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Circo dos Sonhos

Picadeiro? Escola? Empresa? Este circo tudo realiza

Panteras da Danรงa

A academia que faz 30 anos e entusiasma o mundo V I V E R O S A S C O

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JORGE NAKAZATO

SUMÁRIO

28 EMPREENDEDORES I - O Picadeiro dos Sonhos Circo de Osasco faz escola e vira atração dentro de empresas

ARTES PLÁSTICAS - A Paixão e a Fé de um Pintor As obras de Milton se vêem mas não se compram. Por quê?

EMPREENDEDORES II - A Dança das Panteras Academia de Osasco faz 30 anos com fama mundial

AÇÃO SOCIAL - A Arte de Fazer Cidadãos Crianças e jovens do Socó aprendem arte e cidadania

SAÚDE - Cuide da Voz ou Ela Acaba Técnicas e cuidados simples, evitam que você fique sem fala

ELEIÇÕES - A Vez do Cidadão Saiba o que se pode, deve e não deve fazer na hora da verdade

SEÇÕES 6 Gente - O que fazem essas pessoas de destaque 7 Cultura & Lazer - Música, espetáculos, passeios, a diversão de quem trabalha 8 Acontece - O mundo gira e os fatos acontecem. Confira. 40 Serviço - Informações que podem ajudar você na hora H. 41Psicologia - Filmes que fogem de tiros, socos e explosões. 42 Quem Lê Também Escreve - O leitor de Viver Osasco diz o que quer e o que pensa V I V E R

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EDITORIAL

O Privilégio de Redescobrir e Viver Osasco T

emos nesta edição: uma grande história de sucesso, marcada pela determinação de uma mulher valente, que fez Osasco mostrar suas garras de fera ao mundo da dança e da ginástica: Leninha e sua Academia das Panteras. (É um começo até similar ao que vive hoje esta nossa publicação.) Descubram conosco o artista plástico de Osasco que não vende suas obras mas está em toda parte do Brasil religioso. Vibrem com o encantamento de um

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setor que por muito tempo fez papel de palhaço, mas que graças à perspicácia do empreendedor José Wilson se conecta com algumas das mais celebradas práticas da moderna gestão empresarial. Estamos falando de circo, claro, e de circo dentro das empresas. Circo na empresa? Pois é. Tem mais. Tem no extremo norte de Osasco, nos contrafortes do Morro do Socó, uma Casa que ensina à comunidade a valorizar as artes, a integração social


e a cidadania. Por trás, parcerias de peso, é verdade. Mas nem por isso deixa de ser uma iniciativa da comunidade, em vez de para a comunidade. Olha! Participar desta empreitada jornalística, que veste um invólucro diminuto (um dia consagrado por Patos ou Cascões), é um privilégio. É mágico provar que há muito mais realidade e vida e valentia e talento numa cidade satélite da grande metrópole do lado sul do planeta. Não quero ser pretensioso e dizer que

Viver Osasco é uma publicação da Viver Edições e Produções Ltda.

Viver Osasco atingirá rapidamente os píncaros do sucesso. Mas também não quero ser preguiçoso e sugerir que não iremos tentar. Você, leitor, cidadão, empresário de Osasco, está convidado a participar deste nosso movimento de (re)descoberta. Está convidado a (re)valorizar esta realidade, porque ela é também sua. Venha, mais de perto, Viver Osasco. Forte abraço EDMILSON CONCEICAO Editor

Editor: Edmilson Conceição Jornalista Responsavel: Shitomo Nakazato MT-14471 Redação: Aline Lamas Editor de Arte: Arnaldo Colón Silva Fotografia: Edson Dario

Impressão: W Gráfica e Editora Tiragem: 15.000 exemplares Viver Edições e Produções Ltda. Rua Madre Joana Zonca, 40, Osasco-SP, CEP.: 06186-230, telefone: 3608-0787, redacao@viverosasco.com.br

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GENTE

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Primeira dama da cidade, mãe orgulhosa de três filhos, Marina, Arthur e Helena, frutos do casamento com Emídio de Souza, prefeito de nossa cidade, além de sua formação na área de processamento de dados e ciências contábeis, comanda o Fundo Social de Solidariedade da prefeitura de nossa cidade, atendendo pessoalmente as pessoas em suas necessidades, bem como promovendo diversas campanhas e eventos em prol dos necessitados. Além de todos esses afazeres, cumpre firmemente toda a agenda do marido em diversos compromissos, representado dignamente a mulher osasquense com sua presença. Apesar de sua simplicidade, se preocupa em promover o bem comum e se orgulha em poder proporcionar melhor qualidade de vida aos nossos munícipes.

MAURÍCIO / CMO

Rômulo Fasanaro

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Amante da fotografia desde jovem, trabalhou como fotógrafo profissional junto à assessoria de imprensa da prefeitura, e em maio último recebeu a honraria de “Cidadão Osasquense”, aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal, pelos trabalhos prestados à cidade. Foi fotógrafo oficial do governador Paulo Egydio Martins, tendo também na época feito um grande trabalho sobre a nascente do Rio Tietê. Além de ter um riquíssimo acervo sobre a história de Osasco, foi um dos emancipadores da cidade, e virou celebridade ao fotografar um disco voador (OVNI) em 1965 na região do Km 18, cujas fotos foram comprovados pelos peritos da FAB, tendo na época suas fotos divulgadas em diversas publicações do exterior. V I V E R

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Marcia Abreu

Luccas Papp

Aos 5 anos de idade, já freqüentava camarins, passarelas, agências de propaganda e estúdios, fazendo comerciais de grandes empresas. Desinibido, extrovertido, destacava-se das demais crianças, pelo seu carisma e espontaneidade, sendo contratado pelas produtoras para participação de shows: Sandy e Júnior, novelas: A favorita da Globo, A escrava Isaura da Record, Seus olhos do SBT; peças teatrais e filmes. Participou do filme “Lula, o filho do Brasil” contratado pelo diretor Fábio Barreto, para interpretar o personagem Lambari, melhor amigo de Lula na sua juventude, contracenando ao lado de grandes artistas. Após superar 1.000.000 de expectadores em todo o Brasil, o filme atualmente esta sendo exibido na América Latina, e em 2011, será apresentado nos EUA, consagrando a carreira internacional do jovem artista de Osasco.


CULTURA & LAZER

MUSICA - SHOWS

TERNO DE DAMAS O trio vocal feminino canta acompanhado por piano e percussão, e passeia por diferentes períodos e estilos do cancioneiro popular brasileiro. Tenda 2. Grátis. Livre para todos os públicos. 07/09. Terça, às 17h Av. S.C. Corinthians Paulista, 1.300

ANDRÉ ABUJAMRA O show apresenta canções de seus CDs, incluindo algumas do Retransformafrikando. Tenda 1. Não recomendado para menores de 14 anos R$ 12,00 (inteira); R$ 6,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 3,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes). 18/09. Sábado, às 20h. Av. S.C. Corinthians Paulista, 1.300

TEATRO

AS GRANDES LONAS DO CÉU A Companhia Candongas e Outras Firulas tem 16 anos de estrada e 13 espetáculos em seu repertório. O grupo dedica-se a estudar o teatro em suas múltiplas formas e manifestações.Texto e direção de Fernando Limoeiro. Assistente de direção Wagner Vasconcelos. Duração 90 minutos. Grátis. Calçadão Antônio Agu, s/n - Centro de Osasco. Não recomendado para menores de 12 anos. 21/09. Terça, às 16h.

