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edição 02/2013

REVISTA DA VOLVO CONSTRUCTION EQUIPMENT

uma cidade é erguida soBre o mar o fascinante projeto eKo atlantic na nigéria Índia: a construção rápida de um futuro brilhante Motores a gás natural: um assunto interessante para o setor de construção América do Norte: o grande investimento da Volvo no continente E ainda: escolas na Etiópia, o início da Volvo Ocean Race e muito mais...


A verdadeira perfeição exige tempo e experiência. Ela é alcançada por pessoas ambiciosas com muita paixão. Pessoas que não desistem. Não importa quais sejam os obstáculos. A coleção Yellow Tab é pensada para pessoas apaixonadas que se esforçam para chegar à perfeição. Que inovam, desenvolvem e crescem em sua jornada ao longo da vida. Para descobrir a coleção Yellow Tab, visite

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revista da volvo Construction Equipment edição nº 2/2013

conteúdo A cidade sobre o mar Um desenvolvimento urbano do tamanho de Manhattan está transformando um país inteiro: visitamos o maravilhoso projeto Eko Atlantic em Lagos, Nigéria.

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17 Índia À medida que o mercado de equipamentos de construção se expande, a Volvo CE ajuda a Índia a construir um futuro próspero e brilhante. 21

A geração do design Examinamos como um ótimo design tornou-se um atributo essencial das máquinas Volvo e como contribui para transmitir os valores fundamentais da marca e atender às necessidades dos clientes.

37 globetrotting – Etiópia A Volvo ajuda a treinar uma nova geração de profissionais para atender a uma demanda por técnicos capacitados nesta economia em rápido crescimento. 45 América do Norte Com um investimento de US$ 100 milhões, a Volvo inaugura sua nova sede, localizada em Shippensburg, Pensilvânia.

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sem motivo para humildade nossa indústria é muito dada à modéstia. a construção não tem o glamour das indústrias do cinema ou da moda, nem os megassalários das finanças corporativas. mas só porque não estamos estampados nas páginas de celebridades do jornal, não quer dizer que nosso trabalho não seja importante. muito pelo contrário, como esta edição da revista spirit mostra, as máquinas que produzimos e os especialistas que as operam são responsáveis pela melhoria da vida de milhões de pessoas em todo o mundo. poucos exemplos demonstram melhor a ligação entre construção e desenvolvimento social do que o projeto eKo atlantic na nigéria. na capital superpovoada de lagos, uma frota de máquinas e caminhões da Volvo está ajudando a resgatar do mar um pedaço de terra do tamanho de manhattan. o maior projeto de recomposição marítima do mundo não irá apenas prevenir o alagamento dos subúrbios atualmente ameaçados, mas ainda ajudará a desobstruir as artérias da cidade e dar o controle total à maior metrópole da áfrica, que também apresenta o desenvolvimento mais acelerado. contudo, nossa influência não precisa ser de grande escala para ter um grande impacto. como mostra a nossa história na índia, em poucos anos o fardo da construção deixou de ser carregado por elefantes e bois e passou para equipamentos ultramodernos, melhorando as condições de trabalho de milhares de trabalhadores (e elefantes) e permitindo a aceleração do ritmo do progresso social. mesmo que a modéstia seja um bom atributo na maioria das situações, algumas vezes é preciso fazer nossas vozes serem ouvidas. uma das pessoas com essa tarefa é frédérique Biston, cujo trabalho no escritório da ue da Volvo é aumentar a influência da empresa sobre os políticos no processo de criação de novas leis que possam causar impacto na indústria de equipamentos de construção. fazer nossas vozes serem ouvidas por tomadores de decisão não é uma tarefa fácil e nossa vontade de influenciar não para nos políticos. através de iniciativas como a Volvo ocean race, esperamos promover os conceitos de segurança, qualidade e cuidado com o meio ambiente para milhões de pessoas que acompanham o emocionante espetáculo de iates navegando ao redor do globo, impulsionados apenas pela força do vento e a força de vontade. quando juntamos todos esses fatos, é difícil compreender por que somos tão modestos. mas creio que fama e fortuna não são tudo. afinal, quem quer estar nas páginas de fofocas? Klas magnusson

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PUBLiCADO POr volvo Construction Equipment (Edição 47) EDitOrA Klas Magnusson EDitOr-AssistENtE Brian O’sullivan PrODUÇÃO EDitOriAL E DEsigN EMg Communications Ltd COLABOrADOrEs Niall Edworthy, tony Lawrence, Dan Waddell, Diana Henry FOtOgrAFiA Julian Cornish trestrail enVie a sua correspondência para a VolVo spirit, VolVo construction equipment, hunderenVeld 10 – 1082 Bruxelas, Bélgica, ou por e-mail para VolVo.spirit@VolVo.com todos os direitos reserVados. nenhuma parte desta puBlicação (texto, dados ou imagens gráficas) pode ser reproduzida, armazenada transmitida, em nenhum formato ou por qualquer meio, sem o consentimento préVio da VolVo ce. a VolVo construction equipment não endossa necessariamente a opinião ou a precisão dos artigos dessa edição. quatro edições por ano – impressas em papel recicláVel. www.volvoce.com/global


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A cidade sobre o mar A volvo spirit visita a Eko Atlantic, o “portal para uma nova África” e o maior projeto de recuperação de terra do mundo.

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Imagine uma megalópole, ao estilo Atlantis, emergindo do mar. Um desenvolvimento urbano de dimensões similares à Manhattan, com negócios prósperos e distritos residenciais, que contribui para a transformação não apenas de uma cidade, mas de um país inteiro. Parece até um tema de ficção científica. Entretanto, o projeto Eko Atlantic em Lagos, Nigéria, é real e tornou-se um dos projetos de construção mais deslumbrantes e discutidos do mundo. Há cem anos, a área na qual a nova cidade está sendo construída era uma praia, mas o tempo e a mãe Natureza destruíram tudo, sem deixar resquícios. A erosão da costa tornouse algo tão sério, que a Ilha Vitória, um subúrbio de Lagos, corria o risco de sofrer inundações violentas e temia-se que aqueles que viviam perto do mar seriam forçados a deixar suas casas. Foram tomadas medidas para proteger o litoral, quando então surgiu um grande plano: reverter a erosão, recuperar 10 quilômetros quadrados de terra e construir uma cidade limpa e ecológica. O novo projeto ajudaria a amenizar o crescimento desordenado de Lagos, a maior cidade africana, oferecendo empregos e oportunidades para seus 17 milhões de cidadãos. O trabalho foi iniciado em 2006, com as primeiras escavações do que eventualmente totalizaria um volume de cerca de 140 milhões de toneladas de areia. Essas dimensões transformaram o projeto no maior canteiro de obras de

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recuperação de terra do mundo. Em breve, as fundações dos primeiros prédios serão colocadas e, até 2015, o panorama começará a mudar. Para garantir que o Oceano Atlântico não avance sobre o empreendimento, os desenvolvedores projetaram uma barreira de oito quilômetros de extensão para manter o mar na baía. Essa obra ficou conhecida como o Grande Muro de Lagos e está sendo construída no mesmo lugar onde, há 100 anos, ficava o limite de água. Todos os dias, durante os últimos dois anos, uma frota de mais de 150 veículos, 50 dos quais são caminhões Volvo, percorrem os 161 km de distância entre o canteiro de obras e a pedreira de granito em Ibadan, de sol a sol, para entregar de 10 a 15 mil toneladas de pedras por dia. Essas rochas são dispostas em pilhas de 15 metros de altura com acrópodes de concreto, que são grandes objetos utilizados para oferecer resistência a ondas em estruturas costeiras. A dimensão do trabalho é incrível. O projeto demanda tanto concreto que o canteiro de obras tem sua própria fábrica para produzi-lo. Além disso, o empreendimento emprega mais de 1200 pessoas diretamente ligadas às atividades de construção para operar e manter as escavadeiras, caminhões e outras máquinas. Até o momento, a Volvo CE é a maior fornecedora de máquinas, com mais de 40 equipamentos no local de trabalho e muitos mais na pedreira fazendo escavações e movendo pedras.


“O projeto demanda tanto concreto, que o canteiro de obras tem a sua própria fábrica para produzi-lo.”

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“Podemos usar a melhor máquina do mundo neste projeto, mas se não houver suporte, de nada vai adiantar.”

Na Eko Atlantic, há escavadeiras cavando valas para drenagem e sistemas de esgoto, caminhões articulados movendo pedras e areia e até uma motoniveladora está em ação para a manutenção das estradas. Os operadores e outros funcionários têm de trabalhar em um calor escaldante, a temperaturas que normalmente passam dos 40 ºC. Nessas condições, podem ocorrer nuvens asfixiantes de areia e poeira. Dessa forma, um caminhão A25 especialmente adaptado, com um tanque d’água instalado, trabalha para ajudar a umedecer e resfriar a areia, prevenindo esses acúmulos. Na estação chuvosa, a equipe tem de trabalhar em meio a chuvas torrenciais e fortes tempestades. É um trabalho árduo, mas, graças a seus esforços, onde antes havia água, está emergindo um novo empreendimento. Quando a Volvo Spirit visitou o local de obras em abril, o muro tinha quase 4.000 metros de extensão, e crescia três metros todos os dias. Em seu ponto mais distante, onde a estrada termina e as ondas batem contra as pedras, uma solitária escavadeira Volvo EC460BLC lutava contra a força da natureza, para assentar as pedras que formam o núcleo do muro. Essa extraordinária máquina, que registrou 5.400 horas de trabalho em dois anos, sem nenhuma parada não planejada, merece ser nomeada a escavadeira com trabalho mais difícil no mundo. George Tawk, Gerente de Fábrica do Grupo na Eko Atlantic, só tem elogios pelo desempenho de sua frota Volvo, especialmente à EC 460BLC. “Essa máquina trabalha em uma área muito difícil. É preciso lidar com pedras, areias, água salgada e maresia. Todos esses fatores ocasionam muitos danos ao equipamento. máquina. Mas, por meio de um bom suporte e um cronograma de manutenções abrangente, a máquina conseguiu suportar”.

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“A EC460BLC é uma máquina fantástica. Ela é muito suave e ágil, e funciona com rapidez e eficiência.” Trabalhar na África, em um ambiente de calor e poeira extremos, traz desafios especiais para todas as máquinas, mas os equipamentos da Volvo são capazes de realizar o trabalho. “Na África, é necessário um motor customizado, tropicalizado, que possa lidar com o calor e com o clima. As máquinas Volvo têm esses motores. Aqui o manuseio é difícil”, acrescenta George. As máquinas foram fornecidas pelo distribuidor da Volvo na Nigéria, a ATC-Nigéria. “Usamos os equipamentos Volvo porque, na África, o suporte é absolutamente crucial e eu recebo esse suporte da Volvo. Quando precisar desse serviço, não importa onde esteja eu sei que posso contar com ele. Podemos usar as melhores máquinas do mundo na África, mas se não temos suporte, de nada vai adiantar”. “Precisamos de um distribuidor e de uma empresa que nos apoiem com serviços, peças e máquinas nos lugares mais remotos. A Volvo e a ATC-Nigéria nos fornecem tudo isso». Com a ajuda da Volvo, a cidade de Lagos está ganhando um projeto de desenvolvimento do qual se orgulha: um novo distrito que fornecerá trabalho e moradia para as futuras gerações. Texto: Dan Waddell Fotografia: Julian Cornish Trestrail


TRIlhA interna

mats BredBorg

LĂ­der da marca SPIRIT9


“No AMBIENTE dos clientes, é possível entender qual é o problema e desenvolver uma solução.”

Mats Bredorg vive de acordo com os valores da marca Volvo.

A

função de diretor de gestão da marca na Volvo Construction

Equipment

pode

ter

levado

Mats

Bredborg a se distanciar da produção, mas sua admiração pelas habilidades dos operadores dos equipamentos permanece mais forte do que nunca.

Ele se alegra ao lembrar da época em que costumava observar atentamente uma escavadeira sobre rodas preencher um buraco na estrada com cascalho. Mats também notava como uma escavadeira da Volvo nivelava a estrada em uma única aplicação. “Eu achava aquilo maravilhoso”, ele diz à Spirit de seu escritório em Duxford, Inglaterra. “Tinha alguns bonés de baseball com a marca Volvo no meu carro e dei um para o operador, dizendo: ‘Eu nunca vi nada igual!’, e começamos a falar sobre o que ele tinha feito.”

