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Tribuna Portuguesa Celebrar Portugal 2 a QUINZENA DE JUNHO DE 2018

Ano XXXVIII - No. 1272 Modesto, California | $2.00 / $45.00 Anual

QUINZENÁRIO INDEPENDENTE AO SERVIÇO DAS COMUNIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA • WWW.PORTUGUESETRIBUNE.COM

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SANTA CLARA 122 Anos S.E.S.

100 Anos

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STOCKTON C.P.S.C. 121 Anos

14-15

.E.S. 18-21 T.D

TULA 99 A RE no

SOPAS MVPA 33-35 AWARDS

Sugestões Junho 13/14 - CPAC Summit em Sacramento Junho 13 - Inauguração da Praça de Cascais em Sausalito Junho 14 - Primeiro Ministro em Sacramento Junho 16 - Festa de Hayward Junho 24 - Festa de Atwater e IES de San José

LAEF GRANTS DIA DE PORTUGAL

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EDITORIAL

15 de Junho de 2018

Seja Benvindo, António Costa ! UMA VISITA DE NEGÓCIS À CALIFORNIA FAZ SENTIDO

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Welcome, António Costa! A Business Trip to California Makes Sense uando esta edição chegar a vossas casas, já terá terminado a visita do Primeiro Ministro António Costa à Califórnia.

Na nossa edição de 15 de Março último, na manchete lia-se: “António Costa: Não Venha à Califórnia!” E porquê? Como Marcelo Rebelo de Sousa não poderia deslocar-se cá, estaria o Primeiro Ministro disponível. Mas vir passar apenas um dia (como estava anunciada a visita do Presidente da República) não resolvia nada nem no campo empresarial nem nos assuntos comunitários. O Primeiro Ministro acaba por se deslocar cá durante quatro dias acompanhado dos ministros da Ciência e da Economia visitando empresas como a Google, Cisco, Amyris (empresa presidida pelo luso-americano John Melo) e a Corticeira Amorim (com fábrica em Napa) assim como a Hoover Institution da Universidade de Stanford para uma intervenção sobre investimentos em Portugal e no Silicon Valley Bank para falar sobre tecnologia e empreendedorismo em Portugal. Nas diversas paragens, haverá “pitches” dos ministros e do presidente do AICEP. Como a Califór-

nia é a quinta maior economia mundial e Portugal está na “moda”, esta é uma grande oportunidade para se falar de investimentos. E nisso, felicitamos o Primeiro Ministro pela iniciativa e visita. No dia 11 de junho à tarde, o Primeiro Ministro chega ao Aeroporto Internacional Norman Mineta em San José para se deslocar imediatamente ao Centro de Convenções de Santa Clara para ser recebido pelo Conselho Consultivo do Consulado de Portugal em San Francisco para um jantar com a comunidade portuguesa. Nesse jantar e “de cá” apenas está previsto falar a Cônsul Geral Maria João Lopes-Cardoso. Ora, somos uma comunidade de séculos nesta costa do Pacífico e há anos que temos realçado os grandes problemas dos serviços prestados pelo Consulado que há dois anos o Secretário de Estado das Comunidades José Luis Carneiro — que se encontra na comitiva do Primeiro Ministro — prometeu tentar resolver. Até hoje, pouco ou nada se fez. Teria sido uma outra grande oportunidade para junto com a comunidade se resolver os maus serviços que Portugal presta aos seus cidadãos e luso-descendentes residentes nos treze Estados do oeste norteamericano sob a alçada do Consulado de Portugal em San Francisco. Nisso esta visita deixa muito a desejar.

When this edition reaches your homes, Prime Minister António Costa’s visit to California will be over. In our March 15th issue, the headline read: “António Costa: Do not Come to California!” And why? Since Marcelo Rebelo de Sousa could not visit as previously announced, the Prime Minister would be available to visit California. But coming to spend only one day (as it was announced for the Presidential visit) does not resolve anything in business or community affairs. The Prime Minister decided to travel for four days accompanied by the Ministers of Science and the Economy, to visit companies like Google, Cisco, Amyris (company headed by Portuguese-American John Melo) and Corticeira Amorim (a Portuguese company with a factory in Napa) as well as the Hoover Institution at Stanford University for an investment talk about Portugal and Silicon Valley Bank to talk about technology and entrepreneurship in Portugal. At various stops, there will be pitches from the ministers and the president of AICEP (Portugal’s independent public entity for foreign investment). Since California is now the fifth largest economy in the world and Portugal is in vogue, this is a great opportunity to talk about investments. And for that, we congratulate the Prime Minister on his initiative and visit.

Conversa hipotética

L

embro-me que há muitos anos adorava ler na imprensa portuguesa conversas entre pessoas públicas que nunca existiam. Tudo fruto da imaginação do autor. Recordei-me disso quando comecei esta ideia de transcrever uma conversa hipotética, que é baseada na realidade e com factos concretos e correctos. "Meu caro Sec, diga-me uma coisa. Como está a relação entre o Consulado de San Francisco e a Comunidade Portuguesa? Meu caro PM, o Consulado tem tido graves problemas por váriadíssimas razões não tem empregados para satisfazer as necessidades. Portugal nunca compreendeu que não se pode pagar a um funcionário consular em San Francisco, uma das cidades mais caras da America, como se paga a um funcionário em Setubal. É um problema muito antigo, mas agora está muito pior. Segundo, a localização não é adequada em relação à Comunidade. O primeiro Cônsul veio para San Francisco em 1864,

repito 1864, porque havia alguns portugueses que moravam nessa cidade e em Oakland. Desde o primeiro terço do século passado que não há portugueses em San Francisco e muitos poucos em Oakland. A California é maior que Portugal quase 5 vezes, por isso deve compreender que esta localização não é do interesse de ninguém. Devido à falta de pessoal, o Consulado não aceita telefonemas, só emails, mas a população mais idosa não tem internet. As visitas consulares que foram muito bem recebidas pela Comunidade decresceram em cerca ou mais de 60% por falta de pessoal que se possa deslocar a várias cidades desse Estado. Como vê, Portugal não é muito bem visto pela Comunidade na parte política da questão. Nenhum governo desde a primeira Republica prestou atenção às necessidades desta Comunidade. Os Cônsules têm feito o seu melhor, mas Portugal nunca os ajudou. O Consulado fica na zona mais chique de San Francisco e como tal não tem estacionamento e é uma zona muito controlada e não de fácil acesso. Mesmo com as melhorias no Consulado, continua o mesmo sem possibilidade de receber

On the afternoon of June 11, the Prime Minister arrives at San José Norman Mineta International Airport immediately traveling to the Santa Clara Convention Center to be received by the Advisory Council of the Consulate of Portugal in San Francisco for a dinner with the Portuguese community. At this dinner, only Consul General Maria João Lopes-Cardoso is scheduled to speak from the “locals.” We have been a community here for centuries along the Pacific Coast and for years we have highlighted the great problems of the services provided by the Consulate, which two years ago Secretary of State for the Portuguese Communities José Luis Carneiro — who is traveling with the Prime Minister — promised to try to solve. To this day, little or nothing has been done. It would have been another great opportunity together with the community to solve the poor services that Portugal provides its citizens and Portuguese-descendants residing in the thirteen states of the western United States under the authority of the Consulate of Portugal in San Francisco. In this, the visit leaves much to be desired.

miguel ávila miguelavila@tribunaportuguesa.com

Crónicas do Perrexil J.B. Castro Avila

pessoas que depois de 3, 4 ou 5 horas de viagem precisam de usar os sanitários. E todo esta falta de apoio de Portugal criou um vazio na comunidade que nunca se importou de se inscrever nele. Existem cerca de 400 mil portugueses e sómente uns mil é que estão inscritos no Consulado. Como vê, há um divórcio muito antigo que tem sido esquecido por todos os Ministros dos Negócios Estrangeiros que nunca fizeram nada pela California. O edificio é antigo e tem tido muitos problemas estruturais de "velhice" e por azar quando Portugal enviou um ou dois arquitectos para se alterar um tanto a estrutura do Consulado, aconteceu que o preço era proibitivo além de Portugal estar a ser intervencionado pela Troika e não haver dinheiro. Melhorou-se um pouco o ambiente dos trabalhadores mas o grande problema persiste. Localização e falta de empregados. Querer pagar-se 1600 euros numa cidade como San Francisco e mesmo nos arredores é pedir o impossível. A localização do edifício faz com que ele, mesmo velho, possa valer uns bons milhões de dólares, para o deitar abaixo e construir um novo de raíz para algum

ricaço empresário. Milhões não faltam nesta terra quando se quer viver em zonas super de uma cidade turística como San Francisco. Politicamente San Francisco não tem valor nenhum. Alguns Cônsules defendiam a estadia em San Francisco por haver outros Consulados lá. O que é que nos interessa o Consulado da Guatemala, do Brasil, do Paraguai e outros países? Só mesmo para as festinhas anuais comemorativas do dia de Independência desses Países com alguns comes e bebes. Ou então, como aquele antigo Cônsul que nunca visitava a Comunidade, mas adorava andar à Vela nos barcos dos seus amigos americanos. Deveria interessar a Portugal e ao Consulado saber satisfazer uma Comunidade que hoje em dia está muito divorciada de Portugal por todas estas razões. Mesmo assim até parece que os emigrantes se tornam mais portugueses por se sentirem desamparados pelos políticos como nós. E é melhor parar por aqui, meu caro PM."

Year XXXVIII, Number 1272 June 15th, 2018


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15 de Junho de 2018

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Correction: Breana Marie Vargas & Brittni Ann Vargas Our apologies for a typo identifying Brittni and Breana Vargas in our last edition. The caption should have read “(right)” instead of “(left)”. Once again our congratulations to Breana and Brittni for graduating with their respective Master degrees and moving forward to pursue their doctorates (MD and JD respectively).

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ULTIMA HORA A PFSA - Portuguese Fraternal Society of America acaba de anunciar os premiados com: Fraternalisty of the Year - Oscar A. Drumonde Youth Fraternalist of the Year - Alexa L. Rast Portuguese Community Service Award Joseph Franf Machado Tribuna Portuguesa congratula todos eles.


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Sociedad e d o Espírito Santo

Comunidade

15 de Junho de 2018

Santa Clara 122 ANOS

122 Anos de Festa é algo que ninguém pode esquecer. Recuar a esses anos e tentar compreender como era que a nossa gente se movimentava no hoje chamado Silicon Valley é um exercício mental que devemos fazer. Gentes da nossa gente eram assim. De 13 de Maio até 25 rezou-se o Terços na Capela da SES., Sábado, 26 de Maio e pelas 4 horas, actuações de diversos grupos folclóricos. Pelas 6 horas procedeu-se à entrega das Esmolas. Houve apresentação de Rainhas e Oficiais, seguindo-se baile com Gilberto Amaral. Domingo, dia 27 de Maio, Coroação até à Igreja de St. Claire, e no regresso serviram-se as Sopas e Carne. Durante a tarde houve Concertos de Filarmónicas e leilões. Presidente - Lina e Joe Souto; Vice Presidente - Geraldo e Fátima Costa; Secretária Sandra e Vincent Malit; Tesoureira Linda e Rui Avila; Tesoureiro Assistente - Michael e RoseMarie Castro; Marshal pro-term: Diane e Anthony Ortiz; Past President Henriqueta Silveira; Rainhas Grande - Isabel Hopkins, aias Desiree Duran e Genevieve Duran. Rainha Pequena - Katelyn Costa, aias Emma Gonzalez e Filomena da Silva.

