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De Deus e de Osasco

Famoso no mundo todo, um pintor deixou aqui sua marca

Plantas que Comem Bicho Elas invertem a lei natural de que bicho ĂŠ que come planta V I V E R

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VIVER OSASCO

VALDEMy TEIxEIRA

SUMÁRIO

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EDITORIAL - Essa Cidade Dá um Trabalho! Obrigado, Osasco, pela canseira que nos dá. Só por isso, vamos aumentar nosso esforço MATÉRIA DE CAPA - Ele viveu e Pintou Osasco O famoso primitivista Waldomiro de Deus viveu aqui e a cidade marcou sua obra. E vice-versa. PLANTAS CARNÍVORAS – Até Lagartixas, Elas Comem! Gulosas, elas têm até dentes e montam armadilhas para atrair os pobres bichos. CAMELÔ CANTOR – Bananeiro Grava CD que é Show Ele canta, compõe e criou o ritmo “arrochanejo”, mas seu maior sucesso é escapar do rapa.

Ano II – nº 7 maio/junho 2011 Capa: Saudades do Campo 80 x 60 – 2010 Waldomiro de Deus Foto: Valdemy Teixeira

ARTIGOS E SEçõES: Gente – Pessoas que você precisa conhecer. 8 Acontece – Sabe o que se passa ao seu redor ? 9 Saúde Infantil – Meninas avoadas e moleques traquinas. 34 Direitos & Deveres – Casar e descasar do jeito certo. 36 Roteiro – Escolha aqui onde comer bem. 38 Cultura & Lazer – É a única riqueza que não se perde. 39 Escreve Quem Lê – Só falta você dizer o que pensa. 40 Vídeos – Dicas úteis para você curtir em casa. 42 V I V E R

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EDITORIAL

Mais Trabalho, Obrigado Faz pouco mais de um ano que da cabeça e da ousadia de um cidadão osasquense, por opção nasceu o projeto desta revista. (Não foi idéia deste editor.) É uma ousadia e uma inovação de que poucos se deram conta. Poucos, em relação ao tamanho dessa população surpreendente da cidade. Mas muitos, mais até do que esperávamos, são os que nos deixam a cada edição mais entusiasmados. Por isso, queremos agradecer. Agradecemos emocionados à incrível população em geral. Os osasquenses mostram que é mito essa coisa de que brasileiro não gosta de ler. Somos por natureza uma publicação de leitura, de releitura, de reflexão, de notícia. E o povo de Osasco lê, gosta e está conosco. A receptividade que obtemos é crescente dia a dia. Agradecemos aos empresários e anunciantes, que rapidamente perceberam o potencial e a penetração que seus produtos e serviços ganham circulando com a revista. Mas agradecemos, especialmente, a sorte que nos colocou no caminho de tanta gente criativa, capaz de produzir tantas iniciativas de utilidade para o bem dos cidadãos comuns. É uma gente que vive

Viver Osasco é uma publicação da Viver Edições e Produções Ltda. 6

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e vibra com Osasco. É gente que inventa, que faz, que vê oportunidades onde os espíritos tacanhos vêem obstáculos. Vamos mostrar que vale a pena acreditar em gente como um camelô que canta e espalha sua alegria. Vamos prender aqui os talentos que um dia, por descuido, deixamos escapar, como o mestre Waldomiro de Deus. Vamos descobrir e prestigiar essa gente toda que dança e ensina a dançar, que constrói artefatos que voam, que cultiva plantas exóticas, que pinta e borda e luta e exsuda vontade de viver, fazer desta, uma cidade melhor. Obrigado, gente que vive Osasco. Não será por falta de assunto e de manifestações explícitas de arte, coragem e vida que deixaremos de ampliar nosso trabalho. É. Ampliar. Aguardem. Vamos já-já aumentar ainda mais os nossos esforços para retratar em profundidade a pujança desta cidade. É trabalho para ninguém botar defeito. Mas trabalho não é o outro nome de Osasco? Edmilson Conceição editor

Editor: Edmilson Conceição Jornalista Responsavel: Shitomo Nakazato MT-14471 Redação: Aline Lamas Editor de Arte: Arnaldo Colón Silva Fotografia: Edson Dario Designer: Henrique Vargas

Comercial: Carlos Camargo - Cel.: 9745 1313 comercial@viverosasco.com.br Impressão: W Gráfica e Editora Tiragem: 15.000 exemplares Viver Edições e Produções Ltda. telefone: 3608-0787 / 3695-3133 redacao@viverosasco.com.br


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GENTE

VIVER OSASCO

Gaúcha de Porto Alegre, em 1984 quando aqui chegou, decidiu ficar na cidade que ama, adora e tem grande paixão. Sempre alegre, jovial e falante, a diretora do yazigi-Internexus, não poupa elogios à cidade. Médica pediatra por formação, adora crianças, tem uma memória incrível em relação aos seus ex-alunos. Sempre esteve presente em causas sociais, defensora e atuante do consumo consciente e respeito ao nosso bioma, lembra-se do tempo em que corria à caixa de correios para pegar seus tão aguardados cartões postais, que ainda hoje é a sua grande curtição. Postava seus cartões com selos comemorativos e hoje através do “postcrossing”, continua fazendo novos amigos, conhecendo novas culturas no mundo todo.

ARQUIVO PESSOAL

Dr. Ziró

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Clinicando há mais de 30 anos na Zy Odontologia, formado pela USP-Ribeirão Preto, aqui chegou em 1969 e ficou. Quando jovem, várias vezes Campeão Paulista, foi Campeão Brasileiro de Judô, dirigiu diversas entidades e com essa experiência, além de ser figura conhecida na cidade, indicado por amigos candidatou-se a vereador e quase chegou lá. Procurando equilibrar trabalho e qualidade de vida, hoje além de curtir seus netos, divide seu tempo em seu estúdio produzindo telas que retratam sua espiritualidade e seu jeito de viver e ainda realiza incursões em pescarias, que são seus hobbys preferidos e a sua grande paixão que é torcer pelo São Paulo Futebol Clube. V I V E R

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Lorna Burleigh

Tiko Lee

É o pseudo de Leônidas de Souza, nascido em Assis-SP, neto de um dos fundadores da cidade de Paraguaçu Paulista-SP, chegou a Osasco em 1968 e considera a cidade abençoada, pois acolhe a todos. É poeta, contista, romancista, radialista, cristão contemporâneo, crítico social, premiado no Brasil e no exterior na Comunidade Européia em 2.000, quando lá esteve revelando a nossa cidade em entrevistas nas rádios, TV e jornais. Poeta lido até pelo ex-vice presidente José Alencar, ainda é revelador de talentos, amante da natureza, de paisagens bucólicas, mas também admirador do design moderno. “Gosto de ser caipira, perto do nada, longe de tudo”.


