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Revista gratuita trimestral, outubro 2016

Sebastião Feyo de Azevedo

CAVES DO VINHO DO PORTO Podem juntar-se à lista da UNESCO

“A U. Porto é uma grande referência da cidade”

PERLIM Volta com mais magia


PORTO NA MONTRA MUNDIAL DE CINEMA

E D I T O R I A L A cidade do Porto, pela câmara do realizador Gabe Klinger, esteve em destaque num dos mais prestigiados festivais de cinema do mundo, o Festival de San Sebastián, em Espanha, entre os dias 16 e 24 de setembro. Em competição, e em estreia mundial, a longa-metragem do brasileiro Gabe Klinger, intitulada “Porto” (inicialmente foi designada “Porto, Mon Amour”) e filmada na cidade em 2015, estreou no dia 19. “Porto” conta com Anton Yelchin e Lucie Lucas nos principais papéis e, segundo o realizador, é uma história sobre “criar raízes nalgum sítio e de, alternadamente, o conseguir e falhar”. Anton Yelchin ficou conhecido, entre outros, pelo seu papel em “Star Trek” e Lucie Lucas é uma das atrizes francesas do momento. O ator norte-americano Anton Yelchin, nascido na Rússia e conhecido por interpretar Chekv na nova saga de “Star Treck”, morreu recentemente, aos 27 anos, após ser atropelado pelo próprio veículo. Também manequim, Lucie Lucas fez vários papéis de relevo no cinema e na televisão, nomeadamente a série da TF1 “Clem”, ao lado de Vitória Abril. No elenco destaca-se ainda a participação da atriz francesa Francoise Lebrun, estando a produção executiva a cargo de Jim Jamush, em colaboração com o produtor Rodrigo Areias. O realizador Gabe Klinger, autor de “Double Play: James Benning and Richard Linklater” (2013), que venceu o prémio de documentário do festival de Veneza, rodou a longa-metragem que conta a história de um americano, Jake, e de uma francesa, Mati, que se encontram nesta cidade e ali partilham uma noite que mudará a vida de ambos. Com o filme “Porto”, que teve o apoio decisivo da Câmara do Porto e do falecido vereador da Cultura da autarquia, Paulo Cunha e Silva, a cidade torna-se mais presente na filmografia internacional, acompanhando o destaque que o “boom” turístico lhe tem proporcionado. Durante as filmagens, o realizador Gabe Klinger referiu que “o Porto é eterno, é fascinação com história e cultura”, destacando que em qualquer ‘frame’ do filme, ao virar a câmara, é possível estar “no século XIII, no século XV, no século XVIII e no século XXI”. “Este filme é sobre personagens que exploram a arqueologia do tempo nas suas vidas. É uma cidade que permite esta exploração do tempo”, acrescentou o cineasta. A cidade afirma-se assim também no roteiro cinematográfico mundial. Pela primeira vez, a marca Porto está no título de um filme de grande distribuição. “Porto” tem assegurado um percurso intenso de presenças em competição nos principais festivais de cinema internacionais. Além de San Sebastián, o filme também vai participar no Festival de Zurique, no BFI London Film Festival, no FIFIB Festival International du Film Independant de Bordeaux e no São Paulo International Film Festival. Quanto à distribuição, já está garantida em inúmeros mercados, entre os quais, Estados Unidos da América, Brasil, Polónia, França, Turquia, Alemanha e Portugal. José Alberto Magalhães Diretor de Informação REVISTAVIVA, OUTUBRO 2016


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PERFIL SEBASTIÃO FEYO DE AZEVEDO

TECNOLOGIA POKÉMON GO

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M ÁQ U I N A D O T E M P O FADO

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O P O R T O D E S A PA R E C I D O

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EDP GÁS E S T R AT É G I A PA R A A P R OX I M AÇ ÃO Á S O C I E DA D E

FC PORTO APLICAÇÃO APROXIMA CLUBE DOS ADEPTOS

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COMES & BEBES

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R EQ UA L I F I CAÇÃO GOVERNO CIVIL DO PORTO


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ÍNDICE Revista gratuita trimestral, outubro 2016

FICHA TÉCNICA 003 EDITORIAL 024 PHI LIPS : GAM A P ER F EC T CA R E 036 PERLIM

Propriedade de: ADVICE - Comunicação e Imagem Unipessoal, Lda. Sede de redação: Rua do Almada, 152 - 2.º - 4050-031 Porto NIPC: 504245732 Tel: 22 339 47 50 - Fax: 22 339 47 54 advice@viva-porto.pt adviceredacao@viva-porto.pt www.viva-porto.pt Diretor Eduardo Pinto

040 C AV E S D O V I N H O D O P O R T O

Diretor de Informação José Alberto Magalhães

052 A R CO DA P O N T E DA A R R Á B I DA

Redação Raquel Andrade Bastos

080 PORTOFÓLIO

Fotografia Carolina Barbot

082 S U G E S T Õ E S C U LT U R A I S

Marketing e Publicidade Eduardo João Pinto advicecomercial@viva-porto.pt Célia Teixeira

092 M E T R O P O L I S - M AT O S I N H O S

Produção Gráfica Diogo Oliveira

096 M E T R O P O L I S - PA R A N H O S 098 HUMOR

Impressão, Acabamentos e Embalagem Multiponto, S.A. R.D. João IV, 691-700 4000-299 Porto Distribuição Mediapost Tiragem Global 120.000 exemplares Registado no ICS com o nº 124969 Depósito Legal nº 250158/06 Direitos reservados Estatuto editorial disponível em www.viva-porto.pt Lei 78/2015

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UNIVERSIDADE QUE CUMPRE MISSÃO PÚBLICA REITOR DA UNIVERSIDADE DO PORTO DESDE 2014, SEBASTIÃO FEYO DE AZEVEDO MOSTRA-SE SATISFEITO PELO PERCURSO PERCORRIDO ATÉ AGORA PELA INSTITUIÇÃO DE ENSINO QUE LIDERA E ESTÁ CONVENCIDO QUE A CONFIANÇA DOS ALUNOS NESTA UNIVERSIDADE SÓ IRÁ AUMENTAR. NO ANO PASSADO A U. PORTO FOI A INSTITUIÇÃO MAIS PROCURADA PELOS ESTUDANTES DO PAÍS E, ESTE ANO, OS NÚMEROS NÃO DESILUDIRAM. POR DE TRÁS DISTO, DIZ O REITOR, ESTÁ “A FORMA DE CUMPRIR A NOSSA MISSÃO PÚBLICA”. Texto: Raquel Andrade Bastos Fotos: Carolina Barbot

Azevedo refere que a escolha A meio do seu primeiro mandato, A evolução da U. Porto, e das restantes universidades portu- para estes é “fácil”, uma vez que o atual reitor da U. Porto afirma guesas, ao longo das últimas os estudantes “são bem receque a fórmula do sucesso que a duas décadas, foi visível, segun- bidos, não têm problemas em academia tem atingido se deve do Sebastião Feyo de Azevedo, e, instalarem-se, encontram escolas a vários fatores. com excelentes laboratórios e Para Sebastião Feyo de Azevedo, para isto, contribuiu sobretudo o ambiente social da cidade é “a relevância que uma instituição “a qualidade do nosso trabalho e dos nossos serviços”. Para o muito bom”. ganha é a qualidade percebida pela sociedade da forma de tra- reitor da U. Porto, exemplo disto “Em reuniões internacionais, e balhar dessa instituição”. Susten- é o serviço de relações inter- sobre os diferentes tipos de nacionais que tem conseguido mobilidade, os nossos colegas ta que “esta ‘qualidade’ resulta colocar a instituição à frente, apontam a U. Porto como um de vários fatores e entre eles está a opinião que os próprios estu- a nível europeu. A U. Porto foi, caso de grande sucesso. Muitos dos nossos funcionários são condantes têm sobre a instituição”. em 2015, a terceira instituição europeia com maior número vidados para darem palestras em O reitor defende, no entanto, que de projetos coordenados e que Bruxelas, por exemplo”, refere. isto acontece porque a U. Porto desenvolveu trabalhos num total O sucesso do estabelecimento apresenta boas instalações, bons de 150 milhões de euros. de ensino está também, e indubiprofessores, que são vencedores tavelmente, ligado ao crescimende prémios nacionais e interna- A reputação da U. Porto no estrangeiro é também visível to, em termos sociais, culturais e cionais e participa em projetos mundiais de grande dimensão. no número de alunos que, to- económicos, da cidade do Porto. dos os anos, escolhem o Porto Para Sebastião Feyo de Azevedo, “Tudo isto faz a reputação e esta para estudar. Sebastião Feyo de “uma grande metrópole tem as induz confiança”, diz.


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suas próprias instituições e todas referências da cidade”, salienta. dos, Portugal ainda tem algumas elas representam uma grande dificuldades”. “E como morei importância”. “Nós somos mui- “ETERNO INSATISFEITO” cinco anos no estrangeiro, não to importantes para a cidade, Para Sebastião Feyo de Azevedo, fico satisfeito com as dificuldaassim como a cidade é muito a investigação feita na U. Porto é des que temos em convergir com importante para nós”. um ponto fulcral. “Temos muitos padrões mais elevados”, explica. Elogiando a beleza da Avenida professores que fazem investi- Sobre o facto de a U. Porto estar dos Aliados, que compara à Pra- gação de qualidade e que tra- entre as 400 melhores universiça Magistral de Praga, o reitor balham imenso no conjunto de dades do mundo, num total de refere que a dinâmica que a Câ- docência e investigação”, afirma. aproximadamente 20 mil insmara Municipal do Porto tem tido De acordo com o reitor, os recur- tituições mundiais, Sebastião nos últimos 15 anos, juntamente sos humanos na instituição são Feyo de Azevedo diz que é uma com os locais emblemáticos da fundamentais para o seu sucesso, posição excelente, embora seja cidade, é também motivo para no entanto admite que há ainda “um eterno insatisfeito”. “Gosto o sucesso e evolução do Porto uma grande dificuldade, em Por- sempre de fazer melhor amanhã e, consequentemente, das suas tugal, nesta área. “Não é apenas do que aquilo que fiz hoje, mas instituições. Sebastião Feyo de pela formação, mas também pelo também não posso sofrer de Azevedo acrescenta, ainda, a modelo de governação.” forma excessiva”, refere. O resimportância do Futebol Clube O reitor não tem dúvidas em ponsável não tem dúvidas que do Porto. “É uma realidade. A afirmar que Portugal é um país um estudante com grau acadéuniversidade, o FC Porto e o vi- desenvolvido, mas confessa que mico da U. Porto tem capacidade nho do Porto são três grandes “no grupo dos países desenvolvi- para competir por um lugar em


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“Nós somos muito importantes para a cidade, assim como a cidade é muito importante para nós”. de Azevedo, os cursos destas áreas, nos países desenvolvidos, “são centrais para a estrutura da sociedade, e este é também o pensamento da Universidade do Porto”. O valor das propinas é um tema discutido todos os anos no meio universitário e para o reitor da U. Porto esta “é uma questão ideológica e dos mais jovens”. Sebastião Feyo de Azevedo é da opinião que o valor atual é aceitável, “a questão é se se devem pagar ou não, e aqui está a parte ideológica”. qualquer parte do mundo. “Há Portugal haver mais gente com “Eu defendo que se devem pagar diferenças”, diz, mas sublinha formação superior, mesmo que por várias razões, uma das quais que “a nível de conhecimento sejam formações curtas, de dois é pelo facto de que as pessoas de base o aluno da U. Porto é anos”. têm que pagar para dar valor às igual a qualquer outro”. Sebastião Feyo de Azevedo é coisas”, diz. O reitor é defensor O reitor é da opinião que há a favor de uma reformulação de que os estudantes têm que coisas a melhorar, não só na no acesso ao Ensino Superior, ser muito exigentes com a oferta U. Porto como no ensino em “acima de tudo para haver mais que é dada, “e, infelizmente, o Portugal. “Os mais velhos têm a equidade”. Para o reitor, “as pes- mecanismo para que isto aconteobrigação de perceber os mais soas têm que entrar nos cursos ça é terem que começar a pagar novos e a natural evolução da com apetências adequadas, por as coisas”. sociedade”, diz. Para Sebastião isso temos que adaptar o nosso No entanto, o reitor reconhece Feyo de Azevedo, é necessário ensino”. que há ainda uma franja signi“adaptar a nossa oferta e modo ficativa de estudantes atingida de lecionar, de forma a tornar- UMA EDUCAÇÃO SEM pela crise económica, que não -nos mais interessantes”. “Outra FRONTEIRAS E SEM PAREDES se encontra abrangida pela ação coisa que precisamos de fazer Questionado sobre áreas que social, e que tem muitas dificulé chamar mais pessoas para o por vezes são tidas como menos dades para manter os estudos, ensino superior, contrariamente importantes, o reitor da U. Porto porque para além do pagamento ao que muitas vezes é dito por defende que “as humanidades e das propinas, a vida universitária aí”, explica. Na sua opinião, “é as ciências sociais são fundamen- tem outras despesas. absolutamente necessário para tais”. Segundo Sebastião Feyo “Há um problema de equilíbrio, REVISTAVIVA, OUTUBRO 2016