“Costumo levar bonés e um colete de segurança no meu carro. Quando passo pelas obras dos clientes, sempre paro para conversar. Não costumo falar das nossas máquinas, mas sim sobre o que eles estão fazendo. Toda vez que eu faço isso, sempre descubro uma habilidade especial em um operador. Esse setor é cheio de pessoas com grande destreza e bem treinadas. Você não pode simplesmente contratar qualquer pessoa. Eu acho isso revigorante.” EDUCAÇÃO Mats começou a trabalhar com a Volvo há 25 anos, na fábrica de escavadeiras Akerman em Eslov, Suécia. A Akerman, na época, era uma subsidiária da Volvo. Seu pai já tinha trabalhado na empresa por 25 anos e ajudou na contratação de Mats, que se alegra em ter compartilhado com o pai o mesmo ambiente de trabalho.

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Colocar o cliente no centro dos negócios é uma política que Mats apoia.

“Logo percebi que, se você for visitar um cliente que teve um problema e lhe der uma miniatura DE produto, já temos um bom começo.”

Mats começou como soldador, antes de ser promovido à área de atendimento, onde passou grande parte da sua trajetória fora do escritório, visitando clientes. Foi aí que sua educação real começou. “Alguns clientes podiam estar passando por um momento difícil”, ele diz com um sorriso. “Mas logo percebi que se você for visitar um cliente que teve um problema e lhe der uma miniatura de produto, já temos um bom começo. Lembro que uma vez eu esqueci a miniatura. E não foi muito bom!” Estratégia “Estar no ambiente do cliente é o mais importante — muito mais do que quando o trazemos às nossas unidades. Em seu contexto, é possível entender qual é o problema e desenvolver uma solução.” A forma como ele se expressa mostra que sua jornada rumo a uma posição de liderança foi bastante casual. “A internet era nova e achávamos que o PowerPoint mudaria o mundo”, ele pondera, com o humor de sempre. “O presidente na época nem tinha ainda seu primeiro notebook, e ele nem sabia como operar um computador. Uma vez, ele me chamou para ajudá-lo com o mouse. Eu mostrei o clique simples e o clique duplo, e ele ficou muito impressionado”.

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Mats começou a trabalhar com a Volvo há 25 anos, na fábrica de escavadeiras Akerman em Eslov, Suécia.

“Com o tempo, foi decidido que precisávamos de uma estratégia para os negócios em e-business. Eu estava trabalhando no suporte ao produto. Mas o presidente disse, “Eu já sei quem pode fazer isso. Ele pode dar um clique simples e um clique duplo”. Então, eu consegui o emprego.” Mats mudou-se para Duxford para liderar uma equipe pequena e desenvolver o site da empresa. Foi o seu trabalho que consolidou uma gama enorme de sites da Volvo, cada um com o seu próprio estilo, gerando uma experiência de marca e um posicionamento unificado para todo o grupo. Lealdade Agora seu trabalho é gerenciar a marca Volvo e orientar seu caminho rumo a futuro. Embora nunca tenha sido formalmente treinado em marketing, sua experiência de 25 anos em diversos cargos - desde a produção até a gestão sênior garantem que Mats esteja bem qualificado a posição atual. “Um importante componente da marca é a nossa herança”, ele diz. “Não existem muitas empresas que podem dizer que estão no mercado há 180 anos. Outro aspecto interessante de nossa marca é que permanecemos fiéis ao nosso DNA. Mesmo quando compramos outras empresas que têm culturas totalmente diferentes, é essa clareza, quanto ao que significa ser Volvo, que vem fazendo com que as pessoas novas adotem a nossa marca.”

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“Não existem muitas empresas que estão no mercado há 180 anos.”

De acordo com o Mats, as histórias que os clientes contam uns aos outros representam um dos principais ativos da marca Volvo. “Se o cliente tem uma boa experiência, ele falará sobre isso com outros clientes potenciais. Estamos nos esforçando para criar uma história precisa sobre quem somos – porque o cliente sabe quando as coisas que dizemos e fazemos não condizem com suas experiências”. “Frequentemente, comentamos com nossos colegas de de empresa que fizemos um trabalho fantástico criando esta marca. Mas também devemos fazer o mesmo com nossos clientes, reforçando que eles têm sido muito bons conosco. Afinal, eles acreditaram na Volvo e costumam ser extremamente leais à marca”. Texto: Dan Waddell Fotografia: Julian Cornish Trestrail


Dominando a arte de oferecer uma solução completa para todos os clientes

OFErECEr UMA sOLUÇÃO COMPLEtA PArA tODOs Os CLiENtEs NUNCA é FÁCiL. PArA issO, sÃO NECEssÁriOs AtriBUtOs EsPECiAis COMO POssUir EsCALA, EsCOPO E UM CONHECiMENtO EXtrEMAMENtE ABrANgENtE.

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A Volvo Construction Equipment (Volvo CE), como integrante do Grupo Volvo, possui esses três atributos. Anteriormente vista como uma especialista em caminhão articulado e carregadeira sobre rodas, a empresa agora é conhecida por sua linha de máquinas de amplo escopo e serviços ou, em outras palavras, sua ampla série “Rock to Road” (Da Pedra até a Estrada).

“Essa é uma ótima maneira de ilustrar que fornecemos uma solução completa em termos de equipamentos de construção.”

Essa combinação de produtos vencedora foi apresentada na feira internacional Bauma, em Munique, em abril. “Nossas máquinas começam a trabalhar desde a primeira explosão na pedreira e não param até o asfalto ser espalhado sobre a estrada”, afirma Carl Gindahl, diretor do Centro de clientes, eventos e exibições da Volvo CE. “Basicamente, nossa apresentação na Bauma seguiu o formato “Da Pedra até a Estrada”, que desenvolvemos para os clientes que nos visitam em Eskilstuna, na Suécia.

“Nossas máquinas começam a trabalhar desde a primeira explosão na pedreira e não param até o asfalto ser espalhado sobre a estrada.”

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Uma gama completa e diversificada de soluções foi desenvolvida para impulsionar a lucratividade do cliente.

SOLUÇÃO COMPLETA “Nossa equipe no Centro de Atendimento ao Cliente desenvolveu uma área de ‘pedreira’, para mostrar como nossas escavadeiras, carregadeiras sobre rodas e caminhões trabalham juntos para lidar com pedras e triturados, entregando-os na sequência às nossas máquinas de estrada para completar o ciclo”. “Essa é uma ótima maneira de ilustrar que fornecemos uma solução completa em termos de máquinas de construção. O mercado sabe que ampliamos nosso portfólio nos últimos anos. Entretanto, existem pessoas que ainda não sabem exatamente o que podemos oferecer em termos de produtos de estrada ou equipamento compacto, por exemplo.” A ênfase no posicionamento “Da Pedra até a Estrada” representa somente

uma parte da equação. Para a Volvo CE, não se trata somente de fornecer máquinas para todas as situações envolvendo construção, mas também de prover soluções aos clientes em todo o ciclo de vida de cada uma de suas máquinas, garantindo que elas funcionem da melhor maneira, todos os dias. “Algumas pessoas pensam na Volvo CE somente em termos de equipamentos, mas não estamos só vendendo excelentes máquinas”, afirma Koen Sips, vice-presidente de Soluções ao Cliente. “Estamos fornecendo tudo que envolve a operação da máquina para atender às necessidades dos clientes.” FOCO NAS NECESSIDADES DO CLIENTE “De certa forma, começamos a trabalhar para os clientes mesmo antes de eles

comprarem uma máquina, oferecendo pacotes financeiros. Em seguida, vem os implementos, acordos de serviços, monitoramento de desempenho por meio de softwares como a telemática, bem como a recomercialização de máquinas usadas quando os clientes adquirem novos modelos.” A ideia de fornecer “soluções totais”, claro, não é nova. A Volvo CE sempre esteve no ramo de vendas, não somente de máquinas, mas também de produtos e serviços que permitem aos clientes impulsionarem os resultados finais de suas empresas. A iniciativa, no entanto, era dar um foco mais amplo em 2011, quando a reorganização da empresa consolidou todas as soluções em uma única estrutura. “Temos muitos serviços disponíveis”, afirma Sips. “Foi uma questão

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“Operadores de grandes frotas de máquinas no mundo todo reconhecem a necessidade de suporte de primeira categoria.” de reunir tudo em um só pacote coerente. Muitos de nossos distribuidores já estavam combinando esses serviços, mas, para outros, foi uma verdadeira revelação.” “Focar em soluções integradas para o cliente é extremamente importante. Através de acordos de serviços nos aproximamos dos clientes, oferecendo o suporte completo. É uma situação de ganho mútuo: estamos garantindo que a máquina tenha a manutenção adequada, ao mesmo tempo em que conseguimos, não somente consertar problemas, mas também prever eventuais dificuldades. No final das contas, é tudo uma questão de manter um tempo de operação elevado – muito, muito elevado.” sErviÇOs sOB MEDiDA... E tELEMÁtiCA Os clientes estão cada vez mais sofisticados. Operadores de grandes frotas de máquinas no mundo todo reconhecem a necessidade de um suporte de primeira categoria como a telemática, para garantir que as máquinas continuem trabalhando, em vez de ficarem ociosas fora de campo, reduzindo assim, constantemente o custo total de propriedade. “Muitos clientes estão mudando seu foco do curto para o longo prazo. A Volvo CE sempre personaliza seus serviços de forma a considerar os diferentes perfis de clientes e os mercados regionais”, acrescenta Sips. “A equipe global desenvolve produtos, e, assim, nosso pessoal regional decide quais peças são adequadas localmente, e quais precisam ser ligeiramente adaptadas.”

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“No passado, alguns clientes costumavam manter uma máquina na reserva, como forma de apoio, caso seus equipamentos da linha de frente falhassem. Mas a telemática não garante apenas que a manutenção de rotina seja executada no tempo certo, ela também prevê futuros problemas, permitindo a manutenção ou o reparo preventivos.” O PrÓXiMO NÍvEL EM sErviÇOs “Nesse sentido, o sistema é um capacitador, pois faz com que outras coisas aconteçam. Pode, por exemplo, destacar que certas máquinas em uma frota não estão funcionando de forma tão eficiente, o que pode indicar a necessidade de treinamento adicional de operadores. E também pode ajudar a nós, da Volvo CE, a obter informações que possibilitem elevar a qualidade em áreas específicas. Novamente, gerando ganho mútuo.” Tradicionalmente, o serviço ao cliente era visto como um ciclo de “quebrou, consertou”. Por meio de desenvolvimentos como a telemática, no entanto, a Volvo CE já está levando as coisas para o próximo nível. Sips acredita que serviços mais valiosos, desenvolvidos para ajudar os clientes a melhorar o entendimento e a execução de seus negócios, serão oferecidos em tempo real no futuro. “A imaginação é essencial para orientar a inovação. Cada nova ideia deve oferecer um valor agregado genuíno para nossos clientes”, afirma ele. “As possibilidades são infinitas”. Texto: Tony Lawrence

Bauma 2013: onde há uma necessidade, há uma maneira de atendê-la... ... do jeito da volvo Cerca de meio milhão de visitantes estiveram na prestigiosa feira comercial internacional Bauma em Munique, em abril, muitos dos quais passaram parte significativa de seu tempo com a Volvo Construction Equipment. É fácil saber o porquê. A área de exposição a céu aberto de 7.500m² da empresa demonstrou perfeitamente os conceitos duplos da empresa de “Soluções Totais” e “Da Pedra até a Estrada”. Montada em forma de um “U” gigantesco, a exposição ofereceu uma visão fascinante das ofertas de produtos da Volvo CE. Em uma das pontas, foi montada a parede de uma pedreira e, na outra, o recorrido terminava com uma superfície de uma estrada de asfalto. Também havia espaço para a demonstração de escavadeiras e assentadores de tubos. Em posição de destaque, no centro do espaço de exposição, foi montado um pavilhão que oferecia simuladores, áreas para consulta a especialistas, negociações e assinatura de contratos. A área interna, que abrangia em torno de 2.500m², ofereceu “zonas de descobertas” para pedreiras e agregados, construções de instalações públicas e de estradas, apresentando o mais recente equipamento compacto da Volvo CE. “Estabelecemos três objetivos principais para Bauma”, afirma Carl Gindahl, diretor do Centro de clientes, eventos e exibições da Volvo CE. “Queríamos gerar vendas, oportunidades de negócios e construir relações com os clientes.” “Também queríamos que os visitantes passassem o máximo de tempo possível conosco. Acho que conseguimos atingir nossos objetivos.”


