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Foto: Minas Icesp Brasília/Divulgação

A Itália te espera, Robinha! Depois de se destacar no futsal do Distrito Federal e no cenário nacional, a atleta Rayane Rodrigues, 24 anos, está realizando o sonho de jogar fora do País. Ela embarca para a Europa, onde vai atuar no Vip Tomolo, time italiano de futsal. Aqui, fica a torcida de todos aqueles que acompanharam a história de dedicação, amor e garra desta guerreira da capital da República. // Páginas 6 e 7

Brasília-DF, de 25 a 31 de agosto de 2019 Ano VIII – Nº 283 – Distribuição gratuita

Brasiliense brilha nos Jogos Pan-Americanos Caio Bonfim (Caso-DF) conquistou medalha de prata nos 20km de marcha atlética ao completar as 20 voltas em 1:21:57, ficando atrás apenas do equatoriano Brian Daniel Pintado, com 1:21:51. // Página 4 Foto: Wagner Carmo/CBAt


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Brasília-DF, de 25 a 31 de agosto de 2019

Parque da Cidade passa por obras de revitalização

Foto: Divulgação

Ao longo do mês estão sendo feitos reparos na parte elétrica e hidráulica, pintura de equipamentos, poda e desentupimento da tubulação externa, entre outros

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s obras de revitalização e consertos do Parque da Cidade começaram na semana que passou. Quem passa pelo local pode observar um grupo de funcionários trabalhando na manutenção dos 16 banheiros. Ao longo do mês de agosto, estão sendo feitos reparos na parte elétrica e hidráulica, pintura de equipamentos, poda e desentupimento da tubulação externa, por exemplo. Além dos banheiros, as estações de aparelhos de ginástica, os bicicletários e bancos estão sendo pintados. E nas próximas semanas também serão realizadas podas e varrições em todo a área do Parque da Cidade. O trabalho de reforma e recuperação do Parque da Cidade está sendo realizado em parceria com a Secretaria de Justiça e Cidadania, Serviço de Limpeza Urbana (SLU,), CEB, Caesb e Novacap. Atrações O Parque da Cidade contabiliza,

Parque da Cidade passa por reforma e limpeza. Banheiros, estações de aparelhos de ginástica, bicicletários e bancos estão sendo pintados

em uma área de 420 hectares, uma série de atrativos para todas as idades, como churrasqueiras, quadras para a prática de modalidades esportivas,

parques infantis, praças, lagos, Centro Hípico, restaurantes e um Pavilhão de Exposições. O local recebe, em média, 14 mil

pessoas, de segunda a sexta-feira, e 37 mil pessoas nos fins de semana. Em eventos especiais, o público sobe para 80 mil.

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Caio Bonfim faz bonito no Pan-Americano de Lima

Fotos: Wagner Carmo/CBAt

O atleta brasiliense ficou com a medalha de prata na prova dos 20 km de marcha atlética

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brasiliense Caio Bonfim (CASO-DF) conquistou medalha do atletismo brasileiro nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, no circuito de 1 km, montado na Avenida José Larco, ao lado do Parque Kennedy, em Miraflores. Ele levou a medalha de prata nos 20 km de marcha atlética ao completar as 20 voltas em 1:21:57, ficando atrás apenas do equatoriano Brian Daniel Pintado, com 1:21:51. Medalha de bronze em Toronto 2015 e no Mundial de Londres 2017, Caio competiu sempre no pelotão de frente. Apesar de ter escorregado no início da prova, por causa do piso molhado, entrou na última volta em primeiro. Tentou acompanhar o campeão, mas preferiu ser conservador e garantir a prata ao correr o risco de ser punido pela arbitragem. “O continente americano é muito forte na marcha. Aqui não tem time A, B ou C, são sempre os melhores. Vários campeões olímpicos e mundiais saíram daqui”, lembrou, citando o equatoriano Jefferson Perez. “Me sinto feliz com a medalha de prata porque optei por uma estratégia mais conservadora. Medalha para o Brasil não tem cor”, disse. Caio afirmou conhecer o equatoriano campeão. “Ele é muito veloz. Mérito por ter sido mais ousado. Eu preferi manter a técnica e não correr risco”, comentou ao ser perguntado sobre possíveis infrações do vencedor na reta de chegada. “Acho que ele mandou bem.” O brasileiro se lembrou de 2017, quando Lima recebeu a Copa Pan-Americana de Marcha Atlética, e saiu muito mal da prova, de ambulância, depois de um 31º lugar, por causa de uma grave desidratação. “Na ambulância pedi a Deus uma nova oportunidade de voltar para o mesmo percurso e agora levei a prata”, contou. “Na Olimpíada de Londres-2012, onde vomitei foi o local em

