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DIOCESE DE PONTA GROSSA

Pe. Wilton comemora 30 anos de sacerdócio

- ANO XII -

Nº cLXxII - AGOSTO/2013 - R$ 1,80

Piraí do Sul sedia ordenação sacerdotal

Seminaristas participam do Ano Pastoral no Setor 7

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Cáritas investe em formação para espalhar atuação na Igreja local Página 3

Fiéis fazem balanço positivo da Jornada Mundial da Juventude

Cansados e felizes, eles andavam por Copacabana domingo (28/07), carregando bandeiras – não erguidas, como durante a vigília com o papa, mas sobre os ombros. Foram seis dias emocionantes para os jovens católicos que chegaram de todos os continentes até o Rio de Janeiro, para celebrar com o papa a Jornada Mundial da Juventude.

AIDS

Dom Sergio Arthur Braschi:

40 anos de sacerdócio que marcam uma vida

Ao completar 40 anos de sua ordenação sacerdotal, e também 15 anos da ordenação episcopal e 10 anos como bispo da Diocese de Ponta Grossa, Dom Sergio Arthur Braschi revela sua história, cheia de fé e a convicção da opção feita, condições por várias vezes colocadas à prova, desafiando a vocação que se revelou logo cedo, quando ainda era criança. Ao ouvir uma homilia, durante uma das missas da qual costumava participar ao lado de sua mãe, o menino Sergio interpretou a Parábola do Semeador, como um recado para o seu coração, e se revelou um futuro sacerdote. Mesmo enfrentando dificuldades, hoje afirma, categoricamente: "Se eu não fosse padre, não seria feliz".

AUXILIADORA

A Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, de Ponta Grossa, realizou, no dia 6 de julho, missa de envio dos seus 56 peregrinos que foram para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013. A celebração contou com a presença de mais de 600 fiéis. Pe. Leo Kieling, um dos peregrinos, enfatizou que esses jovens e adultos iriam representar (e levar as intenções de) todos os paroquianos. “Eles voltarão ainda mais preparados, após uma semana de catequese com teólogos e bispos e vivência comunitária, para nos falar tudo que viveram lá e atuar ainda com mais vigor nas comunidades”, destacou o padre.

ECONOMIA (I)

Páginas 4 / Caderno 2

“O vicentino tem tomado consciência de que é um vocacionado e não um voluntário”. A afirmação é do Pe. Alexandre Nahass Franco, assessor espiritual do Conselho Nacional da Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP). Vindo da Arquidiocese de Belo Horizonte, em Minas Gerais, ele esteve em Ponta Grossa, em junho, para cumprir uma agenda de atividades relacionadas ao movimento. Quem também acompanhou o Pe. Alexandre foi Ricardo Alessandro Nicoleti, da Arquidiocese de Maringá. Ele é coordenador da Comissão de Jovens do Conselho Metropolitano de Curitiba da SSVP, que engloba os estados do Paraná e Página 3 / Caderno 2 Santa Catarina.

SAÚDE

Acontece, dia 5 de outubro, o 7º Encontro de Formação para Agentes da Pastoral da Saúde. O evento será realizado no Espaço Cultural Sant’Ana, das 8h às 17h. As fichas para inscrições foram encaminhadas às paróquias e precisam ser entregues até dia 1º de outubro. Profissionais de diversas áreas abordarão assuntos como hipertensão e diabetes, hábitos alimentares, aspectos psicológicos envolvidos na doença e no adoecer, dimensões da atuação da Pastoral e o papel do assistente social junto aos enfermos, familiares, cuidadores e profissionais da saúde. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (42) 32202758 ou pelo e-mail pastoraldasaude73@ gmail.com.

A Pastoral da Aids reforça a importância da realização dos testes de HIV, que, além de rápidos, são gratuitos e sigilosos. Caso o resultado seja positivo, o acompanhamento médico ajuda a evitar doenças, facilita o tratamento e impede a transmissão do vírus da mãe para o bebê. Se o resultado der negativo, a Pastoral pede que cada um renove o compromisso de prosseguir investindo no cuidado e na prevenção. Muitos morrem simplesmente por não realizar o exame. Em Ponta Grossa, os testes podem ser feitos no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), que fica na Rua Enfermeiro Paulino, 200, ao lado do antigo Hospital 26 de Outubro, fundos do Shopping Palladium.

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Trabalhar como vicentino é vocação e não voluntariado, diz assessor nacional

CENÁCULO

A Renovação Carismática Católica (RCC) da Diocese já iniciou os preparativos para organizar, em outubro, o Cenáculo com Maria. Este momento especial de oração e louvor direcionados à Mãe de Jesus está marcado para acontecer no dia 20 de outubro, no Colégio Marista Pio XII, em Ponta Grossa. O evento contará com a presença de Marcio Mendes, missionário da Comunidade Canção Nova. Além de estudante de teologia, Marcio é autor dos livros “Quando só Deus é a Resposta” e “Vencendo Aflições, Alcançando Milagres”. As atividades do Cenáculo com Maria têm início às 8 horas. Os organizadores pedem que os participantes colaborem com um quilo de alimento não perecível.

Pré-vestibular da Imaculada caminha para o sexto ano No dia 8 deste mês têm início as aulas do 12º semestre do Grupo de Estudos Pré-Vestibular da Paróquia Imaculada Conceição, de Ponta Grossa. Graças à atuação voluntária de uma equipe que conta hoje com 25 professores, o projeto social prepara interessados em ingressar no ensino superior. No fim de 2013, a iniciativa completa seis anos. A solidariedade que emana do voluntariado faz aflorar histórias como a de Willian Samuel Santana da Roza, que leciona geografia. “Minha mãe foi minha aluna e agora está no primeiro ano de Letras”, comemora. Página 7

A Cáritas Diocesana de Ponta Grossa (CDPG), como organismo de apoio e assessoria aos empreendimentos de economia solidária, recebeu, no dia 28 de junho, 500 malotes e 100 camisetas. O material será repassado à Associação dos Feirantes Solidários (Afesol) para a confecção de artigos de artesanato que poderão ser comercializados nas feiras solidárias. Essa doação é resultado da parceria realizada entre a Cáritas Brasileira Regional Paraná e os Correios. Segundo a assistente social da CDPG, Érica Francine Pilarski Clarindo, esse foi o primeiro convênio nesse sentido assinado no Brasil pela Cáritas com o Comitê de Responsabilidade Socioambiental dos Correios.

ECONOMIA (II)

O Fundo Diocesano de Solidariedade (FDS) custeou a participação de cerca de 30 pessoas da Diocese, em Santa Maria (RS), em julho, do 2º Fórum Social de Economia Solidária, 2ª Feira Mundial de Economia Solidária e 20ª Feira Estadual do Cooperativismo. No fórum deste ano foram comemorados os dez anos da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), dez anos do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) e os 30 anos de Economia Solidária da Cáritas Brasileira. O FDS é formado por 60% do valor arrecadado na Coleta da Solidariedade, também conhecida como Coleta da Campanha da Fraternidade, realizada no Domingo de Ramos.


Mural

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AGOSTO DE 2013

Horário de Missas

Ponta Grossa

Sant’Ana Segunda, quarta, quinta, sexta-feira e sábado: 18 h - Catedral Domingo: 9h, 11h e 19h - Catedral * Todas as quarta-feiras, às 17h30 - Novena de N. Sra. do Perpétuo Socorro Santa Rita de Cássia Segunda-feira: Missa pelas Almas - 06h Quarta-feira: 20h Quinta-feira: 19h Sábado: 19h30h Domingo: 08h00 e 10h N. Sra. do Rosário Terça-feira, quinta e sexta-feira: 7h, 12h e 17h30h Quarta-feira: 7h, 12h e 17h (com novena de N. Sra. do Perpétuo Socorro) Sábado: 17h Domingo: 8h, 10h e 18h30 Imaculada Conceição Quarta-feira: 08h30 e 19h Sextas-feira e sábado: 19h 1ª sexta-feira do mês: Adoração Vocacional às 20h. Domingo: 08h, 10h00 e 18h N. Sra. de Fátima Quarta-feira: 15h30 e 19h 1ª sexta-feira de cada mês às 15h Sábado: 19h Domingo: 09h30 e 19h N. Sra. Auxiliadora Terça-feira: 19h30 Quarta-feira: 16h Sábado: 19h; Domingo: 08h30 N. Sra. da Saúde De terça a domingo: 19h Domingo: 07h30, 10h e 19h Segundas-feiras: 06h30 - Missa das Almas Espírito Santo Terça-feira a sábado: 19h Domingo: 10h e 19h N. Sra. de Guadalupe Segunda-feira: 19h Quarta-feira: 16h e 19h 1ª Sexta-feira/mês - 19h Sábado: 19h Domingo: 08h, 10h e 19h Perpétuo Socorro Quarta-feira a sábado: 19h Quarta-feira: 08h e 19h Domingo: 08h, 10h e 18h N. Sra. do Pilar Segunda-feira: às 19hs Quarta-feira: às 8 e 19hs Sexta-feira: às 8hs Sábado: às 15 e 19hs Domingo: às 8, 10 e 19hs Santa Teresinha Segunda-feira e de quarta-feira a sábado: 19h Domingo: 7h, 10h e 18h Santo Antônio Segunda-feira e terça-feira/quinta-feira e sexta-feira: 19h Quarta-feira: 7h30 Sábado: 18h Domingo: 7h30, 10h e 18h N. Sra. do Carmo Quarta-feira: 19h30 Domingo: 8h45 São Geraldo Sábado: 19:30 São Cristóvão Segunda-feira e de quarta-feira a sábado: 19h Domingo: 8h e 10h São Judas Tadeu Sábado:17h Domingo: 8h e 19h Todo dia 28 de cada mês: 19h30 Missa de Louvor ao Padroeiro Senhor Bom Jesus Terça-feira: 19h30 Quarta-feira: 15h e 19h Sábado: 19h Domingo: 08h, 10h e 19h São José Segunda-feira: 19h Terça-feira: 7h Quarta-feira: 7h, 8h e 19h (com novena); novenas: 12h, 15h, 16h e 18h Quinta-feira a sábado: 7h e 19h Domingo: 8h, 10h e 19h São Pedro Segunda-feira: 19h Quarta-feira: 8h30 e 19h Quinta-feira, sexta-feira e sábado: 19h Domingo: 7h30, 9h e 19h São Sebastião Segunda-feira a sábado: 19h Domingo: 8h,10h e 19h São Jorge Segunda, quinta, sexta e sábado:19h Quarta-feira: 8h e19h Domingo: 7h, 10h e 19h. Reitoria Segunda-feira a sábado: 7h e 18h Domingo: 7h, 10h e 18h N. Sra. do Monte Claro Terça-feira: 19h30 Quarta-feira: 7h (com novena) 12h (novena em devoção a N. Sra. do Perpétuo Socorro) 19h30 (com novena) 1a Sexta-feira do mês: 19h30 Sábado: 19h30 Domingo: 8h30 e 18h30 Paróquia N. Sra. Medianeira Domingo: 09h30 Sábado: 19h30 Quarta-feira: 8 horas (com novena a N. Sra. Perpétuo Socorro) Quinta-feira: 19h30 (com novena a N. Sra. Medianeira) Sexta-feira: 19 horas  Todos os segundos sábados do mês, missa na Rodoviária de Ponta Grossa, às 16 horas

Região

CARAMBEÍ N. Sra. Imaculada Conceição Quarta-feira: 19h Sexta-feira: 19h Domingo: 10h e 19h CASTRO Sant’Ana Terça-feira: 19h (Carismática) Domingo: 8h, 10h e 19h N. Sra. do Rosário Quarta-feira e 1a sexta-feira do mês às 19:30 Sábado: 18h Domingo: 08h,10h, e 19h N. Sra. do Perpétuo Socorro Domingo: 8h30 Quarta-feira: 19h30 Sexta-feira: 6h30 Sábado: 17h São Judas Tadeu Terça-feira, Quarta-feira, Sexta-feira e Sábado: 19h; Domingo: 9h e 19h FERNANDES PINHEIRO São Sebastião Segunda-feira: 18h30 terça-feira: 6h quarta-feira: 18h30 quinta-feira: 18h30 sexta-feira: 18h30 Domingo: 8h30 GUAMIRANGA Menino Jesus Quarta-feira e sábado: 19h30 Domingo: 8h30 IMBAÚ São José Quarta, quinta e sexta-feira: 19h30 Sábado: 9h Domingo: 9h e 19h Batismos: segundo domingo de cada mês, às 10h IMBITUVA Santo Antônio Quarta-feira: 13h e 19h30 Quinta-feira a sábado: 19h30 Domingo: 8h30 e 19h IPIRANGA N.Sra. Imaculada Conceição Terça-feira a sábado: 19h Domingo: 8h e 18h (menos no 4º domingo). IRATI N. Sra. Da Luz Segunda-feira, quinta-feira e sexta-feira: 19h30 Quarta-feira: 15h Sábado: 18h Domingo: 8h30, 10h e 18h São Miguel Quarta-feira: 15h e 19h Sábado: 19h Domingo: 8h30 e 19h N. Sra. do Perp. Socorro Segunda-feira,Quinta-feira e Sexta-feira: 19h Quarta-feira: 16h30 e 19h (Missa e Novena)

Sábado: 18h Domingo: 8h, 10h e 18h São João Batista Quarta-feira: 19h. Sábado: 18horas Domingo: 10hrs. 1ª sexta-feira de cada mês: 19hrs. IVAÍ Cristo Rei Quinta-feira e sábado: 19h Domingo: 8h30 ORTIGUEIRA São Sebastião Quarta-feira: 19h Domingo: 9h e 19h PIRAÍ DO SUL Menino Deus Sábado: 16h e 17h30 (Capelas) e 19h (Matriz) Domingo: 8h (São José), 10h (Matriz) e 19h (São José) RESERVA Menino Jesus Segunda, quarta-feira, quinta-feira e sábado: 19h Domingo: 08h30 e 19h Iª sexta do mês: 14h - confissões, 15h - Missa do Apostolado TEIXEIRA SOARES Imaculada Conceição Quarta-feira: 19h 1ª Sexta-feira do mês: 19h Sábado: 19h Domingo: 8h30 TELÊMACO BORBA Par. São Pedro e São Paulo Quartas-feiras: 15h e 19h30 Domingos: 10h e 19h30 N.Sra. de Fátima Sábado: 19h30 Domingo: 8h30; 11h15 (somente batizados) e 19h30 TIBAGI N. Sra. dos Remédios Quarta-feira e Sábados: 19h Domingo: 08h30 e 19h VENTANIA São Roque Sábado: 18h Domingo: 10h

Dom Sergio Arthur Braschi - Bispo Diocesano

Mês vocacional: felizes os que descobrem a própria vocação...