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Rainha Grande Isabel Hopkins e aias Desiree Duran e Genevieve Duran

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Rainha Pequena Katelyn Costa, aias Emma Gonzalez e Filomena da Silva

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S.E.S. 8 J A N. 1

Fotos de Mareloy B. Cepeda


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A CLARA T AN

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Rainha Isabel Hopkins e Presidente Lina Souto

8 J A N. 1

Presidente Lina Souto

Comunidade

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English Section

15 de Junho de 2018

In his own words, Rev. António Silveira as he celebrates the 5th anniversary of his Ordination:

“Margie was my best professor attesting that it’s worth forgiving and only unconditional love gives us true happiness”

I visited Margie’s tomb, took her roses and said to myself: ‘Here lies a saint!’ And, as a priest, I’m far from being what my parishioner Mai Phan once told me ‘You are holy, Father!’. It was 5 years ago that I celebrated my First Mass, and I recall my sermon on June 2nd, 2013 that began like this: ‘This is the first sermon of a priest who has lived over half a century and in an almost centennial church, two reasons for the bells to ring in joy and hope.’ In an interview to a Portuguese TV show, by Carlos Goulart, many years ago, about my role as a Portuguese teacher, I said something that at the time may have not made sense. Margie was still healthy: ‘I haven’t lost hope of celebrating a Mass someday.’ And I did that 5 years ago! Sometimes things happen apparently for no reason, but they were part of God’s plans from the beginning.

As a child, I played Masses with kids my age, with hosts taken from the church sacristy. In our street lived an older lady, Ana do Goulart, who would give me the wine and a glass chalice to celebrate mass which she attended with devotion. It was in Latin! My dream of being a priest appeared when I was 7, a seed planted by Fr. António Filipe Madruga who visited our school and asked if I wanted to be a priest. In my heart he sowed the priestly vocation seed that for 55 years suffered many storms -from people, circumstances and situations -- but it was also and fortunately cherished by many who helped my dream become reality. I had to attend seminaries in three continents (Europe, Africa, and America) to reach the goal , but it was worth it. And if at 15 it bothered me Fr. Costa Freitas’ question, in Angra Seminary, ‘Do you intend to marry?’ today, half a century later, I thank God for that question. At

The Five Wounds Parish community recognized its Pastor, Rev. António Silveira, on the 5th anniversary of his ordination with a Mass of Thanksgiving and a reception at Cristo Rey High School gym on Saturday, June 2, 2018.

Photos: Emanuel Sousa

that time I answered ‘No,’ but see how God’s plans allowed me to get both Sacraments, Matrimony and Holy Order. My marriage to Margie was the best school where the obstacles proved us and were overcome with God’s help, and family and friends’ support. Margie was my best professor whose deeds attested that it is worth forgiving and the only unconditional love gives us true happiness. She didn’t know how to say ‘No’ and was always ready to help others, doing it for live, not to receive awards from this world. She knew what she did to others she did it to God, and that’s why she received from God’s hands the best reward, Heaven. And it was there that she, alongside my parents through whom I got the gift of life, looked at me 5 years ago, and looks again today, as she knows how important it was for me to realize my dream of being a priest. So I thank God for the woman He sent my way and who,

in the last months of her life, told me ‘You will still be a priest someday, a good one.’ Bishop Patrick [McGrath] told me, before Ordination: ‘God and Margie planned a conspiracy so you could walk the last path of your vocation.’ And so for five years, I’ve said Jesus’s words at His Last Supper, converting the bread and the wine into the Body and Blood of Christ, the Solemnity we celebrate today. I thank God for the gift of life; Margie for her unconditional love; my siblings, my educators, and friends for their support, but I also thank my enemies who, even unconsciously, taught me not to give up as to God nothing is impossible. As St. Paul says, ‘God chooses the weak to confuse the strong.’ The joy I embraced my priestly ministry with in 2013 has increased. It has been a privilege and a blessing, but without God’s help and the community support

I wouldn’t have succeeded. I recognize my limitations, but I also believe in St. Paul who reminds us that ‘It is in our weakness that we find our strength’ and the willingness to live for Christ and the neighbor. Thank you all for being part of my dream and priestly ministry, and for celebrating with me five years of Priesthood. "God bless you!”


15 de Junho de 2018

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Realizou-se este ano em San Pablo a 3 de Junho, o almoço da Luso-American Education Foundation para entrega de Bolsas de Estudo no valor de $91 mil dólares e entrega de vários reconhecimentos individuais e colectivos a pessoas que têm dado o seu melhor na nossa Comunidade. Dia de Portugal Individual Awardee - José Rodrigues Dia de Portugal Organization Awardee - Hilmar Unified High School District Wall of Fame Inductees - Nilza Bettencourt e Lino S. Amaral (veja freportagem fotográfica nas páginas 31 e 32)


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Opinião

15 de Junho de 2018

Água Viva

Apontamento

Filomena Rocha

Serafim Cunha

filomenarocha@sbcglobal.net

Por dentro das memórias

C

alifornia adentro, rasgando caminhos, subindo e descendo montes e vales, vislumbrando oliveiras que abanavam ao vento agreste e quente numa manhã ainda cinzenta, lá fomos até San Miguel, o Arcanjo da Missão do mesmo nome onde eu nunca tinha ido.

Fica longe! É sempre tudo muito longe, desde que saíamos de casa para ir a um determinado lugar, nesta California linda, abundante de terras arenosas, mas que cultivadas, de tudo dão em generosa abundância… Que o diga o deus Baco com vinhas plantadas em todas as encostas; algumas são ainda muito crianças, de plantação muito tenra e os pequenos Ranchos de cabras e ovelhas que ornamentam algumas pastagens, fazem deste lugar de Paso Robles, e de San Luis Obispo, uma paisagem bucólica interessante, com outras plantações agrícolas que servem de alimento diário aos habitantes deste lugar, uma Herança construída com trabalho e muito apego à terra. Apego à terra, é também, não só os que trabalham e cultivam o chão, mas os que nos representam como pessoas de bem, aquelas que partiram um dia com maior peso de lembranças do que roupas na mala. Lembranças que o tempo não apagou, graças a estas pessoas, quem no dizer popular possuem "memória de elefante”. Foi bom, ter viajado durante mais de duas horas de carro, para encontrar esta senhora da minha Ilha, Zélia Maria Dutra Rocha, com quem eu já tinha falado várias vezes pelo telefone, mas nunca pessoalmente nos tínhamos encontrado. Natural de Doze Ribeiras, Ilha Terceira, esta minha amiga, sabe mais da História da Ilha e de Portugal do que muitos historiadores! Com grande pena sua, deixou a Ilha que lhe foi berço, ainda muito jovem. Viúva precocemente, num tempo em que se falava da guerra, da fome e com um filho nos braços para criar a quem desejava um melhor futuro. O segundo casamento chegou e naquele tempo, o futuro chamava-se América. Estava porém, destinada a ser viúva e pela segunda vez a vida pregou-lhe outra partida. Mas, nunca teve medo. Nem do trabalho, nem de qualquer outro percalço que a vida lhe pusesse pela frente. Dois maridos e um casal de filhos, muito bons, deram o mote na sua vida para se dedicar ao que sempre teria gostado

de fazer, na terra-natal: estudar historia, pesquisar sobre a vida dos seus antepassados… Nem cedo, nem tarde! Reúne, compila, junta todos os recortes de jornais, fotografias, livros, cadernos, tudo o que sirva para a levar a onde quer saber os princípios e fins de cada pessoa, nem que tenha que ir fora do País, revolver terra, céu e mar… Actualmente, e desde há muitos anos, todo o seu tempo livre é dedicado à pesquisa e a prová-lo estão os enormes álbuns com recortes de jornais, os livros de história que compra, não faltando nas suas estantes colecções importantes de figuras como o Historiador Professor José Hermano Saraiva, com as suas palestras e programas na Televisão, entre muitos outros vultos das letras e Artes que continuam a seduzir o seu interesse e capacidade de continuar a pesquisar para saber mais. Impressiona como conhece toda a história da Família Toledo, vinda de Espanha para a Terceira, onde se radicou, dentro e fora da Ilha, de quem conheceu o seu primeiro marido, Francisco Toledo. Nenhum pormenor lhe escapa sobre esta família que viajou da Terceira para São Jorge, formando lugares e freguesias com o nome Toledo. Brasil foi outro dos destinos desta numerosa Familia. É difícil dizer aqui todo o valor referente a uma pessoa, que sem grande tempo de escolaridade e radicada longe da Pátria Portuguesa, tenha tanto conhecimento sobre o que fomos e somos na história dos nossos antepassados. Estar com a minha amiga Zélia, de 83 anos de idade, é não sentir o tempo passar, ainda que seja a falar do Passado. A sua energia é deveras contagiante, o seu interesse pelo conhecimento é constante que chega a fazer-me sentir quase deveras inútil. Como eu “ invejo” essa capacidade de interessar-se por tudo sem esmorecer, apesar da distância da Ilha, e a onde não pensa regressar mais. Houve tempo que sim, que pensou que um dia regressaria, mas agora não. Enquanto forem chegando jornais e revistas, enquanto os telefones funcionarem, o seu contacto com o mundo, o seu mundo pequeno e feliz é o suficiente. Com a presença dos filhos e netos sem sufoco, pois todos sabem que esta avó muito activa, do alto do outeiro, lindo lugar entre oliveiras e outras árvores de frutos, tem inspirações fora do comum para saber mais, sempre mais! Como lhe agradeço estas horas de encanto, e ao casal meu amigo, Dimas e Eva Ávila, a oportunidade de ir ao encontro do Saber, tão longe e tão perto! Só à beira do querer!

