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Ano 1 No 4 Dezembro/2011

www.revistadigitalsecurity.com.br

o Entrevista

MARCOS MENEZES: “PRECISAMOS DE UMA LEGISLAÇÃO PARA O SETOR DE SEGURANÇA ELETRÔNICA ”

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Security Show

ENCONTRO DE ESPECIALISTAS

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Editorial Ano 1

No 4

Dezembro

Mercados

N

o cenário brasileiro de segurança digital sobressaem aos olhos do público as grandes feiras do setor, com seus milhares de metros quadrados sempre ocupados por estandes de empresas nacionais e estrangeiras, que veem nesses encontros a oportunidade de mostrar suas novidades a um enorme e heterogêneo público. Muito além dos números estratosféricos, esses são encontros que servem como termômetro para a movimentação do setor de Security no país. E, como sempre, a temperatura nesses eventos é borbulhante. No entanto, longe de serem considerados menores, os eventos regionais promovidos por empresas de norte a sul do país nos apontam para uma realidade: o mercado de segurança eletrônica está efervescente muito além das grandes capitais. Mesmo em locais mais distantes, como a região Nordeste ou Norte, como no Centro Oeste e na região Sul, o desejo dos profissionais em conhecer mais sobre as novas tecnologias e equipamentos movimenta as pessoas a comparecerem em número aos encontros – sejam aqueles realizados sob os holofotes da Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança) como outros que são patrocinados por um conjunto de empresas que buscam discutir as soluções para os problemas particulares que suas regiões apresentam. Esse é o caso do Security Show e do IP Convention, que já chegam a várias edições e se mostram, a cada ano, mais assertivos em seus objetivos, tanto para o debate de segurança como para a formação de um novo público que vislumbra no setor um horizonte repleto de desafios a serem vencidos. Para aqueles que acompanham de perto o mercado de segurança, as iniciativas têm apontado para a única saída disponível para combater a invasão de produtos de baixa qualidade no mercado nacional e os prejuízos milionários que essa prática perversa traz ao consumidor final: o conhecimento. Dessa forma, além desses eventos pontuais, praticamente todas as empresas de segurança têm se preocupado com a qualificação da mão de obra e em oferecer treinamento constante ao seu pessoal e melhores produtos ao consumidor final. Desse anseio resultam treinamentos e workshops que, mesmo sendo peças de um ambiente menor, contribuem muito para fazer do mercado brasileiro um polo que se paute pela qualidade tanto de produtos como também de serviços. Hoje, o consumidor final conhece melhor o mercado e, em muitos casos, sabe o que deseja. Em outros, quando há dúvida sobre qual o melhor equipamento ou sistema a ser instalado, cabe ao técnico e aos engenheiros apontarem ao cliente final a melhor solução. Ao optarem por bons projetos, produtos de procedência conhecida e excelência no atendimento e apoio ao cliente, prestam um inestimável serviço para varrer para fora do Brasil os produtos de baixa qualidade. Ainda há muito que fazer para recuperar todo o estrago semeado por anos a fio de desinformação e desrespeito ao consumidor final. Aos poucos, todos se conscientizam de que sistemas de CFTV de baixa qualidade, que são incapazes de detectar com nitidez uma presença indesejável, não cumprem o papel para o qual foram projetados. E, consequentemente, não servem para nada. Estamos numa fase propícia para reverter esse quadro e colocar de vez o nome do Brasil no rol da excelência e aproveitar esse ambiente favorável é nossa obrigação. Para isso, estudar, buscar informações e a qualidade a todo custo é fundamental. A cada dia que passa mostramos nossa capacidade de absorver conhecimento e renovar o mercado com soluções bem projetadas. Prova de que nossos polos tecnológicos e encontros regionais (considerados erroneamente menores) cumprem seu papel com perfeição.

Presidência & CEO Victor Hugo Piiroja e. victor.piiroja@vpgroup.com.br Gerência Geral Marcela Petty e. marcela.petty@vpgroup.com.br Financeiro Rodrigo Oliveira e. rodrigo.oliveira@vpgroup.com.br Atendimento Geral Bruna Oliveira e. bruna.oliveira@vpgroup.com.br Designer Débora Becker e. debora.becker@vpgroup.com.br Web Designer Robson Moulin e. robson.moulin@vpgroup.com.br Sistemas Wander Martins e. wander.martins@vpgroup.com.br Marketing Ironete Soares e. ironete.soares@vpgroup.com.br Editor e Jornalista Responsável Eduardo Boni (MTb: 27819) e. eduardo.boni@vpgroup.com.br Publicidade – Gerente de Contas Christian Visval e. christian.visval@vpgroup.com.br ........................................................................................................... Digital Security Online s. www.digitalsecurity.com.br Tiragem: 20.000 exemplares Impressão - HR Gráfica ...........................................................................................................

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Eduardo Boni Editor

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Sumário

INTELBRAS Qualidade comprovada

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FLIR Capacidade duplicada

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DIGICON Grupo deve encerrar 2011 com crescimento de 25%

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DIGIFORT Em busca de novas oportunidades

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MILESTONE Acesso à XProtect com Smartphones e Tablets

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TECVOZ Grupo lança gravador Stand Alone de 32 canais

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SAMSUNG TECHWIN Novos produtos analígos Full HD

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BOSCH Nova geração de câmeras analógicas e IP

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Security Show

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Santa Catarina mostra a força dos encontros regionais

Transpoquip Latin America 2011

Entrevista

SETEMBRO

Case Study

No 1

Reportagens

Eventos

Produtos e Serviços

Mercado

Ano 1

Marcos Menezes

O diretor de vendas e marketing da Bosch fala sobre o mercado de segurança eletrônica, incentiva a realização dos grandes eventos, mas lembra que é preciso aliar os projetos à consciência do legado. Ele afirma que este é um mercado que está se estruturando, mas que carece de uma legislação específica em que sirva de referência para os profissionais desse mercado.

Mooca Condominium Club

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PROTEÇÃO E RESPEITO AO MORADOR Condomínio na Mooca monta sistema de CFTV IP de alta definição com equipamentos de última geração da Avigilon

ISC Novidades na organização do ISC colocam o evento no patamar dos mais representativos do mundo quando se fala em segurança eletrônica.

Expedição WDC

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Pé na estada em busca das melhores infraestruturas de telecomunicação

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SERGIO FUKUSHIMA O mito do melhor sensor de imagem

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PEDRO DUARTE Tempo de projetar e executar

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Congresso ABESE Evento internacional apresenta soluções para segurança

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Artigos

Ampliando horizontes

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Mercado

FLIR

CAPACIDADE

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FLIR Systems Brasil reinaugurou recentemente sua sede em Sorocaba. Além de todos os funcionários, estava presente o vice presidente Sênior de Finanças da FLIR mundial, Tony Trunzo. As principais melhorias no edifício, que dobrou de capacidade,  foram as ampliações do laboratório de calibração, estoques e adição de uma moderna sala de treinamento para a realização de cursos. O investimento é consequência do grande crescimento de vendas da Flir Systems Brasil, responsável pela comercialização e assistência técnica em toda a América LaA Flir fortalece a sua presença na América tina, desde o seu estabelecimento na cidade de Sorocaba, há seis anos atrás. Neste Latina e particularmente no Brasil, onde seus produtos têm obtido excelente período, a empresa vem aumentando o portfólio de linhas de divisão pelas quais é aceitação no mercado responsável, que teve início com os produtos de Termografia. Dois anos depois passou a comercializar também os produtos deTeste e Medição e há um ano lançou com grande sucesso os segmentos de Segurança e Surveillance, Câmeras para OEMs, Câmeras para Aplicações Marítimas e Câmeras Portáteis para Segurança Pública e Privada. Perguntado sobre como vê o mercado brasileiro, Trunzo declarou falou sobre o bom momento que o país vive e o crescimento do grupo no Brasil. “Poucas vezes tive a oportunidade de verificar uma operação da FLIR com tamanho crescimento e eficiência operacional. Estamos muito contentes com nossa presença na América Latina em geral, e particularmente no Brasil, onde nossos produtos tem obtido uma aceitação que muito nos orgulha, e que somente nos motiva a manter os investimentos em recursos tanto humanos como materiais para sustentar este crescimento. Parabéns ao time e obrigado aos nossos clientes pela confiança em nossos produtos e em nossos funcionários”. Atualmente, a FLIR possui seis fábricas em operação: três nos EUA e três na Europa. Somando-se a uma rede mundial de serviços, marketing e vendas em mais de 60 países, a companhia emprega um total de mais de 2000 colaboradores.

Intelbras

QUALIDADE

E

specialista em soluções de telefonia, a Intelbras, se firma a cada dia como uma fabricante de produtos de segurança eletrônica. Prova disso foi o evento realizado pela empresa no dia 24 de novembro, no Hotel Estanplaza, em São Paulo. Durante duas horas, o Gerente de Vendas da empresa, Marcio Ferreira, apresentou ao público formado por clientes e distribuidores os novos produtos que estão no mercado – e também diversos cases em que esses equipamentos são utilizados no Brasil com enorme sucesso. Entre os destaques em termos de equipamentos, ele citou a câmera VP 600H de alta definição com CCD de 1/3 de polegada fabricado pela Sony e resolução horizontal de 600 linhas. “Essa câmera é específica para gerar alta definição em projetos de maior qualidade, que exigem melhor visualização noturna, inclusive contando com o recursoTrue Day Night. Outra vantagem são os dispositivos BLC e SuperBLC, que ajudam a melhorar situações críticas em janelas e portas”, explicou. Durante o encontro, os participantes puderam conhecer a linha de câmeras com infravermelho. Ao todo são quatro modelos com lentes variáveis e alcances que vão de 10 metros a 50 metros. “Todas elas têm resolução horizontal de 420 linhas e certificado IP 66, que habilita o seu uso em ambientes internos ou externos, com resistência a água e poeira”. Outra linha de produtos apresentada pelo executivo foi a de gravadores digitais de vídeo, como o DVR Hibrido, que funciona

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Integradores e clientes da Intelbras participaram do roadshow da empresa. No detalhe, a câmera VM 315 IR, que possui sensor infravermelho

para câmeras IP e analógicas simultaneamente. “Esse equipamento integra o sistema de videomonitoramento dos estádios do Figueirense e do Avaí, em Santa Catarina”, lembrou.

Cases de sucesso Além de falar sobre os produtos da Intelbras, Ferreira citou alguns cases de sucesso no Brasil que contam com a participação da empresa, com o do maior sistema de videomonitoramento urbano do Brasil, no qual 24 municípios interligados por 162 câmeras Intelbras, num total de 490 quilômetros de extensão via rádio. “Outro projeto muito ambicioso em que a Intelbras está presente é no Cindacta II (2º Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo, que é a unidade responsável pelo controle e gerenciamento do espaço aéreo da Região Sul e adjacências. Foram investidos mais de R$ 2 milhões em equipamentos de segurança como câmeras, sensores, alarmes. Nesse projeto, todos os radares são da Intelbras”, finalizou.

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Mercado

Digifort

EM BUSCA DE

OPORTUNIDADES

O

empresário Carlos Bonilha, diretor da Digifort, fez um workshop para os funcionários da empresa GP Eletrônica, no dia 21 de novembro. Durante o encontro, Bonilha apresentou as vantagens do software de monitoramento que sua empresa fabrica, e que hoje está entre os mais comercializados na América Latina. Ele lembrou o início do trabalho em torno do software, que foi sendo adequado para atender às diversas necessidades do mercado de segurança eletrônica. “Nascemos sob a plataforma IP e, aos poucos fomos adequando o softwares para servidores de vídeo a fim de utilizar as câmeras analógicas, convertendo o sinal analógico para IP através de um vídeo server”, explicou. De acordo com o executivo, hoje o software Digifort pode integrar, além de câmeras, alarmes e controles de acesso. “Como nossa plataforma é aberta, podemos integrar sistemas de todos os tipos no software. A Digifort trabalha com diversos fabricantes no Brasil e no exterior e, atualmente, temos mais de 100 fabricantes mundiais integrados ao sistema. São mais de 2000 modelos de câmeras ip integrados ao sistema, além de outros mil modelos de ONVIF”, reforçou.

Apoio ao integrador O executivo apresentou também as quatro versões do software Digifort, que são Explorer, Standard, Professional e Enterprise. Cada uma delas tem funções diferentes e atende a públicos específicos. “Nossa versão mais simples é capaz de integrar até 16 câmeras. A versão Standard integra 32 equipamentos, além de apresentar outras funções. Já o modelo Professional pode tra-

“Nosso foco é auxiliar o integrador em todas as suas necessidades”, ressaltou Bonilha (na foto, à direita)

balhar com até 64 câmeras, então é possível usar vários servidores com esse número de equipamentos. Para o mercado Enterprise, que é o nosso produto top, temos um software que pode ser integrado com um número ilimitado de câmeras”, explicou. E concluiu: “Meus produtos podem atender a todo tipo de cliente. O importante é fazer uma análise correta junto a eles para escolher qual a versão mais adequada. Nós também damos apoio ao integrador para realizar essa análise”, finalizou.

Digicon

GRUPO

A

2011

Digicon projeta superar a marca de R$ 50 milhões de faturamento e crescer 25% em 2011. O principal segmento que impulsiona o bom resultado é a área de controle de acesso e biometria, que atingirá expansão entre 45% a 50% no ano. Um dos fatores que influenciou o resultado é a Copa do Mundo de 2014. “A Digicon atendeu seis grandes estádios brasileiros este ano com a tecnologia de controle de acesso. Isso representa um aumento de mais de 100% na base de 2010”, destaca o gerente de produto, João Luis Diniz. Segundo Diniz, os equipamentos de Registro Eletrônico de Ponto (REP) também alavancaram a receita. “Apesar da Portaria 1510, que regulamenta o uso de um sistema de controle de ponto eletrônico ter sido adiada pelo governo, a empresa fechou contratos importantes que a colocam entre as maiores fabricantes de REP do País”, lembra. Outro segmento de destaque na Digicon em 2011 foi o de Trânsito e Transportes, que deve crescer entre 20% a 25% em faturamento. O resultado se deve ao investimento em

DE 25% infraestrutura. “A Digicon oferece soluções eficientes para melhora do tráfego nos grandes centros urbanos por meio dos controladores de tráfego e sistemas adaptativos em tempo real”, diz. Na área de Transporte Público, a implantação da bilhetagem eletrônica para ônibus e para o sistema metroferroviários já é uma realidade e que deve cada vez mais fazer parte da vida do brasileiro. No transporte privado, há uma procura cada vez maior por estacionamentos rotativos públicos e os parquímetros da Digicon foram instalados em diversos municípios. No mercado internacional, a Digicon tem realizado um trabalho de longo prazo e a perspectiva para 2012 é das vendas externas representarem cerca de 20% do faturamento total da empresa contra os atuais 15%. A mudança será conquistada principalmente com a abertura de novas mercados na Europa. A presença no México, Colômbia, Peru, Equador e Chile já é forte na área de Controles de Acesso e o desafio é buscar maior penetração das soluções para Trânsito e Transporte.

