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sumário 28 Briga de gigantes Chicago disputa com Rio de Janeiro a sede dos jogos olímpicos.

expediente

Revista Vox Objetiva® é uma publicação conjunta entre a Vox Domini Comunicação Ltda, sediada à rua João de Paula, 600, Belo Horizonte, MG, Cep 31035-340 e Mix Soluções em Comunicação, rua Tiradentes, 1640, sl 302, Contagem, MG, Cep 32230-020 “...o povo que conhece o seu Deus se tornará forte e ativo”. Daniel 11:32

Editor e jornalista responsável Carlos Viana

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31 Edson Celulari de salto alto!

Jovem trabalhador, pai de família, marcado pela violência que mais cresce no Brasil: a impunidade

Na televisão ou no teatro, Edson Celulari é sempre sucesso garantido. Agora, o galã das novelas está no palco vestido como mulher.

16 De boca aberta

Diretoria de comunicação e projetos Méltsia Mendonça Patrícia Brum Projeto gráfico e diagramação Kareline Staut Lucas Lopes Capa Marcos Paulo Viana

Os cuidados necessários para quem trabalha usando a voz.

Fotografia Élcio Paraíso Odilon Lage

20 Vaidade em alta

Reportagem Luciana Hübner Wander Veroni

Bisturis que retardam a velhice.

Colaboradores Léo Pinheiro - Rio de Janeiro Marcelo Torres - Londres Estagiária Sandra Almeida Diretoria comercial Geraldo Mendonça

22 Nova gripe mata mineiros Nos E.U.A, mineiro morre por causa do vírus H1N1 e deixa esposa grávida. Em Belo Horizonte, jovem dá a luz mas não resiste ao agravamento da doença.

Atendimento, anúncios comercial@voxobjetiva.com.br (31)3082-8092

36 Luxo na coleção 2010 Estilistas lançam modelos luxuosos para a coleção primavera/verão 2010.

48 Nova Iorque é aqui 24 Intelectual e popular Twitter é o micro blog que mais cresce na internet. A rede virou mania entre os internautas de plantão

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Bares de BH adotam o stand up comedy para atrair clientes especiais. O estilo de humor muito comum nos Estados Unidos faz sucesso agora entre os mineiros.

Sugestões, críticas e reclamações contato@voxobjetiva.com.br Website Cristopher Kennedy João Paulo Brum www.voxobjetiva.com.br Os textos publicados nesta edição da Vox Objetiva, em forma de reportagens, são de responsabilidade direta dos editores. Os textos publicados em forma de Colunas, produzidos por colunistas convidados, expressam o pensamento individual e são de reponsabilidade dos autores. Todos os direitos reservados. Os textos publicados na Revista Vox Objetiva ó poderão er reproduzidos com autorização dos editores.

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opinião por Carlos Viana

De olho no apito impressionante a relação entre os brasileiros e o futebol. Não me refiro aqui apenas aos clássicos entre rivais que dominam o dia-a-dia de apaixonados pelas cores dos times. Uma paixão que, em vários casos, leva o torcedor a não aceitar críticas ou brincadeiras relacionadas a maus resultados ou performances ruins das equipes. Eu mesmo já senti na pele o que é falar a verdade sobre um determinado time aqui de Belo Horizonte. Ao criticar a derrota em um jogo importante como sendo o resultado de uma equipe dirigida, na época, por um presidente medíocre, o que levava os torcedores a pensarem também de forma mediana, passei a sofrer vários tipos de ameaças nas ruas, no estádio. Cheguei até a receber cartas ameaçadoras e por aí vai. O torcedor cego pela paixão prefere ser engañado, ainda que isto lhe custe tempos e tempos de sofrimento e angústia. Bem, mas nossa realidade junto ao futebol não termina nos “doentes pela bola”. O futebol, agora, é o fator determinante para o planejamento e crescimento das grandes cidades. O ilustre leitor vai nos perguntar: como pode ser isso? Basta acompanhar o noticiário para perceber que todos estamos de olho, e dependentes, do apito que abrirá a primeira partida para a copa do mundo de 2014 no Brasil. Um apito que, antes de soar em campo, precisa ser antecedido por um grande investimento em urbanização, treinamento de pessoal especializado, mais vagas em hotéis, saúde, acessibilidade e principalmente, em transporte público de massa com qualidade e segurança para os passageiros. Área que os especialistas preferem chamar de

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mobilidade urbana. Os cálculos dos investimentos nas 12 cidades-sede revelam o tamanho do que está em jogo. Algo em torno de R$ 60 bilhões. Vamos a alguns exemplos. Em Cuiabá, o prefeito Wilson Santos quer R$ 4 bilhões para cumprir as recomendações da Fifa, mais R$ 430 milhões para a construção de um novo estádio. Nos pampas, a Prefeitura de Porto Alegre quer uma linha de 12 quilômetros de metrô, o que custará R$ 2,5 bilhões, além da duplicação de avenidas que fazem a ligação com o Estádio Beira-Rio ao preço de R$ 146 milhões. E por aí vai! E o que dizer da nossa Belo Horizonte? E o nosso metrô que, ao que parece, depende também do apito? Desafiando a lógica da política brasileira de só enfrentar os desafios que geralmente aparecem na imprensa, o prefeito, Marcio Lacerda, lançou recentemente uma novidade. Um Plano de Metas que pretende garantir resultados em quatro anos com direito a produtividade no serviço público, fonte definitiva de recursos e resultados esperados. Para um país onde os políticos são despreparados, geralmente, levam aos gabinetes assessores sem nenhuma especialização, um plano de metas como o de BH, convenhamos, é uma excelente novidade. Mas, ainda no avanço político, estamos dependendo da “pelota”. Assim como as outras 11 capitais brasileiras, os principais pontos da nossa modernidade vindoura dependem, nos projetos mais importantes, dos recursos que serão destinados pelo Governo Federal para as obras da Copa do Mundo. Mas é de todo ruim o envolvimento entre obras e grandes competições? A resposta é, naturalmente, não. Estive em Barcelona recentemente e pude perceber o quanto a cidade ganhou mesmo depois dos jogos olímpicos realizados no verão de 1992. A cerimônia aberta pelo Rei Juan Carlos emocionou os espanhois e colocou a cidade e o país

definitivamente na rota do turismo internacional. Gente de todo o mundo se acotovela em ruas e avenidas muito bem cuidadas e nos parques e jardins construídos pelo catalão Vincenzo Galdi. As imagens de uma Barcelona olímpica não foram esquecidas. O grande investimento para receber 169 nações que enviaram 9.356 atletas já rendeu benefícios muito superiores ao que foi gasto pelo tesouro real. Gastos que, na Espanha, foram feitos com base em uma fiscalização rígida dos contratos e um acompanhamento disciplinado de prazos e execuções. Por lá, na Catalunha, a “bola” nunca saiu fora de campo. Por aqui, precisamos aprender com a lição espanhola. Planos e metas soam muitas vezes como falas estranhas para uma população acostumada ao descaso e à uma política rasteira e descompromissada com a ética. Política que merece o nosso cartão vermelho, mas que nunca sai de campo. Os maus jogadores do dinheiro público estão sempre vencendo as partidas contra a Justiça e o nosso desejo de urnas que levem ao poder homens e mulheres mais comprometidos com o bem público. Mais uma vez, o mundo vai girar em torno da “pelota”. E é a nossa vez de dar um show. É hora de mostrar nossa competência. De virar a página da falta de seriedade. O Brasil já aprendeu muito na economia, nas relações com o mercado internacional, no controle do sistema financeiro. É hora de aprendermos a planejar nossas jogadas. Escalar o dinheiro público de forma correta e sempre voltada para o respeito aos contribuintes e mais pobres. O BH Planos e Metas pode ser o augúrio de uma nova fase em nossa administração pública. A Copa do Mundo de 2014 pode ser a grande virada da imagem brasileira diante de um mundo que também estará de olho no apito e na bola rolando nos gramados brasileiros. Agora, me desculpem. Preciso ir. Meu time favorito está jogando e meu filho gritou gol! V

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A VOX DO LEITOR

Está tudo novo! A Revista Diário de Bordo, que completou cinco edições durante o primeiro ano de vida, reestreia na Capital mineira com o nome de Revista Vox Objetiva. Os desafios são muitos, mas nem por isso impossíveis de serem realizados. Agora a publicação é mensal e pretendemos ser um elo de comunicação que atenda as expectativas de quem está chegando e de quem já nos prestigia desde o lançamento do antigo projeto. Dentre as sugestões de pauta, críticas e elogios que chegam a nossa redação, selecionamos alguns leitores para dar as boasvindas a essa nova fase da revista. Ah, mas não se esqueça: como de costume, este espaço é para você se manifestar. Para participar, envie um e-mail para contato@voxobjetiva.com.br. Leia e fique à vontade!

Fã Acompanho o trabalho do Carlos Viana todos os dias na Rádio Itatiaia e na Record. Quando soube que a revista Diário de Bordo iria reestrear de forma mensal e com outro nome fiquei muito feliz porque sei que os belo-horizontinos vão ganhar uma publicação responsável e de ótimo conteúdo. Só posso desejar boa sorte! Érico do Nascimento, 62 anos, aposentado – Bairro Gutierrez – Belo Horizonte

Pesquisa Descobri a Diário de Bordo por acaso, quando fui a um consultório médico na zona sul de BH. Achei a revista linda e muito bem feita. Não posso deixar de elogiar a matéria “Brazilian way of life”, feita na última edição da revista (maio/2009), sobre a influência da TV brasileira nos países de língua portuguesa, principalmente na África. O trabalho de pesquisa merece nota dez! Agora, com novo nome e o desafio de se ser mensal, creio que finalmente BH vai ter uma publicação que fala abertamente sobre as coisas da cidade, do Brasil e do mundo de forma ética e investigativa. Desejo boa sorte à Revista Vox Objetiva! Luana Célia de Oliveira, advogada, 32 anos – Bairro Santo Agostinho – Belo Horizonte

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Serviço Ler a Diário de Bordo sempre foi um prazer para mim, um verdadeiro presente. A capital mineira deveria se orgulhar de ter uma publicação gratuita com tanto capricho no conteúdo. Meu pai está em tratamento de câncer de próstata. A entrevista publicada na última edição (maio/2009) nos ajudou a entender um pouco mais sobre a doença. Espero que a Vox Objetiva mantenha sempre matérias ou entrevistas relacionadas à saúde, por ser um espaço de prestação de serviço. Marília Ramos da Silva, 42 anos, empresária – Bairro Belvedere – Belo Horizonte

Internet Descobri a Diário de Bordo por acaso na internet. A revista é bem feita e não tenho dúvida de que quem tem a oportunidade de recebê-la valoriza o belo trabalho desenvolvido. Infelizmente, só tive acesso à revista em PDF, pois baixei pela internet. Espero que agora, com a publicação sendo mensal, e com a reestréia, ela consiga alcançar um público cada vez maior. Que venha a Vox Objetiva! Rodrigo Campolina, 21 anos, universitário – Bairro Funcionários – Belo Horizonte V

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capa

EM BUSCA DO

FUTURO PERDIDO

Charles e a cicatriz deixada por um tiro

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EM BUSCA DO FUTURO PERDIDO

Uma data difícil de ser esquecida

ogo que se entra na casa simples de quarto, sala, cozinha e um banheiro bem apertado, a sensação é de que muita coisa está por ser feita. Uma espera angustiada por um tempo que já deveria ter se consumado. Na verdade, a presença da morte está por perto na sala quase vazia. E acreditem os leitores, não se trata de uma sensação holística ou sobrenatural. Para Charles Gonçalves Viana, 27 anos, a vida recomeçou no dia 19 de setembro de 2007, aos 25 anos, 14 dias depois de ser considerado morto após ser baleado na cabeça por um assaltante. O atirador, adolescente, 17 anos, 22 passagens pela polícia.

“Assim que fomos para o banheiro eu fiquei por último. Eles começaram a recolher dinheiro, nossas carteiras e o que estava mais perto me pediu o celular. Eu, então, pedi que ele me permitisse retirar o cartão de memória onde estavam as fotos de minha filha, na época com cinco meses de vida”, conta. Nesse momento, o olhar fica turvo. No fundo dos olhos verdes e entristecidos, um bom observador nota que os sentimentos se misturam entre ódio, perdão e revolta.

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Carlos Viana

O endereço no bairro Boa Vista, região leste de Belo Horizonte, é um exemplo de simplicidade. Praticamente não há móveis na casa. Ao fundo, música evangélica revelando a fé como presença constante. Da mesma maneira que milhões de brasileiros, à nossa frente está um casal jovem que começou a união de forma prematura, cheia de esperanças, mas pouco planejamento. O desejo era dar um lar aos sonhos de um namoro que se transformara em compromisso sério com a gravidez inesperada. Mas a vida não sorriu como acreditavam. Os planos de crescimento e prosperidade foram interrompidos de forma abrupta e repentina. O motivo: a violência somada a uma impunidade que insiste em atingir cada vez mais brasileiros. Principalmente os mais pobres. Na época, ele, com 25 anos. Ela, 20. Jovens demais para a crueldade de ladrões armados que saem de casa dispostos a tudo. Até mesmo matar!

A quase morte por um tiro Era por volta de 14h30 quando dois homens entraram na loja em um dos pontos mais movimentados do centro de Belo Horizonte. Na esquina, um posto de vigilância da Polícia Militar. Eram clientes comuns. Nada poderia identificá-los como assaltantes a não ser as jaquetas usadas em plena tarde de calor durante a primavera de novembro de 2005. Charles Gonçalves Viana, vendedor, que trabalhava na loja há apenas 15 dias, fixa os olhos e busca, sem dificuldades na memória, as lembranças daquele 5 de novembro de 2007. “Eu estava em minha mesa de trabalho quando dois homens jovens entraram. Minha colega os atendeu quando pediram para ver alguns celulares que estavam no balcão. Foi ai que anunciaram o assalto e nos mandaram entrar no banheiro. Éramos sete pessoas e a primeira vez que eu passava por uma situação como aquela”, diz.

Charles recebeu uma bala de pistola semi-automática 380mm no lado direito do crânio “Ele apontou a pistola carregada em minha direção e mandou novamente que eu entregasse meu celular”. Um suspiro! Os olhos fecham. A cabeça fica baixa e a história recomeça. “Quando entreguei o aparelho, o bandido deixou cair e assim que abaixei olhei para cima. Não me lembro de mais nada. Só tive consciência de que tinha sido baleado quando acordei 14 dias depois cheio de tubos e na UTI do pronto socorro do Hospital João XXIII”, relembra. Charles recebeu uma bala de pistola semiautomática 380 no lado direito do crânio que perfurou a

Imagem da camêra de segurança da loja em que Charles trabalhava mostra o momento em que ele é atendido pelo SAMU após levar o tiro

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testa e destruiu boa parte do osso superior à nuca. Levado inconsciente para um dos maiores hospitais de pronto socorro de Belo Horizonte foi dado como morto pelos médicos. Dificilmente sobreviveria, ou, se de fato vivesse, sofreria sequelas graves que o impediria de realizar vários movimentos. Deixando de lado pratos e copos que lavava na cozinha próxima à sala, é a vez da mulher de Charles, Débora Marques, relembrar os fatos que mudaram a vida do casal. “Eu voltava do centro quando uma tia me ligou no celular avisando sobre o que havia acontecido com meu marido. Desci do táxi correndo e fui até o bloco cirúrgico onde Charles estava”, detalha Débora. A voz firme, mas suave, fica embargada. A cabeça se volta para o chão e os olhos ficam úmidos. A jovem senhora de 22 anos não esconde a dificuldade em relembrar a cena. “O Charles estava com a cabeça destruída pelo tiro. Os olhos estavam sem vida e o sangue estava por toda parte”, conta. Não é difícil imaginar o desespero que tomou conta da mulher diante daquela cena. Na época, 20 anos de idade, uma filha de apenas cinco meses para ser criada e a possibilidade de ficar viúva colocando todas as esperanças de um casamento feliz por terra. Na verdade, o tempo de lutas da família apenas começava ali naquela maca de hospital.

Craniectomia descompressiva “Duas semanas depois, acordei na UTI. Estava cheio de tubos e naquele momento tive a certeza de que eu tinha sido baleado. Me subiu um sentimento de raiva ao lembrar do rosto do atirador e da arma apontada para minha cabeça. Foi nesse momento que tentei mexer minhas pernas e não senti nada. Tentei mexer meus braços e também estavam paralisados. A raiva foi substituída pela revolta e pelo desejo de matar aquele...” diz Charles.

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Quem já passou por situações difíceis sabe que notícias ruins nunca chegam desacompanhadas. “O médico explicou que meu cérebro havia inchado e tinha sido necessário retirar parte do meu crânio para que eu pudesse sobreviver. Foi terrível. Quando me vi no espelho, eu estava com a cabeça enfaixada, faltava uma boa parte da minha cabeça. Sinceramente, uma cena difícil para qualquer pessoa”, lembra. O tratamento, chamado na medicina de Craniectomia Descompressiva, incluia guardar o osso retirado dentro do abdômem para que o sangue preservasse a parte do crânio que seria reimplantada quando o cérebro desinchasse e uma nova cirurgia pudesse ser realizada.