scunha98@aol.com

Educando sem educadores e educadores sem educandos

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ducar torna-se cada vez mais complexo independentemente do país, estado, cidade, ou vila em consequência da diversidade cultural, linguística, social e religiosa que as crianças e jovens presentemente trazem para a escola. Não é fácil dirigir uma aula com 20 ou 30 alunos quando alguns logo no primeiro dia exibem comportamento social negativo, não se focando na aprendizagem, necessitando de imediato métodos alternativos de ensino para os quais muitos docentes não foram preparados ou não têm assistência pedagógica apropriada. Todos os anos há escolas que começam as aulas com falta de docentes não especializados em áreas de ensino e aprendizagem (educação especial, conflitos escolares, sociais e racionais, cidadania etc.) que hoje são mais indispensáveis do que nunca, para satisfazerem os quadros requeridos para o ensino de alunos e alunas a todos os níveis. Como nem todos os anos escolares surgem novas teorias pedagógicas que possam exigir que os livros sejam revistos e reeditados, o que é dispendioso para o agregado familiar e para o sistema escolar, há países onde isso não acontece porque os educandos respeitam os livros escolares, sendo estes usados no ano seguinte por outros alunos(as). Anualmente a maioria dos governos dizem-nos que há docentes para todas as áreas académicas e técnicas, contudo, no dia da abertura faltam sempre professores e auxiliares, psicólogos e enfermeiros, chefes e ajudantes de cozinha, bem com os funcionários que mantêm a escola limpa e, nas últimas décadas, agentes de segurança em consequência do agravamento da violência escolar (bullying) e homicídios. Nem sempre na instrução/educação o aproveitamento cognitivo reflete o esforço do docente e o investimento governamental ou mesmo familiar, sendo uma grande preocupação para a sociedade. O desequilíbrio entre as classes sociais é cada vez mais marcante, o que leva com que os estudantes pro-

venientes de faixas sociais menos favorecidas tragam para a escola diversas lacunas básicas, o que em parte é compreensível por refletir a atual problemática socioeconómico. Como é reconhecido ordenados mínimos criam todo o tipo de limitações a uma família. As crianças e jovens não querem ser diferentes dos colegas quanto ao vestuário, computadores, telefones portáteis, sapatilhas/sneakers, etc. Inapropriadamente há jovens que recorrem ao furto, para não serem diferentes dos que têm tudo ou quase tudo. Num sistema escolar apoiado pelos encarregados-de-educação e a administração escolar, com uma equipa de docentes motivada, conhecedora do currículo/matéria, positivamente dedicada e treinada em métodos de ensino cooperativo inclusivo têm a probabilidade de obter resultados muito positivos independentemente da etnia, cultura, ou idioma que os educandos trazem de casa. É relevante o método comportamental colaborativo/cooperativo ensinado e (aceitação, respeito mútuo, etc.) exigido pelos docentes, o que facilita os objetivos educacionais previstos pelos docentes que usam o método cooperativo de ensino-aprendizagem. Depois da interação ser positiva na aula, o sucesso académico e social é atingível, já que todos os educandos se aceitam, entreajudam e se respeitam. O trabalho em grupo/equipa onde a interdependência positiva e a responsabilidade individual é desenvolvida e organizada por grupos heterogéneos (pares ou grupos de quatro alunas(os), o ensino e a aprendizagem torna-se mais fácil. Falar-se de docentes é tratar de um grupo profissional pouco respeitado pelo governo local, nacional e internacional. O número de greves tanto na América do Norte como na Europa confirma a falta de respeito para com os professores, bem como em muitos outros países no mundo onde se diz haver excesso de docentes. Em contrapartida nos países de expressão portuguesa em África há milhões de crianças e jovens, mas os docentes são poucos para satisfazer as necessidades mínimas. Como podem ser motivados os docentes se ensinam ano após ano sem serem recompensados pelo seu trabalho que é difícil, complexo, esgotante e mal pago. Professores que todos os anos mudam de escola, cidade, distritos, só com uma vontade inesgotável podem subsistir. Os mais lesados com as mudanças contínuas dos docentes são primeiramente os educandos, embora todo o agregado familiar acaba por ser afetado. Hoje em dia, mais do que nunca, as greves dos docentes são um acto comum na maioria dos países, por estes não serem equitativamente pagos como outros profissionais com aptidões académicas iguais ou até menores. É lamentável que se esqueça facilmente que foi uma ou um professor, que lhes deu a instrução e educação básica, sejam estes trabalhadores rurais ou industriais, engenheiros, médicos, ministros ou cientistas hoje reconhecidos mundialmente. Os docentes, titanicamente, lutam pela sua profissão, todos os anos e os sindicatos, embora muito politizados, sabem que sem diálogo e consenso nunca atingirão os objetivos desejados para o progresso e de-

senvolvimento das crianças e jovens que despontam para uma sociedade exigente, competitiva, digitalizada e estruturada globalmente.


Opinião

15 de Junho de 2018

Vou almoçar pra banda do meio dia

S Lisboa, 31 de Maio

ubia no elevador do Chão do Loureiro, quando levei com uma viola na cabeça. Foi ontem à tarde. Vinham um rapaz e uma rapariga, com uma viola enfiada num saco sintético, e eu empertiguei-me de imediato, receoso de que me tivessem rasgado uma orelha. Eles nem repararam. Até que começámos a subir, eu ainda sem saber como me indignar devidamente, e, ao ver a poeira dos vidros correr do lado de fora do elevador, a rapariga chegou a uma conclusão. “Olha, está a chover”, disse, num falar arrastado – e, durante os segundos que decorreu o resto da viagem, os dois esforçaram-se numa conversa desconexa sobre a necessidade de irem buscar uma criança à escola e a urgência de levarem uma idosa (pareceu-me) ao centro de saúde e outras responsabilidades que de repente lhes pesavam e não era seguro que pudessem dominar. Lembrei-me de tantos toxicodependentes que conheci ao longo da vida, os arrumadores e os colegas, os amigos e até os familiares. A verdade, percebo-o agora distintamente, é que não vinham todos do mesmo lugar. Mesmo que fosse possível agrupá-los, haveria sempre pelo menos dois tipos: os toxicodependentes vindos do tédio e os toxicodependentes vindos do

Um diário açoriano

www.joelneto.com desejo. Talvez fossem capazes das mesmas coisas. Num dia de ressaca, pode até acontecer que ambos filassem a carteira à mãe ou assaltassem uma velhota na rua (ou pior). A substância que os mantém sob influência é a mesma. Mas uns mergulharam na droga por puro diletantismo, talvez alguma revolta e sobretudo uma grande dose de desinteresse. Já outros tombaram aos pés da própria tarefa do viver, angustiados por não se sentirem à altura dela. Não são necessariamente mais simpáticos. Um toxicodependente vindo do desejo descamba facilmente para o moralismo, o que é pior ainda do que a adulação. Um toxicodependente vindo do desejo pode ser tão moralista e tão chato, na ânsia de se provar homem, que encontrar um toxicodependente vindo do tédio, entretido com as suas coisas de arrumar o próximo carro e acumular dinheiro suficiente para a dose e a pensão, chega a parecer um alívio. Mas é principalmente preguiça. Os diletantismo tem imensos méritos, mas não aqui. O desejo pode ser ainda mais avassalador e tenebroso do que ele. E o que nós sabemos, e por isso precisamos de dizer tantas vezes a nós próprios que não é assim, é que, mesmo não podendo ser o toxicodependente vindo do tédio, podíamos ser aquele que vem do desejo. Tenho de escrever mais sobre pessoas. Cada vez me apetece mais escrever sobre pessoas. A M., por exemplo. Levei-a a almoçar à Teresa, esta tarde. Que menina e que pessoa bonita está a M. Aos três anos disse-

-nos que queria ser bailarina e hoje, que tem 18, é bailarina. Entretanto, trabalhou como uma condenada, sofreu e superou lesões, triunfou em audições e ficou à porta de outras. A sua história é a da luta em defesa de um talento e de uma arte que, muitas vezes, já nem para as estreias mais auspiciosas consegue reunir 40 pessoas. E, contudo, a M. continua. Numa companhia, ganhava 70 euros por mês e fazia um monte de papéis. Noutra prometeram-lhe o ordenado mínimo, mas entretanto faltou o financiamento. Mesmo assim, aqui há uns tempos juntou-se a um colega e foi limpar o local onde ensaiam, para fazer uma surpresa ao director. Este mantém a companhia aberta porque a fundou com a falecida mulher. Mas também é um idealista, inimigo da procura de financiamento e da própria lei do mecenato, pelo que os dias estão contados. A M., essa, levanta os olhos para o futuro e sonha com um projecto para ajudar os jovens artistas e os sem-abrigo. Descreve-me a sua ideia e eu pergunto-lhe: “Que bonito, M. E de onde pensas poder tirar o teu rendimento?” E ela: “Se calhar terei de fazer outras coisas ao mesmo tempo...” É um tratado sobre os sonhos de infância, a M. Podia escrever-se um romance sobre a M. Ou sobre o N. Fez-me uma tatuagem, sugerido pela Rita, e, quando eu o vi, um homem grande e forte, com uma pose de durão e um olhar de menino, gostei logo dele. Naquele dia, contou-me da sua cadela. Vivia com ele desde cachorrinha e, agora, estava a morrer. Toda a vida dele

Festa do Espírito Santo

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gravitava em torno daquela cadela. As namoradas tinham passado, a cadela era sempre a mesma. Quando tinha de ir ao estrangeiro, a convenções ou concursos, esforçava-se por regressar o mais depressa possível. Entretanto, sabia que tinha de a mandar abater. O fim-de-semana seguinte seria o último. Iriam à praia. E, agora que nos reencontrávamos, tinha apenas uma certeza: não queria mais cães. Queria viajar. Queria progredir na carreira. Então, saímos para a praça, veio um pequeno cocker spaniel, pela trela de um rapaz, e o N. fez um brevíssimo instante de silêncio. Nem olhou para o bicho, mas eu senti que as pernas lhe tremiam. Podia escrever-se um romance também sobre o N., o homenzarrão que foge da memória da sua cadela. Como sobre a M. Como sobre aqueles dois toxicodependentes vitimados pelo desejo. Ou sobre este taxista povoado de ódio, em cujo táxi viajo a escrever mentalmente este texto, e que em dez minutos já insultou um tipo da Uber, um tipo dos tuk-tuks, a irmã que lhe telefonou a meio da viagem e o tipo da EMEL que não nos abriu a cancela depressa. Seria um thriller. As pessoas também têm isso: às vezes são thrillers. -------------------------------------http://www.facebook.com/neto.joel http://www.joelneto.com/ * alguns destes textos são originalmente publicados no “Diário de Notícias”

Memórias Judy Avila judyravila@gmail.com

empre que entramos na quadra festiva de Pentecostes, para nós, os Açoreanos que fomos embalados com as festas do Divino Espirito Santo, há qualquer coisa  que mexe connosco. Acho que muitos de nós sentimos cá dentro aquela fé viva no coração e na alma do tempo que éramos crianças e agora sendo adultos sentimo-nos mais renovados . Nesta época estamos sempre em contacto com os videos, as fotos das nossas famílias e amigos nos Açores e claro as nossas próprias festas aqui nos Estados Unidos que basta ouvir o Hino do  Espirito Santo ou as violas da nossas terra a acompanhar os festejos para sentirmos aquela alegria novamente no coração.

Ainda me recordo da primeira coroação que assisti; devia ter os meus três anos e meio quando fui convidada para levar o

Regresso a Casa Joel Neto

Belas Recordações

Na nossa ilha de São Jorge, e respectivamente na freguesia do Norte Pequeno, apesar de tal como o seu nome, ser sempre pequenina, sempre se celebrou a festa do Divino Espirito Santo com grandes festejos. Tenho as melhores recordações daqueles dias tāo felizes fazendo parte das coroações.

