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Revista gratuita trimestral, setembro 2018

MODA

Quando elas paravam o trânsito

CLÍNICAS ESAGE Para uma melhor qualidade de vida

NUNO Botelho “É difícil descaracterizar o Porto”


Projetos?

SIM,

com o Santander. mais simples mais digital


E D I T O R I A L

A (má) recolha do lixo Não sendo um problema específico da cidade do Porto ou da sua Área Metropolitana (AMP), e nem mesmo apenas do próprio país, os problemas de saúde, ambientais e estéticos que uma má recolha de lixo causa são inquestionáveis. Em Portugal os problemas mais agudos residem nas suas duas grandes cidades, Lisboa e Porto, com a capital a prometer – tal como Rui Moreira – uma adequada recolha de lixo até finais deste mês de outubro. As populações, cansadas de esperar, deparam-se, diariamente, com uma situação que o incremento do turismo veio agravar. O lixo, deixado muito tempo a céu aberto, atrai muita bicharada, nomeadamente ratos, pombas e gaivotas que, para além de naturais transmissores de doenças dado o seu íntimo contacto com os dejetos, se tornam muitas vezes agressivos. O aspeto que se depara aos cidadãos é, por vezes, próprio de urbes do terceiro mundo. Do centro do Porto a quase todos os concelhos da periferia a situação replica-se... e complica-se. Além da falta de limpeza dos contentores e das suas zonas envolventes, a realidade aos fins de semana é aterradora com os resíduos a transbordar, na maioria das vezes abandonados no solo dado que a capacidade dos contentores se esgotou. As redes sociais e os órgãos de comunicação social denunciam estas situações, as reclamações sucedem-se mas a solução tarda... Os moradores acusam as autarquias de não lavarem as ruas e os contentores muito embora, neste último caso, a culpa seja das empresas concessionárias que não cumprem os seus cadernos de encargos. Mas as câmaras, por omissão, são corresponsáveis por não agirem mais rapidamente obrigando os concessionários a fazerem, adequadamente, o seu trabalho. Recentemente a Câmara do Porto prometeu que, até meados deste mês, a situação será resolvida e considerou que o período transitório entre as concessões e a internalização do serviço são as causas de alguma irregularidade. Em Matosinhos a autarquia já anunciou que está previsto um reforço das rondas e dos equipamentos para além do alargamento do projeto de recolha porta a porta, já atualmente implementado na Senhora da Hora. Gondomar admite problemas na recolha do lixo causados por algumas insuficiências do concessionário, o natural aumento da produção de resíduos e, também, um comportamento pouco civilizado dos moradores. Valongo aponta para a insuficiência de ecopontos e contentores mas também denuncia um irregular serviço da empresa responsável. Gaia e Maia têm a situação normalizada. A Lipor, empresa que gere o Sistema Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto, pretende alargar a recolha porta a porta de resíduos orgânicos e recicláveis a mais 80 mil fogos, até ao final do ano, de modo a conseguir cumprir as metas de reciclagem que se comprometeu alcançar no final desta década. Nesta região onde vive 10% da população do país produz-se 12% do total de resíduos urbanos, cerca de 500 mil toneladas/ano.

José Alberto Magalhães Diretor de Informação


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PERFIL NUNO BOTELHO

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LEGADO INGLESES NO PORTO

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A T R AV É S D O S TEMPOS A LV E S D O S R E I S

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COMES & BEBES

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DESCOBRIR LOJAS HISTÓRICAS DO PORTO

EMPREENDEDORISMO ARMAZÉM

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R EQ UA L I F I CAÇÃO IGREJA DE MASSARELOS

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FIGURA ADRIANA FARIA


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ÍNDICE Revista gratuita trimestral, setembro 2018

003 Editorial 016 Moda 028 SMI 042 Clínicas ESAGE 050 Guedes Vieira 062 Momentos 072 Porto Canal 074 FC Porto 076 Wera Store 082 Hospital da Prelada 086 Portofólio 088 Sons 092 Metropolis – Matosinhos 096 Metropolis – Paranhos 098 Humor

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“O Porto não precisa de se por em bicos de pés” Texto: Irene Mónica Leite Fotos: Inez Cortez


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Nuno Botelho sempre acreditou que o Porto era o local onde, não só ia ser feliz, mas também em que iria crescer profissionalmente. E, recorda, naquela altura a cidade era “diferente”. Ainda assim, não desistiu e venceu. O presidente da Associação Comercial do Porto não concorda com o atual modelo de descentralização e não encara o enorme incremento do turismo de forma negativa. Revê-se em Rui Moreira, mas considera muito prematuro falar numa possível candidatura à Câmara do Porto quando o atual autarca sair. Numa conversa franca com a VIVA!, Nuno Botelho reiterou o compromisso e a luta pela cidade. Nuno Luís Cameira de Sousa Botelho (Porto, 1973) é licenciado em Direito pela Universidade Católica do Porto e pós-graduado em Banca, Bolsa e Seguros pela Universidade de Coimbra. Tendo iniciado a atividade profissional no setor bancário, no Banco Mello, a carreira de Nuno Botelho está intimamente ligada ao turismo desde 2000, altura em que assumiu a gestão de clientes da Exponor. Mais tarde, enquanto Adjunto do Vereador do Pelouro dos Recursos Humanos, Desporto, Educação e Juventude, entre 2002 e 2004, coordenou o Gabinete da Câmara Municipal do Porto responsável pela gestão do Euro 2004 – Campeonato Europeu de Futebol. Começou a trabalhar cedo mantendo sempre uma intensa atividade profissional. “Tudo o que fiz, foi baseado em muita dedicação”, confidenciou à VIVA! Nuno Botelho, o homem do leme da Associação Comercial do Porto. Aos 27 anos criou a Essência do Vinho, que tem vindo a crescer progressivamente, projetando não só a cidade, mas também o país. Sustenta que ainda é muito cedo

para pensar numa possível candidatura à Câmara do Porto. “O segundo mandato de Rui Moreira não começou nem há um ano. Por isso é muito prematuro estar a discutir essa possibilidade. Rui Moreira é uma pessoa com quem tenho uma amizade muito próxima. Se estive com ele, em 2013, na luta por um Porto diferente, estarei no futuro ao lado dele na procura dessa resposta. Tendo sempre como objetivo esse Porto livre e independente que ambos queremos e os portuenses, cada vez, mais desejam”, disse. Está há cinco anos no leme da Associação Comercial do Porto (ACP). Sente que a missão foi cumprida? Sinto que parte da missão à qual me propus há cinco anos está cumprida, o que não quer dizer que esteja dada por adquirida. Uma das propostas fundamentais pela qual lutei no início do meu mandato foi o rejuvenescimento da ACP, o que efetivamente aconteceu. Basta olhar hoje para a direção da Associação Comercial do Porto, na ordem dos sub-50 anos.

Por outro lado, há uma política de constante abertura à cidade, facto que hoje é inequívoco. Desenvolvemos atualmente imensas atividades com diversas instituições da cidade. E também um maior envolvimento com o empresariado e aquilo que são as empresas. Olhando para o futuro, tenho sempre em mente fazer mais e melhor. Penso que estamos a implementar essa relação com o empresariado de forma mais sustentada. Basta pensar no investimento que fizemos no final do ano passado, na aquisição de um imóvel na Rua Miguel Bombarda, que vai, no início do próximo ano, dar origem a um centro empresarial que irá acolher cerca de 120 pessoas, o que demonstra maior cuidado e atenção com o empresariado. A defesa dos interesses da região é, também, sempre fundamental para nós. A conferência sobre alterações climáticas foi um dos grandes momentos representativos dessa abertura à cidade… A conferência das alterações cliREVISTAVIVA,SETEMBRO 2018


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“Não acredito no Porto como uma segunda capital” máticas foi um ponto alto dos últimos cinco anos. Na associação estávamos a reunir internamente acerca de uma conferência sobre as alterações climáticas. E foi interessante porque tínhamos acabado de discutir isso em sede de direção e tive um encontro, no âmbito da minha vida empresarial, com o Adrian Bridge, da Taylor’s. Ele a meio da conversa revelou-me que iria organizar uma conferência sobre alterações climáticas. Naturalmente disse-lhe que não íamos fazer duas conferências sobre o mesmo tema. E como íamos juntar tudo? Esse foi o desafio… Contactamos, entretanto, a Câmara do Porto e daí resultou a conferência que todos conheceram. Mas isso denota, desde logo, algo importante, o espírito agregador, a necessidade de criar conteúdos que unam as pessoas. E isso é algo que orgulha a nossa associação. Estamos já a trabalhar, numa segunda edição, para o próximo ano. No início de março de 2019 estaremos na Alfândega e no Coliseu. Porto de Leixões e aeroporto Francisco Sá Carneiro ainda constituem duas preocupações? Com certeza. É que repare: são as duas grandes plataformas da região. A região vive e desenvolve-se através destas duas grandes

infraestruturas. Não adianta ter a melhor universidade, boas vias de acesso, grande atividade económica se não tiver um Porto de Leixões por onde saiam essas mercadorias, que dê resposta à indústria exportadora da região. Já para não mencionar a importância das boas ligações pelo aeroporto Francisco Sá Carneiro. Desta região saem 50% das exportações nacionais. É muito importante a ação, e a pressão, da ACP nestes dois temas. O turismo é um assunto que divide opiniões. O que a seu ver acha que devia ser feito

para melhorar este setor? De mim não vão ouvir que o turismo é uma coisa negativa. O turismo é algo que está a mudar o país. É uma alavanca fundamental de progresso. Há reabilitação urbana, desenvolvimento económico, abertura de novos negócios, de capacidade de gerar novos trabalhos, de alavancar outras indústrias. Muitos produtores de vinho consideram que o turismo tem feito explodir o consumo de vinho em Portugal. Não se restringe apenas a alojamentos locais ou restaurantes. É muito mais do que isso. São empresas têxteis que vendem como


nunca venderam. Metalomecânica, engenharia, arquitetura, construção civil em geral, mas também o agroalimentar. Agora, diabolizar o turismo, recuso-me a fazê-lo porque não podemos matar a galinha de ovos de ouro. Como enfrentar os desafios para os moradores do centro histórico que sentem receio relativamente ao alojamento local? De facto, pode haver casos em que isso aconteça. São de lamentar. Mas cerca de 70% do edificado em Lisboa e Porto estava devoluto, quando foi agora reabilitado. É também um pouco falacioso dizer que todas as pessoas tiveram que sair. É que antes, quando saíamos à rua, não tínhamos onde almoçar ou jantar. Não vamos tomar o todo pela parte. Temos que ver tudo em perspetiva. É evidente que necessariamente pode haver casos negativos. Mas também há casos positivos e de pessoas que até saíram voluntariamente, vivendo agora mais confortáveis noutras zonas da cidade. Devemos, no entanto, REVISTAVIVA,SETEMBRO 2018


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também estar atentos à noção de descaracterização, que não pode acontecer. Mas por outro lado, é difícil descaracterizar o Porto. Esta cidade é muito sui generis. Tem uma identidade tão própria que seria necessário passarem muitas gerações para que se deixasse descaracterizar seja o que for. Tendo em conta este forte impacto do turismo foi implementada a taxa turística. O que acha desta medida? Sou completamente favorável à implementação desta taxa. Para que, no caso do Porto, estas receitas possam ser aplicadas no realojamento de algumas famílias, na melhor e cada vez mais cuidada limpeza urbana, e sei que até ao final do ano isto vai dar uma volta muito grande. Melhorar o policiamento, por exemplo… Os efeitos da taxa turística ainda não se sentem, mas acho que até ao final do ano, início do próximo, vamos sentir essas mudanças de forma muito evidente. E as pessoas vão perceber que aquele dinheiro está a ser bem aplicado na cidade. Algo diferente do que se passa em Lisboa, cuja taxa turística reverte para a realização de eventos, para a gestão de espaços. Numa entrevista recente ao JN referiu que é mais difícil ser do Porto do que de Lisboa. Eu nasci no Porto, estudei no Porto, fiz toda a minha vida nesta cidade. E sinto diariamente a enorme dificuldade de se viver no país mais centralizado da Europa, em que todas as decisões são tomadas em Lisboa. Aqui

“Recuso-me diabolizar o turismo porque não podemos matar a galinha de ovos de ouro” para eu fazer uma proposta de trabalho a alguém, tenho que apresentar muitos melhores argumentos para conseguir ganhar essa proposta face a uma empresa de Lisboa, que a priori já é vista como uma empresa nacional. A minha revista (Revista de Vinhos) é editada a partir do Porto, mas é nacional. Mas ainda assim é vista com cariz regional.

