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Ano 8 • No 89 • Janeiro/2019

89 ISSN 2238-5711

www.revistadigitalsecurity.com.br

Referência em tecnologia para o mercado de segurança eletrônica

Entrevista FERNANDO GUERRA DIRETOR DE NEGÓCIOS DE ÁUDIO E VÍDEO NA WDC NETWORKS

Facewatch no RJ

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COLABORATIVA CHEGA AO RIO DE JANEIRO

CRIADO NO BRASIL PREPARADO PARA

O MUNDO!

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Exportado para mais de 130 países em 18 idiomas.


Anuncio Institucional_Dahua Technology_Agosto_Página Dupla_Digital Security.pdf 1 15/08/2018 17:56:28

#credibilidade

Dahua Technology, paixão em proteger o mundo A multinacional Dahua Technology, fundada em 2001, é uma das principais marcas de soluções inteligentes no setor de videomonitoramento no mundo. A empresa, com a sua visão disruptiva, está sempre empenhada em fornecer produtos e soluções baseados em Inteligência Artificial, IoT e Cibersegurança que permitem a entrega de soluções de segurança end-to-end, para as mais diversas verticais de C

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negócio. O Dahua Cybersecurity Center (DHCC) coopera ativamente com empresas como Symantec, McAfee, Intel e Synopsys, alcançando altos padrões de segurança e estabelecendo mecanismos de proteção que incluem organização, procedimento, tecnologia e serviço. A Dahua Technology foi a primeira empresa do setor a receber a certificação da TÜV Rheinland, estando em total conformidade com o GDPR(Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Européia).


www.dahuasecurity.com

+1.400

+6.000

+10.000

40%

Patentes Arquivadas

Parceiros de Negócios

Engenheiros de Pesquisa & Desenvolvimento

Crescimento médio por ano em vendas. Em 2017, o faturamento foi aprox. de 3 bilhões de dólares

P&D

+12 milhões

Garantia

+1.200

Investimento de +10% da receita em P&D.

Até 5 anos de garantia*

Câmeras vendidas por ano para mais de 180 países

Projetos brasileiros realizados para empresas públicas e privadas

42

+13.000

Design

173

Prêmios iF Design Award, uma das premiações de design mais conceituadas do mundo

Escritórios pelo mundo

Subsidiárias no Exterior

Colaboradores

Verificar com a Dahua Technology*

Alta tecnologia, qualidade e credibilidade


Editorial

Ano

O

ano de 2019 começa repleto de esperança por diferentes rumos. Com ares renovados após as eleições e a mudança na direção política do país, as empresas repensam suas estratégias, mexem nas equipes, olham para frente e acenam com uma forma diferenciada de fazer negócios e crescer. Nesse cenário desafiador, em que a tarefa do governo é fazer a economia voltar a se movimentar para frente e crescer, boa parte das companhias está se reinventando de alguma forma: repensam suas estruturas, criam novas soluções e apostam pesado nas ascendentes tendências de mercado – as já conhecidas IoT, Deep Learning e Inteligência Artificial, que ganham cada vez mais espaço nos eventos tecnológicos. A recém-encerrada CES, feira que dá start ao ano em termos de tecnologia, destacou, entre outros temas, a integração do blockchain nas Smart Cities. O evento também abriu espaço para a Internet das Coisas, ambientes de imersão e Smart Home. Temas como drones, Robótica e Realidade Virtual também estiveram em pauta. Por mais que seja um cenário típico para norte-americanos, não podemos descartar o crescimento dessas tendências também por aqui. Já pelos lados do Oriente, em Dubai, está prestes a terminar mais uma edição da Intersec, evento que abre o ano para o mercado de segurança. Por lá, drones, equipamentos de combate a incêndio, câmeras, sistemas de biometria e softwares VMS dos mais destacados players mundiais continuam a oferecer um mundo de novidades para quem atua nesse mercado. Para aqueles que preferem conhecer as tendências do mercado, a Future Security Summit entrega uma programação repleta de novidades. E adivinhem? Inteligência Artificial e IoT estão entre os temas debatidos. Por aqui, ainda não sabemos o que esperar. A novidade é que, depois de muitos anos, as duas principais feiras do setor vão acontecer em semestres diferentes. Provavelmente, as temáticas serão das mais diversas e irão ao encontro do que de mais moderno está se discutindo no mercado hoje. Resta esperar para conhecer as novidades que os players estão preparando para o mercado e como isso chegará ao Brasil. Quais serão as tendências e para onde o mercado vai seguir. Tudo isso vocês, leitores, acompanharão nas edições da Digital Security em 2019. Um excelente ano a todos!

Redação Publisher

Eduardo Boni (MTb: 27819) eduardo.boni@vpgroup.com.br Editor Assistente

Gustavo Zuccherato gustavo.zuccherato@vpgroup.com.br Coordenador Editorial

Flávio Bonanome flavio.bonanome@vpgroup.com.br

Arte Flavio Bissolotti flavio.bissolotti@vpgroup.com.br

Comercial contato@vpgroup.com.br

Presidente & CEO Presidência e CEO

Victor Hugo Piiroja victor.piiroja@vpgroup.com.br Financeiro Rodrigo Gonçalves Oliveira rodrigo.oliveira@vpgroup.com.br Atendimento Jessica Pereira jessica.pereira@vpgroup.com.br Digital Security Online www.revistadigitalsecurity.com.br

Tiragem: 22.000 exemplares Impressão: Gráfica Mundo

Eduardo Boni Publisher

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Al. Madeira, 53, cj. 91, 9º andar - Alphaville Industrial 06454-070 - Barueri, SP – Brasil + 55 (11) 4197 - 7500 www.vpgroup.com.br


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Sumário

produtos e serviços

D-Link

pg10 Novas soluções mydlink para casas inteligentes E mais novidades da Johnson Controls, Nice e Hanwha Techwin

CASE STUDY

Facewatch no Rio de Janeiro

pg20 Parceria do Disque Denúncia com a The Staff of Technology Solutions permitirá que cerca de 1.100 dos mais perigosos criminosos do Estado sejam identificados nas câmeras integradas à plataforma em nuvem de reconhecimento facial

Mercado

WDC Networks

pg12 Companhia adquire a Munddo Distribuidora com foco em automação predial e residencial

Motorola Solutions

pg12 Multinacional compra VaaS, especializada em IA para localização de veículos

Axis Communications

pg13 Rodrigo Guedes é o novo líder de marketing para a América do Sul

CASE STUDY

Nemours Children’s Hospital de Orlando pg14 Câmeras IP permitem que paramédicos monitorem os pacientes infantis e detectem pequenas alterações visuais que podem indicar uma emergëncia médica

Modelo de negócio permite o compartilhamento de informações e blacklists entre vários clientes de maneira segura, automatizada e inteligente

entrevista

Fernando Guerra pg28 Diretor de negócios de áudio e vídeo da WDC Networks

CDPM

pg15 Amazonas é o primeiro Estado brasileiro a monitorar presídio com drones de visão térmica

Supermercados São Vicente

pg16 Solução da Tyco Retail Solutions reduziu furtos e gerou aumento de até quatro vezes nas vendas de alguns itens do grupo Entenda a estratégia da empresa para abordar o segmento audiovisual

ARTIGO

A evolução das câmeras IP e sua influência no mercado de segurança eletrônica pg34 6


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Banco de dados

Poder de processamento

Deep Learning

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL O FUTURO DA SEGURANÇA ELETRÔNICA

Reconhecimento Filtragem de Facial Falsos Alarmes

Contagem de Pessoas

Algoritmos Estruturados

Busca e Comparativo de Pessoas

Mais segurança e mais inteligência ao seu alcance.