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espadim. Eu estava tão feliz porque já me sentia crescida a acompanhar as outras crianças no cortejo. Quando chegamos a igreja o cortejo subiu até ao altar e fomos para os nossos lugares. Foi aqui que me senti um bocado estranha ao ver o Sr. Padre muito perto de mim e toda aquela

confusão de pessoas a sentarem-se. Desato a chorar dizendo que me queria sentar ao lado da minha irmã Angelina, a qual estava a ajudar  a dirigir o cortejo. Quando me sentei ao lado da minha irma senti-me logo bem e então fiquei pronta para voltar a fazer parte da próxima coroação.  Celebrava-se o tempo Pascal (os seis domingos entre a Páscoa e  Pentecostes,) com as coroações, (as vezes ate duas coroações cada domingo) nas freguesias de Sao Jorge. Eu e as minhas irmãs éramos sempre convidadas para uma ou outra coroação, e sentia sempre um grande prazer qualquer que fosse a insígnia que levava. Coroar era apenas um sonho, pois isso  era para quem dava a coroação ou era mordomo da festa. Na nossa freguesia, falando dos anos  passados, havia pessoas ricas, que eram os mordomos dos gastos, (acho que eram

sete). Quando chegava a sua vez levavam a coroa para a sua casa no ano anterior para fazer a reza do terço durante todo o ano. Se havia algum imigrante de fora com promessa de dar o gasto, ou seja, pagar e dirigir a festa do Espirito Santo, então outra pessoa entrava de mordomo por esse ano a substituir o imigrante, e foi ai que o meu sonho se realizou. Em 1953 o meu tio Joāo mais a minha tia que viviam cá na California, foram os mordomos e convidaram-me para coroar no dia da festa do Espirito Santo. Eu tinha os meus onze anos e senti um orgulho  enorme. Recordo-me que a minha irmã Dora foi a menina do espadim.  Isto são recordações lindas que nos marcam para sempre.  As festas de Espirito Santo que se celebram correntemente no Norte Pequeno estão mesmo muito fortes. As pessoas novas tomam o encargo de mordomo(s) e tem ideias novas e diferentes que atraem muita gente a assistir estas bonitas tradições. Nós cá fora na California sentimos um grande orgulho pelo interesse da juventude em manter estas nossas tradições de tantos anos atras. E se nos pudemos ir a nossa terra natal nesta época do ano para participar ou ver as coroações destas lindas festas de Espirito Santo, ainda e melhor


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Opinião

15 de Junho de 2018

Portuguese Beyond Borders:

Inspiring language, culture, heart and community

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he writer Fernando Pessoa is known for his wonderful line: My homeland is the Portuguese language - a Minha pátria é a língua portuguesa. A language that, as we all know, is spoken in 8 countries in five continents and the gateway territory to China, Macau. The most spoken language in the Southern Hemisphere. The sixth most spoken in the world. It’s the fastest-growing European language in the globe behind English. But is also the language that each verb tense has six different endings; It’s heavily influenced by Arabic; Its longest word has 29 letters. Here it goes: anticonstitucionalíssimamente, which means “in a very unconstitutional way.” It is the longest non-technical word in the Portuguese language, with 29 letters in total. One more than English, YES! And it is the language of our lives or the lives of our forefathers. But most importantly it is a language with a bright future, globally and locally! Kuddos to the Luso-American Education Foundation for taking the leadership and building a true coalition with all segments of our community with the purpose of creating a strategic plan. A word of eternal gratitude to FLAD-Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, through President Vasco Rato for funding much of this project, for believing in our vison and for believing that the Portuguese-American community California can achieve greatness. Portuguese Beyond Borders: inspiring language, culture, heart and community, will move our community forward and will bridge today’s community with the future generations. Why a strategic plan? It certainly is a valid question. It unquestionably isn’t to give any one person, or anyone organization any sort of limelight or undeserved recognition as unfortunately and unjustly, in a very mean-spirited, has been put forth. This plan had the input of over 200 community members from northern to southern California. Portuguese Beyond Borders is, a much-needed roadmap, for the route that our presence in California must take, if we are to have a voice in this state, if our language and cultures, as set forth by immigrants and Americans of Portuguese ancestry is to have an encompassing future. As the introductory note of the plan states: The Portuguese language, literatures and cultures offer a unique and enriching learning experience for all Californian students. This Strategic Plan aims to achieve this goal and further contribute to the linguistic and culturally richness of California. It is time that we as a community organize and move forward. Building upon our experiences in California, on our cultural exchanges with many parts of the globe, as it is exemplified by the sphere in the Portuguese flag, a magnificent symbol that we all interpret as the intertwining of cultures, not some imperialistic, Eurocentric idea, as fundamentalist revisionists would like us to believe, we can certainly place our language and cultural identities, that include all other cultures and traditions of the Portuguese Speaking World, in the California mainstream. For even though the Portuguese speaking world is very different there are common themes that truly unite us. I’m reminded of what the Brazilian poet, Osvaldo Andrade, once wrote: When the

Reflexos do Dia-a-Dia Diniz Borges

d.borges@comcast.net Portuguese arrived, under a heavy and persistent rain, he dressed the Indian. What a pity! Had it been a sunny morning, the Indian would have undressed the Portuguese.” My friends, long gone are the days when immigrants such as my wife and I, coming to America at 10 and 12, educated in the California public schools, but with parents at home who didn’t speak English, insisted on teaching our children the Portuguese language, as their first language. Our eldest son, Steven, went to kindergarten as an English language learner, and Michael knew very little English. Both our boys, like many of your children or grandchildren spoke Portuguese daily until they

our desires change. What we believe- even what we are-is ever - changing. The world is change, which forever takes on new qualities. Recently I came across a flyer from Concordia Villages that sums up many of the reasons why one should learn Portuguese: Join a global trend, distinguish yourself, enhance your career, get into nature, make a difference, feel the rhythm, spice up your life, strength your vocabulary and cover more of the globe with two! Pairing Portuguese with Spanish will multiply your chances for success. For the opening of the Portuguese Language to Spanish Speakers will certainly have, as it has happened in many successful high school and college programs throughout California, an explosion in the teaching of our language and cultures and the perpetuation of the cultural legacy built by our forefathers. As quick personal anecdote: about 3 years ago my Portuguese 4/5 students, a class that as many of you know has a Folklore component, went to do a quick presentation at a PIQE graduation, a wonderful program to get parents involved in the school success of their children. Many of these parents were immigrants, and one young man, an immigrant from Mexico who works in our fields in the central valley came to me and in Spanish told me that he was the father of one of my students, who was there dancing Portuguese folklore. He then told me that he was the one that enticed his daughter to take Portuguese. I asked him why, to which he quickly replied: I told her, you

With Spanish, English and Portuguese you can go from Alaska to Argentina and speak with anyone were in their teens. Unfortunately, and according to the US census that isn’t the case in California. There are 400 thousand inhabitants of this state that identity themselves as Americans of Portuguese Ancestry, however according to the same census, only 31 thousand can still speak Portuguese. Portuguese Beyond Borders, unveiled at the California Portuguese-American Coalition Summit in Sacramento on June 13th, with the presence of Portuguese-American State Senator Henry Stern and Portuguese-American Assemblywoman Cecília Aguiar-Curry, along with community leaders, educators and cultural activists will be the paradigm shift that is required so we can perpetuate our cultural and linguistic presence in California through the educational process and the needed opening of the Portuguese language and cultures to all ethnicities that compose our most awesome multicultural state. The Portuguese Language and Cultures must not only be the homeland of Fernando Pessoa, but the language that all California school children, most certainly including our children and grandchildren, have the right to learn in their everyday school setting. This new standard will only be possible if, as the Portuguese Nobel in Literature José Saramago once wrote: As citizens, we all have an obligation to intervene and become involved - it's the citizen who changes things. Indeed, for although the Portuguese constitution is unequivocally clear in section 74, line i,: “assure that children of emigrants have access to the teaching of the Portuguese Language and Cultures”, we all know that we must be the carriers of our linguistic and cultural destiny in California. Our community, with our resources, our will, our labor, our creativity and our commitment can have a much larger impact than any speech, any visit or any gesture of good will from Portugal, or any other Portuguese Speaking country. This has been proven time after time. We are the future and we must shape it ourselves. The total involvement of a wide variance of community members, from students to parents, from community activists to directors, from teachers to business leaders, and having, from this moment forward, all our voices in unison, will most certainly guarantee a successful implementation of, yes, a very ambitious, but completely attainable trajectory for the Portuguese language and cultures in California. As we celebrate Luís Vaz de Camões, on this Dia de Portugal Luncheon, his words certainly echo our dreams and our vision for Portuguese Beyond Borders: Time changes, and

already speak Spanish, you are perfecting your English at school, now you can learn a third language. With Spanish, English and Portuguese you can go from Alaska to Argentina and speak with anyone. Indeed, it took a farm worker, with very little education from Mexico to remind me of why Portuguese is such a natural in California. We, Americans of Portuguese ancestry in California now have our very own strategic plan. We must stand up for it. With this plan of action in our hand we must take a seat at the table, and if those at the table won’t allow it, then let us build our own table, and place right next to theirs. As it has been said many times, and much more eloquently than I could ever say: people with dreams, become people with visions. Through Portuguese Without Borders, inspiring language, culture, heart and community, we can empower each other and carry out this noble vision of disseminating the presence of the Portuguese language and Cultures in California. Together we can build the bridge to the future. We are at a new threshold in the Portuguese Presence in California. A new sunrise is on the horizon. As we prepare for the future it really isn’t enough to talk about what we have done and what we want to do. We must act. Portuguese Beyond Borders is here. It is our time. Let’s cease the moment. As it has been said before: we must believe in it, and even then, it really isn’t enough just to simply believe in it. We must work very hard at it! Let us all work at it, together, Yes, together and Starting Now!

Falecimento

Dalberto G. Santos March 21, 1940 to June 7, 2018 Resident of San Jose, CA Dalberto G. Santos passed away on June 7, 2018. He was the devoted husband of Velma Santos, and loving father of Peter

(Rena Pompa) Santos and Paul (Laura) Santos. Brother of Julio Santos (deceased). He leaves many relatives in the United States, The Azores, mainland Portugal, and Brazil. Born on March 21, 1940, in Terceira, Azores to Joaquim and Conceição Gonçalves Santos, Dalberto was the younger of two children. In 1970, he immigrated to the United States with his wife Velma, and lived in San Jose, CA with multiple visits back to Portugal over the years.

Dalberto was known for his loving and cheerful disposition, always making light of any situation. He was a provider and mentor who cherished time with his friends and family. Dalberto loved his espresso coffee, watching his favorite soccer team, Sporting of Lisbon, listening to classical music, and working on various backyard projects. He was the type of person we all strive to become, and will be lovingly remembered forever. Friends and family are invited to attend a Rosary Service and Mass on Monday, June 18th starting at 7:00 PM at Five Wounds Parish, 1375 East Santa Clara Street, San Jose, CA 95116. Visitation will take place prior to Monday’s Mass at 6:00 PM. An additional visitation will take place the following day, June 19th, from 10:00 AM to 11:00 AM in the Drawing Room of the Oak Hill Funeral Home and Memorial Park, 300 Curtner Ave. San Jose, CA 95125. His graveside service will take place the same day promptly after visitation at 11:00 AM and continue until noon, with a reception to follow (specifics to be available day-of). In lieu of flowers, the family encourages contributions to Dalberto’s favorite charity, St. Jude Children’s Research Hospital. Tribuna Portuguesa envia sentidas condolências a toda a família.


