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mado. “Fale com profissionais da área, conheça as universidades, converse com professores, participe de programas de orientação vocacional, troque idéias com estudantes e recém-formados. Assim eliminará dúvidas e o que estava no imaginário ficará mais próximo da realidade. Conheça o objeto de trabalho da profissão e saiba qual problema resolverá no dia-a-dia”, ensina Geórgia. Para aqueles que cursam faculdade e estão insatisfeitos, o estágio, fora da sala de aula, os ajudará a conhecer as funções da carreira. “A parte teórica não é o suficiente para o jovem ter a noção exata sobre a profissão. Ocorre também de o aluno que já está no estágio demonstre insatisfação no trabalho. Nesse caso, a troca de emprego pode fazê-lo mudar de opinião”, afirma Fraiman. Em casos de insatisfação com o curso, existem boas chances de o problema também estar relacionado ao aluno. É durante essa fase que o jovem toma conhecimento sobre suas responsabilidades, o que pode gerar um grande descontentamento. “O medo de crescer, de sair do comodismo e da proteção exagerada dos pais, ajudam a aumentar sua insegurança. Muitas vezes, a mesada é maior do que seu salário de estagiário. Por isso, é recomendável procurar um psicólogo para saber a origem dessa insatisfação”, diz o psicoterapeuta. Mudar de curso pode ser a melhor opção nos casos em que o aluno realmente não se identifique com ele. Para Fraiman, “nós não temos o direito de sermos medíocres e maus profissionais por conta de uma escolha errada. Não é porque eu não gosto de ser cozinheiro que eu tenho o direito de lavar mal algum alimento e adoecer alguém”.

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