CIRQUINHO DE PULGAS A Legião dos Palhaços nasceu em 1998 movido pela necessidade de continuar a pesquisa sobre o palhaço, iniciada em 1990 durante o período de formação na Faculdade de Artes Cênicas da UDESC, em Florianópolis. Cirquinho de Pulgas foi o primeiro trabalho

realizado e existe há 12 anos. Número do trampolim, mergulhando dentro de um pequeno tanque com água. Roteiro, direção e atuação de Marcio Correa. Duração de 40 minutos. Grátis. Calçadão Antonio Agu s/n - Centro de Osasco. - Livre para todos os públicos 21/09. Terça, às 14h.

FÉRIAS E TURISMO

BERTIOGA (SP) Caminhada de reconhecimento, equipamentos de lazer e participação das atividades culturais e esportivas como, canchas de bocha, circuito de arvorismo, parede de escalada e tirolesa, piscinas e solário, playground aquático, lago para pesca e canoagem, viveiro de plantas, capela e brinquedoteca, internet livre, entre outros. Incluso: hospedagem com pensão completa. (40 vagas) R$ 377,00 (inteira); R$ 288,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes). R$ 213,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes). De 10/09 a 12/09. De 18/08 a 11/09. Saída 20h Av. S.C. Corinthians Paulista, 1.300 V I V E R

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ACONTECE

Sheyla Pedrucci aprimora seus estudos Graduanda do último ano do curso de Gestão de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo (USP), contemplada com uma bolsa do Programa de Bolsas de Mobilidade Internacional Santander Universidades, convênio entre a USP e o Banco Santander S/A., a jovem osasquense, é uma das contempladas dentre 45 alunos – através de critérios, como plano de estudos, proposta curricular e mérito acadêmico – com duração de 6 meses, para cursarem disciplinas em instituições estrangeiras conveniadas (Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Espanha, Equador, México, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal e Venezuela), escolheu a Universidade do Minho, em Braga-Portugal, para cursar disciplinas do curso de Administração Pública, buscando especializar sua formação acadêmica na área de Avaliação de Políticas Públicas

Sesc Osasco inaugura centro de cultura e lazer Com uma extensa programação especial de abertura, nos dias 31/7 e 1º/8, foi inaugurado o centro provisório do Sesc Osasco, numa área aproximada de 38.000 m², equipada com quadra de futebol soçaite, quadra de vôlei de areia, quadra poliesportiva e quatro tendas para eventos artísticos e atividades físicas, circuito de caminhada, sala de leitura e internet livre, área para recreação infantil, cafeteria e estacionamento. Espetáculos de musica, teatro, dança, circo, shows infantis, esporte, literatura , artes visuais, arte mídia e cultura digital, fizeram parte da inauguração e abertura da unidade provisória à população da cidade e região, que terá a capacidade de atender cerca de 2.000 pessoas diariamente, exceto às 2ª feiras. Av. Sport Club Corinthians Paulista, 1.300 – telefone: 3184-0900 8

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ACONTECE

Anglo inaugura unidade na Vila São Francisco Com as presenças do prefeito de Osasco, Emidio de Souza, da secretária de educação, Mazé Favarão, do deputado estadual Celso Giglio, e convidados, foi inaugurada no dia 26 de agosto, a Unidade Vila São Francisco do Anglo - Leonardo de Vinci. Com estrutura de ensino moderna, a nova escola atenderá alunos do ensino médio e curso pré-vestibular e terá capacidade para cerca de 140 estudantes por período, distribuídos em até quatro salas de aula. O ensino na nova unidade contará com o apoio de tecnologia digital, espaço para estudos e plantões de dúvidas, atendimento para orientação educacional, espaço multimeios, com oficina de ciências naturais e sociais, além de acervo apoiado em livros, periódicos e acesso a bibliotecas externas via web. Curso e Colégio Anglo – Leonardo da Vinci – Rua Benedito Soares Fernandes, 420

Empresários do setor comemoram lançamento Seguindo os moldes do bem sucedido “Salão Imobiliário de São Paulo”, o lançamento do Feirão Imobiliário de Osasco e Região, num concorrido café da manhã no Hotel Vollare, foi um sucesso, pois será a plataforma ideal para poderem apresentar, comercializar e conhecer tudo o que acontece de novo no mercado, bem como as oportunidades de investimento nesta região. Idealizado com o propósito de atender os três pólos mais importantes da cadeia construtiva de um imóvel ¬ – o empreendedor, o comprador e o financiador – o Feirão compartilha da premissa do reconhecimento do atual momento sócio-econômico brasileiro e global, para consolidar-se na região. www.feiraoimobiliarioosasco.com.br V I V E R

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uem vê o jeito de menina meiga e sorridente de Thais Ferreira, 14 anos, não imagina que ela é capaz de voar. Mas voa. E dá saltos mortais e piruetas inimagináveis. Tudo no trapézio. Há um ano, Thais é aluna do Circo Escola Picadeiro, em Osasco, a primeira e mais antiga escola particular de circo do Brasil. O interesse 1 0

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dessa jovem trapezista pela arte circense surgiu quando assistia às performances do grupo Teatro Mágico, cujos integrantes mesclam a música ao circo. – Bastou começar a treinar – afirma Thais com um brilho nos olhos – e vi que era paixão de verdade. A jovem trapezista garante que hoje


EMPREENDEDORES I

A Escola dos Sonhos Por Aline Lamas

JORGE NAKAZATO

O Circo Escola Picadeiro já transformou a vida de mais de mil jovens carentes. Muitos saíram de Osasco para o mundialmente famoso Cirque du Soleil. Nessa escola diferente e genial, todos os sonhos se realizam.

não se vê fazendo outra coisa: – Todos os sonhos que se tem, no circo dá para realizar – assegura. Thais é um dos sessenta alunos do Circo Escola Picadeiro, onde já se formaram mais de mil profissionais. Muitos deles atuam hoje no Cirque du Soleil: – Nossa maior alegria sempre foi formar

novos artistas – destaca Alessandro Leite, 27 anos, coordenador da escola. Segundo ele, é grande a quantidade de jovens carentes que procuram o picadeiro. – Tirar esses garotos de uma vida de riscos e transformá-los em profissionais respeitados e de qualidade nos dá muita felicidade – completa Alessandro. V I V E R

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Livre escolha Daniel Amaro Domingos, 17 anos, é um desses jovens que teve a vida transformada pela magia do picadeiro. Vizinho do circo, viu a grande tenda ser erguida em 2007, quando a escola se instalou em Osasco. Aproximou-se como quem cobiça um doce – não tinha condições de pagar pelas aulas. Mas quando se trata de sonhos tudo pode se realizar. Daniel ganhou uma bolsa de estudos e hoje é professor. – Pretendo ficar aqui o resto da minha vida – declara Daniel com firmeza. – Só quero saber de circo. O que leva os alunos do Circo Escola Picadeiro a ter essa espécie de fixação? Aparentemente eles têm arte no sangue. Vários deles já desenvolveram outras atividades culturais, como dança ou teatro. – A arte circense é deslumbrante – explica o coordenador Alessandro Leite. 1 2

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– Ao verem o artista no picadeiro, com aquela majestade e elegância, os jovens sentem um chamado irresistível: “quero ser circense”. Então, vamos combinar assim: basta receber esse chamado. Não há discriminação para ser aceito na escola. Todos são bem-vindos. – Aceitamos pessoas iniciantes ou as que estão um pouco acima do peso – sustenta Alessandro, acendendo as esperanças de quem briga com a balança. – Não fazemos distinção. Naturalmente, a escola é uma mina de exercícios. Lá tem atividade para todos os gostos, pesos e idades, “sem distinção”. São praticadas modalidades como cama elástica, equilíbrio em arame, em bola ou perna de pau, malabarismo (malabares são aquela espécie de pinos de boliche que os artistas fazem dançar no espaço), contorcionismo, trapézio... Algumas