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porque haveria pessoas que podiam pagar mais, e no entanto não se consegue atingir um modelo social adequado”, refere. O reitor, que também discorda dos diferentes valores de propinas nas várias universidades nacionais, admite assim que é “totalmente a favor do pagamento das propinas, assim como a favor do alargamento das bolsas de ação social para os estudantes”. Em relação ao apoio dado pelo Estado, Sebastião Feyo de Azevedo refere que, percentualmente e ao nível do Produto Interno Bruto (PIB), as instituições de ensino superior portuguesas recebem um valor inferior comparando com o resto da Europa desenvolvida, e que este montante desigual faz diferença. Para o reitor da U. Porto, “custa ver que existe esta dificuldade no sistema público, quando se gastam milhões de euros com

eleitoral de Sebastião Feyo de Azevedo, que aborda a ligação entre o tecido laboral, económico e social. “Neste momento temos mais de 40 protocolos com autarquias e, tivemos também, várias iniciativas que foram um sucesso e que contaram com a presença instituições bancárias”. de milhares de estudantes”, diz. No entanto, o responsável afirma Para o reitor, “esta é uma ação que “não se podem esconder os necessária”, contudo reconhece problemas do sistema universitá- que há ainda um caminho a perrio português atrás disto. Temos correr para que as pessoas conque fazer o melhor possível com sigam um emprego. “Mas este as condições que existem”. O início é uma obrigação nossa, reitor critica estas diferenças, no de forma a cumprimos a nossa entanto, refere que “o modelo de missão”, acrescenta. governação e laboral poderiam O consórcio com mais duas ser mais eficazes”. universidades da região Norte Também por esta razão, a U. Por- - UNorte.pt – é também uma forto tem liderado as iniciativas – ma de se cumprir a missão. “Nós como Feiras de Emprego - que precisamos de cumprir a nossa visam aproximar os estudantes missão a vários níveis, sendo e recém graduados ao mercado eles a nível da cidade, regional, laboral. Estas iniciativas estão nacional ou internacional”, refere, relacionadas com o programa acrescentando que “é um erro

“A universidade, o FC Porto e o vinho do Porto são três grandes referências da cidade.”


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político pensarmos que somos auto-suficientes”. Este tipo de iniciativas e projetos marca, para o reitor da U. Porto, “um posicionamento de vontade de ligação aos estudantes”. Também na sua candidatura a reitor, Sebastião Feyo de Azevedo propôs-se a juntar no Porto várias figuras eminentes das várias áreas de conhecimento para se discutir o futuro da educação na universidade. Assim, nos dias

26, 27 e 28 de outubro, decorrerá o Congresso da U. Porto e serão discutidos temas, por professores de várias instituições estrangeiras e portuguesas, sobre a evolução da investigação, a educação, a valorização do conhecimento, a cultura, a ciência e a governação. De acordo com o reitor, este congresso pretende cativar e atrair várias figuras deste meio ao Porto, para que sejam debatidas e

ouvidas ideias sobre o futuro da universidade de forma abstrata. Para Sebastião Feyo de Azevedo, a par da importância da promoção deste tipo de debates sobre os problemas da universidade, está também a importância em promover a cultura, e a U. Porto conta, por exemplo, com a Orquestra FEUP. O reitor pretende, nos próximos anos, ver uma evolução cultural dos professores e alunos da U. Porto, e a Orquestra FEUP e o congresso são exemplos de como isto pode acontecer. Ao modelo de educação sem fronteiras, o reitor acrescenta a frase “educação sem paredes”, uma vez que acredita que através da internet é possível ter acesso “a aulas fantásticas, com ótimos professores”, defendendo que é uma oportunidade “para se aprender algo sobre determinadas áreas”. Os meios digitais, na opinião do reitor da U. Porto, não são tecnologia, mas sim “uma evolução natural da forma de viver. São uma revolução sociológica, cultural e económica”. Com esta revolução, Sebastião Feyo de Azevedo acredita que a “educação sem paredes” faz, cada vez mais, sentido, porque vê-se os alunos, ao longo dos anos, começarem a discutir os assuntos, de forma colaborativa, estando em locais muito diferentes.

A Universidade do Porto registou, este ano, 1,9 candidatos em primeira opção para cada uma das suas 4.160 vagas no Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, uma média bastante superior a qualquer outra universidade ou politécnico. Foram 7736 candidatos a escolherem a U.Porto como a sua primeira escolha para frequentar o Ensino Superior. A U. Porto preencheu a quase totalidade das suas vagas logo na primeira fase do concurso nacional, sendo que apenas três dos seus 52 cursos de licenciatura e mestrado integrado registam vagas sobrantes para as restantes fases de acesso. A U. Porto é também a universidade que possui as mais altas notas de entrada em todo o país, registando uma média de 157,2 valores.


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O Fado que não se desfez na

espuma dos dias AS TEORIAS QUANTO ÀS ORIGENS DO FADO SÃO DIVERSIFICADAS. MUITOS SÃO OS QUE DEFENDEM QUE O FADO É TIPICAMENTE LISBOETA, MAS TAMBÉM HÁ QUEM DIGA QUE NÃO. A VERDADE É QUE O FADO É PORTUGUÊS E, AO LONGO DOS TEMPOS, FOI-SE CANTANDO POR TODO O PAÍS, INCLUINDO NA CIDADE DO PORTO. AS TÍPICAS CASAS E TABERNAS DE FADO AINDA EXISTEM, MAS, ATUALMENTE, ESTE ESTILO DE CANÇÃO GENERICAMENTE PORTUGUESA JÁ ESTÁ NA RÁDIO E EM GRANDES SALAS DE ESPETÁCULOS. DE FACTO, O FADO TEM VINDO, NA ÚLTIMA DÉCADA, A CONQUISTAR CADA VEZ MAIS FÃS, DENTRO E FORA DE PORTUGAL. EM 2011, FOI CONSIDERADO PATRIMÓNIO IMATERIAL DA HUMANIDADE PELA UNESCO. Texto: Raquel Andrade Bastos Fotos: Carolina Barbot

Em 2010, o Fado apresentou-se à UNESCO como “símbolo da identidade nacional” e “a mais popular das canções urbanas” portuguesas, que ao longo dos anos foi tendo grandes e variados embaixadores. Atestando a comunhão de espaços lúdicos entre a aristocracia boémia e as franjas mais desfavorecidas da população de Lisboa, a história do Fado cristalizou em mito o episódio do envolvimento amoroso do Conde de Vimioso com Maria Severa Onofriana (1820-1846), meretriz consagrada pelos seus dotes de cantadeira e que se transformará num dos grandes temas da história do Fado. A evocação deste romance perpassou em muitos poemas cantados, e mesmo no cinema, no teatro, ou nas artes visuais,

desde logo a partir do romance “A Severa”, de Júlio Dantas, publicado em 1901 e transportado para a grande tela em 1931, naquele que seria o primeiro filme sonoro português, dirigido por Leitão de Barros. Ao longo do século XIX, a guitarra portuguesa foi progressivamente difundida dos centros urbanos para as zonas rurais do país e, assim, também se definiu a sua componente específica de acompanhamento do fado. A partir das primeiras décadas do século XX, o fado conhece uma gradual divulgação e consagração popular, através da publicação de jornais que se dedicam ao tema, e da consolidação de novos espaços performativos numa vasta rede de recintos que, numa perspetiva comercial, passou a incorporar o Fado na sua


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programação. Com o golpe militar de 28 de maio de 1926 e a implementação da censura prévia sobre espetáculos públicos, imprensa e demais publicações, a canção urbana sofreria profundas mutações. A divulgação internacional do Fado começara já a esboçar-se a partir de meados da década de 30, em direção ao continente africano e ao Brasil, destinos preferenciais para atuação de artistas como Ercília Costa, Berta Cardoso, Madalena de Melo, Armando Augusto Freire, Martinho d’Assunção ou João da Mata, entre outros. Mas seria, porém, a partir da década de 50 que a internacio-

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nalização do Fado se consolidaria definitivamente sobretudo através da figura de Amália Rodrigues. Já nos anos 90, e depois da morte de Amália, apareceu uma nova geração de fadistas, que puseram o fado nos circuitos da World Music. No entanto, a canção que deve a Amália os primeiros grandes esforços de internacionalização, sofreu um boom após ser Património Mundial e, nestes últimos tempos, são muitos os novos artistas que saem do anonimato. As diferenças na formação dos jovens fadistas e músicos são, atualmente, notáveis e isto, aliado a uma época de globalização, faz com que o fado tenha uma

maior divulgação e aceitação. Patrícia Costa, fadista portuense de 31 anos, que iniciou o seu percurso nas casas mais tradicionais, é hoje uma artista reconhecida no meio, com espetáculos em salas como a Casa da Música ou em festivais de Fado, como o Caixa Ribeira. A artista refere que “Amália Rodrigues sempre foi uma influência muito sólida”, mas que depois da sua morte, “houve, quase inconscientemente, que continuar o seu trabalho, para não ficar ´à sombra` de Amália”. Assim, e juntando-se “a capacidade de perceção, por parte de artistas e produtores, de que o Fado, tal como o pop, poderia funcionar com o marketing”, a


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canção foi saltando a barreira do tempo. Patrícia Costa fala também nas novas influências que os artistas têm. “Atualmente, existem profissionais que buscam outras sonoridades e experiências, tentando fazer um cruzamento com o conceito do fado e, por exemplo, com jingles publicitários ou circuitos de festivais no estrangeiro.” A fadista admite que “foi uma atitude arrojada de poucas pessoas, mas que surtiu grandes efeitos”. No entanto, defende também que ainda é possível não entrar nesse circuito e “continuar na rotina mais ´normal` nas casas

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de Fado, que são a grande base destes artistas”. A artista, natural de Guimarães, mas portuense adotiva, realça a importância do fado se ter tornado Património da Humanidade, que contribuiu para a entrada de algumas matérias nos programas escolares. “Existe, também, um método de aprendizagem instrumental mais facilitada”, diz. Para Patrícia Costa, o ”Fado é uma música muito portuguesa. Não é lisboeta nem de Coimbra. É portuguesa”. A maior divulgação e interesse pela canção vem, para Patrícia Costa, de razões históricas e socioculturais. “Após o 25 de Abril houve uma

tentativa de cortar com todas as tradições e costumes do antigo regime, onde estava incluído o Fado, não por ser político, pois antes pelo contrário, tem até um cariz bastante interventivo, mas por ser um dos seus três bastiões do antigo regime: Fado, Fátima e Futebol.” A fadista refere que “muitas pessoas que começam a ouvir Fado atualmente, ouvem um Fado que lhes chega pelo mainstream, que nem sempre é o mais representativo do estilo musical”. “Felizmente que, para os ouvintes, muitas das vezes, isto funciona como uma porta de entrada e depois vão aprofundando o Fado


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mais tradicional,” acrescenta. Patrícia Costa refere que hoje em dia se encontram “muito mais pessoas a ouvir mais música de muitos mais sítios”, fenómeno que se estende “às várias manifestações culturais e traz por si só miscelâneas”. No entanto, diz que “existem certos elementos que vêm do passado e que não faz sentido desaparecerem”. Ao longo dos anos, também o paradigma do Fado no Porto foi mudando, e as casas tradicionais foram fechando ou adaptando-se. Patrícia Costa, que canta na casa tradicional “O Fado”, refere que “mudou o paradigma do cliente, a atitude dos cantores,

dos instrumentistas” e que o hoje “o Fado tem outro caráter e seriedade”. “Existe outro tipo de atitude perante a vida e o tempo e não há espaço para certas dinâmicas de antigamente. No entanto, acho que as casas de fado no Porto estão bem”, explicando que “os turistas preferem vir a uma casa de fados no Porto do que em Lisboa, porque sentem que não são rapidamente ´despachados` como na capital”. A artista refere que houve uma grande evolução desde a atribuição de Património Mundial, que resultou no aparecimento de um marketing direcionado, que

também se deve a um trabalho constante de todos os profissionais no meio. No Porto, e para Patrícia Costa, “o Fado não é vocacionado, completamente, como um produto turístico de grande comercialização”, o que também permite encontrar uma componente criativa muito grande, mais difícil de encontrar em Lisboa. A fadista afirma que “o Porto tem uma história muito sólida de Fado, com muitos bons instrumentistas e cantores, havendo sempre uma grande transmissão de conhecimentos”. Patrícia Costa, que diz que “o Fado fala dentro das pessoas e REVISTAVIVA, OUTUBRO 2016


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pelas pessoas”, admite que cantar o Fado numa casa tradicional ou num grande espetáculo, como um festival, é diferente. “Espetáculos para grandes audiências têm que ter um impacto emocional maior”, diz. “Nas casas de Fados fazemos pequenos sets, que ainda que sejam vários por noite, todos os dias podemos experimentar algo diferente e inovar”. Para a fadista, a evolução que ocorreu no mundo do Fado “só pode ser boa”, “como todas as coisas que se vão mutando no tempo, o que é muito bom per-

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manece e o que é menos valioso, vai-se desvanecendo”. “Vai ser sempre bom existir pessoas que vieram do jazz ou da música brasileira e que se apaixonaram pelo Fado, porque traz sempre uma abordagem diferente e uma riqueza maior”. Também para o fadista portuense Fernando João, há mais de 40 anos nos circuitos de Fado do Porto, “depois do Fado ter sido considerado Património Mundial deu-se uma evolução acentuada”, assim como a partir de 2001, em que o Porto foi Capital da Cultura.

