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REVISTA EM FOC

Mês: Novembro

Ano: 2010. Nº 01/2010

Mas o que é mesmo violência?

Confira a resposta na entrevista feita com o Prof. Ms. Claudio Rodrigues Cruz, pesquisador do Observatório de Violência da Universidade da Amazônia Dados estatísticos da violência no Brasil Violência “na” e “da” escola Pesquisa de opinião sobre a violência no Brasil Confira a matéria sobre a configuração da revista Em Foco

A Universidade da Amazônia: Referêrcia regional em Comunicação TV UNAMA SEMANA DA RÁDIO UNAMA A Rádio Unama faz parte da infra-estrutura de Comunicação da Universidade

COMUNICAÇÃO


EM FOC

Também tem uma matéria sobre a Unama na página

4 Você se considera violento? Quais são os conceitos de violência que você conhece?

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Veja essa matéria completa na página Violência pode ser definida como conjunto de ações que tem por objetivo machu- Confira a matéria sobre a configuração car as pessoas. Podem se dar por meio de da revista Em Foco na página palvaras ou ações fisicas, influindo na integridade física, moral e psicologica da pessoa. Contudo quase ninguém enxerga a violência dessa forma. Apesar de sermos violentos por natureza não conseguimos perceber isso, o que é prejudicial à todos. Veja mais detalhes sobre esse assunto na matéria especial sobre violência da Em Foco que entrevistou o professor doutor Claudio Cruz, pesquisador do beservatório de Violência da Universidade da Amazônia (Unama).

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Confira na pg semana:

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o nosso assunto destaque da

“Violência“dá”e“na”escola,”publicado n a Revista Espaço Acadêmico pelo professor Raymundo de Lima. Veja também a nossa dica no Se Liga! e outros assuntos interessantes.

EDITORES DA EM FOC

PAULO VICTOR VIVIANNY MATOS YUÚK VIEIRA

Mês: Novembro Ano: 2010. Nº 01/2010

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A Unama é Pai ’Dégua A

Universidade da Amazônia é uma das melhores, no Pará, quando se trata de Comunicação Social. Pois conta com uma boa infra-estrutura. A Unama surgiu da junção, em 1987, do CESEP (Centro de estudos Superiores do Estado do Pará) com as Faculdades integradas Colégio Moderno, formando-se em UNESPA (União de Escolas Superiores do Pará). Em 93 vira universidade. Desde essa época, a Unama vem formando inúmeros profissionais. Atualmente em cinco áreas de ensino superior: CCBS( Centro de Ciências Biológicas e da Saúde), com cursos como Enfermagem, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia e Terapia ocupacional. CCET (Centro de Ciências Exatas e Tecnologia), com os cursos de Arquitetura e Urbanismo, Tecnologia em Processamento de Dados, Sistemas de Formação, Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Ciência da Computação, Matemática, Artes Visuais e Tecnologia da Imagem, Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Engenharia Sanitária e Ambiental, Design de Interiores e Tecnologia em redes de computadores. ICJ (Instituto de Ciências Jurídicas) com o curso de Direito, CCHE (Cerntro de Ciências Humanas e Educação), com os cursos de Ciências Sociais, Letras, Moda, Secretariado Executivi Bilíngue, Serviço Social, Tecnologia em Processos Escolares e Pedagogia. 4

CESA (Centro de Estudos Sociais Aplicados), com os cursos de Ciências Econômicas, Comunicação Digital, Tecnologia em Gestão Pública, Comunicação Social-Jornalismo, Comunicaçõa Social-Publicidade e Propaganda, Comunicação Social-Relações Públicas, Administração, Ciências contábeis e Relações Internacionais. Tudo em quatro Campi: Alcindo Cacela, Quintino Bocaiúva, Senador Lemos e BR. Possui também ensinos de Pós-Graduação, Mestrado e Educação à distância; que consiste em uma modalidade de ensino e apreandizagem que se dão na utilização de meios e tecnologia de informação; a internet.

Unama Senador Lemos

Unama Alcido Cacela

Unama BR


Semana da comunicação É um evento feito para todos da área de Comunicação Social. Acontece uma vez por ano, com seminários, palestras com especialistas em Comunicação, oficinas que possibilitam dar ao aluno conhecimentos extras, e mais amplos sobre a aréa. A Semana da Comunicação 2010 contou com o primeiro concurso Unama de fotografia Universitária. A grande vencedora do concurso foi a aluna do sexto semestre de Publicidade e Propaganda, Izabella Alves Lino da Silva. Contou também com a presença do Jornalista de Brasília, Leandro Mazzini, que participou da mesa redonda “A Mídia e a Política”, e lançou o livro “Corra que a política vem aí”. Aconteceram homenagens às ex- coordenadoras de Comunicação Social, houve premiação pela escolha do selo comemorativo dos 20 anos do curso de comunicação, os alunos Rodrigo Bittencourt e Davi Paes receberam um certificado por terem vencido o concurso.

