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LETRA DE FORMA|P2SA

viverbem VALE DO AÇO | QUINTA-FEIRA | 03 /06/ 2010

Comportamento

Cada um no seu redondo Entre os vários benefícios, as danças circulares estimulam a cooperação, relaxam e aumentam a capacidade cardiorrespiratória Leticia Moreira/ EQUILIBRIO/Folha Imagem

IARA BIDERMAN Dança de roda, todo mundo sabe, é aquela brincadeira de criança ou manifestação folclórica presente em qualquer canto do planeta. Quando recebe o nome de dança circular, acrescida ou não do adjetivo “sagrada”, ganha ares de coisa alternativa, restrita a iniciados e à turma que tem um pé na lama de Woodstock (e idade para ter visto isso). Só que a ciranda já botou seu pezinho no mundo dos modernos do século 21. Em algumas baladas, gente de 20 a 30 anos está dando as mãos para dançar em rodas ou espirais com a base coreográfica e musical de danças circulares tradicionais. A tradição, nesse caso, é a dos países balcânicos (no Leste Europeu). A balada é a festa Go East, criada no Rio de Janeiro, onde acontece todo mês, e replicada em São Paulo, onde ocorre com menos regularidade, mas com a mesma animação. Ao som de ritmos típicos de povos eslavos e ciganos, mixados com música eletrônica como drum”n’bass e dub ou até mesmo rock, o povo da noite também resolveu cair na dança circular. “Nas festas, sempre tem o momento roda. Até quem não sabe do que se trata entra”, diz Maria

Tereza de Almeida, 25, DJ e produtora dessas baladas. “É sempre o ápice da festa. Em balada tem muito a atitude “você com você”, cada um dançando sozinho. Na roda, a vibração é outra, é a de compartilhar”, defende Maria Tereza. Um dos benefícios mais citados da dança circular é o aspecto inclusivo e coletivo, capaz de criar vínculos e relações de solidariedade entre os praticantes. Não é pouco, em uma época em que a competitividade (e o estresse que ela gera) tomou conta até das atividades voltadas ao bem-estar. FLUXO DE MOVIMENTO Dançar em círculo leva a um ritmo diferente daqueles criados por comportamentos ansiosos, na visão do psiquiatra Paulo Toledo Machado Filho, que é coordenador do curso “Jung e Corpo”, do Instituto Sedes Sapientae, em São Paulo. “A dança circular relaxa, alterando os neurocircuitos do estresse”, diz ele. Por essência, a roda não cria nada competitivo, já que não há quem fique na frente ou atrás. Como o importante é manter o ritmo e a forma circular, quem erra o passo é imediatamente ajudado pelo colega, para que o fluxo

do movimento seja mantido. Pode ser, em outras palavras, o que chamam de “fluxo de energia” gerado por essa prática. Além disso, é uma atividade artística, que não requer prática nem habilidade para ser realizada. O que não quer dizer que seja pouco refinada em termos de movimentos ou uma prática isenta de desafios. A mágica é que tudo isso pode ser complexo, mas basta entrar na roda para tudo acontecer naturalmente. “A roda é um facilitador, ela te leva; como os passos se repetem, o corpo vai assimilando essas novas informações gradualmente”, diz Betty Gervitz, fisioterapeuta e professora de danças. O fator prazer também ajuda. A alegria da música, a animação do grupo e o fato de não ser preciso sofrer para atingir um determinado objetivo colaboram para aumentar a produção de neurohormônios ligados à sensação de bem-estar, como por exemplo as endorfinas. E claro, também há um considerável trabalho aeróbico que, além de estimular as endorfinas, aumenta a capacidade cardiorrespiratória, queima calorias e ajuda no controle da pressão arterial, entre outras coisas. (FolhaPress)

Jornalista Responsável Paulo Assis MG 07169JP paulo@letradeforma.com Textos e Fotografias Aline Alves e Agência FolhaPress redacao@letradeforma.com Diagramação Gabriel Torres e Paulo Assis publicidade@letradeforma.com

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ótimas razões para praticar musculação Graças a vários estudos a musculação tem conquistando seu merecido espaço, pois, muitos mitos e preconceitos gerados pela falta de conhecimento, cultivados durante anos vem sendo sistematicamente derrubados. Até pouco tempo só se via em academias de musculação homens jovens que queriam ficar musculosos e que faziam qualquer coisa para alcançar este objetivo. Ainda existe este perfil, só que vem perdendo espaço, para homens adultos e idosos, mulheres de todas as idades e até mesmo para adolescentes, que é um público crescente na prática desta modalidade. Hoje em dia é possível encontrar na sala de musculação, diabéticos, hipertensos e obesos. O exercício resistido, como tecnicamente é chamado esta modalidade, além de propiciar um corpo mais bonito, também tem papel importante no controle de várias patologias, como a hipertensão arterial, as dislipidemias (aumento do colesterol ruim e redução do colesterol bom), diabetes, doenças geradas por desequilíbrios musculares e desordens posturais (bursite, tendinite, condromalacea patelar, etc.). Todas as pessoas independente do sexo, idade, condição física, não só pode como deveria ter a oportunidade de freqüentar uma academia e praticar esta modalidade, pois com certeza teria uma melhoria na qualidade de vida. Os idosos teriam muito mais prazer em viver, pois não perderiam facilmente sua autonomia, sendo que poderiam continuar executando tarefas do cotidiano sem grandes dificuldades. As mulheres sofreriam muito menos com os sintomas da menopausa, e com certeza teriam sua auto-estima bem mais elevada e as tornariam muito mais felizes e confiantes evitando assim quadros severos de depressão. Adolescentes criariam hábitos saudáveis e ainda estariam investimento em um futuro bem menos propicio ao desenvolvimento de patologias, sem contar que quando uma pessoa aprende a cultivar a saúde e o corpo, não quer correr riscos promovidos por vícios. Além de melhorar evidentemente a postura. Muitos não chegariam a um quadro de obesidade, e obesos poderiam controlar melhor sua condição física, desta forma diminuiriam a quantidade de aparecimento de doenças geradas principalmente pelo sedentarismo. Muitas pessoas têm condições financeiras, mas tem preguiça e não praticam por comodismo. Outras sabem da importância e o valor da musculação como fator preventivo de doenças, mas preferem gastar seu dinheiro com bens materiais ou vícios, esquecendo que o maior que possui é sua saúde. Para atender esse grupo tão misto e com características tão distintas, o profissional tem que se especializar e investir cada dia mais em seus conhecimentos, pois admitir um aluno, ensiná-lo meia dúzia de exercícios e montar e desmontar pesos não é função principal de um educador do corpo. O papel do profissional desta área é avaliar seu aluno de forma criteriosa, para que possa assim obter o máximo de informações precisas em relação às características físicas do mesmo, possibilitando-o montar um programa eficiente, seguro e acima de tudo, atrativo ao seu cliente, levando-o a alcançar seus objetivos com o máximo de satisfação e dinamismo. Andréa Cristina Costa O. Vasques – Educadora do físico Especialista em Síndromes de dominância muscular e exercício físico aplicado a reabilitação cardíaca e grupos especiais CREF.: 035100 – G/MG


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