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SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE PALMELA Nº 3

Abr. | Mai. | Jun. 2013

INICIATIVA 〉

CAMINHADA INÉDITA DEU MAIS FORÇA À SOLIDARIEDADE Págs. 4 a 6

PROTOCOLO 〉

ENTRE NÓS 〉

ENTREVISTA 〉

Pág. 2

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Pág. 10

Simone Fragoso já veste a camisola da Santa Casa

A dedicação de Luísa Rosa ao Lar de S. Pedro

Enfermeiro Carlos Silva realça serviços do Posto Médico


EDITORIAL 〉

PROTOCOLO 〉 ANTÓNIO cARLOS nUNES

Secretário da Mesa Administrativa da SCMP

Misericórdia de Palmela e a Solidariedade com os mais necessitados

É 

essência da Santa Casa da Misericórdia de Palmela ajudar os mais necessitados. A dedicação e a humildade empregues neste caminho são virtudes de que nem todos conseguem aplicar, por vezes, tentados ao egoísmo, fruto de um ego que faz evidenciar o errado. Intervir na sociedade de uma forma desinteressada é um desafio constante em que a nossa instituição está totalmente envolvida. Mas, nos tempos difíceis que teimam em não nos aclamar, não podemos abdicar dos nossos direitos e deveres de cidadania e ter a lucidez necessária para, justamente, amparar as ‘vitimas’ deste temporal social. Temos de agir com sabedoria e destrinçar aqueles que se dizem pobres e os que, por diversas razões, têm, realmente, dificuldades básicas de subsistência. Em Portugal a classe média acabou. Aquele sector social que servia de suporte a um propalado motor de crescimento económico avariou e as pessoas que ajudavam a esse, ainda que intermitente, funcionamento da ‘máquina’ do desenvolvimento social, são as que neste momento têm de ser ajudadas. E que tamanha tarefa! Embora a Santa Casa de Palmela esteja sempre disposta a ajudar os que mais precisam, numa regularidade hercúlea, fico triste ao ver o estado em que este País se tornou, voltando à sopa dos pobres. Os valorosos e dedicados recursos humanos da nossa instituição têm sido uma pedra basilar da qualidade dos diversos serviços que prestamos aos utentes. Todavia, nem sempre conseguimos agradar a todos, porque errar é humano, mas estamos sempre disponíveis para resolver todos os problemas que, efectivamente estejam ao nosso alcance. Plagiando o maior filósofo de todos os tempos, JESUS: “Não tenhamos medo de errar pois o erro é o ponto mais distante para chegar ao ponto certo”. Uma palavra de esperança para todos aqueles que acreditam na ­importância do trabalho social. Não esperem pelo peixe mas sim a cana e o ensinamento para o ­pescar.

Braçadas olímpicas de Simone ganham apoio da Misericórdia

E 

stá consumado o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Palmela à nadadora paralímpica palmelense Simone Fragoso. A assinatura pública do protocolo foi realizada no dia 22 de Julho, nas instalações da Santa Casa e mereceu fortes aplausos. A garantia do apoio a Simone Fragoso, anunciada por ocasião do 484.º aniversário da instituição, é mais um gesto solidário da Santa Casa de Palmela, que não ficou indiferente às dificuldades da nadadora, que se prepara para participar nos Jogos Paralímpicos do Brasil 2016. «A razão deste apoio, e não patrocínio, fica a dever-se à falta de ajudas que a Simone enfrenta para poder representar Palmela e Portugal. A ideia inicial era garantir material desportivo, mas ela precisa mais de apoio financeiro para suportar parte dos custos de uma preparação exigente», começou por explicar o Provedor Francisco Cardoso. Enquadrado na missão da Misericórdia, fiel às suas 14 Obras, o Provedor alertou outras instituições a seguir este exemplo e desejou a Simone «todo o sucesso desportivo» e que «honre o nome da Santa Casa». Em resposta, Simone Fragoso não hesitou em libertar agradecimentos «à Santa Casa, na pessoa do Provedor, que me abriu a porta a este, muito importante, apoio». E porque na base deste apoio está um protocolo, Simone Fragoso, que além de nadadora é professora de música e animadora sóciocultural, vai protagonizar diversas acções junto dos utentes da Misericórdia de Palmela. «Vou colaborar com Simone Fragoso vai levar o nome da Santa Casa além-fronteiras grande motivação e entusiasmo, numa acção que com certeza me dará mais força para a competição e para trazer-lhes bons resultados». O vereador da CM Palmela, Adílo Costa, elogiou o «exemplo meritório da Santa Casa por esta iniciativa». Por seu turno, o presidente da Junta de Palmela, Fernando Baião, vincou a «grande satisfação pelo gesto da Misericórdia». Ambos os autarcas desejaram os maiores sucessos a Simone. Refira-se que a cerimónia contou igualmente com a presença de diversos elementos dos órgãos sociais da Misercórdia.

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Propriedade e Editor Santa Casa da Misericórdia de Palmela, Av. Rainha D. Leonor, AP 69, 2950-208 Palmela, Tels. 212 352 450 / 212 330 995, Fax. 212 330 995, E-mail scmpalmela@gmail.com Director Francisco Cardoso I Edição e Redacção Joaquim Guerra - Corrente Media, Lda., edições e publicações, Sesimbra, Tel. 212 234 100, E-mail correntemedia@gmail.com I Design e Paginação Jorge Ferreira I Fotografia André Roque (www.andre-roque.com) , Mário Dionísio e Santa Casa da Misericórdia de Palmela I Periodicidade Trimestral I Tiragem 1000 ex. I Impressão Grafitime, Impressão e Artes Gráficas I Distribuição Santa Casa da Misericórdia de Palmela I Nota Isenta de Registo na ERC ao abrigo do Dec. Regulamentar 8/99 de 9/06 - Art.º 12, N.º 1 A