ACONTECE

DIVULGAçÃO

Academia Panteras lança Projeto Elenco do Futuro Uma das Cias. de Dança mais requisitadas para shows, eventos e programas de televisão em todo o Brasil, resolve investir em um novo processo de descoberta de talentos. Visando dar capacitação artística a dezenas de jovens talentosos que muitas vezes acabam desistindo da arte da dança simplesmente por não terem perspectivas de profissionalização, o projeto trabalhará com 50 jovens entre 14 e 25 anos que tenham o objetivo de fazer parte da Cia. Panteras e no futuro se tornarem profissionais da dança, apresentando se em grandes eventos e shows por todo o Brasil e até mesmo no exterior. O projeto visa acelerar o aprendizado de diversas técnicas e com isso colocar estes novos talentos em palco em poucos meses, bem como em grandes eventos esportivos programados para os próximos anos em parceria com as maiores empresas do segmento esportivo brasileiro. Academia Panteras – Rua Esther Rombenso, 265 – 3685-9034 – www.panteras.com.br

DIVULGAçÃO

Cineclube Chico Mendes: programação itinerante Em parceria com o Colégio Anglo, a Secretaria do Meio Ambiente promove quinzenalmente exibição de filmes referente ao meio ambiente. Após cada exibição haverá um debate com autoridades e representantes especialmente convidados, objetivando-se a discussão de temas atuais relacionados a ações que impactam de alguma forma o meio ambiente. Além das exibições quinzenais, a programação será itinerante e gratuita, junto às escolas que poderão agendar na SEMA, contribuindo assim na formação de futuros cidadãos ambientalmente conscientes. O objetivo do Cineclube Chico Mendes é reunir estudantes, jovens e outros segmentos da sociedade, bem como representantes de ONGs e outros setores, para juntos disseminarem as conseqüências do efeito estufa no desequilíbrio do ecossistema e as recentes catástrofes climáticas. Anfiteatro do Colégio Anglo – Rua Euclides da Cunha, 377 – Informações: 3652-9107 V I V E R

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MATÉRIA DE CAPA

Privilegiados pela Corrupção – 1,00 x 1,50 – acrílica sobre tela – 2008

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Ele é um dos maiores pintores contemporâneos brasileiros. Baiano, Waldomiro de Deus tem uma parte de sua vida e obra ligadas a Osasco. A reportagem a seguir é uma homenagem a esse osasquense emérito, que aniversaria neste 12 de junho. Reportagem: Edmilson Conceição / Fotos: Valdemy Teixeira

Viver Osasco – Em seus 67 anos de vida o senhor construiu uma temática bastante variada. Qual é o seu tema favorito de pintura? O amor, a violência, a religião... enfim, o que na essência o senhor quer transmitir com a sua obra? Waldomiro de Deus – O meu trabalho é um retrato do dia-a-dia. Ele abrange desde o lirismo do campo até as agressividades da grande cidade. Às vezes o meu trabalho choca, porque ele mexe com alguns problemas sociais, mas a minha função é mostrar à humanidade um caminho de paz, de alegria e de felicidade. É por isso que hoje em dia as escolas em todo o país têm feito uma releitura das minhas obras, coisa que me alegra muito.

V.O. – O senhor poderia citar uma ou duas obras suas pelas quais o senhor tenha especial carinho e por quê? WD – Um dos trabalhos que deu muito o que falar foi um Cristo usando bermuda. Também uma Santa Ceia baiana, que retrata o nordestino sentado à mesa comendo jabá com farinha e feijão, coisa bem típica brasileira. Quis mostrar um Jesus que ama sem preconceito e que está do lado de todos aqueles que têm uma grande fé. Outro quadro é a explosão do World Trade Center, tragédia que me inquietou muito por tirar a paz do mundo inteiro. Uma outra tela é a travessia do milênio, uma pintura em que eu mostro que o ser humano, ao V I V E R

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Véspera 7 de Setembro – 1,40 x 1,40 – acrílica sobre tela – 2008

invés de soltar balões em época de festa, deveria soltar bexigas coloridas, que não atingem a natureza nem provocam destruição. Por fim, uma Nossa Senhora de minissaia que escandalizou meio mundo. A mesma minissaia que eu usei na Rua Augusta, em São Paulo. Não sei se era um protesto, talvez fosse... V.O. – Registra-se que o senhor tem mais de 70 exposições no mundo inteiro e mais de 2 mil obras. Confirmam-se esses números? Há paralelo na pintura mundial de tanta produtividade? E a qualidade, como fica? O senhor acha que pode ser comparado a Pelé, juntando qualidade e quantidade? WD – Não só setenta, mas 150 exposições, entre coletivas e individuais, e mais de 3 mil obras pintadas, sendo acrílico sobre canson, óleo sobre tela, xilogravuras e xilografia. Continuo, cada vez mais, aprendendo, viajando, como nesse momento, eu estou em Natal (RN), nessa cidade maravilhosa, com minha esposa 1 2

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Lourdes de Deus, também pintora, colecionadores e amigos. Não me considero um Pelé, preferiria uma comparação com os grandes mestres da pintura. V.O. – Desde quando o senhor vendeu seus primeiros quadros no Viaduto do Chá, em São Paulo, o seu estilo mudou alguma coisa? Seu estilo passou por fases? WD – É lógico, cada dia a arte vai se transformando. No começo meu trabalho tinha um traço escuro, as cores misturadas, sujas, muito vermelho, muito amarelo... A tal ponto, que nos salões de Osasco eu era jogado para o canto, eu não era aceito. Mas pouco a pouco a arte vai tomando conta do artista e ele vai crescendo, sua obra vai ganhando personalidade e criatividade. Aprende a colocar equilíbrio nas formas, no jogo de luz, nas combinações de cores e o quadro passa a se enriquecer. O equilíbrio prevalece, mesmo com temas fortes e que acabam por chocar algumas pessoas.


Gestante – 0,60 x 0,80 – acrílica sobre tela – 2008

V.O. – Qual é a intenção dos seus quadros às vezes tão chocantes? WD – A minha arte não é só para decorar, mas para trazer alguma mensagem. Às vezes traz um alerta, como a violência que acontece no Brasil. Hoje eu vejo que as pessoas não deram crédito às mensagens do meu trabalho e não se preocuparam em trazer educação, cultura e lazer para esse povo. Eu me sentia muito triste quando ia a uma faculdade e via ali umas poucas pessoas privilegiadas, enquanto uma enorme quantidade de gente neste país não tinha acesso à educação, ao estudo. O que plantamos, colhemos. Se esse nosso povo, tão bonito, tão criativo, tão gentil, tivesse educação desde a infância, seríamos a nação mais realizada do mundo. Em todas as áreas. Não vivenciaríamos uma violência tão grande, Essa violência nasce do ressentimento contra a desigualdade, a injustiça e a falta de oportunidades. Esse povo não merece isso.

