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Pato Selvagem 01

R$ 2,90 // ANO 1 // ABRIL 2013

WUDANG // ELLORA // ZION // HOLI


ÍNDICE

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05 // HOLI

06 // ZION

08 // WUDANG

16 // ELLORA

24 // PRÓXIMA PARADA

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Pato Selvagem A Revista Pato Selvagem trás, de forma intuitiva e irreverente, um conteúdo que não é explorado em todo o seu potencial no cenário brasileiro: viagens a lugares pouco conhecidos; exóticos e selvagens. O interesse é tentar atingir o maior número de jovens e adultos interessados em aventuras novas nas maiores obras da natureza e do homem através de uma publicação bimestral. A coleção de imagens é feita a dedo e tratada com a máxima atenção, afim de proporcionar a melhor experiência possível ao leitor. Você verá dados de sentido histórico e cultural, além de dicas imperdíveis ao que fazer em cada lugar diferente. Siga em frente e prepare-se para a viagem.

EDITOR-CHEFE

Vitor Ussui

DIRETOR DE FOTOGRAFIA

Vitor Ussui Amaterasu

DIRETOR DE CONTEÚDO

Vitor Ussui Vishnu

REDATOR-CHEFE

AUXILIARES

Gabriel Stocco Daniel Linhares Gilgamesh

INSPIRAÇÃO

Rob Van Hoesel Het Echte Werk Neo Neo Forma & Co

Vitor Ussui, Editor-chefe COLABORAÇÃO

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Vitor Ussui Gautama Buddha

Henry Rollins Keith Morris Patrick Flynn Steven Morrisey Miyamoto Musashi


JAIPUR, ÍNDIA

FESTIVAL

HOLI

H

oli (originado do demônio-mulher Holika) ou Festival das Cores é um festival realizado principalmente na Índia todos os anos entre fevereiro e março, que comemora as cores da primavera, dando adeus ao inverno. Neste dia, as pessoas atiram tintas das mais diversas cores umas às outras, com muita bebida, comida e música. Essa brincadeira começa quando crianças atiram as tintas aos pais e irmãos. O festival ocorre em vários países: Índia, Suriname, Guiana, Trindade, Reino Unido, Ilhas Fiji e Nepal e as pessoas se comprimentam dizendo “Holi Hai”. Foguei-

ras são acesas na véspera em memória de Prahlad, um fiel devoto do deus hindu Vishnu que conseguiu sobreviver à uma fogueira sob uma tentativa de assassinato de Holika, sua irmã. Assim, a ideia é celebrar a vitória do bem sobre o mal e o triunfo da devoção. Visitar Jaipur, o principal local da festa, trás paz, harmonia e muita diversão acompanhada de de cores.

Corantes coloridos em pó são preparados especificamente para o festival

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SPRINGDALE, EUA

PARQUE NACIONAL DE

ZION S

iga os caminhos onde antigos nativos caminharam. Admire os imensos penhascos de arenito em creme, rosa e vermelho que planam em um brilhante céu azul. Desafie a sua coragem em um estreito desfiladeiro. As fauna e flora únicas de Zion vão lhe encantar enquanto você se maravilha com a rica história e aproveita as excitantes aventuras do presente. O parque possui aproximadamente 593 km² de área, 24 km de extensão e pode chegar a 800 m de altura. Localizada na junção do Grande Basin e o Deserto de Mojave, a geografia única e a variedade de zonas de proteção proporciona a existência de 289

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espécies de pássaros, 75 mamíferos (incluindo 19 espécies de morcegos), 32 répteis e inúmeras espécies de plantas que habitam as suas três zonas de vivência: desertos, ribeirinhos e florestas. A formação geológica do local data de 250 milhões de anos, quando a área ainda estava coberta por um mar raso; sobre ele, dunas de areia se espalhavam pela região, fazendo parte do possivelmente maior deserto do mundo na época. Atividades humanas existem dentre as bordas do parque desde 6.000 A.C., sobrevivendo a partir da caça de uma variedade de pequenos e médios animais e da plantação e da colheita de inúmeras plan-


Interior de uma caverna dentro do parque

tas e sementes. Os humanos de lá colecionavam e fabricavam diversos objetos, desde aqueles decorativos até outros como arcos e flechas. A cultura das tribos, há muito extintas, era extremamente rica.

O QUE FAZER É possível acampar, fazer programas de caminhadas com guias e ainda se aventurar com bicicletas e botes pelos rios; existe um local de recreação para as crianças e ainda lugares específicos para caminhadas com animais de estimação.

Mas para quem acha que as belezas do parque só podem ser aproveitadas durante as épocas menos frias do ano, é também recomendável que os visitantes venham durante o inverno, que atinge o parque com leves camadas de neve. É recomendável, entretanto, que os visitantes estejam preparados para mudança de planos durante as longas caminhadas, já que o clima pode variar rapidamente. Ainda assim, a oportunidade de ver cachoeiras congeladas e cristais brilhantes é imperdível. Nessa época, a única atividade não recomendada é a caminhada pelos cânions, que recebem camadas maiores de neve e paredes de pedra congeladas.