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RÁDIO UNAMA

Uma emissora ligada à FIDE SA (Fundação Instituto para o desenvolvimento da Amazônia), educativa, sincronizada com as novas tendências de mercado e audiência. Abrange toda a grande Belém e outros municípios como Abaetetuba, Barcarena, Bragança, etc.

TV UNAMA

É uma TV laboratório, centrada no treinamento de imersão dentro de uma redação-escola, de estudantes de Jornalismo. Existe desde 2001, tendo como exemplos, Universidades do Sul e Sudeste do Brasil, que tinham suas próprias TV’s Universitárias. Funciona para divulgar ações realizadas pela Unama, é destinada ao esclarecimento da sociedade local, para difundir o conhecimento científico, de pesquisas produzidas na academia, focando o desenvolvimento social e sustentável da imensa Hiléia Amazônica.


Mas o que é mesmo violência?

Quem

responde a pergunta é o Prof. Ms. Claudio Roberto Rodrigues Cruz, pesquisador do Observatório de Violência da Universidade da Amazônia (Unama), que possui graduação em Serviço Social pela União das Escolas Superiores do Pará (1988), mestrado em Administração e Educação no Ensino Superior pela Universidade da Amazônia (1997) e doutoramento em sociologia pela Universidade de Coimbra/;Portugal. Atualmente é professor da Universidade da Amazônia. Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Movimentos Sociais, atuando principalmente nos seguintes temas: prática profissional, supervisão de estágio, ação comunitária, orientação social e construção de conhecimento. Considerando que violência é, universalmente, "um comportamento que causa dano a outra pessoa, ser vivo ou objeto. Invade a autonomia, integridade física ou psicológica e mesmo a vida de outro..." como explicar as diferentes manifestações desse fenômeno social em diferentes localidades geográficas e nas diferentes classes sociais? Este é um conceito aceito no meio acadêmico. Existem outros que mantém 6

a mesma base. A possibilidade de violência é latente, pois é fenômeno humano, por isso independe de classe ou localidade geográfica. No entanto, sua manifestação é socialmente provocada. Os índios, a exemplo – especialmente as tribos não aculturadas ou de baixo aculturamento – é quase zero a possibilidade de violência na conformidade do conceito posto. Isso inclui a baixa ou quase nula agressão ao meio ambiente. Isso se explica por uma questão central básica: somo movidos por valores. E “nada” é mais social do que eles. Os valores de solidariedade, cooperação, pertença quando reinantes corresponde aos contextos com menores manifestações de violências. Como é avaliado o abordamento da violência nas mídias sociais? Isso influência no comportamento dos indivíduos? A mídia tem exercido um papel crucial, especialmente com denúncias de fatos políticos, econômicos, negligências, etc. E por isso tem se constituindo numa força importante. Por outro lado, também tem contribuído para a banalização da violência, reforçando a culpa “em pessoas”. Tem sido, mesmo que inconscientemente, um vetor favorável a crítica ao estatuto da criança e do adolescente com discursos que vão ao encontro de visões reduzidas e acanhadas relativamente ao envolvimento de adolescentes em ações criminais que, evidentemente não devem ser acobertados. O envolvimento de adolescentes é mais um sinal de negligências com políticas públicas e o descaso,


na maioria dos casos, de atenção para As estatísticas comprovam: com famílias em sentido amplo (sócioeconômico e cultural). Existem processos desencadeadores desse envolvimento juvenil precisam ser conhecidos. A mídia não tem sido um canal tão favorável a isso. A violência institucional, por exemplo, é matriz de outras violências. A imprensa, sem que seja essa a intenção vitaliza compreensões que desviam deste foco, ao contrário contribui na vitalização de valores socialmente negativos à mudanças.Há coisas positivas que não são postas, pois as vezes parece que não são veiculadas porque “não ajudam 89% dos brasileiros já foram vítimas na venda de jornais ou não dão IBOP”. de algum tipo de violência; Estudos realizados pelo UNDCP (Pro- 78% já praticaram algum tipo de viograma das Nações Unidas para o Con- lência e trole internacional de Drogas) revelam que aqui no Brasil a violência se intensificou pelo fato do tráfico de drogas e pelo 98% não se consideram violentos. tráfico de armas. E como explicar esse alastramento da violência nas escolas? Dados estatísticos da violênA escola é um espaço estratégico para a formação cidadã e, em sentido mais alargado para a própria vida. No entanto, a negligência quanto a esse potencial tem permitido que outros dele se utilizem. E ai termos a questão do comércio de drogas. O público juvenil é alvo importante para a ampliação desse comércio. Tráfico de armas a partir da escola, pelo menos na realidade paraense não é sentido. Indubitavelmente, uma coisa está associada a outra, Há casos sim de garotos armados, não nas proporções que ocorrem no Rio de janeiro, onde o tráfico campeã. 7