O atleta brasiliense Caio Bonfim dedicou a conquista da medalha de prata na prova dos 20km de marcha atlética à esposa, Juliana Bonfim, que ficou no Brasil para cuidar de Miguel, o filho do casal, que nasceu prematuro

que passei o sul-africano para ganhar a medalha de bronze no Mundial-2017.” Caio Bonfim dedicou a medalha a Juliana Bonfim, sua esposa, mãe de Miguel, que nasceu prematuro. “Não é fácil ser atleta. Deixei o Miguel pequeni-

ninho em casa para treinar no Equador e poder me preparar para esta medalha, por isso dedico a minha esposa. Ela é uma mãe solteira porque infelizmente não posso acompanhá-la como gostaria”, disse.

Na difícil prova deste domingo, José Alejandro Barrondo, da Guatemala, terminou em terceiro lugar, com 1:21:57. Já o paranaense Moacir Zimmermann (Balneário Camboriú-SC), ficou em 11º, com 1:33:14.


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BOLICHE

Foto: Secretaria do Esporte /Divulgação

Prata em Lima, o medalhista Marcelo Suartz é recebido por Bolsonaro Nos Jogos Pan-americanos de Lima em 2019, a delegação brasileira emplacou o melhor desempenho de sua história e o segundo lugar no quadro de premiação, com 171 medalhas: 55 de ouro, 45 de prata e 71 de bronze. Uma delas é do boliche, com o paulista Marcelo Stuartz, que veio para Brasília para o encontro com o Presidente da República Jair Bolsonaro. A recepção aos atletas medalhistas dos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019 foi na sexta-feira (16), no Palácio do Planalto. Bolsonaro conversou com os medalhistas que representaram o Brasil no Peru e destacou sua participação por quatro anos na equipe de pentatlo militar das Forças Armadas: "A vida não era fácil. Centenas de horas ralando para lá na frente você botar em prática tudo que você treinou lá atrás, e entrava também a questão psicológica, mas o momento de uma medalha é inesquecível. É para sempre. É um símbolo que, ao botar na parede da sua casa, nos momentos difíceis, você pode olhar para aquilo e falar: 'olha o que eu ralei para conseguir aquilo. Não terei obstáculo que seja impossível de atingir meu objetivo'". "É uma honra poder chegar ao órgão máximo do país e ter esse reconhecimento, poder

colocar o esporte lá em cima. E é só o início, é so o começo. Se Deus quiser a gente vai ter mais vitórias e muito mais alcance de míidia daqui para frente - com os projetos de base e principalmente com os resultados", disse Marcelo Suartz. Resultados do boliche Com a prata nesta edição do Peru, Suartz agora soma uma medalha de cada cor em Jogos Pan-Americanos. Ouro em Toronto 2015 e bronze em Guadalajara 2011, o atleta tem três das quatro medalhas brasileiras na história do boliche. A outra foi conquistada pela dupla Fabio Rezende e Rodrigo Hermes, em 2007. A modalidade está presente no programa dos Jogos Pan-Americanos desde 1991. "Parabenizamos todos os atletas que participaram deste Pan! Com um carinho especial parabenizamos os nossos atletas do boliche que lutam para trazer uma maior visibilidade para o nosso esporte. Parabéns novamente, Marcelo Suartz, por mais uma medalha em Pan-Americano", valorizou Guy Igliori, presidente da CBBOL. "Agora aguardamos ansiosamente o próximo Pan, enquanto nos esforçamos para incluir o boliche no rol de esportes olímpicos", avisou o presidente da CBBOL.