“O médico explicou que meu cérebro havia inchado e tinha sido necessário retirar parte do meu crânio para que eu pudesse sobreviver” Tratamento e descaso Num país onde os cortes no orçamento público sempre chegam primeiro na saúde, não fica difícil entender o que espera uma pessoa atingida pela violência e que não tem condições de pagar pelo tratamento. ¨Senti que as coisas não seriam fáceis já no hospital onde fiquei por três meses. Pouco tempo depois de ter sido liberado da UTI para o quarto, eu ainda não conseguia me movimentar sozinho. O enfermeiro ANTES E DEPOIS Charles antes e depois do assalto ocorrido em 2005

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capa que cuidava da minha ala tinha de atender muitos pacientes e sempre estava com acúmulo de serviço. Quando eu pedia ajuda, ele dizia que eu não iria andar mais porque era “preguiçoso”, conta Charles. A situação chegou a tal ponto que o pai do vendedor acabou tomando as dores do filho e reclamando com o funcionário público. Daí para frente, as coisas ao contrário de melhorarem, tomaram rumo contrário. A má vontade ocupou o lugar da obrigação de se atender bem o verdadeiro sentido do serviço público: servir bem aos contribuintes. Um após outro, com poucas exceções, os técnicos de enfermagem tratavam Charles com descaso. “Se você cair e machucar já está dentro do hospial. Fica mais fácil o socorro”, diziam entre sorrisos de deboche. Charles conta ainda que um dia, durante o banho, acabou sendo esquecido no chuveiro por muito tempo. Decidi sair sozinho e o pior aconteceu. Cai de forma violenta, bati minha cabeça aberta pela cirurgia e sofri um sangramento profundo. Sinceramente, foram dias de muita humilhação”, relata.

sário. Era preciso seguir em frente e estar preparado para a cirurgia que recolocasse parte do osso retirado da cabeça. “Eu esperava que meu rosto voltasse ao normal ainda que com cicatrizes. Sei que nunca ficarei como era antes, mas estou disposto a aceitar o que vier”, desabafa. Entre muitas dores de cabeça e na barriga, onde estava alojado parte do osso crâniano, Charles descobriu outra face cruel do nosso país. Ele e a mulher contam que foram ao hospital por pelo menos quatro vezes em sete meses em busca da marcação para a cirurgia. A resposta era sempre a mesma: não havia anestesista disponível para a cirurgia. O resultado da espera veio com a notícia mais dolorosa que o

tiro. Por causa da demora, o sangue havia corroído naturalmente o pedaço do crânio no abdômen. A esperança de ter sua imagem resgatada de forma mais próxima do natural havia desaparecido por causa da demora. A saída, agora, era esperar por uma prótese que substituiria a parte retirada da cabeça. “Depois de tantas idas e vindas do hospital, sempre de ônibus porque não temos dinheiro para o táxi, e ainda pedindo para que as pessoas cedessem um lugar, recebi a notícia de que meu osso não existia mais. Esse Brasil é muito injusto”, diz o vendedor com a cabeça baixa e os olhos cheios de tristeza. GERALDO SIQUEIRA, O “BOZÓ”. Apreendido 23 vezes quando adolescente, só ficou preso depois de completar a maioridade. Pela lei está livre dos crimes cometidos na adolescencia.

Marcas que ficarão para sempre Três meses depois de baleado, o vendedor ganhou alta. A cabeça enfaixada era a marca mais visível do tiro. Outras sequelas apareciam quando tentava movimentar o braço esquerdo, quase totalmente paralisado. Perna e pé, também esquerdos, só se movimentam até hoje com muita dificuldade e esforço. Fraldas geriátricas passaram a fazer parte do cotidiano desde os tempos de internação. Para um jovem forte, que serviu ao Exército Brasileiro e se orgulhava de ter cumprido um dever com a pátria, eram dias de muita tristeza. Mas como o próprio Charles previu, tempos mais difíceis ainda estavam por vir. Parecia que ao voltar para casa as coisas começariam a tomar um novo rumo. Tentar esquecer o tiro era difícil, mas neces-

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Baleado e de ônibus Aqui é necessário citar outro ponto importante da crueldade e o descaso com que os governos tratam os cidadãos dependentes de um tratamento público pelo SUS. Charles e Débora ganham pouco mais de R$ 500 por mês cada um. Ele, do INSS. Ela, como atendente de telemarketing. Para reduzir os gastos cada vez mais altos com remédios e materiais para curativos – o que inclusive deveria ter sido fornecido gratuitamente - Charles pediu à BHTrans, empresa que cuida do transporte e trânsito de Belo Horizonte, um passe que permitisse viagens gratuitas nos ônibus da Capital. A resposta foi lacônica e fria como o atirador. O passe foi negado. Ele, segundo a BHTrans, não apresentava tanta dificuldade de locomoção e recebia da previdência um salário que seria suficiente para pagar as despesas da família, do aluguel, da filha, dos medicamentos

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e, por fim, do transporte público. “A resposta foi dura demais depois de tanto sofrimento e descaso com minha vida. Nós brasileiros temos direito à segurança, à saúde pública, mas os políticos destróem nossas esperanças de um país melhor com tantos escândalos. Tem dinheiro para tudo, até para contratar o namorado da neta do Sarney, mas para os pobres nunca há nada. Sabe, muitas vezes é impossível controlar o sentimento de revolta. Tanta corrupção e eu sem direito algum para conseguir minha recuperação”, desabafa Charles.

“Eu choro muito. Minha filha muitas vezes se deita comigo e seca minhas lágrimas”

Na fila do SUS Perguntamos como ele se sente quando relembra todos os momentos difíceis dos últimos dois anos. “Eu choro muito. Minha filha muitas vezes se deita comigo e seca minhas lágrimas. Ela, e meu outro filho que mora com meu pai, é que me fazem encontrar força para seguir em frente”, afirma. De fato, Charles ainda terá de buscar muita força de vontade. A nova cirurgia para implante da prótese, que devolverá parte da autoestima destruída pelo tiro, está sem data marcada. O vendedor foi colocado em uma fila para procedimentos médicos eletivos onde nada mais nada menos que 60 mil pessoas aguardam a chance de conseguir uma internação. O Brasil é mesmo cruel com aqueles que dependem do Estado. FAMÍLIA A filha era bebê quando o pai foi atingido. “Quero que ela tenha um futuro melhor e viva em um país mais justo”.

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Criminalidade recruta o futuro do país Adolescentes e jovens em conflito com a lei ganham as manchetes dos jornais e se tornam personagens de um debate que divide especialistas e vítimas Mas quem foi o responsável por tanta tragédia na vida de um cidadão comum? A resposta está controversa, na ausência de políticas públicas para recuperação de adolescentes infratores e, ainda, na falta de punições mais longas do que apenas três anos de internação, que, na maioria das vezes, não são cumpridos na totalidade porque o adolescente apreendido custa caro e a vaga tem de ser cedida a outro em uma fila interminável. No caso do assalto à loja de celulares, o atirador com 17 anos, já tinha 22 passagens pela polícia. Começou na vida do crime aos 12 anos de idade. Foi apreendido por crimes graves como roubo a mão armada, homicídio, ameaça e porte ilegal de armas. Mesmo com um currículo “invejável” para qualquer bandido, “bozó” como era conhecido no jargão policial, estava solto, perigoso e armado. Por Carlos Viana e Wander Veroni

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A impunidade sem limites Reconhecido por policiais do aglomerado do Boréu, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte, Bozó foi apreendido uma semana após o assalto e confessou o crime. “Pensei que ele ia reagir. Ali era o cara ou eu. Atirei sem dó”, disse o adolescente aos policiais. O tempo de condenação de Bozó não foi divulgado pela Justiça porque, ao completar 18 anos de idade, recebeu o benefício de uma nova vida. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garante ao adolescente infrator que nenhum registro criminoso seja imputado após atingir a maioridade. Ou seja, Bozó com 23 processos conhecidos, ao completar 18 anos deixou de existir oficialmente para o mundo do crime. Mas a vida de Charles, e da família atingida pela dor, continua destruída. Para chocar ainda mais o leitor, Bozó foi preso armado no mês de maio passado. Menos de 24 meses depois de balear na cabeça e quase matar o vendedor. Os três anos de internação propostos pelo ECA e defendido arduamente pelos especialistas, mais uma vez, se mostrou parte de uma teoria existente apenas no papel e distante da realidade brasileira.

Crueldade sem limites O caso de Charles Gonçalves Viana não está distante de outros exemplos cruéis de crimes cometidos por adolescentes. Quem não se lembra do caso João Hélio Fernandes Vieites, em 07 de fevereiro de 2007? Na época, o menino de apenas seis anos de idade, foi arrastado pelas ruas da capital carioca, preso em cinto de segurança. A mãe viu o filho ser arrastado covardemente pelos bandidos após o automóvel da família ter sido levado durante um assalto. Entre os criminosos, estava um adolescente responsável por render a família usando uma arma. Apesar dos outros companheiros

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do crime terem recebido penas que variam entre 35 a 49 anos de prisão, o adolescente, na época com 16 anos, recebeu apenas três anos de internação em um Centro Especializado para quem tem menos de 18 anos, foi encaminhado para a chamada Medida Sócioeducativa. E como normalmente os centros estão sempre lotados em todo país - e isso vai contra o Estatuto da Criança e do Adolescente - é bem provável que já esteja solto. Nesses casos, é impossível fazer a confirmação do benefício de liberdade. As informações sobre os adolescentes conde-

“Pensei que ele ia reagir. Ali era o cara ou eu. Atirei sem dó” nados são mantidas sob absoluto sigilo e não podem ser repassadas à imprensa. A divulgação dos dados é considerada exposição pública, o que colocaria a vida do adolescente beneficiado em perigo. Justo? É uma boa pergunta em busca de respostas. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) define como ato infracional a conduta descrita como crime ou contravenção penal cometido por adolescentes de 12 a 18 anos incompletos e prevê, como forma de resposta, as medidas sócioeducativas. Para o subsecretário de Atendimento às Medidas Sócioeducativas do governo de Minas Gerais, Ronaldo Pedron, não devemos confundir inimputabilidade com impunidade. “O fato de o adolescente

ser inimputável penalmente não quer dizer que ele não responda pelo ato infracional cometido. A diferença está na resposta. Neste sentido, o ECA avança, em relação à lógica punitiva, ao tratar a responsabilização para mais além do seu caráter retributivo, objetivando a retificação da posição do adolescente frente à prática infracional e assegurando, com isso, a sua condição peculiar de pessoa em desenvolvimento, o que não justifica a redução da maioridade penal”, defende.

Tráfico e mão de obra adolescente A presença de adolescentes em crimes graves, como tráfico de drogas, nos últimos dois anos passou a fazer parte da rotina dos juízes que cuidam dos processos encaminhados pelas polícias. De acordo com a juíza Valéria Rodrigues, da Vara da Infância e Da Juventude de Belo Horizonte, até esse período, os adolescentes no chamado conflito com a lei, se envolviam nos mais diversos tipos de crimes. “Hoje é preciso reconhecer que eles são recrutados pelos traficantes pela exposição e vulnerabilidade em que se encontram”, afirma a meritíssima. Apesar dos especialistas e defensores do ECA afirmarem que não existam provas de que os adolescentes estão sendo recrutados para assumirem os crimes em nome de maiores de 18 anos, o número de infratores apreendidos mostra que a situação é grave. Em Minas Gerais, no ano de 2003, existiam 12 unidades especializadas em atender os adolescentes

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capa infratores. Na época, existiam apenas 420 vagas disponíveis para os juízes encaminharem os condenados às medidas sócio-educativas. Apenas os mais perigosos eram encaminhados. Como o número era cada dia maior, a rotatividade acabava por forçar a liberdade de adolescentes que, apesar de menores de 18 anos, deveriam ficar por muito mais tempo atrás das grades. “Atualmente temos 28 unidades sócioeducativas em Minas. O número de vagas subiu para aproximadamente 1.090”, afirma o subsecretário. Mas o próprio Ronaldo Pedron reconhece que quanto mais vagas são disponibilizadas, mais a demanda aumenta. Somente no mês de julho de 2009, por exemplo, perto de 1.450 adolescentes passaram pelas unidades sócio-educativas do Estado. E por falar em Minas Gerais, no interior e na Região Metropolitana, a situação é mais complicada. Vários municípios não possuem Centros de Internação Provisória (CEIP), o que ocasiona, muitas vezes, que o adolescente em conflito com a lei tenha que permanecer em uma delegacia, do mesmo jeito que um adulto. No entanto, segundo a Secretaria do Estado de Defesa Social (SEDES), em 2008, 37 municípios foram contactados para a divulgação da Política Estadual de Apoio às Medidas em Meio Aberto. Em 2009, foi retomado o contato com 21 municípios e foram realizados novos contatos com 30. Atualmente 11 municípios têm convênio com o Estado para o Meio Aberto: Itajubá, Itabira, Muriaé, Uberaba, São Sebastião do Paraíso, Pirapora, Ribeirão das Neves, Montes Claros, Governador Valadares e Diamantina. O número de vagas nas medidas em meio aberto apoiadas pelo Estado evoluiu de 0 em 2006 para 170 em 2007, passando a 510 em 2008. Atualmente, são 810 vagas com previsão de chegar a 1300 ao final de 2009. A juíza e presidente do Comitê Gestor do Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Autor de Ato Infracional de Belo Horizonte (CIA-BH), a juiza Valéria Rodrigues,

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acredita que um adolescente autor de ato infracional, que veio de uma situação de risco social, é capaz de retornar à sociedade com dignidade e reeducado. “A eficácia dos métodos e da legitimidade das medidas sócio-educativas é de fato idônea, aplicadas aos jovens de reprovação estatal. Porém, tais medidas possuem uma problemática: a carência de estabelecimentos e recursos humanos que proporcionem uma melhor correção para o

A própria relatora do ECA na Câmara Federal, Rita Camata, reconheceu recentemente que o estatuto precisa de mudanças. infrator em questão. Os CEIP’s são destinados a receber os adolescentes que cometeram ato infracional e que não têm direito de responder o processo em liberdade. A maioria dos adolescentes que praticam ato infracional é passível de ser reeducada por medidas não privativas de liberdade, basta o órgão executor, seja município ou Estado, possuir profissionais capacitados e estrutura de tratamento adequado”.

da Constituição Federal, de 1988. O ECA atual diz que quem está irregular é a família, o Estado e toda a sociedade, quando um adolescente comete um ato infracional. Mas, de quem é a culpa? Quando um jovem comete um crime ele é punido? É nisso que os defensores do ECA, policiais e a população divergem. A própria relatora do ECA na Câmara Federal, Rita Camata, reconheceu recentemente que o estatuto precisa de mudanças. “Se as penas se mostraram brandas demais diante de tanta crueldade é tempo de rever o que foi votado”, declarou a deputada federal. Em todo esse histórico de polêmicas e ataques a um estatuto, que parece ter sido desenvolvido para outro país, fica difícil saber se o número de adolescentes recolhidos cresce porque a criminalidade vem aumentando, ou porque os juízes diante da possibilidade de internação estão sendo mais severos nas sentenças. “Se o atirador estivesse preso na época, recolhido ao sistema prisional, eu estaria levando uma vida normal”, afirma Charles Viana. V

Um Estatuto polêmico No último dia 13 de julho, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completou 19 anos. A Lei estabelece a proteção integral às crianças e adolescentes brasileiros, regulamentado no artigo 227

Rita Camata, relatora do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) na Câmara Federal

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Os últimos dados divulgados pelo IBGE sobre adolescentes em conflito com a lei no Brasil são do ano de 2006. Dão conta que em nosso país 24.461.666 pessoas são adolescentes entre 12 e 18 anos. Desses, apenas 0,14% da população jovem comete ato infracional, o que representa 34.870. Dessa fatia, 55% estão em regime meio aberto, que inclui prestação de serviços comunitários ou liberdade assistida. Já 41% estão no regime meio fechado, que significa medidas de internação ou internação provisória. E, por último, 4% dos adolescentes autores de atos infracionais estão em regime de semiliberdade.

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sociedade

Juventude, violência e educação

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Robson Sávio Filósofo, especialista em Segurança Pública (Crisp/UFMG) e professor da PUC Minas

s jovens estão entre as principais vítimas da violência no Brasil e as taxas de vitimização dessa faixa etária estão entre as mais altas do mundo. Quando se trata apenas de homicídios entre jovens, o Brasil avança no ranking da criminalidade violenta e ocupa a quinta posição. Vários estudos têm comprovado, sistematicamente, que os jovens brasileiros são vítimas do mais terrível de todos os males sociais: a combinação da falta de políticas públicas focalizadas, um número assustador de armas disponíveis e sem controle e o adensamento do tráfico de drogas, principalmente nas periferias das grandes cidades. Esses ingredientes articulados respondem por absurdas taxas de letalidade dessa população. Uma pesquisa divulgada recentemente pelo Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, em parceria com o UNICEF, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República e a ONG Observatório de Favelas aponta que, mantido o ritmo atual, o número de mortos na faixa etária entre 14 e 19 anos chegará a 33.504 entre 2006 e 2012, sendo que metade desses crimes acontecerá nas capitais. A chance de um jovem morrer por arma de fogo é três vezes maior na comparação com outras armas. O estudo feito em 267 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, revela, também, a disparidade entre as condições de segurança nas diferentes regiões do país. Em 34% dos municípios pesquisados, o IHA – Índice de Homicídios na Adolescência - foi inferior a um adolescente assassinado para cada grupo de mil, enquanto cerca de 22% das cidades obtiveram valores superiores a três jovens mortos por mil habitantes. Isso significa que, em tese, um em cada 500 adolescentes brasileiros pode ser assassinado antes de completar 19 anos. Tendo como referência o ano de

2006, o município com o pior resultado foi Foz do Iguaçu (PR), onde o IHA era de 9,7. Minas Gerais ocupava o vergonhoso segundo lugar no ranking, dado que Governador Valadares tinha um índice de 8,5 adolescentes mortos para cada grupo de mil. Betim, Ibirité, Contagem e Ribeirão das Neves também figuraram entre os 20 municípios com maiores indicadores de mortalidade de adolescentes. O estudo mostra que a probabilidade de ser vítima de homicídio é quase 12 vezes maior para homens, que a população negra é a que mais sofre com a violência e que o risco de um jovem negro morrer assassinado é 2,6 vezes maior em relação a um branco. Por fim, um estudo feito pelo IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - em 2007 mostra uma luz no fim do túnel: a educação formal parece ter um efeito redutor muito forte sobre a taxa de homicídio juvenil, e que isto possivelmente se deve ao papel socializador da escola. Segundo o autor deste estudo, o economista Sergei Suarez Dillon Soares, “há evidências de que, mesmo que uma criança de baixo status socioeconômico frequentando uma escola com professores mal pagos e mal formados não esteja aprendendo português ou matemática a contento, ela está aprendendo um modo de socialização que eventualmente poderá salvar-lhe a vida. E mais: é possível que, ao ensinar essa criança a como lidar com o conflito de modo não letal, a escola esteja também salvando a vida de terceiros. A conclusão inexorável é que a política educacional deve fazer tudo ao seu alcance para manter a criança na escola, mesmo que a aprendizagem de conteúdos acadêmicos seja aquém do desejado. Nesse sentido, políticas de progressão continuada devem ser incentivadas ao máximo, uma vez que há uma relação conhecida entre ser reprovado e evadir do processo educacional”. V

“22% das cidades brasileiras obtiveram valores superiores a três jovens mortos por mil habitantes.”