Queridos diocesanos. Temos ainda nos ouvidos e no coração os A vocação sacerdotal é um mistério da misericórdia de Deus, ecos da palavra firme e amorosa do Papa Francisco, na recente JMJ como vocês puderam perceber nos testemunhos que expressei por Rio-2013. Foram momentos de indescritível alegria, tanto para os que ocasião do meu jubileu de 40 anos. É Deus que chama, num imenso puderam estar lá no Campus Fidei de Guaratiba, como para todos gesto de amor, aquela criança ou aquele jovem para ser sacerdote. os que acompanharam pelos meios de comunicação, especialmente E é a pessoa que exclama: “O Senhor olhou para minha pobreza... e as TVs católicas e redes sociais. quis fazer em mim maravilhas!” (Lc 1, 48s) O mês de julho nos possibilitou também, no dia 13 e seguinO mesmo podemos dizer das demais vocações na Igreja, através tes, viver a Semana Missionária em preparação da Jornada, e a das quais Deus vai santificando seu povo e servindo seus pobres. celebração dos meus 40 anos de sacerdócio, 15 anos de bispo e 10 Como é bela a vocação da família cristã, do pai e da mãe que se abrem anos de nomeação para vosso Bispo em Ponta Grossa. A nomeação generosamente, no casamento, ao serviço da vida... Recordamos no acontecera no dia de Nossa Senhora do Carmo, 16 de julho, há dez segundo domingo o Dia do Papai e o início da Semana Nacional da anos atrás, e foi feita por um santo: o beato Família. O tema deste ano é “a transmissão João Paulo II. e educação da Fé cristã na família”, ligado Quero manifestar a mais profunda graevidentemente ao Ano da Fé que estamos tidão a todos os que se uniram a essa festa Deus abençoe nossos lares, Deus "... É Deus que chama, vivendo. de Dom Sergio, rezando comigo a Ação de abençoe a família! Graças na catedral, participando do almoço O terceiro domingo nos convida a agranum imenso festivo e do Show de Tony Alisson na noite decer a Deus a vocação dos numerosos gesto de amor, aquela religiosos e religiosas de nossa diocese, sob de sábado, momentos de grande testemunho vocacional e de grande evangelização dos a luz da solenidade da Assunção de Nossa criança ou aquele corações. Não posso deixar de ressaltar o Senhora ao céu. Os religiosos(as) são felizes carinho das colaboradoras mais próximas, por ter descoberto a própria vocação, testejovem para ser Léia e Soraia, que com os padres Mário, Joel munham como profetas os desejos de Deus sacerdote... " e Clayton, Erondi Milleó, Rosnei – e tantas para o mundo, e nos recordam continuaoutras pessoas - não deixaram faltar nada, mente do céu, como meta da vida humana. para que a festa fizesse brilhar o grande Obrigado, irmãs e irmãos religiosos! Nossa agradecimento a Deus nosso Pai. Que Jediocese é muito abençoada pela presença e sus, sumo e eterno sacerdote, retribua e abençoe a todos os meus missão de todos vocês. diocesanos! O quarto domingo, dia 25, nos traz a vocação das lideranças leiCom esses sentimentos iniciamos o Mês Vocacional, que tem no gas, especialmente lembrando o Dia Nacional do(a) Catequista. A primeiro domingo justamente o Dia do Padre, festa litúrgica de São evangelização das crianças e dos jovens, a transmissão da fé cristã, João Maria Vianney, patrono de todos os padres do mundo. Olhando a iniciação à vida e imitação de Cristo não seriam possíveis sem para esse grande santo compreendemos a dignidade do sacerdote. Ele nossos catequistas. Lembramos com carinho de todos! E pedimos dizia: “O padre – qualquer que ele seja – é sempre um instrumento a Deus que continue aprimorando esse belo e importante serviço de que Deus se serve para nos dar a sua graça!” em nossa Igreja. Eu recordo com saudade do meu catequista, o Sr. E nesse primeiro domingo, dia 4, teremos a imensa alegria de Salata, um exemplo de oração e amor à Igreja. Sem dúvida está no ordenar mais um sacerdote para nossa diocese: Padre Janescléo céu, intercedendo por seu catequizando hoje bispo. Guimarães Souza, nascido no município de Jaguariaíva mas criado Queridos diocesanos. Obrigado por tudo, por suas orações e pelo em Piraí do Sul, paróquia em que será agora ordenado, e onde já carinho que demostraram por seu bispo! Obrigado pela animada exerce seu diaconato há alguns meses. A ele desejamos as melhores Semana Missionária e pela bela participação à Jornada Mundial bênçãos e graças, para que seu sacerdócio frutifique no meio do povo: da juventude! Deus abençoe a todos. é feliz aquele que descobre a própria vocação, o chamado de Deus, e responde com generosidade. Com o abraço de Dom Sergio Arthur.

Agenda de Dom Sergio Arthur Braschi Agosto/2013 01/08, quinta-feira: Regresso da reunião do CELAM, Rio de Janeiro.

10/08, sábado: 20h00 – Jantar no Asilo São Vicente, PG.

02/08, sexta-feira: 14h30 - Expediente na Cúria.

11/08, domingo: 10h00 – Missa dos 50 anos das Irmãs dos S. Corações de Jesus e Maria, Teixeira Soares.

03/08, sábado: 08h30 – CONDAE (Conselho Diocesano de Ação Evangelizadora). 18h00 – Minstérios de Leitor e Acólito e Rito de Admissão, Paróquia do Pilar.

Publicação mensal da Diocese de Ponta Grossa - Paraná, coordenada pelo Conselho de Presbíteros.

13/08, terça-feira: Ausente (repouso).

04/08, domingo: 09h00 – Missa na festa, Paróquia de São Cristóvão, PG. 15h00 – ORDENAÇÃO PRESBITERAL de Janescléo G. Souza, Piraí do Sul.

14/08, quarta-feira: 14h30 - Expediente na Cúria. 19h30 – Envio das Ligas Católicas a Aparecida, catedral.

05/08, segunda-feira: 19h30 – Reunião do COMIDI. 06/08, terça-feira: 19h30 – Confraternização do Setor, Paróquia São Miguel, Irati. 07/08, quarta-feira: Manhã - gravar programas na Rádio Sant’Ana, PG. 14h30 - Expediente na Cúria. 08/08, quinta-feira: 09h00 – Confraternização dos padres, Cura d´Ars. 18h00 – Missa no Seminário Mãe de Deus, Irati. 09/08, sexta-feira: 14h30 - Expediente na Cúria.

Editada pela EME Comunicações Editoria e Marketing Empresarial S/C Ltda.

O grande jornal da diocese de ponta grossa

12/08, segunda-feira: 18h00 – Missa e encontro no Seminário de Filosofia.

Cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas Comarca de Ponta Grossa - n.º 2177, Livro A-4, em 20 de maio de 2001 Administração e Redação: Pça. Mal. Floriano Peixoto, 581, 2º andar - sala 4 Ponta Grossa/PR CEP: 84010910 Fone/Fax: (042) 3027-6618 e-mail: cic@diocesepontagrossa.com.br aboanova@diocesepontagrossa.com.br

15/08, quinta-feira: Manhã: encontro com Bispos de Guiné Bissau, Regional Sul II, Curitiba. 19h30 – Comemoração dos 40 ANOS dos Frades Menores Missionários, PG. 16/08, sexta-feira: 14h30 - Expediente na Cúria. 19h30 – Ordenação diaconal (Congr.Sion), Par. N.Sra. do Rosário, Castro. 17/08, sábado: 20h00 – Show do Grupo King David, Teatro Bento Mossurunga, Castro. 18/08, domingo: 09h15 – Missa na Comunidade da Ribeira, Imbituva.

Diretor: Jornalista Maurílio de Paula Júnior - Mtb 255/02/28v Textos e Reportagens: Tiago Luiz Bubniak- Mtb 4632/19/72

Conselho Editorial:

Pe. Ademir da Guia Santos, Pe. Márcio Milek Marques, Pe. Mário Spaki e jornalista Maurílio de Paula Júnior

15h00 – Presença na festa de N. Sra. do Pilar, PG. 15h30 – Encontro diocesano da Pastoral dos Surdos, CEPA, PG. 19/08, segunda-feira: Viagem a Brasília (DF). 20/08, terça a 23, sexta-feira: Participação ao CONSEP da CNBB, e reunião do COMINA, Brasília (DF). 24/08, sábado: 19h30 – Primeiros votos das noviças Servas da Misericórdia, Par. São Cristóvão. 25/08, domingo: 10h00 – Missa na com. Boa Vista, Guamiranga (família Pontarollo). 16h00 - Crismas na Paróquia N. Sra. Medianeira, PG. 19h00 - Crismas na Paróquia N. Sra. Medianeira, PG. 26/08, segunda a 28/08, quarta-feira: Ausente (repouso). 29/08, quinta-feira: 08h30 - Conselho Presbiteral. 18h00 – Missa no Capítulo Provincial dos Passionistas, CEPA, PG. 30/08, sexta-feira: 14h30 - Expediente na Cúria. 31/08, sábado: Primeiro estágio no Seminário Mãe de Deus, Irati.

Arte:

José Valmir Santana valmir.santana@gmail.com

Impressão:

Editora O Estado do Paraná

Circulação:

Municípios da Diocese de Ponta Grossa: Carambeí, Castro, Fernandes Pinheiro, Guamiranga, Imbaú, Imbituva, Ipiranga, Irati, Ivaí, Ortigueira, Piraí do Sul, Ponta Grossa, Reserva, Teixeira Soares, Telêmaco Borba, Tibagi e Ventania.

As opiniões emitidas em artigos assinados não representam necessariamente a opinião deste Jornal.


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Pastorais AGOSTO DE 2013

Setor 7 acolhe vocacionados do Ano Pastoral em 2013 Cáritas busca ampliar atuação na Diocese Não existe caridade sem organização. Esse pensamento foi bastante divulgado no dia 20 de julho, no Espaço Cultural Sant’Ana, durante o 1º Encontro de Formação de Agentes da Cáritas Diocesana de Ponta Grossa (CDPG). De acordo com o diácono permanente Luiz Cezar da Silva, presidente da CDPG, o evento é fruto da necessidade de espalhar esse organismo da Igreja por todos os municípios da Diocese. E, para isso, foi dirigido a membros de Pastorais Sociais, diáconos permanentes e entidades-sócias da própria Cáritas. A formação contou com a presença de ministrantes de fora de Ponta Grossa e região. É o caso do Pe. Roque Ademir Favarin, que veio da Diocese de Caçador, em Santa

Catarina. Ele é secretário regional da Cáritas Brasileira no Estado. O encontro recebeu, também, Amauri Mossmann, que veio da Arquidiocese de Curitiba e atua como secretário executivo da Cáritas Brasileira Regional Paraná. Esse primeiro momento de formação específico para a formação de novos agentes da Cáritas expôs a situação desse organismo da Igreja em âmbitos nacional, estadual e diocesano, tanto em termos históricos quanto de ações já realizadas. Pe. Roque falou da Cáritas em âmbito nacional; Amauri, sobre a situação no Estado do Paraná; e coube ao diácono permanente Alfredo Assad Neto, primeiro secretário da CDPG, retomar a história e as realizações desse organismo na Igreja local.

Emerson: auxílio na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e no Seminário Menor Mãe de Deus, em Irati

Paróquias de Irati e Teixeira Soares e Seminário Menor, de Irati, recebem três seminaristas diocesanos que deram uma pausa nos estudos teológicos para conhecer mais de perto o cotidiano da missão de ser padre

Assim que terminam o segundo ano dos estudos de teologia, seminaristas diocesanos são convidados a trocar a sala de aula do Instituto de Filosofia e Teologia Mater Ecclesiae (Ifiteme) por paróquias para participarem do Ano Pastoral. Nessa experiência, eles acompanham questões espirituais, burocráticas e administrativas que fazem parte do dia a dia nas comunidades. O resultado esperado é fazer com que os os vocacionados tenham, desde já, uma boa noção do que vivenciarão caso efetivamente sejam ordenados. Em 2013, três seminaristas fazem o Ano Pastoral: Cristiano Marcos Rodrigues, Emerson dos Santos Trisote e Roberval Mülhstedt. Até pouco tempo, essa etapa da formação era realizada após os vocacionados terminarem o primeiro ano da teologia. Esta é a terceira turma que parte para a experiência somente após concluir dois anos do curso. Roberval passa pela experiência em Teixeira Soares, na Paróquia Imaculada Conceição. Lá, acompanha as diversas pastorais e movimentos em termos espirituais e formativos, além de realizar a celebração da Palavra em algumas comunidades. Também faz parte do processo entrar em contato com questões administrativas como, por exemplo, reformas e construções, leis e organizações trabalhistas, balancetes, documentos de terreno e a relação jurídica com a Mitra Diocesana, além da emissão de cartas e documentos pastorais e ofícios para órgãos públicos. Roberval expõe que o Ano Pastoral é ocasião para compreender diversos aspectos dos Conselhos Pastorais de Comunidade (CPC’s), analisar a relação entre paróquia e Diocese, paróquia e setor e matriz e comunidades, além de observar o processo de implantação da prioridade diocesana, bem como se há Pastoral de Conjunto. Também faz parte da experiência o reforço da própria espiritualidade na convivência com o pároco. “O Ano Pastoral oferece ao futuro padre uma preparação prática, de tal maneira que sua formação teológica, seu crescimento espiritual e suas qualidades humanas sejam colocadas a serviço do povo de Deus”, afirma. “Com o Ano Pastoral, também tenho a oportunidade de conviver com o Pe. Moacir Gomes, que me acompanha e me ajuda em todo esse processo”, acrescenta Roberval. “Avalio esse tempo

Encontro teve a presença de diáconos permanentes, integrantes das entidades-sócias da Cáritas e membros de Pastorais Sociais

Cáritas amplia apoio a projetos, mas carece de maior divulgação

Roberval: formação teológica, crescimento espiritual e qualidades humanas do vocacionado podem ser colocadas a serviço

Cristiano: experiência fortifica a escolha vocacional, permitindo aproximação mais profunda de Cristo e das pessoas

como fundamental para a formação do futuro presbítero. Está sendo muito positiva a minha experiência”, conclui. Cristiano está fazendo o Ano Pastoral na Paróquia São Miguel, em Irati. “Acompanho o padre nos trabalhos paroquiais, participo de reuniões, ajudo na catequese e em outras pastorais e movimentos”, afirma. Ele lembra que o Ano Pastoral pretende conceder ao futuro presbítero lições práticas sobre aquilo que o seminarista aprende na teoria. “É fundamental que o estagiário conheça a realidade paroquial como um laboratório experimental que o ajudará em seu processo formativo”, comenta. Mas e qual está sendo, afinal, o resultado para Cristiano? “Tenho aprendido muito com as pessoas, com as pastorais, com as comunidades da paróquia, com os padres que me auxiliam pastoral e espiritualmente. O Ano Pastoral, enfim, tem fortificado a minha escolha, permitindo que meu coração se aproxime cada vez mais do coração de Cristo e do coração das pessoas”, avalia. A experiência do vocacionado é acompanhada pelo pároco, Pe. Athanagildo Vaz Neto. Emerson, por sua vez, realiza o Ano Pastoral em Irati, no Seminário Mãe de Deus e na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, também de Irati. Ele cita o Documento sobre a Formação do futuro Presbítero da Igreja no Brasil para reforçar o que a experiência pretende: “O Ano Pastoral tem como objetivo específico

favorecer ao seminarista concentrar-se no seu processo de maturação para o pastoreio e a missão” (DFPIB, p. 117-118). Por já ter passado por experiências pastorais em paróquias, nos fins de semana, Emerson achava que agora iria atuar de forma mais intensa, novamente, em uma comunidade paroquial. No primeiro ano de Teologia, o vocacionado ajudou na Paróquia São São José, em Imbaú; e, no segundo ano, na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Ponta Grossa. Ajudar também um seminário foi uma surpresa. Recompensadora. “Em nossa vida seguimos o Cristo e é Ele quem nos guia e mostra o que deseja de cada um de nós. Para o meu crescimento e desenvolvimento, Ele me reservou este profundo encontro com a vida formativa e o auxílio na Paróquia”, comenta. De acordo com Emerson, este é um momento de entrega total ao seguimento de Cristo. “Em cada encontro, a graça de Deus se manifesta e mostra como devemos caminhar. Sou totalmente realizado nesta vida e não tenho nenhum arrependimento em aceitar o convite feito de aprender junto à comunidade o jeito e o rosto de Deus”, expõe. “Agradeço aos Pes. Martinho Hartmann, reitor do seminário, e Nelson Bueno da Silva, pároco, pela paciência e testemunho. Também agradeço ao meu reitor, Pe. Antonio Ivan de Campos, pelo acompanhamento, e a todos que rezam por mim e pelas vocações”, finaliza Emerson.