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Produtos e Serviços

Milestone

ACESSO À PLATAFORMA E

COM

A

Milestone Systems lancou o XProtect Mobile, uma nova aplicação móvel para usuários XProtectVMS. O dispositivo é especialmente projetado para o portfolio Xprotect VMS, permitindo aos usuarios monitorar de forma efetiva seus videos Xprotect de qualquer lugar, a qualquer hora. O XProtect Mobile é um aplicativo gratuito que funciona perfeitamente com todos os últimos produtos XProtect VMS e estará disponível como um download no Android Market no início de dezembro de 2011. Com acesso instantâneo, o Milestone XProtect permite que a vigilância seja feita de qualquer lugar ao redor do globo via Wi-Fi, 3G ou 4G conexões, e os operadores podem visualizar e reproduzir vídeos de câmeras. O XProtect Mobile fornece maior flexibilidade para a vigilância através de exibições tiradas diretamente do cliente XProtect inteligente. Os usuários podem controlar os movimentos de pan-tilt-zoom (PTZ), fazer um snapshot do vídeo e compartilhá-la via e-mail ou MMS Com a capacidade de monitorar as instalações em smartphones e tablets, os clientes podem monitorar incidentes, garantir a segurança das áreas e tomar medidas imediatas por verificar visualmente as ocorrências de qualquer local. A Milestone Systems tem mais de 100.000 instalações do cliente em todo o mundo, muitos deles com vastas áreas que necessitam de monitoramento. “Com o XProtect Mobile é possível monitorar dois pontos distintos mesmo estando em outro local, através do celular. Ele também pode ser empregado para visualizar um carrega-

mento quando você estiver ausente e reproduzir um video pelo tablet. Ainda é possível monitorar sua casa enquanto você está em férias”, conta Christian Bohn, vice-presidente de Marketing e Gestão de Produtos da Milestone Systems. O XProtect Movel apresenta interface de usuário simplificada e foi desenvolvido com o objetivo de consumir uma quantidade mínima de energia e para satisfazer as necessidades de vigilância quando em movimento. O produto estará disponível no início de dezembro para smartphones e tablets rodando o Android 2.2 ou versoes superiores, alem de trabalhar com todas as versões recentes do XProtect IP VMS.

TecVoz

GRUPO LANÇA

ALONE DE 32 CANAIS

A

TecVoz lança um DVR Stand Alone de 32 canais que possibilita realizar gravação, armazenagem, visualização, gerenciamento, entre outras funções das câmeras de monitoramento, sem a necessidade de utilizar um computador. O equipamento é o primeiro a suportar o gerenciamento de 32 câmeras simultaneamente. Além disso, também é inovador ao disponibilizar as mesmas 32 saídas em loop out, que permite que as câmeras sejam distribuídas em monitores distintos para monitoramento. O DVR possui a a tecnologia Pentaplex, que permite monitorar, gravar, buscar, realizar backcup e acessar remotamente o sistema, tudo simultaneamente, sem perder a qualidade na gravação. Além disso, o aparelho acompanha software de monitoramento que suporta até 32 câmeras, inclusive possibilitando o acesso remoto por web browser e plataformas móveis (Windows Mobile, Symbian,

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iOS, Android e Blackberry). O novo equipamento poder armazenar oito HDs de até dois terabytes cada. Além disso, o modelo traz duas entradas USBs e espaço para instalação de leitor e gravador de DVD.

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Produtos e Serviços

Samsung Techwin

NOVOS PRODUTOS

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Samsung Techwin anunciou uma nova série de produtos de vídeo analógico Full HD para vigilância.  A nova linha inclui a câmera box HD-SDI de 1.920 x 1080p, a câmera dome HD-SDI de 1.920 x 1080p e o DVR HD-SDI de quatro canais. A tecnologia HD-SDI permite a transmissão de sinais de vídeo digital compactados e sem codificação, sem perda de dados da imagem e com latência zero na visualização. A câmera box SCB-6000 e a câmera dome SCD-6080, ambas com resolução total de 1080p, foram projetadas para serem integradas a sistemas de vigilância eletrônica existentes. Seus recursos incluem função real dia /noite (ICR), tecnologia de redução de ruído SSNRIII (3D e 2D), RS-485 e alimentação por CA 24 V ou CC 12 V.  A SCD-6080 tem uma lente de 3 a 8,5 mm (2,8x), enquanto a SCB-6000 pode usar lente manual ou com íris automática DC com montagem tipo C ou CS.

As câmeras SCB-6000 e SCD-6080 tem resolução total de 1080p. O DVR SRD 480D tem quatro canais e suporte para gravação em Full HD

Gravação em real time O DVR SRD-480D de quatro canais da Samsung oferece gravação em tempo real com resolução HD de 720p para cada canal com suporte à gravação em resolução Full HD 1080p. Além da tecnologia de compactação H.264, o SRD-480D ainda conta com a função de desentrelaçamento para ajudar a delinear o contorno de objetos em movimento. É possível

gravar o áudio dos quatro canais, utilizar discos rígidos SATA (de até 2 TB) para gravação e utilizar DVD-RWs e dispositivos USB para arquivamento. A companhia oferece três anos de garantia, suporte técnico e suporte pré e pós-venda gratuitos.

Bosch

GERAÇÃO DE CÂMERAS AUTODOME

A

Bosch Sistemas de Segurança apresenta a nova geração de câmeras AutoDome G5 PTZ: a AutoDome Analógica da Série 600 e a AutoDome IP da Série 700. A nova série AutoDome G5 substitui a versão anterior G4 e oferece uma excepcional qualidade de imagem, além da função Dia/Noite que permite capturar imagens de alta qualidade mesmo em condições de baixa luminosidade. As câmeras da Série 600 e 700 permitem rotação contínua de alta velocidade e estão disponíveis em versões de zoom óptico de 28x e 36x. Incluem também a tecnologia de varredura progressiva digital que permite obter imagens nítidas e claras, mesmo quando provenientes de objetos em movimento. A tecnologia de Wide Dynamic Range permite capturar imagens surpreendentes em cenas com luminosidade baixa ou em excesso. A nova Série AutoDome G5 foi desenvolvida para uma instalação rápida e fácil. Seu gabinete em alumínio dispõe de parafu-

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sos e fechos embutidos, que impedem eventuais atos de sabotagem. Já a versão para montagem em teto possui grau de proteção IP54 (com um kit opcional) e certificação conforme o grau K8. A cúpula reforçada de policarbonato é extremamente resistente e protege a câmera de impactos e vandalismo. O modelo analógico (série 600) incorpora, entre outras funções, o AutoTrack II, um software de detecção de movimento da Bosch que utiliza a tecnologia de “máscara virtual”. Além disso, a AutoDome Série 600 conta com a tecnologia DSP (Processamento Digital deSinais) que proporciona um processamento de vídeo em tempo real para monitoramento confiável deobjetos. É ideal para aplicações internas ou externas. Já a AutoDome da Série 700 contém a função de Análise Inteligente de Vídeo integrada – recurso que permite alertar automaticamente os operadores sobre potenciais riscos de segurança. Essa função detecta, rastreia e analisa objetos em movimento de forma confiável, reduzindo os riscos de falsos alarmes.

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Evento Security Show

Debate O Security Show 2011 reúne especialistas em segurança eletrônica de todo o país e mostra a importância dos encontros regionais para fortalecer o cenário brasileiro do setor Por Eduardo Boni

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a paradisíaca Florianópolis, especialistas em segurança eletrônica de todo o país se encontraram em mais uma edição do Security Show, que aconteceu pela primeira vez no Resort Costão do Santinho nos dias 10 e 11 de novembro. De acordo com Luiz Henrique Bonatti, CEO da Segware e idealizador do evento, o encontro, que teve sua primeira edição em 2008, nasceu como uma forma de reunir os clientes e mostrar para eles, através de workshops e palestras, uma forma de diferenciar serviços e agregar valor no trabalho deles, através do produto da Segware. ”Antes disso, havia muito discussão em relação a preço. O que fizemos foi trazer para esse público o que há de mais novo em termos em conhecimento

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de produtos no mercado. No início trouxemos parceiros que fazem integração com os nossos produtos. Esse ano, o diferencial é que criamos um ambiente de congresso, com fóruns de discussão – inclusive com representante do poder público, além da feira”, afirmou Bonatti. Segundo ele, o formato do evento é próprio para reunir um público seleto e, este ano, teve como diferencial debater temas ligados à segurança pública e privada juntamente com o Turismo. “Este evento não tem a pretensão de ser uma feira de grande porte. O que fizemos foi trazer um público formado por tomadores de decisões e diretores de empresas, além das autoridades públicas, para debater segurança, além de mostrar o que podemos oferecer em termos de de produtos. O que bus-

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Evento Security Show

camos é fazer isso num ambiente agradável, em que as pessoas possam fazer network e também se descontrair”, diz. Bonatti lembra que o evento já atingiu a sua maturidade e adiantou os próximos passos, em que o principal desafio é melhorar sempre. “A cada ano o público está maior e mais qualificado. Os visitantes trazem amigos, muitos deles executivos do mercado. Isso é um grande fator para qualificação do nosso evento, nos estimula a fazer o encontro ainda melhor”. De acordo com os números oficiais, o Security Show deste ano teve a participação de mais de 400 pessoas e gerou R$ 10 milhões em negócios. O nítido crescimento em relação aos anos anteriores se deve, em parte, as melhorias estruturais que foram feitas, principalmente com a participação da empresa CCWJ, que foi responsável por viabilizar a participação do governo nas discussões de segurança pública. “Além de ótimas transações, foram geradas discussões bastante pertinentes durante as palestras e fora delas. Abordamos temas como integração de produtos, parcerias e o lançamento de um fórum nacional para discutir anualmente a integração e a cooperação entre segurança pública e privada e o turismo. Isso enriqueceu nosso evento também em termos de público”, destacou Carlos Schwochow, diretor da Seventh Visual Control, idealizadora do evento em parceria com a Segware.

O consultor Sandro Neves usou o bom humor para falar sobre qualidade em projetos de CFTV, abordando a importância do bom atendimento dos técnicos de segurança.

A estrutura O Security Show foi composto por palestras, com especialistas do mercado de segurança, que abordaram o tema sob vários aspectos, além de representantes do governo de Santa Catarina, como o Secretário de Estado de Turismo, César Souza Júnior, o Secretário de Estado de Segurança Pública, César Gruppa, além do General José Carlos dos Santos, Chefe do Centro de Defesa Cibernética. Essas autoridades participaram do debate, no primeiro dia do evento, falando sobre o Forçatur, no painel que teve a mediação do diretor de Integração da SSP, Delegado César Amorim Krieger. Outro projeto paralelo ao evento foi o Comprador Security Show, uma parceria entre a vertical de segurança da ACATE (Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia) e a Softex. O projeto levou ao evento compradores potenciais do México, Colômbia, Chile e Costa Rica, para que conhecessem as soluções das empresas participantes. Como resultado, surgiram negócios prospectados entre compradores e as empresas Ahgora, Automatiza, Bry, Intelbras, Segware e Seventh somam, aproximadamente, US$ 1 milhão. Diversas empresas levaram a sua contribuição para o evento, como a Bosch, Spherical Networks, além dos executivos da Seventh e da Segware, que falaram sobre o institucional das empresas, mostrando alguns de seus projetos de segurança.

Marcos Menezes: comportamentos de risco variáveis. “A avaliação correta desse comportamento é que vai garantir o sucesso do projeto de videomonitoramento”.

Foco na segurança A abertura do evento ficou a cargo de Marcos Menezes, gerente de vendas e marketing da Bosch. Ele começou sua palestra falando sobre a importância da qualidade das imagens, que em 95% dos casos não possui qualidade capaz de fazer o reconhecimento facial de uma pessoa. Segundo Menezes, a questão da segurança está ligada de maneira definitiva a quem opera os equipamentos e baseada em três pilares: tecnologia, recursos humanos e procedimento.

Segurança levada a sério: na palestra que reuniu integrantes do governo e da Polícia Militar de Santa Catarina, o auditório ficou repleto de integrantes da corporação.

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Evento Security Show

Luiz Henrique Bonatti, da Segware, e Carlos Schwochow, da Seventh: parceria forte para levar o melhor da segurança eletrônica para o Estado de Santa Catarina.

Entre os participantes que formaram o público do 4º Security Show estavam integradores, tomadores de decisão e empresários do setor de segurança eletrônica.

Além das palestras com especialistas, o público pôde conferir os lançamentos de várias empresas que levaram seus lançamentos ao Security Show.