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The First and Only Restaurant with a Michelin Star in San JosĂŠ

Executive Chef, David Costa Pastry Chef, Jessica Carreira

Accepting Reservations for Dinner

1614 Alum Rock Ave. San JosĂŠ, CA 408.926.9075 | www.adegarest.com

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Festa de Tulare - 99 anos Realizou-se em Tulare a sua 99° Festa em Louvor ao Espírito Santo, de 29 de Maio a 4 de Junho. Presidente - Mark e Sandra Nunes; Vice Presidente Matthew e Lisa Lawrence; Secretário Tony e Gail Nunes; Tesoureira Rosemary e Brian Caso. Na Segunda-feira 28 de Maio, abertura da "Tasca dos Três", Espera da Coroa, Terço e actuação do Grupo de Alunos de Português dos 4 Liceus de Tulare. Terça-feira, Leilão de gado, Briança/Pézinho com a participação da Filarmónica de Tulare com os cantadores João Rodrigues (Tulare), Adelino Toledo (Hilmar), Daniel da Luz (Tulare), Abel Raposo (Merced) e os tocadores Helder Toste, Rafael Ormonde, Michael Vieira e Joshua Avila. Quarta-feira-feira e depois do Terço houve distribuição

de Brindeiras (Rosquilhas), uma tradição da Ilha do Pico. Quinta-feira, depois do Terço, apresentação das Marchas de São João de criancas e adultos. Baile com DJ. Sexta-feira e depois do Terço, Corrida de Toiros na Praça do TDES. Cavaleiros Joe Correia, João Soller Garcia e Cláudia Almeida, Grupo de Forcados do Aposento de Turlock, Merced e Luso-Americanos. Toiros de Roberto Martins & Filhos. Abrilhantou a Corrida a Filarmónica de Tulare. A noite acabou em Baile com DJ. Sábado, Distribuição de 200 Esmolas, almoço dos criadores e benfeitores da festa, às 7 horas Terço e Coroação das Rainhas, baile com o Conjunto "562" e cantoria com José Plácido (Fall River), José Custódio (Fall River), Manuel dos Santos (Artesia), Adelino Toledo (Hilmar), João Rodrigues (Tulare). Tocadores Helder Toste, Rafael Or-

monde, Michael Vieira e Joshua Avila. Domingo, 3 de Junho, Apresentação das Bandeiras, Coroação até à Igreja, Missa celebrada pelo pastor da Igrega Rick Urizalqui, coadjuvado por Raul Marta. No regresso serviram-se as habituais Sopas e Carne. Actuação do Grupo Saudades do Bravo, Grande Marcha e baile com DJ. Segunda-feira, Vacada e Baile com DJ. Rainha Grande - Isabella Caso, aias Maddie Fernandes e Brianna Santos. Rainha Pequena - Victoria Caso, aias Karlie Monteiro e Briella Pedro. Veja reportagem fotográfica nas páginas 18,19,20,21.

Visita de Antóno Costa, Primeiro Ministro de Portugal Dia 11 de Junho, Segunda-feira 19h00 Chegada à Califórnia, Aeroporto Internacional de S. José “Norman Mineta” Jantar no Centro de Convenções de Santa Clara Palavras de boas-vindas pela Cônsul-Geral de Portugal em São Francisco Intervenção do Primeiro-Ministro Jantar com a Comunidade Portuguesa da Califórnia Início do espetáculo organizado pela Comunidade Portuguesa da Califórnia

Dia 12 de Junho, Terça-feira 09h15 Partida do Primeiro-Ministro e comitiva para a CISCO 09h50 Início da reunião entre o Primeiro-Ministro e o Vice-presidente da CISCO 11h20 Partida do Primeiro-Ministro e comitiva para Stanford Hoover Institution Local: Stanford Hoover Institution, 434 Galvez Mall, Stanford, CA 94305 12h00 Início do Mixer-Luncheon: “Portugal and the Innovation Leaders of Silicon Valley” Primeiro-Ministro introduz tema “Invest in Portugal” em TI, Energias Limpas e Ciências da Vida” (5m) Pitch pelo Presidente da AICEP (com P&R) de Portugal como destino de investimento de I&D para TIC, Energias Limpas e Ciências da Vida (foco biotecnologia) 13h30 Fim do almoço e partida para a Kleiner Perkins Caufield Byers (KPCB) 13h45 Chegada à KPCB e início da cerimónia de assinatura do contrato entre a AICEP e Amyris (em consorcio com a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, no Porto) Explicação do investimento da Amyris, John Melo Breve intervenção da Reitora da Universidade Católica, Isabel Capeloa Gil Assinatura do contrato 14h30 Partida do Primeiro-Ministro e comitiva para a Google Demonstração de novas tecnologias da Google Breve tour do Campus 16h45 Fim da visita à Google e partida do Primeiro-Ministro e comitiva para o Silicon Valley Bank Morada: 505 Howard Street, San Francisco, CA 94105 18h30 Chegada do Primeiro-Ministro e comitiva restrita ao Silicon Valley Bank 18h30 Início do networking-cocktail “Portugal, Europe’s West Coast” 19h00 Intervenções de: Diretora de Corporate do SVB, Tracy Isacke (10m) Senhor Primeiro-Ministro introduz tema tecnologia e empreendedorismo em Portugal hoje (5m) Apresentação pelo Ministro da Economia (com P&R) de Portugal como ecossistema empreendedorismo e criatividade e destino de investimento em I&D, para VC, CVC e scalesups para UE/EMEA 21h00 Jantar no “Uma Casa” com investigadores, académicos líderes de startups portugueses

Dia 14 de Junho, Quinta-feira 09h00 Proclamação do Dia de Portugal no Capitólio Estadual Intervenção na Câmara do Senado Presidente do Senado, Toni Atkins, apresenta o Primeiro-Ministro Intervenção do Primeiro-Ministro 09h15 Senador Anthony Cannella (R) apresenta a Resolução do Dia de Portugal e reconhece a presença dos CPAC (California Portuguese American Coalition) na galeria 09h30 Presidente da Assembleia, Anthony Rendon, apresenta o Senhor Primeiro-Ministro e convida o Membro da Assembleia, Rudy Salas, a reconhecer a presença dos convidados da CPAC presentes na galeria Receção da California Portuguese American Coalition 10h30 Encontro do Primeiro-Ministro com o Governador do Estado da Califórnia, Jerry Brown 11h30 Recepção “California and Portugal Clean Enery Crossroads” na Leland Stanford Mansion State Historic Park Intervenção do Secretário de Estado da Internacionalização Intervenção do CEO da Tenkiv, Zack Juhasz Intervenção do CEO da Principle Power, João Metelo 12h10 Encontro do Primeiro-Ministro com o Diretor da Calfire, Ken Pimlot

Dia 13 de Junho, Quarta-feira 11h00 Partida do Senhor Primeiro-Ministro e comitiva para Sausalito Senhor Primeiro-Ministro é convidado a cortar a fita que inaugura a “Praça de Cascais” com escudo nacional sobre rosa-dos-ventos de grande dimensão em calçada portuguesa Palavras de boas-vindas pelo Mayor de Sausalito Intervenção do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Cascais Intervenção do Senhor Primeiro-Ministro Almoço oferecido pelo Mayor de Sausalito em honra do Primeiro-Ministro 18h00 Visita à fábrica da Amorim em Napa Valley 18h05 Breve reunião explicativa sobre a operação da Corticeira Amorim nos EUA 18h15 Visita às instalações 18h30 Jantar “Californian look into agribusiness opportunities in Portugal” Intervenções de: Christophe Fouquet, CEO Amorim & Irmãos, incidindo sobre a campanha da APCOR nos EUA. Primeiro-Ministro, sobre a dinâmica do agronegócio em Portugal Pitch do Presidente AICEP (com P&R) de Portugal como destino de investimento em agronegócio, destacando indústria agro-alimentar e Alqueva

Cupão de Assinatura 23 SIM! Desejo ser assinante do Tribuna Portuguesa.

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edições por ano


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NĂŁo falte Ă s nossas festas tradicionais


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Festa do Clube Português Stockton 121 ANOS

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Fotos de Jorge Avila "Yaúca"

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FE S TA DO CLU

Mais uma festa com mais de 100 anos. Precisamente 121 anos. Chama-se Club Portuguese of Stockton, CA. No Sábado, dia 26 de Maio houve Rosário pelas 7 horas, jantar de Carne Guisada, Coroação das Rainhas, acabando a noite com Baile ao som do Richard Mello DJ Service. No Domingo, a Missa foi realizad no Stockton Ballroom. Depos da Missa celebrada pelo amigo da Festa, Eduino da Silveira, serviram-se Sopas e Carne, houve leilão e à tardinha novamente sopas foram servidas. Presidente - Anthony e Mercedes Vieira. Rainha Grande - Felicity Ramirez, aias Maria Beatriz Simões e Annamarie Goelz. Rainha Pequena - Isabella Ratto, aias Trinity Alvarado e Reilee Tyler.


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Anthony e Mercedes Vieira, Presidentes da Festa

Rainha Grande Felicity Ramirez, aias Maria B. SimĂľes e Annamarie Goelz

Rainha Pequena Isabella Rato, aias Trinity Alvarado e Reilee Tyler

Uma rectagurada de peso

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PortugueseHAmericans in the California Political World

Joe neves

Kings County Supervisor Born - March 29, 1958, in Hanford, California, and was the fourth-generation farming family that came to Kings County in 1913. Joe Neves was the third generation to attend Stratford Elementary School, second generation to graduate from Lemoore High School (Class of 1976), and the first generation to graduate college. He graduated from West Hills Community College, University of Phoenix and Brandman University. Joe is married to his wife Kathy. Work Experience - Family farming operation that included diversified farming, beef production, and trucking of agriculture commodities. Worked on family farm through high school and college until 1986 when he became manager of the Stratford Public Utilities District. Stratford is a special district serving the community’s needs of public works. Elected to the Kings County Board of Supervisors in 1994 and is continues to serve the people of Kings County. Hobbies - Barbecuing, announcing sports events and working with many groups in the community. Memberships - Stratford I.D.E.S. Hall, Stratford Chamber of Commerce, Lemoore Chamber of Commerce, Stratford Volunteer Fire Department,

Central California Claus Ambassadors (Founding member), Hanford Fraternal Hall Association, Kiwanis Club of Lemoore, Lemoore High School Freshman and JV Football, along with Varsity Baseball and Softball announcer, West Hills College Woman’s Basketball announcer, Kings County Cabrillo Club and Kings County Farm Bureau. Education and Certificates - master’s in business administration; State of California - Grade II - Water and Wastewater Treatment Operator; and Class-A Drivers License with all endorsements, with Motorcycle license. Awards - Alumnus of the Year - West Hills College; Lemoore FFA Honor Member; Tachi Tribe Award; Lemoore Athletic Event Staff; Lemoore High School Hall of Fame, Golden Apple Award from Kings County School Boards, King of BBQ-Kings District Fair; Lemoore Citizen of the Year, Lemoore City Community Service Award (2013) and Kiwanis “Member of the Year” - all shared with wife Kathy.

HHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH Published in the Tribuna Portuguesa as a public Service to our community with the collaboration of CPAC-California Portuguese-American Coalition, whose mission is to unite Portuguese-American elected officials and civic leaders to facilitate stronger collaboration in the advancement of the interests of the Portuguese-American community in California. CPAC is funded thanks to a partnership with FLAD and with community support.


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TULARE DIVINO ESPรRI Ler reportagem na pรกgina 12

Lisa e Matthew Lawrence, Vice Pres.

