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NO LUGAR DO ESTADO A arriscada confiança de quem contrata um desconhecido para proteger pessoas e casas. FOTO: ÉLCIO PARAÍSO

Diário ANO 2 - NÚMERO 5 - MAIO - 2009 DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

DE BORDO

Chegou... Um vírus mutante deixa o mundo menor, muda a rotina de dezenas de países e coloca o Brasil em alerta depois dos primeiros casos confirmados


Diário D DE E B BO OR RD DO O Ano 2 - Número 5 - Maio de 2009

16 Gripe suína ou mexicana? O vírus mutante está confirmado no Brasil. E agora? Diário de Bordo preparou um panorama especial sobre a gripe influenza A que assola o mundo. Acompanhe o assunto mais comentado nas principais rodas de conversa dos últimos tempos.

14 A falha nossa de cada dia Pandemia - O mundo em estado de alerta depois da gripe suína. Página 16

Especialista em urologia afirma que sete em cada dez homens apresentam algum tipo de disfunção erétil. O problema existe também entre adolescentes, mas as causas são bem diferentes.

26 O amigo de quatro patas Surge no mercado um novo especialista. São os contratados para ajudar a escolher o melhor cão para companhia da família.

40 O inimigo mora ao lado A Polícia Federal alerta para os riscos na contratação de empresas clandestinas de segurança. O custo mais baixo no final do mês pode se transformar em pesadelo. Na outra ponta, moradores de bairros isolados se defendem, criticando a falta de policiamento e o direito à segurança cada vez mais caro. Segurança - Os riscos de contratação da segurança clandestina. Página 40

45 Na trilha Marina Balbi estreia uma nova coluna."Na Trilha" vai trazer as novidades do mundo cross.

FOTO: ÉLCIO PARAÍSO

46 Apito duvidoso Acusações sem resposta, dúvidas em campo. A eterna sensação de que, no futebol brasileiro, o poder está sempre nas mãos de poucos.

58 Condomínio fechado Quanto dever se a taxa para os que vivem em áreas cada vez mais procuradas?

62 Sem ser semeado

BH- Especialista afirma que disfunção erétil é normal nos homens

Página 14

Diário D DE E B BO OR RD DO O Diário de Bordo (marca registrada) é uma revista de circulação bimestral publicada sob a responsabilidade da Vox Domini Comunicação Ltda. "...o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo" Daniel 11:32.

4 Diário de Bordo

O Alecrim do Campo, considerado mato durante décadas, agora é fonte de renda e saúde. A planta é fonte de produção da própolis verde que está garantindo lucros aos apicultores e ajudando nas pesquisas contra os vários tipos de câncer.

Expediente: Carlos Viana

Rodrigo Linhares

Ronan Munhoz

EDITOR E JORNALISTA RESPONSÁVEL

DIRETOR COMERCIAL

PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO

(31) 3088-6 6379

carlos.viana@diariodebordo.info / comercial@diariodebordo.info – 031 7811-4714/ rmunhoz@oi.com.br - 031 9223-9774 Sugestões de reportagem podem ser enviadas para jornalismo@diariodebordo.info


Somos destruidores de sonhos Carlos Viana

"Q

uando a atual crise mundial terminar, o que se espera para o final de 2010, o Brasil será um dos primeiros países a sair na frente em termos de crescimento econômico, ao lado de outros emergentes, como China e Índia". A afirmação foi feita por Octavio de Barros, um dos nomes mais respeitados quando o assunto é análise da economia brasileira e mercado de capitais. Barros, além de palestrante, é também diretor de Pesquisas e Análises Macroeconômicas do Bradesco. Um cargo que tem, obrigatoriamente, de ser preenchido por quem sabe analisar dados e planejar situações futuras, ainda que as mais adversas. Para o economista, que também já atuou como assessor econômico do Ministério da Fazenda e do Banco Central do Brasil, o PIB do mundo desenvolvido ficará negativo em 3,4% neste ano, enquanto, entre os países emergentes haverá crescimento médio de 1,74%. Para o próximo ano, o PIB dos países desenvolvidos crescerá 0,88%, enquanto as "novas locomotivas", como ele chama os emergentes, crescerão 3,10%. "O cenário, para daqui a seis anos, é de que o produto interno bruto do conjunto dos países emergentes ultrapasse o das nações desenvolvidas", acredita Octávio de Barros. As declarações foram feitas durante um encontro em Belo Horizonte promovido pela APIMEC, a Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de capitais. Em silêncio, a platéia, composta por homens e mulheres vestindo o que há de melhor em gravatas importadas e taillers caríssimos, se manteve quieta e meio desconfiada de tanto otimismo em um tempo em que os indicadores econômicos ainda permanecem instáveis. De fato, é difícil acreditar em um mundo onde os gigantes e ricos países desenvolvidos estejam sendo obrigados a ceder lugar a novos coadjuvantes que, há até bem pouco tempo eram apenas expectadores do cenário mundial. Leia-se aqui, o nosso gigante, injusto, violento, mas querido Brasil.

Durante uma hora, o economistachefe do Bradesco mostrou que os dados brasileiros se mantinham positivos em quase todos os setores, menos nas exportações que ainda devem permanecer bom tempo em quarentena. Mais satisfatório ainda foi ouvir de um legítimo representante do mercado de capitais que o Brasil ultrapassou outra fase importante de nossa vida política. "O mundo já não se preocupa com quem vai ser eleito no Brasil", vaticinou. Com os ouvintes cada vez mais calados e boquiabertos, descortinou-se um cenário que seria inimaginável há 10 anos, quando Luis Inácio Lula da Silva ainda remoía as derrotas sucessivas nas urnas eleitorais por conta do medo dos eleitores, dos militares e dos donos de bancos, como os patrões de Octávio de Barros. Sentado e anotando os detalhes, me dei conta da importância de ouvir que o Brasil está sendo percebido hoje, no mundo, como uma economia estável e institucionalmente madura. Ufa! Não somos mais uma geração perdida. Se existiam dúvidas do nosso sucesso - mesmo depois que o ex-operário Lula foi colocado ao lado da rainha da Inglaterra enquanto o presidente da nação mais rica e armada do mundo, Barack Obama, ficava atrás e de pé essas, agora, caíram definitivamente por terra. Enquanto lá fora se continua a falar em falências e dinheiro público para empresas que alardeavam o título de maiores do planeta, aqui vamos sair mais rapidamente da atual crise. A prova? Indicadores já mostram isso, como o aumento da renda interna em termos reais e do investimento estrangeiro na nossa economia, que, somente nos últimos 12 meses, chegou a 70 bilhões de dólares. Só agora em abril de 2009, a diferença entre a entrada e a saída da moeda americana no país ficou positiva em US$ 1,430 bilhão, maior saldo desde setembro de 2008, segundo o Banco Central. Mas, e se a Dilma ganhar? Nada muda. Octavio de Barros afirmou ainda que até a Moody's, agência internacional de avaliação de riscos, nor-

malmente cética em relação à economia brasileira, nos enviará uma missão cuja expectativa é de que possamos receber um novo título de "investment grade". Como alguém - que não me lembro quem - já disse que a riqueza não se acaba, apenas muda de mãos, é bom saber que a melhora no padrão de vida e de riqueza está fazendo o caminho dos pássaros ao deixarem o frio do norte em busca do calor aqui do sul. Mas, caro leitor, como nada é perfeito, o encontro teve um final patético. Assim que Octavio de Barros terminou a exposição, um dos representantes se levantou e começou a fazer elogios incontidos ao otimismo do diretor "bradesquiano". "É muito bom ouvir esses comentários diante de uma imprensa que só publica coisas ruins", disse o homem. "Nós sabemos, é claro, (com voz empostada de quem precisava falar alguma coisa) que somente notícias ruins é que vendem..." proclamou o ilustre senhor de cabelos brancos. Percebi, na crítica aos de minha profissão, que, nas palavras, não havia apenas uma pontada contra as reportagens que denunciavam economistas com salários altíssimos e que levaram à falência empresas gigantes, apesar dos bônus e salários milionários. Ali estava uma espécie de desabafo, de um sentimento de alívio, ao descobrir que ele não havia passado a vida em vão. O capitalismo irá sobreviver, ainda que a imprensa "insista" em publicar balanços ruins, engravatados sendo presos, ou conservadores sendo obrigados a rever suas vidas de risco na Bolsa. É, quem sabe a imprensa seja culpada de tudo, e não os executivos perdulários e omissos. Quem sabe sejamos culpados de tudo e não os investidores que sempre defenderam uma liberdade sem regras nos mercados. Saí de lá com outra alegria e de alma lavada. Somos destruidores de sonhos, não entre os pobres e mais simples, mas entre os que se entendem como melhores do que outros mortais. Diário de Bordo 5


jornalismo@diariodebordo.info

[ Leitor a Bordo ] A revista Diário de Bordo completa cinco edições. Este espaço é para você, leitor, opinar sobre as matérias e o conteúdo publicado. Como aconteceu na edição anterior, selecionamos algumas mensagens enviadas à nossa redação. Por meio do e-mail jornalismo@diariodebordo.info, é possível enviar sugestões de pauta, críticas ou reclamações. Participe!

VERÃO A BORDO Ao ler a matéria "Férias à vista", da repórter Luciana Hübner, achei o conteúdo muito oportuno e esclarecedor. Apesar de as pessoas não serem totalmente leigas em relação aos perigos ocasionados pela exposição prolongada ao sol, preferem "tapar o sol com a peneira", colocando em risco sua própria saúde em nome de um bom bronzeado. Principalmente nos litorais, o horário mais perigoso de exposição aos raios ultravioleta é, justamente, o período no qual as praias são mais visitadas. E para piorar um pouco mais a questão do desinteresse nesse quesito, as pessoas ainda têm dificuldades em

adquirir os protetores solares, principalmente os de fator acima de 30, por serem muito caros e não estarem ao alcance do poder aquisitivo da maioria da população para ser usados com frequência necessária. Viviane Righi Vilaça, 34 anos, Bairro Castelo Editora do blog Deixa Fluir (http://deixafluir.wordpress.com) Secretária escolar da Rede Municipal de Educação CORPO PERFEITO Creio que muitas pessoas já passaram por esse problema de engordar e

emagrecer, ainda mais na adolescência. Por ser pai e ter filhas adolescentes, a matéria sobre transtornos alimentares, intitulada "Em busca do corpo perfeito", feita pelo repórter Wander Veroni, trouxe uma série de casos que servem de alerta para os pais. Além disso, a entrevista com a nutricionista Maria Tereza Beling foi muito esclarecedora e me tirou várias dúvidas a respeito da bulimia e da anorexia. Roberto Andrada, 52 anos, advogado Bairro Alvorada - Nova Lima OPÇÃO DE QUALIDADE Como mineira, não posso deixar de elogiar a iniciativa do jornalista Carlos Viana de criar uma revista gratuita com tanta qualidade e bom acabamento. A sociedade agradece a oportunidade de contar com uma publicação independente e que respeita a inteligência do leitor. A minha única crítica é em relação à distribuição das edições anteriores ser feita somente na zona sul da capital mineira. Moro na região de Venda Nova e, por meio de um amigo, tive acesso à revista. Gostaria que ela fosse distribuída em um ponto específico, ou que pudesse assiná-la. No mais, parabenizo toda equipe e faço votos para que o projeto cresça ainda mais. Jordana Nascimento, 25 anos, estudante de Relações Públicas Bairro Santa Amélia As pessoas colocam em risco sua própria saúde em nome de um bom bronzeado. Viviane Righi Vilaça, 34 anos


As fotos são um convite para conhecermos o carro e, quem sabe, adquirir um modelo. Gilson Camargo, 23 anos

HIGH TECH Sou um fã de tecnologia e para mim, é um dos assuntos que mais me chama a atenção quando leio uma revista, jornal ou site. Apesar de saber que o nome MP3 não é só um aparelho, mas também o nome de um arquivo, quero parabenizar a matéria sobre a geração de MPs que vai do MP3 ao MP9. Confesso que não sabia a diferença dos aparelhos e a matéria explicou tudo, de uma maneira muito bacana. Parabéns a toda equipe da Diário de Bordo. Fábio Silveira Júnior, 18 anos, estudante do ensino médio Bairro Belvedere - Belo Horizonte EDITORIAL Acompanho o trabalho do Carlos Viana na Record Minas e na Rádio Itatiaia diariamente. Admiro muito seu trabalho e a forma como ele se posiciona no quadro Conversa de Redação, do Jornal da Itatiaia - 1ª edição, nas manhãs da Rádio de Minas. Descobri a revista Diário de Bordo pelo anúncio que ele fez no programa da Rádio. Quando fiquei sabendo que a revista ia ser lançada, corri para arranjar um exemplar e, desde então, procuro colecionar a revista. A parte de que mais gosto é a do editorial, logo no início da revista, em que ele fala sobre assuntos de grande importância. Gosto do jeito descomplicado com que ele explica as coisas e a forma como aborda os assuntos. Parabéns pela iniciativa de ter criado a revista e o meu elogio segue a todos da equipe pelo belo trabalho diferenciado e de qualidade. Sucesso! Jacques Wagner Silveira, 38 anos, professor de Geografia Bairro Savassi - Belo Horizonte QUALIDADE Gosto da revista Diário de Bordo por várias razões em particular. Primeiramente, pelo apuro com o idioma, com textos bem escritos, cuja lin-

guagem jornalística é de qualidade. Em segundo lugar, e o que mais me faz ler a revista, é a questão gráfica. A disposição dos elementos gráficos, a escolha das cores e o tratamento criativo e esteticamente agradável das páginas fazem com que a gente tenha uma grata surpresa a cada folha que vira. As fotos são um capítulo à parte, envolvem o leitor e o engajam no assunto, além da qualidade e definição das imagens. E, por fim, e não menos importante, o conteúdo, que é variado, multi-facético e de utilidade ao mesmo tempo. Na Diário, você encontra de turismo à estética, temas regionais e universais e serviços de utilidade pública. É um veículo completo e o jornalismo mineiro está de parabéns pelo arrojo e inovação.

CHUVAS Do mesmo jeito que aconteceu um temporal na noite de Ano Novo em Belo Horizonte (BH), na noite do último dia 16 de março, os moradores próximos da avenida Tereza Cristina - e outros de vários lugares de Belo Horizonte - viveram momentos de tragédia. O que percebo é que a força da chuva não ataca somente os mais pobres, mas também a classe média. Isso é um reflexo da falta de educação com o meio ambiente e por não jogar lixo no lixo. Gostaria de sugerir uma matéria ou artigo sobre as chuvas em BH. Será que é possível evitar essas dores de cabeça? Parabéns pela qualidade da revista e das matérias.

Letícia Castro, 35 anos, Jornalista - São Paulo (SP) Editora dos blogs Babel Ponto Com (http://babelpontocom.blogspot.com) e Master New Media Brasil (http://www.masternewmedia.org/pt)

Maria da Conceição Ribeiro Silva, 56 anos, Psicóloga Bairro Sion - Belo Horizonte CARROS

Quero parabenizar pela matéria sobre como a crise americana influenciou a construção civil nos Estados Unidos. Aproveito também para elogiar a Diário de Bordo que sempre reserva um espaço interessante para a cobertura internacional e econômica de assuntos que são relevantes e de que vale a pena saber um pouco mais.

Sou um apaixonado por carros desde criança. Gosto muito da maneira como o Fábio Doyle escreveu na matéria sobre a Fiat apostar em novos modelos de carros, apostando no segmento dos carros "grandes" que é dominado praticamente pelas montadoras famosas como a Honda Civic e Toyota. As fotos são um convite para conhecermos o carro e, quem sabe, adquirir um modelo em um futuro bem próximo.

Jonas Faria de Oliveira, 32 anos, bancário Bairro São Pedro - Belo Horizonte

Gilson Camargo, 23 anos, estudante de engenharia mecânica Bairro Jaraguá - Belo Horizonte

INTERNACIONAL

Diário de Bordo 9


Dia da Terra Prof. Dr. Ruibran dos Reis

C

riado há 39 anos, no dia 22 de abril de 1970, pelo então senador norte-americano Gaylord Nelson, na época estudante de Harvard, que organizou um evento para despertar as pessoas sobre os cuidados com o meio ambiente. O dia é comemorado em muitos países, incluindo o Brasil, que se tornou adepto desde 1990. Va l e l e m b r a r q u e d e p o i s da ECO-92, acreditava-se que os dirigentes dos países começassem a criar políticas públicas com o objetivo de minimizar os efeitos dos

gases estufa e despoluir o nosso planeta, mas muita Temporais, chuvas de granizos, ventos fortes, furacões, tornados, inundações, etc. Estes são alguns dos efeitos do aquecimento global do nosso planeta. Ninguém mais duvida de que a temperatura do planeta Terra aumentou. pouca coisa foi realizada. As concentrações de dióxido de carbono, metano e óxido

nitroso aumentaram muito nos últimos 30 anos. Hoje, segundo dados do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas IPCC, a temperatura do planeta subiu, nos últimos 100 anos, 0,7ºC e tende aumentar mais 1ºC nos próximos 20 anos. Te m p o r a i s , c h u v a s d e g r a nizos, ventos fortes, furacões, tornados, inundações, etc, estes são alguns dos efeitos do aquecimento global. Ninguém mais duvida de que a temperatura do plan e t a Te r r a a u m e n t o u ; o q u e se discute é o que pode


acontecer com um aumento tão rápido da temperatura. No dia 21 de abril, uma tromba d'água se formou na praia de São Conrado, no Rio de Janeiro. A tromba d'água é um tornado que se forma na água. Nesta estação chuvosa, mais de 40 pessoas perderam a vida por causa das enchentes em Minas Gerais. Os prejuízos econômicos foram incalculáveis. Acredito que todos nós podemos fazer alguma coisa pelo planeta, mas a solução tem que ser dada p e l o s d i r i g e n t e s . Va m o s dar um grito geral e fazer a nossa parte. A rua, o bairro, a cidade, é uma extensão da nossa casa. Dê o seu grito!

