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Nº 0 l Novembro/Dezembro 2013 Expediente

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Entrevista

Diza Gonzaga

Editores Carlos Rema Silvia Severo Reportagem Bianca Bassani Revisão Gustavo Cruz Fotografia Denner Ricardo Nicholas Galvão Colaboradores Anelise Lopes Bianca Burlamarque Jania Nazareth Lucinéia Vallandro A Viva - Revista Feminina é editada pela empresa Gabinete de Comunicação Integrada Empresa Jornalística Ltda. Rua Barão do Amazonas, 1632/303 - Porto Alegre/RS Fone (51) 3248-2605 contato@revistavivapoa.com.br Comercialização (51) 9225-8994

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Moda

Dicas e cores para 2014 Saúde

Verão exige cuidados extras

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Impressão Comunicação Impressa Circulação e Distribuição Gratuita e dirigida nos bairros Assunção e Tristeza (Zona Sul); Bela Vista, Chácara das Pedras e Três Figueiras (Zona Norte); atende também os bairros Moinhos de Vento e Rio Branco. Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores.


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Você conhece a Diza? Aquela que anda de bicicleta pela orla do Guaíba; a que revisa o quarto dos filhos para ver se "está tudo em ordem"; a mulher de 60 anos que diz ser vaidosa, mas que não pensa em fazer nenhuma intervenção cirúrgica. A Diza é a esposa do Régis e alguém que se considera muito feliz. Ela procura chegar em casa sempre antes das 19h e come salada antes de cada refeição. Lembrou agora? Você conhece, sim, a mãe do Thiago, a Diza Gonzaga - que há 18 anos criou o projeto Vida Urgente para conscientizar a sociedade sobre a importância de humanizar o trânsito. Chega a ser contraditório. O adjetivo "acessível" serve como uma luva para Diza, ao mesmo tempo em que não se aplica a ela. Nosso convite para ser capa da primeira edição da Revista Viva foi recebido com alegria e prontamente atendido por meio de uma conversa rápida pelo celular particular dela. Mas demoraram alguns dias para que a entrevista pudesse se concretizar. Novos compromissos surgiram - marcamos, desmarcamos, remarcamos e, enfim, nos encontramos para conversar na própria sede da Fundação Thiago de Moraes Gonzaga, no bairro Menino Deus, em Porto Alegre. Em virtude da circunstância que a motivou a criar a instituição - a morte do filho Thiago, aos 18 anos, em um acidente de carro -, pensei que fosse encontrar menos sorrisos, mais sobriedade e menos cores, menos luz, menos pessoas, menos espaço. Ao chegar no local, a surpresa: encontrei uma casa enorme, com diversas pessoas circulando todo o tempo, conversando e brincando. Vi cores, vi teatro, várias salas coloridas e um espaço externo em que crianças de todo o estado são recebidas para aprender, de forma descontraída, sobre educação no trânsito. Lá, eu vi vida. Descobri uma Diza ocupadíssima, que entra e sai de reuniões, viaja com frequência e que está constantemente atendendo o celular. Mas também descobri uma Diza que, em meio a tudo isso, arranja tempo para ser feliz. Uma Diza humilde, que não se considera exemplo para ninguém, mas realista - reconhece a importância de seu papel na sociedade. Acompanhe a seguir a entrevista exclusiva com Diza Gonzaga, fundadora do projeto Vida Urgente.

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Entrevista l Viva O que é um trânsito mais humano?

exemplo, querendo levar o trabalho da associação. E fora do estado também. Nosso trabalho está muito grande e nós precisamos cada vez mais de apoio. Até porque eu não considero mais o trânsito uma questão apenas de secretarias, é uma questão de saúde pública. É a principal causa de morte de jovens no nosso país. Morrem mais de 50 mil pessoas por ano no Brasil em acidentes de trânsito, isso corresponde a números de óbitos em guerras. Temos que potencializar o nosso trabalho para reverter essa realidade e, por isso, fomos até a sociedade.