V.O. – Esta claro, então, sua preocupação com a educação e a violência. É só essa a sua luta? WD – O Brasil também deveria zelar pelo seu verde, pela parte ecológica que é tão importante. Enquanto em tantos países não se vê mais uma árvore, nós ainda temos uma natureza imensamente rica que deve ser preservada. V.O. – O senhor mencionou uma evolução pessoal, técnica e estética em sua pintura. Mas os temas foram sempre esses que acabou de citar? WD – Os meus primeiros trabalhos eram decorrentes de histórias que as pessoas contavam no interior da Bahia: mula sem cabeça, lobisomem, caipora, esses personagens do folclore brasileiro. Passei depois a pintar astronautas, os brasileiros em naves espaciais a caminho da Lua, de Vênus ou Marte, que hoje compõem uma série de quadro muito procurados. Em seguida, passei a modernizar os santos, com roupas de nossa época: V I V E R

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Mobral – 1,40 x 1,40 – acrílica sobre tela – 2008

minissaias, bermudas. Tinha influência da Tropicália, que encantava a juventude da década de 60. Eu morava na Rua Augusta, no meio dos movimentos hippie, beatnik, tropicalista, com os cabelos grandes, black power. Eu parecia o Jimmy Hendrix. V.O. – Isso foi em São Paulo. Quanto tempo e em que ano o senhor viveu em Osasco? Onde exatamente? Qual é o nome do sargento que o recolheu das ruas? Que sentimentos o senhor guarda ainda hoje em relação a esse homem? WD – Eu vivi em Osasco em 1957. Eu estava na praça Agente Cícero, no Brás, com o braço todo picado de muriçocas, pois dormia em banco da praça ou nas calçadas. Foi quando eu cheguei para um guarda civil e pedi para ele me pagar uma xícara de café com pão. Esse guarda era o sargento. Ele me pagou o café, pão com manteiga. Seu nome era 1 4

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Manuel Sudálio Pompeu. Tocado pela minha situação, ele encheu seu coração de amor e me levou para morar na casa dele, me tratando como um filho. Eu procurava retribuir todo o amor que eles me davam, lavava louça, varria a casa, levava as crianças à escola. Eu guardo um carinho muito grande, em relação a ele , sua esposa, Isaura, e seus filhos. A casa ficava no Jardim Novo Osasco. Quando a Dona Isaura ganhou mais uma criança e a casa se tornou pequena, eu saí. Fui morar com um casal de idosos, Seu João e Dona Ana, pessoas que também guardo na lembrança com muito carinho. Osasco é uma cidade maravilhosa, da qual eu trago muito boas lembranças, de amigos, colecionadores e, principalmente, do Hospital Cruzeiro do Sul. Numa certa época, em situação dramática financeira, eu levava meus quadros


Samaritano – 1,00 x 1,00 – acrílica sobre tela – 2008

lá e o Dr. Rubens, o Dr. Edenir e o Dr. Juvenal me recebiam e me compravam algumas obras. Hoje aquele hospital tem uma grande coleção de obras minhas, a qual tem sido emprestada ao meu curador, para as exposições de grande destaque, no Brasil inteiro. Uma dessas exposições foi a que comemorou meus cinqüenta anos de pintura, no ano passado, na BM&F Bovespa. V.O. – Por que o senhor saiu de Osasco? WD – Eu saí de Osasco porque, na época do Francisco Rossi, ele me levou a Brasília para uma grande exposição no Eron Brasília Hotel. O evento reuniu toda a cúpula política do Planalto. Voltando a Osasco, eu realizei com o Professor Daniel Barbosa, diretor da Juco, três exposições importantes, os Encontros de Arte. Tentei fazer muitos movimentos em Osasco, mas ficou cada vez mais difí-

cil, por causa do assédio das Secretarias de Cultura de outras cidades. Eu não entendo por que Osasco, que é um celeiro de talentos, não decidiu conservar os seus artistas. Ainda é tempo. Poderíamos catalogar esses artistas, fazer algo para que deixassem suas obras em acervos públicos. A cidade merece uma boa galeria de arte, embora tenha uma escola de arte muito bonita e um teatro municipal fantástico. Não estou falando mal, mas fico triste por não ver isso acontecer em Osasco. Pode ser que a partir de agora haja sensibilidade política para se criar espaços como a Pinacoteca de São Bernardo, o Centro Adamastor, de Guarulhos, o Museu de Arte Popular de Diadema e outros. Isso enriquece a cultura da cidade. Eu amo muito Osasco. No Osasco Plaza Shopping fiz grandes exposições, para mim e outros artistas. V I V E R

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Reunião dos índios – 1,50 x 1,00 – acrílica sobre tela - 2011

Na minha opinião, outros shoppings deveriam ter essa preocupação de abrir espaço para a cultura. Enfim, ao sair eu estava em busca de um lugar que desse mais atenção às artes e que valorizasse mais a cultura, como eu vejo em Goiânia. V.O. – Sua estada em Osasco rendeu obras como a explosão do shopping e a tela “Osasco 2050”. Existem outras, mais importantes, ou estas duas são os registros mais significativos de sua vida na cidade? O que o senhor guarda hoje em seu coração que remete àqueles tempos de Osasco? WD – Na minha estadia em Osasco eu pintei muitos quadros, no meu ateliê 1 6

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e residência, que era todo pintado, na parte de baixo, com temas religiosos. O local era freqüentado por Orlando Villas Boas, falando das coisas boas do Brasil, com seu jeito simpático; Dercy Gonçalves, também visitou meu ateliê; a cúpula da política de São Bernardo, como Tito Costa, e da própria Osasco, como o grande Hirant Sanazar, e personalidades como o Rossi, o Geraldo Vandré e muitos artistas. As duas telas são importantes, mas existem outras de igual valor, que eu pintei em Osasco e, hoje, estão espalhadas pelo mundo. O que eu guardo daquela época são as boas amiza-


ISMAEL FRANCISCO

Estátua – Waldomiro de Deus

des, de quando eu era engraxate no largo de Osasco, distribuía folhetos de propaganda de loja e tomava banho no braço do rio Tietê junto com a molecada. V.O. – Saindo um pouco das suas telas... O senhor é um dos fundadores da Vila dos Artistas. Por que, qual o objetivo, como anda essa iniciativa hoje? WD – A vila dos artistas foi um movimento da época do Rossi, que chegou a pensar em doar um terreno para cada artista. Mas a idéia fracassou, pois o espaço reservado não foi utilizado como deveria pelos artistas e outros políticos acabaram com o movimento.

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Fratelli – 0,50 x 0,70 – acrílica sobre tela - 2007

V.O. – O senhor tem outras iniciativas semelhantes a essa? ( Vila dos Artistas) Quais? A Vila marca um tipo de atitude pessoal mais discreto e diferente do seu comportamento polêmico de São Paulo? WD – A Vila realizou movimentos de teatro, exposições, poesias, mas foram coisas pequenas, sem continuidade. V.O. – Consta que o senhor recebeu pelo menos duas homenagens oficiais da cidade de Osasco. O título de Cidadão Osasquense e o Cartão de Prata. Quando se deu isso e qual o significado para o senhor 1 8

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dessas honrarias? Existiram outras? WD – O título de Cidadão Osasquense, que me deu muita alegria, foi iniciativa do Vereador Samuel Sanches, que também me proporcionou o recebimento do Cartão de Prata. Uma das coisas bonitas que tem em Osasco é a minha imagem esculpida em granito pelo artista Vicente Silvio. A escultura está em frente à Secretaria de Cultura e muitas pessoas falam que é o anjo da secretaria. A propósito, eu também tenho o título de Acadêmico das Nações.


