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VALE DO AÇO | DOMINGO | 29 /08/ 2010

LETRA DE FORMA|P2SA

viverbem

Jornalista Responsável Paulo Assis MG 07169JP paulo@letradeforma.com Textos e Fotografias Aline Alves e Agência FolhaPress redacao@letradeforma.com Diagramação Gabriel Torres e Paulo Assis publicidade@letradeforma.com

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COMPORTAMENTO

Cuide do seu nariz

Um olfato bem treinado deixa a vida mais rica, além de otimizar uma área nada desprezível do cérebro Leticia Moreira/ Folhapress

IARA BIDERMAN As rosas não falam, ou são as pessoas que não entendem mais a sua linguagem? Como o sambista no jardim, a maioria recebe informações olfativas sem se dar conta do significado ou do efeito dessa comunicação. “Vivemos basicamente em um mundo de som e imagem, não dependemos mais do olfato do ponto de vista da sobrevivência. Como é mal utilizada, desperdiçamos essa capacidade”, afirma Paulo Bertolucci, chefe do departamento de neurologia comportamental da Unifesp. Chega de desperdício. É possível apurar o olfato. “É o mesmo treinamento do provador de vinhos, cafés, perfumes”, diz Bertolucci. “Podemos recuperar essa capacidade perdida”, afirma Mario Telles Jr., vice-presidente da ABS (Associação Brasileira dos Sommeliers). Um exercício simples é passear na feira. Um mundo de aromas para serem sentidos.

Basta cheirar, identificar a origem e memorizar. “Treinar o olfato é sentir o cheiro e colocar dentro de um padrão. Dar um nome -cítrico, flor, banana, peixe- e repetir quando o aroma é detectado de novo”, ensina Arthur de Azevedo, diretor-executivo da ABS. O perfumista Adilson Rato, da Firmenich, uma multinacional de fragrâncias, acredita que as pessoas não desenvolvem o olfato porque não param para apreciar e tentar descrever as associações criadas com os cheiros que agradam ou não. Uma forma de manter o olfato sempre apurado, segundo Renata Ashcar, autora de “Guia de Perfumes”, é se lembrar sempre de respirar fundo e guardar o cheiro do momento, associando-o à situação que se está vivendo. “Vale para tudo: cheiro de pessoas, ambientes, do almoço de domingo. Principalmente se for um bom momento, a conexão é

imediata”, diz Ashcar. Para começar, aromas específicos (sem misturas) e diferentes entre si devem ser cheirados, nomeados e colocados dentro de um grupo. “Dividimos em famílias aromáticas (cítricos, florais etc.)”, explica Telles Jr. Ao avançar na técnica, o candidato a “Nariz” (jargão usado na indústria de perfumes para o criador de fragrâncias) pode tentar distinguir os diferentes odores que compõem uma substância aromática complexa, como um vinho ou um perfume. O neurologista Benito Damasceno, da Unicamp, explica que o treino olfativo é um aprendizado cognitivo. “Existe uma via de percepção que vai do receptor [células do nariz] para o sistema nervoso central. Mas também há o caminho inverso: vai do córtex [área responsável por funções como linguagem] até o receptor externo, para modular sua atividade”, diz Damasceno. Se prestamos pouca atenção aos cheiros,

estamos desperdiçando também uma área enorme do cérebro que representa o olfato. E algo entre 10 mil e 400 mil odores detectáveis. “É difícil saber o número total dos cheiros que o ser humano pode detectar”, diz Bettina Malnic, coordenadora do laboratório de neurociência molecular da USP. Malnic, pioneira no estudo do olfato no Brasil, trabalhou com Linda Buck, norte-americana que ganhou o Nobel por ter identificado, junto com Richard Axel, os receptores responsáveis pela captação de odores no nariz. Hoje, sabe-se que o ser humano tem cerca de 400 receptores olfatórios. São eles que reconhecem os odorantes -moléculas voláteis emanadas de diferentes fontes, que se “encaixam” nos neurônios olfativos da mucosa nasal, gerando sinais elétricos. Esses são transmitidos ao bulbo olfativo e daí para outras regiões do cérebro. (Folha Press)