cia no Brasil: •A cada 13 minutos um brasileiro é assassinado; •A cada 7 horas uma pessoa é vítima de acidente com arma de fogo; • Um cidadão armado tem 57% mais chance de ser assassinado do que os que andam desarmados; •As armas de fogo provocam um custo ao SUS de mais de 200 milhões de reais;


•Em nosso país, por ano, morrem cerca no caso do aluno do 4.º ano do ende 25 mil pessoas vítimas do trânsito e sino fundamental da tradicional es45 mil morrem de armas de fogo e cola particular Ofélia Fonseca, no bairro de Higienópolis, em São Paulo. •Em SP cerca de 60% dos homicídios A história de L., assediado por colegas há são cometidos por pessoas sem históri- um ano, provocou um jogo de empurra de co criminal e por motivos fúteis. responsabilidade entre família e escola. Quando soube do episódio, a mãe Fonte: UNESCO - United Nations Educational, de L., a jornalista Ana Paula Feitosa, de Scientific and Cultural Organization (Organização 38 anos, ficou muito nervosa e também das Nações Unidas para a educação, a ciência e a incomodada com a falta de ação da escultura) cola, onde seu ex-marido havia estudado. “Fiquei sozinha nessa história. Achei um FALANDO NISSO: descaso”, conta ela, que diz ter procurado o colégio por várias vezes no último ano Outro grave problema nas escolas é o bul- para tentar dar fim às chacotas contra o filho. lying. O nome até pode ser norte ameri- O dono do Ofélia Fonseca, Sercano mas o problema é bem brasileiro. gio Brandão, afirma que foram “toAcompanhe o que diz a professora madas as medidas” e diz estar “tristísMaria do Socorro postou sobre esse simo” com o caso, que culminou na assunto no blog Papo de Professor: transferência de L. e na expulsão de http://papodeprofessor.blogspot.com outro colega, supostamente um dos algozes. “Foi como perder um filho.” Para Brandão, a fragmentação das famílias, com pais ausentes, atrapalha o ambiente escolar. “Às vezes, as crianças chegam chateadas e têm atitudes imprevisíveis. Elas não dão problema. Os adultos, sim.” A história de L. não é um caso isolado de bullying em escola particular. Ter as bochechas apertadas, ser A psicóloga Lídia Webber, do Núcleo beliscado e até virar alvo de gozação de de Análise de Comportamento do Detoda a turma, até certo ponto, fazem parte partamento de Psicologia da Universidos percalços da convivência escolar. dade Federal do Paraná, diz que não é Mas e se a “brincadeira” é colocar a ca- possível esconder esse tipo de situação. beça dentro do vaso sanitário e enfiar A psicóloga considera saudável que o tema a língua dentro d’água, como L., de 9 seja amplamente discutido pela sociedade. anos, fez a pedido de alguns colegas? As escolas, tanto particulares como públiPais e direção não souberam como agir cas, diz Lídia, não têm conseguido adotar 8 estratégias eficientes para dar conta da vi-


olência entre as crianças e adolescentes . “Lá fora, o bullying é tratado na base da tolerância zero”, diz Lídia. E isso não significa que as crianças sejam punidas pelo Estado. Ao contrário, ao menor sinal de que algo anda mal, providências intensas são tomadas, envolvendo pais e direção. “O menino que faz o bullying tem de sofrer consequências, dentro da escola”, diz. Para Miriam Abramovay, coordenadora de pesquisas da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), o acompanhamento escolar cuidadoso e constante é necessário.

