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Futuro Azul

Juco, a fábrica de bons cidadãos

Os Armênios

Suando no frio, eles fazem Osasco

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SUMÁRIO

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AÇÃO SOCIAL - Jovens Vestem Azul da Cidadania Com o uniforme da Juventude Cívica de Osasco, garotas e rapazes ganham emprego e bases para uma vida cidadã. COMUNIDADE - Uma Gente que Faz Bem à Gente A Armênia longe da Armênia está bem perto de nós: em Altino, na história e nos corações de Osasco. ARTES PLÁSTICAS - Um Jeito Caliente de Viver A artista plástica Nanci Caliente, com sua forma de conversar e ensinar, parece querer provar que pintando a gente se entende. ATIVIDADE FÍSICA - Verão É Feito para se Mexer Que exercícios fazer, onde fazer, como fazer e que cuidados tomar para se ter um verão mais saudável. COMPORTAMENTO - A Pedra e o Grito no Caminho O osasquense Tiko Lee perdeu o filho Leandro para o “Crack”. Inspirado no poeta maior Drummond, fez de sua dor um grito de alerta sempre atual.

SEÇÕES - Editorial - A revista “Viver Osasco” tem uma missão. Leia, para saber o que você pode esperar de nós. 4 Expediente - Conheça a equipe que faz a sua revista “Viver Osasco”. 4 Gente - O que fazem essas pessoas de destaque de Osasco. 6 Acontece - O mundo gira e os fatos acontecem. Confira. 7 Serviço - Informações que podem ajudar você na hora H. 37 Roteiro - Aonde ir e o que esperar de algumas das atrações da cidade. 38 Cultura & Lazer - Música, shows, passeios... tudo para você viver bem Osasco. 39 Escreve Quem Lê - Leitor de Viver Osasco diz o que pensa. Nós também. 40 Vídeos - Saiba aqui, aqui, antes, o que você vai levar para ver em casa. 42 V I V E R

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EDITORIAL

A Missão do Bem Já em pleno ano novo e a um passo de nosso primeiro aniversário, talvez seja hora de “Viver Osasco” reforçar para você, leitor, o que nos colocamos como missão. Viemos para fazer um jornalismo com ética, respeito aos cidadãos de Osasco e de outras latitudes. É nossa meta levar a um número máximo de leitores uma mensagem positiva de confiança no futuro e no progresso. Buscaremos em Osasco e sua gente o que de melhor houver nesse sentido. Decidimos, desde o início, assumir nosso caráter de uma publicação do bem. Com os pés no chão, mas com direito ao sonho e às emoções. Não nos interessam os crimes, as corrupções, as misérias. Não compactuamos com as injustiças e o desrespeito aos direitos mínimos dos cidadãos. Não somos de fechar os olhos. Mas, sem superficialidade, queremos mostrar a face decente, bela e construtiva dos fatos. É que temos a convicção de que

Viver Osasco é uma publicação da Viver Edições e Produções Ltda. 4

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isso levará mais e mais pessoas a se engajarem numa boa luta. Sem maniqueísmos. Não precisamos noticiar a maldade para combater o mal. Nos empenharemos em reconhecer e corrigir nossos erros, com transparência. Não somos anjos, nem ingênuos. Algumas vezes nos irritaremos. Isso se dará sempre que, com má-fé, creditarem nossos deslizes a uma má-fé que não temos. Esperamos que os osasquenses de bem entendam que somos – porque somos mesmo, sem falsa modéstia! – profissionais com histórias dignas, num mercado em que não é fácil ser correto, independente e bem-sucedido. Você, cidadão osasquense, tem um lugar de honra em nossa missão. Junte-se a nós. O objetivo é lutar por uma Osasco melhor.

Edmilson Conceição Editor

Editor: Edmilson Conceição Jornalista Responsavel: Shitomo Nakazato MT-14471 Redação: Aline Lamas Editor de Arte: Arnaldo Colón Silva Fotografia: Edson Dario Designer: Henrique Vargas

Comercial: Carlos Camargo - Cel.: 9745 1313 comercial@viverosasco.com.br Impressão: W Gráfica e Editora Tiragem: 15.000 exemplares Viver Edições e Produções Ltda. telefone: 3608-0787 / 3695-3133 redacao@viverosasco.com.br


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GENTE

Tendo aqui chegado aos 5 anos de idade, nunca imaginava ser agraciada com o título de Cidadã Osasquense. A Câmara Municipal da cidade reconheceu seu pioneirismo, e no último dia 19 de novembro concedeu-lhe a justa homenagem. Aos 16 anos já tinha espírito empreendedor, montando uma escola de datilografia e se orgulha ter formado a primeira turma dos meninos da JUCO. Além da responsabilidade em criar seus três filhos, fundou a Academia Panteras, há trinta anos, superando todas as expectativas. Além da sede própria, conquistou vários prêmios, participando nos principais programas de TV, medalha de ouro no Campeonato Mundial de Dança Country em Nashville, EUA, grupo oficial de Cheerleaders do Sport Club Corinthians.

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Marcelo Casagrande

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Desde pequeno sempre teve o desejo de ser músico, sonho este que se realizou quando estudou no Conservatório Villa Lobos e logo partiu para Tatuí, onde foi bolsista por três anos. Após pequeno intervalo, retomou a música estudando na Universidade Livre de Música Tom Jobim, e nunca mais parou, ministrando aulas, e tocando em diversos grupos musicais. No grupo Abaçaí, patrocinado pelo Governo do Estado, foi o que mais se identificou tocando músicas do nosso folclore, divulgando por todo o país. Foi educador no Projeto Guri e hoje dedica-se exclusivamente a aulas particulares e ensino de música em ONG’s de Osasco e Barueri. Hoje trabalha com crianças carentes do Jd. Roberto, Jd. Cirino, Jd. S.Pedro na Comunidade Carisma. e adolescentes. V I V E R

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EUDES DE SOUZA / CMO

EUDES DE SOUZA / CMO

Lenir Console

Aluísio Pinheiro

Vereador pelo PT, em seu terceiro mandato, foi eleito presidente da Câmara Municipal de Osasco e irá presidir os trabalhos legislativos de 1º de janeiro de 2011 até o dia 31 de dezembro de 2012. Nascido em Osasco, teve atuação destacada em sua comunidade, através dos trabalhos pastorais na Paróquia N.S. da Aparecida, no Jardim Helena Maria. Atual líder do prefeito, será a primeira vez que exercerá a presidência do legislativo, terá muito trabalho pela frente, pois não deixará de atender seus eleitores, bem como presidir os trabalhos do legislativo, tendo como principal objetivo em aproximar os eleitores de seus representantes e conhecerem melhor como são direcionados os trabalhos de cada vereador junto a Câmara.


ACONTECE

SENAC

Senac Osasco entrega prêmio de reconhecimento Com o tema Conquiste seu lugar no espaço, ex-alunos foram homenageados por terem se destacado no mercado de trabalho com o troféu “Prêmio de reconhecimento Senac”, no último dia 2 de dezembro, por terem cumprido seu papel na sociedade como empreendedores e profissionais de sucesso. Na presença de empresários, dirigentes, jornalistas e demais autoridades, os ex-alunos receberam seus troféus do primeiro astronauta brasileiro da NASA, Marcos Pontes, que já foi aluno do Senac. Ministrou também uma palestra sobre motivação e reconhecimento, contando sua própria história e algumas curiosidades de sua viagem ao espaço. Finalizando, Pontes enfatizou a importância de acreditarem em sonhos e lutar por eles. “Nunca deixe alguém te dizer que você não vai conseguir”, afirmou.