Primeiro, é preciso entender o que é o trânsito. Para nós da Fundação Thiago Gonzaga, do Vida Urgente, o trânsito não são máquinas circulando nas ruas e nas avenidas, são pessoas. Temos o costume de associar trânsito ao automóvel, mas faz parte dele também o skatista, o ciclista, o pedestre, o passageiro. Isso não é uma questão só de secretarias de transporte e da polícia rodoviária, é uma questão de nós entendermos que, no trânsito, nós temos que ser mais humanos. A gente às vezes é educado e, por exemplo, jamais fura uma fila no supermercado, mas, no trânsito, dentro de um automóvel, parecemos um ser medieval. Não damos passagem, buzinamos, agimos com imprudência, não deixamos um pedestre atravessar na faixa ou aceleramos quando alguém está atravessando. É desse processo de humanização que estamos falando, não é somente um slogan.

Quais os desafios para uma mulher que há 18 anos se expõe à sociedade lutando pelas causas do trânsito, uma questão social a princípio tão masculina? Eu vejo, quando vou nos debates, nos seminários pelo Brasil e até fora do país, que a maioria dos componentes das mesas são homens. São poucas mulheres envolvidas na questão do trânsito, então realmente foi um desafio. Mas, na verdade, o Vida Urgente não nasceu com nenhum planejamento. Nasceu na madrugada de 20 de maio, quando eu recolhi o Thiago no asfalto. Quem me conhece deve lembrar que eu dizia: “vida urgente”. Eu não me conformava que o meu filho, cheio de vida, com 18 anos, que eu levei numa festa, não voltou para casa. Então, naquele dia, eu larguei minha profissão de arquiteta e comecei essa caminhada em defesa da vida. Eu não sabia como ia ser, mas eu sabia que eu tinha que fazer alguma coisa para que outros pais não perdessem seus filhos, para que outros lindos “Thiagos” não perdes-

Como o Vida Urgente sobrevive? Hoje, a Fundação sobrevive dos recursos dos projetos que nós apresentamos para a prefeitura e para os apoiadores da iniciativa privada. Para cada projeto temos um apoiador. Neste ano nós estamos com a campanha “18 é pouco” e, pela primeira vez, nos dirigimos à sociedade gaúcha pedindo apoio, porque é muito difícil manter uma fundação como a nossa, que hoje já abrange não só Porto Alegre, mas todo o estado. Hoje nós somos demandados por Bagé e Santana do Livramento, por ○

sem a vida. Eu iniciei com essa vontade, mas sem planejamento, só com a vontade que o meu grito não ficasse na garganta. Aí, primeiro fui entender essa questão do trânsito, eu queria entender por que o meu filho morreu dessa maneira. Me preocupava que ele se agasalhasse, se alimentasse, ficasse longe das drogas e ele acabou morrendo no trânsito. Com isso eu descobri que a principal causa de morte de jovens no nosso país era o trânsito, que os jovens morriam a menos de 30km de casa, nas madrugadas de finais de semanas e feriados, e eu vi que o meu filho era uma morte que já havia sido anunciada. O Thiago entrou como uma luva nas estatísticas e, então, eu disse: “tenho que gritar isso para a sociedade ouvir”. Eu queria que não tivessem mais “Thiagos” e “Thiagas”.

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Você já conquistou muitos prêmios, incluindo um “Mulheres que Fazem a Diferença”, concedido pela Secretaria de Direitos Humanos e Segurança Urbana da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Por que você acha que faz a diferença? Eu não gosto muito de ser exemplo, mas se tenho alguma coisa pra dizer é: acreditem que cada um pode fazer a diferença. Eu podia ter ficado sofrendo, chorando pela morte do meu filho, mas eu coloquei a cara na rua. Qualquer pessoa que achar que tem uma verdade a ser dita, tem que lutar e fazer a diferença. É possível superar a perda de um filho? Não, a palavra “superar” não existe. A gente pode aprender a ○