Na foto, Marcelo Stuartz com o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o presidente da Confederação Brasileira de Boliche (CBBOL), Guy Igliori, na sextafeira (16/8), no Palácio do Planalto

Os 17 dos membros da Seleção Brasileira de Parabadminton que vai representar o Brasil na Suíça

Atletas de Brazlândia participam do Mundial de Parabadminton Geraldo Oliveira e Marcelo Conceição são os representantes do DF na Suíça e tentam vaga para Tóquio

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Seleção Brasileira de Parabadminton está na Suíça para disputar uma das competições mais importantes da modalidade, o Campeonato Mundial de Parabadminton (Suiça Internacional Total bwf Word Parabadminton Championships), a ser realizado de 20 a 25 de agosto. O evento vale pontos que podem garantir

uma vaga nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. Do Distrito Federal, dois atletas do Centro Olímpico e Paralímpico de Brazlândia estão nessa briga. Um deles é Geraldo Oliveira, que começou a praticar ao parabadminton como forma de reabilitação aos 26 anos de idade, após acidente em que perdeu o movimento de um dos braços. Já é o terceiro mundial de que ele participa, agora com o objetivo de conseguir pontos no ranking geral para obter a tão sonhada vaga nos Jogos Paralímpicos. “Meu objetivo é participar de uma Paralimpíada e estou muito focado nisto. É um sonho que ainda não consegui realizar”,

comentou o atleta que viajou por meio do programa Compete Brasília, da Secretaria de Esporte e Lazer. O outro atleta representante do DF é Marcelo Alves Conceição, que passou a última semana em concentração no Centro de Treinamento Paralímpico de São Paulo. De lá, Marcelo foi direto para a Suíça. Após o mundial ele ainda vai para o Peru, onde participará dos Jogos Parapan-Americanos de Lima. As partidas de parabadminton, na capital peruana, têm início em 29 de agosto. Mais dois atletas de DF também vão estrear na competição: Danielle Torres e Rômulo Soares.


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Ela vai brilhar na Itália Rayane Rodrigues, a Robinha, está deixando o Minas Icesp Brasília para atuar no Vip Tomolo, equipe de futsal italiana Kátia Sleide

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sonho de jogar fora do Brasil se confirmou para Rayane Rodrigues, a Robinha. A atleta do Minas Icesp Brasília, 24 anos, já figurou em quadras nacionais, coleciona títulos importantes no futsal e no campo e agora está embarcando para um novo desafio. Atuar no Vip Tomolo, equipe italiana. Em Brasília, Robinha jogou no Cresspom, no Paranoá, Ascoop e, atualmente, abrilhantava o elenco do Minas Icesp Brasília, tanto no futsal quanto no campo. Ela também atuou em equipes de Santa Catarina: Jaraguá do Sul, Criciúma e Barateiro Brusque. Rayane Rodrigues começou a trilhar o caminho do sucesso aos 7 anos, na Escola do Paranoá. Foi lá onde tudo começou. “Foi na Escolinha do Paranoá que comecei a sonhar ser uma jogadora de futebol. Eu tinha um técnico chamado Venilson e ele me carregava para todo canto. Eu treinava de domingo a domingo e ele sempre me incentivou”, comenta a atleta. E fala também da gratidão e do carinho pelo técnico do Cresspom, Edison Silva, o Tio Chico, e o presidente do clube, Pedro Carvalho. “Tio Chico e o Carvalho sempre foram dois pais para mim. Eles também fazem parte da minha história”, destaca Robinha. Após brilhar nos campos e nas quadras do DF, Robinha teve a oportunidade de ir para Santa Catarina. Ela conta que quando atuou pelas equipes catarinenses, ganhou todos os títulos possíveis na época, mas que também foi lá que viu sua qualidade técnica se aperfeiçoar. “Quando fui para o Barateiro Brusque, cresci muito como atleta e como pessoa no futsal. “Ganhei todas as competições possível dentro do futsal”. Jogando fora de casa, a atleta tinha o sonho de voltar para Brasília e ajudar para que o nome da capital também se destacasse no topo da modalidade. “Queria voltar para Brasília, porque tinha o sonho de ver uma equipe da cidade na ponta de cima do cenário do futsal feminino”. Para voltar à capital, Robinha contou com a ajuda de Camila Orlando, ex-jogadora, que hoje tem um projeto de futsal e futebol para meninas em Brasília, a Coaff. “A Camila Orlando foi uma pessoa que esteve ao meu lado no momento em que mais precisei. Ela me ajudou muito mesmo. Sempre correu atrás dos meus sonhos junto a

