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Jornalista Responsável Paulo Assis MG 07169JP paulo@letradeforma.com Textos e Fotografias Aline Alves e Agência FolhaPress redacao@letradeforma.com Diagramação Gabriel Torres e Paulo Assis publicidade@letradeforma.com

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Comportamento

Médicos desprezam os efeitos colaterais de antidepressivos Em estudo feito nos EUA com 300 pessoas que sofriam de depressão, psiquiatras subestimaram queixas dos pacientes RACHEL BOTELHO o alerta importante para psiquiatras, mas, Ganho de peso, tremor, diminuição da principalmente, para não especialistas. libido, insônia. Uma parcela das pessoas “Eles tratam um porcentual significativo que tomam antidepressivos enfrenta esses de pacientes com depressão, mas, como e outros efeitos colaterais. cuidam de outros aspectos, falta tempo São sintomas que têm grande impac- para olharem mais para isso.” to na qualidade de vida e que explicam, Fráguas diz que muitos sintomas não muitas vezes, o abandono do tratamento. são causados pelo remédio, mas pela deApesar disso, psiquiatras e outros médicos pressão. A opinião é semelhante à de Mique prescrevem essas drogas negligenciam guel Roberto Jorge, professor-associado de a questão. psiquiatria da UniÉ o que indica Sintomas causados por fesp. “Muitos pacienuma pesquisa a ser putêm queixas múltidrogas têm impacto tes blicada no “Journal of plas”, diz. na qualidade de Clinical Psychiatry”. Segundo Jorge, As queixas dos 300 vida e, muitas vezes, os diferentes antidevoluntários sobre os pressivos têm eficácia efeitos colaterais dos provocam o abandono muito parecida, daí a remédios foram 20 veimportância dos efeido tratamento zes mais frequentes do tos colaterais na escoque as observadas por seus psiquiatras. lha do remédio. “Estamos tão preocupados Os pacientes anotaram, em uma lista em saber se houve redução dos sintomas de 31 efeitos colaterais, a frequência com como em saber se apareceram efeitos colaque os sentiam e o grau de incômodo que terais”, acredita. representavam. Depois, os pesquisadores Efeitos colaterais estão entre os princichecaram, nas fichas médicas deles, os da- pais motivos que levam dos de efeitos colaterais anotados pelo mé- a pessoa a interdico de cada paciente. romper a meMesmo quando os pacientes descreve- dicação. ram os efeitos como frequentes ou muito incômodos, os médicos os registraram com uma frequência duas a três vezes menor nas fichas. Zimmerman diz que estudos sobre essas drogas, patrocinados pela própria indústria farmacêutica, devem estar subestimando seus efeitos negativos. Para Ana Luíza Camargo, coordenadora do núcleo de medicina psicossomática e psiquiatria do hospital Albert Einstein, as queixas do paciente nem sempre são ouvidas. “No afã de tratar, é possível que passem despercebidas.” Renério Fráguas, coordenador da residência do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, considera

“Acontece com frequência, o que é uma pena, porque poderíamos esclarecer se o problema vai continuar, se representa perigo ou, se for o caso, trocar o remédio”, diz Jorge. Para ele, a maioria desses efeitos não ameaça a saúde, mas os pacientes não sabem disso. Segundo Fráguas, se a depressão está sendo tratada pela primeira vez, a tendência é trocar o remédio que dá muitos efeitos. Mas, se a pessoa já se tratou antes ou apresenta um quadro grave, o indicado é tentar subir a dose aos poucos, para minimizar efeitos colaterais. (Folha Press)


Ajude o seu filho a gostar dos livros AMANDA NOVARETTI Ao ser questionado sobre como educaria os filhos em tempos tão informatizados, Bill Gates, fundador da Microsoft, disse: ‘Meus filhos terão computadores, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever, inclusive a sua própria história’. O pensamento é compartilhado pela pedagoga Neide de Aquino Noffs, professora da faculdade de educação da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). ‘A pessoa que lê com compreensão tem mais facilidade para entender o mundo e aplicar seus conhecimentos no dia a dia’, afirma. De acordo com a pedagoga, quanto mais cedo acontecer a aproximação das crianças com os livros, mais fácil será o aprendizado da leitura. ‘Hoje temos obras específicas para bebês, feitas de plástico, tecido e outros materiais alternativos’, recomenda. Outra sugestão da especialista são os livros que desenvolvem os sentidos, com sons, texturas e cores. Para a psicóloga Cisele Ortiz, coordenadora do Instituto