Gestão Documental | Gestão Parque Impressão /Informático | Assistência Técnica www.disporsado.com 2 Abr. | Mai. | Jun. 2013


reportagem 〉

Caminhada ganhou força solidária para seguir novas etapas

S

olidariedade, actividade física e conhecimento do património histórico e natural de Palmela estiveram na base da I edição da Caminhada Solidária Viver +, evento realizado no passado dia 20 de Abril, com a organização da Santa Casa da Misericórdia de Palmela. Com a adesão de quase 200 pessoas, oriundas de vários pontos do distrito e não só, a caminhada cumpriu os seus desígnios e tem a garantia de continuidade… Recorde-se que o objectivo maior assentou na angariação de bens alimentares (um participante = 1 quilo/litro de um produto alimentar) a serem destinados a famílias mais necessitadas da região, tendo para esse efeito a Santa Casa contado com a parceria institucional da Cáritas Diocesana de Setúbal. A missão colectiva foi, naturalmente, bem sucedida!

Às 9 horas, no átrio do Lar de S. Pedro, debaixo de um Sol radioso, os participantes, devidamente preparados, já marcavam presença para o arranque de uma longa e dura etapa em nome da solidariedade, mas sem disfarçarem a expectativa quanto às surpresas que o percurso ia reservar.

4 Abr. | Mai. | Jun. 2013

Para reforçar a missão conjunta, o Padre José Maria convidou os participantes a rezarem um Pai Nosso, num momento solene que antecedeu a partida, por volta das 9h30, e que fortaleceu o grupo de caminheiros solidários. Estava lançada a Caminhada Solidária Viver+... Percurso recheado De acordo com os objectivos propostos para a caminhada, foi desenhado um percurso que levou os participantes a percorrerem mais de uma dezena de quilómetros. À partida do Lar de S. Pedro os primeiros passos foram em direcção ao Centro Histórico da Vila de Palmela a que se seguiu a passagem pelo Jardim Venâncio Ribeiro da Costa, uma agradável porta de entrada para o coração do verde do Parque Natural da Arrábida. A confraternização e o saudável respirar proporcionado pela reconhecida flora arrabadina foram sempre, a cada passo, trunfos que todos os participantes tiveram oportunidade de partilhar ao longo de um extenso traçado que contou com passagens pela Estrada Romana, Fonte Nova, Escudeira, Serra do Louro, Baixa de Palmela, Largo do Chafariz, Largo de S. João e que só viria a terminar no ponto de partida, cerca de quatro, esforçadas, horas depois.


〈 reportagem

«Sentimos grande orgulho pela adesão à causa solidária»

O 

provedor da Misericórdia de Palmela, Francisco Cardoso, lembrou que a realização da caminhada solidária é um projecto idealizado desde há algum tempo. «Já queríamos ter levado a cabo esta iniciativa há dois anos, mas, por diversas razões inerentes a uma organização desta exigência, só desta vez é que encontramos as condições adequadas para a concretizar», explicou. Desbravado o caminho, o mês de Janeiro marcou o arranque para colocar em marcha o desafio para o qual foi escolhido o nome da revista Viver +. Com base nos pressupostos solidários assumidos, Francisco Cardoso explicou que o nome da Cáritas não podia assentar melhor, no que respeita à parceria institucional que visou a distribuição dos bens alimentares angariados. «É uma instituição de referência no apoio e nas preocupações sociais e que tem na região de Setú-

bal uma identificação fiel das famílias mais necessitadas. Entendemos, por isso, sem qualquer hesitação, ser a Cáritas o destino dos produtos e quem os fizesse chegar às pessoas». «Angariamos 260 quilos de bens alimentares, mas gostaríamos que fossem 2600, sabendo das muitas necessidades que as pessoas enfrentam». O compromisso solidário da Santa Casa, através da caminhada, voltará em Abril de 2014. «Queremos que seja o mês da caminhada Viver +», assumiu o provedor que deixa a garantia de desenvolver novas parcerias institucionais. «Tenho de elogiar todos os participantes. Cansados fisicamente no final da caminhada, mas satisfeitos pelo contributo que deram em nome do objectivo. Proporcionaram um excelente convívio e estou convencido que para o ano voltaram com forças renovadas, para um novo desafio».

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reportagem 〉 Participantes de todos os lados Francisco Cardoso não hesita em considerar que «a adesão foi muito positiva», atendendo a que cada participante correspondeu a uma inscrição de 10 euros, para suportar um seguro pessoal, uma t-shirt alusiva ao evento e o almoço. «Sentimos um grande orgulho pela adesão à causa que promovemos. Vieram pessoas de todos os lados e isso é gratificante. Ver famílias inteiras, homens e mulheres, crianças de tenra idade até aos mais idosos, foi revelador da importância da iniciativa, que também contou dois utentes do Centro de Dia de Aires e alguns funcionários da Santa Casa», sublinhou. O provedor vincou ainda para a presença do presidente da União das Misericórdias, Manuel Lemos, e de representantes das Santas Casas irmãs do Vimieiro, Vila Nova da Barquinha, Alhos Vedros e Régua.

Espírito de colaboração elogiado Instado a avaliar os apoios que a Santa Casa contou para levar a efeito a caminhada, o provedor reconheceu que foram, sobretudo, internos. «A importância do resultado final da nossa iniciativa sempre foi o que nos guiou. Dentro das nossas possibilidades concluímos com sucesso a missão em nome das pessoas, afinal o que mais contava». Nesse sentido, o provedor destacou a equipa de funcionários da Misericórdia que «prestaram um excelente e dedicado contributo para que nada faltasse no apoio (abastecimento de água e fruta) aos caminhantes ao longo do percurso». Igualmente reconhecido, Francisco Cardoso vincou a colaboração da autarquia de Palmela no apoio logístico através de guias e do Parque Natural da Arrábida. O provedor enalteceu com grande agradecimento «o gracioso apoio das empresas locais que estão sempre abertas a colaborar com a Santa Casa». Como foram os casos da Adega Coop. Palmela, Xavier Santana, Casa Assis Lobo, Ermelinda Freitas e Sivipa. Sem esquecer a queijaria Fernando & Simões.