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delas parecem exóticas e fascinantes: lira, tecido, pirofagia... (Meu Deus! Será que quem come fogo aprende a não ficar com uma queimação no estômago?) – Não forçamos nada – comenta Alessandro. – Deixamos os alunos livres para praticar as modalidades que quiserem, com as quais mais se identificarem. Circo na empresa O exercício de maior dificuldade do Circo Escola Picadeiro é fechar as contas todo fim de mês. Falta o apoio e incenti-

vo financeiro que beneficia tantas outras atividades. – Manter a escola só com as mensalidades é arte muito difícil – confessa Alessandro Leite. – Quase sempre temos que apertar uma conta aqui, outra ali... Segundo o coordenador, o circo sempre foi uma atividade abandonada pelo poder público. A boa notícia é que isso está começando a mudar: – Graças à luta de associações e entidades – esclarece ele – nós estamos indo até o governo e começando a obter V I V E R

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apoio. Foi uma luta dura, mas estamos conseguindo. Habitualmente, para completar o orçamento a escola desenvolve treinamentos empresariais. O princípio �� que as atividades circenses promovem uma integração maior entre os funcionários de uma empresa, qualquer que seja ela. Alessandro Leite explica: – Oferecemos a essas pessoas um dia de circo. Ensinamos diversas habilidades e no fim do dia elas apresentam um espetáculo. Segundo o coordenador do circo, alguns desses compenetrados funcionários se revelam artistas natos. Outra maneira de arrecadar recursos

é através do espetáculo realizado no caminhão-trapézio, um “equipamento único no mundo”, como assegura o coordenador. Doado pelo governo francês, o veículo pertencia à Escola Nacional de Circo da França. – Desenvolvemos um espetáculo com quinze trapezistas. Essas apresentações realmente mantêm a escola – declara o coordenador. A grande sacada Quando Alessandro Leite nasceu, seu pai, José Wilson Leite, tinha um circo itinerante, do tipo tradicional. Um ano depois, em 1984, o pai de Alessandro criou a escola.

Um Circo em que Tudo se Liga Seguindo a tendência do chamado circo novo - conceito que surgiu na França nos anos 80 –, as escolas trabalham com uma linguagem contemporânea. Ou seja, mesclam a arte circense 1 4

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com teatro e dança. No circo contemporâneo, não há a figura do mestre de cerimônias e o espetáculo tem um contexto, narra uma história. Já na linguagem tradicional, as performances dos artis-

tas são independentes e não têm ligação entre si. O grande nome desse novo conceito é o Cirque du Soleil. O Circo Escola Picadeiro sem dúvida se alinha com essa tendência.


– O Circo Escola Picadeiro é minha vida – emociona-se Alessandro. – Não conseguiria viver em outro lugar. A princípio, a escola localizava-se na avenida Cidade Jardim, em São Paulo. Em 2007, mudou-se para a avenida das Nações Unidas, no bairro do Bonfim, em Osasco. Apesar de ser de uma família tradicional de circo, José Leite resolveu aderir à linguagem contemporânea. – Ele percebeu que crescia o interesse das pessoas comuns pela arte circense – diz Alessandro. – A grande sacada de meu pai foi entender que esse interesse poderia ir além de se encantar com o espetáculo, rir e aplaudir. Quase todo mundo gostaria mesmo é de ser de circo. Daí a criar a escola foi um passo. Hoje, aos 61 anos de idade, esse homem de extraordinária visão que é José Wilson Leite é o comandante geral de uma organização singular. Além da Escola, o grupo inclui um circo itinerante tradicional, o Spadoni (800 lugares, picadeiro com serragem e palhaços), que realiza “funções” por toda a Grande São Paulo). Faz parte da organização, ainda, um escritório, localizado no bairro dos Jardins, em São Paulo, que se encarrega dos eventos e promoções da troupe. Como se vê, há algo de novo sob a lona de um circo. Em primeiro lugar, o circo pode ser uma escola, que transforma uma atividade quase desprezada num padrão de ação de responsabilidade social. Em segundo lugar – como disse uma vez uma garota de 14 anos, Thais Ferreira – o circo pode ser um mundo mágico capaz de realizar quaisquer sonhos, mesmo os de um visionário genial como José Wilson Leite. V I V E R

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ARTES PLÁSTICAS

Entre a Fé e a Paixão

Um pintor e escultor osasquense espalha obras que não entram na casa das pessoas, mas em suas almas, impregnando-as de fervor e dor, paixão e espanto. Texto: Edmilson Conceição

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ilton Batista Moraes Junior é um artista plástico. Sem dúvida. Pintor e escultor, vive do que produz. Milton, 37 anos de idade, é nascido, criado e vive em Osasco. E, sem dúvida, é uma das personagens desta cidade. Mas o que vamos escrever e dizer aqui sobre Milton não é uma reportagem. Não é uma “propaganda” para que um artista encontre mais público disposto a comprar suas obras. Também não é

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uma crítica, já que não temos cabedal ou estatura de críticos de arte. Diríamos que é, mais, uma tentativa de desvendar um mistério. Um mistério chamado Milton. Uma pessoa que só não é anônima, como tantos de nós, porque acaba tangenciando a vida de muitos de nós, cidadãos anônimos, com sua arte. A arte de Milton é misteriosa, mística, mítica. Para alguns poderia ser classificada de mistificadora, chocante,


intrigante – nem, por isso deixaria de ser arte. Tudo isso porque na maioria das vezes o produto do trabalho desse cidadão está exposto em “galerias” que convidam ao respeito e à elevação espiritual: uma igreja. No colo e na cruz A temática de Milton é religiosa. Ele pinta quadros – ou os desenha a carvão sobre tecido – e restaura imagens de santos. A fonte da sua escolha parece óbvia: Milton é ex-seminarista. Por quatro anos estudou para ser padre, em dois seminários diferentes: dos padres lassalistas e dos passionistas, estes últimos conhecidos como a Ordem da Paixão de Cristo. Mas a paixão que afinal o arrebatou foi outra. Largou tudo pelo amor de Adriana, a mulher com quem se casou e viveu oito anos, até que essa união também se desfez. Com dor, mas sem mágoas. (Não tem algo de crucificado nisso?) As coincidências e antíteses, aliás, parecem se suceder na vida desse artista. Antítese: seu material preferido é o carvão, opção que o acompanha desde criança,

quando tudo rabiscava com esse resto (morte, cinzas) de plantas (vida, esperança). Antítese de novo: longe do carvão, natural, está o látex industrializado, o mesmo que se compra em latas de tinta para parede. É com a têmpera (base) formada por uma tinta opaca dese tipo que Milton trabalha em cores vivas os santos e os mosaicos bizantinos da sua fé. Com o látex, diz o pintor, ele produz as imagens “bonitas”, “agradáveis”; com o carvão, ele se liberta. (Ele não diz, mas permitimo-nos supor que ele exorciza os seus demônios.) O primordial carvão igualmente coincide com o estilo naïf, “nativo” ou “primitivo”, aquele tipo de arte que lembra os trabalhos infantis. Nessa arte, a perspectiva, o volume ou profundidade, a composição, a luz e as proporções são ignoradas, enquanto os traços simples e as cores fortes e primárias são valorizadas. Milton Batista balança entre o primitivismo e o surrealismo. Se lhe perguntarem de qual de seus quadros gosta mais ele dirá que é uma obra surrealista inquietadora, o de uma mulher em V I V E R

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forma de árvore. Com esse trabalho ele ficou em segundo lugar num concurso realizado em, 30 de agosto passado pela Associação Cristã de Moços (ACM) de Osasco. Às vezes, o surreal e o nativo se esbarram numa mesma obra. Uma “pietà” (quadros ou esculturas tradicionalmente com a Virgem tendo ao colo Seu Filho) ganha enorme dramaticidade na versão do

O pintor é praticamente esquálido. Tem 1m72 de altura, pesa 48 quilos. Seu Cristo também. O artista tem braços alongados e finos, uma constante nas suas figuras, especialmente quando se apóiam sobre os braços de uma cruz. Enfim, não há como afastar às vezes a sensação de ver no Jesus de barba e cabelos algo desgrenhados a efígie do pintor.

pintor osasquense porque o Jesus Menino está pregado na cruz!