Divulgação/FTMG

conviver com essa perda. E posso te dizer que eu sou feliz, mesmo com essa dor. As pessoas acham que o tempo ajuda, que o tempo diminui, mas não é verdade. O que eu tenho feito nesses anos é aprender a conviver com essa dor. E, nesse sentido, o Vida Urgente tem me ajudado muito, porque quase todos os dias eu estou falando com jovens em colégios, em universidades. Quando eu estou na frente desse público, eu vejo muitos “Thiagos” e “Thiagas” e penso que, se alguém tivesse feito o que hoje eu estou fazendo, talvez o Thiago não tivesse embarcado naquela carona sem volta. E é isso que me move e me dá energias.

que toda mãe quer que o seu filho esteja bem, não importa onde: se em Nova Iorque ou em Canoas. Eu nem sei bem onde o Thiago está agora, mas eu quero que ele veja que eu estou fazendo alguma coisa. Tenho certeza que ele ia gostar de me ver fazendo isso ao invés de ficar deprimida e atirada em casa.

Você, além de desempenhar um papel social muito importante, mantém a memória do Thiago sempre viva. Isso ajuda a amenizar um pouco a saudade ou, de certa forma, deixa a lembrança dele sempre acesa? Eu acredito que filho não morre. Pai morre, marido morre, mesmo que a gente não queira, mas filho não morre, é muito estranho isso. Talvez porque seja a inversão da ordem da vida, a gente não tem gravada no nosso DNA essa informação de que o filho pode ir antes. Talvez por isso seja mais difícil e a gente não supere, porque inverte a ordem natural da vida. Então, as opções que temos é aprender a conviver com isso ou se entregar. No meu caso, sou teimosa, nunca fui de me entregar para as coisas. É o caminho mais difícil? Com certeza é. É mais fácil se entregar, a sociedade aceita essa dor, a “dor mais perfeita” que tem é perder um filho, todo mundo aceita que tu fiques deprimida. Mas eu acho ○

“Trabalho de conscientização começa com as crianças, através da contação de histórias”

Como é a Diza mãe? Eu tive três filhos biológicos e três do coração. Ou seja, cinco filhos hoje estão comigo, mas o Thiago continua presente, então são seis. Lá em casa moram somente o Vicente, o Gerson e a Paula, os três menores e os três que são do coração. A Larissa já casou, tem filhos. A Carolina mora em Londres e o Thiago está num lugar que eu nem sei o nome. Fala-se muito sobre o mito de que as mães gostam dos filhos igualmente, mas não é verdade. Cada filho é único, a gente pode amar com o mesmo peso, mas eu gosto de cada filho de forma diferente. Então, ninguém substitui o Thiago, ninguém substitui nenhum dos meus filhos. O lugar do Thiago está vago, mas isso não me impede de continuar caminhando, de ser feliz. Eu e o Régis sempre fomos aqueles pais meio grudentos, que levam e buscam em festa. ○

Talvez hoje eu tenha mais consciência da impermanência, inclusive da vida, e sei que é possível perder um filho. Depois da morte do Thiago, mudou talvez o valor que eu dê em poder abraçar todos os dias cada um deles. Como é o seu dia a dia? Eu queria que fosse um pouco menos agitado. Eu sou uma mãe que, mesmo tendo toda essa trabalheira da Fundação e todos esses compromissos, tem o defeito de saber de tudo, de ver como está o quarto de cada um, da casa, ver o que tem para o almoço. Eu levanto sete e meia, no máximo às oito horas da manhã, e procuro marcar palestras para logo cedo. À tarde me dedico à Fundação, almoço em casa, retorno aos compromissos, ○