Produtos e Serviços

D-Link

Novas soluções mydlink

A

D-Link apresentou seus mais recentes dispositivos mydlink para casas inteligentes e anunciou novos recursos para o aplicativo mydlink na Consumer Electronics Show (CES), um dos maiores eventos de tecnologia do mundo realizado entre 8 e 11 de janeiro em Las Vegas (EUA). O novo ecossistema mydlink inclui câmeras e plugues inteligentes que funcionam com o Google Assistente e o Alexa, facilitando a vida dos proprietários de casas inteligentes. Além disso, em breve, o aplicativo mydlink apresentará dois novos recursos. As notificações avançadas permitirão que os usuários vejam imediatamente uma captura de tela do evento de detecção de movimento, diretamente de dentro da notificação, ou que liguem para um contato de emergência quando uma notificação de detecção de movimento for recebida, sem precisar entrar primeiro no aplicativo. O Smart Recaps, por sua vez, permitirá aos usuários criar um pequeno vídeo mostrando todas as gravações em um determinado período de tempo. Os usuários também podem filtrar quais vídeos devem ser incluídos em cada Smart Recap com base no tipo de movimentação detectada. Falando efetivamente em produtos, a nova série mydlink inclui a câmera externa Full HD, DSC-8600LH, a câmera HD Pan & Tilt DSC-8515LH e o gravador inteligente Wi-Fi, DNR-205LH. Com campo de visão de 135º, a nova DSC-8600LH oferece capacidade de detecção de movimento, gravação em nuvem e compatibilidade com o Google Assistente, o Alexa e o IFTTT. O modelo ainda inclui certificação IP65, áudio bidirecional e visão noturna de 7 metros.

Já a câmera DSC-8515LH oferece um campo de visão de 120º, com capacidade de movimentação de 340º para os lados e 105 graus para cima/baixo. Com ela, é possível estabelecer um ângulo de visão panorâmica, levando o campo de visão direto para pontos de interesse, além de recurso de auto tracking para acompanhar objetos em movimento. Áudio bidirecional, visão noturna de 5 metros e compatibilidade com os assistentes de voz completam o pacote. Por fim, o gravador inteligente DNR-205LH tem capacidade para 4 canais compatíveis com a série mydlink LH, permitindo a gravação tanto no serviço em nuvem mydlink quanto localmente em um HD externo com conectividade USB. Ainda oferece analíticos de vídeo inteligente, como a detecção de movimento, de objetos, de invasão de área, de pessoas e de violação da câmera. Ainda não há informações sobre se ou quando ou produtos da série mydlink LH devem chegar ao Brasil. DS

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Johnson Controls introduz armazenamento exacqVision Cloud Drive Nice lança linha Hi-Speed de automatizadores de alta velocidade Hanwha Techwin apresenta a câmera multidirecional e PTZ Wisenet P 10


Mercado WDC Networks

Companhia adquire a Munddo Distribuidora

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econhecida por sua liderança na distribuição de soluções e tecnologias de alto valor agregado, a WDC Networks – cujo faturamento em 2018 ultrapassou a marca dos R$ 400 milhões -, anuncia a compra da Munddo, especializada na distribuição de sistemas inteligentes para automação residencial e predial. A negociação, que consolida o movimento definitivo da WDC em direção à tecnologia de IoT e dá maior respaldo à operação da Smart WDC (espaço de IoT experience mantido pela empresa no coração da Rua Santa Ifigênia, em São Paulo), permitirá a distribuição exclusiva no mercado brasileiro de todo o portfólio da polonesa Fibaro (líder mundial de mercado e referência internacional para projetos neste segmento) e, também, das marcas TouchLight, MDD Acoustics, Kaadas, iEast e Global Caché. De acordo com Vanderlei Rigatieri, CEO da WDC Networks, a compra das operações da Munddo ampliará a atuação da WDC no mercado de IoT – um segmento que, segundo o executivo, terá o seu crescimento acelerado em todo o planeta e será um dos “motores” que vão impulsionar o crescimento da WDC em 2019. “Percebemos diversos movimentos mundiais nessa direção, principalmente com base no que está sendo apresentado neste momento na CES 2019, em Las Vegas. Muitos fabricantes estão lançando produtos que se integram à casa, tais como assistentes pessoais, câmeras e TVs, e nós queremos liderar este movimento por aqui. A aquisição da Munddo é uma forma de ganharmos velocidade nesta missão, já que a empresa possui 10 anos de experiência, uma vasta rede de integradores e muito conhecimento tecnológico. Vamos dar um salto em termos de time-to-market, afinal, não temos tempo a perder”, declara. A partir de fevereiro, a WDC passará a atuar em países da América Latina, e estuda a aquisição de empresas nesses locais. A aquisição da Munddo, segundo Rigatieri, possibilitará à WDC ir além dos tradicionais canais de automação residencial. “Existe uma grande possibilidade dos provedores regionais de internet (ISPs) e das operadoras (VIVO, Claro, Oi e TIM) de começar a oferecer essas soluções aos seus assinantes. Ao incrementar a nossa operação com a compra da Munddo, passamos a ter condições de atender a 100%

desta demanda”, afirma. Vale destacar que todas as soluções serão oferecidas em seu consagrado modelo “as a service”. “Nossa oferta de locação terá um peso muito grande na expansão desse segmento, porque esses produtos têm muito valor agregado e, ao facilitar o pagamento, temos mais chances de fidelizar o cliente”, declara Rigatieri. A WDC Networks efetuou a compra com recursos próprios e adquiriu, em sua totalidade, a parte operacional da Munddo Distribuidora. “Nossa estratégia para a consolidação de nossa presença no mercado de automação predial e residencial requer gente treinada e preparada para vender as soluções que passaremos a distribuir. A equipe da Munddo nos proporcionará um ganho não só em conhecimento dos produtos, mas também em relacionamentos estabelecidos com os clientes”, afirma Rigatieri. Vinicius Bastos, considerado por Vanderlei Rigatieri “um empresário inteligente e visionário”, também passará a integrar o time da WDC, contribuindo com a sua experiência no segmento. “O Vinicius vai nos ajudar muito no crescimento da Smart WDC e a alavancar sua própria empresa de treinamentos e certificações de produtos. Nossa meta é formar um verdadeiro exército de técnicos certificados em todo o país”, explica. DS

Motorola Solutions

Multinacional compra VaaS, especializada

A

Motorola Solutions anunciou a aquisição da VaaS (VaaS International Holdings, Inc.), uma empresa dedicada à análise de dados e de imagens com sede em Livermore, Califórnia, e Fort Worth, Texas. A Motorola Solutions pagou pela empresa US$ 445 milhões em uma combinação de dinheiro e títulos negociáveis. A VaaS, uma empresa de “análise de vídeo como serviço”, é prove-

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dora líder mundial de análise de dados e imagens para a localização de veículos. A plataforma de captura e análise de imagens da empresa, que inclui câmeras fixas e móveis para o reconhecimento de placas de veículos baseados em Machine Learning e Inteligência Artificial (IA), fornece dados de localização para clientes de segurança pública e comerciais. Suas subsidiárias incluem a Vigilant Solutions, para usuários


Mercado SUBTITULO

encarregados do cumprimento da lei, e a Digital Recognition Network (DRN) para clientes comerciais. Espera-se que as receitas da empresa em 2019 sejam de aproximadamente US$ 100 milhões. “O reconhecimento automatizado de placas de veículos é uma ferramenta cada vez mais poderosa para a aplicação da lei”, diz Greg Brown, presidente e CEO da Motorola Solutions. “Com esta aquisição, a VaaS expandirá nosso portfólio de software de centro de comando com o maior banco de dados compartilhável de informações de localização de veículos e que pode ajudar a reduzir o tempo de resposta e melhorar a velocidade e a precisão das investigações”. A plataforma da VaaS permite compartilhar dados de maneira controlada e auditada entre múltiplos órgãos encarregados do cumprimento da lei. As informações de localização de veículos podem ajudar a acelerar o tempo de resolução e melhorar os resultados das agências de segurança pública, especialmente quando combinadas com registros policiais. Por exemplo, em casos de segurança pública, soluções da VaaS tem sido usadas para capturar rapidamente suspeitos perigosos e encontrar pessoas desaparecidas. “Estamos entusiasmados por nos unirmos a Motorola Solutions”, diz Shawn Smith, cofundador da VaaS e presidente da Vi-

gilant Solutions. “Esta aquisição nos permite continuar a atender nossos clientes existentes e expandir nossa presença globalmente, ao mesmo tempo em que apoiamos uma empresa comprometida com a inovação e o crescimento, orientada por um propósito comum que se alinha à nossa missão e cultura: ajudar as pessoas a fazerem o seu melhor nos momentos que realmente importam’. Não há nada melhor do que isso”. “Nossa extensa tecnologia de IA e dados para o reconhecimento de placas de veículos abriu o caminho para novas aplicações comerciais dos nossos produtos”, diz Todd Hodnett, cofundador da VaaS e presidente da Digital Recognition Network. “Acreditamos que a comercialização dessas novas aplicações pode ser acelerada com a marca e o alcance da Motorola Solutions, e estamos entusiasmados com a ideia de trabalhar juntos para aumentar e diversificar nosso negócio”. A leitura de placas de veículos é uma prática altamente especializada que exige análise e câmeras específicas. As câmeras fixas e móveis para reconhecimento de placas de veículos da VaaS podem capturar e analisar as informações das placas, que são diferentes em estados e países, mesmo quando os veículos se movimentam em alta velocidade ou em condições meteorológicas de baixa visibilidade. DS