Tese e Antítese Apesar do estilo “deixo a vida me levar” de Milton Batista, suas obras se espalham. Estão em igrejas de Osasco, como em várias outras do Estadd de São Paulo, em Santa Catarina, na Paraíba... Ele nem sabe dizer como. É certo que muito desse trabalho se limita à restauuração de estatuetas e estátuas. algumas de até 1,50 metro de altura. – Aquelas obras esquecidas – diz Milton –, jogadas num canto, feias, estragadas pelo tempo e pelo descaso, acabam caindo nas minhas mãos. Tenho muito prazer em recuperá-las. Elas se tornam bonitas de novo, prontas a servir de inspiracao e devoção para as pessoas. De cada centena de quadros ou obras feitas por esse artista de Osasco, talvez uma seja comercializada diretamente ao público. Isso, apesar do esforço de sua incentivadora, Martha Titotto, que se encarrega de aplainar o caminho até o público, através da sua galeria. Agora mesmo, Milton iniciou uma “Santa Ceia”,

Auto-retrato do acaso Milton é pessoalmente uma pessoa doce. De um humor sutil, tranqüilo, é quase um conformista. – Nada me abala – diz ele, acentuando que é assim depois do terremoto da separação conjugal. – Deixo as coisas acontecerem, por conta do acaso. Por acaso, Milton assegura, começou a pintar, como ajudante da artista plástica Martha Titotto (ver Viver Osasco número 1), em Osasco. Por acaso recebeu a primeira encomenda, um painel de 2x1,80 m em carvão sobre tecido, feito para a Igreja da Imaculada Conceição, no Quilômetro 18, bairro de Osasco. Nesse mesmo templo, por acasso, um Cristo seu ainda está lá, ornamentando uma parede junto a uma escadaria. Por acaso, Milton se surpreende quando confrontado com a perfunta do repórter: “Você retrata Jesus quase como um auto-retrato seu?” 1 8

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obra de 2 metros de largura, que deverá consumir um mês dos esforços e talento do pintor. Milton teria, como todo mundo, inspiradores, idoos que “ avalizsem” sua obra? Tem. Ele cita. Mas nós, de Viver Osasco, nem consideramos citar. Por um lado, porque o artista osasquense mesmo declara: – Nunca estudei pintura. Eu faço o que faço porque gosto, não por seguir nenhuma corrente ou tendência. Verdade: Milton é único. O que o move é seu fervor. Ele próprio tem o olhar às vezes esgazeado das personagens e deidades que pinta. Às vezes choca. Às vezes comove com as delicadezas de sua vida e de seu trabalho. Ele é a tese e a antítese de si mesmo. A cruz e a espada de seu destino. Paixão e fé. Atormentado e doce Milton. Talvez você, leitor, não pense em comprar uma de suas obras. Talvez você não tenha a fé nem a grandeza de visitar uma igreja que não seja a da sua fé, para admirá-lo. Mas, sem dúvida, você precisa conhecer Milton Batista Moraes Junior. Não deixe essa oportunidade por conta do acaso. V I V E R

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EMPREENDEDORES II

Panteras, uma Academia de Feras Por Aline Lamas 2 0

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Uma academia de danças e cuidados com o corpo, de Osasco, chega aos 30 anos com quinhentos alunos e um nome nacional e internacionalmente famoso. V I V E R

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scondida no interior da Academia Panteras, em Osasco, há uma estante de madeira, cheia de troféus medalhas e títulos. A mobília é na aparência modesta. Mas seu conteúdo, não. Guardam-se ali não só as conquistas da academia, mas também símbolos dos seus trinta anos de muito – mas muito, mesmo – trabalho e extraordinário sucesso. Sem exageros, a estante conserva registros dos feitos que talvez tenham dado a maior contribuição para elevar a imagem e o nome da própria cidade de Osasco, nacional e internacionalmente. Fundada em 1980 por dona Lenir Consoli, conhecida carinhosamente como 2 2

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a Leninha, a Academia Panteras é um negócio ainda comandado por ela até hoje. Ela tem a com a ajuda de seus três filhos: Euds, Bel e Euler. Juntos, os quatro superaram dificuldades financeiras e até adversidades climáticas (como uma arrasadora enchente) conquistaram uma centena de diferentes prêmios. Entre eles, o título de campeão mundial de dança country, em 2008. A modalidade é o “carro chefe” da academia, que oferece quase vinte tipos diferentes de atividades físicas, desde natação infantil e hidroginástica até dança do ventre e cheerleading (“líderes de torcida”, ou seja, as movimentações core-


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ografadas que acompanham tipicamente os eventos esportivos norte-americanos e que com a liderança das Panteras começam a ser introduzidas no Brasil). Conquista da América Desde que entrou na academia, em 2004, Lucilda de Melo, 37, tem no country sua dança favorita. – A modalidade é divertida e alegre – ressalta a aluna Lucilda.– Tem uma energia muito boa. Pelo seu entusiasmo, logo que começou a ter aulas do estilo Lucilda foi convidada pela professora Bel Consoli para participar da Companhia de Dança Panteras.

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No grupo, a dançarina passou por momentos que ela considera inesquecíveis. Um deles foi a participação na novela “América”, da Rede Globo de Televisão. – Foi marcante a confiança que a Bel depositou na gente – atesta Lucilda, com um olhar emocionado. – Ela viu que tínhamos capacidade e não hesitou em nos dar oportunidade. Ela é assim. Lucilda conta que vem de uma família humilde, que trabalhou na roça e, de repente, em função da dança se viu na televisão. – A academia participou de quarenta dos 160 capítulos da novela – relata Lucilda, com o compreensível orgulho de quem, na prática, conquistou a “América”. Segundo Euds Consoli, diretor de Comunicação e Marketing da Academia Panteras, o profissionalismo da companhia de dança já levou o grupo às principais 2 4

