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Editorial As eleições e os desafios do novo prefeito Por Fernando José da Costa Acabamos de ser reeleitos para um novo mandato de dois anos – meus companheiros e eu. Tanto quanto no período anterior, sei que teremos muito trabalho pela frente. Os Jardins continuam sendo ameaçados, permanecem com risco de ver seu tombamento descaracterizado, se não ficarmos todos extremamente atentos à ‘implantação’ da Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo. Parece inacreditável afirmar que, além desta questão, os problemas da região são praticamente os mesmos. Ao que tudo indica, a Prefeitura de São Paulo escolheu ‘esquecer’ os Jardins. Nossas demandas ao poder público para mais fiscalização de ocupação e usos irregulares, melhorias na iluminação pública, para providências da Companhia de Engenharia de Tráfego, instalação da Cápsula de Segurança e outras medidas são sistemáticas, frequentes, mas pouco efetivo tem sido o papel do governo

AME JARDINS NEWS é uma publicação da Associação AME JARDINS amejardins@amejardins.com.br

Diretoria Presidente: Fernando José da Costa Vice-presidente: João Doria Diretor-executivo: João Maradei Jr.

municipal no atendimento às solicitações da comunidade. A nós cabe apontar dificuldades, encaminhar pedidos de associados e moradores, sempre na tentativa de garantir a solução dos problemas e é o que temos feito e continuaremos fazendo. Porque esse é a nossa função: defender os interesses de quem mora ou trabalha na região. Para outubro, estão marcadas as eleições municipais para prefeito e vereadores. Temos tempo até lá de buscar conhecer os candidatos para fazer a melhor escolha. Vamos eleger um gestor municipal realmente preocupado com a cidade. Mas, com toda a cidade, não apenas com alguns nichos ou regiões. Não é fácil governar uma cidade do tamanho de São Paulo, onde convivem milhões de pessoas, um grande número de bairros, com necessidades as mais diversas. Mas, acredito que um bom prefeito tem de saber olhar para tudo e fazer o meConselho AME JARDINS: Carlos Jereissati Filho Daniel Feffer Fabio Ermírio de Moraes Fabio Penteado de Ulhôa Rodrigues Fenando Dhelomme Filho Gustavo Jobim Jean-Marc Etlin João Paulo Diniz Jorge E.P.Levy Jorge Yunes Julio Serson Luiz Lara Marcelo Cunha Marcos Arbaitman Nizan Guanaes Raul Doria Washington Umberto Cinel

lhor para o maior número de pessoas. Ciente da importância desta escolha e preocupados em colaborar com cada um de vocês, vamos buscar uma abertura com cada candidato, tão logo sejam todos conhecidos nas convenções partidárias, para mostrar a eles, a cada um deles, o que precisamos, o que os Jardins representam para esta cidade, os benefícios de sua área verde, a importância de preservar a região como está. E vamos também, evidentemente, ouvir a proposta dos candidatos, saber o que pensam, o que pretendem, como e para quem almejam governar a capital. Você ficará informado de tudo por meio de nossos canais de comunicações. Os desafios da nova gestão são enormes e cumpre a nós, cidadãos, colaborar para ver a cidade – e nossa região – cada vez melhor.

Expediente Criação AlmapBBDO Edição e Diagramação Voice Social Comunicação Jornalista responsável Norma Alcântara (MTb 15.313) Reportagens e redação Beth Guaraldo Edição: Beth Guaraldo Fotos: AME JARDINS Distribuição Gratuita Tiragem: 1.200 exemplares Av. Brig. Faria Lima, 2.413, cj.152 CEP 01452-000 – São Paulo – SP Tel/Fax: (11) 3097-0911


Assembleia geral da AME JARDINS debate segurança pública No encontro, o presidente Fernando José da Costa foi reeleito A AME JARDINS aproveitou a assembleia geral anual da entidade - durante a qual seu presidente Fernando José da Costa foi reeleito para um mandato de dois anos ao lado do vice-presidente João Doria e todos os integrantes do conselho - para promover um debate sobre segurança pública. Durante cerca de duas horas, moradores dos Jardins ouviram recomendações e conselhos de vários especialistas, como a Tenente Coronel Dulcinéia Lopes de Oliveira, comandante do 23º BPM Metropolitano; o capitão Marcos Daniel Fernandes, da 2ª Cia. do 23º BPM Metropolitano; Marco Aurélio Floridi, titular da 15ª Delegacia de Polícia; Rodrigo Fiacadori, do 78º DP; o capitão da 3ª Cia do 11º BPM, André Eduardo Rosário da Silvia; e o deputado estadual Álvaro Batista Camilo, ex-comandante da Polícia Militar.