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FOTOS: VIVER OSASCO

PLANTAS CARNÍVORAS

Lições de Irresistível Atração Reportagem: Edmilson Conceição

Por que elas conseguem engolir sapos e serem uma das mais fascinantes – e úteis – produções da natureza? Um osasquense explica. 2 0

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enerosas, as plantas nos dão frutos e folhas e caules e sementes e raízes e flores – tudo o que têm. Dão a própria vida para alimentar todos os animais, inclusive os humanos. Os animais, esses egoístas, têm o hábito de comer outros seres vivos para sobreviver. Plantas não comem outros seres vivos. A exceção a esta regra da natureza são as plantas carnívoras. Ardilosas, as plantas carnívoras usam artifícios como cheiros, cores e brilhos para atrair, prender, matar e comer suas vítimas. Numa palavra, caçam. Como qualquer animal. Insetos e até sapos e pequenos répteis, caem nas armadilhas inteligentes desenvolvidas por esses seres que, “plantados” na terra, não podem perseguir seu alimento. As plantas carnívoras são uma das maravilhas da natureza. Em Osasco, um funcionário público de 39 anos, Márcio Calazans Souza, é um apaixonado que faz de parte de sua casa e de sua vida um culto permanente às plantas carnívoras. Em uma casa simples do Jardim Piratininga, onde vive com a esposa Eliana e o filho Lucas, de um ano, Márcio gasta em seus dias de folga até cinco horas cuidando de suas plantas carnívoras. Ele as alimenta, trata do solo, preocupa-se com a água que elas “bebem” controla temperatura, umidade e iluminação onde elas vivem... Enfim, Márcio Calazans mostra a todo instante que ama mesmo suas vorazes amigas. Com uma ponta de ciúme, Eliana reclama. As “amigas” do marido (algumas delas têm nome próprio feminino) já tomaram na casa o espaço que seria da lavanderia e a máquina de lavar roupa teve de se ajeitar ao lado do fogão. – Não sei se a cozinha é para cozinhar V I V E R

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ou lavar roupa – comenta Eliana. (Que tragédias domésticas podem provocar a fascinação descarada de um marido por suas “amigas”.) Na verdade, Eliana participa também do encantamento de Márcio pelas plantas carnívoras. Ela fotografa, ajuda a pesquisar e a divulgar pela internet o hobby, que passa assim a ser um hobby da família. Família. A mãe de Márcio, Dona Edith, é a responsável direta por iniciar a brincadeira. Foi ela que deu de presente a Márcio o primeiro exemplar da tal plantinha. Foi quando o rapaz fez 21 anos de idade. Aí ele não parou mais. Hoje, no segundo andar da edícula, Márcio tem uma coleção de quase duas centenas de plantas carnívoras. Ali ele pacientemente explica a qualquer visitante que o procure os nomes 2 2

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arrevesados de cada uma delas, como elas fazem para capturar sua comida, por que elas são assim tão diferentes das outras plantas... – Elas comem insetos e outros pequenos animais para retirar deles o nitrogênio que não encontram em quantidade suficiente no solo – explica Márcio. Sem ser botânico nem biólogo ou agrônomo, mas um simples amador, Márcio revela que a maioria das suas amigas vegetais vem das terras altas da ilha de Bornéu (sudeste asiático), que vai de 1.000 a 2.500 metros acima do nível do mar, ou de áreas tropicais alagadiças e úmidas. Esse habitat tem solos em geral pobres de nitratos, o que dificulta a produção de clorofila, essencial para a planta. Foi assim que aprenderam a capturar o nitrogênio do corpo dos


bichinhos. Escreveram dessa forma o fim do capítulo que fala dos animais desalmados, únicos comedores de outros seres vivos. Grande família Algumas espécies de plantas carnívoras florescem vizinhas ao oceano, como na nossa Serra do Mar. – Eu não tenho nenhuma dessas espécies “brasileiras”– se apressa em dizer Márcio Calazans. Ele sabe que é proibido retirá-las de lá. As “estrangeiras” cultivadas na edícula de Márcio Calazans, em especial as que têm um pé em Bornéu, são derivadas de plantas importadas em geral por um outro cultivador: o Sr. Ono, de Cotia. É esse especialista, biólogo que estudou no Japão, que desenvolve o que Márcio

chama de “clones”. E que nós vamos chamar de “mudas” das plantas importadas. Criar mudas de plantas carnívoras é um processo complicado. E custoso, em mais de um sentido. – Custa caro porque tem muitas despesas – diz Márcio. – inclusive com a Vigilância Sanitária. Na origem uma planta pode custar cerca de 5 euros. Mas uma dessas que eu tenho eu encomendei e esperei cerca de dois anos para receber. Para aclimatar levei mais um ano. Mesmo assim ela não desenvolvia, deu muito trabalho. Cinco euros? Na verdade, uma muda simples de planta carnívora pode ser adquirida na feira do Ceagesp, o entreposto de abastecimento de São Paulo, por preços bem convidativos. O próprio especialista V I V E R

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de Cotia pode vender uma plantinha menos pretensiosa por uns R$ 4. Mas um exemplar que cumpra toda uma odisséia como a referida por Márcio pode, dependendo da espécie, chegar a R$ 200. Uma das plantas preferidas do cultivador do Jardim Piratininga é por ele mesmo avaliada em R$ 800. – Mas eu não vendo por dinheiro nenhum! – exclama Márcio Calazans, com absoluta convicção. – Aliás, eu não vendo nenhuma planta. No máximo eu troco plantas, conversando com pessoas de todo o Brasil, pela internet. Me relaciono até com gente de Portugal e da Argentina. Argentina, imagine! Em resumo, cultivar plantas carnívoras é um surpreendente. Para Márcio Calazans, as plantas fazem o trabalho de intermediar amizades, de propagar boa vizinhança. 2 4

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Podíamos sugeri-las a uns povos que andam a querer se devorar uns aos outros... Dedo não é refeição Numa estufa de vidro que não chega a 1 metro cúbico, Márcio Calazans realiza o que ele chama de seu maior trabalho com as plantas. Ali, uma lâmpada importada, acoplada a um timer (temporizador) deixa a temperatura sempre no ponto ideal para as plantas. É a aclimatação ao nosso ambiente. Um nebulizador mantém a umidade do ar também sob controle. O substrato, ou “terra”, é em parte composta por esquisitices como esfagno (musgos) e vermiculita (uma espécie de seixos). Essa parte do substrato, que costuma enfastiar outros cultivadores, para Márcio é “o que dá menos trabalho”. Ali mesmo, no “aquário” de aclimatação,


MÁRCIO CALAZANS

o dedicado cultivador dispensa parte da alimentação que as suas “crianças” necessitam. Por exemplo, o “tenébrios”, que são larvas de um besouro, conhecidas como bicho-da-farinha. Uma vez empanturradas de larvas e bem aclimatadas e crescidas, as gulosas plantinhas ficam livres para se transferirem ao ambiente mais natural do viveiro da edícula. Ali, elas vão exercitar suas habilidades específicas de caçar seu próprio cardápio. Vão se alimentar de moscas, mosquitos, formigas, pernilongos, marimbondos e até baratas e lagartixas. (Ficamos cá a matutar se as amigas de Márcio não seriam ótimas aliadas para devorar os tais transmissores da dengue, os temidos Aedes egypti...). Um dedinho de criança não seria também uma refeição apetitosa para algumas dessas plantas?