Continua tudo, então, a deslizar para Lisboa? Claro. Por isso é que temos de estar atentos ao que se passa, analisar a questão da descentralização. E não aceitar qualquer proposta a este nível. Nem aceitar qualquer prato de lentilhas que nos queiram dar. Temos que olhar para o país como um todo. E, desse ponto de vista, acho que os partidos políticos andam muito distraídos. Ainda não per-


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é um prémio de consolação para a cidade. Acho que seria mais benéfico pensar no fecho do anel Matosinhos Sul, Foz e Campo Alegre. Essa linha, que está devidamente programada, e projetada, não saiu do papel. Deveria já ter sido feita.

ceberam o que se está a passar. A regionalização ainda faz sentido? A regionalização faz sempre sentido. Acho que não há condições hoje para a implementar. Desse ponto de vista, já me contentava se numa primeira fase tivéssemos uma descentralização como deve ser. É impensável a visão do Porto como segunda capital? Tal como disse anteriormente, não acredito no Porto como segunda capital. Acredito num país de boas e confortáveis cidades médias, um pouco ao exemplo do que acontece na Holanda ou

na Bélgica. O país tem que se desenvolver harmoniosamente como um todo. Se Évora for mais forte do que é hoje, o Porto vai ganhar com isso. O Porto não precisa de se por em bicos de pés e dizer que é a segunda cidade, a segunda capital. Concorda com o que está previsto para a expansão da rede de metro do Porto? Concordar, concordo… na medida em que sou a favor de investimento para a região. Não o rejeito mas o que tenho dito relativamente a isso é que, de facto, a linha Rosa, entre a Casa da Música e São Bento, proposta pelo atual Ministro do Ambiente,

A Essência do Vinho é a maior realização do setor em Portugal. Fale-me um pouco da iniciativa e que futuro antevê para ela… A Essência do Vinho é muito mais do que a realização do evento. Começou por ser, em 2004, um evento, é verdade. Mas é hoje uma marca que promove e divulga o vinho e a gastronomia portuguesa em Portugal e no mundo. Estivemos em cerca de 15 países. Organizamos mais de 60 ações promocionais de vinhos e gastronomia portuguesa. Passaram no ano passado mais de 600 mil pessoas pelos nossos eventos. Interagiram connosco nas redes sociais mais de três milhões de pessoas. A Essência do Vinho é uma marca à qual juntamos este ano a Revista de Vinhos. Extravasou muito daquilo que era em 2004, uma ideia inovadora que alcançou grande sucesso. A Essência do Vinho tornou-se um dos grandes eventos da cidade do Porto. E é hoje um dos principais certames de vinhos na Europa. Ajudou também a alavancar a cidade, e o país também. REVISTAVIVA,SETEMBRO 2018


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O D A

QUANDO ELAS PARAVAM O TRÂNSITO Pararam o trânsito (e o mundo) em plena década de 90, época que coincidiu com o nascimento do conceito de supermodelo. Ainda hoje são inesquecíveis. Nomes como Cláudia Shiffer, Naomi Campbell e Linda Evangelista faziam parte do grupo de elite “The Big Six”. Prontos para uma viagem no tempo e… na passerelle? Texto: Irene Mónica Leite

No ano em que a VIVA! completa 20 primaveras, recuamos até essa altura instalados… na passerelle. A década de 90 foi a altura em que as modelos eram verdadeiras estrelas, ofuscando muitas vezes os nomes dos

criadores para quem desfilavam. Foi a era das ‘top models’, um termo que entretanto hoje já não faz tanto sentido. Nessa altura havia uma pequena elite de manequins que faziam as capas das revistas, brilhavam nas passerelles internacionais

e corriam o mundo saltando de festa em festa. Ainda se lembra dos modelos que ganharam grandes fortunas e que ainda hoje (20 anos depois…) despertam as atenções mediáticas? Nós saciamos a sua curiosidade!


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Linda Evangelista A musa do famoso fotógrafo de moda Steven Musel fez mais de 600 capas de revista e campanhas para marcas mundiais, como a Revlon, Dolce & Gabana, Chloe e Yves Saint Laurent. Ficou conhecida pela frase emblemática e rebelde: ‘Não me levanto da cama por menos de dez mil dólares por dia’. Desfilou em 1998 no Portugal Fashion, no Porto. Tal como algumas colegas da passerelle, Linda apareceu em videoclipes de cantores famosos, participando nos vídeos de “Freedom 90” e “Too Funky”, de George Michael. Linda é atualmente uma modelo aposentada, mas acessível a eventuais convites para desfilar em passerelles de casas de alta-costura ou para fazer capas de revistas de moda. O estatuto mudou: agora é uma ativista e declara-se distante da menina que declarou não sair da cama por menos de dez mil dólares.

Cindy Crawford Ninguém esquece a modelo do sinal, que se tornou a sua imagem de marca. Em 1997, Cindy Crawford posou com o estilista Valentino. Para além de uma muito bem sucedida carreira como manequim e de se ter revelado uma excelente estudante, Cindy Crawford também mostrou ter mão e talento para o negócio. Em 2000, tornou-se sócia de uma cadeia de ginásios. A americana tornou-se empresária, tendo negócios em várias áreas da moda, beleza e lifestyle. Lançou, assim, aproveitando a sua imagem, uma série de calendários em fato de banho, videocassetes de fitness e um livro sobre maquilhagem. Através da sua empresa, a Crawdaddy, conseguiu contratos milionários com multinacionais como a Pepsi, a Kay Jewelers e a Revlon. Cindy dedica hoje muito do seu tempo a ações de caridade, especialmente as relacionadas com a leucemia, doença que lhe roubou um irmão, quando ambos eram crianças. Metade dos lucros dos calendários por si lançados são destinados a programas de combate a esta enfermidade. REVISTAVIVA, SETEMBRO 2018


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Christy Turlington A jovem Christy, de beleza clássica, foi considerada pelo Metropolitan Museum of Art como ‘O rosto do século XX’. Além de uma carreira no mundo da moda, a modelo tem duas licenciaturas e é uma amante de yoga. Sempre odiou o conceito de supermodelo. Em 1998 fez uma apresentação no Salão Internacional de Lingerie, em Paris.

Claudia Schiffer Em 1987, a vida da jovem Claudia mudou para sempre, quando decidiu enveredar por uma carreira de modelo. O resto é história… Karl Lagerfeld escolheu-a como o novo rosto da Chanel e, com apenas 17 anos, Schiffer conquistou Paris e, logo de seguida, o mundo. Ainda é a modelo com mais capas de revista. Em 2008, Claudia entrega um prémio Elle Fashion Star a Karl Lagerfeld, em Berlim. Em maio de 2010, Claudia, grávida, fez capa da revista Vogue. Toda a edição foi dedicada à modelo.


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Naomi Campbell A modelo, conhecida pelo seu ‘mau feitio’, foi descoberta aos 15 anos, quando saía de uma aula de ballet. A sua figura esguia e forte fez furor nas passerelles. Em 1988, quando já era muito solicitada por diversos costureiros, como Versace (o seu maior impulsionador) e Ralph Lauren, foi a primeira mulher negra a aparecer nas capas das revistas Vogue francesa e inglesa e ainda na Time. Mudou-se no ano seguinte para Nova Iorque, onde passou a viver, não demorando muito tempo a aparecer na capa da Vogue norte-americana.

Kate Moss

Reza a história que com apenas 14 anos, Kate foi descoberta num aeroporto. O seu sucesso foi imediato, atingindo fama mundial com a famosa campanha da roupa interior Calvin Klein. Juntou-se mais tarde ao grupo de supermodelos apelidado de ‘The Big Six’. Kate Moss ficou na 8ª posição na eleição da revista Celebrity Sleuth das “25 Mulheres mais sexies do mundo” de 2004, 8ª na eleição da revista Maxim das “50 Mulheres Mais Sexy de 1999” e 22ª na eleição da revista FHM das “100 Mulheres Mais Sexies de 1995”. A revista masculina Arena nomeou Moss como sua modelo mais sexy na sua 150ª edição. Kate foi, ainda, colocada na 2ª posição na lista das “20 modelosícones” publicada pelo site Models.com. REVISTAVIVA, SETEMBRO 2018


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EGA DO

“O Vinho do Porto é muitas vezes mais conhecido que Portugal” A relação entre a cidade do Porto e os ingleses é secular, e ainda hoje é bem viva. Seja nas exportações desde o início da aliança comercial Portugal/Inglaterra, seja pelo efeito acelerador do turismo, pela mudança de hábitos de consumo que democratizaram o precioso néctar, ou pela forte ligação empresarial e industrial entre os dois povos. Veja como ainda hoje se processa essa influência. Textos: Irene Mónica Leite Fotos: Daniela Pereira

Em 1703, Inglaterra e Portugal f i r m a r a m o Tr a t a d o d e Methuen, que previa a entrada d o s te c i d o s i ngl e s e s e m Portugal e em contrapartida os vinhos portugueses eram comercializados em Inglaterra pagando apenas 2/3 da taxa que pagavam os vinhos franceses. Foi o momento crucial desta relação secular. No presente, “em Lisboa há, com efeito, uma comunidade inglesa, mas não tão estruturada como a do Porto. A ligação empresarial,

industrial, com a Invicta assim o justifica”, começou por nos revelar David Guimaraens, enólogo e atual tesoureiro da Feitoria Inglesa. Foram os comerciantes os grandes ‘culpados’, entre outros, pelo desenvolvimento do setor do vinho do Porto, fortificando-o com a introdução da aguardente, conferindo estabilidade ao precioso néctar. “Os primeiros vinhos a serem fortificados começaram da zona do Minho, a sair do Porto de Viana. Menção

também para a sabedoria local no cultivo dos vinhos”, dissenos. A grandeza do Vinho do Porto reside, também, no grande esforço dos viticultores do Douro, no cultivo da vinha, ligado ao esforço monumental de gerações de empresários. “Os meus antepassados dedicaram as suas vidas a viajar pelo mundo inteiro para vender o Vinho do Porto, de forma a trazer o dinheiro de volta para pagar as uvas. O meu pai, por


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exemplo, passava seis meses do ano a viajar pelo mundo a vender este néctar. E esse é um esforço tão monumental quanto o cultivo da vinha”. E acrescentou: “não se pode esquecer a grande quantidade de pessoas que trabalham em Gaia neste setor”. O Vinho do Porto é, sem sombra de dúvidas, um grande símbolo da ligação entre a cultura inglesa e a portuguesa. Esta bebida é muitas vezes mais conhecida que Portugal em si, sendo degustada em todos os cantos do mundo. “É das coisas que dá mais orgulho quando se viaja pelo estrangeiro”, revelou David Guimaraens. Esse néctar vive atualmente um período muito bom, mas os bons ventos não são apenas de agora. O caminho é gradual. “A exportação sempre foi um dos pontos fortes. Estamos aqui a trabalhar num produto em conjunto com muitas famílias portuguesas, exportando-o para os sete cantos do mundo”. “Fala-se muito do turismo, sem

dúvida que representa um papel muito importante. Mas há que olhar, por exemplo e também, para o sucesso da indústria têxtil e do calçado. Com o impacto do turismo, estes setores acabam por ser mitigados”. No que toca a desafios do comércio do Vinho do Porto, David Guimaraens é inequívoco: “encontrar a justiça entre o Vinho do Porto e o Vinho do Douro, de forma a que possam viver em harmonia, com as mesmas regras. Não é justo

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viver com regras desiguais na mesma videira”. Pela cidade em pleno século XXI ainda é possível encontrar muitos rastos dessa influência inglesa nomeadamente a própria Feitoria, o Cemitério dos Ingleses, a Igreja de Saint James, o Lawn Tennis Club, em pleno Campo Alegre, a Praia dos Ingleses, na Foz, sem esquecer a antiga Rua dos Ingleses, ponto de encontro desta comunidade noutros tempos.

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A Feitoria

É um dos símbolos mais fortes da presença britânica no Porto. “A Feitoria não é um museu, não é um clube, é uma associação de empresas inglesas ligadas ao Vinho do Porto. Aqui mantemos os nossos costumes, e encontramo-nos regularmente”, contou-nos David Guimaraens. A casa é utilizada nesses encontros regulares semanais. O ritual passa por um, às quartas-feiras. Nessa ocasião há entrosamento entre as diferentes empresas, mantendo essa relação tão importante. “Às vezes podemos pensar que há muita rivalidade entre as empresas de Vinho do Porto. Mas não é verdade. Os nossos grandes concorrentes são todas as grandes bebidas feitas pelo mundo fora. E nesse sentido a Feitoria Inglesa é muito importante pois temos de ser fortes em bloco para manter o bom nome do Vinho do Porto pelo mundo fora”.

Sabia que? O primeiro inglês que documentadamente exportou vinhos a partir do Porto foi Richard Peres (ou Pevis) em 1651 e muito embora a quebra no negócio do açúcar brasileiro tenha afastado alguns ingleses da cidade, a verdade é que até ao final daquele século foram ganhando raízes no Porto. As características do negócio inglês no Porto com os vinhos do Douro revestia aspetos peculiares. Os britânicos do Porto quer pessoalmente, quer através de comissários, acompanhavam todo o processo de compra e vinificação dos Vinhos no Alto Douro. Ainda hoje existem famílias inglesas em plena cidade invicta, como o caso dos Symington, Robertson, ou Churchill.


O MELHOR BANCO EM PORTUGAL. O BPI foi eleito “O Melhor Banco em Portugal” pelo Euromoney Awards for Excellence Country 2018. A revista Euromoney atribuiu ao BPI o prémio Melhor Banco em Portugal em 2018, no âmbito da iniciativa “Euromoney Awards”. Esta classificação resulta da combinação de critérios quantitativos e qualitativos como a rentabilidade, crescimento, eficiência, qualidade, capacidade de inovação e compromisso social. O vencedor deste prémio é selecionado pela equipa de editores, jornalistas e analistas da revista Euromoney, uma das mais conceituadas referências editoriais do setor financeiro a nível internacional. O BPI exprime o seu orgulho por esta distinção e dedica-a especialmente a todos os seus Clientes.

Este prémio é da exclusiva responsabilidade da entidade que o atribuiu.


Sangue misto

“Nós, em Portugal não somos portugueses. Mas também, na Inglaterra, não somos ingleses”, dissenos, entre risos, David Guimaraens. “Temos, de facto, a cultura e a maneira de ser britânicas. Mas, hoje, somos uma combinação perfeita entre ambas as culturas. Vivemos cá e a maior parte é, inclusive, do FC Porto (risos). Mas há casos de famílias curiosas que fundem estes dois países, mesmo na composição do casal, como o caso dos Forbes”.


