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PASSADO INCÔMODO: O drama de uma empresária seqüestrada pela mulher que a criou como mãe

Diário ANO I - NÚMERO 3 - OUTUBRO/NOVEMBRO - 2008 DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

DE BORDO

O preço da

liberdade O mundo olha desconfiado para a maior economia do planeta em busca de uma resposta. Aonde vamos parar depois de bilhões perdidos em apostas de risco e sem fiscalização?

CADÊ OS DÓLARES QUE ESTAVAM AQUI? O preço em queda dos produtos básicos e a falta

de planejamento podem colocar em risco o sucesso da balança comercial brasileira


Diário D DE E B BO OR RD DO O Ano I - Número 3 - Outubro/Novembro de 2008

10 Crise Americana O sonho virou pesadelo - Em busca de um

endereço, milhões de famílias americanas se endividaram de forma impagável.

18 Exclusivo Crise mundial - Bancos jogaram milhões de dólares em apostas de risco. Página 10

Filha de um seqüestro - Uma empresária quer conhecer a família da qual foi retirada à força.

22 Economia Fim da festa - O Brasil das commodities

pode perder força com a crise e a queda no PIB chinês.

26 Eleições Discurso afiado - Barack Obama promete mudanças nos Estados Unidos e conquista o voto dos imigrantes brasileiros e hispanos.

28 Emerson Romano Futebol - O jornalista escreve sobre o futebol

limitado às fronteiras culturais de uma visão míope do mundo.

30 Imigrantes Seqüestro - A luta de uma empresária em busca da verdade. Página 18

Vida e morte na América - Depois de suspender o fornecimento de água em pontos estratégicos do deserto, moradores de uma cidade americana decidiram rever a decisão que pode salvar centenas de vidas todos os anos.

32 Veículos Aposta alta - Fiat entra com classe no mercado de sedans e apresenta o Linea

42 Belo Horizonte 70 anos de sabor e tradição - Ambiente aconchegante e o tempero com gosto de "mineiridade" fazem o sucesso do Café Palhares em BH.

62 Beleza EUA- : Eleição reacende esperança de legalização para os brasileiros ilegais. Página 26

Diário D DE E B BO OR RD DO O Diário de Bordo (marca registrada) é uma revista de circulação bimestral publicada sob a responsabilidade da Vox Domini Comunicação Ltda. "...o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo" Daniel 11:32.

Cabelos lisos - Saiba tudo para deixar seus cabelos do jeito que você gosta

Expediente: Carlos Viana

Rodrigo Linhares

Ronan Munhoz

EDITOR E JORNALISTA RESPONSÁVEL

DIRETOR COMERCIAL

PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO

(31) 3088-6 6379

carlos.viana@diariodebordo.info / comercial@diariodebordo.info – 031 9155 0241/ rmunhoz@oi.com.br - 031 9249 2565

Sugestões de reportagem podem ser enviadas para jornalismo@diariodebordo.info Textos de reportagens nos Estados Unidos publicados com autorização da BR Media LLc, responsável pelo National Jornal Brasileiro. www.nationaljb.com

6 Diário de Bordo


A desconfiança dos brasileiros Carlos Viana

N

as páginas desta edição, o leitor irá encontrar uma série de reportagens sobre algumas das razões para o terremoto financeiro nos Estados Unidos. Também, você encontrará as conseqüências para um Brasil que pode ter perdido a janela das exportações diversificadas e, assim, se livrar da dependência das commodities (produtos primários que se transformam em outros bens). Gosto de fazer a comparação da chamada crise americana com um terremoto porque existe uma relação muito interessante. Um terremoto é a reordenação de placas tectônicas movimentadas por um epicentro. Passada a mudança, surgirá um novo cenário geográfico adaptado à força pela natureza. De um jeito ou de outro, teremos uma nova realidade. Assim também será o pós-terremoto dos subprimes americanos, considerados o epicentro de toda a derrocada nas bolsas de valores e sangrias milionárias nos cofres de bancos centrais espalhados pelo mundo capitalista. Um novo sistema econômico mais fortalecido e fiscalizado deverá surgir da poeira que subiu do "tremor". Bem, mas enquanto as "placas" estão se adaptando, medidas vão sendo tomadas mundo afora para conter a quebradeira e os prejuízos de quem apostou no mercado financeiro ‘yankee’. Desde o início das notícias, tenho defendido em meus programas na Rádio Itatiaia e na Rede Record, que o cenário brasileiro é um dos mais favoráveis dentre os países em desenvolvimento. O mesmo panorama positivo se confirma na comparação com nossa história econômica recente. Até aqui, acertei! Não nego e nunca negarei minhas convicções democratas e de que o capitalista, mesmo cruel, é o que mais possibilita o crescimento de quem se esforça. Gosto de uma das frases mais célebres do ex-primeiro ministro britânico, Winston Churchill, ao afirmar, entre as baforadas de um charuto, que "o capitalismo é o sistema que mais distribui prosperidade de forma desigual". Mas por que tanta confiança da minha parte? Vamos aos argumentos.

As decisões de nosso Banco Central, comandado por um membro do PSDB em tempos de governo petista, têm se mostrado cada vez mais acertadas. Nós brasileiros, não confiamos e, o que é pior, desconfiamos de nossa própria capacidade de acertar, enquanto o mundo se derrete nas bolsas de valores. Digo isso, depois de analisar o comportamento das pessoas pós-decisão federal de editar uma medida provisória, autorizando os bancos estatais a comprarem financeiras e bancos múltiplos em situação complicada. É bom lembrar aqui que esse segmento se beneficiou por muito tempo do

Nos tempos de Delfim Neto, Sarney e outros mais recentes, como Collor de Mello, éramos surpreendidos com decisões que mudavam nossas vidas sem possibilidade de reação dólar barato, captou recursos no exterior e os repassou, por meio de empréstimos consignados, aos clientes das contas públicas e do INSS. Mas voltemos ao Banco Central. Com a possibilidade de quebras e falências por causa do câmbio volátil, veio a notícia da MP, que logo levantou suspeita sobre a saúde dos bancos brasileiros. Mesmo diante das negativas peremptórias de Henrique Meirelles e do ministro da fazenda, Guido Mantega, de que a medida era apenas protetiva, na prática quase ninguém acreditou. Para nós brasileiros, quando o governo fala que iremos a uma determinada direção, instintivamente imaginamos que o rumo será, na verdade, outro. Mas por que pensamos assim? Bem, teríamos que dissertar e pesquisar em várias teorias do comportamento em busca de uma resposta que, pelo menos, nos desse uma explicação para parte da questão. De toda forma, não podemos nos

cobrar muito. Existem algumas situações recentes que nos levam a entender um pouco dessa desconfiança em nós mesmos. Em primeiro, somos um povo que "gosta de levar vantagem em tudo". Triste sina de Gérson! Veja os políticos. Mentem, inventam, fazem pesquisas sobre o passado dos adversários em busca de acusações, usam de expedientes muitas vezes nada éticos para alcançar os resultados nas urnas. Em segundo, somos um povo marcado por "pacotes econômicos" anunciados pela televisão durante a noite. Nos tempos de Delfim Neto, Sarney e outros mais recentes, como Collor de Mello, éramos surpreendidos com decisões que mudavam nossas vidas sem possibilidade de reação. Uma tradição de sustos que começou lá na era da ditadura. Fica fácil entender a desconfiança coletiva, mesmo diante de um governo que tem feito tudo às claras e de forma visível quando o assunto é política econômica. No caso da MP para compra das financeiras e bancos múltiplos, a pergunta era: por que estatizar as carteiras de crédito? A resposta veio em números. Sem crédito, não há compras. Sem compras, não existe crescimento econômico. E mesmo que algum banco comercial brasileiro venha a ser vendido por problemas de solvência, ainda assim, nossa situação é de tranqüilidade. Verdades que nos remetem a um novo país, onde as decisões foram tomadas de forma correta e que pode sair bem melhor da crise que o gigante armado e endividado do norte. Difícil de acreditar? Pois é. Acostumados a tantas desonestidades históricas e escândalos, fica estranho assistir ao espetáculo da verdade. Deus é brasileiro? Talvez. Diante do espelho, nós brasileiros desconfiamos da nossa capacidade de acertar. O terremoto vai passar. Um novo panorama vai surgir. Esperemos um novo Brasil também. Diário de Bordo 7


Furacão ou tornado Prof. Dr. Ruibran dos Reis

N

enhum dos dois. Queremos falar aqui com você, leitor, sobre chuva de granizo. Historicamente, ocorrem no estado de Minas Gerais chuvas dessa natureza, com fraca intensidade, nos meses de setembro e outubro. É quando se observam as maiores temperaturas, provocando um movimento ascendente do ar para níveis mais altos da atmosfera. Ao mesmo tempo, a temperatura nos níveis mais altos ainda está fria, formando nuvens cumulonimbos com espessura de mais de 12 km. Mas, não foi isso o que aconteceu este ano. As chuvas de granizo chegaram mais cedo, dia 30 de agosto, e causaram prejuízos em

praticamente 22 municípios do estado (informações da Coorde-

As chuvas de granizo chegaram mais cedo, dia 30 de agosto, e causaram prejuízos em praticamente 22 municípios do estado nadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais). No dia 30 de agosto, a chuva forte que atingiu Belo

Horizonte, no final da tarde e início da noite, com ventos acima de 70 km/h, causou uma forte chuva de granizo no município de Bela Vista de Minas, localizada a 100 km de Belo Horizonte, vizinho de João Monlevade. A tempestade deixou um rastro de destruição com mais de 50 centímetros de gelo nas ruas da cidade. No dia 15 de setembro, a cidade de Carandaí também foi fortemente castigada pela chuva de granizo. As imagens locais eram de destruição. Os campos pareciam estar cobertos por neve. No dia 17 do mesmo mês, a chuva de granizo chegou à região Metropolitana de Belo Horizonte,


onde um aglomerado de nuvens cumulonimbus se formou no município de Betim, e em menos de 1 hora, a chuva de granizo atingiu as cidades vizinhas de Contagem e Belo Horizonte. Pedras de granizos quase do tamanho de uma bola de tênis caíram em alguns bairros, gerando prejuízos materiais incalculáveis e a morte de duas pessoas em Betim. Os municípios que solicitaram apoio à Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais foram: Bambuí, Bela Vista de Minas, Campo Belo, Campos Gerais, Carandaí, Conceição do Rio Verde, Congonhas, Contagem, Crucilândia, Esmeraldas, Itaguara, Itamarati de Minas, Itapecirica, João Monlevade, Presidente Bernardes, Santos Dumont, Sem Peixe, Taquaraçu de Minas, Visconde do Rio Branco e Perdões. Mas qual a explicação para

Granizo frequente é resultado do aquecimento global. A natureza em desequilíbrio busca uma compensação e responde de forma violenta

tudo isso? A conclusão que podemos tirar dessa situação é um alerta que vale para toda a humanidade. As chuvas de granizo este ano foram mais intensas e mais freqüentes devido ao calor registrado no mês de agosto e da presença de massas de ar polar no final do inverno. São elas resulta-

do do aquecimento global, e a natureza em desequilíbrio busca uma compensação e responde de forma violenta. Que ninguém se assuste. Eventos severos como os registrados em Minas Gerais tendem a ser mais constantes daqui pra frente. É esperar para ver.


EUA

O sonho americano de ter uma casa levou milhões de cidadãos e imigrantes a financiarem imóveis que serviam como moradia e renda. Sem limites ou controle, o sistema patrocinou uma "antropofagia" de crédito que consumiu bilhões de dólares e gerou a maior crise já vista no capitalismo

Ricos e 10 Diário de Bordo


endividados Diรกrio de Bordo 11


Carlos Viana

O

mineiro Sebastião de Souza pode se considerar uma pessoa de sorte. Morador de Newark, cidade onde vivem milhares de brasileiros imigrantes no estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos, ele está conseguindo manter em dia as prestações de uma casa comprada há quatro anos por meio de um financiamento. E olhe que o valor não é pequeno. São aproximadamente U$3.500 por mês, fora as contas da prefeitura, água e energia elétrica. Natural de Governador Valadares, Souza trabalha na construção civil demolindo prédios e casas no estado vizinho de Nova Iorque. Foi derrubando paredes e telhados, que ele conseguiu se legalizar e ainda comprar o próprio endereço na periferia de Newark. O preço, U$400 mil, valor próximo hoje de R$ 900 mil. Algo impensável e impossível para um trabalhador no mesmo ramo de atividade aqui no Brasil. Crédito fácil com poucas restrições A história do mineiro valadarense está no epicentro de uma das maiores crises internacionais já registradas pela humanidade capitalista. Depois de preencher toda uma papelada com informações sobre os salários dele e da mulher, também imigrante, Tião, como é conhecido pelos amigos, recebeu a aprovação do financiamento previsto para terminar no ano de 2034. Quanto ganha o casal? Juntos, perto de US5 mil/mês. Mas como pagar uma dívida equivalente a 70% da renda familiar e ainda sobreviver em um país de primeiro mundo onde as contas se acumulam em todas as áreas? A resposta está no modelo de construção dos imóveis, e ainda, na incoerência de uma América que passou a gastar bilhões como forma de impedir

12 Diário de Bordo

a entrada no país e expulsar os quarenta milhões de trabalhadores sem documentos que se juntaram ao mercado de trabalho nas últimas décadas. Para atender às demandas dessa nova comunidade, que cresceu assustadoramente e sem controle, a economia americana respondeu com rapidez. À medida que aumentava a imigração ilegal e a oferta de emprego entre os americanos, crescia também a necessidade de casas para abrigar os novos trabalhadores. Nos final dos anos 90 e início de 2000, o mercado da construção civil cresceu em média 10% ao ano, um recorde para uma economia que se desenvolvia em torno de 3,5% ao ano, com juros anuais não superiores a essa mesma porcentagem. Em busca de lucros maiores, os bancos de investimento, bancos múltiplos, como são conhecidos no Brasil, passaram a financiar o setor cada vez mais crescente. Captaram bilhões de dólares entre os investidores americanos e junto aos bancos comerciais. As casas financiadas eram a "melhor" garantia de que os empréstimos nunca iriam se traduzir em prejuízo. Afinal, ter uma casa ainda é o maior sonho de quem vive na América. Surgia, dessa forma e com força total, o mercado subprime, onde os novos financiados não podiam compro-


var a renda necessária, mas para isso estavam dispostos a pagar juros mais altos. Para os banqueiros era o paraíso aqui na terra. Inquilinos estrangeiros Ao mesmo tempo em que bancos e investidores financiavam os imóveis, os construtores deram preferência em oferecer aos compradores casas que pudessem servir como uma tentadora e boa fonte de renda. Nos Estados Unidos, as casas individuais podem ser construídas para uma, duas ou até três famílias. Na verdade, são pequenos prédios onde o primeiro andar, chamado de "basement", é destinado à garagem e a um depósito para os objetos da família. Logo acima, estão dois andares: no primeiro, geralmente vive o dono do imóvel e, acima, os inquilinos, com acesso por escadas laterais. Na prática, o "basement" acaba por se transformar também em uma área de quartos para aluguel. As prefeituras fazem vista grossa, e, sem fiscalização, os donos dividem o espaço em quartos e oferecem a inquilinos solteiros ou em grupo que passam o dia fora, durante o trabalho. Ocupados os três andares do imóvel, o ganho mensal chega a U$4.500,

suficientes para o pagamento da prestação mensal acertada com o banco, o Mortgage. Até aí, tudo bem! Refinanciamento, a grande jogada Menos de um ano depois de ter se mudado para a casa nova e pagar em dia as prestações, Sebastião de Souza passou a ser assediado por outra face do sistema sub-prime norte americano. Pelo menos uma vez por semana, recebia ligações oferecendo um refinanciamento do imóvel com valor superior ao que havia sido acertado na compra inicial. O mercado de imóveis crescia tão rapidamente por volta do ano de 2005, que as casas subiam de preço mensalmente, dada a grande procura por endereços e a oferta fácil de crédito ilimitado. Quem havia financiado um imóvel para duas ou três famílias por U$300 mil, estava préaprovado para conseguir um novo financiamento recebendo até U$100 mil de luvas, com prazo alongado. Era um grande negócio. Mantinha-se o imóvel, a prestação era a mesma por mês e ainda o proprietário colocava no bolso em dinheiro até 20% do valor total

Crise americana abalou o mercado financeiro mundial financiado como resultado da valorização imediata do imóvel. Para pagar essa valorização, os agentes ofereciam prazos mais alongados onde o prazo para liquidação passava de 30 para 35 ou para 40 anos de financiamento. A especulação imobiliária garantia um lucro cada vez maior a construtores e proprietários. Sem empregos, sem renda Essa ciranda financeira baseada na idéia de que as casas eram a melhor forma de garantia levou os bancos de investimento a jogarem dinheiro no mercado sem nenhum tipo de controle. A oferta possibilitou o surgimento de pelo menos 25 milhões de novos proprietários de imóveis em uma década, nos Estados Unidos. Entre os profissionais que lidam com essa área chamada de Mortgage, está o baiano Edielson de Souza, que não é parente do nosso personagem anterior. Morando na América há quase 15 Diário de Bordo 13


anos, Edielson se juntou ao mercado imobiliário depois de conhecer um brasileiro dono de banco de investimentos em Nova Jersey. "Nós sabíamos que essa bolha um dia iria estourar, mas ninguém se importava. Muito menos os bancos

que nos cobravam resultados", afirma. Edielson confirma o que alguns especialistas já previam. Seria impossível manter o crescimento do setor em níveis tão altos. A prudência acabou sendo vencida pela falta de regulamentação ideológica do capitalismo que permitiu o sur-

gimento de um sistema "antropofágico" de crédito. Os bancos "se consumiram" em carteiras baseadas na capacidade de pagamento dos devedores, dependentes de empregos e da especulação que gerou um endividamento cada vez maior das famílias.