“O turismo começou a agraciar o Fado. E a verdade é que a grande maioria dos frequentadores das casas de fados são, atualmente, turistas”, confessa o fadista, que acredita existir ainda um grande centralismo nesta área. “Noto uma grande diferença entre o início da minha carreira e os dias que correm, em termos de público que frequentam as casas de Fado”. Fernando João considera que inicialmente estes eram espaços para as famílias portuguesas, mas têm-se tornado agora espaços muito ligados ao turismo. O fadista refere que, esta situação, afeta o reportório apresentado pelos artistas, que têm que o adequar aos turistas, apresentando fados mais clássicos. Fernando João refere que nos anos 20 e 30 do século XX já existiam casas de Fado na cidade do Porto, agora já desaparecidas, e que na altura não eram tão afamadas, porque não existia uma grande divulgação por parte da imprensa. “No passado, para se ser fadista havia a necessidade de sair do Porto e ir para Lisboa”, refere. O fadista com coração portuense, nascido e criado na zona histórica do Porto, afirma que ainda existe uma grande diferença, em termos de divulgação, do Fado no Porto e na capital, referindo que, ao longo dos anos, as casas mais tradicionais da cidade não resistiram e foram fechando. Nos dias de hoje, existem no Porto apenas três casas tradicionais que funcionam totalmente. São elas a “Casa da Mariquinhas, “O Fado” e o “Mal Cozinhado”.


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ão Foto: Alv

O Café Águia D’ouro abriu as suas portas no primeiro mês de 1839, por lá passaram algumas figuras ilustres portuguesas como Camilo Castelo Branco e Antero de Quental. No Teatro com entrada lateral ao café passaram também outros artistas. Em 1908 esta velha casa abre-se também ao cinema. A novidade era o “cronomegaphone”, considerado “o mais moderno aperfeiçoamento do cinematógrafo falante”, não sendo cinema sonoro, já que este só apareceu 20 anos mais tarde. Ainda em agosto de 1907, chegará a estrear o “Cynematographo

Edison” sendo o espetáculo dividido em três partes e visto com um só bilhete, os preços para a altura eram bastante económicos; cadeiras 100 réis e galerias a 50 réis. Em 15 de setembro de 1930 viria a inaugurar-se o cinema sonoro com o filme “All That Jazz”, com Al Joson. O Águia seria então uma das melhores salas do Porto. Em 7 de fevereiro de 1931 foi reaberto após obras de remodelação, tendo ficado com uma nova fachada, a atual, e sustentando no seu pórtico o símbolo do seu nome, uma Águia de Ouro. Em 1989 fechou as portas.


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Foto: Delca

O projeto de construção da avenida e dos seus jardins arrancou a 1 de fevereiro de 1916. No local havia um conjunto de ruas curtas e vielas a que chamavam “os lavadouros”. Para além disso, tinha duas ruas principais muito movimentadas, paralelas, entre a esquina de Sampaio Bruno e o largo da Trindade: a rua de D. Pedro e a do Laranjal. A cerimónia do lançamento da obra, a 1 de fevereiro de 1916, contou com a presença do então Presidente da República, Bernardino Machado, e consistiu na desmontagem da “primeira pedra” do palacete barroco da Praça da Liberdade, onde, desde 1816 e até então, esteve instalada a Câmara do Porto.

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Foi precisamente nesse dia que foi aprovado, em reunião camarária, o projeto de construção do atual edifício dos Paços do Concelho logo acima dos Aliados, como parte do plano de expansão do centro cívico da cidade elaborado pelo arquiteto inglês Barry Parker. A estátua “A Juventude”, do escultor Henrique Moreira, foi instalada em 1929. Todos os edifícios são de bom granito, muitos deles coroados de lanternins, cúpulas e coruchéus. O eixo da avenida é marcado por uma ampla placa central que, até meados de 2006, era ajardinada e agora está completamente calcetada por paralelipípedos de granito.

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Foto: Ed. Le

A Estação de Cadouços situava-se no final da linha do «Americano», transporte público puxado por cavalos (antecessor do elétrico), que ficava na Foz do Douro, no atual Largo do Capitão Pinheiro Torres Meireles. A estação localizava-se após a praça do Império, perto da atual esquadra da polícia. O circuito começava em Campanhã com a utilização de cavalos que puxavam os célebres americanos. A partir da estação da Boavista os animais

Temps Perd

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eram desatrelados e a locomotiva ligava-se a máquinas, formando uma espécie de comboio que descia a Avenida da Boavista. Passava pelo Bessa e pela Fonte da Moura terminando a linha em Cadouços, onde havia um sistema de abastecimento de água da locomotiva, tornando esta paragem mais longa do que as outras. A atividade desta carreira foi suspensa em 1914, após a instalação da linha elétrica entre a Praça da Liberdade e Matosinhos.


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Foto: DR

O Palácio de Cristal (1865 — 1951) foi um edifício que existiu no antigo campo da Torre da Marca, na freguesia de Massarelos. Inaugurado em 1865, o Palácio de Cristal original acabou por ser demolido em 1951 para dar lugar ao Pavilhão dos Desportos, hoje Pavilhão Rosa Mota. O Palácio de Cristal, da autoria do arquiteto inglês Thomas Dillen Jones, foi construído em granito, ferro e vidro, tendo o Crystal Palace londrino por modelo. Media 150 metros de comprimento por 72 metros de largura e era dividido em três naves. A sua construção iniciou-se em 1861, sendo inaugurado em 18 de setembro em 1865 pelo rei D. Luís. Foi concebido para acolher a grande Exposição Internacional do Porto, organizada pela então Associação Industrial Portuense, hoje Associação Empresarial de Portugal. A Exposição Industrial, para além de contar com a visita oficial do rei D. Luís, de Dona Maria Pia e do príncipe herdeiro, contou ainda com 3.139 expositores, dos quais 499 franceses, 265 alemães, 107 britânicos, 89 belgas, 62 brasileiros, 24 espanhóis, 16 dinamarqueses e ainda representantes da Rússia, Holanda, Turquia, Estados Unidos e Japão. Em 1933, o edifício e os respetivos jardins foram

adquiridos pela Câmara Municipal do Porto. Ao longo dos seus 86 anos de existência, o Palácio de Cristal acolheu muitas outras exposições, destacando-se a exposição das rosas, em 1879, a exposição agrícola, em 1903 e a Exposição Colonial, inaugurada em junho de 1934. Desta última exposição sobrevive o Monumento ao Esforço Colonizador Português, atualmente colocado no topo oeste da Avenida do Marechal Gomes da Costa. O Palácio de Cristal foi ainda um importante espaço de cultura, contendo um órgão de tubos que era dos maiores do mundo. Foi neste palácio que se realizaram importantes concertos do compositor Viana da Mota ou da virtuosa violoncelista Guilhermina Suggia. O palácio foi destruído em 1951, tendo-se erguido no seu lugar uma nave de betão armado, a que foi dado o nome de Pavilhão dos Desportos, segundo projeto do arquiteto José Carlos Loureiro e do engenheiro António dos Santos Soares e a pretexto do Campeonato Mundial de Hóquei em Patins. O edifício foi demolido em menos de um ano, sendo destruído à martelada o órgão de tubos. Devido à contestação popular à demolição, a designação Palácio de Cristal tem sobrevivido até aos nossos dias. REVISTAVIVA, OUTUBRO 2016


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Foto: Alvão

Palacete Ferreirinha (1840-c.1950) – Também conhecido como Palacete da Trindade estava localizado no largo com a mesma designação. Pertencia ao filho da conhecida “Ferreirinha”, D. Antónia Adelaide Ferreira, notável empreendedora e comerciante de vinho do Porto. Foi neste edifício que foi inicialmente fundado

o Clube Portuense. O palacete foi demolido na década de 1950, na sequência do arranjo urbanístico resultante da abertura da avenida dos Aliados. Aproximadamente no mesmo local foi erguido o palácio dos Correios, projeto de 1952 do arquiteto Carlos Ramos.

Foto: STCP

Os troleicarros circularam na cidade do Porto, entre 1959 e 1997, operados pelos STCP. Foram introduzidos em janeiro de 1959 com o objetivo de substituir os elétricos do Porto, em circulação na cidade desde 1895. As primeiras linhas de elétrico a serem reconvertidas foram as linhas para Vila Nova de Gaia, Campanhã e Lordelo do Ouro. A rede cresceu gradualmente nas direções leste e nordeste da cidade do Porto, sendo criadas novas linhas em ruas aonde antes

não chegavam os elétricos. O apogeu da rede ocorreu nas décadas de 1970 e 80, chegando a rede a ter mais de 40 km de extensão e mais de 100 troleicarros ao serviço. Embora aquando do seu aparecimento tenha tido um enorme sucesso, as dificuldades operacionais começaram a aparecer na década de 1990, devido ao elevado tráfego automóvel existente na cidade. A rede acabou por ser encerrada totalmente na noite de 27 de dezembro de 1997.


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Foto: Alvão

Palacete de Monteiro Moreira (1724-1916) Em 1724, no topo norte da então praça Nova das Hortas (hoje praça da Liberdade), começou a ser construído um edifício de boa traça, o opulento palacete de Monteiro Moreira, onde, algumas décadas mais tarde, se fixou o Senado da Relação. A crescente centralidade da praça Nova levou a Câmara Municipal do Porto a estabelecer-se no palacete de Monteiro Moreira em 1819. Para tal, teve de desembolsar 31 contos de réis na sua aquisição, para além de outras despesas em diversas obras, nomeadamente na construção de um frontão com as armas da cidade, rematado pela estátua de um guerreiro

intitulada “O Porto”. Da varanda destes Paços do Concelho foi proclamado o liberalismo, a 24 de agosto de 1820; D. Pedro IV proclamou a Carta Constitucional, em 1832; e os revoltosos anunciaram a república (de curta vida...), a 31 de janeiro de 1891. O palacete acabou por ser demolido em 1916 para abertura da avenida dos Aliados. As armas da cidade do seu frontão ornamentam hoje os jardins do Palácio de Cristal. A estátua “O Porto”, após ter deambulado por diversos pontos da cidade, encontra-se hoje em frente ao Banco de Portugal, nas proximidades da sua localização original.

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Foto: Alvão

A cidade do Porto foi palco de inúmeros festejos tauromáquicos durante a idade média, que decorreram com grande fervor nas ruas e praças da invicta até ao século XIX, mas que acabaram por desaparecer com o fim da monarquia pelo desinteresse e repúdio da população portuense em relação ao maltrato injustificado e cruel dos animais. As touradas começaram a perder fulgor no Porto a partir de 1830, altura em que muito se contestava o espetáculo pelo uso e abuso dos animais. Várias tentativas foram feitas

nas décadas seguintes para trazer de volta os touros à cidade mas sempre sem sucesso. O Real Coliseu Portuense (Rotunda da Boavista) foi a mais imponente e maior praça de touros da cidade do Porto. Acolhia cerca de 8.000 espectadores e possuía 2 restaurantes, camarotes, bancadas, salão de bilhares, cafés e quiosques de venda de jornais, além de dispor de iluminação elétrica. O exuberante redondel foi construído por dois empresários que fizeram fortuna no Brasil, mas seis anos depois estava ao abandono.