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vox da blogosfera

PÓS-MODERNA? TÔ FORA! Renata Garcia Professora de literatura, atriz e contadora de histórias

m dia a mulherada acordou e decidiu que era hora de tomar uma atitude. Não sei se foi coisa de noite mal dormida (ou mal comida), mas elas foram às ruas exigindo liberdade, presença no mercado de trabalho e queimando sutiãs. Deu no que deu: acúmulo de funções. Hoje temos que ser mulher, esposa, mãe, estudante e profissional. Temos que pular da cama maquiada, cheirosa e em cima do salto. Entrar no carro que suamos para pagar as prestações e enfrentar o engarrafamento das 7 da ma-

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“Temos que pular da cama maquiada, cheirosa e em cima do salto”. nhã para deixar a prole na creche e chegar ao primeiro emprego. Hora de almoço? Isso não te pertence mais! O negócio é engolir um sanduíche natural dentro do carro no meio do dia e se dirigir para o segundo emprego. A tarde voa no meio de tantos relatórios e você só percebe que o expediente acabou quando o celular toca: é a dona da creche querendo saber até que horas terá que ficar com seus filhos. Corre pra pegar a prole, leva para a casa da

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avó e parte para a faculdade. Encara duas aulas de filosofia, duas de sociologia e mais uma de literatura grega. Passa de novo na casa da mãe para pegar os filhos – que já estão dormindo, e finalmente volta pra casa. Hora de relaxar. Onde? Como? Quando? Nada disso. Está pensando que é feriado nacional? Momento de dar um jeito na casa. Fazer o jantar, arrumar cozinha, colocar a roupa suja na máquina de lavar, ligar o computador para fazer aquele trabalho de latim para o dia seguinte. Tomar um banho para finalmente desabar na cama. E depois disso tudo ainda tem que enfrentar as cobranças da sociedade em relação as nossas atitudes de mulher moderna. Se trabalhar demais, não estamos dando atenção suficiente para nossos filhos. Se trabalhar de menos, é para ter mais tempo em casa e, além disso, somos vistas como profissionais incompetentes. Se sair com alguém da empresa com cargo superior ao nosso,

estamos sendo interesseiras. Se sair com alguém com cargo inferior, é porque estamos “a perigo” e não conseguimos nada melhor. Se der no primeiro encontro, é porque somos atiradas demais. Se não damos, é porque somos pudicas demais. Se comer pouco, é porque somos viciadas em dietas e escravas da beleza. Se comer demais, é uma depressiva que se apoia na comida para aliviar a culpa. E por aí vai... Quer saber? Tragam a tábua de passar roupa, a vassoura e o espanador porque quero voltar a ser “Amélia”. Quero calçar os chinelos, assistir Vale a Pena Ver de Novo e Sessão da Tarde. Ir ao mercado sem pressa e comprar os legumes para a sopa do jantar. Quero discutir relação e reclamar que não saio de casa pra nada, que só sirvo para lavar, passar e cozinhar. Quero estar descansada no fim de semana para levar as crianças ao shopping e usar o cartão de crédito do maridão. Desisto de ser Pós Moderna: quero meu sutiã de volta! V

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saúde

Voz sob controle Hábitos saudáveis ajudam a prevenir doenças graves Luciana Hübner

ão muitas as profissões que demandam o uso da voz como instrumento de trabalho. Professores, cantores, operadores de telemarketing, leiloeiros, atores, vendedores ambulantes, Élcio Paraíso

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advogados, políticos e jornalistas são apenas algumas delas. E, em geral, os distúrbios da voz são consequência de uma doença ou alteração na estrutura responsável pela emissão de voz – as pregas vocais. Muitas vezes,

Juliana Fontes é adepta a microfone e hábitos saudáveis para preservar a voz.

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esses problemas refletem o mau uso da voz. É o que aconteceu com a professora e advogada Juliana Frederico Fontes, que acaba de descobrir um calo congênito nas cordas vocais. Para retirá-lo, ela será submetida a uma cirurgia nos próximos meses. Juliana, que foi fumante durante 11 anos e fazia uso de bebidas alcoólicas pelo menos 3 vezes por semana, hoje adota uma rotina mais saudável. Largou o cigarro, a cervejinha do fim de semana e passou a usar um microfone durante as aulas para não forçar demais as pregas vocais. “Quando comecei a dar aulas, em 2003, eu achava que alterar a entonação da voz atraia a atenção dos alunos. Por isso, eu exaltava. Hoje, não faço mais”, conta. Desde 2007, quando passou a ficar rouca por dois ou três dias com mais frequência, ela procurou a ajuda de uma fonoaudióloga. O tratamento a ajudou a encontrar um equilíbrio para o uso da voz, tanto em sala de aula quanto durante o exercício da advocacia. Aprendeu exercícios de aquecimento e desaquecimento de voz que são praticados diariamente. Recentemente, ela ficou rouca por mais de 20 dias e decidiu procurar um otorrinolaringologista. “Eu sempre soube que a rouquidão por mais de 15 dias era perigosa, mas isso não diminuiu o susto que tomei quando o médico diagnosticou o calo”, ressalta. E foi a adoção de medidas preventivas que evitou o desenvolvimento de uma doença mais grave das cordas vocais: a formação de nódulos, o que demandaria uma cirurgia de urgência.

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Fique atento aos seguintes sintomas: • Rouquidão permanente • Perda de voz • Pigarro • Dor ou ardência na garganta • Dificuldade para engolir • Dificuldade para respirar Fonte: Sociedade Mineira de Otorrinolaringologia

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Élcio Paraíso

A primeira recomendação da Academia Brasileira de Laringologia e Voz para evitar doenças nas pregas vocais é não fumar. Com certeza, esse mau hábito é um dos piores inimigos da voz, seguido pelo álcool. A hidratação também é recomendada pelos especialistas. Quando uma pessoa fala muito, é recomendável a ingestão de 1,5 a 2 litros de água por dia, o que hidrata as cordas vocais, facilita a vibração das pregas e previne a formação de doenças. Deve-se também evitar gritar, não cochichar, não pigarrear ou tossir excessivamente e não falar em ambientes ruidosos ou muito abertos - porque automaticamente falamos mais alto como acontece com jovens que vão a lugares onde a música é muito alta e acabam falando tão alto que voltam para casa roucos. A jornalista Shirley Souza também vive da voz. Desde os tempos de faculdade, incentivada por colegas e professores por causa de um tom diferenciado de voz, começou a fazer locuções para uma rádio comunitária e, atualmente, tem na bagagem uma série de trabalhos em rádios e emissoras de televisão em várias regiões do Estado. Adepta de um estilo de vida sem cigarro ou bebidas alcoólicas, ela sabe da importância dos cuidados com a voz e toma algumas precauções, mas sem orientação profissional. “Eu evito algumas coisas que já ouvi dizer que não fazem bem como cantar, ingerir bebidas geladas, ficar no sereno e falar alto”, afirma.

A jornalista Shirley Souza toma cuidados rotineiros para trabalhar com a voz durante todo o dia

Shirley conta ainda que sente falta de uma orientação especializada principalmente nos momentos em que se depara com textos mais longos, que demandam respiração adequada. “Eu quero, em breve, fazer acompanhamento com fonoaudiólogo e otorrinolaringologista para conseguir a entonação e o ritmo que pretendo dar à minha voz”, conta a jornalista. A Sociedade Mineira de Otorrinolaringologia aconselha a população a ficar atenta a alguns sinais que o nosso corpo nos envia e que podem ser a principal arma para o primeiro diagnóstico. A rouquidão, por exemplo, é o principal sintoma do câncer de laringe e a maioria das pessoas considera apenas um sinal de gripe. Esse tipo de câncer é ocasionado, em 97% dos casos, pelo tabagismo e pelo uso de bebidas alcoólicas. Apesar de constatar um significativo aumento da conscientização das pessoas sobre os problemas relacionados à voz, o Brasil é o segundo país com maior incidência de câncer de laringe, ficando atrás apenas da Índia. Ao todo, são registra-

dos 15 mil casos/ano, com grande possibilidade de cura quando diagnosticado no início, de acordo com dados da Academia Brasileira de Laringologia e Voz. É importante lembrar que a voz permite a comunicação interpessoal e que é bem verdade que só sentimos falta dela quando ficamos roucos. V

10 dicas para cuidar da voz: • Não fumar • Não forçar a voz; • Não gritar e cochichar; • Manter o volume normal da voz e articular bem as palavras; • Evitar falar excessivamente durante exercícios físicos, quando gripado ou com alguma crise alérgica; • Não pigarrear excessivamente; • Ingerir muito líquido em temperaturas frescas ou ambiente; • Evitar bebidas alcoólicas; • Evitar alimentos que causem azia ou má digestão; • Evitar ambientes com muita poeira, mofo e cheiros fortes. Fonte: Sociedade Mineira de Otorrinolaringologia

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por Sandra Almeida

O Segredo da Juventude A medicina plástica descobre novas técnicas para atender os mais exigentes, garante um envelhecimento menos enrugado e cada vez mais distante para os que podem pagar o preço da vaidade. 20

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Divulgação

estética


mpinar o bumbum sem colocar prótese, esticar o rosto com cortes mínimos e seios firmes no tamanho certo são algumas das novidades da cirurgia plástica. A cada ano multiplicam-se as técnicas para aperfeiçoar o visual de forma menos agressiva, mais rápida e segura, para saciar mulheres e homens que cultuam a beleza e sonham com a perfeição. Com as novas técnicas da cirurgia plástica, é possível ter um rosto mais jovem com três pequenos cortes. A metodologia moderna realiza a façanha de maneira bem mais simples que o lifting tradicional com o uso do “microlifting”. Por meio de uma transmissão em vídeo, o cirurgião trabalha a região da testa, dando uma levantada nas sobrancelhas com incisões pequenas, anestesia local e cicatrizes quase imperceptíveis. São feitos também três cortes de dois centímetros próximos ao couro cabeludo - um na direção da linha do nariz e os outros próximos às têmporas. Na incisão central, é introduzido um aparelho óptico com três milímetros acoplado a uma microcâmara. Para amenizar o inchaço após a cirurgia, é recomendável fazer dez sessões de drenagem linfática facial. O mínimo de repuxamento da pele faz com que o risco de alargar a testa não exista, tornando a cirurgia menos invasiva. O procedimento para deixar o bumbum empinado com a lipoaspiração sem aumentar o tamanho das nádegas é também uma das inovações da cirurgia plástica. A anestesia pode ser geral ou peridural, associada à sedação. Segundo o cirurgião plástico e presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Minas Gerais, Jorge Antônio de Menezes, a remodelagem do bumbum está entre as cirurgias mais procuradas e agora as mulheres estão querendo reduzilo com a lipoaspiração. “É possível

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mento pode ser feito com anestesia local ou peridural alta ou anestesia geral e requer um período de internação. Mas é uma cirurgia bem clínica, ou seja, a paciente entra de manhã, opera e recebe alta à noite”, conta. É obrigatório o uso do sutiã especial durante os primeiros 30 dias. Nesse período, nada de fazer atividade física, carregar peso ou dirigir. Levantar os braços acima dos ombros só depois de 15 dias. Na opinião do médico, a cirurgia plástica é a especialidade que mais cresce dentro da mediciÉlcio Paraíso na. Nos últimos 20 anos, várias técnicas foram introduzidas como a lipoaspiração, o botox, o preenchimento e a toxina botulínica de maneira geral. Mais recentemente, foi registrado esse “estouro” da prótese de mama e também os ex-obesos recorreram à cirurgia plástica para tirar o excesso de pele. “A cirurgia plástica tem se tornado menos invasiva, com resultados mais potencializados, que realmente tem deixado as muA empresária Alexia Morbeck: lheres mais bonitas do que já satisfação com o resultado da cirurgia são”, completou Menezes. A empresária Alexia Morbeck, ca durante dia e noite. Nesse tipo de cirurgia, o resultado é imediato e a 38 anos, passou por duas cirurgias plásticas há 3 meses. Ex-obesa, recuperação tranquila”, diz. Seios firmes e no tamanho Alexia retirou parte da pele flácida certo, por meio da mastopexia com do corpo e fez a mastopexia. “Entrei prótese, é mais uma novidade da ci- para o bloco cirúrgico muito tranqüirurgia plástica. Ela é indicada para la, pois fui bem orientada. Meu pósquem quer levantar os seios sem operatório foi excelente; o segredo aumentá-los muito e principalmente é seguir à risca as orientações do para as mulheres que já tiveram fi- médico. Hoje estou muito satisfeita lhos e amamentaram, pois a mama e feliz com meus novos seios e, se diminui muito após a amamentação. fosse preciso, faria tudo novamenA cirurgia é feita com um corte ao te”, comenta. De acordo com o cirurgião redor da aréola que desce em diplástico Jorge Menezes, é imporreção à base do seio (geralmente tante lembrar que cirurgia plástica três a quatro centímetros). Depois é coisa séria e por mais segura e de retirar a pele que está flácida, menos agressiva que seja a técnié introduzida a prótese de silicone ca utilizada é um processo invasivo que varia de 100 a 255 mililitros. A que exige boas condições físicas, remoção da pele ajuda a levantar a tolerância a anestesia e profissiomama, já a prótese garante maior nais competentes. Não deixe de vefirmeza e a manutenção do formato. rificar se o cirurgião que você escoPara Menezes, essa é uma cirurgia lheu está credenciado no Conselho relativamente tranquila. “O procedi- Regional de Medicina. V fazer essa lipoaspiração tirando a gordura profunda e média do local. Assim a pele resultante desse excesso de gordura reacomoda sobre outras estruturas normais e chega a um resultado excelente. No mesmo dia, a paciente já poderá sentar e na hora de dormir, terá de deitar de bruços. Os hematomas costumam desaparecer entre 15 e 30 dias, mas o inchaço somente depois de três meses. As dores são equivalentes às que seguem uma sessão puxada de ginástica. No período de um mês, recomenda-se o uso de cinta elásti-

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saúde

Lá fora também Gripe suína mata brasileiro que morava nos Estados Unidos de forma misteriosa Wander Veroni

www.sitebarra.com.br

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Imigrante nos Estados Unidos, Elton Barbosa sonhava em ser pai desde o casamento há quatro anos.

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as pesquisas apontam que até o início de agosto deste ano, 13,63% das vítimas que não resistiram eram pessoas jovens com idade inferior a 19 anos.

Sonho realizado A morte do pintor comoveu a comunidade brasileira em Massachusetts ao ser divulgada a notícia de que a mulher de Barbosa, a comerciária Patrícia Melo, estava grávida. Segundo amigos da família, desde o casamento com Patrícia, um dos maiores desejos de Elton era ser pai. Assim como centenas de casos de brasileiros que morreram no exterior, para que o corpo chegasse ao Brasil foi preciso recolher donativos entre vizinhos, irmãos de igreja e comerciantes brasileiros em Massachusetts. O enterro foi feito em 21 de agosto passado, no cemitério de Barra de São Francisco, no Espírito Santo. www.sitebarra.com.br

capixaba Elton Barbosa, 27 anos, de Barra de São Francisco, no Espírito Santo, entrou para a relação cada vez maior de vítimas da gripe A (H1N1) em todo o mundo. O caso chamou a atenção porque a morte aconteceu na ilha de Martha’s Vineyard, em Massachusetts, nos Estados Unidos. A informação de que Elton foi a primeira vítima brasileira do vírus no estado americano foi confirmada pelo Departamento Americano de Saúde Pública – DPH. O brasileiro é a décima primeira morte contabilizada nos Estados Unidos. Vivendo há quatro anos nos Estados Unidos, Elton Barbosa morava no município de Oak Bluffs e trabalhava como pintor de paredes. Para as autoridades, vários fatores tornaram a morte de Elton incomum. Em oito das dez mortes confirmadas da Nova Gripe, as vítimas sofriam de outros problemas de saúde. Um sistema imunológico enfraquecido torna as pessoas mais suscetíveis ao contágio pelo vírus H1N1 e, conseqüentemente, pode gerar complicações que contribuem para a morte. E Barbosa não apresentava nada disso. Tinha 27 anos e era saudável. Comparado com os 1.367 casos de H1N1 confirmados em Massachusetts, o caso se tornou fonte de estudos porque

A comerciária Patrícia Melo. Enjoos e a confirmação da gravidez após a morte do marido.