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Eugénio Fonseca

Bens angariados pela Caminhada Viver+ chegaram a quase uma centena de pessoas

Presidente da Cáritas Portuguesa e da Cáritas Diocesana de Setúbal

O 

presidente da Cáritas Portuguesa e da Cáritas Diocesana de Setúbal, Eugénio Fonseca, reconheceu a grande importância da iniciativa solidária da Santa Casa de Palmela. Em discurso directo, o responsável pela instituição de referência no apoio social não hesita em elogiar o exemplo da Misericórdia que beneficiou 30 famílias da região. Viver+ – Como encarou a importância da Caminhada Solidária organizada pela SCMP e cujo objectivo foi angariar bens alimentares para famílias carenciadas numa parceria institucional com a Cáritas? Eugénio Fonseca – Sendo uma iniciativa de solidariedade com famílias e pessoas em situação de desfavorecimento económico e social, poderia a própria SCMP assumir a distribuição dos produtos alimentares recebidos, pois também têm muitas situações de carência a socorrer. Mas ao optarem por os confiarem a uma outra instituição, demonstraram uma gratificante confiança, neste caso, na Cáritas. Por isso, encarámos com alguma surpresa este gesto por não ser muito frequente, mas também com esperança num relacionamento mais cooperante entre as organizações de solidariedade, pois só assim se reforça e se torna mais eficiente a solidariedade.    Foram angariados mais de 200 quilos de bens alimentares. Qual foi o seu destino e a quantas pessoas chegou? Para se tornar mais célere a distribuição, optou-se por fazer a distribuição no concelho de Setúbal, onde a Cáritas Diocesana realiza o atendimento social directo, pois nas outras localidades esta actividade é assegurada pelas paróquias. Na semana seguinte à Caminhada Solidária foi possível distribuir os alimentos entregues a 30 agregados familiares que representam 50 pessoas adultas e 40 crianças. Como viu esta parceria entre as duas instituições. E como tem sido o relacionamento institucional da Cáritas com a SCMP? Com um sentimento de grande satisfação e gratidão por significar o espírito de abertura da actual Mesa Administrativa da SCMP a outras instituições, recusando embarcar em qualquer forma de competição que, no domínio da solidariedade, tem efeitos mais perversos dos que os gerados na economia. Até agora, o relacionamento institucional tem sido de cordialidade mútua, mas de fraca cooperação que poderá ser, a partir de agora, intensificada. Na fase actual que atravessa o nosso país motivos não faltarão. Que o exemplo da SCMP possa ser seguido por muitas outras instituições da nossa região. A Cáritas cumprirá a sua parte.


〈 entre nós a minha casa, afinal passo mais tempo aqui». O “alguma coisa” é a paixão pelo seu trabalho, mas que por vezes lhe deixam entristecida. «Tenho tido muitas experiências positivas ao longo de todos estes anos. Contudo, quando temos de enfrentar os falecimentos… São momentos que custam muito. Os utentes, a quem nos dedicamos com grande entusiasmo, são a nossa família, e vê-los partir é sempre triste», assume.

«Os utentes são a nossa família» L 

uísa Rosa garante que estar no Lar de S. Pedro é como estar na sua casa. A reconhecida dedicação aos utentes e o profissionalismo que imprime diariamente, há cerca de quatro décadas, na execução das suas funções valeu-lhe, há quatro anos, a responsabilidade de liderar a equipa de ajudantes do lar. Alentejana de raiz, Luísa Rosa deixou Algodor, no Distrito de Beja, para encontrar no seio da Misericórdia de Palmela um novo caminho profissional. «Já lá vão 38 anos… Comecei como ajudante de lar e mantive-me nessa função até há cerca de quatro anos, altura em que surgiu o honroso convite para assumir o cargo de responsável», começa por lembrar à Viver+ a destacada funcionária que, dos 14 aos 20 anos, trabalhou numa mina. O assumir do novo estatuto profissional na estrutura operacional da Santa Casa não foi aceite de imediato, uma vez que a responsabilidade que lhe confiavam era de monta. «É verdade que hesitei em assumir este cargo. Mas depois de sentir um forte apoio da família e de muitas colegas, e sem nunca duvidar das minhas capaci-

dades, foi com grande orgulho e confiança que aceitei esta tarefa, que muito me honrou, e passar a liderar a equipa», sublinha a dedicada funcionária, mãe de um filho e avó de dois netos. Presença constante Para Luísa Rosa as portas do lar abrem-se às 8 da manhã. «É por volta dessa hora que começo a minha tarefa». Passar a revista aos quartos e orientar o serviço são obrigações no arranque dos dias, que terminam ao cair da noite «por altura do acompanhamento do deitar dos utentes». Todavia, a dedicação profissional de Luísa Rosa não se esgota nestes períodos.