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Foto: Alvão

Na praça de Lisboa, ainda conhecida por Praça ou Mercado do Anjo, terá existido uma ermida da invocação de S. Miguel, o Anjo, associada a uma lenda medieval. De acordo com esta lenda, durante uma viagem decorrida em 1153, na qual D. Afonso Henriques e D. Mafalda regressavam de Coimbra e seguiam em direção a Guimarães, a égua da rainha despenhou-se num fosso ao passar no sítio do Olival. Nessa ocasião, o monarca terá pedido a intercessão de S. Miguel, o Anjo, e como forma de agradecimento, mandado edificar uma capela em honra do seu protetor.

Em 1672, este espaço acolheu a construção do Recolhimento da Rainha Santa Isabel do Anjo, criado por iniciativa de D. Helena Pereira com o apoio do bispo, do rei e da câmara, para assistência a mulheres desamparadas. Uma vez terminado o Cerco do Porto, o recolhimento deu lugar a um mercado – o Mercado do Anjo -, mandado erigir em 1837 e inaugurado a 9 de julho de 1839 para comemorar a entrada do exército de D. Pedro no Porto. Este mercado manteve-se em funcionamento até 1952. Por esta altura, a praça recebeu a designação de Praça de Lisboa.

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Perlim volta Ă Quinta do Castelo com mais

Magia


37 O MAIOR PARQUE TEMÁTICO DE NATAL DO PAÍS ESTÁ EM SANTA MARIA DA FEIRA 2016 traz até aos mais sonhadores a 9ª edição daquele que é o maior parque temático de Natal do País. Perlim, em Santa Maria da Feira, volta a abrir portas em dezembro para trazer os sonhos e o melhor do imaginário infantil a todos que visitem este lugar especial onde se fala a língua dos Pês, e onde os seus habitantes têm características únicas e mágicas. Já há datas e muitas novidades para a edição deste ano: Perlim abre portas de 1 a 30 de dezembro na inesquecível Quinta do Castelo, um espaço com mais de um século de existência que serve de cenário perfeito a um evento icónico, que mistura o melhor dos sonhos e do imaginário infantil ao encanto das histórias inspiradoras, alegres e contagiantes que se contam em cada palco, em cada cenário e em cada espaço! Um novo habitante vem “contagiar” Perlim com

mais e mais Magia! Merlim Querlim Ferlim, feiticeiro e mágico de Perlim, traz um pincel gigante que promete hilariantes aventuras, onde também serão protagonistas a Pimpim e o Perlim, a Fada Piri, a Preciosa e o Pim! Com conteúdos 100% construídos, que continuam a assinalar a diferença dos espetáculos e áreas temáticas, bem como de toda a animação e cenografia do espaço, Perlim vive e faz viver a magia de uma época em que os sentimentos e os sonhos habitam cada um de nós. Mais uma vez, a aposta global do projeto, no seu todo, está vocacionada para a assunção das competências adquiridas por grupos e associações do território. Competências que nascem e se criam em Santa Maria da Feira, desde a comunidade escolar até ao comércio local, todos são chamados a contribuir e a acrescentar valor a uma iniciativa que marca o mês de Natal em todo o país, assumindo-se cada vez mais como um evento de referência para visitantes da Galiza que representam mais de 25% da visitação total do evento, de há duas edições a esta parte. Perlim contará com 22 dias de funcionamento, privilegiando fins de semana e feriados, bem como período de férias escolares. No período que antecede o evento, todos os pormenores sobre as áreas temáticas e programação serão atualizados na página oficial de Facebook em https://www. facebook.com/perlimportugal/ e no site www.perlim.pt. As reservas e calendário já estão disponíveis e existem preços especiais para marcações antecipadas para escolas e empresas. Mais de vinte Áreas Temáticas, Teatros Musicais, Grandes Formatos cénicos, Cenários Interativos, Diversões, Espetáculos Piromusicais, Ilusionismo Circulante, e muito, muito mais, à espera dos nossos visitantes! Fica o convite: deixe-se contagiar pela Magia! Aqui não há limites para os sonhos! Aqui há Perlim! REVISTAVIVA, OUTUBRO 2016


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info Informações e Reservas Email reservas@perlim.pt Tlm. (+351) 915 220 811 [todos os dias - 9h às 13h e das 14h às 18h] Tlf. (+351) 256 330 900 [Dias úteis - 9h às 13h e das 14h às 18h]

Datas | Horários 1 a 30 de dezembro de 2016 semana » 14h às 18h fins de semana e feriados » 14h às 19h dias de encerramento » 5, 6, 7, 12, 13, 14, 24 e 25 de dezembro

Localização Quinta do Castelo, Santa Maria da Feira Vias Rápidas A1 (Porto/Lisboa) » Saída “Feira” A29 (Aveiro/Porto) » Saída “Feira” A32 (Gaia/O.Azemeis) » Saída “Feira”

Coordenadas GPS N 40º55.315’ W 8º32.482’

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C A VES DO VINHO DO PORTO

Caves

DO VINHO DO PORTO podem juntar-se à lista da UNESCO AS CAVES DE VINHO DO PORTO SÃO UM EX-LIBRIS PORTUGUÊS E SÃO, MUITAS VEZES, TIDAS COMO O GRANDE ROSTO DA REGIÃO DO DOURO E DAS CIDADES DO PORTO E DE VILA NOVA DE GAIA. ASSIM, AINDA ESTE ANO, A CÂMARA MUNICIPAL DE GAIA IRÁ SUBMETER A CANDIDATURA DAS CAVES A PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE, CUJO TÍTULO PODERÁ ATRAIR MAIS PESSOAS À REGIÃO.

Texto: Raquel Andrade Bastos Fotos: Carolina Barbot

O Vinho do Porto acompanha a história e a gente do Porto ao longo dos últimos séculos. As Caves que existem, em Vila Nova de Gaia, pertencentes a diferentes famílias e grupos empresariais, são um local onde os mais curiosos podem saber mais sobre o aparecimento desta bebida característica do Douro, assim como provar os diferentes tipos, descobrir a sua história ou saber qual o método de engarrafamento. A proposta que agora será feita à UNESCO, e que deverá incluir o centro histórico de Gaia, ocupado na sua maioria pelas Caves, está entregue, desde 2003, a uma comissão constituída por técnicos da Fundação Hispano-Portuguesa Rei Afonso Henriques, que já elaboraram os processos para o Centro Histórico do Porto e do Douro Vinhateiro. À VIVA!, o presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, explicou que o prazo para a apresentação das candidaturas a Património da Humanidade da UNESCO termina no início de 2017, e acrescentou que “a classificação das caves de Vinho do Porto é um processo muito complexo que está a ser preparado por uma equipa multidisciplinar criada para o efeito.” “Neste momento temos concluído o estudo de ordenamento do território naquele espaço, mas

a candidatura envolve mais pormenores que estão a ser ultimados”, disse ainda o autarca. Eduardo Vítor Rodrigues afirmou que se trata “de uma classificação muito importante para valorizar ainda mais Vila Nova de Gaia e a região Norte, pólos hoje fundamentais para a atividade turística no nosso país”. UM ‘RIO’ DE ESCOLHAS PARA DESCOBRIR O VINHO DO PORTO Criada em 1751 por uma família de vinicultores do Douro, a Ferreira, hoje do grupo Sogrape, é a única empresa de Vinho do Porto que durante toda a sua história sempre permaneceu portuguesa. Desta forma, e com a contribuição de Dona Antónia Adelaide Ferreira para a consolidação da marca, através do trabalho em prol da região do Douro e das suas gentes, as atuais Caves em Gaia convidam a descobrir a história da Ferreira com mais de 250 anos. Os pontos com mais destaque para visitar, nestas Caves, são a Sala Vintage, o Museu Ferreira e a Sala de Azulejos. A Sala Vintage é um espaço dedicado à história do Vinho do Porto Vintage Ferreira, desde 1815,


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C A VES DO VINHO DO PORTO

onde se poderá encontrar informação sobre a vindima e os factos históricos que marcaram esses anos. O Museu Ferreira contém uma coleção de artefactos usados na produção do vinho, incluindo instrumentos de marcação usados para marcar os pipos, assim como outras peças tradicionais de tanoaria. Já a Sala de Azulejos é um local tradicional, onde se destaca a figura de Dona Antónia num painel de azulejos, retratando cenas do Douro e da produção do Vinho do Porto. Abertas todos os dias, as Caves Ferreira têm uma vasta oferta de visitas, que podem ir desde os seis aos 16 euros, e que podem incluir várias categorias de Vinhos do Porto, acompanhamentos e vários tipos de visitas guiadas. A Offley é uma das marcas mais conhecidas de Vinho do Porto e foi criada em 1737 por William Offley. A empresa ganhou prestígio internacional sob a liderança de Joseph James Forrester, personagem marcante na história deste vinho e que foi distinguido com o título de Barão pelo

Rei de Portugal. O Barão de Forrester, enólogo, artista e autor do primeiro mapa do Douro deixou um vasto legado artístico e fotográfico que hoje pode ser visitado nas Caves Offley em Gaia. Também são vários os tipos de visitas a estas caves, que podem custar entre os 3,50 euros – Visita Clássica – e os 12 euros – Visita Gourmet ou Visita ‘Barão de Forrester’. As Caves Sandeman, igualmente do grupo Sogrape como as duas anteriores, encontram-se logo quando se percorre a ponte D. Luís. Instalado num edifício de granito do início do século XIX, o Museu Sandeman transporta os visitantes para Londres de 1790, quando George Sandeman, jovem escocês, decidiu comercializar o Vinho do Porto. Este museu, para além da exposição “Sandeman - a Arte de uma marca”, inclui também uma coleção de fotografias, pinturas, garrafas antigas e cerâmicas com mais de dois séculos. São várias as visitas a estas caves que estão disponíveis. A visita ‘Clássica’ é um exemplo, com um preço de seis euros, e inclui um guia a


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explicar a história do vinho do Porto e a prova de Rubies e Tawnies na sala que existe para o efeito. A oferta mais cara, com um preço de 35 euros, é a visita ‘100 Anos de Tawnies Velhos’, que inclui uma visita para descobrir a longa tradição da Sandeman no envelhecimento e blend de vinhos do Porto e, num espaço reservado que alberga a Coleção de Garrafas Antigas, uma prova compreensiva de um século de Tawnies – prova de 10, 20, 30 e 40 anos.