Mark e Sandra Nunes, Pres

2018 Rainha Grande Isabella Caso, aias Maddie Fernandes e Brianna Santos

Rainha de 2017 Skylar Matos, aias Madison Sousa e Savana Lourenรงo

Matthew e Lisa Lawrence, Mark e San


ITO SANTO 99 Anos 15 de Junho de 2018

de Festa Comunidade

Frank e Diane Fernandes; Denise Monteiro; Rosemary e Brian Caso; Mark e Crystal Pedro; Tony e Anna Santos

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Rainha Pequena Victoria Caso, aias Karlie Monteiro e Briella Pedro

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Rainha Pequena de 2017 Haylie Ferreira, aias Mckenna Ferreira e Kynsi Flore


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Anos de Festa 15 de Junho de 2018

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Troca de Coroas quer na Capela da TDES quer na Igreja


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Coroação do Presidente Mark e Sandra Nunes

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O regresso da Missa

Cantoria Kaitlyn Sales e João Martins do Conjunto "562"

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Festa do E.S. de Stevinson A Festa do Espírito Santo de Stevinson comemorou 100 anos. No dia 30 de Maio começaram as Recitações do Terço pelo sacerdore vindo dos Açores, Júlio Rocha. Na Quinta-feira, houve Comédia com o Grupo de Hilmar em Festa Viva. Sexta-feira, Cantoria com Carlos Maurício e Paulo Miranda (ambos de São Miguel), Lénio Parreira e António Azevedo (Hilmar),

José Ribeiro (Modesto) e Manuel dos Santos (Artesia), acompanhados por Gino Almeida, George Costa Jr., Tommy Vieira, Manuel Avila e Alan Pinheiro. Sábado, dia 2 de Junho, Bodo de Leite com o tradicional Pézinho, com os artista já mencionados. Incorporaram-se no bodo o Grupo Etnográfico Pérolas do Atlântico, Grupo Mar Bravo (ambos da Casa

100 ANOS

dos Açores de Hilmar), e 2 Grupos do Luso-American - Youth Council #18 de Gustine/Los Banos e Youth Council #27 de Merced. Houve arrematações de gado e almoço de carne guisada. Pelas 8 horas, Cantoria com os artistas já mencionados. Baile no Salão com o Conjunto "Sem Dúvida". Pelas 10 horas apresentação das Rainhas e Oficias deste centenária Festa. No

Domingio, Missa de Festa celebrada por Julio Rocha na Igreja de Santa Maria com o Coro do Santo Rosário de Hilmar. No regresso ao Salão, serviram-se as Sopas e Carne. À noite houve Baile com DJ Fisher e novamente apresentações. Segunda-feira, Corrida de toiros.. Ver cartel na Página 24.

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Laura e Albano Azevedo (VP), Fátima e Manuel Silva (Pres.), Tony e Melissa Azevedo (Secretária) e Manuela Avila ( Tesoureira)

Paulo Miranda e José Ribeiro

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Noite de Comédia

Julio Rocha, pregador da Festa. Natural da Agualva

Bodo de Leite

Fotos de John Freitas Photography


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I n c . 1918

Coroação da Rainha Pequena Miranda Dores

Coroação da Rainha Grande Taylor Drumonde

Rainha Pequena Miranda Dores, aias Audrey Dores e Janet Baptista

Rainha Grande Taylor Drumonde, aias Kristen Alves e Madyson da Rosa


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Tauromaquia

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Quarto Tércio José Avila

josebavila@gmail.com

Corrida Comemorativa dos 100 Anos da Festa de Stevinson

Paulo Ferreira

Uma corrida comemorativa de 100 anos de uma Festa do Espírito Santo é sempre para recordar. E todos se vão recordar desta corrida onde um jovem cavaleiro Colombiano - Jacob Botero, deu show com uma grande lide a um bom toiro da Ganadaria Açoriana. Os forcados, como sempre, são heróis da noite, pela aficion, pelo destemor em pegarem toiros sem serem castigados. A maioria dos toiros esqueceram-se da bravura em casa e também por não serem castigados, podem fazer muita diferença no seu comportamento durante a lide. Hoje em dia na California temos um tauromaquia diferente por razões de todos conhecida. Na próxima edição publicaremos fotos da Corrida realizada em Tulare, com 950 pessoas a pagarem o seu bilhete, o que é muito salutar. Aficion e responsabilidade paga-se. Borla é uma palavra feia que não ajuda a festa brava, nem sequer ajuda a praça.

Luís Filipe, Paulo Ferreira e David Sanchez

Jacob Botero e Tony Oliveira

Gary Rocha

Jacob Botero e João Azevedo Cavaleiros - Paulo Jorge Ferreira e Jacob Botero Forcados Amadores de Turlock e Merced Toiros - Joe Souza, Açoriana e Joe Alves/ José Silveira

Fotos de John Freitas Photography


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15 de Junho de 2018

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Cultura

15 de Junho de 2018

PAGINA DE ARTES E LETRAS DO TRIBUNA PORTUGUESA

Apenas Duas Palavras Diniz Borges

d.borges@comcast.net

Meridiano 28, de Joel neto, ou os Açores nas Rotas Transatlânticas Victor Rui Dores “E a Horta era o rosto ancorado da civilização! Era a mais alegre, a maior cidade pequena do mundo”. Pedro da Silveira, Horta: quase réquiem

C

avaleiro andante por amor à literatura, caçador furtivo de memórias e escritor em trânsito por várias linguagens, Joel Neto continua a surpreender e a surpreender-nos, ele que, persistente e incansável trabalhador da palavra, habita a palavra e é por ela habitado (na perspetiva de Heidegger). Move-lhe a vontade de desocultar o passado e iluminar o presente, pois que escrever sobre o passado será sempre uma proposta de futuro. Desta vez o seu cometimento literário tem por título Meridiano 28 (Cultura Editora, 2018), passados que foram três anos sobre o lançamento de Arquipélago (Marcador, 2015) e dois sobre a edição de A vida no Campo (Marcador, 2016). É sabido que não há literatura sem geografia. E não é escritor aquele que escreve certas coisas, mas aquele que escolheu dizê-las de um certo modo. Com 12 títulos já publicados e encetando um diálogo permanente com o tempo, Joel Neto continua a fixar a geografia humana, física e afetiva dos Açores, projetando-os em espaços universais. Agora, com Meridiano 28, o autor recria, através da ficção, a centralidade das ilhas São Miguel, Terceira, comespecial destaque para o Faial, dada a relevância do porto da Horta, num tempo em que esta cidade era um centro de telecomunicações à escala mundial. Utilizada como base naval durante as duas Guerras Mundiais, a Horta, cidade portuária, serviu de nó de amarração de Cabos Telegráficos Submarinos, entre 1893 e o primeiro quartel do século passado, e foi porto de acolhimento e descanso da marinhagem, local de reabastecimento de frotas, lugar de chegadas e partidas. A

sua baía serviu de plataforma à realização de experiências que então visavam alcançar avanços (pioneiros) na aviação. Seguiram-se voos regulares transatlânticos numa operação que se prolongou entre 1939 e 1945, com especial relevo para a amaragem dos vistosos hidroaviões Clippers da Pan American, que asseguravam ligações regulares entre a Europa e a América do Norte e que à Horta trouxeram modernidade e cosmopolitismo. Naquele que foi o primeiro aeroporto (marítimo) internacional dos Açores, desembarcaram famosos milionários, banqueiros, homens de negócios, estadistas, industriais, aristocratas, refugiados de guerra, músicos, cantores, estrelas de cinema… Joel Neto humaniza a Horta dessa época, dando-nos um notável e minucioso enquadramento histórico sobre a cidade, o seu quotidiano e a sua azáfama marítima, com especial enfoque para as vivências das comunidades inglesa e alemã que, apesar de inimigos da Guerra em curso (“lá longe”), coabitavam, no Faial, em inocente concórdia e estranha harmonia. E em paz se mantiveram durante mais 3 anos. Esse foi o tempo de uma Horta culta e ilustrada, que se habituou a ver centenas de navios mercantes e de guerra ancorados na sua baía, e a escutar o ronco das “fortalezas voadoras” (flying boats)… O tempo em que os telegrafistas discutiam, no Café Sport, no Internacional e no Volga, o que se passava na frente do conflito armado que pôs o mundo em convulsão. O tempo de banhistas em maillot nas praias de Santa Cruz e Porto Pim, dos piqueniques na Caldeira, dos disputados Jogos do Cabo, dos passeios ao Monte da Guia, dos garden parties e outras festas, dos bailes na Sociedade Amor da Pátria e no Fayal Sport, das notícias de “O Telégrafo”, da prática do tennis, do croquet, do bridge… Por via da influência estrangeiras, que alterou o ritmo pachorrento da comunidade faialense e animou a vida social integrando a elite local, a Horta modernizava-se, dando-se ares de jovem civilizada e cosmopolita… A ação de Meridiano 28 desvia-se para cidades como Nova Iorque e Porto Alegre,

Friburg o , Praga e Bristol. O centro da intriga deambula entre a Lisboa contemporânea e a Horta dos anos 40. A figura central do livro é o lisboeta José Filemon Marques, informático e fundador de “Palavra Profunda”, um portal de citações literárias. Na semana em que leva a cremar o seu tio, Hansi Abke, seu último familiar vivo, recebe a inesperada visita de um misterioso americano (“com aspecto de Morgan Freeman”), que pretende convencê-lo a investigar o passado do tio. Este fora um homem de errâncias pelo mundo, com um percurso que teve o seu epicentro na ilha do Faial dos anos 50, tendo crescido no ambiente da Horta acima referido. Segue-se uma demanda em torno do velho falecido, com o narrador a recorrer a sucessivas analepses, digo, cinematográficos flashbacks. Sempre com belíssima música a ecoar em fundo, todo o romance é uma viagem por alguns dos acontecimentos mais marcantes do século XX, nomeadamente a II Guerra Mundial e o seu impacto na ilha do Faial, dando disso conta os escritos de Hansi, transcritos em forma de diário (“Relatório de Observações”). Mais do que uma história que fala da possibilidade de um agente nazi ter-se escondido nos Açores consumada a derrota de Hitler, este é, acima de tudo, um livro sobre as relações humanas. Por exemplo, a bonita amizade que une Hansi a Roy; a grandeza que há no amor entre José Filemon e Alice; ou a bela e arrebatadora história de amor (inventada) entre Hansi e Kathryn. Escrito em bom vernáculo e com sóbria fluidez narrativa, mergulhando fundo no imaginário açoriano, Meridiano 28 organiza-se e articula-se em polifonia narrativa, sendo atravessado por uma vastíssima galeria de personagens (incluindo o cão Winston) que Joel Neto, com penetrante argúcia, vai modelando, dando-lhes consistência e fundura psicológica. Não fosse a literatura uma procura do sentido da vida e uma interrogação do homem no mundo. Há, na escrita deste autor, a aguda sensibilidade de uma imaginação criadora, capacidade narrativa, eficácia descritiva e uma indiscutível qualidade literária. Escritor da condição humana, solidário e fraterno, Joel é cada vez mais um escritor indispensável.

Duas Palavras

Precisamente no dia em que escrevo esta brevíssima nota, recebi pelo correio o novo livro de Joel Neto. Será a minha companhia durante os próximos dias. Estou com grande expetativa. Aliás, já aqui falamos várias vezes da capacidade criativa deste jovem escritor que é das vozes mais importantes das letras portuguesas, e certamente da literatura açoriana. Grato ao poeta Victor Rui Dores por esta magnífica recensão! Leiam-na, assim como aos comentários de vários leitores. Esperamos, que tal como aconteceu no passado o Joel venha à Califórnia para que os leitores da língua portuguesa possam ter a oportunidade de, mais uma vez, lerem um dos seus romances. Aliás, as visitas dos escritores açorianos à Califórnia têm sido muito poucas e há que apostar mais, muito mais nestes intercâmbios. A literatura e a criatividade açoriana precisam, voltar a fazer parte do quotidiano comunitário. Há um enorme trabalho a fazer nesse sentido. Abraços Diniz PS - a Maré Cheia acaba de saber do falecimento de Adelaide Freitas, poeta, escritora, ensaísta, politica e académica. Nas próximas edições publicaremos várias homenagens à Adelaide que sempre acarinhou esta página e as nossas comunidades. Que descanse em paz. Um grande abraço para o seu marido, o nosso ilustre colaborador e grande amigo de sempre, Vamberto Freitas.