Qual é a situação nos Estados Unidos hoje A Bolsa de Nova York, medida pelo índice o Dow Jones, caiu mais de 40% em um ano. O número de contratos para financiamento de imóveis em atraso, o mortgage, é superior a 10 milhões de famílias. Sem contar aqueles que têm dívidas muito acima do valor dos imóveis. A dívida das famílias norte-americanas eqüivale a 140% da soma de todas as riquezas do país, o PIB nacional. Em valores estimados, esse endividamento chega a US$ 19,6 trilhões. Os bancos múltiplos dificilmente se livrarão do problema tão cedo. Números do Fed, o banco central americano, e do Tesouro revelam que as instituições financeiras emprestaram entre US$ 10 e US$ 35, para cada US$ 1 em patrimônio. Os dados mostram que os Estados Unidos vivem hoje uma crise de confiañça por parte dos investidores. Tanto americanos quanto estrangeiros viram seus recuros se transformarem em pó ao confiarem cegamente no sistema americano.

Mercado só reagiu depois do Banco Central americano decidir comprar bancos falidos. Era tarde. O estrago já estava feito.

14 Diário de Bordo


A "bolha" explodiu Preocupados com o grande número de imigrantes ilegais em território americano, a partir de 2005 - o mesmo ano das grandes especulações imobiliáriasos dirigentes estaduais passaram a criar medidas restritivas de acesso a carteiras de motorista, aos atendimentos em saúde e ainda promoveram acordos com o Departamento de Imigração que permitiu às polícias locais prenderem imigrantes indocumentados, o que antes era vedado pela legislação. Na caça por terroristas, os governantes acertaram os trabalhadores ilegais que estavam na base da economia. Ao mesmo tempo em que passaram a perseguir os imigrantes, os Estados Unidos se viram envoltos ainda em mais um conflito internacional. A guerra do Iraque sangrou bilhões de dólares dos cofres da Casa Branca e aumentou a pressão interna em busca de um equilíbrio fiscal, levando a uma redução nos negócios. E redução no crescimento significa menos dinheiro circulando, mais desconfiança com relação ao futuro e

menos condição de pagar as prestações mensais dos cartões de crédito e dos financiamentos residenciais. Foi o bastante. Sem empregos, os inquilinos não conseguiram pagar os aluguéis. Por sua vez, os donos dos imóveis também não estavam em condições de manter em dia os contratos. A engrenagem parou. O que antes era um grande negócio se transformou na maior crise já vivida pelos países capitalistas. Acostumados a ver suas casas sendo valorizadas em até 10% ao ano, os donos de imóveis agora se vêem às voltas com o fantasma do despejo. A desvalorização das propriedades americanas passou dos 30% em apenas vinte e quatro meses em algumas regiões. Na verdade, os imóveis voltaram a patamares de preços mais realistas. Refinanciados ou financiados com valores especulativos, as casas geraram para as famílias uma dívida superior ao valor do imóvel. Os proprietários "submersos" -como são chamados no jargão mobiliário

americano- correspondem hoje a 16% do total de clientes bancários. O total equivale a 29% na média do país entre todos os financiamentos feitos nos últimos cinco anos. Em algumas cidades, como Detroit, no Michigan, e San Diego, na Califórnia, a inadimplência já chega a quase 50% dos mesmos contratos. Os dados são da Economy.com, que trabalha em conjunto com uma das agências de risco mais respeitadas no mundo, a Moody's. A disparidade, um convite à inadimplência, frustra planos de refinanciamento e afeta mais os compradores "subprime" -que, por não terem como comprovar bom histórico de pagamento, têm contratos com juros mais altos que a média. Se fizermos as contas de vinte e cinco milhões de proprietários, com a maior parte em atraso, chegamos aos U$700 bilhões que serão usados para salvar o mercado financeiro americano. A América nunca mais será a mesma.

Diário de Bordo 15


O Conselho Estadual de Defesa Social Robson Sávio Reis Souza *

O

sentimento de medo e insegurança, ao que parece não mais restrito à vida nas grandes metrópoles, tende a se ampliar e a se generalizar, face à expectativa de qualquer cidadão, independentemente de sua condição de raça, classe, gênero, credo ou origem étnica, ser vítima de uma ofensa criminal. As estatísticas oficiais indicam uma estabilidade preocupante da criminalidade violenta na Região Metropolitana de BH e em várias regiões mineiras, nos últimos anos. De fato, os números indicam que as taxas de crimes violentos ainda se encontram em patamares muito altos - se comparados com padrões internacionais -, não obstante alguma redução nos últimos anos. As formas tradicionais que os órgãos públicos nacionais e subnacionais adotam para lidar com a questão têm atestado de modo inequívoco o fracasso dos modelos reativos de enfrentamento do problema. A pressão sobre as agências policiais com o aumento da criminalidade tendeu, ao longo dos anos, a ser transmitida em cadeia para as

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agências judiciárias e penitenciárias, sob forma do aumento de detenções e de processos instaurados e do recrudescimento da legislação penal. O fato é que esses subsistemas se vêem também constrangidos a rever suas regras, dada a ortodoxia, rigidez organizacional e visíveis deficiências dos órgãos penitenciários e da justiça. Porém, há uma novidade institucional interessante. O legislador mineiro inseriu, na Constituição Estadual, um Conselho de Defesa Social. E os conselhos, demonstram várias pesquisas, têm sido mecanismos inovadores na gestão pública contemporânea. Porém, a análise da atuação do referido conselho, até bem pouco tempo, apontava para um flagrante descompasso entre a inovação legislativa e seu impacto no sistema de justiça criminal. Ao que tudo parecia indicar, o Conselho não contribuíra para alterar o desequilíbrio entre o crescimento da criminalidade e as taxas de produção dos órgãos que integram o sistema de justiça criminal, que ainda persistem em

andar a reboque dos acontecimentos. Contudo, um novo Conselho de Defesa Social foi empossado em agosto de2008. Espera-se do novo Conselho, além de uma gestão democrática, com a participação social, a interferência nas políticas de segurança, de modo efetivo, constituindo-se em importante instância na formulação de políticas de proteção, promoção e defesa dos direitos, e, portanto na melhoria objetiva da segurança pública. Neste sentido, o Conselho pode funcionar como instância técnica e política capaz de minimizar os níveis de disjunção verificados no sistema de justiça criminal, assegurando a ampliação de direitos ao povo mineiro. Parece-nos que o Conselho, ao invés de consultivo, devesse ser deliberativo, permitindo a independência necessária para uma verdadeira renovação institucional e metodológica na defesa social do Estado. Algumas pautas que poderiam ser tratadas no Conselho: (a) definição de investimentos maciços em políticas públicas de pre-


venção à criminalidade; (b) modernização das polícias, nos planos gerencial e tecnológico; (c) rediscussão do papel nas áreas de polícia técnica e investigativa; (d) requalificação profissional de todos os policiais civis, militares e bombeiros, envolvendo formação na área de direitos humanos, especialmente o direito das minorias; (e) valorização salarial e melhoria das condições de trabalho de forma permanente e não sazonal; (f) moralização das polícias, por meio de um amplo conjunto de medidas que devam incluir, além do fortalecimento das Corregedorias, a ampliação de mecanismos internos de controle, desburocratizados e "vacinados" contra o corporativismo, sob as supervisões externas, comunitárias e interinstitucionais; (g) efetiva autonomia da Ouvidoria de Polícia, transformandoa num canal confiável de interação com a sociedade; (h) participação comunitária, como condição indispensável para que as reformas se processem com transparência e na profundidade requerida e para que se reconstitua a confiança nas instituições que integram o sistema de justiça criminal; (i) ampliação das ações de integração das polícias civil e militar, mesmo nos marcos da legislação atual, que dita a dualidade. É possível fazê-lo, como prova o modelo IGESP (Integração e Gestão em Segurança Pública), respeitando as especificidades de cada insti-

tuição, com o reordenamento das responsabilidades territoriais, nas esferas do planejamento, das operações e das avaliações de desempenho; (j) é necessário promover a expansão do modelo de policiamento comunitário e a introdução de núcleos interinstitucionais de investigação do tráfico de drogas e de armas, alterando o funcionamento do

O Conselho de Defesa Social seria responsável por inovações na gestão da segurança pública, privilegiando um conjunto articulado de iniciativas simultâneas varejo, principalmente nos conglomerados urbanos considerados prioritários; (l) fortalecimento dos programas de proteção às testemunhas e atendimento a vítimas de crimes violentos; (k) aplicação de penas alternativas à privação da liberdade (as prisões deveriam ser o recurso extremo para aqueles casos violentos que exigem o afastamento da sociedade); e (m) é indispensável que políticas sociais e mudanças econômicas atuem sobre a juventude empobrecida, integrando-a a sociedade e lhe oferecendo esperança e referências simbólicas

para a identificação positiva. O Conselho de Defesa Social seria responsável por inovações na gestão da segurança pública, privilegiando um conjunto articulado de iniciativas simultâneas, visto que ações isoladas não resolvem o problema. Na realidade, transformaria os órgãos do sistema de justiça criminal, que hoje são parte do problema, em parte da solução. Finalmente, o Conselho pode mudar, gradualmente, a lógica na gestão estatal que, não obstante o aumento dos gastos com segurança pública, ainda o faz de forma reativa. Assim, os investimentos nas políticas de segurança pública, e, portanto, na prevenção e repressão ao crime, refletirão na melhoria das condições de vida. *Filósofo, pesquisador e coordenador de Comunicação do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública da UFMG (Crisp); pesquisador do Núcleo de Estudos Sociopolíticos da PUC Minas (Nesp); coordenador do Núcleo de Direitos Humanos da Pró-reitoria de Extensão da PUC Minas; membro da Comissão Pastoral de Direitos Humanos da Arquidiocese de Belo Horizonte; vice-diretor executivo da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac) de Santa Luzia.


MISTÉRIO

Fabiana ainda bebê no colo de Sandra, a mulher que a criou como mãe

Segredo de três, só morrendo dois A frase forte era dita pela mãe de Fabiana*, que soube, aos 12 anos de idade, por meio de um tio, que não era filha biológica do casal que a criava

Wander Veroni

À

primeira vista, parece até enredo de novela, mas se trata de uma história real que poderia ter acontecido com qualquer um. Ao contrário de muitos casos de pessoas desaparecidas, a empresária Fabiana* está há mais de 10 anos fazendo o caminho inverso: ela procura os verdadeiros pais. As informações são truncadas e semelhantes a um grande quebra-cabeça. Ao que tudo indica, Fabiana* foi roubada dos seus pais biológicos, ainda bebê, e adotada, de

forma nebulosa, pelos pais de criação. Mas também existe a hipótese de ela ter sido dada à família que a criou. A linha de investigação é ampla e, ao que tudo indica, está cada vez mais difícil de ser desvendada. Em busca da própria origem Ela pode ter nascido em Belo Horizonte, Cuiabá, Brasília - DF, Vitória, Niterói, Ilha do Príncipe, Aterro do Flamengo, Morro Agudo, Volta Redonda ou em Campo Grande. Esses

foram os vários locais em cidades diferentes por onde nossa personagem viveu durante vários momentos de sua história ainda por ser escrita. O registro na certidão de nascimento é do Rio de Janeiro, mas, segundo ela, isso não conta, pois ela foi registrada quando já beirava os 10 anos de idade. "A justiça brasileira, em nenhum momento, contesta o crime. Muito pelo contrário, às vezes, ela até cria uma situação propícia para ele ser praticado. Fui registrada quando esta-

*Fabiana é um nome fictício da personagem contada nesta história. Por motivos pessoais, ela não quer se identificar. 18 Diário de Bordo


va mais grandinha, única e exclusivamente porque a escola em que eu estudava exigiu isso dos meus pais. Em nenhum momento, o tabelião questionou se eu era realmente filha deles. Simplesmente me registrou. A partir daí, você começa a pensar quantas crianças foram registradas conforme a lei tendo um crime por trás, sem ao menos a justiça ficar sabendo.", contesta Fabiana*. A declaração, apesar de polêmica, não deixa de ter um fundo de verdade e, ao mesmo tempo, faz com que milhares de brasileiros tenham essa sensação de impunidade. Hoje com 38 anos, já casada, cursando faculdade, Fabiana* leva uma vida normal como todo mundo. Mas, ainda assim, falta algo importante. Diante de nossa reportagem, hora ou outra, ela deixa um vácuo de silêncio pensando no passado. Uma tentativa perseverante de entender o presente. "Essa é a última vez que falo com a imprensa sobre este assunto por causa do desgaste emocional que a história causa". Foi com essas palavras que ela aceitou conversar com a Diário de Bordo para contar um pouco do seu drama, uma luta para entender quem ela é e onde tudo começou. Além disso, por conta da história que envolve seqüestros, mentiras e descaso, nos deparamos com uma realidade muito maior: o sofrimento das famílias que buscam por pessoas desaparecidas. Fabiana* é uma exceção, pois faz o caminho contrário: ela procura pelos pais. Mas, ao analisarmos os números da Divisão que cuida de inquéritos envolvendo pessoas desaparecidas em Minas Gerais, a história é outra. Centenas de mães procuram pelos filhos, num total de 1495 investigações em andamento. Anualmente, sabese que, no total de casos registrados na Polícia Civil, um percentual de 10 a 15% permanecem sem solução por um longo período de tempo, e, às vezes, jamais são resolvidos. No Brasil, não existem dados oficiais que determinem a quantidade de crianças e adolescentes que um dia saíram de casa por conta própria ou forçados. Um espaço ausente do Estado que facilita a ação dos criminosos. O passado e o presente Fabiana* teve uma infância normal como muitas crianças. Foi para escola, não dispensava um bom futebol com os meninos da rua - o que lhe rendeu inúmeras brigas com a mãe por causa do jeito moleca de levar vida. Ela brincou muito. Subia em árvores e, por ter um ano de diferença do irmão, os dois estavam sempre com a mesma turma e aprontando inúmeras aventuras pelo bairro onde moravam. Foi no dia da ceia de natal, por volta dos 12 anos de idade, que Fabiana* descobriu que não era filha do casal que a criava. Uma notícia que veio de forma abruPta e violenta. Depois da insistência do Tio Zeca, que não era bem quisto pela mãe, ela e o irmão foram passar o