A Cockburn’s, pertencente à Symington Family Estates, foi fundada no início do século XIX por Robert Cockburn, um soldado escocês que combateu nas Invasões francesas sob o comando do duque de Wellington e que transformou uma antigo armazém num lodge onde são feitas, atualmente, as provas de vinhos. As caves Cockburn’s oferecem um pacote de visitas e provas, desde um preço mínimo de quatro euros até aos 20 euros, dependendo sempre da REVISTAVIVA, OUTUBRO 2016


C A VES DO VINHO DO PORTO

quantidade e qualidade dos vinhos no final da visita. Têm a particularidade de oferecerem um serviço de piquenique feito no pátio das caves, com as vinhas a criar um ambiente a relembrar a região do Douro. As Caves Cálem e Burmester, que pertencem ao grupo empresarial Sogevinus, podem ser visitadas a partir dos seis euros. Fundadas em 1859, as Caves Cálem estão abertas durante todo o ano, com exceção dos dias de Natal e Ano Novo, das 10h às 18h durante o inverno e

encerram às 19h de maio a outubro. Os visitantes podem conhecer a zona de envelhecimento, o museu, a loja e a sala de provas dos vinhos das suas quintas de Cima Corgo e Douro Superior. As Caves Burmester beneficiam de uma localização privilegiada, junto à saída do tabuleiro inferior da Ponte D. Luiz, na zona ribeirinha de Vila Nova de Gaia, e propõem uma visita guiada às suas originais e renovadas instalações. A prova base sugerida aos visitantes, nestas Caves, engloba três vinhos. No entanto existe a possibilidade de pedir outros


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vinhos à carta. Entre muitas outras ofertas, existem ainda as Caves Taylor’s e Croft. A Taylor’s é considerada por muitos especialistas em vinho como a maior de todas as produtoras e exportadoras do Vinho do Porto e as visitas a estas caves incluem uma verdadeira descoberta pela história do Vinho do Porto e do início desta companhia. Depois da visita, que tem um custo de 12 euros, os visitantes poderão degustar dois Vinhos do Porto de categoria especial – Chip Dry, branco extra-seco

e Late Bottled Vintage (LBV). E poderão, ainda, visitar o restaurante Barão Fladgate e apreciar a vista sobre a cidade do Porto. A “experiência Croft” inclui a visita às caves de envelhecimento e a degustação de três vinhos do Porto de categoria especial: o Croft Pink, Reserva e Tawny 10 anos. As reservas para a experiência Croft são necessárias apenas para grupos. Se não for o caso, então bastará aparecer uma vez que não existem horários ou idiomas pré-definidos e os tours têm início a cada 40 minutos. O preço por pessoa é de dez euros. REVISTAVIVA, OUTUBRO 2016


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ESTRATÉGIA PARA APROXIMAÇÃO À SOCIEDADE A EDP GÁS, ÚNICA EMPRESA DO GRUPO EDP COM SEDE NA CIDADE DO PORTO, TEM VINDO, AO LONGO DOS ANOS, A APOSTAR EM INICIATIVAS DE CARIZ SOLIDÁRIO, QUE TÊM COMO OBJETIVO UMA MAIOR APROXIMAÇÃO AOS CLIENTES. O APOIO A CORRIDAS EM CIDADES DO NORTE OU AÇÕES DE VOLUNTARIADO EM QUE PARTICIPAM OS SEUS PRÓPRIOS COLABORADORES, TÊM SIDO EXEMPLOS DA RESPONSABILIDADE SOCIAL DA EMPRESA.

José Syder, subdiretor de área de Marketing e Comunicação da empresa, salienta que a EDP Gás tem uma estratégia delineada, desde o início, que visa torná-la numa empresa de referência no setor das utilites e líder em criação de valor, inovação e sustentabilidade. “Paralelamente, tem no horizonte a missão de disponibilizar serviços de gás natural, com um impacto positivo na vida das pessoas, stakeholders e das comunidades onde está inserida”, acrescentou. Por causa desta missão de responsabilidade social e de grande compromisso com a comunidade, a EDP Gás, segundo José Syder, tem participado e organizado várias ações de

solidariedade que, ao longo dos últimos tempos, angariaram mais de 300 mil euros para instituições sociais. “Pretende-se dar aos outros a vantagem que foi dada, inicialmente, à empresa”, diz. Iniciativas e projetos ligados às universidades, escolas e instituições de saúde são o reflexo desta vontade de integração na sociedade de que são exemplo, já no decorrer deste ano, a ação que a EDP Gás realizou através de um Encontro Solidário no Kastelo Marta Ortigão, uma Unidade de Cuidados Continuados e Paliativos, em São Mamede de Infesta, para crianças dos zero aos dezoito anos, projeto pioneiro no país para dar resposta às necessidades de crianças

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com patologia crónica. Neste encontro, cerca de 80 colaboradores e estagiários da EDP Gás marcaram a diferença, com a realização de diversas tarefas, nomeadamente a construção de um passeio entre o edifício de internamento e o jardim, o transporte e colocação de mobiliário, a aplicação de etiquetas em peças de vestuário para as crianças e o embrulho de livros de histórias a oferecer às primeiras 150 crianças. Segundo José Syder, o programa ‘Valorizar os Valores’ é também um exemplo da responsabilidade social que a EDP Gás tem implementado em várias escolas da região. Com esta iniciativa a empresa pretende transmitir, através do rugby, valores como o espírito de equipa e o respeito pelos outros. Outra iniciativa destacada pelo responsável foi a ‘eu = energia natural’, que teve como lema a energia eficiente e sustentável. Esta campanha foi composta por sessões dinamizadas por colaboradores da EDP Gás e durante 45 minutos de aula os alunos aprenderam mais sobre energia e ambiente, sendo desafiados a pensar sobre a sua atitude face ao consumo de energia. José Syder aludiu também à ação de voluntariado na Casa dos Rapazes, em Viana do Castelo que, há alguns anos, é também exemplo da missão social da empresa. Aqui, oitenta e dois colaboradores da EDP Gás abraçaram o projeto numa instituição que acolhe crianças e jovens em risco e remodelaram alguns espaços da casa, realizando tarefas como pintura, montagem de camas e móveis, limpeza e reciclagem. No final desta ação, que demonstrou o espírito solidário dos colaboradores da EDP Gás, a casa estava preparada para acolher as crianças. Outra iniciativa, realizada no mês passado, foi a prova de cycling EDP Gás Porto Granfondo, constituída por três percursos de diferentes distâncias: a etapa Granfondo, com 170 km, a MédioGranfondo, com aproximadamente 50 km, e a MiniGranfondo. Este último passeio foi destinado aos mais pequenos. No final, cinquenta bicicletas foram oferecidas a instituições do Porto, Braga e Viana do Castelo. Nos últimos anos, a EDP Gás participou em di-

versos eventos ligados ao running, contribuindo também para a evolução desta modalidade na região Norte. Ainda este ano, a empresa apoiou a Corrida da Mulher, que decorreu no Porto, e angariou verbas destinadas ao Instituto Português de Oncologia (IPO-Porto). Outras ações sociais relacionadas com a corrida e apoiadas pela EDP Gás foram a Meia Maratona Manuela Machado, que decorreu em janeiro, em Viana do Castelo, cujo donativo de dois euros por participante contribuiu para a Associação Methamorphys, a Corrida de São Pedro, na Póvoa de Varzim, que angariou fundos para o Instituto Maria Paz Varzim e a Corrida São João de Braga que obteve também cerca de 20 mil euros para a Cáritas Arquidiocesana de Braga. O subdiretor de Marketing e Comunição da EDP Gás anunciou ainda que, no futuro, está


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prevista a criação de um Centro de Memória e Conhecimento do Gás, que se situará no centro do Porto, que pretende ser um espaço dedicado ao passado, presente e futuro do gás natural e onde se poderão discutir projetos inovadores. O objetivo é, segundo José Syder, que o novo espaço seja visitado por estudantes dos vários ciclos de ensino e que, em determinado período do dia, se dedique exclusivamente à pedagogia. “Será um centro aberto à comunidade, com uma hipótese de voluntariado na vertente de reintegração social”, frisou. Todas estas iniciativas e projetos apoiados pela EDP Gás demonstram, para o responsável, o compromisso que a empresa tem com a comunidade e realçam a vertente de responsabilidade social.


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UMA NOVA JANELA PARA A CIDADE INAUGURADA EM 1963 E PROJETADA POR EDGAR CARDOSO, A PONTE DA ARRÁBIDA, COM DESTAQUE PARA O SEU ARCO, FEZ NA ÉPOCA UM GRANDE FUROR NA ARTE DE FAZER PONTES. QUANDO TERMINADA, CONSTITUÍA A PONTE EM ARCO DE BETÃO ARMADO COM MAIOR VÃO DO MUNDO. DESDE JUNHO PASSADO, O ARCO DA PONTE DA ARRÁBIDA PODE SER VISITADO. SUBIR 262 DEGRAUS E NÃO TER MEDO DE ALTURAS SÃO OS SEGREDOS PARA DESCOBRIR ESTE NOVO MIRADOURO DO PORTO. Texto: Raquel Andrade Bastos Fotos: Carolina Barbot


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A possibilidade de conhecer “a vista mais secreta da cidade” nasceu de uma ideia de Pedro Pardinhas, o responsável pela Porto Bridge Climb, e foram precisos dois anos para que se tornasse possível a subida ao arco da Ponte da Arrábida. Durante pelo menos os próximos dez anos, a Porto Bridge Climb tem acesso ao arco da Ponte, que foi dado pela Infraestruturas de Portugal e autorizado pela Direção Geral do Património Cultural, uma vez que a ponte projetada por Edgar Cardoso é, desde 2013, considerada monumento nacional. A visita ao arco da ponte, que está a 65 metros de altura, e a possibilidade de apreciar uma vista deslumbrante, por muitos desconhecida, está agora disponível. A Porto Bridge Climb organiza visitas guiadas todos os dias, por turnos, que duram cerca de 30 minutos. Os preços variam consoante o dia escolhido: aos fins de semana

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o preço por pessoa é de 12 euros e à semana a subida ao arco custa nove euros. A visita guiada obriga a subir o arco da ponte através das suas escadas, com 262 degraus, sempre acompanhados por um guia e com o uso de um arnês. A iniciativa não é considerada um desporto radical, mas não é aconselhada a pessoas que tenham vertigens, ou seja, medo de alturas. Realizada ao longo de etapas, a atividade é feita com segurança, tendo todos os equipamentos certificados para o efeito. Os guias que acompanham os grupos de visitantes, que podem ter no máximo 13 pessoas, podem dar as explicações em três idiomas diferentes como o português, o inglês e o espanhol. O programa definido para a visita de 30 minutos inclui uma breve explicação sobre as pontes do Porto, incluindo a Ponte da Arrábida, um tempo para apreciar a vista e tirar fotografias, a descida, e algumas surpresas, como um pequeno copo de chocolate com vinho do Porto. No entanto, a partir do início da subida será impossível não direcionar todas as atenções para a vista do arco. De lá de cima é possível observar a cúpula do pavilhão Rosa Mota, a Igreja da Lapa, o Mosteiro da Serra do Pilar, entre outros locais do Porto e Gaia. As fotografias são proibidas na subida e descida das escadas, por segurança, mas os telemóveis

e câmaras fotográficas são levados pelo guia e devolvidos no topo do arco. A organização das visitas é feita com o máximo de descontração, fazendo apenas alguns alertas para o calçado dos participantes: são proibidos os chinelos e sapatos com salto. Apenas as pessoas com idades superiores a 16 anos e inferiores a 79 anos poderão subir ao arco. A primeira visita acontece às 13h45 e a última às 20h30, no entanto, em dias de inverno estes horários podem alterar-se. Com a ideia de melhorarem a cada dia, a Porto Bridge Climb quer dar a oportunidade aos portuenses e aos turistas de conhecerem um local marcante da cidade que até então estava interdito ao público. Até ao momento a atividade tem chamado um grande número de pessoas.


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POKÉMON ESTÁ DE VOLTA

AS CRIATURAS FICTÍCIAS COM PODERES, TIPICAMENTE JAPONESAS, SÃO DE NOVO TEMA CENTRAL DE CONVERSAS ENTRE AMIGOS, APÓS TEREM MARCADO A INFÂNCIA DAS ÚLTIMAS GERAÇÕES. ESTAMOS A FALAR DOS POKÉMON QUE ESTÃO NOVAMENTE NA BERRA, DEPOIS DO LANÇAMENTO, EM JULHO PASSADO, DO POKÉMON GO, JOGO PARA SMARTPHONES QUE ESTÁ A CRESCER COMO NUNCA VISTO NA HISTÓRIA DOS JOGOS PARA TELEMÓVEIS. AGORA JÁ É POSSÍVEL ANDAR NA RUA E “APANHÁ-LOS TODOS”. Texto: Raquel Andrade Bastos


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Pokémon Go: o que é?

O Pokémon Go é um jogo de realidade aumentada que utiliza a tecnologia do Google Maps, a base de dados da Niantic - empresa responsável pelo jogo -, o sistema GPS e a câmara do smartphone do utilizador. No início, e depois de o jogador descarregar a aplicação da App Store ou do Google Play, cada pessoa pode personalizar o seu avatar e tornarse, assim, um treinador de pokémon. Uma das principais características do jogo, e uma das razões para ser um sucesso a nível mundial, é que quando o utilizador se encontra num local onde existe uma criatura, a câmara da tecnologia que está a ser usada abre e mostra o Pokémon sobreposto à imagem real. Esta característica tem sido uma das principais preocupações

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que o jogo tem causado, uma vez que, para os mais distraídos, pode ser causadora de alguns incidentes. O jogo que tem vindo a pôr milhões de pessoas à procura de criaturas virtuais tem como objetivo caçar o maior número possível destas e, assim, ir subindo de nível e aumentar o poder do ‘treinador’. Durante as caminhadas, e com o sistema GPS ligado nos telemóveis, os utilizadores vão encontrar os Pokémon e, para os apanhar, terão que lançar as Pokéballs armazenadas. Assim, e à medida que os jogadores capturam um número cada vez maior de criaturas, os pontos recebidos também aumentam e a Pokédex (uma espécie de dicionário dos Pokémon) começa a ser preenchida. REVISTAVIVA, OUTUBRO 2016


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O objetivo principal do jogo será sempre apanhar o maior número de Pokémon possível e também aqueles que possuem maior força, os mais evoluídos. Na verdade, cada criatura tem um valor diferente de CP (combat power), sendo possível a evolução das criaturas com menos força.