A CONSTRUÇÃO DE UM FUTURO BRILHANTE NA ÍNDIA Poucos setores vivenciaram de forma tão intensa a transformação econômica da Índia como o segmento de equipamentos de construção. Não faz muito tempo que as tarefas pesadas e o trabalho árduo demandados por projetos de infraestrutura eram realizados por elefantes, bois e trabalhadores com ferramentas manuais simples. Atualmente, esses trabalhos são executados por máquinas modernas, produzidas em grande número pela Volvo Construction Equipment.

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Kumar

Svetsure

“O mercado para equipamentos de construção está expandindo cerca de 12 a 15 por cento ao ano, sendo estimulado em primeiro lugar por investimentos na infraestrutura do país”, diz Muralidharan, Presidente de Vendas e Marketing da Volvo CE na Índia. Existe um planejamento em curso para conectar 50 cidades indianas, por meio de uma rede de estradas, com as seis grandes cidades de Nova Délhi, Mumbai, Calcutá, Chennai, Hyderabad e Bangalore. Vias subterrâneas serão construídas em várias cidades e há um investimento substancial para a modernização das instalações portuárias. Antecipando esse grande programa nacional de expansão, em 2007, a Volvo Construction Equipment (Volvo CE) adquiriu a divisão de máquinas de construção de estrada da IngersollRand por seus compactadores de solo e asfalto, compactadores de pneus pneumáticos e vibroacabadoras. Esse empreendimento já está gerando grandes frutos. Entretanto, esse não foi o único investimento que a Volvo CE fez em sua operação indiana. Em 2010, a Volvo CE decidiu começar a fabricar escavadeiras em sua fábrica em Bangalore, investindo 144 milhões de coroas suecas (US$ 23 milhões) para restaurar a instalação existente. Atualmente, os 263 funcionários na fábrica estão fabricando quatro máquinas de construção de estrada e quatro escavadeiras por dia. O mercado anual de escavadeiras na Índia é de cerca de 15.000 unidades; no mercado de retroescavadeiras o número é

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Indushekar

ampliado para 33.000 máquinas por ano e, por isso,de acordo com Muralidharan, essa será a próxima área de investimento. PROGRESSO RÁPIDO A modernização da Índia surpreenderá qualquer pessoa que esteja retornando ao país depois de alguns anos.. Há apenas uma década, mulheres e homens com ferramentas básicas poderiam ser vistos escavando nas laterais da estrada a fim de instalar cabos de banda larga. Os animais de tração eram os responsáveis por transportar a sujeira, da mesma forma que fizeram por séculos. “Substituímos a força muscular por máquinas e retroescavadeiras, que são especialmente eficazes quando o assunto é cavar valas estreitas”, diz Muralidharan. A Volvo CE tem uma grande experiência envolvendo a aquisição de operações de negócios e a integração dos funcionários locais a uma nova cultura corporativa. Esse fato pode ser percebido pela equipe indiana em Changwon, na antiga fábrica da Samsung, na Coreia. “Foi uma grande surpresa observar com quanta eficiência e destreza eles construíram uma escavadeira ”, disse Dharmendra Pandey, gerente de projeto para a implantação de produção de escavadeiras na Índia. “Foi uma experiência fascinante encontrar tanta colaboração, trabalho em equipe e energia positiva. No momento, estamos nos aproximando dos seus níveis de produtividade e não poderíamos ter tido melhores professores.”


Dharmendra Pandey

Ambrose

Gundagovi

“Fomos desafiados de uma forma positiva desde o começo.” explica Dharmendra. “Recebemos a tarefa de expandir a nossa operação e, ao mesmo tempo, reduzir a área da fábrica de 60.000 m² para 58.000 m². Esse ajuste foi necessário devido à construção de uma nova linha de metrô próxima à fábrica. Era fundamental que nosso trabalho fosse feito de forma eficaz, uma vez que o investimento tinha que durar por muito tempo.” Para dar espaço à produção de escavadeiras, a altura da fábrica foi aumentada e um segundo andar construído. Outras melhorias foram realizadas como a criação de uma nova área de testes para os grandes compactadores de pneus pneumáticos, os quais são usados para remover fendas das camadas de superfícies de estradas recém aplicadas. Agora, a produção está tão eficiente, que raramente ocorrem problemas CUIDADO AMBIENTAL “O fluxo de produção é muito eficiente. Sempre custa mais realizar ajustes e correções posteriores do que fazer as coisas corretamente desde o início”, diz o engenheiro B. Jayakar, responsável pela maioria dos testes. A conversão e a extensão da fábrica deram à Volvo CE a oportunidade perfeita para implantar diversas iniciativas voltadas ao cuidado com o meio ambiente. “O nosso turno do dia pode trabalhar usando apenas a luz natural, graças ao teto transparente da fábrica”, explica Dharmendra. “Os geradores reserva estão equipados com os

motores Volvo Penta que consomem 30 por cento a menos de combustível e reduzimos também a quantidade de resíduos de tinta em 35 por cento, graças à nova oficina de pintura .”

“Substituímos a força muscular por máquinas e retroescavadeiras, que são eficazes para cavar valas estreitas.”

A melhoria mais interessante, no entanto, envolve o processo de coleta de água pluvial. “Conforme aumentamos a produção, precisaremos de mais água”, explica Dharmendra. “No espaço de apenas cinco anos, o consumo de água deve aumentar de 11 milhões de litros (2,9 galões) ao ano para 56 milhões de litros (14,7milhões de galões). O uso de fontes de água subterrâneas não é gratuito, precisamos considerar os aspectos financeiros e ambientais.” Usando um sistema de coleta com tanques grandes instalados de forma subterrânea na fábrica, estima-se que em três anos a unidade será totalmente autossuficiente no que diz respeito à água utilizada pela cadeia de produção e para irrigação ao ar livre.

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Melhorias importantes também foram realizadas no ambiente de trabalho e na segurança. “A nova célula de teste reduziu o nível de vibrações e ruído; nós temos um sistema de segurança contra incêndio sofisticado para toda a fábrica, além de paredes à prova de fogo; trocamos o ar nos salões de montagem e usinagem de seis a oito vezes por hora e reduzimos acentuadamente a exposição de nossos funcionários a produtos químicos em nossa nova oficina de pintura”, acrescenta Dharmendra. “Esses são investimentos que têm sido realizados desde que a Volvo CE começou a administrar a fábrica e é tremendamente reconfortante ver que a empresa pensa que vale a pena investir em segurança e também em um bom ambiente de trabalho.” MÃO DE OBRA DEDICADA A nova fábrica de escavadeiras fornecerá aos trabalhadores novos produtos para montagem. Anthony Ambrose Thomas, engenheiro em Bangalore explica: “Não são os tipos de máquinas que produzimos que fazem a diferença. São os métodos de produção que implementamos para uma produção melhor, mais segura e mais rápida. Eu gosto muito de aprender coisas novas, por isso acho ótimo que tenhamos vários produtos novos!”

“A região registra uma enorme taxa de crescimento e há uma grande necessidade de talento e mão de obra diversificada.”

Bhaskar, que trabalha na equipe da oficina de soldagem e está há cinco anos na fábrica de Bangalore ressalta que, “Esse é um bom emprego e um bom lugar para se trabalhar” . “Soldagem é um trabalho com grande responsabilidade. Se eu produzir uma junta com soldagem fraca, a qualidade do produto final será insatisfatória. Por isso, estou sempre focado em fazer um trabalho realmente bom e isso significa que meu trabalho nunca é chato!” Uma mão de obra dedicada e comprometida é um fator decisivo para o sucesso na fábrica de Bangalore da Volvo CE, de acordo com Kishan Cariappa, Parceiro de Negócios em RH. Segundo ele,“Bangalore é considerada um centro de TI, bastante atrativo ao investimento estrangeiro em termos de serviços e operações industriais”. “A região registra uma enorme taxa de crescimento e há uma grande necessidade de mão de obra diversificada. O desenvolvimento de talentos e competências são marcos na jornada rumo a um próspero futuro.” Texto: Margareta Jonilson e Niall Edworthy Fotografia: Margareta Jonilson

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Muralidhan


A geração do design Produtos com design superior não são mais exclusividade apenas de uma elite abastada, que vive em apartamentos impecavelmente mobiliados e que desfruta de um conforto minimalista, enquanto aprecia cafés expressos e ostenta roupas de marcas famosas. Eles passaram a ser uma parte vital – e acessível – da vida cotidiana.

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O design e a funcionalidade estão em nossos celulares, tablets, móveis e até em nossos utensílios de cozinha, tornando nossas vidas mais simples, mais fáceis e mais agradáveis. O design é essencial para a Volvo Construction Equipment. Foi-se o tempo em que o designer era a última pessoa a ser chamada para testar e fazer algumas poucas mudanças de última hora em uma máquina já terminada. Hoje eles estão envolvidos nas fases iniciais do processo de desenvolvimento de produtos. A importância cada vez maior do departamento de design traz consigo responsabilidades extras – e um comprometimento com a produção das melhores máquinas. Para que esse objetivo seja atingido, equipes formadas

por designers, juntamente com engenheiros e planejadores de produtos, estudam o desempenho das máquinas atuais nos mínimos detalhes e só então consideram as opiniões de milhares de clientes sobre como elas são usadas na prática. Munidos de todas essas informações, e tendo em mente os valores essenciais da Volvo CE quanto à qualidade, segurança e ao cuidado ambiental, os designers planejam como tornar a nova versão ainda melhor. Esse processo envolve a ingestão de muito café, bem como, um grande número de esboços e conceitos virtuais em computadores, priorizando a segurança, mas levando em conta o custo, a eficiência e o consumo de combustível, além de uma série de outros fatores. O CAMiNHO CErtO Desenvolvimentos tecnológicos, independentemente de seu grau de sofisticação e complexidade, devem ser colocados à disposição daqueles que efetivamente usam as máquinas. Um operador, por exemplo, deve ser capaz de usar a tecnologia de modo eficiente e fácil, e não ficar confuso com o novo equipamento.

Stina Nilimaa Wickström Diretora de Design da Volvo CE

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“Os aspectos de segurança são sempre priorizados”, confirma Stina Nilimaa Wickström, a diretora de design que lidera a premiada equipe da Volvo CE. “Pode até soar óbvio, mas trata-se de uma questão de equilíbrio. Ao considerar diferentes requisitos e


atributos, deve haver sempre um norte. O desafio é encontrar um caminho aberto”. Wickström e sua equipe parecem tê-lo encontrado. Nos últimos dois anos, conquistaram prestigiados prêmios em design: dois prêmios Red Dot, incluindo o prêmio Best of the Best 2012 pela A40F, que também ganhou o prêmio IF 2012. “Estes são reconhecimentos externos de que estamos fazendo um bom trabalho”, pondera Wickström “Claro que os prêmios são importantes, entretanto o mais relevante é o retorno positivo que recebemos do cliente e do mercado. Queremos que o cliente nos dê o aval de que estamos fazendo um bom trabalho”.

“Relacionamos quais eram os verdadeiros valores da Volvo e como gostaríamos que eles estivessem tangibilizados no design”.

PENsAMENtO iNOvADOr Os prêmios são o resultado de anos de novidades e pensamento inovador. Wickström e sua equipe iniciaram a Geração de Design Volvo, em 2006, com o objetivo de desenvolver o design de toda uma série com cerca de 170 produtos diferentes, que precisavam ser reconhecidos como parte da família Volvo Construction Equipment e contribuir com o posicionamento da marca. Uma tarefa de tamanho considerável, cujos esforços já estão rendendo frutos. “Nós analisamos a série de produtos existente, avaliamos os pontos fracos e fortes do design e fizemos uma pesquisa com nossos clientes. Depois, relacionamos quais eram os verdadeiros valores da Volvo e como gostaríamos que eles estivessem tangibilizados no design”.

“O importante para nós é que estamos obtendo um retorno realmente positivo do cliente e do mercado.”

