimos milhões de dólares por ano em P & D para trazer produtos de segurança inovadores aos nossos clientes. Nosso foco é ter um portfólio de produtos sob medida para atender às suas únicas exigências locais”

Bosch Security Systems: novidades ecléticas A Bosch Security Systems chegou a Intersec deste ano para mostrar suas principais novidades na área comercial e de segurança da informação, além das soluções para Policiamento e Resgate. No estande da empresa alemã estavam todos esses setores. Entre os destaques estava toda a linha Advantage, que inclui modelos analógicos (com bom custo benefício e amplo Dynamic Range) e a linha de câmeras IP com modelos de 5 mega-pixel. A linha Advantage apresentou também os kits de incêndio como os painéis FPC-500. Entre os sistemas de videovigilância, o foco da empresa alemã foi mostrar a tecnologia de transcodificação usando iPad para exibir câmeras instaladas em locais remotos através de uma ligação de banda estreita. A versão atual do Sistema de Gestão de Vídeo BVMS destaca o suporte de câmeras ONVIF perfil S, capacidade de cliente móvel através de um iPad e apoio de vários sites. A Bosch também mostrou o New Starlight NBN-733 e comparou seu desempenho com outras câmaras através de um kit de demonstração. Entre os sistemas de Intrusão detecção, Integração de sistemas e Controle de Acesso, a Bosch apresentou a Platform 5000, seu sistema de detecção de intrusão Modular de Alarme e o BIS

A Bosch Security Systems destacou sua linha Advantage, com produtos que vão da videovigilância ao combate a incêndio


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Axis Communications

N

o estande da Axis Communications foi possível encontrar diversos lançamentos novos da marca sueca. Entre elas estavam as câmeras panorâmicas 360º, como a Axis M3007-P, além de vários outros modelos. Esse modelo 360º é uma mini dome fixa com sensor de 5 megapixels que permite visualização detalhada e panorâmica de grandes áreas em 360​​° ou 180 ° com alta qualidade Os modelos AXIS M3007 e AXIS M3007-P tem preços competitivos são boas opções para lojas de varejo, hotéis, escolas e escritórios, ambientes que precisam detectar atividades e acompanhar o fluxo de pessoas. As câmeras, que são as mais recentes adições à série AXIS M30, podem ser montadas em tetos para visões gerais de 360​​° ou em paredes para vista panorâmica de 180°. As câmeras, que são as mais recentes adições à série AXIS M30, podem ser montadas em tetos para visões gerais de 360​​° ou em paredes para vista panorâmica de 180°. Tanto a AXIS M3007-PV como a AXIS M3007-P tem vários modos de visualização e permite que vários fluxos em H.264 e JPEG sejam enviados simultaneamente. AXIS M3007-PV, assim como outros modelos da marca, faz parte de uma série antivandalismo e resistente a intempéries.

AXIS P1347

AXIS P1214

Captura dinâmica

O formato reduzido e a pequena unidade de sensor permitem a montagem embutida em lugares onde é necessária uma aplicação oculta. A AXIS P1214 é ideal para uma vigilância interna compacta e oculta em lojas, edifícios arquitetônicos, hotéis, escritórios, bancos ou caixas eletrônicos. O design inovador da AXIS P1214 compreende uma unidade principal e uma unidade de sensor separada, o que permite que elas sejam montadas a uma distância de 8 metros (26 pés) uma da outra. A AXIS P1214 pode ser montada atrás de qualquer parede com apenas uma pequena abertura para a lente ou com toda a lente sobressaindo da parede. A câmera inclui vários acessórios de montagem, que permitem uma instalação rápida e fácil. Esta câmera de rede em miniatura, excepcionalmente discreta, possibilita vídeos HDTV de 720p (1280x720 pixels) com taxa de quadros máxima em H.264 e Motion JPEG.

A câmera AXIS P3384-VE oferece excepcional qualidade de vídeo, incluindo um amplo alcance dinâmico (WDR) com “captura dinâmica”, que assegura que nenhuma parte da imagem esteja muito escura ou muito clara. A câmera é adaptável a instalações próximas de grandes janelas e entradas em prédios, em passagens de túnel e outras áreas com luz solar forte e sombras escuras, ou outras fortes variações de luz.

O modelo Axis M3007-P é uma mini dome fixa 360º é uma mini dome fixa com sensor de 5 megapixels que permite detalhada, que permite vistas panorâmicas de grandes áreas em 360° ou 180° com alta qualidade

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A câmera AXIS P1347 é um modelo fixo de 5 megapixels, com desempenho HDTV 1080p, controle preciso de íris para ótima claridade de imagens e compactação H.264. É adequada para uso em aeroportos, bancos, lojas, para vigilância pública e qualquer aplicação que necessite de cobertura de uma área grande ou de detalhes de imagem excepcionais.

Controle de íris avançado A função P-Iris da câmera permite controle preciso e automático da posição da íris para otimizar a profundidade do campo e a resolução das lentes para ótima nitidez das imagens. Lentes de íris DC também são suportadas para compatibilidade com versões anteriores. A funcionalidade dia/noite permite que seja mantida uma alta qualidade de imagens mesmo em condições de pouca luz. Para ajudar a minimizar as necessidades de largura de rede e armazenamento, a câmera oferece panorâmico/inclinado/ zoom digital e fluxos de múltipla visualização, permitindo que diversas áreas recortadas entrem em fluxo simultaneamente. A câmera suporta múltiplos fluxos de vídeos individualmente configuráveis em H.264 e Motion JPEG.

Tecnologia Lightfinder e controle P-iris A AXIS P3384-VE integra a tecnologia Lightfinder da Axis. Sua sensibilidade à luz, com cores mantidas mesmo em péssimas condições de iluminação, é obtida através da combinação das qualificações da Axis em processamento de imagens, do desenvolvimento de sistemas em chips e da seleção dos melhores componentes ópticos. A câmera também suporta o controle P-iris, que permite que a câmera controle a posição da íris de forma precisa. A abertura da íris é otimizada para profundidade de campo, resolução de lentes e entrada de luz, que resulta em excelente qualidade de imagem com a melhor nitidez.

Instalações à prova de vândalos e do clima A AXIS P3384-VE possui uma caixa à prova de vandalismo e de clima, um dome fixo perfeitamente adaptado à ambientes adversos. A câmera opera em temperaturas entre -40° a 55° C, alimentada por uma saída Power over Ethernet padrão apenas. É a solução ideal para sistemas de vigilância de vídeo em áreas com requisitos de eficiência e qualidade extremos, como aeroportos, vigilância em cidade, bancos, escolas e campi universitários.


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(Building Integration System) apresentando os padrões Access Engine e Video Engine. O Video Engine foi interligado com câmeras de terceiros e a empresa também demonstrou a integração com módulos I / O, através do Automation Engine.

Hikvision lança série X55 de baixa luminosidade A Hikvision chegou a Intersec com uma novidade: a série de câmeras de baixa luminosidade rede X55, que permite aos usuários atingir níveis de visualização com detalhes precisos mesmo em ambientes extremamente escuros. Nesta série estão disponíveis quatro modelos: a câmera dome interna DS-2CD755F-E, o modelo dome externo DS-2CD7255F-E, o modelo Box DS-2CD855F-E e a câmera bullet DS -2CD8255F-EI. Cada um oferece tecnologia de baixa luminosidade e uma saída de alta definição, além da tecnologia 3D DNR de redução de ruído. “Criamos esta série de câmeras para preencher um nicho no mercado. Atualmente, as câmeras de segurança mais avançadas normalmente não conseguem alcançar seu potencial em condições muito escuras. Com a série X55, resolvemos este problema, com um modelo de câmera com resolução de nível mundial”, disse Yao Keen, Diretor Internacional de Marketing da Hikvision. A capacidade de adequação a pouca luz é a marca registrada da série X55, o que torna esses modelos um avanço tecnológico. Com uma iluminação mínima de 0,05 lux@F1.2, essas câmeras têm um nível de sensibilidade que permite que os usuários de discernir cores, formas, tamanhos e de movimentos de curso na escuridão quase completa. Dessa forma, os detalhes mais minuciosos podem ser captados com extrema clareza. Cada um dos modelos da série captura imagens de até 2 megapixels e gravação de vídeo em tempo real. Os modelos têm

classificação IP66 à prova de intempéries, funcionando em ambientes de temperatura crítica.

Nova série de DVR Standalone Além das câmeras, a Hikvision apresentou durante a Intersec a nova série de DVRs Standalone - o DS-7200HFI/HVI-SH. Este produto é projetado especificamente para atender ao mercado de segurança de nível de entrada, usando uma saída de vídeo de alta definição, uma interface de usuário amigável, e monitoramento multicanal em tempo real. Esta nova série suporta imagens VGA e HDMI simultaneamente, com resolução de até 1920x1080. Isso oferece aos usuários uma solução versátil para visualização em tempo real de vídeo, e também lhes permite a experiência de um equipamento de baixo custo, mas de alta qualidade. O DVR entrega alta qualidade de gravação 4CIF em tempo real até 16 canais e permite a visualização de até 128 canais de streaming remotamente (dentro da largura de banda 60M), para que os usuários acessem seus vídeos a qualquer hora e em qualquer lugar através da internet. Este DVR suporta ainda a funcionalidade de alarme com detecção de movimento e adulteração. Quando os eventos críticos (como o roubo) ocorrem nas instalações dos proprietários, é acionado um alarme de gravação no equipamento, gerando notificação instantânea via e-mail para que os usuários possam tomar as providências que considerem necessárias. Uma característica de economia de tempo é a personalização de tags na interface de operação para informações de vídeo, que permite aos usuários mais controle sobre seus sistemas para localizar os principais eventos.