Pokémon Go: no mundo e aqui O sucesso que o jogo alcançou, nomeadamente nas primeiras semanas após o lançamento,

primeiro nos Estados Unidos da América e só depois em países europeus como Portugal, preocupou as autoridades de segurança, tendo mesmo causado alguns acidentes ou casos ‘mais estranhos’. Em Portugal, o ajuntamento de um grande número de pessoas em locais específicos, como ruas ou avenidas, e com os telemóveis nas mãos, tem sido observado de modo frequente. A organização de encontros para ‘apanhar’ Pokémons tem sido um fenómeno recorrente nas redes sociais. A distração que o jogo pode causar aos utiliza-


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dores no mundo real faz parte das preocupações desta ‘febre’. Exemplo disto foi um atropelamento ocorrido no Japão, em setembro. Na altura, um homem foi preso depois de ter atropelado duas mulheres, confessando, segundo as autoridades japonesas, estar distraído a jogar Pokémon Go enquanto conduzia um camião. O distrito do Porto não é exceção e também aqui a febre Pokémon atingiu as pessoas. Após o lançamento no país foi divulgado um vídeo na internet com centenas de pessoas em Mafamude, em Vila Nova de Gaia, ‘à caça’ de uma criatura rara... REVISTAVIVA, OUTUBRO 2016


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Texto: Raquel Andrade Bastos Fotos: Carolina Barbot

APLICAÇÃO APROXIMA CLUBE DOS ADEPTOS


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O LANÇAMENTO, EM 2015, DE UMA APLICAÇÃO OFICIAL PARA SMARTPHONES QUE ESTÁ NA LINHA DA FRENTE DA INOVAÇÃO DEMONSTRA O QUANTO O FC PORTO APOSTA NA SUA RELAÇÃO COM OS SEUS ASSOCIADOS E SIMPATIZANTES. COM UM CONJUNTO DE FUNCIONALIDADES, A APP, QUE SE ENCONTRA DISPONÍVEL GRATUITAMENTE, FAZ PARTE DO PROCESSO DE TRANSFORMAÇÃO DIGITAL DO CLUBE. A app lançada pelo clube “azul-branco”, e atualizada no decorrer deste ano, começou por ser apenas uma plataforma de renovação de sócios, mas atualmente permite obter uma maior informação direta sobre o clube, como conhecer a agenda do FC Porto e ter a possibilidade de a sincronizar com a agenda pessoal, saber as classificações, plantéis e fichas de todas as modalidades, entrar no estádio do Dragão com o smartphone ou o smartwatch, receber alertas de proximidade com interações personalizadas ou ainda acompanhar os jogos em tempo real. Estas são algumas das utilidades apresentadas pela app, mas há outras. Por exemplo: anteriormente, quando havia a

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necessidade de um sócio renovar a sua assinatura no clube, este tinha que enviar os dados para que fosse possível uma nova atualização do sistema, era apenas um processo humano. No entanto, com a aplicação, este processo tornou-se mais simples com o utilizador a poder completar o processo de forma digital. A nova tecnologia do clube, que está disponível para iOS, Android e Windows, foi destacada

pela imprensa internacional, como explica Paulo Almeida, da Thing Pink, empresa responsável pelo desenvolvimento da aplicação. Paulo Almeida refere que a app foi pensada especialmente para cobrir os vários momentos do dia do adepto, como a procura de informação sobre treinos ou conferências de imprensa. Encontra-se disponível em português, espanhol e inglês e aposta em conteúdos exclu-

sivos, disponíveis apenas para os utilizadores portistas. De acordo com João Victor, um dos responsáveis pelo departamento de marketing do FC Porto, a aplicação nasceu da necessidade de “aproximar cada vez mais o clube dos adeptos”. Para o responsável, “o FC Porto há muito que deixou de ser um clube meramente local e nacional, para se tornar um clube internacional” e, por isso, justifica-se “uma plataforma que permita aos adeptos, em qualquer parte do mundo, acompanhar tudo sobre o FC Porto”. João Victor refere também que “através da app é possível comunicar com o sócio, de acordo com a situação em tempo real do clube”. “Por exemplo, quando o sócio se desloca a um estádio para apoiar o clube, pode receber, automaticamente, mensagens da app que estão contextualizadas”, explica. Segundo este responsável do FC Porto, este tipo de funcionalidades e de mensagens “são valorizadas pelos adeptos”. “São formas de relacionamento constante com o adepto”, diz. Para já, a reação ao lançamento da app é positiva, com o nível de utilizadores e de downloads a alcançarem níveis altos. No entanto, a plataforma não vai ficar por aqui, porque, salienta, “é necessário inovar e continuar a pensar em melhorias e atualizações constantes para que se acrescentem novas funcionalidades à app”.

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Comes & Bebes A VIVA! SEMPRE TEVE A TRADIÇÃO DE PROMOVER OS LOCAIS DE BEM COMER (E BEM BEBER) DA CIDADE DO PORTO E SUA ÁREA METROPOLITANA PROCURANDO RESPONDER A UMA NECESSIDADE PATENTEADA PELOS SEUS LEITORES. JÁ “PERCORREMOS” DEZENAS DE RESTAURANTES E TASQUINHAS DEIXANDO AO NOSSO PÚBLICO “SABOROSAS” E APRAZÍVEIS SUGESTÕES. NAS PRÓXIMAS PÁGINAS CONHEÇA MAIS ALGUNS DOS ESPAÇOS DA BAIXA PORTUENSE ONDE PODERÁ DESFRUTAR DE UMA AGRADÁVEL REFEIÇÃO. Fotos: Carolina Barbot

MANGÁ SUSHI HOUSE Rua de Cedofeita, 1 Telefone: 913 089 582

O Mangá Sushi House é o restaurante da lista que abriu portas mais recentemente. Em julho instalou-se em Cedofeita e promete levar os clientes a uma verdadeira viagem pelo Japão. Com um conceito urbano, as imagens de animações japonesas nas paredes da sala de jantar querem ser inconfundíveis com aquilo que já existe na cidade. A ementa tem sushi, com uma oferta desde os gunkans, nigiris ou temakis. Mas há ainda outras opções como as gyosas, tatakis de salmão e atum ou frango teriyaki. Para quem não gosta do peixe cru, existe também a secção dos peixes fumados, como robalo, dourada, cavala, sardinha e bacalhau. Durante a semana, é possível pedir o menu executivo, com um preço de 13 euros, que inclui uma sopa miso, dois crepes, 16 peças de sushi e sashimi, bebida e café. O Mangá está aberto de domingo a quinta-feira, das 12h às 23h, e à sexta-feira e sábado das 12h às 24h.


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CASA DO CARMO Rua de Sá de Noronha, 51 Telefone: 916 253 990

Com uma decoração moderna e simples, a Casa do Carmo oferece uma ementa rica em tapas que têm na comida regional portuguesa a sua inspiração. Na carta podem encontrar-se especialidades como Brás de Bacalhau, Brás de Alheira, Pataniscas, Açorda de Enchidos ou Arroz de Enchidos. O menu de degustação, com um preço de 20 euros, é uma opção popular entre os clientes e inclui pratos como Ratatouille do Carmo, Moelas ou Arroz de Pota, entre outras. A Casa do Carmo está aberta todos os dias com diferentes horários. Aos fins de semana abre apenas às 19h e durante a semana abre para almoço às 12h. De domingo a quinta-feira encerra às 24h e às sextas e sábados às 2h.


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LADO B CAFÉ Rua Passos Manuel, 190 Telefone: 926 685 444

Situado em frente ao Coliseu do Porto, o Lado B Café é um espaço moderno, com uma decoração ligada ao universo da música e conhecido por servir aquela que é considerada uma das melhores francesinhas da cidade. A ementa deste espaço contém a ‘Melhor Francesinha do Mundo’, uma marca registada desde 2013 que foi criada para “dignificar, preservar e promover um dos símbolos mais marcantes da cidade do Porto”. Esta opção, que tem um preço de 8,25 euros, inclui um bife de alcatra vitelão, salsicha fresca, linguiça, fiambre, mortadela, queijo e o molho. Para além de outros tipos de francesinha, como a francesinha vegetariana, a carta do Lado B oferece opções como hambúrgueres, pregos ou saladas. Na ementa das sobremesas está aquele que é considerado ‘O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo’ que custa 2,95 euros. O Lado B Café está aberto todos os dias, excetuando ao domingo.


Vamos passar o fim de semana a

Gazelar significa fazer muitas coisas, sendo que uma delas é não fazer absolutamente nada. Seja na praia ou numa esplanada, significa aproveitar a vida entre amigos, com muito sol, histórias, gargalhadas e um belo copo de vinho. Ou, numa palavra, a Gazelar.

SEJA RESPONSÁVEL. BEBA COM MODERAÇÃO.

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CÃO QUE FUMA Rua do Almada, 402 Telefone: 222 059 340

O “Chien qui Fume” (ou em português o “Cão que Fuma”) é o restaurante mais tradicional e antigo desta lista. Com o preço médio de uma refeição a rondar os 12 euros, este espaço oferece uma ementa inspirada na cozinha regional e internacional. Na carta de pratos regionais podem encontrar-se ofertas como o Bacalhau das Quintas (servido apenas às quintas-feiras), o peru com ervas aromáticas e a carne de porco à Alentejana com amêijoas frescas. Os pratos da cozinha internacional vão desde a Costeleta à Mexicana, os lombinhos de três pimentas, o Cordon Bleu ao Bife Alto com molho de Café Paris. As sobremesas merecem destaque devido à confeção caseira, como os gelados de café e morango ou a abobada com canela.


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CAMAFEU

Praça Carlos Alberto, 83 Telefone: 937 493 557 A decoração clássica e simples do espaço torna este restaurante ideal para um jantar romântico, mas também para tomar uma bebida depois de um dia de trabalho. As mesas com toalhas brancas de pano, a pouca luz interior e os móveis em madeira escura tornam o Camafeu um restaurante elegante. As opções da carta para as entradas vão desde o Gazpacho Alentejano Frutado e Picada de Tomate, Manjericão e Presunto sobre Crocante ao Cappuccino de Cogumelos. Já para os pratos principais, as ofertas do Camafeu incluem pratos como o Bacalhau Montado, Puré de Grão, Grelos e Crosta de Broa, o Ravioli de Queijo de Cabra com pêra e redução de vinho do Porto, a Açorda de Camarão da ‘Sãozinha’ em Pão Saloio com Azeite de Coentros ou, ainda, os Folhados de Legumes, Puré de ervilha e cogumelos salteados. Para a sobremesa há opções como a Tarte de Amêndoa, creme de baunilha, pêra bêbada e crocante e o Fondant de Chocolate com gelado de côco-malagueta e molho de framboesas. O Camafeu está aberto de sexta a sábado, das 18h às 24h, e de terça a quinta-feira, das 18h30 às 23h. Aos domingos encerra.


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RAIZ

Largo dos Lóios, 8 Telefone: 222 010 940 Localizado num prédio reabilitado e com cinco andares, o Raiz é inspirado em alguns dos símbolos mais emblemáticos da cidade do Porto. Inovar e surpreender respeitando as tradições da gastronomia antiga portuguesa e tornando-a contemporânea é o objetivo deste espaço. A carta oferece petiscos e pratos principais com uma basta variedade. Desde os petiscos mais clássicos, com o tachinho de rojões ou de bifanas, às tibornas de presunto e cebola caramelizada, as ofertas são muitas. No leque de pratos principais estão o Bacalhau de Crostado de Azeitona, o Polvo de forno à moda antiga, o Carré de borrego com crosta de manjericão e pistáchios e, ainda, o Laminado de Black Angus ao vinho do Porto. No final, os clientes podem ainda deliciar-se com sobremesas como o Pudim de Bata Doce ou o Fondat de Chocolate na Caçarola. De segunda a sexta-feira o restaurante está aberto das 12h às 15h e das 19h às 24h, excetuando às sextas, que fecha apenas às 2h. Aos sábados abre apenas às 19h e encerra às 2h e, aos domingos, abre também às 19h encerra às 24h.