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“O objetivo é fortalecer as características da Volvo e identificar os atributos das máquinas, a fim de assegurar a consistência e uma abordagem alinhada em tudo que fizemos”. A consistência do design em toda a série de produtos está sendo levada a outros pontos de contato do cliente, como merchandise, ferramentas de serviços digitais e implementos. Wickström e sua equipe devem assegurar que o design sintetize a aparência e o posicionamento da Volvo CE. LEgADO De acordo com Wickström, é natural que o design seja uma parte integrante da Volvo CE. “Temos um legado humanista do qual estamos muito orgulhosos, e o design é uma parte muito importante disso. O design na Volvo não é algo superficial, nem é algo apenas associado à estética. É claro que a aparência é importante, mas também deve funcionar, ser eficiente e seguro”. Para saciar seu lado mais radical, Wickström e sua equipe também foram responsáveis pela série de máquinas com conceito futuristas como a Sfinx. Eles imaginaram que tipo de máquinas pode ser necessário daqui a 20 ou 30 anos, indo muito além do horizonte de 5 ou 6 anos com o qual os designers normalmente trabalham. Mas o resultado desse pensamento futurista, além do inegável “Uau!” quando os modelos finalizados ou as animações são exibidas em feiras, envolvem a geração de novas ideias e abordagens que podem influenciar o design de máquinas no presente. Estamos vivendo uma nova era de design, e a Volvo CE está bem posicionada em sua vanguarda. “Se você perguntar a um cliente: ‘O que você gosta neste equipamento?’, geralmente é muito difícil eles distinguirem o que é o design e o que é a engenharia – e isso é bom. Quando recebemos elogios e o cliente tem uma boa experiência com o equipamento, sabemos que é resultado do bom trabalho em equipe, e é isso o que nós estamos querendo para a Volvo CE”. Texto: Dan Waddell

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A vida atravĂŠs de uma lente

Gustavo Guerra

Um homem com um projeto de vida SPIRIT25


“NO SEGMENTO DE equipamentos de construção, o design tem que ser integrado, além ter um significado e um um objetivo.”

Gustavo participou ativamente do projeto de design da nova pá carregadeira L105 da Volvo

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epois de ser transferido de Gotemburgo para Xangai, em janeiro de 2011, para se

tornar designer chefe da Volvo Construction Equipment NA China, PODEMOS IMAGINAR que Gustavo Guerra tenha se chocado com a mudança cultural e com o novo ritmo de vida. Entretanto, Gustavo adaptou-se muito bem ao novo ambiente, pois nasceu e foi criado no Rio de Janeiro, uma das cidades mais vibrantes no mundo.

“A vida agitada em Xangai não me surpreendeu.”, conta ele. “Estou acostumado com cidades movimentadas. Mas, senti uma diferença ao sair de Gotemburgo, na Suécia, que é uma cidade bem mais calma em comparação à efervescência de Xangai.” “Xangai é a cidade mais ‘ocidental’ da China. Trata-se de um lugar muito cosmopolita, já que foi sempre uma porta de conexão da China com o mundo. A comunidade estrangeira é muito grande, e a influência internacional está em todo o lugar. Então, a mudança não representou um choque cultural muito grande.”

Gustavo, 30 anos, trocou as praias ensolaradas do Rio pela paisagem fresca da Suécia em 2006, quando cursou o seu mestrado em Gotemburgo. Tendo o setor automotivo como área de formação no Brasil, após se graduar na Suécia, ele se mudou para os EUA, onde

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“Na Volvo CE o design é intrínseco. Nada pode ser feito apenas por uma questão estética.”

“Devemos criar uma identidade compartilhada e isso faz com que esse trabalho seja tão gratificante para um designer.”

trabalhou no setor de computação, antes que o acaso o fizesse voltar para Gotemburgo, para fazer parte da equipe de design da Volvo Construction Equipment. DESIGN INTEGRADO O que a Volvo ofereceu para atraí-lo de volta? “O desafio”, responde imediatamente. “Trata-se de um desafio bem interessante. No segmento de equipamentos de construção, o design tem que ser integrado, além de ter significado e um objetivo. Esse desafio é muito gratificante. Não se trata apenas de fazer as coisas parecerem sofisticadas, mas de um trabalho de design realmente integrado. Você tem que levar em conta a funcionalidade, as leis e os regulamentos e a identidade real da máquina. Essas limitações são bem maiores do que em qualquer outra área em que trabalhei.” “No segmento de automóveis, existem limitações envolvendo custos e funções, mas trata-se de um produto para o cliente final, que não é utilizado exclusivamente para trabalho. Mas, com a Volvo CE, o design precisa ser mais intrínseco. Nada pode ser feito apenas por uma questão estética. Você também tem que criar uma identidade em uma gama de produtos extremamente diversa. Uma carregadeira sobre rodas e uma escavadeira são completamente diferentes, em termos de proporção, função e tamanho, mas você deve criar uma identidade

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compartilhada, e é isso que faz com que esse trabalho seja tão gratificante e desafiador para um designer.” Gustavo também acredita que um bom design pode assegurar que os clientes tirem o melhor proveito da máquina. “O desempenho das máquinas está diretamente relacionado ao design. Aspectos como o quão confortável é a cabine e o quão intuitivos são os controles podem fazer toda a diferença em como será o desempenho de um operador no local de trabalho.” Desde 2008, Gustavo faz parte da premiada equipe que implantou a nova estratégia de design em toda a ampla gama de produtos na Volvo CE. Mas, em 2011, surgiu outro desafio: a oportunidade de dar suporte à abertura de um estúdio de design na China. MAIS PRÓXIMO DO MERCADO “As pessoas aqui trabalham de uma forma diferente.”, acrescenta ele. “Os prazos de execução são mais compactos e sofrem mais pressão. Por estarmos mais perto do mercado, conseguimos refletir sobre essa diferença e responder de forma ágil, bem como desenvolver produtos. A mudança para a China tem sido uma oportunidade muito boa .” Gustavo coordena uma equipe de designers chineses que presta suporte a produtos Volvo. “Seguimos a identidade e a estratégia que a Volvo estabeleceu globalmente, mas também trabalhamos intensamente para atender às necessidades locais que esses mercados apresentam.” Recentemente, ele também tem sido responsável por um instigante projeto de design: a Volvo CE merchandise. “Essa é uma área interessante. Historicamente, o departamento de design de produto não se envolvia tanto com a série de produtos de merchandise. Mas, no ano passado, tomamos a decisão de fazer todo o design internamente e dar a ela uma conexão mais forte com o próprio produto. É uma questão de dar um ‘toque Volvo CE’ .”

“Seguimos a identidade e a estratégia que a Volvo estabeleceu globalmente, mas também trabalhamos INTENSAMENTE para refletir as necessidades dos mercados locais.”

“A primeira coleção que desenvolvemos foi a linha de merchandise para crianças – chupetas de bebê, camisetas, etc. Esses produtos são feitos de um jeito bem divertido e atraente para as crianças e seus pais, mas estão diretamente relacionados à marca. É muito divertido criar os produtos complementares em conjunto com as máquinas reais. Planejamos continuar trabalhando nessa área. A coleção para crianças representa um marco.”

próximos do Sudeste Asiático e do restante da China. Em qualquer final de semana podemos, por exemplo, voar até a Indonésia e ainda ir ver o Exército de Terracota em Xian. Há muitas coisas para ver e fazer por aqui. Passamos boa parte do nosso tempo livre explorando e tentando absorver o máximo que podemos desta região fascinante e de sua interessante vida cultural.”

Quando não está trabalhando com novos projetos ou reunindo informações de novos clientes, Gustavo e sua esposa sueca, Sophia, gostam de viajar. “Xangai nos oferece uma oportunidade diferente da que teríamos na Europa. Estamos muito

Texto: Dan Waddell

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Para mais informações sobre a linha de produtos da Volvo CE para crianças, veja a seção Zona de Atividade nesta edição.


Por que os motores a gás natural ainda são um assunto interessante para o setor de construção

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á alguns anos, a temática dos motores a gás natural costumava gerar muito entusiasmo no setor de

construção. Atualmente, o tema continua em evidência. Mas a questão, agora, não envolve discutir se os motores a gás terão um papel a desempenhar no futuro, e sim, o quanto esse papel será importante. Os motores a gás já estão, de fato, aparecendo no mercado, especialmente na China, onde podem ser vistos instalados em equipamentos de construção, como escavadeiras sobre rodas.

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Como convém a uma marca líder mundial, a Volvo Construction Equipment (Volvo CE) continua a examinar todos os potenciais combustíveis alternativos, enquanto desenvolve importantes tecnologias e equipamentos. O gás natural, diz Jörgen Albrektsson, está bem no topo da lista. “O gás natural é um dos combustíveis alternativos mais promissores,” diz Albrektsson, que trabalha com engenharia avançada de motores no departamento de motores e auxiliares em Eskilstuna, Suécia. “É muito cedo para falar sobre produtos ou datas, mas os estudos estão em andamento”. “Há muitos pontos e fatores a considerar, entretanto, eu espero grandes desenvolvimentos ocorrendo com os motores a gás natural nos próximos cinco anos. As coisas podem ser bastante teóricas atualmente, mas trata-se de um trabalho muito estimulante.” Embora não esteja produzindo em grandes volumes, a Volvo CE já embarcou na sua primeira incursão pelos motores a gás. Qualquer pessoa que chegue no nevado aeroporto sueco de Arlanda ou no aeroporto de Bruxelas, na Bélgica, pode ficar surpresa em saber que os caminhões adaptados da Volvo CE que limpam as pistas são de fato movidos, com muito sucesso, a gás. PrÓs E CONtrAs O uso de gás natural, além de apresentar potencial para reduzir os gases de efeito estufa em cerca de 20% (e até 85% se for de base vegetal), oferece também uma enorme vantagem quando comparado com os combustíveis tradicionais: seu preço mais baixo. Existem, contudo, algumas desvantagens. A esmagadora maioria dos veículos a gás em operação usa gás natural comprimido (GNC). “Dessa forma, são necessários tanques de combustível cinco vezes maiores do que os usados para gasolina ou diesel,” explica Albrektsson.

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Se for usado gás natural liquefeito (GNL), a proporção cai para 2:1, o que pode contribuir para mudar o jogo. Entretanto, o GNL precisa ser armazenado em tanques criogênicos especiais, para ser mantido a menos 162ºC (-260ºF), evitando sua ebulição. E há ainda a questão de infraestrutura, ou da falta dela. O gás natural costuma ser transportado via gasodutos, cujas redes geralmente são bastante limitadas na maioria dos países. Portanto, o acesso ao combustível representa outro problema, especialmente se você é um empreiteiro trabalhando em um local isolado ou se muda frequentemente a sua localização. A Volvo CE, contudo, desfruta de uma vantagem significativa. Como parte

“As coisas podem parecer bastante teóricas nesse momento, mas, trata-se de um trabalho muito estimulante.” do Grupo Volvo, ela pode obter auxílio e aconselhamento de outras áreas de negócio que já começaram a trilhar o mesmo caminho. EXPERIÊNCIA COM OS CAMINHÕES VOLVO A Volvo Trucks tem muitos anos de experiência com gás natural. O setor de caminhões vem usando o combustível há cerca de uma década. Entretanto, a quantidade de veículos com essa característica ainda é relativamente pequena, apesar dos incentivos oferecidos


por alguns governos para que ônibus e caminhões de lixo passem a ser movidos a gás, numa tentativa de reduzir a poluição urbana. “Ninguém sabe realmente o quanto os motores a gás serão importantes no futuro”, diz Anders Kellström, gerente de planejamento de sistemas de transmissão alternativos na Volvo Group Trucks Technology. “Há projeções de que os caminhões pesados abastecidos com gás natural representarão 8% do mercado total nos Estados Unidos em 2017, enquanto que na China a projeção é alcançar vendas de 50.000 caminhões por ano em 2020. Essa pode não ser uma grande porcentagem do mercado, mas ainda equivale a muitos caminhões. A situação na Europa é mais difícil de prever”. “Por outro lado, algumas pessoas preveem uma mudança drástica para motores movidos a gás natural, com algo entre 30 e 50% dos caminhões vendidos em 2030 sendo veículos de gás natural.” Há outras questões a serem consideradas para o setor de construção. Diferentemente dos caminhões para transporte de longa distância, a maioria

das máquinas de construção utiliza um padrão de trabalho de “anda-epara”, mudando constantemente a sua direção de deslocamento e as cargas que carregam. “Esses padrões transitórios de trabalho criam um desafio para os motores a gás,” explica Albrektsson. tECNOLOgiAs MAis EFiCiENtEs A Volvo Group Trucks Technology, contudo, está trabalhando em uma nova e eficiente tecnologia de motor chamada HPDI (High Pressure Direct Injection), injeção direta de alta pressão, bem como o bicombustível Metano-Diesel, na qual o gás natural é queimado por uma injeção piloto de diesel. Essas novas tecnologias têm desempenho quase idêntico ao dos motores a diesel em termos de eficiência e podem se transformar em boas soluções para o mercado..