Tromba d'água é um tornado que se forma na água


ENTREVISTA FOTO: ÉLCIO PARAÍSO

A medida do homem O aparelho reprodutor masculino gera mais do que filhos. É fonte de mitos e curiosidades entre homens e mulheres. Entre os adolescentes e jovens, as falhas na ereção também são comuns. Só que, para eles, a solução é mais simples. Wander Veroni

T

amanho, realmente é documento? E você, já falhou na "hora H"? O que é tabu para muitos homens pode ser um problema tanto de ordem física ou emocional. Seja por vaidade ou estética, o aparelho reprodutor masculino também precisa de cuidados e possui doenças típicas que demandam preservação e higiene. De acordo com a Associação Brasileira para o Estudo da Inadequação Sexual ABEIS, cerca de 70% dos homens apresentam algum tipo de disfunção erétil. Outra pesquisa interessante revela que mais da metade da população masculina brasileira ainda possui preconceito contra o exame de próstata ou simplesmente não gosta de ir ao médico para falar de assuntos ligados à impotência sexual, por exemplo. O urologista Otto Henrique Torres Chaves, 59 anos, é médico com doutorado em Urologia e há 36 anos atua na área clínica e de pesquisa. Com uma série de trabalhos publicados, artigos em revistas científicas - com destaque para quatro capítulos de um livro na área de Urologia e Andrologia no campo acadêmico, o Dr. Otto é pesquisador de novos medicamentos na área de câncer de próstata e problemas sexuais de laboratórios internacionais. Ele foi um dos pesquisadores responsáveis pela criação do Viagra, Levitra e Cialis, além de um novo medicamento para prevenção do câncer de próstata (único no mundo) chamado Dutasterida, dentre outras várias pesquisas que estão em andamento. Atualmente, é professor titular de urologia da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais e Chefe do Serviço de Urologia do Hospital Universitário São José. Começou a carreira dando aulas há 41 anos, quando era aluno de medicina. Em entrevista para Diário de Bordo, o especialista fala sobre andropausa, disfunção erétil (impotência sexual), patologias penianas, ejaculação prematura, câncer de próstata e o preconceito ao exame que ronda 14 Diário de Bordo

a vida de milhões de homens em todo o mundo. Mito ou não, o tamanho do órgão sexual masculino ainda está presente no imaginário social de homens ou mulheres. Qual é a medida considerada normal do brasileiro? O que vejo atualmente é que a preocupação com o tamanho está muito ligada ao fator estético e psicológico. Claro, existem alguns problemas clínicos, mas uma boa parte dos casos é de pacientes que não estão satisfeitos com o tamanho, por terem sofrido algum tipo de trauma de ordem emocional. Recentemente, foi levantada a informação, baseada em uma pesquisa nacional que encontrou o tamanho médio de 13 cm, o que corresponde ao tamanho da vagina - se compararmos os dois órgãos na mesma proporção. Mas é preciso lembrar que têm pessoas fixadas no tamanho do pênis como se tamanho estivesse ligado ao prazer da parceira - o que não é verdade. Na internet são oferecidos vários aparelhos ou apostilas com exercícios físicos (aumento natural do pênis) que garantem o crescimento do órgão. Isso realmente funciona e é válido como tratamento? O pênis tem o tamanho definido pela genética do paciente. Estes aparelhos superdistendem os tecidos do órgão, podendo, inclusive, provocar lesões, sem que o resultado seja definitivo. Por analogia, seria distender um elástico que estica e depois volta ao tamanho normal. É fundamental que um urologista experiente sempre seja ouvido nesta questão. A masturbação é um momento de descoberta do corpo. Como os pais ou familiares podem orientar o adolescente sobre questões de sexualidade, se nem sempre o tema sexo é um assunto livre dentro de casa? Os pais devem levar os filhos ao urologista, assim como as mães levam as


Otto Henrique Torres Chaves meninas ao ginecologista? O ideal é que todos os jovens obtivessem esse tipo de informação nas escolas secundárias, de preferência com um especialista em sexologia. Nem sempre o urologista e o ginecologista têm formação nesta área. O que aconselho não só como médico, mas como pai, é que os pais percam o medo ou a timidez para falar com os filhos sobre sexo e sexualidade. Às vezes, um bom conselho pode ser decisivo para uma vida. Muitos homens sofrem do problema de fimose. Na infância ou até mesmo por uma questão de religião, muitos pais preferem fazer a circuncisão nos filhos. Existe uma idade ideal para o procedimento? Ou há possibilidade de o homem não precisar passar por essa cirurgia? A fimose é muito normal em recémnascidos, devido a aderências naturais entre o prepúcio e a glande. Com o crescimento do pênis, ocorre uma separação natural entre o prepúcio e a glande. Esse processo é ajudado também na puberdade por ereções que ocorrem ocasionalmente nesta fase. Aos três anos de idade, 90% dos prepúcios podem ser retraídos e menos de 1% dos homens tem fimose aos 17 anos. Alguns homens, na tentativa de forçar o prepúcio nesta separação, podem leválo a pequenos traumas, com formação de um tecido cicatricial. Este tira a elasticidade do prepúcio levando à piora da fimose ou à formação de uma fimose secundária. Há alguns casos em que o prepúcio é muito fechado sobre a glande ,interferindo no jato de urina, ocasionando uma espécie de "balão" na ponta do pênis originado pelo prepúcio dilatado por meio da urina. A obstrução formada pode levar à infecção local como também à infecção urinária. A cirurgia só é feita por indicação urológica quando existe excesso de prepúcio, com dificuldade para higiene ou exposição da glande. A higienização no aparelho reprodutor masculino contribui para evitar doenças, como o câncer no pênis que é pouco divulgado na mídia. Quais as dicas que o senhor pode nos dar para evitar este problema? O câncer de pênis é um tumor maligno relativamente raro que acontece quase sempre em pacientes com fimose. Geralmente, a doença aparece em casos de pacientes com péssimos hábitos higiênicos e que possuem um cheiro forte de esmegma na parte íntima. Fazer a cirurgia de fimose quando indicada na primeira

infância e manter cuidados de higiene adequados são a melhor solução para se evitar o câncer de pênis. Muitos homens custam a aceitar mudanças físicas e emocionais depois dos 40 anos. Outros parecem estar especialmente predispostos à insegurança e à ansiedade, sobretudo quando passam dessa idade. Gostaria que o senhor falasse sobre a andropausa, dando enfoque para as suas causas e conseqüências. Existe um tratamento? A andropausa ou DAEM (Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino) está diretamente relacionada ao decréscimo da produção de testosterona após os 40 anos. Entre os sintomas estão à perda de libido (desejo sexual), diminuição da massa muscular, perda de energia, depressão, disfunção erétil e pode haver aumento do risco de doenças cardiovasculares. O tratamento é feito à base de reposição hormonal. A disfunção erétil (impotência sexual) é um problema que assombra muitos homens. Quais são as causas desse problema e o seu possível tratamento? O fator psicológico conta muito? Pode ocorrer em qualquer idade? A disfunção erétil surge como um aviso dois ou três anos antes da ocorrência de um ataque cardíaco. Porém, a relação entre os dois eventos vem sendo ignorada por alguns médicos. O problema tem relação direta com a idade, hábitos de vida e doenças cardiovasculares. O tratamento é feito com mudança nos hábitos, e quando indicado, medicamentos para compensar déficit existente. Nos jovens é muito freqüente a disfunção erétil de origem psicogênica, o chamado nervosismo ou ansiedade. Quais são as principais patologias penianas que demandam a maior ocorrência em seu consultório? Problemas como a curvatura do pênis (doença de peyronie) podem causar até desordem psicológica no homem. Como se dá esse tipo de tratamento? Tem cura? A disfunção erétil (impotência sexual) e a ejaculação precoce são os casos mais frequentes nos pacientes. Já a doença de peyronie aparece mais no homem de meia idade e uma possível causa são microtraumatismos no pênis durante a atividade sexual, que levam à formação de placas fibróticas na camada de tecido que reveste os corpos cavernosos do pênis. Mas há relato na literatura médica de casos em homens mais jovens, principalmente na adolescência, em que há uma breve curvatura para o

lado ou para cima, quando o pênis está excitado. Quando há curvatura, mas não existindo dor, nem estrangulamento da glande (cabeça do pênis), o homem pode ficar despreocupado - a não ser que se trate de um problema de ordem estética, o que já é outra história. O tratamento é medicamentoso no inicio e, eventualmente cirúrgico, quando a curvatura traz dificuldade ao ato sexual do paciente. As doenças sexualmente transmissíveis estão em alta? Falta esclarecimento da população para o uso de preservativo? Não existe, no Brasil, estatística sobre isso. Possivelmente, fatores como a falta de uso do preservativo nas relações sexuais e a promiscuidade contribuam para o problema das doenças sexualmente transmissíveis. Mas, hoje em dia, a população que consome jornal, revista, livros e internet não pode reclamar de falta de informação, pois o tema "camisinha" é muito falado, principalmente com campanhas do governo no período de Carnaval. O câncer de próstata é um mal que atinge boa parte da população masculina. Quais são os principais sintomas? Existe uma idade para se começar a fazer o exame? E qual o motivo que o senhor vê para que o exame do toque ainda seja um tabu na masculinidade? A próstata é uma glândula localizada bem próxima à bexiga, que cerca a uretra na sua porção inicial. As secreções vindas desse local são componentes importantes do líquido seminal (ou esperma). A origem do câncer de próstata é desconhecida; entretanto, presume-se que se deva a alguns fatores como o fator genético - visto a incidência ser maior em familiares portadores da doença, além do próprio fator hormonal do paciente. Não existem sintomas do câncer de próstata na fase inicial. A idade para iniciar um exame com o objetivo de fazer um diagnóstico precoce da doença - ou então retirar a próstata cirurgicamente para uma possível cura, vai de 40 a 45 anos. O exame do toque representa ainda um tabu, principalmente nas populações menos esclarecidas ou em pessoas que acreditam que possa haver perda de masculinidade - o que não é verdade, pois o exame serve para que o médico possa identificar se há algum problema na próstata. Caso o profissional não tenha segurança com o resultado ou queira uma comprovação mais segura, é recomendável também um exame laboratorial. Diário de Bordo 15


PANDEMIA

Ele está no Doença provocada pelo vírus mutante se espalhou pelo México, aterroriza o mundo com o risco de uma pandemia e continua sem controle. O Brasil agora está na lista dos atingidos.

16 Diário de Bordo


meio de nós! Carlos Viana

O

que se temia acabou acontecendo. Na noite de quinta feira, 07 de maio, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão confirmou que o Brasil também foi atingido pela gripe suína. "As quatro vítimas são brasileiras, e as contaminações foram confirmadas por três laboratórios", disse Temporão a uma platéia agitada de jornalistas. A notícia ganhou rapidamente os telejornais e rádios do país. De acordo com o Ministério, duas vítimas são de São Paulo, uma do Rio de Janeiro e outra de Minas Gerais. Três delas foram contaminadas depois de passarem férias no México. Uma quarta foi contaminada na Flórida, estado que não estava, até pouco tempo, na lista de contaminações da OMS. Como todos os pacientes confirmados já vinham sendo monitorados pelas autoridades sanitárias, ficou fácil saber os detalhes do período de incubação e trânsito entre a contaminação e a chegada ao Brasil. Um dos pacientes, de São Paulo, permaneceu no México entre os dias 17 e 22 de abril. Infectado, começou a apresentar os sintomas no dia 24 e permaneceu internado até o dia 4 de maio. Portanto, três dias antes da confirmação em laboratório. Outro paciente, dessa vez de Minas Gerais, passou a apresentar sintomas quando ainda estava no México. De volta a Belo Horizonte no dia 26 de abril em companhia do marido, a professora que mora da região metropolitana foi para casa. Avisada pelos parentes sobre a gripe, só no dia seguinte o casal se apresentou espontaneamente às autoridades de saúde do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins. Sacrifício necessário para ela e o companheiro que haviam acabado de chegar de uma lua-de-mel em Cancun e acabaram isolados por uma semana no Hospital das Clínicas. No mesmo relatório, o governo afirma que outro caso paulista se tornou um dos mais intrigantes. O paciente esteve na Flórida e retornou ao Brasil no dia 28 de abril. Como os sintomas eram fracos, acabou não sendo internado. Até aquela data, o estado no sul dos Estados Unidos não constava na lista dos que apresentavam contaminações. Na capital paulista, acabou apenas sendo mantido em isolamento na própria casa onde vive com a família. O último caso confirmado, no Rio de Janeiro, e mais Diário de Bordo 17


perigoso, também contraiu o influenza A (H1N1) no México. O rapaz voltou ao Brasil no dia 3 de maio e foi logo internado no Hospital Copa D'or, onde permanecia internado até o fechamento desta edição, porque era o único capaz de retransmitir o vírus. Autoridades negam descontrole da doença Diante das perguntas se de fato a população poderia mesmo confiar nas informações oficiais, o ministro foi categórico ao afirmar que "o governo está com a situação sob controle". Todos os casos foram importados, e não existem evidências de que foram contaminadas outras pessoas no país, ou seja, o vírus não circula no Brasil", disse. "Volto a afirmar, todos os pacientes passam bem e até o momento não há sinais de que os

A maior prova do perigo e da rapidez está no fato, por exemplo, que o primeiro caso confirmado na Espanha foi registrado em um homem que nunca teve contato com mexicanos os americanos

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familiares tenham desenvolvido a doença", completou. Eis aqui o perigo! As informações oficiais dão conta de que os casos foram logo catalogados e que as medidas de segurança estariam dentro das normas oficiais. Mesmo com três dos contaminados já curados e não apresentando sintomas de repassarem as contaminações, fica complicado acreditar que o vírus não tenha se estabelecido em outras pessoas e esteja sendo disseminado em outras partes do país. A maior prova do perigo e da rapidez está no fato, por exemplo, deque o primeiro caso confirmado na Espanha foi registrado em um homem que nunca teve contato com mexicanos os americanos. O vírus chegou até ele de forma ainda misteriosa, ou no mínimo, sem uma explicação clara sobre a trajetória até a Espanha.

Vacina poderá ser feita no Brasil Criticado pela demora em tomar providências, Temporão confirmou durante a entrevista que o Brasil já havia recebido os kits que permitirão aos laboratórios realizar exames com diagnóstico mais rápido da gripe suína. A confirmação ou descarte dos casos suspeitos de gripe poderão ser feitos em até três dias. Antes, eram necessários 15 dias para a certeza. Ainda como medida de segurança, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a atrasadíssima ANVISA, autorizou a fabricação da vacina influenzae A (H1N1) no Brasil. A decisão só foi publicada no Diário Oficial da União no mesmo dia 07 de maio, data das quatro primeiras confirmações. Uma autorização que chegou quase um mês depois de um mundo em completo alarde. Antes tarde do que nunca!


Um planeta em alerta Wander Veroni

P

arece um enredo de filme de ficção científica, mas a situação é séria e pode afetar a vida de todo planeta. Autoridades, que no início se mostraram desatentas à gravidade do assunto, declaram estado de alerta em todo o mundo, deixando a população cada vez mais preocupada. Para se ter uma idéia da seriedade, basta analisar os números iniciais do mal que atingiu o país mais pobre da América do Norte. Somente na segunda quinzena do mês de abril passado, a gripe suína atingiu 260 pessoas e causou a morte de doze das vítimas. Já a OMS (Organização Mundial de Saúde) afirma serem 97 casos e sete mortes naquele mesmo período. No Brasil, o número de

casos suspeitos subiu rapidamente e chegou a quase trinta na primeira semana de maio. Nos Estados Unidos, duas pessoas morreram, milhares ficaram sem aulas no Texas e no estado de Nova Iorque. O medo caminhou rapidamente como o vírus mutante. Em menos de duas semanas, a OMS elevou o grau de alerta duas vezes. Primeiro foi de 3 para o grau 4, depois de 3 para 5, em escala que vai de 1 a 6. Isso significa que a organização admite um crescimento potencial da doença que pode ter um vasto alcance geográfico. A gripe suína, cujo nome oficial passou a ser influenza A (H1N1), é uma doença respiratória originada a

partir da combinação de material genético de diferentes vírus de gripe oriundos de aves, porcos e homens. No caso da pandemia atual, os suínos são o principal vetor da doença entre os humanos. A OMS lembra que o consumo de carne suína está liberado - com o cozimento do alimento acima de 70 graus e que o contágio da gripe influenza A não se dá pela ingestão da carne de porco, mas sim pelo contato direto com a secreção ou fezes desses animais. Causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1, a gripe suína é transmitida de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, Diário de Bordo 19


Países onde o vírus Influenza já chegou:

Canadá

EUA

P

México Cuba Costa Rica Panamá El Salvador Guatemala Colômbia

O que é a gripe suína?