Presidente reeleito Fernando José da Costa

A Ten. Cel. Dulcinéia afirmou que a AME JARDINS é um exemplo, pois “a união das associações de bairro com a comunidade dá excelentes resultados. Não é só o bairro que ganha, mas toda a cidade”. Já o delegado Fiacadori, disse que a “cooperação da sociedade no trabalho dos profissionais de segurança pública é fundamental”. Segundo ele, “a maioria dos crimes é elucidada em decorrência de algumas informações cedidas pela própria população”. O capitão Daniel, além de dicas sobre segurança – entre as quais a cooperação com os moradores próximos quando viajam –, destacou a importân-

cia do programa Vizinhança Solidária na região dos Jardins, uma parceria da associação com a Polícia Militar para formar uma rede de cooperação que inclui a comunidade para monitorar a área pública. Fioridi lembrou que a delegacia em que trabalha cuida de “coisas invisíveis à sociedade”, como é o caso de injúrias e difamações feitas no Facebook, fraudes bancárias, entre outras. Ele salientou que “cada vez mais a sociedade participa para resolver esses crimes quando as pessoas se tornam testemunhas e cedem imagens de circuitos internos”. O capitão Silva, que assumiu recentemente um posto em São Paulo, ressaltou que “trabalhando na capital percebo a união de moradores de alguns bairros, o que traz bons resultados para eles mesmos e para a população. Isso facilita o trabalho da polícia e diminui gradativamente a criminalidade”.

Autoridades debatem segurança pública nos Jardins

Já o deputado Camilo destacou três importantes aspectos para melhorar a segurança pública. O primeiro deles é o pertencimento – ele explicou que quem tem condições de perceber o que acontece de diferente em uma rua é o morador. “Nem mesmo um policial que fica 24h neste local vai saber disso”. O segundo fator é que a forma de fazer é importante, ou seja, “você exerce a cidadania quando utiliza seu telefone para falar com o órgão que vai resolver seu problema”. E, finalmente, é necessária uma atitude proativa e, com ela, “o desafio de colocar as propostas em prática, o que deve começar dentro de casa”.


AME JARDINS aponta desafios para a nova gestão municipal Especialistas dão sugestões para trânsito, segurança e áreas verdes “Estamos às vésperas de uma eleição que vai escolher o novo prefeito da cidade e os vereadores. Mas os problemas da cidade em geral, e dos Jardins em particular, são os mesmos e, pior, não vislumbramos soluções de curto prazo”. A declaração é do presidente da AME JARDINS, Fernando José da Costa, que aponta como principais desafios da nova gestão municipal a segurança pública, a implementação das medidas aprovadas na nova Lei de Zoneamento, o trânsito caótico, além de questões como a coleta seletiva de lixo, a iluminação deficiente em muitas ruas e praças dos Jardins, falta de fiscalização, poda de árvores, entre muitas outras.

em várias regiões da cidade, incluindo os Jardins. A arquiteta urbanista aponta como outro desafio para a região garantir a saúde da vegetação existente. “É preciso que o novo prefeito crie um planejamento regular de poda e manutenção das árvores, para evitar o que vimos nestes últimos meses, inúmeras quedas porque elas estavam doentes, apodrecidas”.

A seguir, especialistas em várias áreas dizem o que pensam da atual situação e de que forma acreditam que alguns dos principais problemas dos Jardins podem ser resolvidos. Garantia ao tombamento dos Jardins A arquiteta urbanista Regina Monteiro afirma que os Jardins têm de enfrentar alguns grandes desafios com a nova gestão municipal. “Então”, diz, “os moradores precisam ficar atentos aos compromissos dos candidatos e cobrar posição deles a respeito de algumas questões de grande interesse para a região”.