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Entrevista l Viva Divulgação/FTMG

os meus filhos tivessem um casamento assim, mas não sei se, hoje, é possível viver tantos anos juntos com um parceiro ou parceira. Até mesmo eu me assusto quando penso em todos esses anos. Que características você identifica na mulher atual que não existiam 20 anos atrás? Eu acho que essa preocupação em demasia com a estética. E estética não é apenas gostar de se cuidar, pois eu também sou vaidosa - mesmo com 60 anos eu ando pintada, com brinco, compro as coisas que estão na moda, mas eu acho que atualmente está excessivo. Eu acho que o exagero é desgastante, porque os anos passam e é bacana ter as marcas da idade, as rugas. Faz parte, é o que eu vivi, quando me olho no espelho acho que eu estou muito bem. Então eu não tenho vontade de fazer uma plástica, uma intervenção, mas isso não quer dizer que eu não vou me cuidar. Hoje há um acesso de culto ao exterior, como se isso valesse algo. Eu não faço muita ginástica, mas tenho a minha bicicleta dobrável, que eu coloco no porta-malas e vou até o Barra Shopping andar na ciclovia, faço voltas, vou até Ipanema. Adoro pedalar e com capacete, tudo “bonitinho”, com o adesivo da borboleta do Vida Urgente. Adoro também comer muita salada, então minha entrada das refeições é sempre três ou quatro tipos de verduras. Não sou chocólatra como a maioria das mulheres, mas gosto de doce, de ambrosia, de pudim. Minha alimentação não é super saudável, mas eu procuro me cuidar, porque quero envelhecer com saúde.

mas, até as sete horas da noite, me planejo para estar de volta. Tenho viajado mais do que eu gostaria, inclusive para fora do estado. Eu não sei até quando eu vou aguentar essa rotina, mas a minha agenda não deixa a dever para nenhum político ou artista, porque é muita gente, é muita demanda. Ao mesmo tempo em que é cansativo, me dá uma alegria de ver que a Fundação sempre atinge o seu objetivo, que é mobilizar a sociedade para uma mudança de comportamento.

“O Vida Urgente tem me ajudado muito. Quase todos os dias eu estou falando com jovens em colégios e universidades”

E como fica o casamento nessa correria? Sabe quantos anos fez este ano? Quarenta anos, tu acreditas? Eu casei com 18, o Régis tinha 21 anos. Estamos juntos nessa vida inteira e hoje afirmo que é uma relação além do amor - porque não se vive 40 anos com quem a gente não ama, temos um companheirismo muito legal. Tenho com quem conversar, dividir as coisas do dia a dia. O Régis sempre me conta as coisas das aulas, a gente tem um casamento muito legal. Eu gostaria também que ○

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Direito l Viva

Bianca BURLAMARQUE

Lei Maria da Penha: muito mais que uma proteção à lesão física causada pelo companheiro/cônjuge A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06) foi sancionada pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 7 de agosto de 2006 e, como todos sabem, decorreu, em síntese, das diversas agressões sofridas por Maria da Penha Maia Fernandes. Por 6 anos, ela foi espancada e violentada pelo marido, além de duas tentativas de homicídio. A coragem desta mulher em denunciar o caso aos mais elevados órgãos de defesa dos direitos humanos e da mulher, resultou na elaboração e promulgação da lei que acabou por levar seu nome, e produziu efeitos muito além da violência física causada pelo cônjuge ou companheiro à sua mulher. A Lei Maria da Penha engloba a defesa contra lesão à mulher no âmbito doméstico e familiar. Não é necessário que haja uma relação conjugal para que a violência seja punida nos termos da Lei 11.340/06. Conhecimento este que poucos detém. Até a promulgação desta lei, não existiam mecanismos específicos para a proteção das mulheres em caso de violência doméstica, tais situações eram tratadas como crime de menor potencial ofensivo e ○

A proteção da mulher nessas lesões passou a pertencer ao Estado brasileiro e deixou de ser tratada como mera questão familiar. Criou-se todo um sistema de proteção à mulher com aplicação de serviços especializados: delegacias, centros de atendimento, defensorias, promotorias, juizados, centros de saúde e abrigo à mulher que manifesta estar sofrendo violência doméstica e familiar. Dentre os mecanismos de atendimento a estas vítimas, existe um canal de comunicação do Governo Federal para essas mulheres: Ligue180 - Central de Atendimento à Mulher, sob o slogan “Sua vida recomeça quando a violência termina”. Através desta central é prestado todo auxílio buscado por aquela que está sendo violentada em seu âmbito doméstico ou familiar. Seus filhos, sua companheira, seu companheiro, seus irmãos serão devidamente punidos pelo Estado brasileiro se lhe causarem alguma violência física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral, basta a sua coragem de buscar ajuda. .....................................

