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Jornalista Responsável Paulo Assis MG 07169JP paulo@letradeforma.com Textos e Fotografias Aline Alves e Agência FolhaPress redacao@letradeforma.com Diagramação Gabriel Torres e Paulo Assis publicidade@letradeforma.com

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Comportamento

Maioria não identifica os sintomas de um derrame

Sinais são desprezados por 70% dos que sofrem tipo comum de AVC, diz pesquisa GABRIELA CUPANI JULLIANE SILVEIRA Mais de 70% dos pacientes que sofrem um tipo de AVC (acidente vascular cerebral) não reconhecem os sintomas e 30% deles procuram ajuda médica mais de 24 horas depois. Nos casos de episódios isquêmicos transitórios, os sintomas são passageiros, mas as consequências podem ser graves, caso não seja feito o socorro imediato, diz o neurologista Eduardo Mutarelli, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. De acordo com os últimos estudos, as chances de evitar ou minimizar as sequelas de um derrame isquêmico (quando ocorre uma obstrução na passagem do sangue) são maiores se a pessoa procura atendimento em até quatro horas e meia após o início dos sintomas. “É parecido com o que acontece no infarto: ao desobstruir o vaso, reduz-se a morte das células da região. Mas, após esse período, as sequelas têm mais chances de se tornarem permanentes”, acrescenta o cardiologista Sérgio Timerman, diretor do Laboratório de Treinamento e Simula-

ção em Emergências Cardiovasculares do dados também confirmam que a grande maioria dos pesquisados foi primeiro ao InCor (Instituto do Coração). No AVC hemorrágico, outro tipo de seu médico de confiança, quando o rederrame, a intervenção médica precoce comendado é correr para um serviço de urgência. também pode minimizar danos. Os resultados também revelaram que Segundo os autores do estudo, a demora para buscar ajuda não foi relacionada aproximadamente 30% dos derrames que ocorrem após a diferenças de sexo, idade, classe social Estudo britânico feito um acidente transitório acontecem ou nível educacional. com mais de 90 mil antes de o paciente A pesquisa, britânica, avaliou acidentes pessoas alerta para procurar ajuda. O derrame cerevasculares de mais de a necessidade de bral é o problema 90 mil pacientes entre 2002 e 2007. Os reconhecer o problema que mais mata no resultados acabam e buscar atendimento Brasil, mas também por aqui o desconhede ser publicados na logo cimento de sintomas revista “Stroke”. e necessidade de intervenção rápida é pequeno. Serviço de urgência “Acho que o cenário deve ser pior, Pessoas que já tinham sofrido um derrame ou portadores de arritmias cardía- porque há vários sintomas que as pessoas cas procuraram atendimento com mais podem não reconhecer”, diz Mutarelli. pressa. Mas isso não foi observado em Para ele, quando os sintomas são passapacientes com infarto, hipertensão ou geiros, a pessoa pode ter a falsa imprestabagismo. A demora em buscar atendi- são de que nada grave está acontecendo. “Temos uma conscientização muimento foi maior nos fins de semana. Os

to pífia da população para o problema. Isso leva a atrasos na procura por auxílio médico e inviabiliza um tratamento que pode reverter o quadro”, diz Timerman. Um estudo feito em 2005 com mais de 800 pessoas em São Paulo, Ribeirão Preto, Fortaleza e Salvador mostrou que os brasileiros desconhecem até o nome correto do problema: foram apontadas 28 denominações para o AVC e somente 15% souberam dizer o que a sigla significava. Alguns confundiram com infarto. “No Norte, chamam mais de trombose. No Sul, de derrame. Muitos não souberam nem relacionar que a causa seria vascular”, diz o neurologista Ayrton Massaro, presidente da Sociedade IberoAmericana de AVC. Segundo Massaro, ao sentir os primeiros sintomas, o paciente deve chamar o resgaste. “Não é para ir ao médico, devese buscar o hospital mais próximo e equipado”, indica. A própria pessoa, se estiver consciente, ou quem a socorreu deve informar o horário em que os primeiros sinais surgiram e quais foram eles. (Folha Press)