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emissoras de televisão do país. – Temos cinqüenta participações só no “Programa Raul Gil” – relata Euds. – Ele é um dos nossos padrinhos. Foi uma dessas apresentações que, segundo Euler, levou o grupo ao Campeonato Mundial de Dança Country. – Uma pessoa da organização do mundial viu a gente na Record Internacional – descreve Euler – e nos convidou para participar Euler também é professor de dança na academia. Ele e sua irmã, Bel, participaram pela primeira vez do evento country em 2005. Nos anos seguintes, a dupla conquistou sucessivamente o terceiro e o quinto lugar, até que, em 2008, foram medalha de ouro na competição. Os filhos de Leninha tinham levado a Academia Panteras e o nome de Osasco a um cenário nada modesto: Nashville,


no estado do Kansas (EUA), a capital mundial do estilo country. Cerca de trinta países são representados no evento, todos os anos. 40 Mil Panteras Em 2011, a Academia Panteras (vale dizer: o Brasil) irá participar do mundial de dança country em várias categorias diferentes. – Nós vamos com um grupo de dez pessoas – revela Euds. – Todas fazem parte da academia e estão com a gente há um bom tempo. Edmilson Teixeira, 23, é um dos integrantes da equipe escalada para o campeonato. – É a primeira vez que vou viajar para fora do país – entusiasma-se Edmilson. – Tudo vai ser novidade. Para o jovem Edmilson a expectativa não poderia ser maior. Ele começou fazendo aulas de jazz na academia. Hoje, pratica quatro modalidades e já é professor de country. – Algumas pessoas se desenvolvem tanto que acabam tornando-se professores – acentua Cynthia Consoli, 24, sobrinha de Leninha e professora e auxiliar administrativa da Academia Panteras. A qualidade do ensino e a determinação dos dirigentes das Panteras de se entregarem de corpo e alma ao seu negócio explicam esse sucesso contínuo. Os títulos e prêmios são uma boa medida desse sucesso. Mas o é também o verdadeiro batalhão de alunos que freqüentam o estabelecimento osasquense. Atualmente, o estabelecimento tem quinhentos alunos, grande parte deles matriculados em mais de uma atividade. – Nesses trinta anos, já passaram por nós cerca de quarenta mil alunos – contabiliza Euds Consoli. V I V E R

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DIVULGAÇÃO

Mulher de fibra Filha de país humildes, Leninha, a fundadora, inspiradora e força motriz do império que é hoje a Academia Panteras nasceu numa cidadezinha chamada Ribeirão dos Índios, no interior de São Paulo. Mudou-se para Osasco com cinco anos de idade. Aos quinze, seu espírito empreendedor já se manifestava: foi quando ela fundou a Escola de Datilografia Princesa Isabel. – Comprei dez máquinas – relembra Leninha – e abri a escola, sabendo apenas datilografar. O espírito irrequieto de Leninha, no entanto, exigia mais movimento. Foi o

que a levou a substituir a datilografia por aulas de dança, no início da década de 80. O ponto de partida foi sua percepção de que a dança tinha um potencial muito mais promissor. Assim nasceu a Academia Panteras, na época só para mulheres. O nome, sugestivamente, baseou-se num seriado de tevê em que três belas garotas, de invejável forma física, superavam todos os marmanjos em intricados casos policiais. Sozinha, Leninha dedicou sua vida aos filhos e à academia. – Meu objetivo era trabalhar para que meus três filhos fizessem faculdade – explica ela. – A maior herança que uma

Coleção de Vitórias A Companhia de Dança Panteras foi o primeiro grupo country que se apresentou no palco do Teatro Municipal de São Paulo. Único grupo da história que recebeu nota máxima no extinto programa de calouros do Silvio Santos, em 1997. Participações nas novelas “América”, “Escrava Isaura”, 2 6

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“Cidadão Brasileiro” e “Essas Mulheres”. Mais de cinqüenta participações no “Programa Raul Gil”. É o grupo oficial da Festa do Peão de Barretos, desde 2001. Grupo oficial de Cheerleaders do Sport Club Corinthians Paulista, mantendo inclusive a filial da academia

“Corinthians Itaquera”. Participou do comercial da Rede Globo em homenagem à cidade de São Paulo, com cem dançarinos osasquenses, de 8 a 60 anos de idade. A dupla Bel e Euler conquistou a medalha de ouro no Campeonato Mundial de Dança Country, em 2008


mãe pode deixar é o estudo. No início da década de 90, a academia superou grandes dificuldades financeiras. Duas enchentes fizeram com que Leninha perdesse todo seu equipamento de musculação por duas vezes. – Chegamos a ter numa época só 27 alunos – lembra Euds. – Não sei como ela fez para construir e manter um prédio desse tamanho, com seus três filhos estudando em faculdades particulares. Euda faz uma pausa e em seguida constata com segurança: – Ela construiu este prédio. Ela é a rocha por baixo de tudo isso. Na época, o estabelecimento não tinha nenhum funcionário. Leninha e seus três filhos eram responsáveis por todo o trabalho, das aulas à faxina. – Passar por isso dá caráter e força para

a família – assegura Euds, orgulhoso de ter enfrentado e superado os momentos de crise. Para Euler, a maior conquista da academia é completar trinta anos com uma organização bem conceituada e estruturada. A cidade de Osasco não negou seu reconhecimento e homenagem a essa grande cidadã. Em 2005, Leninha recebeu a medalha Raposo Tavares – a mais alta honraria do município. A Câmara Municipal de Osasco também a contemplou com o título de cidadã osasquense. Realizada, Leninha conta o que é para ela o segredo do sucesso: – A gente trabalha com o coração. Academia Panteras - telefone: 3685-9034 www.panteras.com.br

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ACÃO SOCIAL

A Arte de Formar Cidadãos A sacrificada área do Morro do Socó recebe a Casa de Cultura e Cidadania, que ensina artes, promove consciência e ensaia uma ação social renovadora. 2 8

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úsica, artes visuais e teatro são alguns dos elementos de que se valem educadores sociais da Casa de Cultura e Cidadania. Com esses instrumentos, eles dão novas perspectivas de vida a uma sofrida população da periferia de Osasco. Mais precisamente, no Morro do Socó, ou Portal 1, ou ainda Colinas do Oeste, ao norte do município, próxima aos limites com Barueri. V I V E R

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Começando a operar em novembro do ano passado, a Casa proporciona, pelo menos duas vezes por semana, aulas a cerca de 520 crianças e jovens dos 6 aos 17 anos de idade. As “aulas” são na verdade algo mais próximo de “seminários” ou “workshops”, ou seja, sessões em que os “educandos” (ao invés de “alunos”) e educadores interagem intensamente, trocando, de um lado, as experiências trazidas da vida na comunidade e, de outro, os conceitos e as técnicas que baseiam a criação da Casa. Os jovens e crianças matriculam-se em uma ou mais das várias disciplinas – que os educadores preferem chamar de “linguagens” com as quais mais se identificam. Essas linguagens são • Teatro; • Música; • Artes Visuais – que pode incluir tanto a produção fotográfica e de vídeos quanto uma iniciação às artes plásticas; • Projeto; Área Livre – onde se situa, por exemplo, 3 0

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a iniciação à informática; • e FIC, sigla para o eles chamam de Formação IniciaL E Continuada à Cidadania. – A idéia central – diz Camila Rodrigues, Produtora de Eventos e uma dentre os sete educadores da Casa de Cultura e Cidadania – é que apenas recebam a nossa contribuição técnica e conceitual para revestir aqui;o que eles querem. Em outras palavras, segundo a educadora, a Casa realmente educa e transforma, ou melhor a comunidade se transforma por si, ou, “de outro modo, nossa atuação seria uma espécie de assistência social o que não é nosso objetivo. Em vez de fazer algo para a comum idade ou pela comunidade, nós queremos é fazer algo com a comunidade”/ A própria Casa, informa Camila Rodrigues, nasceu na verdade de uma reivindicação da comunidade, na seqüência da instalação na região do programa de habitação promovido pelo governo federal. Os conceitos que baseiam a atuação da Casa de Cultura e Cidadania de Osasco


foram originalmente estabelecidos pela educadora Heloísa Melillo, que através da H Melillo é a gestora do projeto, patrocinada pelas empresas Cia. Vale do Rio Doce e AES Eletropaulo. Parte dos recursos são originários do Ministério

da Cultura, através de convênios com as empresas , via mecanismos fiscais inclusos na chamada “Lei Rouanet”. Existem sete Casas de Cultura e Cidadania espalhadas por vários Estados. Uma das propostas do projeto é que, dentro de algum tempo, a própria comunidade assuma integralmente a gestão da Casa. Esse é um dos signos da transformação pretendida pelos educadores: a comunidade começando a tomar as rédeas de seu próprio destino, com as artes e as “linguagens” dando o apoio, no mínimo, profissionalizante aos indivíduos. Menos de um ano, ainda é cedo para avanças resultados. Mas é possível que a tal da “vulnerabilidade” social da região do Socó comece a deixar de ser um estigma.