“Eu espero grandes desenvolvimentos ocorrendo com os motores a gás natural nos próximos cinco anos.”

O preço, entretanto, ainda é um desafio a ser superado. “Previsões de grandes mudanças para o gás natural, feitas por organizações como a empresa de consultoria McKinsey, dependem de o gás natural continuar acessível em relação à gasolina ou ao diesel,” salienta Kellström.

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“E o gás natural deve fazer sentido e trazer benefícios para todos, e não apenas para cidadãos e ambientalistas ou governos procurando obter fontes mais diversificadas de energia no futuro. O setor de energia, proprietários de máquinas e os próprios operadores também devem estar envolvidos. Não faz sentido comprar uma máquina movida a gás se ela tem problemas de qualidade e manutenção ou se tem alcance muito limitado.” DEsAFiO CENtrAL Para Kellström, o progresso real virá apenas quando todas as partes interessadas sentarem na mesma mesa para discutir quais os próximos passos necesários. “Isso é o que aprendemos na Volvo Trucks,” ele diz. “As coisas permanecem incertas quando você as analisa isoladamente, mas muitas dessas incertezas podem ser facilmente dissipadas quando você senta com todos os interessados para discutir de forma mais abrangente”. “Tenho certeza de que a Volvo CE e o Grupo Volvo têm a especialização e a competência para enfrentar os diversos desafios tecnológicos. Entretanto, o desafio central está associado a como estabelecer um mercado e conectá-lo a um suprimento de gás natural. . “Sabemos que estão sendo identificadas oportunidades interessantes de negócios como, por exemplo, as que envolvem os enormes complexos de mineração. O trabalho nesses locais demanda grandes quantidades de combustível e costuma ser executado ao longo de 20 ou até 30 anos. Uma abordagem coordenada para estes projetos poderia ser bastante estimulante e vantajosa.”

UM NOvO CAMiNHO À FrENtE: APrOvEitANDO A OPOrtUNiDADE A tecnologia de motores é um fator determinante de quando, e até que ponto, o gás natural será introduzido como um combustível alternativo viável para o setor de construção. “Muito mais importante, contudo, é que os tomadores de decisão vejam, e aproveitem a oportunidade à medida que mais reservas de gás são descobertas e se tornam acessíveis”, diz Peter Österberg, vice-presidente de plataformas de tecnologia da Volvo CE.

“Produzir motores a gás não será um grande problema para os nossos engenheiros de projeto,” diz Österberg. “Temos a especialização e a tecnologia e sabemos o que fazer”. “Criar uma infraestrutura para distribuir gás é importante. Ninguém, por exemplo, fará isso enquanto o custo é de $ 10 milhões e o retorno é de apenas $ 1 milhão, mas essas pessoas mudarão de ideia quando o retorno for de $ 100 milhões. Encontrar novas reservas fará com que isso aconteça, até que a demanda em áreas localizadas dispare”.

“Alguém apertará o botão e, de repente, o setor de gás dominará o mercado de combustíveis.” “É necessário abrir os olhos para novas possibilidades. Historicamente, o gás natural foi considerado em alguns países quase um resíduo da produção de petróleo. Mas, os indivíduos estão percebendo que, se determinados requisitos como infraestrutura e transporte forem atendidos, é quase como obter combustível gratuitamente. Trata-se de uma oportunidade fantástica”. “As coisas estão mudando localmente, e vão mudar muito rapidamente em outros lugares também, à medida que essas oportunidades forem aproveitadas e exploradas.” A tendência já está em andamento. Os Estados Unidos, por

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exemplo, estão caminhando para ser exportadores de energia, devido a exportação de gás de xisto, extraidos através de técnicas como fraturamento hidráulico ou ‘fracking’. A China e a Rússia também possuem enormes reservas domésticas de gás para explorar.

“Essa mudança pode acontecer rapidamente. Alguém vai apertar o botão, e, de repente, o gás dominará o mercado de combustíveis . Então ninguém poderá vender qualquer tipo de máquina, a menos que seja movida a gás.” Texto: Tony Lawrence


A fantástica série D – como a Volvo reinventou suas escavadeiras compactas

A

s transformações e as cirurgias plásticas são o assunto da moda. você não consegue se livrar desses tópicos. é só ligar a televisão a qualquer hora do dia, para encontrar um programa em que alguém, em algum lugar, está sendo ajudado a mudar seu guarda-roupa, jardim, casa ou dieta.

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As transformações costumam envolver estilo e imagem. Então, quando uma transformação não é exatamente uma transformação? A resposta é simples: quando é mais profunda. Quando tem a ver com uma mudança verdadeira. Quando vai ao fundo da questão. As novas escavadeiras de giro curto ECR25D, ECR58D e ECR88D da Volvo Construction Equipment (Volvo CE) certamente parecerão mais elegantes e distintas que suas antecessoras, mas a inovação vai mais além. Todas as três foram radicalmente atualizadas em termos de desempenho. Comparadas aos modelos anteriores – As escavadeiras compactas de curto raio de giro da Volvo CE – as máquinas de série D, apresentadas em Bauma, em abril de 2013, estão reescrevendo as regras. EsCUtANDO Os CLiENtEs O projeto começou com uma pesquisa apurada junto aos clientes – e possíveis clientes – para descobrir exatamente o quanto eles queriam que a barra fosse elevada. Isso levou um novo conceito a tomar forma, construído sobre os seguintes pilares: capacidade de controle aprimorada, estabilidade (máquinas de giro curto, devido à falta de um contrapeso traseiro saliente, tendem a ser menos estáveis que outras máquinas convencionais) – e desempenho (definido pela capacidade de elevação, força de giro e tração). Para concluir a reinvenção, o foco também foi colocado na qualidade e na criação de uma nova proposta de design. Para os designers e engenheiros da ECR25D em Belley, França, as instruções incluíam tornar a máquina significativamente mais leve. “O desafio envolvia diminuir o peso, mantendo a estabilidade, aumentando a força de desagregação e a capacidade de elevação, para assegurar que a máquina e seus implementos principais se ajustassem em um pequeno caminhão e em um trailer”, explica Eric Molliex, especialista de produto para todas as máquinas utilitárias da Volvo CE. “Esse atributo dispensa a necessidade de uma licença para um caminhão especial, bem como a necessidade de viagens adicionais ao local de trabalho. Pelo menos 50 por cento dessas máquinas versáteis estão sujeitas a acabar em empresas de locação. Para eles, facilidade de transporte e a possibilidade de levar todo o equipamento ao local de trabalho de forma rápida em uma única viagem são muito importantes.” Elodie Guyot, gerente de produto de escavadeiras compactas, acrescenta: “O que oferecemos agora é um equipamento com alto desempenho, uma máquina Tier 4 de 2,5 toneladas para substituir um modelo anterior de 2,8 toneladas. A França é nosso mercado principal – onde o seguimento de 2 a 3

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toneladas é o segundo mais importante – seguido pela Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos.” CABiNE CArE CAB: sEM igUAL “A facilidade de manutenção também foi aprimorada – enquanto a maioria de nossos concorrentes, por exemplo, têm um intervalo fixo de 10 horas para pontos de lubrificação, nós aumentamos o nosso para 50 horas. Ao mesmo tempo, a nossa cabine Care Cab oferece um grande diferencial, em termos de espaço de trabalho, com sua ampla entrada e controles bem localizados.” O quanto é importante este conforto para o operador? Bem, ele faz com que os nossos operadores fiquem menos cansados, e trabalhem com mais segurança e produtividade. Mais do que isso, os operadores contam que alguns modelos da concorrência têm entradas tão estreitas que eles hesitam em entrar e sair, mesmo quando é necessário que eles ajudem em outros trabalhos no local da obra. A ECR58D e a ECR88D, desenvolvidas em Changwon na Coreia do Sul, receberam um perfil mais “assertivo”, menos arredondado. Além disso, elas também oferecem um melhor desempenho em todos os aspectos. “Estamos muito orgulhosos dos resultados que alcançamos. O desempenho de elevação e tração funcionam muito bem e a capacidade de giro em declives foi melhorada. A ECR88D teve a sua força de tração aprimorada em 16 por cento.” diz Bosuk Kang, gerente de produto no departamento de marketing em Seul. “A eficiência de combustível para a ECR88D e seu motor Tier 4 é de até 29,4 por cento, enquanto a da ECR58D Tier 3 é de até 13,4 por cento e a Tier 4 de 6,9 por cento. O principal objetivo foi minimizar a perda de potência e otimizar a correspondência do motor e da potência hidráulica.” Mais do que isso, diz Kang, “A ECR88D tem o raio de giro mais curto da categoria , enquanto a ECR58D está no mesmo nível de seus concorrentes”. “Isso é especialmente importante na Europa, onde em áreas urbanas centrais, as máquinas costumam ter espaço limitado para operar ao instalar tubulações, cabos, realizar trabalhos de escavação ou outras tarefas de construção”, ele acrescenta. QUALiDADE sUPEriOr, MAis ALtErNAtivAs Os novos equipamentos apresentam ainda mais algumas melhorias em comparação às gerações anteriores, como o novo pino único da caçamba da lança e melhor aquecimento da cabine.


“A facilidade de transporte ea possibilidade de levar todo o equipamento ao local de trabalho de forma rápida em uma única viagem são fatores muito importantes.”

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“Em áreas urbanas centrais, as máquinas costumam ter espaço limitado para operar ao instalar tubulações, cabos, realizar trabalhos de escavação ou outras tarefas de construção” O projeto priorizou vários detalhes, oferecendo mais espaço de armazenagem individual acima da janela traseira, novo equipamento de cabine e um teclado de controle, como o encontrado em máquinas maiores, e ainda espaço para um novo suporte de copo e de celular. E há também uma gama completa de novos itens opcionais, como o sistema de telemática CareTrack, uma lança de duas peças para a ECR88D, um horímetro mecânico para clientes de locação ( que permite a leitura sem dar a partida no motor), um dispositivo de parada automática para o abastecimento de combustível e um assento aquecido para o inverno. Os clientes participaram do desenvolvimento dos equipamentos. Alguns proprietários e operadores da Europa, dos EUA e da Coreia testaram as máquinas e

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deram um retorno valioso Houve inclusive uma etapa final de testes planejada – em altitude, nos Alpes Franceses! As máquinas compactas costumam viver na sombra dos equipamentos maiores. Essa nova geração de escavadeiras compactas, no entanto, despertou muita atenção na feira internacional Bauma 2013, realizada em abril em Munique. As novas escavadeiras estiveram no centro das atenções. E os vários admiradores não ficaram apenas observando o novo design. Eles perguntaram aos especialistas da Volvo CE sobre desempenho. Em seguida, eles entraram e saíram das máquinas, testaram os controles e, assim, puderam visualizar todas as melhorias. Texto: Tony Lawrence


Andanรงas pelo Mundo

Etiรณpia

Esperanรงa na รfrica SPIRIT37


“Desenvolvemos esse Programa porque entendemos que é possível fazer uma diferença real na Etiópia ao capacitarmos e educarmos a população local.”

C

A cerimônia de inauguração contou com a presença do Ministro de Educação de Etíope Kabba Urgessa, Ministro da Indústria Tadesse Haile e com o chefe da Embaixada da Suiça, Urs Amman.

om uma herança cultural que remonta HÁ mais de 4.000 anos, a Etiópia ostenta uma

história rica. Entretanto, apenas recentemente essa riqueza está sendo traduzida em melhorias econômicas e sociais. Com os avanços recentes, É POSSÍVEL dizer que o povo etíope está diante de um futuro cada vez mais próspero.

Uma combinação de renda em elevação, melhor infraestrutura e um ambiente político estável tem posicionado a Etiópia, que o segundo país mais populoso da África, entre as economias de crescimento mais rápido no continente. Esse crescimento rápido traz consigo a demanda por mão de obra qualificada, e a Volvo Construction Equipment (Volvo CE) está na vanguarda, auxiliando no treinamento de uma nova geração de técnicos para atender à demanda do mercado .