“A minha exigência

profissional é transmitida diariamente à minha equipa, para que todos os utentes estejam e se sintam confortáveis

Uma equipa de eleição De facto, a responsável das ajudantes de lar privilegia a comunicação regular com os familiares dos utentes. «É uma situação diária e que é muito positiva. Permite melhorar ainda mais o relacionamento com a instituição e dessas conversas há sempre alguns aspectos que registamos em função do bem-estar dos utentes». Esta base de dedicação tem acompanhado Luísa Rosa, que «todos os dias» sente grande motivação para trabalhar. E quando não está em serviço, não hesita em confessar: «Sinto que me falta alguma coisa, porque vejo esta casa como

Luísa Rosa garante que a equipa de ajudantes de lar da Misericórdia de Palmela «vai ao encontro das necessidades dos utentes». «Formam um grupo de grande capacidade de trabalho e com a experiência acumulada nestas funções», elogia. «A minha exigência profissional é transmitida diariamente à minha equipa, para que todos os utentes estejam e se sintam confortáveis. É por eles que trabalhamos e o resultado do nosso trabalho é a sua satisfação». «Sou suspeita para falar assim, mas é a realidade, reconhecida por quem nos visita e que pode ser comprovada todos os dias». É, portanto, no seio do lar de S. Pedro, valência cujas condições «são muito boas e continuam a merecer melhoramentos, a nível das estruturas e dos serviços, com regularidade», que Luísa Rosa, além da sua função, empresta mais do seu tempo à animação. Está ligada ao Coro da Santa Casa e, só por motivos muito particulares, recusa acompanhar os utentes em passeios e noutras acções lúdicas. Afinal, é no Lar de S. Pedro que está, também, a sua família…

2013 Abr. | Mai. | Jun. 7


UNIVERSO SCMP 〉

A GRANDE FAMÍLIA DA Scmp Lar e Centro de Dia Directora Técnica

Animadora os ços Administrativ Directores e Servi rtins Ma tora técnica); João Cláudia Costa (Direc sa Seromenho nes Va ); do ega del (Director te a André, Rosa Caçoe (Animadora); Cristin vas) ati istr min (Ad nes e Mara Nu

Centro de Dia de Aires

Rosa Cristóvão (Ajudante de lar); Manuela Pereira (auxiliar )

mpeza Auxiliares de Li

Lavandaria Maria Ofélia Cordeiro (Enc arregada de sector), Elsa Silva e Maria Elisabe te Batista

Ajudantes de Lar

Manutenção e Motoristas

Auxiliares

Motoristas e Técnicos de Manutenção

ristas); Carlos Marques e Ricardo Jones (Moto Gabriel Assunção e Augusto Oliveira (Manutenção)

, América Prata, resa Rodrigues Nélia Prata, Te , uenique ira rre Siq Fe sé Jo ília ia Ot ar Sandra Guida, , Maria Clara, M to, Paula Cristina Pin sa Ro ia ar M ngos e Virgínia Domi

8 Abr. | Mai. | Jun. 2013

Encarregada de Sector de Lar

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andes, é, José Fern iamantino D a, Carla Caf lv a, Si lv s Si lo e rt ar C Dua rnandes çal, Carlos Sérgio Mar José António Ribas Fe , a) s) tr ro ia ei qu m si er (P (Enf teiro ntónio Mon (Médico); A ia (Psicólogo) re e Álvaro Cor

Cozinha Violante Semedo (Encarregada de secto r); Euprépria Almeida, Cecília Gomes, Sabina Esteves (Cozinheiras), Edite Santo s, Maria de Fátima Azenha, Maria Luísa Pereira, Mónica Iria, Victo r Pintado, Virgínia Maria Oliveira e Maria Felismina Santos (Ajudantes de Cozinha)


〈 UNIVERSO SCMP

Consultor Jurídico

Património Director Delegado

Médico e Enfermeiros

Dia

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ORGANOGRAMA DA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE PALMELA

Mesa Administrativa

Sector Administrativo

Fisioterapia

Compras

Director

Cozinha

Lavandaria

Contabilidade e Tesouraria

Encarregada de Sector

Encarregada de Sector

Expediente

Cozinheiras

Engomadeira

Arquivo

Ajudantes

Trabalhadora de Serviços Gerais

Ajudantes de Lar Luísa Rosa (Encarregada de sector); Laurinda José, Silvina Costa, Irene Sobra l, Lorena Moreira, Célia Silva, Ana Patríc ia, Florinda Madeira, Inês Franco, Maria José, Arminda Barrosinho, Célia Fonse ca, Carla Carmo, Sofia Silva, Inês Duart e, Florbela Modesto, Almerinda Roldão e Suzete Franco (Ajudantes de lar)

Limpeza

Fisioterapeutas

Administrativo

Ajudantes Técnicos

e de Reabilitação Centro de Medicina Física

rte (Fisiatra); Ana Rita ectora Clínica); Carla Dua Elisa Paloma Valdivia (Dir Barreto e Sónia Mateus na Lilia , s, Joana Pereira s Barbosa, Dinamene Castela a Silva (Ajudantes Técnica alin Nat Adriana Luís, Maria te abe Elis s); tiva (Fisioterapeutas); Maria istra min s, Mafalda Ferreira (Ad de Fisioterapia); Célia Alve iliares de Limpeza) Martins, Luísa Pintado (Aux

João Manuel Carvalho dos Santos Machete Rua Dr. Bernardo Teixeira Botelho, 92 | 2950-298 Palmela | Tm. 936 659 721

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ENTREVISTA 〉

«O que me deixa feliz é nunca estar satisfeito» O 

enfermeiro Carlos Silva é, desde 2005, o responsável pela equipa de enfermeiros do Posto Médico do Lar de São Pedro. Unidade de importância acrescida que ganhou uma renovada dinâmica de funcionamento e com resultados praticamente imediatos. Profissional de reconhecida experiência, Carlos Silva recordou à Viver + que a sua entrada no seio da Santa Casa de Palmela, a convite da actual provedoria, «assumiuse como um honroso desafio». «O objectivo visava criar e desenvolver um projecto que torna-se o Posto Médico numa unidade mais funcional e melhor preparada para responder às necessidades diárias dos utentes». Garantido o compromisso, desenhou um plano de acção com três fases de implementação, que começou com a acção imediata, estando já nesta altura num período intermédio de execução. Carlos Silva confessa que não tinha noção da realidade de trabalhar num lar, mas dos primeiros contactos ao trabalho prático foi um pequeno passo. «Mudámos horários, conseguimos adquirir novos equipamentos e tudo o que foi idealizado no arranque tem vindo a ser concretizado. Os responsáveis da Mesa Administrativa, na pessoa do Provedor Francisco Cardoso, têm sido incansáveis e procurado, com grande esforço, e dentro das possibilidades da instituição, satisfazer os desafios que temos proposto», elogiou o enfermeiro responsável pelo Posto Médico, que vincou a importância desse apoio interno contrastante com a falta de investimentos provenientes através do Estado, nomeadamente na área dos cuidados continuados. Profunda remodelação da unidade O objectivo maior do Posto Médico do Lar de S. Pedro é proporcionar o melhor tratamento e acompanhamento diário aos utentes. Desde o arranque do novo pro-