mim e nunca me deixou desistir. Ela foi uma das pessoas que mais me incentivou a jogar bola”, lembra Robinha. Quando voltou para Brasília ainda contou com a receptividade do Minas Icesp Brasília, que abriu as portas para que ela brilhasse na equipe. “Não posso deixar de destacar minha atual equipe, o Minas Icesp Brasília, que me acolheu quando eu voltei para cá. Agradeço muito à Nayeri e à Nayara Albuquerque, irmãs gêmeas dirigentes da equipe, por terem me dado a oportunidade de jogar na equipe delas”. Para Robinha, atuar na equipe foi um grande “privilégio” e um “orgulho imenso ter representado essa camisa”. “E mais privilégio ainda é ter ajudado Brasília a chegar no topo do futsal feminino e no campo, que somos atuais campeãs do Brasileirão A2 e, com isso, disputamos, neste ano, o Brasileirão A1. Sou realizada por ter representando essa camisa, esse manto”, comenta, emocionada, Robinha. Ela conta que deixar a equipe está sendo muito difícil. “Meu coração está em lágrimas por ter de deixar o Minas Icesp Brasília, ter de deixar as loiras”. Porém, a atleta sabe que esse passo é necessário para que ela brilhe lá fora. “Hoje, ainda não realizei meu sonho de jogar na seleção brasileira, mas estou realizando outro, que é jogar na Europa. Todo mundo que é atleta sonha com isso. Hoje, graças a Deus, estou realizando esse sonho. Estou muito feliz, pois batalhei muito, treinei muito e hoje estou recebendo essa oportunidade”. Segundo ela, todas as pessoas que passaram em sua vida foram muito importantes para que isso esteja acontecendo agora e, por isso, faz questão de agradecer: “Sou muito feliz e deixou meus agradecimentos à Dani, do Barateiros; à Camila Orlando, da Coaff; ao Vitor, do Jaraguá do Sul; às treinadoras desportivas Mariana Nascimento e Viviane Santos; ao Tio Chico e ao Carvalho, do Cresspom; à Monaliza Souza, do Capital Futsal; e muito, mas muito mesmo, à Nayeri e Nayra Albuquerque. Para mim, Nayeri, Nayara e Camila Orlando são minhas inspirações. Também deixo aqui meus agradecimentos a todos da comissão do Minas Icesp Brasília e a todas as pessoas que estiveram comigo no Minas Icesp. Falei para eles que isso não é um adeus, mas um até breve. Espero voltar para Brasília e encerrar minha carreira na equipe”, se emociona Robinha.