Patrimônio da cidade a ser preservado

No âmbito da nova lei de zoneamento, recentemente aprovada, a arquiteta destaca a necessidade de garantir o tombamento dos Jardins, “já que a legislação é bem permissiva nas Zonas Corredores, o que pode descaracterizar os bairros”. Para evitar isso, é imprescindível que a fiscalização em cima de usos e obras irregulares seja feita adequadamente pela Prefeitura, “o que não ocorreu nesta gestão”, diz. Basta ver, lembra Regina, o descumprimento da lei Cidade Limpa, visível

Postes com propaganda irregular

Regina alerta também para a necessidade de revisão do projeto de drenagem dos Jardins – localizados em uma antiga várzea e onde vai parar toda a água da região da Paulista. “Para isso”, salienta, “é preciso um programa eficiente de limpeza de bueiros e bocas de lobo”. Finalmente, ela preconiza a criação de canais efetivos de comunicação da sociedade com o poder público. “O executivo municipal, de forma geral, precisa eliminar a burocracia para que as associações de moradores, os cidadãos cheguem até os órgãos responsáveis pela solução de problemas da cidade de forma mais ágil, mais simples”. Ampliar a parceria da PM com a comunidade Comandante do 23º Batalhão PM - Metropolitano, a Tenente Coronel Dulcinéia Lopes de Oliveira diz que “não existe uma solução mágica” para a segurança pública. Mas, observa que vários fatores contribuíram para a redução da violência. Para ela, a Polícia Militar tem uma grande parcela de responsabilidade nesta diminuição, pois realizou um grande “investimento na formação, inteligência e informação para qualificar a ação”.


ressalta, mas “também de caráter social, dos vizinhos participando juntos na prevenção”. Ela enfatiza que “uma polícia mais próxima da comunidade consegue mais informação, aproxima os moradores da corporação e reduz a sensação de insegurança”. A comandante do 23º Batalhão salienta que “a segurança pública é um direito. Então o policial está ali para garantir o direito da população”. Ten. Cel. Dulcinéia em visita à sede da AME JARDINS

A comandante destaca ainda o incremento das ações da sociedade civil como outro fator relevante para a contenção da criminalidade. “Projetos sociais em locais com índice de alta vulnerabilidade, focados e voltados para o público jovem, vêm ajudando bastante”, diz. Ela lembra ainda as ações preventivas da Prefeitura, salientando que “em alguns lugares a sensação de segurança é gerada por questões urbanas, de investimento em infraestrutura, função do executivo municipal”. A Ten. Cel. destaca que “quando a Prefeitura trabalha juntamente com o estado e o governo federal, os resultados são mais substanciais na redução dos crimes“. Para evitar o que chama de “enxugar gelo”, ela recomenda “tratar os problemas antes de começarem, ou seja, prevenção é fundamental”. E é aí que entra o papel da Prefeitura e das organizações sociais, pois com trabalho focado e regionalizado “se consegue mensurar os resultados de curto, médio e longo prazos”. Como exemplo de parceria que dá certo, a comandante lembra que o programa Vizinhança Solidária já apresenta um saldo bem positivo. “E não apenas no aspecto de redução de índices”,

Cap. Daniel entrega homenagem à AME JARDINS pela parceria com a PM

De acordo com o presidente da AME JARDINS, o Vizinhança Solidária tem sido uma boa alternativa também para a região. Tanto isso é verdade que o programa já está operando em vários pontos dos Jardins, caso das ruas Capitão Antonio Rosa, Cel. Bento Noronha, Des. Vicente Penteado, Des. Teodomiro Piza, Ibsen da Costa Manso, Itapirapuã, Jacupiranga, Juquiá, Sampaio Vidal, Saquarembó, Santa Cristina e praças Antonio Duarte do Amaral, Guilherme Kawall e Gastão Vidigal, todas no Jardim Paulistano, além da rua Polônia, no Jardim Europa.

Reunião do Programa Vizinhança Solidária no Jd. Paulistano

Mais cuidado com a cidade No âmbito da zeladoria urbana, um dos pilares de atuação da AME JARDINS, o diretor-executivo da associação, João Maradei, destaca vários problemas que vêm “se arrastando nesta última gestão municipal”. Nas vias públicas, ele observa que “o programa de recapeamento praticamente inexiste na cidade, pois as ruas estão esburacadas e sem conservação”, que é o caso do entorno da Praça Morungaba, apesar das inúmeras solicitações da entidade. “Também é de se destacar que o serviço de tapa-buraco é de má qualidade, às vezes realizado embaixo de chuva, o que, como se sabe, dificulta a fixação, provocando novos buracos”. De forma geral, segundo Maradei, “o trabalho das concessionárias de serviço público não é devidamente fiscalizado, pois é comum vermos danos que elas mesmas provocam e, pior, a demora na recomposição do local, igualmente mal feita”.


conseguiu que isso fosse feito em várias vias como a alameda Gabriel Monteiro da Silva e as ruas Prudente Correia, Dinamarca, Itália, Salvador Mendonça e Antonio José da Silva. “Por questões de segurança pública, afirma ele, é importante implantar esta iluminação em outros pontos da região e aperfeiçoá-la em praças como a Guilherme Kawall e Morungaba”, de acordo com as solicitações da entidade já reiteradas ao ILUME – Departamento de Iluminação Pública da Prefeitura de São Paulo.