– Não! De jeito nenhum! – Márcio afasta decididamente a hipótese. – Se alguém tocar nelas, elas se fecham, mas não machucam. Mas na verdade uma das maiores aflições de todo criador de plantas carnívoras é não deixar que ninguém toque nelas. Elas não mordem, não são venenosas, nada disso. Só que ficam estressadas, gastam energia, ficam feias. O que move crianças e adultos para as plantas carnívoras é a curiosidade. E os insetos e outros bichos? Márcio Calazans explica que cada espécie tem sua própria forma de atração. Suas armadilhas e seu jeito de caçar. As quatro maiores famílias das cerca de 500 espécies existentes em todo o mundo e suas principais características ajudam a entender como elas agem. As nepentes atraem os insetos com um néctar; ao pousar na beirada de um saco V I V E R

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que contém uma enzima digestiva, o inseto escorrega para dentro e é ali aprisionado e digerido. Não se sabe bem qual a razão, mas o nome dessa família é o mesmo de uma bebida popular entre os antigos gregos. À nepente grega era atribuído o poder de “eliminar a tristeza”. Humm... As sarracênias agem de modo semelhante ao das nepentes (plantas carnívoras), mas possuem “sacos” que podem atingir até 1 metro. A dionéia é uma das plantas carnívoras mais instigantes. Embora pequena (16 centímetros), a dionéia distingue-se por possuir dois “dentes”, como os de uma serpente, que prendem o inseto e instilam nele o líquido que o dissolverá. Dias depois, só restará do infeliz inseto uma carcaça leve que a planta solta para ser levada pelo vento. O naturalista Charles Darwin teria se encantado de tal forma ao ver uma dionéia pela primeira vez que a considerou a planta mais bela de toda a natureza. As “pinguículas” possuem estrutura tubular, para dentro da qual os insetos, aprisionados por um líquido pegajoso, são lentamente encaminhados e digeridos. Muitas das flores mais belas das

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plantas carnívoras são dessa família, com grandes corolas vermelhas e cálice com uma espécie de esporas (calcarada). Quatro famílias? Na verdade, quem tiver o privilégio de conhecer Márcio Calazans Souza verá que esse inventivo autodidata, que construiu sua casa com as próprias mãos, precedida de minuciosas e perfeitas maquetes, que produz miniaturas de helicópteros e carros com motor a explosão, verá que ele tem apenas uma única e grande família. Nessa família, cabem, além dele próprio, a dedicada esposa Eliana, o delicado Lucas, a lutadora mãe, dona Edith, e as intrigantes plantas carnívoras. Junte tudo num porta-retrato. Use como inspiração para uma humanidade que precisa vencer preconceitos e aceitar suas diferenças. Deu para entender? Somos todos parte de um grande jogo, nesse tabuleiro esférico da Terra. Bom jogo. Se até há encantadoras plantas que comem carne... Márcio Calazans - Rua Raul Lessa, 124, Jd. Piratininga, Osasco. Fone 3686-7559, calazans209@ig.com.br


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FOTOS: VIVER OSASCO

PERSONAGEM

Um Camelô em Vias de Cantor Reportagem: Edmilson Conceição

Ele vendia banana. Perseguido, vende mandioca. Forçado, canta e grava um CD. Em tudo isso, faz sucesso. 2 8

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esmo que você conheça Osasco em cada um dos seus 66 km2, provavelmente não sabe quem é Givanildo dos Santos Nemo. Mas ele é uma das personagens da cidade. E se você andar ali pelas imediações da Av. João Andrade e perguntar por Ivan Filho, rapidinho alguém vai lhe apontar um cidadão. Ivan Filho é o nome artístico de Givanildo. Esse pernambucano de Garanhuns (“depois que o Lula virou presidente todo mundo nasceu em

Garanhuns”), 37 anos, faz ponto na calçada em frente ao Supermercado Japão, na tal avenida. Com um carrinho de mão, uns caixotes e um balde de água, ele vende mandioca. (É da boa. Macia, quando cozida, tem sabor e apesar do balde não matou nem deu dor de barriga na equipe de reportagem da revista “Viver Osasco”.) De vez em quando, o vendedor de mandioca deixa de apregoar seu produto. Um toca-discos de pilha desfia uma das quinze canções do CD – “Ivan Filho é Show” – que o camelô gravou no final do ano passado. O ritmo das canções é uma mistura de forró com sertanejo, mixórdia que o próprio artista chama de “arrochanejo”. O povo gosta. Já comprou, em quatro meses, um décimo da tiragem de 5 mil cópias que Ivan Filho gravou. Muitas vezes, é o próprio criador do arrochanejo que solta sua voz na calçada. Tem um timbre anasalado, que lembra o saudoso “Lua”, o Rei do Baião. A voz é potente. Vence o incrível burburinho dos carros que transitam sem parar pela avenida. E encobre o pregão de mercadorias dos vinte e poucos camelôs que por ali vendem de-um-tudo e negociam e discutem com os clientes. É uma gente que discute sem brigar, fala alto sem discutir e parece mais interessada em se relacionar uns com os outros do que em fazer mercadoria trocar de mãos. Eles, camelôs e compradores, formam uma população homogênea e heterogênea, que se diverte e vive e desenha parte das cores de Osasco. Como camelô, cantor e compositor, Ivan Filho é um desses “donos da calçada”. Se tivesse tido chance de uma escola ele tomaria o lugar de muita gente de cartola. (Como na canção imortal de Billy V I V E R

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Luzinete, cliente: “mandioca boa”.

Blanco, “Camelô”). Por isso, de vez em quando Ivan Filho escapa, quando... – Olha o rapa! O grito ecoa e o escarcéu se forma por sobre o alarido das vozes, o rosnar dos escapamentos e ganido das buzinas. A correria e o atropelo agora são os donos da calçada. Ivan Filho sabe que além de cantor e compositor é – como camelô – um contraventor? – Eu sei que os fiscais têm dado em cima da gente por causa da lei da “Cidade Limpa” – diz Ivan Filho. – Acho que por um lado eles estão certos, porque se todo mundo trabalhar assim vira bagunça. Mas isso é o nosso ganha-pão! É com isso que criamos nossos filhos! Eu estou aqui há mais de dez anos. Tem gente que está mais tempo ainda. A gente acorda cedo, trabalha até 8 horas da noite, todo dia. É gente honesta, e nós estamos aqui há tanto tempo porque as pessoas gostam de nós e 3 0

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precisam das coisas que vendemos. Será que eles não podiam compreender isso, em vez de perseguir a gente? Opa! Parece que, sem ter tido a chance de uma escola, Ivan Filho expressa uma lição sofisticada, que já há tempo vem superando a velha cartilha da truculência e autoritarismo. Na França, nos Estados Unidos, mesmo os grandes templos do consumo, os hipermercados, mudaram de atitude. Eles, com seus ares condicionados e subserviência total ao consumidor, são obrigados a absorverem em seus projetos os pequenos comerciantes de um local. No Brasil, cidades como Porto Alegre e Curitiba já contam com legislações que contemplam isso, que parece ser uma tendência, o respeito aos humildes. Até porque, se não pretendem herdar a terra, têm pelo menos sua contribuição a dar. Ivan Filho, que era bananeiro e agora é mandioqueiro de calçada, sabe por exemplo que não é “concorrente” do