Axis Communications

Rodrigo Guedes é o novo líder de

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Axis Communications anunciou a nomeação de Rodrigo Guedes para assumir as diretrizes de marketing para a América do Sul da empresa. Com mais de uma década de experiência no mercado de TI, o brasileiro, que desde 2013 faz parte do time da Axis, irá estabelecer a estratégia de marketing para consolidar a nova fase da companhia, que tem diversificado seu portfólio. “Os relatórios financeiros divulgados pela Axis ao longo de 2018, com crescimento global recorde em vendas, mostram que foi bem-sucedida a aposta na diversificação do portfólio para abranger soluções de áudio IP e controle de acesso IP, e isso permite à empresa ter uma influência ainda mais abrangente no mercado. Nossa equipe de marketing está comprometida para impulsionar todas as oportunidades derivadas desse novo posicionamento estratégico da empresa”, explica Guedes. O novo cargo foi anunciado pela diretora regional da Axis, Alessandra Faria. “Nos últimos 6 anos, fazendo parte da equipe de marketing, Rodrigo provou ter um bom entendimento e uma forma proativa de agregar valor de forma consistente e contribuir para a nossa estratégia de vendas. Ele também construiu um bom networking e tem uma forte capacidade de comunicação com a nossa equipe de marketing corporativo, tornando-se uma referência para outras regiões”, disse. Com a mudança, o cargo de Especialista de Marketing de Soluções para a América do Sul, baseado em São Paulo, anteriormente ocupado por Guedes, será preenchido ainda neste trimestre através de nova contratação. DS

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Case Study Nemours Children’s Hospital de Orlando

Acompanhamento Câmeras IP permitem que paramédicos monitorem os pacientes infantis e detectem pequenas alterações visuais que podem indicar uma emergência médica no Nemours Children’s Hospital de Orlando por Redação

A

equipe de paramédicos do TLC (Centro de Logística Tática) do Nemours Children’s Hospital de Orlando, Flórida, observa os pacientes da pediatria através de imagens capturadas por câmeras IP de alta resolução. Além de monitorar dados clínicos, ao sinal de algum alarme, os paramédicos podem ligar as câmeras da fabricante Axis Communications instaladas no quarto do paciente e verificar mudanças sutis na fisiologia que possam indicar que a criança está sofrendo. Antes mesmo de chegar ao local, a equipe pode verificar o que está acontecendo e acionar o código de emergência que pode salvar a vida das crianças. Os equipamentos são programados para operar com uma cortina de privacidade: os paramédicos são obrigados a ligar para a sala e notificar os presentes antes de ligar a câmera para observar o paciente, além disso uma luz de LED no próprio aparelho permite que todos na sala saibam quando as imagens estão sendo transmitidas ao vivo. Em funcionamento, as câmeras oferecem recursos como zoom e foco, conforme necessário. Com essa implementação, os paramédicos monitoram atualmente mais de 100 leitos de internação, além de mais de 150 leitos em outra unidade, o Hospital Infantil Nemours/Alfred I. duPont, em

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Wilmington. Quando os alarmes disparam em qualquer campus, as câmeras ajudam os profissionais a distinguir rapidamente entre emergências e falsos alarmes. Essa validação ocorre em segundos, em oposição ao tempo médio de resposta de 10 minutos para enfermeiros, segundo um estudo recente da JAMA Pediatrics. “Com as câmeras nós estamos nos tornando muito mais proativos em nossas respostas, ao invés de reativos, e isso nos ajuda a alcançar a excelência nos cuidados pediátricos que almejamos oferecer aos nossos pequenos pacientes e seus familiares”, afirma o Dr. Torres, Chefe de Cuidados Críticos do Nemours Children’s Hospital. “O Nemours é um dos primeiros hospitais pediátricos a implementar o terceiro nível de monitoramento por vídeo. Com as câmeras Axis nós alcançamos um nível extra de cuidado com nossos pacientes mesmo quando não há nenhum membro da equipe médica na sala”, diz Joe Summanen, Arquiteto Técnico do Nemours Children’s Hospital. Para Paul Baratta, gerente de novos negócios para o setor de Healthcare na Axis, “é gratificante saber que os recursos de inteligência das câmeras estão revolucionando o setor de healthcare e desempenhando um importante papel no atendimento às crianças e seus familiares”. DS


Case Study CDPM II no Amazonas

Vigilância Amazonas é o primeiro Estado brasileiro a monitorar presídio com drones de visão térmica por Por Redação / Fotos: Divulgação

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Centro de Detenção Provisória Masculino II (CDPM II), no KM 8 da BR-174 (Manaus-Boa Vista), é o primeiro presídio brasileiro a usar drone com visão térmica, diurna e noturna, para monitoramento de áreas internas e externas da unidade. O moderno equipamento vai auxiliar nos casos de possíveis rebeliões, fuga de presos e verificação do trânsito de visitas. Da marca Yuneec, modelo H520, o equipamento é um investimento feito pela Embrasil Serviços, empresa responsável pela cogestão da unidade, em apoio à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). Além do drone, o equipamento possui controle remoto ST16, com sistema operacional Android com processador Intel; monitor de 7 polegadas; duas câmeras (E50 e E90), sendo uma delas térmica, que localiza seres vivos em movimento – animais ou homens – pelo calor do corpo; conjunto de montagem e cubos lume, que podem ser anexados ao drone sempre que precisar de iluminação extra em torno de uma área de inspeção. O secretário da Seap, coronel da Polícia Militar, Cleitman Coelho, destacou que o equipamento irá ajudar no apoio as operações realizadas na unidade prisional e a solucionar eventuais sinistros como fugas e rebeliões, além das operações estratégicas da Departamento de Inteligência do Penitenciário (Dipen). “Esse equipamento com tecnologia de alta resolução irá fornecer imagens de visão térmica em tempo real que irão subsidiar os agentes durante os procedimentos operacionais”, comentou Cleitman Coelho. De acordo com o supervisor técnico do equipamento, Renan Otávio Batista, o drone com visão térmica começou a operar em

dezembro passado na unidade prisional, realizando 30 rondas diárias de monitoramento, em horários alternativos. “Trata-se de um investimento de fundamental importância para a segurança na unidade. Com ele, será possível encontrar possíveis fugitivos e até movimentações externas do lado de fora do presídio que possam denotar a escavação de algum túnel ou algo parecido”, explicou. O drone H520 Mega Bundle Yuneec tem capacidade de atingir até 500 metros de altura e percorrer 1,6 km de distância. O equipamento registra até 25 minutos de imagens ininterruptamente. O drone H520 é um projeto de seis rotores, tem trem de pouso retrátil e pintura laranja de alta visibilidade, além de também poder contar com uma câmera óptica de resolução 4K. Os 15 agentes penitenciários da Central de Monitoramento do CDPM II já receberam treinamento e estão capacitados para operar com o equipamento. DS

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Case Study Supermercados São Vicente