Asfalto da Rua Salvador de Mendonça em péssimo estado

Outro ponto lembrado pelo diretor-executivo da AME JARDINS refere-se à conservação de calçadas, que continua preocupando, pois falta fiscalização. “A avenida Brig. Faria Lima, reformada há pouco tempo em toda sua extensão, já apresenta problemas”. E há grande deficiência de elementos de acessibilidade na região, incluindo sinalização, como ocorre na Praça Gastão Vidigal. Apesar das promessas do atual prefeito Fernando Haddad, como lembra o diretor da AME JARDINS, “o programa de coleta seletiva não atende os moradores e, assim, não cumpre sua função sustentável”. Além disso, Maradei fala da necessidade de o poder público coibir a prática de descarte de lixo em pontos viciados na região. “É necessário insistir na limpeza e punir os infratores que jogam entulho e outro materiais em ruas e praças”, diz.

Maradei enfatiza, ainda, a falta de fiscalização da Lei Cidade Limpa, pois é “comum encontrar na região anúncios, distribuição de panfletos e lambe-lambe nos postes”. Outra questão preocupante é a falta de um programa mais efetivo da Prefeitura para reduzir “os riscos de alagamento, com ações preventivas, como ocorria na gestão anterior”, diz, observando que falta um plano de “limpeza de galerias, bueiros e bocas-de-lobo”. Criação do Plano Diretor de Arborização Urbana A engenheira agrônoma Raquel Dias de Aguiar Moraes Amaral, pesquisadora do Laboratório de Árvores, Madeiras e Móveis do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) – órgão responsável pela realização do estudo das árvores dos Jardins, em parceria com a AES Eletropaulo, e a pedido da AME JARDINS –, destaca que o levantamento foi feito há quatro anos em 2,2 mil exemplares na região e apresentou um diagnóstico completo sobre sua situação. Mais do que isso: segundo Raquel, prevenção é a palavra-chave quando se trata de manejo de áreas verdes na cidade. “Quando o poder público examina constantemente as árvores de um determinado local evita problemas futuros, como os que observamos recentemente na capital”.

Ponto viciado de descarte de lixo nos Jardins

Outro problema que aflige os moradores dos Jardins é a iluminação pública, “bastante deficitária em algumas ruas e praças”, segundo Maradei, destacando que o ideal para áreas arborizadas, como os Jardins, é a “iluminação pedonal, voltada para a calçada e abaixo da copa das árvores”. A AME JARDINS já

Técnicos do IPT analisaram árvores nos Jardins


Outro ponto a ser destacado, na opinião de Raquel, é que boa parte das pessoas não sabe que tipo de árvores podem ser plantadas em São Paulo. “Isso também é fundamental para prevenir quedas”, diz, lembrando que o site da Prefeitura disponibiliza um manual que mostra o que pode ou não pode ser plantado na cidade (http://www.prefeitura.sp.gov.br/ cidade/secretarias/upload/meio_ambiente/MANUAL-ARBORIZACAO_22-01-15_.pdf).

Além do rodízio de carros (“combatido desde a implantação, mas jamais eliminado”) e do semáforo inteligente (“que foi sendo abandonado ao longo do tempo”), El-Hage aponta, como medidas necessárias para ajudar a melhorar o trânsito da cidade, as rotatórias – a AME JARDINS já possui projetos, com carimbo da CET, para implantação de sete delas na região, mas sem execução pela Prefeitura. Para o engenheiro, as rotatórias, além de baratas, “são boas

Fretados estacionados em rotatória do Jd. Europa

para reduzir os acidentes nos cruzamentos em que o volume de trânsito não exige um semáforo”. Queda de árvore na Praça Guilherme Kawall