Em sua explanação, o diácono permanente Alfredo Assad Neto destacou a importância da colaboração de todos com a Coleta Nacional da Solidariedade, também chamada de Coleta da Campanha da Fraternidade e realizada no Domingo de Ramos. Esse gesto solidário é a principal fonte de recursos da Cáritas para subsidiar projetos sociais. “Insistir na divulgação e na importância dessa campanha não significa que a Cáritas seja ‘dinheirista’”, destacou o diácono. “É que, quanto mais recursos obtermos, mais projetos sociais podemos ajudar”, mencionou Alfredo, enquanto fazia uma prestação de contas dos projetos já subsidiados. O número de propostas apoiadas com os recursos do Fundo Diocesano de Solidariedade – composto, justamente, por 60% das doações feitas na Coleta

Nacional da Solidariedade – aumentou significativamente nos últimos anos. Em 2010, foram nove projetos; em 2011, 16; e, em 2012, 18 projetos. Apesar de esse acréscimo ser resultado da divulgação da existência da Cáritas e, sobretudo, do que exatamente esse organismo da Igreja faz, os participantes do primeiro encontro de formação para agentes apontaram o aumento da divulgação como uma das principais formas de ampliar ainda mais a atuação da Cáritas. Para isso, foram apresentadas sugestões como, por exemplo, a presença de membros da diretoria nas paróquias, capelas e reuniões do clero para expor o trabalho da CDPG; a nomeação de representantes paroquiais da CDPG para divulgar o organismo em seu âmbito; e a oferta de oficinas de realização de projetos nos setores da Diocese.

Amauri Mossmann: “Precisamos fazer o que a comunidade quer e não o que nós queremos”

Pe. Roque: Cáritas deixou metodologia do “dar o peixe” em 1966 e, a partir de então, evoluiu em sua forma de agir

Luiz Cezar: intenção é criar uma rede de solidariedade em toda a Igreja local

Alfredo: em 2010, Cáritas apoiou nove projetos; em 2012, esse número pulou para 18


Pastorais

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AGOSTO DE 2013

Pe. Fábio Sejanoski

Um mês para celebrar as Vocações

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo... Convite Encontro de Discernimento Vocacional para Meninos que estejam cursando desde o 8º ano do Ensino Fundamental ao 2º ano do Ensino Médio. O Encontro será nos dias 31 de Agosto e 1º de Setembro no Seminário Mãe de Deus em Irati. Inicia-se com o almoço do sábado e termina com o almoço de domingo. Informação e contato: 9925-3019 - 3225-3429 - 3422-3057

Chegamos no mês de Agosto um mês para celebrar as vocações da Igreja. Primeiramente queremos celebrar a nossa vida (o 1º chamado) e depois a nossa vida em Cristo (2º chamado)... consequentemente, após um viver intensamente a nossa vida, e, principalmente, vivê-la em Cristo, poderemos responder à vocação específica a qual todos são chamados: Ser Padre, Ser Família, Ser Consagrado(a) Religioso(a) e Consagrado(a) Leigo(a), além dos diversos carismas e ministérios leigos que temos na vida da Igreja. Uma coisa é certa: TODOS NÓS SOMOS CHAMADOS E TODOS PRECISAMOS RESPONDER À NOSSA VOCAÇÃO... não deixe Deus sem resposta: Ele chama e você precisa responder... Vamos celebrar durante todos os domingos do mês de Agosto as diversas vocações da Igreja e incentivar os nossos Jovens para responder ao convite de Deus e da Igreja. E para refletirmos mais sobre esse mês, vamos contemplar as palavras de Dom Pedro Britto Guimarães, Arcebispo de Palmas e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada. "Caríssimos promotores e caríssimas promotoras vocacionais da Igreja no Brasil Tenho sede! Todos

os anos, em agosto, a Igreja no Brasil celebra o Mês Vocacional, com uma temática específica. Este ano, somos convidados a refletir, rezar e a dinamizar o Mês Vocacional, lembrando do chamado que cada um de nós recebeu no dia do nosso batismo. Se, por um lado, o Mês Vocacional é um tempo propício para o reavivamento da chama da nossa vocação, por outro lado, é também um tempo propício para animar e conduzir os irmãos e as irmãs a assumirem verdadeiramente a sua vocação batismal. A verdadeira felicidade está em descobrir a vocação, que nasce da abertura da porta do coração a Deus para que entre e faça nele a sua morada. Iluminados e impulsionados pelo “eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8), da CF-2013, e pelo “ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28,19), da JMJ, percebemos a necessidade de uma intensificação e de uma retomada do trabalho vocacional em muitas partes do Brasil. A crise é real, grande e profunda, mas também está faltando uma palavra viva, forte, clara e eficaz que fale e cale bem no fundo do coração dos mais jovens na fé. Mais do que trabalhos vocacionais isolados, precisamos urgentemente juntar força, trabalhar e rezar juntos ao Senhor da messe que envie muitas,

boas e santas vocações para todas as Igrejas e para todas as missões. Rezemos com e pelos ministros ordenados para sejam místicos e mestres da oração; rezemos com e pelas famílias para que sejam berços da fé; rezemos com e pelas pessoas de vida consagrada para sejam sinais e presenças do Reino de Deus no mundo; rezemos com e pelos cristãos leigos e leigas para que sejam operários e operárias na vinha do Senhor na nova evangelização; rezemos com e pelos(as) catequistas para que sejam aprendizes, discípulos- missionários da escola de Jesus. Dobremos todos e juntos os joelhos diante de Jesus, na Eucaristia, pedindo por todas as vocações que a Igreja precisa para a sua missão. Peçamos a Maria, Mãe das Vocações, que interceda, com seu olhar maternal, pelas nossas vidas e nossas vocações, a fim de que os nossos trabalhos de “fazer discípulos entre todas as nações” sejam eficazes e se tornem realidade, para que possamos contemplar, fazer e viver a vontade de Deus. Com minha bênção, Dom Pedro Brito Guimarães. Arcebispo de Palmas e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada". Pe. Fábio Sejanoski

Os católicos adoram Maria?

Nas Sagradas Escrituras, especialmente nos Evangelhos de Mateus e de Lucas vemos o seguinte pedido: Jesus depois de ser tentado pelo demônio, diz: “Ao senhor teu Deus adorarás e a ele prestarás culto.” (Mt 4,10); no evangelho de Lucas vemos o mesmo episódio: Jesus coloca força e um significado naquilo que diz: “Adorarás ao Senhor teu Deus, e só a ele prestarás culto”. (Lc 4, 8). Adorar Maria seria uma idolatria, um pecado contra o primeiro mandamento da lei de Deus: “Amar a Deus sobre todas as coisas”. Aliás, além de ser um pecado, iria contra a Palavra de Jesus: “Ao Senhor teu Deus Adorarás e a ele prestarás culto.” (Mt 4, 10)  A Igreja jamais ensinou coisa semelhante. Maria é uma mulher, uma criatura, a mais santa de todas as criaturas, mas apenas uma criatura. Nós amamos

Maria, a veneramos, conversamos com ela na oração, damos-lhe culto não de adoração que está reservado somente a Deus, mas um culto de veneração como nós o damos aos santos que, como ela, são seres humanos, simples criaturas; e lhe pedimos que nos faça conhecer, amar e seguir Jesus como ela o conheceu, o amou e o seguiu. Adorar é dobrar o joelho, reconhecer que somos pequenos, reconhecer que precisamos de alguém que nos dê força, que nos mantenha firmes diante das provações que encontrarmos pelas estradas da nossa vida. Venerar é tratar com profundo respeito, agradecer pela vida daqueles que se deixaram moldar pelas mãos do Oleiro e que hoje, são ícones de vida para nós cristãos. Temos como exemplo a Virgem Maria juntamente com todos os santos. Que o nosso culto oferecido

O Cura d’ Ars e as Vocações Olá, queridos vocacionados! Este mês de agosto é importantíssimo para nós que somos vocacionados. A Igreja dedica o mês inteiro para reflexões, celebrações, e, sobretudo, nos convida a vivenciarmos melhor a nossa vocação. São João Maria Vianney, o Cura d’Ars, é o padroeiro dos padres, e sua memória é a grande motivação para que o mês de agosto seja o mês Vocacional. Neste mês, pensamos na vocação dos leigos e leigas, chamados a servirem ao Reino de Deus através da sua índole secular, sendo fermento na massa, sal da terra e luz do mundo. Pelo testemunho dos leigos e leigas, muitas pessoas são motivadas a crer em Jesus Cristo, que nos leva à conversão e à participação na comunidade eclesial e na ação evangelizadora da Igreja, como discípulos missionários. Refletimos também sobre a vocação religiosa, a vocação daquelas pessoas que procuram seguir Jesus e à Igreja pela vivência dos conselhos

evangélicos: obediência, pobreza e castidade, na vida comunitária e no serviço a Deus e aos irmãos e irmãs, através da missão específica da ordem ou da congregação religiosa. Gostaria de pedir a sua atenção para a vocação sacerdotal. Todos nós sabemos da necessidade e da falta de padres no nosso país, não apenas nas áreas missionárias mais distantes da nossa pátria, mas também, nas grandes cidades que crescem assustadoramente e o número de padres não acompanha este crescimento, com graves consequências para o povo de Deus. Precisamos rezar, e rezar muito, para que tenhamos mais padres. Que a Mãe da Divina Graça interceda a Jesus pelas nossas necessidades. Te pedimos mais vocações: sacerdotais, religiosas, missionárias, leigos e leigas engajados e comprometidos com o Reino de Deus. Até o próximo mês! Abraço! Seminarista João Paulo da Silva. 4º Ano de Teologia

a Maria seja um culto de veneração. Que nós, cristãos católicos, possamos manter por ela um profundo respeito e, além do mais, agradecermos pelas maravilhas que Deus – o criador, fez na sua vida. E que também sejamos gratos pelo testemunho de fé que ela é para nós. Que a virgem Maria, por meio do seu testemunho de entrega, de doação e de fé, nos ajude a chegarmos a uma relação de profunda intimidade com Deus. E sempre que a venerarmos peçamos a ela que nos ensine a dobrar o joelho diante de Deus assim como ela dobrou. Também, por sua intercessão sejamos fieis à Palavra de Jesus: “Adorarás ao Senhor teu Deus, e só a ele prestarás culto”. (Lc 4, 8) Felipe Lucas Mendes - Seminarista diocesano – 1º ano de Filosofia

Mês de agosto: mês vocacional No mês de agosto é privilegiada a reflexão sobre a realidade vocacional da Igreja. Este tempo quer ser um momento forte de Evangelização, levando a todos a compreender melhor a maneira de ser Igreja, nos serviços e ministérios na comunidade. Este tempo de reflexão e oração quer promover uma ampla e profunda conscientização vocacional, pois pelo batismo todos nós somos vocacionados e temos um lugar específico dentro da comunidade eclesial. Dentro do âmbito vocacional, a paróquia surge como um lugar privilegiado para a manifestação das vocações para a Igreja. A paróquia é a base, o campo primordial onde se encontram as sementes das vocações. Ela é o lugar onde se concentra simultaneamente o chamado e a missão. É na paróquia que a maioria das pessoas faz a sua experiência concreta com Jesus, trata-se do encontro pessoal com o Mestre, o qual transforma a

nossa vida e nos dispõe para a missão. A missão só tem sentido quando realizada na Igreja, de forma concreta, respondemos esse chamado através do engajamento na paróquia. Nesse contexto, a Igreja pretende proporcionar meios para que todos os batizados descubram que foram convocados e receberam por isso uma missão na comunidade. Essa missão pode estar relacionada às atividades pastorais, aos movimentos e aos organismos que compõe a Igreja, ou ainda, pode se manifestar na abertura para a vida consagrada e presbiteral. A realidade vocacional na Igreja é muito bonita e envolvente, pois nos abre para um relacionamento íntimo com Deus. Por isso, o mês de agosto quer ser um tempo especial em nossas comunidades, tempo de escuta da Palavra que nos chama e nos envia. Seminaristas Jorge Chuchene Schereda - 3º ano de Teologia

Pastoral Vocacional - Capelinhas - Diocese de Ponta Grossa

Falando de Vocação tância da vocação sacerdotal e da vida religiosa na Igreja. Os sacerdotes e religiosos são chamados a uma comunhão especial com Cristo. Trata-se de um “seguimento apaixonado não a algo, mas à sua pessoa, que a todos convida para com Ele vincularse intimamente” (DGAE, n. 39). Sendo assim, é preciso dar atenção também a um elemento que é fundamental em cada uma das vocações eclesiais. Tratase da resposta pessoal. O Documento de Aparecida afirma claramente que “a admiração pela pessoa de Jesus, seu chamado e seu olhar de amor despertam uma resposta consciente e livre desde o mais intimo do coração do discípulo” (DAp 36). Em verdade, vocação é um jeito de amar aquele que nos amou e, por este amor, ser capaz de oferecer aos outros a própria vida. Gostaria de reafirmar o quanto é bom e o quanto realiza uma pessoa o fato de ela se entregar totalmente ao Senhor numa vida de consagração. Deus é o maior tesouro da vida, por isso não há como não se realizar no seu seguimento, no cumprimento de sua missão e na configuração a ele. Seria muito importante que, neste mês das vocações, cada pessoa se comprometesse a rezar para que os jovens, tendo experimentado o Cristo da Fé, tenham a coragem de dizer um SIM generoso ao Senhor que chama. Também é importante que cada um reveja a sua vida e se questione: “Estou sendo fiel ao chamado que Deus me fez?” oas que lhe ss pe Que Nossa Senhora Mãe da de e br ra 1. Lem lo jeito de vive pe m Divina Graça nos ajude a acolher o ra ca ar m mistério e a fazer da nossa vida um vocação? dom para todos os irmãos. Esta é a sua resposta cê tem dado vo o om C maior alegria! 2. a? am ch e ao Senhor qu zer para que Pe. Evandro Luis Braun cê poderia fa 3. O que vo responder em ss E-mail: evandrobraun@bol.com.br de pu s mais pessoa do Senhor? ao chamado