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I N G LE SE S N O P O RTO

A interculturalidade na família Forbes “A nossa realidade é uma verdadeira mais valia com grandes momentos de diversão interlinguística! Contrariamente ao que se possa imaginar, Portugal e Inglaterra são países profundamente multiculturais, que aceitam a sua diversidade num padrão histórico e com grande sucesso de integração. A nossa família é um exemplo dessa abertura aos contrastes. Aliás, na minha opinião, o humor britânico assemelha-se mais ao português do que ao humor norte-americano. Temos mesmo o melhor dos dois mundos!”, começou por nos revelar Chris Forbes, casado com Joana Forbes. “Quando conheci a minha mulher nunca me questionei sobre hipotéticos entraves culturais porque acima de tudo as nossas famílias já se conheciam. Aliás, os meus sogros e os meus pais eram colaboradores em negócios da indústria têxtil, que era um dos muitos expoentes da dinâmica comercial nos anos oitenta”, referiu. A Joana teve sempre colegas e amigos ingleses na escola e Chris teve sempre amigos ibéricos no colégio interno. “Os Forbes sempre andaram por aqui - existe

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uma árvore no jardim botânico que está catalogada por um Forbes que vivera nesta cidade durante o século XVIII”, enumerou. A ligação entre estas culturas é diária: “Como qualquer pessoa que tenha viajado e vivido fora do seu país, estamos constantemente a fazer pontes de contacto, quer na vida pessoal (onde tentamos trazer influências gastronómicas, comportamentais), quer no trabalho (onde levo e promovo o Vinho do Porto Taylor’s, Fonseca e Croft a todos os cantos do mundo) e a Joana (enquanto colaboradora nos assuntos consulares da Embaixada Britânica ou sempre que aceita resolver e pesquisar questões jurídicas entre fronteiras)”. “Serei sempre inglês mas cada vez mais absorvo uma portugalidade muito única. À medida que o tempo passa, sinto que começo a ter traços da cultura portuguesa que estranhava de início. Aliás, recentemente, eu e a minha mulher temos vindo a observar que estamos a adquirir comportamentos intercruzados, pois a minha mulher está cada vez mais zeladora e eu cada vez mais tranquilo. Nesse sentido, faço votos em adquirir muito em breve a dupla nacionalidade”, reiterou Chris Forbes.


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UMA APOSTA NA QUALIDADE

Sendo que todas as previsões das instâncias nacionais e internacionais continuam a apontar para um forte crescimento da procura de imóveis em Portugal para os próximos anos, com particular incidências nas cidades do Porto e Lisboa, a SMI - Sociedade de Mediação Imobiliária, fundada em 1988 e vocacionada para a mediação de imóveis de alta qualidade, tem o seu campo de atuação aberto a todo o país, sendo no entanto mais notória a sua intervenção na zona ocidental do Grande Porto. Os portugueses estão mais confiantes e voltam a olhar para o imobiliário como uma opção segura e rentável. Esta maior confiança deve-se essencialmente a uma maior liquidez financeira, a um setor bancário que tem vindo a aumentar o volume de crédito atribuído (apesar


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de ainda estar longe do de 2007), e finalmente a uma oferta imobiliária de qualidade e estrategicamente localizada. Prevendo-se que para os próximos meses (anos) os investidores nacionais vão adquirir para primeira habitação preferencialmente nas grandes cidades, a SMI será o parceiro ideal para o ajudar a decidir na aquisição do seu próximo imóvel. Com uma experiência adquirida de 30 anos, para além da qualidade de todos os imóveis em carteira, a SMI atua


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com a máxima discrição no mercado de usados. Numa estratégia dirigida a facilitar e optimizar as escolhas dos seus clientes, a SMI tem tido a preocupação de acompanhar as evoluções do mercado e adaptar-se em termos tecnológicas, com uma forte e eficaz presença em social media e nas plataformas internacionais.

Rua Pedro Homem de Melo, 55, 2º - Sala 205 4150-599 Porto Tlf: (+351) 226 170 900 | Tlm: (+351) 917 630 565 www.smi.pt Email: geral@smi.pt

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O programa Porto de Tradição já protegeu mais de 70 lojas históricas da cidade, beneficiando-as no âmbito da lei das rendas e protegendo-as de eventuais situações de despejo. Trata-se de uma iniciativa autárquica para proteger o negócio local. Nesta edição vamos dar-lhe a conhecer a Arcádia e o Pretinho do Japão. Texto: Irene Mónica Leite Fotos: Inez Cortez e Daniela Pereira

Arcádia Conhecemos esta loja desde logo pelos deliciosos (e gulosos) chocolates. Mas para contar a sua história, “temos que recuar até 1933, quando o meu avô Manuel Pereira Bastos inaugurou a confeitaria Arcádia, que ficava situada na Praça da Liberdade.

Era uma confeitaria já emblemática. Rapidamente passou a ser o ponto de encontro da sociedade portuense”, começou por nos explicar João Bastos, um dos responsáveis pela marca. “A Arcádia sempre foi reconhecida pela qualidade dos seus produtos. A pastelaria na altura fez escola. E foi aí que se passou

a desenvolver alguns produtos que ainda hoje se mantêm, como os famosos chocolates. Também as amêndoas e drageias de licor bonjour, que ainda hoje fazemos e que abarcam um trabalho artesanal muito específico”. E continuou: “Encerramos o estabelecimento que tínhamos algures em 2000. Na altura, a


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baixa portuense era um deserto. Não tem nada a ver com a dinâmica atual. E foi por essa altura que se tomou a decisão de abrir esta loja, na rua do Almada, que em tempos também foi uma confeitaria, a Arca Doce”. O setor turístico não é esquecido, ainda para mais numa fase em que se evidencia esse boom. “Naturalmente procuramos tirar partido dessas localizações das lojas [Lisboa, Porto e Algarve]. Mesmo na nossa gama de chocolates, temos alguns produtos que foram feitos mais direcionados para o turismo, por exemplo, uma caixa de chocolates com imagens do Porto e Lisboa. Há outros produtos a mencionar, como os chocolates com Vinho do Porto. No entanto, esta componente turística ainda não apresenta uma expressão muito significativa. O nosso cliente principal continua a ser as famílias portuguesas”. E internacionalização?, perguntamos. “Nós vamos na terceira geração, comigo e com a minha irmã Margarida. Temos que deixar algo para os sucessores. Ficará para a quarta geração (risos)”. Para a Arcádia, em pleno século XXI, a inovação é muito importante. “Lançamos novos produtos, novas embalagens, com novas apresentações. É preciso estar sempre a lançar coisas novas para poder manter a dinâmica das vendas e apresentar soluções aos clientes”. Quanto aos produtos mais populares, “inicialmente eram as línguas de gato e o sortido tradicional que, aliás, continuam a ser um best seller na Arcádia. Hoje em dia a variedade é maior, como por exemplo os chocolates com Vinho do Porto que fazemos REVISTAVIVA, SETEMBRO 2018


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em parceria com a Calém, assim como na área da pastelaria, os bolos à fatia”. Na fábrica da Arcádia, agora localizada em Grijó, é visível a satisfação das funcionárias. “É uma empresa familiar. Damo-nos todas bem, e as relações já vêm de longe”, disse-nos Marta Santos, responsável pela secção de chocolate. “Trabalho aqui há 11 anos. Gosto muito do companheirismo que apresentamos. É que gostamos mesmo daquilo que fazemos. A empresa também nos tem proporcionado boas condições”, contou-nos Cristina Pereira, funcionária. A ligação profissional de Sofia Cunha, atual chefe da Pastelaria, à Arcádia é bastante curiosa.

Pretinho do Japão As origens deste histórico estabelecimento são curiosas. “Havia cá em cima uma loja, a Pérola do Japão, que também trabalhava com café, bacalhau, conservas, frutos secos… Um dia, por algum motivo, esses dois irmãos separaram-se e um deles abriu esta mercearia, o P r e t i n h o d o J a p ã o” , explicou-nos José Almeida, ex-proprietário que ficará no histórico estabelecimento até à reforma. O nome do estabelecimento também suscita interesse. “Há aqui duas interpretações. A primeira, para baralhar os clientes na altura com alusão ao Japão em dois espaços

”Estou aqui desde 2010. E tudo teve origem numa brincadeira (risos). Fui tomar café à Arcádia Boavista. Sou cliente há muitos anos. Achei que a pastelaria estava a precisar de um empurrãozinho. Por brincadeira mandei alguns dos meus doces para cá. Entretanto, chamaram-me e não me deixaram sair mais (risos).” Sofia Cunha é perentória: “Faz uma diferença brutal construir tudo de raiz, evidenciando-se na qualidade do produto final. Basicamente é ir misturando a tradição com a modernidade. O segredo está no processo e na matéria-prima. Parece cliché. Mas se não for feito com o coração, não resulta. As pessoas notam. Faz toda a diferença”, sublinhou.


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semelhantes. Por outro lado, era muito normal as pessoas que abriam mercearias colocar nomes associados às colónias. ‘Pretinho’ ficaria, assim, associado ao cultivo do café, e Japão em analogia à ‘Pérola do Japão’. As pessoas acabariam por ir com esta associação”, disse-nos. “O meu pai trabalhou aqui na loja, acabando posteriormente por adquiri-la. Com cerca de oito anos vinha para aqui estudar, fazer os deveres e, naturalmente, ajudar. Fui ficando, aprendendo o ofício. Depois que o meu pai se decidiu reformar, fiquei a tomar conta até 2014, quando passou para os atuais donos”, revelou

José Almeida. Mas o que faz deste ‘Pretinho do Japão’ tão especial? “A amizade que se estabelece com os clientes. Só para ter noção, ainda hoje me perguntam pelo gato que me acompanhava aqui. Temos, inclusive, clientes da altura das senhas de racionamento da I I Guerra Mundial”. Há clientes de café muito específicos, em que já se adivinha o que querem. Quanto aos produtos mais procurados, são o bacalhau, café, frutos secos e a vasta gama de conservas. Em 2014, houve a necessidade de remodelação, com a visão de manter armários, balcões, máquinas de cafés, solidificando

o legado. A esplanada abriu em 2016 para complementar o serviço da loja, que foi crescendo paulatinamente. “Nada disto foi planeado, foi antes sendo construído. Aliás, na esplanada já servimos prato do dia de segunda a sábado. À noite e ao domingo fazemos eventos privados, com bastante procura aos fins de semana. Desde baby shower, comunhões ou despedidas de solteiro. Tudo à medida. Claro que há pacotes base, mas vamos adaptando”, referenos Rita Rodrigues Gonçalves, atual proprietária deste histórico estabelecimento. REVISTAVIVA, SETEMBRO 2018

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Uma preciosidade arquitetónica Namorada cada vez mais pelos portuenses e atraindo, todos os dias, numerosos turistas, a Igreja do Corpo Santo de Massarelos vai ser restaurada sem fechar portas e sem perder a identidade. Uma verdadeira preciosidade arquitetónica que aqui é apresentada… Texto: Irene Mónica Leite Fotos: Inez Cortez

A intervenção, prevista para durar três a quatro meses, com o carimbo do arquiteto César Machado Moreira, vai incidir sobre as coberturas, fachadas, caixilharias e vedações, com destaque para a fachada principal e os painéis de azulejos frente ao rio. A recuper ação tem início marcado para final de setembro e surge na sequência da aprovação de uma candidatura submetida pela Confraria das Almas do Corpo Santo de

Massarelos ao programa Equipamentos Urbanos de Utilização Colectiva, comparticipado pelo Estado a 50%. José Carlos Gonçalves, juiz provedor da Confraria das Almas do Corpo Santo de Massarelos, destacou a herança histórica, religiosa e patrimonial da confraria com 624 anos de história, realçando o papel que desempenha ainda hoje na comunidade local. Para além de realizar anualmente as festas em honra de

São Telmo, a Confraria das Almas do Corpo Santo de Massarelos, fundada em 1394, criou um núcleo museológico, restaurou peças de arte, estabeleceu parcerias com diversas entidades com o intuito de prestar serviços à população e organizou um encontro internacional de confrarias e irmandades com quem partilha o padroeiro. A recuperação da Igreja do Corpo Santo de Massarelos era, assim, o único sonho por cumprir, revelou-


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-nos José Carlos Gonçalves. O arquiteto César Machado Moreira procurou responder às necessidades “com menor intervenção possível em termos de adulteração do edifício, para o tornar novamente digno do significado cultural e patrimonial que tem”. Carlos Miguel, secretário de Estado das Autarquias Locais, salientou que a Igreja do Corpo Santo de Massarelos “faz parte da história da cidade e das pessoas que nela habitam”, pelo que a sua requalificação não poderia ser ignorada pelo Estado. A CONFRARIA E IGREJA DE MASSARELOS: UM ATO DE FÉ MATERIALIZADO Sabia que a Confraria da Igreja do Corpo Santo de Massarelos possuía grande importância no Porto, desempenhando REVISTAVIVA, SETEMBRO 2018


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funções bancárias, comerciais e outras, tendo navios que defendiam a costa quando apareciam piratas argelinos? A título de exemplo, em 1741, a esquadrilha da Confraria compunha-se de cinco barcos: “São João da Foz”, “Santo António de Lisboa”, “São Pedro e São Félix”, “Nossa Senhora da Conceição” e “Almas”. Tinha também, por concessão régia, o privilégio de ser depositária e fornecedora dos modelos de conhecimentos de bordo. Mas vamos ao princípio. A Confraria das Almas do Corpo Santo foi fundada em 1394, por navegantes que tinham sofrido uma tempestade quando regressavam de Inglaterra. Dedicava-se à assistência e proteção dos navegantes e mercadores. Consta que um conjunto de marinheiros, que estavam a fazer a viagem de Londres para o Porto, foi apanhado por uma tempestade. Andaram à deriva durante alguns dias até que um gajeiro, um homem de muita fé, recorreu a S. Telmo,

o santo padroeiro dos homens do mar e dos barqueiros, dizendo que caso estes se salvassem construiriam no local de onde eram oriundos (Praia da Paixão) uma ermida em sua homenagem e que começariam a desenvolver o culto em seu nome. Quando regressaram, a 20 de dezembro de 1394, criaram uma confraria com o objetivo de cuidar dos homens do mar, mas também promover o culto a S. Telmo. “A primeira ermida acabou por ocupar o espaço que hoje conhecemos por altar-mor, até que, depois em 1460, há uma segunda edificação. No entanto, só em 1640 é que se dá o grande passo”, disse-nos José Carlos Gonçalves. “Constrói-se, posteriormente (1776), a igreja como hoje existe, embora haja mais alterações naturalmente com


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o tempo e séculos, tendo sido este um processo paulatino”, clarificou. A igreja atual é dividida em três partes, por pilastras. Na parte central, existe um portão com frontão partido no qual ao cimo encontramos um nicho, que guarda a imagem do padroeiro, S. Pedro Gonçalves Telmo, ladeado por duas colunas rematadas com capiteis coríntios. Superiormente, duas janelas laterais e um janelão circular. O entablamento é singelo, com trabalho lavrado rodeando o janelão, que o remata em forma de concha, elemento que afeta igualmente as janelas. Aos lados, as torres sineiras são rematadas com ornatos em cada face e encimadas por uma cruz de ferro. Entre os campanários e o entablamento existe um relógio. A fachada é guarnecida com azulejos.