Investir Solução da Tyco Retail Solutions reduziu furtos e gerou aumento de até quatro vezes nas vendas de alguns itens do grupo

por Redação

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astar com imprevistos sem nenhum potencial de retorno para o empreendimento é um fantasma que assombra qualquer varejista. Nenhum dono de empresa quer que gastos avulsos comprometam diretamente seu lucro. Ao ajudar a evitar essa situação, o setor de prevenção de perdas ganha cada vez mais adeptos entre os supermercadistas. Exemplo desse cenário, a rede de supermercados São Vicente tem investido na implementação de soluções da Tyco Retail Solutions, reconhecido empresa em soluções de prevenção de perdas, acurácia de estoques e análise de fluxo de clientes. Atualmente, a rede varejista conta com a eficiência do sistema de Antenas EAS em três dos 17 supermercados presentes no interior do estado de São Paulo. O sistema ajuda a evitar qualquer tentativa de furto ao emitir um alerta caso um produto com uma etiqueta de proteção passe pelos pedestais Ultra Post 6, localizados nas entradas e saídas dos mercados. Com o sucesso dessas instalações, o grupo também pretende aplicar a solução em outras unidades com maior incidência de furtos. “Preservando a filosofia de oferecer produtos de qualidade e prestar serviços satisfatórios, sempre buscamos parcerias com empresas sérias, consolidadas no mercado e com capital intelectual necessário para contribuir com a nossa marca, o que nos levou a optar pela Tyco”, explica Marcio Stivanin Júnior, gerente de prevenção de perdas da rede São Vicente. Para Stivanin, a vigilância eletrônica de mercadorias é a solução para um monitoramento eficaz que auxilia na segurança do estabelecimento. “Os recursos para a prevenção de perdas são essenciais hoje, pois, a cada dia, descobrimos uma maneira diferente de melhorar nosso resultado. Essa área é muito dinâmica e precisamos sempre estar à frente, criando meios de prevenir fraudes e possíveis furtos”, destaca.

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Marcio Stivanin Júnior, gerente de prevenção de perdas da rede São Vicente

Além disso, em muitos casos, por medo de furto, os varejistas optam por confinar seus produtos de alto risco. Com a implementação do sistema de alarmes, o receio diminui e a tranquilidade dos executivos aumenta. “Com as nossas mercadorias trancadas, não éramos vítimas de furto, mas também não havia venda. Agora, além da redução e inibição dos roubos, notamos também um crescimento da venda. Em alguns produtos pudemos notar um aumento de quatro vezes nas vendas”, completa Stivanin. Para o gerente, a automação do sistema de segurança de uma loja é uma das ferramentas essenciais para o varejista. “A empresa só vai conseguir reduzir as perdas quando todos os departamentos estiverem comprometidos com o resultado. É preciso que haja um controle diário nos processos operacionais das lojas, apurando os resultados frequentemente”, finaliza o gerente. Atualmente, além dos 17 supermercados instalados no interior do estado, o grupo São Vicente também conta com quatro atacados que posicionam a empresa como uma das maiores redes de varejo da região. DS


Case Study Facewatch no Rio de Janeiro

Compartilhar Parceria do Disque Denúncia do Rio de Janeiro com a The Staff of Technology Solutions permitirá que cerca de 1.100 dos mais perigosos criminosos do Estado sejam identificados nas câmeras integradas à plataforma de reconhecimento facial Facewatch

por Gustavo Zuccherato / Fotos: Fernando Frazão/Agência Brasil

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e a comunicação é a alma de qualquer operação de segurança, a informação é como o coração pulsante repleto de sangue que permite que cada um dos órgãos de um corpo - as entidades e agentes de proteção e combate ao crime - continuem funcionando por completo. Seguindo a analogia, a tecnologia aliada ao trabalho humano de inteligência representa mais um elemento essencial neste mecanismo vivo: o cérebro, com sua eficiência analítica para ajudar a captar os fluxos sanguíneos e direcionar as ações de cada célula para o melhor funcionamento do ser vivo que é a sociedade. Dito isso, o estado do Rio de Janeiro acaba de desbloquear mais uma parte do seu cérebro com uma parceria anunciada no final de 2018 entre o Disque Denúncia e a empresa The Staff of Technology Solutions para permitir a busca de criminosos por meio de câmeras com reconhecimento facial.

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Possibilitada pela evolução das capacidades de processamento dos servidores e dos dispositivos na ponta, a Inteligência Artificial surgiu como um verdadeiro potencializador do cérebro das operações de segurança, sendo uma realidade presente na maioria dos projetos atuais mais avançados. As possibilidades ofertadas pela capacidade de reconhecimento automático de movimento, de cores e formatos, com identificação facial e de caracteres - apenas para citar alguns exemplos - trazem um nível muito elevado de resposta a incidentes, dando as bases para uma segurança muito mais proativa de maneira mais fácil e eficiente, além de estabelecer novos modelos de negócio e serviços para as mais variadas verticais. Por outro lado, os altos custos e a complexidade técnica de um projeto de IA tem criado verdadeiras ilhas. Células potencialmente mais protegidas, mas isoladas do restante do corpo. Uma rede supermercadista, com sua blacklist de potenciais ameaças, dificil-


Case Study Facewatch no Rio de Janeiro

Com funcionamento em nuvem, plataforma Facewatch permite o reconhecimento facial, o registro e gestão de incidentes e a geração de relatórios para o negócio

mente conseguirá compartilhar este banco de dados de maneira segura, automatizada e inteligente com um shopping vizinho que, provavelmente, enfrenta os mesmos desafios. Para mudar essa realidade e unir o setor público e privado em um processo de segurança colaborativo, os sócios da Staff, Matheus Torres e Humberto Bambirra, trouxeram ao Brasil o Facewatch, uma renomada plataforma em nuvem de reconhecimento facial que tem inovado a prevenção de crimes, furtos e controle de acesso em diversos países do mundo. Nascida no Reino Unido em 2010, a solução é certificada pelo National Cyber Security Centre (NCSC), pela ISO 27001 e pela Secured by Design (SBD), uma iniciativa de padronização para licen-

ciamento de soluções de segurança da policia britânica, atestando a confiabilidade e eficiência para uso oficial pelas organizações de combate ao crime de toda a união europeia. Tais certificações ajudaram a Facewatch a estabelecer parcerias com diversos órgãos de segurança britânicos, como a Scotland Yard, a MI5 e a MI6, para ter acesso as bases de dados de criminosos procurados e disponibilizá-los para seus clientes. Assim, os usuários do Facewatch ganham capacidade de identificação de ameaças para além da sua própria blacklist e, como contrapartida, as policias expandem os seus olhos para todos os feeds de vídeo integrados na plataforma. Com isso, uma vez que algum criminoso passar por alguma dessas câmeras, ele será automaticamente identificado e um alarme silencioso é disparado para as autoridades mais próximas do local, que passam a monitorá-lo até a possibilidade de sua prisão da forma mais segura possível, talvez até mesmo sem disparar um único tiro. Tropicalizada O Facewatch é mais bem definido como um centro de controle seguro e on-line, que oferece notificações de criminosos e permite o compartilhamento de informações. Para isso, a plataforma aposta no uso do reconhecimento facial das câmeras de CFTV conectadas à nuvem, oferecendo acesso a um portal web tanto em desktops como em dispositivos móveis. Segundo Matheus Torres, que assina como diretor de operações da The Staff of Technology Solutions, atualmente o Reino Unido já conta com milhares de câmeras integradas à plataforma Facewatch. Além disso, o software também permite o upload de relatos de testemunhas, evidências digitais, visualização de dados estatísticos de crimes e a possibilidade de se juntar a outros grupos de monitoramento através de uma interface simples. No Brasil, com uma capacidade de investimento menor e infraestrutura de rede muito aquém do que é encontrado na Europa, a

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Transforme sistemas de câmeras antigos em soluções eficientes de AI Appliance de AI Avigilon

Projetado para alto desempenho, capacidade e resiliência, o Appliance de Inteligência Artificial Avigilon (Appliance de AI) oferece hardware de última geração e vem em dois modelos comportando até 60 câmeras de 2 MP para escalabilidade empresarial.

Análise de vídeo para câmeras não analíticas Habilita a inteligência do vídeo analítico de autoaprendizagem da Avigilon em qualquer câmera não analítica compatível, permitindo o reconhecimento preciso de movimentos de pessoas e veículos.

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avigilon.com/pt-br/ai-appliance | asksales@avigilon.com © 2018, Avigilon Corporation. Todos os direitos reservados. AVIGILON, o logotipo da AVIGILON, AVIGILON APPEARANCE SEARCH, AVIGILON CONTROL CENTER e ACC são marcas registradas da Avigilon Corporation.