Natal na casa do personagem que mudaria a vida daquela criança. Ao chegarem na casa, Regina, a filha e prima que já era mais adulta, começou a brigar com o pai insistindo para que Fabiana* soubesse de toda verdade. Sem titubear, o tio contou, de forma simples e direta, uma história totalmente diferente da vida comum de quem é gerado e nasce em meio a uma família comum. Na hora, apesar do baque que uma notícia dessa representa na vida de qualquer pessoa, Fabiana* não ligou. Como muitas crianças de sua idade, ela e o irmão só queriam saber da ceia de natal. Mas as coisas mudariam. Essa Natal foi extenso. Durou mais dias do que o previsto. Fabiana* e o irmão passaram um bom período na casa do tio Zeca. Nesse meio tempo, Regina mostrou um álbum para Fabiana* onde havia a notícia de que ela havia sido seqüestrada. "Era um jornal amarelado, bem velho mesmo. Nele havia a notícia que, supostamente, eu era o bebê que havia sido seqüestrado. Hoje, mais de 20 anos depois, tento lembrar o que estava escrito nele, mas não consigo. Por ser muito nova, na época não dei muito importância. Mas isso foi o ponto de partida para eu começar essa história da busca pelo meus pais biológicos", conta. Pode ser uma missão difícil, mas não impossível. Fabiana* acredita que as chances de encontrar seus pais verdadeiros são muito pequenas. "Acho difícil. Estamos numa verdadeira agulha no palheiro. As chances são uma em um milhão. A maioria das pessoas que tentam procurar seus familiares tem alguma pista, uma medalhinha, uma cicatriz, uma mancha de nascença. Eu não tenho nada disso. Só sei de uma história truncada, um verdadeiro quebra-cabeça. Pelo que já conversei com os médicos, a pista que tenho é que, provavelmente, meus pais tenham olhos claros, verdes ou azuis, pois todos os meus filhos possuem essa herança hereditária. Na família do meu marido, ninguém tem olho claro. Meus olhos são verde-escuros, só quem me conhece muito bem, nota. Essa é uma das poucas pistas desse gigantesco quebracabeça". Quando retornou para a casa dos pais, após o período de Natal, Fabiana* questionou a mãe, que atendia pelo codinome Sandra, que sempre se esquivou de dar a resposta. "Segredo de três, morre com dois", essa era uma das frases de efeito que a mãe dela falava toda vez que se tentava tocar no assunto. O pai de Fabiana*, conhecido por amigos e familiares como Peão, havia morrido um pouco antes desse Natal em que a verdade foi revelada. Também, depois daquele Natal, ela não teve mais contato com o tio Zeca. A única que sabia realmente da verdade em torno da história era a mãe, pois pai e tio já haviam falecido. "O que sei é que fui adotada na "marra". Se foi seqüestro ou adoção por caridade, isso nunca foi revelado. O fato é que, um pouco antes de mor-

Fabiana e Sandra

Na praia, ainda na mocidade, os pais de Fabiana

No álbum de fotos, estão catalogados dados que não batem


Prima Regina, filha do Tio Zeca, responsável por contar a verdade a Fabiana. Ela acredita que a prima esteja viva

rer, no ano passado, minha suposta mãe levou o segredo com ela para debaixo da terra. Todas as três pessoas que sabiam a verdadeira história morreram", lamenta. A procura pela verdade Fabiana* casou-se muito cedo, aos 16 anos de idade e já aos 17 era mãe. Ela conta que, de forma muito intuitiva, queria sair da casa onde morava por não se sentir pertencente àquele lugar. "É difícil assumir isso, mas de uma maneira que eu não consigo explicar, eu sabia que aquela mãe não era minha, que o quarto da casa não era o meu, que tudo que eu vivia ali não era a minha realidade", conta. Foi depois do casamento, já um pouco mais adulta e mãe, que ela deu um impulso em torno das investigações da procura pelos pais biológicos. "Hoje tenho quatro filhos e no parto de cada um deles fiquei de olho com a identificação e para não ter a história repetida duas vezes...(risos). A dor ensina a gente a ficar de olho nesses detalhes. Meus filhos ficaram sob as minhas asas na hora de cada parto. Tem que ser assim...e aconselho todas as mães a fazerem o mesmo", revela. O segredo Os familiares de Fabiana*, tanto por parte de mãe, quanto por parte de pai, durante todos esses anos se mantiveram aquém da verdade e omissos. Cada um sabia de uma parte. E ainda que se juntasse um pedaço ao outro, a verdade se manteve 20 Diário de Bordo

sem solução. Fabiana* sempre se sentiu diferente dos familiares. O tom da pele, os cabelos, a postura, os pensamentos, tudo, mas tudo era muito diferente daqueles a quem ela chamava de parentes. Mesmo com todas as diferenças, Fabiana* foi amada e respeitada e sempre os considerou como família e, por mais que um dia encontre seus pais verdadeiros, ela tem consciência de que não poderá excluir os antigos. A descoberta da verdade, além de trazer novos vínculos, servirá para tranqüilizar mais uma mulher e mãe que sofre pela angústia de buscar um filho desaparecido ainda tão bebê. História usada como agressão verbal Covardia? Prova de amor? "Isso que dá você querer brincar de casinha com um bebê de verdade". Essa era uma das frases que Fabiana* se lembra de ter ouvido várias vezes quando existiam discussões entre o pai e a mãe sobre o assunto. Morto o primeiro marido, a mãe de Fabiana* se casou novamente pouco tempo depois. O padrasto, assim como ela, também ficava curioso para saber o que teria levado uma mulher a seqüestrar uma criança dos braços de uma outra mãe, apenas para tê-la como filha. O pouco que Fabiana* sabe, ao juntar os pedaços vindos da boca da mãe, foram ditos nos momentos de embriaguez dela. Como uma espécie de alívio para a consciência, o álcool se tornou companheiro de um segredo. "Eu aproveitava os dias em que ela se embebedava para tentar descobri alguma coisa, e nada. Vinha uma ou outra frase solta e, no máximo, as mesmas frases de efeito: passado fede, está morto e enterrado e não volto mais nele.", gritava a mãe. Nem a bebida fazia com que ela revelasse a história verdadeira. "Você não sabe a culpa que carrego. Não sabe!", falava a mãe de Fabiana* alcoolizada. Crime sem castigo Frases como essas que Fabiana* ouvia,

levam a delegada Cristina Coeli, responsável pela Delegacia de Localização de Pessoas, Crianças e Adolescentes em Minas Gerais, que está investigando o caso, a deduzir a história como um possível crime. Crime que, pelo tempo em que foi cometido, já está prescrito. Mas a dor de quem teve a sua história modificada continua. Dor que se transforma em força para saber a verdade e que busca na justiça brasileira uma cumplicidade para esclarecer um passado. "Estamos aguardando a liberação da justiça para podemos divulgar a foto de um importante personagem dessa história. Se o localizarmos, por meio da divulgação dessa imagem, provavelmente teremos um parte desse quebra-cabeça fechado", afirma a delegada Coeli. Fabiana* segue a sua vida normalmente. Ela confessa que, no passado, essa história já a deixou muito deprimida, mas é preciso seguir em frente, como ela mesma diz. Foi num restaurante de comida mineira, próximo à região da Pampulha, que ela topou conversar com a Diário de Bordo e revelar com exclusividade os detalhes de sua história. No início, até por não querer se expor, Fabiana* ficou com receio. Mas acabou aceitando depois de conversar com a delegada, Cristina e acreditar que a história, ao ser divulgada de forma íntegra, poderia confortar outras pessoas que sofrem do mesmo problema. "Só Deus sabe o quanto voltar ao passado já me machucou. Já passei por vários testes de DNA e todos eles não deram em nada. Quem sabe se essa história terá um desfecho interessante: que alguém que leia possa contribuir com algum pedacinho deste quebra-cabeça. Os grandes autores falam que não existe crime perfeito, quem sabe? A minha chance de ter o caso solucionado é uma em um milhão. Só de poder ajudar no conforto de alguém que vive esse drama de ter um familiar desaparecido, já é um passo importante. Quantos pais passam por isso e sonham rever o filho algum dia? Como mãe, possa falar que saber que o filho já está bem é confortante". E assim Fabiana*segue a vida. Vida essa que, de uma maneira ou outra, a ajudou a se transformar em mulher guerreira. Desaparecidos aos milhares A Delegacia de Localização de Crianças e Adolescentes, em Minas Gerais, sob a responsabilidade da delegada Cristina Coeli, administra atualmente mais de mil casos de pessoas desaparecidas. Dos muitos casos


em andamento, entre 2006 e 1º semestre de 2008, foram solucionados 2294 histórias. Além das investigações policiais, aqui em Minas, a delegacia coordena a Rede Especial para a Localização de Pessoas Desaparecidas, formada principalmente por empresas, instituições e veículos de comunicação que ajudam a divulgar cartazes e histórias de crianças, jovens e adultos desaparecidos em todo Brasil. Atualmente, são 1495 casos de pessoas desaparecidas só em Minas. Destes, 10,01% são de menores de 18 anos. As causas são as mais variadas, que vão desde a problemas familiares à exploração sexual. Em conversa com a Delegada Cristina Coeli, responsável pela investigação dos desaparecidos, caiu-se o mito de que é preciso esperar 24 horas para o início das buscas. "Isso é uma lenda que as pessoas tomaram como verdade. Quanto mais rápido o familiar do desaparecido acionar a polícia, munido de documentos e fotos, para lavrar o boletim de ocorrência, mais chance teremos de localizar essa pessoa", conta. A participação de todos os setores da sociedade é muito importante para solucionarmos cada caso. Desde já, contamos com a sua ajuda para repassar informações sobre o paradeiro dessas pessoas desaparecidas. Para contribuir com as buscas, entre em contato com nosso número de telefone que fica 24 horas de plantão (0800 2828 197) e que auxilia muito os investigadores. Uma lei federal e outra estadual determinam prioridade para as buscas de crianças até 12 anos de idade, mas, nem por isso, adolescentes e adultos deixam de receber atenção quando têm o desaparecimento acionado. Se você tem um parente, amigo ou conhecido que sofre com essa angústia familiar, não deixe de ir à polícia e prestar queixa. Toda informação que você tiver sobre pessoas mostradas em anúncios ou cartazes, entre em contato através do telefone 0800 2828 197 ou pelo (31) 3429-6090 / 6009. Internet Por ser um meio de grande difusão de informações, a internet se tornou um espaço propício para campanhas de localização de pessoas desaparecidas. Um dos exemplos de maior repercussão na blogsfera, foi o do blogueiro Nicholas Gimenes (http://nicholasgimenes.blogspot.com/2007/10/projeto-pessoas-desaparecidas.html#desaparecidos ), estudante de administração, que mora na cidade de Campinas, em São Paulo, que criou widgets - uma espécie de aplicativo com códigos de HTML/Javascript, onde blogueiros ou webmasters podem colocar em seu site uma

seqüência de fotos de pessoas desaparecidas, atualizadas mensalmente, de acordo com o idealizador. "Todo mundo discute o potencial da internet e seu grande alcance em blogs e redes sociais. Pensei: porque não ajudar essas pessoas? É uma prestação de serviço para quem sofre esse drama. Conheço uma pessoa com 30 e poucos anos que não conhece os pais. Acho que, a partir daí, veio à idéia", revela. A iniciativa de Nicholas, em outubro de 2007, repercute até hoje e é aplaudida por milhares de internautas. Outro ponto desse ato de solidariedade é que os sites criados para cadastrarem desaparecidos e auxiliarem esse tipo de buscam inibem que os familiares tentem encontrar pessoas, pois há muitos dados e exigências impossíveis de serem preenchidas, em alguns casos. Se pegarmos o exemplo de Fabiana*, ela não consegue cadastrar a procura dos pais por não saber como eles são fisicamente, muito menos os seus documentos. Em contrapartida, os idealizadores destes sites como o CNPD - Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (http://www.cnpd.org.br/index.htm) argumentam que só com esse tipo de mecanismo é possível encontrar pessoas e, inclusive, inúmeras pessoas já foram encontradas. Ao mesmo tempo, o site do governo federal de Busca de Pessoas Desaparecidas (http://www.desaparecidos.mj.gov.br/Desaparecidos/) também criou um aplicativo para desenvolvedores colocarem em seus sites, mas o serviço, até o fechamento desta matéria, encontra-se inativo. Também há outros serviços no site, em que os webmasters ou veículos de comunicação interessados podem usar de forma voluntária para ajudar nas buscas. Já

A justiça brasileira permitiu que ela fosse registrada filha legítima dos pais que a criaram

em Minas Gerais, o site de Buscas dos Desaparecidos (http://www.desaparecidos.mg.gov.br) fornece aos veículos de comunicação histórias, propagandas, fotos, cartazes, spots e vídeos da campanha desenvolvida pelo governo do estado de forma gratuita. Cabe aos meios de comunicação divulgar as fotos e ajudar nas buscar por todo o estado. Diário de Bordo 21


EXPORTAÇÕES

Reféns do sucesso Enquanto a economia mundial crescia, sem sinais da crise que assolou o mundo nas últimas semanas, o governo brasileiro perdeu a chance de mudar o perfil das exportações e reduzir a dependência em relação aos produtos básicos

Carlos Viana

"O

mundo está à beira de uma recessão". A frase foi dita em tom de desabafo por ninguém menos que uma das personalidades mais influentes na economia mundial. Quando os mercados financeiros começaram a "derreter", DOMINIQUE STRAUSS-KAHN, diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, manifestou seu pessimismo diante de um mundo estupefato pela desconfiança nas instituições financeiras, e por final, na capacidade de fiscalização e reacerto do governo George Bush. Enquanto os bancos centrais anunciavam medidas que devolvessem a confiança dos investidores e pusesse fim à onda especulativa, no Brasil, o presidente Lula, o ministro da Fazenda, Guido Mantega e o presidente do Banco Central, Henrique Meireles, se revezavam no discurso bem sucedido de que o 22 Diário de Bordo

país estava com reservas suficientes para enfrentar a crise. Os mais de US200 bilhões no caixa verde amarelo foram conseguidos depois de mais de uma década de renegociações da dívida externa e o alongamento dos prazos para quitação dos títulos públicos brasileiros. Um planejamento que começou ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso, comandado pelo ex-ministro Pedro Malan e o exsecretário do tesouro e hoje secretário de Fazenda do Rio de Janeiro, Henrique Levy. Acossado pelas constantes crises cambiais, o Brasil conseguir mudar o perfil da dívida externa, conquistando a confiança dos investidores internacionais. Superávits constantes na Balança Comercial embalados pelo crescimento chinês e uma política de equilíbrio fiscal foram as bases da

conquista de um Investiment Grade justo e em boa hora. Cada vez menos dólares Mas os ventos estão mudando. Os superávits brasileiros começam a mostrar cada dia menos fôlego. Nos três primeiros dias de outubro, a balança comercial registrou um saldo positivo de US$ 129 milhões. O resultado é a diferença entre exportações de US$ 2,561 bilhões e importações de US$ 2,432 bilhões. O saldo comercial registrado na primeira semana do mês de outubro, pela média diária, ficou 72,4% abaixo do apresentado em todo o mês de outubro de 2007, equivalentes a US$ 156 milhões, e 65,7% inferior ao superávit médio diário registrado durante setembro último, US$ 125,5 milhões. De janeiro à primeira semana de outubro, as exportações acumularam US$


corre um sério risco. Se as previsões de DOMINIQUE STRAUSS-KAHN, do FMI, se tornarem realidade, nossos clientes internacionais vão consumir cada vez menos os principais produtos de nossa balança comercial (veja quadro). Mesmo para quem entende pouco de exportações, é simples observar que o Brasil vem comemorando vitórias ao ser beneficiado por uma espécie de "surf" econômico internacional. Enquanto o consumo por produtos básicos e de commodities (produtos que se transformam em outros e com preços determinados por tabelas internacionais) permanecer alto, vai tudo bem. Se desaquecer, estaremos com o "pires na mão". "Perdemos a oportunidade de diversificar nossa pauta de exportações e reduzir sensivelmente nossa dependência das commodities. O certo seria que o Brasil mantivesse o comércio forte nessa área, mas buscasse incentivar o crescimento de produtos com maior valor agregado, como aviões e automóveis", afirma a presidente do conselho de Relações Econômicas Internacionais da Fiemg, Martha Lassance. Embaladas pelo crescimento internacional, as commodities brasileiras garantiram um equilíbrio nas contas externas do país que agora pode se reduzir de forma rápida. Se houver de fato uma redução no comércio internacional por conta de uma provável recessão americana, o Brasil perderá "a onda" e mergulhará de cabeça na redução dos negócios. 153,429 bilhões, com média diária de US$ 799,1 milhões. O incremento é de 28,6% sobre o desempenho médio diário apresentado no mesmo período de 2007, quando o país registrou US$ 621,5 milhões. No mesmo período comparado, as importações brasileiras aumentaram 51,8% . No ano, o superávit acumulado chega a US$ 19,785 bilhões, com média diária de US$ 103 milhões. Pelo critério da média diária, o saldo comercial ficou 36,7% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, quando o desempenho médio diário registrado foi de US$ 162,8 milhões. "Ainda estamos bem", repete incansavelmente o o ministro Mantega. É uma verdade, que esconde outra verdade. Dependência em produtos com preços baixos Além do aumento das importações, o Brasil