Tyco International: especialista no combate ao fogo

A

Tyco Fire Production também lançou novos produtos durante a Intersec e mostrou uma diversificada linha de soluções para detecção e proteção contra incêndios. Os visitantes puderam ver a seleção completa de produtos por temas-chave como a detecção de fogo e um portfólio completo de tecnologias. Além disso, a Tyco Fire mostrou em primeira mão o sistema FireClass, voltado para novos distribuidores da companhia. Além disso, o EMT 850 – parte da linha de detecção de fogo Thorn Security Generation 6, foi um dos destaques. Essa ferramenta oferece maior eficiência, redução de custos e segurança na especificação e instalação de sistemas de detecção de incêndio de grandes complexos industriais que precisam atender exigências do EN54, um padrão internacional de detecção de incêndio. Para completar a oferta, o sistema Simplex de detecção de fogo, indicado para grandes redes comerciais e aplicações industriais também merecem destaque no estande da Tyco Fire. No que se refere à proteção contra incêndio com sistemas de água, a empresa apresentou o dispositivo DV-5. Com uma função de rearme remoto, a válvula pode ser operada e desativada de um ou mais locais remotos, garantindo manutenção mais segura e eficiente. Ainda neste segmento, o sistema de supressão de Sapphire também foi demonstrado no estande. O Sapphire é um

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sistema de extinção de incêndio para aplicações em áreas críticas. Com ação rápida – em menos de 10 segundos é possível extinguir o fogo, minimizar os danos e o tempo de inatividade nessas áreas. Phil McCowen, Gerente Geral de Produtos de Proteção Tyco Fire para o Oriente Médio, comentou: “Estamos muito satisfeitos por apresentar nossa linha inovadora de produtos em Intersec deste ano. Demonstramos que podemos oferecer soluções completas aos nossos clientes. Estamos melhorando continuamente a nossa tecnologia e desenvolvendo novos produtos para atender e antecipar as novas exigências do mundo”.

O EMT 850, parte da linha Thorn Security Generation 6, foi um dos destaques da Tyco International


Evento

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INTERSEC 2013

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Entrevista SÉRGIO MENKE

mercado de segurança eletrônica Presente no mercado de segurança digital há cerca de 10 anos, a Alpha-Digi é uma companhia que preza pela inovação e excelência dos serviços, oferecendo produtos de alta tecnologia, mas que sejam fáceis de manusear. A companhia, que atua junto a grandes projetos em todo o país, está em constante transformação em busca dos melhores produtos. Nesta entrevista, Sérgio Menke, sócio-diretor da empresa, fala sobre a trajetória do grupo, as novas tendências e discorre sobre temas que travam a indústria brasileira como o excesso de impostos sobre os produtos.

Por Eduardo Boni

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Fotos: Erica Miyagi

Digital Security: Em sua opinião, quais as princi-

pais particularidades do Brasil em termos de segurança? Sérgio Menke: Como todos sabem, a segurança pública carece de contingente humano para atender a demanda de ocorrências. Os fatores que influenciam esta deficiência são velhos conhecidos: o aumento da violência e criminalidade, a falta de infraestrutura para suprir e aumentar a agilidade nos atendimentos e o principal, o alto custo no aumento da força de recursos humanos, entre outros. Infelizmente, o país acaba se movendo apenas quando a necessidade se torna premente. Com a proximidade dos grandes eventos no Brasil (a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016) a preocupação com a segurança pública ganhou mais força. É evidente a atenção que o governo tem colocado nesta área e a velocidade para equacionar estes problemas terá que ser cada vez maior. Neste último ano temos acompanhado e participado de projetos de cidades e de locais de futuros eventos, que estão se mobilizando para fazer o uso da tecnologia como um braço ao apoio das forças de segurança, tanto em nível privado como municipal, estadual e até mesmo federal. Digital Security: Dentro desse contexto há novas áreas a serem exploradas? Sérgio Menke: A segurança eletrônica atrelada ao conceito de Cidades Digitais tem se tornado um grande aliado no aumento da eficácia da segurança dos municípios, não apenas informatizando o setor como proporcionando a integração de órgãos públicos (Guarda Municipal, Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, DETRAN, entre outros). Estas mudanças têm se mostrado como alternativas para a deficiência no preenchimento de pessoal e proporcionado mais rapidez no atendimento às ocorrências. Outro aspecto que devemos observar é a grande oportunidade de integrar sistemas para a melhoria da gestão de segurança. Por exemplo, atualmente já é absolutamente possível monitorar a entrada de veículos em uma cidade através de sistemas de leitura de

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placas e até mesmo comparar estes veículos com alguma Black List, seja ela de segurança ou pagamento de tributos, por exemplo. Digital Security: Como a Alpha-Digi está posicio-

nada no mercado de segurança brasileiro? Sérgio Menke: Notamos que ainda existe uma falta de conhecimento muito grande do público em geral em relação às tecnologias no segmento de segurança eletrônica. Tendo em vista esta dificuldade, a Alpha-Digi tem como objetivo desenvolver o mercado profissionalizando-o para estas novas tecnologias. Procuramos nos posicionar como distribuidor de soluções de valor agregado por meio do apoio no pré e pós venda, complementadas por treinamentos e certificações com o intuito de capacitar revendedores e integradores no uso e aproveitamento destas tecnologias. Digital Security: Quem são os principais parceiros

da Alpha-Digi no mercado de segurança? Quais os novos empresas que o grupo está representando no Brasil? Sérgio Menke: A Alpha-Digi, nos últimos anos tem se associado a várias companhias de excelência global. Hoje, a companhia detém parceiros em soluções de hardware e software que abrangem todo o ciclo de implantação de um sistema de gerenciamento de imagens e telecomunicação. Entre as soluções de hardware contamos com câmeras de segurança de tecnologia IP e analógica atendendo a questão da captura de imagens, representadas pelas marcas Vivotek e Avtech. Neste ano programaremos novas parcerias no segmento de câmeras e finalizaremos a implementação de câmeras térmicas , cuja procura tem aumentado muito em alguns projetos. Outro segmento são o de gravadores digitais (DVRs, NVRs) e storages como soluções de armazenamento e backup, representadas pelas marcas Alpha-Digi, SEEnergy, IP Corder e Qnap; No divisão de Telecomunicações, nossa especialidade, estão representadas soluções de transmissão como a fabricante no-


Entrevista SÉRGIO MENKE

rueguesa de rádios ponto a ponto e ponto multiponto Witelcom e a norte-americana L-Com, que fabricam as antenas da marca Hyperlink. A parceria com a L-Com foi ampliada no começo deste ano com a abertura da distribuição de componentes wireless - adaptadores, conjunto de cabos, amplificadores, protetores de surto, caixas herméticas e sistemas de rack - divididas em soluções high, unique e custom. Nas soluções de software, além das parcerias com a Aimetis, Digifort e Seventh estamos abrindo a novas soluções para o gerenciamento de análise de video, que será apresentada ainda no primeiro trimestre. Acreditamos que não podemos ter apenas a imagem como fonte de informação. Mais do que isso, a análise de vídeo por meio de algoritmos terá uma importância fundamental para quem precisa tomar decisões através de sistemas de monitoramento.

processo de sintonia entre o fabricante, a distribuição, integrador e mesmo o cliente final, que será sempre fundamental na exposição de suas necessidades. Temos desenvolvido nossa política de canais convidando e ampliando nosso grupo de parceiros por meio de muita comunicação entre as partes. Uma das formas são os treinamentos direcionados e os treinamentos complementares às soluções distribuídas por nossa empresa, além das certificações de fabricantes. Tanto os treinamentos quanto as certificações são realizados frequentemente aqui na Alpha-Digi. Também abrimos aos parceiros a oportunidade de participação em treinamentos no exterior oferecidos pelos fabricantes. No ano passado, duas grandes empresas foram contempladas com o envio de um representante para uma certificação internacional junto com nossos fabricantes.