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“Hoje, a grande dificuldade é saber quem opera esse tipo de sistema, se é um serviço para a policia ou se ela deve estar na rua fazendo patrulhamento”. E completou: “Em alguns locais, fazer a operação dos equipamentos é uma punição para o policial que teve problemas nas ruas”. O executivo baseou sua palestra em algumas das tecnologias que dão sustentação à segurança, como a questão do vídeo, leitura automática de veículos e gestão de entrada de veículos nas cidades. “O tratamento de imagens de entrada e saída de veículos nas cidades é interessante. Pelos estudos, em diversas cidades do interior, muitas das pessoas que praticam furtos nesses locais não são habitantes locais. E aí existe um problema a ser resolvido”. Ele citou pesquisas internacionais em algumas cidades da China, onde a quantidade de equipamentos é tão grande, que estão se instalando fábricas para atender exclusivamente o mercado local. “Esse número é exorbitante. Praticamente todos os fabricantes mundiais de câmeras instalaram fábricas na China para atender a esse mercado”. Menezes lembrou que a segurança pública é que está puxando o mercado, com a aquisição de câmeras. “Essa situação se reflete também no Brasil, onde grandes capitais como Rio de Janeiro e São Paulo estão entre as que possuem mais equipamentos. A cidade com maior número de câmeras possui 1500 equipamentos. Isso não quer dizer ser melhor protegida. A questão é a forma como esses equipamentos são utilizados. Isso é que faz a diferença”, lembrou. Em sua palestra, ele falou sobre o crescimento dos sistemas até 2015, que deve chegar a 23%, incluindo tanto os novos parques quanto as ampliações dos sistemas já existentes. “A maior parte dos sistemas de transmissão ainda é feita via cabo. Em torno de 25% é fibra e uma boa parte funciona de forma híbrida. O mercado aponta para um crescimento de 32% do sistema IP. É um movimento contrário ao da Ásia, onde a maior fatia do mercado está dominada pelo mercado analógico”, relata. Em termos de projetos, ele mostrou em números que apenas 60% dos sistemas implantados tiveram um projeto anterior, sendo que boa parte deles são sistemas híbridos, com o backbone em fibra, com a maior parte deles voltada para segurança pública. Menezes lembrou também de alguns conceitos como monitoramento proativo, monitoramento reativo e o investigativo. “São duas tecnologias diferentes e duas modalidades de operação distintas e não concorrentes. A tendência hoje é, infelizmente, fazer apenas o proativo, com câmeras móveis e um operador. Estudos mostram que um operador consegue interagir com apenas seis câmeras simultaneamente. Não existe razão de se ter uma câmera móvel se não houver um operador responsável por ela”, enfatizou. O executivo mostrou exemplos de como trabalhar o monitoramento reativo, com câmeras fixas em áreas estratégicas para fazer análise inteligente de vídeo. “A finalidade é planejar qual é o tipo de veiculo mais comum naquela área e os procedimentos que serão adotados para que exista um pré-alarme que ajude o operador a visualizar essa imagem. O comportamento de risco e os equipamentos usados variam de acordo com a localidade. A avaliação correta desse comportamento é o que garante o sucesso de um sistema de vídeo proteção”, disse. E completou. “Extrair do sistema de monitoramento público a informação necessária é o grande desafio que todos enfrenta-

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Evento Security Show

A união do Turismo e da Segurança pública foi tema do painel que reuniu representantes das duas secretarias do estado. No destaque, César Grubba, da Secretaria de Estado da Segurança Pública.

informações com imagens. É preciso um sistema eficiente de busca, caso contreario, esse sistema não funcionará da forma como foi planejado”, completou.

Qualidade em sistemas de CFTV

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O bom humor foi a marca registrada da palestra feita pelo especialista Sandro Neves, que falou sobre Gestão de Qua-

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mos. Essa inteligência pode estar na própria câmera ou então no servidor onde é feito o tratamento da informação”. Menezes lembrou que a maioria desses sistemas opera em 24/7, com dispositivos como antivandalismo, e estão sujeitos a intempéries climáticas e disparo de armas de fogo. Ele fez uma comparação de câmera megapixel e um modelo para monitoramento outdoor. “No entanto, não adianta ter câmeras e

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contato@policom.com.br contato@policom.com.br• www.grupopolicom.com.br/avigilon • www.grupopolicom.com.br/avigilon Soluções Soluções emem Cabeamento Cabeamento Estruturado, Estruturado, CFTV, CFTV, Data Data Centers Centers e Redes e Redes Industriais Industriais “Grupo “Grupo Policom” Policom” é marca é marca registrada registrada da Policom da Policom CabosCabos e Conectores e Conectores Ltda. Ltda. TodosTodos os direitos os direitos reservados. reservados. Produzido Produzido em Setembro em Setembro de 2011. de 2011.

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Evento Security Show

Forçatur: turismo fortalecido e polícia participativa

Nos estandes, os expositores fizeram demonstrações com equipamentos e softwares de monitoramento eletrônico. lidade Técnica Aplicada a Integração de Projetos de CFTV. Ele usou sua experiência para criar uma apresentação bastante criativa, na qual foram abordados as principais necessidades dos clientes que optam pelo monitoramento de CFTV, assim como os diversos erros que são cometidos no atendimento aos clientes. “É preciso fazer uma análise do mercado, saber qual a tecnologia que será aplicada e de que forma isso será feito. Nas minhas palestras procuro fugir da simples passagem de conceito, usando recursos audiovisuais e apresentação de cases para enriquecer as apresentações. O objetivo é fazer com que os técnicos fiquem atentos e não repitam os erros cometidos anteriormente”, explicou. Ele falou sobre a sua experiência como consultor, deu dicas de como elaborar projetos coerentes e sobre a importância de valorizar os bons profissionais. “Aperfeiçoar o atendimento e investir no treinamento são essenciais para ganhar mercado. Da mesma forma, premiar o bom profissional é uma forma de valorizar o trabalho bem feito. Vale a pena”. Sandro lembrou que o mercado de segurança é muito grande e que as realidades em cada região do país são muito diferentes. “Vejo que as necessidades dos clientes são as mesmas em todo o país, mas o comportamento do mercado em cada região é muito distinta, sobretudo em relação à tecnologia IP. Hoje, quando o cliente procura um integrador, ele normalmente sabe o que quer. Por isso, é obrigação desse integrador estar atualizado com as novidades do mercado”. Rubens Jr falou sobre equipamentos para monitoramento de alarmes e câmeras IP, programação de centrais via GPRS, e a integração do Controle de Acesso ao Contact ID e Ethernet. O primeiro dia do evento teve espaço também para uma palestra focada em vendas, como Arnaldo Schwartzer, que falou sobre Inteligência em Marketing. Além dele, Arnaldo Timmermann Filho e Marcio Dalcin, da Spherical Network, fizeram uma exposição sobre o Visact Access o software da empresa para Controle de Acesso para pessoas e veículos. Em seguida, o CCO da Segware do Brasil, Ivo Junkes, dividiu o palco com o gerente de suporte e Treinamento da Seventh, Sergio Willrich, para mostrar a importância de se oferecer serviço de monitoramento de alarmes e recuperação de imagens eficiente.

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Uma das provas mais emblemáticas de que a segurança e turismo estão sendo tratados com grande seriedade por parte do governo catarinense foi o painel referente ao Forçatur, referente ao programa de Santa Catarina, que através de uma parceria entre as secretarias de Turismo e Segurança Pública vem investindo na prevenção e na redução de crimes na região. “De acordo com as pesquisas do Ministério do Turismo, Santa Catarina é o terceiro destino internacional do Brasil, perdendo apenas para São Paulo e Rio de Janeiro. Quando se fala apenas em lazer, estamos em segundo lugar, atrás do Rio de Janeiro. Esse crescimento vem acontecendo desde 2004. Como ele lembrou, a questão de segurança tem papel fundamental nesse crescimento e investimentos serão mantidos para garantir essa demanda turística”, lembrou César Souza Júnior. O secretário lembrou que a questão da segurança está totalmente ligada a esses números positivos dentro do Estado. “O turista não quer frequentar um local onde tenha de passar por situações de risco e medo de ser assaltado. Então, além de toda a oferta de lazer e gastronomia, os pontos turísticos devem primar pela oferta de segurança ao turista”, frisou. De acordo com ele, a cidade deve ser um local agradável não apenas para o turista, mas também para o morador. E essa é a premissa que está por trás do programa Forçatur. “Nosso objetivo é, antes de tudo, oferecer qualidade de vida ao morador da cidade. Os investimentos vão refletir em benefícios de segurança para os habitantes de Santa Catarina. Foi feito um planejamento no início do ano visando a próxima temporada de verão, quando serão implementadas várias ações de segurança” Júnior lembrou que neste ano já foram investidos R$ 7,5 milhões e que nos próximos anos serão realizados novos investimentos em outras ações conjuntas. “Em todos eles os investimentos serão feitos em conjunto com a Secretaria de Segurança. Com essa verba foram adquiridos equipamentos de alta tecnologia em monitoramento de imagens e TI, com câmeras e softwares específicos de reconhecimento facial e de placas e as unidades móveis e bases operacionais que vão auxiliar os turistas”, enfatizou.

A questão da violência urbana O encerramento da 4ª edição do Security Show foi feito em grande estilo, com a participação de Rodrigo Pimentel, capitão reformado do BOPE (Batalhão de Operações Especiais) e roteirista do filme Tropa de Elite, que lotou o anfiteatro para falar sobre segurança pública e dos problemas que o governo brasileiro ainda tem de enfrentar nesse setor. Ele não se esquivou de falar sobre temas polêmicos como drogas, violência urbana, milícias e policiamento nas fronteiras do país. De acordo com Pimentel, a maioria esmagadora das mortes ocorridas no Brasil é decorrente da disputa territorial para o comércio de drogas. “Cerca de 80% das mortes que ocorrem no Brasil vem dessa disputa e no filme nós conseguimos sensibilizar o cidadão comum para essa problemática”, disse. Ele lembrou que a milícia no Rio de Janeiro é um das maiores problemas do estado e, conforme ressaltou, conta com o respaldo de dez deputados ligados a esse grupo. Em sua palestra, Pimentel mostrou pesquisas feitas pelo Ipea que desvinculam situações como desemprego e desigualdade social à violência urbana. “No Brasil, nos últimos anos, tivemos grande redução no desemprego, mas a violência aumentou, comprovando que não há relação entre essas duas situações”.

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Segurança via Cloud Computing

No estande da Ahgora havia alguns dos equipamentos do grupo, como o ID Track, que usa tecnologia de radiofrequência e faz a comunicação usando o conceito de Cloud Computing e SaaS para fazer rastreamento de bens e de pessoas. www.ahgora.com.br

Compacta e robusta

A novidade no estande da PPA era o painel de controle Infinity 32, uma central de alarme que já tem incorporada a internet, a linha telefônica e a GPRS, que possibilitam grande redundância de informação na comunicação do local protegido para a central de monitoramento. “O equipamento monitora até 32 setores, 256 usuários e os comandos podem ser executados através de senha ou de um controle remoto no teclado”, explica Guilherme Matheus ( à direita). www.ppa.com.br

Soluções multifuncionais

Acesso controlado

Arnaldo Timmermann (à esquerda) e Marcio Dalcin (à direita), da Spherical Network, apresentaram o software Visact durante o evento. Esta é uma solução que tem quatro módulos: o Security, capaz de integrar controle de acesso com sistemas de CFTV e VoIP, com alarmes para avisar qualquer anormalidade do sistema. O Visact Access é específico para controle de acesso, o módulo Intelligence integra controle de acesso, imagem e automação e o Visact Intercom inclui integração de voz. www.spherical.com.br

Qualidade e inovação

A Automatiza participou do Security Show pela primeira vez levando suas soluções em sistemas de controle de acesso. Durante o evento, os visitantes passavam por um bloqueio cujo sistema foi desenvolvido pela empresa e que funcionava com um cartão de proximidade. Na foto, o engenheiro Júlio Henrique passa pelo controle de acesso ao entrar no evento. www.automatiza.ind.br

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As novidades na Intelbrás eram as soluções de CFTV, o DVR híbrido I-DVR H 732, com inteligência embarcada para fazer análise de vídeo e controle de entrada e saída de pessoas, além da nova Linha E de DVRs. “Mostramos tambe nosso software de monitoramento DSS, que está integrado com os DVRs e um painel de CFTV”,explicou o gerente de vendas, Marcio Ferreira. www.intelbras.com.br

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Evento Security Show

O capitão reformado do BOPE Rodrigo Pimentel fez o encerramento do 4º Security Show e lotou o auditório do Costão do Santinho para falar sobre a sua experiência no combate ao tráfico de drogas nas favelas do Rio de Janeiro.

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Ele afirmou que a percepção de que a desigualdade social gera violência é perigosa. “Estamos partindo da premissa de que os pobres são invejosos e vão atacar quem tem dinheiro. Isso não é verdade. No Rio de Janeiro, os bairros que apresentam maior desigualdade social são os menos violentos”, contou. E lembrou que, em contrapartida, nos estados onde houve maior ascensão de classes, houve aumento no índice de violência. Em relação ao policiamento na fronteira brasileira, ele disse que mesmo naquelas onde o policiamento é ostensivo, como a do México com os Estados Unidos, a droga chega. “Por ali, passa desde drogas e armamento, independente do arsenal da polícia americana. No Brasil, mesmo que o efetivo seja ampliado em cinco vezes, acontecerá a mesma coisa, porque são 18 mil quilômetros de extensão. A melhor forma de combater o tráfico é monitorar as rodovias, por onde a droga passa”, ensinou. A política das UPP é estabelecer um batalhão de policia num território antes dominado por traficantes. Apesar da violência decorrente das disputas territoriais deixar de existir, a venda de drogas nas favelas continua. “Isso não existe porque, enquanto houver gente para consumir, vai ter gente disposta a vender os produtos. O que precisa acontecer, é buscar acabar com a demanda”, enfatizou. Ele lembrou que, desde que a UUP foi instalada, o número de homicídios na Cidade de Deus caiu a zero. “A maioria das mortes que acontecem no Brasil hoje são em locais onde ainda existe a disputa territorial para venda de drogas. Esse é o maior desafio da sociedade brasileira”, finalizou.

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Ampliando A nova edição do TranspoQuip Latin America reuniu diversos segmentos e teve como marca registrada o desejo de mostrar que o país se prepara com afinco para o futuro Por Eduardo Boni

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Expo Center Norte sediou mais uma edição da TranspoQuip Latin America, que este ano agregou também outros eventos, como o Expo Parking, o Expo Estádio, o Expo Urbano e o Expo Airport. Durante os três dias de evento, circularam pelos corredores do centro de exposições milhares de pessoas que conferiram as novidades desses segmentos. Além da feira em si, os participantes tiveram acesso às palestras da Conferência Internacional, que este ano foi mais abrangente do que em 2010 e abordou temas como Tecnologia para segurança de Rodovias, além de um seminário exclusivo para o setor portuário, chamado Portos do Brasil, realizado pela ABTP (Associação Brasileira dos Terminais Portuários). Apesar da grande maioria dos expositores focarem suas atividades para o setor de Transportes, o TranspoQuip deste ano aproveitou o fato de o Brasil estar no foco do mundo por conta da Copa do Mundo e abriu um espaço para que as empresas do setor apresentassem suas soluções para grandes eventos. E não foram poucas aquelas que mostraram suas tecnologias para a construção de arenas, integração de sistemas de voz e segurança, além de equipamentos que serão usados na construção de espaços multiuso com os quais o Brasil sediará a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Em meio a tantas empresas, o segmento de segurança eletrônica também recebeu destaque durante o evento, seja com os lançamentos de câmeras para videomonitoramento como também as novidades relacionadas a controle de acesso – com soluções específicas para estádios, sistemas de transportes e parking.