Um canal de comunicação, oferecido pelo Governo Federal, através do Fone 180, presta todo auxílio às mulheres que estão sendo violentadas em âmbito doméstico ou familiar tramitavam no âmbito dos juizados especiais criminais. A promulgação da legislação alterou o caráter da lesão e passou a proteger a mulher contra as agressões física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Como se pode constatar, a Lei abrange muito mais que danos físicos causados pelo cônjuge ou companheiro, protegendo a mulher nas diversas agressões que venha a sofrer no âmbito doméstico ou familiar, até mesmo por filhos, irmãos e nas relações homoafetivas entre mulheres. A lei, em suma, protege a mulher da violência doméstica ou familiar! Qualquer dano causado à mulher no âmbito da família é protegido pela Lei Maria da Penha. ○

Advogada, OAB/RS 69766 - Pós graduada em Direito Processual Civil, atuando em Direito do Consumidor ○

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Comportamento l Viva

Anelise LOPES

O Cotidiano da mãe moderna A modernidade traz muitos desafios e varias opções de escolhas, mas todas vêm com muita pressão, principalmente para mulheres mães. A maior dificuldade é lidar com a culpa de uma escolha feita inadequadamente em um determinando momento. Crescemos achando que podíamos fazer tudo, até por que fomos criadas para dar conta de tudo, em função disso, nossas expectativas são altas demais. E quando não conseguimos atingir as expectativas, aí não tem jeito, o sentimento de fracasso é muito ruim, a velha culpa pega pesado, pois não atingimos aquilo que nos planejamos. O fato é que devemos alinhar as expectativas com a realidade, desta forma as escolhas são mais conscientes, assim paramos de nos comparar e percebemos que não existem mães perfeitas. É importante viver o aqui e agora e se adequar a necessidade do momento, por exemplo, às vezes dedicar 10 minutos da sua manhã dançando ou brincando com seu filho, faz com que seu astral fique elevado o restante do dia. ○

Uma simples atividade pode transformar a rotina de uma pessoa para melhor. Sabemos que após o nasci mento dos filhos eles passam a ser prioridades e muitas mulheres acabam se esquecendo de si e de seu parceiro afetivo. E quando se dão por conta perderam-se de si mesmas, do seu "eu", esqueceram de serem mulheres, se desleixaram consigo. As múltiplas tarefas de ser mãe, esposa e profissional, fizeram com que a mulher se tornasse uma cobradora de si mesma, gerando frustrações e doenças para seu corpo físico e emocional. O que precisamos é não nos cobrarmos tanto, de pedir mais ajuda para quem está conosco, não precisamos sermos mulheres-maravilha, não sentir culpa quando é humanamente impossível de realizar todas as tarefas que desejaríamos fazer. E não se esqueça de fazer algo por você mesma, somente assim conseguirás vencer os desafios do seu cotidiano. Busque sempre sua felicidade independente de quem você seja e de quais papeis e responsabilidades exerces! Como ○

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O fato é que devemos alinhar as expectativas com a realidade, desta forma as escolhas são mais conscientes, assim paramos de nos comparar e percebemos que não existem mães perfeitas

diz Roberto Shinyashiki "O Sucesso é Ser Feliz". Beijo e até a próxima ....................................... Psicoterapeuta reencarnacionista, especialista em Gestão de Pessoas, Coach.


2014, que venha repleto de coisas boas para você! Sem saber que cor de roupa usar na virada do ano. Vamos te dar uma ajudinha, assim você começa o novo ano com pé direito e atraindo bons fluidos!