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Sistema de medicação ímpar Os medicamentos são seleccionados por dose, identificados por utente e a sua funcionalidade é evidente. A ideia inovadora resulta num um sistema que veio facilitar e simplificar as tomas de medicação dos utentes. «Creio que é um modelo de preparação da medicação único. Com base num blister termoselado toda a medicação diária dos utentes é devidamente acondicionada», explica Carlos Silva. Além de outras vantagens, poderá ser levado pelos utentes nas saídas ocasionais. «Tem sido um êxito. E mais uma vez, trata-se de um investimento considerável que é suportado pela instituição em nome do bem-estar dos utentes», vinca.

O enfermeiro Carlos Silva injectou uma nova dinâmica no Posto Médico

jecto para a unidade, espécie de ‘quartel-general’ apoiado por duas salas de enfermaria, que a aquisição de novo equipamento é quase uma constante. Camas eléctricas, um aspirador de secreções de reconhecida qualidade, medidores de tensão e um Dinamap, novos suportes de soro e manómetros de oxigénio foram adquiridos, entre muitos outros equipamentos e utensílios que não existiam estão agora disponíveis. «Procuramos ter aqui as condições necessárias para que os utentes permaneçam no lar sob o nosso cuidado e garantindo as deslocações ao hospital, apenas quando se justificar», destaca o responsável, lembrando que quan-

do assim acontece «há sempre a preocupação dos utentes serem acompanhados por familiares». Igualmente novidade foi a introdução de um sistema informatizado, que veio permitir uma maior celeridade de acção dos técnicos. «Mais um significativo investimento da Misericórdia», vinca Carlos Silva. Atentos a todos e a tudo A implementação de um programa de vacinação interno, para todos, foi outra medida levada à prática pela santa casa. «Sobretudo, no Inverno torna-se mais fácil surgir os síndromes gripais, que podem derivar para pneumopatias, que

Equipa de grande dedicação «Desempenham um grande e dedicado trabalho no exercício das respectivas funções», destacou Carlos Silva em relação à equipa de seis enfermeiros que estão directamente ligados ao Posto Médico. O enfermeiro responsável recordou que antes de iniciar o seu projecto operacional «o horário de funcionamento da unidade era de três ou quatro horas e sem fim-de-semana». «Agora funciona todos os dias, das 7 ás 19 horas, e ninguém cumpre o horário de saída, sem que sejam pagos por isso», elogia, antes de revelar que gostaria de alargar o horário «porque o período da noite requerem outros cuidados e atenções».

tentamos evitar ao máximo». Na abordagem às patologias que merecem cuidados redobrados, Carlos Silva aponta as doenças do foro psiquiátrico, como o Alzheimer e vários tipos de demência. «Neste particular o nosso médico psiquiatra veio dar uma grande e importante ajuda na optimização a medicação. Também o psicólogo, cujo contacto atento e permanente com os utentes reveste-se de uma importância determinante», sublinha . Trabalhar com idosos requer bastantes cuidados «e há que gerir emoções muito pormenorizadas». Toda esta interacção tem fortalecido uma forte empatia. «Os nossos utentes têm uma média de idade superior a 85 anos e temos o privilégio de os ver com grande dinâmica social e sentido de humor, que até nos espanta», regista com orgulho Carlos Silva reconhecendo que o que o deixa feliz «é nunca estar satisfeito». «Seria mau sinal. Há sempre mais alguma coisa a melhorar e neste caso em prol das pessoas». «Projectos para melhorar o serviço em nome dos utentes e muita motivação da equipa para os implementar», garante Carlos Silva.


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para uma recuperação eficiente Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo Direcção-Geral de Protecção Social aos Funcionários e Agentes da Administração Pública (ADSE) Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SAMS) Portugal Telecom - Associação de Cuidados de Saúde Victoria - Seguros, S.A. Axa Portugal - Companhia de Seguros, S.A. Ministério da Administração Interna - Guarda Nacional Repúblicana (GNR) Centro Hospitalar de Setúbal, E.P. Montepio Geral Serviços Sociais da Caixa Geral de Depósitos

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HISTÓRIA COM VIDA 〉

«Fui agricultor mas gostava de ter sido engenheiro»

De facto, a conversa com a Viver + decorreu naquele que desde há algum tempo passou a ser o seu lugar de eleição. Na biblioteca a sua presença é assídua e os raios de Sol dão brilho às páginas dos muitos livros que já ‘devorou’. «Já li muitos e há sempre mais um à espera…» Confessa o utente, agora agarrado à “Bagagem do Viajante”, de José Saramago. Solteiro com amor ao fado

Nome Martinho Lourenço Idade 77 anos Naturalidade Palmela

O 

s recortes da vida de Martinho Lourenço foram partilhados no local onde agora passa mais tempo: a biblioteca do Lar de S. Pedro. Sorridente e agradável comunicador, Martinho Lourenço dedicou-se desde muito cedo, ainda em criança, ao cultivo da terra. Uma herança de família que abraçou e que fortificou durante largos anos. «Produzia boas uvas, que eram destinadas às cooperativas de Palmela para a produção de vinho», e diversas qualidades de fruta que era maioritariamente vendida em Lisboa. «A maça riscadinha era muito apreciada», começa a contar o utente que entrou no lar há cerca de dois anos. No desfiar do rol de histórias idas, o mais novo de quatro irmãos, não esquece o intervalo que foi obrigado a fazer na produção frutícola para vestir a farda. «Boas memórias… Foram 16 meses no tempo do Presidente da República Craveiro Lopes. Primeiro no Quartel do 11, em Setúbal e depois segui para Lisboa», recorda com satisfação, garantindo ter cumprido o serviço militar «com reconhecido mérito». Dever cumprido, e algumas histórias de camaradagem partilhadas depois, Martinho regressa à terra, entre mulas e cavalos, para retomar, até há alguns anos atrás, a produção agrícola.