Capital mineira Voltando para o Brasil, no último dia 24 de agosto, foi confirmada a primeira morte por Gripe A, em Belo Horizonte. A notícia gerou comoção por todo Estado por tratar de uma paciente gestante, de 26 anos, e que foi internada no último dia 26 de julho em

uma ala para atender casos suspeitos da doença no Hospital Mater Dei, localizado na zona sul da Capital mineira. A jovem veio a falecer por complicações ocasionadas pela Nova Gripe. Há exatos dois dias após a internação, ela apresentou piora no quadro de saúde e foi transferida para o Centro de Tratamento Intensivo (CTI), onde os médicos fizeram o parto. O bebê do sexo masculino nasceu com 38 semanas de gestação – sendo que o normal é de 37 a 40 semanas, sem sintomas da Gripe A e já está em casa. O hospital informou ainda que a mulher foi internada quando estava com 38 semanas de gestação e em 28 de julho foi para a UTI. Por causa da piora no quadro, a equipe médica decidiu interromper a gravidez. Após o nascimento, o bebê permaneceu cerca de 72 horas em uma UTI pediátrica e teve alta em 1º de agosto. Ainda de acordo com a unidade de saúde, a criança não apresentou sinais de contaminação. Já a mãe teve piora progressiva e faleceu em 23 de agosto. Somente na capital mineira, já foram confirmados 131 casos da doença. Outro paciente, um homem de 32 anos, do interior de Minas, também veio a óbito na madrugada do dia 23 de agosto com diagnóstico confirmado de Nova Gripe. Segundo o hospital, ele contraiu o vírus na cidade dele, que não foi revelada. Além do Hospital das Clínicas, em Belo Horizonte, o Mater Dei também está atendendo casos de Gripe A, desde meados de julho, em leitos de CTI individuais, onde os pacientes sob suspeita não têm contato entre si ou com outros doentes. V

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Monitoramento do Tamiflu A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou como medida de interesse sanitário o monitoramento de usuários do Tamiflu, medicamento que contém a substância oseltamivir em sua formulação. A determinação abrange os detentores de registros desse tipo de medicamento, os serviços de saúde, públicos ou privados, e os profissionais da saúde. O monitoramento do pacien-

te, de acordo com resolução publicada no Diário Oficial da União no fim de agosto, deverá ser feito por profissional responsável pelo atendimento ambulatorial e/ou pelo serviço de saúde onde houver internação. Os serviços de saúde devem definir as rotinas e procedimentos necessários para garantir o contato com o paciente durante todo o período de tratamento. Os médicos também devem incluir na avaliação clínica a observação de reações

Luciana Hübner

adversas ou que não foram detectadas durante os testes de laboratório. A medida tem o objetivo de combater a situação de pandemia provocada pelo vírus Influenza H1N1 que poderá aumentar a utilização de antivirais como oseltamivir e, possivelmente, de outros medicamentos, gerando a necessidade de intensificar as ações de vigilância nas farmácias.

Eficácia do álcool gel De acordo com a professora da Escola de Enfermagem da UFMG, Silma Pinheiro, o uso do álcool gel é eficaz para higienizar as mãos. “Friccionar o álcool gel por 15 segundos nas mãos é mais eficiente do que lavá-las com água e sabão por 30 segundos”, afirma. A especialista alerta que os fabricantes não são obrigados a informar no rótulo qual é a concentração de álcool usada em seus produtos. “O consumidor deve ficar de olho porque apenas o álcool gel com concentração entre 60 e 95% consegue, realmente, matar vírus, bac-

térias e outros microorganismos”. Mesmo na formulação em gel, o álcool pode causar ressecamento da pele. Para minimizar esse risco, é recomendado o uso de hidratantes. Silma Pinheiro alerta ainda que o álcool gel não deve ser usado em crianças com menos de 2 meses. “A pele de bebês nessa idade é muito fina e sensível, capaz de absorver o produto. Quem está cuidando do bebê pode higienizar as mãos com o álcool gel. Só não é recomendada a aplicação direta na criança”, conclui. V

Élcio Paraíso

Desde o registro do primeiro caso de gripe suína em Belo Horizonte, a euforia para a prevenção tomou conta dos ambientes escolares, de trabalho e até domésticos. Lavar as mãos é a principal recomendação do Ministério da Saúde para evitar a disseminação do vírus H1N1, mas como não é possível encontrar uma pia e um sabonete (de preferência líquido porque não fica exposto ao ambiente) disponíveis em todos os ambientes, muita gente saiu, literalmente, à caça do álcool gel.

Especialistas alertam consumidores a checar a concentração de álcool gel antes de comprar.

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tecnologia

O que você está fazendo? Graças ao Twitter, essa é a frase mais famosa da internet dos últimos tempos Wander Veroni

É

possível trocar ideias com apenas 140 caracteres? Para muitas pessoas, sim. E essa forma de interação

tornou-se uma verdadeira compulsão. Foi-se o tempo em que numa conversa informal uma pessoa perguntava para a outra se ela tinha Orkut. Agora, boa parte dos internautas está cadastrada no Twitter. Para quem não sabe, trata-se de um site em formato de rede social que funciona como microblogging. Nele, os usuários podem enviar e ler atualizações pessoais – ou de outras pessoas, em textos curtos – conhecidos como “tweets”. Essas mensagens podem ser acessadas e atualizadas por meio da internet ou de SMS do telefone celular. Nesse ambiente virtual, não é preciso “adicionar amigos”: ou você segue (following) ou é seguido (followers) por outros usuários. Essa nova rede social foi criada em 2006 por Jack Dorsey e alguns amigos que trabalhavam na Odeo Inc., localizada em South

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Park – San Francisco, nos Estados Unidos. Na época, a empresa decidiu buscar novos desafios na web 2.0 por causa da forte concorrência no setor. A ideia que originou o Twitter é bastante simples: criar uma ferramenta em que Jack pudesse ler e receber mensagens dos colegas de trabalho por meio do aparelho celular ou de uma página da internet. Hoje, o Twitter cresceu e não envolve apenas o mundo corporativo. Cerca de 6 milhões de internautas conectam diariamente

de celebridades que se aproximaram dos fãs graças ao serviço. De acordo com uma pesquisa realizada pela agência Bullet, 61% dos usuários do Twitter no Brasil é composta por homens na faixa de 21 a 30 anos, solteiros e que moram na região sudeste. Ainda de acordo com o estudo, grande parte dos “twitteiros” são pessoas com ensino superior completo, renda mensal entre dois a dez salários mínimos e ficam conectados cerca de cinqüenta horas por semana ao site. Outro dado interessante é que mais de 60% dos usuários brasileiros do Twitter são considerados formadores de opinião. O Twitter é, atualmente, a terceira rede social mais acessada do mundo – só perdendo para o Facebook e o MySpace. Será que, no futuro, o Twitter con-

o site para tagarelar e responder a célebre frase: O que você está fazendo? Em menos de três anos, o “site do passarinho azul” – como é carinhosamente conhecido - virou a paixão dos internautas, principalmente depois da adesão de vários usuários que aderiram à rede social para fazer coberturas de determinados eventos ao redor do mundo, campanhas de cunho social ou político ou ainda acompanhar relatos

seguirá destronar o Orkut no Brasil?

Internetês Com uma linguagem própria, o Twitter possui normas de conduta. Foi pensando nessa dificuldade que a jornalista Elisandra Amâncio (@elis_amancio), de 30 anos, autora do blog Verdadeiro Jornalismo (http://verdadeirojornalismo.blogspot.com), criou um mini-tutorial publicado no blog dela, baseado em sua experiência pessoal, para aju-

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dar outros internautas que sentem dificuldades ao se cadastrarem no Twitter. Ela assume que demorou para se cadastrar no site, mas acabou convencida a “twittar” atendendo a um pedido do portal de notícias onde trabalha. “Não existe uma receita de como usar o Twitter corretamente, mas vale seguir o bom senso sempre. Deixo bem claro que não sou uma especialista. Fiz o mini-tutorial para ajudar os leitores do blog ou pessoas que querem entrar no site, mas que não sabem o que fazer. Também senti dificuldade, mas nada que um pouco de pesquisa e humildade para perguntar aos outros usuários não resolva”, enfatiza. Elisandra explica, por exemplo, que o sinal de arroba “@” – símbolo popularizado nos endereços de e-mail - serve para que, no campo de texto, você direcione uma mensagem para outro usuário já cadastrado. Fazendo isso, todos os usuários que lhe seguem irão ver o que escreveu. Mas, para enviar um recado pessoal, restrito e direcionado a uma pessoa, o usuário clica em “Direct Message” ou digita a letra “d” antes do contato. Já o famoso RT (Reetwitt) que muitas pessoas têm dúvida

serve para encaminhar uma mensagem que outro usuário já enviou pelo Twitter. Elisandra lembra que é muito importante não esquecer de colocar a sigla RT com o nome original de quem a enviou. É uma espécie de “código de ética no Twitter”: respeitar o autor original da frase ou post.

Fim dos blogs? Por mais que existam especialistas apocalípticos quanto à

Dicas Twitter para aproveitar o máximo da nova rede social Com a ascensão do Twitter no Brasil, o assunto não deixa de ser uma oportunidade para rentabilização de uma ideia. Foi o que fez a médica, psiquiatra e problogger, Juliana Sardinha (@JulianaSardinha), de 39 anos, natural do interior de São Paulo. Juliana é uma das blogueiras mais conhecidas do Brasil pelo trabalho desenvolvido no blog Dicas Blogger (http://dicasblogger.blogspot. com/), onde ela dá várias dicas interessantes de como bloggar com ética e profissionalismo. Antenada com o assunto, ela criou o blog Dicas Twitter (http://dicastwitter.blogspot.com) para ajudar outros twitteiros a aproveitar ao máximo essa nova rede social. “Criei o blog e foi um sucesso absoluto. Apesar de gostar muito de bloggar, manter quatro blogs nas horas vagas estava me deixando muito cansada. Então optei por ficar apenas com dois projetos, Dicas Blogger e o Dicas Informática. Muitos internautas acham que sou funcionária da Google e me consideram o SAC do Blogger. Não sou! Se ao menos eu trabalhasse em Montain View, ganhasse em dólar e vivesse rodeada de brinquedinhos tecnológicos e geladeiras repletas de refrigerantes... Sou apenas uma blogueira tupiniquim que gosta de compartilhar conhecimento. Para não deixar o projeto morrer, repassei-o para Richard Plácido (@RichardPlácido) – que foi quem me deu o start para criar o projeto. Em breve ele irá relançar o blog”, explica Juliana.

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substituição de uma ferramenta ou meio de comunicação na internet, o Twitter não vai acabar com os blogs. Muito pelo contrário: virou um complemento importante, uma espécie de “puxadinho”, como definiu o jornalista belo-horizontino e mestrando em ciência da informação pela UFMG, Ruleandson do Carmo, autor do blog “Eu só queria um café...” (http://eusoqueriaumcafe.com), que é pesquisador de redes sociais. Para Ruleandson, os blogueiros podem ficar despreocupados, pois o Twitter, assim como várias outras redes sociais, só ajudam o trabalho desenvolvido no blog. “Sempre que surge uma nova mídia ou ferramenta tem alguém para dizer que uma irá acabar com a outra. Já é clichê! Acredito que o Twitter pode sim ameaçar, acabar ou minimizar dois nichos de blogs: os blogs diários, aqueles em que as pessoas entram e contam seu dia-a-dia e os blogs de indicação de links, aqueles que somente indicam sites, outros blogs e links interessantes vistos na web. Agora os blogs que produzem conteúdo vão usar o Twitter para divulgar o projeto e aproximar os leitores”, afirma. V

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As dez redes mais usadas no Brasil são: 1º. Orkut 2º. Sonico 3º. MySpace 4º. Via6 5º. Facebook 6º. Multiply 7º. Twitter 8º. Hi5 9º. Habbo 10º. Ning

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Fonte: Ibope.

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internacional

Rio X Chicago A cidade de Barack Obama desponta como favorita para sediar a OlimpĂ­ada de 2016. Mas o Rio de Janeiro continua lindo... Marcelo Torres - Londres

Chicago, Illinois (USA)

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internacional

de outubro promete ser um daqueles dias em que o Brasil para diante da televisão. Logo no começo da manhã, pequenos grupos de pessoas deverão se aglomerar em bares e padarias no Pelourinho, em Salvador, ou na Savassi, em Belo Horizonte, embora nenhuma dessas cidades esteja diretamente ligada à disputa que a tevê irá mostrar. No imaginário coletivo dos brasileiros, trazer a Olimpíada de 2016 para o Rio de Janeiro será uma conquista nacional, uma mostra de que o país ganhou definitivamente um lugar de destaque no mundo globalizado. A eleição será em Copenhague, na Dinamarca, e o anúncio dos vencedores será transmitido ao vivo para todo o mundo. A nossa caótica cidade maravilhosa chegou até aqui um tanto cambaleante. Por pouco não se consolidou nem entre as cidades candidatas, o status dado às quatro finalistas da disputa. Na avaliação técnica do Comitê Olímpico Internacional (COI), o Rio ficou em 5º, com a nota 6,4, atrás de Tóquio (8,3), Madri (8,1), Chicago (7,0) e Doha (6,9). O lugar entre as quatro só foi conquistado porque a capital do Catar queria realizar os jogos no mês de outubro para fugir do verão com temperaturas na casa dos 50 graus. O COI não topou. As notas que as cidades receberam na primeira fase servem de base para os 107 delegados com direito a voto, mas não são determinantes. Até o começo de outubro, representantes das quatro candidatas vão fazer um lobby pesado para virar um jogo que, no meio do ano,

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parecia mais favorável a Chicago. Tanto, que nas projeções de casas de apostas com a Paddy, quem jogasse suas fichas na cidade americana só ganharia uma vez e meia o valor investido. Uma vitória do Rio, o terceiro na lista de favoritismo, pagaria o triplo ao apostador. A sorte de Chicago está explicada pela força dos Estados Unidos, que responde por aproximadamente metade da receita publicitária gerada por qualquer Olimpíada e

Obama também trabalha para atrair as simpatias dos delegados africanos, que se identificam com ele pela cor da pele. atrai para o país uma edição dos jogos de tempos em tempos. Como a última foi em Atlanta, em 1996, surge aí uma justificativa política capaz de deixar para segundo plano a superioridade de infra-estrutura e organização de Tóquio e Madri. É também nessa seara que se encaixa a candidatura do Rio de Janeiro, cidade que representa um continente, a América do Sul, que nunca teve uma sede olímpica. Mais do que isso, o projeto do Rio seria fundamental para alavancar a qualidade de vida de milhões de moradores pobres da cidade.

Quando lutava para levar os jogos de 2004, o Rio usou a mesma estratégia, de atrair a sensibilidade social dos delegados olímpicos, sem sucesso. O comitê não faz caridade. Embora o legado da Olimpíada seja um dos itens analisados na proposta técnica, o COI, antes de qualquer outra preocupação, quer garantir que os jogos sejam grandiosos, realizados por uma cidade capaz de oferecer uma festa memorável, com alto padrão tecnológico e num ambiente seguro para os visitantes. Se ajudar a diminuir a pobreza local, ótimo. Felizmente, o Rio que tentava ser 2004 é muito diferente do que almeja 2016. Nesse meio tempo, o setor esportivo da cidade se profissionalizou e vieram os Jogos Pan-americanos de 2007, que trouxeram investimentos nas instalações esportivas e experiência na organização de grandes eventos. Dissipou-se, em parte, o medo de que a violência comum na cidade fugisse de controle numa ocasião como essa. Um argumento e tanto agora que o Rio de Janeiro precisa, outra vez, convencer um plenário internacional de que não haverá risco para a integridade física dos atletas e visitantes. Na avaliação para decidir as finalistas, uma das menores notas que o Rio tirou foi justamente no item segurança.

O presidente da Olimpíada Depois dos rumores de que a presença do então primeiro-ministro britânico, Tony Blair, no encontro do COI, foi decisiva para a eleição de Londres como sede da Olimpíada

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GAROTO PROPAGANDA. Presidente Lula defende candidatura carioca

de 2012, é muito provável que o presidente Lula viaje para Copenhague no dia da votação. Lula tem tratado do tema em todas as suas viagens internacionais. Em abril deste ano em Londres, durante a cúpula do G20, grupo que reúne economias ricas e emergentes, Lula brincou que só não pediu voto aos governantes dos Estados Unidos, Espanha e Japão, porque estão envolvidos diretamente na disputa. Ao visitar o presidente chinês, Hu Jintao, na Olimpíada de Pequim, no ano passado, Lula também tocou no assunto e revelou que, embora Jintao não pudesse declarar voto naquele momento, teria sido simpático à idéia. Não é difícil prever que chineses votarão contra Tóquio, já que barram todas as pretensões internacionais do Japão. A formação do BRIC, o grupo das economias emergentes que reúne Brasil, Rússia, Índia e China, também pode ser uma novidade diplomática interessante para promover o Rio 2016. Praticamente todos os países têm ao menos um delegado com direito a voto nessa disputa, o que torna ainda mais importante a campanha no varejo, em cúpulas como a da União Africana, da qual Lula participou em julho, na Líbia, ou na

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viagem presidencial ao Cazaquistão, quando pela primeira vez na história um líder sul-americano visitou oficialmente um país da Ásia Central. Um votinho aqui, outro ali, podem acabar fazendo a diferença numa disputa que, ao contrário das de outros anos, parece não estar claramente dividida entre duas cidades. Há uma Chicago levemente favorita, e outras três sedes com chances de chegar lá com algum esforço. Dia 15 de junho foi a última chance de as candidatas exporem suas vantagens a um congresso de delegados olímpicos. Quase todos os votantes estavam presentes na sede do COI em Lausanne, na Suíça. Lula não pôde participar do encontro, mas marcou presença na cidade, sob o pretexto de tomar parte numa reunião da Organização Internacional do Trabalho, também lá sediada, e falou de Olimpíada com os jornalistas internacionais: “o Brasil faz parte das dez primeiras economias do mundo e, nesse círculo, é o único país que jamais organizou os jogos”.