Digital Security: Como funciona a política de ca-

Digital Security: Em que áreas potenciais a Alpha-Digi está atuando dentro do mercado de segurança? Quais os principais projetos em que a Alpha-Digi está envolvida atualmente? Sérgio Menke: Nos últimos anos temos trabalhado muito no segmento de SMB (Small Medium Business), no qual adquirimos uma experiência muito grande na implantação de projetos com nossos integradores e parceiros. Nestes últimos meses temos percebido que algumas verticais como portos, aeroportos e cidades estão com uma demanda crescente e com esta visão nos preparamos para atender de forma diferenciada estes segmentos. Com o segmento de Telecomunicações também não foi dife-

nais da empresa? Sérgio Menke: A Alpha-Digi tem trabalhado com uma política de canais que atende a revenda e os integradores de uma forma muito transparente e com a participação dos fabricantes neste processo. Somente através de uma política consistente é que teremos a possibilidade de fidelizar e agregar ainda mais valor no processo de distribuição. Acreditamos que esta é uma estratégia fundamental para o crescimento e, principalmente, para a satisfação do cliente final que deseja adquirir tecnologia com profissionalismo e competitividade. Esta meta só é atingida quando conseguimos um

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Entrevista SÉRGIO MENKE

“Com impostos mais coerentes teríamos um crescimento mais expressivo e acesso a melhores produtos com mais velocidade. Além disso, tenho certeza de que taxas de impostos menores trariam aumento na arrecadação, já que a demanda por todas estas tecnologias é crescente e expressiva

rente. O Brasil tem uma característica muito particular onde a implementação de infraestrutura em cidades pode ser um grande obstáculo para a implementação de projetos de videomonitoramento. Muitas vezes, a única forma de torná-los viáveis economicamente é com a implementação de uma solução de vídeo associado à tecnologia wireless, o que nos coloca em uma posição muito interessante. Com os produtos Witelcom e nossa experiência em tecnologia de vídeo sobre IP oferecemos uma solução ao mercado altamente eficaz no que tange a tecnologia e posicionamento econômico. Por meio deste conhecimento, entramos em 2013 com alguns projetos estratégicos fechados, mas, infelizmente, ainda não podemos divulgá-los. Apenas posso afirmar que são projetos de grande escala e alguns deles devem atingir um número de até 5000 câmeras em um único projeto. Todo este esforço já esta nos garantindo um crescimento sustentado, não apenas para nossa empresa como para nossos parceiros. Digital Security: Qual sua opinião sobre os eventos

de segurança no Brasil? Sérgio Menke: Temos visto alguns eventos com grande público mostrando que o interesse pela área é muito alto. Paralelamente, também percebemos a entrada de vários eventos com posicionamento de verticais específicas. Mas ainda tenho duvidas sobre se toda esta oferta de eventos tem proporcionado aos expositores a melhor oportunidade de se posicionar frente aos diversos mercados. Uma das questões que devemos mencionar seria o planejamento do calendário destes eventos, que em função de sua proximidade uns com os outros, tem dificultado a participação das empresas em muitos deles.

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Digital Security: Como foi a participação da empresa nos eventos do setor em 2012? Faça um balanço desses encontros. Sérgio Menke: No ano de 2012 a Alpha-Digi participou dos principais eventos de segurança eletrônica: a ISC Brasil e a Exposec. Na ISC Brasil a empresa levou o posicionamento de distribuidor de valor agregado expondo as soluções de captura, gerenciamento e transmissão de imagens sobre vídeo IP. Também tivemos uma participação expressiva com a Vivotek visto que parte do nosso grupo estava presente no estande do fabricante. Na Exposec nosso foco esteve voltado tanto para as soluções analógicas quanto as soluções IP, com destaque especial na linha de câmeras IP com Vídeo Notificação da Avtech que proporcionava a interação das imagens captadas pelo equipamento com dispositivos móveis. Nesta feira também apresentamos a distribuição das soluções de controle de acesso biométrico da Anviz. Ambos os eventos foram de grande relevância para o negócio, mostrando-se uma ótima oportunidade para o estreitamento de relações com parceiros, revendedores e fabricantes. Neste ano que se inicia, procuraremos expandir a presença nos segmentos de telecomunicações. Security: Como está a programação de workshops e eventos dentro da a Alpha-Digi? Sérgio Menke: Essa é uma atividade constante na empresa. Os treinamentos deste ano serão planejados em longo prazo, permitindo que o integrador se programe e tenha menor investimento. Os treinamentos não serão apenas sobre as tecnologias que distribuímos. Nós também convidaremos profissionais do mercado para treinamentos voltados a infraestrutura e outras áreas relevantes.

Digital

Digital Security: A Alpha-Digi participa de roadshows? Já há programação para 2013? Sérgio Menke: Sim. Teremos um RoadShow nas principais capitais do Brasil levando aos mercados locais as tecnologias e lançamentos que iremos implementar em 2013. Digital Security: Quais as principais qualidades que você vê no mercado de segurança eletrônica no país? E as deficiências? Sérgio Menke: O Brasil é um país que absorve a tecnologia com muita rapidez e, ao mesmo tempo, é muito carente. Se falarmos apenas de vídeo monitoramento, que é uma parte da segurança eletrônica, podemos afirmar que existe oportunidade em praticamente todas as verticais. Além dos investimentos que estão sendo realizados em portos, aeroportos e cidades digitais, podemos citar também uma grande oportunidade que temos em gerenciar os processos produtivos ou mesmo áreas mais variadas, como o estudo mercadológico das empresas de varejo através do vídeo. Em termos de deficiências poderíamos destacar a falta de normatização e regulamentação do segmento como um todo. Com estes quesitos poderíamos ter um mercado com equipamentos de maior qualidade e tecnologia. Também não poderíamos deixar de enfatizar a alta carga tributária que certamente não favorece o melhor desenvolvimento do mercado. Digital Security: De que forma a incidência de impostos afeta o segmento de distribuição no país? Ele atrapalha novos negócios? Sérgio Menke: Totalmente. Infelizmente esta é uma área que afeta a todos os segmentos, mas em particular o segmento de


Entrevista SÉRGIO MENKE

segurança eletrônica, pois temos uma carga de impostos altíssima e muitos dos produtos que comercializamos não possui nenhum similar nacional. Só para exemplificar, uma simples câmera vem com um imposto de importação de 20% e mais 20% de IPI; Com todos os impostos podemos chegar a um custo tributário de até 80%. Nesse contexto, quem sai perdendo é a sociedade como um todo, já que os produtos de melhor qualidade e tecnologia acabam ficando muito caros. Isso fragiliza o mercado de uma forma geral. Estou certo de que com impostos mais coerentes teríamos um crescimento mais expressivo e acesso a melhores produtos com mais velocidade. Por mais incoerente que possa parecer, penso que taxas de impostos menores trariam um aumento na arrecadação, uma vez que a demanda de todas estas tecnologias é crescente e expressiva.

trole de Acesso foram fundamentais para estes resultados. Toda esta sinergia nos credenciou a conquistar vários projetos estratégicos que serão divulgados nos próximos meses. Digital Security: Em termos de tecnologia, quais

são aquelas que você destaca como as principais do mercado, que vão ser sucesso este ano? Sérgio Menke: Dentro do segmento de videomonitoramento teremos de uma maneira mais contundente a implementação de análise de vídeo suportando o gerenciamento de um número cada vez maior de câmeras e imagens. Acredito que a forma de armazenagem e gerenciamento de toda esta informação será fundamental para o sucesso dos projetos em geral. Dessa forma, acredito que os NVRs, NAS, assim como os softwares de inteligência de vídeo ganharão grande destaque no mercado em 2013.

Digital Security: Como é possível mudar esse cenário?

Sérgio Menke: O que todos esperamos é que um dia possamos ver no fim do túnel uma reforma tributária com foco na sociedade, tornando os diversos segmentos da economia em mercados menos burocráticos e mais eficazes. Digital Security: Quais foram as principais con-

quistas da Alpha-Digi em 2012? Sérgio Menke: A Alpha-Digi teve um excelente ano em 2012 atingindo nosso planejamento e nível de crescimento. Podemos destacar que a entrada da empresa em segmentos como Telecomunicações, com os rádios e antenas, e a área de Con-

Digital Security: O que podemos esperar do merca-

do neste ano que se inicia? Sérgio Menke: O Brasil é um país com potencial incrível. Temos necessidade de investimentos em todos os segmentos e nossa força interna nos torna cada vez melhores. Uma pesquisa recente mostrou que o Brasil é um dos piores países do mundo para se fazer negócios, mas, ao mesmo tempo, um dos maiores em termos de investimentos estrangeiros. Nosso país tem dessas coisas, mas sou um otimista e acredito que teremos um crescimento expressivo. Estamos trabalhando em um de nossos cenários com crescimento de até 3 dígitos nos próximos anos.

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Case Study Clube Paineiras do Morumby

alto nível Fundado em agosto de 1960, o Clube Paineiras do Morumby, um dos mais importantes da cidade de São Paulo, ganha videomonitoramento IP no estacionamento para aumentar a segurança dos frequentadores. Por Eduardo Boni

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undado em agosto de 1960, o Clube Paineiras do Morumby ocupa hoje uma área de quase 120 mil metros quadrados. O complexo de esportes, com estrutura moderna, conta com sete piscinas aquecidas, treze quadras de tênis, três ginásios, cinco quadras de squash, campo de society, campo de futebol, pista de atletismo e fitness completo. Apesar da modernidade do clube e de um sistema de segurança eficiente, até pouco tempo todos os equipamentos eram analógicos. Agora, com o apoio da integradora IP Extreme, o centro desportivo iniciou um processo de modernização do sistema, em que câmeras IP foram instaladas, a princípio, no estacionamento do clube paulistano. “Foram instaladas 13 câmeras IP de alta resolução – modelo IP 8335H, da Vivotek. Além das câmeras, uma estação de monitoramento e um servidor de gravação de imagens com capacidade de armazenamento de 10 TB também fez parte do projeto. O tempo de armazenamento é determinado pela área de segurança, limitado à resolução adotada pelas câmeras e à área de armazenamento do servidor”, explica Everton Soares Manso, diretor da integradora IP Extreme. Naquela oportunidade, as necessidades eram monitorar e gravar as entradas dos veículos no novo estacionamento do clube, além da circulação de pessoas pelos elevadores e movimento no subsolo. “Devido à data de inauguração do estacionamento, o sistema foi instalado em um mês. Depois da inauguração fizemos algumas adequações e melhorias no projeto”, recorda. Conforme o especialista, as câmeras estão distribuídas nas duas entradas e nas duas saídas do estacionamento, além dos quatro elevadores e no lava rápido. “Todos os modelos possuem tecnologia IP. As câmeras dos elevadores são menores, adequados para o ambiente. As outras são para uso externo e interno. No caso das câmeras externas, optamos por modelos com funções de infravermelho para poder gravar imagens noturnas”, conta.