Sobre o Meridiano 28 - várias vozes: OS LEITORES E O "MERIDIANO 28" «O leitor é cativado por um suspense crescente, lançado em pistas que adensam ainda mais os mistérios, deixado à solta para imaginar os mais diferentes tipos de desenlace, iludido por revelações que se revelam enganadoras. (...) O subtítulo, “O poder redentor das grandes histórias”, faz jus ao conteúdo. Com uma qualidade de escrita esmerada, a que já nos tinha habituado em “Arquipélago” e “A Vida no Campo”, Joel Neto presenteia-nos com uma ainda maior profundidade na descrição da fragilidade e perenidade do ser humano, misterioso para os seus semelhantes tal como para si próprio, ancorado nas suas pobres convicções e vítima das suas ilusões.» PAULO NEVES DA SILVA Gestor informático e fundador do portal Citador OS LEITORES E O "MERIDIANO 28" «Comparar com "Arquipélago"? A que propósito? A intensidade de uma corrida de cem metros em menos de 10 segundos com a resistência de uma meia-maratona em menos de uma hora? Não são admiráveis ambas e excelentes? Se "Arquipélago" é nervo tenso, "Meridiano 28" é músculo puro, sem gorduras inúteis. Encontro aqui uma narração sóbria, uma escrita contida, sem rebarbas por polir, muito eficaz, magnetizante.» MARIA ALICE SARABAND «Alguns breves apontamentos: muito superior ao “Arquipélago”; excepcional caracterização das personagens; a vertente histórica – apesar de detalhada –, nunca se torna monótona ou entediante, antes pelo contrário; a tensão dramática e o suspense tornam o livro num “page-turner”... A primorosa estrutura do romance (a questão da numeração dos capítulos é só um desses exemplos), a conjugação das inúmeras fontes de informação e a sua articulação são exemplares. Sem falhas! JOÃO CARLOS BAPTISTA PEREIRA


Opinião

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político Simpático

E

Rasgos d'Alma

Luciano Cardoso

lucianoac@comcast.net

xcelentíssimo Sr. Primeiro-Ministro, antes de mais, gostaria de lhe expressar aqui a minha profunda gratidão por ter decidido sobrevoar o Atlântico para vir visitar-nos cá, no Pacífico. Claro que moramos longe mas a culpa não é nossa. Nem a pomos em ninguém. Foi pena as oportunidades com que sonhávamos e os sonhos que perseguíamos não nos sorrirem como desejávamos na terra que nos criou. Num dia qualquer, às tantas, ter de fazer as malas e zarpar – não foi fácil, não senhor. Vir por aí fora, com o rosto lavado em lágrimas e a esperança ao sabor do vento, à conta do deus-dará, só a gente sabe como elas amargam. De início, dói a valer. Com o andar do tempo, porém, cada qual trata de se adaptar conforme calha. Há quem nunca se adapte e há mesmo quem recuse fazê-lo com fé nessa esperança de um dia voltar. Achei imensa piada, naquele seu discurso do outro dia, ante os militantes do seu partido, a bonita promessa do seu governo em querer investir fortemente na criação de condições para o regresso à pátria-mãe de todos aqueles jovens que tem recentemente partido sem vontade de emigrar. Claro que se trata duma crítica direta à falhada política do seu controverso antecessor mas não deixa de não ser uma ideia feliz. Todos quantos saímos, não importa agora

o motivo, alimentamos por algum tempo essa melancólica intenção de regressar. Não temos culpa da saudade se intrometer.

No entanto, à medida que os anos rolam e as raízes enrijecem, os rebentos fazem-nos repensar os planos. Quer queiramos quer não, e quase sem darmos por isso, tal como aludia o poeta, ficamos praticamente repartidos – nem cá nem lá. Por lá, soltamos

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bocados da alma nostálgica do que éramos ou sonhávamos vir a ser; por cá, amarra-nos o coração prisioneiro dos afetos dos netos acariciando o que somos. Confesso-lhe, sr. primeiro-ministro, que sou um desses tais imigramados filhos das nossas Ilhas de Bruma já sem planos nem ganas de arriscar a dura viagem ao contrário. A minha simples equação pessoal cifra-se em 22 anos de lá contra 40 por cá. O sr. sabe tão bem como eu que quatro décadas é muito tempo. Equivale precisamente à longa governação do tal primeiro ministro que lá tivemos agarrado ao poder até cair da cadeira antes de descer à sepultura. Nasci no seu tempo de rígida ditadura e lembro-me de o ouvir discursar na rádio com aquela sua severa voz saída em tom solene dum ar sisudo que víamos retratado a rigor nas despidas paredes das nossas escolas primárias. Dizem que era muito poupado, à moda antiga. Ou, em termos mais ariscos, um felino forreta que deixou o cofre nacional atulhado de dinheiro deixando o país num atraso de vida. Foi pena. Antonio Salazar, para mal de quem tanto prejudicou, lá tem o seu cantinho sombrio na História de Portugal. António Costa, para bem de quem hoje serve, esperemos bem que não. Dizem as más línguas que tem o país enterrado em dívidas mas eu não quero saber de estórias. Diz-se tanta coisa, de há quarenta anos para cá, que o melhor mesmo é não lhes dar ouvidos, sr. primeiro-ministro. Sabemos que vem por bem e mais não quero saber. Isso de o criticarem, com a sua briosa comitiva,

por virem à nossa rica Califórnia promover o nosso pobre Portugal só pode vir de quem prefere não ver meio palmo à frente do nariz. Este opulento estado americano é uma valiosa mina e poderá ser um precioso tesouro de lucrativos investimentos habilmente negociados in loco. Seria parvoíce pensar que tão ilustre grupo de visitantes nacionais deslocar-se-ia cá apenas para pagar um jantar aos seus imigrados compatriotas em nome de Portugal ou à honra de Camões. As Comunidades, sobretudo as mais distantes, como é o caso da nossa, nunca mereceram grande respeito da estratégia política nacional. Até quase dá a impressão de termos sido algo enjeitados, sr. primeiro-ministro. Daí, em parte, a patente apatia que por cá há em nos registarmos no consulado e o enorme equívoco que por lá paira de parecermos assim tão poucos. Que maravilha não seria esta sua oportuna visita poder desfazer-nos esse reles pressentimento. O consulado que nos serve, em San Francisco, não só está mal localizado como precisa de ajuda urgente. Já ninguém atende o telefone e os seus prestimosos serviços, por correio, demoram demais. Enviei pessoalmente uma curta carta que aguarda uma rápida resposta há mais de um mês. E podia agora arejar a minha frustração, que nem se compara à de outras pessoas muito mais frustradas do que eu. Não vou por aí, porém. Até porque o sr. não tem propriamente culpa direta nesta tosca trapalhada nem noutras que nos afetam e que escuso aqui mencionar. Temos representantes eleitos para tal – infelizmente – também eles desiludidos por muito pouco conseguirem fazer de concreto em nosso proveito. Finalmente, sr. primeiro-ministro, precisamente por saber que não irá ler o que acabo de lhe escrever, permita-me ao menos manifestar-lhe daqui o meu franco reconhecimento pelo seu galante sorriso. Sigo-o na televisão e é raro vê-lo carrancudo. O sr. é um político que irradia simpatia, virtude formidável nos dias que passam. Oxalá passe muitíssimo bem este seu pouco tempo entre nós.


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Opinião

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O Planeta dos Humanosauros (UMA ESPÉCIE DE FÁBULA)

M

uitos milénios depois do Big Bang, o momento em que do nada se fez tudo, os Deuses estavam a ficar impacientes com a sua obra, principalmente no que dizia respeito a um planetazinho da Via Láctea. Era o planeta onde a água se misturava com a terra, de forma que os Deuses deram-lhe o nome de LAMA. Reuniram em conselho diretivo, lá nas alturas dos seus tronos celestiais e decidiram que tinham que tomar medidas drásticas para resolverem os males de Lama. Elegeram então uma Deusa e entregaram-lhe a responsabilidade de tentar consertar o que estava escangalhado, já que só uma mulher poderia meter mãos ao assunto e arrumar a casa de uma vez por todas. A Deusa, de nome Sabedoria, experimentou de todas as formas e feitios mas não dava conta do recado. Ainda pediu ajuda às suas primas Ciência e Inteligência mas nem sequer elas conseguiram reverter a situação. Frustrada, já cansada de tanto lutar contra a ignorância e a maldade dos mortais, bateu com a porta (foi o segundo Big Bang...) e abandonou os céus, dizendo: “Vocês que tomem conta de si, eu vou pregar para outro planeta”. A partir dessa altura, nunca mais o planeta Lama teve tafulho. As espécies de animais iam-se multiplicando, mudando de formas e cores conforme se adaptavam a novos ambientes e condições climatéricas. De entre todas, uma das espécies começou a distanciar-se das outras pela sua capacidade de construir novas ferramentas e até, pasme-se!, pela maneira como conseguia dominar o fogo. Esta espécie, resultado do cruzamento entre primatas e dinossauros (cruzes, credo!), inicialmente era conhecida por macaco-sauros. Contudo, com o passar dos séculos, resolveram trocar o nome para um mais evoluído, digamos assim, pois que, nessa altura, chamar macaco a alguém já era um pouco deselegante. Passaram, então, a chamar-se a si próprios os Humanosauros, termo que os conectava com as suas origens terrenas, o húmus, o chão lamacento que os rodeava. Os humanosauros espalharam-se pelos quatro cantos de Lama, descobriram no-

"Crónicas de Hoje e de Sempre" João Bendito

joaobendito@yahoo.com vas terras e criaram novas civilizações. Começaram a aparecer algumas diferenças entre eles: uns eram escuros como tição, outros brancos como papel, que foi, aliás uma das suas grandes invenções, ali para os lados do Reino da Cochinchina, lugar onde também descobriram a pólvora, uma espécie de areia que dava uns estrondos medonhos e que servia para assustar os outros animais e fazer fogo-de-artifício. Tiveram também algum mérito, não foram só fazedores de asneiras. Para além de desenvolverem formas diferentes de dialetos e de escritas, dedicaram alguns momentos às artes, às letras e à música. Nem tudo foi tempo perdido...