Maria, cameloa: “canções boas”.

supermercado Japão. Aliás, o camelô acha até que eles e seus comerciantes de meio-fio de alguma forma ajudam a trazer clientela para o supermercado. No comércio, essa sinergia é um fator sobejamente conhecido. Quanto ao fato da pouca estética, da sanidade dos produtos, do obstáculo que os camelos provocam ao livre trânsito nas calçadas, parece que o monstro é bem menor do que a sua fotografia. – Eu compro sempre aqui – diz Luzinete, uma cliente do carrinho de mão de Ivan Filho. – A mandioca dele é muito boa! – admite ela, rindo, com uma deliciosa expressão de malícia. – Eu comprei o CD dele, é muito bom! – atesta com veemência e espontaneidade Maria, outra cliente de Ivan Filho. Maria é vendedora de sorvete, vizinha de calçada. Ela continua: – O Ivan Filho é um bom cantor e uma boa pessoa. Quando o cliente não tem dinheiro ele da as mercadorias. Todo V I V E R

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mundo aqui gosta dele. Ele não podia estar sofrendo essa perseguição, ele tem filhos pequenos. É verdade: Ivan Filho e sua companheira Joelda têm três filhos, de 5, 9 e 14 anos de idade. – Estão todos na escola – assinala com orgulho o camelô-cantor. – É a única coisa que eu posso dar para eles. Ivan Filho e sua família moram no bairro Padroeira, numa favela poeticamente chamada de Raio de Luz. As dificuldades que ele atualmente passa – agravadas com o seqüestro de caixotes e mercadorias promovido pelos fiscais, não abalam o entusiasmo desse nordestino determinado e forte. Antes de tudo, Ivan Filho é um alegre. Ele canta e sorri, a despeito da frontal falta de dentes. Ivan Filho canta em suas canções a malícia brasileira, nordestina e osas3 2

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quense como um dos tons necessários para colorir a vida. Ele compõe a calçada, as ruas, as pessoas, sem saber de onde vem a sua força e alegria. O sucesso, para ele, nem é uma meta. Se lhe perguntarem por que faz o que faz, Ivan Filho conta a história de um senhor desconhecido que um dia lhe disse que fosse em frente cumprir a sua missão. E nada mais disse, a não ser que umas pessoas iriam ajudá-lo e que ele não as esquecesse. . Talvez essas pessoas sejam os rapas. Expulsando o Ivan Filho camelô para as catacumbas, talvez o estejam empurrando o Ivan Filho cantor para o sucesso. Se você não conhece, ainda vai conhecer Ivan Filho. Um artista forjado nas ruas da avenida João Andrade, Jardim Santo Antônio, Osasco. Ivan Filho – 6155-4616


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SAÚDE INFANTIL

Como Tratar Essas Cabecinhas-de-Vento? Dra. Claudia Aparecida El Khouri Bechara (*)

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m quase toda classe dos primeiros anos da escola, há um ou outro aluno que volta e meia é interpelado pela professora: – Raimundinho, presta atenção, menino! A criança, que parecia estar nas nuvens, leva um susto. Mas logo ele está de novo agitado e volta a se ocupar com qualquer outra coisa, menos o assunto que está prendendo a atenção dos demais alunos. Provavelmente, o Raimundinho tem um distúrbio de comportamento. Mas, calma! Nada de repreensões nem castigos. É preciso ver se ele não está necessitando é de tratamento. Ele pode estar apresentando sintomas de TDA-H. 3 4

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A sigla não é para confundir ninguém. Significa simplesmente Transtorno de Déficit de Atenção – Hiperatividade. Esta explicação não melhorou nada? Isso é uma doença? Como é que se “pega”? É perigoso? O que é afinal esse TDA-H? Aproximadamente 4 a 5% das crianças, em média, apresentam TDA-H. Não é uma doença, não se “pega”. É uma síndrome. Isto é, um conjunto de sintomas que indicam que o garoto ou menina merece cuidados. O diagnóstico é baseado na tríade (conjunto de três sinais relacionados entre si): desatenção, impulsividade, hiperatividade. Estes três grupos de sintomas com-


binam-se de diferentes formas em diferentes pacientes. Para que se feche o diagnóstico de TDA-H eles devem, por definição, estar presentes em todos os ambientes e também em intensidade acima daquela esperada para a idade. O TDA-H é um dos transtornos com maior probabilidade de ser “herdado”, isto é, que ocorra na criança por influência genética de seus pais ou avós. Portanto, o especialista dará importância à história familiar. A hereditariedade gira em torno de 80%, valor maior que o da esquizofrenia. Elas assim, eles assado É perigoso? O TDA-H e um distúrbio leve do desenvolvimento. Ele se inicia na infância e pode permanecer em até 40% dos adultos, especialmente a desatenção; já a hiperatividade pode ser dominada mais facilmente com o passar dos anos. Usualmente, os meninos são mais hiperativos; as meninas, mais desatentas. Por isso, eles são levados mais cedo do que elas para consulta com o pediatra. Em decorrência do TDA-H, o mais comum são meninos com problemas comportamentais e meninas com dificuldades escolares. A idade atualmente usada como referência é sete anos, mas é evidente que essas crianças têm biografia. Os sinais prévios podem incluir: movimentação excessiva do feto no útero, transtornos do sono durante os primeiros anos, envolvimento em acidentes logo que começam a caminhar, eventuais distúrbios comportamentais na fase pré-escolar. Por essa razão, o pediatra não pode aceitar diagnósticos de TDA-H cujos sintomas tenham começado apenas na

adolescência, por exemplo. O diagnóstico é clínico e não há marcadores laboratoriais. Alguns sintomas incluem: dificuldade em manter a atenção em tarefas ou atividades escolares e lúdicas, a criança parece não ouvir quando lhe dirigem a palavra, distraída por estímulos alheios à tarefa, apresenta esquecimento nas atividades diárias. É importante levar em conta que a impressão geral sobre o paciente não permite que se estabeleça ou descarte o diagnóstico na consulta pediátrica. Muitas vezes existem outras queixas clínicas associadas aos sintomas. Deve-se estabelecer um programa de tratamento com uma equipe multidisciplinar, levando em consideração que o TDAH é uma manifestação crônica. Devem ser traçados os objetivos do tratamento com a família e a escola. O tratamento medicamentoso deve ser considerado. A família deve ser estimulada a desenvolver estratégias facilitadoras na organização e no planejamento das atividades da criança ou adolescente. Cerca de 80% das crianças diagnosticadas com TDA-H permanecerão com essa síndrome quando adolescentes. E pelo menos a metade destes terá interferência dos sintomas na idade adulta. Ou seja, é preciso cuidar para que o Raimundinho não tenha problemas na escola. Mas o futuro Sr. Raimundo poderá ser preservado de maiores transtornos em seu trabalho e na sua vida em sociedade. (*) A Dra. Cláudia Bechara é pediatra, fone 36824337, e-mail clinicadraclaudia@terra.com.br, texto elaborado pela autora, consultada a fonte “Módulos de Reciclagem da Soc. Bras.de Pediatria”, com exclusividade para a revista “Viver Osasco”. Texto editado jornalisticamente pela equipe de Redação da revista. V I V E R