Case Study Facewatch no Rio de Janeiro

Diagrama ilustra o funcionamento da plataforma Facewatch na prática

plataforma precisou passar por diversas adaptações para funcionar com a mesma velocidade e eficiência encontrada por lá. “Quando eu e meu sócio resolvemos trazer o software para o Brasil, precisamos nos transformar em um verdadeiro laboratório de desenvolvimento e, de certa forma, redesenhar a plataforma”, destaca o diretor. De acordo com o executivo, na versão anterior do Facewatch, o sistema subia a foto em nuvem, processava e fazia as comparações com os bancos de dados para depois emitir os alertas caso a pessoa estivesse cadastrada em uma das blacklists. Nesse processo de tropicalização da plataforma, o processamento da imagem passou a ser feito no servidor do cliente, transformando-a em um código binário de pouquíssimos bytes que é comparado linha-a-linha com os bancos de dados em nuvem, economizando em termos de exigência de banda e trazendo mais velocidade para a operação como um todo. “As fotos exigiam algo em torno de 40 kbytes, enquanto os códigos giram em torno de 3 a 4 kbytes. Isso diminuiu o tempo de resposta do software - ou seja, o tempo que a pessoa passa em frente à câmera até o momento que o sistema emite o alerta - de 55 segundos na primeira versão para cerca de 5 segundos”, explica Torres. Apesar deste processamento local, Torres garante que os pré-requisitos para o funcionamento da plataforma são bastante baixos, podendo rodar inclusive em um desktop simples que qualquer empreendimento tem de dezenas até centenas e até com conectividade 4G. “Hoje, muitos dos recursos que foram desenvolvidos em parceria com o Reino Unido são baseados na realidade brasileira e pas-

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saram a ser parte do software padrão na Europa, como a contagem de pessoas, a identificação da câmera específica que gerou o alerta e os alertas visuais e sonoros na plataforma”, destaca o executivo. Além disso, o diretor de operações da Staff ressalta que a falta de padronização na instalação de CFTV e as estruturas difusas dos clientes são um desafio a parte na realidade brasileira. “Dentro de um mesmo cliente, já presenciamos situações onde uma parte da instalação estava toda com fibra óptica, com a rede toda certificada, conexão de internet de alta velocidade e câmeras de boa qualidade posicionadas de maneira que permitia o reconhecimento facial, enquanto que em outra parte mais antiga havia o cenário inverso, com cabeamento quebrado, internet que não chegava aos pontos necessários, câmera muito alta e distante, entre outros aspectos”, explica. Por isso, os representantes da Staff sempre realizam uma consultoria prévia para analisar as necessidades do cliente e se o empreendimento possui os pré-requisitos básicos para o funcionamento da plataforma. “Muitas vezes, os clientes deixam os prestadores de serviços costumeiros deles de lado e nós mesmos assumimos qualquer necessidade de adaptação na infraestrutura de segurança, talvez por eles entenderem que trata-se de uma solução mais robusta e com necessidades específicas, mas isso depende de cada cliente”, relata Torres. A The Staff Of Technology Solutions aposta na parceria com a Amazon Web Services (AWS) para a máxima disponibilidade da sua plataforma em nuvem em todo o Brasil, ficando responsável pelo armazenamento, a segurança e a comunicação das bases de dados com os sistemas nos clientes.


Case Study Facewatch no Rio de Janeiro

Matheus Torres, diretor de operações da The Staff Of Technology Solutions, durante o lançamento da parceria com o Disque Denúncia, realizado na residência oficial do cônsul-geral britânico no Rio, Simon Wood

Além de poder integrar qualquer câmera IP à plataforma, comercializando o Facewatch em modalidade Software-as-a-Service (SaaS), a companhia também já formatou um totem pré-embarcado com câmera, um mini-servidor e conectividade 4G para permitir a implantação da tecnologia em qualquer ponto que o cliente queira. “Normalmente instalamos um monitor a mais no Centro de Comando e Controle do cliente para ele acompanhar os alertas em tempo real na plataforma Facewatch, com o software VMS aberto ao lado”, explica Torres. “Nós optamos por não integrar o Facewatch diretamente aos softwares VMS porque isso poderia atrasar o alerta, já que precisaria passar por mais uma etapa dentro do software antes de ir à plataforma. Uma vez dado o alerta, o operador já consegue acompanhar a trajetória do suspeito com o software VMS padrão”. Parcerias brasileiras Foram essas evoluções tecnológicas da ferramenta que auxiliaram no estabelecimento das parcerias no Brasil. No caso do Rio de Janeiro, o Disque Denúncia já possuía uma base de dados aberta que já estava integrada ao Facewatch. A parceria, firmada em dezembro, oficializou e disponibilizou a base de dados completa, com cerca de 1.100 criminosos mais perigosos do estado. “Nós realizamos uma prova de conceito, levando o totem para demonstração do funcionamento da tecnologia e realizamos diversos testes baseados nos critérios estabelecidos pelo Disque De-

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núncia. Passamos em todos, o que permitiu que estabelecêssemos essa parceria”, destaca o executivo. Segundo Torres, atualmente já existem câmeras de reconhecimento facial em três shoppings do estado carioca, além de diversos outros edifícios comerciais, normalmente posicionadas nas principais áreas de circulação, entradas e saídas. No final de ano, um traficante procurado pelo Disque Denúncia foi reconhecido e preso em um shopping por meio do sistema, que alertou forças de segurança, que o detiveram, sem oferecer resistência. “Só em um dos shoppings que é nosso cliente, há 16 câmeras integradas à nossa plataforma. No final de ano, foram capturadas mais de 2,7 milhões de rostos com esses 16 dispositivos”, exemplifica Torres. O Facewatch já pode ser implementado em qualquer cliente público ou privado de todo o país. “O que acontece é que clientes que estão em um estado onde nós ainda não firmamos convênio com a Secretaria de Segurança Pública usarão apenas a sua própria blacklist”, disse. “Por outro lado, caso haja um cliente que tenha sedes em mais de um estado, ele ainda poderá aproveitar todos os bancos de dados que temos convênio em todas as suas instalações, caso seja de seu interesse”. A Staff atualmente possui revendas no Rio de Janeiro, Goiás e Rio Grande do Sul, onde já firmou parcerias com as secretarias de segurança pública para a integração dos banco de dados, além de Minas Gerais e Distrito Federal, mas já está prospectando mais 5 estados do país para firmar as devidas parcerias e estabelecer seus representantes locais. DS


Entrevista Fernando Guerra - WDC Networks

Ampliando ainda mais Conversamos com Fernando Guerra, diretor de áudio e vídeo da WDC Networks sobre a estratégia da empresa para abordar este novo mercado.

por Flávio Bonanome

Confira essa entrevista e outros conteúdos em nosso site www.revistadigitalsecurity.com.br

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ode-se dizer que 2018 foi o ano da WDC Networks. A consolidação como um das principais distribuidoras do país foi coroada com a aquisição de outra distribuidora, a Axyon, e a busca por uma maior diversificação no que diz respeito a seus mercados atendidos, sobretudo, o de audiovisual. Historicamente o setor sempre fora dominado por pequenas empresas de distribuição altamente especializadas em cada uma de suas inúmeras verticais. Um crescimento vertiginoso de sua importância, e tamanho em receita, começou a mudar as coisas e diversos movimentos, não só de empresas já estabelecidas, como de novas, passou a trazer corpo para o mercado. É neste contexto que a WDC trouxe para seu corpo de colaboradores o veterano da indústria Fernando Guerra para atuar como Diretor de Negócios da nova área de Áudio e Vídeo da empresa. A missão de Guerra é simples: revolucionar a forma que o segmento audiovisual têm trabalhado usando a maneira WDC de fazer negócios. Para entender melhor quais as estratégias e como a WDC Networks pretende abordar este mercado, visitamos a empresa para um bate-papo com Fernando Guerra. Durante a conversa, o executivo falou sobre o agressivo modelo de financiamento que deve ser adotado e como não vê outra empresa com a abrangência da WDC atuando no audiovisual.