Deus é sempre muito próximo e pronto a nos surpreender com o seu jeito de amar. O seu amor vai até o fim! Sua graça se manifesta nas pessoas e através delas. Deus Pe. Evandro conta com instruLuis Braun mentos frágeis para continuar atraindo para si um grande povo. Toda vocação é uma demonstração de que o nosso Deus é misericordioso e bom e de que Ele confia em nós. Neste mês das vocações, nossa Igreja Diocesana acolherá um novo padre. Uma verdadeira graça para todos. Também a vida religiosa será destacada nas celebrações. É tempo ainda de viver a Semana da Família e refletir sobre a vocação do matrimônio. Teremos também a oportunidade de pensar na vocação dos tantos leigos e leigas em nossas comunidades. Sabendo da urgência de atendermos ao pedido de Jesus: “Pedi ao Senhor da Messe que envie operários para a sua colheita” (Mt 9,38), queremos destacar a impor-

Para Refletrir: e Partilha


Comunidade

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AGOSTO DE 2013

Pe. Wilton completa 30 anos de sacerdócio

Missa solene rende ação de graças pelo jubileu do fundador da Copiosa Redenção e dos Servos da Misericórdia

“Sou missionário pra levar o povo a Jesus; seguindo seus passos, sei que andarei na luz”. Na manhã do dia 6 de julho, esses versos foram entoados com muita força e convicção na Catedral Sant’Ana. Eles compõem o refrão do canto de entrada da missa solene que rendeu ação de graças pelos 30 anos de sacerdócio do Pe. Wilton Moraes Lopes, fundador da Copiosa Redenção e dos Servos da Misericórdia. A mensagem é profunda. Não só para o jubilando, mas, também, para quem cantava. O coral que abrilhantou a celebração era composto, em sua maioria, por pessoas que estão em recuperação da dependência química. De certa forma, são “filhos” de Pe. Wilton, já que boa parte de todo o ministério do sacerdote é marcado pela atenção especial a essas pessoas. A missa, agendada para as 10 horas, foi presidida por Dom Sergio Arthur Braschi. O bispo fez referên-

Consta na biografia lida durante a cerimônia solene do dia 6 de julho que Pe. Wilton Moraes Lopes nasceu no dia 27 de abril, na cidade de Tesouro, em Mato Grosso. Desde a infância cultivava a espiritualidade. Revelou, muito cedo, ser uma alma piedosa, pois procurava sempre ir ao encontro dos necessitados e oprimidos. Ele ingressou no seminário com 13 anos. Lá, dedicou-se ao estudo da música e tornou-se o organista do seminário, onde tocava nas missas e demais celebrações. Buscava com assiduidade a capacitação intelectual através da leitura, desde o seminário menor até a universidade. Professou seus votos em 1977, em Ponta Grossa, cidade pertencente à província redentorista de Campo Grande, com sede em Curitiba. Antes mesmo da ordenação sacerdotal, iniciou o ministério da pregação. Foi ordenado sacerdote no dia 9 de julho de 1983, em Rondonópolis, Mato Grosso. Passou a realizar frequentemente pregações em várias cidades do País para o povo em geral e para algumas congregações religiosas.

Jubilando recebe homenagens de seus vocacionados e leigos que ajudam na obra social

cia à cidade natal do jubilando para homenagear Pe. Wilton: Tesouro, no estado de Mato Grosso. “O local de nascimento já indicava o futuro daquele menino. Pe. Wilton é um tesouro no coração da Igreja”, comentou o bispo. “Nesses trinta anos de sacerdócio, vemos sua profunda configuração a Jesus Cristo”, com-

Servos da Misericórdia dão primeiro passo rumo ao reconhecimento pelo Vaticano

Pe. Jaime Rossa lê decreto de ereção canônica após homilia de Dom Sergio

Após a homilia de Dom Sergio, Pe. Jaime Rossa, vigário geral da Diocese, leu o decreto assinado pelo bispo no qual é canonicamente erigida a “Associação Pública Clerical dos Servos da Misericórdia da Copiosa Redenção, em vista de se tornar Instituto de Vida Consagrada Clerical de Direito Diocesano”. Em outras palavras, trata-se do primeiro de uma série de passos para o reconhecimento pontifício. Ou seja, o reconhecimento da família religiosa como congregação por parte do Vaticano. Entre os motivos expostos por Dom Sergio no documento para conceder a ereção canônica estão o empenho dos integrantes da família religiosa em se oferecerem “com entusiasmo e generosidade ao serviço à carne de Cristo presente nos dependentes químicos”, bem como o número de sete padres já ordenados e “o elevado número de seminaristas que já passaram os dois anos de Noviciado e emitiram promessas dos conselhos evangélicos”. Dom Sergio cita, ainda, “as referências

Traços biográficos

à profunda vida espiritual, ciência teológica e dons de apostolado do fundador”. Esta é a segunda família religiosa fundada pelo padre redentorista. O carisma da Copiosa Redenção surgiu na Diocese em 1987. Inspirado na espiritualidade de Santo Afonso Maria de Ligório, o carisma em questão é levar a Copiosa Redenção à juventude dependente de drogas e álcool e promover a Adoração ao Santíssimo Sacramento. Esse carisma foi acolhido, em 1989, por Dom Geraldo Pellanda, como Pia União e erigido canonicamente por Dom Sergio em 2004. Hoje, a Copiosa Redenção está com cem irmãs espalhadas pelo Brasil e Itália. O ramo masculino teve início em 1997, com rapazes aspirantes ao sacerdócio e à vida comunitária. Futuramente, eles seriam chamados de Servos da Misericórdia. Hoje, a família religiosa é formada por 35 pessoas entre padres, religiosos e seminaristas. Assim como no caso da Copiosa Redenção, eles também estão presentes no Brasil e na Itália.

plementou Dom Sergio. Pe. Gustavo Constantin Florêncio agradeceu ao Pe. Wilton em nome da família religiosa dos Servos da Misericórdia. “Centenas, milhares de pessoas experimentaram copiosa redenção por causa do teu ‘sim’”, mencionou o jovem padre. “Tenho certeza de que muitos que

estão aqui foram sensibilizados pelo Cristo que veem em ti”, acrescentou Pe. Gustavo. Quem falou em nome das irmãs da Copiosa Redenção foi Madre Claudete Ferreira Mendes. “O senhor acredita em cada um de nós até mesmo quando nós não mais acreditamos”, expôs a religiosa.

“Obrigado por cada um dos jovens que estão aqui hoje porque o senhor acredita neles”, completou. Ao fazer uma homenagem em nome dos leigos que ajudam a obra social mantida por Pe. Wilton e seus vocacionados, Carla Dalmora Alves de Moraes usou a imagem do Bom Pastor. “Pe. Wilton, você é a presença

do Cristo Bom Pastor que cuida com muito zelo do seu rebanho. Hoje está aqui uma pequena, mas significante parte das ovelhas conduzidas pela infinita misericórdia do bom pastor que é você”, discursou. “Um dia o Senhor disse: ‘Felizes são vocês que conheceram o meu Wilton. O meu Wilton’”, frisou Carla.

Cruz dos vocacionados é Páscoa dos necessitados, prega Pe. Wilton “Quando vierem as cruzes, lembrem-se que elas serão a Páscoa para as pessoas com dependência química. Por isso, amem suas cruzes”. Essas foram algumas das palavras ditas por Pe. Wilton durante sua fala na missa de ação de graças pelos seus 30 anos de ordenação presbiteral. Foi um recado direto para os vocacionados das duas famílias religiosas fundadas por ele e que têm como carisma a acolhida de pessoas que enfrentam problemas com álcool e outras drogas. Em meio a uma extensa lista de agradecimentos a todos que colaboraram e colaboram para o exercício de seu ministério, Pe. Wilton deixou uma mensagem de perseverança aos presentes na celebração, seja integrantes da Copiosa Redenção ou dos Servos da Misericórdia, pessoas em recuperação da dependência química ou, ainda, fiéis em geral. “Meus filhos, minhas filhas: perseverem. Se existe algo que vocês não sabem fazer, Cristo Mestre ensinará. Nas horas difíceis, olhem para Ele e sigam em frente sem jamais

negar uma vírgula da nossa fé, do nosso Evangelho”, pregou Pe. Wilton. Ao mencionar interferências seculares no método de acolhida feita aos dependentes químicos pelos vocacionados de suas famílias religiosas, Pe. Wilton destacou a importância de “não trair Jesus Cristo”. “Há técnicos que questionam nosso método de trabalho. Jamais cedam, jamais neguem Jesus Cristo porque nós temos que levá-Lo aos jovens. Não traiam Jesus Cristo. Ele será sempre o centro. Ele sempre é Aquele que poderá dar a vida”, pregou Pe. Wilton. Ele frisou, também, a necessidade de se conceder atenção especial à Mãe de Jesus como Auxiliadora do processo de formação para o presbiterado. “Sempre digo que, sem Maria, é muito difícil chegar ao sacerdócio”. A devoção mariana está presente, inclusive, no nome da Casa Geral dos Servos da Misericórdia, no distrito de Uvaia, em Ponta Grossa. A casa tem como Padroeira a Mãe da Divina Graça, título com o qual Nossa Senhora é venerada como Padroeira da Diocese.

Pe Wilton: “Quando vierem as cruzes, lembrem-se que elas serão a Páscoa para as pessoas com dependência química”

Surge novo grupo de jovens em Reserva

A comunidade de Marrecas, pertencente à Paróquia Menino Jesus, Reserva, está com seu grupo de jovens em pleno funcionamento. Depois de ter recebido a visita da réplica da Cruz da Jornada Mundial da Juventude, no dia 17 de março de 2013, os jovens de Marrecas se reuniram e decidiram montar seu grupo de jovens. Graças ao trabalho feito junto a comunidade, aos poucos o grupo vai conquistando novos integrantes. Inicialmente eram apenas quatro, em poucos dias passaram a nove e atualmente já passam de 14 os jovens. Os atuais integrantes do grupo: Almir, Juliano, Mauro, Rangel, Ivonez, Julio, Luiz Leandro, Rosenildo, Juliana, Joelma, Jéssica, Marciele.


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Comunidade AGOSTO DE 2013

Pe. Márcio Milek Marques

11 de Agosto de 2013 Sb 18,6-9

Sl 32

Hb 11,1-2.8-19

18 de Agosto de 2013

Lc 12,32-48

Ap 11,19;12,1.3-6a.10ab Sl 44 1Cor 15,20-27a

Lc 1,39-56

19º Domingo do Tempo Comum

Solenidade da Assunção de Nossa Senhora

“Onde coloco o meu coração?”

“O caminho para a glorificação!”

A Liturgia da Palavra nos coloca diante de duas propostas opostas: a de Jesus e a do consumismo vigente na sociedade. Jesus diz que não devemos colocar o nosso coração nas riquezas, os grandes meios de comunicação nos dizem, através de propagandas bonitas e sedutoras, que devemos ganhar mais dinheiro e acumular riquezas. Contudo, não quer dizer que o Evangelho é contra ter dinheiro ou bens. A questão está no modo como lidamos com o dinheiro. Jesus nos fala da boa administração. A palavra “coração” significa o centro e a principal preocupação da vida. Logo, não podemos valorizar demais estes bens a ponto de fazer deles o motivo de viver. Assim o ensinamento de Cristo sobre as riquezas é que sejamos administradores dos bens e não deixemos que as riquezas nos

escravizem. Hoje é o dia dos pais e o início da Semana da Família. A reflexão desta celebração é muito oportuna e exigente aos pais e às famílias cristãs, se pensarmos na educação dos filhos. Vocês são responsáveis pela formação de seus filhos e devem ajudálos na opção de vida que eles farão. Eduquem seus filhos e ajude-os a compreender que podemos ter bens e dinheiro, mas não nos tornar apegados. Prepareos para a solidariedade, a ajudar a quem precisa para que o dinheiro não seja a única razão para viver. É preciso ensinar os filhos a serem bons administradores dos bens: nem esbanjadores nem apegados, mas livres a ponto de saberem como e quando gastar, mas sem perder a prudência da economia para o futuro e a esperança de um tesouro eterno.

Hoje se celebra uma das solenidades marianas mais importantes, a Assunção de Maria. Esta festa fomenta nossa esperança cristã sobre aquilo que nos aguarda no final dos tempos: a glorificação plena de nosso ser. Na liturgia da Palavra, nos deparamos com a peregrinação de Maria, que parte de sua cidade Nazaré numa jornada de vários dias até às montanhas da Judéia para confirmar a mensagem recebida pelo anjo Gabriel. O Evangelho diz que Maria vai à montanha e lá faz experiência de Deus no encontro com sua prima Isabel que estava miraculosamente grávida de João Batista. Maria glorifica a Deus de dois modos: pelo serviço que presta a Isabel e pelo louvor que canta no Magnificat. Ao se colocar a caminho, Maria nos ajuda a meditar de que pouco vale saber o endereço de Deus, se não nos colocamos a caminho.

Mas, além disso, existe mais uma condição para caminhar: ser livre. Quem é apegado a coisas e a caprichos tem dificuldade para colocar o pé na estrada, em ajudar o irmão. O apego às riquezas e colocar como meta de vida o enriquecimento, nos aprisiona e nos impede de viver livremente. Precisamos ser livres a ponto de aprender de Maria a nos colocar a caminho através do serviço desinteressado, sem esperar retorno algum de quem precisa de nós. Nós conhecemos o endereço e temos agora o exemplo de Maria, que nos mostra como fazer o caminho: desapegando-se dos bens materiais e vivendo a graça do serviço fraterno. Estes três elementos: conhecer o endereço, fazer o caminho para glorificar Deus no serviço ao irmão e viver desapegado das riquezas são as condições para acolhermos o prêmio da glorificação eterna.

25 de Agosto de 2013 Is 66,18-21

Sl 116

Hb 12,5-7.11-13

Lc 13,22-30

21º Domingo do Tempo Comum “Esforçar-se para servir a Deus!”

Novamente, a Palavra de Deus nos apresenta o destino final da humanidade. Hoje esta revelação é manifestada através da imagem do grande banquete da vida eterna preparado por Deus. É um destino esperançoso, pois somos destinados à eternidade. A vida eterna é um local de chegada, onde a cada dia peregrinamos para entrar. O céu ou a vida eterna é uma oferta divina a toda a humanidade, mas existe uma condição: é preciso colocar o pé na estrada. A oferta da vida eterna existe, mas lá não se chega sem empenho

pessoal. Por isso, é preciso refletir sobre como vivemos nossa fé. Alguns fazem da religião o uso de amuletos para se livrar do mal, outros acham que basta rezar “orações ou correntes poderosas” e trazer “santinhos” na carteira, e outros acham que religião é assistir à missa aos domingos, sem se envolver muito com a comunidade, e está tudo bem. Talvez a estes Jesus possa não os reconhecer no último dia, pois não entraram na intimidade com Ele num seguimento mais comprometido,

01 de Setembro de 2013 Eclo 3,17-18.20.28-29 Sl 67 Hb 12,18-19.22-24a Lc 14,1,7-14

principalmente por meios de obras de caridade (cf. Mt 25,31ss: Eu tive fome, sede,...). Este é o esforço que precisamos fazer: colocar-nos a caminho, mas sem esquecer que nos encontramos com Cristo de diversos modos: no irmão, na oração, na meditação, na valorização da vida, etc... Isto exige esforço; muito esforço, bem sabemos. Por isso, religião não é procurar Deus nas alturas; enquanto estivermos na terra, mas é fazer esforço para encontrá-lo aqui entre nós, de modo especial nos irmãos.