Peru

É uma doença respiratória que tem tratamento e é causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é diferente do H1N1 totalmente humano que circula nos últimos anos, por conter material genético dos vírus humanos, de aves e suínos, incluindo elementos de vírus suínos da Europa e da Ásia. No passado, os Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) registraram 12 casos de infecção humana pelo vírus da gripe suína, todo em pessoas que tiveram contato com porcos. Nesses casos, não houve evidência de transmissão entre humanos. A Organização Mundial de Saúde pede para que as pessoas que estão em lugares infectados evitem aglomerados, usem máscaras e lavem sempre as mãos.

irritação nos olhos e fluxo nasal, sintomas muito parecidos com uma gripe comum, mas que passam a se racompanhados de vômitos e diarréia intensos. De acordo com especialistas, para se diagnosticar a infecção é preciso uma amostra de secreção respiratória coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença. Enquanto uma vacina não é desenvolvida, o combate via medicamentos é feito com as substâncias presentes nas composições Tamiflu e Relenza, herdados do combate à gripe aviária, que matou centenas de pessoas na Ásia. O grupo farmacêutico suíço 20 Diário de Bordo

Roche afirmou já estar pronto para enviar o medicamento antiviral Tamiflu aos países com casos confirmados da gripe suína. Por ter declarado ser o fabricante do medicamento, a Roche já distribuiu o remédio para organizações internacionais e países que possuem epidemia da gripe suína. O laboratório informou ainda que armazena metade de suas doses na Suíça e o restante nos EUA. Mesmo com o risco real de uma pandemia por todo o planeta, assim como aconteceu com a gripe espanhola, em 1918, a situação atual só se assemelha àquela ocorrida no

Brasil

Argentina

século passado pela forma rápida de contágio. A diferença principal é que agora o mundo está preparado. A tecnologia e a ciência estão a favor da saúde, com medicamentos que podem inibir o vírus em até 48 horas. Mas todo cuidado é pouco: evitar lugares aglomerados, lavar as mãos e colocá-las à boca ao espirrar ou tossir - para não levar a gripe para as outras pessoas, já é um cuidado normal quando estamos com sintomas de gripe comum. Vivemos em um tempo em que precaução é fundamental. "Temos uma relação muito próxima com o México, principalmente


Finlândia Polônia Noruega Irlanda Àustria Reino Unido Holanda Alemanha Itália Suécia França Suíça Espanha Portugal

Coréia do Sul Japão

China

Israel Hong Kong

Malásia Tailândia - Não há nenhuma vacina disponível no momento. - A vacina oferecida nos postos de saúde do país não oferece proteção contra o vírus H1N1. - Aqui no Brasil, em caso de suspeita de contaminação não procurar postos de saúde, mas sim os centros de saúde expecializados. - Consumir carne de porco não causa a gripe.

nas relações comerciais. Com o aumento de casos da gripe influenza A, naquele país, muitos brasileiros que moravam ou foram viajar, voltaram", confirmam agentes de viagens ouvidos por DB. É nesse ponto que o governo deve ficar atento. Com o trânsito de pessoas de uma área infectada para a outra, triplica-se o risco de levar a gripe suína para várias partes do mundo. Claro que, diante do quadro, as companhias aéreas e agências de turismo já sentem uma perda rápida de faturamento, pois os turistas estão evitando destinos, não só para o México, mas para outros países que apresentaram casos confirma-

dos da doença. O ministro da Fazenda do México, Agustín Carstens, calculou que as perdas econômicas devido à atual emergência sanitária fiquem em torno de 0,3 e 0,5% do PIB, caso ela dure em torno de três meses. O prejuízo se espalhou também das poltronas aéreas para as pocilgas. Confusa e desconfiada de nossas autoridades, os consumidores deixaram de comprar a carne de porco. O preço em Belo Horizonte caiu em média 15% entre os mês de abril e o início de maio. Para defender o setor, os suinocultores entraram na guerra da comunicação e pediram que o nome da gripe suína

Austrália

Nova Guiné

fosse alterado. O Ministério da Saúde atendeu rapidamente, e os telejornais começaram a usar a nova expressão. Mas era um pouco tarde. O faturamento já estava abaixo do previsto. Com a economia cada vez mais globalizada, um problema inicialmente mexicano mostrou que estamos todos no mesmo barco, ou porque não dizer, na "mesma lama". Enquanto o mundo se assustava com a rapidez dos contágios, no Brasil, nossas autoridades dormiam em berço esplêndido. As primeiras medidas de segurança e reuniões entre especialistas começaram praticamente 20 dias depois do surto, e três dias depois do alerta da OMS. Diário de Bordo 21


Agora temos quatro casos confirmados no início de maio. Mas até quando? Todo cuidado é pouco, principalmente porque temos uma tradição de agir somente depois que o problema muitas vezes se transforma em tragédia. Logo que os primeiros suspeitos da doença foram diagnosticados no Brasil, muitas pessoas vieram à imprensa denunciar que a fiscalização nos aeroportos não estava tão eficaz quanto as autoridades anunciavam. Gripe mexicana ou suína? Os noticiários não mostram outra coisa: a população do México andando pelas ruas com máscaras; escolas, universidades, restaurantes fechados por quase um mês e o pedido expresso para que as pessoas evitem aglomerações. Em comunicado antes do feriado do dia 1º de maio, o presidente mexicano Felipe Calderón, foi categórico: os mexicanos deveriam ficar em casa para evitar mais transmissão do vírus. Com o intuito de inibir qualquer tipo de concentrações de pessoas, o governo mexicano suspendeu também eventos, apresentações culturais e artísticas. Um exemplo disso aconteceu no mundo da sétima arte. A 20th Century Fox, estúdio responsável pelo filme X-Men Origins: Wolverine adiou a pré-estréia devido ao surto de gripe influenza A. Convidado para o lançamento do filme em terras do revolucionário Zapata, o protagonista Hugh Jackman, ator que interpreta Wolverine, cancelou a viagem ao país para promover o filme. No discurso, que mostrou a incapacidade do país de agir rapidamente na defesa de sua população, Calderón fechou de vez a porta e o cadeado que isolaram o país latino. "Quero pedir a todos que nestes dias de folga que vamos ter no período que irá de primeiro a cinco de maio, que fiquem em casa com a família; porque não há lugar, mais seguro para evitar o contagio do vírus da gripe suína que a sua própria casa", afirmou Calderón na véspera de completar uma semana de emergência sanitária no México. O presi22 Diário de Bordo

dente ordenou ainda o fechamento de todos os serviços não essenciais do governo, como também de prédios de empresas privadas, enquanto o número de doentes não diminuir. O diretor-geral adjunto da OMS, Keiji Fukuda, afirmou que o México foi o país com maior peso no aumento de casos registrados na nova estatística, em que o número de casos aumentou de 26 para 97 em poucos dias. "A razão deste grande salto é que, no México, estão sendo feitos agora milhares de exames de laboratório com os casos suspeitos", argumentou. No México, o número de mortes sob suspeita da gripe chegou a 176 no início de maio. Nova gripe Por pedido da indústria de produtos alimentícios, de suinocultores de todo o mundo - que temem uma queda nas vendas de carne suína - e de defensores dos animais, que estão preocupados com eventuais sacrifícios de porcos - a OMS (Organização Mundial de Saúde) resolveu mudar o nome da gripe suína para gripe influenza A (H1N1). A pressão aumentou depois que o Egito anunciou que irá sacrificar toda a população de porcos calculada em cerca de 300 mil animais. A Federação dos Veterinários da Europa (FVE), em nota divulgada as principais agências de notícias internacionais, disse que o vírus da gripe influenza A é uma mutação genética entre o vírus da gripe em aves, humanos e porcos e que nunca foi detectado especificamente em porcos. Por isso, a doença deveria ter o nome alterado para não confundir as pessoas sobre o assunto e, muito menos, afetar a economia diretamente. Em tempo, os países Gana, Rússia, China, Equador e Ucrânia decidiram impor restrições às importações de carne suína do México e dos Estados Unidos, onde a gripe suína já causou mortes de pessoas. Casos confirmados A diferença dos números divulgados pelo México e a OMS (Organização Mundial de Saúde)

preocupa os especialistas, pois mostra que as autoridades temem que esses dados possam contribuir para que haja pânico entre as pessoas. No entanto, essa divergência foi logo explicada: o sistema usado pelas duas entidades não foi o mesmo. A OMS afirmou que o número confirmado de casos de infecção da gripe suína aumentou para 6497 em 33 países. Casos confirmados Na quarta feira, 06 de maio, o país ganhou um reforço importante na luta contra o vírus tipo A. O Ministério da Saúde informou que os kits para diagnóstico do vírus influenza já haviam chegado dos Estados Unidos e seriam rapidamente distribuídos aos laboratórios da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, e do Instituto Adolf Lutz, em São Paulo. Bola fora O diretor de Portos e Aeroportos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), José Agenor, disse que não há motivo para alarme entre os brasileiros em relação à gripe suína, pois todas as medidas de segurança já teriam sido tomadas. Além disso, o governo brasileiro só foi alertado da pandemia pela OMS na sexta-feira (24/04) à noite. A Anvisa informou ainda que foram enviados 20 mil folders para os aeroportos de Guarulhos (SP), Galeão (RJ), Confins (MG) e Salvador. Além disso, postos de atendimento médico foram instalados nas principais saídas internacionais do país. Na mesma semana, pessoas que voltaram de países como México e Estados Unidos denunciaram à imprensa que o controle nos aeroportos não estava sendo rigoroso. Entre os exemplos da distância entre os discursos e a realidade está um time inteiro de jogadores de futebol amador que chegou do México, via Confins. No desembarque receberam apenas panfletos informativos. Basta um dos viajantes desenvolver o vírus para que nossa tranquilidade se quebre como vidro fino.


Rua central no México vazia: retrato do medo e sinal de uma epidemia incontrolável

Internet A web também pode ser usada a serviço da população para registrar casos da gripe influenza A pelo mundo. O Google anunciou, na última semana de abril, uma ferramenta gratuita na internet que mapeia os casos da gripe suína pelo mundo em tempo real. Em comunicado oficial, a empresa disse que a ferramenta estava disponível antes mesmo da notícia sobre a gripe suína ser amplamente divulgada. Baseados no sistema de observação e pesquisa de pessoas infectadas, as buscas podem ser usadas para prognosticar locais onde há casos da gripe. A ferramenta se assemelha a já usada nos Estados Unidos, em 2008, pelo CDC

(Centro de Controle de Doenças dos EUA), para calcular as incidências do vírus influenza no país. O engenheiro que está à frente do projeto, Jeremy Ginsberg, disse que estudos de navegação entre os internautas mostrou que entre 35% e 40% de todas as navegações na web são iniciadas por pessoas procurando informações sobre saúde. "Nós observamos evidências de usuários do Google no México e também procuramos assuntos relativos à gripe quando os mexicanos experimentaram os sintomas relatados", afirma Ginsberg. Lucro em tempos de crise Ainda na internet, fabricantes de camisetas estão aproveitando a pandemia da gripe influenza A para ven-

der modelos originais de camisetas com desenhos e frases que beiram ao humor negro. Um exemplo disso é o site http://www.flushirts.spreadshirt.com que oferece camisetas com frases do tipo: "Meu pai foi ao México e tudo o que ele me trouxe foi a gripe suína", em inglês. Outras peças fazem alusão às propagandas de combate ao vírus HIV, causador da AIDS, como o vírus causador da gripe suína: "H1N1 negativo. Faça o exame", diz uma estampa. Os preços variam entre US$ 15 e US$ 17. Já o portal http://www.zazzle.com oferece modelos com frases como "Lute contra a gripe suína: coma bacon" ou "Eu sobrevivi à gripe suína 2009". Era só o que faltava.


Desmanche pode ser solução criativa Fábio Doyle

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stá sendo de grande valia para o setor automotivo brasileiro a redução do IPI para venda de carros novos com motor até 2.0. A medida válida inicialmente até 31 de março foi prorrogada por mais três meses. Não prorrogar o prazo do IPI reduzido seria dar um tiro no próprio pé. As consequências seriam funestas: queda vertiginosa nas vendas, na produção e ameaça de desemprego. Não é exatamente isso que o governo federal precisa neste momento de crise e queda também em sua popularidade. E se há os que argu-

mentam que a redução do IPI contribuiu para a redução na arrecadação tributária, não será o fim do benefício que irá

Não prorrogar o prazo do IPI reduzido seria dar um tiro no próprio pé. As consequências seriam funestas: queda vertiginosa nas vendas, na produção e ameaças de desemprego

aumentá-la. Sem vendas, não há recolhimento de tributos. Mantendo esse incentivo, o

governo brasileiro precisa agora ser mais criativo e buscar novas e mais interessantes formas de elevar ou, pelo menos, manter os níveis de produção da indústria automotiva. Reduzir impostos é sempre bom, mas há fórmulas que poderiam ser utilizadas com resultados mais abrangentes, que não apenas iriam garantir o nível de produção, mas também seriam benéficas ao meio ambiente, à organização do trânsito e à segurança. As vendas de minicarros e subcompactos estão sendo beneficiadas com incentivos de governo na Alemanha, França,


Itália e Espanha. Esses governos estão oferecendo bônus aos consumidores de até 5 mil euros se eles trocarem seus carros velhos por modelos novos e mais eficientes em consumo de combustível. A venda de carros novos na Alemanha aumentou 21,5%, para 277.740 unidades em fevereiro, o primeiro mês completo em que o "incentivo de desmanche" vigorou. Uma alternativa para o Brasil seria tomar emprestada a fórmula do "incentivo de desmanche" em vigor na Europa. Funciona da seguinte maneira: o cidadão leva seu carro velho para a concessionária, troca- o por um carro compacto novo, econômico e menos poluente. Ao fazer isso, ganha do governo um bônus de até 5 mil euros para a compra

do carro novo. Sai feliz da vida com um carro moderno, econômico, zero quilômetro e deixa sua sucata na concessionária, que será enviada para desmanche em um dos vários centros com esse fim que existem por lá. Com essa medida, os governos europeus ajudam a manutenção do nível de produção e, consequentemente, de emprego, na cadeia da indústria automotiva. Concomitantemente, colaboram para que o volume da frota de veículos em circulação não cresça de forma desordenada, levando o trânsito urbano ao caos. É isso que está acontecendo no Brasil, clamando por solução urgente. O gargalo aqui para uma ação como essa é a falta de estrutura organizada, que assuma o processo desmanche

dos carros recolhidos e dê o destino adequado às peças e partes daí resultantes. Na Europa, existem muitas empresas dedicadas a esse fim, faturando alto e contribuindo com o meio ambiente. No Brasil a atividade, quando existe, funciona na informalidade e quase sempre de forma ilícita. Já que a iniciativa privada brasileira tem receio de investir nesse ramo, não seria o caso de o governo (federal, estadual, municipal) entrar em campo, implantar seus próprios centros de desmanches e, quando tudo estiver sob controle, estruturado, organizado, dando lucro, transferir a tarefa para a iniciativa privada? Fábio Doyle


Esse cara é Wander Veroni

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MASCOTE

G

eralmente, eles são o centro da atenção de toda casa. Uns são peludos e pequenos, já outros são grandes e possuem o pelo curto. Fofos ou ferozes, estamos falando dos animais de estimação, principalmente cães e gatos, que lideram a preferência do público e movimentam um mercado milionário em todo o mundo - além de ser uma nova demanda no mercado de trabalho. Uma pesquisa recente revelou que 63% das famílias brasileiras de classe A e B possuem animais de estimação e os consideram como membros da família. Este número passa para 64% quando se trata da classe C. O Brasil possui a terceira maior população de cães do mundo, ficando somente atrás dos Estados Unidos e da China. Estima-se que, em três anos, o percentual de cães e gatos alimentados com ração no Brasil avance para mais de 50%, se compararmos com outros países que também investem

no campo de animais de estimação. De acordo com um levantamento divulgado recentemente pelo SEBRAE-MG, o ramo de pet shop está em sexto lugar no ranking de preferências dos novos empreendedores mineiros. No site do órgão são disponibilizadas gratuitamente cinqüenta idéias de negócios no link do projeto Ponto de Partida. Além disso, nos postos de atendimento, o empreendedor tem acesso a mais de 350 coletâneas de ideias de negócios e dicas de como melhorar a gestão do empreendimento, com o custo de impressão de R$ 10. Apenas em janeiro e fevereiro foram registrados 30.223 downloads. Os assuntos mais procurados no primeiro bimestre de 2009 foram: montar uma papelaria ou lanchonete, fábrica de linguiça, fábrica de produtos de limpeza, pastelaria e pet shop. E o que era apenas um momento de troca de carinho entre homens e animais, já movimenta um mercado bastante interessante. De acordo com a Assofauna (Associação dos revendedores de produtos, prestadores de serviço e defesa destinados ao uso animal), o mercado dos Pets movimenta cerca de US$ 1,5 bilhão por ano só no Brasil - o que corresponde um investimento por volta de 25 milhões em produtos ligados a cães, 11 milhões a gatos, quatro milhões a pássaros e ainda 500 mil aos aquários. Esses números correspondem aos

Profissional especializado na área comportamental de animais de estimação começa a ganhar mercado. O "terapeuta de cachorro" ensina aos donos como cuidar e adestrar o mascote por meio do carinho e da obediência.

o bicho!

Diário de Bordo 27


animais domésticos que são os responsáveis por todo esse crescimento de mercado. Outra pesquisa realizada pelo Euromonitor International, intitulada de Pet Food and Pet Care Products in Brasil, revela que os acessórios e produtos para animais de estimação, principalmente os cães, cresceram mais de 150%, somente entre 2003 e 2007. Por ser um apaixonado por cães, o radialista Humberto Araújo, de 41 anos, resolveu trocar a carreira de sucesso como locutor da Rádio Guarani, para se dedicar totalmente ao mundo dos animais de estimação. Inicialmente, em parceria com uma sócia, ele abriu o pet shop Animais e algo a mais, localizado na rua Tomé de Souza, 503, loja 10, no bairro Savassi, em Belo Horizonte, no qual ele oferece produtos e acessórios ligados aos mascotes, com banho, tosa e clínica veterinária. Depois a sócia se desligou da loja, e ele continuou com o projeto por conta própria. Durante muito tempo Humberto conciliou a vida de locutor e a empreitada como empresário do ramo de pet shops. Mas, o que começou como um passatempo e momento de prazer, transformou-se em sua ocupação principal e ele teve que dar um tempo na carreira do rádio para se dedicar a uma atividade única e diferenciada: a de adestrador e de consultor comportamental de animais de estimação.

30 Diário de Bordo

NOVOS HÁBITOS Durante a reportagem, o telefone de Humberto tocou várias vezes. Um dos casos que servem como exemplo foi o de Virgínia, do bairro Lourdes, em Belo Horizonte, que ligou para o consultor para falar que o cão dela, um York macho, de um ano e meio de idade, está muito desobediente e faz xixi por toda casa. Por não conseguir educar o cachorro, Virgínia chegou a pensar em se desfazer dele durante a conversa. Além disso, o cachorro morde as visitas e se mostra bastante agressivo. Por telefone, Humberto agendou uma visita in loco, mas já deu algumas dicas para Virgínia. Ele orienta que irá identificar os problemas do cão, além de ter que conversar com todos os membros da família para observar o que há de errado no comportamento do cãozinho. Além disso, será preciso que os donos entendam que não podem mimar demasiadamente o cachorro na hora de estabelecer regras e não deixá-lo tomar conta da rotina de casa. Provavelmente, o cachorro de Virgínia irá passar por um período de adestramento também. "O meu trabalho como consultor comportamental, no caso dos cães em especial, é orientar os donos, como se lhes desse um manual de instrução. Muitas pessoas precisam entender que é preciso escolher a raça de cachorro de acordo com o perfil da família e da casa para não estressar o cachorro e nem ter problemas futuros. O meu papel é justamente esse: orientar e solucionar problemas para que o dono não se desfaça do cão por besteira", conta Humberto que afirma ainda que a velhice dos animais de estimação, por incrível que pareça, é


a principal causa de abandono dos donos que não têm paciência para essa fase em porque o cachorro ou gato passam, com algumas doenças típicas da idade e sem o mesmo pique para as brincadeiras de quando eram mais jovens. Muitas pessoas solteiras ou que possuem filhos adultos adotam um cachorro ou gato para suprir a necessidade de uma criança em casa. Dessa maneira, muitos animais de estimação passam por um processo de humanização: abusando do uso de acessórios que deixam o cão com uma aparência infantilizada, alimentando-o com produtos impróprios para animais ou incentivando atitudes próprias de uma criança. "São essas ações de humanização que deixam os animais de estimação descaracterizados e com perda de identidade. Isso gera inúmeros problemas para o dono, que não consegue educar o cachorro que acaba por dominar a casa", afirma Humberto, que desenvolve um trabalho muito interessante que lembra o programa Super Nanny, do SBT, só que para cães e gatos. Pioneiro em Belo Horizonte, Humberto utiliza o método Cliker Training para o adestramento, o qual utiliza o sistema de premiar o animal com carinho ou petisco, além de fidelizar os comandos por meio do clique de um aparelho. "Esse método é mais amigável e o treinamento é feito na casa do cliente, com duas aulas de meia hora, durante a semana. Assim, o animal de estimação será orientado a aceitar os comandos do dono dentro do seu próprio ambiente e, principalmente, sem agressão ao mascote", revela.