Controle de Acesso Foram várias as empresas que mostraram soluções para controle de acesso. Entre elas estava a alemã Magnetic Control, que demonstrou duas novidades: a catraca modelo Magnetic MPP, na

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qual o braço arma e desarma automaticamente via controle remoto. “Esse tipo de equipamento pode ser muito bem utilizado em estádios e o dispositivo de desarmamento do braço é especialmente indicado em casos de pânico.Tivemos cases de sucesso com ele em estádios da China e é o modelo que estamos cotando para a Copa de 2014”, explica João Guilherme Speck, gerente geral da Magnetic Control. Outra novidade da Magnetic na feira foi o software de estacionamento FCMS - Facility Central Management System, que agora possui a função Backoffice, que permite ao administrador monitorar os estacionamentos com os equipamentos da empresa alemã em qualquer lugar do mundo através da internet. “Com ele é possível verificar todas as informações de todos os estacionamentos em tempo real, de forma remota, de qualquer parte do mundo. Este módulo permite a atualização da base de dados de cada estacionamento, mudar a tabelas de preços, alterar a configuração das raias, checar convênios, fazer a inclusão ou exclusão de credenciados, como por exemplo, cancelar remotamente o cartão de um cliente inadimplente”, completou. As soluções para os grandes eventos também foram mostradas por várias outras empresas, como Madis e Seal Telecom. No estande da Madis foram apresentadas diversas tecnologias de controle de acesso, como as catracas cuja tecnologia, específica para atender às recomendações da Fifa para os estádios brasileiros, foi criada em parceira com a empresa Getsport. “As catracas possuem um software chamado Handshake e um leitor, o Vario. Gate. Esse sistema tem um único ponto de verificação para ingressos e bilhetes, o que garante rapidez e segurança no acesso dos torcedores aos estádios”, explicou Rodrigo Pimenta, vice-presidente da empresa. O executivo lembrou ainda que a Madis ficará responsável por toda a fabricação, montagem e manutenção do produto, com o apoio da Getsport, que fará a integração da tecnologia Skidata”, contou. A Digicon mostrou soluções para diversos segmentos. No setor de trânsito, a empresa destacou os sistemas de bilhetagem eletrônica, parquímetros e os semáforos inteligentes.

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No que diz respeito a Controle de Estacionamento Rotativo, a solução apresentada foi parquímetro Street, que possui um opcional de painel solar que dobra a autonomia das baterias, e sistema GPRS de monitoramento via tecnologia celular. Para o setor de bilhetagem eletrônica, a empresa destacou o SCAP (Sistema de Controle e Arrecadação de Passageiros), que vem sendo utilizado na Linha 4 do Metrô de São Paulo. Por fim, a Digicon levou ao Expo Center Norte as suas soluções de controle de acesso. Entre os destaques estavam a catraca motorizada Slider 500, que será comercializada a partir de 2012. Outra aposta da empresa é o controle de acesso para os grandes eventos, como shows e jogos de futebol, conforme destaca o gerente de produto, João Luis Diniz. “Para este segmento, a nossa aposta está Catrax Show. “Esse equipamento pode ser integrado com diversos dispositivos de leitura como Smart Card, cartões de proximidade e 2D, o que dá muita versatilidade aos clientes. Além disso, o transporte e instalação desta catraca é bastante simples”, completou.

A Kapatron celebrou a parceria com a empresa suiça Zeag, mas continua a oferecer produtos de qualidade e baixo custo. “A Zeag é um exemplo a ser seguido”, diz Celso Bufano.

Parking, segmento em franca expansão Um dos pontos que mais chamou a atenção durante o evento foi o crescimento do setor de Parking, tanto que foi possível a realização de um evento específico para ele, o Expo Parking. A força do setor é tão representativa que durante dois dias foi realizado, dentro do Centro de Exposições, o 1º Congresso Brasileiro de Estacionamentos, promovido pela Abrapark (Associação Brasileira de Estacionamentos) no qual foram debatidas das principais questões relacionadas ao tema, como estacionamento rotativo, gratuidade de vagas em shopping centers, gerenciamento de parking em grandes eventos. Durante o evento também foi criada a Abetrans (Associação Brasileira das Empresas de Engenharia de Trânsito), que é a fusão de duas associações que existiam no país há 11 anos. “O objetivo da associação é reunir as empresas de desenvolvimento de tecnologia, gestão de trânsito e educação com a finalidade de debater as questões do setor no país, que é muito séria, uma questão de saúde pública, que deve matar 56 mil pessoas este ano”, ressalta Silvio Médici, presidente da associação. Uma das empresas que mostrou seu potencial durante aTranspoquip foi a Newello, através da parceria com o grupo italiano Carlo Gavazzi, especializado em automação de estacionamentos. A novidade da empresa durante o evento foi um sistema de monitoramento de vagas, que tem como objetivo indicar ao usuário do estacionamento onde há vagas livres. “Estamos apresentando os sensores ultrassônicos que indicam onde há vagas ocupadas. Esses sensores enviam informações para um monitor que indica em que corredor há vagas. Além de dizer quantas vagas existem, indicamos a direção onde o motorista deve seguir”, explica Mario Montenegro, diretor de tecnologia da Newello. “Outra vantagem é que não precisamos de servidores, ou seja, não estamos suscetíveis a quedas de energia. Esse sistema pode controlar um estacionamento de 60 mil vagas e já foi instalado no Shopping Morumbi e em Manaus. Nosso público principal se concentra em supermercados, hospitais e hotéis”, completou. Entre as novidades da Kapatron para o evento estava a parceria fechada recentemente com a empresa suíça Zeag, especializada em soluções de Parking. Por conta desse novo modelo de negócio, a empresa brasileira foi rebatizada com o nome de Vortix Kapatron. No estande do grupo estavam alguns dos produtos da marca como a estação de controle de acesso para estacionamentos, totalmente integrada com os sistemas de controle de acesso. “Nós fazemos a gestão do negócio de estacionamento e não apenas

A Nepos levou uma linha de produtos integrados voltadas para estacionamentos, usando o celular como mídia para identificação do usuário e liberação do acesso.

Johnson Controls: soluções capazes de integrar todos os sistemas presentes nas arenas esportivas, com o controle de acesso de torcedores e o e vídeoboards.

Na Panasonic os destaques foram os modelos dome HD WV-SC385, de 1,3 megapixel com zoom óptico de 18 vezes, além de dois extra zoom, e a câmera fixa WV-SW155.

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Entre os destaques da empresa Digicon estava o modelo de controle de acesso Catrax Show, feita para os grandes eventos

O sistema de acesso da Madis garante rapidez e segurança no acesso dos torcedores aos estádios

a automação”, explicou Celso Bufano, diretor da Vortix Kapatron, que representa a marca no Brasil. O executivo afirmou que a nova aquisição amplia o leque de atuação da empresa, que continuará a comercializar seus produtos, como as cancelas e estações de parking; “A Kapatron agora desenvolveu produtos próprios para parking, com baixo custo, mas com alta qualidade. Nesse sentido, a Zeag é um exemplo a ser seguido”. A empresa gaúcha Aucon levou ao evento a sua solução para controle de acesso V11, que passa a substituir os antigos equipamentos da empresa. Com uma nova tela de LCD d 7 polegadas, o equipamento pode ser customizada pelo usuário, e o tíquete é emitido através de um botão virtual, o que torna o acesso mais rápido e confortável. “Essa tecnologia foi totalmente desenvolvida pela Aucon, sendo muito indicado para estacionamentos de shopping, supermercados e universidades”, explica Francisco Nora, diretor da Aucon. De acordo com ele, o hardware usado no V11 foi aprimorado e oferece novidades para o cliente. “O que fizemos foi melhorar o sistema de sensores loop, usados para detectar presença, passagem e a direção do veículo, o que torna o armazenamento de dados e a auditoria ainda mais precisos”, afirma.

Integração, o sinônimo de futuro A Seal Telecom levou ao evento a sua expertise para o monitoramento de estádios. Por contra disso, mostrou durante a feira uma central de monitoramento com cinco câmeras IP monitoradas pelo software Digifort Enterprise. “Uma dessas câmeras é o modelo da Arecont, que têm quatro sensores na qual se forma uma imagem panorâmica, reduzindo a quantidade de câmeras. Nosso objetivo aqui é focar em modelos específicas antivandalismo e modelos infravermelhos”. Outro produto demonstrado durante o evento foi o sistema

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Aposta para 2014: a Magnetic levou a catraca MPP, em que o braço arma e desarma via controle remoto

de evacuação de voz em rede da Voccia. Esse sistema pode ter integração com redes privadas, com sistema VoIP e ser monitorado à distancia. “Ele gera relatórios de todos os componentes do sistema em tempo real de todos os dispositivos que estão espalhados por todo o estádio. Além disso, ele pode ser integrado com sistemas de alarme de incêndio e de emergência de forma expansível ”, completou. Outra empresa que apostou em soluções integradas foi a Johnson Controls. O grupo aproveitou a Expo Estádio para levar aos visitantes uma solução completa de sistemas de controle de acesso. O sistema chamado Dex Safe Venue emite o bilhete e, ao mesmo tempo, cadastra o torcedor, indicando inclusive a área onde é permitida a sua presença. “Esse sistema está associado com a catraca e oferece também a opção de biometria”, explica Emílio Miranda. O destaque da empresa é um sistema integrado de automação Methasis, capaz de gerenciar não apenas câmeras de segurança, mas tudo o que há no entorno de um estádio, como por ar condicionado, sistemas de incêndio, energia elétrica, bombas de irrigação e iluminação;. A Johnson Controls participou do Expo Estádio abordando a questão da integração de segurança para grandes projetos e sistemas ambientais na Expo Estádio 2011. O grupo, que recentemente foi escolhido pelo Ministério dos Esportes para fornecer soluções avançadas de segurança para 12 arenas no Brasil, apresentou algumas das soluções que vão compor o projeto, orçado em US$ 29 milhões. “Em nosso projeto vamos integrar câmeras IP de vigilância, servidores de vídeos para análise, redes de comunicação, sistemas eletrônicos de bilheteria e controle de acesso de massa. Todos esses segmentos serão controlados a partir de soluções desenvolvidas pela Johnson Controls e DEX Brasil Security Solutions, companhia parceria nesse projeto, que com-

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preende o monitoramento das catracas de entrada e implantação de leitores de identificação”, explicou Emílio Miranda, gerente de mercado vertical para Arenas, Museus e Infraestrutura. O objetivo durante o evento foi apresentar sistemas completos de automação em arenas, como lembra Miranda. “Aqui nós estamos trazendo sistemas de automação que integram desde ar condicionado e a parte elétrica até o controle de acesso de torcedores e áreas privativas, além de automação de estacionamentos e vídeoboards. Nós atendemos a todo esse cenário de instalações de Low Voltage”, enfatizou. “A Johnson Controls tem como premissa avaliar as necessidades do cliente final, em termos de conforto, segurança e automação e oferecemos as soluções que melhor atendem essas necessidades, com instalações completas e com o melhor custo”.

Videomonitoramento A Panasonic do Brasil participou pela primeira vez da Expo Airport 2011, evento que fez parte da TranspoQuip Latin America, demonstrando algumas de suas principais tecnologias para videomonitoramento. “O mercado de vigilância está bastante aquecido com a aproximação da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil e a Panasonic está inserida nesse contexto ao oferecer soluções completas para segurança”, afirma Luis Sérgio Corrêa, Engenheiro Eletrônico da Panasonic do Brasil. Um dos lançamentos que a Panasonic apresentou durante a feira foi a câmera WV-SC385, um modelo dome HD de 1,3 megapixel com zoom óptico de 18 vezes além de dois extra zoom, que permite

uma qualidade de imagem de 36 vezes de zoom e 12 vezes digital. Outro lançamento foi a câmera fixa WV-SW155, que pode ser utilizada em sistemas móveis como ônibus, carros e trens, com resistência a vibração e impacto. O modelo também possui a função Day/Night com alta sensibilidade, permitindo o monitoramento de locais com pouca iluminação. “A vantagem desse equipamento é que ele pode ser usado tanto em ambientes internos como externos por conta do seu grau de proteção, que é IP 66, sendo a prova de poeira e água. Além disso, ela tem uma lente grande angular com baixa distorção”, explicou Corrêa. Durante a Transpoquip, a Flir participou mostrando os seus sistemas de videomonitoramento para aeroportos e tráfego de veículos. No segmento de rodovias, a empresa destacou as vantagens do uso das câmeras térmicas junto com softwares de análise de vídeo para a contagem de veículos e aprimoramento das vias. “As câmeras da Flir estão sendo usadas para automatizar esse processo e temos feito muito sucesso nos EUA. Outra novidade é a vigilância de perímetros para portos e aeroportos para detecção de intrusão de animais e de pessoas, ou até mesmo de furtos e roubos”, explicou o engenheiro Guilherme Otero. “Para o segmento de aeroportos são usadas as câmeras IP e nós apresentamos seis modelos que podem ser escolhidas pelo cliente, de acordo com as suas necessidades”, completou. Otero lembrou que no caso de condomínios residenciais são usadas as câmeras fixas de curto e médio alcance. “A Flir é a única empresa do Brasil que possui em sua linha mais de trinta modelos de câmeras térmicas, o que nos habilita a atender mercados tão diferenciados”.

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Segurança A Abese promove a sétima edição do Congresso Internacional de Segurança, que se propôs a discutir alguns dos principais problemas do setor. Ao mesmo tempo, reuniu integrantes de empresas que apresentaram seus produtos e soluções de CFTV e estrutura para os grandes eventos. Por Eduardo Boni Fotos: Divulgação

Entre os participantes do congresso estavam gestores e empresários do setor de segurança eletrônica.