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OS RESTAUROS E AS SURPRESAS Com efeito, em 2013 começaram a efetuar restauros. Desde um manto dourado oferecido pela realeza, ou um Presépio Escola Machado de Castro, que não é, contudo, um presépio qualquer. “Quando os evangelhos são escritos com a questão da visita dos reis magos só eram conhecidos três continentes: Europa, Ásia e África. Sucede que no século XVI já era conhecido outro continente: América. E nós temos a felicidade de ter um presépio com um quarto rei mago”, rematou José Carlos Gonçalves.

O PROCESSO DE RESTAURAÇÃO: EIXOS ESTRUTURANTES José Carlos Gonçalves reparou que nos últimos tempos tem-se assistido a “infiltrações cada vez mais recorrentes, a fachada principal em azulejo a registar queda de peças. Acabamos por contratar o arquiteto César Machado Moreira que identificou as principais patologias da igreja, que residem nas coberturas, nas fachadas com principal incidência na fachada principal, e ainda as caixilharias, nas quais a madeira está podre”, enumerou José Carlos Gonçalves.

O sonho futuro passa por um debruçar sobre a recuperação da talha dourada. UM NOVO NÚCLEO MUSEOLÓGICO NA CIDADE DO PORTO A Confraria das Almas e do Corpo Santo de Massarelos procedeu, este ano, à inauguração de um novo espaço museológico instalado nas salas anexas da igreja, após a recuperação de vários objetos do seu património (esculturas, pinturas, paramentaria, objetos litúrgicos de materiais nobres e manuscritos) em que sobressai o recentemente res-

taurado manto oferecido pela Rainha D. Maria I, em 1790, àquela instituição. A cidade do Porto passou assim a dispor de um novo espaço de arte sacra, após o Museu da Catedral, o Museu da Irmandade dos Clérigos, o Museu do Seminário Maior do Porto, o Museu da Misericórdia e o próprio espaço do Paço Episcopal. O núcleo museológico da Confraria das Almas e do Corpo Santo de Massarelos foi criado com o duplo objetivo de dar a conhecer o seu património, bem como o passado, presente e futuro da Instituição.


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Para uma melhor qualidade de vida O aumento da esperança média de vida, com a imprescindível qualidade a acompanhar esta longevidade, requer cuidados especiais que passam, nomeadamente, por uma atividade física que permita um envelhecimento mais saudável. Neste sentido nasceram, no Porto, as Clínicas ESAGE, com um ímpar e excelente tratamento fisiátrico.

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ESAGE, sempre com supervisão médica e através da mobilização de credenciados fisioterapeutas, muitos deles que acompanharam o crescimento da clínica em todo o seu percurso, procura proporcionar saúde e bem-estar para as pessoas que se encontram em idade mais avançada. Nesta vertente, as Clínicas ESAGE possuem uma ampla piscina terapêutica com uma temperatura constante de 32º C, onde os tratamentos e classes de hidroterapia ajudam os seus utentes a obterem uma melhor qualidade de vida. A existência de jacuzzi terapêutico auxilia, ainda mais, a obter a ansiada melhoria de vida. Certamente que esta obtenção de bem-estar não é a única razão subjacente à criação das Clínicas ESAGE, que mobilizam também um grande esfor-

ço no tratamento da doença mais aguda e na recuperação funcional de quem sofreu um acidente, a par da recuperação após intervenção cirúrgica ou da otimização do rendimento desportivo. Daí, a unidade está agora equipada das tecnologias mais recentes e inovadoras no âmbito da fisiatria e da medicina desportiva, designadamente a crioterapia, as ondas de choque, o tratamento laser, as infiltrações, a análise corporal por bio impedância e o exame médico-desportivo, valências que muito ajudam na rápida recuperação de quem necessitar de tratamento. Sempre com o objetivo de ir ao encontro das múltiplas necessidades dos seus utentes, a ESAGE disponibiliza agora consultas de nutricionismo e podologia. A dimensão e excelência da sua piscina permite aulas de natação acompanhada para


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As Clínicas ESAGE possuem convenções e acordos, entre outros, com o SNS, Medis, ADSE, Multicare, Advancecare, Medicare e SAMS.

bebés e crianças, funcionando também aos fins de semana. O polo da Foz dispõe de um bar de apoio aos seus utentes. O corpo clínico é composto pela sua Diretora Clínica, a médica fisiatra e especialista em medicina desportiva Eduarda Pestana, que supervisiona a fisiatria de intervenção e a medicina desportiva, com iniciativas de utilização de ecógrafo em consulta, ministrando também infiltrações para lesões mais agudas; pela médica fisiatra Lurdes Palhau, Diretora do Serviço de Fisiatria do Hospital de Santo António no Porto, profissional reputada no tratamento fisiátrico de bebés e crianças; e ainda pela médica fisiatra Ana Aguiar, com graduação em Geriatria. Abertas entre as 07 e as 20h, de segunda a sexta-feira, as Clínicas ESAGE tratam e apoiam quem necessite de tratamentos no âmbito da medicina física e de reabilitação. REVISTAVIVA, SETEMBRO 2018


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A origem Foi em 1999 que nasceu a Esage II - Clínica Fisiátrica da Foz, Lda, incorporando desde logo na sua atividade a excelência de cuidados médicos no âmbito da fisiatria. Com a natural necessidade de atualização de conceitos e imagem, adotou posteriormente a designação Clínicas ESAGE. O seu polo de referência situa-se na Rua Domingos Pinho Brandão, nº 75, em Nevogilde. Explora também uma outra clínica fisiátrica, propriedade do Património dos Pobres do Calvário do Carvalhido, situada na Rua Serpa Pinto, nº 455, no Porto, denominada Clínica Fisiátrica do Calvário do Carvalhido, na qual mantém o mesmo elevado rigor no âmbito dos tratamentos.


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Especialidades

Fisiatria Medicina Desportiva Traumatologia Desportiva Nutricionismo Podologia

Tratamentos Fisioterapia Ondas de Choque Exame médico desportivo Piscina Terapêutica Natação acompanhada Hidroterapia e Crioterapia Composição Corporal Laser Infiltrações Ecoguiadas Domicílios

Foz

Calvário do Carvalhido

Rua D. Domingos Pinho Brandão, n.º75 4150-280 - Porto Tlf. 226 174 906

Rua Serpa Pinto, n.º 455 4250-466 - Porto Tlf. 228 347 040


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Alves dos Reis

o maior burlão português da história Textos: José Alberto Magalhães Imagens: Fototeca do Palácio Foz

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rtur Virgílio Alves dos Reis, nascido em Lisboa a 3 de setembro de 1898, foi certamente o maior burlão da história portuguesa e possivelmente um dos maiores do Mundo. Foi o cabecilha da maior falsificação de notas de banco da história: as notas de 500 escudos, em 1925. Filho de uma família modesta - o pai era cangalheiro, tinha problemas financeiros e acabou por ser declarado insolvente -, Alves dos Reis quis estudar engenharia. Efetivamente, começou o primeiro ano do curso, mas abandonou-o para casar com Maria Luísa Jacobetty de Azevedo. Cedo começaram as falsificações (desengane-se quem pensa que as notas de 500 escudos foram a sua estreia). Em 1916, emi-

grou para Angola, para tentar fazer fortuna e assim escapar às humilhações que lhe eram impostas pela abastada família de Luísa, devido à diferença de condição social. Aí, fez-se passar por engenheiro, falsificando um diploma de Oxford, de uma escola politécnica que nem sequer existia: a Polytechnic School of Engineering. Mas passemos ao caso das notas de 500 escudos: foi durante o tempo da prisão (a que foi condenado por ter tentado apoderar-se da companhia Ambarca, passando cheques sem cobertura) que Alves dos Reis concebeu o seu plano mais ousado. A sua ideia era falsificar um contrato em nome do Banco de Portugal – o banco central emissor de moeda, e que na altura era uma instituição parcialmente privada – o que lhe permitiria


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obter notas ilegítimas mas impressas numa empresa legítima e com a mesma qualidade das verdadeiras. Em 1924, Alves dos Reis contactou vários cúmplices, entre os quais o financeiro holandês Karel Marang Van Ijsselveere, Adolph Hennies (um espião alemão), Adriano Silva, Moura Coutinho, Manuel Roquette e especialmente José Bandeira. Um pormenor importante era que José Bandeira era irmão de António Bandeira, o embaixador português em Haia. Alves dos Reis preparou um contrato fictício e conseguiu que este contrato fosse reconhecido notarialmente. Através de José Bandeira, obteve também a assinatura de António Bandeira. Conseguiu ainda que o seu contrato fosse validado pelos consulados da Inglaterra, Alemanha e França. Traduziu o contrato em francês e falsificou assinaturas da administração do Banco de Portugal. Através de Karel Marang, dirigiu-se a uma empresa de papel-moeda holandesa, mas esta remeteu-os para a empresa britânica Waterlow & Sons Limited  de Londres, que era efetivamente a casa impressora do Banco de Portugal. Em 4 de dezembro de 1924, Marang explicou a Sir William Waterlow que, por razões políticas, todos os contactos ligados à impressão das novas notas deveriam ser feitos com a maior das discrições. O alegado objetivo das notas era conceder um grande empréstimo para o desenvolvimento de Angola. Cartas do Banco de Portugal REVISTAVIVA, SETEMBRO 2018


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para a Waterlow & Sons Limited foram também falsificadas por Alves dos Reis. Alves dos Reis pretendia com toda esta fraude gigantesca fundar o Banco Angola e Metrópole, para investir em Angola e, posteriormente, tentar controlar a maioria das ações do Banco de Portugal, de forma a cobrir as falsificações e abafar qualquer investigação, situação que esteve prestes a conseguir. Ao longo de 1925 começaram a surgir rumores de


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Em 1935 contava-se em Portugal a seguinte anedota: Salazar, preocupado com a situação financeira portuguesa, queixou-se a um amigo, e este disse-lhe: “Isso não é problema, com dez escudos eu sou capaz de solucioná-lo.” “Mas como?” – perguntou Salazar. “É exatamente o preço do transporte: vamos de carro até à penitenciária, tiramos de lá o Alves dos Reis, e você troca de lugar com ele.”

notas falsas, mas os especialistas de contrafação dos bancos não detetaram nenhuma nota que parecesse falsa. A partir de 23 de novembro de 1925, Alves dos Reis e os negócios pouco transparentes do Banco de Angola e Metrópole começam a atrair a curiosidade dos jornalistas de O Século – o mais importante diário português de então. A burla é publicamente revelada em 5 de dezembro de 1925 nas suas páginas. Alves dos Reis é preso a 6 de dezembro, quando se encontrava a bordo do “Adolph Woerman” ao regressar de Angola. Tinha apenas 28 anos... A maior parte dos seus associados são também eles presos. Foi libertado em maio de 1945 e, mesmo depois da maior fraude da história portuguesa, este campeão das ilegalidades voltou a reincidir. A 12 de fevereiro de 1952, sete anos depois, burlou em 60 mil escudos (299.27 euros) um negociante de Lisboa, a quem prometera 6 400 arrobas de café angolano, inexistentes. Em 1955 foi condenado a quatro anos de prisão, pena que não chegou a cumprir, pois morreu de ataque cardíaco em 9 de junho de 1955, na pobreza. REVISTAVIVA, SETEMBRO 2018


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78 ANOS DE EXCELÊNCIA E COMPROMISSO

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esde 1940 a formar novos e competentes condutores, a escola de condução Guedes Vieira apresenta consequentemente uma histórica ligação à cidade do Porto. Consciente de que da condução depende a segurança não só do condutor mas também de terceiros, a escola de condução Guedes Vieira aposta, em todas as aulas teóricas e práticas que realiza, em profissionais de experiência altamente comprovada. O sucesso do caminho até aqui trilhado, fruto da excelência dos serviços prestados e da preocupação sempre presente na preparação dos candidatos para uma condução segura e consciente, levou José Guedes Vieira a abrir um novo espaço na Rua Diogo Botelho nº 1916, bem perto da Universidade Católica do Porto.


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RUA DIOGO BOTELHO Nยบ 1916 Tlf: 221 129 271 | Tlm: 918 681 372 E-mail: guedes.vieira.foz@hotmail.com


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Comes & Bebes

Um percurso gastronómico pela cidade do Porto Textos: Irene Mónica Leite Fotos: Inez Cortez

GINJAL O local das “Tripas à Moda do Porto” Rua do Bonjardim, 626 Telefone 222031015 Reza a história que o restaurante Ginjal, no Porto, foi inaugurado em 1948 pela família Ramos. Em 2014 reabriu com uma imagem renovada e com nova gerência, fazendo parte da mesma Amarílio Barbosa, proprietário do Restaurante Escondidinho, com uma vasta experiência no ramo. A obra de restauro teve a autoria do arquiteto José Bastos, cujos conhecimentos e bom gosto proporcionaram um restauro repleto de elegantes pormenores. Quanto à oferta gastronómica, proporcionam-se experiências de sabores tipicamente portuenses (as famosas tripas à moda do Porto…) como outrora este estabelecimento habituou a clientela, assim como a cozinha italiana desde pastas a risottos. Para além de poder usufruir de uma excelente refeição com sabores tipicamente portugueses num ambiente de charme e requinte, é possível ainda apreciar neste acolhedor espaço os mais conceituados artistas que foram dando o seu testemunho, como “graffitis” exteriores de figuras ilustres da história, nomeadamente Marques da Silva, Almeida Garrett, D. Pedro IV, Infante D. Henrique e o arquiteto Nicolau Nasoni. Às segundas está fechado. De terça a domingo das 12h às 15h e das 19h às 23h.