T-Jet LANร‡AMENTO

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é esportivo de verdade

Fiat ousa mais uma vez e lança versão esportiva do Punto com motor 1.4 16V turbo, capaz de atingir velocidade máxima de 203 km/h. O carro é um foguete e está sozinho no mercado, ao preço de R$ 59.500.

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Fábio Doyle

F

inalmente chega ao mercado de automóveis no Brasil uma opção nacional realmente esportiva, que vai além dos enfeites e penduricalhos que limitam a esportividade ao visual. É o Punto T-Jet, da Fiat, equipado com motor 1.4 16V, que, graças ao turbo, desenvolve potência de 152 cv a 5.500 rpm e atinge a velocidade máxima de 203 km/h. Esse propulsor turbinado, em combinação com o peso leve do Punto (1230 kg) transformam essa nova versão do Punto em um verdadeiro foguete, que vai garantir o prazer de dirigir aos amantes da velocidade. Como diz a Fiat, parodiando a expressão 'love at first sight' (amor à primeira vista), com o Punto T-Jet, é 'love at first drive'. E foi exatamente isso o que sentimos em nossa primeira experiência ao volante do Punto T-jet, percorrendo o circuito da linha verde de Belo Horizonte, que liga o centro da cidade ao aeroporto Tancredo Neves (Confins). O carro "veste" o motorista com perfeição e conforto. A precisão das respostas é perfeita, as acelerações são rapidíssimas e precisas, o conjunto de suspensão muito bem regulado, para ficar de acordo com a personalidade esportiva do T-Jet, e o motor gira silencioso e redondo. Em suma, é o carro perfeito para quem está em busca de um carro jovial e feroz, mas não quer gastar uma fortuna. O Punto TJet chega ao mercado muito bem equipado, ao preço sugerido pelo fabricante de R$ 59.500. A lista de itens de série é extensa. Inclui equipamentos de segurança e conforto, como airbag duplo e ABS, freios a disco nas quatro rodas, piloto automático e sistema Blue&Me (porta USB e viva-voz com

tecnologia Bluetooth), entre vários outros. Os itens opcionais são apenas cinco: ar-condicionado automático digital (o analógico é de série), o Blue&Me com navegador GPS, o kit parafuso antifurto das rodas, o sensor crepuscular, e de chuva e retrovisor interno eletrocrômico, sidebags dianteiros + window bags + anti-whiplash para os apoios de cabeça dianteiros e o teto solar elétrico Skydome. O design externo do T-Jet foi inspirado no Grande Punto Abarth, a marca do Grupo Fiat dedicada à competição, performance e kits esportivos, com linhas ainda mais agressivas e dinâmicas, coerentes ao alto desempenho que o modelo oferece. Na linha do "downsizing" Pioneira em motores sobrealimentados (turbo) a gasolina no Brasil este é o quarto carro turbinado que a montadora italiana ousa colocar no mercado. O primeiro carro foi em Uno Turbo em 1993. Depois vieram o Tempra Turbo (1994) e o Marea Turbo (1999). Do exterior ao interior, passando pela transmissão, suspensões, freios e até pelo ronco do motor, tudo no Punto T-Jet é focado para o cliente que quer um desempenho mais esportivo. O propulsor Fire 1.4 16V Turbo com 152 cv de potência máxima e 21,1 kgfm de torque (encontrados já a partir dos 2.250 rpm, mantendose até 4.500 rpm) é a nova tendência europeia, o "downsizing", no qual motores mais compactos, com menor capacidade cúbica, atingem altos desempenhos, com mais economia de combustível. Sua dirigibilidade é uma das melhores encontradas em motores sobrealimentados da atualidade, graças a seu turbocompressor de baixa inércia, permitindo rápidas respostas ao comando do acelerador, independente-mente da marcha engatada.

Desenvolvido e produzido pela FPT Powertrain Technologies, ele é capaz de levar o Punto T-Jet a velocidade máxima de 203 km/h, com uma aceleração de zero a 100 km/h em apenas 8,4 segundos. A montadora lembra que o T-Jet, além de potência, é também economia de combustível. Seu consumo pode ser até 10% menor em relação ao mesmo motor aspirado. Se a opção de combustível for pela gasolina mais pura (podium ou premium) isso pode significar melhora adicional de desempenho e consumo em até 2%, informou a montadora. O Punto T-Jet é oferecido no mercado em apenas quatro cores que lembram características de esportividade: branco, amarelo, vermelho e preto. Seus parachoques e grades dianteiras trazem desenhos mais esportivos, já os faróis chegam com máscara negra e as lanternas traseiras com bordas escuras. Os itens exclusivos continuam nas molduras dos paralamas, que são pretas, assim como as minissaias laterais. Para completar o visual esportivo, aerofólio bicolor na tampa traseira, ponteira do escapamento dupla cromada, luz de direção na cor prata, rodas exclusivas em liga leve de 17" com pneus 205/50 R17 e adesivos laterais com a sigla traseira "T-Jet". No interior, o painel de instrumentos é na cor da carroceria, com pintura soft touch. Os bancos, envolventes e em formato esportivo, são revestidos parcialmente em couro preto e com a logo T-Jet. A versão também conta com volante, pomo do câmbio, alavanca de freio e puxadores das portas em couro preto com costura em tonalidade prata. Enquanto os cintos de segurança, em tom cinza, fazem conjunto com os bancos esportivos e os painéis da portas, também revestidos em couro preto. Reprojetos A engenharia da Fiat também trabalhou a suspensão para priorizar o com-


Pioneira em motores turbo, este é o quarto carro turbinado que a montadora italiana ousa colocar no mercado

portamento esportivo do Punto T-Jet, privilegiando a estabilidade em manobras. Suas suspensões foram totalmente reprojetadas para ter maior estabilidade, mas sem perder conforto. Para isso, manteve a mesma arquitetura de suspensões, tanto na dianteira quanto na traseira. Porém, todos os componentes da suspensão são novos. As molas dianteiras são 17% menos flexíveis, enquanto as traseiras, 8% menos. Isso faz com que o carro tenha um comportamento mais firme ao passar por ondulações e reaja mais prontamente à mudança de direção. Os amortecedores foram recalibrados em função das novas cargas das molas. As barras estabilizadoras passaram por duas modificações para reduzir a inclinação lateral em curvas. O modelo ganhou uma barra estabilizadora traseira de 18,5 mm; além disso, a barra estabilizadora dianteira teve seu diâmetro aumentado em 1 mm, passando para 20

mm de diâmetro. Para ficar de acordo com o desempenho do modelo, todo o sistema de freios foi redimensionado. Na dianteira, o Punto T-Jet traz discos de maior diâmetro, de 284 mm (só para referência, a versão Sporting vem com disco de 257 mm de diâmetro). Na traseira, ele também vem equipado com freios a disco, de 251 mm de diâmetro (a versão Sporting, por exemplo, é equipada com freio a tambor). O conjunto de freios do Punto T-Jet traz, de série, o conjunto ABS Bosch 8.1, a última geração disponível no segmento, atuando em uma frequência muito mais

precisa e confortável para o condutor (a vibração no pedal, quando o sistema está em funcionamento, é bem mais suave). Traz ainda EBD (Electronic Brakeforce Distribution), uma ferramenta capaz de distinguir o deslocamento da massa da carroceria no momento da frenagem, distribuindo melhor as forças aplicadas entre as rodas dianteiras e traseiras, melhorando a eficiência numa frenagem de emergência, independentemente das condições do piso. Mercado Quando a Fiat decidiu desenvolver a versão turbo do Punto a ideia era que a versão esportiva iria representar entre 6% e 7% do mix na linha. Porém, de acordo com Lélio Ramos, diretor comercial da Fiat, diante dos comentários que tem ouvido de jornalistas do setor automotivo e de consumidores, ele acredita que essa participação poderá chegar a 15%. O plano, que pode ser alterado, é produzir entre 300 e 400 unidades do T-Jet por mês, revelou. Diário de Bordo 33


TECNOLOGIA

O uso descuidado do Pen drive é uma porta aberta para a entrada de vírus no computador.

A nova praga do século XXI Wander Veroni

34 Diário de Bordo

E

le é um dispositivo simples, cuja aparência lembra muito um isqueiro ou chaveiro. Possui vários formatos, cores, tamanhos e virou uma verdadeira febre entre os internautas, principalmente para aquelas pessoas que querem guardar arquivos e transportá-los de um computador para outro. Estamos falando do pen drive, também chamado de Memória USB Flash Drive, disco removível ou chaveiro de memória, que foi criado no final do ano de 2000. A primeira série do produto foi comercializada pela IBM, nos Estados Unidos, com o nome de Thumbdrive. De lá para cá, muita coisa mudou. Hoje é possível encontrar um pen drive de 1G até 32G, o que dá espaço para armazenar bastantes arquivos, dependendo da finalidade do que se pretende guardar. O lojista Fabiano Marques, que trabalha numa importante loja de informática no centro de Belo Horizonte, conta que a procura pelo aparelho aumenta principalmente no período de volta às aulas. "Geralmente, o pen drive ajuda muito a vida estudante que precisa armazenar arquivos ou transferir dados de um computador para outro com mais comodidade. O preço médio varia de R$ 20 até de R$ 130, dependendo da capacidade e do que o cliente realmente precisa", diz. Mas, apesar do pen drive facilitar a vida das pessoas, ele se transformou numa nova praga do século XXI. O dispositivo, ao lado das outras entradas USBs, como máquinas fotográficas, MP3 ao MP9 e celulares, são atualmente a principal porta para contaminação de computadores. O


sintoma que indica que um pen drive está infectado é quando ele não abre automaticamente - precisando clicar com o botão direito do mouse e escolher a opção Abrir com Explorer. De acordo com o técnico de informática Maurício Senna, foi-se a época em que os vírus eram passados somente em e-mails maliciosos ou no download de arquivos suspeitos na internet. Agora os principais vírus são espalhados de computador para computador pelo pen drive - o que corresponde a um aumento no número de máquinas infectadas e a proliferação dos vírus numa escala global. "A maior parte dos computadores que chega à loja são de máquinas que precisam ser formatadas devido ao diagnóstico de vírus, que atrapalhou todo o funcionamento. Muitos clientes tomam cuidados quando estão navegando na internet, mas esquecem que não devem conectar o pen drive em qualquer máquina, para não correr o risco de ser infectado. Todo cuidado é pouco!". O blog Castro Digital ( h t t p : / / w w w. c a s t r o d i g i tal.com.br/2009/03/virus-nopendrive.html) dá algumas dicas importantes de como o internauta pode se precaver para não infectar o seu pen drive e, consequentemente, o computador. "Uma das dicas para saber se o seu pen drive está contaminado é prestar atenção nos arquivos que você possui nele. Arquivos com a extensão .bat na pasta principal da memória e o famoso arquivo autorun.inf são fortes indícios de infecção, já que o arquivo autorun é

DICAS DE SEGURANÇA instalado pelo vírus, para que o mesmo seja executado quando o pen drive for plugado na máquina", orienta. Para isso, abra o arquivo autorun.inf (sem executá-lo), clicando com o botão direito e mandando abri-lo com o bloco de notas e dentro estará o caminho do vírus que deveria ser executado. Ao abrir o pen drive, encontre o arquivo e o apague. Mantenha a opção Mostrar Pastas e Arquivos Ocultos sempre ativadas, para que nenhum arquivo escondido passe despercebido. Muitas pessoas ficam desesperadas com a possibilidade de ter que formatar o pen drive e perder os arquivos que continham no dispositivo para sempre. Foi o que aconteceu com a estudante de biologia, Kênia Serqueira, de 21 anos. No final do semestre passado, ela fazia o trabalho da faculdade e o salvava diretamente no pen drive. Certo dia, ela precisou ir até o laboratório de informática da faculdade para imprimir a penúltima versão do trabalho. Foi aí que o pen drive ficou infectado e ela não conseguiu mais abrir o arquivo dentro do aparelho e teve que formatá-lo para poder utilizar o dispositivo novamente. "Fiquei muito chateada, por que não tinha salvado o trabalho em outro lugar. A minha sorte é que eu tinha o trabalho impresso e passei a madrugada toda redigitando-o. Hoje em dia, procuro salvar meus trabalhos em várias mídias, como no CD e, principalmente, no e-mail, para não ter dor de cabeça", desabafa.

Quando o pen drive é contaminando, o vírus cria um arquivo chamado autorun.inf, que é o responsável pela execução do vírus. O ideal é impedir a criação deste arquivo. Para isso siga os passos: 1. Crie dentro do pen drive uma pasta chamada autorun.inf 2. Abra o Bloco de notas, digite qualquer coisa e depois salve dentro da pasta autorun.inf 3. Clique com o botão direito na pasta que você criou e vá em Propriedades. 4. Na janela que irá aparecer marque os atributos Somente leitura ou Oculto e clique em OK. 5. Na próxima janela, selecione a opção Aplicar as alterações a esta pasta, subpastas e arquivos.

Diário de Bordo 35


MASSA

Brazilian Way off Life

invade a TV Telenovelas brasileiras são acusadas de colonizar culturalmente países de língua portuguesa Wander Veroni

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squeça por alguns minutos o terror da guerra civil que assola muitos países africanos, a violência, a corrupção, o descaso do poder público e o número assustador de casos de AIDS que cresce diariamente. Não se trata de indignação. Talvez de ópio. O fato é que agora no século XXI a colonização acontece por meio dos produtos culturais, mais precisamente da televisão. Portugal, Brasil, Angola, Guiné Bissau, Cabo Verde, Moçambique, Timor Leste, Macau, São Tomé e Príncipe são países unidos pela língua portuguesa. Cada um com seu regionalismo, mas todos falantes do bom e velho português. Apesar de séculos atrás Portugal ser a matriz cultural dos modismos perante as colônias, há de se notar uma situação um tanto diferente. Atualmente, o Brasil exerce forte papel de liderança como principal difusor midiático perante os países usuários do idioma de Camões. Os últimos dados dão conta de que as telenovelas brasileiras são exportadas para mais de 120 países. Uma das primeiras produções que entraram no mercado internacional foi a telenovela O Bem Amado (1973), escrita por Dias Gomes e exibida pela Rede Globo. Mas foi A Escrava Isaura (1976), o primeiro sucesso comercial de uma produção brasileira no exterior, sendo vendida para mais de 80 países. Atualmente, as novelas de maior sucesso no mercado internacional são Roque Santeiro (1985), Sinhá Moça (1986), Vale Tudo (1988), Renascer (1993), O Rei do Gado (1997), Por Amor (1998), Terra Nostra (1999) e Senhora do Destino (2004), que fazem relativo sucesso 36 Diário de Bordo

pelos países que passaram. Com temas bastante regionalistas que exploram hábitos e costumes brasileiros, as telenovelas da Rede Globo são conhecidas mundialmente pelo bom acabamento estético e forte apelo comercial. Estima-se que a emissora fature cerca de U$ 150 milhões anualmente com a venda de telenovelas no exterior. Outra emissora que vem crescendo no mercado nacional e internacional na produção de telenovelas é a Rede Record. Segundo o diretor de Vendas Internacionais da emissora, Delmar Andrade, o resultado superou as expectativas e garantiu uma ampla abertura no mercado internacional. Hoje, as telenovelas da Record estão sendo exibidas em toda a América Latina, África e Leste Europeu, com destaque para o remake de A Escrava Isaura (2004), Prova de Amor (2005) e Vidas Opostas (2006). Controle remoto Diferentemente do que acontece no Brasil, onde a TV Aberta reina absoluta na preferência do telespectador, na África - principalmente nos países de língua portuguesa, a TV Globo e a TV Record reinam absolutas como os canais mais vendidos da TV Paga africana. Angola, por exemplo, é a "queridinha" das Organizações Globo por obter boa parte dos assinantes do canal: aproximadamente, 160 dos 500 mil telespectadores contabilizados preferem assistir à TV Globo internacional. Já a TV Record Internacional, presente em mais de 160 países, tem as suas novelas e os programas de entretenimento, chamados de linha de show, como grandes sucessos de audiência, principalmente em Portugal, Moçambique, Cabo Verde e Angola. Os pacotes da TV Paga incluem também a SIC e a RTP, duas importantes redes de televisão de Portugal, que também


marcam presença no território africano. Papel social O professor angolano Feliciano Cangue, formado em Letras pela Universidade Federal do Paraná - Brasil e Doutor em Ciência e Engenharia de Materiais pela mesma universidade, acredita que as telenovelas contribuem para a formação de uma cultura inútil que marginalizam a posição social do negro e inverte os valores, principalmente nos países com forte população afrodescendente. "Uma situação que foge à vista daqueles que assistem a telenovelas é a questão do negro. Nos países que produzem telenovelas, o negro possui baixo poder aquisitivo. Ele realiza trabalhos de nível inferior como os de cozinheira e empregada doméstica. Muitas vezes, o negro é retratado como um ser passivo e acomodado. Quando participa, aparece em posição subalterna, ocorre no lugar da tragédia, faz papel de motorista ou de escravo. Isso reforça a imagem negativa do negro construída pelo branco através dessa representação ficcional que aflora essa subversão social", afirma. Já o angolano Adillson Abell, que mora no Brasil e estuda Serviços Sociais no interior de São Paulo, vai mais além e afirma que há uma constante manipulação cultural por parte da televisão. "Embora os adultos, os jovens e as crianças tenham consciência de que somos profundamente marcados pela cultura do consumismo, todos acabam utilizando os bens de consumo como um meio para aumentar sua auto-estima ou status social. Desse modo, a manipulação veiculada pela TV e pela cultura do consumo é sustentada e reforçada nas relações intersubjetivas no âmbito da família, tendo o mesmo grupo familiar como principal canal de interlocutor sociocultural", conta. Língua e mídia Instigado pelo fato de o português ser falado em vários países fora do eixo Portugal-Brasil, o paulistano Michell Niero, de 23 anos, estudante do último ano de jornalismo da Universidade Nove de Julho, criou em 12 de agosto de 2008 a revista eletrônica O Patifúndio! (http://opatifundio.com) que discute, de forma bastante analítica e descontraída, assuntos ligados a cultura, mídia, cotidiano e lusofonia - tendo como ponto de partida o que acontece de relevante dentro dos países de língua portuguesa. Em abril de 2008, ele iniciou, em caráter experimental o blog Revista O Patifúndio apresenta o blog Descobri a Pólvora!, enquanto ganhava tempo para construir o

site da revista eletrônica. "Tive dificuldades no início, aprendi PHP na raça, usei o Orkut para encontrar possíveis colaboradores e meu conhecimento em design para ir em frente. Enquanto isso, o Descobri a Pólvora! vinha se tornando um sucesso", afirma. MIchell conta ainda que a idéia de montar uma publicação sobre o assunto veio da época de moleque, quando ele achava curioso o fato de haver mais gente falando português no mundo, além de brasileiros e lusitanos, e a forma superficial em que as agências de notícias falam desse grupo de países. "O fato da editoria internacional, aquela recheada de press releases oriundos de 'control c + control v' das agências de notícias internacionais me despertou a vontade de montar uma revista eletrônica na internet que buscasse um diálogo de colonizado para colonizado com a participação do colonizador português.", conta. E assim o blog se tornou um verdadeiro sucesso na internet, no qual se é possível encontrar, de forma aprofundada, a participação de vários articulistas e especialistas ao redor do mundo para mostrar que há uma crescente produção de conteúdo informativo nos países falantes do português. Instigado por esse fascínio provocado pelas telenovelas brasileiras nos países africanos, Michell e a sua equipe fizeram uma série especial no O Patifúndio! sobre o chamado "Brazil way off life" da TV, ou seja, o padrão de vida brasileiro que interfere culturalmente nos outros povos. Para ele, o consumismo mostrado pelo mundo das telenovelas, talvez seja o efeito mais perverso. Em países com IDH baixíssimo, a telenovela faz com que os protagonistas das tramas se tornem referências de beleza e comportamento bem acima das possibilidades financeiras de quem vive por lá. "Tirando Guiné-Bissau, em todos os outros países a telenovela e a televisão brasileira como um todo fazem grande sucesso. De aspectos positivos, é possível salientar a possibilidade de conhecer belas paisagens brasileiras e aspectos culturais, como o regionalismo, por exemplo. De aspectos negativos, há de se ressaltar a intenção de a novela brasileira em querer exportar um Brasil fictício, construído com base em clichês, o que, definitivamente, não representa a complexidade de um país como o nosso. Sem muitos escudos e bases de comparação, o habitante da África lusófona acredita que o Brasil é uma grande Copacabana, recheada de famílias brancas consumistas e de classe média.", comenta.