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Laranja Esta cansada, sem pique para fazer as coisas? Então use laranja! Ideal para começar o novo ano com vitalidade. Ah, é também a cor do sucesso e da prosperidade.

Blazer laranja de algodão, short-saia assimétrico com paetê, regata com estampa animal print e sandália preta com hotfix. 12 - Revista Viva - Novembro/Dezembro 2013


Verde Simboliza sorte! Também é a cor da saúde e da esperança. Quer começar o novo ano com pé direito? Vá de verde.

Vestido de um ombro só de cetim com cinto. Um luxo! Revista Viva - Novembro/Dezembro 2013 - 13


Azul Ideal para quem precisa passar em um concurso ou vestibular. O azul simboliza segurança e aumenta seu poder de comunicação. Precisa passar em alguma prova em 2014? Entre o ano de azul.

Vestido longo de crepe com estampa de azulejos portugueses e sandália meia pata azul. Uma tendência. 14 - Revista Viva - Novembro/Dezembro 2013


Branco Um clássico nas festas de réveillon, ideal para purificar as antigas energias e começar coisas boas. Transmite paz, pureza e inocência.

Vestido em renda guipir manga longa off-white, sandália tiras dourada. Revista Viva - Novembro/Dezembro 2013 - 15


Modelo: Gabi Nemitz (Joy Model Management RS) Make Hair: Nicholas e Joseph (Luminna Beauty Lounge) Fotografia e Tratamento de Imagem: Nicholas Galvão e Denner Ricardo Produção: Silvia Severo, Jania Nazareth Lucinéia Vallandro Roupas: Lunyas Moda Feminina l Sapatos: Anzetutto Acessórios: Madame Butterfly ○

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Luminna Beauty Lounge: proposta inovadora e ambiente diferenciado O que acontece se juntarmos um salão de beleza de alto nível a uma cafeteria com alguns dos melhores grãos de café do Brasil? O resultado é a nova Luminna Beauty Lounge, que abriu as portas no dia 18 de novembro. Criação da psicóloga Denise Lahutte em parceria com o renomado cabeleireiro e fotógrafo Nicholas Galvão, o salão introduz um novo conceito em beleza, onde o conforto, a satisfação e o bem-estar do cliente se encontram. Localizado na Avenida Teixeira Mendes, nº 568, a Luminna Beauty Lounge apresenta uma proposta diferente dos demais estabelecimentos da capital gaúcha. Com sua arquitetura elegante, o salão oferece um ambiente diferenciado, onde aquelas horinhas que passamos nos arrumando se tornam um verdadeiro momento de prazer. Com produtos de marcas renomadas, como Joico e Schwarzkopf, a excelência do serviço na

Luminna é garantida. O salão também dispõe de uma sala VIP para a produção de noivas, debutantes ou aniversariantes - tudo cuidadosamente pensado para aumentar ao máximo o seu conforto em datas tão especiais. Se disponível, o mesmo espaço pode ser utilizado por clientes homens que queiram ser atendidos de forma mais discreta. Dispondo de uma televisão com canais esportivos, os rapazes podem tomar uma cervejinha enquanto assistem aos jogos de seu time do coração. A proposta da Luminna Beauty Lounge é fazer com que você se sinta linda por dentro e por fora. É um refúgio da correria diária onde você pode desfrutar do conforto do ambiente e de uma bebida saborosa, ao mesmo tempo em que fica ainda mais bonita. Para mais informações, acesse a página da Luminna no Facebook: www.facebook.com/ luminnabeauty.