Num mundo tomado pela recessão, o apoio firme do presidente pode ajudar a dissipar as dúvidas de que o Rio, sozinho, não conseguiria reunir recursos para uma edição memorável dos jogos. Lula já garantiu, em diversas reuniões, que o Governo Federal irá arcar com os custos, caso os patrocínios da iniciativa privada não cheguem na velocidade desejada, se a economia mundial continuar patinando pelos próximos sete anos. Lula não está sozinho no lobby. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que fez carreira política em Chicago, arregaçou de vez as mangas para ajudar a cidade, embora a legislação americana não permita que ele garanta recursos ilimitados à sede olímpica. A vitória de Obama nas eleições de 2008 acabou se transformando no maior trunfo político do comitê olímpico de lá. Sob as bênçãos do novo líder americano, a candidatura de Chicago ganhou a aura de restauradora, de oportunidade para levantar o moral de uma cidade e de um país mergulhados numa crise econômica e de confiança. Não é pouca coisa. Obama também trabalha para atrair as simpatias dos delegados africanos, que se identificam com ele pela cor da pele. O presidente gravou um vídeo pedindo apoio a Chicago, que foi exibido no Congresso Africano de Comitês Olímpicos, realizado em Abuja, na Nigéria, no mês de julho. Para contra-atacar, o Brasil mandou para o encontro o maior ídolo negro do mundo, ninguém menos que Pelé. “Um dos meus objetivos é fazer com que o esporte seja uma inspiração

O estádio Olímpico de Chicago. Pronto para receber as competições

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internacional para jovens de todo o planeta. Por isso, é uma oportunidade especial visitar a Nigéria, testemunhar esse progresso e explicar como os Jogos Olímpicos de 2016 podem contribuir para esse desenvolvimento”, disse o rei do futebol, ao lado de outros ídolos negros brasileiros, como Robson Caetano, transmitindo a mensagem de que o Brasil é uma nação fortemente influenciada pela África. E o que tem a dizer a lanterna da disputa na visão das casas de apostas? A Vox conversou com o comitê organizador de Madri. A capital espanhola exibe o apoio do rei Juan Carlos, amigo pessoal de vários delegados do COI, uma infraestrutura impecável e aprovação de 90% da população, superior até aos 77% do Rio. Seria uma fortíssima candidata, se os jogos de 2012 não tivessem caído nas mãos de Londres e se, há apenas 19 anos, Barcelona, também na Espanha, não tivesse sediado uma edição dos jogos. Seria muita Europa para um comitê que tenta passar a imagem de internacional.

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Mercedes Coghen, conselheira da candidatura de Madri, discorda: “O COI disse que a rotação continental não será considerada e que a única coisa que importa é qual é a melhor cidade para sediar os jogos de 2016. E eu acredito que seja Madri”. Para tentar ampliar a localização geográfica de lá, o comitê diz que a cidade é “o centro de referência de todo o mundo latino”. Tóquio mantém uma campanha discreta, mas também irrepreensível do ponto de vista técnico. Teve a maior nota na avaliação da primeira fase e exibe promessas de investimento bilionário de empresas para construir um parque olímpico integrado à cidade. O comitê japonês promete oferecer aos atletas as melhores condições tecnológicas para os treinos e o lema da cidade é a integração. “Nos tempos atuais, num mundo de conflito incessante, coisas podem parecer integradas quanto realmente não estão”, diz o design Kenji Ekuan, criador do logotipo da candidatura de Tóquio: um laço japonês com as cores olímpi-

cas. E haja sabedoria oriental para segurar o rojão que a vencedora terá pela frente. Todas as candidatas sabem que a lua-de-mel gerada pela euforia com a escolha será curta. Na contagem regressiva até a realização dos jogos, haverá um bombardeio de manchetes negativas nos jornais: em Londres, os custos da Olimpíada de 2012 explodiram e passaram de 9 bilhões de libras esterlinas (aproximadamente 30 bilhões de reais). A opinião pública respondeu furiosa. Em Atenas, as instalações ficaram prontas às vésperas da abertura e deixaram muita gente com o temor de que não seriam terminadas a tempo. Já Pequim enfrentou críticas constantes de que o clima de liberdade de expressão prometido para o tempo em que durassem os jogos não seria realidade, o que parcialmente se confirmou. Alguém duvida de que a violência do Rio cresça nas manchetes mundiais com a escolha da cidade? Pelo menos neste estágio, é uma dor de cabeça pela qual todas as candidatas esperam, ansiosas.

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Eles jogam contra De todas as cidades-candidatas, nenhuma tem uma oposição tão bem-organizada como Chicago. E o ataque não vem das adversárias. São moradores de lá que montaram websites, camisetas com o logotipo “No Games”, abaixo-assinados e organizaram até um comitê que viaja com frequência para Lausanne, na Suíça, onde fica a sede do COI, para apontar erros e possíveis mentiras do comitê que tenta levar os jogos para a cidade americana. Em Londres, um dirigente olímpico brasileiro brincou com a situação: “tenho vontade de mandar umas quentinhas para ajudar os manifestantes em Chicago”. A Vox conversou com Tom Tesser, um dos organizadores do movimento.

VOX - Por que lutar contra a candidatura de Chicago? TESSER - Os jogos irão falir a cidade e destruir parques públicos que deveriam ser intocáveis. A Olimpíada também irá fazer pessoas pobres e trabalhadoras perderem suas casas. Nós precisamos melhorar a

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vida dos cidadãos agora com os recursos que temos e não direcionar dinheiro público para uma festa de duas semanas que irá acontecer daqui a sete anos.

VOX - A campanha que vocês fazem seria capaz de reverter o favoritismo de Chicago? TESSER - Todos os dias, nós enviamos e-mails aos delegados do COI com as nossas preocupações. Se eles lerem o nosso “caderno de evidências”, não terão outra alternativa a não ser concluir que será um grave erro dar os jogos de 2016 para Chicago. Seria uma grande vergonha para eles.

VOX - Que evidências são essas? TESSER - O estado de Illinois está quebrado e Chicago terá um déficit anual de US$ 500 milhões em 2010. Nossos políticos são corruptos. Famosos por enfiar dinheiro público no bolso quando fazem grandes obras. Nossa infra-estrutura mal consegue

suportar o trânsito de hoje. Sem chance de lidar com o impacto dos visitantes olímpicos.

VOX - Na pesquisa do COI, 70% dos moradores de Chicago apóiam os jogos na cidade. TESSER - Não há apoio público. Nós estamos loucos [com a possibilidade]. Quando o jornal Chicago Tribune fez uma pesquisa em fevereiro e perguntou se as pessoas apoiavam o uso de dinheiro público para financiar os jogos, 77% disseram que não.

VOX - Se o problema é dinheiro, o que dizer do Rio, que é muito mais pobre que Chicago? TESSER - Não podemos falar pelas outras cidades. Se o povo do Rio pensa que a Olimpíada de 2016 será boa para ele, é um direito que tem. Só sabemos o que é certo para nossa cidade. E trazer os jogos definitivamente não é. Se os moradores do Rio acham que não será um benefício, eles devem protestar da maneira que estamos fazendo. V

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entrevista Edson Celulari abe aquelas pessoas que são sérias no trabalho e extrovertidas na vida pessoal, entre parentes e amigos mais próximos? Nosso entrevistado é exatamente o contrário: um pai de família sério e compenetrado, um estudioso da profissão nas horas de folga. Tanto que levou para dentro de casa parte do seu trabalho. Para a composição de sua última personagem, pediu ajuda à esposa e à filha de seis anos. Ele é marido de ninguém menos que a atriz Cláudia Raia. Com ela, Edson Celulari aprendeu a andar de salto alto, cantar, dançar e se portar

S

Léo Pinheiro - Rio de Janeiro

como uma verdadeira dama. Tudo isso ao mesmo tempo! Na filha, Sophia, Edson buscou a compreensão do sentimento de mãe. Ou “pãe”, como o próprio define. Como já dissemos, esse comportamento ponderado acaba quando ele chega ao trabalho, local onde esse chefe de família e galã sedutor na verdade é, acredite, uma mulher! A dupla personalidade do ator, que os mineiros estão prestes a ver pela primeira vez, chama-se Edna Turnblad, mãe de Tracy, vivida pela atriz Simone Gutierrez, protagonista do espetáculo teatral “Hairspray”, sucesso absoluto nos

palcos do Rio de Janeiro. Durante a entrevista, Celulari fez questão de ressaltar que, para viver o papel que foi de John Travolta no Cinema, além do aprendizado que teve com “La Raia”, contou com o suporte de colegas, dos experientes aos mais jovens, de professores de canto e dança, do diretor Miguel Falabella e da produção – realmente impecável – da peça. O público de BH que aguarde porque a Edna, quer dizer, Edson, promete chegar com todo gás para aproveitar as delícias dos palcos e da culinária mineira, da qual ele confessou não dispensar nenhum prato.

Edson Celulari - Ator Divulgação/General Optical

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Divulgação/Jairo Goldflus

Edson Celulari, Simone Gutierrez, Jonatas Faro, Daniele Winits e Arlete Salles

VOX - Apesar do teatro ainda ser considerado elitizado no Brasil, em pouco tempo, a peça já entrou no mainstream, sendo parodiada, por exemplo, em programas de tevê como o “Zorra Total” e, até, virou papo de boteco. Que sucesso é esse? E.C - Acredito que um bom texto, quando bem defendido, pode cair no gosto do público. É o caso de “Hairspray” que, por onde passa, é sucesso. O filme teve, também, grande bilheteria em todo o mundo. A história é boa e inteligente. Fala de igualdade, sob o ponto de vista

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adolescente. Na nossa montagem brasileira, o Miguel (Falabella) traduziu e dirigiu com sabedoria de bom dramaturgo e comediante. Ele esteve cercado de bons profissionais da área de canto e dança. Uma equipe competente e alegre. Eu também fiquei surpreso com a receptividade do público. Tem gente de todas as idades; de 5 à 85! O carioca se afeiçoou aos personagens e tem procurado o espetáculo para se divertir. Estamos cumprindo uma linda temporada. Mérito, também, do produtor Sandro Chaim que acreditou e investiu alto nesse projeto que era seu sonho.

VOX - Você já sente o gosto do sucesso profissional e dos afagos de público e colegas há 30 anos. O que “Hairspray” trouxe de diferente para você? E.C - Nunca tinha feito um musical na minha carreira de ator. É muito difícil cumprir tantas exigências desse gênero de teatro. Tive que correr atrás de aulas de canto e de dança “em busca do tempo perdido”. Fazer uma mulher também não é tarefa fácil para um ator. É necessário muito estudo, observação e delicadeza. A mulher pensa e age diferente do homem. É muito mais complexa, sinuosa e consegue fazer dez coisas

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entrevista Edson Celulari ao mesmo tempo. Já nós... (Risos). “Hairspray” tem sido, realmente, uma experiência enriquecedora para mim.

VOX - O que falta para o Teatro brasileiro se popularizar? E.C - O que falta, ao nosso público de teatro, é base. Falta o hábito de levar os filhos ao teatro infantil, porque é de criança que se aprende... Nas escolas européias, teatro faz parte do currículo educacional. Eles estudam os autores clássicos de seus países. Já pensou que maravilha poder ver nossos alunos, aqui no Brasil, estudando Martins Pena? E falta, ao governo, assumir o papel de provedor cultural para poder estimular, fomentar, gerir e gerar todo tipo de expressão no âmbito das Artes Cênicas. O que se faz hoje, ainda é insuficiente para fazer do Brasil um país “maior” culturalmente.

VOX - O tema da peça é segregação e mudança de comportamento da sociedade norteamericana da década de 60. Hoje, esse mesmo povo elegeu um presidente negro. Você acredita que o preconceito físico está acabando ou o Obama e a Tracy são exceções que confirmam a regra?

VOX - Você crê que os gordinhos sofrem preconceito por trás das piadas e, como não existe uma lei de proteção, são humilhados e perdem oportunidades de trabalho? Existe esse preconceito? Você já o presenciou alguma vez? E.C - Claro que existe e podemos presenciar isso em cada esquina deste planeta regido pela “ditadura da beleza”. Quem não ouviu uma piada de gordo, e riu? Quem não

E.C - O preconceito é o pior sentimento inventado pelo ser humano. Ele empobrece qualquer sociedade. E existe em lugares que você nem imagina. Há, sim, um preconceito contra a beleza. Ela é dissociada do talento ou outras qualidades. Ser bonita ou bonito é sinônimo de “padrão-miss” e de burrice. E quem disse que “os feios” são maravilhosos? Nem sempre. Ou... Nem uma coisa nem outra. É preciso olhar as coisas como elas realmente são. Temos que treinar esse olhar e enxergar muito além das aparências.

VOX - E os seus preconceitos, onde estão escondidos? E.C - Eu tento questioná-los até eu perder o medo e a vergonha. E quando eles saem do esconderijo, a gente ilumina os danados até eles entenderem a luz e se transformarem em algo humano e sociável.

VOX - Em quê “Hairspray” mudou na sua vida?

Celulari e Simone Gutierrez

E.C - Acho o momento político norteamericano o melhor depois de muitas décadas. Eleger um presidente negro, para eles, é muito significativo, já que esta mesma sociedade assassinou, anos atrás, outro importante líder negro: Martin Luter King. Na nossa história, Tracy é uma h e roína branca, gordinha e que defende a igualdade de direitos entre as

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raças e se mostra muito bem resolvida com os seus quilinhos a mais. Ela luta bravamente contra um “Padrão de Estética” e vence, levando com ela a coroa de “Miss Hairspray” e o galã da história. O público adora essa subversão e torce pela Tracy. Já é um bom sinal, você não acha?

olhou para uma “grande pança” e pensou: esse aí vai subir que nem balão? Quem não teve pena de um marido ao vê-lo acompanhado por uma esposa obesa e de bunda gigante?

VOX - Você é um homem bonito, famoso e bem-sucedido. Você também sofre ou sofreu algum preconceito?

E.C - Estou crescendo, por dentro, cercado por muita gente talentosa e criativa. Tenho ao meu lado, queridos amigos como a Arlete Salles, com quem me Divulgação divirto muito. O próprio Miguel, a Dani Winitts, o Jonatas Faro. E a Simone Gutierrez, que faz uma Tracy adorável. Uma atriz incrível, disciplinada que canta, dança, sapateia e vem emocionando as platéias com o seu talento. É gratificante estar cercado por jovens bailarinos e cantores tão bem preparados.

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Divulgação/Jairo Goldflus

VOX - Você fica muito “rechonchuda” em cena (risos), porém, para carregar o peso do figurino sobre o salto alto você tem que estar em excelente forma física. Você teve que fazer alguma preparação especial? Fez dieta? E.C - Não é fácil ser uma mulher com 150 quilos! O universo feminino já é um desafio porque ele te arremessa peruca, salto-alto, cílios postiços, maquiagem, batom, sutiã

“Cada novo espetáculo, independente do momento da temporada, é uma adrenalina diferente”.

etc. Imagina tudo isso numa silhueta de glúteos imensos e seios tamanho 56! É preciso ter um corpo preparado para suportar essa “carga” toda. Eu tenho feito muito alongamento e exercícios aeróbicos. Pouca musculação para não abrutalhar a nossa Edna. Leveza é fundamental!

VOX - Em 2010 o espetáculo “Hairspray” será apresentado em Belo Horizonte. Você está liberado para a dieta mineira? (Risos) E.C - Adoro comer! Adoro sentar para comer e conversar. Um bom vinho também é boa companhia. Cláudia e eu viajamos, muitas vezes, só para poder conhecer ou repetir determinado restaurante ou prato. Nossos filhos também se sentem à vontade nesse assunto. Comer é uma arte e é necessário consultar profissionais. No dia-a-dia, nossas refeições são equilibradas. Muita salada, verduras, fibras e raízes. Frutas também.

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VOX - Qual seu prato predileto na culinária mineira? E.C - Adoro o leitão à pururuca, tutu à mineira, torresmo, arroz de panela de pedra, vaca atolada, picadinho à mineira, frango com creme de milho verde, galinhada mineira, suflê de abóbora etc. Sem falar dos doces: doce de leite cortadinho, bom bocado de queijo, ambrosia de Araxá, doce de batata doce, canjica, compota de goiaba etc. A mistura de influências da culinária africana e portuguesa deu um charme todo especial à Cozinha Mineira.

VOX - Está ansioso para se apresentar em Belo Horizonte? Depois de tanto tempo, com coreografias, músicas e texto seguro, a reestreia ainda dá frio na barriga? E.C - Cada novo espetáculo, independente do momento da temporada, é uma adrenalina diferente. O teatro exige uma entrega total daqueles que o realizam e assim é que é bom! “Hairspray” em BH vai ser uma grande emoção. Tenho levado meus projetos a Minas e sempre sou recebido com muito carinho. Sei das qualidades e das exigências do público mineiro e tenho certeza de que nossa temporada será uma grande festa! V

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moda

Azul e Nude Criatividade, sustentabilidade ambiental e baixo custo influenciam a coleção primavera/verão 2010 Luciana Hübner

stamos a poucos dias do início da primavera e com ela chegam ao mercado da moda muitas novidades. As tendências foram exibidas nas passarelas mais famosas do mundo e as grifes já prepararam peças de encher os olhos. Conforto é a palavra de ordem, mas é claro que a nova coleção não escapou dos efeitos da crise econômica internacional. De acordo com o especialista em moda Rodrigo Cezário, “neste ano, os estilistas buscaram criatividade com baixo custo, modelagens diferenciadas e sustentabilidade ambiental. A moda está cada vez mais democrática e não dá para identificar claramente as tendências. Há opções para todos os tipos de pessoas”, afirma. As peças da coleção primavera/verão são basicamente confeccionadas em tecidos naturais e leves como o linho, o algodão, a seda e a viscose. Quanto às cores, o azul estará em evidência, desde o celeste até o marinho. A outra cor da moda será o nude em várias tonalidades que vão do bege claro aos tons mais rosados. A tendência náutica, com o uso de listras nas cores marinho e vermelho, também estão sendo muito trabalhadas nas coleções. Entre os acessórios, os lenços, que estão em alta desde o último verão, continuam na moda e aparecem como cintos, faixas para os cabelos ou amarrados no pescoço. “A moda não vem mais para ser usada por uma só temporada”, conta Rogrigo Cezário. O verão também pede a mistura de tons e as coleções terão forte influência das estampas tribais africanas, com ênfase nas cores solares das savanas. A “oncinha” continua na moda, mas tra-

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balhada em versões mais coloridas. “Essa influência africana deve-se, provavelmente, ao ano da Copa do Mundo na África. Teremos também as estampas florais mais clássicas e sóbrias e tecidos que remetem a pinceladas de obras de arte”, salienta Rodrigo Cezário. Essas influências marcam a coleção primavera/verão 2010 da Engenharia da Roupa. A grife mineira completa 20 anos de mercado nos próximos meses e desfila a moda casual chique da mulher brasileira de norte a sul do país. De acordo com o empresário Rodrigo de Oliveira Carvalho, as peças estão versáteis como o dia-a-dia e sofisticadas como as ocasiões especiais. “Nessa coleção usamos um toque da África nas estampas. Alguns tecidos são específicos e trazem listras e florais, além de degradês. As modelagens lembram os anos 80. São harmônicas, arredondadas e volumosas. A cintura continua marcada e as calças da moda serão as mais largas”, conta ele. As peças são confeccionadas, principalmente em sarja, tricoline, jeans – com as variações de lavagem - e seda pura, mas também há espaço para as malhas. As cores variam entre os tons mais neutros - mas que não passam desapercebidos - como o branco, o bege e o caqui, além de tons luminosos de laranja, amarelo e rosa. Os tons de azul (celeste, royal, marinho) também aparecem. As cores ecológicas em variações de verde são usadas em várias peças. E a dupla que nunca perde peso, o preto e o branco, também marcam a coleção da grife. A principal aposta está sobre os macacões e macaquinhos, peças utilitárias que virão com grande força, seja para o uso cotidiano ou para festas.