Para que São Paulo possa ter áreas verdes saudáveis, a engenheira recomenda ao poder público a elaboração de um Plano Diretor de Arborização Urbana, para definir e implantar regras para o plantio e manutenção de árvores na cidade. “Os itens apresentados no Plano Diretor Estratégico, aprovado no ano passado, a respeito desse tema não são suficientes para estabelecer as reais necessidades da capital”, diz. Então, se não for possível aprovar esse plano, o “mínimo que se precisa fazer é vistoriar e diagnosticar a saúde das árvores antes do verão, da temporada de grandes tempestades”. Uso do semáforo inteligente e rotatórias Criador do rodízio de carros e do semáforo inteligente, o engenheiro Nelson Maluf El-Hage, ex-presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), diz que o trânsito em São Paulo é uma questão complexa, que exige uma adequação da demanda com a capacidade e que falta mobilidade na capital. “A evolução é lenta, não ocorre na velocidade necessária”, avalia. Como exemplo, ele cita que, nos últimos dez anos, a população paulistana cresceu em torno de 6% a 7%, enquanto a frota de veículos, 48%. “O número de carros aumentou para atender a necessidade das pessoas, já que inexiste oferta suficiente de transporte público de qualidade”.

Favorável à redução da velocidade em vias próximas a escolas e hospitais, por exemplo, El-Hage discorda, entretanto, dessa medida na Marginal Tietê, uma via expressão que leva a estradas e aeroportos. “Não se pode dizer apenas que a velocidade menor é a única responsável pela queda no número de acidentes. É preciso estudar a causa de cada um deles para entender melhor o que está ocorrendo em determinada região da cidade”.

Calçada é utilizada como estacionamento

Sobre uma reclamação recorrente da AME JARDINS a respeito do desaparecimento dos agentes da CET na região, o engenheiro diz que esse fato pode ser explicado pela política de prioridades estabelecida pela companhia na atual gestão. “A Prefeitura vem dando ‘preferência’ ao transporte de ônibus, criando as faixas e corredores. Nada contra esta medida”, avalia. “Mas em uma cidade com São Paulo não se pode, nem há necessidade, de abandonar os carros, utilizados por grande parcela da população”.


Notas Problemas no trânsito dos JARDINS permanecem Apesar do “de acordo” da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a Prefeitura se recusa a implantar os sete projetos de readequação de esquinas nos Jardins América e Europa. O que se pretende são melhorias na sinalização, instalação de elementos de acessibilidade e moderação de trânsito para ampliar a segurança do pedestre. De acordo com João Maradei, a Prefeitura informa que o Carga e descarga de veículo na calçada da Av. Europa Ministério Público é contrário a essa reforma, alegando que o que se pretende é dificultar o acesso ao bairro, privatizá-lo, o que “evidentemente é um absurdo”. Mas, os problemas de trânsito na região não param por aí, como afirma Maradei. Além dos riscos à segurança dos pedestres, o desaparecimento dos agentes da CET provoca uma série de problemas, entre os quais carros estacionados irregularmente, muitas vezes, travando as rampas de acessibilidade; conversões feitas na contramão de direção; fretados circulando sem autorização e estacionados indevidamente em vias de grande circulação; e carga e descarga de veículos que voltou a ser feita, ilegalmente, nas calçadas da rua Colômbia e avenida Europa. O diretor executivo da AME JARDINS também destaca a falta de faixas de pedestre, sinalização de proibição de estacionamento e ausência de lombadas eletrônicas, entre outros itens.

Moradores em situação de rua: falta assistência social O frio intenso registrado na primeira quinzena de junho fez a atenção da população e dos meios de comunicação se voltar para a questão dos moradores em situação de rua. Mas, a AME JARDINS vem reivindicando ajuda para estas pessoas há muito tempo. “Está claro”, diz o diretor executivo da entidade, “que não existe um programa de assistência social na cidade”. Segundo ele, a prefeitura “alega que estes moradores, vulneráveis e sem autodeterminação, têm o direito de ir, vir e permanecer onde quiserem”. Mas, o que se vê há meses, por exemplo, na esquina das ruas Bucareste e Groenlândia, informa Maradei, “são pessoas vivendo nas ruas e praças, em meio ao lixo, sem dignidade”.

Rua Bucareste esquina com Rua Groenlândia

Uso irregular de imóveis continua

Anúncio de evento na R. Colômbia

A falta de fiscalização mais eficaz por parte da Prefeitura para irregularidades nos Jardins continua. “Aparentemente, o executivo municipal resolveu tolerar esses abusos”, diz o diretor executivo da AME JARDINS, referindo-se a usos comerciais em área exclusivamente residencial, realização de eventos em imóveis da avenida Europa e rua Colômbia, desrespeito à lei do silêncio e uso privado de espaço público do posto de combustível na esquina das ruas Peru e Colômbia e de restaurantes com as mesas e cadeiras dispostas na rua Joaquim Antunes.

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Confira a Newsletter da AME JARDINS de Abril / Maio / Junho 2016  

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