Fraternidade e Segurança Pública Robson Sávio Reis Souza *

N

o período compreendido entre a quarta-feira de Cinzas e a Páscoa, conhecido no calendário católico como quaresma, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB promove, anualmente, a Campanha da Fraternidade. Este ano, o tema proposto para o período quaresmal é "fraternidade e segurança pública" e o lema, inspirado na máxima do profeta Isaías, "a paz é fruto da justiça" (Is 32,17). Já tratamos nesta "Diário de Bordo" da complexidade que envolve o tema da segurança pública. Em um dos rankings mais indesejáveis, o Brasil é um dos líderes mundiais em assassinatos. Enquanto a taxa de homicídios por 100 mil habitantes no Brasil chega a 25,2, na Itália, por exemplo, o índice é ínfimo, de 1,1 por grupo de 100 mil pessoas. No Brasil, com os dados do último ano disponíveis (2005), foram registradas 47.578 mortes; na Itália, os dados de 2003 indicavam apenas 648 mortes (73 vezes menos). Ou seja, o Brasil ocupa o sexto posto entre 83 países analisados. Quando se trata apenas de homicídios entre jovens, o Brasil avança no ranking e ocupa a quinta posição, com uma taxa de 51,6 por 100 mil habitantes. No ano em que os dados foram computados - 2005 - ocorreram 17.994 homicídios juvenis contra 29.775 de não-jovens. Na Itália, no ano avaliado (2003), ocorreram 73 homicídios entre jovens e 570 entre não-jovens. Na Europa como um todo, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes fica em 1,2 jovem por grupo de 100 mil. Estes dados fazem parte de um relatório divulgado em novembro do ano passado pelo Instituto Sangari, em parceria com a Rede de Informação Tecnológica Latino-

38 Diário de Bordo

Americana (Ritla) e Ministério da Justiça. Salvo a notícia amplamente divulgada, a informação não suscitou nenhum debate ou mobilização nacional. Os dados disponíveis permitem caracterizar a América Latina como região muito violenta também em termos de mortalidade por acidentes de transporte. Efetivamente, agregando os dados dos 83 países, disponíveis por região ou continente, percebe-se que a América Latina, com sua taxa de 16,2 óbitos por acidentes de transporte para cada 100 mil habitantes, ultrapassa levemente a América do Norte - 16,1 - e de forma bem mais ampla a Europa (10,5) e a Ásia (11,8). Não obstante, a cada dia que passa e com o aumento no número de automóveis circulando (num país que incentiva o transporte privada em detrimento do transporte público), além de inúmeros homicídios, o carro virou a segunda arma mortífera nas mãos dos brasileiros. Na avaliação da ONU, apenas 10% dos homicídios em São Paulo e no Rio são levados ao tribunal. Em Pernambuco, essa taxa é de apenas 3%. Dos casos levados a julgamento em São Paulo, apenas a metade acaba em condenação. No estado do Rio de Janeiro, a polícia matou mais de 1,3 mil pessoas no ano de 2007; o número representa 18% de todos os assassinatos ocorridos no estado. Todos estes óbitos são descritos pelos dados da segurança pública como "resistência seguida de morte". No estado de Pernambuco, cerca de 70% dos homicídios registrados foram praticados por grupos de extermínio, muitos dos quais contam com participação de policiais. Como falar de segurança pública quando 1% dos latifundiários detém 50% das propriedades

rurais produtivas? Entre 1965 a 1985, cerca de 30 milhões de brasileiros foram expulsos do campo e jogados nas periferias de nossas metrópoles. No mesmo período, o governo federal baixou somente 124 decretos de desapropriação. Como naturalizar a legião de semterra, formada por 4,5 milhões de famílias? Os índios, vítimas de um massacre secular, continuam assistindo à invasão de suas terras por posseiros expulsos pelo latifúndio. Nas nossas grandes cidades, poucos ricos vivem em situação de verdadeiro apartheid, em condomínios luxuosos, cercados de cercas, câmeras e guardas por todos os lados. As condições objetivas da segurança pública se deterioram; por outro lado, cresce, exponencialmente, a segurança privada: um mercado equivalente a 10% do PIB brasileiro, bom somente para os 10% da população que concentra 75% de toda a riqueza nacional. Enquanto alguns formadores de opinião satanizam os moradores das favelas e fazem do tráfico de drogas o bode expiatório de todos os males sociais, os crimes de corrupção, sonegação de impostos, contrabando e outros, tão nocivos, são praticados com a complacência da sociedade e da justiça. Os gabinetes de empresários e políticos corruptos, onde tais crimes são urdidos, não são alcançados pelos olhares da polícia. Uma das polícias, diga-se de passagem, mais violentas do globo. Nosso sistema judiciário é um dos mais seletivos e discricionários do mundo. Justiça punitiva para os pobres; leniente, generosa e complacente com os abastados. Enquanto isso, as nossas prisões assistem a um aumento vertiginoso de sua população: jovens, pobres e negros. Vivem em condições desumanas e de aviltamento da dignidade da pessoa e ao arre-


pio das leis. Impossível que daí saiam cidadãos capazes de uma vida construtiva na sociedade. Quando a violência bate à porta da classe média, o noticiário sai das páginas policiais e ganha os horários nobres da mídia. Imediatamente, parlamentares de plantão e apresentadores inescrupulosos e sensacionalistas propõem maior endurecimento das penas. Equivocam-se ao defenderem que o recrudescimento da lei reduz a criminalidade. Pensam que Justiça se faz com o Código Penal, que, no Brasil, existe só para os pobres, tais as decisões do Supremo Tribunal Federal em relação aos inúmeros crimes praticados pelos poderosos. Em boa medida e salvo raras exceções, a grande mídia trata a violência urbana de duas maneiras: ou superexpondo o drama das nossas cidades em folhetins policiais que, na sua maioria, prestam para aumentar o sentimento de impo-

tência da população e, no outro extremo, insuflar a idéia de se fazer justiça com as próprias mãos; ou glamourizando a criminalidade violenta, principalmente o tráfico de drogas, transformando tão sórdida e letal atividade em inesgotável fonte de renda, haja esta o sucesso do filme "Tropa de Elite" - que, segundo notícias, virará seriado na maior emissora de TV brasileira, e outros tantos produtos midiáticos derivados da deificação, pela mídia, da guerra urbana. Não fosse o bastante, assistimos hoje uma tendência no Poder Público em criminalizar os movimentos sociais. Mais uma vez se tenta silenciar a luta dos pobres com o Código Penal. Políticas públicas paternalistas transformam os miseráveis em objeto de esmola, pela via de vários programas ditos "sociais". Os pobres deixam de ser sujeitos de direitos e continuam a ser

objetos de favores de políticos bons de mídia e pouco comprometidos com a cidadania. Será que a Igreja está disposta a lutar pela efetiva mudança desse quadro? O certo é que inúmeras iniciativas da sociedade civil organizada e de movimentos sociais que lutam em defesa de uma justa distribuição da terra e da renda e pela efetividade dos direitos humanos abundam em nosso país. "Justiça e paz se abraçarão" (Salmo 85,1). Aqui reside a esperança. *Filósofo, pesquisador e coordenador de Comunicação do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública da UFMG (Crisp); pesquisador do Núcleo de Estudos Sociopolíticos da PUC Minas (Nesp); coordenador do Núcleo de Direitos Humanos da Pró-reitoria de Extensão da PUC Minas; membro da Comissão Pastoral de Direitos Humanos da Arquidiocese de Belo Horizonte; vice-diretor executivo da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac) de Santa Luzia.


TRABALHO

O dilema da

segurança Violência favorece a contratação de profissionais sem formação adequada. Por outro lado, moradores reclamam da ausência de policiamento e do descrédito das políticas de segurança pública. Luciana Hübner

O

crescimento dos índices de violência tem gerado uma segunda preocupação nas autoridades estaduais e federais em Belo Horizonte. Naturalmente, o primeiro ponto são as ocorrências geradas por todo tipo de crimes contra o patrimônio, em qual bandidos atacam cada vez mais ousadamente casas, apartamentos e pessoas. E é justamente para se defender desses ataques, que o cidadão comum acaba colocando a vida em risco por duas vezes. O novo temor das autoridades está ligado ao fato de que muitas pessoas e empresas estão contratando profissionais sem levar em consideração a formação adequada dos contratados.

Dados da Delegacia de Con-trole de Segurança Privada da Polícia Federal estimam que atualmente existam 800 mil vigilantes atuando clandestinamente em todo o país. Números que representam perigo tanto para quem circula pela cidade quanto para quem contrata este tipo de mão de obra desqualificada. O que pode, inicialmente, parecer uma solução para diminuir a violência, na verdade pode custar caro. De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada

clandestina 40 Diário de Bordo


de Minas Gerais, Edson Pinto Neto, os contratantes não sabem dos riscos que estão correndo ao sustentar serviços ilícitos. "Quem contrata é coresponsável por qualquer ação que envolva o contratado ilegalmente", afirma Edson. A chefe da Delegacia de Controle de Segurança Privada da Polícia Federal, delegada Fátima Bassalo, confirma a declaração. "É preocupante a contratação de pessoas despreparadas, especialmente na realização de segurança em locais onde existe grande circulação de pessoas. Isto representa um descumprimento dos requisitos legais e constitui, na realidade um risco para o contratante e para os usuários do serviço, pois aquele que contrata serviços é também responsável pela sua execução e, quando sabe de sua irregularidade, fica sujeito às conseqüências decorrentes de sua execução nas esferas trabalhista, administrativa, cível e penal", esclarece a delegada. Ainda segundo o presidente do Sindesp-MG, uma suposta economia é o que mais atrai quem contrata um segurança ilegal. "Os clandestinos são recrutados por preços baixos. Quem contrata normalmente sabe do risco, mas o preço é atrativo", esclarece. "Para um expediente, por exemplo, entre 19 horas e 04 horas da manhã, um vigilante legalizado

custa diariamente em torno de R$ 150,00. Já o clandestino recebe, no máximo, R$ 50,00", compara Edson. Atualmente o piso salarial de um vigilante em Minas Gerais é de R$ 926,38. Eles têm direito ainda a uma cesta básica no valor de R$ 65,00, plano de saúde, ticket refeição no valor de R$ 5,00 por dia e um seguro de vida que corresponde a 65 vezes o salário base. Formação de um Vigilante Para ser vigilante, o interessado precisa ter alguns requisitos legais como: idade mínima de 21 anos, escolaridade correspondente à quarta série do primeiro grau, aprovação em curso de formação de vigilante realizado em estabelecimento com funcionamento autorizado pelo Departamento de Polícia Federal, aprovação em exame de saúde física, mental e psicotécnico, não ter antecedentes criminais registrados e estar em dia com as obrigações eleitorais e militares. O curso de formação garante ao aluno conhecimentos, técnicas, habilidades e atitudes que o capacitem para o exercício da profissão de vigilante. A idéia é complementar de forma oficial à segurança pública, o que inclui o uso de armas como revólveres e espingardas calibre 12, a famosa "escopeta". Para isso, os alunos contam com aulas teóricas e práticas numa carga horária de 160 horas/aula. Atualmente, Belo Horizonte conta com 20 escolas aptas a ministrar este curso, as quais formaram em 2008 11.555 vigilantes. Geralmente, os vigilantes trabalham nas atividades relativas à vigilância patrimonial, à segurança física de estabelecimentos financeiros. De volta às aulas A reciclagem dos profissionais

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também é exigida pela Polícia Federal. Os vigilantes devem voltar à sala de aula de dois em dois anos para refazer praticamente o curso inteiro. Segundo o presidente do Sindesp-MG, uma das principais funções do curso de reciclagem é avaliar o estado psicológico do vigilante. "O profissional precisa fazer provas e ser aprovado na reciclagem. O aspecto psicológico é muito trabalhado para comprovar se o aluno está apto a continuar no exercício da atividade",

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esclarece Edson. Fiscalização A fiscalização da atuação dos profissionais da segurança privada é realizada em Belo Horizonte por meio de uma parceria entre o Sindicato das Empresas de Segurança Privada de Minas Gerais e a Delegacia de Controle de Segurança Privada da Polícia Federal. Atualmente uma grande preocupação do sindicato é quanto à

atuação de profissionais despreparados em grandes eventos, como shows musicais, por exemplo. De acordo com o SindespMG, é comum encontrar clandestinos trabalhando neste tipo de evento. "Estes contratantes não são sérios, não se preocupam com a segurança do público", salienta Edson Pinto Neto, presidente do Sindesp-MG. O vigilante regularizado, com curso de formação em dia e empregado por uma empresa


legalizada apenas pode andar armado quando estiver exercendo a profissão. Se a empresa à qual ele está ligado não estiver legalizada, este vigilante é imediatamente preso por porte ilegal de arma. "É comum encontrarmos policiais militares exercendo a profissão de vigilante, o que não é uma atividade legal. Quando isto acontece, encaminhamos este vigilante à polícia onde é aberto um inquérito e comunicamos o fato à corporação à qual ele pertence", conta Edson.

Segundo a delegada de Polícia Federal, Fátima Bassalo, cabe multa e detenção ao vigilante ilegal. "Aquele que executa serviço de vigilância sem autorização da Polícia Federal deve ser notificado para encerrar imediatamente suas atividades irregulares, devendo todo o equipamento utilizado na prestação do serviço irregular ser apreendido", diz. Ausência da polícia Apesar dos esforços da Polícia Federal e do sindicato, a realidade é bem diferente. A ilegalidade está por

toda parte. Desde motoqueiros apitando durante a noite em ruas de bairros mais desertos, ou nas casas de shows, como afirmou o presidente do sindicato. Entre os muitos casos de pessoas que decidiram contratar clandestinos estão moradores de várias ruas do bairro Palmares, na região nordeste de Belo Horizonte. "Nós nos cansamos de tantos assaltos e arrombamentos durante as noites. Às vezes ligávamos para a polícia e eles demoravam até 30 minutos para chegar com uma viatura", afirma uma dona de casa de 50 anos que preferiu não ser identificada. Outro morador, de 65 anos, diz que a filha estudante universitária já foi assaltada três vezes entre o ponto de ônibus e a casa a menos de 100 metros. "Hoje minha filha liga para o motoqueiro e ele a espera no ponto de descida. Desde que ele começou a trabalhar aqui, há dois anos, nunca mais tivemos assaltos", declara. Perguntados sobre os riscos de revelar a um desconhecido informações importantes como ausência da família em viagens, horários de chegada ou saída dos moradores, os entrevistados foram unânimes em reclamar do abandono por parte dos governos e na desconfiança das campanhas publicitárias ligadas à segurança pública. "De um jeito ou de outro estamos em risco. Seja com os criminosos, seja com os nossos seguranças particulares. A única coisa certa é que estamos completamente abandonados à nossa própria sorte e condenados a pagar cada dia mais impostos ou taxas sem o retorno que merecemos. Não vamos abrir mão de nossos contratos com a empresa de vigilância", declarou um funcionário público aposentado de 72 anos, também morador do bairro. Colaborou Carlos Viana

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INFORME PUBLICITÁRIO

Tudo pode ser uma pista Eles têm ganhado o cenário nacional ao fazerem parte de esquemas de investigação paralela aos meios oficiais. Polêmicos, os detetives particulares fazem parte de uma profissão que investiga casos, aparentemente, sem solução