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10 anos O PORTO CANAL ACABA DE CELEBRAR DEZ ANOS DE EXISTÊNCIA E VAI, A PARTIR DESTE MÊS DE OUTUBRO, RENOVAR A GRELHA DE PROGRAMAÇÃO, COM MAIOR APOSTA NA INFORMAÇÃO E NOVOS PROGRAMAS. JÚLIO MAGALHÃES, DIRETOR GERAL DO CANAL NASCIDO NO PORTO, AFIRMA QUE, APESAR DOS PERCALÇOS COM AS OPERADORAS, O PORTO CANAL É HOJE UMA REFERÊNCIA DE NORTE A SUL DO PAÍS. Texto: Raquel Andrade Bastos Fotos: Carolina Barbot


P ORTO CA N A L

Após uma revolução na programação em janeiro, o Porto Canal sofre a partir de outubro, e de forma permanente, uma nova mudança na sua grelha. As comemorações dos dez anos do canal, que fizeram com que nas últimas duas semanas de setembro tenham ocorrido transmissões especiais, foram o mote para alterações e novidades na programação e informação que prometem agora solidificar a grelha. De acordo com Júlio Magalhães, “há três anos que estamos a desenvolver um canal único em Portugal, o único fora de

Lisboa. Um canal generalista, que é propriedade do FC Porto, mas que faz serviço público como poucos”. Assim sendo, faz sentido fazer-se esta nova adaptação da programação, porque “o Porto Canal além de projetar uma marca, é um canal prestigiado pela informação”. Com esta nova grelha, “o Porto Canal será ainda melhor, com mais diversidade e com mais programação”, refere Júlio Magalhães, acrescentando que o canal pretende também captar cada vez mais um maior número de telespetadores e de audiência.

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A nova grelha do Porto Canal terá mais programas dedicados aquilo que é o FC Porto, mais transmissões em direto, novos debates, sendo que o desporto no geral também não será esquecido. Segundo o diretor, “não perdemos de vista o desporto em geral, porque existem outros clubes, e as vitórias ou derrotas acontecem sempre em função dos adversários, e por isso, quem vê o Porto Canal tem sempre a informação geral”. A informação é também uma das apostas do canal, que atualmente conta já com oito REVISTAVIVA, OUTUBRO 2016


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delegações no Norte do país e uma em Lisboa. Júlio Magalhães refere que o Norte do país é o foco do canal, no entanto, afirma que as outras regiões portuguesas não são esquecidas. “A ideia não é a de um canal regional, mas sim de um canal que transmite a informação do Norte para o país e para o mundo”, refere. As grandes novidades para esta

nova temporada, e que marcam a imagem de um canal que já tem uma voz, passam pelo reforço dos programas da manhã e da tarde, pela aposta na ficção, com a exibição de duas séries espanholas de grande sucesso, depois de almoço e no horário nobre. O diretor do canal fala também da presença de novos programas de life style que pertencem

a uma cadeia de televisão francesa e que têm como objetivo “a captação de um público mais abrangente”. Um programa sobre desportos radicais e um novo programa do maestro Rui Massena, que contará com vários convidados, e que terá a música clássica como protagonista, também vão fazer parte da lista das novidades.


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Nesta nova grelha, onde será dado destaque aos empreendedores do Norte, vão ainda permanecer programas de referência do Porto Canal, como, por exemplo, “Caminhos de História”, apresentado por Joel Cleto. O desporto é uma das marcas do canal e, por isso, haverá um maior número de noticiários diários sobre este tema. O canal

começará ainda a transmitir vários jogos e torneios de várias modalidades e de outros clubes da região norte. “A partir de outubro estamos preparados para ter mais telespetadores e sermos, cada vez mais, um canal de referência em Portugal, que está também em países da Europa central e nos Estados Unidos”, refere o jornalista.

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Júlio Magalhães confessa que agora a grelha será “mais duradoura e estabilizada durante todo o ano”, uma vez que já se conseguiu “sedimentar a marca”. Para os próximos anos, o diretor pretende que o Porto Canal continue a crescer. “O futuro passa pelo aumento das audiências, mas é uma prova de maratona e não uma prova de 100 metros”, diz.

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“Se na nossa cidade há muito quem troque o b por v, há pouco quem troque a liberdade pela servidão.”

Créditos Carolina Barbot

Almeida Garrett

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sugestões culturais

27.ª edição do Festival Internacional de Marionetas do Porto A edição deste ano do Festival Internacional de Marionetas do Porto (FIMP) vai decorrer entre 13 e 23 de outubro e traz ao Teatro Municipal do Porto algumas dos melhores grupos e artistas do mundo. Ao Teatro do Campo Alegre, o FIMP’16 leva, no dia 14 de outubro, segundo dia do festival, uma peça construída a partir de uma obra do escritor polaco Stanislaw Lem. O Teatro de Ferro com “À Procura de Lem” pretende fabricar um objeto que desperte a curiosidade pelo legado de Lem e pelas inquietações de que os seus livros são portadores. “À Procura de Lem” pretende ser, além de um espetáculo, “um jogo, uma aventura e uma experiência simultaneamente divertida e perturbadora. Uma outra forma de imaginar o mundo (atual e futuro) através do teatro e das suas máscaras.” No entanto, o grande destaque do festival vai para o espetáculo de encerramento, com “A Convenção dos Ventríloquos”, da artista e encenadora franco-austríaca, Gisèle Vienne, que estará em cena pela primeira vez em Portugal, no Teatro Rivoli.


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Serralves mostra, pela primeira vez, obras do catalão Joan Miró As obras de Joan Miró, propriedade do Estado, são mostradas ao público pela primeira vez na Casa de Serralves. A exposição ‘Joan Miró: Materialidade e Metamorfose’ é comissariada por Robert Lubar Messeri, destacado especialista mundial na obra deste pintor, com projeto expositivo de Álvaro Siza Vieira. A mostra abarca um período de seis décadas da carreira de Joan Miró, de 1924 a 1981. As obras focam-se, sobretudo, na transformação das linguagens pictóricas que o artista catalão começou a desenvolver em meados dos anos vinte, abordando as suas metamorfoses artísticas nos campos do desenho, pintura, colagem e trabalhos em tapeçaria. A exposição inclui cerca de 80 obras de Joan Miró (do conjunto das 85 obras da coleção) na sua maioria desconhecidas do público, incluindo seis das suas pinturas sobre masonite de 1936 e também seis sobreteixims de 1973. A exposição ficará patente até ao dia 28 de janeiro do próximo ano.

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Tindersticks voltam a Portugal para apresentar novo álbum A Casa da Música recebe, no dia 29 de outubro, um concerto da banda inglesa Tindersticks, que apresentará ao público português o décimo álbum, lançado em janeiro passado. O grupo comandado pela característica voz de Stuart Staples vai apresentar o trabalho “The Waiting Room”, um marco na carreira da banda, não só numérico, mas também musical e criativo. Este é o primeiro álbum de estúdio depois do aclamado ‘The Something Rain’ (2012) e é também considerado o mais ambicioso e elaborado aos que ouvimos dos Tindersticks, nos últimos anos. “The Waiting Room” conta com participações especiais de Jehnny Beth, vocalista das Savages e de Lhasa De Sela, cantora e amiga de Stuart Staples falecida em 2010, num dueto particularmente tocante. Em duas décadas de existência (o disco estreia é de 1993), os Tindersticks estabeleceram-se definitivamente como mestres da contenção e da poética emoção humana e apresentam neste disco e nestes concertos algumas das melhores canções da sua carreira. Os bilhetes para o concerto na Casa da Música custam entre 28 e 30 euros.

TNSJ recebe estreia nacional de “Os Últimos Dias da Humanidade” Pela primeira vez na história dos palcos nacionais, o Teatro Nacional São João (TNSJ) leva à cena “Os Últimos Dias da Humanidade” (1915-1922), uma montagem satírica do universo caótico de vozes e documentos da época da Primeira Guerra Mundial, dirigida pelos encenadores Nuno Carinhas e Nuno M Cardoso. O autor do texto é Karl Kraus que dá um testemunho do mal absoluto da guerra. Do monumental edifício original consegue-se extrair uma dramaturgia que respeita a progressão cronológica do drama: do assassínio do arquiduque Franz Ferdinand, em 1914, ao colapso das Potências Centrais (Alemanha e Áustria-Hungria), em outubro de 1918. Uma jornada que se apresenta dividida em três partes, autónomas mas interdependentes, que podem ser visitadas alternadamente, entre os dias 27 de outubro e 18 de novembro, ou de uma só vez no dia 19 de novembro.


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Coliseu do Porto recebe apresentação do novo álbum de Djavan “Vidas Pra Contar” Djavan, um dos mais aclamados compositores da música popular brasileira, apresenta, no dia 6 de novembro, um espetáculo inédito no Coliseu do Porto, onde vai interpretar canções do novo álbum “Vidas pra contar” e, ainda, alguns dos grandes sucessos da sua discografia. “Vidas pra contar” é o vigésimo terceiro trabalho da prestigiada carreira de Djavan e, neste disco, o brasileiro conta vidas reais, mas sob o filtro da poesia, do espanto pelo detalhe. A diversidade musical, que confirma a potencialidade criativa de Djavan, é transformada em linguagem musical pela banda que o acompanha e pelos arranjos do próprio compositor ao longo dos 12 temas do álbum. “Vidas pra contar” é um disco de Djavan e banda, com o núcleo rítmico composto por piano (e teclados) de Paulo Calasans, baixo de Marcelo Mariano e bateria de Carlos Bala, além de violões e guitarras de João Castilho e do próprio Djavan e sopros de Jessé Sadoc e Marcelo Martins. Neste concerto, além de canções do novo disco, aclamado pela imprensa especializada, o repertório do espetáculo inclui também os sucessos mais antigos como “Flor de Lis”, “Linha do Equador”, “Lilás, Eu te Devoro”, entre outros. Djavan completou 40 anos de carreira no ano passado, e também em 2015, foi agraciado com o Grammy Latino de excelência musical, em homenagem à sua obra. REVISTAVIVA, OUTUBRO 2016


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E Q U A L I F I C A Ç Ã O

Um novo “distrito” nasce no coração da cidade O ENORME EDIFÍCIO, CONSTRUÍDO EM 1790, NA RUA AUGUSTO ROSA, QUE OUTRORA ALBERGOU O GOVERNO CIVIL DO PORTO, GANHOU UMA NOVA VIDA NO FINAL DO PASSADO MÊS DE SETEMBRO, COM A ABERTURA DE FORMA FASEADA, DE UM NOVO CENTRO EMPRESARIAL E COMERCIAL. O “DISTRICT”, OBRA DO GRUPO ENDUTEX, PRETENDE, DESTA FORMA, ALIAR A REABILITAÇÃO DE UM LOCAL HISTÓRICO A UM CONCEITO INOVADOR E DIFERENTE, QUE ENVOLVE O MUNDO EMPRESARIAL E CULTURAL. O EDIFÍCIO COMEÇOU A RECEBER OS PRIMEIROS INQUILINOS EM SETEMBRO, MAS SÓ EM NOVEMBRO A OCUPAÇÃO FICARÁ COMPLETA. Texto: Raquel Andrade Bastos Fotos: Carolina Barbot


G OVERN O CIVIL DO PORTO

Deixado ao abandono nos últimos anos, e vendido pelo Estado em 2010, o edifício que já foi prisão de homens condenados a trabalhos forçados, casa de telégrafo, “casa” dos serviços da Guarnição Militar do Porto e que foi construído para dar lugar à Casa Pia, que nunca ali se chegou a instalar, é agora um espaço renovado. O novo District Offices And Lifestyle, no Porto, é um centro empresarial e de comércio com escritórios para as diver-

sas áreas de negócio, desde empresas tecnológicas, de arquitetura, design, fotografia ou imobiliárias. O local, que outrora servia como espaço de garagem para automóveis da PSP, na parte inferior do edifício, também se transformou e deu lugar a um espaço de restauração com nove conceitos diferentes. O espaço terá agora um restaurante de sushi, um wine bar - “Wine@District” -, um conceito grab&go de batatas

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“Walkin’Chips”, um espaço de cortes de carne grelhadas e francesinhas a lenha, o “Português de Raça”, e um espaço de hambúrgueres, cachorros e tacos, o “Burgers&Co”. Haverá ainda espaço para os cafés da Segafredo com bolos à fatia, cocktails do “Pinguim” e crepes e gelados artesanais da “Maria Palito”. A oferta é variada, e haverá ainda espaço para uma praça de alimentação no interior, e futuramente uma explanada no exterior. REVISTAVIVA, OUTUBRO 2016


