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ATELIER DE PESQUISA COREOGRÁFICA & APRESENTAÇÃO DE UMA PERFORMANCE SOUSTRACTION ORIENTADO POR COMPAGNIE ANTIPODES | FRANÇA Coreógrafa e Directora Artística Lisie Philip Bailarinos Guillaume Suarez-Pazos, Moréna Di Vico e Raphaël Thiers Datas e Local Atelier / Atelier Dates and Location 4 de Julho > 10h às 15h na Junta de Freguesia de Santos-o-Velho* 5 e 6 de Julho > 10h às 15h no Jardim da Estrela ** Data e Local Performance / Performance Date and Location 7 de Julho > 18h30 no Jardim da Estrela Valor 15€ (sem descontos aplicáveis) Participantes 9 bailarinos profissionais / estudantes de dança + 3 Forcados 9 dancers/dance students and 3 forcados Soustraction (Subtracção) é um projecto de busca pelo pai. Uma temática intemporal e universal interessante de revisitar a respeito da redefinição da função do pai nas nossas sociedades patriarcais modernas. As nossas hitórias, as diversas publicações psicanalíticas, literárias, os estudos sociológicos sobre o papel do Pai, ou mesmo as canções pop colocam a mesma questão: Porque temos tanto a dizer aos nossos pais? Quando Lisie Philip era criança, conhecia apenas duas faces: a sua e a da sua minha mãe. O cálculo mental era simples: a minha cara – a cara da minha mãe = cara do meu pai. A equação do pai desconhecido. Na rua, fixava-se nas caras dos homens que respondiam aos critérios de subtracção: a idade suposta do progenitor, a sua altura aproximada, a cor dos olhos e dos cabelos muito embora não estivesse certa. Ali começava a verificação do meu algoritmo: a cara da minha mãe+ a cara do desconhecido = minha cara. Um espécie de prova dos 9. Mas nunca encontrou o rosto certo. Viver sem pai, será viver sem limites? Como encontrar “o reconhecimento” na sua vida? Assim, a protagonista de Soustraction está em busca do pai que não conheceu. O único indício para o encontrar é a sua própria imagem, que serve de base à à subtracção. A busca do ser. Os 9 bailarinos profissionais e 3 forcados participantes deste atelier coreográfico/pesquisa de criação para Soustraction, assumem o papel de pais. Homens adultos que emergem do público e participam na imagem de uma arena urbana, onde está em causa a confrontação do pai pela coreógrafa Lisie Philip. Como linguagem, procura-se o equilíbrio entre dança contemporânea de rua e os movimentos dos Forcados, aliando estas duas expressões tão fortes e diferentes. Baseando-se na técnica específica de dança contemporânea da Companhia, os participantes farão uma aprendizagem conjunta do vocabulário comum entre dança e tauromaquia, ccompondo um confronto coreográfico de 15 minutos.


Soustraction is a project of a quest for the father. A timeless and universal theme which revels to be interesting when the father’s role in our patriarchal society is at stake. Is living without a father to have no boundaries? When Lisie Philip was a child, she knew no more than two faces: hers and her mother’s. The mental calculation was simples: my face – my mother’s = my father’s. The equation of an unknown father. In the street, she would stare at the man’s faces corresponding to the subtraction criteria, which her own image founded. She never found the right face. The 9 professional dancers and 3 forcados who’ll participate at this choreographic studio/creation research for Soustraction, assume the role of fathers. Grown up men emerge from the audience and take part of the image of an urban arena, where the father’s confrontation by the choreographer is at stake. As expressive language, there is a search for a balance between contemporary dance in urban landscapes, bonding these two strong yet distinct languages. Based on the Company’s specific technique, participants will learn a common vocabulary shared both by dance and tauromachy, composing a 15min choreographic confrontation. ___ Inscrições / Registrations Enviar para info@voarte.com os seguintes documentos / Send to info@voarte.com the following documents: - Ficha de inscrição preenchida / dully filled registration form - Comprovativo de pagamento / payment proof Este atelier só funcionará com um número mínimo de 6 bailarinos e 3 forcados. Caso as inscrições não atinjam o mínimo, os candidatos terão direito ao reembolso dos pagamentos efectuados. This research studio will only take place is a minimum number of 6 dancers and 3 forcados will be gathered. In case the minimum number of registrations won’t be achieved, the candidates will have their payment reimbursed. *como chegar à Junta de Freguesia de Santos-o-Velho / how to get to the Atelier studio Rua da Esperança nº 49 (junto à Avenida D.Carlos I, Santos) Transportes: Comboio - Estação Santos / Autocarro 706, 727, 773 / Eléctrico E28 (próximo) *como chegar ao Jardim da Estrela / how to get to the Performance venue Praça da Estrela Transportes: Metro – Estação Rato (Linha Amarela) / Autocarro: 74, 709, 713, 720, 738, 773 / Eléctrico: 25E ou 28E