Legislação

Na opinião de alguns especialistas, parte da confusão sobre o que fazer ao se deparar com um caso de bullying na escola particular ocorre porque ninguém tem muito claro como agir. Há lacunas na legislação e faltam políticas específicas. “Não existe na esfera federal uma política pública sobre isso”, diz Cléo. Projetos de lei tramitam no Congresso, tanto no sentido de prevenir a violência na escola como para criminalizar condutas. Um deles foi aprovado em julho pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados e alteraria a Lei de Diretrizes e Bases (LDB). A proposta tem o objetivo de acabar com a “exclusão do aluno do grupo social, a injúria, calúnia e difamação, a perseguição, discriminação e uso de sites e redes sociais para incitar violência”. 9

No Estado de São Paulo também existe um projeto de lei. Em Santa Catarina e Rio Grande do Sul foram aprovadas normas nesse sentido. Políticas públicas também foram adotadas pela Secretaria Estadual de Educação paulista, como o PrevençãoTambém se Ensina. “Os programas têm diminuído muito os casos de bullying”, diz Jurema Reis Corrêa Panza, coordenadora do departamento de educação preventiva da Fundação para o Desenvolvimento da Educação, ligada à secretaria. Nem todos, porém, apostam em políticas públicas antibullying, como Arthur Fonseca Filho, do Conselho Estadual de Educação de São Paulo. “O melhor é que cada escola resolva a situação”, afirma.

Depoimento A. FFEITOSA MÃE DE VÍTIMA DE BULLYING “Ele me ligou na quinta-feira (há duas semanas) e contou que tinha feito uma brincadeira ‘verdade ou desafio’ e teve de lamber a privada. Eu perguntei a ele por que fez isso e ele disse: ‘Mãe, você não está entendendo, eles iam me fazer dançar a dança da galinha.’ Gritei tanto ao telefone, não acreditei e chorei muito.”

Definição do termo: ‘Bullying’ é empregado para designar a agressão física ou psicológica entre colegas, que ocorre repetidas vezes, sem motivação conreta.


Violência “na” e “da” escola

A violência que ocorre “na” escola é

associada aos graves problemas sócioeconômicos das grandes cidades, o domínio do narcotráfico, as gangues, o declínio da autoridade dos pais e professores, a violência reproduzida da TV e dos jogos eletrônicos, etc. A violência “da” escola, historicamente, reproduz as desigualdades sociais, produz castigos físicos em nome da “disciplina”, da “moral”, dos “costumes”, da “adaptação à sociedade”. A palmatória é o principal símbolo dessa educação repressiva e tradicional, infelizmente, ainda não abolida em muitas partes do mundo. Curioso é que, a violência praticada pela professora de antigamente vem sendo substituída por uma nova forma de violência dos alunos contra os professores, seus bens, e o patrimônio da escola. Hoje, professores de todo o país sofrem desrespeito, ameaças, e agressões físicas dos alunos e pais deles. Escolas são depredadas, pichadas, roubadas, aparentemente como simples vandalismo. Principalmente falta envolvimento da comunidade local para evitar que a escola seja violentada por seus próprios alunos. Professores são ameaçados e desrespeitados. 10

Pesquisa e prevenção Em 2006 foi realizada uma pesquisa pelo ISME (Instituto SM para a Educação), coordenada pela professora Maria Isabel Leme (USP),s compara o Brasil, Argentina, Chile, México e Espanha, mostra que a relação entre alunos e professores é pior em nosso país. Cerca de 20% dos alunos não se sente bem na escola, onde sofre xingamentos (33,1); 20,1% diz sofrer agressões físicas dos colegas, e 17,1 sofre rejeição. Para a maioria dos professores (58,8%) a ausência de limites impostos pelos pais na educação dos filhos é responsável pelos conflitos entre professores e alunos. Outra pesquisa realizada pela UNESCO, em 2002/3, revela que existe violência em 83;4% das escolas brasileiras. Os furtos ocorrem em 69,4% delas. Cerca de 60% disseram ocorrer roubo em sua sala de aula, 37% declara que já foi furtado e 69% não sabe a razão. Enquanto a depredação do patrimônio é fenômeno que expõe o vandalismo, os casos de bullying e a violência moral, ainda são considerados simples “brincadeiras de mau gosto”. Os professores devem ficar atentos para reconhecer os indícios e agir preventivamente contra a violência psicológica. Estudos, palestras e debates ajudam a desenvolver uma consciência crítica e geram cobranças de medidas preventivas que beneficiam a vítima e o coletivo da escola. Mas, são necessárias medidas criativas e efetivas que revertam o desenvolvimento da barbárie. A professora Marília Sposito (USP)