12 Abr. | Mai. | Jun. 2013

‘Devorador’ de livros que sonhou ser engenheiro E se não tivesse sido agricultor, que profissão gostaria de ter exercido? «Engenheiro agrónomo (risos)». A resposta foi imediata e o argumento não se fez esperar: «Continuava ligado à terra, mas tinha outros conhecimentos». Na senda do conhecimento e enriquecimento cultural, Martinho Lourenço, entre a boa disposição que o caracteriza, viu revelado um dos seus maiores prazeres. «Gosto muito de ler. Aqui tenho essa oportunidade e é uma grande satisfação».

aqui é “ Estar muito bom.

Gosto de todos os funcionários, das coisas que me proporcionam e de conviver com todos os utentes

Martinho Lourenço sente saudades dos tempos da sua altura, da sua juventude, da animação que sentia quando chegavam dias do baile e dos… namoriscos. «Naquele tempo trabalhava­ ‑se muito, ganhava-se pouco dinheiro, mas havia sempre motivação para o bailarico». Sem deixar transparecer qualquer sentimento desgostoso, revelou que nunca casou. «Nunca calhou!» De facto, entre amores e desamores, e uma grande paixão, a vida traçou-lhe o destino de ficar solteiro. «Sempre houve outras distracções e a vida seguiu com naturalidade. Ia muito ao cinema e havia tantas outras coisas para desfrutar...» O fado foi e continua a ser um dos seus prazeres. E, sempre vai entoando umas canções para manter viva a voz e outras saudades. Sobre os dias que correm. Martinho Lourenço diz que está cada vez pior. «Vejo pelos jornais as desgraças deste tempo. Só se vê gente a roubar. Na minha altura toda a gente trabalhava». A sua falecida irmã também foi utente do Lar de S. Pedro. Uma casa que o acolheu e onde veio encontrar «uma grande família», depois de deixar para trás as condições muito difíceis em que vivia. «Estar aqui é muito bom. Gosto de todos os funcionários, das coisas que me proporcionam e de conviver com todos os utentes», elogia. Adepto do Palmelense, mas que vibra mais com o Sporting, Martinho Lourenço continua a ser bom apreciador de vinho. Os sobrinhos que costumam visitá-lo, encontram-no, quase invariavelmente como a Viver+, de livro na mão, na biblioteca do lar.


〈 mais notícias

Santa Casa em grande destaque nas Festas dos Santos Populares

A animação durou dois dias e, pela primeira vez, a Santa Casa esteve representada no desfile das Marchas Populares da noite de S. Pedro. De facto, no dia 28 de Junho, o pátio das instalações da Misericórdia engalanou-se para servir de palco à Festa dos Santos Populares da Santa Casa. No evento festivo, não faltou a música de Flávio Oliveira, que em ritmo animado motivou grande entusiasmo entre utentes e funcionários serviu de aperitivo, entre caracóis, sardinhas e entremeadas, para que entrassem em acção os nossos marchantes. Aos primeiros acordes, tocados pela Orquestra Cavalinho da Sociedade Filarmónica da Humanitária, que acederam gentilmente ao convite, a família da Santa Casa, liderada pelo provedor Francisco Cardoso não se fez rogada à marcha e celebrou com grande alegria. Presença inédita no desfile Ainda contagiados pela animação da véspera, no dia 29, a noite de São Pedro revelou mais uma vez a grande dinâmica da Misericórdia de Palmela. Pela primeira vez, a Santa casa apresentou-se publicamente com uma marcha num

desfile organizado pela Sociedade Filarmónica Humanitária. Juntamente com as marchas organizadas pelos “Os Loureiros” e pela Humanitária palmelense, os 13 utentes e sete funcionários, vestidos a rigor com os fatos gentilmente cedidos pela Dª Josélia em colaboração com a Junta de Freguesia da Marateca, que protagonizaram

tade, não pode participar como inicialmente previsto. Para mais tarde recordar, aqui ficam os nomes dos participantes na Marcha da Santa Casa de Palmela: Cláudia Costa, Vanessa Seromenho, Luísa Rosa, Violante Semedo, Rosa Cristovão, Susete Franco e Carlos Marques (funcionários). David Ribeiro, Maria Conceição, Qui-

Pelos caminhos de Sintra Sintra foi a paragem de eleição no dia 18 de Junho para cerca de trinta elementos da Santa Casa, na sua maioria utentes. A Visita ao Palácio da Pena, cuja deslocação foi facilitada pelo ‘transfer’, pela manhã, e à zona histórica da vila, à tarde, marcou mais um dia de grande entusiasmo, num passeio bonito e onde não faltou a famosa ginjinha.