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Curso superior em música bacharelado e licenciatura O Conservatório Villa Lobos da Fito – Fundação Instituto Tecnológico de Osasco, além dos cursos livres nas áreas de música, dança e teatro, todos ministrados por professores altamente qualificados e atuantes no mercado profissional, oferece curso Técnico de Nível Médio em Música (todos os instrumentos e canto) e também o Curso Superior em Música, este em parceria com a FAC-FITO. Para o Curso Superior já oficialmente reconhecido há a possibilidade de Bacharelado com ênfase em musica Popular ou Erudita e o Curso de Licenciatura em Educação Musical que atende as exigências da lei 11769/08. Os cursos Superiores tem duração de 3 anos, com turmas no período matutino ou noturno. As matrículas para os cursos livres e técnicos estão abertas desde o início de dezembro e aos interessados nos cursos Superiores está disponível gratuitamente o vestibular com prova agendada. Informações poderão ser obtidas pelo telefone: 3652-3018 ou no site www.fito.edu.br V I V E R

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ACONTECE

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Moscou come na mão de Osasco O osaquense Fábio Sérgio Nakazato, 32 anos, acaba de ser nomeado chef executivo da rede de restaurantes Nobu em Moscou, com a missão de torná-la em breve uma das jóias da marca no leste europeu. Com representação na Europa, Ásia, África e EUA, a rede que leva o nome do Chef Nobu Matsuhisa, destaca-se pela criatividade de seus pratos, exercendo forte influência nas cozinhas peruana e japonesa. Suas práticas mudaram internacionalmente o conceito de comida japonesa. ‘Hoje o mundo conhece e come cópias das criações do Nobu”, admitem especialistas em gastronomia. O novo chef executivo do Nobu de Moscou, Fábio Nakazato, acumula mais de onze anos de experiência, tendo começado nos postos mais humildes da profissão. Trabalhou em países como os EUA (Miami, New York), Japão , Portugal e Grécia, além de servir em navios de turismo. Fábio é conhecido pela habilidade na criação de pratos e cardápios vencedores de vários concursos, condição aliada a uma diversificada experiência internacional. fabser@gmail.com

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Portal Osasco faz Web TV de primeira

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Em sua nova sede, nas dependências do Estúdio Sons, na Vila Campesina, com investimento em equipamentos e novos profissionais, o Portal Osasco, espera em 2011 consolidar sua posição líder como a principal Web TV da região oeste. Além dos diversos programas ao vivo, tem como objetivo implantar um telejornal diário e levar a exibição para dentro dos condomínios via sistema de antenas coletivas. Todos os programas tem interatividade com o público, que mandam suas mensagens através de um chat na página principal, e os apresentadores respondem ou encaminham as perguntas diretamente aos convidados. Conta com uma grade de oito programas exibidos ao vivo, em que já participaram diversas personalidades expressivas da região do meio artístico, esportivo, político, empresarial e jornalístico. www.osasco.com.br V I V E R

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AÇÃO SOCIAL

Os Pássaros Azuis da Cidadania Por Edmilson Conceição

Meninas e rapazes na faixa dos 15/16 anos vestem azul, carinhosamente ficam conhecidos como “juquinhas” e alçam vôo para o mercado de trabalho como cidadãos responsáveis. 1 0

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s migrações costumam ser um fenômeno anual. Mas Osasco é cenário de uma espécie de migração que acontece não uma, mas três vezes por ano. Garotas e rapazes, na faixa dos 15/16 anos, cumprem em dezembro, abril e agosto um ritual de esperança, mudança e de preparo para a vida. Eles, numa revoada de mil, 1500 ou mais jovens, submetem-se às provas para ingresso na Juventude Cívica de Osasco, a Juco.


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Em geral, apenas um em cada dez dos que fazem o exame será aprovado. E então começa para os escolhidos a verdadeira mudança de penas. Eles, que são secundaristas de escolas públicas osasquenses, ganharão estímulo e reforço curricular; conhecerão as virtudes de uma disciplina firme mas compreensiva; incorporarão noções que talvez jamais tenham tido de civismo, cidadania e ética; passarão a guiar suas vidas por princípios, não por “jeitinhos” ou esperte-

zas; ganharão uniformes azuis e um ar algo militar, como o costume de bater continência; passarão a ser conhecidos e reconhecidos pelos mais antigos da população como “guardas-mirins” ou “juquinhas” (de “Juco”). Mas, na verdade, eles estão dando os primeiros passos de uma vida profissional, um emprego, um trabalho, formalmente classificados como “aprendizes” ou “estagiários”. A mudança está completa. Eles agora são alunos da Juco. V I V E R

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A Juco funciona assim: durante quatro meses, os alunos freqüentam as aulas normais de um curso de nível médio, mas simultaneamente ganham uma nova estrutura em suas rotinas. A Juco proporciona alimentação, acompanhamento escolar, palestras motivacionais, técnicas e de fundo ético, fazem cursos de informática e iniciação musical. Neste passo, eles são aprendizes”. No nível seguinte os alunos serão “estagiários”. Isto significa que ingressarão numa das 140 empresas de Osasco conveniadas com a Juco. Serão admitidos segundo os rígidos parâmetros da Lei do Estágio, o documento federal número 11.788, sancionado pelo presidente da República em 25 de setembro de 2008. Fica claro, então, que quem se orgulhava de ser chamado de “juquinha” hoje sente mais orgulho ainda em ser classificado 1 2

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como aprendiz ou estagiário da Juco. A denominação “juquinha” ficou para trás, como um tratamento carinhoso da população. Os jovens são quase profissionais do mercado de trabalho. Dez a zero As empresas adoram ter um estagiário egresso da Juco. Ele é um funcionário (na verdade, hoje, as meninas já são em maior número que os rapazes) dedicado, disciplinado e competente. Vale muito para essa competência a seleção natural que escolhe os melhores dentre aquela revoada que acontece três vezes por ano. Mas tão valioso quanto isso é a formação que ele – e ela – recebe na entidade. – Os nossos alunos têm no mercado uma imagem muito melhor do que os estagiários encaminhados por uma outra tradicional agente de estágio


– orgulha-se Daniel Barbosa Andrade, – Nós damos de 10 a zero nesses nossos concorrentes. – Aos 76 anos de idade, Daniel Andrade é ex-presidente e atual Coordenador Pedagógico e de Treinamento da Juco. Não são somente as empresas que se entusiasmam com os comportados estagiários da uniforme azul. Os pais ficam maravilhados com a transformação dos jovens depois que experimentam o banho de cidadania da Juco. – Muitos desses jovens – diz Daniel Andrade – vêm de comunidades carentes. Vêm para cá, começam a se transformar em pessoas responsáveis, confiantes em si mesmos e encaminhados para o mercado de trabalho. Começam a gostar de ser úteis e produtivos à sociedade. Em 2009, esses estagiários levaram para suas casas em Osasco quase R$ 5 milhões. V I V E R