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Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança) promoveu nos dias 24 e 25 de novembro, em São Paulo, a sétima edição do Congresso Internacional de Segurança. Este ano o tema escolhido foi “A evolução do vídeo monitoramento além da segurança”, que teve como objetivo apresentar as novas tecnologias disponíveis no mercado para este segmento. “Os segmento de CFTV e de sistemas de intrusão representam 40% do mercado de segurança. Nós optamos por abordar um tema que despertasse interesse por parte do público e, ao mesmo tempo, trouxesse as empresas de câmeras e CFTV para mostrar as suas soluções em nosso evento e como estão se preparando para esta demanda”, explicou Carlos Progianti, presidente nacional da Abese. Durante os dois dias do evento, o salão do Novotel Jaraguá esteve repleto de pessoas interessadas em ouvir as novidades, com o público formado principalmente por empresários, gestores e supervisores do segmento de segurança. Mário Filho, diretor da divisão de sistemas da Johnson Controls abriu a programação com a palestra tecnologia IP / HD, falando sobre os projetos com câmeras IP, tecnologias e case de sucesso, como por exemplo, a integração de sistemas tecnológicos para estádios e arenas. Em seguida Marcelo Colareno,

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diretor da Câmara Argentina de Segurança Eletrônica (CASEL), falou sobre controle de acesso e gestão de identificação, destacando os diferentes tipos de usuários. “A busca por novas tecnologias é constante, mas depende de inúmeros fatores. Acompanhamos todo o avanço da biometria, porém não vimos essa tecnologia se popularizar, por outro lado, podemos contar

O congresso foi encerrado com um debate entre os palestrantes e o público

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Evento ABESE

com sistemas bem acessíveis, contribuindo para popularizar a sua utilização, como o reconhecimento de impressões digitais, cercas elétricas e o monitoramento à distância”. Os executivos da Segware, Luiz Bonatti e Ivo Junkes, fizeram uma explanação sobre gestão para central de videomonitoramento utilizando o Sigma. Marcio Ferreira, Gerente Nacional de Vendas da Intelbrás, fez um pequeno histórico da empresa, com as diversas soluções que o grupo oferece no mercado. “Começamos a atuar no segmento de segurança desde 2007 e hoje a unidade de Segurança Eletrônica da Intelbrás é a que teve maior faturamento dentro da empresa”, afirmou. O diretor da área de monitoramento na Siemens no Brasil, Leandro Martins fez uma breve apresentação sobre o futuro das centrais de monitoramento. Encerrando o primeiro dia, Tácito Augusto Leite, diretor da Indra, ministrou sobre a importância da segurança da informação, explicando como proteger o sigilo dos clientes.

Cenário otimista No segundo dia, o evento começou com a palestra dos gestores de tecnologia e operações da Prosegur, que fizeram um panorama sobre a evolução dos sistemas integrados de segurança. Além disso, abordar a evolução dos sistemas integrados de segurança, também apresentaram o resultado da participação da empresa no evento Rock in Rio 2011. “Cerca de 500 profissionais estiveram envolvidos na operação que uniu equipe humana e tecnologia para fazer segurança com inteligência. Todos os profissionais que fizeram parte da operação passaram por um rígido treinamento específico para grandes eventos”, comentou Danilo Leandro. “Fazer a segurança de um evento é complicado, precisa de muito planejamento, pois não é fácil lidar com pessoas e isso pode gerar problemas. A segurança de grandes eventos demanda cautela, concentração e inteligência”, concluiu André Campos. A TecVoz também esteve presente no evento com Nivaldo Felizola, que falou sobre a importância da customização das Centrais de Videomonitoramento. O coordenador do Grupo de Estudos Técnicos de Segurança da Universidade de São Paulo, Ronaldo Pena, destacou outro aspecto importante abrangendo a infraestrutura para implantação de centrais de vídeomonitoramento, apresentando os projetos de parcerias público-privadas para a implantação dos sistemas em diferentes projetos. O Seminário Internacional da Abese teve a participação de representantes do poder público, como o Comandante Geral da Polícia Militar, Álvaro Batista Camilo, que apresentou números sobre segurança pública e falou sobre a evolução e a importância do videomonitoramento nesse setor. O evento foi encerrado com um debate que teve a participação de ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, que está presidindo o Comitê Público Olímpico, falou aos participantes no segundo dia do Congresso reforçando a importância da tecnologia somada à estrutura física para vencer a grande preocupação com a segurança nos grandes eventos esportivos que serão realizados no Brasil nos próximos anos. “A segurança é a nossa principal preocupação. Por isso, reunir inteligência e tecnologia, cenário permitido com os sistemas eletrônicos de segurança será fundamental para garantir a segurança das atividades, comunidades e demais situações ao redor dos eventos esportivos”, afirmou.

Carlos Progianti, presidente da Abese, enfatizou o crescimento do setor de CFTV e a importância da especialização

Henrique Meirelles, presidente do Comitê Público Olímpico, lembrou importância da tecnologia somada à estrutura física para oferecer segurança de alto nível nos grandes eventos

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Entrevista MARCOS MENEzES

Em defesa do O diretor de vendas e marketing da Bosch, Marcos Menezes, falou com exclusividade à Revista Digital Security e não se furtou em dar suas opiniões sobre o mercado de segurança eletrônica. Disse que estamos prontos para os grandes eventos, mas que é preciso aliar os projetos à consciência do legado, que deve estar em primeiro plano quando se fala em Copa do Mundo e Olimpíadas. Frisou que é um segmento que ainda está se estruturando e que, até por isso, carece de uma legislação específica em que sirva de referência para os profissionais desse mercado.

Por Eduardo Boni

Revista Digital Security: Como a Bosch enxerga o mercado de segurança eletrônica no Brasil? Marcos Menezes: O mercado de segurança eletrônica no Brasil está em continuo crescimento e contará com uma aceleração nos próximos 4 anos e retornando aos níveis normais a partir de 2017. Praticamente todos os fabricantes internacionais de alguma forma já estão presentes no mercado brasileiro, via um representante, distribuidor ou de forma de direta. Os grandes integradores mundiais já finalizaram ou estão em fase final de seus processos de fusão, aquisição e parcerias com empresas locais. Existe demanda para todos os portes de projetos principalmente para os de alta segurança, que exige integradores especializados e equipamentos de alta disponibilidade e confiabilidade, onde nossa principal de linha de produtos e soluções atuam. Esse cenário exige uma integração e sinergia muito forte entre todos os atores de um processo de compra, cliente, integrador e fabricante, com o objetivo de minimizar os erros, garantir a funcionalidade de toda a solução, treinamento continuo dos usuários e garantia de todos os equipamentos. Revista Digital Security - Como funciona a legis-

lação sobre segurança? Marcos Menezes: Quando o cliente faz um sistema de grande porte, ele tem dúvidas sobre quem pode prover as melhores informações: o projetista, o integrador ou o fabricante. Isso pode ser explicado também pela falta de uma legislação específica e clara sobre quem é quem na indústria de segurança. Mas, felizmente, estamos começando a trabalhar para isso e nesse novo cenário a mídia direcionada tem um papel importantíssimo. No mercado de segurança de detecção de incêndio essas especificações já existem, inclusive com detalhes que seguem uma norma.

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Marcos Menezes: O mercado de segurança eletrônica ainda carece de uma legislação que lhe dê embasamento para atender a um público cada vez mais exigente.

Em relação ao mercado de vídeo não há normas. Algumas empresas já desenvolveram seu padrão, porque quando vier a norma, será muito mais fácil adequar o padrão existente à norma. Revista Digital Security - Faltam bons projetos e

projetistas? Marcos Menezes: Hoje os projetos estão evoluindo e já começa a existir mais profissionais especialistas em projetos de segurança. Os projetos passam a ter sustentação muito grande e, por conta da tecnologia que está evoluindo, há uma série de questionamentos ligadas basicamente a operação, manutenção dos sistemas e qual o custo total de propriedade dessa solução. O que percebo é que o mercado começa a sinalizar por projetos mais simples e eficientes, com resultados mais consistentes, mas sempre com um projetista liderando todo o processo. O cliente hoje quer o funcionamento do sistema que foi instalado full time. Isso obriga a buscar qualidade sempre. Revista Digital Security - Como o senhor vê o mer-

cado de segurança no Brasil? Marcos Menezes: O Brasil está passando por um processo de amadurecimento obrigatório porque a questão de segurança é

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muito importante para o país. Mas é preciso cuidado, porque há muitas empresas internacionais querendo esse momento de crescimento, realizar alguns negócios e, depois, ir embora. Para se ter uma ideia, teremos 16 megaeventos até 2016 – uma média de três a cada ano – e isso gera uma pressão para se concretizar negócios no Brasil a qualquer custo. E trabalhar sem a devida atenção resultará em os riscos que nós já conhecemos. Revista Digital Security – Quais os produtos que a Bosch está colocando no mercado em termos de tecnologia de segurança? Marcos Menezes: Há muita coisa nova que disponibilizamos. Nós temos nove unidades de negócios dentro do segmento de segurança, que são os seguintes: sistemas de vídeo, detecção de incêndio, intrusão, controle de acesso e sistemas, congressos, chamadas de evacuação por voz, sonorização profissional (Eletro Voice), sistemas de intercomunicação e broadcast de áudio (RTS), integração e controle de comunicações (Telex). São conjuntos totalmente diferentes e que apresentam uma série de particularidades e lançamentos todos os anos. Esses lançamentos vão de câmeras e processadores a softwares para operação e análise inteligente de vídeo. Manter o roteiro de lançamentos desses segmentos requer um investimento muito grande – em toda a Bosch ele gira em torno de 4 bilhões de euros por ano em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias. Para exemplificar o resultado desse nível de investimento, em média, a cada trinta minutos, a Bosch requer uma nova patente. O primeiro desafio é nosso. É preciso entender esses lançamentos, os locais onde eles podem ser aplicados – porque há soluções globais e necessidades dos mercados locais. Há uma série de divisões dentro do mercado de vídeo, por exemplo: captura, operação, armazenamento, gestão de vídeo. São conjuntos totalmente diferentes e que apresentam uma série de particularidades e lançamentos todos os anos. Eles lançamentos vão de câmeras e processadores a softwares para operação de vídeo. Revista Digital Security – Há mercados específi-

cos em que a empresa vem atuando? Marcos Menezes: A Bosch tem investido constantemente na redução de alarmes falsos e na detecção de intrusão. E hoje, os nossos detectores de intrusão são considerados os mais confiáveis do mundo. Quando lançamos um produto e a suas versões atualidades elas acompanham as novidades do mercado e procuram detectar todo tipo de sabotagem. Outro grande investimento da empresa é no segmento de detecção de incêndio. Hoje nós temos o sensor multicritério com duplo feixe de detecção de incêndio, um vermelho e outro azul para reflexão nas partículas de combustão dentro da cápsula do detector. Isso é um investimento pesado que estamos fazendo. Na área de intrusão nós atendemos as centrais industriais e o mercado bancário. Temos ainda uma linha de som e sistemas de evacuação – mas como disse anteriormente, o desafio é comunicar com os mercados certos, e isso passa primeiro pelo grupo de profissionais que estão dentro da Bosch no Brasil. Revista Digital Security - Como o mercado brasi-

“Não podemos focar apenas nas oportunidades. É preciso se preocupar em permitir a estruturação de uma legislação em nome do mercado. O desafio é descobrir qual o nosso papel na construção do mercado de segurança eletrônica no Brasil.

leiro está inserido dentro desses lançamentos? Marcos Menezes: Tivemos algumas dificuldades de adaptação por conta da nova legislação de plugs e conectores, além da legislação. Somos nós que colocamos os nossos produtos no mercado brasileiro e, por isso, somos responsáveis pela regulamentação oficial e as certificações com as agências reguladoras. Para fazer as certificações nós gastamos muito dinheiro todos os anos - cerca de R$ 10 mil a R$ 15 mil com cada produto. Esse é um custo que o consumidor final normalmente desconhece e que é de responsabilidade do importador. Nós temos uma linha de produtos, cada um com certificados diferentes – e todo tipo de ultrassom e micro-ondas que utilizam meio de transmissão tem de ter a certificação da Anatel. Hoje, qualquer modem, GPMS, frequência emitida por qualquer um dos nossos equipamentos tem de ter a certificação da Anatel. Isso exige estrutura. Há alguns lançamentos que fizemos, como a câmera de processamento IP, que não tem concorrentes. Revista Digital Security – Como funciona a tropi-

calização de um produto? Marcos Menezes: Essa é uma questão que nós temos trabalhado muito porque temos que fazer com que os produtos sejam vencedores nos mercados em que entram. Atentar para as necessidades de cada aplicação para a realidade brasileira é o grande desafio. A câmera para monitoramento IP é um produto campeão de vendas, que nasceu com o melhor dos dois mun-

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“O mercado começa a sinalizar por projetos mais simples e eficientes, com resultados mais consistentes, mas sempre com um projetista liderando todo o processo. O cliente hoje quer o funcionamento do sistema que foi instalado full time. Isso obriga a buscar qualidade sempre.

dos – analógico e IP - e que foi montada a partir da câmera de processamento de 20 bits, aliadas a outras tecnologias, iluminação a LED com difusor 3D, que a transformaram num produto para proteção de perímetro sem concorrentes no mercado (os produtos são a NEI-30 e VEI-30) Nós vamos lançar a linha Advantage Line, que, na primeira fase, terá 35 produtos voltados para esse mercado intermediário, que atinge desde o grande até a base da pirâmide. Para esse lançamento é preciso treinar a equipe de vendas e a assistência técnica, já que damos três anos de garantia. Essa linha será comercializada através da rede de distribuição que, por enquanto, conta com três distribuidores: Anixter, Loja Elétrica e Khronos. O desafio é fazer com que o produto venda bem no Brasil e que possamos oferecer toda a assistência, seguindo a política hoje, amanhã e dez anos depois. Revista Digital Security – Quais os principais par-

ceiros da Bosch na área de segurança? Marcos Menezes: Nós temos hoje parceiros focados. Sempre buscamos o especialista direcionado para a área da atuação que precisamos. São grupos de parceiros especializados em mineração, shopping, monitoramento de cidades e rodovias. É difícil ter um parceiro que tenha a capilaridade de atender em todo o território nacional. De acordo com o projeto, temos um grupo de parceiros que nos auxiliam - e aí estão desde empresas conhecidas do mercado até empresas que só atuam