A rentrée promete com pratos bem arrojados, salas decoradas a preceito e clientes simplesmente deliciados com a vasta gama de produtos que eles servem, com selo de qualidade Recheio. Não queremos que perca uma oportunidade para apreciar os melhores sabores da cidade Invicta. Aproveite!


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FRIDA COCINA MESTIZA

Do México, com amor Rua Adolfo Casais Monteiro, 135 Telefone 226062286 Neste estabelecimento celebra-se a comida familiar mexicana. Caso para dizer, viva o México! Com efeito, não é tarefa fácil encontrar representantes da cozinha mexicana no Porto e isso faz do Frida um dos espaços de visita obrigatória na cidade. Chegou à zona das galerias de arte, em Bombarda, em abril de 2014, pela mão de um português e de uma mexicana. Há guacamole e margaritas, claro, mas também opções menos convencionais como mixiote de pollo - frango marinado em chile Ancho e chile Pasilla e cozinhado a vapor - ou os tacos en la piedra. Na decoração é mesmo o retrato de Frida Kahlo que sobressai… não caindo em clichés. O ambiente é caloroso, pautado pela simpatia. Uma curiosidade: o Frida nasceu no fim de uma viagem de ano e meio, percorridos 30 mil km, pela América Latina numa carrinha “pão de forma”. Num ambiente familiar onde não faltam referências ao incontornável “dia de los muertos”, Frida vai para além de uma experiência gastronómica. É cultura, é vida, é… México… e ‘cocina mestiza’. De segunda a domingo das 20h às 24h.


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MIGALHAS

Requinte e atenção ao cliente Rua Dr. Ricardo Jorge, 9 Telefone 222086921 A génese deste restaurante remonta a 1930. “Sei que teve como gerentes dois senhores de origem brasileira e que estiveram aqui cerca de 15 anos. O estabelecimento teve uma projeção bastante forte, designadamente ao nível da gastronomia brasileira, com destaque para a emblemática feijoada”, disse-nos Teresa Araújo que, com Mário Jorge, conduz o estabelecimento atualmente. “Dentro dessa gerência, houve um funcionário que veio para aqui bastante novinho, começou a aprender, sentiu que os fundadores iniciais queriam vender o estabelecimento, mostrou algum interesse… Nessa altura, o meu pai já estava no ramo da hotelaria, acabando por se juntar ao irmão. O restaurante manteve-se na mão dos dois uns dez anos, sendo que sofreu muitas alterações, de acordo com as modas. Teve, a certa altura, muita fama na venda de bifanas e de codornizes, embora sempre com uma base da gastronomia tradicional. Por motivos pessoais separaram-se e ficou o meu pai à frente disto durante cerca de 30 anos. Há cerca de cinco anos e meio, o cansaço, e a desatualização, fez com que tivesse de ser vendido ou passado. Eu fui docente durante 17 anos e com o apoio do meu marido resolvemos ficar com o estabelecimento com um toque diferente”, revelou-nos Teresa Araújo. O intuito é continuar com a cozinha tradicional portuguesa, mas incutindo-lhe um toque de modernidade, acompanhando a evolução dos tempos. Em termos de pratos, menção para as tripas, o bacalhau à braga, cozido à portuguesa, arroz de cabidela, ou feijoada à transmontana. O carater diferenciador passa pela apresentação das travessas, a estética do prato. A sobremesa, por exemplo, é servida numa lousa, e nunca é apresentada da mesma forma. “Tento, também, na cozinha que a apresentação dos pratos seja diferenciada. Porque os olhos também comem”, disse. O balanço é positivo. “Ganhamos uma clientela diferente, em comparação com a do meu pai”. Fechado aos sábados. De segunda a domingo das 09h30 às 22h30.


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COZINHA DA AMÉLIA

“Deus no céu, e os milagres da Amélia na cozinha” Rua do Campo Alegre, 747 Telefone 226002077 Tem uma energia vibrante a Dona Amélia! Contounos que o seu ‘rasto gastronómico’ é o que importa. Porque, para onde vá, os clientes devotos seguemna religiosamente, muitos desde os tempos da juventude e, agora, também, filhos e netos dos clientes. Trata-se de figuras ligadas à cidade do Porto que estão orgulhosamente dispostas em fotos pelas paredes da acolhedora casa da Dona Amélia. Desde fornecedores de vinho, passando por pessoas ligadas ao FC Porto. Não é por acaso que numa das salas consta um grande retrato de Pinto da Costa. Um mimo, tal e qual a ementa, onde todos se podem deleitar com boa comida regional portuguesa com um grande fator a seu favor: é caseira! Aqui poderá contar com serviço esmerado e instalações acolhedoras. A Amelinha, como carinhosamente é tratada, é uma marca que fala por si, não descurando da equipa rigorosa que a acompanha. Os resultados sentem-se de imediato. Em termos gastronómicos, destaque para o bife de lombo ou panadinho de vitela. No peixe, menção para o bacalhau à Brás, bacalhau cozido, ou filetes de polvo com arroz do mesmo. Tudo isto harmonizado com grandes vinhos. No fim, uma sobremesa a rigor com os pratos. Pão de ló de ovos moles de fabrico artesanal, “o melhor do universo”, sintetiza Dona Amélia. De segunda a sábado das 12h30 às 23h. Aos domingos está fechado. REVISTAVIVA, SETEMBRO 2018


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ZÉ DO PREGO Mais vale um prego na mão do que dois no chão! Rua Oliveiras, 118 Telefone 222012265 Aqui encontramos bons hamburgers e acima de tudo, claro, bons pregos, aliado a um espaço confortável com todo um cuidado ao nível do design. As frases que decoram as paredes são emblemáticas e sui generis, num jogo de palavras “atrativo”. “Inicialmente tínhamos apenas uma casa de sandes normais. Depois chegamos à conclusão que uma casa de pregos não seria mal pensado”, começou por nos dizer José Abreu, responsável pelo estabelecimento. A cebola caramelizada, picles, molho barbecue e queijo, claro, fazem as honras da casa. Boa carne de novilho, com um molho a condizer. O ambiente e o atendimento, na ótica de José Abreu, fazem decisivamente a diferença. O balanço é francamente positivo. De segunda a quinta-feira das 12h às 15h30 e das 19h às 24h. Sexta e sábado das 12h às 15h30 e das 19h às 01h. Domingo das 12h30 às 17h.


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Rua de Serpa Pinto, nº 80 Sta. Marinha, Vila Nova de Gaia

HORÁRIO:

Segunda a Sábado - 8h00 às 20h00 Domingo - 8h00 às 13h00

Rio Douro Teleférico de Gaia

Av. de Ramos Pinto Porto Ferreira

Rua de Serpa Pinto

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C O M E S

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B E B E S

COCTELERIA Sangrias bem originais Rua da Picaria, 9 Telefone 913225016 Chama-se Coctelería e situa-se logo no início da Rua da Picaria. Este espaço pequeno mas bastante agradável e acolhedor tem como principal atrativo uma oferta ampla e muito original de cocktails e, sobretudo, sangrias. Na carta da Coctelería há muitas variações desta refrescante bebida, cada uma mais apelativa e original. Aqui a principal dificuldade é mesmo a escolha. Para acompanhar as bebidas, à boa moda espanhola mas sempre com um toque português, há uma boa oferta de pinchos e tábuas. Destacam-se o pincho de presunto serrano de Salamanca, os folhados de queijo de cabra com compota de abóbora ou a original tapa de francesinha. “É mesmo um típico bar de tapas como há em Espanha. A qualquer hora pode-se ‘picar’ algo. Quando criei este conceito foi mais para adaptar ao público internacional”, disse Sérgio Pinto, responsável pelo estabelecimento. Às segundas está fechado. Terça a domingo das 18h às 02h.


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PREGAR

Um menú fora da caixa Largo São Domingos, 96 Telefone 222034153 Francisco Antunes e Ricardo Carvalho são dois dos quatro sócios deste projeto. “Após a abertura do Fé e o sucesso do mesmo procuramos um espaço na Baixa onde pudéssemos iniciar a nossa etapa na restauração. Resolvemos, assim, abrir um espaço diferente no Largo São Domingos, que se caracterizava por ter os melhores pregos da cidade do Porto. Não só o prego de lombo, de carne, mas também tentando arranjar pregos fora da caixa”, começou por nos explicar Francisco Antunes. E continuou: “Decoramos o restaurante com gamelas do Vinho do Porto, antigas caixas que transportavam o néctar, com cadeiras em couro. Procuramos que o espaço fosse também bonito, acolhedor”. No entanto, perceberam ao longo do tempo, que os pregos já não são uma comida de homem. “Cada vez mais temos mulheres que nos visitam. E a nossa oferta foi muito atrás disso: desde tatakis, saladas, sopas. Tudo para um menu mais diversificado, mais leve, em que o cliente também pode optar por comidas mais saudáveis”. O Pregar é uma mistura de uma pregaria tradicional, com um restaurante um bocadinho mais ligeiro. “Juntamos tudo e apostamos na qualidade, todos os nossos produtos são frescos” reiterou Francisco Antunes. Todos os dias das 12h às 24h.


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ASTÓRIA

Surpresas informais e requintadas Praça da Liberdade, 25 Telefone 220035600 O Restaurante Astória, do Intercontinental Porto – Palácio das Cardosas, apresenta uma esplanada, sempre rica em sabores e experiências. Localizado no emblemático Palácio das Cardosas, pretende acompanhar o ritmo da cidade do Porto com ofertas que sejam, simultaneamente, informais e requintadas. A herança do Palácio revê-se nos traços nobres e na estética requintada, complementada com uma decoração moderna e confortável, que convida a entrar. As janelas generosas estão de relações bem amistosas com a cidade, partilhando todo o seu charme, cultura e vivacidade. “Somos uma equipa bastante jovem. Recrutamos toda a parte de cozinha para ser algo fresco.Também reestruturamos a sala. Tanto eu, como o Francisco Pico [Chef], já viajamos bastante e ao fim de muitos anos voltamos os dois ao mesmo tempo para Portugal”, começou por nos revelar Carlos Teixeira, diretor da Food & Beverage . “A ideia é trazer um pouco das experiências de lá de fora. Pegar naquilo que é português, que é bastante rico, mas trazer técnicas base de cozinha no que diz respeito à apresentação, por exemplo. Trazer uma receita tradicional para algo mais moderno. Daí este conceito de cozinha portuguesa, que consiste em pegar em produtos sazonais e trabalhá-los, tanto para o público local como o estrangeiro”. Nos pratos, destaque para as favas com chouriço ou as sardinhas com molho de tomate, ambas apresentadas de maneira diferente. Nas sobremesas, menção para a mousse de dois chocolates (amargo e branco), a Panacotta de iogurte grego e maracujá e o pudim abade de priscos, salada de citrinos e sorbet de limão. Para beber, estão disponibilizadas mais de 30 opções de vinho a copo (branco, tinto, rosé ou espumante), uma variedade de cocktails clássicos e de assinatura, aperitivos, licores, e muito mais. O menu vai sendo progressivamente adaptado. “Os nossos brunchs são um sucesso. Em setembro vamos relançá-lo com uma oferta mais variada”. A par da gastronomia, o Astória pretende celebrar a arte e a cultura com exposições de arte, concertos de música (noites de fado) e parcerias com designers portugueses. Diariamente das 12h30 às 15h e das 19h30 às 22h30.


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O M E N T O S

A segunda edição do Douro Wine Party navegou em julho último pelo rio Douro, numa iniciativa de promoção dos vinhos portugueses e cervejas artesanais. Centenas de pessoas desfrutaram desta festa/ cruzeiro, com cerca de duzentas referências em prova, a bordo do “Esplendor do Douro”.


D O U R O W I N E PA RT Y

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JUNHO 2018 REVISTAVIVA, MARÇO 2018


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O M E N T O S

FESTA DE ABERTURA OFICIAL DO SOMOS RESTAURANT & LOUNGE Em junho realizou-se a festa de abertura oficial do SOMOS Restaurant & Lounge, o novo restaurante de apoio ao hotel Crowne Plaza Porto que, apresentando um conceito diferente e direcionando-se para o público da cidade, pretende ser uma referência na zona da Boavista. A gastronomia aqui servida tem como base a cozinha mediterrânea e privilegia a


SO MOS R E STAU RA N T & LO U N G E

autenticidade dos produtos nacionais, desde os peixes e mariscos frescos da nossa costa, aos enchidos tradicionais, passando pelas carnes suculentas e de qualidade superior das raรงas portuguesas. A carta resulta da criatividade do chef Jorge Sousa.