Gerenciando imagens No Centro de Monitoramento, que fica num lugar de acesso restrito a pessoas autorizadas dentro do próprio clube, a equipe de seguranças é quem faz o trabalho de checar as imagens em alta resolução que são captadas pelas câmeras. “Ali, um computador Core i7 monitora todas as câmeras, que recebem as informações do servidor via fibra ótica. As imagens são transmitidas em dois monitores, mas há também a possibilidade de acessá-las via internet e smartphones”, explica Manso.

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Case Study

Liderando o mercado de vídeo em rede juntos, no país de maior crescimento mundial.

Clube Paineiras do Morumby

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Case Study Clube Paineiras do Morumby

Ailton Trampin, chefe de segurança: imagens nítidas e possibilidade de enxergar detalhes Para gerenciar as imagens dentro do Clube Paineiras do Morumby, o centro de controle conta com uma versão do software Digifort Enterprise, que atualmente funciona como Stand Alone. “Optamos pela versão Enterprise, porque possui todos os recursos necessários para uma futura expansão”, explica o engenheiro. Ele lembra que o software Digifort é bastante completo, com funções de monitoramento, leitura de placas, controle de acesso, central de alarmes, entre outras. “Atualmente utilizamos as funções de gravação, monitoramento e reprodução de imagens com a possibilidade de aproximar imagens. Queremos implementar também a leitura automática de placas dos automóveis”, afirma Everton. Ele lembra que a questão da ampliação dos sistemas – com modelos mais modernos e IP está sendo discutida dentro do clube, uma vez que já existe um histórico de segurança no Paineiras do Morumby, porém construído com equipamentos analógicos. “O clube possui um legado analógico, com a DVRs, controles de acesso e sistemas anti-incêndio que estão sendo substituídos por sistemas digitais. A diretoria do clube decidiu expandir o sistema de videomonitoramento de CFTV para mais 60 novas câmeras IP para todo o clube”

No destaque, uma das câmeras Vivotek IP 8335H

Bruno Zambrini e Everton Soares, da IP Extreme: projeto do clube será ampliado com 60 câmeras IP Conforme lembra Ailton Trampin, coordenador de Infra estrutura do Clube Paineiras do Morumby, um sistema de CFTV deve ser bem analisado antes de sua escolha, pois envolve na maioria das vezes a questão segurança, o bem estar e a satisfação dos associados. “Analisamos a experiência de outros clubes e verificamos que a escolha do software da Digifort era o melhor caminho a ser utilizado.Em termos tecnológicos, são diversas as vantagens que encontramos na implantação do sistema, como o tempo de recuperação da imagem gravada e a facilidade em exibir essas imagens agradou a todos que avaliaram a solução. A velocidade de acesso às imagens apresentada pela ferramenta também surpreendeu de modo positivo, bem como as interfaces web e mobile. Essa última funciona muito bem e alguns gestores conseguem monitoramento de qualquer parte do mundo, simplesmente tendo acesso a internet”, ressaltou. Para André Luiz de Arantes, coordenador de infraestrutura do clube paulistano, a diferença mais notável entre nosso antigo sistema é a qualidade de imagem e a facilidade de operação. “Com imagens de alta resolução podemos ver detalhes que antes não eram possíveis. Além disso, o sistema possui interface intuitiva e é bem versátil”, diz.

As câmeras da Vivotek são as responsáveis pelo monitoramento dos veículos no estacionamento do clube

Uma cancela da Almitec atende ao alto fluxo de veículos no estacionamento Página

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Case Study Clube Paineiras do Morumby

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Reportagem Prévia Security Show 2013

aprovada Misturando segurança eletrônica e lazer, o Security Show, que acontece em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, reúne os grandes especialistas do país em um encontro de educação, negócios e diversão Por Eduardo Boni

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ais uma vez, a paradisíaca Florianópolis vai reunir especialistas em segurança eletrônica de todo o país, que vão se encontrar na quinta edição do Security Show, que este ano acontecerá no Infinity Blue Recanto das Águas Resort & Spa, em Balneário Camboriú, nos dias 5 e 6 de março. A história do encontro é pautada por uma máxima: educar o público, mas de forma a tornar o evento agradável, mesmo com temas técnicos tão complexos. Para isso, as palestras são intercaladas com atividades ao ar livre e várias atrações. “A Seventh e a Segware se juntaram para criar este evento com o intuito de fazer um networking entre as empresas de segurança e também promover o encontro de fabricantes e empresas de segurança em um ambiente mais descontraído, com palestras e momentos de confraternização”, explica Carlos Schwochow, diretor da Seventh Autocontrol. Apesar de o local inspirar o lazer, a intenção do encontro é levar o máximo de informação ao público. Por isso, a cada edição, são escolhidos profissionais dos mais gabaritados para participar do encontro. Há, ainda, uma salutar participação do poder público local, com representantes do Estado de Santa Catarina sempre presentes e disponíveis a discutir boas ideias e falar sobre a implantação de cases de segurança eletrônica que foram sucesso na região. “Entre os critérios que usamos para escolher os convidados de cada edição estão a de relacionar sempre as empresas com relevância no cenário nacional e tam-

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bém aquelas que já possuem algum relacionamento com as empresas realizadoras”, conta. Com um público alvo formado por empresários e gerentes das empresas de segurança de todo o Brasil, o Security Show serve com um dos pontos de encontro dos grandes integradores, no qual o retorno é bastante positivo. “As empresas, tanto do Sul do Brasil como de outras regiões, comparecem sempre ao evento. A principal contribuição do Security Show é conseguir realizar um evento nacional, reunindo no sul do país empresas e palestrantes de relevância para o mercado de segurança. São poucos os eventos de segurança fora dos grandes centros e o Security Show é a oportunidade para que vários participantes da região tenham acesso a uma convenção de bom nível”, ressalta.

Desafios constantes Apesar de ser bastante conhecido no mercado de segurança, isso não significa que organizá-lo seja uma tarefa fácil. O encontro conta sempre com parceiros e muitos participantes de fora da região sul, mas o grande desafio é projetar o evento com toda a infraestrutura que ele exige, tanto para as empresas expositoras como em termos de conteúdo das palestras. “Temos que criar uma programação que seja repleta de conteúdo interessante para o público e pensar também nas atrações de lazer. Isso demanda tempo e dedicação, mas felizmente temos empresas parceiras, fabricantes e distribuidores que nos ajudam patrocinando o evento”, explica o empresário.


Reportagem Prévia Security Show 2013

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Reportagem Prévia Security Show 2013

O Security Show é um dos eventos de segurança eletrônica mais conhecidos do país. Para organizá-lo, Henrique Bonatti e Carlos Schwochow (no centro) contam com o apoio de empresas líderes no mercado brasileiro O planejamento para este ano também foi muito bem cuidado e levou tempo para acontecer. Até agora foram quatro meses de trabalho e, segundo o organizador, a programação de palestras ainda está sendo concluída. “Estamos planejando todos os detalhes e cuidando da programação para que este seja o melhor Security Show já realizado”, afirmou. Os debates desta edição vão expor termas como segurança eletrônica, salas de situação, monitoramento de imagens e centrais de alarmes. “Este ano, também abriremos espaço para várias palestras sobre gerenciamento e marketing para empresas de segurança”. Entre os palestrantes confirmados até o fechamento desta edição estavam o Professor Acácio Garcia, que falará sobre Moti-

vação e Liderança, Igor e Michel Pipolo, que vão debater sobre Planejamento de Segurança Eletrônica e Marcos Menezes, gerente de vendas e marketing da divisão de Sistemas de Segurança da Bosch para o Brasil, que este ano abordará o tema Sala de Situação. Entre os patrocinadores estão Intelbras, Alfalarmes, Inside Sistemas e Uno Distribuidora. “Esta é uma excelente oportunidade para os participantes aumentarem sua rede de relacionamentos, pois estarão em contato com gerência das principais empresas de segurança do país, conhecendo suas demandas e problemas. Normalmente muitos negócios são fechados ou iniciam no Security Show, já que a proximidade com fabricantes e fornecedores acontece em situações descontraídas”, finaliza Schwochow.

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Reportagem Prévia Security Show 2013

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Reportagem especial Câmeras ip

para ficar Vista como a verdadeira revolução no mercado de segurança, a tecnologia IP apresenta diversas vantagens Por Eduardo Boni

logia de captura de imagem mais avançada significa que toda a imagem é capturada de uma única vez, proporcionando imagens nítidas mesmo quando há movimento intenso.

Aumento da economia e da confiança com o Power over Ethernet

A

s câmeras de rede estão no mercado há alguns anos; a primeira foi lançada em 1996. No início, a tecnologia de câmeras de rede não estava à altura das câmeras analógicas de nível profissional. Inicialmente projetadas para tirar proveito de imagens digitais, da rede e da Internet em novas áreas de aplicação, essas câmeras não eram usadas para aplicativos de vigilância. Isso certamente mudou. Agora, as câmeras de rede alcançaram a tecnologia das câmeras analógicas e atendem aos mesmos requisitos e especificações e, como veremos abaixo, em diversas áreas importantes, as câmeras de rede superaram o desempenho das câmeras analógicas. Vista em um contexto mais amplo, a convergência para redes baseadas em IP inclui um número de fatores a serem considerados além da comparação do que os dois tipos de câmeras podem fornecer ao usuário final. Questões como desempenho, interoperabilidade de sistemas abertos, flexibilidade, prontidão para o futuro e conectividade de rede. Entretanto, neste artigo vamos explorar as 10 diferenças funcionais mais importantes entre as câmeras de rede atuais e suas antigas primas analógicas, além da importância de entender esses fatores ao realizar a compra da próxima câmera.