E

xiste crime perfeito? Quem não conhece James Bond, Batman, Hercule Poirot, Miss Marple, Lawliet, Near, Dick Tracy e o mais famoso de todos os detetives, Sherlock Holmes, criado pelo médico e escritor britânico Sir Arthur Conan Doyle, em 1887? A ficção, por meio da literatura e dos filmes de aventura, fez inúmeros produtos culturais que dão amplo destaque para a profissão de detetive particular. Mas, apesar de toda a parte lúdica em torno da atividade, muitas pessoas encontram nestes profissionais uma opção para resolverem casos pessoais que, até então, pareciam sem solução. Embora ainda não exista regulamentação do Governo Federal ou lei própria para o exercício de detetive particular, a atividade existe há mais de 70 anos no Brasil e possui registro de forma voluntariosa associada ao Conselho Federal dos Detetives Profissionais (CFDP), que contribui muito para dar mais credibilidade à profissão. O que poucas pessoas sabem é que o detetive particular não precisa ser ligado a Polícia Civil ou Federal, necessariamente. Para ser um investigador autônomo, basta fazer um curso preparatório para trabalhar comercialmente e buscar o seu certificado na entidade competente. Os detetives podem atuar em casos de desaparecimento de adultos, jovens e crianças, bem como na produção de provas para fins judiciais, nos casos de adultério, furtos, roubos, localização de paradeiro, planejamento de segurança, homicídios, seguimento de suspeitos e monitoramento eletrônico de locais e pessoas. Com mais de 30 anos no mercado e já ter

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prestado serviço para Polícia Civil, o detetive particular Ivan Lopes, conhecido como O Águia, realiza trabalhos de investigação, tanto para casos familiares, como adultério, filhos com suspeita de envolvimento com drogas, pessoas desaparecidas, como em casos de corrupção ou bloqueio de informações dentro de uma empresa. Baiano, ele se considere também mineiro e capixaba por já ter morado nestes locais. É também autor do

livro "O homem que investigou o diabo", em sua segunda edição, e que conta, de forma biográfica, a experiência dele como detetive particular. Em breve, Lopes procura reunir recursos junto à iniciativa privada, para transformar o livro em um filme. Alta tecnologia Aparelhos mirabolantes, dignos de filmes de ficção científica. Os detetives particulares contam com canetas que filmam e gravam imagens a metros de distância em alta resolução, além de possuírem, inclusive, entrada USB. Câmeras de vídeo e fotográficas que podem ser facilmente despistadas em botões de camisa social, rastreamento aéreo e via satélite de pequenos aparelhos acoplados de

modo imperceptível. Com uma equipe especializada, com integrantes de ambos os sexos, que faz o uso da mais alta tecnologia, Ivan Lopes conta que o tempo de trabalho de cada investigação depende do caso em si. "O detetive precisa ser uma pessoa atenta, sensível e de bom caráter, para poder entrar na história do cliente e mostrar o que pode ou não ser resolvido no tempo em que ele deseja. Ao mesmo tempo em que existem casos que podem durar semanas, outros podem durar vários meses". Lopes alerta que a espionagem industrial é configurada como crime e que o detetive particular precisa ser uma pessoa ética e trabalhar de acordo com a lei. "A primeira coisa que uma pessoa deve fazer ao contratar um detetive particular é verificar, por meio de trabalhos anteriores, a sua honestidade e credibilidade", sugere. Além disso, Lopes também oferece o curso de detetive particular, com duração de 30 dias, ao preço de R$ 500, que habilitará o futuro profissional para atuar na atividade, inclusive no ramo de segurança eletrônica, inteligência, investigação familiar e empresarial. Para se cadastrar no curso, basta acessar o site http:// www.detetiveoaguia.com.br/ curso.htm e preencher corretamente o formulário de inscrição. O escritório do Detetive O Águia fica localizado na área central de Belo Horizonte, na Avenida Afonso Pena, 262, sala 1210, no Edifício Mesbla. Informações pelo telefone (31) 3271-22124 / 3271-99890 ou pelo site http://www.detetiveoaguia.com.br


Na Trilha Mariana Balbi

O

lá amigos, sou a Mariana Balbi e a partir desta edição estarei aqui contando um pouco da história da família Balbi no cenário do Motocross e Supercross. Este esporte está presente na família há vários anos. Passou do meu pai para nós filhos (eu e meu irmão Balbi Jr.). Atualmente meu pai trabalha como treinador e chefe de equipe. Eu e meu irmão disputamos campeonatos no Brasil e nos EUA, onde mudamos a história do Motocross brasileiro. Recentemente passei um longo período longe de casa ministrando cursos com meu pai Brasil afora. Voltamos para BH. Fiquei bastante animada, pois participei da primeira etapa do mineiro de SX (supercross). Após muito treino é sempre bom fazer uma corrida. Ainda mais se tratando de correr em casa, com o apoio da família, amigos e fãs. Essa prova foi muito boa para os pilotos aqui de Minas. Estávamos precisando de algo assim, já que fazia algum tempo que não contávamos com uma estrutura tão legal. A organização cuidou de tudo para que a prova saísse em perfeitas condições. O Supercross Edgel contou também com pilotos de fora, que vieram

prestigiar o evento. Além do meu irmão Jorge Balbi, vieram Leandro Silva, Marrom, Jean Ramos, Swian e outros. Isso ajuda a melhorar o nível da prova e ainda incentivar novos pilotos. Na sx3 consegui uma boa largada. Logo na primeira curva, estava em segundo e consegui fazer a ultrapassagem no final da primeira volta, seguindo na liderança da prova. Já havia se passado mais da metade da prova quando de repente, errei em uma curva que estava muito lisa por causa da chuva e acabei caindo. Perdi a liderança e o contato com o primeiro colocado Yuri Moreira. Não desisti e continuei acelerando, diminui bastante a diferença, mas a prova já estava no final. Terminei na segunda colocação. A minha segunda e ultima bateria da noite foi a SX1. Estava bastante ansiosa. Sempre fico assim quando largo na mesma categoria do meu irmão. Fico muito preocupada por nos dois (risos). Não consegui uma boa largada, mas vim recuperando e mantendo a sexta colocação. Da metade da prova em diante, minha ansiedade diminuiu quando meu irmão me deu uma volta. Ele estava em primeiro, com uma distância

boa do segundo colocado. Mais uma vez tudo correu bem para a família Balbi, meu irmão venceu a prova e eu terminei em sexto. Pudemos compartilhar nossa alegria com o público que vibrou muito com a gente. Outro motivo que nos deixou contentes foi a parceria entre a família Balbi e o empresário Vicente Bretz, diretor da rede mineira de supermercados Mart Plus. Finalizamos a parceria recentemente com a nova diretoria da federação mineira, representada pelo presidente Ricardo Vieira, Minas estará novamente entre as potências do esporte no país. A equipe será formada pelos pilotos Antonio Jorge Balbi, eu Mariana Balbi e pela mais nova revelação do esporte em Minas, o jovem Érick Bretz. O chefe de equipe será Jorge Balbi, meu pai. Após algum tempo fora voltamos para o nosso estado com a intenção de recolocar Minas no cenário nacional do MX. As coisas estão indo mais rápido do que a gente pensava. Com essa equipe, temos chance de conquistar títulos já este ano. Na próxima edição contarei um pouco do campeonato brasileiro e do mineiro de Motocross.

O Supercross Edgel contou também com pilotos de fora, que vieram prestigiar o evento. Além do meu irmão Jorge Balbi, vieram Leandro Silva, Marrom, Jean Ramos, Swian e outros. Diário de Bordo 45


O futebol mineiro e seus porquês Emerson Romano

O

futebol mineiro vive dias agitados ultimamente. Polêmica na arbitragem, com críticas e acusações de todos os lados, especialmente dos presidentes de Atlético e Cruzeiro. Da outra parte, silêncio por parte da Federação Mineira de Futebol e dos acusados. E ainda o pronunciamento do Sindicato dos Árbitros de Minas Gerais, ameaçando não trabalhar mais em jogos do Atlético (ameaça que não se concretizou, diga-se de passagem). Aí vem a pergunta: por que isso não aconteceu? Porque a FMF e os outros acusados (leia-se Lincoln Afonso Bicalho

e Alicio Pena Junior) não se manifestaram e, pior, não moveram ações contra as acusações? Por quê? Será que os árbitros mineiros A verdade é que a arbitragem de Minas passa carece de bons valores, de novos nomes. E os que surgem, já enfrentam uma pressão terrível.

são tão ruins assim que aceitaram as acusações passivamente? Acho que não. O fato é que esse silêncio deixa

margem a dúvidas. A arbitragem mineira não é melhor ou pior do que as demais espalhadas pelo país. Os jogos do Cruzeiro no Campeonato Mineiro, por exemplo, são apitados por trios paulistas, que também têm errado. E aí, os mesmos acusadores ficarão calados só porque a arbitragem não é mineira? Por quê? A verdade é que a arbitragem de Minas carece de bons valores, de novos nomes. E os que surgem já enfrentam uma pressão terrível. Não estou aqui defendendo a arbitragem, até porque não tenho cacife para isso e muito menos


quero bancar o advogado do diabo. Os árbitros sempre serão questionados em suas decisões, aqui ou em qualquer parte do mundo, enquanto a arbitragem não for profissional e esta não contar com recursos tecnológicos, que poderão auxiliá-la. O que estou querendo é entender o que se passa com o futebol mineiro. Acusações, silêncio, perguntas não respondidas..... Por quê? Isso sem contar a cereja que faltava nesse "bolo" de acusações e polêmicas: o roubo ao cofre da Federação Mineira de Futebol. Quanto, na verdade, foi levado no roubo? 400 mil, 600 mil ou 1 milhão? Afinal, quanto foi levado? Se não bastasse essa polêmica toda, para piorar a situação, o presidente da FMF, Paulo Schettino, assim que o roubo foi descoberto, questionado sobre um montante

tão grande estar guardado num cofre da entidade e não num banco (onde seria mais sensato), deu uma das declarações mais infelizes dos últimos tempos. Mesmo que a alegação seja váliSe não bastasse essa polemica toda, para piorar a situação, o presidente da FMF, Paulo Schettino, assim que o roubo foi descoberto, questionado sobre um montante tão grande estar guardado num cofre da entidade e não num banco (onde seria mais sensato), deu uma das declarações mais infelizes dos últimos tempos

da, admitir publicamente que guardava a quantia no cofre para que ela não fosse confiscada pela justiça, que determinou um bloqueio ele-

trônico das contas da FMF, para o pagamento de dívida com o INSS, foi, no mínimo, infeliz. Isso soou para o INSS como calote, como uma forma de burlar uma dívida e agora terá consequências. Será que ninguém na FMF, a assessoria de imprensa, o departamento jurídico, ninguém foi capaz de orientar o presidente da entidade, para que tomasse cuidado em suas declarações? Por que isso não aconteceu? Essa declaração, essa confissão pública de sonegação vai gerar muita dor de cabeça ao mandatário do futebol mineiro. Isso porque o Ministério Público quer investigar os vários porquês dessa história toda. As coisas poderiam ser diferentes no futebol mineiro, mas infelizmente não a são. Por quê ?


Diário Cultural CINEMAS ESPAÇO PITÁGORAS

Rua Irai, 235, Cidade Jardim. Tel.: (31) 3296-6653 Ingressos: segunda, terça e quintafeira R$ 10; quarta-feira R$ 8; de sextafeira a domingo e feriados R$ 12.

Ingressos: de terça-feira a domingo R$ 5.

USINA UIBANCO

MULTIPLEX CIDADE

Rua Aimorés, 2424, Lourdes. Tel.: (31) 3337-5566

Shopping Cidade, Rua Rio de Janeiro, 910 - Centro. Tel.: (31) 3272-9720 Ingressos: de segunda a quinta-feira R$ 10 e de sexta-feira a domingo R$ 14.

BELAS ARTES

Rua Gonçalves Dias, 1581, Savassi. Tel.: (31) 3252-7232 Ingressos: segunda, terça e quintafeira R$ 12; quarta-feira R$ 10; sextafeira a domingo e feriados R$ 14. CINEPLEX BH

BH Shopping, BR-040 s/n, km 447. Tel.: 4005-1414

USIMINAS PARAGEM MULTIPLEX DEL REY

Shopping Del Rey, Av. Presidente Carlos Luz, 3001 - Caiçara. Tel.: (31) 3415-6021

Ingressos: de segunda, terça e quintafeira R$ 10; quarta-feira R$ 9; sextafeira a domingo e feriados R$ 12.

UNIBANCO SAVASSI

ITAÚ POWER

Rua Levindo Lopes, 358, Savassi. Tel.: (31) 3277-6648 Ingressos: de segunda, terça e quintafeira R$ 12; quarta-feira R$ 10; sextafeira a domingo e feriados R$ 14.

PAMPULHA MALL

SHOPPING NORTE

Ingressos: segunda-feira R$ 2,50; terça e quinta-feira R$ 7; quarta-feira R$ 8; sexta-feira a domingo e feriados R$ 10. ART MINAS

Minas Shopping, Av. Cristiano Machado, 4000, Cidade Nova. Tel.: (31) 3426-1202. Ingressos: de segunda a quinta-feira R$ 8,40 e de sexta-feira a domingo R$ 11,40. HUMBERTO MAURO

Av. Afonso Penna, 1537, Centro. Tel.: (31) 3236-7400

Av. Mário Werneck, 1360, Buritis. Tel.: (31) 3378-0216

Ingressos: de segunda a quinta-feira R$ 10 e de sexta-feira a domingo R$ 14.

Ingressos: de segunda, terça e quintafeira R$ 10; quarta-feira R$ 8; sextafeira a domingo e feriados R$ 14.

Av. Antônio Carlos, 8100, Pampulha. Tel.: (31) 3492-9155

Ingressos: de segunda, terça e quintafeira R$ 12; quarta-feira R$ 10; sextafeira a domingo e feriados R$ 14.

Av. Vilarinho, 120. Venda Nova. Tel.: (31) 3451-8990 Ingressos: de segunda a quinta-feira R$ 8 e de sexta-feira a domingo R$ 10. DIAMOND MALL

Av. Olegário Maciel, 1600, Sto Agostinho. Tel.: (31) 4005-1414 Ingressos: de segunda, terça e quintafeira R$ 10; quarta-feira R$ 8; sextafeira a domingo e feriados R$ 14. BIG

Big Shopping, av. João César de Oliveira, 1275, Contagem. Tel.: (31) 3391-3345 Ingressos: de segunda a quinta-feira R$ 8 e de sexta-feira a domingo R$ 10.

Shopping Itaú Power - av. General David Sarnoff, 5160, Cidade Industrial, Contagem. Tel.: (31) 3363-5005 . Ingressos: de segunda a quinta-feira R$ 10 e de sexta-feira a domingo R$ 12. CINE BETIM

Av. Ednéia Matos Lazarote, 1655, Angola, Betim. Tel.: (31) 3594-3712. Ingressos: de segunda a quinta-feira R$ 6 e de sexta-feira a domingo R$ 8. VIA SHOPPING

Via Shopping, av. Afonso Vaz de Melo, 640 - Barreiro. Tel.: (31) 3384-9261. Ingressos: de segunda a quinta-feira R$ 8 e de sexta-feira a domingo R$ 10. UNIBANCO PONTEIO

Ponteio, BR-356, 2500, Sta Lúcia. Tel.: (31) 3286-3607 Ingressos: de segunda, terça e quintafeira R$ 10; quarta-feira R$ 8; sextafeira a domingo e feriados R$ 12.

DIVULGAÇÃO

PÁTIO SAVASSI

Av. do Contorno, 6061, Savassi. Tel.: (31) 3209-0079 Ingressos: de segunda, terça e quintafeira R$ 13; quarta-feira R$ 10; sextafeira a domingo e feriados R$ 15.

Confira os melhores filmes que estão nas telas dos cinemas de BH


BARES DIVULGAÇÃO

CLUBE DE QUEM BEBE

BAR DO PEPÊ

Botequim aberto desde 1990 especializado em churrasquinhos no espeto.

Bar especializado em petiscos e tira-gostos.

Rua Castro Alves, 216, Nova Suíça. Tel.: (31) 3371-1088. Funciona de segunda a sábado, de 10h à 01h.

Avenida Presidente Carlos Luz , 675, Loja 04, Caiçara. Tel.: (31) 8705-2378 Funciona a segunda a sexta-feira , a partir das 08h; e no sábado, a partir do meio-dia.

CHURRASQUINHO DO MANUEL

BAR DO PRIMO

Bar que atrai muita gente para happy hour, especializado em tira-gostos, espetos e churrasquinhos. Avenida Ressaca, 175, Coração Eucarístico. Tel.: (31) 3464-6708. Funciona de segunda a sexta-feira, a partir das 18h; sábado e domingo, a partir do meio-dia.

Bar especializado em porções, petiscos e tiragostos Rua Santa Catarina , 656 , Lurdes , Tel.: (31) 3335-6654 Funciona de segunda a sexta-feira, das 17h à meia-noite; no sábado e feriados, a partir das 10h. BAR IDEAL

CHOPPERIA VIENA

Aberto desde 1999, o bar tem decoração inspirada em casas da Áustria e da Alemanha. Av. do Contorno, 3968, Funcionários. Tel.: (31) 3221-9555. Funciona de segunda a sexta-feira, das 07h30 à meia-noite e no sábado até o último cliente. CHIC TÁCIO

Cada dia da semana o bar indica um petisco diferente além dos tira-gostos tradicionais. Rua Itamaracá, 25, Colégio Batista. Tel.: (31) 3421-3363.Funciona de segunda a sexta-feira, das 08h às 23h e sábado de 08 às 18h. REDENTOR

Botequim à moda antiga que reúne as tradições carioca e mineira. Rua Fernandes Tourinho, 500, Savassi. Tel.: (31) 3284-1175. Funciona diariamente, a partir do meio-dia. VILLA RIZZA

Bar montado num casarão histórico e tem como tema a música mineira. Av. do Contorno, 4383, Serra. Tel.: (31) 32253533. Funciona de segunda a sábado, das 11h30 à meia-noite. ARMAZÉM DO ÁRABE

Bar participante do festival "Comida di Buteco" há três anos. Rua Luz, 230, Serra. Tel.: (31) 3223-1410. Funciona de segunda a sábado , a partir das 17h30

Serve almoço, e serviços self-service de massas e saladas Rua Sergipe , 1187 , Savassi. Tel.: (31) 3889-1187 Funciona de segunda a quarta-feira do meio-dia às 15h e depois de 18h Às 23h30; quinta e sexta-feira do meio-dia às 15h e das 18h à 1h; Sábado, do meio-dia à 1h; e domingo do meiodia às 20h. CAFÉ DO CARMO

Casa que serve porções e caldos Rua Pium-í , 695 , Sion Tel.: (31) 3221-9156 Funciona de segunda à sexta-feira das 17h às 14h; Sábado, das 15h às 2h e domingo das 15h à meia-noite. CANTINA DO PACO

Especializada em comida espanhola. Rua Padre Rolim , 159, Santa Efigênia. Tel.: (31) 3241-3317Funciona de segunda a quinta-feira das 07h à meia-noite, sábado das 08h às 16h. CERVEJARIA BRASIL

Serve churrasco , almoço , jantar e pratos executivos. Avenida Francisco Deslandes , 444, Anchieta. Tel.: (31) 3221-0504 Funciona de terça a domingo, a partir das 11h30. CHURRASQUINHO DO TONINHO

Especializado em espetinhos e tira-gostos. Rua Montesimplom , 1373, Nova Suíça . Tel.: (31) 3334-2481 Funciona de segunda a sábado, das 17h30 às 23h30.