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M P R E E N D E D O R I S M O

Um conceito trendy e cosmopolita Com uma atmosfera vintage e urbana, acompanhada por um conceito trendy e cosmopolita, um antigo armazém da Real Companhia Velha revitalizado reúne agora moda, decoração, arte e petiscos. Texto: Irene Mónica Leite

Chama-se, naturalmente, Armazém e encontra-se repartido entre lojas de roupa, acessórios, jóias de autor, objetos e móveis antigos, uma zona de bar, área de exposições e esplanada exterior. Um espaço bastante rico na oferta. Com efeito, para além de fazer compras, é possível ver exposições de pintura e fotografia, assistir a concertos, participar em workshops e outros eventos, ou beber um copo e comer uns petiscos, tornando este um local a ter em conta para sair. O espaço já conquistou turistas

e os ‘opinion makers’ têm o Armazém como um local de visita obrigatória. Nós também! Tudo começou através “do Paulo Lobo, que estava aqui neste espaço. Depois o Armazém era muito grande para ele, acabando por precisar de um vizinho que fosse ao encontro do conceito”, começou por explicar Luís Cerqueira Gomes, mais conhecido como Batata, que juntamente com a esposa, Raquel Cerqueira Gomes, lidera este projeto. “Ele queria um sítio pacato e, como somos amigos há muitos anos, perguntou-me se


ARMAZÉM

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Um espaço emblemático

Consta que nas origens deste espaço, ainda nem existia a Alfândega, era apenas areia, onde barcos rabelos vinham com as pipas e estas rebolavam até ao armazém da Real Companhia Velha. “Estamos num espaço muito mais antigo que a Alfândega do Porto, o que nos deixa muito orgulhosos”, referiu Batata. “Há muitos professores da faculdade de arquitetura que às vezes vêm aqui dar palestras, visto que estamos perante um espaço emblemático”, reiterou o empresário.

estava interessado nesta divisão. Foi realmente juntar o útil ao agradável. E aceitei. Lógico que as pessoas chamaram-me de maluco (risos). Estamos a falar de um espaço que estava bastante danificado.” Outra das provas de sucesso é a contínua afluência dos turistas. “O turista é um bocado como as crianças: não mente. E dizem: viemos aqui para tomar um café por dois minutos, e já estamos aqui há duas horas. Não só pelo próprio edifício, que conta muito, mas também pela decoração e ambiente que se cria neste espaço.” Batata revelou ainda que o espaço é recomendado pelo New York Times. “Não é por acaso, porque eles realmente são muito exigentes. E é uma história engraçada porque apareceram aqui de manhã dois norte-americanos. Andaram de loja em loja. Pediram um petisco, um vinho do Porto. Por volta das 16h, um veio ter comigo e perguntou se eu era dono. Eu respondi: ‘sou, posso ajudar’? Ao que me disseram: ‘é que nós somos jornalistas do New York Times. E queríamos fazer uma REVISTAVIVA, SETEMBRO 2018


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reportagem. E eu na altura nem queria acreditar (risos). O facto é que cinco dias depois saiu no jornal de referência americano, e deu-se o verdadeiro boom”, revelou. “Desde jornais chineses, japoneses e australianos, aos da Nova Zelândia, e de toda a Europa, a pedir entrevistas, fotografias. Foi uma loucura total”, relembrou. Quanto ao aspeto cru deste armazém, “as pessoas têm que saber fazer a leitura do espaço que está aqui dentro. Já muita obra nós fizemos e que não se vê. Depois da drogaria Moura, o espaço ficou completamente abandonado. Pouco havia aqui em Miragaia. Era natural que me chamassem maluco. E eu disse: ‘vou para o melhor sítio da cidade do Porto’. Ainda hoje em dia fico muito contente por continuar aqui. Miragaia tem predicados da cidade… o verdadeiro S. João é em Miragaia”, revelou. 90 % da clientela do Armazém são turistas. “80% são estrangeiros e 10% são nacionais. Tenho sempre a curiosidade de perguntar aos turistas de como chegaram até este espaço. É um facto que já está no roteiro cultural da cidade, mas mais orgulhoso me deixa quando me dizem que foi recomendado de alguém. Este passa a palavra é a maior publicidade do mundo. Isso realmente é muito gratificante. Para além do espaço, que realmente é emblemático, há toda a sua envolvência”.

As feiras de velharias & vintage O Armazém também é muito procurado pela sua feira de velharias & vintage. “Já é da praxe, desde há três anos no terceiro fim de semana de cada mês. Temos sempre uma feira de velharias & vintage, em que disponibilizamos outras preciosidades, como complemento à oferta já existente. Além disso, há expositores que vêm também vender os seus artigos. Um pianista garante a animação, contando ainda com algumas surpresas, o que confere um ambiente brutal. Os turistas vão ao rubro”, revelou Batata Cerqueira Gomes.


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Novas apostas para a rentrée Com a rentrée à porta, o Porto Canal prepara um novo paradigma, que se espelha numa renovada e ainda mais completa informação, aliada a uma grelha de programação cada vez mais diversificada, reforçando a missão de serviço público. Texto: Irene Mónica Leite Fotos: Pedro Bastos

“O Po r to C a n a l e n f re n t a todos os anos uma fase de reestruturação, pelo que, a partir de setembro, vamos alinhar o canal com novos rumos, para que cresça e, naturalmente, mude para m e l h o r. Va m o s f a z e n d o anualmente novas abordagens em função daquilo que

também é o feedback dos telespectadores”, disse à VIVA! Júlio Magalhães. Mas, alertou o diretor geral do Porto Canal, “este ano não foi bem uma reestruturação as alterações que fizemos. Foi, de facto, uma mudança de paradigma em relação ao que tínhamos vindo a fazer”.

Neste sentido, “vamos apresentar uma informação mais completa, não tanto baseada em jornais, em blocos informativos, mas também em opinião, entrevistas, debates. Era algo que se encontrava em falta no canal”, revelou. “Das 20h00 às 22h00 teremos um bloco informativo bem completo. Estamos a prever alguns bons nomes que vão colaborar com o Porto Canal”, adiantou Júlio Magalhães. Revelou ainda “uma aposta forte” nos programas generalistas que só o Porto Canal tem, de serviço público com grande ligação ao território. “Com efeito, a


P O RTO CA N A L

do desporto. Apostaremos assim no desporto generalista, não só na informação como na grelha”. N a s m a n h ã s, s e gu n d o o responsável, há mais boas novidades: “vamos voltar com o programa matinal, logo às 10h30. Mantemos o consultório, que é um programa muito importante para o canal. O ‘Olá Maria’ também continua”, revelou. Júlio Magalhães anunciou também uma forte aposta em conteúdos estrangeiros para o canal, uma nova estratégia que começa a dar frutos. “O Porto Canal faz parte de um meeting,

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um congresso internacional de televisões. São 89 televisões por todo o mundo que se concentram na China. Abre portas tremendas, pois somos o único canal português representado”, salientou. “O meu balanço não podia ser melhor. Estou aqui há seis anos. Parece que foi ontem que aqui cheguei. O Porto Canal tem crescido, é hoje uma marca. A ligação ao FC Porto é muito importante, uma âncora muito grande. Não é um canal de clube, mas um canal com clube”, concluiu.

nossa oferta é ampla, desde programas de música clássica, de cinema, de história em prime time, para além da ciência e investigação. Vamos manter essa ideia, da qual te m o s re ce b i d o f e e d b a ck positivo. Há pessoas que, inclusive, olham para o Porto Canal como alternativo nessa matéria”, frisou. Jú l i o M a g a l h ã e s r e f e r i u ainda que se vai consolidar também aquilo que são os conteúdos do FC Porto: “Vamos manter, no âmbito da secção desporto, o ‘Nas Quatro Linhas’, um programa que tem sido recebido com muito agrado pelos agentes REVISTAVIVA, SETEMBRO 2018


F C P O R T O

HISTÓRIAS DO FC PORTO NA C I DA D E A programação do Museu Futebol Clube do Porto para o último trimestre de 2018, em que comemora o seu quinto aniversário e simultaneamente o 125º do clube “azul-branco”, tem como destaque a iniciativa “Histórias na Cidade”. Textos: Irene Mónica Leite Fotos: Museu FC Porto

“O que tem a Barbearia Garrett a ver com o FC Porto ou por que razão a história do clube passa pelo Cemitério de Agramonte? Que histórias e episódios passados na confeitaria Petúlia ajudam a compreender o percurso do FC Porto, e de que forma o Teatro Nacional São João se cruza com o hino portista, cantado por Maria Amélia Canossa?”. No mês do 5º aniversário da inauguração oficial do Museu FC Porto e dos 125 anos do clube, “Histórias na Cidade”, que se prolonga até 26 de outubro, é uma seleção de memórias espalhadas por lugares e entidades parceiras, revelando a forte relação identitária entre o clube e a cidade nas vertentes desportiva, cultural, social ou artística. “Nós, em alguns eventos, gostamos de colocar essa carga. Já é o caso, a título de exemplo, da Rota do Dragão com o Joel Cleto, com as ruas, caminhos, espaços. Nas ‘Histórias na Cidade’ fomos um bocadinho mais longe. Construímos uma exposição que em vez de estar confinada a um espaço próprio, é dividida, laminada, fragmentada em 24 locais, que assinalam essa ligação do clube com a cidade que o viu nascer. A ideia passa em transformá-la numa exposição itinerante para outras geografias”, revelou-nos Jorge Maurício Pinto, responsável do departamento de programação e produção do


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Museu FC Porto. ” Sã o histórias s urp reen d en tes e improváveis. Quando falamos da Câmara do Porto, as pessoas associam ao local que acolhe a equipa, os campeões, que os premeia, que os distingue. Onde se faz uma grande festa junto à Câmara. É uma realidade. O que não é tão conhecido é que em 1935, quando a autarquia resolveu instituir a primeira medalha de valor desportivo, fê-lo por causa do FC Porto”. A Barbearia Garrett era o sítio onde Pedroto, antigo jogador e treinador portista, cortava o cabelo e convivia com os seus amigos. No caso da confeitaria Petúlia são outras as histórias. “Era ali que se reuniam os pensadores do FC Porto, nomeadamente o futuro presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, para projetar o rumo do clube azul e branco. O Teatro São João tem também uma história muito engraçada. O hino oficial do FC Porto foi ali gravado numa madrugada, seguindo posteriormente para Londres”. O Cemitério de Agramonte, desde os anos

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sessenta, tem um mausoléu onde repousam para a eternidade diversas personalidade do clube. Jorge Maurício Pinto adiantou ainda que a programação do Museu vai continuar bem reforçada e animada, designadamente com o “Dar Letra à Música” dia 18 de outubro, com palco livre para a música de Manel Cruz (o Manel dos Ornatos Violeta). Na noite de 15 de novembro será a vez de Mafalda Arnauth partilhar histórias e canções. Nos livros, em breve serão lançadas duas obras em parceria com investigadores. REVISTAVIVA, SETEMBRO 2018


o halloween perfeito na Wera Store!

Não consegue dar largas à sua imaginação para encontrar o traje perfeito de Halloween? Na Wera Store, no Porto, tem a resposta certa, desde as obrigatórias fantasias de bruxas, aos esqueletos mais ou menos aterradores, passando por indumentárias de palhaços que fogem da norma… As cores dominantes para assinalar o “dia das bruxas” em grande são o preto (claro) e o vermelho, garantiu-nos Weilan (a proprietária, Vera em português).


Com o Outono já aí à porta, a Wera Store pensou também na indumentária casual, para o dia a dia. Por isso tem uma vasta coleção de casacos, dos mais diversos padrões e cores, calças, botas, sapatos e, já sabe, também a melhor maquilhagem. De que está à espera? Não falte até porque “está aqui tudo”, reitera Weilan. A recetividade é mais que positiva num estabelecimento onde os clientes se sentem bem e onde a qualidade e simpatia no atendimento também são fundamentais. Localizada na Rua António da Silva Marinho, nº 120, no Porto, a loja está aberta todos os dias das 9h00 às 21h00! Ao lado da Maxmat Porto. Parque de estacionamento grátis.

Localizada na Rua António da Silva Marinho, nº 120, Porto, a loja está aberta todos os dias das 9h00 às 21h00! Ao lado da Maxmat Porto. Parque de estacionamento grátis facebook.com/LojaWeraStore/


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O T R O P O é a melhor cidade do mundo l do Porto. Tem 31 anos e é natura ‘diseur ’, jornalista Adriana Faria é atriz, O que move e professora de dança. ente a viver em esta millenial, atualm lica em projetos? Londres, que se multip

e| Texto: Irene Mónica Leit

Fotos: Inez Cortez


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driana Faria iniciou os seus estudos teatrais em 2005 na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto (ESMAE), onde concluiu a licenciatura. Fez o mestrado em Ciências da Comunicação – Estudos de Media e Jornalismo pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e desde então colabora com o Porto Canal em modo freelance. Em 2017 foi a repórter do programa “Cultura em Expansão” na cidade do Porto, exibido mensalmente no Porto Canal. Completou o curso de Ballet Clássico até ao grau Avançado II com o método Imperial Society of Teatchers of Dancing no Centro de Dança do Porto. Já fez dobragens, desafio que adorou. É atriz, produtora, ‘diseur’, jornalista, professora de dança. O que a move? Tentar sobreviver na arte, acima de tudo. Mas essencialmente é estar no palco, com todas as áreas que abraço relacionadas. A busca do jornalismo foi um pouco no sentido da teoria. Uma teoria diferente, mais racional. Quando fui estudar teatro, estava muito verde. Fui com 18 anos para a ESMAE. Lembro-me que na altura estava com muita vontade de estudo. E o teatro era muito no âmbito de questionar e desenvolver. Foram os três melhores anos da minha vida. Mas ficou-me a faltar essa teoria. Queria um pouco desse lado mais certinho. A poesia também é uma paixão. Comecei logo na altura da ESMAE a colaborar com as ‘Quintas de Leitura’. Tive o privilégio de conhecer o João Gesta. O João é

um visionário, um amigo sensível para a vida com quem tenho aprendido muito ao longo dos anos e que sabe escutar. Uma relação que cresceu ao longo dos anos. Conheci-o nos bastidores do Teatro Campo Alegre, num espetáculo de ballet. Na altura, miúda, já ia, como público, assistir às ‘Quintas de Leitura’. Fui falar nos bastidores com a produtora e manifestei o meu interesse em participar nas “Quintas”. Depois fui fazer um casting, isto com mais ou menos 18 anos. Fiz a minha primeira

‘Quinta de Leitura’ com Manuel António Pina. Um grande senhor e uma grande primeira sessão, que nunca mais esqueço. Comecei logo assim, em grande. No teatro houve algum papel que constituiu um especial desafio? Houve vários. Destaque para um papel na Seiva Trupe da ‘Freira Portuguesa’, inspirada na história de uma soror que sofreu muito por amor e que deixou o convento. Interpretei precisamente essa personagem. Foi REVISTAVIVA, SETEMBRO 2018