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ISTOCKPHOTOS

SAÚDE

Não Fique sem Palavras. Cuide da Sua Voz. Professor, no dia 15 de outubro, dê um presente a você mesmo: Aprenda a tratar bem de sua voz, ela é o seu instrumento de trabalho.

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odos os indivíduos que utilizam a voz como instrumento de trabalho são chamados de profissionais da voz. Nessa categoria incluem-se: professores, cantores, advogados, juízes, padres e pastores, radialistas, operadores de telemarketing, políticos e vendedores, entre outros. Devido ao uso incorreto da voz, esses profissionais podem apresentar a disfonia (alteração vocal), caracterizada pela rouquidão. O professor é a classe mais acometida por essa disfonia e as principais causas são: • a carga horária, geralmente extensa; • fala constantemente em intensidade 3 2

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aumentada e mais agudizada devido a competição com ruídos externos (recreio, outras salas de aula, barulho da rua) e internos (conversas paralelas dos alunos, ventiladores, retroprojetores); • falta de conhecimento de técnicas e cuidados que ele precisa ter com a sua voz. A disfonia afeta diretamente o trabalho e pode gerar conseqüências como: redução da atividade ou de período de aula; perda de dias de trabalho; problemas emocionais; interferências negativas no desempenho de seu trabalho. A partir de cursos voltados aos professores sobre voz pudemos observar que as principais queixas relacionadas ao uso


da voz são: sensação de garganta seca após o período de aula, cansaço após o uso prolongado da voz e voz rouca sem a presença de resfriado. Além disso, observa-se também a falta de conhecimento de como a voz é produzida e quais são os cuidados que se deve ter. Acreditamos que isso se deve ao fato de que não há, durante a graduação, informações voltadas a esses temas. Não havendo essa ação formativa e informativa prévia, é comum o professor adquirir esse conhecimento através de duas formas: a) procurando auxílio profissional de um fonoaudiólogo, o que ocorre quando o problema já está instalado e se aplicam terapias individualizadas; b) a instituição assessora o professor custeando cursos na escola, tentando, ao evitar danos ao professor, evitar também prejuízos à própria instituição. Há professores que se informam por outros meios, como internet ou mesmo quando recebem um conhecimento profissional e transmitem aos outros. Nesses casos, nem sempre o que é bom para uma pessoa é adequado a outra, por isso, procure auxílio específico para as suas queixas. Leia atentamente a estas perguntas: • Você sente cansaço ao falar? • Apresenta rouquidão freqüente? • Tem sensação de “bolo”, ardência, dor ou queimação na garganta? • Apresenta tosse persistente? • Sente falta de ar ao falar? • Sua voz vai ficando mais fraca ao longo do dia ou da semana? Se você apresenta algum desses sintomas, procure uma orientação. Faça uma avaliação com um fonoaudiólogo, vá a um otorrinolaringologista e aprenda a cuidar melhor da sua voz.

Gerais de Minas O Sabor da Cachaça AS MELHORES CACHAÇAS DO BRASIL VINHOS - LICORES QUEIJOS - DOCES - LINGUIÇAS Aceitamos cartões de crédito Rua Alexandre Batistone, 136 - Km 18 Osasco - SP telefone: 3608-2635 Próximo ao Banco Bradesco V I V E R

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Cuidados para ter uma voz saudável: • beba bastante água ou outro líquido ao longo do dia para hidratar a região da garganta. Beba em pequenos goles, pois a cada um deles você estará relaxando a laringe através do ato de engolir; • evite pigarrear ou tossir, pois isso causa uma verdadeira trombada entre as pregas vocais. Ao sentir necessidade de pigarrear ou tossir, beba água ou vá engolindo a própria saliva; • faça pausas vocais ao longo do dia, evitando falar pelo menos durante alguns minutos para evitar a fadiga vocal; • faça aquecimento e desaquecimento vocal orientado por um fonoaudiólogo; • evite gritar, procure alternativas para obter a atenção de seus alunos; • evite usar pastilhas de menta ou hortelã, que anestesiam a garganta e a voz

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pode ser produzida com esforço sem que você perceba; • evite chocolate, leite e seus derivados antes ou durante o uso profissional da voz. Eles são muito gordurosos e aumentam as secreções na garganta; • evite cochichar ou sussurrar, pois, para produzir estes sons, você usa muito esforço e contração de laringe, ao contrário do que se pensa. • fique atento aos ruídos da sala: ventilador, projetores de slides ou mesmo dos alunos. Procure não competir com o ruído externo ou interno; • preste atenção na forma como apagar a lousa: evite movimentos bruscos do apagador. Utilize um pano ligeiramente úmido para apagar a lousa; • alterne as atividades expositivas com participativas ou trabalhos individuais e


em grupo, além de utilizar recursos gestuais para garantir a atenção dos alunos; Com estes cuidados você estará protegendo sua voz e garantindo a continuidade daquilo que você mais gosta de fazer: ser um educador. Fgas: Patrícia Celestini e Ketley Linhares telefone: 3681-7041 - pkrfono@uol.com.br

Como se produz a voz Variada e articulada como em nenhum, outro ser vivo, a voz humana é produzida por um sofisticado instrumento. Na verdade, mais que um instrumento, é uma orquestra maravilhosa. Ela é responsável pela complexa comunicação entre as pessoas e provavelmente a maior responsável pelo desenvolvimento cerebral que distingue a raça humana. A voz humana produzida nas pregas vocais (conhecidas como “cordas” vocais), são duas membranas dentro da laringe. Ao respirarmos as pregas vocais ficam abertas para a passagem livre do ar vindo dos pulmões. Durante a fonação (fala), as pregas vocais se aproximam e vibram com a passagem do ar gerando um som. O som produzido pelas pregas vocais na laringe passa por um “alto falante” natural formado pela laringe, boca e nariz. Essas estruturas são denominadas cavidades de ressonância. Os sons de fala são articulados na cavidade da boca, através de movimentos da língua, lábios, mandíbula e palato, modificando o fluxo de ar, e conseqüentemente, projetando o som para o ambiente.