Fim dos problemas de entrelaçamento Uma câmera analógica em alta resolução (4CIF) possui um problema significativo com o entrelaçamento. Isso acontece porque em um sinal de vídeo analógico, mesmo quando conectado a um DVR, todas as imagens são compostas por linhas e cada imagem é formada por dois campos entrelaçados. Quando há muito movimento em uma imagem, a imagem fica borrada. Este problema resulta de objetos movendo-se entre a captura da imagem de dois campos entrelaçados. Câmeras de rede empregam a tecnologia de “varredura progressiva” que é mais adequada à captura de objetos em movimento com mais clareza. Essa tecno-

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Fornecer energia a uma câmera analógica sempre foi um grande obstáculo, além do alto custo. O padrão IEEE 802.3af para Power over Ethernet (PoE) provou ser bem-sucedido devido a enorme economia de custo que propicia. Não disponível para câmeras analógicas, PoE significa que os dispositivos de rede obtêm energia de um switch ativado por PoE ou midspan através do mesmo cabo padrão Categoria 5 que transmite vídeo e dados. Visto que há uma padronização, todos os equipamentos são compatíveis, maximizando os benefícios para todos os usuários finais. Em um aplicativo de vigilância, o PoE fornece um benefício adicional: as câmeras podem obter energia de backup centralizada da sala de servidores. Assim, no caso de falta de energia, elas continuarão a funcionar. Graças ao PoE, o mesmo cabo de rede pode ser usado para vídeo, dados e energia, o que diminui os custos de instalação e cabeamento. O PoE também permite aquecimento e/ou resfriamento da câmera integrado, sem a necessidade de cabos extras. Mais energia no cabo de rede estará disponível com o padrão IEEE 802.3at, também conhecido como “Hi PoE”, possibilitando soluções PoE também para câmeras de rede de domo PTZ mais avançadas assim como outros aplicativos que consomem energia.

Resolução megapixel e recursos HDTV As câmeras analógicas trabalham com as especificações NTSC/PAL, com uma resolução correspondente a 0,4 megapixels em 4CIF. Porém, agora os usuários finais estão familiarizados com a resolução megapixel e altas resoluções oferecidas por equipamentos digitais como câmeras digitais, telas de computador de alta resolução e aparelhos de televisão de tela plana. Como resultado, requisitos para recursos de alta definição se tornaram muito comuns nos aplicativos de vigilância. As câmeras de rede atendem esses requisitos e podem proporcionar mais detalhes e cobrir áreas maiores do que as câmeras analógicas tradicionais. Isso garante que o investimento no sistema de segurança não será desperdiçado pelo fato do rosto de um criminoso ou o que ele está carregando não poderem ser discernidos. Ao invés disso, o tempo de investigação é reduzido e o vídeo armazenado revela imagens detalhadas do que realmente aconteceu na cena. O aumento na resolução da câmera de rede também possibilita funções como panorama, inclinação e zoom.


Reportagem especial câmeras ip As câmeras de rede líderes atualmente oferecem recursos de HDTV total de acordo com os padrões HDTV da SMPTE, incluindo: • Resolução de 1280 x 720 ou 1920 x 1080 pixels em formato 16:9. • Taxa de quadros total de 25/30 e/ou 50/60 fps. • Espectro de cores mais amplo do que o de uma TV padrão. Como resultado, a indústria de segurança se beneficia das imagens nítidas com excepcional nível de detalhes.

Câmeras com inteligência incorporada Em um mundo onde aumentou muito a demanda de gravação de vídeos, o vídeo inteligente está se tornando cada vez mais popular. Câmeras de rede podem ter detecção de movimento e gerenciamento de alarme padrão integrados, para que a câmera decida quando enviar vídeos, qual a taxa de quadros e resolução a ser usada e quando alertar um determinado operador para monitoramento e/ou resposta. Outro útil aplicativo de vídeo inteligente é o alarme contra violações, que permite que a câmera envie automaticamente um alerta quando não estiver em pleno funcionamento devido a redirecionamento, pintura com tinta spray ou outro dano externo, por exemplo. Algoritmos mais inteligentes estão sendo integrados às câmeras de rede, como o reconhecimento de placas de carro, contagem de pessoas, rastreamento de objetos, etc. A câmera inteligente possibilita uma vigilância muito mais eficaz e produtiva do que um DVR ou outro sistema centralizado. A câmera de rede também soluciona outro dilema: a falta de capacidade computacional de analisar mais que alguns poucos canais em tempo real. As câmeras de rede possuem hardware altamente

integrado, construído para fins específicos, que se sobressai na tarefa de análise de imagens, possibilitando a instalação de sistemas de vídeo inteligente em larga escala.

PTZ integrado e controle de entrada/saída Em câmeras PTZ analógicas, a comunicação serial que controla o movimento PTZ demanda cabeamento separado do sinal de vídeo, o que é caro e ineficiente. A tecnologia de câmera de rede possibilita o controle PTZ na mesma rede que transposta o vídeo. Em câmeras de rede de domo PTZ, os comandos PTZ são enviados através da rede IP, resultando em grande economia e maior flexibilidade. Além disso, as câmeras de rede podem integrar sinais de entrada e saída como alarmes e bloqueios de controle. Tudo isso resulta em menos cabos, menos dinheiro gasto e aumento na funcionalidade e no potencial de integração.

Áudio integrado Para algumas aplicações, o áudio está se tornando cada vez mais importante. Em sistemas analógicos, não há áudio a não ser que possua linhas independentes de áudio no DVR. As câmeras de rede solucionam esse problema capturando áudio na câmera, sincronizando-o com o vídeo ou integrando-o ao mesmo fluxo de vídeo e depois o enviando novamente para monitoração e/ou gravação através da rede. O áudio também pode ser totalmente bidirecional para permitir a comunicação pelos alto-falantes. Esses recursos de áudio são fáceis de instalar e econômicos, mas apenas com câmeras de rede. Além disso, câmeras de rede com áudio integrado podem ser usadas para

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Reportagem especial Câmeras ip acionar automaticamente gravações ou alertas quando o nível de ruído excede os valores predefinidos.

Comunicação segura Em câmeras analógicas, o sinal de vídeo é transportado através de um cabo coaxial sem nenhuma criptografia ou autenticação. Dessa forma, qualquer um pode acessar o vídeo ou pior, substituir o sinal de uma câmera por outro sinal de vídeo (algumas pessoas se recordarão disso no filme Onze Homens e um Segredo). Em um cenário de vídeo em rede, a câmera pode criptografar o vídeo enviado pela rede para garantir que este não poderá ser visualizado ou alterado. O sistema também pode ser configurado para autenticar a conexão usando certificados criptografados que só aceitem uma câmera de rede específica, eliminando assim a possibilidade de invasão na linha. A câmera de rede também pode adicionar marcas d’água criptografadas ao fluxo de dados de vídeo com informações sobre imagem, tempo, localização, usuários, alarmes e mais, para garantir uma trilha de evidências. Há também um padrão para autenticação, IEEE 802.1X, que é amplamente adotado no mercado. As câmeras analógicas oferecem alguma destas funcionalidades altamente avançadas? Não.

Opção de infraestruturas econômicas e flexíveis O vídeo analógico é normalmente transmitido através de cabos coaxiais caros, fibras específicas ou mecanismos sem fio, métodos em que a distância influenciará na qualidade da imagem. Adicionar energia, entradas e saídas e áudio complica mais esta situação. Sistemas digitais baseados em IP padrão superam esses obstáculos com um custo muito mais baixo e com muito mais opções. Como visualizar imagens de sites de qualquer parte do mundo, a câmera de rede produz imagens digitais, assim não há redução de qualidade devido à distância. A rede baseada em IP é uma tecnologia padronizada e estabelecida, gerando custos comparativamente menores. Diferente dos sistemas analógicos, os fluxos de vídeo baseados em IP podem ser roteados pelo mundo, usando uma variedade de infra-estrutura padrão interoperável, incluindo redes fixas e sem fio. Muitos tipos de fluxos diferentes podem ser transmitidos pela mesma linha, pois esta funciona através de comunicações baseadas em pacotes. Atualmente as novas construções possuem o econômico cabeamento de dados Categoria 5 e um único cabo pode transportar centenas de fluxos de vídeo simultâneos com taxa de quadros total, transmitindo na velocidade de 1 Gigabit Ethernet. A abordagem IP facilita a integração de aplicativos de vídeo em rede com outros sistemas e aplicativos baseados em IP, como sistemas de gerenciamento predial, sistemas de controle de acesso e soluções industriais em IP.