Robson Ventura /Folhapress

Beleza

Lições de beleza ao alcance

de todas AMANDA NOVARETTI Estar sempre linda é o desejo de grande parte das mulheres. Mas nem sempre é possível ter tempo ou dinheiro para investir em tratamentos e transformações feitas em um salão de beleza. Segundo os profissionais do ramo, é possível alisar, cachear e até pintar os cabelos em casa, mas é preciso tomar cuidado antes de começar a fazer experiências. ‘Recomendo ficar longe de qualquer tipo de química agressiva e de tratamentos permanentes’, alerta o cabeleireiro Robson Righetto, do Studio W. Ele explica que esses procedimentos são bastante agressivos e podem causar danos irreversíveis nos fios e até no couro cabeludo. Para a cabeleireira Andrea Cassolari, a dica é não fazer transformações radicais. ‘Mudar do loiro para o ruivo ou do preto para o platinado é algo muito arriscado. A chance de a pessoa errar na cor é grande, e depois ela terá de gastar o dobro para consertar no salão’, alerta. A sugestão da esteticista Fabiana Tozo é apostar em tratamentos, como esfoliações e hidratações, e na manutenção de transformações feitas com um profissional. ‘Prefira produtos voltados para o uso

doméstico e siga as instruções descritas no rótulo.’ A assessora de comunicação Nádia Santana, 27 anos, é adepta dos tratamentos caseiros. ‘Faço hidratações semanais nos cabelos.’ Ela conta que é fã da escova para alisar os fios e que também se depila sozinha. ‘Cheguei a bancar a manicure por um tempo, mas machucava muito as cutículas e desisti.’ Tirar os pelos do corpo, desenhar as sobrancelhas e fazer as unhas são outros procedimentos que já viraram parte do cotidiano de muitas mulheres. Marta Gouvêa, proprietária da clínica de estética Corpo e Cia, acredita que é possível obter bons resultados nos tratamentos caseiros com um pouco de bom-senso. ‘ Respeite o seu tipo de pele e preste atenção a sinais de irritação, como vermelhidão e coceiras’, avisa. Na hora de bancar a manicure ou a depiladora, tome cuidado extra com a limpeza e com os materiais utilizados. ‘A higiene é fundamental para evitar infecções ou alergias’, afirma a dermatologista Valéria Marcondes. Ela ainda lembra que usar produtos para uma finalidade diferente da indicada é muito perigoso. ‘Na dúvida, não arrisque.’ (Folha Press)

RECEITA

Fricassê de frango com batatinhas-palito feitas no açafrão Para o fricassê de frango 400 g de peito de frango 2 litros de água 1 cenoura 3 cebolas 2 talos de salsão 3 tomates Sal a gosto 2 colheres (sopa) de ketchup 1 colher (sopa) de mostarda 1 colher (sopa) de molho inglês 200 g de milho verde 350 ml de leite desnatado 2 colheres (sopa) de requeijão light 2 colheres (sopa) de amido de milho

Modo de preparo Cozinhe o peito de frango na água com a cenoura, duas das cebolas, os tomates, o salsão e sal a gosto por 40 minutos. Coe o caldo e desfie o frango escorrido. Em uma panela média, coloque 150 ml do caldo e a cebola restante bem picada. Junte a carne desfiada, o ketchup, a mostarda e o molho inglês e, depois, o restante do caldo coado, bem quente. Cozinhe por mais 20 minutos, em fogo baixo. Dilua o amido em um pouco do leite. Coloque ao leite restante e acrescente à preparação. Misture com cuidado para dar corpo ao molho. Acrescente o milho verde e o requeijão

Para a batata-palito no açafrão 5 batatas 2 colheres (chá) de açafrão-da-terra Sal 2 litros de água

Batatas ao açafrão Corte as batatas em palito. Pré-cozinhe as batatas na água com o sal e o açafrão. Quando estiver quase cozida, escorra e leve ao forno em temperatura média por 15 minutos

Divulgação


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