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Cinco milhões de reais? Como assim? – É que temos cerca de 750 jovens empregados em convenio – expõe Daniel Andrade. – Eles permanecem por até dois anos nessa condição de estagiários, recebendo da empresa um salário mínimo, ou seja, R$ 510,00 por mês, além de outros benefícios. E com isso ajudam na renda de suas famílias e por tabela contribuem para a economia do município. E a Juco não fica com nenhuma parte desse dinheiro? Como é que a entidade se mantém? – O aluno não contribui monetariamente com um centavo sequer – afirma o Coordenador Pedagógico.– Tudo o que o aluno recebe é do aluno. Quanto à manutenção, a Juco não recebe nenhum subsídio governamental. O 1 4

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que nos mantém, principalmente, é a subvenção que as empresas conveniadas direcionam para a entidade, equivalente a 10% do que recebem os estagiários. Mas nada é descontado dos ganhos dos jovens. E os alunos também nada pagam para Juco. O dirigente da Juco registra que essa subvenção das empresas – pouco menos que R$ 40 mil mensais – é que garante o funcionamento da entidade. São cerca de vinte funcionários contratados (os diretores são voluntários), equipamentos, instalações, veículos, alimentos e a manutenção de uma sede de 2500 m2 de área construída perfazendo um patrimônio, “sem nenhuma dívida”, de R$ 5 milhões. Quase um milagre. – Como diretor de escola pública


aprendi a administrar a escassez – explica Daniel Andrade – Ele tem um currículo de cinqüenta anos como professor, trinta dos quais como presidente da Juco. Mas o próprio Daniel Andrade revela que o milagre de fazer render recursos escassos recebe uma boa ajuda. Ela vem das doações que fazem empresas e pessoas, em serviços, contribuições financeiras e em “corpo e alma”. Uns poucos associados à Juco carreiam uma taxa simbólica, de R$ 40,00 por ano. Altruísmo x Violência Tudo bem. Já sabemos que a Juco não é uma dessas organizações que enfiam a mão no bolso do contribuinte. Sabemos que, ao contrário, a cidade, as empresas, as famílias e a própria economia V I V E R

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de Osasco se beneficiam do trabalho realizado pela Juco. Podemos saber até um pouco da sua ligação cultural com a cidade e sua história (ver Quadro “História em Comum...”) Mas o que é que a entidade põe na alma dessas meninas e garotos para explicar seus milagres? A Juco não seria muito militarista, numa sociedade cada vez mais civil? – Militarista, não! – rebate enfático Daniel Andrade. – Eu diria que é mais religiosa, no sentido moral, sem discriminação de crenças. Preocupamo-nos em ensinar a respeitar e amar o próximo. Isso é um princípio religioso e moral. Mas admito que antes de eu assumir, o chefe disciplinar era militar e o próprio presidente também. Mas hoje, sem nada de militarismo, eu digo que nós, da Juco, formamos cidadãos. 1 6

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Como enumera Daniel Andrade, os pontos básicos dessa formação de cidadania são quatro: 1) educação mudança de atitudes, comportamento, conhecimento; 2) disciplina, respeito aos regulamentos e à lei; 3) civismo, respeito às autoridades, bandeira, hino nacional e todos os símbolos nacionais, hino de Osasco, hino da Juco; e 4) educação para a qualificação profissional. Esse bolo de quatro camadas recebe como cobertura uma visão de mundo que o dirigente da Juco detalha: – Se cada um vive apenas pensando em si – diz Daniel Andrade –, é o egocentrismo, sistema que não leva à convivência, mas à violência. O que constrói é o altruísmo. Por outro lado, o que dignifica o homem não é o ter ou a disputa, mas sim o saber e o conhecimento.


História em Comum com Osasco

A Juco, uma associação civil sem fins lucrativos ou econômicos, nasceu em 1962, no dia 19 de fevereiro, juntamente com a emancipação política de Osasco. O primeiro prefeito da cidade, Hirant Sanazar, tinha ligações com o movimento dos escoteiros, e com essa inspiração fundou a entidade, como organização assistencial e recreativa, vinculando-a à Secretaria da Promoção Social. O primeiro presidente da Juco foi o jornalista João Macedo de Oliveira, diretor do jornal “A Região”, hoje extinta. O vereador José Arévalo foi um dos primeiros incentivadores da entidade, assim como o vereador Rubinho Bastos, um dos seus voluntários..

Em 1979 a Juco tornou-se uma ONG, desligando-se assim da administração pública. (Nota da Redação: A sigla significa Organização Não-Governamental, ou seja, uma entidade civil, não

pública, com objetivos, formato e regime tributário especial; é, nesse particular, semelhante a uma fundação, igreja ou sindicato.) Uma importante modificação na sua estrutura veio com a Lei do Estágio, que estabeleceu regras e ordenamento jurídico para o trabalho que desde o início a Juco realizava, de preparação de jovens para a vida produtiva. Em seus 48 anos de história, a Juco já ultrapassou a marca dos 20 mil jovens atendidos, segundo a avaliação do dirigente Daniel Andrade. A sede da entidade está localizada na Rua Rubens do Amaral, 180, CEP 06070-210, Fones 3682-3040 e 3682-4037.

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COMUNIDADE

Armênios, Sinal de Fé em Osasco Por Aline Lamas

Fé no trabalho, fé na iniciativa, fé na responsabilidade social, os armênios estão entre os formadores do melhor espírito osasquense.

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anhar a vida em um país estrangeiro, sem dominar o idioma e com pouquíssimos recursos financeiros não é tarefa fácil para ninguém. Exige determinação, suor e muito trabalho. Mas se esse estrangeiro vier da Armênia, o resultado fica mais fácil. A história dos

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imigrantes armênios de Osasco é um bem-sucedido exemplo desse tipo de empreitada. Mas como se explica essa força armênia? “A nação armênia é a primeira no mundo a adotar oficialmente o cristianismo”, discorre o empresário Vrejhi Sanazar, um


Foto VIVER OSASCO Foto HAGOP

dos líderes da comunidade armênia de Osasco. “Em razão disso, nós armênios e descendentes somos amantes da paz, do amor, do trabalho e da religiosidade cristã.” Os pais de Vrejhi chegaram à região de Osasco na década de 1920. Junto com outras famílias, deixaram para trás pro-

priedades, lar e amigos em sua terra natal, a milhares de quilômetros. O objetivo era encontrar abrigo em países como Estados Unidos, Inglaterra, França e Brasil. E essas nações os receberam “de braços abertos”, assegura agradecido Vrejhi. O motivo desse êxodo era escapar da V I V E R

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dominação turca e do massacre de cristãos armênios, ocorrido no começo do século passado. “Essas famílias chegaram aqui de navio, com a roupa do corpo, para sobreviver como trabalhadores braçais”, explica Roberto Nerguisian, presidente da diretoria executiva da Comunidade Armênia de Osasco e neto dos primeiros imigrantes. Na época, conta Nerguisian, muitos dos recém-chegados foram encaminhados para trabalhar nas câmaras do frigorífico Wilson, no bairro de Presidente Altino. “O frigorífico empregava todos os armênios que vinham para cá, porque eles estavam acostumados com o frio”, esclarece 2 0

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Nerguisian. Com estações do ano bem delimitadas, a Armênia registra temperaturas de até -10º C durante o inverno. Mas havia algo mais do que suor frio no espírito daqueles indomáveis pioneiros. “Onde dois armênios se encontram, funda-se uma comunidade”, destaca Vrejhi, identificando como lastro dessa comunidade a construção da igreja católica e escola armênia. E foi justamente isso que aconteceu em Presidente Altino: “Antes de construírem suas casas, eles resolveram fundar a comunidade”, acrescenta Roberto Nerguisian, que aponta a igreja armênia de Presidente Altino como a primeira do país.