EM ALTA



SAPATOS Rasteirinha com aplicações artesanais Saltos largos e grossos confeccionados em tons naturais de couro e piton ROUPAS Macacão jeans, seda e cetim Vestidos mais curtos, a um palmo acima do joelho Tomara que caia Vestidos coquetel confeccionados em tecidos armados com modelagem estruturada Terninho com calças mais justas em tons pastéis Camisas com modelagens diferenciadas nas golas e mangas Calças jeans estilo “boyfriend”, largas, com bainha dobrada para fora na altura da panturrilha Shorts com modelagem de alfaiataria Pantalonas ACESSÓRIOS Colares Lenços Golas Pulseiras grandes Brincos grandes Pérolas Correntes com banhos de metal

EM BAIXA ROUPAS



Calça skinny Legging

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“Neste ano os estilistas buscaram criatividade com baixo custo, modelagens diferenciadas e sustentabilidade ambiental. A moda está cada vez mais democrática e não dá para identificar claramente as tendências. Há opções para todos os tipos de pessoas”, é o que afirma Rodrigo Cezário (foto ao lado) especialista em moda e personal stylist.

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Calças dobradas para fora na altura da panturrilha – conhecidas como “my boyfriend´s pants” – virão com força total na próxima estação.

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Peças únicas, como o macaquinho, são tendência em tons de azul.

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As listras destacam a volta da referência náutica à moda

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Vestidos curtos e soltos ao corpo são símbolo do verão

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Lavagens dão toque especial no jeans para a próxima estação.

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Peças únicas em versões mais compridas também estarão em voga.

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Vox Acontece

radar de notícias

Confira as últimas notícias que movimentaram os sites, blogs, redes sociais e estão na boca dos formadores de opinião por todo mundo Wander Veroni e Luciana Hübner

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Nova Gripe

Vegetariano

Com o intuito de fugir da gripe Influenza A (gripe suína), que chegou também ao Brasil, muitas academias de ginástica têm mantido seus aparelhos de ar-condicionado desligados. A recomendação nem sempre é compreendida pelos clientes, que reclamam do calor e do desconforto. De acordo com especialistas, abrir as janelas e usar ventiladores é uma medida preventiva e serve para arejar ambiente. Além disso, recomenda-se o uso de gel líquido para limpar os aparelhos ou para higienizar as mãos.

A prefeitura da cidade belga de Ghent lançou uma campanha para tentar convencer seus cidadãos a abrirem mão do consumo de carne pelo menos um dia por semana. A idéia da iniciativa, lançada nesta semana, é de criar o

Ônibus A Prefeitura de São Paulo definiu no fim de agosto uma regulamentação para o serviço de TV em ônibus. As empresas de mídia poderão exibir programas ao vivo e pré-gravados, desde que o conteúdo não seja religioso, político, erótico ou considerado ofensivo. As normas atendem a pedidos da Globo e da Band. A Band já veiculava conteúdo, como receitas, em 500 ônibus da cidade. Já a Globo lançou um programa diário há duas semanas, mas recuou porque precisaria apresentar o conteúdo à SPTrans com uma semana de antecedência. A partir da agora, as empresas fornecerão links na internet em que técnicos da SPTrans poderão fiscalizar o conteúdo exibido nos coletivos. Dessa forma, a Globo voltará a ter programa diário, que mostrará resumos dos capítulos do dia anterior das novelas. A Band investirá em noticiário, mostrando fotos e títulos em letras grandes.

“dia vegetariano”, com os servidores públicos e vereadores dando o exemplo inicial a ser seguido, aos poucos, pelo resto da população local. A intenção da prefeitura é chamar a atenção para o impacto da criação de rebanhos sobre o meio ambiente. Com a medida, a prefeitura espera diminuir as emissões dos gases causadores de efeito estufa na cidade, além de ajudar no combate à obesidade.

Título de eleitor Uma boa notícia para quem quer ficar em dia com a Justiça Eleitoral ou tem que resolver alguns problemas de última hora. Agora, os mineiros podem requerer o alistamento, a revisão eleitoral e a transferência de título também pela internet. Depois de preencher o cadastro, o solicitante deve ir ao cartório eleitoral, no prazo máximo de cinco dias, para conferir os dados, comprovar o endereço e retirar o título. O objetivo do Tribunal Superior Eleitoral é oferecer mais rapidez no atendimento e segurança no envio de dados. O serviço estará disponível no portal do Tribunal Superior Eleitoral (http://www.tse.jus.br/internet/

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index.html) ou ainda acessar o site do TRE-MG (http://www.tre-mg.jus. br/portal/website/servicos_eleitor/ index.html).

Em caso de dúvidas, consulte o Disque-Eleitor do TRE-MG pelo telefone (31) 3291-0004.

Pipoca Cientistas da Universidade de Scranton, na Pensilvânia, apresentaram um estudo durante a 238ª Reunião da American Chemical Society (ACS), em Washington, que afirma que a pipoca e outros cereais matinais contêm “quantidades surpreendentes” de substâncias antioxidantes conhecidas como polifenóis – que têm potencial de diminuir

o risco de câncer e doenças cardíacas – normalmente encontradas em frutas e legumes. Os polifenóis são a principal razão pela qual frutas e legumes – e alimentos como chocolate, vinho, café e chá, se tornaram conhecidos por seu potencial para diminuir o risco de doenças.

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Ronco Em qualquer idade, indivíduos que apresentam sérias dificuldades para respirar durante o sono têm 50% a mais de chances de morrer antes que alguém da mesma idade que não sofre das mesmas condições. É o que diz um estudo da universidade de Johns Hopkins, nos Estados Unidos, que relacionou sintomas como ronco alto e sono difícil a uma menor expectativa de vida. Segundo os pesquisadores, um em cada quatro homens e uma em cada dez mulheres têm problemas para respirar quando dormem, em casos que na maioria das vezes não são diagnosticados.

Dieta Olhar fotos de bolos, doces e outras tentações podem ajudar mulheres decididas a emagrecer e manter o compromisso, segundo

um estudo do Instituto de Pesquisa em Psicologia e Saúde da Universidade de Utrecht, na Holanda, divulgado pela revista New Scientist. De acordo com a psicóloga Floor Kroese, autora do estudo, a tentação pode aumentar o autocontrole das mulheres que estão fazendo dieta. Para testar a teoria, Kroese e seus colegas dividiram 54 estudantes do sexo feminino em dois grupos e pediram que um deles olhasse a fotografia de um bolo de chocolate e o outro de uma flor, sob o pretexto de um teste de memória. As mulheres que viram a fotografia do bolo de chocolate, por

exemplo, demonstraram uma maior propensão em manter uma dieta saudável do que as estudantes que viram a foto da flor. Segundo a psicóloga, a visão de alimentos tentadores nem sempre leva à vontade de satisfazer o desejo de comê-los.

Raridade Sucesso que atravessa gerações, até hoje os Beatles estão entre as bandas que mais vendem álbuns no mundo. Por toda parte do planeta, fãs de carteirinha do grupo de Liverpool procuram colecionar raridades que marcaram a carreira da banda. Na Inglaterra, foram leiloados, no último dia 29/08, fotos raras dos integrantes dos Beatles quando eram estudantes, incluindo uma de Paul McCartney, aos 10 anos de idade, nunca vista antes. A foto foi encontrada recentemente por uma mulher na Grã-Bretanha, que a levou para a loja The Beatles Shop, especializada em vender artigos exclusivos da memória dos Beatles. Estima-se que o valor da foto possa chegar a 1.500 libras (cerca de R$ 4.600).

Camisinha Pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo uma “camisinha molecular” para mulheres em forma de gel para proteger contra a infecção pelo vírus HIV, causador da Aids. Segundo os cientistas que participam do projeto, o gel seria aplicado na vagina antes da relação sexual. Ao entrar em contato com o esperma, o gel liberaria uma substância anti-viral que atacaria o HIV e formaria uma rede que impediria a passagem do vírus. Em um

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radar de notícias estudo publicado na revista científica Advanced Functional Materials, os cientistas testaram o material em células vaginais humanas e comprovaram que ele bloqueia a passagem das partículas de HIV. A equipe de pesquisadores vem trabalhando no desenvolvimento da camisinha feminina em gel há vários anos.

Muito prazer Na última quinzena de agosto, o Ministério da Saúde lançou a campanha “Muito prazer, sexo sem DST” para prevenção das doenças sexualmente transmissíveis. Entre

Banda larga Internet lenta é coisa do passado. Com o crescente número de internautas, as operadoras brasileiras de banda larga já oferecem planos ultra-rápidos para usuários residenciais, mas as mensalidades ainda são muito caras, algo em tor-

Disco duplo

Sucesso no início da década de 1990, o grupo norte-americano R.E.M. anunciou detalhes do próximo disco da banda, um álbum duplo com 39 canções, gravado durante cinco shows realizados em Dublin, em 2007. O “R.E.M. Live at the Olympia” trará canções recentes como “Living Well Is the Best Revenge” e faixas antigas como “1,000,000”, mas deixará de foras os sucessos “Losing My Religion” e “Man On the Moon”. Segundo o site especializado em música Pitchfork, uma edição extra do registro acompanhará um DVD com registros dos bastidores da apresentação na capital irlandesa dirigido por Vincent Moon and Jeremiah. O último trabalho do R.E.M., “Accelerate”, foi lançado em 2008. “R.E.M. Live at the Olympia” será lançado em 26 de outubro.

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as novidades está um site de cartões virtuais que permite que o usuário avise parceiros sexuais sobre possíveis DSTs. No endereço http:// aids.gov.br/muitoprazer, o internauta poderá enviar cartões postais - anônimos ou identificados, para contar ao parceiro sobre uma possível infecção.

Downloads E por falar em CDs, os mesmos representaram 65% das vendas de música nos Estados Unidos, só no primeiro semestre de 2009. Entretanto, outro tipo de serviço está ganhando força, trata-se dos downloads pagos que estão crescendo cada vez mais e devem superar os CDs vendidos até o fim de 2010, segundo um estudo publicado pela empresa NPD Group. Nos seis primeiros meses deste ano, o download pago constituiu 35% da totalidade das vendas de música, contra 20% em 2007 e 30% em 2008. No primeiro semestre, iTunes, da Apple, reuniu 69% do mercado dos downloads pagos, deixando para trás a Amazon MP3 (8%). Para os CDs, o gigante americano WalMart liderava com 20% do mercado, seguido por Best Buy (16%), Target Distribution e Amazon (10% cada).

no de R$ 400. Enquanto os planos mais comuns variam de 2 a 3 Mbps, alguns dos pacotes de altíssima velocidade chegam a 100 Mbps. É o caso do plano anunciado no mês passado pela GVT, a R$ 499,90 por mês. Em tese, numa conexão de 100 Mbps, o download de um arquivo de 1 Gbyte pode levar um minuto e 20 segundos. Além dos downloads mais ligeiros, a banda ultra larga permite carregar sites quase instantaneamente e assistir a vídeos em alta definição. V

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esporte

A violência imbecil no futebol

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Emerson Romano jornalista esportivo

história que vamos reproduzir aqui relata uma triste realidade do futebol brasileiro. Tudo começou no longínquo ano de 1967, data de registro da primeira morte provocada por briga de torcidas no Brasil. Mas ainda vamos falar sobre isso. Primeiro, vamos analisar o resultado de uma pesquisa realizada pela Universidade de Campinas (Unicamp) e a Universidade de Amsterdã, na Holanda. Essa pesquisa revelou que, no Brasil, 64 torcedores já morreram em confrontos entre eles ou em choque com a polícia. E, pior do que isso, foi a análise estado por estado. No ranking das mortes, em primeiro lugar aparece o estado de São Paulo, com 19 mortes. Em segundo (para nossa vergonha) está Minas Gerais, com 14 mortes. Esse número é mais agravante ainda se pensarmos que só existem dois clubes grandes no Estado e, portanto, em comparação a São Paulo, o número de jogos entre as duas equipes é bem menor.

A ordem desse “ranking macabro” era Itália, Argentina e Brasil. Hoje, o Brasil lidera. São dados preocupantes se pensarmos que nosso país vai sediar a Copa do Mundo de 2014.

Mas qual é a solução? O promotor e coordenador da Comissão de Combate e Prevenção à violência nos estádios, José Antônio Baeta, defende o cadastramento das torcidas para que elas possam ser responsabilizadas por desordens dentro dos estádios. E quem não estiver legalizado, poderá ser impedido de frequentar o estádio. Há uns meses, tentou-se instituir o jogo de uma só torcida nos clássicos entre Atlético x Cruzeiro, a exemplo do que ocorre no exterior. Não deu certo. A verdade é que, além de penas severas, de uma resposta imediata da justiça, é preciso trabalhar a educação do torcedor. Sem educação não há cidadão responsável. E os clubes também deveriam ser responsabilizados, já que muitos entregam ingressos de graça, financiam viagens e até inserem determinados torcedores dentro dos próprios clubes.

“No Brasil, 64 torcedores já morreram em confrontos entre eles ou em choque com a polícia”

O restante do ranking mostra: 3º - Rio de Janeiro – 13 mortes 4º - Bahia – 05 mortes 5º - Rio Grande do Sul – 04 mortes 6º - Ceará e Maranhão – 03 mortes 8º - Brasília, Pará e Pernambuco – 01 morte. Outra pesquisa, realizada pelo sociólogo e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universo, Maurício Murad, revela que nos últimos dez anos, 42 torcedores morreram em conflitos dentro, no entorno ou nos acessos aos estádios de futebol. Em comparação com outros países, há dez anos, o Brasil é terceiro colocado no número de óbitos.

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Ah, já estava esquecendo ! Em 1967, Minas Gerais registrou a primeira morte por violência, da história do futebol no Brasil. Depois de ser esfaqueado por seu colega de trabalho após uma partida Atlético x Cruzeiro, o torcedor atleticano Crispim Modestino Costa assassinou o cruzeirense Joaquim Lima da Rocha, com dois tiros. Que registro triste para nosso Estado. V

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cultura

Humor ganha a noite de BH Grupos de stand up comedy são uma boa opção de diversão em bares da Capital mineira Wander Veroni

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Ribeiro, Henrique Pantarotto, Fernando Ceylão, Bruno Motta, Marcelo Adnet, Dani Calabresa, Rafinha Bastos, Oscar Filho, Diogo Portugal, Marcela Leal, Marcelo Mansfield e Danilo Gentili, entre outros. Criado no século XIX, nos Estados Unidos, o stand up comedy também revelou por lá inúmeros talentos que hoje são consagrados internacionalmente. Nomes como Woody Allen, David Letterman, Jim Carrey, Whoopy Goldberg, Billy Cristal, Bill Cosby, Richard Pryor, Ray Romano, Dana Carvey, Robin Williams e Eddie Murphy começaram a carreira desenvolvendo a arte de fazer humor com fatos do cotidiano.

de querer mostrar para o público que o mineiro sabe fazer humor e que prestigia esse estilo. Com muito empreendedorismo – e, graças a uma oficina de interpretação desenvolvida pelo jornalista e professor de inglês Ranieri Lima, os jovens humoristas decidiram criar espetáculos por conta própria e atualmente se apresentam em bares da capital mineira. “Foi a primeira vez que isto aconteceu: 100% de uma turma se unir para formar um grupo. Tenho orgulho em dizer que ajudei a fazer essa história e que me sinto Grupo humorístico - Stand Up Sport Clube Ranieri Damasceno, Caio Moretto, Luciano Martins, Leonardo Castro Santos, Bernardo Werneck.

Pelos bares de BH

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á dois tipos de humor: “o engraçado e o sem graça”. Essa é uma definição do grande mestre do humor brasileiro, Chico Anysio, mas que está a quase uma década fora do ar, e reflete bem a forma com que o grande público recebe esse gênero. E por ser uma das formas dramáticas que mais conquista fãs ao redor do mundo, o modo de fazer humor está se renovando e tem ganhado as ruas e os programas de TV. Trata-se do stand up comedy (comédia em pé ou de cara limpa), estilo em que o humorista se apresenta sem figurinos, maquiagem ou acessórios. Ele sobe ao palco sozinho, apenas com um microfone e um texto de sua própria autoria. Não se trata de contar piadas conhecidas do público, mas sim de construir situações engraçadas a partir de observações do cotidiano, respeitando a inteligência de quem assiste. Aqui no Brasil, o stand up comedy é muito usado – e de forma pioneira, por Chico Anysio e Jô Soares - em shows ao vivo e na abertura de programas televisivos. Pai de mais de 200 personagens, como Alberto Roberto, Velho Zuza, Bozó, Professor Raimundo, Divino, Painho, entre outros, Chico Anysio, no palco – além de interpretar seus personagens - sabe como ninguém fazer comédia com casos do dia-adia, provando que é versátil e que o humor possui vários estilos. Além disso, o stand up comedy ajudou a revelar uma nova geração de comediantes brasileiros como Márcio

Há um pouco Há pouco maismais de um ano, quatro de um ano, quatro grupos de jovens jovens grupos de humoristas perhumoristas perceberam queque ceberam Belo Horizonte Horizonte Belo poderia serser poderia o palco palcoideal ideo al para para esseesse tipo dehuhutipo de mor “cara mor “cara limpa”. São limpa”. São eles: o oQueijo Queijo eles: Comédia eeCaCaComédia chaça; Liga Ligadada chaça; Comédia; Turma Turma Comédia; da Comédia eeoo da Comédia Stand UpSport Sport Stand Up Club. Tudo Club. Tudo começou com começou coma vontade. a vontade conjunta

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mas nunca olhou pela perspectiva posta pelo humorista. O publicitário e jornalista Mário Alaska, que atua no grupo Turma da Comédia conta como se dá a dinâmica nos shows. “Geralmente, o comediante pode se aproveitar de uma situação ou algo que acontece no bar para fazer graça, como o riso mais alto de alguém da platéia, uma parte do texto que dá margem a interação, um copo que cai no chão, uma pessoa que passa na sua frente num momento engraçado do texto, ou seja: tudo pode ser uma pauta para o humorista. Cada dia de apresentação é diferente do outro, pois o público é o principal elemento do show”, diz. Mário Alaska, que é bancário, se apresenta com o imitador Cristiano Luiz, o médico e empresário Renatinho C.P. e os atores Christiano Junqueira e Thiago Alves.