Uma verdadeira solução digital Em uma câmera analógica, o sensor CCD gera um sinal analógico que é digitalizado por um conversor A/D para possibilitar a função de aprimoramento da imagem em um processador de sinais digitais (DSP). Depois o sinal é convertido novamente em analógico para ser transportado através de um cabo coaxial. Por fim, o sinal é novamente digitalizado no DVR para gravação. São 3 conversões no total, e cada conversão gera uma perda na qualidade da imagem. No sistema de câmeras de rede, as imagens são digitalizadas uma única vez e permanecem no formato digital, sem conversões desnecessárias e nenhuma degradação da imagem.

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Menor custo total de propriedade Espera-se que todos os recursos avançados descritos acima tenham um determinado custo. O preço inicial de uma câmera de rede pode ser alto se você considerar somente a câmera. Mas ao comparar o custo por canal e a câmera de rede, com sua flexibilidade e desempenho superior, o preço rapidamente se torna comparável a um sistema analógico ancorado por um DVR. Estudos mostram que em configurações de sistemas com mais de 32 câmeras, o custo inicial de um sistema de vigilância baseado em câmeras de rede é até inferior quando comparado às opções analógicas. E isso apenas se não houver infra-estrutura de IP instalada anteriormente, caso haja, um sistema baseado em IP sempre representa um custo menor. Esse custo total menor para o sistema de câmera de rede é basicamente resultado do armazenamento e aplicativos especializados que podem ser executados no padrão da indústria, servidores baseados em sistemas abertos, e não em hardware proprietário como um DVR. Isso reduz radicalmente o custo de gerenciamento e com equipamentos, especialmente para sistemas maiores nos quais armazenamento e servidores são uma parte significativa do custo total da solução. Economias adicionais dependerão da infra-estrutura utilizada. Redes baseadas em IP como a Internet, LANs e métodos de conexão variados, como a conexão sem fio, podem utilizar outras alternativas além dos tradicionais cabos coaxiais e fibras. Então, com essa última objeção às câmeras de rede solucionada, o que você está esperando? Se estiver se perguntando por que o seu fornecedor de câmeras analógicas nunca comentou as vantagens das câmeras de rede, você comentaria alguma coisa se não tivesse muito a dizer?

Conclusão: O futuro pertence às câmeras de rede – e o futuro já chegou Após o rápido crescimento do mercado nos últimos anos, as câmeras de rede representam atualmente de 15 a 20% de todas as câmeras de vigilância vendidas no mercado global. Sistemas de vigilância baseados em IP com centenas e, algumas vezes, milhares de câmeras de rede foram implementados com sucesso em diversas aplicações como varejo, transporte, educação, vigilância pública e segmento bancário. De acordo com o relatório de 2008 do IMS Research, a taxa de crescimento dos produtos de vídeo em rede deve alcançar a média de 35% nos próximos cinco anos. O gerenciamento de segurança via IP representa o futuro do gerenciamento de segurança avançado, conforme sua compreensão e implementação aumentam. A câmera analógica, por outro lado, demonstra falta de flexibilidade e desempenho que não atendem às necessidades dessa nova era. Conforme as câmeras de rede distanciam a captura de quadros, a qualidade de imagem e os recursos de inteligência do DVR, os sistemas poderão se expandir mais facilmente e os consumidores poderão usar servidores de padrão industriais de baixo custo para gravação e armazenamento, além de escolher entre um número grande de softwares de gerenciamento de vídeo e análise. Essa mudança rumo a sistemas abertos sem o uso de DVRs proprietários, combinada a benefícios de rede, imagem digital e câmera inteligente, dará origem a um forte incentivo para a adoção rápida e contínua de câmeras de rede e suas muitas vantagens. Fonte: Axis Communications


Reportagem especial câmeras ip

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Em Profundidade

Caixas de Proteção: Por Gabriel de Abreu Furtado

A

s Caixas de Proteção (ou housings) parecem pouco importantes, pois apenas lembramos delas quando uma câmera é instalada em ambiente externo. No entanto, existem caixas de proteção para as mais diversas aplicações - e muitas que desconhecemos; Por tanto, tenho certeza que encontrará neste artigo a respostas de muitas perguntas!

As caixas de proteção são invólucros fabricados em material plástico e/ou metálico que evitam o fácil acesso de pessoas mal intencionadas, que praticam atos de vandalismo danificando os equipamentos. Elas também servem para protegê-las de intempéries climáticas, como chuva, vento e sol. Além dessas duas mais conhecidas, existem outras aplicações para as caixas de proteção, que explicaremos mais adiante. Existem no mercado diversos fabricantes de caixas de proteção. Alguns seguem e certificam seus produtos em laboratórios conforme padrões e normas utilizadas para equipamentos industriais, tais como a classificação de proteção de ingressão de partículas (IP ou NEMA) e a classificação antivandalismo (IK). Estas são as mais claras indicações do que o produto que está em análise é de excelente qualidade. Grau

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Efetivo contra

Classificação IP A classificação IP surge a partir da norma europeia IEC EN60529, e é composta por dois dígitos. O primeiro indica o grau de proteção contra sólidos e o segundo contra líquidos.

Grau

Tamanho do objeto

0

1

>50 mm

2

>12,5 mm

Dedos e objetos similares

3

>2,5 mm

Ferramentas e cabos grossos

4

>1 mm

5

Pó e partículas pequenas

6

Efetivo contra

Sem proteção Acesso de uma mão ou braço

Fios, cabos, parafusos Não protege completamente contra pó, mas deve permitir o funcionamento do produto. Evita qualquer tipo de contato Sem ingresso de pó. Evita qualquer tipo de contato

Classificação NEMA (National Electrical Manufacturers Association) Norma americana pela qual se definiu no mercado diversos tipos de classificações, entre elas o de resistência a corrosão, práticas de construção e de proteção ambiental (similar à classificação IP). Esta classificação de proteção é composta por um digito apenas. Veja abaixo a tabela que compara a classificação IP com o NEMA. Para áreas internas não há nenhuma recomendação de classificação para caixas de proteção de câmeras de CFTV, exceto quando esta fica em marquise externa, onde, por exemplo, pode receber respingos de água. Neste caso, o equipamento sugerido são as

Testado para

Detalhes

0

Sem proteção

Sem proteção

1

Gotejamento de agua

Gotas caindo verticalmente, sem efeito destrutivo

Duração de 10 minutos, equivalente a chuva de 1mm de agua por minuto

2

Gotejamento de agua a 15º

Gotas caindo verticalmente, produto inclinado a 15º, sem efeito destrutivo

Duração de 10 minutos, equivalente a chuva de 3mm de agua por minuto

3

Spray de agua

Spray a 60º em relação à vertical, sem efeito destrutivo

Duração de 5 minutos, volume de 0.7 litros por minuto

4

Salpicos de agua

Salpicos contra o produto a qualquer direção sem efeito destrutivo

Duração de 5 minutos, volume de 10 litros por minuto

5

Jato d’água

Projetado sobre o produto com bocal de 6.3mm a qualquer direção sem efeito destrutivo

Duração de 3 minutos, volume de 12.5 litros por minuto. Jato de 30kPA a 3 metros de distancia

6

Jato d’água potente

Projetado sobre o produto com bocal de 12.5mm a qualquer direção sem efeito destrutivo

Duração de 3 minutos, volume de 100 litros por minuto. Jato de 100kPa a 3 metros de distancia

7

Imersão a 1 metro

Não deve ser possivel o ingresso de agua em quantidades perigosas

Duração de 30 minutos, imersão a 1 metro de profundidade

8

Imersão abaixo de 1 metro

O equipamento deve suportar continuas Duração e profundidade de imersão deve ser imersões, que devem ser indicadas pelo fabricante especificada pelo fabricante


Em Profundidade

Grau IP

Grau NEMA Mínimo

IP20

1

IP54

3

IP66

4/4X

IP67

6

IP68

6P

caixas de proteção nível IP54 ou NEMA 3. Para aplicação em ambientes externos são recomendadas caixas IP66 ou NEMA 4 ou 4X.

Classificação IK10 A norma europeia IEC EN62262 define as características de proteção necessárias contra impactos mecânicos. Muitos fabricantes a utilizam para indicar que seu produto é indicado para suportar atos de vandalismo. Sugere-se que as câmeras de segurança em áreas externas, por ficar em locais públicos, utilizem caixas com classificação IK10. Isto pode valer também para câmeras em áreas internas, como por exemplo, em presídios, portos e aeroportos, prédios de administração pública e grandes corporações, entre outras localidades. Vale lembrar que em ambiente interno é sempre recomendado qualquer tipo de caixa de proteção que, além da manter câmera e lente em segurança, também proteja os cabos e conectores de manuseio indevido. Por esse motivo, costuma-se dizer que as melhores câmeras para área interna são as minidomes, pois elas não indicam em que parte está monitoramento ou onde está o cabeamento, entre outras vantagens antivandalismo.

Outras aplicações Vale a pena lembrar que existem caixas de proteção para outros tipos de aplicações, como por exemplo: Ambientes quentes de até 50ºC – Caixas com uma ou duas ventoinhas que permitem o fluxo de ar na caixa, e assim equalizam a temperatura no meio da caixa (onde é mais quente) com as mais próximas das paredes (mais frias). Perceba, então, que a ventoinha – diferentemente de servidores, switches e outros eletrônicos - não refrigera a câmera, pois não trás ar frio para o produto. Estas caixas são utilizadas em locais semidesérticos ou desérticos. Ambientes quentes de até 400ºC – Caixas refrigeradas com água pressurizada ou ar comprimido. Esses elementos circulam a parte externa da caixa, refrigerando a câmera e lente, que ficam no meio. Estas caixas são utilizadas em locais próximos a fornos e alto fornos.