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Sra. Hranush Hagopian, Ministra da Diáspora da Armênia, visita A Cruz de Pedra (Katch-kar) na Praça Manoel Coutinho

Ascensão Social Estima-se que existam hoje na Grande São Paulo entre 25 e 30 mil descendentes de armênios. Já na cidade de Osasco, a comunidade conta com 4 mil pessoas. Hoje bem-sucedidos empresários, eles tiveram que batalhar para alcançar lugar de destaque. Além de suar nas câmaras frigoríficas, serviam como operários nas fábricas ou ainda vendiam coalhada, sucos e produtos naturais de porta em porta. Aos poucos, esses legítimos brasileiros de origem armênia foram conquistando posições de destaque na sociedade. “O povo armênio é muito trabalhador e a cidade de Osasco também ofereceu

condições para que eles trabalhassem”, comenta Roberto Nerguisian. Segundo o líder comunitário, os armênios foram assumindo cargos de chefia e juntando economias até abrir seus próprios negócios. A união da comunidade foi um fator determinante para que se tornassem progressivamente empresários mais fortes. Foi o que sucedeu em setores como o de calçados e confecções. “A grande maioria tornou-se industriais e comerciantes”, assinala Nerguisian. “Mas há destacados profissionais liberais, como médicos e advogados. A colônia hoje é pequena, mas tem grande V I V E R

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representatividade.” O próprio Nerguisian é sócio das Lojas Ângela, que comercializam calçados. Para Vrejhi Sanazar, os armênios possuem um espírito de iniciativa e liderança que faz a diferença, onde quer que se encontrem. Essas são marcas que levam, naturalmente, ao destaque na política. Irmão de Vrejhi, o primeiro prefeito de Osasco, Hirant Sanazar, era da comunidade armênia. O próprio Vrejhi e outro irmão, Achoute Sanazar, já exerceram mandatos de vereador na cidade. Atualmente, Vrejhi dirige o jornal “Diário da Região”, que completa 42 anos neste mês de fevereiro, e Achoute, aos 86 anos, ainda trabalha diariamente como farmacêutico, em Presidente Altino. Outras instituições na cidade também 2 2

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já foram dirigidas por armênios. É o caso do Rotary Club e da Associação Comercial e Empresarial de Osasco (ACEO). “Os armênios sempre se caracterizam pela capacidade de trabalho e pela responsabilidade e participação nas decisões que afetam o destino da cidade”, resume Roberto Nerguisian. Exemplo disso: em Presidente Altino, a comunidade dispõe de um salão de eventos que serve a entidades de reconhecido mérito social, como a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) e o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) . A Cruz de Pedra Osasco reconhece, de sua parte, a contribuição dos armênios para o desen-


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volvimento do município. A antiga rua Vitor Meireles, em Presidente Altino, foi rebatizada de rua Armênia. No mesmo bairro, há ainda uma praça chamada República da Armênia. Sob o viaduto metálico, na praça Manoel Coutinho, uma Cruz de Pedra (KatchKar) representa a fé do povo armênio. Ela foi um presente da cidade armênia de Gyumri para selar um convênio de cooperação com Osasco. “É nossa cidade-irmã”, explica Roberto Nerguisian. “Trocamos com Gyumri informações culturais e empresariais.” No Brasil, existem somente duas KatchKar, uma em Osasco e a outra na capital paulista. Elas trazem a assinatura de um artista plástico, que torna cada uma delas peça exclusiva em todo o mundo. “Não é qualquer município que atende a uma colônia dessa forma. Somos muito gratos a Osasco e aos políticos que passaram pela prefeitura”, conclui Nerguisian.

Basturma. Iguaria Armênia em Osasco Símbolo da gastronomia armênia, o basturma é uma espécie de charque, cujas raízes se fundam na milenar cultura do país. Antigamente uma forma de os soldados conservarem a carne nas longas expedições era salgando, prensando e desidratandoa. Muitas vezes o alimento era transportado sob a sela dos cavaleiros. Com o tempo, a essa fórmula primária foram adicionados ingredientes como o tchemen, conjunto de temperos à base de feno grego, e outros

cujo segredo é guardado pelas famílias armenias.. Filho de armênios, Jaco Ghazarian é uma das referencias em Osasco no preparo de basturma. Seu trabalho é artesanal. “Sempre descubro uma técnica diferente para melhorar o produto”, revela

ele. O preparo leva de 10 a 15 dias e emprega diversas especiarias. O quilo do basturma produzido por Jacó custa R$70,00 e pode ser consumido com ovos. Basta colocá-lo na frigideira e acrescentar ovos, mexidos ou não. Muito comum entre os armênios é o sanduíche de basturma, com pepino em conserva e tomate, enrolados no pão sírio. O basturma preparado por Jacó pode ser encomendado na Ghazarian’s Food, fone: (11) 3857-3681. V I V E R

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ARTES PLÁSTICAS

A Visão Caliente da Vida Por Edmilson Conceição

Nossa cidade é que se deveria chamar “Osasco das Artes”, tantos são os talentos que aqui florescem. Conheça Nanci Caliente. 2 4

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sasquense de berço, Nanci Caliente. é pintora. Ou melhor, é artista plástica de múltiplas qualidades, formada pela renomada Faculdade de Belas Artes de São Paulo (bairro da Luz). Ela distribui seus talentos como professora de artes e empresária e, sobretudo, é dona de uma inesgotável capacidade de produzir reflexões sobre a vida e sobre o

quanto vale cultivar pessoas. A primeira coisa que Nanci é convidada a explicar é o nome “Caliente” (“quente”, em castelhano). Sonoro, instigante... seria um nome artístico, uma boa jogada de marketing pessoal? – Caliente é meu sobrenome verdadeiro, que herdei de meu marido – explica a artista plástica, que em solteira chamaV I V E R

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va-se Nanci Leite Pedroso. – Mas nada tem a ver com a palavra em espanhol. Originou-se de um erro de cartório, quando meu sogro, imigrante italiano, com o sotaque característico, pronunciou seu nome de família, “Galetti”. Ficou o nome, e ele pode ter ajudado a construir o sucesso da artista. Mas valeu mais o talento natural para o desenho e a criação plástica que Nanci Caliente atribui à influência de dois tios. Ela conta: – Quando criança, tinha dois tios que eram pintores e ilustradores. Eles tinham uns livros grandes, cheios de ilustrações sobre bocas, orelhas... aqueles pincéis na água... Eu ficava fascinada, comecei também a fazer alguns desenhos. Hoje, Nanci concentra sua arte em três vertentes. 1) Em seu ateliê, pinta, às vezes até por oito horas diárias. Pintando principal2 6