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em um pequeno nicho de mercado. Temos um mix de integradores que nos ajudam e esse grupo está em crescimento. Hoje, buscamos integradores inseridos dentro de um nicho de negócio em uma região específica do país. Isso é feito após uma avaliação de cada potencial empresa parceira. Revista Digital Security - Depois da experiência na África do Sul, qual a bagagem que a Bosch dispõe para realizar o evento no Brasil? Quais serão as diferenças? Marcos Menezes: Temos uma estrutura global especifica para arenas e estádios de futebol, que fica na Alemanha. Esse pessoal já esteve no Brasil há dois anos para fazer um evento específico para estádios. Há ainda uma estrutura nos Estados Unidos que se complementa com essa equipe alemã. No caso do Brasil, já existe toda a estrutura disponível e podemos usufruir dos dois grupos. A Pro Sound, a empresa que forneceu e instalou os sistemas de som na Africa do Sul fez uma parceria com a Telem, uma de nossas especialistas em sonorização para arenas no país. Quando falamos em sonorização para arenas esportivas, existe um histórico grande de aplicação de sonorização profissional para estádio, com ênfase na inteligibilidade. É o sistema mais crítico de instalação numa arena esportiva, porque se houver algum problema de sonorização numa estrutura fechada o resultado é geração de pânico. Como todas essas experiências que tivemos, desenvolvemos uma musculatura para encarar os desafios dos grandes eventos. Nosso objetivo no Brasil é ser o maior fornecedor tecnológico para as arenas e para toda a infraestrutura que envolva os mega eventos. Obviamente, isso será feito de forma distribuída e com plataforma de integração para atender desde o segmento de segurança até as divisões de termo tecnologia, com os sistemas de ar condicionado e aquecimento de água, além da transformação de energia elétrica em fotovoltaica. Isso é um mundo, mas temos condições de realizar por conta das nossas experiências anteriores. Na realização da Copa do Mundo Sub 20, em 2011, os sistemas de sonorização de seis dos oito estádios contaram com a tecnologia Eletro Voice/Bosch. Revista Digital Security - O Brasil está pronto para a Copa do Mundo? Marcos Menezes: O brasileiro gosta de desafios e isso faz aflorar a criatividade. Não tenho dúvidas de que tudo vai acontecer da melhor forma e funcionará perfeitamente, com boas instalações e todo o conforto para os turistas. Nós somos o país do futebol e tem muita gente envolvida em fazer desta Copa do Mundo o maior de todos os eventos. É diferente trabalhar para fazer um evento no lugar que é o País do Futebol e fazer parte desse processo é um privilégio. Exige responsabilidade e temos pessoas competentes para atuar no evento. Recentemente, a realização dos Jogos Militares e o Rock in Rio 2011 mostraram que o brasileiro sabe fazer grandes eventos e tem uma capacidade de execução impressionante. Inclusive, esses dois eventos contaram com nossa tecnologia. A minha preocupação é com o legado que isso vai trazer e como vamos aproveitá-lo de forma construtiva, com toda a estrutura gerando valores para nosso país de forma efetiva Revista Digital Security - Vocês fazem roadshows? Marcos Menezes: Temos uma estratégia de lançamentos que está sendo melhorada. Temos lançamentos de determinadas

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“Manter o roteiro de lançamentos requer um investimento muito grande – em toda a Bosch esse valor gira em torno de 4 bilhões de euros por ano em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias.

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linhas de produtos para públicos específicos. Nesse nicho entram mercados como o segmento prisional, aeroportuário e shoppings, entre outros. O formato é o mesmo, sempre com palestras, onde entramos com approach técnico. Recentemente, promovemos um encontro no sul do país, passando por Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre e Blumenau, falando para integradores e instaladores especificamente sobre a linha de incêndio e de intrusão. Foi um sucesso porque atendemos diversos mercados em um único encontro. Além disso, esse é um dos portfólios mais fortes da divisão que mais cresceu dentro da Bosch nos últimos oito anos. Revista Digital Security – O que é preciso para

fortalecer o mercado de segurança no Brasil? Marcos Menezes: Precisamos pensar no futuro. Pouco se pensa em longo prazo, isso é uma das responsabilidades dos fabricantes que têm compromisso com o país. Nossas ações de hoje tem de prospectar o futuro e estar estruturadas dentro de padronizações e normas. Não podemos focar apenas nas oportunidades. É preciso permitir a estruturação de uma legislação em nome do mercado. O desafio é descobrir qual é o nosso papel na construção do mercado de segurança eletrônica no Brasil.

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Case Study Mooca Condominium Club

Proteção e respeito Condomínio na Mooca monta sistema de CFTV IP de alta definição com equipamentos de última geração da Avigilon Por Eduardo Boni

O monitoramento das câmeras Avigilon está presente também na área destinada ao playground

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questão de segurança em condomínios residenciais é uma das que mais preocupa os cidadãos em todo o país. Não é de hoje que, por falta de um sistema eficiente de videomonitoramento, mesmo os edifícios de alto padrão, localizados em áreas nobres das grandes metrópoles sofrem com invasões e roubos, sem que praticamente nada possa ser feito para impedir a ação dos criminosos. Apesar de nunca terem sofrido com algo parecido, os moradores do Mooca Condominium Club – conjunto residencial projetado em duas torres e inaugurado nesse bairro em 2010 – o síndico propôs a criação do Comitê de Segurança formado pelos próprios moradores, ideia prontamente aceita, uma maneira inteligente de zelar pela sua integridade física e sua própria segurança. Entre as decisões tomadas por essa comissão estava a de implementar um sistema de segurança eletrônica no condomínio, o que foi feito este ano pela integradora FCF em parceira com a distribuidora Policom, de São Paulo, um ano após a inauguração do edifício residencial. Depois de um diagnóstico realizado pela Policom São Paulo em

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parceria com a integradora, ficou decidido que a melhor solução seria apostar em um sistema de CFTV IP de alta definição, além da necessidade de adequação da infraestrutura deixada pela construtora, que era insuficiente para atender as necessidades de videomonitoramento de alta definição das câmeras responsáveis pela segurança perimetral, das entradas e das áreas comuns. A ideia foi de André Mendonça Palmuti, o atual síndico do condomínio, que solicitou propostas a empresas especializadas em CFTV. De acordo com ele, as propostas eram muito diferentes entre si, o que tornou difícil o trabalho de escolher o melhor projeto. Entre os projetos apresentados, o da Policom São Paulo foi o vencedor por mostrar de forma clara as diferenças entre os tipos de câmeras disponíveis no mercado. “Nós apresentamos ao cliente filmagens do local comparando a solução Avigilon com algumas soluções analógicas e IPs disponíveis no mercado, o que tornou ainda mais evidente a diferença na qualidade de imagem e dos recursos disponíveis nos equipamentos da marca”, explicou Sandro Gonçalves de Souza, diretor comercial da Policom São Paulo. O executivo da empresa lembra que o fator importante para o

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Ao todo foram instaladas 45 câmeras, que estão dispostas em ambientes como a área de recepção do condomínio.

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Case Study Mooca Condominium Club

Nas áreas externas as câmeras têm iluminadores IR e são protegidas por caixas. Tem padrão IP 66, ideal contra poeira e água

sucesso do empreendimento foi a consciência dos integrantes do Comitê sobre a importância de se investir em um sistema de CFTV de boa qualidade. “Sabemos que na grande maioria dos projetos residenciais o custo sempre é o ponto mais critico, o que acaba forçando a compra de sistemas com qualidade duvidosa. Neste projeto o custo foi um fator importante, mas a exigência por nitidez e qualidade, felizmente, não foi menosprezada”. Para o Comitê de Segurança do Mooca Condominium Club essa foi a melhor solução, conforme lembra Palmuti. “Fizemos a opção com base na qualidade técnica do projeto e, por isso, convidamos a Policom São Paulo a participar do projeto. Dessa forma, obtivemos uma consultoria técnica e diferenciada, inclusive com testes de vídeo da área do condomínio, sem qualquer custo”, ressalta.

O monitoramento começa na guarita, localizada na entrada do condomínio

A solução Avigilon tornou ainda mais evidente a diferença na qualidade de imagem e dos recursos disponíveis nos equipamentos da marca em relação à concorrência

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Opção pela qualidade O Mooca Condominium Club tem uma área total de quase 39 mil metros. Portanto, garantir a segurança dos moradores e preservar o patrimônio num espaço tão grande não é tarefa das mais fáceis. Para dar conta desse nível de exigência, a FCF Integradora tomou todos os cuidados na instalação. No total são 33 câmeras Avigilon de 1 e 2 Megapixel H264 ONVIF com cabeamento UTP categoria 6. Nas áreas externas câmeras têm iluminadores IR e são protegidas por caixas. Além disso, tem padrão IP 66, o que as protegem de poeira e água. Além das 33 câmeras IP de alta definição o condomínio conta com mais 12 câmeras analógicas, posicionadas nas áreas comuns do condomínio, que abriga 132 apartamentos distribuídos em duas torres – nas quais ainda se encontram toda a área de lazer e as comodidades que fazem do espaço um clube. “Para cobrir toda essa área tivemos a vantagem da aplicação de sistema IP. Com ele pudemos fazer uso das câmeras PoE (Power over Ethernet), que acabaram por minimizar investimento em infraestrutura, por causa da economia energética, já que a alimentação dos equipamentos pode ser feita com energia elétrica enviada via cabo de rede”, explicou Heberty Franclin Silva, diretor do Grupo FCF, que fez toda a instalação do sistema.

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A entrada e saída de veículos é monitorada por modelos IP de 2 megapixels com padrão H.264 ONVIF

Mesmo nas áreas internas do condomínio, é comum a presença das câmeras senta preço competitivo”, explicou o executivo da Policom SP. Para completar a instalação, os switches CISCO 10/100/1000 fazem o gerenciamento da rede cat.6 dedicada ao sistema de CFTV IP instalado. “Esta é a primeira aplicação da tecnologia Avigilon no Brasil em um condomínio residencial. O projeto total levou dois meses para ser concluído e teve um investimento total de R$ 200 mil pelo condomínio”, recorda o gerente comercial da Policom. Além do aspecto técnico, um dos pontos chave para Policom São Paulo e FCF vencerem a concorrência foi o esforço conjunto em viabilizar o pagamento parcelado do projeto.

Qualidade a cada pixel O Mooca Condominium Club está repleto de câmeras dome IP de alta definição. Esses modelos são capazes de captar 30 imagens por segundo em resoluções de 720p e 1080p em 16:9 Ele lembra ainda que, para fazer o atendimento das 12 câmeras analógicas mini dome de 540 linhas estão instaladas nos elevadores e nas garagens. Elas estão conectadas aos encoders da Avigilon, o que proporcionou ganho na qualidade da imagem e permitiu converter o sinal para digital, de forma a permitir que as imagens também sejam armazenadas no NVR (Network Video Recorder) das câmeras IP. Entre as etapas do projeto estavam a construção de uma cerca elétrica, o projeto linear de controle de acesso e CFTV com sistema de gravação em NVR Avigilon de 5 Terabytes. Todo o cabeamento Categoria 6 necessário aos sistemas é da Tyco AMP NetConnect, com todos os pontos certificados com DTX 1.800 da Fluke Networks. Conforme lembra Sandro da Policom SP, esse tipo de cabeamento da TE Connectivity (novo nome da Tyco Electronics) é um dos mais consumidos no país por conta de seu custo-benefício. “Ele foi uma escolha perfeita para este projeto: tem performance técnica excelente, é marca reconhecida e apre-

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Todo o projeto do Mooca Condominium Club foi baseado no conceito de pixel por metro, um formato diferente dos projetos habituais. Ele considera a largura de cada da cena de cada ambiente, enquanto que os projetos convencionais fazem o posicionamento das câmeras levando em conta somente a abrangência das lentes em relação às distâncias a serem cobertas. Como explica Sandro Gonçalves de Souza, um pixel é geralmente considerado como o menor componente de uma imagem digital. E a definição de pixel é dependente muito do contexto no qual a palavra está inserida. “Podemos falar em pixels transportados por sinais eletrônicos, representado por valores digitais, pixels em dispositivos de exibição como monitores ou pixels presentes nos elementos fotossensores de uma câmera digital. De forma prática, o conceito de pixel por metro permite, por exemplo, com 164 pixels por metro, a identificação de uma pessoa ou objeto que ela esteja carregando”. Outro ponto que mereceu atenção durante a fase de diagnóstico e projeto diz respeito à questão estética, para não alterar o projeto arquitetônico. “Nesse aspecto, o design das câmeras Avigilon também ajudaram ao projeto, pois o resultado final foi uma instalação elegante, que contribuiu para manter a arquitetura diferenciada do condomínio”, enfatiza Sandro.

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Monitoramento diferenciado

O movimento e as imagens captadas pelas câmeras são processadas imediatamente e armazenadas por 20 dias, na mesma qualidade em que foram captadas

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om um empreendimento diferenciado para a região, o Mooca Condominium Club inovou com o seu conceito de condomínio-clube. Para garantir que todo o sistema de videomonitoramento funcione corretamente, há uma central de segurança que conta com um rack de 19 polegadas, no qual estão concentrados os switches, o servidor e os encoders da Avigilon que atendem 12 câmeras analógicas. “Para balancear a carga de energia, as caixas com iluminadores IR (Infravermelho) receberam alimentação elétrica via três switches PoE (Power over Ethernet) são modelo Micronet SP6005P4 10/100M de 4 portas, com a função específica de fornecer energia para os iluminadores IR. O software Avigilon Control Center está instalado no servidor de 5 Terabytes e é acessado pelos via rede UTP. A visualização das câmeras é feita através de dois monitores de 22 polegadas. “O software Avigilon Control Center é fácil de operar, totalmente em português e oferece até 36 sinais de vídeo por monitor. A exportação é intuitiva e permite acesso remoto via browser, iPad e iPhone”, explica Sandro.

O coração do sistema inclui um servidor NVR de 5 Terabytes e cabeamento Categoria 6. Switches da CISCO fazem o gerenciamento da rede cat.6 dedicada ao sistema de CFTV.