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um papel muito forte e muito denso. Mas todos à sua maneira marcaram. E na televisão, houve alguma personagem que interpretou e com a qual se tenha identificado? De todo. Até bem pelo contrário, tirando uma participação no ‘Ouro Verde’, em que fiz de jornalista. Achei muito giro, pois estava a fazer o mestrado na altura. Estava dentro do ambiente (risos). Por exemplo, a Madalena dos ‘Morangos com Açúcar’, e que fazia parte do elenco principal, era muito diferente de mim. Depois aconteceu algo interessante. Eu passava mais tempo de Madalena, vestida de Madalena, do que Adriana. Nós achamos que estas mudanças não fazem nada, mas afetam. Como é televisão e se grava o dia inteiro, está-se mais tempo a viver a personagem. É muito intensivo. É difícil ser atriz em Portugal? É muito difícil (risos). Mas também ninguém disse que ia ser fácil. As pessoas já sabem para o que vão. E vão por amor à camisola. Porque isso preenche e vale a pena e compensa. É uma profissão de uma beleza inacreditável, mas instável. Nada é certo. É um recomeçar constante. Como é que descreve a sua adolescência nesta cidade que também é o seu berço? É a melhor cidade do mundo. Agora que estou lá fora, ainda mais me lembro e recordo. Já vivi em Lisboa também. O Porto tem um mistério que não dá para desvendar. Há segredos que esta

cidade tem e que só quem cá está, sabe. Isto torna a cidade especialíssima. É uma cidade que abre os braços mas é impenetrável. Porque a essência de crescer no Porto não se aprende, vai-se enraizando e vai entrando na pele de quem nasceu e viveu cá. Está atualmente em Londres. O que desenvolve lá? Admite viver permanentemente lá? Em Londres estou neste momento a desenvolver a escrita. Porque nesta cidade é mesmo começar do zero. Eu não estudei lá, ninguém me conhece. Estou inscrita em todas as plataformas de casting, à procura de um agente. Estou a mandar constantemente

candidaturas para audições. Estou na luta. Tenho feito muito networking. Mas não faço ideia se vou ficar, mas será difícil. Falta-me o mar. Já nem falo da família e dos amigos. Parece que em vez de respirar a 100%, estou apenas a 70%. Falta aquela injeção de frescura. Tudo depende. Obviamente que se aparecesse alguma oportunidade de trabalho, fosse na área da representação ou mesmo de jornalismo e que valesse a pena, acho que isso mudaria bastante o cenário. Eu, na realidade, gostava de ter projetos em vários sítios, em que a base fosse o Porto. Pretendo sim, criar um porto seguro em Londres em termos de trabalho. Mas não me sinto emigrante a 100%. Posso ter chegado para ficar. Às vezes um pequeno fator muda tudo.


TENDÊNCIAS

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I S E R I C Ó R D I A

Tratar a obesidade de forma integrada Texto: Irene Mónica Leite Fotos: Daniela Pereira

No ano em que completa 30 anos de intensa atividade ao serviço da comunidade, o Hospital da Prelada continua de olhos postos no futuro. Numa conversa com o seu Diretor Clínico, abordámos o tratamento cirúrgico da obesidade e o serviço de atendimento permanente, que reforça o papel desta unidade de saúde enquanto hospital para todos! Não esquecemos, também, a integração na nova rede de parceiros da ADSE, que oferece condições únicas aos seus beneficiários neste hospital. Para além disso, já visitou a exposição artística?

Varejão Pinto

O Hospital da Prelada é um centro de referência nacional para o tratamento cirúrgico da obesidade. “Há vários anos que somos centro de referência reconhecido pela Direção-Geral da Saúde. Isto tem-nos permitido uma vasta experiência nesta área”, afirmou Varejão Pinto, Diretor Clínico desta unidade de saúde. Neste hospital de referência do Grande Porto há uma resposta integrada e multidisciplinar para o tratamento cirúrgico da obesidade, que inclui as áreas de Cirurgia Geral, Nutrição, Psicologia, Psiquiatria e Cirurgia Plástica. “Somos das unidades da região Norte com maior movimento. Queremos crescer, tendo, inclusive, projetos para aumentar, já no próximo ano, a nossa equipa de cirurgiões e restantes serviços complementares”, acrescentou. Varejão Pinto destacou o facto do tratamento cirúrgico da obesidade ser “uma área multidisciplinar, que passa por diferentes especialidades médicas, desde a cirurgia específica da obesidade ao tratamento da cirurgia pós obesidade”, clarificou. O Diretor Clínico do Hospital da Prelada referiu, ainda, que a tendência passa pela hiperespecialização, pelo que esta unidade de saúde continuará a acompanhar o estado da arte. “Porque vamos aumentar ainda mais a nossa especialização, será necessário aumentar o número de cirurgiões, de forma a diversificarmos as diferentes técnicas que neste momento aplicamos no Hospital da Prelada”,


H OSP I TA L DA P R E LA DA

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PRELADA UM HOSPITAL ABERTO A TODOS.

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sustentou. O tratamento da obesidade é, acima de tudo, um problema de Saúde Pública, que tem um relevante impacto na sociedade. Em todo este processo, acentuou Varejão Pinto, é fundamental a força de vontade do paciente. “Antes de passar à cirurgia bariátrica é importante o filtro do ponto de vista psicológico e psiquiátrico, para ver se é um doente que tem capacidade para passar as diferentes fases que a cirurgia implica”, justificou. Em termos de faixa etária mais recorrente deste tipo de cirurgia, de acordo com o Diretor Clínico do Hospital da Prelada, “infelizmente há cada vez mais gente nova. Pessoas em idade ativa”. Mas há boas notícias: o Hospital da Prelada assegura consultas de

especialidade e cirurgias muito abaixo do tempo de espera médio de referência, definido pelo Serviço Nacional de Saúde (120 dias para consultas e 180 dias para cirurgias). Aliás, no primeiro semestre de 2018, o Hospital da Prelada deu uma resposta célere aos seus doentes em todas as especialidades. Va r e j ã o P i n t o d e s t a c o u , ainda, que o Hospital da Prelada tem acordos com todas as seguradoras e todos os subsistemas. “Podemos atender qualquer pessoa, mesmo que não seja da nossa área de referenciação do Serviço Nacional de Saúde”, completou. Refira-se que o Hospital da Prelada pode receber doentes para cirurgia bariátrica de toda a região Norte através do Serviço Nacional de Saúde

(SNS). No entanto, este tipo de intervenções também é possível de realizar fora do SNS, seja em regime particular, seja através de um subsistema que comparticipe a intervenção. “Neste momento já há seguradoras que começam a comparticipar”, revelou o Diretor Clínico do Hospital da Prelada. O serviço de Atendimento Permanente par a adultos veio complementar a intensa atividade clínica desta unidade de saúde, reforçando o seu papel na comunidade enquanto hospital aberto a todos. “O s e r vi ço fu n c i o n a d a s 08h00 às 20h00 e, para além de realizarmos consultas não programadas, temos capacidade laboratorial e de imagiologia”, ressalvou Varejão Pinto. O corpo clínico também é abrangente. REVISTAVIVA, SETEMBRO 2018


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I S E R I C Ó R D I A

“Par a além dos médicos que fazem o Atendimento Permanente, temos toda a equipa de especialistas do hospital. Dispomos de gente capaz de, na hora, dar essa resposta”, acrescentou.

Há 30 anos ao serviço da comunidade! No serviço de Atendimento Permanente são bem visíveis algumas das obras que integram a exposição artística patente no Hospital da Prelada. Até 15 de outubro é possível ver “INTERNAMENTE - Pensamento e Prática Artística em Meio Hospitalar”. Este é o tema da mostra artística com trabalhos

de atuais e antigos estudantes da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP). Ainda em parceria com a FBAUP, foi promovido um concurso para a criação de um objeto escultórico que poderá vir a ser exposto no espaço exterior do Hospital da Prelada. Caso seja atribuído, o primeiro prémio consiste na produção

da escultura, que ficará na entrada desta unidade de saúde da Misericórdia do Porto, junto do parque de estacionamento dos clientes. Estas duas iniciativas integram as celebrações dos 30 anos desta unidade de saúde, que vão incluir, ainda, a realização de diversos eventos científicos, dirigidos a profissionais de saúde.


H OSP I TA L DA P R E LA DA

Hospital da Prelada na Rede de Parceiros da ADSE “Fomos considerados um parceiro preferencial da ADSE, pelo que os seus beneficiários podem ter uma diminuição de custos caso optem por cuidados médicos no Hospital da Prelada”, explicou o Diretor Clínico. Integrar a rede de parceiros da ADSE é o reconhecimento da qualidade dos serviços prestados pelo Hospital da Prelada e da elevada competência do seu corpo clínico. Composta por prestadores convencionados, a rede permite aos beneficiários da ADSE acederem a cuidados de saúde através de valores financeiramente mais vantajosos. A rede de parceiros rege-se por uma tabela de preços e regras que permitem uma maior previsibilidade e controlo dos encargos dos

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beneficiários e da ADSE, incorporando um conjunto de 350 procedimentos cirúrgicos com preços globais/compreensivos e integrando limites de preço nos medicamentos e nas próteses intraoperatórias. Adicionalmente, os beneficiários da ADSE têm um desconto de 50% no seu encargo, nos cuidados de saúde das Tabelas de Medicina, Cirurgia, Preços Globais (Cirurgia), bem como um valor fixo de diária de internamento de 40 euros em quarto duplo ou semiprivado e 60 euros em quarto privado. Varejão Pinto assumiu que este subsistema “tem vindo a crescer”, apesar do acordo ter sido feito há relativamente pouco tempo. “Por isso, estamos esperançosos que todos os beneficiários deste subsistema confiem em nós e que recorram cá para tratamento”, acrescentou. REVISTAVIVA, SETEMBRO 2018


O Porto Ê o lugar onde para mim começam as maravilhas e todas as angústias. Sophia de Mello Breyner


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Um projeto à moda do Porto! Os seus estilos musicais são condimentos imprescindíveis. Falamos do projeto “Sopa de Pedra”, com raízes bem firmadas na cidade Invicta. Mexendo bem, resulta numa música ímpar, uma verdadeira polifonia de vozes unidas para cantar o labor das tecedeiras, ou a morte pressentida. Conheça melhor a história deste grupo portuense. Textos: Irene Mónica Leite

Os adornos airosos, os arranjos feitos à medida e as harmonias que nos aquecem o peito fazem parte da fórmula intemporal que as distingue de qualquer outra preciosidade. O grupo à cappella de dez elementos mostra-nos que o tempo não é uma linha uniforme, mas sim curva, e que é possível viajar através dele e do espaço para o esplendor e

para os anos de ouro da música tradicional portuguesa, com preciosismo, delicadeza e… modernidade. Emprestando o rigor artístico à música tradicional portuguesa, as Sopa de Pedra procuram refrescá-la através de novas harmonizações e arranjos polifónicos. Neste sentido, estas meninas querem, assim, manter a

música tradicional bem viva e interessante para as novas gerações, à semelhança do trabalho das editoras Flor Caveira e Amor Fúria. Num passado mais longínquo não poderíamos deixar de considerar projetos análogos como os Três Tristes Tigres, Sitiados ou Heróis do Mar. Mas voltemos às Sopa de Pedra. Quem são? Nós


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apresentamos: Teresa e Inês Campos, Rita Costa, Inês Loubet, Maria e Benedita Vasquez, Inês Melo, Sara Yasmine, Rita Sá e Mariana Gil. Já lançaram o seu primeiro álbum, “Ao longe já se ouvia”, na Casa da Música, no Porto, em outubro de 2017, cinco anos depois de se juntarem oficialmente. Ainda nas canções deste grupo, menção obrigatória para a intemporalidade dos versos cantados, retratos da natureza humana, e a intemporalidade das melodias. “Tem a ver com serem diversos condimentos, aliado à espontaneidade. Raramente usamos partituras, acabando por ir cantando e ensinando a música umas às outras. Depois vamos pensando na estrutura da música e vai-se juntando de forma a unir diversas sonoridades numa única

canção”, disse-nos Mariana Gil. “Este álbum [Ao longe já se ouvia], nas palavras de uma de nós, é um bocadinho o culminar de um grande ciclo das nossas vidas. Na realidade conhecemo-nos desde há muitos anos. Somos amigas, umas de infância, outras primas, irmãs… Queríamos fazer algo que representasse o nosso sonho que gostávamos de cantar. É um fechar da primeira etapa para continuar.” O que uniu as Sopa de Pedra foi o festival HISTERIA, de dança e música étnica na REVISTAVIVA, SETEMBRO 2018


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Eslovénia, o ingrediente chave para ser idealizada e cozinhada esta Sopa de Pedra. Este evento assume importância na solidificação da banda, na consolidação de um repertório e na necessidade de tomar decisões sobre como proceder enquanto grupo. Esta experiência do projeto de ir a um festival foi na realidade o mote para a solidificação do grupo, pois na realidade acabaram por não ir ao festival esloveno (entre as razões, estavam os exames da faculdade…). “Uma de nós sugeriu participar neste festival na Eslovénia, de músicas do mundo. Constituiu um desafio muito interessante. Como queríamos muito marcar presença nesse evento, tentamos reunir algum repertório tradicional português. Foi daqui que nasceu a ideia de fazer algo mais profissional. Embora não tenhamos marcado presença no festival (risos), o grupo constituiu-se”, revelou. Posteriormente a união à agência Turbina conferiu ao grupo outro estatuto. “Tem sido, para já, muito satisfatória e caloro-

sa a recetividade do público, que inicialmente caracterizava-se por pessoas mais próximas, mas foi crescendo paulatinamente. Começamos a participar em eventos pequeninos. Muito passa a palavra… Sentir que podemos tocar em alguém é uma sensação fantástica”, disse-nos Mariana. Mas a logística para juntar dez mulheres para concertos, ensaios ou gravações pode ser bem complicada. Os arranjos e a produção musical são feitos exclusivamente pelos 10 elementos da banda. Geralmente uma propõe um cantar ao grupo, e dele surge uma voz ou contra-melodia, alguém sugere alterar a harmonia e outro alguém junta-lhe a percussão, até que se vai construindo um arranjo. Algumas músicas são mais exploradas e trabalhadas por uma ou outra pessoa, mas a sonoridade final é resultado de um trabalho conjunto, onde cada música passa por um processo íntimo e geralmente duradouro. Inspiradas por Amélia Muge (“Bate Bate” e “À Nave”) e trabalhando canções populares


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recuperadas por Zeca Afonso (“Os Bravos”) ou de sua autoria (“Adeus ó Serra da Lapa”), as Sopa de Pedra animam com harmonias à capella músicas que a alguns cantaram em pequenos. Acreditam que há espaço para a música que fazem, ainda que haja outros grupos a recorrer ao “riquíssimo” cancioneiro português. “Estes cantares antigos que interpretamos vêm de um tempo em que as narrativas e as interpretações dadas pelas cantadeiras ou pelos homens eram muito cruas e despojadas”, reforçou Mariana Gil. Em suma: é possível olhar para o futuro sem menosprezar o que está para trás, através de um revivalismo da música tradicional portuguesa, usando, sempre, um poderoso instrumento: a voz.