FAMÍLIA PAULISTA

Serve petiscos variados. Rua Luther King , 242 , Cidade Nova . Funciona de segunda a quinta-feira das 18h ás 23h , na sexta-feira das 18h à meia-noite; sábado, do meio-dia às 23h; e domingo do meio-dia às 17h. LA CONCHA SPORTS BAR

Decoração do bar baseada nos esportes e atletas consagrados. Rua Pium-í , 1122 , Sion Tel.: (31) 2127-1224. Funciona de segunda à sexta-feira, a partir das 19h; e sábado e domingo, a partir das 15h. LORD PUB

Decoração baseada no estilo medieval. Rua Viçosa, 263, São Pedro. Tel.: (31) 32235979. Funciona de quinta a sábado, das 21h às 4h; e domingo, das 19h às 03h. PIER ALPHAVILLE

Choperia de cardápio variado com vista para a Lagoa dos Ingleses. Av. Picadili, 150, Lojas 108 e 109, Condomínio Alphaville. Tel.: (31) 3541-1636. Funciona na segunda e terça-feira, das 11h às 15h; na quarta e sexta-feira, das 11h às 22h; sábado, domingo e feriados, das 11h às 19h. TAPAS

A casa oferece serviço à la carte e rodízio de pizzas, massas e saladas. Rua Irai, 235, Loja 52, Shopping Jardim, Cidade Jardim. Tel.: (31) 3344-1560. Funciona de segunda a domingo, a partir das 11h.

Diário de Bordo 49


Diário Cultural

RESTAURANTES COZINHA MINEIRA

PESCADOS

FAZ DE CONTA

BADEJO

Restaurante possui área verde com especo para recreação de crianças.

Especializado em moqueca capixaba.

BR-040, Km 548, Entrada para o Retiro das Pedras, Jardim Canadá. Tel.: (31) 3541-8959 Funciona diariamente, a partir das 11h.

Rua Rio Grande do Norte, 836, Savassi. Tel.: (31) 3261-2023. Funciona de terça a quinta-feira, do meio-dia às 15h30 e das 18h às 22h30; sábado, das 18h às 23h e no domingo, do meio-dia às 17h.

MARIA DAS TRANÇAS

O BARCO

Restaurante com serviço a la carte com serviço de caldos e porções.

A decoração do restaurante é inspirada num barco e serve porções e tira-gostos.

Rua Estoril, 938, São Francisco. Tel.: (31) 3441-3708. Funciona de segunda a domingo, das 11h às 22h.

Shopping Del Rey, Av. Carlos Luz, 3001, loja 17, Caiçara. Tel.: (31) 3415-4708. Funciona diariamente, das 11h às 22h.

PIMENTA COM CACHAÇA

Restaurante a la carte, funciona no quintal de uma casa, com mesas ao redor da piscina, sob árvores frutíferas.

RESTAURANTES VARIADOS ALPHINO RESTAURANTE

Rua Camapuã, 420, Barroca. Tel.: (31) 3087-6822. Funciona de terça a sextafeira, das 18h às 23h; sábado, do meio-dia às 23h e no domingo, do meio-dia às 18h.

Rua Tupinambás, 187, Centro. Tel.: (31) 3224-8349.Funciona de segunda a quarta-feira, das 11h às 15h; quinta e sexta-feira, das

Self-service com cardápio variado.

11h30 às 22h; e sábado, das 11h às 15h. CANTINA DO LUCAS

Cardápio variado com opções de saladas, massas, peixes e comida mineira. Edifício Maleta, Av. Augusto de Lima, 233, Centro. Tel.: (31) 32267153. Funciona de segunda a quinta-feira, das 11h às 2h; sexta-feira e sábado, das 11h30 às 4h; e domingo, das 11h à 1h. FAZENDINHA

Os clientes podem ver o preparo dos pratos, uma vez que a cozinha fica no meio do salão principal do restaurante. Possui lista variada de petiscos, pizzas, massas, carnes e peixes. Av. Isabel Bueno, 1082, Jaraguá. Tel.: (31) 3441-0758. Funciona de segunda a sexta-feira, das 17h à meia-noite, sábado, domingo e feriados, das 11h à meia-noite.

COZINHAS INTERNACIONAIS MACAU

Restaurante de comida chinesa com mais de 100 tipos de pratos variados. Av. Olegário Maciel, 1767, Lourdes. Tel.: (31) 3337-3685. Funciona de terça a quinta-feira, das 11h30 às 14h30 e das 18h às 23h30; na sextafeira, das 11h30 às 14h30 e das 18h à meia-noite; no sábado, das 11h30 às 16h e das 18h à meia-noite; e no domingo, 11h30 às 16h30 e das 18h30 às 23h.

partir das 19h. e no domingo, do meio-dia às 18h.

quinta e sexta-feira, das 18h à 1h; e no domingo, das 11h à meia-noite.

MAMMA RITA

SPLENDIDO

Restaurante de comida italiana com amplo cardápio de carnes, pães, pizzas e massas.

Restaurante cuja cozinha se inspira no norte da Itália, agregando influências francesas.

Av. Guarapari, 510, Sta Amélia. Tel.: (31) 3427-9575. Funciona de terça a sexta-feira, das 18h à meia-noite; no sábado, do meiodia à 1h e no domingo do meio-dia à meia-noite.

Rua Levindo Lopez, 251, Savassi. Tel.: (31) 3227-6446. Funciona de segunda a sexta-feira, do meio-dia às 15h e das 19h à 1h; no sábado, das 19h às 2h; e no domingo, do meio-dia às 17h.

AURORA

Restaurante que mescla a comida mineira e do exterior, com influência da cultura grega. Rua Expedicionário Mário Alves de Oliveira, 421, São Luiz. Tel.: (31) 34987567. Funciona de quarta a sábado, a

50 Diário de Bordo

DIVULGAÇÃO

UN'ALTRA VOLTA

Restaurante de comida italiana especializado em molhos e massas. Rua Grão Mogol, 715, Sion. Tel.: (31) 3225-0403. Funciona de segunda a quarta-feira, das 18h à meia-noite;


CASAS DE SHOW BARRA LOUNGE DISCO

Boate anexa à choperia Barra Beer e possui três ambientes: lounge, bar e pista de dança. Av. Presidente Antônio Carlos, 7585, Pampulha. Tel.: (31) 3497-3133. Funciona na quinta-feira, a partir das 21h30; sexta-feira e sábado, a partir das 22h. CHEIO DE GRAÇA LOUNGE BAR

A casa é uma mistura de bar e boate com músicas variadas. Aos domingos, a partir das 19h, funciona como clube GLS. Av. do Contorno, 5727, Funcionários. Tel.: (31) 3281-4637. Funciona de quarta a sábado, a partir das 21h.

do dia da semana. Alameda da Serra, 18, Nova Lima, Vale do Sereno, Trevo Seis Pistas. Tel.: (31) 3286-3155. Funciona de segunda-feira a domingo, a partir das 18h. FLOR & CULTURA MULTIESPAÇO

Durante o dia, funciona como floricultura e, à noite, dá lugar a uma boate. Av. Raja Gabaglia, 4678, Santa Lúcia. Tel.: (31) 3296-2414. Funciona de sexta e sábado, a partir das 22h; e no domingo, das 18h às 22h. RECICLO ASMARE CULTURAL

CLUBE DO CHALEZINHO

Casa decorada com material reciclado e espaço cultural para apresentações de shows e espetáculos.

Boate com festas temáticas, dependendo

Av. do Contorno, 10.564, Barro Preto.

Tel.: (31) 3295-3378. Funciona de quarta a sábado, a partir das 21h. A OBRA BAR DANÇANTE

Casa que toca principalmente rock e tendências criativas da música contemporânea. Rua Rio Grande do Norte, 1168, Savassi. Tel.: (31) 3261-9431. Funciona de quarta a sábado, a partir das 22h. ROXY / JOSEFINE

Apesar de funcionarem no mesmo espaço, a Roxy é voltada para o público hétero, e a Josefine é uma boate voltada ao público GLS. Rua Antônio de Albuquerque, 729, Savasi. Tel.: (31) 3269-4405 / 3269-4410. Funciona de quarta a domingo, a partir das 23h.

TEATROS

ESPAÇO CULTURAL AMBIENTE

Rua Grão Pará, 185, Sta Efigênia. Tel.: (31) 3227-7331

TEATRO DA MAÇONARIA

Av. Brasil, 478, Tel.: (31) 3213-4959.

Sta

TEATRO DA CIDADE

Efigênia.

Rua da Bahia, 1341, Centro. Tel.: (31) 3273-1050. DIVULGAÇÃO

TEATRO ALTEROSA

Av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta. Tel.: (31) 3237-6611 TEATRO FRANCISCO NUNES

Av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal. TEATRO DOM SILVÉRIO

Av. Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi. Tel.: (31) 3209-8989. TEATRO SESI MINAS

Rua Padre Marinho, 60, Sta Efigênia. Tel.: (31)3241-7181. TEATRO DO SESC

Rua Tupinambás, 908, Centro. Tel.: (31) 9305-1071.

Teatro Francisco Nunes Diário de Bordo 51


Diário Cultural

DIVIRTA-SE

NO ESCURINHO DO CINEMA

COMER BEM

O menino da porteira (Brasil, 2009) Direção: Jeremias Moreira Filho

Xapuri

No interior do sudeste do Brasil, na década de 1950, Diogo é um peão de boiadeiro calado, introspectivo, mas de enorme coração. Quando solta a voz na cantoria, todos se encantam. Ao tocar uma grande boiada para a Fazenda Ouro Fino, de propriedade do truculento Major Batista, Diogo passa pelo Sítio Remanso, de Otacílio Mendes, onde conhece e trava amizade com Rodrigo, o menino da porteira. Porém, Otacílio é inimigo político do Major, e Diogo logo percebe a forte tensão que existe pela região. No elenco estão os atores José de Abreu (Major Batista), Vanessa Giácomo (Juliana), João Pedro Carvalho (Rodrigo, o menino da porteira) e o cantor Daniel (Diogo).

O cantor e ator Daniel , está no fiilme "O Menino da Porteira" 52 Diário de Bordo

sextas e sábados, das 12h à 1h, e, no domingo, das 17h às 23h. MENTE ABERTA

O Xapuri é conhecido em todo Brasil pela qualidade da comida de fogão à lenha. O restaurante revolucionou a culinária mineira oferecendo pratos tradicionais em versões mais leves. A casa reproduz um ambiente de fazenda, onde o salão tem vista para a cozinha com fogão de lenha. O restaurante fica na rua Mandacaru, 260 - Pampulha. Belo Horizonte - MG. Funciona de terça a quinta-feira, das 11h às 23h; sexta e sábado, das 11h às 2h e domingo, das 11h às 18h. Informações pelo telefone (31) 3496-6198 ou no site http://www. restaurantexapuri.com.br CAFETERIA O Café com Letras também é um lugar aconchegante, ideal para tomar um bom café no final da tarde. Além de servir várias opções de drinks e sobremesas, o local oferece, de segunda-feira a sábado, opções variadas de almoço, que mudam de acordo com o dia. Eclético, versátil e acolhedor, o ambiente do Café é famoso por sediar vários projetos culturais, como lançamentos de livros, exposições de artes e festivais de música, ou seja, um verdadeiro prato cheio para quem gosta de cultura aliada à gastronomia. A cafeteria é localizada na rua Antônio de Albuquerque, 781 - Savassi, Belo Horizonte - MG. Informações pelo telefone (31) 3225-9973 ou no site http://http://www.cafecomletras.com O horário de funcionamento é de segunda a quinta-feira, das 12h às 24h;

Livro: O vendedor de sonhos, do autor Augusto Cury. Editora: Academia da Inteligência - 296 páginas. Um homem desconhecido tenta salvar da morte um suicida. Ninguém sabe sua origem, seu nome, sua história. Proclama aos quatro ventos que as sociedades modernas se converteram num hospício global. Com uma eloquência cativante, começa a chamar seguidores para vender sonhos. Ao mesmo tempo em que arrebata as pessoas e as liberta do cárcere da rotina, arruma muitos inimigos. Será ele um sábio ou um louco? Este é uma romance que nos fará rir, chorar e pensar muito sobre a vida. DVD - Filme: Os desafinados (Brasil, 2008) - Direção: Walter Lima Jr. A história do filme conta as aventuras de cinco amigos que formam a banda Rio Bossa Cinco e que almejam o sucesso, alimentando o sonho de tocar no Carnegie Hall, a célebre sala de concertos de Nova York que detonou o sucesso internacional de Tom Jobim e da Bossa Nova. Assim, desembarcam em Manhattan e lá encontram uma musa, filha de brasileira com americano, que voltará com eles ao Brasil ditatorial. Além de tocar flauta e clarineta, ela vai se tornar a chave para o florescimento pessoal dos rapazes. No elenco principal estão nomes como Rodrigo Santoro, Cláudia Abreu, Selton Mello, Ângelo Paes Leme, Jair de Oliveira, André Moraes, Alessandra Negrini, Michel Bercovitch, Renato Borghi, Vanessa Gerbelli, Kevin Gall, Daniel Lentini, Haythem Noor, Teddy Sears e Craig DiFrancia.


HOTÉIS

Amazonas Palace Hotel

Estoril Hotel

Mercure BH Lourdes

Av. Amazonas 120 - Centro Tel.: (31) 3309-4650

Rua Carijós 454 - Centro Tel.: (31) 3201-9322

Av. do Contorno 7315 - Lourdes Tel.: (31) 3298-4105

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Évora Palace Hotel

Ouro Minas Palace

Av. do Contorno 7090 - Lourdes Tel.: (31) 3281-5344

Rua Sergipe 1415 - Savassi Tel.: (31) 3227-6220

Av. Cristiano Machado 4001 - Ipiranga Tel.: (31) 3429-4001

Belo Horizonte Plaza

Frimas Hotel

Othon Palace

Rua Timbiras 1660 - Lourdes Tel.: (31) 3247-4700

Av. do Contorno 2157 - Santa Tereza Tel.: (31) 3248-4800

Av. Afonso Pena 1050 - Centro Tel.: (31) 2126-0000

Ambassy Hotel

Gran Dayrell Minas Hotel

Palmeiras da Liberdade Hotel

Rua Caetés 633 - Centro Tel.: (31) 3279-5000

Rua Espírito Santo 901 - Centro Tel.: (31) 3248-1188

Rua Sergipe 893 - Savassi Tel.: (31) 3263-3500

Brasil Palace Hotel

Hotel Financial

Quality Hotel

Rua Carijós 269 - Centro Tel.: (31) 3273-3811

Av. Afonso Pena 571 - Centro Tel.: (31) 3270-4000

Av. Afonso Pena 3761 - Serra Tel.: (31) 2111-8900

BH Plaza Hotel

Hotel Savassi

Royal Center Hotel

Rua Timbriras 1660 - Lourdes Tel.: (31) 3247-4700

Rua Sergipe 939 - Savassi Tel.: (31) 3526-3266

Rua Rio Grande do Sul 856 - Lourdes Tel.: (31)2102-0000

BH Lourdes Hotel

Hotel Wimbledon

Serrana Palace Hotel

Rua Timbiras 1660 - Lourdes Tel.: (31) 3247-4700

Av. Afonso Pena 772 - Centro Tel.: (31) 3222-6160

Boulevard Plaza

Ibis Belo Horizonte

Av. Getúlio Vargas 1640 - Savassi Tel.: (31) 3269-7000

Av. João Pinheiro 602 - Funcionários Fone: (0xx31) 3224-9494

Caesar Business BH

Internacional Plaza Palace Hotel

Av. Luís Paulo Franco 421 - Belvedere Tel.: (31) 2123-9898

Rua Rio de Janeiro 109 - Centro Tel.: (31) 3201-5060

Caesarea Palace Hotel

Rua Bernardo Guimarães 925 Funcionários Tel.: (31) 3263-7000

Lorman Hotel

Classic Hotel

Liberty Palace

Rua Guarani 165 - Centro Tel.: (31) 3201-6100

Rua da Bahia 2727 - Savassi Tel.: (31)3282-3366

Rua Paraíba 1465 - Savassi Tel.: (31) 2121-0900

Comodoro Tourist Hotel

Normandy Hotel

Rua Carijós 508 - Centro Tel.: (31) 3201-5522

Rua Tamóios 212 - Centro Tel.: (31) 3201-6166

Rua Goitacazes 450 - Centro Tel.: (31) 3271-0200 Sol Belo Horizonte

Rua da Bahia 1040 - Centro Tel.: (31) 3274-1344 Via Contorno Hotel

Av. do Contorno 9661 - Prado Tel.: (31) 3275-2599 DIVULGAÇÃO


Diário Cultural

POUSADAS E FLATS Pousada Sossego da Pampulha

Champagnat Apart-Hotel

St. Paul Residence Service

Av. Cel José Dias Bicalho 1258 Pampulha Tel.: (31) 3491-8020

Rua Santa Rita Durão 1000 - Savassi Tel.: (31) 3261-5755

Rua São Paulo 1636 - Lourdes Tel.: (31) 3291-5559

Pousadinha Mineira

Ianelli Apart-Hotel

Rua Araxá 514 - FlorestaTel.: (31) 3423-4105 Chalé Mineiro

Rua Santa Luzia 288 - Santa Efigênia Tel.: (31) 3467-1576 AJ O Sorriso do Lagarto

Rua Paraíba 1287 - Savassi Tel.: (31) 3269-2800

Rua Guajajaras 885 - Centro Tel.: (31) 3217-8705

Volpi Apart-Hotel

Rua Levindo Lopes 231 - Savassi Tel.: (31) 3281-1036

Rua Cristina 791 - São Pedro Tel.: (31) 3283-9325

Guignard Apart-Hotel

Pancetti Apart-Hotel

San Francisco Flat Service

Rua Pernambuco 1045 - Savassi Tel.: (31) 3269-1300

Mercure Casablanca

Rua Tomé de Souza 1075 - Savassi Tel.: (31) 3227-3599 Av. Álvares Cabral 967 - Lourdes Tel.: (31) 3330-5600