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DANJIANGKOU, CHINA

MONTA

WU 8


ANHAS

UDANG 9


T

ambém conhecidas como Wu Tang Shan ou simplesmente Wudang, as Montanhas Wudang estão localizadas ao noroeste da Província de Hubei, China e representam uma das maiores realizações artísticas e arquitetônicas de toda a história chinesa. O pico mais alto é registrado com 1612 m, mas dentre toda a região de Wudangshan existe um número maior. Em um pequeno grupo de picos encontram-se templos taoístas, onde a filosofia nasceu. As suas fortalezas são conhecidas por terem sido um centro acadêmio para a prática diária de meditação, artes marciais chinesas, medicina tradicional e agricultura; na época, apenas monges habitavam o local. Os primeiros homens chegaram por volta de 220 A.C.; primeiro templo foi contruído durante a Dinastia Tang (618-907). Alguns prédios taoístas são do século VII e a maior parte do complexo foi construída durante a Dinastia Ming (séculos XIVXVII). Foram necessários 400 oficiais co-

Foram necessários 20 mil homens para construir mais de cem prédios e cem pontes em 12 anos

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mandando 20 mil homens para construir nove palácios, nove templos, 36 monastérios, 72 templos de penhascos e mais de cem pontes de pedra em 12 anos. Em 1416 mais de 3 mil prisioneiros foram mandados para a região afim de gerar provisões aos monges. Alguns dos monastérios foram danificados durante a Revolução Cultural de 1966-1976, mas as Montanhas Wudang tem ganhado mais atenção de turistas chineses e internacionais devido ao cenário atípico e à história. Em 1994 a UNESCO deu às construções o título de Patrimônio Mundial. Em 2008 o terceiro Festival Tradicional de Wushu (artes marciais chinesas) bianual ocorreu nas Montanhas Wudang.


Vista frontal de um dos palรกcios de Wudang

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Wudang já foi um centro acadêmio para a prática diária de meditação, artes marciais, medicina tradicional e agricultura.

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O QUE FAZER

Detalhes ornamentais de um prédio em Wudang

A China urbana é conhecida pela poluição, pela infinidade de pessoas, pelo barulho e pelos seus inúmeros e altos arranhacéus. Chegando em Wudang, você vai encontrar um lugar remoto e tranquilo, cheio de paisagens e vistas inacreditáveis com dezenas de construções; além de tudo, ainda existem praticantes de Tai Chi e Kung Fu dentre os complexos da montanha. É possível subir até o topo através da gôndola, mas para aproveitar melhor o passeio é recomendável fazer a caminhada pelas escadarias. Fica o aviso, porém, que muito fôlego e água são exigidos, uma vez que a distância é longa e as escadas são íngremes e, às vezes, escorregadias e irregulares.

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Vista lateral da montanha

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AURANGABAD, ÍNDIA

GRUTAS DE

ELLORA

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U

m típico cenário de filme do grande arqueólogo e aventureiro Indiana Jones; é isso que você vai encontrar em Ellora, um dos mais excêntricos e monumentais conjuntos de cavernas e templos já conhecidos pelo homem. São 34 estruturas – 12 budistas, 17 hindus e 5 janaístas – escavadas a partir das colinas de Charanandri, na cidade de Aurangabad, Índia, demonstrando harmonia entre as três maiores religiões originadas no país. Elas foram construídas entre os séculos V e VII, dentre as quais as hindus são as mais antigas. A maior parte dessas estruturas é feita de monastérios largos que continham cômodos como os de estar, para dormir e cozinhas. Algumas contém santuários com esculturas de Gautama Buddha e santos e foram produzidas de forma a deixar a pedra com aparência de madeira. Algumas cavernas chegam a ter três andares. A de número 16, conhecida como Kailasa ou Kailasanatha, é considerada a obra central de Ellora; ela foi feita a partir de uma única rocha para remeter ao Monte Kailash, onde vivia Shiva (um deus que participa da trinidade hindu, também conhecido como “Destruidor” ou “Transformador”), cobre uma área equivalente ao dobro do Partenon em Atenas. Essa peça sozinha levou cerca de cem anos e mais de 200 mil toneladas de pedra removidas para ser terminada.

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O QUE FAZER É possível levar mais de um dia ao se maravilhar com os detalhes extremos de todas as construções religiosas do local. Toda uma cultura antiga está presente aqui e algumas inscrições marcam a passagem de diversos conquistadores e exploradores pelo local através dos séculos. Traga muita água, algumas barras de cereais e um guia para entender toda a beleza por trás desse paraíso arquitetônico. É recomendável, entretando, não vir durante o pleno verão, pois as altas temperaturas, somadas ao ambiente, podem causar um certo desconforto. Ainda assim, a região é repleta de hotéis e restaurantes dos mais variados tipos para atender uma crescente demanda turística.


Interior de uma das grutas budistas, com uma estรกtua de Gautama Buddha

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Vista exterior de uma gruta em Ellora

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Vista externa de uma gruta hindu

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PRÓXIMA PARADA Uma galeria com cinco dos lugares mais exóticos do planeta


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Torres de Paine, Chile


Castelo de Neuschwanstein, Alemanha

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TĂşneis Thurston, HavaĂ­

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Plitvice, Croรกcia

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Maior estĂĄtua de Buda no mundo; Leshan, Ă?ndia

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A Revista Pato Selvagem foi redigida, editada e publicada por Vitor Ussui, estudade de Design Gráfico de 20 anos que vive em Curitiba, Brasil. É escritor, músico, tatuador, astronauta e jogador profissional de chateca; faz de tudo nada e de nada tudo. Tem vontade de viajar, conhecer, refletir e viver, mas passa o seu tempo lendo, ouvindo Post-Rock, praticando Kung Fu, reclamando da vida e procrastinando. Agradecimentos especiais ao

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Restaurante Força Vital, mais conhecido como Vegê, pelos melhores almoços da história; à professora Cláudia Bordin pelo dinamismo e boas ideias para projetos gráficos digitais; aos colegas de sala pela bagunça constante, ao Pianos Become The Teeth e ao Barrow pelas letras e melodias brilhantes e, especialmente, ao George Lucas e ao J. R. R. Tolkien por trazerem mais sentido e alegria à minha vida.


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Revista Pato Selvagem 01 v2  

Revista voltada para viagens exóticas a lugares pouco conhecidos. Conteúdo intuitivo e imagens incríveis.

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