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muito feliz por ter sido responsável, de certa forma, pela criação”, diz Ranieri, que também participa do grupo Stand Up Sport Club, ao lado do advogado Bernardo Werneck, dos estudantes Caio Moreto e Leonardo Castro do manobrista Luciano Martins. O pioneiro desse segmento em BH foi o grupo Queijo Comédia e Cachaça. Formado em meados de abril de 2008, é composto por cinco integrantes: os arquitetos Arthur Ottoni e Bruno Berg, os estudantes Edgar Quintanilha e Gabriel Freitas e a ex-estudante de jornalismo Paloma Santos. “A gente se conheceu por meio do Orkut – participando de comunidades de comédia. Nela encontramos um anúncio da Oficina do Ranieri. Então resolvemos nos inscrever no curso e, assim que concluímos, criamos o grupo. A idéia do nome veio de querer algo que fosse tipicamente mineiro e divertido”, conta Paloma. Outra característica do stand up comedy, além de fazer piada sobre as situações do cotidiano, é ironizar assuntos que estão na mídia, situações que estão sujeitas a acontecer com qualquer um e que o público automaticamente se identifica,

Grupo humorístico - Turma da comédia

Improvisação Ao que parece, essa idéia de unir bar e comédia tem dado muito certo. Em plena terça-feira, dia em que o movimento geralmente é muito menor do que o fim de semana, os bares tem se tornado uma

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Grupo humorístico - Queijo Comédia e Cachaça Arthur Ottoni, Bruno Berg, Edgar Quintanilha, Gabriel Freitas e Paloma Santos.

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opção interessante para um happy hour com os amigos. O promotor de vendas Guilherme Dasmasceno convidou a namorada e os amigos do trabalho para assistirem uma apresentação da Liga da Comédia no Butiquim Santo Antônio, na zona sul de Belo Horizonte. “Chegamos por volta de 19h30 e o bar estava lotado. Eu já tinha assistido a apresentação uma vez e fiquei fã. Como nem meus amigos, nem minha namorada conheciam, resolvi trazêlos aqui. O show é muito divertido e é uma opção bacana para reunir a galera”, conta. Por ser um estilo de humor mais descontraído, muitos bares de Belo Horizonte tem dado espaço para os grupos, assim como acontece nos Estados Unidos. O publicitário Caíque Oliveira, do grupo Liga da Comédia, acredita que a resposta positiva do público ajuda novos grupos se firmarem no mercado. “Como BH é considerada capital dos bares, a aceitação foi imediata. O clima de bate papo, em tom de informalidade, que o stand up produz, tem muito a ver com conversas de bar. É um happy hour divertido para quem trabalhou o dia inteiro, quer tomar uma cerveja com os amigos e dar boas risadas”, comenta.

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cultura

Onde assistir os grupos de stand up comedy em BH: Queijo Comédia e Cachaça www.queijocomediaecachaca.com.br

Telefone: (31) 3297-3846

Turma da Comédia

Horário: 20h30 – Toda terça-feira.

www.turmadacomedia.com.br

Contato: Caíque Oliveira Local: Bar Alemão Canapé Endereço: Rua Major Lopes, n° 470

(31) 8813-0800 publicidadecarlos@yahoo.com.br

-São Pedro Telefone: 3225 1919 Horário: 20h – Toda terça-feira. Contato: Paloma Santos (31) 9279 2333

Stand Up Sport Clube

Telefone: (31) 3297-3414 Horário: 19h30 – Todo domingo. Local: Bar Villa Rizza

Local: Maria das Tranças Endereço: Rua Professor Morais, 158 - Savassi

Liga da Comédia

Telefone: (31) 3261-4802

www.ligadacomedia.com.br

Horário: 18h30 – Todo domingo. Contato: Ranieri Damasceno (31) 9379-6486

Rua do Ouro na confluência da Contorno com Getúlio Vargas Telefone: (31) 3225-3533 Horário: 20h30 – Toda terça-feira. Contato: Mário Alaska (31) 9202-5960

standupsportclub@gmail.com marioalaska@gmail.com Divulgação

Santo Antônio.

Av. Raja Gabaglia 4767

www.standupsportclub.com.br

contato@queijocomediaecachaca.com.br

Local: Butequim Santo Antônio Endereço: Rua Leopoldina, 415 –

Local: Bar Fundo do Baú

Grupo humorístico - Liga da comédia - Caíque Oliveira, Myriam Campas, Bruno Costoli e Camilo Mello

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Vox Objetiva


cultura ocê está querendo curtir um bom passeio ao lado de amigos e familiares e não sabe o que fazer? Não se preocupe! A Revista Vox Objetiva faz um roteiro cultural pela cidade e abre o convite para você conhecer os points que agitam Belo Horizonte. Mas para isso, separamos a nossa agenda cultural em duas partes: a primeira, chamada Divirta-se, dá dicas de lugares e eventos selecionados sob medida para você não ter desculpa para ficar em casa. Ja segunda parte, o Programa-se, vai trazer uma seleção de endereços de locais onde você pode levar a sua família, amigos, namorada (o) ou até mesmo aquela paquera, hein? Entre na nossa viagem e divirta-se com a nossa agenda cultural.

NO ESCURINHO DO CINEMA Verônica decide Morrer Baseado no livro do autor brasileiro Paulo Coelho, de mesmo nome, o filme Verônica decide Morrer conta a história de uma bela jovem que, aos vinte e poucos anos, um bom trabalho e um apartamento em Nova York, chega a conclusão de que as pessoas são frias, vazias e que não faz sentido viver em um mundo assim. Assim, Veronica decide morrer com uma overdose de calmantes. Ao acordar de um coma, ela descobre que terá apenas uma semana de vida e resolve aproveitar cada momemto como se fosse o último. No elenco principal estão Sarah Michelle Gellar (‘O Grito’), Jonathan Tucker e David Thewlis.

divirta-se

Vox Cultural

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PALCOS & APLAUSOS Festival de Jazz de Ouro Preto

Wander Veroni e Luciana Hübner

Vox Objetiva

Ouro Preto sedia nos dias 18, 19 e 20 de setembro o Festival Tudo é Jazz, que está na sua oitava edição e homenageia os 70 anos da gravação de “Strange Fruit” de Billie Holiday. O evento tem entrada franca.

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cultura Uai Folia

MENTE ABERTA

Considerada uma das maiores micaretas de Minas Gerais, o Uai Folia será realizado nos dias 18 e 19 de setembro, no Mega Space, em Santa Luzia. No primeiro dia sobem ao palco as bandas Eva e Chiclete com Banana. No segundo dia, é a vez da banda Asa de Águia e do cantor Alexandre Peixe animarem a galera. Informações pelo site http:// www.folia.com.br

Dica de DVD

Dica de livro

COMER BEM Restaurante Baby Beef O Baby Beef é uma das churrascarias mais tradicionais de Belo Horizonte. A casa oferece 26 tipos de carnes, sendo a maioria importada do Uruguai e Argentina, além de vastos buffets de saladas e massas. Com capacidade para 600 pessoas, a casa fica aberta todos os dias, a partir das 11h30 até o último cliente. O restaurante fica na Av. Cristiano Machado, 4.000 - Complexo B, Cidade Nova - Belo Horizonte. Informações pelo telefone (31) 34261100.

A Cabana, do autor William P. Young. Editora Sextante, 240 páginas. Preço: R$ 24,90. Publicado nos Estados Unidos por uma pequena editora, o livro A Cabana é sucesso de crítica e leitores, contabilizando quase dois milhões de exemplares vendidos por todo o mundo. A trama começa quando a filha mais nova de Mackenzie Allen Philip é raptada durante as férias em família e há evidências de que ela foi brutalmente assassinada e abandonada numa cabana. Quatro anos mais tarde, Mack recebe uma nota suspeita, aparentemente vinda de Deus, convidando-o para voltar àquela cabana para passar o fim de semana. Ignorando alertas de que poderia ser uma cilada, ele segue numa tarde de inverno e volta ao cenário de seu pior pesadelo. O que encontra lá muda sua vida para sempre. Num mundo em que religião parece tornar-se irrelevante, “A Cabana” invoca a pergunta: “Se Deus é tão poderoso e tão cheio de amor, por que não faz nada para amenizar a dor e o sofrimento do mundo?” As respostas encontradas por Mack são surpreendentes.

Samba – DVD Arlindo Cruz MTV Ao Vivo. Gravadora: DECK DISC. Média de preço: R$ 26,90: Um dos sambistas mais respeitados do Brasil e que possui mais de 600 músicas de sucesso gravadas por artistas como Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Jorge Aragão, entre outros, Arlindo Cruz lançou recentemente o DVD/CD duplo “MTV Ao Vivo”. Arlindo Cruz passa toda a sua trajetória e, ao mesmo tempo, aproveita para se “reapropriar” de seus sambas, como: “Da Melhor Qualidade”, “Bagaço da Laranja”, “Ainda É Tempo Pra Ser Feliz”, “Saudade Louca” e “SPC”. Todas essas canções que tanto sucesso fizeram na voz de outros sambistas, ganham agora versões novinhas em folha de seu compositor, o intérprete de direito.

Exposição: Sobre duas ou três paisagens Reflexões sobre a pintura e sobre as paisagens que surgem a partir da relação entre o espaço habitado pelo homem e os elementos que permeiam este ambiente. Estas são algumas das reações que o pintor Rafael Zavagli quer provocar com a sua exposição Sobre duas ou três paisagens, aberta ao público de 05 a 27 de setembro, na Galeria Arlinda Correa Lima. Já no dia 24 de setembro, acontece um batepapo com o artista e lançamento do catálogo, às 19h, no Teatro João Ceschiatti, no Palácio das Artes. Informações pelo telefone (31) 3236-7400. V

* Para informações sobre eventos e a programação cultural da Capital mineira consulte os sites Guia Entrada Franca (http://guiaentradafranca.com.br/) – especializado na divulgação de eventos gratuitos ou de preços populares, e no BH Eventos (http://bheventos.com.br) – que repercute todos os tipos de eventos de Belo Horizonte.

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cultura

Vox Cultural Cinemas, teatros, espetáculos, bares e restaurantes. Fique atento às dicas para você não ficar em casa no fim de semana. Divirta-se! Wander Veroni

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cultura

Programe-se Belo Horizonte possui uma intensa atividade cultural. A região centro-sul da cidade reúne restaurantes de todos os tipos, culturas e bolsos. Os bares então, nem se fala: a Capital mineira orgulha-se de ser a cidade da melhor comida de boteco e não é à toa que o evento de mesmo nome, deixou BH na rota nacional de gastronomia. Além disso, com os seus 36 teatros, 54 salas de cinema, mais de 30 galerias de arte, 18 museus, mais de 20 parques, praças e bibliotecas espelhadas pelas regionais, o cidadão belo-horizontino pode se orgulhar destes espaços que servem como palco para intensa atividade cultural. A Revista Vox Objetiva dá a dica para você, seus amigos ou familiares, se divertirem no fim de semana. Fique ligado!

Cinema ART MINAS ESPAÇO PITÁGORAS Rua Irai, 235, Cidade Jardim. Tel.: (31) 3296-6653 Ingressos: segunda, terça e quinta-feira: R$ 10; quarta-feira :R$ 8; sexta-feira a domingo e feriados: R$ 12.

BELAS ARTES Rua Gonçalves Dias, 1581, Savassi. Tel.: (31) 3252-7232 Ingressos: segunda, terça e quinta-feira: R$ 12; quarta-feira: R$ 10; sexta-feira a domingo e feriados: R$ 14.

CINEPLEX BH BH Shopping, BR-040 s/n, km 447. Tel.: 4005-1414 Ingressos: segunda, terça e quinta-feira: R$ 10; quarta-feira: R$ 8; sexta-feira a domingo e feriados: R$ 14.

PAMPULHA MALL Av. Antônio Carlos, 8100, Pampulha. Tel.: (31) 3492-9155 Ingressos: segunda-feira: R$ 2,50; terça e quinta-feira: R$ 7; quartafeira: R$ 68; sexta-feira a domingo e feriados: R$ 10.

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Minas Shopping, Av. Cristiano Machado, 4000, Cidade Nova. Tel.: (31) 3426-1202. Ingressos: segunda a quinta-feira: R$ 8,40 e de sexta-feira à domingo: R$ 11,40.

HUMBERTO MAURO Av. Afonso Penna, 1537, Centro. Tel.: (31) 3236-7400 Ingressos: terça-feira a domingo: R$ 5.

MULTIPLEX CIDADE Shopping Cidade, Rua Rio de Janeiro, 910 – Centro. Tel.: (31) 32729720 Ingressos: segunda a quinta-feira: R$ 10 e de sexta-feira a domingo: R$ 14.

MULTIPLEX DEL REY Shopping Del Rey, Av. Presidente Carlos Luz, 3001 – Caiçara. Tel.: (31) 3415-6021 Ingressos: segunda a quinta-feira: R$ 10 e de sexta-feira a domingo: R$ 14.

UNIBANCO SAVASSI Rua Levindo Lopes, 358, Savassi. Tel.: (31) 3277-6648 Ingressos: segunda, terça e quin-

ta-feira: R$ 12; quarta-feira: R$ 10; sexta-feira a domingo e feriados: R$ 14.

SHOPPING NORTE Av. Vilarinho, 120. Venda Nova. Tel.: (31) 3451-8990 Ingressos: segunda a quinta-feira: R$ 8 e de sexta-feira a domingo: R$ 10.

DIAMOND MALL Av. Olegário Maciel, 1600, Sto Agostinho. Tel.: (31) 4005-1414 Ingressos: segunda, terça e quinta-feira: R$ 10; quarta-feira: R$ 8; sexta-feira a domingo e feriados: R$ 14.

BIG Big Shopping, av. João César de Oliveira, 1275, Contagem. Tel.: (31) 3391-3345 Ingressos: segunda a quinta-feira: R$ 8 e de sexta-feira a domingo: R$ 10.

USINA UNIBANCO Rua Aimorés, 2424, Lourdes. Tel.: (31) 3337-5566 Ingressos: segunda, terça e quinta-feira: R$ 12; quarta-feira: R$ 10; sexta-feira a domingo e feriados: R$ 14.

Vox Objetiva


USIMINAS PARAGEM

ITAÚ POWER

VIA SHOPPING

Av. Mário Werneck, 1360, Buritis. Tel.: (31) 3378-0216 Ingressos: segunda, terça e quinta-feira: R$ 10; quarta-feira: R$ 9; sexta-feira a domingo e feriados: R$ 12.

Shopping Itaú Power – av. General David Sarnoff, 5160, Cidade Industrial, Contagem. Tel.: (31) 3363-5005 . Ingressos: segunda a quinta-feira: R$ 10 e de sexta-feira a domingo: R$ 12.

Via Shopping, av. Afonso Vaz de Melo, 640 – Barreiro. Tel.: (31) 33849261. Ingressos: segunda a quinta-feira: R$ 8 e de sexta-feira a domingo: R$ 10.

TEATROS

ESPAÇO CULTURAL AMBIENTE Rua Grão Pará, 185, Sta Efigênia. Tel.: (31) 3227-7331

TEATRO ALTEROSA Av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta. Tel.: (31) 3237-6611

TEATRO DOM SILVÉRIO

TEATRO DA MAÇONARIA

Av. Nossa senhora do Carmo, 230, Savassi. Tel.: (31) 3209-8989.

Av. Brasil, 478, Sta Efigênia. Tel.: (31) 3213-4959.

TEATRO SESI MINAS

TEATRO DA CIDADE

Rua Padre Marinho, 60, Sta Efigênia. Tel.: (31)3241-7181.

Rua da Bahia, 1341, Centro. Tel.: (31) 3273-1050.

TEATRO DO SESC

TEATRO FRANCISCO NUNES

Rua Tupinambás, 908, Centro. Tel.: (31) 9305-1071.

Av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal.

ESPETÁCULOS PALÁCIO DAS ARTES Avenida Afonso Pena Centro. Tel: (31) 3237-7399.

1537

-

CENTRO CULTURAL SERRARIA SOUZA PINTO Av. Assis Chateubriand 809 - Centro. Tel: (31) 3213-3434.

BARES AFRODICK Rua Tomé de Souza 600 – Savassi. Tel.: (31) 3223-2362

MARIA DE LOURDES BOTEQUIM Rua Tomaz Gonzaga 568 – Lourdes. Tel.: (31) 3292-6905

SANTA FÉ BAR E RESTAURANTE Rua Pernambuco 800 – Savassi. Tel.: (31) 3261-6446

Vox Objetiva

PEDACINHOS DO CÉU (CHORINHO AO VIVO) Rua Belmiro Braga 774 – Caiçara. Tel.: (31) 3462-2260

JOE´S PASTA PUB CARTOLA BAR Rua Vila Rica 1.168 – Caiçara. Tel.: (31) 3464-9778

ZIRIGUIDUN Av. Carlos Luz 470 – Caiçara. Tel.: (31) 8844-1523

Rua Pernambuco 767 – Tel.: (31) 3261-7305

Savassi.