08 de Setembro de 2013 Sb 9,13-18b Sl 89

Fm 9b-10.12-17

Lc 14,25-33

22º Domingo do Tempo Comum

23º Domingo do Tempo Comum

“Vivei a humildade!”

“Dai-nos a sabedoria do coração!”

Nos últimos domingos, a mensagem principal era a liberdade diante dos bens materiais. Neste domingo, Jesus nos adverte para que não sejamos escravos de nós mesmos através do orgulho e da arrogância. Todo orgulhoso é um escravo de si mesmo porque vive preocupado com sua imagem, com aquilo que dizem dele e busca incansavelmente ser reconhecido por todos. É o mesmo que se inflar, encherse como uma bolha de sabão, bonita e colorida, mas oca e vivendo ao sabor dos ventos do sucesso, ora subindo ora descendo e sempre com medo de perder os primeiros lugares... quando o encanto desaparece, tudo termina e não resta nada. Jesus não é contra estar nos primeiros lugares, apenas pede que lá chegando não se esqueça de ter os pés no chão. É isto que chamamos de hu-

mildade. O humilde conhece os segredos da vida porque não se ilude nem com a fama nem com a riqueza... sabe que são coisas que podem passar. Veja o ensinamento de Jesus: ocupem o último lugar e espere ser convidado. Todo santo é simples e humilde justamente porque descobriu que o segredo da vida não está nos aplausos dos outros, mas na sobriedade de encontrar um sentido para viver. Neste sentido, os simples e humildes encontram em Deus. Os simples e humildes, seja ele rico, famoso, pobre, sábio ou ignorante... seja ele jovem ou adulto ou idoso... vive feliz porque tem a mística da simplicidade e da humildade e quanto isto está em alguém, seja pobre ou rico, famoso ou desconhecido... é contemplado por Deus; é abençoado por Deus e a vida começa ser saboreada.

A Liturgia de hoje coroa a reflexão dos domingos anteriores sobre a liberdade cristã, apontando uma virtude importante e que suplicamos no refrão do salmo responsorial: a sabedoria do coração! A sabedoria do coração brota na medida que a pessoa reconhece a grandeza do poder de Deus que se manifesta plenamente em Jesus. Ninguém se colocará no caminho de conversão do Evangelho, se primeiro não o reconhece e dedica um amor incondicional sobre tudo e sobre todos. Isto Cristo nos ensina naquelas fortes palavras, que nos soam estranhamente, mas que devem ser corretamente compreendidas: “Quem não odiar seu pai...”. É óbvio que Jesus não está pedindo nosso ódio a alguém, o que seria contraditório naquilo que encontramos em todo

o Evangelho. Esta é uma expressão idiomática dos semitas que quer dizer um amor preferencial a Deus em relação às outras pessoas. No confronto de nossa realidade com a de Deus é que criamos condições para o surgimento da sabedoria do coração, pois saberemos renunciar nossas próprias idéias e vontades para entrar no projeto divino. Esta renúncia deve compreender três dimensões: sobre os bens, sobre as pessoas e, principalmente, sobre si mesmo. Esta é dinâmica da sabedoria do coração. Ninguém seguirá a Deus carregando a sua cruz se não o reconhece como Valor Supremo de Vida. Quando possuímos esta consciência somos capazes de renunciar a tudo e todos que podem nos escravizar e abrir-se plenamente ao próximo.


Comunidade

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AGOSTO DE 2013

Piraí do Sul tem ordenação de mais um padre do clero diocesano

FOTOS: FACEBOOK

Janescleo Guimarães Souza será ordenado sacerdote no dia 4 de agosto, às 15 horas, na Igreja São José Operário

Agosto, o mês das vocações, será marcado na História da Igreja local como ocasião na qual mais um padre terá sido oficialmente acolhido pelo clero diocesano. O diácono Janescleo Guimarães Souza será ordenado sacerdote no dia 4 de agosto. A cerimônia de imposição das mãos de Dom Sergio Arthur Braschi está agendada para as 15 horas, na Igreja São José Operário, em Piraí do Sul. “Por causa da tua Palavra, lançarei as redes”. O trecho retirado do Evangelho de São Lucas (Lc 5,5) é o lema de ordenação presbiteral de Janescleo. “Essa frase me acompanha desde o tempo do curso de filosofia quando, em um retiro, eu estava passando por um momento difícil de discernimento”, partilha o vocacionado. No texto do qual foi retirado o versículo que orientará o ministério do neossacerdote, o evangelista Lucas conta que os discípulos não conseguem pescar nada durante uma noite inteira e, por isso, estão desanimados. No entanto, Jesus aparece e pede para que, mesmo assim, as redes sejam lançadas. Pedro confia em Jesus e diz a frase que foi escolhida por Janescleo para ser seu lema de ordenação presbiteral. As redes são lançadas e voltam repletas de peixes. Atividades Janescleo está em Piraí do Sul desde o

Primeiro grau do sacramento da Ordem, o diaconato, foi recebido no dia 7 de abril, na Catedral Sant’Ana

dia 15 de dezembro do ano passado. Em razão de a Paróquia ser muito grande e ter apenas um padre, ele assumiu várias atividades. Dentre elas está a missão de diretor espiritual paroquial do Encontro de Casais com Cristo (ECC). Janescleo também acompanha batizados, a Pastoral Vocacional e, uma vez por mês, participa de grupos de oração da Renovação Carismática Católica (RCC). Além dessas atividades específicas mencionadas, o futuro padre tem procurado atender as diversas pastorais, associações, movimentos e organismos, auxiliando com formação, palestras e, sobretudo, presença nas reuniões. Pelo menos até agora, a definição de Dom Sergio é que Janescleo permaneça em Piraí do Sul após a ordenação justamente pelo fato de haver só um padre para atender a comunidade paroquial.

Quem é o novo padre? Janescleo Guimarães Souza nasceu no dia 14 de setembro de 1985, em Jaguariaíva (PR). É filho de José Maria de Souza e Silmara Valentim Guimarães Souza e tem uma irmã: Vânia Mara de Souza. Fez os estudos primários na Escola Municipal do Espigão Alto. Concluiu o Ensino Fundamental no Colégio Estadual Milton Sguário e o Ensino Médio no Colégio Estadual Rodrigues Alves, em Jaguariaíva. Em 2004, ingressou no Seminário Propedêutico Mãe da Divina Graça, em Carambeí, que tinha como reitor Pe. Evandro Luis Braun. Cursou filosofia, entre os anos de 2005 e 2007, no Instituto de Filosofia e Teologia Mater Ecclesiae (Ifiteme), residindo no Seminário Diocesano São José e tendo como reitor o Pe. Mário Spaki. Janescleo fez o curso de teologia entre os anos de 2008 e 2012, também no Ifiteme, enquanto residia no Seminário Diocesano São João Maria Vianney, tendo como reitores o Pe. Valdeslei Sviercoski e o Pe. Antônio Ivan de Campos. Em 2013, está providenciando a convalidação do curso de teologia na Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná. De 2005 a 2007, auxiliou na Pastoral Vocacional Diocesana. Em 2008, ajudou na Paróquia São Judas Tadeu, de Ponta

Grossa. Em 2009, Janescleo participou do Ano Pastoral na Paróquia Nossa Senhora da Luz, em Irati, e na Paróquia Imaculada Conceição, de Teixeira Soares. Em 2010, auxiliou no Serviço de Animação Vocacional (SAV) Diocesano. Em 2011, ele ajudou na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, de Castro, e, no ano seguinte, auxiliou na prioridade diocesana, a “Renovação das Paróquias a partir de Cristo para Transmissão da Fé”. Recebeu o Ministério de Leitor no dia 10 de março de 2011, na Paróquia Nossa Senhora da Saúde, em Ponta Grossa. O Ministério de Acólito foi concedido no dia 4 de agosto de 2012, na Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, também em Ponta Grossa. Foi inscrito no Rito de Admissão como Candidato às Ordens Sacras no dia 15 de setembro de 2012, na Paróquia Sant’ Ana (Catedral). Todas essas celebrações foram presididas por Dom Sergio Arthur Braschi. A ordenação diaconal aconteceu no dia 7 de abril deste ano, às 15 horas, na Catedral Sant’Ana. O lema de ordenação diaconal foi retirado do livro do profeta Isaías: “Não temas, porque eu te resgatei, chameite pelo nome: Tu és meu” (Is 43, 1).

Vocação Paróquia pede renovação implanta Pastoral permanente do “sim” da Esperança

Janescleo comenta que a vocação sacerdotal pede o renovar cotidiano da resposta afirmativa ao chamado divino. “O ‘sim’ que dei ontem não é o mesmo de hoje e nem será igual ao de amanhã”, afirma. “Percebo que o lema da minha ordenação sacerdotal me motiva a continuar sempre amando as pessoas, ajudando-as, mesmo na fraqueza, na pequenez, nos medos e nas incertezas”, complementa.

De acordo com Janescleo, o exercício do ministério exige que se repita constantemente: “por causa da tua Palavra, lançarei as redes”. “Redes do amor, da fé, da humildade, da alegria, da simplicidade, da acolhida”, expõe.

Recentemente a Paróquia Senhor Menino Deus, de Piraí do Sul, implantou a Pastoral da Esperança. Como diácono, Janescleo tem auxiliado também nesse trabalho. “A Pastoral consiste em fazer um acompanhamento nas exéquias e, posteriormente, se a família que perdeu seu ente querido desejar, vamos até a casa e nela rezamos por sete dias”, explica. Em cada dia de celebração é acesa uma vela. Esse gesto é rico em simbologia. As celebrações são realizadas em sete dias porque sete é considerado, no contexto bíblico, “o número da perfeição”. “Ele representa que estaremos plenamente em Deus e, também, remete à soma das três pessoas da Santíssima Trindade mais quatro, que são os cantos do mundo. Sete, a totalização dessa soma, representa a relação existente entre Deus e as criaturas”, ensina.

“Não temas, porque eu te resgatei, chamei-te pelo nome: Tu és meu” (Is 43, 1): versículo de Isaías é o lema de ordenação diaconal

Curso pré-vestibular da Imaculada Conceição caminha para o sexto ano Começam, no dia 8 deste mês, as aulas de mais um semestre do Grupo de Estudos Pré-Vestibular da Paróquia Imaculada Conceição, de Ponta Grossa. Graças ao voluntariado de uma equipe que conta hoje com 25 professores, o projeto social prepara interessados em ingressar no ensino superior. No fim de 2013, a iniciativa completa seis anos. Para inscrever-se é necessário apresentar histórico escolar e comprovantes de renda e residência. “Por ser um trabalho social, é feita uma análise da renda familiar per capita”, explica Rodrigo Milleo, que está no projeto desde o seu início e hoje responde pela coordenação. Segundo conta, ele próprio é um dos grandes beneficiados. “Aprendi muito, cresci muito como ser humano aqui”, expõe. A solidariedade que emana do voluntariado colabora para tornar o ambiente propício para novas amizades. Loryellen Cristine Franco pretende conquistar uma vaga no curso de Engenharia Mecânica na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). A estudante destaca que o bom relacionamento complementa o aprendizado em si. “O que temos aqui não é somente a oportunidade de aprender o conteúdo, mas, também, a boa convivência”, comenta. Willian Samuel Santana da Roza, que leciona geografia, encara a atuação voluntária

Rodrigo: “Cresci muito como ser humano aqui”

Aulas são ministradas de segunda a sexta-feira, das 18h45 às 22h15

como uma forma de retribuir à sociedade tudo aquilo que recebeu do Estado, uma vez que estudou na UEPG, uma instituição pública. Há dois anos engajados no projeto (“e vou continuar”, garante), Willian já

passou pela experiência de ver muitos exalunos felizes pela aprovação. Mas, dentre tantos casos, um é especial. “Minha mãe foi minha aluna e agora está no primeiro ano de Letras”, partilha.

Loryellen: boa convivência complementa o aprendizado

Willian: alegria de ter a própria mãe como aluna aprovada no curso de Letras

Índice de aprovação gira em torno de 40% Rodrigo comenta que o índice de aprovação é de aproximadamente 40% do total de estudantes que concluem cada semestre. O número de vagas é limitado a 80 alunos, mas nem todos chegam ao final. Em julho deste ano, por exemplo, o cursinho contava com 25 estudantes. Para dar uma ideia do êxito da iniciativa, o coordenador do grupo de estudos informa o histórico de aprovação em cursos da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Até agora, só não houve aprovados nos cursos de direito, medicina e odontologia. Há registro de aprovações em todos

os demais. “No vestibular de dezembro do ano passado, por exemplo, um de nossos alunos conseguiu o segundo lugar em enfermagem”, orgulha-se Rodrigo. Os interessados em frequentar a sala de aula tanto como alunos quanto como professores podem procurar a secretaria da Paróquia Imaculada Conceição durante o horário comercial. Especificamente com relação aos eventuais interessados em doar seus conhecimentos como professores, Rodrigo informa que não é exigido experiência. As aulas são ministradas de segunda a sexta-feira, das 18h45 às 22h15. São quatro

aulas com cinquenta minutos de duração cada uma. É cobrada uma taxa de R$ 80,00 por semestre para ajudar a custear itens como, por exemplo, fotocópias, água, material didático e materiais de limpeza. A Paróquia Imaculada Conceição colabora disponibilizando a estrutura e efetuando o pagamento das faturas de energia. O material didático é padronizado e passa por constantes atualizações feitas pelos professores. Nada impede, no entanto, que essa “padronização” seja “quebrada” pela doação de apostilas. Pelo contrário: elas são muito bem-vindas, frisa Rodrigo.


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Comunidade AGOSTO DE 2013

Fiéis fazem balanço positivo da Jornada Mundial da Juventude Milhões festejaram a fé cristã de forma pacífica em Copacabana. O papa pediu justiça social e visitou uma favela. Participantes do evento voltam para casa com boas impressões.