COMPAGNIE ANTIPODES A Compagnie Antipodes começou a sua pesquisa artística em 1998. Uma dança feita para o asfalto, que se molda à envolvente urbana, ausculta avenidas e perspectivas. Dança acrobática e enérgica, intencionalmente significante na narrativa, que assume o maior peso sobre o embelezamento. Sem grandes aparatos maquinais, apenas exposta a partilha íntima entre humanos e ressonância a que dá lugar. Explora vários motivos, trabalhando in situ, com base num treino exigente, ensaios, e construção sobre um dado local que desperta a curiosidade de todos e alcança uma larga audiência. Arte nascida do confronto com a realidade. A Compagnie Antipodes recebe o apoio regular da Cidade de Nice, do Conseil Général des Alpes-Maritimes e do Conseil Régional de la Région P.A.C.A. Na temporada de 2008-2009, apresentaram 53 performances em território Europeu, em países como França, Bélgica, Alemanha, Inglaterra e Holanda. Compagnie Antipodes started its artistic research in 1998. A dance made for asphalt, which molds itself to the urban environment, listening to avenues and perspectives. Acrobatic and energetic dance, intentionally signifying in its narrative, which assumes a great accountability towards embellishment. Without machinery or technical apparatus, merely exposed to the intimate share between human beings and the resonance it gives room to. It explores several motives, working in situ, based on a demanding training, rehearsals and the construction upon a given place that rises everyone’s curiosity and reaches a wide audience. An art born of the confrontation with reality. Compagnie Antipodes grants regular support from Nice Municipality, Conseil Général des Alpes-Maritimes and Conseil Régional de la Région P.A.C.A. In 2008-2009, they presented 53 performances in Europe, in countries such as France, Belgium, Germany, England, The Netherlands. Lisie Philip Direcção Artística e Coreografia Coreógrafa e realizadora, estudou na Rudra Béjart, Lausanne. Lançou-se como solita no Béjart Ballet, Lausanne, no Grand Théâtre de Genebra e na Opernhaus de Zurique, onde trabalhou com coreógrados como Carolyne Carlson, Mats Ek, Jiri Kyllian e Pina Bausch. Foi galardoada com um prémio no concurso coreográfico de Ballet em 1995. Lanlou a Compagnie Antipodes em Nice em finais dos anos 90. Dança também em criações nacionais, notavelmente no IN do Festival Chalon dans la Rue, com a Compagnie Orphéon Théâtre Intérieur e no Monaco Spring Arts Festival com a Compagnie Sîn.


Lisie Philip, choreographer and director, studied at the Rudra Béjart Lausanne. She set herself a career as a choreographic soloist at the Béjart Ballet Lausanne, at the Grand Théâtre de Genève and at the Opernhaus of Zurich, where she worked with choreographers such as Carolyne Carlson, Mats Ek, Jiri Kyllian, Pina Bausch. She was granted an award at the Bâle choreographic contest in 1 995. Lisie Philip set up Compagnie Antipodes in the late 90s in Nice. She also dances in national creations, notably in the Chalon dans la Rue Festival (IN) with Compagnie Orphéon Théâtre Intérieur, and at Monaco’s Spring Arts Festival with Compagnie Sîn. Raphaël Thiers Bailarino Depois de uma primeira carreira em engenharia, forma-se notavelmente em teatro contemporâneo no Teatro Nacional de Nice (Sophie Duez), actuando com Harry Cleven e Elina Lowenson, depois em improvisação coreográfica e dança contemporânea (com Christine Frickert, William Petit e Jean-Marc Fillet da Companhia Ex-Nihilo), e por fim em acrobacia (Archaos), com Thierry Niang. Prossegue em paralelo um percurso como comediante (espectáculos para público jovem, burlesco, rua e teatro invisível) actor (em curtas-metragens e séries de TV) e bailarino contemporâneo na Compagnie Antipodes, onde acompanha as principais criações como comediante-bailarino ou co-autor. Moréna Di Vico Bailarina Formada em dança contemporânea na Off Jazz (Nice) e com diploma da L’École Rosella Hightower de Cannes, integra a Compagnie Antipodes desde 2004. Trabalha em paralelo em companhias de teatro, mimo e clown em França e Itália, países onde também ensina dança contemporânea. Guillaume Suarez-Pazos Bailarino Durante a sua habilitação profissional “Do intérprete ao autor” – dança/teatro, obtido em 2010 no Centre Coreographique National Rilleux-la-Pape, Guillaume estudou com diferentes artistas, bailarinos e coreógrafos, entre eles Jean Antoine Bigot, Norio Yochida, Enio Sanmarco e Diane Broman. Completa depois a sua formação em Toulouse no seio do projecto “Extensions”.


6 A 8 DE JULHO DE 2012 Jardim da Estrela | Jardim Museu Nacional de Arte Antiga Jardim de Inverno do São Luiz Teatro Municipal Rua Augusta | Metropolitano de Lisboa _______________________________ O Lugar à Dança apresenta em 2012 a sua 15ª edição. Caracteriza-se por ser um festival internacional anual, único no seu género e no contexto da cultura nacional, que promove a dança contemporânea e outras artes performativas em locais específicos, programados para uma arquitectura concreta em espaços públicos. É um festival sem portas, aberto a todo o público, que aposta nas tendências contemporâneas de artistas, criadores e intérpretes nacionais e internacionais. O Lugar à Dança é membro da Rede Internacional Cidades que Dançam (CQD), da qual fazem parte 38 cidades em 17 países. 15 anos > 1998 – 2012 > 123.000 pessoas de público Lisboa, Coimbra, Sertã, Barcelos, Figueira da Foz, Oeiras, Cascais, Fundão, Silves, Aveiro, Porto, Faro, Moita, Penela. Em Julho de 2012 serão apresentados 14 projectos/companhias nacionais e internacionais em dois jardins emblemáticos da cidade de Lisboa – Jardim da Estrela e Jardim do Museu Nacional de Arte Antiga, bem como no Jardim de Inverno do São Luiz Teatro Municipal e noutros espaços de Lisboa. O Lugar à Dança aposta a cada edição com renovado impulso na formação tendo em vista a criação de conteúdos artísticos e sua apresentação no âmbito do Festival, assumindo-se como uma plataforma de difusão de jovens artistas e todos os associados à iniciativa. + info: www.lugaradanca.com (brevemente)


15º LUGAR À DANÇA > Atelier de Pesquisa Coreográfica SOUSTRACTION