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mente sobre porcelana, dá vazão a uma arte não compromissada com tendências ou estilos, mas apenas com a sua vontade. O compromisso, diz Nanci, é apenas com uma arte que tenha permanência, ou seja, que reflita a alma do artista. Ela não aceita a arte superficial, industrializada, feita apenas “para combinar com o sofá”. Uma “arte” dessas não tem valor, assinala Nanci Caliente: quando a pessoa resolve trocar os móveis, a obra que não combina com os móveis novos também pode ser jogada fora. 2) O produto do seu trabalho, em grande parte porcelanas, Nanci Caliente expõe em sua loja e vende. A loja também se preocupa em oferecer todos os principais acessórios para pintura. Muitas vezes, porém, suas xícaras, pratos vasos, etc. são produzidos sob encomenda. Nanci não diz, mas percebe-se, pela


delicadeza e densidade que dá a esses trabalhos, que a artista pesquisa, procura, investiga e, enfim, funde na obra sua alma com a de quem solicita o objeto. 3) Mas definitivamente o que torna Nanci Caliente uma artista singular são suas aulas. Ela, que começou com duas alunas e chegou a ter setenta, hoje tem cerca de 25. A maioria do sexo feminino, entre 20 e 70 anos, muitas estão com ela há uma década. Uma, em especial, Helena Fossari, vem de Cotia toda semana há 22 anos para se juntar à professora e amiga Nanci. O que se aprende com Nanci Caliente? Ela detalha: – Ensino os alunos a preparar as telas de acordo com as técnicas a serem empregadas, textura de acordo com o tema da pintura, aguadas, ecoline, acrílico, com espátulas, espatulado, estilos impressionista, acadêmico... Mas sempre vou pelas V I V E R

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condições que cada aluno tem, o que ele pode fazer, respeitando seus limites. Com o tempo eles ampliam esses limites. Nanci revela que muitos chegam até ela desanimados, não acreditando que tenham talento para a pintura. Mas depois de algum tempo aprendem não só a pintar mas, principalmente, a se relacionar melhor com os outros e e a viver melhor. Um dos segredos para isso é que a própria professora aprende ensinando. Ela aprendeu, segundo declara, a valorizar as idéias diferentes das suas e a descobrir que mesmo uma criança, um adolescente ou um iniciante tem direito a ter boas idéias e a expressá-las. “Algumas vezes, reconheço que eles têm idéias melhores que as minhas”, costuma dizer a professora. Com essa generosidade da artista, o que os alunos aprendem é a conviver. – Eu amo pintar – declara Nanci Caliente. – Mas amo mais dar aulas. Eu ensino que pintar é tão fácil quanto viver. A vida 2 8

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é tão fácil! Nós é que complicamos. Só precisamos aprender a gostar da vida. Ao custo de R$ 165,00 por mês osasquenses podem aprender com essa surpreendente Nanci Caliente a gostar da vida e a pintar. Com uma simples questão, ela derruba a resistência de quem acha que não tem talento: – Você sabe fazer bolinhas? Então você também pode pintar! – garante a artista. Nanci Caliente – Rua Hildebrando de Lima, 778 – telefone: 3683-1943

A Força da Porcelana “A maioria (dos alunos) tende a pintar porcelana, ao invés de quadros, pois a porcelana é mais utilitária, as peças podem ser mais facilmente comercializadas ou presenteadas. Os quadros às vezes as pessoas não têm mais onde colocar,” (Nanci Caliente)


Um Presente de Papai Noel

Nanci Caliente admite que apesar da influencia artística dos seus tios e da ajuda do pai, que custeou seus estudos de belas

artes, na juventude ela “bateu cabeça” tentando fazer outras coisas. Queria ser arquiteta, tentou estudar Administração de Empresas, mas um dia... – Um dia, no curso de Administração, minha professora estava tendo dificuldades para desenhar um Papai Noel no quadro-negro – conta Nanci. – Ela utilizava aquele método de copiar uma figura dividindo-a em quadrículos. E demorava, e penava... Diante disso, Nanci se animou a perguntar se a professora aceitaria sua

ajuda. A mestra aceitou de bom grado: “Se você conseguir desenhar esse Papai Noel, eu melhoro a sua nota na prova”, desafiou. Rapidamente, Nanci desenhou um Papai Noel perfeito. Ganhou a nota que queria e um conselho que mudaria sua vida: – O que é que você está fazendo aqui? – disse a professora. – Vá desenvolver o seu talento no lugar certo! Foi assim que Papai Noel deu de presente à artista plástica Nanci Caliente o lugar certo na vida.

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ISTOCKPHOTOS

ATIVIDADE FÍSICA

Tenha um Verão Ativo Seja qual for a sua idade, tenha você o corpo que tiver, não há desculpa para não aproveitar bem a estação do sol. Veja aqui como fazer isso sem riscos.

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érias, viagens, sol, praias, campos, piscinas... chegou o verão. Por tudo isso esta é a estação mais ansiosamente aguardada do ano. Este é o tempo em que, livres da necessidade de agasalho contra os rigores do frio, expomos mais intensa e naturalmente nossos corpos. E isso requer alguns cuidados. Altas temperaturas ambientes e elevada umidade do ar dificultam a refrigeração do corpo humano, causando a sensação de “abafamento” e desconforto. Nesse caso, a boa ventilação do ambiente 3 0

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basta para que o mecanismo do suor cumpra bem sua função de evitar o superaquecimento corporal. Outra ameaça que chega com o verão é a desidratação. Perdemos mais água e sais minerais que em outras estações. O remédio, aqui, é repor o que o calor forte leva embora. Tomar bastante água é o mais indicado. Como é obvio, a atividade física, assim como o calor, aumenta a possibilidade de perda de líquidos corporais através do suor. Isso significaria que é proibido realizar atividade física no verão?


Não. Claro que não é proibido. O que é necessário é bom senso, moderação e mais... cuidados. Na verdade, tão natural quanto o aumento da insolação e das chuvas no verão é o aumento da quantidade de praticantes de atividade física. Sabemos que praticar atividade física faz bem, que é basicamente saudável e necessária. Desde que exista equilíbrio, para não colocar em risco a sua saúde. Então, vamos às precauções. No verão, nossa alimentação deve ter uma atenção especial. Determinados alimentos devem ser reduzidos ou evitados, como carnes vermelhas, massas, frituras e gorduras. Prioridade absoluta deve ser dada aos legumes, verduras e frutas. As bebidas gaseificadas devem ser evitadas também, dando lugar aos sucos naturais. Um dos cuidados aconselháveis é praticar exercícios com a orientação adequada. Ninguém deveria realizar a prática de atividade física sem a orientação de um professor de educação física (educador físico) ou de um médico. Isso é particularmente fundamental no caso de crianças e idosos. Ao ar livre, a prática de esportes de maior demanda de energia, como o futebol, deve se concentrar nas horas de menor insolação, como o começo da manhã ou o fim da tarde. Sempre intercalada com a ingestão de bastante água ou sucos de frutas. Em academias ou salas fechadas, normais na ginástica e no judô, por exemplo, a aglomeração de praticantes deve ser controlada e o arejamento deve ser o máximo possível. O principal cuidado em relação aos adolescentes, que se mostram em especial ativos no verão, é evitar os exageros. V I V E R

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Nessa faixa da vida, é comum a tentativa de atingir alta performance física em pouco tempo. Um risco são as lesões por estresse dos músculos. Mas de alto risco mesmo é o uso de esteróides anabolisantes. Eles podem provocar acnes e outros inconvenientes na pele, afetar o desempenho sexual e até comprometer severamente órgãos internos do corpo. Em casos extremos, podem levar à morte. A boa orientação de um profissional consciente, como um médico e um educador físico, é mais que recomendável para desestimular o recurso aos anabolisantes. É indispensável.