O software O software Avigilon Control Center é uma plataforma de segurança distribuída em rede preparada para capturar, gerenciar e armazenar vídeo monitoramento multi-megapixel de alta definição, com gerenciamento eficiente de largura de banda e armazenamento. O Avigilon Control Center grava e gerencia áudio e vídeo de toda a linha de câmeras IP 1 a 29 megapixel. Além disto, o sistema pode acomodar câmeras analógicas PTZ, câmeras analógicas convencionais, encoders e câmeras IP de outros fabricantes do mercado. A gravação redundante de múltiplos NVRs permite um espelhamento total ao vivo de todos os vídeos em alta definição. A função fail-over garante gravação ininterrupta se um NVR ficar indisponível. Funções integradas de backup e restauração permitem que os vídeos HD gravados de múltiplas câmeras sejam transferidos de modo seguro de um NVR em um agendamento definido. A gravação redundante de múltiplos NVRs permite um espelhamento total ao vivo de todos os vídeos em alta definição. A função fail-over garante gravação ininterrupta se

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um NVR ficar indisponível. Funções integradas de backup e restauração permitem que os vídeos HD gravados de múltiplas câmeras sejam transferidos de modo seguro de um NVR em um agendamento definido. Aloque mais capacidade de gravação para eventos recentes e compacte gravações antigas para maximizar o aproveitamento, utilizando a função Avigilon HDSM Data Aging. A interface avançada de linha de tempo aliada à diferenciada capacidade de “arraste e zoom” permite controle do vídeo gravado de alta definição, sejam avançando ou retrocedendo com variação de velocidade de até 8x o tempo real. Um sistema de rápida atualização de vídeo gravado permite navegação ágil e intuitiva para identificar eventos chave e mudanças súbitas nos ambientes. Outra vantagem do software está em preservar os investimentos já realizados pelo cliente. “Esse software oferece a oportunidade de construir um sistema híbrido, que permite uma migração financeiramente coerente do analógico para o megapixel. Ele tem uma interface poderosa, intuitiva e fácil de usar, permitindo aos operadores responder e avaliar eventos com eficiência, com o mínimo treinamento”, finalizou.

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Reportagem ISC Brasil

Mudanças Novidades na organização do ISC Brasil servem para colocar o evento no patamar dos mais representativos da América Latina quando se fala em segurança eletrônica.

Da Redação

José Danghesi: “O crescimento qualitativo do público do ISC Brasil influenciou diretamente a parceria com as melhores empresas do mercado.”

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om mais de 36 anos e duas edições anuais nos Estados Unidos, a ISC é uma das maiores feiras mundiais do segmento de segurança eletrônica. No Brasil, promoveu a sua sexta edição este ano e se firma, cada vez mais, como o principal centro gerador de negócios, de informações e da difusão da cultura preventiva para este setor. A feira ganhou porte, maturidade e a cada ano os expositores que têm maior identificação com a indústria e com as soluções de segurança vão aderindo ao evento. De acordo com José Danghesi, presidente da ISC Brasil, há uma mudança em curso no perfil do encontro. “Percebemos que o número de visitantes está crescendo e, mais importante, sem perder qualidade. Aos poucos o ISC Brasil está ganhando mais corpo e ganhando um perfil interestadual”, afirma. O cenário positivo chega depois de um grande esforço dos organizadores desde 2006, quando foi relizada a primeira edição da feira, uma herança de outro evento chamado Inter Defesa. “Nesse evento, a temática segurança eletrônica era um pequeno departamento dentro dela. Naquela época não tínhamos a participação da indústria, pois

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ela estava interessada na Exposec. Foi a partir de um pedido da indústria que nós criamos a ISC”, lembra. Agora, o evento busca resgatar o público focado em segurança urbana, estabelecendo dentro do ISC um palco para o debate da questão de segurança pública. Segundo Danghesi, os números do Ministério da Justiça indicam que a Força Policial brasileira tem cerca de 550 mil homens, sendo 127 mil apenas na cidade de São Paulo. “Isso nos incentivou a promover um fórum de discussão sobre o tema, que vem sendo apoiado pelas autoridades como o secretário de as-

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Reportagem ISC Brasil

suntos penitenciários. Eles nos pediram ajuda para soluções alternativas em equipamentos e materiais para construção civil em presídios”, destacou. Segundo Danghesi, a grade para o próximo terá eventos para vários segmentos do setor. “Hoje, a ISC Brasil é um evento com muita força internacional, uma data estratégica, apenas três semanas após a ISC West e se tornou um evento obrigatório para os players de mercado. Nessa data, São Paulo vira o centro mundial da segurança eletrônica. Todos os lançamentos mundiais que aconteceram no início do mês em Las Vegas é repetido aqui em São Paulo”.

Palestrantes ilustres Para confirmar a importância que o ISC Brasil vem ganhando mundialmente, o Congresso Internacional de 2012 terá a participação de executivos de algumas das maiores empresas do setor, como presidente da Tyco, que fará a abertura do congresso. Além deles, haverá a participação de executivos da HID, Ultraq e Lenel. “Em 2009 tivemos a presença dos presidentes da Bosch e da Pelco, e no ano passado a participação do presidente mundial da Axis. Trazer os presidentes dessas empresas líderes traz benefícios em alguns pontos: para a feira, por contar com representantes de renome, e para a companhia que está instalada no Brasil, mas que às vezes não recebe a visita do presidente mundial”.

Novas parcerias

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m outubro deste ano a Reed Exhibitions Alcantara Machado, organizadora da ISC Brasil, esteve no Ministério da Justiça representada por José Danghesi e Eduardo Sanovicz, para firmarem o acordo de parceria com o Ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardoso. Estavam presentes também Regina Miki, chefe da SENASP (Secretaria Nacional de Segurança Pública), Augusto Eduardo de Souza Rossini, diretor do Departamento Penitenciário Nacional e Odécio Rodrigues Carneiro, diretor de Logística da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça. “Com o crescimento do trabalho, conseguimos olhar nosso evento sob vários ângulos e buscar as parcerias corretas para o seu crescimento, mesmo porque, agora, o ISC Brasil tem o que oferecer e está muito bem formatado e posicionado dentro do mercado de segurança no país”, afirma Danghesi. Durante o encontro foi firmada uma parceria com o Ministério da Justiça. O ministro José Eduardo Martins Cardoso fará a abertura oficial do evento e uma palestra magna para o público. Além disso, o Ministério da Justiça apresentará também uma gama de palestras com os representantes dos departamentos da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Senasp, Sesge e Penitenciária.

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Reportagem WDC

Pé na Com o objetivo de descobrir qual a realidade da infraestrutura de telecomunicação do país, a WDC está visitando cidades em todas as regiões do país. No caminho, muitas surpresas, experiências novas e uma certeza: o Brasil é um país com enormes contrastes. Por Eduardo Boni

A bordo de uma picape montada com a mais alta tecnologia, a Expedição WDC/Abranet vai passar por mais de 100 cidades para fazer um levantamento sobre as condições dos sistemas de telecomunicação no País.

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epois de lançada com toda a pompa durante a Futurecom 2011, a Expedição WDC / Abranet está há mais de um mês rodando pelas estradas do Brasil. O primeiro trecho da Expedição começou no dia 26 de outubro, na região Centro-Oeste, com a largada em Brasília. A partir daí, a missão é percorrer cidades como Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. O grupo está na estrada e já passou pela Chapada dos Guimarães, onde a receptividade da população foi excelente e reservou grandes surpresas para o grupo, como por exemplo, saber que o dono do provedor local Infonet/VSP, não tem acesso à internet na própria casa. Na viagem, uma parada na cidade de Nobres e mais uma vez, hora de encarar a BR-163, que liga Cuiabá ao Pará. No trajeto, surpresas: falta de gasolina e postos a quilômetros de distância. Tensão total para o grupo, que foi salvo por pegar o “vácuo” de uma carreta por cerca de 20 quilômetros. Para deixar tudo mais difícil, na maior parte desse trajeto, nada de sinal de celular e redes wi-fi praticamente inexistentes. No dia 9 de novembro, chegada a Lucas do Rio Verde, uma das cidades de melhor IDH do Brasil, com taxa de crescimento astronômica, tudo graças ao agronegócio. Daí, este ser um dos locais mais interessantes do trajeto, com ruas e avenidas largas, postes de iluminação com design e,

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principalmente, internet. Sim, lá todos são bem servidos e os provedores sem-fio apostaram na qualidade do serviço. Ali, o grupo visitou alguns clientes antes de por o pé no asfalto novamente. Próxima parada: cidade de Sorriso, na qual o desenvolvimento fala alto, o que significa mais planejamento- com boas vias de acesso, crescimento planejado, mas com níveis de conexão de internet que ainda beiram os primórdios. Segundo dados da expedição, são vários os relatos de problemas causados pela operadora local, que já teve um número incrível de acidentes com a fibra que segue enterrada ao longo da BR-163, deixando muita gente sem acesso por dias. “O provedor via rádio que visitamos tem bons clientes, e apesar da dificuldade de comprar banda-larga no atacado tem conseguido atender bem sua clientela. Mas o crescimento depende de acesso a links de melhor qualidade e menor preço”, explica Vanderlei Rigatieri, diretor da WDC. A cidade seguinte foi Sinop, inaugurada no final da década de 1970 e que hoje apresenta muito desenvolvimento, com inúmeros provedores de internet se destacando e prestando ótimo serviço, graças a instalação de uma fibra-otica da Embratel, usando as torres da Eletronorte. Depois disso, a oferta de links de alta capacidade triplicou e os provedores usam isso pra servir a população de forma adequada.

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Reportagem WDC

A equipe entrega o certificado para uma empresa provedora de Internet. Na foto seguinte, a chegada até uma das torres. Depois da subida com muitas dificuldades, Vanderlei comprova que todo o esforço valeu a pena

Além da fronteira Depois de sair da cidade, no dia seguinte, o desafio foi a busca por várias antenas ao longo da BR-163, onde alguns provedores que atendem as cidades do norte (Colider, Alta-Floresta, Carlinda,  Nova Canaã, Planalto da Serra) construíram com seus próprios recursos um backbone para levar a rede de Sinop para cima. Conforme lembram Vanderlei, nessas torres, o desafio é maior, pois não existe infraestrutura de energia elétrica e além do desafio de instalar rádios que tenham capacidade de transmissão, precisaram de painéis solares e até tem uma das torres com uma mini-turbina eólica. “Existem pelo menos 2 grandes backbones construídos, e ambos utilizam rádios israelenses da Radwin, pela relação custo/benefício que oferecem nas capacidades até 100Mbps. Os enlaces possuem ramificações para atender algumas regiões via enalces de Ubiquiti RocketM5, e antenas parabólicas de 30 e 34db”, conta A WDC encontrou nessa região vários provedores que investiram pesado e que podem ser considerados desbravadores, pois as dificuldades aumentam na medida em que se avança rumo ao norte.

No local, a logística de transporte continua sendo um problema para o avanço dessa região. Segundo a equipe da WDC, na estrada é impossível se falar continuamente ao celular, assim como acessar a rede 3G.

Energias recarregadas e os próximos passos

A chegada em Colider foi tensa, pois estávamos com nosso GPS completamente desorientado, incrível isso, as rodovias estão deslocadas das marcações dos mapas, sejam do GPS, sejam do GoogleMaps. Lá o grupo constatou a estrutura local pesquisando as redes de provedores da cidade. A recepção foi excelente e surgiu o convite para visitar uma das torres que traz o sinal de internet de Sinop para Colider, com 120 metros de altura. Para o grupo, foi  uma das maiores e melhores sensações da viagem até agora. A estrada que leva até a torre tem trechos em que as árvores se fecham, criando um túnel. “Na chegada, o que impressiona é a raridade dessa torre, construída ha mais de 20 anos. Além disso, foi aventura, pois estamos na zona rural, na Serra da Tratex, e a subida é pitoresca. Nós fomos içados por uma pequena gaiola puxada por manivela”, A ISC Brasil é a mais completa feira e conferência de segurança do país. É o lugar certo para você conferir relembrou Vanderlei. o que existe de mais tecnológico e eficiente em soluções, equipamentos serviços para as mais diversas Estamos no finaledo mês de novembro e, depoisaplicações. de uma semana de recesso, o grupo retomou a viagem partindo de Alta Floresta, na região norte do Mato Grosso. Lá, visitaram o provedor W3, que tem mais de 2000 assinantes, e já se consolida como um dos maiores no estado todo. A cidade é atendida pela Oi no adsl, de baixa velocidade, pois a banda larga chega bem escassa na região, sem fibra disponível. “É uma organização familiar, com três irmãos como sócios e a estrutura é eficiente, fazendo a gente perceber que é possível criar boas estruturas quando se tem vontade”, relatou Rigatieri. A viagem segue em ritmo acelerado. Até o fechamento desta edição o grupo havia saído de São Felix e passado em Barra do Garças, rumo a Alta Floresta e Peixoto de Azevedo. Promoção ApoioAcompanhe: Institucional Patrocínio Local www.facebook.com/expedicaowdc VanderleiOrganização Rigatieri edá entrevista à Rede Record em Cuiabá

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Integração de O uso de uma solução que permita a integração entre os sistemas torna a sua operação muito mais eficiente. Por Ricardo Miralha

Vigilância por Vídeo

Intrusão

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ara proteger efetivamente um determinado local ou instalação, geralmente é necessário o uso de difeIncêndio Telefonia rentes sistemas de segurança tais como: alarme de intrusão, CFTV e controle de acesso. O problema é que muitas vezes estes sistemas são mal especificados e acabam funcionando de maneira isolada, sem inControle tegração, dificultando assim o gerenciade Acesso Sonorização mento e a operação. Cada sistema funciona como uma ilha, com sua própria infraestrutura e seu software dedicado. Isto faz com que o operador tenha que ser treinado para conhecer o funcionamento de todos estes subsistemas. A Ar-Cond. e quantidade de informação, chegando de forma deDados Iluminação sordenada, leva a uma tomada de decisão ineficiente Água, por parte dos operadores. Processos Eletricidade Fazendo uma breve retrospectiva tecnológica, as priIndustriais Elevadores meiras e arcaicas integrações entre sistemas de segurança eram feitas através do bom e velho contato seco de relê. Por exemplo: o acionamento de um sensor de presença de um painel de alarme de intrusão ativava um relê, que por sua vez Figura 1: Diversos subsistemas, cada um com sua estava conectado a uma entrada de alarme de um multiplexainfraestrutura e softwares próprios, integrados dor ou sistema de matriz analógica de CFTV, que, em caso de através de interconexões físicas e relês. alarme, fazia com que uma imagem de uma câmera associada a este sensor específico fosse exibida em tela cheia num monitor para o operador. zam uma arquitetura aberta de comunicação. Para uma instalação de pequeno porte, com poucos disEspecificamente em segurança, surgiram organizações tais positivos, todos eles próximos uns aos outros, esta “incomo Physical Security Interoperability Alliance (PSIA) e a tegração” feita através de contato seco funcionava muito Open Network Video Interface Forum (ONVIF) com o objetivo bem. No entanto, com o crescimento do tamanho dos sisde criar padrões de interoperabilidade entre dispositivos de temas e com o avanço da tecnologia, percebeu-se a necesborda e aplicativos. Atualmente, a última palavra quando se sidade de uma padronização da comunicação entre estes fala em soluções integradas de para sistemas críticos são os sistemas através de uma infraestrutura de comunicação softwares PSIM (Physical Security Information Management). que fosse comum a todos eles. A tradução de PSIM é “Gerenciamento de Informações de Surgiram então os dispositivos de conversão, que receSegurança Física” pode ser definido como “Tecnologias e biam os sinais analógicos dos dispositivos de campo e os processos para coletar, interpretar e responder aos dados reconvertiam para um protocolo de comunicação de rede colevantes para a segurança”. mum (TCP/IP). Como exemplos destes dispositivos de converEstes softwares permitem a integração de diversos sistesão podemos citar o encoder de vídeo, DVR, PABX, etc. mas que não foram projetados para serem integrados e apreNeste momento de transição tecnológica, a integração ensentação de informações ordenadas destes sistemas para os tre os sistemas passou a ser feita através de protocolo de cousuários através de uma única interface gráfica. municação e não mais via contato seco de relê. No entanto, os Além disso, e muitas vezes considerado o mais importante, dispositivos da borda ainda continuavam sendo analógicos e os softwares PSIM orientam, detalhadamente, como o operador a necessidade de diversos softwares, um para cada subsistedeve responder a cada ocorrência. Isto facilita muito a operama, ainda existia. ção e aumenta drasticamente a eficiência, pois o operador deve Hoje, com a convergência tecnológica, a maioria dos disposomente executar as ações e procedimentos que foram previasitivos prediais de borda (câmeras, telefones, controladores) mente determinados pelos gestores de segurança. Estes procejá são nativamente IP, sem necessidade de conversão e utilidimentos são criados em forma de fluxogramas detalhados.

