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OPINIÃO

Região

JORNALVIU - www.viuonline.com.br | Sábado 31 de maio de 2014

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Expediente

Um grande legado *Roberto Barbosa Um dos maiores legados para área social de Campos será, sem dúvida, o programa habitacional que está promovendo uma desfavelização contínua do município. Uma imagem simbólica desta iniciativa é a remoção das famílias que moravam às margens da BR-101, na altura de Ururaí - no trecho Campos-Rio de Janeiro - e no trecho Campos-Vitória. As moradias insalubres que durante décadas permaneceram nessas duas entradas da cidade, mantendo famílias em situação de vulnerabilidade, afrontavam a dignidade e envergonhavam um município conhecido nacionalmente pela arrecadação considerável de royalties do petróleo. O que se verifica, neste momen-

to, é um processo que precisa ganhar uma sistematização, para que nas próximas décadas uma geração de excluídos seja inserida em ambientes dignos e distantes de áreas de risco. Para que isso aconteça, é vital que o programa ganhe status suprapartidário e tenha amplo apoio da sociedade. Há também um forte impacto ambiental. Em outras faixas da cidade, verifica-se um processo gradativo de desocupação de margens de rios e lagoas. É o caso, por exemplo, da comunidade da Lagoa do Vigário, no Jardim Carioca, em Guarus, que estão saindo desta área que foi ocupada no início da década de 80, para morar em conjuntos inaugurados pela Empresa Municipal de Habitação. Ao mesmo tempo em que as famílias saem de uma situação de risco, as sociedade retoma um

belo patrimônio, que futuramente poderá abrigar projetos paisagísticos, valorizando uma área que ao longo de três décadas sofreu com a degradação provocada pela desocupação desordenada. A Lagoa do Vigário tem tudo para ganhar um visual que não ficará devendo nada a Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. A desfavelização de Campos é um grande passo para se promover justiça social, mas será preciso, que, daqui por diante, os futuros gestores tenham pulso firme para evitar que áreas de risco não sejam retomadas por novas moradias. Caso haja determinação do poder público e continuidade de investimentos, a próxima geração agradece. Diretor-executivo do grupo VIU!

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Lagoa Feia, um potencial esquecido em Quissamã *Claudio Jorge Pereira Vamos falar da Lagoa Feira, uma das paisagens mais fantástica de uma região e pouco frequentada em Quissamã. É a terceira lagoa do país. Estamos contribuindo para que tenhamos 12% de mananciais de água doce do nosso território e compondo os 21% que existem em nosso planeta. Aqui as riquezas naturais tem potencial que passam despercebidos pelos governantes locais. Também pudera! Não se pode esperar muito do senhor Otávio Carneiro, prefeito desta cidade. Pois, em épocas anteriores foi um depreciador e usurpador deste habitat. Ele era proprietário das ilhas do Boi e dos Passos localizada dentro da lagoa, perto da nascente do Canal Major. Houve a participação do senhor Demerval Queiroz, que comprou a Ilha dos Fernandes, que fica do lado das duas ilhas. Esse senhor começou a sua empreitada dicando a lagoa com canais de grande profundidade, aproveitando as terras retiradas para servirem de barragens para conter as águas. Podemos afirmar que o atual prefeito participava deste consórcio. Chegamos à conclusão que a área descoberta o tornou um grande latifundiário de terras de grilagem da União. O Canal

do Major passou a ficar nascendo em terra do senhor Otávio. Assim ficou por vários anos, até que um dia foi solucionado ligando o mesmo a um canal que iria desaguar no nascente do canal das Flechas e construíram uma comporta. Sua Excelência, talvez, constrangido com sua condição de grileiro devido à posse de terras da União, decidiu vender por uma boa quantia as duas ilhas, hoje uma fazenda. Um dia natureza cobra pelas suas consequências danosas. A resposta veio rápida. Foi de uma exatidão perfeita. A fazenda do senhor Demerval ficou totalmente integrada às águas da lagoa, ou seja, fundo da lagoa não tendo nenhum vestígio que possa caracterizá-la. Com a formação do complexo Barra do Furado ou “Porto das Tartarugas”, apelido local devido a lentidão das obras, é preciso ter uma prevenção enorme na elaboração técnica para que não deixem fluir este manancial que está entre os maiores do país. A lagoa é um ecossistema rico na fauna com grande variedade de peixes e aves de vários tipos como marrecas, patos selvagens, garças, corujas e quero-quero, os animais são lontras, capivaras, estes praticam acasalamento uma forma de perpetuação das espécies. A pesca é muito diversa, poderia

ser uma atividade incrementada pela gestão municipal como programas de geração de renda. Mas esta administração já é conhecida pela inércia e a incapacidade. Ao invés de criar um Polo turístico em Quissamã, aproveitando o potencial, promovendo eventos aquáticos para maior divulgação de nossas belezas naturais, fica inventando projetos mirabolantes sem nenhuma condição de concretizá-los, como é o caso do Aeródromo, acabando com a tranquilidade de 65 proprietários rurais do município. Fico sentado à margem da lagoa apreciando o por do sol. A uma pequena distância avistamos um pé de figueira onde ouvimos um canário da terra cantando e um sabiá a gorjear, formando uma sinfonia ícone deste ambiente. A tarde cai calma e serena com o sol baixando pouco a pouco, deixando as nuvens avermelhadas, onde se recolhe e a noite toma o seu lugar com uma lua cheia com seus raios prateados refletindo no espelho noturno das águas, que batem lentamente na terra, criando um espetáculo de rara beleza. Vice-presidente Associação P.P. de São Miguel do Furado e Flexeiros, na cidade de Quissamã.

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