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Com Prazer É Melhor Que tipo de atividade física praticar? A caminhada e a corrida são as atividades mais comuns. Elas são baratas, por não exigirem muitos equipamentos ou locais especiais. Mas atenção: evite correr ou caminhar junto a avenidas ou ruas de muito trânsito. Os gases tóxicos saídos dos escapamentos dos veículos e que você inalar podem atropelar a sua saúde. Não compensam os benefícios que o exercício lhe proporcionaria. O melhor cenário para correr ou caminhar, portanto, é um parque, onde árvores e um lago se encarregarão de resfriar e oxigenar o seu verão ativo.


Em qualquer caso, corrida ou caminhada, a supervisão de um especialista é indicada, quando se tratar de praticante idoso. É necessário avaliar fatores como hipertensão arterial (pressão alta), obesidade e artrites ou artroses. Esses males, dependendo do exercício, podem afetar o coração ou as articulações ósseas. Um bom professor de educação física pode avaliar sua capacidade de realizar exercícios definidos e, inclusive, pedir que você providencie junto a uma clínica um teste ergométrico, para medir seu desempenho cardiovascular. O educador físico pode sugerir um objetivo e os testes podem indicar sua capacitação física, mas quem faz a esco-

lha é você. A atividade física tem que ser prazerosa, você tem que se sentir bem, confiante, alegre. Não pode ser uma obrigação. Essas qualidades – além da perfeita adequação ao perfil físico – são válidas para todo e qualquer praticante de atividade física. Seja ele idoso, maduro, jovem, adolescente ou criança. As atividades mais indicadas e que podem ser praticadas pelas crianças são a iniciação esportiva, lutas, atividades rítmicas e atividades recreativas. Já os adolescentes podem optar pelos esportes de quadra ou campo, atletismo, natação, lutas, ritmos e musculação. Adultos podem preferir atividades

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aeróbicas (caminhar, correr, pedalar e nadar), hidroginástica, musculação, pilates (*), danças (dança de salão, jazz, country, axé, forró, etc.), lutas (judô, caratê, jiu-jitsú, boxe). Os obesos também podem ser praticantes dessas mesmas atividades. No entanto, as modalidades mais recomendadas são as aeróbicas, que envolvam grandes grupos musculares, resultando em um gasto calórico significativo. Mas é necessário que haja um cuidado especial em relação à intensidade, à duração e à freqüência dos exercícios. Nada de exagerar ou correr a ferro e fogo atrás do tempo perdido Para os idosos, é de extrema importância a observação dos limites. O envelhecimento reduz força muscular, resistência física, capacidade aeróbica, equilíbrio e coordenação motora. Sendo assim, as atividades mais indicadas são: caminhada, hidroginástica, ioga, danças, esportes

adaptados e a musculação. Como no caso dos obesos, é preciso estar atento também na intensidade, na duração e na freqüência da atividade. É isto aí. Agora que você já está bem informado, saia correndo, sue a camisa! E aproveite bem o seu verão! * Sistema de exercícios que, auxiliado por equipamentos específicos, objetiva o aumento da flexibilidade e da força sem excessivo estresse muscular.Busca equilibrar saúde do corpo com saúde da mente. Foi desenvolvido por volta de 1920 pelo alemão Joseph Pilates, com base na ioga (exercícios isométricos) e na prática do fisiculturista Charles Atlas, nome adotado nos EUA pelo imigrante Ângelo Siciliano.

Este artigo foi produzido pela equipe de redação da Revista “Viver Osasco”, sob supervisão técnica de Artânio Silva Santos, professor de Educação Física (CREF 064513-G/SP) e especialista em Atividade Física Adaptada e Saúde. Contato: (11) 8773 9582 / 6558 4774, artaniosantos@gmail.com

Lembretes para se Mexer Bem Nada de jejum – Não é indicado iniciar qualquer tipo de atividade física em jejum, seja no verão ou em qualquer outra estação. Mas também não exagere na quantidade de alimento. E evite gorduras e alimentos de difícil digestão. Roupas leves – As roupas devem ser leves e de cores claras, para refletir mais a luz e o calor (os tons escuros absorvem mais luz e calor) diminuindo o desconforto durante a atividade. Pisante legal – Os calça3 4

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dos devem ser confortáveis. Não se preocupe com marcas da moda, escolha um tênis que dê liberdade de movimento aos seus pés e tenha um bom poder de absorção de impacto ao pisar o solo. Não vire um assado – Evite atividades nas horas mais ensolaradas do dia e acostume-se ao uso de protetor solar (adequado à sua pele: quanto mais clara, maior deve ser o fator de proteção). Eu bebo, sim – Hidrate-se. Antes, durante e depois

das atividades. A reposição líquida pode ser feita com ingestão de água mineral ou bebidas isotônicas, que contêm sais minerais. Para uma boa hidratação o ideal é ingerir 2 litros de água por dia. Dentro e fora – Para caminhar, correr ou pedalar ao ar livre, evite concorrer com os veículos. Parques, praças, clubes e locais arborizados e com espelho d’água são os mais indicados. Caia fora de ambientes fechados, se não contarem com uma boa ventilação.


É uma publicação da Viver edições. Com tiragem de 15.000 exemplares e ampla distribuição por toda Osasco, esta publicação visa resgatar um pouco da história e da cultura desta grande cidade. Trazendo ao leitor dicas, curiosidades, gastronômicas e culturais, bem como atualidades e lazer. Para anunciar e fazer parte deste novo segmento editorial, basta ligar para: 11 3695-3133 comercial@viverosasco.com.br V I V E R

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COMPORTAMENTO

AGÊNCIA BRASIL

Uma Pedra de “Crack” no Caminho Há uma pedra no caminho. Há uma pedra no cachimbo. Há uma pedra prática-plástica. Pedra sem cor, sem vida.

Uma Pedra no Meio do Caminho O

osasquense Leônidas de Souza, mais conhecido como Tiko Lee e que se define como “poeta cristão contemporâneo”, é autor dos lancinantes versos que publicamos aqui. É um grito de alerta que “Viver Osasco” considera importante reforçar. Tiko Lee se inspirou no conhecido poema “No Meio do Caminho”, de Carlos Drummond de Andrade. Mas a pedra, aqui, é bem diferente daquela de Drummond. Assombra, assusta e tem mais dor. Tiko Lee fez o poema em memória de seu filho Leandro Renato de Paula Souza, de 16 anos, que o “crack” transformou em “menino de rua” e vítima fatal. O jovem acabou assassinado por traficantes em 1996. Tudo isso, em Osasco. Tiko Lee: leonidasdesouza@yahoo.com.br 3 6

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Há um menino no caminho da pedra. Há uma pedra no caminho da menina. Há chupadas criaturas -caricaturas. A pedra tira-lhes o ar – definha-os. Há uma pedra em cima de prateado papel. Há uma chama azul-escarlate bicarbonato. Há uma aquarela de cores arranhando almas juvenis. Sugando vidas. Há Áfricas de meninos. Meninos em pele e osso. Escondidos nas gretas da sociedade Há uma PEDRA Esperança prateada. Há um DEUS de LUZ! De igualdade! JESUS! Há uma pedra no sapato... Há um sapato... na descalça sociedade. TIKO LEE