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Digital Security: Qual é a estratégia da WDC com essa vertical de audiovisual? O que exatamente vocês estão focando nesta área e quem vocês querem atender? Fernando Guerra: A ideia da WDC de abrir esse mercado vem atrelado a alguns fatores. O primeiro deles é essa integração cada vez maior das tecnologias prediais, desde segurança até automação, passando pelas conexões de rede. O áudio e vídeo que, até pouco tempo, eram redes de topologias segregadas, também estão interagindo cada vez mais. Se pensarmos em uma sala de reunião completa, há uma série de ambientes que trafegam por uma rede unificada, Mas o fator principal é a falta de empresas profissionais como WDC neste segmento, atuando dessa mesma forma que estamos fazendo. A WDC terá uma abrangência bastante ampla. Vamos ter basicamente três frentes de negócio, cada uma delas voltada para um perfil de cliente que a gente quer trabalhar. Serão trabalhados como canais, dado que a WDC é uma distribuidora e nosso foco é o canal, mas serão três canais diferentes e três frentes totalmente diferentes, como se fossem três mercados distintos. O primeiro é o mercado de eventos, onde o nosso cliente é o canal locador. Desde aquele locador de grandes shows e eventos até o


Entrevista Fernando Guerra - WDC Networks

locador de casamento, de festas infantis. Do pequeno ao grande, o foco é aquela empresa que vive de prestação de serviço. O segundo mercado é o de Mídia OOH (out-of-home), que são empresas que vivem de receita de publicidade. O terceiro é o mercado de projetos, onde trabalharemos com integradores audiovisuais, que atua com projetos de áudio e vídeo para salas de controle, ambientes corporativos como salas de reunião, museus, igrejas, teatros, casas de espetáculo, entre outros. Resumidamente, aqueles locais onde o audiovisual é mais relevante do que outras tecnologias e, por conta disso, essas empresas integradoras de audiovisual são contratadas. Digital Security: Vocês vão atender os canais dessas três frentes de maneira direta ou terão um núcleo de clientes intermediários, como uma revenda? Fernando Guerra: Obviamente, nesses três mercados, você tem algumas empresas muito grandes, mas também há potenciais para serem explorados em empresas de médio e pequeno porte. Para os grandes e médios, vamos oferecer um atendimento direto e, para a base da pirâmide, será um atendimento misto. Quando um locador pequeno ou um músico quer começar a montar uma empresa de eventos, ele vai à uma loja para comprar uma caixa e uma mesa de som, além de microfones, por exemplo. Nós também vamos abastecer uma parte desse mercado, com um portfólio mais segmentado e reduzido, sendo a base da pirâmide. Digital Security: Para os clientes maiores, vocês trabalharão em parceria para criar o projeto para o cliente ou vai ser um trabalho mais de distribuição e o projeto fica por conta dele? Fernando Guerra: O projeto sempre é por conta do cliente. O que vamos continuar fazendo é uma consultoria de pré-venda, suportada não só pelos nossos parceiros-fabricantes, mas também pela nossa equipe interna. Como somos uma distribuidora de valor agregado, o que nós fazemos é suportar tecnologicamente, explicando qual é o produto mais adequado para aquela necessidade dentro do nosso portfólio de produtos. Sempre uma consultoria construtiva voltada ao produto, mas nunca a responsabilidade do projeto.

No mundo de projetos, como o de segurança, os produtos são revendidos. Em boa parte do mundo de áudio e vídeo, o produto é custo. A necessidade de terceiros é atendida através da prestação de serviço.

Digital Security: No mercado audiovisual há uma presença forte da mão de obra técnica das próprias fabricantes no país para auxiliar na elaboração dos projetos. Como vai ser o relacionamento de vocês com esses corpos técnicos das fábricas? Fernando Guerra: O mesmo que já acontece nos outros mercados. Se analisarmos a área de segurança e controle de acesso, todas as marcas tem pessoas que suportam canais e clientes-finais no desenvolvimento de projetos. Mas vamos imaginar o mundo do locador. No locador, se usa a palavra projeto como um projeto de festa de aniversário, de um casamento, da festa de fim de ano de uma empresa, mas o locador sabe e considera os produtos que ele adquiriu e tem a sua disposição naquele momento. No mercado de mídia, as empresas sabem os produtos que elas querem porque elas são as detentoras da aplicação, da oportunidade. Isso é diferente de quando você vai para o mundo efetivamente de projetos - e é aqui onde está o mundo da segurança. No mundo de segurança, os produtos são revendidos. Em boa parte do mundo de áudio e vídeo, o produto é custo. Ou seja, as empresas não vivem da venda de produtos. A necessidade de terceiros é atendida através de uma prestação de serviço. Há uma parte do mercado onde existe uma similaridade entre os dois segmentos e onde eu vejo o trabalho junto dos fabricantes acontecendo exatamente da mesma forma que já trabalhamos, enquanto que em outros segmentos, principalmente em eventos com os locadores e empresas de mídia, o viés é um pouco diferente, de mostrar o diferencial da tecnologia. Digital Security: Vocês vão trabalhar mais no sentido de projetos high-end ou vão focar mais no volume? Fernando Guerra: Vamos trabalhar com o mesmo foco em grandes canais locadores, grandes empresas de mídia e grandes integradores, mas eu diria que a nossa forma maior vai estar no meio da pirâmide. Eu acredito que exista uma demanda muito grande neste segmento e a ideia da empresa é poder abocanhar e trabalhar com foco bastante grande nesse segmento. Até porque, como acontece em outros mercados, o topo da pirâmide acaba sendo abastecido direto pelas fábricas. Digital Security: Quais marcas vocês trabalharão para esse segmento? Haverá alguma exclusividade? Fernando Guerra: A ideia é termos uma relação muito sólida com nossos parceiros-fornecedores e, por conta disso, nosso trabalho é no sentido de tentar ter a menor sobreposição possível. Existem uma série de marcas que nós já começamos a trabalhar. Algumas com a negociação um pouco mais avançada e outras em fase de assinatura de contrato. Hoje, nós temos Barco, Christie, Dicolor, Electro-Voice, Yamaha, Shure, LG e Samsung. A Barco e Christie com projetores, telas e sistemas para colaboração. A Dicolor voltada para painéis de LED, assim como a LG e a Samsung com telas e painéis de LED. A Electro-Voice oferece caixas de som, amplificadores e sistema de conferência, a Yamaha com seus mixers e a Shure com microfones. Nenhuma delas nós temos exclusividade no Brasil. Não é um trabalho de exclusividade de nenhum dos lados, mas nós demos preferência de trabalhar com essas marcas e, neste momento, não existe um interesse de trabalhar com uma segunda marca que ofereça os mesmos produtos. Caso haja um cliente com um sistema de marca diferente, iremos trabalhar para transformar o sistema para os dos nossos fabricantes-parceiros.

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Entrevista Fernando Guerra - WDC Networks