Ajuda aos exportadores Depois de dez anos de crescimento ininterrupto, em 2009, o PIB chinês deverá ficar abaixo de 8%, o pior desempenho dos últimos anos. No ano passado, a China cresceu 11,9%, e acabou responsável por um índice superior a um terço do crescimento da economia global. Uma exuberância em queda que também acabará por atingir outros parceiros brasileiros, como os EUA, o Japão e União Européia. "Essa mudança de perfil de um país não acontece de uma hora para a outra. É preciso muito tempo para que uma economia como a brasileira comece a exportar semimanufaturados ou manufaturados que garantissem um período mais tranqüilo diante do cenário internacional de crise", observa Martha Lassance. "Nossos principais produtos de exportação, como o minério de ferro e a soja, dependem diretamente do sucesso de nossos parceiros. Se não há crescimento, ou, se esse se reduz, natural-

mente teremos menos dinheiro em caixa", conclui a presidente do Comex mineiro. Bandeiras vermelhas Na prática, os especialistas em exportação sabem que o sucesso da China vermelha fez com que os governantes do PT içassem a bandeira, também vermelha, do sucesso político. Festa para uma aprovação presidencial que bateu a casa dos 70% em setembro. De fato, Lula tinha o que comemorar. A festa dos números internacionais garantiu um equilíbrio nas contas do país que foi reforçado por uma arrecadação interna de impostos recorde. Junte-se a isso a grande quantidade de dólares que entraram no páis por meio dos investidores estrangeiros. Café queimado Uma euforia com rendimentos políticos e internacionais que revela um lado complicado do Brasil: a falta de planejamento para épocas de crise e para um futuro cada vez seguro e menos dependente de outros países. A história nos confirma essa falta de planejamento. Dependente completo das exportações de café, durante a década de 20, o governo Getúlio Vargas e os fazendeiros paulistas e mineiros esbanjavam dinheiro nas terras coloniais e nos prostíbulos de luxo. Quando veio o crack na bolsa, em 1929, a situação mudou radicalmente. Getúlio se viu obrigado a queimar os estoques nacionais do produto como forma de recuperar o preço, já que os compradores internacionais estavam mergulhados em dívidas e sem condições de honrar os compromissos. O que antes era motivo de orgulho e até símbolo em uma das bandeiras se queimou rapidamente. Guardadas as proporções de tamanho da economia e de população, nossa situação hoje mostra que aprendemos muito pouco ao longo do tempo. De grão em grão. A soja é a segunda melhor conta brasileira nas exportações


Idiota é o governo Fábio Doyle

P

ara quem dirige com alguma constância em rodovias, é irritante encontrar pela frente carros circulando vagarosamente pela pista da esquerda. Será que eles não sabem que a pista da esquerda é para ser usada preferencialmente para ultrapassagens? Antes de se irritar com o aparentemente idiota que vai à frente pela esquerda na BR 040, especificamente no trecho entre Belo Horizonte e Conselheiro Lafaiete, é preciso saber que ele pode estar cometendo essa imprudência por um motivo mais do que razoável. É que a pista da direita está literalmente

destruída, cheia de ondulações e locas absurdas, impossível de ser utilizada. É o resultado de danos causados pelo excesso de caminhões que transportam

É de dar vergonha o estado de precariedade em que se encontra a BR-040 no trecho entre Belo Horizonte e Conselheiro Lafaiete minério, invariavelmente sem lonas protetoras, lançando pedras nos pára-brisas dos automóveis que estão por perto e

detonando o piso das estradas por onde passam. É de dar vergonha o estado de precariedade em que se encontra a BR-040 no trecho entre Belo Horizonte e Conselheiro Lafaiete. Para quem sai de BH, a possibilidade de cair nessas crateras, que muitas vezes tomam toda a pista, tornando-se indesviáveis, é quase uma certeza. O resultado são pneus estourados, danos no sistema de suspensão, isso quando não acontece um acidente mais grave. Para os que chegam a Belo Horizonte e cidades vizinhas, além desses riscos e contratempos, trata-se de um deprimente cartão de visitas. No


caminho entre o Rio de Janeiro e a capital mineira, a sensação é a de quem sai das autobahns alemãs e chega a um país sem governo, totalmente abandonado pelo poder público. Isso, sem mencionar o rastro de sujeira e nuvens vermelhas de minério que os caminhões, que circulam como se estivessem desgovernados, despejam na pista e sobre os veículos que tentam transpor esse trecho da estrada federal. Esse grito já ecoa há décadas, mas nunca conseguiu sensibilizar o poder público, único capaz de solucionar essa questão. Antes, o caos imperava por todos os quase 500 quilômetros entre BH e Rio. Já há mais de uma década, a privatização resolveu, e com louvor, o trecho entre o Rio e Juiz de Fora. Mais recentemente, a força e a vontade política de

prefeitos e congressistas ligados aos municípios entre Juiz de fora e Conselheiro Lafaiete (Ewbank Câmara, Santos Dumont, Barbacena, Carandaí, Cristiano Otoni) convenceram o governo

Esse grito já ecoa há décadas, mas nunca conseguiu sensibilizar o poder público, único capaz de solucionar essa questão. Antes, o caos imperava por todos os quase 500 quilômetros entre BH e Rio federal (responsável pela 040) a reformar a estrada e melhorá-la. Parece que é isso, força e vonta-

de política junto ao poder federal, o que falta aos prefeitos dos municípios afetados pelo trecho catastrófico da 040 Conselheiro Lafaiete, Congonhas, Moeda, Brumadinho, Nova Lima e, por incrível que possa parecer, Belo Horizonte. As eleições municipais estão definidas. É hora de cobrar promessas não cumpridas e as omissões lamentáveis, em prejuízo dos usuários daquele trecho. E não apenas cobrar, pois agora adianta pouco. O melhor é votar naquele candidato que possa prometer e cumprir o que promete, e que não se omita, como aconteceu até agora, diante do problema. Afinal, o voto existe para isso mesmo. Fábio Doyle www.fabiodoyle.com.br


O preferido dos

brasileiros O candidato democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama, lidera a preferência entre os brasileiros que podem votar nas eleições americanas

26 Diário de Bordo


ELEIÇÕES

Carlos Viana

A

pesquisa foi feita pelo Centro do Imigrante Brasileiro, em Boston, região que concentra maior número de brasileiros residentes naturalizados americanos e com direito de voto. Entre os "brazucas" que podem ir às urnas americanas, Obama já conquistou sete em cada dez votos. E a explicação é simples. Os democratas sempre foram mais abertos a mudanças nas leis de imigração que dizem respeito à vida de 40 milhões de indocumentados vivendo nos Estados Unidos. Segundo estudo do Ministério das Relações Exteriores, existe cerca de 1,5 milhão de brasileiros residentes nos EUA. A maior parte está ilegalmente no país. As regiões que con-

centram mais brasileiros são Nova Jersey, próximo a Nova York, Boston e cidades vizinhas no estado de Massachusetts . Por último, Miami com arredores, na Flórida. E é nessa última grande metrópole onde está registrado o maior número de imigrantes legais, cerca de 120 mil brasileiros. Mas de acordo com a Embaixada Brasileira, a comunidade de Massachusetts é a mais ativa politicamente e a que tem maior número de eleitores brasileiros interessados em participar do processo no dia 04 de novembro. Por lá, devem votar perto de 50 mil imigrantes verde-amarelos. "A comunidade em Boston

tornou-se mais politizada por dois motivos. Primeiro, a crise econômica fez com que aumentasse o preconceito contra imigrantes ilegais. Já existem grupos que denunciam empresas que contratam serviços de imigrantes ilegais para o departamento de deportação", explica Fausto da Rocha, que dirige o CIB, um centro voltado para o atendimento a imigrantes brasileiros na região. "Em segundo lugar, já existe uma segunda geração, que nasceu aqui e começa a se interessar em votar e em eleger candidatos que defendam a reforma da lei de imigração, que é a principal reivindicação dos brasileiros", acrescenta da Rocha.

Comunidade que mais cresceu entre os eleitores enfrenta problemas com o idioma para votar A advogada Aurora Vásquez é uma das especialistas mais renomados quando o assunto é legislação para imigrantes nos Estados Únidos. Além de advogada, ela é também profunda conhecedora dos votos latinos na maior e, atualmente, mais insegura, economia do mundo. Vasquez afirma que determinados erros comuns impedem que tradi-

cionalmente a comunidade hispânica participe amplamente do pleito americano. Os equívocos começam muitas vezes com erros na forma de preencher o formulário de cadastro de eleitores, sobretudo para aquelas pessoas que se inscrevem pela primeira vez. Na prática, o eleitor de primeira vez se esquece

que a data de nascimento é escrita de maneiro diferente nos Estados Unidos , em relação a muitos países da América Latina. Além disso, as pessoas registradas devem levar em conta que, no país, só se usa o primeiro sobrenome; por isso, o emprego de dois ou mais pode dificultar o processo de se localizar o votante nas listas eleitorais.

Latinos podem fazer a diferença nas urnas Um processo difícil, o tempo dedicado ou o desconhecimento das máquinas eletrônicas para votar são outros problemas que podem impedir que entre nove e dez milhões de hispânicos registrados compareçam às urnas em 4 de novembro. Os latinos, como o resto de comunidades dos EUA, têm o direito de votar à revelia, mediante um processo que varia de estado para esta-

do. Dados do Pew Hispanic Centeruma das ONGs mais atuantes na luta pelos direitos dos imigrantes de origem latina - indicam que o voto hispânico cresceu em grande proporção em 16 dos 19 estados onde foram feitas comparações com os dados coletados entre 2004 e 2008. O maior crescimento ocorreu no Texas e na Califórnia, onde os latinos representaram 30% dos eleito-

res democratas nas primárias californianas, em comparação com 16% de 2004. Assim como os brasileiros, que acabam sendo considerados hispânicos como nossos vizinhos latino americanos, os números revelam que 57% dos latinos cadastrados se identificam como democratas, enquanto 23% se alinham com o Partido Republicano. Diário de Bordo 27


Bairrismo no Apito Emerson Romano

O

dicionário da língua portuguesa classifica o bairrismo como uma ação de alguém que defende de forma exagerada os interesses de sua terra. Mas, na verdade, é uma atitude imbecil adotada por alguém que se acha superior ao outro. Essa atitude é mais constante do que se imagina. Colegas da imprensa de São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, se consideram superiores a mineiros, gaúchos, paranaenses, entre outros. Para eles, só existem esses dois estados, os demais são restos. Pobre coitados. Se considerar o centro do mundo ou adotar a filosofia do "meu umbigo é o centro do mundo" não tem

problema. O problema maior é quando o bairrismo prejudica. E isso está acontecendo no futebol brasileiro, prejudicando de forma visível o futebol mineiro.

Há tempos que desconfiávamos que a arbitragem tinha lá os seus preferidos. Mas, neste mês, tivemos essa confirmação Há tempos que desconfiávamos que a arbitragem tinha lá os seus preferidos. Mas, neste mês, tivemos essa confirmação.

Revoltado com a atitude do árbitro gaúcho Carlos Eugenio Simon, que foi conivente com a violência utilizada pelos jogadores do Sport Recife, que lhe tirou dos gramados pelos próximo 45 dias, o volante do Cruzeiro, Fabrício, denunciou todo o bairrismo existente no futebol brasileiro. O jogador afirmou ainda que os árbitros no país são unidos e comunicam-se uns com os outros. Quer dizer, criam uma animosidade com aquele jogador que reclama da arbitragem e questiona os critérios. Mas a declaração mais grave ficou para o final, quando Fabrício revelou o tratamento diferenciado que joga-


dores do eixo Rio-São Paulo recebem da arbitragem. Segundo o jogador, agressões como a que sofreu jamais ficariam sem punição se estivesse vestindo qualquer camisa de clubes desses dois estados. Carlos Eugênio Simon tem um histórico de erros que prejudicam o futebol mineiro. Que o digam os atleticanos, " garfados" num pênalti não marcado contra o Botafogo no Maracanã, pela Copa do Brasil. Diante de tal denúncia, podemos chegar a algumas conclusões: 1° - nossa arbitragem é corrupta, bairrista e desleal. 2º - Se Fabrício tivesse feit0 essa denúncia atuando por clubes de Rio ou São Paulo, teria provocado uma crise na arbitragem nacional. Como isso aconteceu aqui em Belo Horizonte, nenhum veiculo de imprensa do país (com exceção dos mineiros), deu importância para o fato.

3° - Já passou da hora de os clubes mineiros deixarem a rivalidade para as quatro linhas e se unirem contra o cartel de Rio-São Paulo. Já ficou provado que protestos, junto a Comissão Nacional de

Toda rivalidade é salutar, mas ela precisa ficar restrita às partidas, não às ações. A Federação Mineira de Futebol precisa também deixar sua inércia e covardia de lado

Arbitragem, não surtem efeito algum. Eles escutam, fazem o chamado "ouvido de mercador" e não

tomam atitude alguma. Toda rivalidade é salutar, mas ela precisa ficar restrita às partidas, não às ações. A Federação Mineira de Futebol precisa também deixar sua inércia e covardia de lado, tomando de forma efetiva, um posicionamento de defesa dos seus filiados. Estamos sendo roubados pela arbitragem e ninguém faz nada!!! E isso é histórico. Vamos dar um basta nisso. Chega !!! A competência tem que prevalecer e não o bairrismo imbecil e covarde, mascarado em ações de árbitros como Carlos Eugênio Simon, Heber Roberto Lopes, Wilson de Souza Mendonça, entre outros. Aliás, sobre o Simon, o jornalista Flávio Anselmo tem uma frase sensacional: "O Simon é o que de pior existe na arbitragem nacional: arrogante, narcisista e tem um diploma de jornalista debaixo do braço."


ARIZONA

A rota da O sonho americano de muitos imigrantes termina quando chegam ao deserto do Arizona

Carlos Viana

O

s números da polícia de fronteira americana revelam dados sombrios quando o assunto é morte de imigrantes. Somente no ano de 2007, pelo menos cem pessoas morreram em território americano durante as travessias ilegais pelo deserto. Este ano, já passa de oitenta os casos conhecidos de pessoas que perderam a vida se arriscando em meio às trilhas ilegais. Os casos de morte revelam um lado cruel da miséria entre os vizinhos México e Estados Unidos, separados por um gigantesco muro ou pela muralhas invisíveis que a natureza ergueu em meio ao deserto. A maioria das mortes vem sendo, ano após ano, registradas na fronteira com o estado do Arizona, de onde vem o atual candidato à presidência pelo Partido Republicano, John MacCain. São milhões de quilômetros conhecidos pelos nativos índios e usados hà séculos pelos mexicanos para entrarem nos Estados Unidos sem serem percebidos. 30 Diário de Bordo

Diante da aparente facilidade, outros milhares de imigrantes ilegais, entre eles brasileiros, aceitam se arriscar pelos caminhos secos e sem água em companhia de "coiotes", como são conhecidos os guias ilegais. O que muitos não sabem é que o tempo extremamente seco, e as altas temperaturas registradas durante o dia e, ainda, as baixas temperaturas das madrugadas, fazem com que o organismo humano apresente suas deficiências orgânicas com muita rapidez. De acordo com os dados da Border Patrol, a patrulha da fronteira, muitos viajantes pelo deserto desconhecem serem portadores de diabetes, por exemplo, e quando iniciam a jornada, em poucos dias, ou horas, começam a perder líquido rapidamente, e as taxas de glicose passam a ser elevadas, gerando um colapso no imigrante desacostumado à geografia local. Fotos e relatórios dos policiais revelam ainda que, diante de um quadro grave, os coiotes abandonam os conduzidos à própria

sorte. Quando existe algum aviso sobre o abandono, as equipes de resgate saem imediatamente em socorro. É uma corrida contra o tempo, entre a vida e a morte Coiotes querem silêncio Mas avisar a BP sobre a presença de uma pessoa doente em determinado ponto do deserto é uma iniciativa que, muitas vezes, gera confronto com os coiotes. As ligações feitas por telefones deixados estrategicamente em pontos no deserto, ou via celulares, podem revelar o local onde o grupo está fazendo a travessia e gerar um cerco em toda a região. Daí o fato de que muitas ligações só são feitas um ou dois dias depois e, não raro, quando a pessoa já morreu. Além das crises de hipertensão ou de diabetes, existem relatos ainda de quedas com pernas e braços quebrados e, o mais temido dos incidente, as picadas de cobras que atacam os grupos durante as noites. Ao encontrarem um corpo no deserto, os


morte

Condado americano decide financiar água para imigrantes que cruzam deserto. Número de mortes chega a cem por ano

restos são transportados até o Instituto Médico local mais próximo à espera de uma identificação que nunca pode acontecer. Quando são abandonados, geralmente os coiotes recolhem todos os pertences dos ilegais. Na maioria das vezes, os policiais não encontram documentos ou dados que possam revelar a origem do cadáver. Água e telefone no deserto No condado de Pima, no Arizona, as mortes dolorosas e em solidão, aliadas às constantes operações de salvamento, geraram uma grande polêmica. Para ajudar os viajantes, adultos e crianças, potes com água e telefones foram espalhados em pontos conhecidos como áreas de travessia usadas por grupos de imigrantes ilegais. A primeira vez em que a Junta de Supervisores de Pima reservou fundos para a iniciativa foi em 2001, meses depois que um grupo de 14 mexicanos em situação irregular morreu de desidratação durante uma travessia.