SERVIÇO

SENAC

Senac-Osasco, oferece curso de “Decoração Prática” Curso inovador com metodologia diferenciada, educadores dinâmicos e atualizados, o Senac-Osasco oferece na área de Arquitetura e Design, com quatro meses de duração, o curso de “Decoração Prática” que prepara o participante para elaborar projetos básicos de distribuição de ambientes aplicando conhecimentos de circulação mínima, de espaço, mobiliário, distribuição funcional, materiais e suas aplicabilidades, afim de tornar os ambientes funcionais e dinâmicos, promovendo assim o bem-estar dos usuários. Início do curso será no dia 04 de fevereiro, até o dia 10 de junho, com aulas semanais às 6ª feiras das 19:00 às 22:00 horas. Pré-requisito: ter no mínimo 16 anos e Ensino Fundamental completo. Duração do curso será de 54 horas. Valor de R$ 651,00, que pode ser parcelado em 5 vezes. Local do curso será no Senac-Osasco. Informações e inscrições: www.sp.senac. br/osasco, ou pelo telefone 2164-9877. Senac Osasco – Rua Dante Batiston, 248 – Centro – osasco@sp.senac.br

DIVULGAÇÃO

Ressonância Magnética Osasco é pioneira Este novo conceito em Medicina Diagnóstica já é realidade no Hospital Veterinário Cães e Gatos 24h, que trouxe com pioneirismo a primeira ressonância magnética no Brasil exclusivo para veterinária. O Exame de Ressonância Magnética é um método de diagnóstico por imagem não invasivo e indolor, que não utiliza radiação ionizante e permite retratar imagens de tecidos moles em alta definição com resolução de alto contraste. Fornecendo diagnósticos mais precisos, as imagens deste exame são recomendadas para identificação precoce de alterações em coluna, medula espinhal e degeneração dos discos intervertebrais. Possui alta sensibilidade para o diagnóstico de neoplasias intramedulares, discriminação entre medula espinhal e nervos em comparação ao líquido cefalorraquidiano. A ressonância magnética determina o local e a malignidade de diversos tumores e é extremamente sensível em mostrar áreas de hemorragia bem como estimar seu tempo de duração. Hospital Veterinário Cães e Gatos – Rua Narciso Sturlini, 186 – 3684-1080 V I V E R

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ROTEIRO

Pratos típicos da cozinha alemã em Quitaúna Comandada pelo proprietário Carlos Rocha, o restaurante ”K. Lon - Delicatessen” localizado no Alto de Quitaúna, há 15 anos oferece almoço de segunda a sábado das 12:00 às 15:00 horas, num ambiente tranqüilo, que pela sua decoração dá para perceber ser um autêntico restaurante de estilo germânico. Além do tradicional almoço por quilo, com a supervisão do proprietário, seu cardápio oferece opções de pratos alemães, experiência adquirida trabalhando por mais de 10 anos no Munique Deutch Delicatessen, em São Paulo, tais como Kassler Mit Sauerkraut, Truta à moda alemã, Eisbein Mit Sauerkraut, Eisbein Gegrillt Mit Sauerkraut, Salsicha Pinguim, Bratwurst (lingüiça de vitela), Morcela (miúdos suínos) e outras opções, com variedades de bebidas internacionais. Aos sábados além dos pratos normais tem a tradicional feijoada, há fila de espera, mas vale a pena conhecer. K. Lon Delicatessen – Rua Ananias de Almeida, 377 – Quitaúna – tel.: 3608-8370

Fotos VIVER OSASCO

Ursus Empório Familia Portante Para os amantes da boa mesa e das tentações gastronômicas, o Ursus Empório, hoje em seu novo espaço oferece todos os ingredientes necessários para o preparo de deliciosos pratos. Massas frescas, rotisserie, pão italiano, antepastos italianos, embutidos especiais, bacalhau, pertences para feijoada, azeites, conservas e especiarias, carnes para churrasco, frios e laticínios são produtos oferecidos diariamente com qualidade diferenciada. Em sua adega diversos rótulos, nacionais da serra gaúcha e importados estão disponíveis, bem como comes e bebes no anexo, onde pode-se apreciar um delicioso café, lanches, bebidas, sucos e até sorvetes exclusivos. Além de tudo isso, nos finais de semana, assados de aves, bovinos e suínos e o famoso e disputadíssimo frango assado, não devem faltar na mesa de seus clientes. Ursus Empório – Av. Diogo Antonio Feijó, 486 – Jd. das Flores - tel.: 3681-4055

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CULTURA & LAZER

MÚSICA

SHOWS

DAnÇA

SERIAL FUnkERS Grandes sucessos da Soul Music, da Disco, da Música Pop, do R&B e da Música Brasileira em apresentações que cativam públicos de todas as idades, tendo como referência artistas como James Brown, Michael Jackson, Jorge Ben Jor e Tim Maia. A banda traz no currículo apresentações ao lado de Sandra de Sá e da diva da Disco Music, Gloria Gaynor. Tenda 1 Não recomendado para menores de 14 anos R$ 12,00 (inteira); R$ 6,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 3,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes). 29/01. Sábado, 18h - Sesc Osasco.

kLEITOn E kLEDIR A dupla que marcou a história da música popular no Rio Grande do Sul com a banda Almôndegas teve seu primeiro disco como Kleiton e Kledir em 1980 e foi sucesso imediato. Suas composições foram gravadas por Simone, Nara Leão, MPB4, Caetano Veloso, Xuxa, Fafá de Belém, Nenhum de Nós, Zizi Possi, Ivan Lins, Belchior, Emilio Santiago e muitos outros. O show AUTORRETRATO traz composições inéditas do CD de mesmo nome, além das já clássicas Navega Coração, Vira Virou, Deu pra Ti, Corpo e Alma, Paixão, entre outras. Tenda 1 Não recomendado para menores de 14 anos R$ 12,00 (inteira); R$ 6,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes). R$ 3,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes). 19/02. sábado, às 20h – Sesc Osasco

CIA. BALAnGAnDAnÇA A Balangandança Cia. une arte e educação com o objetivo de falar a linguagem corporal da criança de hoje. Espetáculo Brincos e Folias A televisão explodiu. E agora, o que fazer? Um grupo de crianças terá que redescobrir seu corpo e o prazer de dançar para criar movimentos e inventar brincadeiras. A platéia é convidada a participar do espetáculo. Não recomendado para menores de 10 anos R$ 6,00 (inteira); R$ 3,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 1,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes). 30/01. Domingo, às 17h. – Sesc Osasco

Sesc Osasco – Av. Sport Club Corinthians Paulista, 1.300 – tel.: 3184-0900 V I V E R