Ambiente acima de 400ºC – Existe um conjunto de caixas especiais para câmeras refrigeradas a água que entram temporariamente no forno (questão de minutos). São utilizadas para monitoramento das bocas de gás/fogo para verificar a necessidade de manutenção e/ou limpeza desses equipamentos. Área Classificada – Caixas especiais fabricadas em material metálico que não produz faíscas. O ambiente interno é próprio para manter componentes eletrônicos que não sejam intrinsecamente seguros. Utilizados em refinarias, embarcações especiais, plataformas de petróleo, indústrias químicas etc.

Pressurizadas – Contém um gás inerte em alta pressão, evitando assim o ingresso de todo tipo de partículas e troca de ar com o ambiente. Trata-se de um equipamento próprio para ambientes marítimos como portos, marinas e até mesmo embarcações. Ambientes muito frios como frigoríficos, contém aquecedores por resistências, que mantém a câmera e a lente em funcionamento mesmo a temperaturas de -20ºC. Ao mesmo tempo, há acessórios que complementam as caixas de proteção, tais como: Purga de ar – Trata-se de uma cortina de ar que fica instalada na parte externa do vidro da caixa de proteção e é muito utilizada em locais com partículas em suspensão no ar, tais como minas, indústrias que trabalham com argila, cimento etc. Geralmente é usado o ar comprimido da empresa (ou se cria um sistema desse tipo) para a purga, lembrando que este deve ser filtrado antes de chegar à caixa de proteção. Limpador e bomba d’agua – Usado em locais distantes ou onde se evita realizar manutenção constante, o sistema permite molhar e limpar o vidro das caixas de proteção. Existem kits específicos tanto para câmeras móveis (os chamados panoramizadores) como para câmeras fixas. Suportes especiais - Normalmente são iluminadores formados por conjuntos de LEDs brancos ou de infravermelho, que podem ser acoplados à câmera fixa ou móvel para auxiliar no monitoramento noturno. Esse tipo de equipamento é usado em postes, paredes e cantos. Vidros especiais – Nesse caso, usa-se germânio para câmeras térmicas em caixas especiais, ou de VICOR, que evita o amarelamento do vidro.

Código IK

IK00

IK01

IK02

IK03

IK04

IK05

IK06

IK07

IK08

IK09

IK10

Energia de Impacto (joule)

0,14

0,2

0,35

0,5

0,7

1

2

5

10

20

Material de impacto

Plástico

Plástico

Plástico

Plástico

Plástico

Plástico

Aço

Aço

Aço

Aço

Massa de material de impacto

0,2 Kg

0,2 Kg

0,2 Kg

0,2 Kg

0,2 Kg

0,5 Kg

0,5 Kg

1,7 Kg

5 Kg

5Kg

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Artigo PONTO DE VISTA - gestão em tecnologia

Aspectos metodológicos contrato de segurança Por Michel Pipolo e Marcos Serafim

A

implantação de um contrato é sempre desafiador para qualquer gestor de segurança, seja pelas mobilizações dos recursos necessários, seja pelo cumprimento dos prazos ou, ainda, quanto ao atendimento das expectativas do cliente. Trata-se do primeiro “momento da verdade” (Jan Carlzon, 1987) para área operacional, após a vitoriosa ação comercial. A implantação não deve ser tratada como uma simples rotina da área operacional, mas como um projeto de toda a organização. A experiência mostra que as características da implantação são perfeitamente tipificadas como um projeto. Vale lembrar que as pessoas utilizam a expressão “ter um projeto” como simplesmente ter uma atividade de rotina, quando a definição de projeto é de “um esforço temporário empreendido para criar um produto, um serviço ou um resultado exclusivo” (PMBOK, 2012). Para entender melhor o conceito, é oportuno esclarecer três características básicas: ser temporário, exclusivo e evolutivo. O caráter temporário significa dizer que todos os projetos têm um início e um fim. A conclusão do projeto é alcançada quando seus objetivos forem atingidos; quando se entender que estes não poderão ser realizados ou quando não existir mais a necessidade, sendo o projeto abortado. Importante não confundir o caráter temporário com sua duração, pois existem projetos que duram vários anos, mas são fi-

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nitos. Agora, seus produtos, serviços ou resultados podem ser duradouros ou até mesmo infinitos. Outra característica importante diz respeito à exclusividade de seus produtos, serviços ou resultados. Pode ser citado, como exemplo, vários modelos de câmeras em que cada uma tem suas especificações que diferem quanto à resolução, sensibilidade à luz, padrão de compressão, dentre outras, combinadas aos demais elementos do projeto se tornam único. A terceira característica é sua elaboração progressiva, baseada em etapas com evolução continuada. Exemplo: definir o cronograma, detalhando etapas ou fases ao longo da implementação, sendo o prazo de entrega do produto; o início da prestação do serviço ou o usufruto dos resultados os marcos mais esperados. A diferença entre projeto e rotina operacional pode, ocasionalmente, confundir alguns profissionais, em face de sobreposição que pode ocorrer. Alguns pontos específicos como o uso de mão de obra na sua execução, a limitação de recursos, o planejamento e controle das atividades são utilizados por ambos. O que realmente os diferencia é o sentido perene e repetitivo da operação, enquanto o projeto é temporário e exclusivo. Os objetivos também os diferenciam. Enquanto a operação tem por finalidade manter as atividades do negócio a do projeto é atingir seu objetivo, encerrando-o.


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Prêmio ISC Brasil

Digital O Prêmio Revista Digital Security cresceu! Lançado com absoluto sucesso na ISC Brasil 2012, o Prêmio ISC Brasil Revista Digital Security terá nova edição em 2013, com o apoio das maiores associações do mercado, como Abinee, Alas (Asociación Latinoamericana de Seguridad) e SIA (Security Industry Association), além da própria ISC Brasil. A partir de janeiro, o mercado e os leitores da Revista Digital Security poderão votar nas melhores soluções do setor de segurança eletrônica, por meio de uma página exclusiva do Prêmio ISC Brasil Revista Digital Security. Visite o site e vote: premio.revistadigitalsecurity.com.br

Dia 17 de abril de 2013

Durante o ISC Brasil 2013 Expo Center Norte | Pavilhão Vermelho | São Paulo | SP

comunicação integrada

comunicação integrada

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Artigo PONTO DE VISTA - gestão em tecnologia

Todo projeto requer um gerenciamento. A aplicação adequada de técnicas, ferramentas, conhecimentos e habilidades garante o sucesso. Gerenciar projetos implica em identificar os recursos requeridos, estabelecer os targets, balancear as necessidades de escopo, qualidade, prazos, custos, riscos e benefícios, adaptando as especificações às expectativas das partes interessadas. Exemplo desta inter-relação no balanceamento das necessidades é a implantação de um projeto de CFTV (circuito fechado de televisão) em que o cliente solicita adicionar mais um equipamento ao sistema já definido. Esta adição do equipamento não só afetará o escopo do projeto, como o seu prazo de execução e o custo. Esta abordagem de gerenciamento está fundamentada na metodologia utilizada pelo PMI (Program Management Institute), contida no guia de gerenciamento de projetos intitulado PMBOK (Project Management Body of Knowledge), 5ª Edição, 2012, Brasil. O projeto tem longevidade dividida em fases a fim de oferecer melhor controle e integração com a organização que o está executando. As fases são sequenciadas, iniciam com baixo custo e reduzido envolvimento de pessoas, atingem o nível máximo nas etapas intermediárias e diminuem no final. Devido a isso, a influência das partes interessadas é maior nas fases iniciais. É muito mais fácil e barato alterar um projeto enquanto ele está no início. Como exemplo disto, pode-se afirmar que é muito melhor mudar o encaminhamento de uma tubulação enterrada quando identificado um obstáculo intransponível ainda na elaboração da planta. Processo é um conjunto de atividades inter-relacionadas para se obter um resultado. Sendo assim, o gerenciamento de projetos é uma atividade integradora por natureza, exigindo que os processos sejam conectados uns aos outros para facilitar a coordenação. Os processos são divididos em cinco grupos com finalidades específicas, sendo estes: iniciar; planejar; executar; monitorar e controlar; e, encerrar. Este sentido integrador dos processos se assemelha ao ciclo PDCA (Plan, Do, Check and Act), onde cada ciclo é ligado por resultados e parte de cada ciclo se torna entrada para a outra. Como o gerenciamento de projetos é um esforço finito, faz-se necessário adicionar dois processos, de inicialização e encerramento, conforme descrito na figura abaixo.

PROCESSOS DE MONITORAMENTO E CONTROLE PLANEJAMENTO INICIAÇÃO

ENCERRAMENTO

EXECUÇÃO Figura 1 - Grupo de Processos de Gerenciamento de Projetos e ciclo PDCA. Fonte: PMBOK®.