Cansados e felizes, eles andavam por Copacabana domingo (28/07), carregando bandeiras – não erguidas, como durante a vigília com o papa, mas sobre os ombros. Foram seis dias emocionantes para os jovens católicos que chegaram de todos os continentes até o Rio de Janeiro, para celebrar com o papa a Jornada Mundial da Juventude. O clima foi melhorando a cada dia, ao longo de uma semana. Na missa inaugural, os peregrinos tiveram que se aquecer. O Rio foi tomado pelo mau tempo, chuva e frio incomuns. Copacabana parecia vazia. Mas as seguidas aparições do papa foram ocorrendo diante de um número cada vez maior de pessoas. A Via Sacra foi acompanhada por três vezes mais pessoas que o evento inaugural e, depois, ocorreram ainda a vigília com o papa e a missa de encerramento, quando milhões de pessoas se reuniram na praia mais famosa do Brasil para rezar, cantar e celebrar sua fé. O clima também ajudou, o sol se mostrou na praia de Copacabana, ajudando a criar a atmosfera que todos esperavam. “Pode-se dizer que esta foi a maior festa de praia do mundo”, comentou o alemão Dominik Humm, de Frankfurt. “Com tantos jovens, milhões de fiéis, que celebraram a missa juntos. Foi uma dádiva dos céus.” “A hospitalidade dos brasileiros foi impressionante”, elogiou o capelão Thomas Müller, que acompanhou um grupo de jovens católicos de toda a Alemanha durante a Jornada Mundial da Juventude. Ele se disse impressionado com a forma como os jovens brasileiros vivem sua fé. “Mas o mais impressionante mesmo foi o Santo Padre”, acrescentou. “A coragem que ele teve em dizer durante a vigília ‘amigos, três coisas são importantes: a oração, os sacramentos e o serviço ao próximo’, e, a partir daí, falou: ‘vocês podem mudar o mundo’.” Em sua viagem ao Brasil, o papa Francisco estabeleceu um foco muito claro: a luta contra a pobreza e pela justiça social. Ele visitou uma favela, reuniu-se com jovens infratores e com viciados em drogas. Durante a Via Sacra, falou da ligação de Jesus com “as vítimas da violência”, com “as pessoas que passam fome”, com “todos aqueles que são perseguidos por causa de sua religião, suas ideias ou simplesmente por causa de sua cor de pele”. Em missa solene na Catedral do Rio de Janeiro, disse que os se-

Papa Francisco atraiu multidões por onde passou

minaristas devem “nadar contra a corrente” e afirmou que, para servir a Cristo, é preciso ir às favelas. Diante de representantes de empresas e da política brasileira, como a presidente Dilma Rousseff, expressou apoio às manifestações das últimas semanas: “Entre a indiferença egoísta e o protesto violento, há uma opção sempre possível: o diálogo”. Necessidade de mudança “Alguma coisa tem que mudar na sociedade brasileira”, constata Bernd Klaschka, diretor da organização filantrópica alemã Adveniat, ligada à Igreja Católica e especializada em ajuda à América Latina. Klaschka faz um balanço positivo da visita do papa e da Jornada Mundial da Juventude, lembrando que o pontífice encorajou os jovens a lutar por mais justiça social. “Eles (os jovens) estão cheios de esperança de que as coisas mudem.” Klaschka espera que os políticos estejam conscientes, após a visita do papa, de que têm que atender às demandas da juventude. Ele também acredita que a visita do sumo pontífice deu novo ânimo ao povo das favelas. “Eles receberam a visita do papa como uma honraria, como sinal de que ele os leva a sério.” Sebastião Santos, presidente da ONG Viva Favela, no entanto, não acredita que a visita do papa vá mudar alguma coisa nas favelas a curto prazo. “Mas a longo prazo, algo deve mudar na sociedade após o apelo por mais responsabilidade social”, avalia. Promover a fé Na missa de encerramento, o papa falou aos jovens peregrinos como missionários, pois este era o lema e o objetivo declarado da Jor-

nada Mundial da Juventude: evangelizar e recuperar os muitos fiéis que a Igreja Católica vem perdendo nos últimos anos, especialmente na América Latina. Os jovens, disse o papa, devem ir às periferias e lá promover sua fé, mesmo para aqueles que “pareçam mais distantes, mais indiferentes”. “O encerramento da Jornada Mundial da Juventude não é o fim”, diz Juan Ferrera, do Uruguai, “mas apenas o começo”. Ele acrescenta que agora os peregrinos voltam para suas comunidades, onde poderão espalhar o evangelho. “Nós queremos, com a nossa fé, levar alegria para a vida de todas as pessoas que estão sozinhas, que estão tristes ou presas na rotina de seu trabalho. Cristo é alegria. Essa é a nossa mensagem.” No Rio, os peregrinos deixam um clima positivo. Não houve grandes protestos. Algumas centenas de pessoas participaram da Marcha das Vadias, na última noite de vigília, e defenderam o direito ao aborto e à contracepção. Mas as vozes críticas não chegaram a incomodar a maioria dos peregrinos. Tanto para o sul-americano Juan Ferrera como para o alemão Dominik Humm, não faltou nada ao evento. Eles não se incomodaram nem um pouco com o fato de o papa não ter dedicado uma só palavra à moral sexual católica e ao tema ecumenismo. Mas há peregrinos mais críticos. Estes esperam por palavras reformistas do papa Francisco durante a próxima Jornada Mundial da Juventude, que ocorrerá em 2016 na cidade polonesa de Cracóvia. Fonte: http://www.dw.de/ fi%C3%A9is-fazem-balan%C3%A7opositivo-da-jornada-mundial-dajuventude/a-16983788

De Segunda à Sábado Experiência de Deus com o Padre Reginaldo Manzotti DAS 10:00 ÀS 11:00 Hs. Praça Mal. Floriano Peixoto, 581 - 3º andar CEP 84010-970 Ponta Grossa - Pr Telefone: (042) 3028-0028 Site: www.radiosantana.com.br

JMJ pede reflexão sobre papel específico dos jovens na Igreja “O que a Igreja está precisando hoje e só a juventude pode viabilizar?” Esse é o questionamento que, segundo Dom Sergio Arthur Braschi, cada jovem da Diocese deveria ter consigo enquanto estivesse participando da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013. O recado foi deixado pelo bispo durante a missa de envio dos peregrinos, que aconteceu no dia 20 de julho, às 18 horas, na Catedral Sant’Ana. No início da celebração eucarística, Dom Sergio pediu para que todos que estavam prestes a viajar para a Jornada levantassem as mãos. A grande maioria executou o gesto, que foi seguido por aplausos e gritos de comemoração. De acordo com Dom Sergio, a reunião de representantes de tantas nações em um só lugar, em nome da fé, é algo “profundamente evangelizador”. “Mas, para isso, precisamos estar com o coração muito aberto: ‘Senhor, o que queres que eu faça? Quero ser um instrumento de Jesus para os outros’”, pregou o bispo. Com toda certeza, é uma reflexão que ultrapassa o período de realização da Jornada propriamente dita. Cerca de 1,2 mil pessoas representaram a Diocese de Ponta Grossa no encontro de fiéis do mundo todo com o Papa Francisco, que aconteceu entre os dias 23 e 28 de julho, no Rio de Janeiro. Entre eles estava Juliane Aparecida Schneider, da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, de Ponta Grossa. “Escuto muito das pessoas que participaram de uma Jornada que elas voltam transformadas após esse encontro com Jesus. Espero vivenciar isso e trazer para os jovens que ficaram a alegria que vamos encontrar lá”, comentou, pouco antes da partida.

Tarcísio Rodrigues Macedo Rosa é da Paróquia Imaculada Conceição, de Ponta Grossa. Horas antes do embarque, ele partilhou que estava com uma “expectativa enorme”. “Espero voltar com a vontade renovada de transformar nosso grupo de jovens, nossa comunidade”, disse. Para Elaine Cristina da Silva, da Paróquia Santa Rita de Cássia, participar da Jornada Mundial da Juventude representa uma oportunidade de testemunhar

que a Igreja Católica segue um Jesus vivo. “Acredito que a presença de cada um vai demonstrar isto: que seguimos – e servimos – um Cristo que está ressuscitado”, concluiu. Durante a JMJ Rio2013, a réplica da cruz que peregrinou pelas 45 paróquias ficou na Catedral Sant’Ana, a “Igreja Mãe” da Diocese. Segundo expôs Pe. Joel Nalepa, o gesto é um “sinal de unidade” da Igreja local com os que partiram para o Rio de Janeiro.

Elaine, da Paróquia Santa Rita de Cássia: oportunidade de testemunhar que a Igreja segue um Jesus vivo

Juliane, da Paróquia Nossa Senhora de Fátima: esperança de retornar transformada após encontro com Jesus

Tarcísio, da Paróquia Imaculada Conceição: “Espero voltar com a vontade renovada de transformar nosso grupo de jovens, nossa comunidade”

Durante Jornada Mundial da Juventude, réplica da cruz que peregrinou pelas 45 paróquias ficou na “Igreja Mãe” da Diocese


Feira mostra trabalho das pastorais na Paróquia N. Sra. do Monte Claro

A Paróquia Nossa Senhora do Monte Claro, no Núcleo residencial Santa Maria, em Ponta Grossa, realizou nos dias 13 e 14 de julho de 2013, sua Feira das Pastorais, oportunidade em que todos puderam conhecer um pouco mais sobre o trabalho e ação de cada pastoral ali instalada. Cada expositor teve o cuidado de fazer plantão, compartilhando suas ações, numa verdadeira integração, contribuindo para o crescimento coletivo daquela comunidade, dentro do que preconiza o espírito de renovação paroquial. O evento serviu também como forma de integração para os novos moradores da região ainda não totalmente familiarizados com a comunidade. A feira permaneceu aberta durante toda a tarde de sábado, dia 13, e após a missa no domingo pela manhã, até o horário das 11 horas, e na parte da tarde, das 17 às 20 horas.

agostO DE 2013

CNBB-Sul2 apresenta novo site

Quem está acostumado a visitar o site do Regional Sul 2, pouco movimentado e descolorido, vai ter um susto ao conhecer o novo rosto eletrônico da Igreja do Paraná. A imponente araucária, árvore símbolo do Estado, contra o céu amplo de colorido quente, acolhe o visitante e oferece um amplo leque de opções para quem quer navegar pelas dioceses e todas as atividades da Igreja paranaense.

EM AÇÃO DE GRAÇAS A comunidade da capela Nossa Senhora da Luz, em Guaragi, estará comemorando em setembro de 2013, o primeiro aniversário da reforma e restauração da igreja centenária, considerada por todos um patrimônio histórico do lugar. Com o passar dos nãos, a antiga construção foi aos poucos apresentando problemas em sua estrutura. A reforma, iniciada em março de 2012, foi completa e contou com a ajuda dos moradores. O sentimento dos moradores é de “Ação de Graças”, pela conquista obtida. “Não nos orgulhemos, a não ser de sermos gente de fé e confiança em Deus, porque essa obra é mais Dele do que nossa”, disse o pároco, Pe. Albino Dziadzio. Participaram da concretização da

obra, os coordenadores da comunidade, Wilson e Terezinha; o engenheiro Márcio e o mestre de obras, Paraíba.

n Informação: você verá fotos que se alternam convidando a conhecer os últimos acontecimentos da Igreja do Paraná, do Brasil e do Mundo. n Arquidioceses, dioceses, Eparquia Ucraniana, com seus bispos, endereços, e link para os sites das Igrejas particulares. n Pastorais e Movimentos Eclesiais, Organismos da Igreja Regional podem postar suas imagens e textos, com informações e propostas. n Publicações do próprio Regional, mate-

rial criativo para pequenos grupos, documentos para download, que possibilitam uma troca de experiências constante e rica para servir à evangelização. n Interação, presença na rede digital de todos os segmentos da vida eclesial: é isso que pretendemos com essa ferramenta. n Para tablets e smartfones, não haverá dificuldade de acesso, pois foi construído no modelo de Website Responsivo, isto é, flexível para facilitar o uso nos aparelhos móveis. Construir um site é um trabalho minucioso e demorado. Mantê-lo atualizado e útil é um desafio que queremos compartilhar com todos os que constroem a Igreja. Queremos convidálo a navegar, conhecer nossa casa, sentir-se em casa, trazer sugestões, levar informações e estímulo para o seu trabalho de Igreja, para a sua comunidade de vida. Evangelizar é o que mais desejamos. Seja bem-vindo ao www.cnbbs2.org.br.


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Comunidade AGOSTO DE 2013

“Semana Missionária jovem” espalha ações pelas paróquias Abordagens evangelizadoras nas ruas, momentos culturais e leitura orante da Bíblia foram algumas das atividades desenvolvidas

Entre os dias 13 e 20 de julho, a Diocese viveu a Semana Missionária em preparação à Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013. Ela teve início com o show de Tony Allysson, no Centro de Eventos, ocasião na qual também foi comemorado os 40 anos de ordenação sacerdotal de Dom Sergio Arthur Braschi. Desde então, muitas atividades foram realizadas nas paróquias até o dia 20 de julho quando, às 18 horas, na Catedral Sant’Ana, Dom Sergio presidiu a missa de envio dos representantes da Igreja local na JMJ. Pe. Joel Nalepa, integrante da comissão nacional de preparação para a Jornada, comenta que a Semana Missionária na Diocese foi realizada em sintonia com as diretrizes do Plano de Pastoral da Igreja local. Em outras palavras, em sintonia com a prioridade diocesana: a “Renovação das Paróquias a Partir de Cristo para Transmissão da Fé”. Os jovens ajudaram a distribuir imagens dos santos com suas respectivas biografias, que integram a ação evangelizadora “Santos, Testemunhas da Fé”, bem como versículos bíblicos que fazem parte da ação evangelizadora que valoriza a Mãe da Divina Graça e busca fortalecer a experiência pessoal com a Palavra de Deus. Entre as tantas atividades desenvolvidas durante a “semana missionária jovem”, Pe. Joel destaca a mobilização em Piraí do Sul, na Paróquia Senhor Menino Deus. Durante 14 dias, a comunidade esteve envolvida em atividades vocacionais motivadas pela ordenação presbiteral de Janescleo Guimarães Souza, agendada para o dia 4 de agosto. Foi uma semana vocacional na área urbana e outra na área rural. Em vários setores, conforme Pe. Joel, foram realizadas leituras orantes da Bíblia. Também houve o registro de visitas a instituições sociais, famílias e enfermos. Em Ponta Grossa, durante o vestibular da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), nos dias 14 e 15 de julho, jovens abordaram vestibulandos para distribuir versículos bíblicos. “Era uma forma de estímulo aos estudantes”, comenta Pe. Joel. Em várias paróquias aconteceram momentos culturais como teatro, música e dança. E, no dia 18 de julho, 150 italianos do Caminho Neocatecumenal passaram pela Diocese. No dia 21 de julho, foi a vez de outros 450 jovens, também do Caminho Neocatecumenal, participarem de uma missa na Paróquia Nossa Senhora da Saúde, em Ponta Grossa. Eles vieram da Alemanha, do Chile e da Holanda. No dia 20 de julho, à tarde, jovens se concentraram no Parque Ambiental, no centro de Ponta Grossa, para apresentações musicais e testemunhos. De lá, eles partiram para a Catedral Sant’Ana, onde Dom Sergio presidiu a missa de envio para a JMJ.