De comboio para visitar o Zoo

Legenda legenda legenda legenda

Os inéditos festejos dos Santos Populares 2013 ficam guardados na memória

a marcha da Santa Casa mereceram rasgados elogios e muitos aplausos das centenas de pessoas que assistiram ao animado evento realizado junto ao Coreto da Humanitária. Destaque para a interpretação da canção “Lar de Palmela”, pela voz da Drª Vanessa Seromenho, e para a madrinha da nossa marcha, a Drª Cláudia Costa e o padrinho, Carlos Marques, que desempenhou esta função, substituindo o provedor Francisco Cardoso, que por motivos de saúde, e contra a sua von-

Fomos à descoberta da nossa História de conquistas

téria, Clara, Luís, Deolindo, João Franco, José Coelho, Eva Costa, Fernanda Martins, Rogério Mota, Norberto Maria, Joaquina Parreira (utentes). Refira-se que a Orquestra do Cavalinho da Humanitária assumiu um papel fundamental na colaboração prestada durante os ensaios, facto pelo qual a Santa Casa endereça um especial agradecimento. Foi uma grande noite de festa, de grande divertimento geral e que perdurará…

A um agradável piquenique no jardim junto à Torre de Belém, seguiu-se a visita ao monumento com natural passagem pelo Padrão dos Descobrimentos. Na despedida de mais uma visita bastante gratificante e inédita para a maioria dos idosos, não foram esquecidos os famosos pastéis de Belém, a que ninguém ficou indiferente. Lontras brincaram com os utentes

A Santa Casa surpreendeu, no dia 5 de Junho, duas dezenas de utentes do lar e do centro de dia. Na agenda uma deslocação a Lisboa com ligação à nossa História. O Aquário Vasco da Gama, local onde os utentes assistiram à alimentação das lontras, marcou a manhã.

Junto à Torre de Belém para mais tarde recordar

Mais um dia diferente e planeado com o objectivo de surpreender, foi o que aconteceu no dia 13 de Junho. Uma visita ao Jardim Zoológico de Lisboa e sobre carris. De facto, entre os 22 utentes que integraram o passeio, muitos nunca tinham experimentado a deslocação no apelidado “Comboio da Ponte”. Uma oportunidade que arrancou, pela manhã, na Estação de Palmela com chegada a Sete Rios, paredes-meias com o Zoo.

Acompanhados por seis funcionários, a visita pelo Jardim em jeito de caminhada, foi pontuada por diversos momentos de grande entusiasmo entre os utentes, provocados pela constante proximidade junto dos animais. Após o almoço no parque de merendas do Zoo, nova surpresa estava reservada: um olhar sobre o parque no teleférico. A fechar a jornada, um refrescante gelado marcou o regresso, novamente de comboio até Palmela. Um passeio diferente, recheado de alegria a que ninguém ficou indiferente. 2013 Abr. | Mai. | Jun. 13


mais notícias 〉 A experiência de navegar pela Internet

Misericórdias de Vimieiro e Arganil abriram as portas à irmã de Palmela O salutar relacionamento institucional da Santa Casa de Palmela com as demais congéneres propicia com regularidade visitas dos nossos utentes às misericórdias irmãs. No dia 20 de Junho a Santa Casa da Misericórdia de Vimieiro foi o

Conhecemos o património da SCM Vimieiro...

destino de cerca de 40 elementos da nossa misericórdia. Numa recepção muito agradável, a comitiva teve a oportunidade de visitar as instalações e o fantástico Museu da Misericórdia de Vimieiro-Arraiolos, dedicado à agricultura -mundo rural daquela região. A Santa Casa da Misericórdia de Arganil foi a viagem que se seguiu, no dia 9 de Julho, com os membros da Mesa Administrativa da S.C.M.P. a lidarem a comitiva. Em Arganil, destaque para a aplicação de um painel com o símbolo da nossa Santa Casa a que se seguiu a

Peixe assado deliciou em Pinhal Novo

Aos pés da Nossa Senhora de Fátima

Utentes à descoberta das novas tecnologias

No âmbito do plano de actividades de 2013, a introdução à informática foi uma das acções que mais curiosidade despertou junto dos utentes. Em colaboração com a Câmara de Palmela houve mesmo uma acção formativa que ganhou continuidade com o apoio da Drª Vanessa Seromenho, que promoveu aulas no seio do lar, tendo para isso utilizado novos equipamentos. Navegar pela Internet é o que mais desperta a curiosidade. No topo das visualizações estão touradas e a pesquisa de informação sobre diversas localidades.

Piqueniques na Comenda Um passeio matinal pela praia, a que seguiu uma apetitosa grelhada mista e uma tarde de lazer foi a proposta concretizada no dia 11 de Junho, no âmbito do tradicional ­piquenique no Parque da Comenda, em Setúbal. Um animado dia que envolveu 20 utentes acompanhados por três funcionários. Refira-se que o mesmo local, voltou a ser cenário de duas vistas posteriores, nos dias 24 e 26.

O Parque da Comenda é já uma tradição

14 Abr. | Mai. | Jun. 2013

O Parque de Campismo de Pinhal Novo acolheu, no dia 23 de Maio, mais de duas dezenas de utentes e cinco funcionários no tradicional piquenique que reuniu diversas IPSS do concelho palmelense. Num clima alegre e de grande confraternização, num espaço recém remodelado que todos tiveram a oportunidade de usufruir, o almoço de peixe grelhado foi um dos pontos altos.

O dia 28 de Maio revestiu-se de importância religiosa acrescida para uma comitiva da Santa Casa. A viagem desde Palmela levou 25 utentes do lar e do centro de dia, acompanhados por um responsável da Mesa Administrativa e quatro funcionários, a visitarem o Santuário de Fátima. Uma visita marcante e que não dispensou conhecer alguns dos locais emblemáticos do santuário.

Caricaturas abriram sorrisos A Exposição Troikatoons – Caricaturas de Carlos Laranjeira, no Cine-Teatro de São João, em Palmela, motivou a visita de mais de uma dezena de utentes. De sorriso aberto pelo humor traduzido pelas imagens, os nossos utentes não deixaram de se mostrar agradados com a oportunidade de ver de perto uma exposição realizada em tempos de Troika em torno de personagens que se distinguem nesta época tão conturbada.  

... e ganhámos um painel em Arganil

presença dos elementos da Mesa na Procissão da Nossa Senhora dos Passos. Nesta ocasião, não foi esquecido o nosso carvalho, plantado na Mata da Misericórdia.