Mas a decisão gerou uma grande polêmica humanitária e jurídica. Wes Bramhall, ex-presidente de um grupo estadual para o controle da imigração e um dos mais influentes personagens contrários à imigração ilegal no Arizona, ganhou as manchetes dos jornais e das televisões ao afirmar que "os representantes de Pima violam a lei ao "ajudar" os imigrantes ilegais a atravessarem a fronteira. "Nossos impostos não devem ser utilizados com este propósito", declarou abertamente aos jornalistas. O discurso, que beira o xenofobismo, foi amplamente criticado por organismos ligados aos Direitos Humanos e aos Direitos Civis americanos. A pressão acabou surtindo efeito e, com quatro votos a favor e um contra, a Junta de Supervisores do condado decidiu manter a verba que garante socorro aos viajantes em apuros. O dinheiro vem sendo usado pela organização humanitária "Fronteiras Compassivas", que mantém cerca de 90 estações de água no deserto que separa o

Arizona e a cidade de Sonora, no México, de onde parte a maioria dos viajantes indocumentados. "Os supervisores fizeram o correto. Estamos muito satisfeitos com a decisão, disse à agência Efe, Robin Hoover, diretor e fundador da ONG. Segundo o ativista, já está comprovado que as mortes de imigrantes ilegais diminuíram nas áreas onde essas estações foram instaladas. Os defensores da idéia garantem ainda que, no fim das contas, é mais barato para o condado financiar parte das estações de água do que pagar pelas autópsias dos imigrantes que morrem cruzando a região.

Diário de Bordo 31


LANÇAMENTO

A nova aposta

de César... FOTOS FIAT/ DIVULGAÇÃO


Reinando absoluta nas vendas automotivas brasileiras, a Fiat chega ao mercado dos sedans mĂŠdios com o Linea. A meta ĂŠ conquistar 15% do segmento dominado pelos consagrados Honda Civic e Toyota Corolla

DiĂĄrio de Bordo 33


Por Fábio Doyle

O

desafio maior do Linea não está limitado a vender bem. O novo carro chega com o propósito de tirar da montadora a fama de que a Fiat só é boa na produção e venda de carros compactos. Esse desafio não é de hoje. Basta voltar o filme e lembrar de carros como o Tempra e Marea, que nunca atenderam às expectativas de vendas do fabricante. O trabalho para mudar essa imagem começou bem antes do lançamento. A briga não será fácil para a Fiat, que tem pela frente pesos-pesados que já carregam cinturões de campeão, como Honda Civic e Toyota Corolla. A estratégia de combate começou pela rede de concessionários que foi especialmente orientada para o lançamento. Cada uma das lojas deverá ter pelo menos duas unidades do automóvel para testdrive, além de organizar um espaço exclusivo para um atendimento de gala aos futuros compradores. Não é para menos, de acordo com Cledorvino Belini, presidente da Fiat

34 Diário de Bordo

para América Latina, o Linea "é o lançamento mais importante da montadora neste ano". O consumidor que optar pelo Linea será integrante de um seleto grupo que a montadora chamou de L´Único. Ele terá tratamento diferenciado dos demais clientes, como centro de atendimento telefônico específico e serviço leva-e-traz nas revisões. A montadora ainda achou pouco e para que ele se sinta realmente VIP, será agraciado com convites para shows, eventos culturais, festas, teatro e outros mimos. Além de marcar o retorno da montadora ao mercado dos sedans médios, o Linea terá a missão de mostrar ao cliente brasileiro que a Fiat também sabe fazer e vender carros sofisticados. Com investimento de U$ 250 milhões, cerca de R$600 milhões, o novo carro foi projetado em conjunto pelos centros de estilo da Itália e do Brasil. No desenvolvimento, recebeu algumas adaptações ao gosto do mercado latino-americano, se comparado ao modelo que é produzido na Turquia

Sistema GPS com orientação por voz é um dos destaques do novo sedan de luxo

e vendido na Europa. Tanto investimento tem uma explicação. O segmento de sedans é muito grande e atrai cada vez mais consumidores entre os brasileiros. Nas contas de Lélio Ramos, diretor comercial da Fiat, são 25 modelos concorrentes que devem somar neste ano 220 mil unidades. Desse total, a Fiat pretende abocanhar cerca de 30 mil unidades/ano, vendas de 2,5 mil a 3 mil carros por


O Linea chega ao mercado nascido de uma derivação três volumes do Punto

A versão T-Jet, com motor 1.4 16V Turbo de 152 cv vai custar R$ 78,9 mil.


mês, o que colocaria a montadora como a terceira em vendas mensais do segmento, na frente do Chevrolet Vectra. Da fábrica em Betim, nos arredores de Belo Horizonte, em Minas Gerais, o Linea também será exportado e vendido em outros países da América Latina. A Argentina será a próxima a receber o sedan. Para outros mercados latinos, a Fiat ainda não informou as novas datas de lançamento, mas a expectativa é de que os números transformados em boas vendas se repitam lá fora. Força com sotaque argentino O motor 1.9 16V flex é da Fiat Porwertrain Technologies, desenvolvido pela engenharia brasileira, mas produzido na fábrica argentina. Serão três versões com esse motor, que

gera 130 cv quando abastecido com gasolina, e 132 cv com álcool: a de entrada, batizada apenas de 1.9 16V com câmbio mecânico, a 1.9 16V com câmbio Dualogic, e a topo de linha, nomeada Absolute, também com 36 Diário de Bordo

câmbio Dualogic, o mesmo presente no Stilo. Sempre mais ousada que as demais, a Fiat incluiu no catálogo do Línea uma versão com motor turbo: a T-Jet, com motor 1.4 16V Turbo de 152 cv. Essa opção será vendida por R$ 78,9 mil, a mais cara das ofertas do modelo. Importado da Europa, este motor não terá a opção flex por conta do baixo volume de vendas. Carlos Eugênio Dutra, diretor de produto e exportação, considera, porém, a possibilidade do investimento nessa alternativa, caso o mercado surpreenda na expectativa de faturamento da montadora. Ainda segundo

A Fiat pretende abocanhar cerca de 30 mil unidades/ano, vendas de 2,5 mil a 3 mil carros por mês, o que colocaria a montadora como a terceira em vendas mensais do segmento de sedans

Dutra, a Fiat conta, hoje, com vendas para o T-Jet em torno de 10% do total esperado para o Linea, o que chegaria a 250 unidades/mês. Dentre as 2,5 mil unidades que a Fiat espera vender por mês, 30% devem ser da versão 1.9 16V, outros 40% da versão 1.9 16V Dualogic e os 20% restantes da Absolute. Preço turbinado O Linea agrada em design, conforto, tecnologia e acabamento, mas os preços sugeridos anunciados nos fazem coçar a cabeça. A Fiat aposta alto nos preços e na tecnologia. A versão de

entrada será oferecida por R$ 60,9 mil e a opção com câmbio Dualogic chega ao mercado por R$ 63,9 mil. Mais completa, a Absolute, tem o diferencial tecnológico, o Blue & Me Nav. Lançado no Punto em agosto do ano passado, o sistema mantém as funções de comunicação do rádio com o motorista e ganha, agora, recurso de navegação via GPS instalado no painel de instrumentos. Esta versão sairá por R$ 68,6 mil. Com isso, a Fiat entra para a história como a primeira montadora do país a lançar um carro que incorpora o sistema de navegação GPS integrado ao painel.


NOVO VOYAGE Sedan faz parte da estratégia de vendas da VW no mercado brasileiro

Ele está de volta

O bemsucedido Voyage retorna para ajudar a VW na busca por reconquistar o primeiro lugar

Fábio Doyle

N

ovo sedan compacto da Volkswagen transmite sensação de estar em segmento superior. Conforto e dirigibilidade se assemelham às do novo Gol, e preço vai dar trabalho

38 Diário de Bordo

à concorrência. A Volkswagen surpreendeu o mercado. Apresentou em Florianópolis, Santa Catarina, a mais nova aposta em sedã. Uma aposta já bem conhecida e consagrada no

passado dos brasileiros. O Voyage, que teve o segundo grande lançamento em sua história, chegou ao mercado no começo de outubro. Na estratégia de colocação do produto no mercado, a montadora não


Voyage ressurge em quatro versões com motores 1.0 e 1.6

gosta quando o Voyage é lembrado como um derivado do Gol. Na fala dos executivos, trata-se de um projeto que nasceu para ser um sedan e que, até por isso, começou a ser projetado antes da versão hatch. Além de marcar a entrada no segmento de sedans com motor 1.0, o novo modelo promete ter importante papel na estratégia VW de retomada da liderança de vendas no mercado brasileiro. Fabricado na unidade de Taubaté, SP, o Voyage deve também ser vendido na Argentina e México, os principais mercados externos da empresa, e também em outros países da América do Sul. O mercado brasileiro deve ficar com a maior parte da produção, estimada em 90 mil unidades/ano. Com isso, a família Gol passa a representar 50% do volume VW vendido no País.

São quatro versões, com motores 1.0 e 1.6. A versão 1.0 chega ao mercado por R$ 31 mil. Com a motorização 1.6, são três faixas de preço, R$ 35 mil para a versão de entrada, R$ 37,6 mil na opção Trend, a Confortline custa R$ 39,4 mil. A montadora afirma que o VHT 1.0 é o motor de maior torque da categoria: 10,6 kgfm (104 Nm) com álcool e 9,7 kgfm (95 Nm) com gasolina, a 3.850 rpm. A potência máxima de 76 cv (álcool) e 72 cv (gasolina) é alcançada a 5.250 rpm e também é elevada diante da concorrência. Já o torque máximo do motor VHT 1.6 é de 15,6 kgfm (153 Nm) com álcool e 15,4 kgfm (151 Nm) com gasolina, a 2.500 rpm. A potência máxima, alcançada a 5.250 rpm, é de 104 cv (álcool) e 101 cv (gasolina). Em busca da mesma boa dirigibi-

lidade e comportamento do novo Gol, o sedan recebeu um reforço na suspensão traseira e também uma válvula reguladora de pressão nos freios traseiros, que ajusta a frenagem conforme o peso da carga. O Voyage tem o porta-malas com capacidade para 480 litros, revestimento em carpete e luz de cortesia. Ele é ainda o único do segmento a oferecer um mecanismo elétrico de destravamento automático integral da tampa traseira, que pode ser acionado pela chave ou por um botão no painel. Trata-se de um sistema exclusivo, patenteado pela Volkswagen do Brasil. Reparabilidade campeã O fabricante destaca ainda, como pontos positivos do novo modelo o fato de ter baixo custo de reparo Diário de Bordo 39


Preços variam de R$ 31 mil atÊ R$ 39,4 mil, na Comfortline

O acabamento interno do painel e bancos pode ser considerado como muito bom e a dirigibilidade, conforto e comportamento no trânsito urbano e estradas só merecem elogios


As primeiras impressões ao volante do Voyage equipado com motor 1.6, rodando pelas praias de Florianópolis, não poderiam ter sido melhores em caso de colisão e preço reduzido de seguro. O Voyage obteve índice 14 no CAR Group (Cesvi Automotive Rating), o que o situa entre os melhores da categoria. Segundo o indicador do Centro de Experimentação e Segurança Viária, o modelo tem características que tendem a tornar o seu conserto mais fácil, rápido e barato. Além disso, o Voyage oferece o novo imobilizador de motor Immo 4, que, segundo o fabricante, torna

o furto praticamente impossível, e possui fechaduras das portas encapsuladas e protegidas - se forçado, o cilindro da chave gira em falso. Em todas as versões, o cliente pode optar por freios ABS, airbags frontais, ar-condicionado, rádio/CD player com Bluetooth e entrada USB, sistema I-System e banco traseiro rebatível, entre outros itens. Primeiras impressões As primeiras impressões ao volante do Voyage equipado com motor 1.6, rodando pelas praias de Florianópolis, não poderiam ter sido melhores. Apesar de ser um carro de entrada, a sensação que o carro passa é de um médio compacto, acima da categoria em que realmente se situa. É a sensação que o design e as características internas transmitem ao pri-

meiro contato. O acabamento interno do painel e bancos pode ser considerado como muito bom e a dirigibilidade, conforto e comportamento no trânsito urbano e estradas só merecem elogios. A VW foi cuidadosa também na definição dos preços sugeridos de lançamento. Estão muito competitivos e, com certeza, irão dar trabalho aos concorrentes. Os principais são o Fiat Siena e o Chevrolet Prisma. Quem mais precisa abrir o olho é a Fiat, atual líder do mercado. A chegada do novo Gol há alguns meses já repercutiu nas vendas do Palio, que registraram queda nos últimos meses. Agora, com a chegada do Voyage, a ameaça fica mais abrangente e chega ao Fiat Siena. Será uma briga interessante e muito saudável para o mercado.