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DIREITOS & DEVERES

Ficou Fácil Casar. E Descasar. Dra. Alecsandra J. Silva (*)

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Direito de família evoluiu muito nos últimos tempos, acompanhando a evolução legal e das relações sociais e familiares da população brasileira. Uma primeira e importante mudança foi a extinção do desquite. Deixou de existir essa etapa “intermediária”, antes da dissolução final do casamento ou divórcio. Hoje, também, há a possibilidade de realizar inventário e separação através de cartório. Embora seja necessária a presença de um advogado, em todos os termos, o ato pode ser realizado 3 6

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fora da Justiça, sem necessidade da assinatura de um juiz. Em 2010, a evolução foi ainda maior, com a entrada em vigor da Emenda Constitucional 66. A partir dela, os casais que desejem se divorciar podem fazê-lo sem a necessidade da separação prévia. O objetivo da Emenda 66 foi proporcionar celeridade e economia processual. Anteriormente, para realizar um divórcio era exigido que o casal estivesse separado de fato por um prazo mínimo de dois anos e provar tal prazo através de


testemunhas. Ou, então, a lei determinava que o casal estivesse separado judicialmente no mínimo há um ano, a contar da sentença de separação judicial. Neste último caso, as partes tinham dois gastos, o primeiro com a Ação de Separação e o segundo com a Ação de Conversão de Separação em Divórcio. Hoje, com a Emenda Constitucional 66, não é necessária a realização da Ação de Separação nem tampouco comprovar o prazo de separação, de fato ou judicial. Por conseguinte, está dispensada a oitiva de testemunha para sua realização. Anteriormente, após a Ação de Separação Judicial, o casal que se reconciliava poderia solicitar a anulação da Ação junto à vara que a realizou. Atualmente, com a inexistência da Ação de Separação, o casal que se arrepender após o processo tem dois caminhos para o reatamento: a) terá que casar novamente; b) ou viver uma união de fato, também chamada de Concubinato. (O que, neste caso, não oferece grandes diferenças da primeira hipótese, uma vez que a lei se inclina ao reconhecimento dos direitos legais aos parceiros de uma união de fato estável.) Em resumo, a sociedade e a família estão de mudança. Se ficou mais fácil descasar, ficou também mais fácil casar e recasar. Entretanto, será necessário um distanciamento mais longo para se avaliar todas as implicações do casa-descasa na organização social e na família. Implicações que vão muito além dos custos e custas judiciais que a lei em princípio sabiamente decidiu simplificar. (*) A Dra. Alecsandra J. Silva é advogada (OAB 190.837-SP), com escritório em Osasco. Fone 3591-7370, alecsandrajs@terra.com.br V I V E R

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ROTEIRO

DIVULGAçÃO

Culinária japonesa num ambiente moderno e alegre Para os apreciadores da culinária japonesa, agora é possível saborear várias opções produzidos por cozinheiros e sushiman que preparam pratos quentes, rodízio de sushi, sashimi, tempurá, temaki, udon yasai e combinados que conquistaram o paladar brasileiro. A casa em estilo moderno japonês é alegre, oferecendo gastronomia personalizada, com apresentações impecáveis e sabores delicados, valorizando a tradição, e a cultura da tradicional cozinha japonesa. Servindo almoço das 12h às 15h e jantar das 19h às 23h de segunda a sábado, podemse apreciar saborosos sashimis preparados com peixes de ótima qualidade e cortes precisos. No segmento delivery a casa oferece sistema de pedidos com agendamento e pagamento pela internet, com segurança e praticidade. A produção cuidadosa dos pratos e sua esmerada qualidade permanecem inalteradas até o momento da entrega. Click Sushi – Av. Carlos Morais Barros, 474 – 3699-0142- www.clicksushi.com.br

DIVULGAçÃO

Cozinha típica da armênia virou ponto turístico Desde 1956 a “Esfihas Dozza” instalada no bairro de Presidente Altino, já era sucesso, pois seus quibes e esfihas eram procurados até por clientes de São Paulo, que eram vendidos no próprio balcão. Com administração familiar, hoje, liderados pelos netos, através de várias reformas e ampliações o espaço abriga um amplo restaurante, aberto de segunda a sábado a partir das 12:00 horas, servindo saborosos pratos típicos da cozinha armênia (bastermá, charutos de folha de uva e repolho, irichkik com ovo, kafta wrap, arroz armênio, babaganush, chanclish, homus, pão sírio, quibes, espetos de filé mignon, kafta, tomate ou cebola ). Hoje a casa é referência e até ponto turístico, pois vive lotada de clientes de toda São Paulo. Para atender a crescente demanda ela possui uma central de produção e uma segunda unidade somente para delivery. Esfihas Dozza – Rua Armênia, 468 – 3681-9779 – www.esfihasdozza.com.br

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CULTURA & LAZER

MÚSICA

DELICATESSEN Formado pela cantora Ana Krüger e pelos músicos Carlos Badia (violão), Nico Bueno (baixo) e Mano Gomes (bateria), o Delicatessen, mantém o seu estilo intimista e refinado. O repertório do novo CD inclui canções menos conhecidas e menos gravadas, como My Melancholy Baby, Be Carefull It`s My Heart e Why Don`t you Do Right, como you`ve changed, My Foolish Heart e My Baby Just Care For Me. lança novidades como Mickey, da jovem cantora de jazz canadense Diane Nalini, composições dos produtores do grupo, Beto Callage e Carlos Badia. Tenda 2 Não recomendado para menores de 14 anos R$ 12,00 (inteira); R$ 6,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes). R$ 3,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes). 13/05. Sexta, às 20h.

DANÇA

CORPO VIVO O trabalho do coreógrafo Ivaldo Bertazzo mescla as linguagens da dança e do teatro e apresenta uma história que revisita a evolução da espécie humana, desde os resquícios de movimentos que seriam típicos de répteis, peixes, pássaros e quadrúpedes. Roteiro da dramaturga Marília de Toledo, narra a trajetória de um monge, vivido pelo ator Rubens Caribé, que, depois de dedicar sua vida ao estudo da filosofia, se depara, na maturidade, com certo descompasso entre o corpo e o espírito. O elenco do espetáculo conta ainda com a meiosoprano lírica Regina Elena Mesquita e 16 bailarinos. Duração: 90 minutos. Teatro Municipal de Osasco. Ingressos deverão ser retirados 1 hora antes do espetáculo. Não recomendado para menores de 10 anos, Grátis. 21/05. Sábado, às 20h.