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Dispositivos de Conversão

Vigilância por Vídeo

Intrusão

Incêndio

Telefonia

Híbrido Controle de Acesso

Sonorização

Ar-Cond. e Iluminação

Dados

Processos Industriais

Água, Eletricidade Elevadores

Figura 2: Os Dispositivos de Conversão transformam os sinais analógicos em um protocolo comum de rede. Desta forma, os subsistemas conseguem trocar informações entre si via protocolo de comunicação.

Arquitetura aberta Sistema IP Nativo Vigilância por Vídeo Controle de Acesso Incêndio Ar Cond. e Iluminação

Intrusão Telefonia IP Connected Enterprise

Sonorização

Os softwares PSIM possibilitam a auditoria completa das ações do operador, registrando o momento exato de chegada do evento, hora de resposta, ações tomadas, gravação e monitoramento das comunicações ocorridas antes, durante e após o evento. Gráficos estatísticos das ocorrências e relatórios detalhados permitem que os procedimentos sejam continuamente reavaliados criando assim um círculo de melhoria contínua nos processos. Em razão de todas estas facilidades, as soluções PSIM têm sido largamente adotadas em diversas instalações críticas onde é necessária uma operação ativa de diversos subsistemas. Dentre estes mercados podemos destacar: segurança pública, transporte, energia, aeroportos, bancos etc.

Dados Eletricidade, Processos Água e Elevadores Industriais

Figura 3: Dispositivos se conectam diretamente na rede Ethernet e se comunicam através do protocolo TCP/IP.

*Ricardo Miralha é engenheiro eletrônico formado pela FEI, de São Bernardo do Campo. Tem 14 anos de experiência em projetos de soluções Integradas de Segurança Eletrônica tais como CCTV, Controle de Acesso, Intrusão e Incêndio e já atuou nas multinacionais Northern Computers do Brasil, Ademco do Brasil e Honeywell do Brasil. Atualmente é Engenheiro de Vendas da Anixter do Brasil.

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Artigo Ponto de vista

O mito sobre o melhor No Brasil existe uma tendência de se pensar que câmeras IP são adequadas para qualquer situação, mas não existe uma solução única para todas as situações. Por Sergio Fukushima*

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ostumo dizer que o papel aceita tudo. É possível escrever e publicar qualquer coisa, e num momento em que há uma migração no setor de segurança eletrônica da tecnologia analógica para o digital, muitos integradores sentem interesse por estudar as tecnologias, estabelecer comparações, perceber vantagens e desvantagens. Há uma crescente demanda por conhecimento sobre tecnologias para videovigilância, e o conteúdo na internet sobre o assunto é farto. Mas nem sempre confiável. Exemplo disso é o conceito de qualidade de imagem, muitas vezes resumida às especificações técnicas de uma descrição de produto – no caso, câmeras de vigilância. Qualidade de imagem é mais do que um conjunto de especificações – é um conjunto de fatores que incluem características do processador, qualidade da lente e do sensor e capacidades do software embarcado, além de aspectos que só podem ser comprovados por testes.Todos esses elementos ajudam a determinar o que é qualidade de imagem. Em 1996, foi lançada a primeira câmera em rede, a AXIS Neteye 200. Esta primeira câmera IP disponível no mercado, com processador interno e porta de rede, possuía uma resolução de 352x240 pixels. Não precisava estar ligada a um computador e cabia na palma da mão. Hoje, uma câmera PTZ com três vezes de zoom e imagem de alta definição com captação de áudio, múltiplos streamings já em H.264 possui uma qualidade de vídeo muito superior. E também cabe na palma da mão. A confusão de conceitos técnicos entre profissionais vai além do entendimento sobre qualidade da imagem, o que é compreensível diante de uma evolução tecnológica tão intensa. Atualmente, há um certo mito sobre qual tecnologia de sensor de imagem seria melhor para câmeras de segurança: o CCD (acrônimo de Charge Coupled Device) ou o CMOS (Complementary Metal Oxide Semiconductor). Para explicar resumidamente, a função de um sensor de imagem é capturar a luz que passa pela lente, transformá-la em elétrons e depois em imagem. A estrutura típica de um CCD compreende os sensores, o amplificador e o conversor analógico/digital. A diferença com o CMOS é que ele tem um único chip que faz

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toda a função de conversão e amplificação para entregar informação binária. Ou seja, as formas de captura e de trabalho entre ambas as tecnologias são muito similares. A grande diferença é a parte física: no CCD, é preciso todo um circuito para ela entregar a imagem; no CMOS, é preciso o chip e mais nada. Se olharmos a qualidade de imagem de uma câmera com sensor CCD e outra com o sensor CMOS, não vai ser percebida quase nenhuma diferença. Mas isso não significa que não haja prós e contras, e compará-los é importante para entender os futuros desenvolvimentos dos equipamentos. Os prós do CCD são: boa dinâmica e boa sensibilidade à luz. Quando a câmera está voltada para um ambiente com baixa iluminação, a imagem aparece menos granulada. O CMOS, por sua vez, é mais econômico para ser fabricado, economiza espaço na câmera e possui possibilidade de enquadramento. Ele permite fazer o multi-view streaming, por exemplo, também chamado de streams de múltipla visualização da câmera de rede. Essa função possibilita a exibição simultânea de streams de vídeo separados de seções ampliadas e da imagem com a visão geral. Ao instalar uma em vez de várias câmeras para cobrir a mesma cena, é possível manter um preço pequeno para instalação e manutenção. A possibilidade de filmar áreas selecionadas individualmente reduzirá a necessidade da largura de banda e de armazenamento. Aos contras: o CCD possui alto custo de fabricação, já que utiliza um disco de silício e sua construção é complexa porque depende de circuitos. O lado ruim do CMOS é sua sensibilidade à luz – embora o investimento em pesquisas sobre o CMOS esteja sendo muito alto, e é possível que essas limitações sejam superadas em breve. Atualmente, o processador dedicado pode fazer a análise da imagem a partir de inteligências embarcadas na câmera e entregar a solução sem exigir posterior processamento no servidor. A câmera entrega os metadados para que o software processe somente eles, sem processar a imagem como um todo. Estamos falando de analíticos como detecção de movimento, detecção de áudio, detecção de temperatura, criação de cerca virtual, contagem de pessoas e uma série de outras possibilidades. Esses recursos podem estar integrados a outros dispositivos para acioná-los em caso de ocorrências, como envio de mensagem SMS, e-mail, acionamento de sirenes e alarmes, abertura de portas etc. Polêmicas à parte, é preciso que os integradores busquem complementar o conhecimento obtido nos livros, datasheets e sites com uma experiência prática, porque, especialmente falando em termos de imagem, há coisas que só se percebem com os olhos. É por isso que a Axis Communications está inaugurando dois Centros de Experiência – um em Boston, nos Estados Unidos, e outro na Suécia, para permitir inclusive aos potenciais clientes finais verificarem na prática os recursos mais avançados das câmeras de segurança em diferentes aplicações a fim de favorecer uma escolha tecnológica consciente. * Sérgio Fukushima é gerente técnico nacional da Axis Communications

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Artigo Ponto de vista

Tempo de O ano de 2012 será de customização de soluções, porque as empresas têm diversas aplicações que precisam ser adaptadas para atender as necessidades de cada cliente Por Pedro Duarte*

“Companhias de diversos países estão investindo no Brasil e acompanhando o que está acontecendo aqui.”

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uando 2012 chegar, faltará apenas um ano e meio para o início da Copa do Mundo de Futebol e três anos e meio para as Olimpíadas. Depois que os trens, as estradas, os aeroportos e os estádios estiverem prontos, os equipamentos de segurança eletrônica deverão ser instalados, o que deve ocorrer em 2013. Mas, sabemos que todo projeto de construção já deve prever uma solução de segurança, portanto 2012 será um ano crucial de muitas consultas e muitos projetos. As companhias de diversos países estão investindo seu capital no Brasil e acompanhando o que está acontecendo aqui. Com o aumento da classe média e o consumo bastante elevado, há uma demanda por uma melhor infraestrutura como fábricas, universidades, hotéis, restaurantes, cidades digitais, exigem o investimento em sistemas de segurança. O mercado deverá assistir no próximo ano a uma redução estimada de 4% nos custos dos equipamentos de segurança eletrônica. A competitividade tem estimulado à redução de preços e, ao mesmo tempo, forçado as fabricantes a desenvolverem produtos com mais qualidade. Do ponto de vista tecnológico não tenho dúvidas de que a maioria dos novos projetos utilizará a tecnologia IP e que os antigos, que utilizam hoje câmeras analógicas, migrarão tam-

bém para a tecnologia IP. Um recente estudo da empresa IMS Research divulgou que o setor de câmeras IP no Brasil, terá até 2012 o crescimento mais acelerado de todo o continente americano. Enquanto as câmeras analógicas terão uma taxa de crescimento anual de apenas 1,3% até 2014 na América Latina, as câmeras IP devem crescer 34,2% no mesmo período. Há, no entanto, uma grande questão a ser resolvida: os sistemas têm que ter a capacidade de transmitir a largura de banda necessária para a qualidade esperada. Acredito ainda que 2012 seja um ano de customização de soluções. Todas as empresas têm um conjunto de aplicações típicas que cada vez mais precisam ser ajustadas para atender as necessidades individuais dos clientes. Os novos produtos precisam ter a flexibilidade de comunicar com todos os softwares de gestão de vídeo existentes. É necessária uma customização dos projetos com mais engenharia e mais sofisticação tecnológica. Exemplo: os shoppings podem pedir reconhecimento facial que identifique uma face específica assim que a pessoa passa pela entrada e gere um alarme; os estacionamentos podem ter um sistema de leitura de placa de veículo que já a identificam. Tudo isso pede maior sofisticação e customização. Na área pública, o ano de 2012 também será de muito planejamento. Recentemente o governo brasileiro criou a Secretaria Extraordinária de Grandes Eventos, cuja função será planejar e coordenar as ações de segurança. Apesar da Copa 2014 e a Olimpíada 2016 serem os grandes alvos, essa Secretaria terá, também, a missão de garantir a segurança de mais de 100 chefes de estado que estarão presentes na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio + 20), que será realizada no Rio de Janeiro em junho de 2012. Em 2013, a Secretaria ainda passa por outro teste prático com a Copa das Confederações. Tenho certeza de que isto já vai gerar um aumento na demanda de infraestrutura e uma aceleração na implementação desses sistemas de segurança. Há muito trabalho e esse ano praticamente já acabou. Que venha 2012! *Pedro Duarte é Vice-Presidente da Samsung Techwin para a América Latina

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Agenda

DEZEMBRO SANS LONDON 2011 O evento e voltado para estudantes e aborda diversos segmentos de segmento, como segurança de dados, sistemas de intrusão e detecção, defesa governamental, proteção de perímetro e equipamentos de segurança eletrônica. 03 A 12 DE DEZEMBRO Londres - Inglaterra Local: Excel London Exhibition & Conference Center http://www.sans.org/info/78759

ASIA-PACIFIC CONFERENCE & EXHIBITION 05 A 07 DE DEZEMBRO Kuala Lumpur, Malaysia http://seminar.spaceutm.edu.my/ apoc2010/

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ARECONT VISION CHANNEL PARTNER CERTIFICATION O objetivo do encontro é levar conhecimento em tecnologia megapixel e os produtos da Vision Arecont e vão aprender a desenvolver soluções completas de megapixel, com a supervisão de um especialista da empresa. 07 DE DEZEMBRO México, México http://www.arecontvision.com/ channelpartner.html

IFSEC INDIA / HOMELAND SECURITY INDIA O IFSEC India é a exposição mais importante para a segurança do país, atraindo expositores locais, além de manter pavilhões internacionais. O evento é visitado

por especialistas de segurança de todo o mundo e atrai os principais decisores e profissionais de segurança do setor. 08 A 10 DE DEZEMBRO Nova Delhi Local: Pragati Maida http://www.homelandsecurityindia.in/

EMERGENCY MANAGEMENT PUBLIC SAFETY TECHNOLOGY Durante o evento serão debatidas temáticas ligadas a segurança pública, com temáticas que vão de análise de Inteligência criminal e estudos sobre administração penitenciária, com a apresentação das melhores tecnologias para combater o crime. 13 DE DEZEMBRO New York / EUA Local: Hilton New York

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Digital Security Ed. 04 Dezembro/2011