Avisa Lá, os pais não devem ter medo de deixar as crianças manipularem os livros. ‘É importante que eles toquem os volumes e tenham liberdade para escolher o que mais gostam’, afirma. Segundo a psicóloga, a família precisa incentivar passeios a livrarias e bibliotecas, e os pais devem servir como um espelho para os filhos, manipulando e lendo livros diante deles. Para Neide, a maneira mais fácil de educar os pequenos para serem leitores conscientes é ler com eles. Segundo as especialistas, a criança precisa enxergar o texto lido. ‘O adulto deve apontar para as palavras que lê e tomar cuidado com a entonação e a expressão durante a leitura’, afirma Cisele. O mais importante é adequar a leitura à idade da criança. ‘No começo, escolha livros com poucas palavras e mais ilustrações. Conforme a criança cresce, o número de palavras vai aumentando e o de desenhos diminuindo’, ensina Neide. Outra questão importante é conversar com a criança sobre o que foi lido. ‘Não existe uma interpretação

única das histórias. É importante discutir o que foi lido’, ensina Cisele. Mas como interessar os pequenos pelos livros quando eles vivem cercados pela televisão e pelo videogame? A contadora Lucimara Lopes Marinelli, 42 anos, explica que só conseguiu convencer o filho Matheus, 11 anos, da importância da leitura quando ele começou a ter dificuldade na escola. ‘O Matheus sempre tirou notas boas, mas neste ano sofreu nas provas com as questões de interpretação de texto’, afirma. Para ajudar o filho, ela começou a ler com ele os livros indicados pela escola e a debater o conteúdo das histórias no final. Com a participação da mãe, as leituras ficaram mais prazerosas para o garoto. Outra tática de Lucimara aprovada pelas educadoras é estabelecer um horário de leitura para a família toda. ‘Não adianta o pai querer que o filho goste de ler se não dá o exemplo’, afirma Cisele. Fazer com que os filhos lessem nunca foi um problema para a coordenadora pedagógica Raquel Junqueira, 45 anos.

‘Passei meu amor pelos livros para a Rafaella, 13 anos, e para o Pedro, 8’, conta. Para Cisele, esse é o segredo: ‘O videogame e a televisão não precisam competir com a leitu-

ra. São sensações diferentes. É apenas uma questão de aprender a gostar de ler’, diz a psicóloga. Para ela, a emoção de um bom livro é insuperável. (Folha Press)

RECEITA

Torta de castanha-do-Brasil Ingredientes Para a massa 1/3 de xícara (chá) de castanhas-do-Brasil (castanhasdo-Pará) 1/3 de xícara (chá) de açúcar de confeiteiro 1/3 de xícara (chá) de manteiga sem sal 1 1/3 de xícara (chá) de farinha de trigo 1 ovo 1 pitada de sal grosso Para o recheio 1 xícara (chá) de castanhas-do-Brasil (castanhas-do-Pará)

3/4 xícara (chá) de açúcar 2/3 xícara (chá) de creme de leite fresco 1 ovo 1/2 xícara (chá) de queijo meia cura ralado 1 pote de geleia de umbu Preparo Massa Triture as castanhas-do-Brasil com o açúcar até obter um pó fino. Com a ponta dos dedos, misture a manteiga e a farinha. Junte o ovo e a mistura de castanhas e açúcar. Trabalhe essa massa muito rapidamente. Molde uma bola, envolva-a em filme plástico e deixe em repouso

por 30 minutos, na geladeira. Abra a massa em uma forma de aro removível de 25 cm de diâmetro e reserve Recheio Triture a castanha com o açúcar até obter uma consistência fina. Misture o creme de leite e o ovo. Reserve. Rale o queijo e reserve. Polvilhe metade do queijo ralado sobre a massa e cubra com o creme de castanhas. Polvilhe o restante do queijo sobre o creme de castanhas e asse em forno preaquecido baixo por 40 minutos. Assim que assada, retire a torta da forma e espalhe a geleia de umbu. Se quiser, decore com lascas de castanhas-doBrasil tostadas. (Folha Press)


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