TURISMO

BERTIOGA (SP) – DIVERSÃO E NATUREZA Além de estância balneária, Bertioga está situada em uma das regiões mais antigas da história da colonização do Brasil. Inclui hospedagem com pensão completa no SESC Bertioga, caminhada para conhecimento das instalações do Centro de Férias e passeio ao centro da cidade com visita ao Forte São João. Preço por pessoa em apartamentos duplos, triplos, quádruplos e casas. Inscrições enquanto houver vagas. R$ 669,00 (inteira); R$ 511,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes). R$ 349,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes). De 11/05 a 15/05. Quarta, saída às 10h.

Sesc Osasco – Av. Sport Club Corinthians Paulista, 1.300 – tel.: 3184-0900 V I V E R

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ESCREVE QUEM Lê

Prezado leitor

Nesta Seção você tem oportunidade de dizer, com suas próprias palavras, o que sente ou pensa em relação a reportagens e artigos publicados por Viver Osasco. Aqui é a sua tribuna, livre. Envie-nos suas sugestões e suas críticas ou aponte nossos eventuais deslizes. Lembre-se que nosso desejo também é o seu, o de trabalhar por uma Osasco melhor. Reservamo-nos o direito de resumir ou editar seus comentários, preservando o sentido do conteúdo, a fim de adequar o texto ao nosso padrão editorial. Excluiremos tão-somente a defesa de ilegalidades, juízos preconceituosos e tabuísmos. Fora isso, a casa é sua. Fique à vontade. Entre em contato pelo email: redacao@viverosasco.com.br PROVA DE ABRANGÊNCIA Sr. Editor Tivemos a alegria de ver registrado na edição nº 6, março/abril de 2011 dessa brilhante revista a reportagem que contempla o trabalho de nossa Entidade. A matéria gerou dezenas de telefonemas à Ordem, cumprimentando os Emancipadores, fato que comprova a extensão e a abrangência das suas reportagens. Agradecemos e cumprimentamos a equipe pelo trabalho competente e nos colocamos à disposição. José Geraldo Setter, presidente Ordem dos Emacipadores de Osasco Rua Virginia Aurora Rodrigues, 413, Osasco, SP, fone 3681-9529 FORÇA NA LIMPEZA Sr. Editor No entorno da Vila Militar e Vila Quitaúna, muito lixo é depositado. Esta é a área onde será construida a universidade federal. Aqui temos proliferação de ratos, baratas, mosquitos, etc. Seria necessário uma força-tarefa para a limpeza total do terreno. Ajudem-nos, por favor. Sandro Rogério AMBIENTE DE TALENTOS Sr. Editor Que alegria quando vejo nossos talen4 0

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tos sendo divulgados por esta cidade lotada de talentos! (V. Seção “Gente”, Viver Osasco no. 6. página 6). Recebí cumprimentos, abraços, elogios... A missão do meu canto é alegria, um viver melhor...paz! Segue uma foto do projeto lá no Parque Santa Maria, onde apresentamos uma canção sobre a água. Sou agradecida demais. Isa Ferreira - Coordenadora de Projetos, Secretaria do Meio Ambiente de Osasco

IMÓVEIS E EMANCIPAÇÃO Sr. Editor Gostei muito de duas matérias da sua revista no. 6. A primeira fala do complexo, difícil e caro comércio de imóveis de Osasco. Uma leitura fácil para entender o que é o “Minha Casa, Minha Vida” acompanhou as nuances de um mercado imobiliário osasquense que todos nós sabemos complexo. Aliás, é por todas estas nuances que comprei minha casa em São Paulo. Na época que


pesquisei, dois anos atrás, as moradias em Osasco estavam 30% mais caras do que em São Paulo. Assim, durmo lá e vivo cá. Depois foi a vez da matéria mais leve que já li sobre a emancipação da cidade e a Ordem dos Emamcipadores. Realmente, a revista conseguiu dar leveza a um assunto que normalmente é abordado com seriedade como forma de peso em uma história que não foi fácil e por isso mesmo deve ser contada com um pouco menos de peso. Ficou muito bom. Mara Danusa - Assoc. Comercial e Empresarial de Osasco Sr. Editor Queremos agradecê-lo e ao mesmo tempo parabenizá-lo pelo excelente conteúdo apresentado na edição de nº 6 março/abril/2011 da Revista “Viver Osasco”. Estaremos à disposição para colaborar com sugestões de pauta, informações e dúvidas no que compete à área de atuação desta Secretaria. Sérgio Gonçalves e equipe Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano de Osasco DANÇA FOI INCRÍVEL Sr. Editor Gostaria de agradecer imensamente a reportagem sobre minha escola, meu trabalho e sobre mim.Todas as pessoas que leram gostaram muito e me proporcionou muitos contatos. Apenas duas ressalvas. Não faço curso e sim sou formada em processamentos de dados. Crianças de 3 a 6 anos não podem ter aulas juntamente com crianças de 8 em diante. Porém, desde que estejam no mesmo nível, crianças de 8 a 12 anos não haveria problema em estarem juntas. Fora isso, tudo incrivel. Obrigada. Elaine Lacerda Studio de Dança Elaine Lacerda V I V E R

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VÍDEOS | FILMES INCLUSIVOS

ADORAÇÃO O GRANDE DESAFIO

HÁ TANTO TEMPO QUE TE AMO “Verifiquem a classificação etária dos filmes, observando se estão adequados à idade de seus filhos”

ADORAÇÃO - O que você faria se descobrisse que seu pai pode ter sido um terrorista? Um estudante escreve uma redação que faz essa alegação. Será verdade? Amigos, familiares, professores e parceiros do chat da internet começam a ficar intrigados e a se preocupar. Agora, ele precisa fazer uma jornada pelo intrincado quebra-cabeças de segredos familiares para saber a verdade sobre seu falecido pai. Esta é uma história de um jovem que precisa questionar tudo o que sabe para descobrir quem ele é e quem foi seu pai. Adoração apresenta um mundo em que não há algo como nós contra eles, e a verdade nunca é algo tão simples como a dicotomia entre o certo e o errado. HÁ TANTO TEMPO QUE TE AMO - Depois de sair da prisão, condenada pela morte de seu filho de seis anos, Juliette é convidada por sua irmã, Léa, a viver com ela e sua família um tanto diferente. As duas irmãs não se conhecem tão bem. A diferença de idade entre elas é grande e os pais delas passaram a ignorar Juliette depois que ela 4 2

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foi para a cadeia, nunca permitindo que Léa fosse visitá-la. Agora, Juliette precisa conhecer sua nova família e colocar sua vida no lugar. Ela parte em busca de trabalho e novos relacionamentos. Porém, ela guarda consigo muita amargura por causa dos caminhos que sua vida seguiu. Juliette precisa encontrar forças para visitar sua mãe, que está doente e em um asilo, e lidar com sua irmã, que descobriu a verdade sobre o ato que levou Juliette à prisão. O GRANDE DESAFIO - Acredite no poder das palavras. Inspirado em uma história real, o filme conta a jornada do brilhante, mas volátil, professor Melvin Tolson (Denzel Washington) que, usando de seus métodos pouco convencionais, sua visão política radical e o poder das suas palavras para motivar um grupo de alunos do Wiley College, do Texas, a participar de um campeonato de debates na Universidade de Harvard. Dra. Vivian Freire Zanfolin CRP 61488 - Pós-graduada USP www.psicologavivian.com


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Viver Osasco - nº 07