Em uma colaboração singular, a empresa uniu forças com a Agência Sueca para a Cooperação e Desenvolvimento Internacional (Sida) e a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) com o objetivo de lançar um novo programa de treinamento de técnicos em uma faculdade na capital da Etiópia, Adis Abeba. Crescimento sustentável Trinta alunos foram matriculados no Programa de Treinamento Vocacional para Equipamentos de Serviço Pesado e Veículos Comerciais na Selam Technical

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A faculdade formará uma linha de técnicos capacitados para atender à carência de mão de obra na Etiópia.

“A minha ambição é que o Centro se torne um local de excelência e um bom modelo para outras faculdades vocacionais pelo país.”

College em fevereiro deste ano. A Volvo CE forneceu equipamentos, treinamento aos professores e contribuiu com o conteúdo programático para o curso de três anos. A cada ano, todos os alunos terão um total de quatro semanas de aprendizagem profissional em uma oficina para equipamento pesado e veículos comerciais. O primeiro ano de estudo é concentrado na ética no local de trabalho, na identificação de peças, na leitura de instruções e nos princípios básicos de motores, hidráulica e eletricidade. Durante o segundo

ano, os alunos começam a ver componentes, a aprender como usar ferramentas e a ler e compreender instruções. No seu terceiro ano, os alunos devem desmontar e remontar os principais componentes de uma máquina. No longo prazo, espera-se que a faculdade forme uma linha de técnicos capacitados para atender à carência de mão de obra na Etiópia, além de oferecer às crianças um futuro melhor, encorajar o crescimento sustentável e impulsionar a economia local. A faculdade também servirá como um modelo para outras faculdades e cursos semelhantes no país. A maioria dos alunos no curso é originária da cidade de Adis Abeba, mas alguns foram recrutados na organização coirmã da faculdade, a Selam Children’s Village, uma combinação de orfanato e escola. Na turma de 2013, está Hana Nigussie Belete, de 19 anos, que entrou no orfanato em 2004 com seu irmão caçula quando sua mãe morreu em 2004. Ela pretende usar as competências que aprende no centro de treinamento para iniciar seu próprio negócio um dia. Embora a Volvo seja beneficiada com uma variedade maior de trabalhadores capacitados como Hana, tendo a chance de construir relações com possíveis funcionários, nenhum dos alunos formados no curso é obrigado a assumir uma posição na empresa.

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EsPECiALiZAÇÃO “A Volvo CE está tentando dar algo em retorno para a África,” explicou Jonas Rönnebratt, diretor de pós-venda na EMEA Sul (África). “Desenvolvemos esse Programa porque entendemos que podemos realmente fazer uma diferença na Etiópia, capacitando e educando a população local.” A ideia de criar uma faculdade foi iniciada na Volvo CE e é o resultado de três anos de trabalho árduo e planejamento de Jonas e seus colegas Johan Haglund, vice-presidente na EMEA Sul, e do ex-presidente regional, Lars Haglund. Eles trabalharam de forma muito próxima com a Sida, que pretende melhorar as condições daqueles que estão na faixa de pobreza. A organização viu nessa iniciativa uma oportunidade inestimável para aproveitar a competência de uma empresa privada como a Volvo CE. “Para produzir resultados e reduzir a pobreza, todos os membros atuantes na sociedade, privados e públicos, devem se envolver,” disse um porta-voz da Sida. No dia 5 de fevereiro, cerca de 200 pessoas se reuniram para a cerimônia de inauguração no centro, incluindo o ministro da educação da Etiópia, Kabba Urgessa; o ministro da indústria, Tadesse Haile; e o embaixador da Suécia na Etiópia e no Djibuti, Jens Odlander. iNvEstiMENtO Em uma série de discursos, os convidados destacaram suas esperanças para o programa. Zenebe Tesfaye, o gerente geral da Selam Children’s Village, disse: “A minha ambição é que o centro se torne um local de excelência e um bom modelo para outras faculdades vocacionais pelo país”. “A falta de empregos para nossos jovens é um enorme desafio para nações em desenvolvimento e para os países africanos em particular,” disse o diretor regional da UNIDO, Jean B. Bakole, que supervisionará o projeto. “Ao mesmo tempo, as empresas internacionais instaladas na Etiópia enfrentam uma escassez de mão de obra qualificada. Esperamos que esse investimento possa resolver o problema e contribua para o desenvolvimento do país.” Falando em nome da Sida, o embaixador sueco Jens Odlander acrescentou: “O governo sueco está muito orgulhoso desses projetos de parceria privada. Foi muito encorajador encontrar os entusiásticos jovens que receberão esse treinamento profissional. É crucial colocar essas pessoas para trabalhar e lhes proporcionar um futuro”. Na conclusão, os presentes se uniram em um tradicional ritual etíope de cortar e compartilhar o pão, antes que o centro fosse declarado oficialmente aberto. Os primeiros alunos

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“É crucial colocar essas pessoas para trabalhar e lhes proporcionar um melhor futuro.”

começaram seu treinamento e a Volvo está procurando técnicos aposentados que desejem compartilhar seu conhecimento e apoiar os professores no centro*. De acordo com Johan Haglund, a Volvo espera estabelecer cursos semelhantes em outros países da África. “O crescente nível de sofisticação de nossos equipamentos de construção e de nossos caminhões faz com que tenhamos que aumentar o nível de treinamento de nossos técnicos. O trabalho não se resume mais a apertar ferramentas. O técnico deve saber usar um computador, falar outros idiomas, ser um especialista em sistemas hidráulicos e elétricos, motores e transmissões e conhecer outros sistemas. Também deve ser capaz de solucionar problemas, comunicar-se bem e representar a empresa de maneira profissional.” *Os interessados podem obter mais informações enviando um e-mail para: info.sida@volvo.com


A todo

vapor

no maior projeto da Europa

Se grandeza é sinônimo de beleza, o canteiro de obras que Franck citarel está visitando, em uma manhã cinza e úmida de março, é realmente muito bonito. o que a obra não tem de largura – mais ou menos uma centena de metros – ela tem de extensão: 302 km. Para ser mais preciso, o projeto percorre todo o oeste da França.

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“No momento, a obra é o maior projeto dessa natureza na Europa”, afirma Citarel, em pé sobre uma seção da futura linha de trem de alta velocidade South Europe Atlantic (SEA), que fará o trajeto entre as cidades de Tours e Bordeaux. A obra ainda não tem a aparência de uma linha férrea. Nas proximidades de Poitiers, ela mais parece com um fosso de lama e barro revirados, tão ameaçador que poderia sugar uma pessoa em questão de segundos. Felizmente, apesar das várias semanas de neve e chuva, o terreno ainda apresenta condições para a continuidade do trabalho.

O projeto apresenta uma longa lista de estatísticas impressionantes. Ele custará em torno de 7 bilhões euros, criará milhares de empregos e envolverá a remoção de 46 milhões de metros cúbicos de terra, mais da metade dos quais serão reutilizados. Haverá também 415 novas pontes, além de 10.000 metros de viadutos. Philippe Gutleben, section director

Mas, impressionante mesmo é o prazo de execução. O projeto durará apenas dois anos

Citarel é diretor da Sofemat, uma rede de distribuição da Volvo Construction Equipment (Volvo CE) com base em Nantes. Trata-se de um negócio de família com uma história de sucesso: começou em 1983, com o pai de Citarel e três funcionários. Hoje, conta com 110 funcionários e uma história que está intrinsecamente ligada à Volvo. Dentre as 3.000 máquinas que operam no projeto SEA, existem entre 300 e 400 equipamentos da Volvo. A maioria deles são caminhões articulados e escavadeiras, cujo suporte é da Sofemat. REFERÊNCIA EM QUALIDADE “Nunca antes havia trabalhado em um projeto deste tamanho”, afirma Citarel. “É fantástico e extremamente motivador. O trabalho árduo ocorre entre março e outubro. Teremos longos dias de jornadas duplas, apoiando nossos clientes para que suas máquinas continuem em funcionamento”. “Os principais empreiteiros conhecem os diferenciais da Volvo em termos de durabilidade e consumo de combustível. A marca é prioritária para eles. As escavadeiras da Volvo, assim como os caminhões articulados e as pás carregadeiras, estão se tornando referência em qualidade”. O TGV francês – “train grande vitesse”, ou “trem de alta velocidade” – é famoso no mundo inteiro. Quando a linha entrar em funcionamento, os trens alcançarão velocidades de cerca de 320 km por hora.

e meio, com término previsto para setembro de 2014, antes da instalação dos trilhos e da execução de testes. A VELOCIDADE É O SEGREDO O coordenador técnico da Sofemat Thierry Lenoble trabalha com uma equipe de sete mecânicos para garantir que as máquinas da empresa operem dentro do cronograma. “Três quartos de nossas máquinas são caminhões, a maioria deles Volvos A30F. Cerca de 80 deles são da nova geração, com os motores em conformidade com Estágio IIIB. Isso Frank Citarel, Diretor da Sofemat

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demandou organizar cursos de treinamento para os operadores antes de o trabalho iniciar”, conta Lenoble. “Tudo corre bem, mas é preciso estar continuamente alerta. Sempre há trabalho de manutenção a ser cumprido. O segredo é reagir rápido e de forma eficiente se um ou dois clientes como a VINCI Construction ou a Guintoli (parte do grupo NGE) tiver algum problema. Essas máquinas funcionam em cadeia. Uma falha pode gerar repercussões negativas”. Em Poitiers, uma frota de escavadeiras está abrindo um túnel. Para que isso fosse possível, uma rodovia teve de ser movida. Quando o túnel estiver pronto, a rodovia será movida de volta, e passará bem em cima dele.

“As escavadeiras da Volvo, assim como os caminhões articulados e as pás carregadeiras estão se tornando referência em qualidade”.

Esse trabalho, sob a responsabilidade de um grupo de empresas chamado COSEA e liderado pela VINCI, faz parte de uma seção de 33 km dirigida por Philippe Gutleben. Atrás dele, colada à parede do escritório, vê-se uma intricada planilha de gerenciamento de projeto com os detalhes de todo o trabalho e dos prazos a serem levados em consideração. TUDO É UMA QUESTÃO DE PRECISÃO E DETALHE “Tudo é uma questão de ser rigoroso, preciso e lógico”, sustenta ele. “O trabalho é complexo, O segredo está no planejamento antecipado, possibilitando que tudo e todos trabalhem juntos”. “No início da obra, tivemos que adquirir a terra, executar a demolição e a remoção de árvores, remover a camada superficial do solo para, então, começarmos a trabalhar na

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terraplanagem, cortes e aterros. Faremos tudo até chegar o momento de assentar os trilhos férreos”. Também colado na parede está um pôster mostrando as 220 espécies de pássaros protegidas, bem como uma fauna diversa e outros animais da região. “Ele está lá para nos lembrar das nossas responsabilidades ambientais”, afirma Gutleben. “Precisamos pensar em todos os detalhes”. No pico da obra, ele se encarregará de cerca de 260 máquinas e 700 homens. Mas ele está confiante. VOCÊ SABE QUE PODE CONTAR COM A VOLVO “Venho trabalhando em projetos de engenharia civil envolvendo terrenos difíceis como este desde 1993”, prossegue Gutleben. “As máquinas da Volvo? Sei tudo sobre caminhões articulados e pás carregadeiras e como eles se mantêm em evolução. Você sabe que pode contar sempre com a Volvo”. “Não tenho muita experiência com escavadeiras, mas elas estão apresentando um desempenho satisfatório. Podemos ver cada vez mais máquinas desse tipo nas áreas de trabalho”.

“O segredo está no planejamento antecipado, possibilitando que tudo e todos trabalhem juntos”.

Trata-se de um período atribulado também para Bernard Blanchet. Delegado técnico da Volvo CE, ele é o elo entre clientes e redes de distribuição. Blanchet trabalhou em projetos anteriores de TGV e também está envolvido na linha ferroviária Le Mans-Rennes, no norte da França, onde cerca de 250 Volvos também estão em operação. “Este trabalho não deve ser tão difícil, mas fica bem mais fácil quando está tudo certo. E tudo está saindo conforme o planejado. Nossos clientes estão encantados com as novas máquinas e tecnologias Tier IIIB. Sempre temos problemas no início, mas a obra avança com sucesso. Agora, temos que fornecer serviços de suporte excepcionais”. “Se uma peça é encomendada, por exemplo, antes das 17h, conseguiremos que ela esteja no local às 7h30min da manhã do dia seguinte em 92% dos casos. A exemplo do que ocorre com o TGV, a velocidade é um elemento chave para o sucesso.” Texto: Tony Lawrence Fotografia: Julian Cornish Trestrail

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Inaugurada nova sede nos Estados Unidos com investimento de US$ 100 milh천es SPIRIT45


T

emperaturas congelantes, flocos de neve e ventos severos não desanimaram o espírito dos 1.000 funcionários e convidados que se reuniram na frente da nova sede da Volvo Construction Equipment da Região Américas. O presidente Pat Olney liderou um grupo de dignitários ao celebrar tanto a inauguração das novas instalações, como o início da produção das primeiras escavadeiras sobre rodas em Shippensburg, Pensilvânia.