CULINÁRIA

Muito além Tradição, história e qualidade se misturam em um tempero diferente

Wander Veroni

O

cheiro é único! Comida preparada no fogão à lenha. Das mãos das quitandeiras, saem pratos que misturam história e tradição. Pão de queijo, feijão tropeiro, leitão a pururuca, lingüiça frita, couve refogada, tutu de feijão, compotas de frutas, frango com quiabo, feijoada, vaca atolada (caldo de mandioca com costela de boi) traduzem uma culinária mineira única e de sabor inconfundível. Com forte herança do período colonial, tempo dos portugueses, dos escravos africanos e dos índios, a culinária mineira surgiu da junção de culturas que também retratam uma fase de colonização. Cada prato mineiro traz muito do estado, palco da mineração crescente e onde a produção de alimentos era escassa, e não muitas vezes, inexistente. A nutricionista Renata de Britto Cavalieri, que faz parte da assessoria de Nutrologia Marketing Nutricional da Faculdade São Camilo, pesquisou sobre a culinária mineira

e conta que foi na cultura de subsistência dos quintais, das plantações dos escravos e das aldeias indígenas que a culinária ganhou a forma contemporânea. "A falta de espaço nas vilas e povoados, nas montanhas mineiras e ao redor das minas fez surgirem pequenas hortas. Eram pomares, onde produtos de fácil cultivo, como a couve, a mostarda, a taioba, o feijão, o próprio milho, o inhame, o cará, a abóbora, a banana, a laranja, além de outras frutas cresciam, fornecendo o sustento diário das famílias. Animais de pequeno porte como, porco e galinha, também eram criados no limitado espaço das casas. Destes, eram usadas as carnes, além dos ovos, ingrediente fundamental no preparo dos mais diversos pratos. Até hoje, as carnes de aves e de porco são bastante usadas na cozinha mineira". E a partir dessa história toda, os pratos tipicamente mineiros ganharam fama por todo o mundo e possuem espaço garantido nos res-

João Lúcio Ferreira, proprietário do Café Palhares

44 Diário de Bordo

taurantes do estado, principalmente na capital dos mineiros. Tradição e mineiridade Fundada em 1938, pelos irmãos Palhares e vendido em 1944 para o uberabense João Ferreira, o Café Palhares comemora 70 anos do prato mais famoso da cidade, o Kaol. Na prática, é uma reunião de arroz, lingüiça e ovo. O nome do prato veio da abreviação de cachaça - que é servida junto com a iguaria. O "C", foi trocado pela letra "K", para dar mais pompa ao prato. A idéia foi criação do jornalista e boêmio Rômulo Paes, em parceria com o Seu Neném. O prato foi ganhando, ao longo dos anos, mais ingredientes, como couve, farofa, carne de porco e torresmo. Hoje em dia, por apenas R$ 6,90, ele pode ser acompanhado por pernil, carne cozida e até peixe, de acordo com o gosto do cliente. Com atendimento diferenciado e ambiente familiar, o Café Palhares está localizado na área


do

O Kaol, um dos pratos mais tradicionais do Café Palhares, faz parte da história de Belo Horizonte

sa

central de Belo Horizonte (Rua Tupinambás, 638), onde o cliente tem um amplo cardápio de tira-gostos, como o delicioso sanduíche de pernil ou linguiça, salgadinhos e um chope gelado. Ao todo, são 16 funcionários, entre eles o gerente Edson Geraldo Soares, trabalhando há 50 anos na casa. Em 2008, o proprietário João Lúcio Ferreira resolveu buscar parcerias para divulgar esses 70 anos que não poderiam passar em branco. "Buscamos bons parceiros para comemorar esse aniversário em grande estilo. Além disso, reformamos a casa para atender bem os clientes", conta. João Lúcio conta um pouco mais desse processo. "A revitalização foi necessária para trazer mais comodidade e também chamar a atenção do público mais jovem, sem esquecer dos clientes tradicionais que freqüentam a casa no decorrer desses anos. Antigamente, o restaurante já foi freqüentado por

A culinária mineira agrada paladares por todo o mundo

bo r

Juscelino Kubistcheck, Magalhães Pinto e Hélio Garcia, além de ser um reduto de boêmios, artistas e formadores de opinião. Mas apesar do passado tradicional, o Café Palhares é também ponto de encontro de universitários e de um grande público feminino. Tradição da comida mineira presente que se renova entre gerações. SERVIÇO: Café Palhares Com capacidade para 30 pessoas, o espaço serve café da manhã, almoço e, no final da tarde,

o happy hour. Possui área para fumante e acesso para deficientes. Funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 7h às 23h. Sábado, das 7h às 22h. Endereço: Rua Tupinambás, 638. Centro. BH/MG. Telefone: (31) 3201-1841. Site: http://www.cafepalhares.com.br

Gerente Edson Geraldo Soares (esq.), que trabalha no local há 50 anos


Receita Mineira

M

inas Gerais talvez seja o local que concentra a maior diversidade de pratos, pois em cada região há uma comida típica diferente, com ingredientes encontrados com fartura no meio rural. Quase todos os pratos da cozinha mineira contam com legumes, frutas ou verduras da região. Mas há um prato que se destaca, oferecido nas mesas de todas as casas mineiras, principalmente no interior: o feijão tropeiro. Desde o período colonial, o transporte das mais diversas mercadorias era feito por tropas a cavalo ou em lombos de burros. Os homens que guiavam esses animais eram chamados de tropeiros. Até a metade do século XX, eles cortaram ainda boa parte do estado de São Paulo, conduzindo gado. O feijão misturado a farinha de mandioca, torresmo, lingüiça, ovos, alho, cebola e temperos, tornou-se um prato básico do cardápio desses homens. Daí a origem do nome feijão tropeiro, numa referência direta aos integrantes das tropas. Ficou com água na boca? Então, faça também o seu feijão tropeiro.

Feijão Tropeiro Ingredientes

Um dos pratos mais conhecidos, da culinária de Minas, reune simplicidade com sofisticação

500 g de toucinho para torresmo (barrigada) 500 g de feijão sal a gosto 1 xícara (chá) de cebolinha verde picada 2 xícaras (chá) de farinha de mandioca 3 dentes de alho amassados 3 cebolas médias fatiadas 3 colheres (sopa) de manteiga 1 maço de couve-m manteiga 500 g de lingüiça de porco ½ colher (sopa) de fermento em pó 1 colher (sopa) de álcool


Modo de preparo

1

Lave o feijão, coloque-o numa panela de pressão com 1 litro de água e leve ao fogo por 30 minutos, sem deixar que cozinhe muito: os grãos devem ficar inteiros e mais duros do que de costume. Retire da panela e coe imediatamente, para interromper o cozimento. Corte o toucinho em cubos, coloque numa tigela, junte o sal, o fermento e o álcool e misture. Numa panela, coloque ½ copo de água, adicione os cubinhos de toucinho e frite-os em fogo baixo. Quando amarelar (mas ainda estiver claro), retire o torresmo do fogo, coloque sobre uma peneira e deixe escorrer.

2

3

Em seguida, aqueça muito bem a gordura que ficou na panela, coloque o torresmo escorrido e frite até dourar. Tome cuidado para que não fique muito escuro e amargo. Coloque sobre papel absorvente e reserve. Pique a lingüiça de porco, coloque-a numa frigideira e refogue, pingando um pouco de água, de vez em quando, para que frite em sua própria gordura.

4

Limpe, lave e seque as folhas de couve. Sobreponha as folhas, enrole e corte em tiras bem finas. Coloque na mesma panela em que foi preparada a lingüiça e refogue. Acerte o sal e reserve.

5

Numa frigideira, derreta a manteiga, junte a cebola e o alho e refogue até a cebola dourar. Acrescente a farinha de mandioca, misture e, sem parar de mexer, deixe torrar. Adicione o feijão, a lingüiça e a couve e misture. Coloque a cebolinha, acerte o sal e deixe no fogo por mais 2 minutos, mexendo sempre. Transfira para uma cumbuca ou travessa, adicione os torresmos, misture e sirva. Se preferir, sirva os torresmos à parte.

6

Bom apetite!


Diário Cultural CINEMAS ESPAÇO PITÁGORAS

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Confira os melhores filmes que estão nas telas dos cinemas de BH


BARES DIVULGAÇÃO

CLUBE DE QUEM BEBE

BAR DO PEPÊ

Botequim aberto desde 1990 especializado em churrasquinhos no espeto.

Bar especializado em petiscos e tira-gostos.

Rua Castro Alves, 216, Nova Suíça. Tel.: (31) 3371-1088. Funciona de segunda a sábado, de 10h à 01h.

Avenida Presidente Carlos Luz , 675, Loja 04, Caiçara. Tel.: (31) 8705-2378 Funciona a segunda a sexta-feira , a partir das 08h; e no sábado, a partir do meio-dia.

CHURRASQUINHO DO MANUEL

BAR DO PRIMO

Bar que atrai muita gente para happy hour, especializado em tira-gostos, espetos e churrasquinhos. Avenida Ressaca, 175, Coração Eucarístico. Tel.: (31) 3464-6708. Funciona de segunda a sexta-feira, a partir das 18h; sábado e domingo, a partir do meio-dia.

Bar especializado em porções, petiscos e tiragostos Rua Santa Catarina , 656 , Lurdes , Tel.: (31) 3335-6654 Funciona de segunda a sexta-feira, das 17h à meia-noite; no sábado e feriados, a partir das 10h. BAR IDEAL

CHOPPERIA VIENA

Aberto desde 1999, o bar tem decoração inspirada em casas da Áustria e da Alemanha. Av. do Contorno, 3968, Funcionários. Tel.: (31) 3221-9555. Funciona de segunda a sexta-feira, das 07h30 à meia-noite e no sábado até o último cliente. CHIC TÁCIO

Cada dia da semana o bar indica um petisco diferente além dos tira-gostos tradicionais. Rua Itamaracá, 25, Colégio Batista. Tel.: (31) 3421-3363.Funciona de segunda a sexta-feira, das 08h às 23h e sábado de 08 às 18h. REDENTOR

Botequim à moda antiga que reúne as tradições carioca e mineira. Rua Fernandes Tourinho, 500, Savassi. Tel.: (31) 3284-1175. Funciona diariamente, a partir do meio-dia. VILLA RIZZA

Bar montado num casarão histórico e tem como tema a música mineira. Av. do Contorno, 4383, Serra. Tel.: (31) 32253533. Funciona de segunda a sábado, das 11h30 à meia-noite. ARMAZÉM DO ÁRABE

Bar participante do festival "Comida di Buteco" há três anos. Rua Luz, 230, Serra. Tel.: (31) 3223-1410. Funciona de segunda a sábado , a partir das 17h30

Serve almoço, e serviços self-service de massas e saladas Rua Sergipe , 1187 , Savassi. Tel.: (31) 3889-1187 Funciona de segunda a quarta-feira do meio-dia às 15h e depois de 18h Às 23h30; quinta e sexta-feira do meio-dia às 15h e das 18h à 1h; Sábado, do meio-dia à 1h; e domingo do meiodia às 20h. CAFÉ DO CARMO

Casa que serve porções e caldos Rua Pium-í , 695 , Sion Tel.: (31) 3221-9156 Funciona de segunda à sexta-feira das 17h às 14h; Sábado, das 15h às 2h e domingo das 15h à meia-noite. CANTINA DO PACO

Especializada em comida espanhola. Rua Padre Rolim , 159, Santa Efigênia. Tel.: (31) 3241-3317Funciona de segunda a quinta-feira das 07h à meia-noite, sábado das 08h às 16h. CERVEJARIA BRASIL

Serve churrasco , almoço , jantar e pratos executivos. Avenida Francisco Deslandes , 444, Anchieta. Tel.: (31) 3221-0504 Funciona de terça a domingo, a partir das 11h30. CHURRASQUINHO DO TONINHO

Especializado em espetinhos e tira-gostos. Rua Montesimplom , 1373, Nova Suíça . Tel.: (31) 3334-2481 Funciona de segunda a sábado, das 17h30 às 23h30.

FAMÍLIA PAULISTA

Serve petiscos variados. Rua Luther King , 242 , Cidade Nova . Funciona de segunda a quinta-feira das 18h ás 23h , na sexta-feira das 18h à meia-noite; sábado, do meio-dia às 23h; e domingo do meio-dia às 17h. LA CONCHA SPORTS BAR

Decoração do bar baseada nos esportes e atletas consagrados. Rua Pium-í , 1122 , Sion Tel.: (31) 2127-1224. Funciona de segunda à sexta-feira, a partir das 19h; e sábado e domingo, a partir das 15h. LORD PUB

Decoração baseada no estilo medieval. Rua Viçosa, 263, São Pedro. Tel.: (31) 32235979. Funciona de quinta a sábado, das 21h às 4h; e domingo, das 19h às 03h. PIER ALPHAVILLE

Choperia de cardápio variado com vista para a Lagoa dos Ingleses. Av. Picadili, 150, Lojas 108 e 109, Condomínio Alphaville. Tel.: (31) 3541-1636. Funciona na segunda e terça-feira, das 11h às 15h; na quarta e sexta-feira, das 11h às 22h; sábado, domingo e feriados, das 11h às 19h. TAPAS

A casa oferece serviço à la carte e rodízio de pizzas, massas e saladas. Rua Irai, 235, Loja 52, Shopping Jardim, Cidade Jardim. Tel.: (31) 3344-1560. Funciona de segunda a domingo, a partir das 11h.

Diário de Bordo 49


Diário Cultural

RESTAURANTES COZINHA MINEIRA

PESCADOS

FAZ DE CONTA

BADEJO

Restaurante possui área verde com especo para recreação de crianças.

Especializado em moqueca capixaba.

BR-040, Km 548, Entrada para o Retiro das Pedras, Jardim Canadá. Tel.: (31) 3541-8959 Funciona diariamente, a partir das 11h.

Rua Rio Grande do Norte, 836, Savassi. Tel.: (31) 3261-2023. Funciona de terça a quinta-feira, do meio-dia às 15h30 e das 18h às 22h30; sábado, das 18h às 23h e no domingo, do meio-dia às 17h.

MARIA DAS TRANÇAS

O BARCO

Restaurante com serviço à la carte com serviço de caldos e porções.

A decoração do restaurante é inspirada num barco e serve porções e tira-gostos.

Rua Estoril, 938, São Francisco. Tel.: (31) 3441-3708. Funciona de segunda a domingo, das 11h às 22h.

Shopping Del Rey, Av. Carlos Luz, 3001, loja 17, Caiçara. Tel.: (31) 3415-4708. Funciona diariamente, das 11h às 22h.

PIMENTA COM CACHAÇA

Restaurante à la carte e funciona no quintal de uma casa, com mesas ao redor da piscina, sob árvores frutíferas.

RESTAURANTES VARIADOS ALPHINO RESTAURANTE

Rua Camapuã, 420, Barroca. Tel.: (31) 3087-6822. Funciona de terça a sextafeira, das 18h às 23h; sábado, do meio-dia às 23h e no domingo, do meio-dia às 18h.

Rua Tupinambás, 187, Centro. Tel.: (31) 3224-8349.Funciona de segunda a quarta-feira, das 11h às 15h; quinta e sexta-feira, das

Serviço self-service com cardápio variado.

11h30 às 22h; e sábado, das 11h às 15h. CANTINA DO LUCAS

Cardápio variado com opções de saladas, massas, peixes e comida mineira. Edifício Maleta, Av. Augusto de Lima, 233, Centro. Tel.: (31) 32267153. Funciona de segunda a quinta-feira, das 11h às 2h; sexta-feira e sábado, das 11h30 às 4h; e domingo, das 11h à 1h. FAZENDINHA

Os clientes podem ver o preparo dos pratos, uma vez que a cozinha fica no meio do salão principal do restaurante. Possui lista variada de petiscos, pizzas, massas, carnes e peixes. Av. Isabel Bueno, 1082, Jaraguá. Tel.: (31) 3441-0758. Funciona de segunda a sexta-feira, das 17h à meia-noite, sábado, domingo e feriados, das 11h à meia-noite.

COZINHAS INTERNACIONAIS MACAU

Restaurante de comida chinesa com mais de 100 tipos de pratos variados. Av. Olegário Maciel, 1767, Lourdes. Tel.: (31) 3337-3685. Funciona de terça a quinta-feira, das 11h30 às 14h30 e das 18h às 23h30; na sextafeira, das 11h30 às 14h30 e das 18h à meia-noite; no sábado, das 11h30 às 16h e das 18h à meia-noite; e no domingo, 11h30 às 16h30 e das 18h30 às 23h.

partir das 19h. e no domingo, do meio-dia às 18h.

quinta e sexta-feira, das 18h à 1h; e no domingo, das 11h à meia-noite.

MAMMA RITA

SPLENDIDO

Restaurante de comida italiana com amplo cardápio de carnes, pães, pizzas e massas.

Restaurante cuja cozinha se inspira no norte da Itália, agregando influências francesas.

Av. Guarapari, 510, Sta Amélia. Tel.: (31) 3427-9575. Funciona de terça a sexta-feira, das 18h à meia-noite; no sábado, do meiodia à 1h e no domingo do meio-dia à meia-noite.

Rua Levindo Lopez, 251, Savassi. Tel.: (31) 3227-6446. Funciona de segunda a sexta-feira, do meio-dia às 15h e das 19h à 1h; no sábado, das 19h às 2h; e no domingo, do meio-dia às 17h.

AURORA

Restaurante que mescla a comida mineira e do exterior, com influência da cultura grega. Rua Expedicionário Mário Alves de Oliveira, 421, São Luiz. Tel.: (31) 34987567. Funciona de quarta a sábado, a

50 Diário de Bordo

DIVULGAÇÃO

UN'ALTRA VOLTA

Restaurante de comida italiana especializado em molhos e massas. Rua Grão Mogol, 715, Sion. Tel.: (31) 3225-0403. Funciona de segunda a quarta-feira, das 18h à meia-noite;


CASAS DE SHOW BARRA LOUNGE DISCO

Boate anexa à choperia Barra Beer e possui três ambientes: lounge, bar e pista de dança. Av. Presidente Antônio Carlos, 7585, Pampulha. Tel.: (31) 3497-3133. Funciona na quinta-feira, a partir das 21h30; sexta-feira e sábado, a partir das 22h. CHEIO DE GRAÇA LOUNGE BAR

A casa é uma mistura de bar e boate com músicas variadas. Aos domingos, a partir das 19h, funciona como clube GLS. Av. do Contorno, 5727, Funcionários. Tel.: (31) 3281-4637. Funciona de quarta a sábado, a partir das 21h.

do dia da semana. Alameda da Serra, 18, Nova Lima, Vale do Sereno, Trevo Seis Pistas. Tel.: (31) 3286-3155. Funciona de segunda-feira a domingo, a partir das 18h. FLOR & CULTURA MULTIESPAÇO

Durante o dia, funciona como floricultura e, à noite, dá lugar a uma boate. Av. Raja Gabaglia, 4678, Santa Lúcia. Tel.: (31) 3296-2414. Funciona de sexta e sábado, a partir das 22h; e no domingo, das 18h às 22h. RECICLO ASMARE CULTURAL

CLUBE DO CHALEZINHO

Casa decorada com material reciclado e espaço cultural para apresentações de shows e espetáculos.