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ESCREVE QUEM Lê

Prezado leitor

Nesta Seção você tem oportunidade de dizer, com suas próprias palavras, o que sente ou pensa em relação a reportagens e artigos publicados por Viver Osasco. Aqui é a sua tribuna, livre. Envie-nos suas sugestões e suas críticas ou aponte nossos eventuais deslizes. Lembre-se que nosso desejo também é o seu, o de trabalhar por uma Osasco melhor. Reservamo-nos o direito de resumir ou editar seus comentários, preservando o sentido do conteúdo, a fim de adequar o texto ao nosso padrão editorial. Excluiremos tão-somente a defesa de ilegalidades, juízos preconceituosos e tabuísmos. Fora isso, a casa é sua. Fique à vontade. Entre em contato pelo email: redacao@viverosasco.com.br SUMÔ, JUDÔ, DOUTOR... Sr. Editor Parece que não ficou claro sobre a minha formação e vocês postaram (sic) algumas informações incorretas a meu respeito que me comprometem ou desvalorizam o meu trabalho. 1) Sou formada e Física e não sou Doutora ainda..... (sic) na prática brasileira (como escreveram) minha profissão não é como em Direito ou Medicina que a formação já tem o título.... (sic) em Física são anos de estudos a mais para que se tenha o direito de usar o título de DRA.... 2) Não trabalho na PUC!!!!!! me formei lá só isso.... trabalho em física médica ..... em uma empresa bem conceituada em SP nas áreas de radiologia e medicina nuclear.... 3) Treinamos sumô aos domingos e não todo dia....... todos os dias tenho uma rotina de atleta que envolvem (sic) condicionamento físico, os treinos de judô. 4) Não mudei do judô para o sumô - ainda sou atleta de judô e hoje represento um clube importante neste cenário esportivo..... (sou atleta do São Paulo F.C. a (sic) 3 anos; o Sumô complementa meus treinos nos finais de semana...... 5) No sumô represento a equipe da ACENBO, no Judô nunca representei esta associação!!!!! Entendo que seja díficil escrever sobre assuntos não tão divulgados na mídia porém 4 0

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gostaria que fossem feitos com mais cuidados pois (...) comprometem na minha profissão e na minha reputação como atleta!!!! Peço desculpas mas tornar poético um trabalho de 14 anos tem que ser feito com muito cuidado.... Gostei muito das outras matérias e acredito que vocês tenham capacidade de fazer bem feito só não sei o que aconteceu com as minhas informações..... Fernanda R. Pelegrini frpelegrini@gmail.com Caríssima Fernanda Agradecemos sobremaneira seus reparos à entrevista que publicamos a seu respeito (Viver Osasco nº 4, páginas 10 e 11, “Dra. Fernanda, a Campeã Apaixonada”). Esclarecemos a seguir ponto por ponto suas contestações: 1) Dissemos expressamente que você é formada em Física. Não em qualquer outra coisa. E fizemos questão de explicar para nossos leitores o que isso significa, para evitar confusões. Expressamente também, dissemos que “na prática brasileira” você é o que se chama de “doutora”. Ao contrário do seu entendimento, Fernanda, sabemos bem o que significa o termo “doutor”, em seu estrito senso: alguém que, após um bacharelado (e normalmente após um mestrado), defende uma tese de doutorado e, se aprovado, tem direito ao uso do título. Acontece que a prática brasileira popularizou esse título de “doutor”, estendendo-o a todo


“aquele que se diplomou em uma universidade” (Cf. dicionário “Aurélio”. acepção 2.) É o seu caso, não? Portanto não estamos praticando sequer uma licença poética, mas só adotando o uso costumeiro em nosso país. A propósito, mais de 90% dos bacharéis em Direito e Medicina, no Brasil, que utilizam em seus cartões de visita o título de “doutor” não defenderam tese nenhuma, são simples bacharéis. Há quem se insurja contra isso, mas a prática brasileira... 2) Viver Osasco errou ao afirmar que Fernanda trabalha na PUC. 3) Aparentemente estamos entendidos: Fernanda só treina sumô aos domingos. 4) Que fique bem claro, também, que Fernanda não abandonou o judô. Aliás, ao ressaltar o papel do sumô na vida da atleta, Viver Osasco não pretendeu diminuir o significado do judô. Em um trecho da matéria com Fernanda transcrevemos sua afirmação de que “tecnicamente, os anos de judô ajudam, e muito”! 5) Fernanda tem um histórico de catorze anos com o judô, mas não com o judô da Acenbo. Viver Osasco errou. 6) Exceto os lapsos apontados e retificados acima, Viver Osasco ratifica todos os termos da reportagem feita com a atleta. Não vemos, aliás, no que a matéria possa desvalorizar sua “reputação” profissional ou como atleta. Cuidado? Texto “poético”? Se você se refere ao termo “paixão” e seus derivados, direcionados ao sumô, Fernanda, desculpe, mas sua entrevista, que gravamos ao telefone, é que foi reiterada e enfaticamente “poética”. Aliás, foi a mesma linha – nada contra o judô e tudo a favor do sumô – das outras reportagens, que você diz ter “gostado muito”. 7) Por fim, duas observações: a) ainda que patinando na ética, deixamos sua missiva com as pontuações e barbarismos originais, a fim de que nossos leitores possam avaliar o seu preciosismo; b) estranhamos que com sua formação e “cuidado”, Fernanda, você não tenha percebido que esta matéria de Viver Osasco sobre o sumô é ímpar em profundidade, objetividade e amplitude em toda a imprensa brasileira. Desculpe a falta de poesia e de modéstia.

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VÍDEOS

Filmes inclusivos

O MEnInO DO PIJAMA LISTRADO

EnTRE OS MUROS DA ESCOLA

CRIAÇÃO

EM BUSCA DE UMA nOVA CHAnCE

“Verifiquem a classificação etária dos filmes, observando se estão adequados à idade de seus filhos”

Filmes com temas abrangendo a psicologia e o comportamento humano. O MENINO DO PIJAMA LISTRADO - Durante a segunda guerra mundial, uma família alemã se muda de Berlin para Auschwitz, quando o patriarca é ordenado a trabalhar em um campo de concentração. Assim, Bruno, um garoto de 8 anos e filho do oficial, começa uma linda amizade com um menino judeu da mesma idade. O filme mostra o modo como o preconceito e o ódio afetam pessoas inocentes, especialmente as crianças. EM BUSCA DE UMA NOVA CHANCE História de um casal que, após perder o filho de 18 anos num acidente automobilístico, luta para reconstruir suas vidas. Quando, surge Rose, uma garota que eles nunca viram, mas que se diz namorada do filho do casal e que está grávida de 3 meses. Visto que as coisas nunca mais serão as mesmas, juntos eles estão dispostos a continuar suas vidas em família. 4 2

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CRIAÇÃO - Charles Darwin revolucionou a história da humanidade com sua obra - A Origem das espécies. Suas idéias chocaram a todos, mas foi dentro de sua família, em especial sua esposa Emma, onde ele encontrou os maiores desafios a sua teoria. Darwin viveu em dilema, entre a fé e razão, amor e verdade. ENTRE OS MUROS DA ESCOLA - François e seus colegas professores preparam o novo ano letivo em uma difícil escola da periferia parisiense. Munidos das melhores intenções, eles se apoiam para manter vivo o estímulo de dar a melhor educação a seus alunos. A sala de aula, testemunha os choques entre as diferentes culturas. E por mais inspiradores que sejam os adolescentes, seu difícil comportamento pode acabar com qualquer entusiasmo dos professores. Vivian Freire Zanfolin - telefone 3683-1519 Psicóloga CRP 61488 - Pós Graduada - USP


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Viver Osasco - nº 05  

Viver Osasco - nº 05

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