No sábado, 20 de julho, jovens partiram do Parque Ambiental em direção à Catedral

Este ano, as Irmãs Missionárias dos Sagrados Corações de Jesus e Maria celebram 50 anos de presença e missão no Brasil. O Instituto das Irmãs dos Sagrados Corações de Jesus e Maria foi fundado em Roma, no ano de 1886 por Rosa Rosato e Rosa D'Ovídio, jovens que, acolhendo as inspirações do Espírito, lançaram-se, com coragem e entusiasmo, na finalidade de honrar os Sagrados Corações de Jesus e Maria e de servir aos irmãos necessitados. Logo surgiram outras jovens sentindo-se chamadas a seguirem o mesmo ideal, em terra italiana, numa época tão flagelada por vários tipos de necessidades. Elas levavam o amor e o zelo com os quais viveram e transmitiram as Fundadoras Rosa Rosato e Rosa D'Ovídio, dedicando-se em favor dos pequenos e necessitados. Em 1963, seguindo as diretrizes do Concílio Vaticano II e a convite de Dom Geraldo Pelanda, bispo de Ponta Grossa – Pr, o Instituto abre as suas portas ao exterior, enviando as primeiras irmãs italianas para terras brasileiras, tornando-se assim Instituto Missionário. No dia 06 de agosto de 1963 as primeiras irmãs chegaram à cidade de Guarapuava – Pr, para ali iniciarem a missão.

Foto da missa Jubilar, celebrada no Santuário de Aparecida dia 08 de Junho de 2013

Hoje no Brasil, o Instituto está presente nas cidades de Ponta Grossa e Teixeira Soares no Paraná; em São Paulo – capital, e em Osvaldo Cruz interior de São Paulo. Nessas comunidades as irmãs se dedicam especialmente á formação das jovens, futuras Irmãs e atuando junto ao povo nas periferias, nas creches, na assistência às crianças carentes, adolescentes, enfermos, idosos, nas pastorais paroquiais e missões populares. Estão

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também em outros países: Coréia do Sul (Seoul), África (Tanzânia) e Guatemala, como também na Itália, onde o Instituto foi fundado. A Espiritualidade das Missionárias dos Sagrados Corações de Jesus e Maria é caracterizada pela atenção profunda ao Coração Divino de Jesus e ao Coração Imaculado de Maria que constituem a parte central e fundamental do Carisma. A referência ao Coração de Cristo coloca

em evidência o que Jesus nos ensina quando diz: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de Coração” (Mt 11,29). As Irmãs Missionárias dos Sagrados Corações, contemplando o Coração de Cristo, aprendem a sentir-se verdadeiramente amadas por Deus, para irradiar alegria e serenidade em todas as circunstâncias de sua vida. Os Corações de Jesus e Maria são a “fornalha ardente” onde cada missionária se forma, se consagra e se sente enviada, para que, de discípulas dos Sagrados Corações, tornem-se apóstolas. A dimensão teológica, espiritual e apostólica do Carisma, desde as origens da Congregação, expressam a dedicação completa de cada membro em levar o Reino de Deus aos irmãos necessitados a conhecer o amor do Pai, em viver a salvação do Filho, deixando-se guiar pela sabedoria que vem do Espírito Santo. E assim, as Missionárias dos Sagrados Corações se dedicam em favor dos pequenos e necessitados. A sua missão almeja alcançar a todos, sob o exemplo do Coração materno de Maria: “Viver o seguimento do Coração de Jesus à luz do Coração de Maria, a serviço dos irmãos pobres e sofredores”. O Jubileu de Ouro do Instituto se encerra no dia 11 de agosto de 2013 em Teixeira Soares paróquia Imaculada Conceição, com a Missa em Ação de graças por todo Bem que os Corações de Jesus e de Maria com generosidade dispensam a todos nós. Convidamos você a participar e se unir conosco nesse mesmo ideal: Dar HONRA E GLORIA AOS SAGRADOS CORAÇÕES! Irmã Maria Fabiana Santos


Comunidade

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“Vicentino tem tomado consciência de que é um vocacionado” Pe. Alexandre Nahass Franco, assessor espiritual do Conselho Nacional da Sociedade São Vicente de Paulo, passou por Ponta Grossa em junho para reunião com jovens e encontro de motivação

“O vicentino tem tomado consciência de que é um vocacionado e não um voluntário”. A constatação é do Pe. Alexandre Nahass Franco, assessor espiritual do Conselho Nacional da Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP). Vindo da Arquidiocese de Belo Horizonte, em Minas Gerais, ele esteve em Ponta Grossa nos dias 22 e 23 de junho para cumprir uma agenda de atividades relacionadas ao movimento na Diocese, que incluiu reunião com jovens e encontro de motivação para vicentinos. Pe. Alexandre comenta que essa mudança de mentalidade tem consequências diretas na forma de atuação dos integrantes da SSVP. “Percebi um avanço muito grande no trabalho de promoção humana, de resgate da dignidade das pessoas. Olhávamos os vicentinos como ‘entregadores de cestas básicas’ e hoje não é isso”, afirma. “Um aspecto importante é o fato de a SSVP ter ocupado lugar não só na Igreja, mas na sociedade em geral, como, por exemplo, em centros de referência em assistência social”, complementa. “Os vicentinos têm sido uma voz profética na sociedade”, acrescenta. Pe. Alexandre faz todas essas afirmações com a autoridade de quem viaja pelo

Brasil para acompanhar o trabalho dos vicentinos. Ou mais do que isso: fortalecer e motivar o trabalho desenvolvido nas diversas dioceses. A missão é exigência do cargo de assessor nacional que ele ocupa desde 2009. Obviamente, há desafios na atuação dos membros da SSVP. O primeiro deles é, segundo Pe. Alexandre, a carência de lideranças, não só entre os vicentinos, mas na Igreja em geral. O segundo é a deficiência, em alguns casos, no gerenciamento de recursos. “É preciso administrar melhor o patrimônio para melhor servir aos pobres”, expõe. E o terceiro desafio apontado por Pe. Alexandre, com base em suas verificações Brasil afora, é a falta de jovens para engrossar as fileiras de integrantes do movimento. O assessor espiritual do Conselho Nacional da SSVP lembra que esse fato representa uma contradição com as origens da iniciativa, que foi lançada por um jovem entre os jovens. No caso, o universitário francês Antonio Frederico Ozanam, que congregou universitários para ajudar os menos favorecidos. Na época, 180 anos atrás, os pobres representavam parcela significativa da população da França.

Vicentinos investem no recrutamento de jovens

Pe. Alexandre destaca palavras do Papa

Pe. Alexandre durante celebração na Capela Nossa Senhora da Piedade: “é preciso acolher a todos indistintamente”

Na noite do sábado 22 de junho, Pe. Alexandre presidiu a celebração eucarística das 18h30 na Capela Nossa Senhora da Piedade, pertencente à Paróquia São Judas Tadeu. Em sua homilia, ele deu ênfase às palavras do Sumo Pontífice. “O Papa Francisco tem destacado que viver a experiência de fé do seguimento de Jesus Cristo não é possível sem acolher a todos indistintamente”, expôs Pe. Alexandre, demonstrando muita convicção no que dizia. Conceder bastante atenção a essas palavras do Papa Francisco pode tranquilamente ser encarada como uma atitude

normal de um padre que, além de assessor dos vicentinos, é, ele próprio, um sacerdote vicentino. Pe. Alexandre pertence à Congregação da Missão, mais especificamente à Província do Rio de Janeiro. No Brasil, os “Padres Vicentinos”, como são popularmente chamados os membros da Congregação da Missão, também têm, em sua organização, as Províncias de Fortaleza e de Curitiba. Ao afirmar que “é preciso acolher a todos indistintamente”, Pe. Alexandre fala claramente dos tantos excluídos da sociedade. E não só dos materialmente

desfavorecidos. “Hoje há novas formas de pobreza”, diz, citando como um dos tantos exemplos a proliferação do uso de drogas. Atuar contra essas mazelas é a principal missão dos vicentinos. Atualmente, a SSVP conta com aproximadamente 200 mil integrantes, que estão organizados em 17 mil conferências particulares (grupos menores), 1,7 mil conselhos particulares, 343 conselhos centrais e 33 conselhos metropolitanos. Os vicentinos também são responsáveis por manter quase mil obras unidas, como hospitais e asilos.

Assessor nacional cumpre agenda em Ponta Grossa No sábado, 22 de junho, Pe. Alexandre visitou o Conselho Central Vicentino de Ponta Grossa e participou de uma reunião com jovens. À noite, presidiu a missa das 18h30 na Capela Nossa Senhora da Piedade, pertencente à Paróquia São Judas Tadeu, onde também acompanhou, depois da celebração eucarística, a cerimônia de posse da nova diretoria da Conferência Particular de Sant’Ana.

No domingo, 23 de junho, Pe. Alexandre ajudou a ministrar uma motivação para confrades e consócias (nome dado aos integrantes da SSVP). Na formação, ele destacou três elementos considerados próprios de Antonio Frederico Ozanam, fundador do movimento. São três aspectos que, segundo Pe. Alexandre, devem ser cuidadosamente observados por quem compõe essa proposta específica de seguimento de Jesus Cristo fundada há 180 anos.

O primeiro deles é o amor de Deus na vida dos vicentinos. O segundo elemento é a caridade, ou seja, a concretização, a manifestação concreta do amor de Deus. E o terceiro é a justiça, uma consequência da caridade. Em sua passagem pela Igreja local, Pe. Alexandre diz ter ficado grato a Dom Sergio Arthur Braschi e ao clero pelo incentivo dado aos vicentinos. “Chamou a minha atenção o apoio da Diocese”, observa.

Ricardo: trabalho com público juvenil requer quebra de mitos

Quem também acompanhou o Pe. Alexandre durante sua passagem por Ponta Grossa foi Ricardo Alessandro Nicoleti. Vindo da Arquidiocese de Maringá, Ricardo ocupa há um ano e meio o cargo de coordenador da Comissão de Jovens do Conselho Metropolitano de Curitiba da SSVP, que engloba os vicentinos atuantes nos estados do Paraná e Santa Catarina. Ricardo veio a Ponta Grossa para ajudar a ministrar a formação do dia 23 de junho, que foi realizada na Capela Santa Isabel, na Vila Odete, pertencente à Paróquia Nossa Senhora de Fátima. Ele falou sobre as diversas características necessárias para ser um bom líder vicentino nos dias atuais. Dentre elas, estão a humildade e a ousadia, que precisam ser acionadas com equilíbrio. Responsável pela “ala jovem” do movimento, Ricardo diz que uma das principais ações do planejamento atual da SSVP é o recrutamento dessa parcela da população. “Além de motivar os jovens já atuantes, é preciso buscar os não vicentinos para que

venham se apaixonar, se encantar pela SSVP”, afirma. “Somos jovens desde a origem, já que o movimento foi pensado por jovens e entre os jovens”, comenta, referindo-se ao fato de a SSVP ter sido fundada no meio universitário por Antonio Frederico Ozanam quando este tinha apenas 20 anos. O atual trabalho com o público juvenil, de acordo com Ricardo, requer a quebra de uma série de mitos. O primeiro deles é o de que a SSVP dirige-se apenas para adultos ou mesmo quem já chegou à terceira idade. Os vicentinos mantêm várias obras como hospitais e asilos e esse fato, segundo Ricardo, acaba passando a ideia de movimento específico para pessoas com mais idade. Outro mito que ainda pode existir (apesar do avanço apontado por Pe. Alexandre) é o de que os vicentinos apenas distribuem cestas básicas ou de que as ações reduzemse a reuniões semanais. “Desenvolvemos várias atividades”, comunica Ricardo. Quer saber mais? Convém procurar um vicentino em sua comunidade.

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AGOSTO DE 2013

Dom Sergio - 40 anos de ordenação presbiteral

“Eu tenho a semente” No dia 13 de julho de 2013, o bispo diocesano de Ponta Grossa, Dom Sergio Arthur Braschi comemorou 40 anos da sua ordenação presbiteral, e também 15 anos de sua ordenação episcopal e 10 anos de sua presença como bispo em Ponta Grossa. Foram várias as homenagens feitas pela comunidade, a começar pela missa celebrada na Catedral Sant'Ana, seguida de almoço e à noite o show com a presença do artista Tony Alisson, no Centro de Eventos.

Em todas as oportunidades, muitas foram as manifestações de carinho dirigidas a Dom Sergio, uma figura carismática, que soube conquistar com facilidade a admiração de todos, sejam crianças, jovens, adultos ou idosos. "Eu procuro sempre me relacionar bem com todos, mas confesso que são as crianças e os idosos aqueles com quem mais me identifico", revela ao falar um pouco da sua vida sacerdotal, da vocação que traz desde a infância, quando já se manifestava no seu coração um grande ardor, cofirmado ao longo do tempo, quando se realizou e continua se realizando na missão que é levar a palavra de Deus, evangelizando. Aquela figura aparentemente frágil e ao mesmo tempo alegre, sempre animando os encontros, quando acompanhado da "Quitéria", apelido que deu ao seu inseparável violão, na verdade é um gigante, um guerreiro que teve que superar muitos obstáculos para enfim realizar seu sonho de criança: ser padre. No dia 8 de julho de 1973, quando o então diácono Sergio Arthur Braschi entrava na igreja matriz da Paróquia São Francisco de Paula, hoje centro de Curitiba, um filme todo passou por sua cabeça. Era a realização de um sonho, e ao mesmo tempo a consagração de um plano de vida traçado pelas mãos de Deus, a quem o jovem Sergio confiou a sua caminhada. Voltar ali, onde tudo começou, onde verdadeiramente nasceu para a vida e para o sacerdócio, foi emocionante. "Ao ver meus pais, lado a

lado, rever pessoas que deixei por anos, reencontrar outras que me acompanharam até eu chegar àquele momento, único na vida de um sacerdote, foi marcante”. Aos poucos, Dom Sergio vai folheando histórias que começam pela lembrança de quando ainda era criança, ao lado de sua mãe, Maria Leopoldinha Santanna Braschi, de saudosa memória, mas com a qual mantém ainda hoje fortes laços afetivos. "Desde a minha infância, daquilo que eu tenho de recordação, sempre quis ser padre", revela o hoje bispo Dom Sergio. Mas foi numa das vezes que acompanhava sua mãe na missa, naquela mesma Paróquia onde seria ordenado, que o menino então com cerca de cinco anos de idade, ouviu a homilia do celebrante, Pe. Boleslau Falarz, que tratava da Parábola do Semeador. "Eu me lembro como se fosse hoje. Ele (o padre) referia-se a cada semente lançada, como se fosse uma vocação plantada no nosso coração". E foi interpretando a metáfora do pregador, que Sergio, voltando para casa, disse: "Mãe, eu tenho a semente!” A vontade manifestada surpreendeu a mãe, que de início reagiu como quem não entendera o significava da frase. Mas, coração de mãe a tudo vê e a tudo compreende, diante da explicação do filho: "Eu tenho dentro de mim a semente que o padre falou". Foi então que recebeu seu primeiro estímulo, em tom de cumplicidade: "É isso mesmo que você pretende, meu filho?" Diante da confirmação, o conselho: "Então, bico