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E Q U A L I F I C A Ç Ã O

Os pisos superiores são escritórios, com diferentes dimensões, destinados a empresas, e com um conjunto de serviços comuns, que incluem quatro salas de reunião, um auditório, sala de worskhops e centro de cópias. O edifício conta ainda com uma zona de Chill aberta a todos os ocupantes do District, que terá uma sala de fumo e jogos, uma sala de snacks e ainda um lounge para lazer. O conceito idealizado pela Endutex possui também espaços de comércio, com ofertas diferentes, numa espécie de “mercado urbano de interior”. O facto de vários serviços serem partilhados permitiu que

o custo do arrendamento das salas – com dimensões entre os 12 m2 e os 55 m2 – seja competitivo, com preços a começar nos 150 euros e a terminar nos 670 euros. Estes valores incluem, além do aluguer do espaço, o ar condicionado, a luz, a internet, a linha de telefone, o uso dos espaços comuns, receção, portaria 24 horas e limpeza dos espaços comuns. Mariana Ramos sustenta que “as primeiras reservas foram efetuadas sem visitarem o edifício. O conceito suscitou desde cedo bastante interesse”. “Depois da sala modelo ter ficado pronta, convidamos os interessados a visitá-la, para


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poderem efetivar a reserva. Nessa altura, mais reservas foram efetuadas, não tendo havido lugar a desistências”, explicou Mariana Ramos. A compra e reabilitação do edifício do século XVIII foram avaliadas em 3,6 milhões de euros e pretenderam manter

as características arquitetónicas do edifício. A intervenção que foi feita não alterou a estrutura do edifício e procurou ser o mais minimalista possível. As principais mudanças deram-se no telhado, com uma substituição completa, no chão e toda a

caixilharia. Foram ainda construídas novas áreas técnicas e de apoio, incluindo um elevador panorâmico que foi instalado no átrio junto à grande escadaria central de pedra. Além da parte empresarial, o ‘District Offices and Lifestyle’ reserva, ainda, alguns espaços para comércio. As lojas estão distribuídas pelas alas mais próximas da escadaria central do edifício, nos primeiros pisos, onde será também possível receber alguns mercados. Mariana Ramos afirma que o objetivo da Endutex foi criar espaços comerciais diferenciadores, que fujam ao tradicional, destinado a pessoas que usualmente só vendem online ou pretendem iniciar o seu negócio. O District, segundo a responsável, pretende ser uma referência na cidade do Porto e trazer à baixa uma nova centralidade.


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ARTE URBANA ‘LAVA’ PAREDES E TORNA-SE UMA NOVA ATRAÇÃO

A CÂMARA MUNICIPAL DE MATOSINHOS, JUNTAMENTE COM O CENTRO EMPRESARIAL DA LIONESA, - E APÓS TEREM JÁ CRIADO O MAIOR MURAL DE GRAFFITI NO NOSSO PAÍS – CONCEBERAM O PROJETO “UP THERE”, QUE PRETENDE CONCEDER AO CONCELHO UMA NOVA ATRAÇÃO. OS TRABALHOS DOS SEIS WRITERS ESCOLHIDOS DÃO AGORA ‘NOVOS ROSTOS’ A EMPENAS E FACHADAS DE EDIFÍCIOS DE MATOSINHOS, NUM PROJETO QUE TEM COMO INTUITO A DEMOCRATIZAÇÃO DA ARTE, ASSIM COMO ATRAIR NOVOS TURISTAS À CIDADE. Fotos: Francisco Teixeira/CMM

Integrado na programação da Capital da Cultura do Eixo Atlântico, o projeto “Up There” começou por ser um desafio lançado pela Lionesa à autarquia de Matosinhos. Agora, os seis murais criados ao longo do concelho constituem um verdadeiro ro te i ro a r t í st i co e fa ze m parte da rota de art street de Matosinhos, que conta já com o mural da Lionesa e com as obras recentes na Galeria P55, na Escola Secundária Augusto Gomes e na Escola do Estádio do Mar. O “Up There” surgiu aliado à vontade de criar um elemento

diferenciador a Matosinhos e, nos murais, estão explorados os elementos mais fascinantes do património cultural do concelho, como a pesca, o mar, a arquitetura ou a restauração. Comissariado pelo artista português Mr. Dheo, também responsável pela criação de um dos murais, o projeto conta ainda com as intervenções dos writers portugueses Hazul, Pariz One e ARM Collective e, ainda, com as criações do espanhol Pantone e do francês Katre. A primeira intervenção a ser feita foi de Pariz One, em frente à Escola Secundária


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de Augusto Gomes, depois seguiu-se a de Katre, no Bairro de Carcavelos, a de Hazul, num edifício também em frente à Escola de Augusto Gomes. As últimas obras criadas foram a de Mr. Dheo, Pantone e ARM Collective, no Hotel Amadeos, na Lionesa e no Bairro da Biquinha, respetivamente. O vereador da câmara d e M a to s i n h o s , Fe r n a n d o Rocha, afirma que a escolha destes seis artistas foi da inteira responsabilidade de Mr. Dheo, comissário do “Up There”. No entanto, referiu que foram convidados “artistas diferentes com abordagens diferentes”. A inclusão de duas empenas

em dois bairros sociais do concelho foi pensada, segundo o vereador, “na perspetiva de que a arte é uma boa forma de integração, de induzir pessoas diferentes a espaços que, por vezes, não são tão apetecíveis para visitar”. N a ve rd a d e , e s t e s n ovo s seis murais de graffiti, que agora decoram as ruas de Matosinhos, vêm, além d e re q u a l i f i c a r o e s p a ç o urbano, constituir um gesto de democratização da arte e de dinamização da cidade. Os novos murais, que dão u m a n ova v i d a e t i ra m o impacto visual negativo a “um conjunto de fachadas e empenas feias”, vêm “criar


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um circuito dedicado à arte urbana e também atrair visitantes, porque hoje em dia há pessoas que procuram este tipo de intervenção artística”. O vereador admite, ainda, que este projeto “é uma forma, de um ponto de vista turístico, de divulgar Matosinhos, que pode agora estar incluído num conjunto de roteiros que se podem encontrar em várias páginas da Internet”. Admitindo que o “Up There” é uma boa aposta nesta fase, Fernando Rocha acrescenta que a iniciativa pode trazer ao concelho mais notoriedade e v i s i b i l i d a d e n a á re a d a i n t e r ve n ç ã o a r t í s t i c a e m espaço público. REVISTAVIVA, OUTUBRO 2016


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E T R O PO LI S

EDUCAÇÃO NA LINHA DA FRENTE EM PARANHOS COM O REGRESSO DE MAIS UM ANO LETIVO, A FREGUESIA DE PARANHOS CONTINUA A APOSTAR NA EDUCAÇÃO COMO UM DOS PRINCIPAIS MOTORES DE BEM-ESTAR E COMODIDADE PARA AS FAMÍLIAS PARANHENSES. AS INICIATIVAS SÃO VÁRIAS, MAS O SERVIÇO DE ATL, JÁ PRESENTE EM SEIS DAS OITO ESCOLAS BÁSICAS DA FREGUESIA, É O GRANDE DESTAQUE. PARA O PRESIDENTE DA JUNTA DE PARANHOS, ALBERTO MACHADO, É MUITO SATISFATÓRIO VER QUE O COMPROMISSO POR SI ASSUMIDO NO INÍCIO DO MANDATO TEM TIDO GRANDE ADESÃO POR PARTE DAS FAMÍLIAS. Foto: JFParanhos

A Escola Básica do Bom Pastor foi a primeira a contar com um serviço de ATL em Paranhos, mas atualmente também as escolas de Costa Cabral, Covelo, Miosótis, Augusto Lessa e Caramila possuem esta valência dirigida pela junta. Com o serviço de ATL nas escolas, o objetivo da junta passa por “apoiar fortemente o agregado familiar”, uma vez que desde 1 de setembro e até ao arranque das aulas, as escolas estão abertas todos os dias, das 8h às 19h30. Este serviço de ATL só não funciona durante o mês de agosto, uma vez que nos restantes meses de verão está aberto e oferece às crianças várias atividades ao ar livre, praia, música, desporto e ateliers de manualidades. Também nas férias de Natal e de Páscoa as famílias podem contar com esta ajuda. O serviço, que é completamente dirigido pela junta, proporciona às crianças diversas atividades, algumas delas ligadas

à época do ano em que se encontram, acompanhamento no estudo, as refeições e o seguro. Durante o resto do ano letivo e em tempo de aulas, o serviço passa a apelidar-se de ‘ATL de Pontas’, ou seja, funciona antes e após o período de aulas, das 8h às 9h e das 17h30 às 19h30. De acordo com Alberto Machado, “o projeto é uma mais-valia nas escolas em que está implementado e é uma grande ajuda no dia a dia das famílias, que não têm o apoio de avós ou outros familiares”. O ATL tem um custo inerente ao escalão de IRS de cada família, sendo aqui, também, um importante apoio social para as familias mais desfavorecidas. Para além desta importante iniciativa, as crianças das escolas da freguesia de Paranhos têm acesso a rastreios de saúde oral gratuitos e visitas de equipas com ações promocionais relacionadas com saúde oral. Esta iniciativa deve-se a uma parceria entre a Junta de Freguesia


PA RA N H OS

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e a Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto e inclui, ainda, consultas com custos protocolados. Nos últimos anos foram mais de quatro mil as crianças que participaram nesta iniciativa. Também com o intuito de intensificar a ligação entre as crianças, os pais e os avós, a Freguesia de Paranhos organiza aos sábados de manhã, quinzenalmente, o projeto “Entrelaçar”, que “quer promover a partilha entre a família”. No meio de workshops de culinária ou de manualidades, a Junta pretende reforçar os laços afetivos com atividades e relacionamentos familiares, fragilizados pela azáfama semanal tão presente no nosso quotidiano. Para além disso, a gestão financeira da Junta de Freguesia de Paranhos permite reservar uma parte do orçamento para apoiar as escolas na atribuição de prémios de mérito escolar. Todos os anos as escolas escolhem um dia para entregar prémios aos melhores estudantes de fins de ciclo, numa iniciativa que “é um estímulo para os jovens e um reconhecimento do seu trabalho”. REVISTAVIVA, OUTUBRO 2016


H U M O R

ahahahah

Um homem estava a andar pela rua quando encontrou um pinguim. Agarrou no pinguim e deu-o ao primeiro polícia na rua. Polícia: O que quer que eu faça com um pinguim? Homem: Sei lá, leve-o ao jardim zoológico. No dia seguinte, quando o homem estava a andar pela rua outra vez, viu o mesmo polícia na rua com o pinguim. Homem: O que está a fazer? Não lhe disse para o levar ao jardim zoológico? Polícia: Sim, eu levei-o ontem mas hoje vamos ao cinema. Uma velhota, durante a missa, inclina-se e diz ao ouvido do seu marido: – Acabo de soltar um pum silencioso. Que achas que devo fazer? O velhote responde: – Agora nada. Mas quando sairmos vamos comprar pilhas novas para o teu aparelho auditivo. Mãe, eu já tenho treze anos, compras-me um sutiã? – Não. – Por favor mãe, compra-me um sutiã. – Eu já te disse que NÃO. – Mas mãe, eu já tenho idade… – Cala-te Pedrinho!

Dois palitos estão a andar na rua quando se deparam com um porco-espinho. Nesse momento um palito diz ao outro: “Olha, podíamos ter apanhado o autocarro.” Um tipo chega a casa e encontra um amigo com a sua mulher na cama. Pega no revólver e mata-o imediatamente. A mulher irritada comenta: – Se continuas a comportar-te assim, vais acabar sem amigos! Um bêbado é abordado pela polícia as 3 da manhã. Pergunta o polícia: – Para onde vai nesse estado a esta hora? O bêbado responde: – Vou a uma palestra sobre o abuso do álcool e os efeitos letais para o organismo, o mau exemplo, as consequências nefastas para a família bem como o problema que causa na economia familiar e a irresponsabilidade absoluta. O polícia olha sem acreditar e diz: – A sério? E quem é que lhe vai dar essa palestra a esta hora da madrugada? – A minha mulher assim que entrar em casa. Um velhote queixa-se ao médico: – Doutor, estou preocupado. Quando faço sexo ouço assobios. Diz o doutor: – E na sua idade o que queria ouvir? Aplausos?


Viva !Porto outubro 2016  

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