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A programação do quarteirão da Real Vinícola já mexe! Texto: Irene Mónica Leite Fotos: Francisco Teixeira (CMM) e Pedro Bastos

Textos: Irene Mónica Leite Fotos: Pedro Bastos e Francisco Teixeira CM Matosinhos

Seja sob o signo da Orquestra Jazz de Matosinhos ou com a programação da Casa da Arquitetura, e sua múltipla e enriquecida oferta, o quarteirão da Real Vinícola está mais dinâmico que nunca! Conheça alguns dos destaques.

O novo espaço da Orquestra Jazz de Matosinhos (OJM) é a concretização de um sonho antigo. “A Orquestra nasceu em 1997 como Héritage Big Band. Na altura, existia, em Matosinhos, um bar (Héritage), no qual propus desenvolver este projeto: uma banda residente com o nome


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AGENDA BEM MEXIDA:

ALGUNS DESTAQUES Menção para o conjunto de concertos comentados “Do Ballroom” à sala de concertos – Uma viagem pelos tempos do jazz”. Apresentação de Manuel Jorge Veloso Direcção musical de Pedro Guedes 6 outubro, MarShopping, Matosinhos 13 outubro, Teatro Municipal de Bragança 21 outubro, Fórum Luísa Todi, Setúbal 25 outubro, Centro Cultural das Caldas da Rainha 16 novembro, Festival Orquestras Ligeiras, Loures

OJM CONVIDA JOSÉ SOARES Ciclo Novos Talentos 2 novembro, Teatro Municipal de Matosinhos Constantino Nery

do estabelecimento. E que, à semelhança do que acontece em Nova Iorque, tocasse uma vez por semana”, disse à VIVA! Pedro Guedes, diretor musical da Orquestra Jazz de Matosinhos. Mas, acrescentou, “pouco tempo depois, começamos a sentir dificuldades em manter o projeto. Fomos então falar, e pedir apoio, à Câmara Municipal de Matosinhos. Em 1998 tocamos já como Orquestra Jazz de Matosinhos, na Fnac

do NorteShopping. Começou por ser uma orquestra que interpretava música original minha e do Carlos Azevedo. Em 2001, em parceria com a Capital Europeia da Cultura (Porto 2001), apresentamos pela primeira vez um repertório escrito por compositores portugueses para big band. O Héritage entretanto fechou e tivemos de ensaiar noutros locais, nomeadamente na Escola Superior de Música. Até que a Casa da Música abriu, no Porto, em 2005, e nos convidou para ir lá ensaiar. Alargamos, assim, o nosso âmbito de ação definitivamente, tocando não só música de autor. Desde então temos feito diversas colaborações com grandes artistas nacionais (Manel Cruz, Mayra Andrade, Sérgio Godinho) e estrangeiros (Dieter Glawischnig, Dee Dee Bridgewater) tendo passado por grandes salas mundiais. No quarteirão da Real Vinícola, em Matosinhos, este novo espaço reúne todas as condições que garantem o REVISTAVIVA,SETEMBRO 2018


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crescimento da Orquestra e a continuidade do trabalho de excelência que tem desenvolvido, nacional e internacionalmente, e que recentemente foi distinguido pelo primeiro-ministro com a Medalha de Mérito Cultural. Com 700 m2, o novo espaço da OJM integra o CARA – Centro de Alto Rendimento Artístico, estúdio de gravação, salas de ensaio e espaços de apoio que constituem um centro de trabalho e investigação inovador, onde se vão explorar, testar e implementar

novas formas do uso da tecnologia na promoção da excelência musical e no desenvolvimento de novos paradigmas na educação musical. O espaço acolhe também os escritórios da Associação Orquestra Jazz de Matosinhos e as atividades do serviço educativo, complementando o trabalho já desenvolvido nas escolas do concelho e com a Orquestra de Famílias de Matosinhos. Este entrosamento com a comunidade, frisou Pedro Guedes, explica-se pelo facto de “acharmos

que devemos retribuir o apoio ao concelho que tanto nos tem auxiliado”. A Orquestra Jazz de Matosinhos na Real Vinícola conta desde já com parcerias significativas com a Universidade do Porto (Faculdade de Engenharia e INESC-TEC) e o Instituto Politécnico do Porto (ESMAE, Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo; ESE, Escola Superior de Educação via CIPEM, Centro de Investigação em Psicologia da Música e Educação).

PARA VER “Infinito Vão – 90 anos de arquitetura Brasileira”

Intitula-se “Infinito Vão – 90 anos de arquitetura Brasileira” a exposição que inaugurou a 28 de setembro na Casa da Arquitetura (CA), em Matosinhos, contemplando atividades em Portugal e no Brasil através de uma parceria com a Casa Azul. A mostra é acompanhada por uma extensa programação paralela, com cocuradoria de Nuno Sampaio, diretor executivo da CA, que acontecerá até abril de 2019, abarcando atividades em Portugal e no Brasil. “Infinito Vão” resulta de um longo processo de trabalho que

a Casa da Arquitetura organizou durante dois anos no Brasil, reunindo um acervo com mais de 200 doações, agora “residentes” em Portugal. Trata-se da primeira exposição internacional da Casa da Arquitetura, sobre 90 anos da arquitetura brasileira. “Foi um trabalho intenso, moroso e que trouxe para Portugal um acervo incalculável”, começou por nos revelar o diretor executivo da Casa da Arquitetura, Nuno Sampaio. A coleção Arquitetura Brasileira, que representa uma grande alavanca de internacionalização

na Casa da Arquitetura


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para a Casa da Arquitetura, contém desenhos, maquetes, fotografias, filmes e livros que constituem um panorama significativo da produção moderna e contemporânea. O acervo é constituído por 8540 itens, entre desenhos, croquis, textos, fotografias, diapositivos, vídeos, cartas e maquetas, sendo que 4540 são originais. São cerca de 100 projetos, 21 maquetas, cerca de 120 publicações e mais de 4000 digitais. São 90 projetos de autores fundamentais para a compreensão da produção brasileira, abarcando o período moderno e contemporâneo. Refira-se que a listagem geral de projetos está concluída com os contratos de doação assinados

pelos arquitetos e seus herdeiros. A seleção dos projetos esteve a cargo dos dois curadores brasileiros: Fernando Serapião e Guilherme Wisnik. A interdisciplinaridade continua a ser uma das bandeiras da Casa da Arquitetura de Matosinhos. “A Casa da Arquitetura tem a responsabilidade de levar a arquitetura além da profissão”, salientou Nuno Sampaio. Para que haja compreensão do enquadramento da época da produção arquitetónica brasileira, os curadores selecionaram um conjunto de livros que integr ar ão uma biblioteca básica sobre arquitetura brasileira, composta por obras em catálogo e diversos volumes de autores e editoras

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desaparecidas. Está previsto, inclusive, o lançamento de um catálogo. O programa integrará arquitetura com outras áreas culturais, como o cinema, literatura e música. “É importante conhecer o contexto que envolveu a arquitetura brasileira, nomeadamente através de filmes que arrancam a casa núcleo desta vasta mostra. E há mais. Todos os títulos dos núcleos são temas, estrofes, versos de alguma música que interessou aos curadores. Queremos chegar a todo o público, levando a bom porto uma arquitetura para todos”, reiterou Nuno Sampaio. Estão ainda previstas duas outras mostras individuais na Galeria da Casa, que divulgarão o trabalho dos arquitetos Paulo Mendes da Rocha e Vila Nova Artigas durante o período de permanência da exposição “Infinito Vão”. Pretende-se, também, criar um arquivo digital, de forma a que esta exposição possa ser estudada a partir de qualquer parte do mundo, ”promovendo, assim, o conhecimento da arquitetura e daqueles arquitetos”, resumiu Nuno Sampaio. REVISTAVIVA,SETEMBRO 2018


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Junta pioneira em projetos com animais Com a ação social como bandeira, novos projetos se solidificam em Paranhos como o protocolo que permite o acesso gratuito a esterilizações de animais para famílias carenciadas, ou um projeto-piloto de terapia assistida por animais, tendo como base a relação com fins terapêuticos homem/cão. Texto: Irene Mónica Leite

O trabalho social da Junta de Freguesia de Paranhos continua a ser a prioridade, baseado numa prática diária de uma política de proximidade. O melhor amigo do homem, neste âmbito, também não é esquecido. De acordo com os dados disponíveis, já foram realizados até ao momento 22 esterilizações a cães e 53 esterilizações a gatos, animais de companhia de cerca de 60 famílias carenciadas de Paranhos. No que diz respeito às colónias de gatos da freguesia, foram intervencionadas 3 colónias e realizadas 17 esterilizações de gatos. Para beneficiar deste apoio, explicita o presidente Alberto Machado, os interessados deverão dirigir-se ao Gabinete de Serviço Social da junta de freguesia para uma avaliação socioeconómica e posterior encaminhamento para tratamento.


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Terapia Assistida por Animais A Associação Ladra Comigo, apoiada pela Junta de Freguesia de Paranhos, iniciou no dia 9 de março de 2017 um projeto-piloto de terapia assistida com animais na unidade de Multideficiência do Agrupamento de Escolas Pêro Vaz de Caminha. Para o autarca Alberto Machado, “a inovação contínua a que estamos habituados em Paranhos leva-nos a querer chegar cada vez mais longe. Não podíamos dizer que não a esta oportunidade de podermos possibilitar que crianças com deficiência possam ter acesso a novas terapias. É certamente uma mais-valia para toda a nossa comunidade”. O projeto-piloto foi entretanto alargado, no ano letivo 2017/18, a outras escolas, cobrindo já todas as Unidades Especializadas para Apoio à Inclusão de Alunos com Multideficiência. As sessões são dinamizadas pela equipa da “Ladra Comigo”, certificada pela ÂNIMAS, que é constituída por duas profissionais de saúde, uma psicóloga, Catarina Cascais, que faz dupla com os cães terapeutas Miles e Safira e uma gerontóloga, Clara Cardoso, que faz dupla com as cadelas terapeutas Milú, Laika e Gemma. Os resultados são francamente positivos, com uma enorme adesão por parte das crianças.

Esterilização de animais Documentos necessários: · Boletim sanitário de cães e gatos ou passaporte de animais de companhia, com a vacinação anti-rábica válida · Duplicado da ficha de registo do microchip entregue pelo veterinário · Cartão de contribuinte do proprietário · Bilhete de Identidade /Cartão de cidadão do proprietário · Termo de responsabilidade do detentor* · Registo criminal do detentor* · Seguro de responsabilidade civil válido* · Exibição de carta de caçador atualizada (cães de caça) · Declaração de bens a guardar, assinada pelo detentor ou pelos representantes (cães de guarda) *Exigível no caso de cães perigosos e potencialmente perigosos. O detentor tem que ser de maior idade para tal. O canídeo de categoria de cão potencialmente perigoso, não sendo de raça pura, terá de ser castrado REVISTAVIVASETEMBRO 2018


H U M O R

CARNEIRO

TOURO

GÊMEOS

21/03 a 19/04

20/04 a 20/05

21/05 a 20/06

Aprenda a fazer vidro e decore o alfabeto árabe. Viaje até ao tempo de Kun Iam e dance kizomba.

A

nje um macaco. Coma noodles de coelho à caçador e beba cerveja artesanal de palhinha.

Compre um desentupidor enquanto veste um vestido de lantejoulas! Faça depilação brasileira.

CARANGUEJO

LEÃO

VIRGEM

21/06 a 22/07

23/07 a 22/08

23/08 a 22/09

Durma no chão da cozinha e use uma bacia. Roube um táxi e viaje até Badajoz de texanas e chapéu de cowboy.

Cozinhe um maravilhoso arroz de grão de bico com azeitonas verdes. Oiça mais músicas do Toy no chuveiro.

Roube balões num supermercado e um extintor numa bomba de gasolina. Mascare-se de gafanhoto para o dia das bruxas.

BALANÇA

ESCORPIÃO

SAGITÁRIO

23/9 a 22/10

23/10 a 21/11

22/11 a 21/12

O seu número da sorte é o 921. Apanhe um táxi e explique ao taxista como se deve barrar manteiga no pão.

Cuidado com os animais com pelo. Os gatos com riscas vão andar à sua procura. Faça uma sopa de cebola com aipo e chouriço.

A sua cor é o bege. Vista um robe e vá à padaria tomar um descafeinado. Viaje para o Nepal à boleia em camiões de caixa aberta.

CAPRICÓRNIO

AQUÁRIO

PEIXES

22/12 a 19/01

20/01 a 18/02

19/02 a 20/03

Faça um refogado de ameixas. Use meias, camisolas e calções aos losangos. Aprenda a contar até 50 em árabe e salte à corda no dia 24.

Invista em lanternas. Ande de patins em linha. Entre à socapa num estádio relvado perto da sua residência e jogue ao prego.

Tenha confiança no vizinho do terceiro andar. Pegue fogo a uma lista telefónica. Tenha atenção às constipações. Adote uma doninha.


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VIVA! Porto  

VIVA! Porto, edição setembro 2018

VIVA! Porto  

VIVA! Porto, edição setembro 2018

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