Desfile na praia

Mais um desafio superado

Numa organização da Câmara de Palmela e das IPSS do concelho, seis utentes da Misericórdia (três homens e três senhoras) foram modelos por um dia. O desafio passou pela realização do Desfile de Praia Sénior, no Parque Urbano de Albarquel, em Setúbal. A iniciativa motivou grande animação e no final todos os ‘modelos’ foram presenteados com um diploma de participação.

“Meu Querido Pinhal Novo” em revista animou utentes Cerca de 30 elementos da Santa Casa de Palmela, na sua maioria utentes, foram espectadores participativos na Revista “Meu Querido Pinhal Novo”, exibida, no dia 25 de Março, no Cine-teatro São João, em Palmela, pela Associação de Reformados de Pinhal Novo. O espectáculo, que envolveu momentos musicais, dança, e algumas anedotas, motivou um divertimento contagiante entre os presentes.


〈 mais notícias Sete dias em Albufeira

Anualmente, a Santa Casa de Palmela proporciona uma semana de ‘férias’ aos utentes. Este ano, entre 3 e 10 de Maio, ficaram alojados na Colónia de Férias “O Búzio”, da Fundação António Leal, mais de uma dezena de utentes do lar e do centro de dia, que acompanhados pela responsável do Centro de Dia de Aires, Rosa Cristóvão, e pela animadora Vanessa Seromenho. Foram sete dias muito divertidos, passados entre as idas à praia e saídas nocturnas. Destaque para a visita ao Zoomarine.

Passeios pela vila Diariamente, a animadora Vanessa Seromenho promove pequenas caminhadas   pela vila de  Palmela. Entre conhecer as últimas novidades do ‘Chinês’, passear pelo jardim e uns momentos de exercício físico, não faltam oportunidades para agarrar os dias da melhor forma.

Grande tarde à sombra do Castelo Numa iniciativa da Câmara de Palmela em parceria com a Palmela Desporto, a tarde do dia 8 de Abril foi recheada de actividade. No agradável cenário do Parque Venâncio Ribeiro da Costa, a Santa Casa esteve representada por mais de uma dezena de utentes do lar e do centro de dia num grande piquenique. O parque, alvo de melhoramentos, surpreendeu os utentes pelo seu conforto envolvido num cenário de espaços verdes. Recorde-se que a iniciativa revive o assinalar do dia em que os trabalhadores rurais passariam a usufruir do horário de Verão, tradicionalmente na segunda-feira seguinte ao Domingo de Páscoa. Uma data em que a população local não dispensava uma grande confraternização e partilhava dos bons sabores da gastronomia.

〈 publireportagem

A excelência de qualidade das frutas e legumes de João Machete Todos os dias as refeições servidas no Lar de S. Pedro e no Centro de Dia de Aires têm a mão de João Machete. Fornecedor dos produtos da terra (hortícolas e frutícolas), o responsável pela firma que lidera há cerca de 35 anos, o comerciante palmelense tem na Santa Casa da Misericórdia de Palmela um dos mais antigos clientes. A sagacidade de procurar os melhores produtos para distribuir é das principais características profissionais do palmelense João Machete. «Tudo o que forneço é fresco. Aliás, não pode ser de outra forma. Tenho infantários, escolas primárias e a Santa Casa, que a par de todos os meus outros clientes, exigem o maior cuidado com os produtos», garantiu o empresário. João Machete, 55 anos, abarcou a actividade depois de deixar para trás um curso de engenharia civil. Estava desempregado e foi com alguma naturalidade que abraçou um negócio que já lhe era familiar. «Tenho cerca de uma dúzia de clientes, com os quais desenvolvo uma relação comercial personalizada», destaca. A confiança é um factor determinante no sucesso do negócio e neste campo João Machete é muito reconhecido. «A preocupação de procurar a melhor relação preço/qualidade e escolher os produtos mais adequados para cada cliente» são garantias de satisfação assumidas à exigência de quem recebe diariamente os frescos das mãos de João Machete, que faz destas prioridades uma condição constante. «Nunca perdi um cliente por causa da qualidade dos meus produtos», afirma. Abastecer a Misericórdia motiva satisfação especial A relação comercial com a Misericórdia de Palmela é, desde sempre, de grande confiança.

«Tem sido sempre positiva e é com muito orgulho que abasteço a Santa Casa. O Provedor Francisco Cardoso, na condução da gestão, e todos os demais responsáveis, com quem tenho privilegiado um contacto profissional mais directo, são um garante da qualidade de funcionamento da instituição. Aliás, confesso que o meu pai já manifestou a vontade de ir para o lar, uma casa excepcional e que permite uma dinâmica social ímpar e muita liberdade de acção aos seus utentes», elogia. A acontecer, João Machete terá redobrados motivos de satisfação pessoais e profissionais. De facto, o comerciante, que abastece a Santa Casa duas a três vezes por semana, no mínimo, revelou que uma das coisas que mais contentamento lhe proporciona é ver os utentes a comer as frutas e legumes que faz chegar à cozinha do lar. «Saber que ficam satisfeitos é para mim é especial, um grande motivo de alegria e a garantia total de que os produtos são de qualidade». Agricultura portuguesa é excepcional Instado a avaliar o actual momento da nossa agricultura, João Machete não dúvida das potencialidades que temos na nossa terra. «É uma profissão cada vez mais exigente e a industrialização deve ser o caminho. Temos boas terras, bom clima e acredito que a nossa agricultura vai vingar e os nossos produtos, que são de excelente qualidade, vão assumir um destaque cada vez maior no plano interno». João Machete privilegia a comercialização de produtos da região sempre que é possível e diz que, nomeadamente as cenouras são um exemplo de qualidade acrescida que temos no distrito.

João Machete fornece produtos de qualidade à Santa Casa da Misericórdia de Palmela

Utentes da Santa Casa aderiram à iniciativa autarquica

2013 Abr. | Mai. | Jun. 15


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