Das profundezas do Espaço, no ano 2020 da Era Diabólica, chegaram até Lama uns animais muito estranhos. Vindos de Cascos de Rolha, uma galáxia que aos olhos dos humanosauros não passava de uma

MISTER AND MISSES DON NALDO TROMPETISTA Os humanosauros eram uns tipos esquisitos. Por tudo e por nada brigavam uns com os outros, chegando mesmo a desenvolver sentimentos que nunca foram vistos nos outros animais: ódio, vingança, ganância, raiva... De nada lhes serviam as preces que, hipocritamente, rezavam aos Deuses seus criadores. As religiões, que criaram e mantinham ao som das falsas batidas nos peitos, eram mais elementos divisórios do que aglutinadores. Especializaram-se em criar guerras, em construir armas poderosas que aniquilavam milhares dos seus semelhantes de uma assentada. Montaram estruturas e hierarquias, dividiram-se em partidos políticos, alistavam-se em exércitos descomunais e puseram as suas descobertas tecnológicas ao serviço da destruição e do extermínio de culturas e de riqueza. E que dizer da Escravatura, esse negócio sujo e triste que permitia que uns poucos subjugassem muitos mais? A Deusa Sabedoria, arrependida de se ter posto à vela, tentava, amiúde, fazer chegar um pouco de razão, de discernimento à mente dos humanosauros. Os seus esforços eram em vão, havia sempre um ditador, um espertalhão que punha tudo a perder e, com demagogia, fazia-se passar por salvador do Mundo. Lama, o planeta-mãe, estava a rebentar pelas juntas, fedia de poluído. Das suas entranhas lamacentas saiam montanhas de materiais que, depois de modificados, ainda deixavam mais lixo nos ares e nas águas; espécies inteiras definhavam a olhos vistos, desapareciam para todo o sempre, sem mesmo deixarem vestígios.

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cagadela de mosca no mapa do Universo, os Sabichões, assim se chamavam esses viajantes espaciais, desembarcaram cheios de boas intenções, embora um pouco desiludidos por terem ficado, logo de entrada, com as botas cheias de lama de Lama. Foram recebidos com gritos e apitos, alvo de grandes manifestações populares e cerimónias oficiais. “Mandou-nos a nossa Deusa Sabedoria, uma santa mulher que um dia caiu do céu mesmo no meio do nosso planeta”, disse o que parecia ser o chefe dos Sabichões. “Deu-nos como missão fazer-vos recordar aquilo que já esqueceram. Para que voltem a gostar de ouvir música, ler um bom livro, apreciar a natureza. Procuraremos reconstruir, com a vossa ajuda, o que havia de bom no vosso planeta, limpar esta lama em que chafurda o povo de Lama. Vocês merecem melhor do que isto. Mas todos, mesmo todos, têm que meter as mãos à obra e desenriçar os cordelinhos da vossa existência, fazer acontecer, como bem diz um jovem filósofo das Ilhas Açóricas”. De pouco serviram as boas intenções. Quando quiseram encontra-se com o

Presidente-mor dos ameri-humanosauros, o todo poderoso Don Aldo Trompetista – mestre desafinado a tocar música de ouvido – viram logo rejeitadas todas as suas propostas. “Podem voltar para o vosso shit-hole planeta. Não vos quero aqui, já mandei construir uma muralha altíssima nas nossas fronteiras e agora, para que não venham vocês também aí do espaço, vou mandar pôr uma forte rede metálica à volta da atmosfera de Lama. E, se vocês insistirem em vir cá meter o bedelho, eu tiro-vos as vossas crianças à entrada! Cá comigo ninguém brinca!”, gritou o energúmeno despenteado, qual rei que tinha o rei na barriga. Desiludidos, os Sabichões meteram as violas nos sacos e zarparam de volta a casa. Deram razão à deusa Sabedoria, não valia a pena malhar em ferro frio. Esmoreceram os humanosauros mais esclarecidos, inimigos do Trompetista, por que viram gorada a oportunidade de voltarem a ser felizes. Lama continuou suja, podrida, espezinhada, à espera de uma revolução de ideias, de um ressurgir de valores, de algo que livrasse o pobre planeta dos déspotas ditadores. Os animais deste planeta têm que dar as mãos (melhor dizendo, as patas, estamos a descrever uma fábula...) e caminhar de cabeça erguida, contra a repressão e contra as desigualdades. Quantos milénios mais vão ser necessários até que surja uma nova espécie – os Humanos – capazes de limparem a lama deste planeta e dar-lhe a dignidade que tanto merece? Pelo menos para que não haja mais Fábulas como esta...

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SOPAS Gala - MVPA Awards

Diniz Borges - SOPAS HALL OF FAME

On May 20th at 3pm at Tulare Community Auditorium, took place the Annual SOPAS MVPA Awards.. Immediately following the Gala Awards, SOPAS hosted a light reception honoring the recipients and their families. This year's theme: Portuguese Navigators and the Encounter of Cultures. All graduating seniors who finished Portuguese-IV-Honors received honor medals. Students of the year also received recogntions.

MEMBERS HONORED: Absolute Comfort Limousine - Portuguese-American Business of the Year Tony and Mary Nunes - Portuguese-American Dairy of the Year David Ross - Portuguese Language Educator of the Year Portuguese Heritage Publications of California - Organization of the Year David Borges - Portuguese-American Volunteer of the Year Tony Rodriguez - Honorary Portuguese-American of the Year Mary Borges Castro - Portuguese-American Inspiration of the Year Vivian Santos - Portuguese-American Artist of the Year Jasmine Rocha - Tulare SOPAS Alumnus of the Year Miguel Vaz - Sister City/People to People Award Millicent Borges Accardi - Literary Award Lúcia Noia: Free Spirited and Young at Heart - Book of the Year Manuel “Spike” Mancebo (in memorium) Remembrance Award

S.O.P.A.S. - Hall of Fame Diniz Borges, Retiring from Tulare Union High School, Honorary Consul of Portugal in Tulare and Creator of the MVPA Awards.

Prior inductees: Congressman Devin Nunes, Judge William Silveira Jr., Lúcia Noia, Deolinda Adão PhD, Jason Oliveira, Helter Martins, Miguel Canto e Castro, José Avila, Councilman David Macedo, Congressman David Valadão, Duarte Silva Ph.D, Nuno Mathias.

Clemente Fagundes' introduction of Diniz Borges induction into SOPAS Hall of Fame: "Our Hall of Fame Inductee, immigrated to the United States when he was 11 years old. He worked in various jobs growing up. He was greatly influenced by people such as Senhora Lucia Noia, João Morrison and others to speak on the radio. He was great at it, because the man can talk. Our Inductee is a journalist and writes for various news publications in Canada and Portugal but his favorite is truly “the Portuguese Tribune”. He is also and author who has published many books, such as; “ America: O Outro Lado do Sonho” “O Meu Coração é Assim” and “ A Década Perdida.” Our Hall of Famer went back to school and received his degree in Social Science but his destiny was set and instead of teaching History and Politics, he became a Portuguese teacher and we are all better for it. Our Hall of Famer, started teaching 22 years ago. He started with a program of maybe 120 students between 2 schools. The program has grown to 450 students with a Portuguese teacher on each campus. This growth is due to his teaching style which exhibits a lot of enthusiasm and interest in learning Portuguese. It is also due to the inclusiveness of all ethnicities of our community that want to learn the portuguese

Laura Fernandes

language He is involved in all aspects of our community and many organizations, such as, LAEF, Tulare-Angra Sister City, Palcus and others. He strives to make education the forefront of everything he does. I have heard many praises for this man for all his accomplishments (and they are many) and very deserving. However, I want to touch on another aspect of this man’s life. Our Hall of Famer is a Loving husband, married to a very Supportive and Understanding wife, who at times probably tells him, “Mais uma coisa” “Toma calma” “Não descansas”. He is a Loving Son and son in-law, that is always there for them. He is a loving Father of two very successful sons and of course he is a Loving Grandfather to his JOIAS, his two grandchildren. I have known our Hall of Famer for many years in our community, and we would say Olá, Bom Dia, como estás as we saw each other in festas. However, In the last 8 years, he has been my colleague and a good friend. I want to thank him for all he does for education and the community. For me personally, I want to thank him for always acknowledging me and never belittling me in any occasion, always being supportive. I believe that we had a great working relationship and mutual respect for each other. I am always here for him for whatever he needs. Our 2018 Hall of Fame Inductee, Senhor Professor, Diniz Borges."


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Comunidade

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2018 Scholarship & Gran t Recipients LAEF Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas Photos by Nivéria Borges & Kris Melberg

A Luso-American Education Foundation mais uma vez na sua longa história, juntou dois importantes eventos num só - a entrega de $91 mil dólares em Bolsas de Estudo e o Reconhecimento a Individualidades que muito têm contribuído na nossa Comunidade em diversas vertentes. Este ano o evento teve lugar em San Pablo

The goal for 2019 will be $100,000 dollars in Scholarships. The future is upon all these kids


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Comunidade

Diniz Borges foi o MC

15 de Junho de 2018

A LAEF ofereceu uma Recoradação a Diniz Borges devido a terHilmar United High School District recebeu -se reformado do Ensino o Dia de Portugal Organization Award

José Rodrigues, recebeu o Dia de Portugal Individual Awardee, rodeado de Frank Sousa e Eduardo Eusébio

Joann Malta-Weingard apresentou as Bolsas de Estudo

Wall of Fame Inductee: Nilza Bettencourt

Frank Sousa, MC

Lino S. Amaral rodeado pela família

Grant Silva, um dos estudantes bolsistas

Wall of Fame Inductee: Lino S. Amaral

Angela Brito, Diniz Borges, Hélio e Maria das Dores Beirão


Awards 2018 15 de Junho de 2018

Comunidade

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SOPAS MVPA AWARDS May 20, 2018 • Tular e, California

É pena que só em Tulare possam acontecer eventos destes, em que os alunos resolvem homenagear alunos e entidades comunitárias. São duas das mais bonitas horas passadas na California. Na página 30 mencionamos todos os homenageados. Também e de surpresa, fez-se uma Homenagem muito sentida a Diniz Borges que se reformou do ensino liceal e foi pela ultima vez um dos organizadores deste evento. Foi ele o Wall of Fame Inductee de 2018.

Homenagem a Estudantes

Manuel “Spike” Mancebo (in memorium) Remembrance Award

Clemente Fagundes - presenter

David Borges - Portuguese-American Volunteer of the Year


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Comunidade

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Awards 2018

SOPAS MVPA AWARDS 2017 May 20, 2018 • Tular e, California

Scholarships from Lucia Noia - Justin do Canto e Evan Garcia Reconhecimentos

Reconhecimentos - Portuguese I

Recordar Spike Mancebo

Emily Avila, JD Valadão, Michele Ruelas, Victorian Watson, Sara Teixeira Portuguese II

Reconhecimentos - Portuguese IV

Carolina Filipe, Lindsay Mendonça, Dianna de Borba - Portuguese III

Ricardo Lozada, Honorary Portuguese-American Student of the Year

Justin do Canto, Portuguese Language and Culture Award

Evan Garcia, Lindsay Mendonça, Hayley Fernandes, SOPAS President Recognition

Evan Garcia e Kayla Ferreira, Tulare Honorary Consul Excellence in Culture Jasmine Rocha, SOPAS Alumunus of the Year Award

Absolute Comfort Limousine - Portuguese-American Business of the Year

Tony and Mary Nunes - PortugueseAmerican Dairy of the Year

David Ross - Portuguese Language Educator of the Year


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Comunidade

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S.O.P.A.S. - Hall of Fame Diniz Borges, Retiring from Tulare Union High School, Honorary Consul of Portugal in Tulare and Creator of the MVPA Awards.

Carmen Pinheiro, agradecendo a Homenagem a seu pai, LĂşcia Noia: Free Spirited and Young at Heart - Book of the Year Spike Mancebo

Vivian Santos - Portuguese-American Artist of the Year. rece- Mary Borges Castro - Portuguese-American Inspiration of bido por seu pai Osvaldo Lourenço the Year. Recebido pela amiga Lisa Garcia

Tony Rodriguez - Honorary Portuguese-American of the Year

As filhas e genro de Spike Mancebo e amigos


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15 de Junho de 2018

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