Boate com festas temáticas, dependendo

Av. do Contorno, 10.564, Barro Preto.

Tel.: (31) 3295-3378. Funciona de quarta a sábado, a partir das 21h. A OBRA BAR DANÇANTE

Casa que toca principalmente rock e tendências criativas da música contemporânea. Rua Rio Grande do Norte, 1168, Savassi. Tel.: (31) 3261-9431. Funciona de quarta a sábado, a partir das 22h. ROXY / JOSEFINE

Apesar de funcionarem no mesmo espaço, a Roxy é voltada para o público hétero, e a Josefine é uma boate voltada ao público GLS. Rua Antônio de Albuquerque, 729, Savasi. Tel.: (31) 3269-4405 / 3269-4410. Funciona de quarta a domingo, a partir das 23h.

TEATROS

ESPAÇO CULTURAL AMBIENTE

Rua Grão Pará, 185, Sta Efigênia. Tel.: (31) 3227-7331

TEATRO DA MAÇONARIA

Av. Brasil, 478, Tel.: (31) 3213-4959.

Sta

TEATRO DA CIDADE

Efigênia.

Rua da Bahia, 1341, Centro. Tel.: (31) 3273-1050. DIVULGAÇÃO

TEATRO ALTEROSA

Av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta. Tel.: (31) 3237-6611 TEATRO FRANCISCO NUNES

Av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal. TEATRO DOM SILVÉRIO

Av. Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi. Tel.: (31) 3209-8989. TEATRO SESI MINAS

Rua Padre Marinho, 60, Sta Efigênia. Tel.: (31)3241-7181. TEATRO DO SESC

Rua Tupinambás, 908, Centro. Tel.: (31) 9305-1071.

Teatro Francisco Nunes Diário de Bordo 51


Diário Cultural

DIVIRTA-SE

NO ESCURINHO DO CINEMA: 3ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul No período de 6 de outubro a 6 de novembro de 2008, a 3ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul leva a 12 capitais brasileiras o olhar singular de cineastas sul-americanos sobre temas, valores e dilemas que dizem respeito à dignidade da pessoa humana. Mais do que isso, essa terceira edição celebra os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que é, em si, um roteiro, um roteiro para a paz na humanidade. Um roteiro no qual somos todos atores e realizadores. Em Belo Horizonte, a Mostra acontece de 27 de outubro a 02 de novembro, no Cine Humberto Mauro. 2ª Mostra Cine BH 2008 Do dia 30 de outubro a 04 de novembro, Belo Horizonte vira palco da terceira edição de cinema brasileiro, promovida pela Universo Produções, que propõe o desafio de discutir a produ-

Filme conta a história do sequestrador do ônibus 174

ção independente de cinema do Brasil, com debates, oficinas e apresentações de filmes e curtas metragens produzidos até então. A programação está pautada na discussão sobre o custo da independência e, dessa forma, discutir com o público, produtores, artistas e amantes da sétima arte as nuances desse processo. A Mostra acontece em Belo Horizonte, na Praça Duque de Caxias, no bairro Santa Tereza. Para outras informações, consulte o site: http://www.cinebh.com.br Ônibus 174 Última Parada 174 (2008), do diretor e cineasta Bruno Barreto, sob o roteiro de Bráulio Mantovani, que conta a história de Sandro Nascimento, rapaz morador de uma favela do Rio de Janeiro que, no ano 2000, fez o Brasil parar diante da TV ao seqüestrar um ônibus no bairro Jardim Botânico. No elenco estão Douglas Silva (Patola), André Ramiro (Comandante Souza), Michel Gomes (Sandro Nascimento), Cris Vianna (Marisa), entre outros.

COMER BEM: Hora do almoço O restaurante Momo conta com bufê de almoço com cerca de 60 pratos frios e quentes, entre frios, saladas, massas e grelhados, diariamente, por R$ 29,90, o quilo. Fazem sucesso o salmão ao molho de camarão e o filé de molho de pimenta. Fora a farta seleção de doces, tortas, sorvetes e sobremesas. O Momo fica na avenida do Contorno, 6081, Savassi. Informações: (31) 3282-9823 ou 3421-5020. Rodada de Pizza A pizzaria Mulino fica instalada numa pequena loja, dispõe de mesas altas na calçada e balcões internos. O forno a lenha fica à vista dos clientes que podem ver as pizzas assando lá dentro, além de acompanhar o preparo das pizzas de perto. Vende pizzas nos sistemas de delivery e fatias avulsas (R$ 3,30 cada, de segunda-feira a sábado). São oito sabores por dia, tendo como opções fixas calabresa, marguerita, vegetariana, à moda, frango catupiri, chocolate, banana e canela, entre outros. A Mulino fica na Rua Sergipe, 1414, na Savassi. informações: (31) 3286-9000. Oriental O restaurante Tatame prepara receitas da cozinha japonesa e chinesa e funciona no sistema de bufê a quilo, totalizando 30 opções de pratos. Os sushis, makis e sashimis são feitos na hora por um sushiman. Os pratos seguem a linha tradicional e são apresentados no almoço (R$ 42, quilo) e jantar (R$ 49, quilo), diariamente. O Tatame fica na rua Grão Mogol, 872, Sion. Informações: (31) 3227-2069.


HOTÉIS

Amazonas Palace Hotel

Estoril Hotel

Mercure BH Lourdes

Av. Amazonas 120 - Centro Tel.: (31) 3309-4650

Rua Carijós 454 - Centro Tel.: (31) 3201-9322

Av. do Contorno 7315 - Lourdes Tel.: (31) 3298-4105

Augustus Hotel

Évora Palace Hotel

Ouro Minas Palace

Av. do Contorno 7090 - Lourdes Tel.: (31) 3281-5344

Rua Sergipe 1415 - Savassi Tel.: (31) 3227-6220

Av. Cristiano Machado 4001 - Ipiranga Tel.: (31) 3429-4001

Belo Horizonte Plaza

Frimas Hotel

Othon Palace

Rua Timbiras 1660 - Lourdes Tel.: (31) 3247-4700

Av. do Contorno 2157 - Santa Tereza Tel.: (31) 3248-4800

Av. Afonso Pena 1050 - Centro Tel.: (31) 2126-0000

Ambassy Hotel

Gran Dayrell Minas Hotel

Palmeiras da Liberdade Hotel

Rua Caetés 633 - Centro Tel.: (31) 3279-5000

Rua Espírito Santo 901 - Centro Tel.: (31) 3248-1188

Rua Sergipe 893 - Savassi Tel.: (31) 3263-3500

Brasil Palace Hotel

Hotel Financial

Quality Hotel

Rua Carijós 269 - Centro Tel.: (31) 3273-3811

Av. Afonso Pena 571 - Centro Tel.: (31) 3270-4000

Av. Afonso Pena 3761 - Serra Tel.: (31) 2111-8900

BH Plaza Hotel

Hotel Savassi

Royal Center Hotel

Rua Timbriras 1660 - Lourdes Tel.: (31) 3247-4700

Rua Sergipe 939 - Savassi Tel.: (31) 3526-3266

Rua Rio Grande do Sul 856 - Lourdes Tel.: (31)2102-0000

BH Lourdes Hotel

Hotel Wimbledon

Serrana Palace Hotel

Rua Timbiras 1660 - Lourdes Tel.: (31) 3247-4700

Av. Afonso Pena 772 - Centro Tel.: (31) 3222-6160

Boulevard Plaza

Ibis Belo Horizonte

Av. Getúlio Vargas 1640 - Savassi Tel.: (31) 3269-7000

Av. João Pinheiro 602 - Funcionários Fone: (0xx31) 3224-9494

Caesar Business BH

Internacional Plaza Palace Hotel

Av. Luís Paulo Franco 421 - Belvedere Tel.: (31) 2123-9898

Rua Rio de Janeiro 109 - Centro Tel.: (31) 3201-5060

Caesarea Palace Hotel

Rua Bernardo Guimarães 925 Funcionários Tel.: (31) 3263-7000

Lorman Hotel

Classic Hotel

Liberty Palace

Rua Guarani 165 - Centro Tel.: (31) 3201-6100

Rua da Bahia 2727 - Savassi Tel.: (31)3282-3366

Rua Paraíba 1465 - Savassi Tel.: (31) 2121-0900

Comodoro Tourist Hotel

Normandy Hotel

Rua Carijós 508 - Centro Tel.: (31) 3201-5522

Rua Tamóios 212 - Centro Tel.: (31) 3201-6166

Rua Goitacazes 450 - Centro Tel.: (31) 3271-0200 Sol Belo Horizonte

Rua da Bahia 1040 - Centro Tel.: (31) 3274-1344 Via Contorno Hotel

Av. do Contorno 9661 - Prado Tel.: (31) 3275-2599 DIVULGAÇÃO


Diário Cultural

POUSADAS E FLATS Pousada Sossego da Pampulha

Champagnat Apart-Hotel

St. Paul Residence Service

Av. Cel José Dias Bicalho 1258 Pampulha Tel.: (31) 3491-8020

Rua Santa Rita Durão 1000 - Savassi Tel.: (31) 3261-5755

Rua São Paulo 1636 - Lourdes Tel.: (31) 3291-5559

Pousadinha Mineira

Ianelli Apart-Hotel

Rua Araxá 514 - FlorestaTel.: (31) 3423-4105 Chalé Mineiro

Rua Santa Luzia 288 - Santa Efigênia Tel.: (31) 3467-1576 AJ O Sorriso do Lagarto

Rua Paraíba 1287 - Savassi Tel.: (31) 3269-2800

Rua Guajajaras 885 - Centro Tel.: (31) 3217-8705

Volpi Apart-Hotel

Rua Levindo Lopes 231 - Savassi Tel.: (31) 3281-1036

Rua Cristina 791 - São Pedro Tel.: (31) 3283-9325

Guignard Apart-Hotel

Pancetti Apart-Hotel

San Francisco Flat Service

Rua Pernambuco 1045 - Savassi Tel.: (31) 3269-1300

Mercure Casablanca

Rua Tomé de Souza 1075 - Savassi Tel.: (31) 3227-3599 Av. Álvares Cabral 967 - Lourdes Tel.: (31) 3330-5600

Mercure Lifecenter

Rua Cícero Ferreira 10 - Serra Tel.: (31) 3280-3700 Mercure My Place

Rua Professor Morais 674 - Savassi Tel.: (31) 3281-2191


Mercure Apartaments Vila da Serra

Le Flamboyant Home Service

Alameda da Serra 405 - Belvedere Tel.: (31) 3289-8100

Rua Rio Grande do Norte 1007 - Savassi Fone: (0xx31) 3261-5233

Bristol Algarve Apart Hotel

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Rua São Paulo 1628 - Lourdes Tel.: (31) 3275-2505

Rua Antônio de Alburquerque 335 Savassi - Tel.: (31) 2101-6466

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Bristol Metropolitan Apart Hotel

Rua Timbiras 1492 - Centro Tel.: (31) 3274-2366

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Forum Apart Hotel

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Rua Tenente Brito Melo 472 - Barro Preto Tel.: (31) 3290-0950

Rua Cláudio Manoel 489 - Savassi Tel.: (31) 2121-0047

Bristol Golden Plaza Apart Hotel

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Rua Rio de Janeiro 1436 - Lourdes Tel.: (31) 3273-0330

Alameda das Latânias 1207 - Pampulha Tel.: (31) 3491-8080

Bristol La Place Apart Hotel

Pampulha Lieu Apart-Hotel

Av. Cristiano Machado 1587 Cidade Nova Tel.: (31) 3481-5122

Rua Desembargador Paula Motta 187 Ouro Preto Tel.: (31) 3490-3500

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Rua Viçosa 153 - Savassi Tel.: (31) 3221-1950 Square Apart-Hotel

Praça Hugo Werneck 537 - São Lucas Tel.: (31) 3273-4832 Toronto Tower Residence

Rua Ceará 2001 - Savassi Tel.: (31) 3288-2001 Transamérica Flat Lourdes

Rua Bernardo Guimarães 2032 - Lourdes Tel.: (31) 3290-0933 Villa Emma Residence

Rua Artur Toscanini 41 - Savassi Tel.: (31) 3282-3388


Diário Cultural Arquitetura Japonesa

EM FOCO Pedro David expõe fotografias de Minas O fotógrafo Pedro David visitou, nos últimos cinco anos, os vales do Jequitinhonha, do Mucuri e do São Francisco, regiões menos desenvolvidas de Minas Gerais que ainda guardam algumas tradições culturais, já desaparecidas em outros lugares. Essas viagens resultaram na coleção de fotografias Rota Raiz, que fica em exposição no Espaço Mari'Stella Tristão, de 18 de outubro a 6 de novembro, no Palácio das Artes. A exposição é um confronto entre toda a coleção de fotografias criadas para o projeto com a visão crítica e apurada do fotógrafo e professor Rui Cezar dos Santos, à partir de seu conhecido senso crítico e extenso conhecimento sobre a história da fotografia. Horário: segunda-feira, de 18h a 21h; terça-feira a sábado, de 9h30 a 21h; domingo, de 16h a 21h. Entrada franca.

Entre 7 de outubro e 16 de novembro a galeria Genesco Murta, no Palácio das Artes, recebe a exposição Sejima + Nishizawa / Sanaa: Flexibilidade, Transparência, Amplitude, com curadoria da crítica e diretora do Museu de Arte Contemporânea de Tóquio, Yuko Hasegawa. A mostra reúne cerca de 40 trabalhos, e traz além dos projetos de arquitetura, que serão exibidos através de desenhos, fotos e vídeos, mobiliário, como as cadeiras Marumaru (2000), Flower (2001) e Rabbit (2005), e aparelhos de chá e café, pratos e talheres desenvolvidos para a marca italiana Alessi. Horário: Segunda, de 18h a 21h. Terça-feira a sábado, de 9h30 a 21h. Domingo, de 16h a 21h. Informações: (31) 3236-7400. Entrada franca.

Sejima + Nishizawa / Sanaa: Flexibilidade, Transparência, Amplitude

Da obrigatoriedade dos bafômetros em estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas

ecentemente, a Câmara dos Deputados recebeu o projeto de Lei 3.999/08, de autoria do deputado Nelson Goetten (PR-SC), sobre a obrigatoriedade dos estabelecimentos comerciais que vendam bebidas alcoólicas no país, possuírem e orientarem seus clientes a realizarem teste de bafômetro. Na justificativa do referido projeto, o parlamentar aponta como causa para maior controle, a tentativa de persuadir a sociedade para não conduzir veículos automotores sob o efeito do álcool. Todavia, o projeto de lei em questão somente vai onerar mais uma vez os estabelecimentos comerciais, pois terão que comprar os equipamentos que podem custar de R$ 400,00 (quatrocentos reais) a R$ 4.500,00 (quatro mil e quinhentos reais).