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Brasília-DF, de de 25 a 31 de agosto de 2019

Uma história de amor e dedicação ao esporte Rayane Rodrigues conta que quando começou a jogar futebol, sonhava ser uma “Marta”, como todas as garotas que amam o futebol. E com ela, não foi diferente. “Eu queria ser a melhor do mundo. Sonhava com aquilo. Queria jogar na seleção, representar meu país, nossa Nação. Queria que minha família e o Brasil inteiro sentissem orgulho de mim”. Em busca de realizar os sonhos, Robinha treinava muito assistindo à Marta jogar. Assim como também fazia com o outro ídolo, que é o Robinho. “Quando eu era mais nova, me espelhava no Robinho. Tanto que meu apelido veio dele. Eu pedalava igual a ele, que era minha inspiração também”, lembra a atleta. A atleta nunca desistiu dos seus sonhos e faz questão de destacar a importância de batalhar para realizar os objetivos. “A gente tem de lutar, correr atrás, treinar e manter o foco. A gente não pode desistir. Por muitas vezes, acreditei que era um sonho impossível e nunca deixei de lutar, de acreditar. Hoje, me sinto

Fotos: Minas Icesp Brasília/Divulgação

realizada em estar indo para a Itália, jogar e estudar. Fazer o que mais amo”. Rayane deixa um recado aos atletas: “Quando você quer alguma coisa mesmo, tem de correr atrás. Não desista, lute até o fim, treine bastante. A gente precisa de foco. Muitas vezes, deixei de sair com meus amigos, de estar com minha família para estar em casa descansando para um jogo no outro dia cedo”. E foi nessa toada que ela conseguiu colher os frutos do que plantou: “É assim: a gente acaba abdicando de algumas coisas para, mais à frente, colher o que a gente planta. Hoje, me sinto muito realizada no futsal feminino. Como atleta, fui campeã da Liga Nacional, da Taça Brasil Sub-20, da Taça Brasil Adulto, dos Jogos Escolares, da LDU, dos Jogos Universitários Brasileiros, do Campeonato Brasiliense, do Catarinense (Sub20 e Adulto). Sou realizada como atleta por ter conquistado esses títulos. Só tenho a agradecer a Deus por tudo isso”.

Robinha: eternamente grata Robinha enaltece a importância da família em sua caminhada: “Agradeço, primeiramente, a Deus, e depois a minha família, que sempre esteve ao meu lado durante todo esse tempo. Principalmente, minha irmã, que nunca me deixou desistir. Meus primos, que constantemente estão nos jogos me apoiando. E a todos os meus amigos que estiveram ao meu lado. Estou realizando esse sonho, estou muito feliz e espero que muitos atletas consigam realizar esse sonho de estar jogando na Europa e fora do Brasil”. Agradece mais uma vez à Viviane Santos, sua treinadora desportiva. “O atleta precisa de uma pessoa para acompanhar seu desempenho para entrar nos jogos sempre 100% concentrado. Agradeço a ela, por ter me ajudado. Eu evoluí bastante com a Viviane”. Assim como também não esquece de agradecer às pessoas que deram a oportunidade de jogar na Itália. “Agradeço à Marta e à Monacita, por me darem essa oportunidade de jogar na Europa. Lá, vamos disputar a Serie A1 do Italiano. Primeiro ano da equipe na série A1 e espero voltar para Brasília realizada, com o dever cumprido e com muita bagagem nas costas”. E finaliza: “Obrigada, por me dar esse espaço e estar acompanhando um pouco da minha história. A gente se vê em breve. Espero voltar para Brasília com o título. Um beijo, fique com Deus e muito obrigada”, se despede Robinha.


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Professor de COP vai atuar como árbitro de bocha no Parapan (Lima)

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pira dos Jogos Parapan-Americanos de Lima, no Peru, acendeu em 23 de agosto. Desde então, centenas de atletas paralímpicos disputam a chance de subir ao pódio em 17 modalidades até 1º de setembro. No Distrito Federal, 14 esportistas reforçam a delegação brasileira formada por 512 integrantes. Além dessa turma, outra pessoa representa o Distrito Federal no evento. O profissional de educação física Loreno Kikuchi Pessato, 33 anos, que trabalha no Centro Olímpico e Paralímpico (COP) do Setor O, vai atuar como árbitro de bocha. Quando o projeto Futuro Campeão de Bocha começou no COP de Ceilândia, em março de 2018, ele retornou ao local exclusivamente para assumir a iniciativa, realizada pela Secretaria de Esporte e Lazer em parceria com a Fundação Assis Chateaubriand. Anos antes, o jovem havia dado aula no Setor O até ser transferido para o COP de São Sebastião, onde ficou na Coordenação de Pessoas com Deficiência (CPD). Pessato é bastante querido pelos alunos, que apresentam paralisia cerebral, distrofia muscular, tetraplegia, entre outras patologias. “O foco do trabalho visa potencializar as habilidades de cada aluno, os influenciando na ótica do esporte, da superação de seus limites. A bocha é a modalidade mais inclusiva do