Digital Security: Você comentou que há uma falta de empresas profissionais do porte da WDC fazendo esse trabalho de distribuição. Você diria que esse profissionalismo e essa capacidade de captar o que a WDC tem é o diferencial agora para esse segmento de AV? Fernando Guerra: Eu acho que são dois diferenciais. O primeiro é que, na área de áudio e vídeo ainda não há distribuidores que se propõe a oferecer um portfólio grande de produtos em um único fornecedor. É diferente do que acontece no segmento da segurança, onde as tecnologias ao longo dos anos começaram a serem centralizadas e um canal, seja integrador ou distribuidor, trabalha com um ramo muito grande de tecnologias, onde você encontra desde acesso, incêndio, CFTV, redes, tudo em um único centro. No segmento de áudio e vídeo, há empresas que só trabalham e distribuem áudio, outras que só distribuem painéis de LED, projetores e telas, e assim por diante. Nenhuma empresa consegue distribuir um portfólio amplo. Nem mesmo a WDC consegue distribuir tudo de todos, mas nós abrimos o leque para ser, talvez, o primeiro distribuidor com um portfólio bastante amplo. O segundo diferencial, que eu acho que é ainda mais importante, é o modelo de financiamento. Destes três mercados, apenas o mercado de projetos tem alguém pagando a conta. O cliente-final está pagando para ter uma instalação e pelo produto. Nos outros dois mercados, de eventos com locadoras e o de mídia OOH, a receita das empresas não vem da venda de produtos, de forma que ele se torna um custo. Estes dois últimos são mercados muito parecidos com o core business da WDC, que é atender ISPs (provedores de internet), ou seja, uma grande provedora de internet gasta dinheiro comprando o produto para montar a sua a infraestrutura de rede com o objetivo de levar a internet até a casa dos clientes-finais, para receber uma mensalidade todo mês e, depois de um determinado tempo, ter o retorno de investimento em cima daquele produto. Da mesma forma, o locador compra a caixa de som, o microfone, a mesa, os painéis de LED, o projetor, para começar a recuperar isso em eventos e, depois de tantos eventos, ele começa a recuperar aquele investimento. A empresa de mídia troca a lona e o papel por uma tela, um televisor ou um painel de LED, com um investimento inicial mais alto, mas vai recuperar mais mídia e ter um custo de operação mais baixo para depois de um determinado período, recuperar aquele investimento. Com o nosso modelo de financiamento, esse investimento inicial deixa de existir. Uma vez que esse investimento inicial deixa de existir, as empresas conseguem ter um fluxo de caixa mais harmônico, com a receita começando a ser casada com as despesas dando mais liberdade para as empresas crescerem No modelo tradicional, aquele locador que faz um evento por dia e quer fazer dois, tem que investir para dobrar o parque de produtos, sem contar a equipe. Com o nosso modelo de financiamento, nós permitimos que as empresas possam crescer uma vez que elas terão apenas um gasto mensal conosco, que é muito mais harmônico com a receita que está aliada a eventos. Da mesma forma, com as empresas de mídia. Se ela tiver outdoors de lona, toda vez que ela vender um anúncio ela vai precisar confeccionar a lona e enviar equipe para a substituição na ponta. Se essa empresa tiver um painel de LED, ela poderia vender um grupo de anúncios e, com o apertar de um botão, através da internet, fazer a substituição deles. Além disso, a mensalidade da compra do produto é paga com o anúncio e ela pode simplesmente digitalizar todo aquele parque de outdoors, porque a receita será maior que a despesa. Esse é um modelo que não existe para esse segmento de mercado e é aí que estamos fazendo a nossa maior aposta. O que estamos fazendo é transformando o modelo de pegamento

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Há uma falta de empresas profissionais como a WDC neste segmento, atuando de forma tão ampla quanto nos propomos

padrão de 3 vezes (30, 60 e 90 dias) em um pagamento ao longo de 24 ou 36 meses. Digital Security: Mas este modelo de financiamento é uma locação de equipamentos ou é uma venda à prazo? Guerra: O modelo da WDC é uma locação, mas é importante explicar para nossos clientes, principalmente as locadoras, que não estamos entrando no mercado de locação. Por isso gosto da palavra “financiamento” porque nós estamos financiando a operação do cliente, transformando seu Capex em Opex. Digital Security: Nós temos visto uma tendência, principalmente no segmento de projetos de instalação, de surgirem empresas que fornecem tanto a infraestrutura de rede como a de segurança e automação. Agora, com vocês atuando no audiovisual, vocês veem que pode existir uma tendência de clientes que vocês já terem na área de segurança e redes querer trabalhar na área de instalação audiovisual? Fernando Guerra: Isso vai existir. Existem algumas poucas empresas que já trabalham dessa forma, mas o cliente-final, o mercado, ainda não vê de forma única. Cada vez mais, quando o áudio e vídeo se integra a topologias de rede, vai haver essa integração mas eu vejo que isso, no Brasil, ainda vai levar um certo tempo. Digital Security: Então você acha que no Brasil ainda não há a possibilidade de uma infraestrutura 100% IP? Fernando Guerra: Não porque para você trabalhar, principalmente com áudio, você precisa trabalhar com outros tipos de dimensionamento, ligados a acústica, por exemplo. Para você direcionar uma câmera ou um detector de incêndio, você trabalha basicamente com funções trigonométricas. Quando se trabalha com áudio, você trabalha com ondas, que estão sujeitas, por exemplo, ao tipo de revestimento do ambiente, se as paredes são de vidro, quantas pessoas estão no ambiente, se tem muita mesa, se tem poltrona, se tem carpete. Tudo isso influencia a acústica. É mais subjetivo ou “incompleto”. A parte especificamente de áudio exige um trabalho especializado muito maior. Para alguns ambientes mais corporativos e menores, vai existir uma integração. Mas quando se fala em ambientes prediais, como uma sala de reunião, um auditório ou um teatro em que se fala de aumentar a potência, é quase uma certeza que aquele ambiente vai ser segregado e uma outra empresa especialista vai ser contratada. Mas ainda é possível que o cliente contrate um integrador mas, com certeza, esse integrador vai contratar um outro especialista para executar aquele projeto.


Entrevista Fernando Guerra - WDC Networks

Digital Security: Todos os fabricantes-fornecedores que você citou aqui tem uma presença muito forte no Brasil, com escritórios próprios no país e que, normalmente, trabalham com importação direta. Esse foi um dos critérios para escolher esses parceiros? Fernando Guerra: Foram alguns critérios. Obviamente, a qualidade foi um deles. A questão do trabalho e do modelo de negócio foi outro, porque muitas dessas marcas tem um modelo de negócio focado em vendas exclusivas para lojistas, então elas não conseguem ver além do mundo lojista audiovisual. Outras marcas já trabalhavam com outros “distribuidores” que, às vezes, faziam o papel de representante distribuidor e, no fundo, o que fazem é importar para abastecer o mundo lojista. Na verdade, eu diria que calhou ser o melhor conjunto de marcas e estarem mais adequados ao projeto da WDC. Digital Security: Como é a concorrência de vocês nesse segmento? Fernando Guerra: Na verdade, não existe nenhuma distribuidora de tecnologia que tem essa amplitude da WDC. Hoje, não existe uma distribuidora de tecnologia dentro do mundo audiovisual com esse espectro mais amplo que a WDC está se propondo. O que existe são empresas focadas em alguns segmentos: distribuidores que conseguem atender um pouco do mercado corporativo, de integradores, mas não tem o foco para atender empresas de mídia nem locadores. Empresas que estão focadas um pouco nos locadores e lojistas, mas também não tem foco para atender integradores e empresas de mídia. Digital Security: Então vocë diria que a WDC não vai ter concorrentes? Fernando Guerra: Não. Não dá pra dizer que não vai ter concorrentes. Eu diria que, para cada um desses mercados, vamos ter um grupo de concorrentes e não um concorrente único. No mundo de segurança e automação existe uma consolidação. Você tem empresas que são concorrentes de outras, mas todas oferecem mais ou menos o mesmo portfólio. No mundo áudio e vídeo, você tem grupos de distribuidores que trabalham com alguns focos e nós abrimos o foco. Nós não trabalhamos em todos os mercados, mas temos um foco um pouco mais amplo e, para cada um desses mercados, nós vamos ter alguns concorrentes.

2019 vai ser muito intenso para a WDC em áudio e vídeo. Investiremos em eventos, realizaremos roadshows pelo Brasil e queremos criar uma ‘universidade do LED’ para levar conhecimento dessa tecnologia para o mercado 32