Crises, renúncias e a convicção O maior de todos os desafios para quem opta pela vida clerical, começa logo nos primeiros anos do seminário, que é ter que renunciar a praticamente tudo o que a adolescência e a juventude mais presa e curte, testemunha Dom Sergio. "É preciso ter muita convicção daquilo que se quer, para enfrentar e superar tudo isso". Superar-se a cada dia é o que faz do sacerdote um homem diferenciado dos demais, embora tendo os mesmos medos, as mesmas limitações e fraquezas próprias do ser humano. E com o adolescente Sergio não foi diferente. Embora toda a sua determinação e a certeza do objetivo desejado, passou por sua primeira “crise” interior aos 15 anos de idade, quando ainda estava no seminário. "Em Paranaguá, conheci uma linda jovem francesa, de nome Ana Maria, pela qual me senti fortemente atraído e encantado por sua beleza física. Como adolescente que era, o menino Sergio mal sabia como lidar com sentimentos tão conflitantes, entre sua opção pelo seminário onde projetava sua carreira de padre e aquela atração que lhe parecia quase irresistível. Mas, o desencantamento veio logo em seguida, quando descobriu que a suposta paixão, na verdade ganhara ares coletivos. "Eu não estava sozinho nessa. Tinham mais dois ou três colegas seminaristas sofrendo a mesma crise, pelos mesmos motivos e pela mesma pessoa". (risos) O celibato é sempre tratado com o cuidado e o respeito que a Igreja recomenda, porém transforma-se num verdadeiro desafio a ser vencido, quando o assunto é a vida pessoal de quem opta por essa condição. Assim foi que a segunda crise veio aos 18 anos, quando Sergio frequentava o Seminário Maior Rainha dos Apóstolos. A exemplo da primeira situação, nesta também o jovem seminarista teve que por à prova sua vocação, só que desta vez recebeu

calado. Não conte nada a ninguém!" E assim foi. Por volta de 1955, já então com sete anos de idade, Sergio fez sua Primeira Comunhão, passando a fazer parte logo em seguida da Cruzada Eucarística, um movimento pertencente ao Apostolado da Oração, formado por crianças. "Reza, Comunga, Sacrifica-te e Sê Apóstolo" eram as quatro palavras de vida que orientavam o movimento e que também determinaram a vida do menino Sergio dali pra frente. O próprio Dom Sergio conta hoje que, determinante mesmo para a sua convicção vocacional, foi o dia em que, acompanhado de seu irmão mais velho, Gerson Luiz, foi levado por seu pai, também de saudosa memória, Acyr Arthur Braschi, que era secretário da Federação das Congregações Marianas do Paraná, para participar de um retiro, durante os três dias de carnaval. "Era tradição entre os Marianos, se recolherem em retiro, enquanto perdurava o carnaval. Eu e meu irmão éramos as únicas crianças - eu com oito e ele com nove anos - a participar ao lado dos jovens e adultos daquele momento de recolhimento, oração e renúncia", recorda-se o bispo, revelando que foi após essa experiência que pode sentir o fervor maior da sua vocação. "Passei então a frequentar a missa todos os dias", recorda-se. Com isso, junto com a religiosidade, emergiu também o talento musical que o identifica até hoje, em várias de suas apresentações públicas, executan-

uma ajuda providencial que iria mudar pra sempre o destino do futuro sacerdote. Chamado pelo arcebispo de Curitiba, Dom Manuel da Silveira D’Elboux, Sergio foi convidado para ir Ainda garoto, Sergio Arthur Braschi, estudar Teologia, em em tempos de seminário Roma. Eram fins da década de 1969, quando Já em Roma chegou a trabalhar a própria Igreja também vivia sua crise como servente de pedreiro, com o que de identidade, pós Concílio Vaticano conseguia juntar algum dinheiro que II. "Foi uma fase muito difícil para a enviava para sua mãe. Mas o destino, Igreja, que perdia muitos que acabaram pelas mãos de Deus, quis mais uma deixando o ministério". Enquanto isso, vez por à prova o fervor vocacional do ainda no Brasil, Sergio recebia novajovem estudante, colocando em seu mente o conselho da mãe, que percebia caminho uma outra jovem, brasileira, no filho o conflito que o incomodava cujos parentes moravam na Itália. naquele momento: "Pense bem, meu "Ele foi morar lá, justamente devido filho. É isto mesmo que você quer?", a problemas que vivia aqui no Brasil. perguntou-lhe, já não tão convicta da Depressiva, já havia tentado suicidardecisão anterior que o levou a optar se", conta Dom Sergio, ao revelar a mais pela vida que seguia. grave de todas as crises pelas quais Sergio, alertado pela mãe, sabia precisou passar. do compromisso que era seguir para a Por uma soma de fatores, entre Itália. E assim decidiu, deixando para os quais problemas familiares e seus trás, entre outras coisas, sua segunda e próprios conflitos internos, o jovem repentina indecisão. Além disso, sua Sergio viu-se mais uma vez envolvido família atravessava um período difícil, sentimentalmente com uma pessoa. tanto de conflitos como de ordem "Embora toda a minha certeza e meu econômica e financeira. "Sempre fui ardente desejo de servir a Deus, talvez muito ligado à minha mãe, e aquele pela soma das circunstâncias, acabei era o pior momento para deixá-la. Eu realmente me deixando envolver pela sabia o quanto ela precisava da minha jovem mulher”. Foi muito dolorido, presença ao seu lado, mas eu precisava mas ao perceber o que estava acontedecidir”. cendo, e antes que o pior acontecesse, Tendo a oração como sua grande Sergio decidiu que o certo a fazer era aliada, a fé como guia e seguindo por um fim na que poderia ter sido uma a vontade de Deus, o jovem Sergio simples e inocente amizade. E assim o atendeu seu coração. "Eu tinha muita fez. Uma carta, com quatro páginas vontade da verdade...", revela ao dizer escritas numa madrugada que parecia que se entregou completamente ao seu não ter fim, o jovem Sergio mais uma desejo de alcançar o objetivo planejado. vez teve que renunciar aos sentimentos Os dramas interiores ao invés de o de- pessoais para poder seguir seu destino, sestimularem, surtiam efeito contrário e deixando frutificar a semente que seno faziam amadurecer, tanto vocacional tiu ser lançada em seu coração, ainda como pessoalmente. quando criança.

do e cantando músicas que animam e contagiam quem o ouve. "Meu primeiro instrumento foi uma pequena gaita, que acabou despertando atenção das pessoas". Assim que foi levado a ter aulas de piano, na Paróquia. A convivência com a rotina da Paróquia e a do próprio padre fazia com que Sergio se sentisse ainda mais determinado na sua vocação. De ajudante nas missas a coroinha, o sonho do sacerdócio crescia com o passar dos anos. Ao completar seu décimo primeiro aniversário, no dia 3 de dezembro de 1959, ganhou de presente uma festa, em tom de despedida, oferecida por sua mãe, antes que o filho ingressasse no seminário, o que aconteceu no dia 17 de fevereiro daquele mesmo ano. Dom Sergio não contém a emoção ao se recordar desse dia, que descreve em detalhes: "Chovia muito. Era à tarde. Cheguei acompanhado do meu pai. Eu vestia um terninho verde, calça curta, meia ¾..." E assim o bispo mergulha no seu passado, como a retornar naquele dia, que ele mesmo descreve como um misto de expectativa e certeza. A atmosfera do local, o Seminário Menor São José de Orleans, parecia-lhe familiar. Os padres vicentinos, responsáveis pelo educandário, e as irmãos da Sagrada Família, que ali trabalhavam ajudando os padres, acolheram o novo interno com o carinho e atenção necessários. No quarto ano primário, o menino Sergio iniciava ali uma nova e decisiva etapa de sua vida.

A superação e o inesquecível amigo

Com Monsenhor Hamilcar, amigo fiel e conselheiro espiritual A primeira experiência em Roma foi também a fase mais importante na formação de Sergio Arthur Braschi. "Vivi momentos inesquecíveis, não apenas pela oportunidade única de poder conhecer novas culturas, ampliar meu horizonte de informação e evoluir como jovem estudante, mas, principalmente porque foi nesta ocasião que conheci meu hoje grande amigo, na época Pe. Hamilcar Mota da Silveira, atualmente monsenhor na Diocese de Mossoró, no Rio Grande do Norte". Além de sacerdote, Pe. Hamilcar era também psicólogo, e foi graças a essa convivência e à vontade de Deus que o jovem Sergio conseguiu superar boa parte das dificuldades que enfrentou na época. Como diretor espiritual, Pe. Hamilcar foi preponderante nas decisões tomadas por Sergio Arthur Braschi. "Eu vivi momentos dramáticos, sofridos... Não fossem minhas orações e minhas convicções, eu teria sucumbido. O apoio maior veio do Pe. Hamilcar, quem tudo sabia a meu respeito e soube

me orientar pelo caminho que eu pedi a Deus". A amizade perdura até os dias de hoje. Sempre que pode, Dom Sergio viaja para o Rio Grande do Norte para visitar o amigo e conselheiro, a quem acredita dever boa parte do seu ministério e da sua realização conquistada à base de muita fé, renúncia e um imenso amor a Cristo. Ato este confirmado oito meses depois de retornar de Roma, naquele dia em que voltou para a Paróquia que o revelou para o sacerdócio. E ali estavam, além de seus pais, seus irmãos, demais familiares, amigos e o principal deles, Monsenhor Hamilcar, todos que de alguma forma foram testemunhas de uma trajetória feita à base de muito amor para superar todas as provações pelas quais passa um sucessor dos apóstolos. Finalizando sua história, Dom Sergio foi taxativo: "Se eu não fosse padre, eu não seria feliz!"

A surpreendente nomeação a Bispo Ao longo dos seus quarenta anos de sacerdócio, Dom Sergio confessa que seu dom evangelizador e missionário o impede de ser um administrador exemplar. Logo que foi ordenado padre, sua primeira Paróquia foi a Santa Teresinha, em Curitiba mesmo. Mas ficou por pouco tempo. Sete meses depois foi transferido para o Seminário Menor São José de Orleans, onde passou a lecionar e foi também diretor espiritual por cinco anos, dos quais três anos também como reitor. Ainda como formador, chegou a responder pelo Seminário Maior Rainha dos Apóstolos, onde viveu um dos maiores desafios. "Eram todos alunos pertencentes a diferentes dioceses, até mesmo de outros estados do Brasil, com variadas origens, orientações e até mesmo culturas", explica, justificando assim a dificuldade de conduzir as situações que surgiam disso. Mas foi como pároco da Paróquia São Judas Tadeu, na Vila Hauer, ainda em Curitiba que, em 1990 deu início à construção da nova matriz. Foram sete anos de dedicação à obra. Mesmo inexperiente, Padre Sergio contou com a ajuda da comunidade, voluntários e amigos. Conta ele que, ao mesmo tempo que realizava aquele anseio dos paroquianos, aprendia na prática aquilo que contrariava ser perfil. "Foi uma experiência gratificante, engrandecedora e, sem dúvida, dignificante. Hoje está lá a igreja, construída por cada um de nós que teve a oportunidade de ali estar trabalhando". BISPO A mais surpreendente situação descrita por Dom Sergio, ao longo desses quarenta anos de vida sacerdotal, aconteceu no dia em que foi chamado por Dom Pedro Fedalto, arcebispo da Arquidiocese de Curitiba, para uma conversa reservada. Era o dia 18 de fevereiro de 1998. Com um fax na mão, Dom Pedro Fedalto apenas pediu: "Leia!". Ao ler, a surpresa: "Eu havia sido nomeado bispo auxiliar de Curitiba”, lembra-se.

Dom Sergio conta que ele mesmo já havia se queixado que, embora seus mais de vinte anos de padre, jamais tinha sido sequer consultado pela Nunciatura Apostólica para responder sobre a indicação de algum padre para bispo. Além do mais já estava prestes a completar 25 anos de ordenado e quase 50 anos de idade. "Achei que já havia passado do tempo de ser lembrado". No início, Padre Sergio relutou em aceitar a nomeação, mas acabou cedendo aos argumentos de seu superior e aceitou. No dia 14 de abril daquele mesmo ano, na Catedral de Curitiba, foi ordenado bispo, adotando como lema: “Vida, Doçura e Esperança", baseado na oração da Salve, Rainha. PONTA GROSSA Ao completar cinco anos da sua ordenação episcopal, Dom Sergio era nomeado bispo da Diocese de Ponta Grossa. A nomeação ocorreu no dia 16 de julho de 2003. O carinho recebido ao comemorar seus dez anos como bispo de Ponta Grossa retrata exatamente a forma como foi recebido desde que assumiu o cargo, no dia 5 de setembro daquele mesmo ano. "Desde que aqui cheguei, sempre fui muito bem tratado por todos, a começar pelo clero, onde encontrei acolhida, e junto a comunidade em geral, onde sempre fui recebido com carinho por todos", afirma o bispo, lembrando que, quando aqui chegou, procurou primeiro se inteirar dos fatos, usando de prudência para evitar mudanças que viessem a comprometer as prioridades já estabelecidas para a Diocese. Um dos principais momentos vividos pelo recém empossado novo bispo foi a campanha lançada para término das obras da Catedral de Sant'Ana, em Ponta Grossa. Sob o título de Ação Evangelizadora Nossa Igreja Mãe, a campanha conseguiu mobilizar toda a Diocese, incluindo comunidades as mais remotas que, através de seus membros, colaboraram financeiramente para a conclusão do projeto

que permitiu a realização dos serviços que faltavam para finalizar a pintura e revestimento externo da Catededral. "Ali eu senti a unidade e a força que consegue juntar a Igreja e seus seguidores", disse, reforçando seu argumento ao destacar também uma outra ação, intitulada: "Dobrar os Joelhos e Renovar a Vida". A campanha foi aberta no Dia Mundial de Oração pelas Vocações. Mais de 700 imagens da Mãe da Divina Graça foram distribuídas aos representantes de cada paróquia ou comunidade da Diocese. Cerca de 80 casas de congregações religiosas também receberam a imagem, numa demonstração de fé e religiosidade manifestadas através da particpação. Mais de 120 mil terços foram distribuídos para serem pintados com as cinco cores missionárias. As Santas Missões Populares foram outro momento marcante para o bipo Dom Sergio. Através de um longo processo que envolveu retiros com o Pe. Louis Mosconi, a comunidade se envolveu numa profunda comunhão, despertando a vocação missionária nas pessoas. Após quatro anos de preparação, as Santas Missão Populares puderam percorrer cada casa, de cada família em cada comunidade da Diocese, resultando numa nova e estimulante realidade para todos. Atualmente a Diocese vive mais um grande momento. Trata-se da Renovação Paroquial. A meta agora é levantar um diagnóstico para descobrir o precisa ser melhorado, "para que a transmissão da fé cristã tenha seu real alcance", observa o bispo, lamentando que nos dias atuais a família já não seja mais a propagadora da fé. "É um desafio para todos nós buscarmos uma nova estrutura para as paróquias, a começar pela sua atitude para levarmos a boa nova de Cristo". "Infelizmente hoje a juventude a sociedade como um todo estão à mercê da bebida, da droga e da discórdia gerada pelo vício. Cabe a nós, Igreja, retomar o caminho da paz do Evangelho de Cristo", concluiu.

A Boa Nova - ed ago 2013  

Informativo da Diocese de Ponta Grossa produzido pelo Centro Integrado de Comunicação

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