É uma publicação da Viver edições. Com tiragem de 15.000 exemplares e ampla distribuição por toda Osasco, esta publicação visa resgatar um pouco da história e da cultura desta grande cidade. Trazendo ao leitor curiosidades, dicas gastronômicas e culturais, bem como atualidades e lazer. Para anunciar e fazer parte deste novo segmento editorial, basta ligar para: 11 3695-3133 comercial@viverosasco.com.br

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ELEIÇÕES

A Vez da Cidadania A hora de votar é a hora da verdade. Diante da urna, só você é dono dos destinos da sua vida, da sua cidade, do seu Estado e do seu país. Aqui, Viver Osasco dá uma mãozinha para você se sair bem nesse momento. Por Guilherme Lisboa

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altam poucos dias para o primeiro turno das eleições – que vai acontecer em 3 de outubro. Mas ainda há muitas dúvidas entre os eleitores: como votar? quais cargos estão em disputa? o que é proibido durante a campanha? etc. etc. Por essa razão, Viver Osasco buscou destrinchar o significado das eleições na cidade e esclarecer as principais questões sobre esse momento. Esta é a hora em que, exercendo com maior 3 6

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plenitude a democracia, escolheremos as pessoas que por nossa delegação irão administrar nos próximos anos os destinos da Osasco, do Estado de São Paulo e do Brasil. Uma das principais questões que devemos fazer a nós mesmos antes de nos decidirmos por um nome é: o que queremos que esse nosso representante faça? Mais vagas em creches e escolas, melhor atendimento nas unidades de saúde,


mais empregos, redução da criminalidade, sistema de transporte público mais eficiente – tudo isso depende dos políticos que elegeremos. Não podemos achar que a “política é só sujeira”, que “meu voto sozinho não vai mudar nada”, que “uma andorinha não faz verão”. Faz, sim. Muda, sim. Vale a pena, sim. Pense o seguinte: se você desperdiçar o seu voto está é valorizando o voto de alguém que não pensa tão corretamente quanto você. Nesse caso, quando depois as coisas não estiverem andando bem, você nem terá direito de reclamar. Por quê? Porque você abandonou o direito de dizer o que você quer. Tudo no nosso dia-a-dia depende da política. Desde o preço dos alimentos até a poluição do ar que respiramos e a lotação do ônibus ou do trem que tomamos para ir ao trabalho. Assim, o voto é fundamental para escolher as pessoas que consideramos mais preparadas para cuidar do Estado e do País. Em que cargos votar Nesta eleição, vamos votar para os seguintes cargos: • deputado estadual, • deputado federal, • senador (você tem direito a 2 votos, em dois candidatos diferentes), • governador • e presidente da República. Para quem possui dúvidas, senadores e deputados federais trabalham em Brasília, no Congresso Nacional. Eles fazem leis que valem para todo o país e fiscalizar o governo federal. Já os deputados estaduais realizam o mesmo tipo de atividade, mas na Assembleia Legislativa do Estado de

São Paulo. Lá eles votam leis estaduais e fiscalizam o trabalho do governador. É importante frisar: nesta eleição vamos votar duas vezes para o cargo de senador (deputado federal é um voto só) e devemos confirmar, na urna eletrônica, o número de 2 candidatos diferentes. Além desses votos acima, que são para candidatos ao Poder Legislativo (gente cujo trabalho é fazer as leis), você deverá escolher o novo governador de São Paulo e o novo presidente da República. Tanto o governador quanto o presidente pertencem ao Poder Executivo. Isso significa que eles não “mandam” no Estado ou no país, não. O trabalho deles é executar as leis feitas pelo Poder Legislativo. (Apenas para que fique bem claro, existe ainda um terceiro poder, o Poder Judiciário. São os juízes, que decidem se as leis estão corretas e se elas foram ou não cumpridas. Mas nós não elegemos juízes. Eles chegam até esse cargo formando-se em uma Faculdade de Direito e participando de um concurso público.) Lei faz todos (mais) iguais O eleitor deve ficar de olho na propaganda dos candidatos. É preciso denunciar os abusos e irregularidades cometidos. Não são permitidas as pichações, inscrições a tinta, colagem de cartazes, afixação de placas, estandartes e faixas em bens públicos (postes, viadutos, passarelas, pontes, tapumes de obras e prédios públicos). Também é vedada a propaganda desse tipo nos bens de uso comum, como cinemas, clubes, escolas, lojas, centros comerciais (shopping centers), igrejas, ginásios e estádios, ainda que de V I V E R

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propriedade privada. Além disso, em Osasco existe uma Lei, aprovada recentemente, que proíbe pinturas nos muros de todo o município. Os alto-falantes e carros de som só podem ser utilizados das 8 às 22 horas, em distância maior que 200 metros de hospitais, escolas, igrejas e teatros. Esse horário se estende até a meia-noite para a realização de comícios, passeatas, carreatas e também reuniões públicas. Por fim, desde a eleição anterior também são proibidos o uso de outdoors, a realização de “showmícios” (comícios com cantores e bandas) e a confecção ou distribuição de brindes (como camisetas, bonés e chaveiros). Você pode estar confuso, com tantas proibições. Por que tudo isso? Tem alguma coisa que candidato possa fazer? Bem, essa regulamentação toda tem dois objetivos principais. Em primeiro lugar, impedir que a “festa” da democracia se torne (como foi algum tempo atrás) 3 8

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uma enorme bagunça e sujeira, com montanhas de lixo e enormes gastos das prefeituras para limpar a cidade. Foi o excesso e a falta de educação de muitos candidatos que provocou as restrições. Em segundo lugar, o sentido de grande parte das proibições é permitir que exista maior igualdade entre os diferentes candidatos. Ou seja, que aqueles que têm mais dinheiro e apoio de empresas poderosas não levem vantagem, sufocando a propaganda dos mais pobres. Então, de maneira geral, o candidato luta por um espaço dentro de cada partido e seu nome aparece no horário eleitoral gratuito da tevê. Ah! Quem é que controla tudo isso? Quem garante o cumprimento destas e de outras regras? É a Justiça Eleitoral. É ela que registra os candidatos, que fiscaliza as campanhas e recebe as denúncias de abusos e pune os candidatos ou eleitores que não agirem de acordo com as leis eleitorais.


Vote com consciência As campanhas eleitorais são na prática a apresentação de um candidato. Servem para o candidato dizer o seu (dele) nome, o número de inscrição o que ele pretende fazer. É claro que, com tanto candidato, alguns deles procurem se destacar cometendo exageros na apresentação, achando que a única coisa que importa é ser lembrado pelo eleitor. Você acha certo isso? Ou o importante é ver de onde vem esse candidato, o que ele já fez, o que ele diz representar e o que ele promete fazer? Se ele for convincente, vote nele. Mas não o perca de vista, se ele ganhar. Acompanhe a atuação política dele e COBRE dele as promessas feitas em campanha. Portanto, agora, depois de tanta falação, você está sozinho, diante da urna de votação. Sozinho com a sua consciência em poder escolher o melhor, para o país, para o Estado, para Osasco e para você. Bons votos. Nos quadros (boxes) a seguir, você encontra informações adicionais que podem contribuir para você se situar como eleitor na hora de exercer a sua cidadania.

Título e documento Uma questão importante: além do título de eleitor, agora também é necessário apresentar documento de identidade com foto na hora de votar. Serão aceitos: carteira de identidade, certificado de reservista, carteira de trabalho e carteira de habilitação. Ordem de Votação na Urna Eletrônica Deputado estadual – 5 dígitos Deputado federal – 4 dígitos Senador (1ª vaga) – 3 dígitos Senador (2ª vaga) – 3 dígitos Governador – 2 dígitos Presidente – 2 dígitos Quem é o eleitor de Osasco Por sexo: Feminino: 280.121 Masculino: 250.428 Não informado: 1.581 Total: 532.130 Por idade: De 16 a 17 anos: 7.481 De 18 a 24 anos: 83.084 De 25 a 34 anos: 131.721 De 35 a 44 anos: 113.641 De 45 a 59 anos: 127.450 Mais de 60 anos: 68.753

Bote a Boca no Trombone Qualquer pessoa pode denunciar abusos ou propaganda ilegal dos candidatos através do Disque Denúncia Eleitoral 2010, nos telefones: 4003-3448 (capital) e 0800-8803448 (demais cidades),

diariamente, das 8 às 20 horas.