Digital Security: Vemos algumas distribuidoras no mundo AV investindo grande parte dos seus esforços, em parceria com as fábricas, no trabalho de educação, não só prestando treinamento para os clientes, mas também capitalizando eventos que oferecem treinamentos, workshops e palestras. Vocês planejam uma estratégia semelhante também? Fernando Guerra: Sim. 2019 vai ser muito intenso na WDC em áudio e vídeo. Nós vamos ter algumas iniciativas. A primeira delas é a presença grande e forte da WDC na Infocomm, junto com todas as marcas que representa e também patrocinando algum dos eventos na feira. Em segundo lugar, nós vamos correr o Brasil com roadshows com foco principalmente nos locadores, mas também um pouco de revendas e integradores, exatamente para pegar aquele meio da pirâmide. É neste momento que você nota a diferença do mercado de projetos e integração para o mercado de eventos. O mercado corporativo de projetos está muito centralizado em São Paulo, onde as grandes corporações se encontram, com raras exceções. Por outro lado, se você quer fazer um casamento no Nordeste, você não virá a São Paulo para contratar um locador aqui. O cliente vai procurar a melhor locadora da cidade dele. Nossa ideia é ir para esses principais centros metropolitanos do país para levar essas tecnologias. Em terceiro lugar, a ideia é criar como se fosse uma “universidade do LED”.Temos uma força de treinamento bastante grande em cima dessa tecnologia que mira também integradores, mas também os locadores médios, empresas que têm potencial e gostariam de usar a tecnologia, mas que tem receio porque é algo relativamente novo. Além disso, ainda não há um branding forte desta tecnologia. A WDC vai um pouco mais junto ao fabricante para fazer esse papel de disseminar tecnologia e treinamento para o Brasil. Digital Security: Você vê a generalização do uso de redes IP em instalações ainda como um tendência ou já é uma realidade? O que mais você vê como tendência tecnológica nesse mundo audiovisual para essas três verticais? Fernando Guerra: Neste caso, temos que analisar particularidades para cada uma delas. Se formos no mercado de eventos, a parte visual vem crescendo muito, tanto iluminação quanto o uso do painel de LED. Essa é uma aposta bastante grande. Para a parte de mídia, o foco é realmente a digitalização, seja um monitor ou painel de LED. Aí é uma tendência mensurável porque é possível estabelecer um retorno de investimento mais assertivo, já que o cliente sabe quanto custa produzir uma lona e levar a equipe nos diversos pontos e, ao mesmo tempo, o cliente saberá quanto custa o painel de LED, quanto vai custar para trocar a mídia pela internet, e vai fazer uma conta mostrando que o modelo de mensalização vai tornar esse negócio mais viável. Para a área de projetos, há um grupo de tendências. No mundo corporativo predial, a integração é uma tendência. Na parte de igrejas, tem desde o aumento da parte audiovisual integrando com a tecnologia de broadcast e streaming porque a igreja já percebeu que não precisa mais ter um canal de TV e está criando os seus canais do YouTube. Isso eu também vejo que é uma aposta nossa mais para frente. Digital Security: Então vocês também pretendem trabalhar com tecnologia para transmissão? Fernando Guerra: Eu diria que é uma aposta. Nós já decolamos e estamos subindo, assim que a essa área chegar a altitude de cruzeiro, a ideia é começar a aumentar um pouco mais o portfólio. mas eu diria que a visão é sempre da vertical do clientes. O que aqueles clientes que a WDC já tem consomem e que nós ainda não oferecemos. A partir daí, nós buscamos as soluções. Esse é o próximo passo. DS


Artigos Análise de mercado

Artigos Hardening de rede

A evolução das câmeras IP e sua influência no mercado de segurança eletrônica por Vanderlei Rigatieri*

O

s primeiros sinais de recuperação da economia e o clima de otimismo após as eleições, sobretudo no que diz respeito às (boas) perspectivas de combate à criminalidade, certamente irão influenciar a comercialização de equipamentos eletrônicos destinados à segurança eletrônica em 2019. A venda de câmeras IP - que, por sinal, estão cada vez mais sofisticadas e integradas ao nosso dia a dia graças ao advento da Internet das Coisas - aumentará em 30%. Os mercados que mais irão demandar este produto, e já a partir de 2019, são os de edifícios inteligentes e empresas de médio e grande portes. Também devemos considerar que as câmeras Wi-Fi residenciais também deverão assumir um papel importante de arrancada neste segmento. Entretanto, é importante dizer que este cenário e esta posição de “liderança” das câmeras IP nesta arrancada se devem, em sua totalidade, ao processo evolutivo que esses equipamentos vivenciaram ao longo de sua existência. Eu, pessoalmente, acompanhei de perto esta transformação. Há mais de 15 anos, quando a WDC Networks iniciava suas atividades no Brasil, essa tecnologia começou a chamar a atenção do mercado mundial de vigilância eletrônica. Vivenciávamos o surgimento das câmeras de vigilância digitais com interface de transmissão via redes de dados TCP/IP - ou, como nós as conhecemos, as “câmeras IP”.Vale lembrar que, para o mundo de CFTV tradicional, era uma verdadeira utopia obter a mesma qualidade das imagens geradas analogicamente pelas câmeras tradicionais (que transmitiam via cabo coaxial) que a obtida por uma câmera de TV. Por isso mesmo, o nome CFTV (circuito fechado de TV) ganhou força nos anos 70. Quanto às câmeras IP, as primeiras deste tipo funcionavam como

um “web server”, ou seja, com um endereço IP que poderia ser acessado pela rede de dados e com a troca do cabo coaxial por um cabo de rede de par trançado (RJ-45). Quem não se lembra que, no início, a qualidade dessas câmeras era bem ruim? Como não recordar dos sensores, que em seu rudimentar início captavam a imagem e faziam a sua conversão em bits e bytes? E, indo mais além, impossível esquecer das redes de dados de 10 Mbps, que faziam, muitas vezes, com que a imagem que saía nos monitores

As primeiras câmeras IP funcionavam como um “web server”. No início, a qualidade das câmeras era bem ruim em seu processo ainda rudimentar de conversão da imagem em bits e bytes.

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Artigos

dos computadores (bem lembrado, não usávamos mais monitores analógicos...) ficasse bem quadriculada. Posso estar sendo saudosista? Talvez. Mas, quando penso que um dos avanços dessa tecnologia foi justamente o acesso remoto das imagens, a possibilidade de armazenamento em computadores e o mais importante, ter como trabalhar nos bits e bytes gerados, não há como não celebrar essa evolução. Caso você ainda não esteja convencido, saiba que foi essa evolução que nos possibilitou identificar de com facilidade o horário da ocorrência de um sinistro, por exemplo, e que essa mesma evolução transformou para sempre o mercado de segurança eletrônica. Os profissionais do ramo, naquela época, já tinham a plena certeza de que esse era o futuro. Só que, quando pensavam nos preços… bom, os preços eram simplesmente proibitivos. Agora, passados 15 anos, constato que tudo mudou radicalmente: as melhores imagens, por exemplo, são as geradas pelas câmeras IP, com muitos megapixels de resolução (4K, 8K e assim por diante). A tecnologia de compressão das imagens, puxada pelas transmissões 4K de TV, avançou muito. Vemos, hoje, uma redução da banda larga necessária para a transmissão e, consequentemente, do espaço em disco necessário para armazenar dias, meses e mesmo anos de gravação. E o que dizer dos softwares que foram desenvolvidos para tratar essas imagens como se fossem “dados”? Graças a isso, hoje é possível obter coisas que, anteriormente, eram impossíveis com uma câmera analógica. Os equipamentos, hoje, vão muito além da simples gravação - agora, eles vêm com softwares embarcados. Em outras palavras, nós podemos podemos identificar uma pessoa via reconhecimento facial ou capturar os números da placa de um automóvel e comparar as informações do veículo em uma base de dados… Mas, e os preços? Boa pergunta! Quem é do ramo acredita que houve uma redução, afinal, a indústria de tecnologia é sempre assim - conforme o volume aumenta os preços caem, e cada rodada de inovação derruba ainda mais os preços.

Foram os grandes fabricantes chineses os responsáveis por dois movimentos simultâneos: a redução drástica dos preços das câmeras IP, e o lançamento da tecnologia “turbo-HD”, que aumentou a resolução das câmeras analógicas e deu sobrevida ao cabeamento coaxial

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Fonte: IT Data, setembro de 2018

Isso é facilmente perceptível se analisarmos a entrada dos fabricantes chineses de grande volume no mercado brasileiro, os preços dessas câmeras despencaram no mercado mundial. É claro que os fabricantes tradicionais de câmeras estão participando firmemente desse mercado, principalmente em grandes projetos corporativos e públicos, mas foram os grandes fabricantes chineses os responsáveis por dois movimentos simultâneos: a redução drástica dos preços das câmeras IP, e o lançamento da tecnologia “turbo-HD” (TVI) das câmeras analógicas, que aumentou a resolução desses equipamentos e deu a estes uma sobrevida por meio do aproveitamento da base instalada do cabeamento coaxial. Analisando a média de preços entre 2016 e setembro de 2018, podemos perceber que, apesar do crescimento das câmeras IP em participação, as analógicas tipo turbo-HD conseguiram avançar devido ao custo e a grande parcela de impostos na venda dos produtos mais avançados. Contudo, é notório que as câmeras IP cresceram muito nesse mesmo período, e podemos concluir que o Brasil ainda é muito sensível aos preços das câmeras só que, ao analisar o custo total de propriedade (ou seja, o custo de instalação, manutenção e os benefícios), percebe-se a vantagem competitiva da tecnologia IP. DS

* Vanderlei Rigatieri é CEO da WDC Networks


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