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Silence (também tocaram no Guarujá e em outro pico de Sampa). Pois é, para o evento ser nota dez, só faltou a punkaiada. Com aquele atraso básico, Atos de Vingança com nova formação e som mais porrada, iniciou seu set. O frio que todo mundo encarou para colar no som parece ter congelado geral, já que ficamos apenas apreciando a apresentação das bandas. Voltando ao Atos, parece que depois de alguns problemas de formação e afastamento dos palcos, a banda se encontrou novamente e tem produzido bastante. Na sequência, a one man band carioca Total Silence detonou seu dbeat. Apesar da brutalidade dos sons, a frieza do pessoal continuou presente. Parece brincadeira, mas apesar da banda ter tantos anos de estrada, essa foi a primeira vez que vi o Skárnio. Quanto arrependimento! O bagulho é realmente monstro, aquela mistura cruel de hardcore com metal torto e tosco que ainda impressiona. E fechando a noite gélida, rolou o Massacre em Alphaville. Já fazia uns três ou quatro anos que não colava num som que tivesse a participação da banda. Dessa vez vi apenas as três primeiras músicas e saí fora graças ao frio e a fome. Sacomé, velho é sempre banana. Enfim, apesar dos contras, o rolê foi legal, chance de ver uma banda de outro estado e outras locais que nem sempre são convidadas para o oba-oba do rolê, uma galerinha firmeza e rever pessoas que já tinha algum tempo que não via. Valeu ter saído de casa.

UGRA Zine Fest: Ordinária Hit, Rot – 21/10/2014 – Centro Cultural São Paulo – São Paulo/SP Fim de semana com feira de zines, oficinas, palestras, bandas, conversas agradáveis, ninguém arrastando, tudo isso rolando no mais conhecido centro cultural da cidade e na faixa. Evento realizado em dois dias e muito bem organizado. Quem ainda insiste naquela imagem oitentista de zines porcamente fotocopiados precisa urgentemente de uma reciclagem no assunto. Ainda existem zines que seguem essa linha (na maioria das vezes por opção), mas a quantidade de zines que mais parecem livros ou revistas é impressionante. Pode-se até não gostar, mas não é possível negar a qualidade do material. E na feira havia zines para todos os gostos e bolsos, era só pesquisar e escolher. Fora a feira, ainda havia a possibilidade de gastar parte do tempo no centro cultural sapeando as exposições que estavam no local. Era uma overdose de cultura. No horário marcado a banda Ordinária Hit começou sua apresentação. Não sei o que rolou porque o som da banda não é a minha praia e optei por ficar do lado fora papeando. Na sequência veio o Rot e para variar, foi devastador. Como disse o vocal Marcelo, era a apresentação mais calma na vida deles. Boa parte do pessoal sentado, som nítido, sem mosh pit e mesmo assim a brutalidade da banda se fazia presente e impressionava. Parece não importar o local, a quantidade de pessoas ou a qualidade do som. A única certeza é um massacre de grindcore político. Vale ressaltar que além das pessoas acostumadas com esse tipo de som, havia no ambiente muita gente que nada tem a ver com barulho, entrou no teatro porque a apresentação era gratuita e ficou por lá prestigiando. E por volta das 19h30min a banda encerrava sua apresentação. Como aconteceu ano passado, interessante notar a ausência de pessoas envolvidas com as diversas cenas musicais/culturais existentes na cidade e que teoricamente, apoiam/produzem zines para manter a chama acesa, seja ela qual for. Mais fácil ficar em casa postando foto e cuidando da vida alheia em rede social ou pagando de feijoada, fazendo política apenas para a panela. Mas quem colou com certeza não teve do que reclamar.

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