VILLA RIZZA BAR TEMÁTICO Av. do Contorno 4383 – Serra. Tel.: (31) 3225-3533

55


cultura RESTAURANTES MESTRE CUCA RESTAURANTE MESTRE CUCA Rua Tupinambás 397 – Centro. Tel.: (31) 3273-5357

EMPORIUM Av. Afonso Pena 4034 – Mangabeiras. Tel.: (31) 3281-1277 Av. do Contorno 6749 – Savassi. Tel.: (31) 3297-4415

PAIOL GRILL

Rua Rio de Janeiro 423 – Centro. Tel.: (31) 3273-5357

Rua Ceará, 630 – Santa Efigênia. Tel.: (31) 3222-4686

XICO DA KAFUA

RANCHO FUNDO

Av. Itaú 1195 – João Pinheiro. Tel.: (31) 3375-2640

Av. Professor Mário Werneck, 1000 – Buritis. Tel.: (31) 3378-7300

MINEIRÍSSIMO Av. Cel. Oscar Paschoal, 863 (ao lado do Mineirinho). Tel.: (31) 3441-2727

HOTÉIS AMAZONAS PALACE HOTEL

CAESAREA PALACE HOTEL

Av. Amazonas 120 - Centro Tel.: (31) 3309-4650

Rua Bernardo Guimarães 925 - Funcionários Tel.: (31) 3263-7000

AUGUSTUS HOTEL Av. do Contorno 7090 - Lourdes Tel.: (31) 3281-5344

CLASSIC HOTEL Rua da Bahia 2727 - Savassi Tel.: (31)3282-3366

BELO HORIZONTE PLAZA Rua Timbiras 1660 - Lourdes Tel.: (31) 3247-4700

AMBASSY HOTEL Rua Caetés 633 - Centro Tel.: (31) 3279-5000

COMODORO TOURIST HOTEL Rua Carijós 508 - Centro Tel.: (31) 3201-5522

BRASIL PALACE HOTEL Rua Carijós 269 - Centro Tel.: (31) 3273-3811

ÉVORA PALACE HOTEL

BH PLAZA HOTEL

Rua Sergipe 1415 - Savassi Tel.: (31) 3227-6220

Rua Timbriras 1660 - Lourdes Tel.: (31) 3247-4700

FRIMAS HOTEL

BH LOURDES HOTEL

Av. do Contorno 2157 - Santa Tereza Tel.: (31) 3248-4800

BOULEVARD PLAZA Av. Getúlio Vargas 1640 - Savassi Tel.: (31) 3269-7000

CAESAR BUSINESS BH Av. Luís Paulo Franco 421 - Belvedere Tel.: (31) 2123-9898

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Rua Sergipe 939 - Savassi Tel.: (31) 3526-3266

HOTEL WIMBLEDON Av. Afonso Pena 772 - Centro Tel.: (31) 3222-6160

IBIS BELO HORIZONTE ESTORIL HOTEL Rua Carijós 454 - Centro Tel.: (31) 3201-9322

Rua Timbiras 1660 - Lourdes Tel.: (31) 3247-4700

HOTEL SAVASSI

Av. João Pinheiro 602 - Funcionários Fone: (0xx31) 3224-9494

INTERNACIONAL PLAZA PALACE HOTEL Rua Rio de Janeiro 109 - Centro Tel.: (31) 3201-5060

LORMAN HOTEL Rua Guarani 165 - Centro Tel.: (31) 3201-6100

GRAN DAYRELL MINAS HOTEL Rua Espírito Santo 901 - Centro Tel.: (31) 3248-1188

LIBERTY PALACE Rua Paraíba 1465 - Savassi Tel.: (31) 2121-0900

HOTEL FINANCIAL Av. Afonso Pena 571 - Centro Tel.: (31) 3270-4000

NORMANDY HOTEL Rua Tamóios 212 - Centro Tel.: (31) 3201-6166

Vox Objetiva


MERCURE BH LOURDES Av. do Contorno 7315 - Lourdes Tel.: (31) 3298-4105

PALMEIRAS DA LIBERDADE HOTEL Rua Sergipe 893 - Savassi Tel.: (31) 3263-3500

OURO MINAS PALACE

SERRANA PALACE HOTEL Rua Goitacazes 450 - Centro Tel.: (31) 3271-0200

SOL BELO HORIZONTE

Av. Cristiano Machado 4001 - Ipiranga Tel.: (31) 3429-4001

QUALITY HOTEL

OTHON PALACE

ROYAL CENTER HOTEL

Av. Afonso Pena 1050 - Centro Tel.: (31) 2126-0000

Rua Rio Grande do Sul 856 - Lourdes Tel.: (31)2102-0000

Av. Afonso Pena 3761 - Serra Tel.: (31) 2111-8900

Rua da Bahia 1040 - Centro Tel.: (31) 3274-1344

VIA CONTORNO HOTEL Av. do Contorno 9661 - Prado Tel.: (31) 3275-2599

POUSADAS E FLATS VOLPI APART-HOTEL Rua Levindo Lopes 231 - Savassi Tel.: (31) 3281-1036

GUIGNARD APART-HOTEL

CHEVERNY APART HOTEL Rua Timbiras 1492 - Centro Tel.: (31) 3274-2366

FORUM APART HOTEL

POUSADA SOSSEGO DA PAMPULHA

Rua Tomé de Souza 1075 - Savassi Tel.: (31) 3227-3599

Rua Tenente Brito Melo 472 - Barro Preto Tel.: (31) 3290-0950

Av. Cel José Dias Bicalho 1258 Pampulha Tel.: (31) 3491-8020

SAN FRANCISCO FLAT SERVICE

BRISTOL GOLDEN PLAZA APART HOTEL

POUSADINHA MINEIRA Rua Araxá 514 - Floresta Tel.: (31) 3423-4105

Av. Álvares Cabral 967 - Lourdes Tel.: (31) 3330-5600

ST. PAUL RESIDENCE SERVICE Rua São Paulo 1636 - Lourdes Tel.: (31) 3291-5559

CHALÉ MINEIRO

Rua Rio de Janeiro 1436 - Lourdes Tel.: (31) 3273-0330

BRISTOL LA PLACE APART HOTEL Av. Cristiano Machado 1587 - Cidade Nova Tel.: (31) 3481-5122

Rua Santa Luzia 288 - Santa Efigênia Tel.: (31) 3467-1576

MERCURE CASABLANCA Rua Guajajaras 885 - Centro Tel.: (31) 3217-8705

LE FLAMBOYANT HOME SERVICE

AJ O SORRISO DO LAGARTO

MERCURE LIFECENTER

Rua Rio Grande do Norte 1007 Savassi Fone: (0xx31) 3261-5233

Rua Cristina 791 - São Pedro Tel.: (31) 3283-9325

PANCETTI APART-HOTEL Rua Pernambuco 1045 - Savassi Tel.: (31) 3269-1300

CHAMPAGNAT APART-HOTEL Rua Santa Rita Durão 1000 - Savassi Tel.: (31) 3261-5755

IANELLI APART-HOTEL Rua Paraíba 1287 - Savassi Tel.: (31) 3269-2800

Vox Objetiva

Rua Cícero Ferreira 10 - Serra Tel.: (31) 3280-3700

MAX SAVASSI APART SERVICE MERCURE MY PLACE Rua Professor Morais 674 - Savassi Tel.: (31) 3281-2191

MERCURE APARTAMENTS VILA DA SERRA Alameda da Serra 405 (Seis Pistas) - Belvedere Tel.: (31) 3289-8100

BRISTOL ALGARVE APART HOTEL Rua São Paulo 1628 - Lourdes Tel.: (31) 3275-2505

Rua Antônio de Alburquerque 335 Savassi Tel.: (31) 2101-6466

BRISTOL METROPOLITAN APART HOTEL Av. Getúlio Vargas 286 - Savassi Tel.: (31) 3281-1049

MK APART HOTEL Rua Cláudio Manoel 489 - Savassi Tel.: (31) 2121-0047

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cultura PASSEIOS PRESÉPIO DO PIPIRIPAU Rua Gustavo da Silveira 1035 - Santa Inês. Tel: (31) 3461-5805. Horário (sem movimento cenográfico): terça a sexta, de 8h às 11h30 e de 13h às 16h. Sábado e domingo, de 10h às 17h. Horário (com movimento cenográfico): sábado e domingo, às 11h e às 15h.

MERCADO CENTRAL Avenida Augusto de Lima 744 Centro. Tel: (31) 3274-9434. Horário: seg. a sábado, de 7h às 18h. Domingo e feriados, de 7h às 13h.

MUSEU HISTÓRICO ABÍLIO BARRETO Av. Prudente de Morais 202 - Cidade Jardim. Tel: (0xx31) 3277-8573. Horário: de terça-feira a domingo, de 10h às 17h.

MUSEU DE ARTE DA PAMPULHA Av. Otacílio Negrão de Lima 16.585 - Lagoa da Pampulha Tel: (31) 3277-7946. Horário: de terça-feira a domingo, de 9h às 19h.

MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL E JARDIM BOTÂNICO DA UFMG Rua Gustavo da Silveira 1.035 - Santa Inês. Tel: (31) 3461-5805. Horário: terça a sexta, de 8h às 11h30 e de 13h às 16h. Sábado e domingo, de 10h às 17h.

PARQUES Tel: (31) 3277-9697. Horário: terça a domingo e feriados, de 8h às 18h.

PARQUE MUNICIPAL AMÉRICO RENNÉ GIANNETTI Av. Afonso Pena s/n - Centro. Tel: (31) 3277-4161. Horário: terça a domingo, de 6h às 18 h.

PARQUE DAS MANGABEIRAS Av. Anel da Serra (alto do Mangabeiras)

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FUNDAÇÃO ZOO BOTÂNICA DE BH Av. Otacílio Negrão de Lima 8000 Lagoa da Pampulha. Tel: (31) 3277-7100. Horário: de terça a domingo, de 8h30 às 16h.

PARQUE ECOLÓGICO PROMOTOR FRANCISCO LINS DO REGO Av. Otacílio Negrão de Lima 7.111 Lagoa da Pampulha. Tel: (31) 3277-7439.

Horário: sexta a domingo, de 8h30 às 17h.

PARQUE DO MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL DA UFMG Rua Gustavo da Silveira 1035 - Santa Inês. Tel: (31) 3461-5805. Horário: terça a sexta, de 8h às 11h30 e de 13h às 16h. Sábado e domingo, de 10h às 17h.

PARQUE JUSCELINO KUBITSCHECK (PRAÇA JK) Av. Bandeirantes s/n, no bairro Sion.

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Vox Objetiva


imóveis

Pense, humanize, construa com inteligência e fature

om expectativa de vida superior a 76 anos no Brasil, certamente está aumentando aos milhões o número de cidadãos com dificuldade de locomoção. Diante desse quadro, causa estranheza a ausência de um edifício com vários ou todos os apartamentos destinados a portadores de necessidades especiais. A experiência comprova que as regras atuais que exigem das construtoras adaptações específicas em apenas algumas unidades do prédio não são eficazes, porque complicam a construção em geral e acarretam custos, sem retorno para a maioria dos adquirentes que não precisam dessas alterações. E uma reforma em prédios antigos para adaptá-los, às vezes, se mostra inviável. Esse importante segmento social busca residir em apartamentos que oferecem mais conforto, independência e mobilidade aos cadeirantes. Mas, a falta de criatividade tem feito os empresários ignorarem que qualquer filho ficaria feliz em poder oferecer aos seus pais uma moradia onde esses pudessem passar a cadeira de rodas sem “lutar” com os marcos de portas estreitas... que pudessem ir ao banheiro sozinhos... que tivessem pisos antiderrapantes e corrimãos apropriados para evitar quedas... e janelas mais baixas para contemplar a paisagem. Da mesma forma, os pais de filhos com dificuldade de locomoção sempre fazem de tudo para facilitar a convivência e desenvolvimento, mas a falta de edifícios voltados para esse segmento ávido por um produto diferenciado torna um desafio encontrar um apartamento adequado para comprar ou alugar.

C

Kênio de Souza Pereira Consultor Jurídico da Câmara do Mercado Imobiliário e do Sindicato do Mercado Imobiliário de Minas Gerais e também Representante em MG da Associação Brasileira de Advogados do Mercado Imobiliário.

Vox Objetiva

Como esses importantes compradores e inquilinos, com bom poder aquisitivo e dispostos a ter mais conforto para facilitar sua locomoção e independência, não encontram edifícios projetados a atendê-los? Muitos fariam tudo para proporcionar maior acessibilidade ao seu querido familiar que sofreu um AVC, problema de coluna ou queda. Todos nós, se não ocorrer nenhum acidente de percurso, provavelmente, daqui a algumas poucas décadas, necessitaremos de uma moradia sem obstáculos, que nos dê segurança ao nos movimentarmos sem termos que pedir ajuda, pois temos direito de manter nossa autonomia e liberdade facilmente obtidas com pequenas adaptações construtivas que em nada atrapalham os demais moradores. Muitos negócios seriam concluídos se o apartamento possuísse pequenas adaptações que custam muito pouco, mas que são preciosas para jovens e idosos que desejam melhor mobilidade. Isso é tão evidente que a lei impõe passeios, cinemas e até prédios públicos com rampas para atender esses consumidores. Penso que um edifício com unidades com portas mais amplas, sem degraus, com apoios e corrimãos apropriados, banheiros amplos que propiciassem mais conforto e privacidade, seria um grande avanço e um ótimo negócio para a construtora. Basta vontade de conhecer as necessidades desses compradores, pois o risco de se envolver e agir poderá ser gratificante, lucrativo e demonstrar que nossa sociedade evoluiu, se tornou mais inclusiva, fraterna e digna. V

“Muitos negócios seriam concluídos se o apartamento possuísse pequenas adaptações que custam muito pouco, mas que são preciosas para jovens e idosos que desejam melhor mobilidade.”

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clima

O aquecimento global nas montanhas de Minas

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Ruibran Reis

em altitude com baixas temperaturas é o gambá lemuróide de cauda anelada, que vive numa cadeia de montanhas na Austrália. Se esse animal passar mais de 5 horas em local com temperatura alta, morrerá. O monte Kilimajaro, localizado ao norte da Tanzânia, junto à fronteira com o Quênia, é o ponto mais alto da África; com uma altitude de 5.891,8 m, teve sua área nevada reduzida de 12 km2 há um século para apenas 2 km2 hoje. Minas Gerais possui regiões montanhosas, onde o clima é agradável, com características de ser úmido e frio. Não há estudos sobre se o aquecimento global está alterando o microclima e, conseqüentemente influenciando a biodiversidade. Portanto, você que está longe da poluição dos centros urbanos, e que produz com desenvolvimento sustentável, não vai deixar de sentir o efeito das atividades antrôpicas. V

“O monte Kilimajaro, localizado ao norte da Tanzânia, junto à fronteira com o Quênia, é o ponto mais alto da África”

Divulgação

meteorologista

ientificamente é comprovado que a temperatura do ar cai mais de meio grau a cada 100 metros de altitude. Isto é, à medida que subimos numa montanha, o ar vai se tornando mais frio. Em Minas Gerais, o pico da Bandeira, situado a 2890m, registra temperaturas negativas no inverno. É fácil observar a diversidade de plantas e animais que se adaptaram ao clima de altitude. Para esse século, os modelos de previsão de mudança climática mais otimistas preveem uma elevação mínima de 1,1ºC, podendo chegar a 3ºC. O que isso representará para a biodiversidade das montanhas? Os resultados encontrados em vários países mostram que o planeta está perdendo muitas de suas espécies de plantas e de animais. O clima quente, que muda num intervalo de 30 a 100 anos, é muito rápido para adaptação das espécies. Um bom exemplo de animal que vive

Monte Kilimajaro

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rir faz bem, sorrir também

NASCEU Na sala de espera da maternidade: - Com quanto seu filho nasceu? - Cinco mil reais, fora o anestesista!

PAI PROFESSOR Mário Brito humorista

A professora pergunta ao Fernandinho se ele aprendeu os números: - Aprendi “fessôra”. Papai me ajudou... - Muito bem. O que vem depois do três? - Quatro. - Muito bem. Depois do seis? - Sete. - Parabéns, você aproveitou bem a ajuda do seu pai. E depois do dez? O menino sorri e fala: - VALETE!

LOURA

A loura chega para viajar de avião pela primeira vez. Quando vai entrar na sala de embarque é barrada pelo funcionário, que fala: - Para embarcar tem que fazer o CHECK-IN. Ela responde nervosa: - Que CHEQUIM que nada! Eu paguei a passagem à vista!

HEIN?? A mulher chega em casa e pega o marido na cama com a empregada: - Mas que coisa mais FEIA, Juvenal! - FEIA, mas é boa de cama!

VERDADE BLITZ

O guarda para aquela senhora na blitz: - Quando a senhora passou pelo sinal eu calculei 70 no mínimo! - Ah, deve ser essa roupa. Ela sempre me faz parecer mais velha!

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Sempre que você chegar pontualmente a um encontro não haverá ninguém lá para comprovar, se ao contrário você se atrasar, todo mundo terá chegado antes de você.

CURIOSIDADE Quer conhecer sua namorada? Case! Quer conhecer sua esposa? Separe!

NO RESTAURANTE O cara leva a namorada em um restaurante japonês. Para tirar onda, pega o cardápio, aponta um nome e fala: - Eu vou comer esse aqui, você me acompanha? O garçom, com a maior cara de pau, informa: - Acho melhor o senhor escolher outra coisa. Esse é o nome do dono do restaurante, e ele é campeão de judô!

PRECE A mãe chega na porta do quarto da filhinha de seis anos e escuta ela rezando antes de dormir: - Querido Papai do céu... Neste inverno, por favor, mande roupas para todas aquelas mulheres do computador do papai! Amém! V

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e t n e G tende n e e qu você.

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Vox Objetiva

Revista Vox Domini Objetiva N°1  

Edição número 1 da Revista Vox Domini Objetiva

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