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Os processos de iniciação são constituídos por descrições claras dos objetivos, das razões de constituição e das possíveis prevenções para os riscos. Este grupo de processos contém as informações sobre a descrição básica do escopo, como; entregas, duração e previsão de recursos, que tem como objetivo a análise dos investimentos necessários. Nesta fase, é definido a gerência de projeto, assim como as restrições e premissas. Os processos de planejamento são os mais importantes na vida do projeto, pois deles resultam previsão do sucesso ou fracasso. É nesta fase que as partes interessadas têm maior influência e onde as alterações são mais baratas. É uma atividade interativa, pois a cada alteração de um processo os demais precisam ser revistos e, possivelmente, retificados. Esta etapa de refinamento não pode continuar indefinidamente, cabendo ao responsável identificar quando termina o planejamento. Os processos de execução são responsáveis pela realização de todos os trabalhos definidos na fase de planejamento, além de coordenar os recursos disponíveis, as integrações entre as partes e a implantação das mudanças aprovadas. As mudanças podem gerar alterações, realimentando o planejamento que influencia diretamente na disponibilidade de recursos, duração das atividades e riscos envolvidos. Grande parte do orçamento é utilizada nesta fase. Os processos de monitoramento e controle realizam a nobre atividade de auditar a execução, garantindo que o projeto seja executado de acordo com o planejado. Inclui o controle das mudanças, sendo responsável por recomendar ações preventivas para minimizar os riscos. Os processos de encerramento, como o próprio nome diz, são utilizados para encerrar formalmente as atividades do projeto ou de suas fases. Os encerramentos são materializados com a entrega do produto, a conclusão do serviço ou o usufruto do resultado, podendo em alguns casos ocorrer com o cancelamento do projeto. A metodologia exposta pode parecer burocrática e de execução engessada. Contudo, o resultado alcançado com sua aplicação proporciona melhor controle das metas planejadas e, principalmente, da execução. Minimiza também os riscos de não cumprir o prazo, de ultrapassar os custos e prestar serviço incompleto e de baixa qualidade. Além do mais, eleva o segmento de segurança a um padrão reconhecido como de qualidade pelo mercado. Este segmento já incorporou outras metodologias conceituadas, dentre elas: diagrama de causa e efeito (Ishikawa), matriz SWOT, árvore de falhas e análise de riscos. A metodologia de gestão de projetos deve ser cada vez mais utilizada pelas empresas de segurança para estruturar de forma profissional a implantação de novos contratos, gerando melhor resultados para os acionistas e maior satisfação para os clientes.

Michel Pipolo de Mesquita é advogado e diretor de segurança do Grupo GPS.

Marcos Serafim é analista de sistemas e gerente corporativo da GPStec.


Artigo PONTO DE VISTA - gestรฃo em tecnologia

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Artigo PONTO DE VISTA

New Jersey College graduação de segurança Por Redação

E

m um esforço para aumentar o número de candidatos bem qualificados para o mercado de trabalho e ajudar aos integradores e fabricantes de segurança eletrônica, a SIA (Security Industry Association) está trabalhando com a Mercer County Community College para lançar um novo programa de graduação em sistemas de segurança e tecnologia. O objetivo é colocar no mercado profissionais qualificados e expandir o programa em todo o território norte-americano. O programa vai aumentar o nível do associado em ciências aplicadas. A expectativa é de que os alunos se inscrevam para o curso no outono de 2013 na Mercer, que está localizada em West Windsor eTrenton, Nova Jersey. Se o programa for bem-sucedido, a SIA espera que ele seja adotado por outras faculdades de todo o país.

Frank De Fina, da Samsung Techwin: “Com a indústria rapidamente migrando para a tecnologia IP, esses novos profissionais estarão bem preparados para preencher as vagas que surgirão”.

O CEO da Security Industry Association, Don Erickson, disse que escuta o tempo todo queixas dos integrantes da SIA não conseguem encontrar número suficiente de instaladores qualificados, apoio técnico e pessoal de vendas. “As escolas secundárias não possuem pessoas com formação consistente em disciplinas relacionadas com a segurança física”. Este programa de graduação visa mudar isso. Com ele, os graduados seriam melhor preparados para o trabalho e para outras certificações, como o Programa de Gerenciamento de Projetos de Segurança. A graduação de dois anos vai combinar treinamento específico em segurança, artes e aulas de negócio”, explicou. Um comitê da SIA teve a ideia do programa no ano passado. Entre os principais participantes dessa comissão estão Dave Lyons do System Sensor, Pierre Trapanese, da Northland Control Systems e Frank De Fina da Samsung Techwin. “Com a indústria migrando rapidamente para a tecnologia IP, esses novos profissionais estarão bem preparados para preencher as vagas que surgirão”, disse De Fina. O executivo lembrou que o novo programa de graduação vai colocar os jovens profissionais frente a frente com a indústria de segurança, um mercado que a maioria dos estudantes universitários não conhece. “O problema é que os universitários mais talentosos são arrebatados pelos conglomerados de Tecnologia da Informação. Isso reduz muito o tempo que seria necessário para preparar o funcionário; Ao invés de um treinamento de base, ele já deve estar pronto, com habilidades técnicas e para negociação”.

SIA anuncia

A

SIA (Security Industry Association) vai sediar, o 10º Caminhada pela Educação, um evento anual que arrecada dinheiro para financiar as oportunidades educacionais para equipes que prestam socorro. O evento acontece no dia 13 de abril, logo após o ISC West em Las Vegas. O passeio de um dia leva os participantes por algumas das mais belas áreas do sul de Nevada, incluindo Vale do Parque Estadual do Fogo. Apesar de a maioria dos participantes montar motocicletas durante o evento, carros esportivos e outros veículos também são bem vindos. Toda a renda do evento irá para o Fundo de Bolsas para Socorristas da SIA, que oferece prêmios de US$ 1.000 para policiais e bombeiros que tem trabalho relacionado com a educação e a formação. A taxa de inscrição é de US$ 40 por pessoa, e os passageiros, US$ 30. Policiais, bombeiros e militares podem participar sem nenhum custo. De acordo com Don Erickson, CEO da SIA, é uma honra acolher este evento para apoiar os socorristas. “O passeio é uma forma divertida e única para encerrar o ISC West e conhecer algumas áreas deslumbrantes de Las Vegas que não fazem parte da típi-

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Ride for Education, da SIA: uma forma divertida de encerrar o ISC West e conhecer algumas áreas deslumbrantes de Las Vegas

ca viagem do ISC West. É uma grande oportunidade para ajudar os profissionais de segurança pública que são parceiros na indústria a proteger todos nós”, finalizou.


INTERNATIONAL SECURITY CONFERENCE AND EXPOSITION


Agenda

fevereiro

Tech Sec Solutions Identificar novas tecnologias de segurança e emergentes, questões e tendências A TechSec Solutions é o lugar onde os líderes de segurança se reúnem para conhecer as últimas tecnologias. Esta conferência de tecnologia reúne especialistas do setor, profissionais de segurança, integradores e consultores para analisar soluções de segurança e criar estratégias de sucesso. O programa educativo 2013 foi planejado pelos editores da Security Systems News e Security Director junto com líderes da indústria e idealizadores. Entre os tópicos estão a abordagem do eBay para a segurança física, gerenciamento de serviços, prós e contras de BYOD e tecnologia NFC. Também serão debatidos temas ligados a padrões de Cloud e PSIM 5 e 6 de fevereiro Fort Lauderdale – Flórida http://www.techsecsol.com Security and Safe Technology A feira Security and Safe Te-

chnology, que acontece em Moscou, Rússia, abre espaço para reunir especialistas em segurança eletrônica que poderão conferir no evento diversas novidades sobre os vários segmentos. Entre os expositores estarão representantes da CFTV, controle de acesso, alarmes e monitoramento, além de integração de sistemas e comunicação. Fazem parte do evento as empresas que trabalham com biometria, anti-terrorismo e equipamentos de busca, além de controle de incêndio e segurança industrial. No ano passado, cerca de 250 expositores participaram do encontro mostrando tendências e inovações. 12 a 15 de fevereiro Moscou – Russia http://www.reedexpo.ru 4ª ASIS Middle East Security O ASIS Middle East Security, que acontece no InterContinental Dubai Festival City, vai apresentar um panorama complete de tópicos de segurança eletrônica, como rede de fornecimen-

to, prevenção contra perdas, segurança em hotéis, combate antiterrorismo e proteção. É uma excelente oportunidade para manter o relacionamento com profissionais e especialistas em gerenciamento de segurança de todo o mundo, dividindo parcerias e ideias novas. O encontro terá espaço para palestras em que serão apresentados case studies e painéis de discussão, além da exposição com centenas de participantes de todo o mundo. 17 a 19 de fevereiro Dubai – Emirados Árabes www.asisonline.org RSA Conference A Conferência RSA engloba uma programação científica que apresenta soluções para as necessidades do Mercado. Ao todo serão mais de 275 sessões e um espaço para exposição que vai receber representantes das principais companhias de segurança eletrônica do mundo. 25 de fevereiro a 01 de março São Francisco - EUA www.rsaconference.com

Errata: Ao contrário do que saiu publicado na Digital Security de Janeiro, Alessandra Faria é diretora regional da Axis Communications para toda a América do Sul.

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O distribuidor que entende o Canal de Segurança.

As câmeras com a nova tecnologia híbrida da Sony oferecem uma forma eficaz de combinar vídeo analógico e vídeo digital de alta definição através da infra-estrutura existente de cabeamento coaxial.

www.wdcnet.com.br CONTATOS: SP (11) 3035-3777

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• Vídeos simultâneos IP HD e SD analógico • Alta resolução de vídeo IP HD • Integração de análise de vídeo (DEPA) • Streaming Duplo de vídeo IP

Digital Security Ed. 18 Fevereiro/2013  

A revista Digital Security é uma publicação que busca se diferenciar a partir de uma palavra: exclusividade.Nossa proposta é oferecer ao mer...