A bota da estação POR MARIANA POLI E AMANDA NOVARETTI Quem segue a moda e ainda não comprou sua ‘ankle boots’ (as botinhas curtas na altura do tornozelo) não terminará o inverno sem uma. Sensação nas passarelas e nas vitrines das lojas, o modelo já é o hit da estação quando o assunto são os sapatos. As adeptas desse tipo de bota vão da supermodelo e ícone fashion Kate Moss a atrizes brasileiras como Taís Araújo, Carolina Dieckmann e Deborah Secco. Fazem sucesso também nas vitrines das principais grifes e reinaram soberanas nas semanas de moda nacionais e internacionais. Nas lojas, elas já saem como água. ‘É um produto de grande aceitação e uma das principais apostas do mercado’, diz Ricardo Kachvartanian, diretor da Associação Brasileira de Lojistas de Artefatos e Calçados. Diretor da Mundial Calçados, ele afirma que só a sua marca tem 30 modelos diferentes desse tipo de botinha. E, se nas passarelas elas ganharam espaço por trazerem um toque de modernidade aos looks, caíram no gosto das mulheres comuns por serem uma opção geralmente mais em conta do que as botas de cano alto. ‘As “ankle boots’ estão vendendo muito bem. Além de serem mais versáteis e fáceis de usar [do que as botas tradicionais], são perfeitas para a meia-estação e seu preço é mais

baixo’, assinala Ana Carolina Grings, diretora de desenvolvimento da Piccadilly. O retorno Remanescentes dos anos 1980 _nasceram com o movimento punk_, as botas de cano curto voltaram a fazer sucesso em meados dos anos 2000 e atingem agora o seu auge fashion. Não à toa, voltam totalmente repaginadas: com tiras, correntes, brilhos, aviamentos, materiais e modelos diferentes. Uma boa novidade são os modelos abertos na frente, os chamados ‘peep toes’. ‘Eles vão aparecer bastante neste inver-

no, principalmente em parceria com as meias da estação’, afirma a consultora de moda Tatiana Vianna. Há outras inovações, entre elas as chamadas ‘booties’, que têm um cano ainda mais baixo e dão um ar abotinado a sandálias e sapatos. ‘São recortes à laser que deixam o pé aparente mesmo nos modelos mais fechados’, antecipa José Augusto Marinho, professor do curso de moda da faculdade Santa Marcelina. Chiara Gadaleta, consultora de moda e apresentadora do ‘Tamanho Único’ (GNT), chama atenção também para as botas mais baixinhas: ‘Os saltos dimi-

nuíram e as deixaram com uma cara mais country e despojada. Ficaram mais confortáveis também’, diz. ‘Ao perceberem que o cano baixo agradou, [os fabricantes] procuraram criar uma maior diversidade de modelos. Couro e camurça são os materiais da estação.’ Na hora de combiná-las, também não faltam opções. Das mais modernas às mais clássicas, é possível usar as ‘ankle boots’ de diversas maneiras. ‘Elas ficam ótimas por cima das calças, com vestidos curtos e com os soltinhos também’, diz Lorenzo Merlino, estilista e professor de moda da

Faap. ‘Pode-se usá-las com calças skinny [colada], saias de cintura alta e até leggings’, completa Marinho, da Santa Marcelina. E, para quem está pensando em adquirir a sua ‘ankle boot’, os especialistas alertam: botas no tornozelo não combinam _de jeito nenhum_ com os vestidos longos. As meninas com pernas longas e finas, estão liberadas, as de pernas grossas podem apostar nas meias calças e leggings, sempre no mesmo tom das botas, para não achatar a silhueta. De resto, é usar o bom senso e arrasar no visual! (Folha Press)

RECEITA

Salada de grãos Ingredientes 1/2 xícara (chá) de arroz-vermelho (na falta deste, use arroz integral) 1/2 xícara (chá) de lentilhas vermelhas ou marrons 1/2 xícara (chá) de quinoa 1/2 xícara (chá) de grão-de-bico 1 colher (chá) de noz-moscada 1 xícara (chá) de milho verde fresco 120 ml de azeite 2 ramos de manjericão

1 ramo de hortelã 4 ramos de tomilho Sal a gosto Suco de limão a gosto 1 colher (sopa) de sementes de linhaça 1/2 xícara (chá) de brotos de feijão ou alfafa 8 folhas de alface Preparo Cozinhe os grãos separadamente em

água ligeiramente salgada (inicie o cozimento com água fria). Coloque a espiga de milho verde em uma panela de pressão com água. Tampe e ligue o fogo. Depois que pegar pressão, cozinhe por três minutos. Desligue o fogo, certifique-se de que a pressão cedeu e só depois abra a panela. Escorra a espiga e utilize os grãos, cortando-os bem rentes à espiga. Misture o milho e os grãos cozidos. Em uma tigela pequena, coloque uma colher (sopa) de suco

de limão e sal. Misture para dissolver o sal. Junte o azeite e as ervas frescas. Experimente e acerte a quantidade de limão. Regue os grãos com o molho e mexa delicadamente. Disponha as folhas de alface no prato que vai à mesa e coloque sobre elas a salada de grãos. Finalize a preparação com a linhaça e os brotos de feijão Dica: se quiser, utilize milho enlatado no lugar do milho verde em espiga (Folha Press)


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