Há dois anos, a Volvo Construction Equipment (Volvo CE) assumiu o compromisso de investir US$ 100 milhões em sua fábrica dos Estados Unidos, em Shippensburg, Pensilvânia. Após milhares de horas de trabalho árduo, a primeira fase desse compromisso foi cumprida em março: novas instalações regionais e o início da produção de escavadeiras sobre rodas nos Estados Unidos. Enfatizando a importância desse investimento, além do CEO Pat Olney, participaram do evento várias autoridades como o administrador rodoviário federal Victor Mendez, o secretário do Departamento de Desenvolvimento Econômico e Comunitário da Pensilvânia Alan Walker e o embaixador da Suécia nos Estados Unidos Jonas Hafström, entre vários outros convidados ilustres. UM COMPrOMissO COM A AMériCA DO NOrtE O investimento reforça a confiança da Volvo CE no mercado norte-americano e consolida suas operações em um local. A inauguração da nova fábrica também marca o êxito da realocação do escritório de vendas de Asheville, Carolina do Norte, para Shippensburg, Pensilvânia. “Temos o compromisso de desenvolver produtos e servir a nossos clientes com o mesmo alto nível de qualidade, independentemente de sua localização geográfica”, declarou Pat Olney, presidente da Volvo CE. “Com este investimento, passamos a ter uma equipe altamente qualificada construindo escavadeiras sobre rodas em Shippensburg, em conformidade com as especificações que vêm da Suécia. As máquinas, em breve, estarão ao alcance dos clientes com peças fornecidas localmente. Já que passaremos a comprar e vender na mesma moeda, estaremos menos expostos às oscilações das taxas de câmbio internacionais.”

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“A nova sede é um forte sinal de que a Volvo CE tem um compromisso com este mercado e está em uma posição mais favorável do que nunca para oferecer aos clientes produtos que são feitos por americanos, para americanos,” afirmou Göran Lindgren, presidente da Região de Vendas Américas. Os funcionários foram o centro das atenções em toda a cerimônia, que incluiu um grande aplauso por parte dos convidados, em reconhecimento ao incrível trabalho e dedicação que toda a equipe vem demonstrando no decorrer dos anos. “Não poderíamos atingir nossos objetivos sem a notável equipe que temos em Shippensburg”, apontou Andy Knight, presidente de Operações na Região Américas. “Não tenho dúvidas de que os clientes em toda a América do Norte ficarão satisfeitos com as máquinas sendo produzidas localmente.” A linha das escavadeiras sobre rodas foi apresentada em várias demonstrações com a presença de convidados VIP e da imprensa. Nessas ocasiões, também foram expostas as inúmeras atualizações ocorridas na fábrica nos últimos meses. O dia terminou com a reunião de 1.000 funcionários em frente ao prédio principal, para ouvir os discursos e saborear uma torta especial em forma de escavadeira sobre rodas. Mas, o ponto alto da reunião foi a apresentação oficial de uma escavadeira sobre rodas pintada de forma singular: um lado trazia as estrelas e listras da bandeira dos EUA e o outro estava adornado com o símbolo da bandeira do Canadá. PrODUÇÃO LOCAL A produção de escavadeiras sobre rodas iniciará com a série L60-L90, que possui uma alta demanda na América do


“A Volvo CE tem um compromisso com este mercado e está em uma posição mais favorável do que nunca para oferecer aos clientes produtos que são feitos por americanos para americanos”.

Uma pá carregadeira da Volvo pintada de forma singular.

Pat Olney com o administrador ferroviário federal, Victor Mendez e Jonas Hafström, embaixad Suécia nos Estados Unidos.

A notável equipe da Volvo em Shippensburg.

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“Não poderíamos atingir nossos objetivos sem a notável equipe que temos em Shippensburg.”

Norte. Em 2012, um décimo de todas as máquinas da Volvo CE vendidas nas Américas foram produzidas na fábrica de Shippensburg. Espera-se que, com o início da produção de escavadeiras sobre rodas, este número aumente significativamente. Além disso, a produção regionalizada deve ajudar a empresa a se tornar mais flexível e capaz de responder de forma ainda mais ágil aos clientes locais. A Volvo CE anunciou planos de trazer futuramente para a fábrica a produção de caminhões articulados e escavadeiras, e, sem dúvida, mais tipos de máquinas serão adicionados de acordo com a demanda. Dentro do mesmo plano de investimento, a Volvo CE também abrirá um centro de atendimento ao cliente de nível internacional, próximo ao atual terreno de Shippensburg, no primeiro trimestre de 2014. A NOvA sEDE A instalação de Shippensburg produz equipamentos de construção de qualidade há cerca de 40 anos. O negócio foi comprado da Ingersoll Rand pela Volvo CE em 2007. Em 2010, foi concluída uma ampliação de 18.000 metros quadrados e incluído um novo salão de montagem e prédio de materiais. Hoje, o site emprega mais de 1.000 pessoas de 20 países, que atuam nas áreas de operações, tecnologia, vendas e marketing e suporte ao cliente. A nova sede atende os negócios da Volvo CE tanto na América do Norte quanto na América Latina. O escritório ampliado, inaugurado em fevereiro, possui uma área de 3.300 mil metros quadrados e as duas novas instalações de produção, inauguradas em abril deste ano, adicionam mais 3.400 mil metros quadrados à área total de 60 mil metros quadrados do complexo. Além das escavadeiras sobre rodas, a fábrica de Shippensburg também produz mais de 50 modelos de máquinas para construção de estradas, incluindo compactadoras de asfalto e solo, motoniveladoras, vibroacabadoras, mesas e fresadoras. As operações incluem soldagem, usinagem de grande porte, pintura e montagem.

Para obter mais destaques sobre a inauguração de shippensburg, acesse: http://www.youtube.com/watch?v=qfB_Qd4aAQs&feature=youtu.be

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Texto: Diana Henry Fotografias: Lisa Rhinehart


Destaque

Europa

Aumentando a representatividade da Volvo Construction Equipment na Europa SPIRIT49


“O objetivo é aumentar a nossa influência em questões que afetam diretamente os negócios da Volvo CE.”

Frédérique Biston, diretora da representação do Grupo Volvo, na UE.

A

indústria europeia de equipamentos de

construção

enfrentou

uma

trajetória acidentada ao longo dos últimos anos. Porém, nesses tempos difíceis para a economia, a representante do Grupo Volvo na União Europeia tem trabalhado nos bastidores para ajudar a mapear e construir a estrada rumo à recuperação.

De acordo com especialistas da Volvo Construction Equipment (Volvo CE), estima-se que, nos últimos cinco anos, entre 60 a 80% de todos os projetos de desenvolvimento do setor foram motivados, principalmente, por novas exigências legislativas. E quando você considera que a União Europeia é um dos membros mais ativos no desenvolvimento de novas leis envolvendo a indústria de equipamentos de construção, fica fácil entender como é importante para o Grupo Volvo acompanhar de perto a legislação da UE. “Nos últimos 18 meses, concentramos todos os nossos esforços em aumentar a voz e a visibilidade da Volvo CE para sermos ouvidos e vistos pelos tomadores de decisões da UE”, frisa Frédérique Biston, Diretora da Representação do Grupo Volvo,na UE. “O objetivo é aumentar a nossa influência em questões que afetam diretamente os negócios da Volvo CE.”

Sediado no centro da política e da tomada de decisões e também no centro do maior bloco econômico do mundo, o escritório da Volvo na UE tem como objetivo promover os valores centrais do Grupo e defender os interesses empresariais junto às partes

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interessadas da UE. Com tantas outras vozes clamando para serem ouvidas, esse desafio não é nada pequeno. Por isso, recentemente, conforme explica Biston, a estratégia de lobby tem passado por uma mudança significativa. “Tradicionalmente, o contato entre a indústria de equipamentos de construção e as instituições da UE estava focado somente no lado técnico da legislação, negligenciando o aspecto político”, comenta ela. “Na verdade, quando se trata da UE, todas as novas propostas legislativas envolvem um contexto muito mais amplo e são lançadas pela Comissão Europeia para servir à sua ambição política. Por exemplo, na área Ambiental o foco está em reduzir emissões prejudiciais, em Segurança e Transporte na redução de mortes e ferimentos em nossas estradas. Todas as políticas são direcionadas para atingir o atingir o mercado interno melhorando a harmonização da legislação em todos os estadosmembros”. Principais tomadores de decisões “Por isso, é tão importante que o Grupo Volvo siga e entenda a política desenvolvida na Comissão Europeia, já que eles geralmente anunciam propostas legislativas que, em breve, afetarão nossos negócios, direta ou indiretamente”. “Ao entender a ambição política por trás da legislação, ficamos melhor posicionados para conversar com os tomadores de decisões da UE. Eles nos ouvirão mais prontamente se mostrarmos que entendemos a forma como eles pensam sobre uma determinada questão”. “Destacar nossa consciência sobre esse aspecto político essencial tornou-se um dos principais esforços do nosso escritório. E estamos trazendo isso à tona em duas frentes: entre nossos colegas da Volvo CE e dentro do Comitê para a Indústria Europeia de Equipamentos de Construção (CECE)”. O CECE representa e promove os interesses da indústria na Europa e em cooperação próxima com suas associações irmãs na América do Norte e na Ásia. Junto com representantes de fabricantes de Bruxelas, o CECE criou um fórum para discutir a estratégia e as táticas que podem influenciar o processo de tomada de decisões da UE em relação a questões que afetam os negócios da indústria de equipamentos de construção da região como um todo. Forte influência “Além disso, abrimos as portas do Parlamento Europeu para que as mensagens específicas de promoção de negócios dos nossos colegas da Volvo CE alcancem diretamente os políticos responsáveis pela votação e adoção da legislação europeia. Isso reforçou nossa influência sobre esses importantes

tomadores de decisões, melhorando a visibilidade da Volvo CE entre as partes interessadas da UE envolvidas em procedimentos e debates de alto nível.” “No ano passado, organizamos uma mesa redonda no Parlamento Europeu sobre a importância do investimento em infraestrutura na região. Investir nessa área tem um grande impacto no crescimento econômico e na criação de empregos para a indústria. Portanto, foi importante participar do diálogo com as instituições da União Europeia para que os seus representantes entendessem a importância da questão para a competitividade do setor europeu.” Tamanha é a extensão da influência da UE que o escritório de representação do Grupo Volvo tem que atuar em diversas áreas. Em fevereiro, a Comissão Europeia lançou uma importante iniciativa para resguardar a competitividade das empresas da Europa. O pacote de vigilância e segurança de mercado visa revisar o sistema de vigilância dentro do mercado interno para produtos de consumo e produtos industriais. “Essa legislação será votada nos próximos meses, e precisamos garantir que ela será bem implantada nos estadosmembros para garantir os nossos negócios”, salienta Biston. “Os fabricantes de equipamentos de construção da Europa têm feito imensos investimentos em tecnologia de ponta para estarem de acordo com a legislação da UE, e esse pacote constitui uma garantia para que eles não sejam expostos a uma concorrência injusta e à fraude por parte de terceiros”, prossegue ela. Para Biston, a questão é fazer a voz da indústria ser ouvida pelas pessoas que tomam as decisões. Para dar outro exemplo, ao longo deste ano, a Comissão Europeia planeja revisar as normas de emissões oriundas de motores de Maquinaria Móvel Não Rodoviária (NRMM). A revisão das diretivas de emissões de NRMM é parte de uma abrangente revisão da legislação de qualidade de ar da UE, que também pode incluir emissões de ruídos. Desnecessário dizer que, nesse caso, também será crucial estarmos bem informados sobre as intenções legislativas das instituições da UE – e influenciarmos o conteúdo da lei no futuro, se preciso. “Esse é realmente o valor que o nosso escritório agrega”, diz Biston. “Os colegas da Volvo CE sabem que faremos o nosso melhor para apoiar os seus esforços e, para isso, permaneceremos vigilantes e atentos a todas as novas políticas e legislações que possam afetar os nossos negócios.” Texto: Niall Edworthy

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A “MISSÃO ” L E V Ì S S

O P I M ABRE O CAMINHO! imagine operar uma vibroacabadora com menos fumaça, menos calor, com a possibilidade de ver melhor os resultados do seu trabalho e que também oferecesse menores níveis de ruído e consumo de combustível.