Foto: Secretaria de Esporte/Divulgação

cenário paralímpico, onde pessoas com alto grau de comprometimento motor, com nível severo das capacidades físico motora podem praticar uma modalidade esportiva, competir, serem incluídas na sociedade, fazendo do paradesporto um elemento de transformação social, psicológica, cognitiva, intelectual, além da melhoria de aspectos físico; contribuindo para o pleno exercício da cidadania”, avalia. Convite A identificação de Loreno com a bocha iniciou cedo, quando ainda morava em Uberaba, em Minas Gerais, cidade em que nasceu. Sua madrinha o convidou para estagiar na Associação de Deficientes Físicos de Uberaba (ADEFU), que trabalhava prioritariamente com bocha e atletismo. “Trabalhei lá mais de uma década e aprendi muito, fiz muitos cursos e vivenciei eventos e competições”, relembra. Em 2006, ele concluiu o curso de arbitragem internacional e, no mesmo ano, já teve a oportunidade de participar do primeiro evento estrangeiro, o Mundial de Bocha, na cidade do Rio de Janeiro. O profissional de educação física rememora três eventos esportivos como os mais especiais em sua trajetória como árbitro: os Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara, no México, em 2011, quando teve o primeiro o contato com a Vila Olímpica;

Loreno Kikuchi Pessato, 33 anos, trabalha no Centro Olímpico e Paralímpico do Setor O e estará no evento como árbitro

os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, quando realizou o sonho de atuar no maior evento esportivo paralímpico do mundo; e o Mundial de Bocha, em Santiago de Cali, na Colômbia, em 2015, primeira vez que atuou em uma final. “Eu fiz a final da classe BC4, algo inestimável ser o árbitro escalado para fazer uma final. Muito gratificante”. No total, o mineiro já participou como árbitro de seis eventos esportivos internacionais. “A expectativa para mais um Parapan-Americanos é enorme. Tem sempre aquele frio na barriga que antecede o evento. O objetivo é mais uma vez realizar meu trabalho da melhor maneira possível e se o Brasil não

passar para as finais, a expectativa é fazer, pelo menos, uma das finais”, explica o rapaz. Futuro Campeão A turma do programa Futuro Campeão de bocha, no Centro Olímpico e Paralímpico do Setor O, contabiliza 13 alunos. Eles treinam em horários diversos, de terça-feira a sexta-feira. O plano de aula trabalha especificidades e individualidades de cada participante. Junto com o goalball, a bocha se destaca como uma das modalidades que mais despertou interesse dos atletas no último ciclo paralímpico. A popularidade da atividade se estendeu em Brasília, onde houve uma etapa

local do torneio de bocha, com adesão de 45 esportistas, que estão espalhados pelos COPs e CETEFE. O programa é voltado para a transformação de jovens talentos em atletas de rendimento que formam esportistas que possam representar Brasília em campeonatos regionais, nacionais e internacionais. As seletivas acontecem em toda comunidade do DF e realizadas nos próprios COPs semestralmente. Esta iniciativa da Secretaria de Esporte e Lazer é feita em parceria com a Fundação Assis Chateaubriand (FAC) e o Instituto para o Desenvolvimento da Criança e do Adolescente pela Cultura e Esporte (Idecace).

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Viver Sports Nº 283  

Brasília-DF, de 25 a 31 de agosto de 2019

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