A denúncia também pode ser feita pela internet, no site da Procuradoria Eleitoral (www.presp.mpf.gov.br/ denuncia) ou do Tribunal Regional Eleitoral (www.tre-sp.gov.br/denuncia/formulario.jsp). V I V E R

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SERVIÇO

Deliciosos quitutes para paladares exigentes Com mais de 60 itens de assados e congelados, que facilitam a vida de qualquer dona de casa, e até mesmo dos gourmets, chefs de cozinha e todos os profissionais da área gastronômica, a Arosa, em sua loja de Osasco, oferece uma linha de assados, tais como mini tortinhas, tarteletes, coquinhos, barquetes e vol-au-vents, e na de congelados, rolos de massa folhada laminada, massa fillo, massa integral, discos para torta, croissant, mini-strudel, bem como recheios doces e salgados. Com um visual bonito e agradável, atende aos paladares mais exigentes, de fácil preparo, podendo as iniciantes participar dos cursos promovidos pela própria loja. Arosa – Rua Cipriano Tavares, 49 – Centro – 3699-0074

Beleza: experimente tudo que a Casa Natura pode lhe oferecer Confortavelmente instalada no centro de Osasco, a Casa Natura é um espaço aberto ao público, onde as pessoas poderão fazer experimento de mais de 600 produtos de sua linha de perfumaria, maquiagem, higiene pessoal, tratamentos para o rosto e corpo. Mulheres adoram se maquiar. A maquiagem faz com que se sintam mais bonitas, mais seguras, mais femininas. Embora a Casa Natura não ofereça venda, havendo interesse, basta procurar a gerente de relacionamento para conhecer a melhor maneira de adquirir o seu produto. Casa Natura – Av. Marechal Rondon, 75 – Centro – 3651-9300 4 0

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PSICOLOGIA

Filmes inclusivos JANELA DA ALMA

MEU PÉ ESQUERDO

Sugestões de filmes com temas abrangendo algum tipo de deficiência LUZES DA CIDADE - Carlitos apaixona-se por uma florista cega e se envolve nas maiores trapalhadas buscando dinheiro para recuperar a visão da moça. NO MEIO DO CAMINHO - O documentário apresenta o cotidiano de quatro pessoas com dificuldades de locomoção, discutindo o tema da acessibilidade na grande São Paulo. JANELA DA ALMA Um documentário sobre a deficiência visual, no qual 19 pessoas com diferentes graus - da miopia à cegueira total, falam como vêem os outros e como percebem e sentem o mundo. Personalidades como Marieta Severo (atriz), Hermeto Pascoal (músico), Arnaldo Godoy (vereador), Evgen Bvacar (fotógrafo e professor de estética da Surbone), José Saramago (prêmio Nobel), Wim Wenders (cineasta), Oliver Sachs (neurologista), e muitos ou-

LUZES DA CIDADE

E AÍ MEU IRMÃO, CADÊ VOCÊ?

tras fazem surpreendentes e inesperadas revelações sobre a visão. Premiado MEU PÉ ESQUERDO Oscar de melhor ator e atriz coadjuvante. Esta é a história real do escritor e pintor irlandês Christy Brown, seqüelado de paralisia cerebral, desde bebê, que conseguiu pintar e escrever usando para isto, apenas o seu pé esquerdo AS CRIANÇAS ESTÃO BEM Garoto propaganda da MDA (Associação de Distrofia Muscular) torna-se ativista dos direitos dos portadores de deficiência e lidera campanha contra o Telethon, programa de tv apresentado por Jerry Lewis. E AÍ MEU IRMÃO, CADÊ VOCÊ? Fugitivos da prisão estão acorrentados um ao outro. Na fuga encontram um profeta cego e um vendedor de bíblias com um só olho. Vivian Freire Zanfolin - telefone 3683-1519 Psicóloga CRP 61488 - USP V I V E R

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QUEM LÊ TAMBÉM ESCREVE

Prezado leitor

Nesta Seção você tem oportunidade de dizer, com suas próprias palavras, o que sente ou pensa em relação a reportagens e artigos publicados por Viver Osasco. Aqui é a sua tribuna, livre. Envie-nos suas sugestões e suas críticas ou aponte nossos eventuais deslizes. Lembre-se que nosso desejo também é o seu, o de trabalhar por uma Osasco melhor. Reservamo-nos o direito de resumir ou editar seus comentários, preservando o sentido do conteúdo, a fim de adequar o texto ao nosso padrão editorial. Excluiremos tão-somente a defesa de ilegalidades, juízos preconceituosos e tabuísmos. Fora isso, a casa é sua. Fique à vontade. Entre em contato pelo email: redacao@viverosasco.com.br FOME CONSISTENTE Sr. Editor Com imensurável alegria, festejo o nº 2 da Viver Osasco e o faço porque a vejo crescer, acrescer, enfeitar e saciar a fome de quem precisava ter nas mãos uma publicação tão magnífica, limpa, atraente, consistente. Osasco se alegra com o seu trabalho. Sinceros parabéns! Acredito ser eu mais um dos milhares de admiradores que a Viver Osasco está cativando. Sérgio de Carvalho e Camargo camargui@hotmail.com BOA POR SINAL Sr. Editor Mudei para Osasco há dois meses, vindo da Vila Madalena. Lá tinha uma revista da qual eu gostava muito, pois trazia dicas do bairro. Pensei que bom seria se Osasco tivesse algo igual. Para minha surpresa, achei a Viver Osasco. Muito boa por sinal. Espero que vocês tenham muito sucesso. Clodomiro Lacerda clodomiro.lacerda@gmail.com PROFESSOR QUER SABER Sr. Editor Parabéns pela acolhedora revista. Preciso saber como proceder para obter a nº 1. Grato. Jose Nona prof.nona@gmail.com Resposta da Redação. Infelizmente, caro Professor, os exemplares anteriores estão esgotados. Se desejar alguma informa4 2

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ção específica terá sucesso consultando o twitter. O acesso é o seguinte: http://twitter.com/viverosasco FIEL À QUADRA Sr. Editor Gostaria de parabenizar a redação da Viver Osasco pela matéria sobre a conquista do título pela nossa seleção feminina de vôlei. Realmente foi uma vitória emocionante e vibrante! A matéria retrata com fidelidade a batalha na quadra e a euforia pela conquista do título de campeãs do Brasil.! Abraços Sheyla Pedrucci sheylapedrucci@gmail.com PONTE COM FRUTOS Sr. Editor Estou muito agradecida ao trabalho de vocês, com a publicação da reportagem sobre o meu sogro, o artista plástico Laurindo Lombas. A matéria já esta dando bons frutos. Com a revista na mão, tivemos oportunidade de convencer uma pessoa da Assembléia Legislativa, que leu a reportagem, ficou muito impressionada e concordou em promover uma exposição das obras de meu sogro. Fico feliz em ter conhecido vocês. Agradeço de novo o competente trabalho. A revista está fazendo uma ponte importante entre as muitas pessoas simples mas talentosas e as oportunidades que todos merecem. Parabéns. Antônia Pereira Martins F. Lombas antonia@crcsp.org.br


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Viver Osasco - nº 03