Mercure Lifecenter

Rua Cícero Ferreira 10 - Serra Tel.: (31) 3280-3700 Mercure My Place

Rua Professor Morais 674 - Savassi Tel.: (31) 3281-2191


Mercure Apartaments Vila da Serra

Le Flamboyant Home Service

Alameda da Serra 405 - Belvedere Tel.: (31) 3289-8100

Rua Rio Grande do Norte 1007 - Savassi Fone: (0xx31) 3261-5233

Bristol Algarve Apart Hotel

Max Savassi Apart Service

Rua São Paulo 1628 - Lourdes Tel.: (31) 3275-2505

Rua Antônio de Alburquerque 335 Savassi - Tel.: (31) 2101-6466

Cheverny Apart Hotel

Bristol Metropolitan Apart Hotel

Rua Timbiras 1492 - Centro Tel.: (31) 3274-2366

Av. Getúlio Vargas 286 - Savassi Tel.: (31) 3281-1049

Forum Apart Hotel

MK Apart Hotel

Rua Tenente Brito Melo 472 - Barro Preto Tel.: (31) 3290-0950

Rua Cláudio Manoel 489 - Savassi Tel.: (31) 2121-0047

Bristol Golden Plaza Apart Hotel

Pampulha Flat

Rua Rio de Janeiro 1436 - Lourdes Tel.: (31) 3273-0330

Alameda das Latânias 1207 - Pampulha Tel.: (31) 3491-8080

Bristol La Place Apart Hotel

Pampulha Lieu Apart-Hotel

Av. Cristiano Machado 1587 Cidade Nova Tel.: (31) 3481-5122

Rua Desembargador Paula Motta 187 Ouro Preto Tel.: (31) 3490-3500

Park Flat

Rua Viçosa 153 - Savassi Tel.: (31) 3221-1950 Square Apart-Hotel

Praça Hugo Werneck 537 - São Lucas Tel.: (31) 3273-4832 Toronto Tower Residence

Rua Ceará 2001 - Savassi Tel.: (31) 3288-2001 Transamérica Flat Lourdes

Rua Bernardo Guimarães 2032 - Lourdes Tel.: (31) 3290-0933 Villa Emma Residence

Rua Artur Toscanini 41 - Savassi Tel.: (31) 3282-3388


Diário Cultural

EM FOCO Inclusão na Moda A fotógrafa Kica de Castro, que possui um trabalho reconhecido mundialmente com um elenco de modelos com deficiência física, firmou uma parceria inédita com a agência alemã de modelos Visable para realizar trabalhos publicitários e de moda no velho continente. Entre o casting de Kica, estão alguns destaque brasileiros, como Haonê Thinar, 17 anos, amputada de uma perna; Sirlene Santos, 24 anos, que já nasceu sem as duas pernas; Adriana Marchetti, 34 anos, amputada de uma perna e Ludy Davilla 30 anos, amputada bilateral. Outra novidade é que a Visable está selecionando novos modelos para entrar no seu casting. Para participar, é necessário ser mulher, entre 18 a 40 anos, amputada ou similar, e entrar em contato pelo email visablecasting@gmail.com ou pelo telefone (11) 8131-0154.

FOLIA

Recorde de beijos é quebrado no Axé 2009 Organizadora declara o número oficial de beijos no maior festival de axé do planeta DRIKA VIANNA

A Vision Mais, organizadora do recorde mundial de beijos simultâneos de casais, e a DM Promoções declaram o número oficial de casais que participaram da tentativa de quebra do recorde. Foram 8.372 casais, totalizando 16.774 assinaturas. 56 Diário de Bordo

Sendo assim, a organização ultrapassou o recorde a n t e r i o r, de 6.980, obtido na Bósnia. Contudo, todo o material recolhido será ainda enviado para o escritório do Guinness Book em Londres e só após sua análise o recorde poderá ser oficializado.

Vencedores da promoção “Casa do Beijo” com a cantora Claudia Leitte


Taxa de condomínio fechado: só pague pelo que usa Kênio de Souza Pereira

A

busca pela melhoria na qualidade de vida e de maior segurança levou ao aumento pela busca de imóveis em condomínios fechados na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Grande parte desses condomínios não é regulamentada de forma técnica e legal, o que pode gerar desvalorização dos terrenos por falta de segurança jurídica. Limita-se a controlar o acesso através de portaria e a utilizar, de forma privada, as vias internas de circulação. Além desse controle de entrada e saída, geralmente são executados serviços de vigilância motorizada das vias, limpeza, obras de melhorias e, às vezes, possuem clubes e áreas de lazer de uso comum. Evidente que tais serviços e obras geram custos, os quais devem ser rateados entre aqueles que usufruem dos mesmos.

PRINCIPAIS DESAFIOS Um dos desafios desses loteamentos fechados é conseguir sua legalização e reconhecimento como "condomínio fechado", já que não existe legislação Grande parte desses condomínios não é regulamentada de forma técnica e legal, o que pode gerar desvalorização dos terrenos por falta de segurança jurídica. Limita-ss e a controlar o acesso através de portaria e a utilizar, de forma privada, as vias internas de circulação.

específica sobre o tema e poucos estão aptos a compreender diversas normas aplicáveis ao caso. Há algumas alternativas, sendo a mais utilizada a criação de uma Associação que, por meio de uma diretoria, administra os recursos

obtidos através de taxas de manutenção e conservação, para que os serviços sejam prestados. Outro obstáculo a ser superado e que exige técnica e experiência no ramo imobiliário é a confecção de documentos complexos, dentre eles a convenção ou estatuto que consigam normatizar a convivência entre os moradores e possibilitem a administração dos recursos e serviços de forma equilibrada e justa, proporcionando uma harmonia no "condomínio". LOTEAMENTO X CONDOMÍNIO Um exemplo dessa situação é o bairro Lagoa do Miguelão, situado às margens da Rodovia BR-040-Nova Lima-MG. Em 2004, foi apresentado ao Cartório de Registro de Imóveis de Nova Lima/MG pedido de averbação nos assentamentos dos loteamentos deno-

ACONTECE

Barriga cheia Um cão da raça bernese chamado Augie, de 2 anos, comeu US$ 400 que a proprietária do animal, Kelley Davis, guardava após fazer horas-extras. Kelly, de 42 anos, disse que, quando pegou no sábado Augie para um passeio, encontrou pedaços de três notas de US$ 100 e de cinco de US$ 20. Ela juntou as partes com a esperança de encontrar pedaços suficientes para trocar o dinheiro, mas infelizmente o cão já havia comido boa parte do dinheiro.

Gmail off line Agora já é possível acessar a sua conta do Gmail, sem estar conectado à internet. Mas, por enquanto o serviço está em fase de testes e só está disponível para usuários dos Estados Unidos e Reino Unido. Não demora muito para que a novidade venha também para os usuários brasileiros. O sistema utiliza o aplicativo Google Gears, que possibilita acesso sem conexão a serviços como Google Docs e Picasa. Ele baixa dados suficientes no computador para permitir aos usuários usar programas on-line inclusive quando estão desconectados. Sem conexão, será possível ler mensagens no Gmail e separá-las. Os e-mails enviados enquanto o usuário está "off-line" serão armazenados na caixa de saída e enviados automaticamente da próxima vez que o Gmail detectar a conexão com a web. 58 Diário de Bordo


minados Varginha do Neto e Retiro do Rodeador, de imposições e cláusulas que estabelecem restrições e obrigações aos proprietários dos referidos imóveis, bem como uma Ata de Assembléia Geral Extraordinária do Condomínio Lagoa do Miguelão, além de pedido que tais anotações se dessem em todas as matrículas dos imóveis situados nos referidos loteamentos. Via suscitação de dúvida, apresentada pelo Oficial do Cartório de Registro de Imóveis ao Juiz da Vara de Registros Públicos de Nova Lima, o mesmo declarou que o Condomínio Lagoa do Miguelão não está constituído na forma legal, sendo apenas um bairro. A solução foi constituir uma Associação para viabilizar a execução e cobrança dos serviços de segurança e limpeza das vias do bairro e assim estabelecer normas entre os associados.

vamente prestados. Se esses lotes possuem frente para a rodovia ou rua, de forma a não terem seu acesso controlado pela portaria do condomínio, pode ser questionada a taxa cobrada pela segurança, uma vez que a entrada dos mesmos se dá pela via pública, sem qualquer controle. Da mesma forma, a taxa de limpeza só pode ser cobrada se o serviço for prestado pela Associação. O

PAGUE SOMENTE OS SERVIÇOS PRESTADOS Os proprietários dos lotes situados na área limítrofe de vários loteamentos que foram fechados para serem considerados Condomínios Fechados só devem pagar pelos serviços que lhes são efeti-

Superior Tribunal de Justiça já pacificou entendimento de que os condôminos só devem pagar pelos serviços que usufruem.

Se esses lotes possuem frente para a rodovia ou rua de forma a não terem seu acesso controlado pela portaria do condomínio, pode ser questionada a taxa cobrada pela segurança, uma vez que a entrada dos mesmos se dá pela via pública, sem qualquer controle

REGULARIZAÇÃO COMPLEXA Ao se pretender instalar um con-

domínio fechado, o ideal é a contratação de uma assessoria especializada, para que todos os procedimentos prévios sejam executados, através de um estudo de viabilidade, antes que o mesmo seja estabelecido. Não sendo observados os requisitos legais para a constituição do condomínio, incorre-se no risco do empreendimento se tornar problemático, pois poderá justificar resistência quanto ao pagamento das taxas de manutenção e conservação, situação essa que desvalorizará o imóvel já que haverá motivação para conflitos. Kênio de Souza Pereira Diretor da Caixa Imobiliária Rede Netimóveis Consultor jurídico SECOVI - Sindicato do Mercado Imobiliário e da Câmara do Mercado Imobiliário de MG Representante em MG da ABAMI - Associação Brasileira de Advogados do Mercado Imobiliário Consultor e colunista de Direito Imobiliário da Rádio Justiça do Supremo Tribunal Federal (www.radiojustica.jus.br) Professor de Direito Imobiliário do MBA da FEAD-M MG T e l . ( 3 1 ) 3 2 2 5 -55 5 9 9 - e -m mail: keniopereira@caixaimobiliaria.com.br

Merchan no Twitter As redes sociais tornaram-se um mercado potencial para divulgação de idéias, marcas e eventos. Inclusive, celebridades tanto da internet, quanto do mundo real, já começaram a ganhar dinheiro em cima da popularidade conquistada. Segundo o jornal norte-americano The Wall Street Journal, o jornalista, ator e apresentador Marcelo Tas, que está à frente do programa CQC, da TV Band, assinou um contrato para divulgação no Twitter do serviço Xtreme, da com-

panhia espanhola Telefônica - que oferece TV fechada, internet e telefone por fibra óptica para a Grande São Paulo. Pioneiro no uso de redes sociais para promover o seu trabalho e repensar formas alternativas de comunicação, Tas possui mais de 18 mil internautas que o seguem no serviço de microblogging Twiiter. Em 2007, o Blog do Tas, no UOL, foi vencedor do prêmio alemão The Bobs, que escolhe os melhores blogs do mundo.

Garoto borracha Considerado o cara mais flexível do mundo, o jovem contorcionista Daniel Browning Smith, de 18 anos, possui seis recordes diferentes registrados no Guinness, por ser capaz de girar 180 graus e juntar os ossos como se fossem gelatina. Ele adotou o nome artístico de Rubberboy (garo-

to borracha), e é capaz de entrar em espaços e buracos pequenos demais até para crianças, como por exemplo, uma raquete de tênis sem as cordas. Rubberboy já fez algumas pontinhas como dublê, bicos na TV, no cinema e atuou em "Minority Report", "Men in Black 2" e "CSI New York".

Diário de Bordo 59


ACONTECE

Chocolate A Páscoa é conhecida como a época que mais se presenteia com chocolate. Amargo, ao leite, meio amargo e crocante são os principais sabores preferidos pelo público. Inspirado nesta temporada, o mestre chocolateiro italiano Mirco Della Vecchia, com o objetivo de entrar para o Guinness, fez uma escultura de chocolate de mais de 3.500 quilos. A escultura representa os três picos de Lavaredo, símbolo de Dolomitas, na província de Belluno. Agora, quem se habilita a comer todo esse chocolate?


A BORDO DA ALEGRIA Mário Brito - Jornalista/Humorista CARA DE PAU O cara chega em casa todo sujo de batom, e a mulher dá a maior bronca: - Me explica o que é isto... Seu sem vergonha! - Meu bem...Você não vai acreditar. Tive uma briga com um PALHAÇO! NOTÍCIA A mulher grávida fala para o marido, jogador de futebol: - Tenho duas notícias sobre nosso filho. Uma boa e uma ruim. - Qual é a boa? - A boa é que é menino e tá chutando a minha barriga. - E a ruim? - Acho que ele rompeu o menisco. TÁ NA CARA - Cara, neste fim de semana conheci um mulherão! Cabelos longos, peitos maravilhosos, barriguinha perfeita, coxas torneadas, bumbum empinadinho... - Que corpão! Mas... e a cara? - Cara? Caríssima!

CADÊ O CAVALO? No velho oeste, a porta de vai e vem do bar se abre, um caubói sai correndo, dá uma cambalhota no ar e cai de bunda no chão. Um índio que passava pergunta: - Que isso cara pálida? Tá tonto ou maluco? - Nenhum dos dois. Eu quero saber é quem tirou meu cavalo do lugar.

mariobrito10@yahoo.com.br Nas livrarias de todo o Brasil o meu mais recente livro, com 250 páginas de piadas direcionadas para o futebol e outros esportes. Entre em campo comigo!

LOURA A viúva loura liga para a redação do jornal: - Por favor, quanto custa para publicar um anúncio fúnebre? - Cinquenta reais por centímetro, senhora. - Estou perdida. Meu falecido marido tinha mais de um metro e noventa! BEBIDA - Vou parar de beber. - Parar? Você está maluco? - É que toda vez que eu bebo, vejo tudo dobrado. - E vai parar só por causa disso? É só fechar um olho!

Em BRASÍLIA, ter consciência limpa é ter a memória fraca!

Diário de Bordo 61


SAÚDE

Verde, amargo e lucrativo A própolis verde, produto mineiro com origem no alecrim, é sensação no mercado asiático no combate ao câncer Luciana Hübner

A

lém do mel, que adoça a vida de muita gente, as abelhas produzem uma substância cada vez mais usada nos tratamentos de saúde e que têm atraído os olhares do mercado asiático para Minas Gerais. É a própolis, que protege as colmeias. A origem grega da palavra já diz tudo: pro (defesa) e polis (cidade). Trata-se de uma substância resinosa produzida e utilizada pelas abelhas para vedar as frestas das colmeias, garantindo a proteção contra microorganismos. O interesse do mercado asiático pela própolis verde aumentou na década de 90, a partir do resultado de pesquisas desenvolvidas por laboratórios japoneses e pela Universidade de Nagoia. O desafio era desvendar os componentes químicos do produto. Descobriu-se que a própolis verde, com origem botânica no alecrim, contém o ácido fenólico denominado Atertelin C, que inibe tumores cancerígenos. Acostumado a comercializar basicamente mel, os apicultores de Minas Gerais encontraram na própolis uma importante fonte de renda. Antes, o produto era praticamente jogado no lixo. De acordo com o presidente da Federação Mineira de Apicultura (FEMAP), Másio Fervulo Magalhães, a produção da própolis vai ajudar os apicultores mineiros a enfrentar a crise internacional. Isto porque a produção de mel deste ano deverá registrar uma quebra de aproximadamente 25% por causa das chuvas que atingiram o estado desde setembro do ano passado. "As chuvas levam à diminuição da população de abelhas, o que compromete a produção de mel", avalia Másio. Em 2008, Minas Gerais produziu cinco mil toneladas de mel. Oportunidade com a crise internacional Dados da Confederação Brasileira de Apicultura (CBA) mostram que a cadeia produtiva da apicultura envolve cerca de 350 mil 62 Diário de Bordo

pessoas no Brasil, sendo a maioria pequenos produtores. Com a produção aproximada de 40 mil toneladas, o Brasil está no quinto lugar no ranking de produtores mundiais. Segundo o presidente da Cooperativa Nacional de Apicultores (CONAP), Irone Sampaio, a produção de própolis entre os cooperados, no período de agosto a dezembro de 2008, foi de aproximadamente três mil quilos. Nos primeiros três meses deste ano, a CONAP já embargou 900 kg de própolis verde para a China e 200kg para o Japão. E a cooperativa já tem encomendas de mais 1500 kg para este ano. Desta forma, ele acredita que os apicultores que estão com os registros atualizados no Ministério da Agricultura e já fazem o trabalho de rastreabilidade da produção terão uma boa oportunidade de negócios, mesmo no atual cenário de crise econômica internacional. Lucro certo e saudável "A própolis brasileira, com origem botânica de alecrim, é comercializada hoje no mercado internacional a US$ 80/kg. Já a própolis chinesa, que não contém o Atertelin C, é vendida por US$ 15/kg. Isso comprova a qualidade do produto brasileiro e representa uma boa saída para a crise", afirma Irone Sampaio. Para o presidente da FEMAP, a crise pode trazer mais pessoas para a atividade.

Fonte de alimentação das abelhas, o Alecrim ajuda a produzir uma própolis especial na cor verde que ajuda no combate a várias doenças

"Acredito que, com o desemprego, muitas pessoas vão buscar formas de trabalho autônomas. E o investimento na apicultura é baixo, com retorno rápido", avalia Másio. Manejo consorciado O apicultor Getúlio Ferreira de Oliveira não restringe sua atividade apenas a um produto e já está se adequando ao atual cenário econômico. Desde agosto de 2008, ele aumentou sua produção de própolis verde em 20%. "As exportações estão ganhando novos mercados, por isso, aumentei a produção e o número de colmeias", conta. O apicultor cultiva nos municípios de Bonfim, Igarapé, Betim e Crucilância, todos em Minas Gerais. Getúlio afirma que a boa fase da própolis verde deve melhorar ainda mais o rendimento para os apicultores. "Em 2002, chegamos a comercializar a própolis verde para a cooperativa a R$ 170,00. Hoje está em R$ 80,00. E acredito que chegaremos, ainda neste ano, ao patamar de R$ 120,00", afirma. Getúlio conta também que está se preparando para voltar a investir na produção de mel. "Quando houver recuperação dos preços, vou construir uma Casa de Mel, conforme a legislação do Ministério da Agricultura", completa, confiante no estabelecimento de novos canais de exportação para o produto nos próximos meses.


Diario de Bordo n5  

Diario de Bordo edição 5

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