constatou que em quinze anos, entre 1980 e 1995, foram defendidas 6092 teses de doutorado e dissertações de mestrado. Desse expressivo volume de trabalhos científicos, apenas quatro examinaram a violência que atinge a escola (SPOSITO, 1998). Um ato criminoso que causa comoção entre alunos, professores e funcionários, ou quando é constatado o aumento da violência no espaço da escola, medidas emergenciais são tomadas visando coibir novos atos de violência. Instalar câmeras na escola, detector de metais, contratar seguranças, etc, são as medidas mais freqüentes, e muitas vezes tem inspiração política ou de marketing. Existe ceticismo sobre esse tipo de resposta “comum” do poder público e particular, visando prevenir a violência na escola. Este artigo foi escrito por Raymundo de Lima

Ele é formado em psicologia, mestre em Psicologia Escolar (UGF) e Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente é professor do Depto. Fundamentos da Educação, na área de Metodologia da Pesquisa, da Universidade Estadual de Maringá (UEM) Leia esse artigo na integra no site: http://www.espacoacademico.com.br/078/78lima.htm

Se liga!

A

capacitação temática de mídia e comunicação, para serviços que atendem mulheres e adolescentes em situação de violência doméstica e sexual, começou 29 de outubro. a capacitação é direcionada a gestores, técnicos e demais profissionais de saúde para que eles possam entender a dinâmica de trabalho da imprensa e as regras relativas ao direito de imagem de vítimas de agressões ao tratar de casos de violência. o evento vai até o dia 30 e acontece em Teresina. A capacitação em mídia e comunicação tem a finalidade de preparar o profissional para lidar com a mídia em casos de violência que envolvam mulheres e adolescentes a fim de contribuir para a divulgação e redução da situação de violência. Endereço do evento: Buffet Diferencial – esquina da Rua Goiás com Rua São Pedro, no Bairro Ilhotas Para mais informaç~]oes acesse o site: www..jornalesp.com

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Pesquisa de opinião: Qual é a solução para a violência no Brasil? “Deixar que cada Estado tenha direito a modificar e criar leis próprias. Melhor estrutura policial. Educação eficiente. Um congresso nacional menos corrupto.” Aline Coimbra - PA “Primeiramente devemos nos conscientizar de que violência gera violência depois temos de dar um jeito nos direitos humanos para que esses bandidos homicidas, estupradores, que praticam crimes bárbaros tenham uma pena de morte assim acabara não com a violência mas com crimes dessas espécies,e depois temos que cultivar amor no coração e não sermos egoístas com o próximo.” Ana Paula Costa - PR “Acho que o problema da violência é a impunidade. Enquanto houver sacanas em Brasília dando mal exemplos, falta de cultura, aquela que vem de casa, do berço, sistema de presídios falho, judiciários obsoleto. Ainda tem nossos políticos que só resolvem com paliativos.” Pedro R.B. - MG “Reforma do código penal,modernização e moralização, criação de leis que de fato sejam fiscalizadas e que tenham condições de serem aplicadas”

Miguel B. - BH 12

Contrastes: quando preto, branco e cinza se encontram. Ao fazer a capa da matéria sobre violên-

cia, temática bastante explorada por vários veículos de comunicação, a equipe da revista Em Foco tentou utilizar o contraste entre as cores preta, cinza e branca. A imagem utilizada na capa é chamativa e reflexiva ao mesmo tempo. O fotografo J.R. Ripper, teve o cuidado de fazer essa foto de maneira crítica e sensível, artística, para não chocar quem a observa. Justamente por isso ela foi selecionada. Poderíamos ter escolhido a cor vermelha, simbolicamente relacionada com a ideia de sangue. Contudo, na teoria das cores observamos que o vermelho é dinamismo, paixão, vida e vitalidade. Violência está associada à obscuridade, luto e tristeza. A cor branca que sugere paz e é a cor da luz foi utilizada. Pois, a luz é sinônimo de calma, eternidade e espiritualidade. E era justamente que os editores queriam passar para seus leitores. Optamos em usar a fonte Times New Romam para a revista possuir legibilidade. Bastante utilizada em livros e revistas, ou seja, é popular, logo a equipe não ousou escolher outra fonte já que a revista será publicada pela primeira vez. A cor vermelha no contorno do sutiã da matéria principal vem pra da alusão ao sangue da violência de maneira sutil, pois o branco das letras ajuda a não ter tanto impacto. Igualmente utilizado no verde da manchete que vem suavemente da mansão ao verde da Amazônia e da Unama.


Revista Em Foco