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É exatamente isso que foi solicitado para Hajo Komm, gerente técnico de produtos da plataforma de vibroacabadora da Volvo Construction Equipment, e sua equipe baseada em Hamelin na Alemanha. Ou melhor, pediram inicialmente para eles imaginarem... E depois para transformarem sua visão em realidade. Em apenas 3 meses. “Nossa primeira reação? Pensamos que era impossível“, recorda ele. Nossa segunda reação? Aqui em Hamelin, nós gostamos de desafios.” O resultado do trabalho dessa equipe, um sistema de extração de fumaça betuminosa inovador e líder de mercado, disponível como uma opção nas vibroacabadoras ABG da série C da Volvo CE, foi pré-selecionado para o importante Prêmio Inovação Bauma. A história começou no final de 2011, quando um importante cliente francês da Volvo Construction Equipment perguntou se seria possível criar um novo sistema de extração que atendesse às diretrizes mais rígidas do mundo, determinadas pelo National Institute for Occupational Safety and Health (NIOSH - Instituto Nacional para Segurança e Saúde Ocupacional) dos Estados Unidos. 80% DA MEtA DE FUMAÇA “Não há legislação que cubra os níveis de fumaça, mas as diretrizes do NIOSH, exigem que 80% da fumaça que sai de trás das vibroacabadoras seja capturada e expelida sem afetar o operador”, explica Komm.

Hajo Komm, gerente técnico de produtos da Volvo Construction Equipment

Então, pouco antes do Natal, Komm estava caminhando ao redor de uma máquina na área de protótipos e teve a ideia de mover o ventilador e posicioná-lo logo acima do canal da perfuratriz. “UMA iDEiA tOtALMENtE NOvA“ “Conversamos sobre essa possibilidade, e algumas pessoas estavam preocupadas que não fosse dar certo, porque não havia espaço suficiente. Mas nosso fornecedor achou que poderia desenvolver um ventilador ou soprador menor e mais potente. Além disso, decidimos descartar os tubos de sucção usados nos sistemas tradicionais.”

“Nosso sistema já funcionava bem, com capôs e tubos de sucção, mas, para ultrapassar os 80%, era evidente que teríamos que agir de forma diferente.”

“Nosso sistema já funcionava bem com capôse tubos de sucção, mas, para ultrapassar os 80%, era evidente que teríamos que agir de forma diferente“. A introdução de um sistema ainda mais eficiente demandaria mais potência e energia. Talvez gerasse menos fumaça e menos calor, mas certamente, produziria mais barulho e ocuparia mais espaço. E isso seria inaceitável, pois restringiria a capacidade do operador de observar a mistura de asfalto que flui pela perfuratriz e sai para a superfície da estrada. A equipe de projeto entrou em contato com um dos fornecedores especialistas da Volvo CE para discutir o dilema.

“Etapa por etapa, as coisas avançaram. Havia centenas de chamadas telefônicas e e-mails sendo trocados. Logo decidimos descartar as mangueiras e os capôs que coletam a fumaça, criando ainda mais espaço para permitir que o operador da vibroacabadora tivesse uma visão mais ampla da perfuratriz e do fluxo do asfalto.“

“Uma série de modelos foi construída com o ventilador ficando cada vez menor e mais eficiente. Foi um trabalho em equipe. Havia várias pessoas cuidando dos projetos e trabalhos práticos diários, e o departamento hidráulico ofereceu também um grande suporte“. EFiCiENtE EM COMBUstÍvEL “Quando finalmente testamos o sistema, ele funcionou. Foi fantástico. Um teste independente mostrou que ele removeu 83% da fumaça.“ O novo sistema também passou no teste de eficiência em termos de combustível e de ruído. Durante a maioria

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“Nunca teríamos alcançado o objetivo se a equipe e toda a empresa em Hamelin não tivessem trabalhado de forma tão unida.” das condições de operação, as vibroacabadoras Volvo ABG trabalhavam no modo de potência inteligente, diminuindo as rotações do motor para reduzir consideravelmente o consumo de combustível. O sistema de extração de fumaça funciona de forma igualmente eficaz, quando a máquina opera tanto no modo inteligente de potência, quanto no modo de potência máxima. A diferença no som, quando o sistema está ligado ou desligado é insignificante: somente 0,3 decibéis. Isso não gera risco de gerar distração ou fadiga no operador.. Havia, entretanto, mais desafios pela frente. O novo sistema teve de ser instalado em uma máquina protótipo, enquanto era desenvolvido um kit de campo para o cliente instalar e testar em uma de suas vibroacabadoras.

Um teste independente mostrou que o sistema removeu 83% da fumaça

No fim, a equipe cumpriu o prazo estabelecido para abril de 2012 e continuou trabalhando no projeto durante o ano, refinando e aprimorando ainda mais o sistema de forma que pudesse se tornar parte de suas novas máquinas da série C. Além disso, foram desenvolvidos kits de campo para serem adaptados às máquinas mais velhas. Também foi enviada uma proposta de patente para registro. O trABALHO EM EQUiPE é EssENCiAL Hoje, Komm e seus colegas estão envolvidos em um novo projeto, trabalhando em uma vibroacabadora destinada aos mercados emergentes. “Temos muito orgulho do que alcançamos“, conta ele. “Não é muito frequente ter este tipo de projeto, com um prazo tão curto. Estou na Volvo há 20 anos, e esse foi o ponto mais importante da minha carreira.”

O sistema também passou no teste de eficiência de combustível e de barulho.

“Nunca teríamos alcançado o objetivo se a equipe e toda a empresa em Hamelin não tivessem trabalhado de forma tão unida“, acrescenta Thomas Lossow, Diretor de Pavimentação e Líder de Engenharia no Local. “Tenho orgulho de integrar esse time. O trabalho em equipe é muito importante. O prazo foi curto, mas se tratava de uma questão essencial para um de nossos principais clientes. Estávamos preparados para o trabalho, e isso me deixa muito feliz.” Texto: Tony Lawrence

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A Volvo Ocean Race ruma ao desconhecido

O

segredo mais bem guardado da navegação à vela profissional finalmente foi revelado: a rota da próxima Volvo Ocean Race. Com novos barcos, novos portos e um percurso radicalmente novo, a regata 2014-2015 tem todos os elementos para ser a mais emocionante já realizada. Nos primórdios da mais prestigiada regata ao redor do mundo, escolher uma rota era tão simples quanto telefonar para alguns portos familiares e perguntar se eles estariam dispostos a deixar a frota permanecer atracada durante algumas semanas, enquanto seus barcos eram consertados e reabastecidos. A situação atual não poderia ser mais diferente, com 82 cidades envolvidas em um processo de seleção que mostrou ser o mais complicado da história da regata. O resultado é uma rota com uma série de surpresas que farão da próxima regata a mais impressionante já vista.

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“Ter uma parada inicial no Brasil é um A rota da 12ª edição da Volvo Ocean Race desafiará, desde o início, as expectativas, com as equipes partindo da base inicial em Alicante rumo a Recife, na ponta nordeste do Brasil, antes de embarcarem em uma jornada épica até Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. A decisão de rumar primeiro para uma parada sul-americana, em vez de fazer a tradicional descida para a Cidade do Cabo, na África do Sul, representa uma mudança radical na rota, que trará consequências consideráveis para os velejadores. “A rota, à primeira vista, parece ser bastante semelhante à da última regata, mas ter uma parada inicial no Brasil é um fator realmente decisivo”, afirma o CEO da Ocean Race, Knut Frostad. “Ela contribui para tornar a regata bastante interessante para os velejadores.” Navegação ágil no Oceano Antártico “Isso significa que, após a ida a Recife, eles ainda terão uma longuíssima Perna 2, a qual os conduzirá para o Oceano Antártico, com condições desafiadoras e navegação rápida. Esse talvez seja um dos trechos mais diversificados que já vimos. Ele terá início perto da linha do Equador, em Recife, uma cidade bem quente e com ventos leves, e daí descerá para o Oceano Antártico, com ventos bem fortes e muita navegação rápida. Os competidores terminarão cruzando o Equador pela segunda vez na mesma perna, o que eu acredito ser uma situação sem precedentes. Para um velejador, essa é uma conjuntura bastante interessante, que ocorrerá após uma parada fantástica em Recife, uma grande cidade desportiva, com um litoral deslumbrante e uma brisa excelente para a regata local. Será um maravilhoso acréscimo à rota.”

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fator bastante decisivo. Ela contribui para tornar a regata bastante interessante para os velejadores.”

Partindo de Abu Dhabi, a regata seguirá o mesmo caminho extremamente desafiador, que marcou a seção central da última regata. Isso significa outra difícil travessia do traiçoeiro Estreito de Malaca em direção a Sanya, na China, outra batalha com o Mar da China Meridional a caminho de Auckland, na Nova Zelândia, e a mesma navegação terrível em torno do Cabo Horn, até Itajaí, no Brasil.

Novo design dos barcos que participarão nas duas próximas edições da Volvo Ocean Race.


Abu Dhabi, EAU

Sanya, China

Auckland, Nova Zel창ndia

Lisboa, Portugal

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O CEO da Volvo Ocean Race, Knut Frostad, participou quatro vezes como velejador na competição.

Depois dessa segunda parada no Brasil, a regata marchará para o norte, para Newport, em Rhode Island, que, incrivelmente, marcará a primeira parada da regata em uma cidade conhecida como o lar espiritual dos navegadores na América do Norte. “Newport é um lindo lugar para se velejar e já estava mais do que na hora de virmos para cá”, declara Frostad, que participou da Volvo Ocean Race como velejador quatro vezes. De Newport, os barcos rumarão de volta, cruzando o Atlântico até Lisboa, outra parada bem-sucedida da última edição, e o trajeto final será em torno da Europa, antes da tão aguardada chegada em Gotemburgo, que deverá ocorrer no auge do verão. Um festival DE vela “Gotemburgo vai ser demais”, sintetiza Frostad. “A Suécia ficou afastada da regata por um tempo, mas estamos voltando para um verdadeiro festival de vela, com uma regata local no encerramento de uma semana inteira de atividades. “Será uma verdadeira vitrine do evento. Espero que o maior número de pessoas possível tenha a oportunidade de vir e descobrir o que torna essa regata tão especial.” “É adequado que a Volvo Ocean Race complete um ciclo retornando a um porto justamente na casa da Volvo”, pondera Pat Olney, presidente da Volvo Construction Equipment. “Um dos benefícios da Ocean Race é que ela nos oferece a oportunidade de trazer nossos clientes aos portos e interagir com eles na atmosfera eletrizante das cidades onde ocorre a regata, e fazer isso em casa será mais que especial, tanto para eles quanto para nós. Já estamos esperando ansiosamente a emoção

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da próxima regata e todas as possibilidades que ela traz de nos envolvermos com nossos clientes.” Aliás, a presença dos fãs torna-se uma parte com relevância cada vez maior na escolha da rota da mais importante regata de navegação ao redor do mundo, que, durante a última edição, em 2011-2012, contou com a visita de cerca de três milhões de pessoas durante as paradas, em busca de uma experiência em primeira mão.

“A regata não é realizada há algum tempo na Suécia e estamos voltando para um verdadeiro festival DE vela.” Gonzalo Infante, o guru interno da previsão do tempo da regata, foi o homem encarregado de encontrar formas de levar os veleiros para cada porto em condições ideais para competir e, ao mesmo tempo, evitar outros grandes eventos esportivos e políticos que pudessem dificultar a organização da regata pelas autoridades locais. “Ao todo, executamos mais de 11.000 simulações”, explica Infante, que é, muito possivelmente, o velejador virtual mais atarefado do mundo. “O fato de a regata contar com veleiros One Design novos em folha não tem facilitado as coisas, pois esses barcos ainda não navegaram sequer um único quilômetro, mas, com o uso de dados sobre barcos e projeções anteriores, acreditamos ter tudo sob controle.” A 12ª edição da Volvo Ocean Race inicia na segunda metade de 2014. Para mais informações, visite volvooceanrace.com, @volvooceanrace, Facebook


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