Saúde l Viva

Pode vir quente que eu estou preparada Nesse verão ame primeiro você! por Bianca BASSANI

Caetano Veloso, Skank, Roupa Nova e Chico Buarque já fizeram canções em homenagem a ele. O queridinho das férias é aguardado com anseio por muitos e repugnado por vários outros. Instiga conversas até altas horas, a roupa curta, o dia a dia mais descontraído. Ah, o verão! Convite perfeito para momentos de sombra e água fresca, mas que também exige cuidados extras com a saúde. A Revista Viva apresenta um pequeno guia para você entrar na estação mais quente do ano sem dúvidas e preparada para aproveitar tudo de bom que o sol, o mar e a piscina podem te dar. 18 - Revista Viva - Novembro/Dezemvbro 2013


Pele A Sociedade Brasileira de Dermatologia faz uma série de recomendações com relação aos cuidados com a pele durante a exposição ao sol, a principal delas atenta para o uso (sempre imprescindível!) do protetor solar.  Evitar a exposição solar entre 10h e 16h;  Utilizar filtro solar contra radiação UVA e UVB e fator de proteção solar no mínimo 30. Reaplicar o produto a cada duas horas ou menos. Ao utilizar o produto no dia a dia, aplicar uma boa quantidade pela manhã e reaplicar antes de sair para o almoço;  Observar regularmente a própria pele. Procure pintas ou manchas suspeitas;  Consulte um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo.

Cabelos Quem esquece dos cabelos durante o verão não sabe o erro que está cometendo. A falta de cuidado durante a exposição ao sol, ao cloro e ao sal do mar pode gerar danos, que vão demandar tempo e dinheiro para serem reparados quando o frio voltar. Para proteger o cabelo e o couro cabeludo, as dicas também são simples:  Use bonés, chapéus ou cremes sem enxágue com protetor solar;  Não mantenha os cabelos úmidos ou com resíduos por muito tempo. Isso pode facilitar o aparecimento de caspa e enfraquecer os fios;  Desencane das químicas nes-

sa época, tanto para relaxar psicologicamente, quanto para proteger os fios. O excesso de produtos pode enfraquecer os fios ainda mais;  Evite prender o cabelo molhado e o secador quente;  Hidrate, hidrate, hidrate! Essa é a melhor dica para manter o seu cabelo lindo em qualquer estação do ano.

Alimentação O verão também é uma ótima oportunidade para melhorar a alimentação. Nessa época, recomenda-se a ingestão de alimentos mais leves para que a digestão não fique lenta e acabe ocasionando aquele mal estar característico das altas temperaturas. Além da alimentação leve, recheada de frutas e saladas, a ingestão de água é fundamental. É importante não ingerir água somente quando estiver com sede, pois é um sinal de que o corpo já está desidratado. O dia mais longo também favorece mais tempo ao ar livre, por isso ninguém quer ficar perdendo tempo em casa cozinhando. Para dar uma ajudinha nesse quesito, a Revista Viva apresenta uma receita deliciosa, prática e supernutritiva para o verão. E não esqueça, além de cuidar da sua pele, da alimentação e dos cabelos nessa época, aproveite o tempo a mais para cuidar do seu bem-estar. Deixe de lado as desculpas típicas do inverno, a chuva, o frio, o cansaço e curta o dia como se aproveita aquele amor de verão: único e breve.

Frango com gengibre, salsão e maçã Ingredientes - 1 colher (sopa) de creme vegetal light; - Meia cebola picada; - 2 colheres (chá) de gengibre ralado; - Meio quilo de filé de frango cortado em cubos médios; - Meia xícara (chá) de vinho branco seco; - Meia xícara (chá) de água; - Meia xícara (chá) de salsão picado; - 1 maçã verde grande, com casca picada; - 1 xícara (chá) de maionese light; Preparo - Em uma panela média, derreta o creme vegetal light e refogue a cebola e o gengibre por 1 minuto; - Acrescente o frango e refogue até dourar; - Junte o vinho branco e a água; - Cozinhe em fogo médio por 10 minutos ou até ficar macio; - Adicione o salsão e a maçã; - Cozinhe por mais 5 minutos, mexendo de vez em quando; - Adicione a maionese light e misture; - Sirva em seguida. (Receita extraída do site Tudo Gostoso)