R

Isto porque, os clientes não são obrigados a se submeter ao teste, e em uma análise prática, jamais um comerciante oferecerá ou até constrangerá um cliente para que utilize o aparelho medidor. Ora, toda empresa visa o lucro, a arrecadação maior de clientes que proporcionem maior ganho financeiro. A compra de tais produtos e a ventilação da possibilidade de utilizá-los vai totalmente contra a qualquer planejamento empresarial. Ademais, mais uma vez, a Administração Pública, incompetente na fiscalização daqueles que abusam das bebidas alcoólicas, tenta transferir o seu dever de polícia, sem lei prévia que o autorize, determine, especifique, oriente e aponte qual entidade particular será delegada do poder de fiscalização. Toda atividade de intervenção administrativa, para ser legítima deve ser regrada, limitada, passível de controle, e da reserva legal, conforme artigo 5º, II da Constituição Federal. O poder de polícia está vinculado a algumas entidades da Administração Pública direta, indireta ou determinadas pessoas jurídicas de direito privado que desempenhem função pública, logo, não pode ser generalizado e simplesmente

transmitido à sociedade como meio de suprir ou efetivar o princípio da eficiência do serviço público mencionado no artigo 37 da Constituição Federal. É indubitável que o projeto de lei em tratamento, viola também a livre iniciativa e a própria ordem econômica, prevista no artigo 170 da Constituição Federal, pois serão diversas empresas que serão afetadas pela compra do aparelho, sua manutenção e principalmente sua utilização, que gerará enorme repúdio pela clientela de cada empresa. Não obstante aos argumentos já apresentados, insta destacar que na própria justificativa do projeto, o deputado federal lembra que a constituição federal não obriga que as pessoas façam prova contra si mesmas, logo, se através das intervenções policiais e estatais as pessoas não se sentem coagidas a fazerem o teste do bafômetro, o que dizer de um particular que não quer ofender seu cliente? Nosso legislador deve aprender a realizar sua atividade típica com mais rigor, competência, inteligência e estudo. Antes da atual mudança do Código de Transito Brasileiro, pela lei 11.705/08, os meios de se detectar um motorista bêbado eram diversos, contudo, atualmente, o teste do bafômetro e o exame de sangue

se fazem necessários, o que dificulta a ação policial, em razão das negativas da realização destes. A antiga disposição legal não era ruim, não precisava nem de ter sido alterada a lei para a tão falada “tolerância zero”, o que sempre faltou e ainda falta é a fiscalização da lei. Nesse sentido, uma lei que não é aplicada, efetivada, não sai do papel, tornase obsoleta, inútil, esquecida. E não adianta o legislador tentar transferir o ônus da fiscalização ao particular ao invés de tentar consertar seu erro. Desta feita, a necessidade social de diminuir os acidentes e danos provocados pelo consumo irresponsável de álcool não pode constituir forma de violação dos direitos e garantias fundamentais individuais, haja vista que cabe ao próprio Estado tutelar e fiscalizar, com a eficiência que lhe compete, os infratores da lei. Murilo Cautiero Abi-Acl Advogado – OAB/MG 99.297 Consultor Jurídico do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Belo Horizonte - SINDHORB e Associação Mineira de Bares, Restaurantes, Hotéis, Lanchonetes e Similares - AMIBAR


Construtor, será que você é bem assessorado? Kênio de Souza Pereira primeira vista, construir um edifício de apartamentos e vendê-los, pode parecer uma tarefa descomplicada. Mas, se analisarmos a legislação brasileira que trata desse assunto, veremos que não é tão simples assim vender imóveis na planta ou em construção. Vender o que não existe de concreto exige grande credibilidade do construtor. A função da Lei 4.591/64 é gerar segurança para o comprador, para evitar que o mesmo não receba pelo que pagou. Do projeto de um edifício até a concretização da venda de cada unidade, algumas pessoas são envolvidas no processo. Diretamente, temos o dono do terreno onde será construído o edifício, o construtor, o corretor, o agente financeiro e o comprador, sendo que cada um assume obrigações específicas, logo,

sujeitando-se à legislação pertinente.

À

Incorporador Na venda do imóvel na planta, surge como essencial a figura do incorporador para a concretização do projeto, que é

Diretamente, temos o dono do terreno onde será construído o edifício, o construtor, o corretor, o agente financeiro e o comprador, sendo que cada um assume obrigações específicas aquele que promove ou autoriza a venda, assina contratos de promessa de compra e venda, diretamente ou não, de unidade

imobiliária que ainda não tem Habite-se (somente após a obra ser concluída é que a Prefeitura concede o Habite-se), coordenando e conduzindo o empreendimento até sua completa finalização. O incorporador pode ser pessoa física ou jurídica, comerciante ou não. Ele pode ser o construtor da obra, como também poderá ser o corretor de imóveis interessado em viabilizar o empreendimento e intermediar as vendas ou os donos das frações ideais que vendem as salas/apartamentos a terceiros antes de concluídos. Outro que pode figurar como incorporador é o proprietário do terreno, ou seja, aquele que deu o terreno em permuta e autorizou a venda das frações pode responder pessoalmente por tudo de errado que a incorporadora/construtora fizer. E o que acontece é que algumas dessas

ACONTECE

Orkut Mineiro O maior site de relacionamento do Brasil, o Orkut, com mais de 16 milhões de usuários no país, será comandado pelo escritório do Google Brasil na capital mineira, a partir de outubro deste ano. De acordo com a empresa, a unidade brasileira mostrou que tem capacidade para assumir a tarefa, conforme anunciou a equipe central do Google, na Califórnia, nos Estados Unidos. Caberá à equipe de Belo Horizonte toda a parte administrativa do site, bem como as estratégias e as melhorias no portal.

Horário de Verão

População deve economizar até 5% de energia

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Muita gente reclama, outras já gostam, pelo fato de os dias serem mais claros e mais longos. No dia 19 de outubro, começou o horário de verão que vai até o dia 15 de fevereiro de 2009. Durante o período, os relógios das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste foram adiantados em uma hora. O horário de verão é válido para o Distrito Federal e os esta-

dos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A expectativa do Operador Nacional do Sistema Elétrico e do Ministério de Minas e Energia é que haja uma redução de 4% a 5% no horário de pico, o que equivale a uma economia de 2.000 MW.


pessoas, ao assinarem qualquer documento que os tornam parte do empreendimento, passam a ser titulares de obrigações que, na maioria das vezes, desconhecem totalmente. E em razão dessa falta de conhecimento específico no assunto, durante a execução do projeto acabam incorrendo em pequenos erros que podem se transformar em grandes problemas por caracterizarem como crimes ou contravenções penais. Uma assessoria jurídica especializada pode evitar tudo isso, ou seja, pode resguardar todos aqueles que fazem parte do projeto para que não incorram em atos ilícitos e venham a sofrer algumas das sanções previstas na Lei nº 4.591/64, as quais podem chegar a elevadas multas de "50% sobre a quantia que efetivamente tiver recebido" (§ 5º, art. 35), além de períodos de até longos 04 anos atrás das grades e multa de até 50 salários mínimos conforme o artigo 65. Registro A venda de unidades sem o prévio arquivamento das dezenas de documen-

tos da incorporação no Cartório de Registro de Imóveis, uma propaganda que veicula erroneamente informações que parecem irrelevantes, um contrato de compra e venda com uma redação que não observa as diretrizes da lei ou que ignora o Código de Defesa do Consumidor... Basta apenas a ocorrência

Em razão dessa falta de conhecimento específico no assunto, durante a execução do projeto acabam incorrendo em pequenos erros que podem se transformar em grandes problemas de um destes exemplos para que o incorporador (dono do terreno, incorporador, construtor e corretor) possa ter sérios problemas e, às vezes, grandes prejuízos, pois a lei impõe que todos são responsáveis solidários. A maioria das pessoas ignoram que a lei determina que o incor-

porador poderá pagar multa de 50% do valor que tiver recebido, ao adquirente, caso ocorra atraso no registro. A lei estabelece os procedimentos que devem ser observados pelos incorporadores para que seu empreendimento esteja realmente seguro para si e para quem compra. Edificar e vender é apenas uma das etapas de um bom negócio, sendo fundamental compreender as várias leis aplicáveis ao negócio para que um contrato seja elaborado de forma adequada. Certamente, a maioria dos incorporadores é séria e honesta, mas cabe a eles buscar uma assessoria jurídica que os proteja de riscos decorrentes do desconhecimento. Kênio de Souza Pereira Diretor da Caixa Imobiliária - Netimóveis Advogado Especialista em Direito Imobiliário Vice-presidente do Sindicato do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (SECOVI-MG) Tel. (31) 3225-5599 keniopereira@caixaimobiliaria.com.br

Cheiro de perigo "Sinto cheiro de perigo no ar". A frase do senso comum é a mais pura verdade de acordo com cientistas suiços. Na ponta do nariz dos mamíferos, incluindo os humanos, fica uma espécie de "bola" de células nervosas conhecidas como "gânglio de Grueneberg". O nome tem origem em Hans Grueneberg, cientista que descreveu a estrutura em ratos em 1973. Pesquisadores da Universidade de Lausanne confirmaram a utilidade do gânglio, pelo menos em ratos fluorescentes. Todos

os tipos de organismos, incluindo as plantas, insetos e mamíferos, liberam "feromônios de alarme" quando sentem perigo; os feromônios ficam suspensos no ar para advertir os outros. Entre os mamíferos, os estudos ainda não são conclusivos. Os cientistas ainda não identificaram os compostos e não sabem onde, no corpo, eles são produzidos. Apesar disso, os estudiosos de Lausanne conseguiram coletar feromônios ao estressarem os ratos e sugarem o ar em volta deles.

Tatuagem O jornalista canadense Lane Jensen resolveu dar mais vida a uma tatuagem em sua perna. Assim, decidiu colocar implantes de silicone no desenho de uma mulher com seios fartos. A cirurgia inédita, de acordo com o tatuador e body artist Brian Decker, durou 45 minutos. A imagem na perna de Jensen ficou até com mamilos. "Pela primeira vez, sinto que estabeleci uma marca importante no mundo do body modification", comemorou o mais novo dono de um par de seios de silicone. Na dúvida, fique com a tatuagem comum


ACONTECE

Blogsfera O Technorati, rede social especializada em diretórios de blogs, publicou recentemente uma pesquisa apontando que os blogs foram responsáveis por mais de 77,7 milhões de visitantes, únicos na internet, no mês de agosto, somente nos Estados Unidos. Duas outras grandes redes sociais, como Facebook e MySpace, obtiveram, respectivamente, 41 milhões e 75,1 milhões de visitas, ou seja, os blogs já são responsáveis pela maior parte da audiência na internet. Pensando nisso, empresas de várias partes do mundo, inclusive do Brasil, já começam a repensar a publicidade na internet. Agências de Comunicação e Divulgação em Redes Sociais, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro, há aproximadamente dois anos, já fazem ações em blogs, como posts pagos ou publieditoriais. Além disso, muitas empresas do comércio varejista oferecem sistema de parceria de afiliados para que blogueiros possam vender os produtos delas nos seus blogs.


A BORDO DA ALEGRIA O ANÃO NO METRÔ Num vagão de metrô, um anão começou a escorregar pelo banco e um outro passageiro, solidário, o recolocou na posição. Pouco depois, lá ia o anão escorregando e o mesmo passageiro o recolocava no assento.Quando a situação se repetiu pela quinta vez, o homem, já irritado, esbravejou: -Será que você não consegue ficar sentado direito? Ao que o anãozinho respondeu: - Meu amigo, há umas cinco estações estou tentando desembarcar e o senhor não deixa. CONFIDÊNCIAS Conversavam as duas amigas: - Milude, descobri como deixar o marido louco na cama. - Me conta, menina. Qual é o segredo? - É só esconder o controle remoto. FÉRIAS O homem, de férias, viajava em seu carro com a família. Sua sogra gritava e gritava sem parar! O sujeito já estava ficando nervoso e a sogra não parava de gritar, urrar e espernear. Até que ele não agüentou. Parou o carro, desceu, foi até a traseira, abriu o porta-malas e disse para a sogra, que estava lá dentro: - Tá bom, pode ir lá na frente com os outros! RIDÍCULA No ônibus, a passageira grita: - Por favor, alguém me ajude! Tem algum médico aqui neste ônibus? Responde um homem lá de trás: - Eu sou médico. Quem precisa de ajuda? E a passageira, com um livrinho de palavras cruzadas na mão: -Fui eu! Qual é a doença de garganta que tem dez letras?

HEIN? O cara tá namorando uma garota que tem uma irmã. Um dia, cria coragem e vai falar com o pai dela: - Eu vim pedir a mão de sua filha em casamento. -Qual delas? A maior ou a menor? - Desculpe, mas eu não sabia que a sua filha tinha uma mão maior que a outra! ANÚNCIO Em Angra dos Reis: Precisa-se de rapaz ou moça para trabalhar em isótopos desintegráveis do núcleo atômico, medidores de reativos moleculares e fotossintetizadores ciclotrônicos trifásicos. Não precisa ter nenhuma experiência. Paga-se bem. CURIOSIDAE Por que nas novelas sempre que alguém tenta telefonar, nunca dá ocupado e sempre quem atende é a pessoa com quem se deseja falar?

mariobrito10@yahoo.com.br

QUEM É O DONO? O guarda bate na porta de uma casa em um bairro de classe média: - Esse carro parado aí na porta é seu? Responde o dono da casa: - É e não é... - Como assim? - Quando é pra fazer compras é da minha esposa. Quando é para ir para a discoteca, é da minha filha. Quando é pro futebol, é do meu filho. Quando é pra pôr gasolina, é meu!

Ter ciúme de MULHER FEIA é a mesma coisa que colocar alarme em FIAT 147

IDÉIAS E DESENHOS/ 9375-1575

Mário Brito - Jornalista/Humorista

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BELEZA

Cabelos lisos Saiba agora os mitos, verdades e cuidados

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a cada dia surgem novos produtos e serviços dispostos a atender a necessidade do público feminino. Contudo, a grande duvida é : realmente, vale a pena investir alto arriscando gastos sem retorno ou ficar com os fios muito agredidos ? O mais importante é avaliar cada caso, aproveitando a experiência de um profissional que realmente entenda do assunto. E, principalmente, q u e seja

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de extrema confiança, pois um alisamento ou redução de volume feitos inadequadamente trazem um transtorno muito desagradável. O sonho de cinderela pode acabar se transformando em uma bruxa. Depois da famosa escova progressiva com formol, muitas mulheres hoje amargam o desastre que virou o cabelo. Segundo o Ministério da Saúde, o Formol é proibido para uso acima de 0.02%. Em percentagem maior, o Formol alisa ou reduz o volume do cabelo, porém a agressão é muito maior. O processo químico inclui a retirada de toda a umidade interna do fio, que, geralmente, é de 15% da estrutura capilar, ressecando-o. Um ressecamento irreversível. Além dos danos aos fios, outros problemas podem ser observados, como intoxicação, e até problemas respiratórios. O que muita gente não sabe é que, no mercado, temos várias técnicas e produtos legalizados e com registro na ANVISA, que oferecem um resultado muito bom, sem muitas agressões e que preservam a saúde das tão queridas madeixas. Os produtos mais famosos para realizar o desejo dos cabelos definitivamente lisos têm bases químicas de hidróxido de sódio, hidróxido de guanidina, tioglicolato de amônia ou etanolamina e Thiolamina. Esses últimos dão resultado definitivo, desde que estejam na percentagem autorizada.Entre as aplicações de maior sucesso, estão o recondicionamento térmico, escova definitiva, escova littig, escova orgânica, fhoton hair, alisamento japonês, alisamento americano, plástica capilar e por aí vai. Também existem técnicas e produtos que dão um efeito

temporário. Em alguns casos, é necessário realizar um relaxamento anterior, principalmente nos fios mais resistentes. Já naqueles cabelos onde exista algum tipo de química, ou que estejam levemente danificados, não há necessidade do relaxamento. Fique atenta Quando o assunto é o uso de formol, os nomes mais utilizados para as técnicas são reestruturação térmica, plástica capilar, escova inteligente, escova progressiva, escova gradativa. Aqui vale um alerta: o mais importante é realmente ter certeza de que o produto a ser aplicado não contém formol ou se a utilização está abaixo de 0,02%, como determinam as autoridades de saúde. Acima desse percentual, não vale apena arriscar. Diante de tudo isso, você pode se perguntar: o que fazer? A resposta é simples. Prefira os princípios ativos como queratina, ácidos, proteínas, silicones, papaína, aminoácidos, etc. O cabelo fica muito mais hidratado, muito macio, super sedoso, com muito brilho e muito menos volume.É imprescindível fazer uma boa hidratação em salão de beleza, no mínimo uma vez ao mês, com produtos de qualidade, e ter em casa uma linha profissional para manutenção com uso diário ou semanal. Dica importante é também usar cremes de boa qualidade que possam ficar nos cabelos, permitindo o uso sem enxágüe. Se seu cabelo não é oleoso, você não precisa lavá-lo todos os dias. Lembrese: quanto mais você lava, mais o cabelo resseca. Bruno Rupf Consultor de imagem e hair design Telefones 2535-3440 /34853440 www.studiorupf.com.br



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