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Saúde l Viva

Uso de smartphones entre jovens pode aumentar sedentarismo Estudo realizados entre jovens universitários mostrou que, assim como assistir televisão, o uso de smartphones pode diminuir de forma significativa a atividade física e os níveis de aptidão. O estudo descobriu que os estudantes permanecem uma média de cinco horas/dia em seus celulares. Como dispositivos multifuncionais com recursos semelhantes a um computador conectado à Internet, o usuário pode estar conectado permanentemente, interagindo com mídias sociais, pesquisas na Internet, assistindo a vídeos e eventos ao vivo, jogos, entre outras infinitas possibilidades. Segundo os resultados da pesquisa, todas estas atividades são sedentárias. “Antes que você perceba que caiu neste buraco negro, vai se ver sentado em um banco do parque, jogando em seu telefone, ou respondendo e-mails”, disse um dos integrantes da equipe de pesquisadores, Jacob Barkley, da Kent State University, em Ohio (EUA). O estudo também mostrou que o dispositivo está influenciando seus usuários até durante o sono, criando um novo conceito de “sleep text” (escrever dormindo). “Nosso estudo

mostrou que muitos usuários enviam mensagens durante o sono que nem se lembram ao acordar”, afirma Barkley. Apesar do estudo ter avaliado o uso dos equipamentos entre universitários, com média de 20 anos, os pesquisadores afirmam que o hábito está atingindo muito alunos do ensino fundamental e isso provavelmente está afetando a atividade física em crianças mais jovens, durante um importante período de desenvolvimento. O estudo Para o estudo, os pesquisadores entrevistaram mais de

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300 estudantes universitários sobre o uso de celulares, atividades de lazer e atividade física. Em seguida, 49 estudantes usaram um teste de esforço para avaliar as condições cardíacas e pulmonares. Nesse grupo, aqueles que passaram muito tempo em seus celulares (até 14 horas diárias) estavam menos aptos do que os participantes que utilizavam, em média, por 1,5 hora. Os resultados levaram em conta fatores como sexo, percentual de gordura corporal e “auto-eficácia” (a confiança do participante de que ele ou ela pode ser ativo em uma variedade de atividades).


Mundo Pet l Viva

Queima de fogos: cães e gatos necessitam de proteção Cães e gatos têm audição sensível e o medo pode colocá-los em perigo. Animais devem ficar soltos para procurar local em que se sintam seguros. É importante analisar o local em que o animal irá ficar para que ele não se machuque durante a queima dos fogos. Cães e gatos devem permanecer em ambientes livres de grades em que possam se ferir e também sem coleiras para evitar que se enforquem. Veja dicas para evitar transtornos a pets durante queimas de fogos de artifício.

queda da varanda também em tentativas de fuga do animal.

portas abertas para que eles encontrem espaços tranquilos onde se esconder. Cães também costumam ficam embaixo de camas. Deixe-os escondidos e não tente tirá-los do local escolhido.

Dentro de casa Animais que ficam em quintais devem, se possível, ser levados para dentro de casa e mantidos sem correntes ou coleiras. Eles podem se ferir no momento de medo.

Protetores Protetores auriculares de algodão parafinado podem ser boas opções, mas causam desconforto para alguns animais. A melhor opção, portanto, é propiciar um ambiente tranquilo na hora da queima de fogos.

Locais fechados Escolha um cômodo que possa ficar fechado, isolado na casa e com pouca interferência do barulho de ambientes externos. Deixe que o animal procure um local da casa em que se sinta protegido.

Companhia Evite deixar seu cão ou gato sozinho. Em casas, eles tendem a fugir para buscar seus donos. Em apartamentos, há o risco de

Sem tensão Evite passar a sua tensão para o animal. Há donos que os colocam no colo e ficam nervosos com a possibilidade do estresse do cão e do gato. Isso só intensifica o medo do animal.

Banco de Imagens

Esconderijos Para quem tem gatos, uma boa dica é deixar armários com as

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