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Expediente Responsável Vitor Lupi Colaboradores Marcelo Bellesso, Camila Corradini, Eliane Molizini Benedito, Arthur Borges, Victor Ribeiro, Gabriela Barros E Paula Cruz Lins Revisão de texto V Produções Finalizações Alessandra de Castro

------------------------------Os anúncios aqui contidos são de inteira responsabilidade de seus anunciantes. A Saudosa Mooca não se responsabiliza por promoções ou disponibilidade de produtos e serviços contidos nos anúncios. A Saudosa Mooca ainda não se responsabiliza por artigos assinados em nossas edições, sendo estes de inteira responsabilidade dos seus autores. Fotografias e artes gráficas não creditadas pertencem à Saudosa Mooca e é expressamente proibida sua reprodução,total ou parcial, bem como qualquer espécie de conteúdo aqui divulgado sem nossa permissão.

Chegamos a nossa terceira edição da Revista Virtual Saudosa Mooca! Desta vez saímos à procura de tudo que a Mooca ainda tem dos áureos tempos dos bondes, das fábricas e de suas chaminés, ainda mais se essa fosse da União. O que de fato então descobrimos é que essas reminiscências ainda resistem à invasão de grandes empreendimentos e construtoras. Trouxemos ainda uma discussão sobre a mudança da Rua dos Trilhos e os festejos do primeiro Moocarnaval. Nesta edição, também aproveitamos para falar sobre psicologia, nossos direitos em ação cível, espaço pet, cozinha e uma série que você vai ajudar a construir a saga dos amigos Pedro e Ângelo pela Mooca, através de uma Kombi. Nosso trabalho você confere a seguir. Boa leitura! Equipe Saudosa Mooca

Anuncie! Contato: 9-6853-2398


08 Estamos de olho

11 Rápidas 12 Direito Nosso 14 Psicologia 17 Álbum do leitor 18 Capa – Uma Mooca intocada 28 Mestre Cuca 31Mooca Sightseeing 34Espaço Pet


Saudo sa Mooc


Estamos de olho! Desaprovado Como sabemos a Rua dos Trilhos recentemente ficou mão-única no trecho desde a Rua Bresser até a Praça dos Industriários. O fato repercutiu muito no trânsito das vias do entorno. Além da alteração no sentido do tráfego da Rua dos Trilhos, o quarteirão final da Rua Bresser ficou totalmente inútil, já que o mesmo foi fechado com obstáculos de cimento impedindo que algum carro utilize a via que desafogava grande parte do trânsito e ainda auxiliava quem ia para o viaduto Bresser. O que aconteceu foi que a Avenida Cassandoca e a Rua Catarina Braida ganharam um intenso tráfego, resultado do desvio feito na Praça dos Industriários que obriga que os motoristas façam o retorno por trás da Rua dos Trilhos. E a mudança foi tão mal recebida que foi feito um abaixo-assinado pedindo para que o tráfego voltasse a ser como antes, que fluía mais e não afogava também a Rua da Mooca que além de receber tantos veículos permite que carros sejam estacionados ao longo da via que já sofria normalmente com trânsito. O abaixo-assinado está hospedado em um site de petições da internet e conta com a seguinte descrição: “Em 08 de fevereiro de 2014, houve implantação de medida para alterar o sentido da Rua dos trilhos, situada no bairro da Mooca, em São Paulo-SP, de duas mãos para mão única. Tal medida acarretou o fim da opção de utilização da via para acesso à Radial Leste, Viaduto Bresser, estação de metrô Bresser-Mooca, etc., tendo de ser feita, assim, pela Rua da mooca, esta que já apresentava trânsito crítico em horários de pico. Ademais, houve a alteração da linha de ônibus 172U (Cemitério Parque dos Pinheiros/Mooca - via Brás), desviando-o para rua da mooca da mesma forma, o que contribuiu para o agravamento do trânsito no local. Os moradores se mostraram indignados com a injustificada medida da CET, com faixas na própria rua e relatos entre a comunidade. Não havia a necessidade de haver mais uma faixa na Rua dos trilhos no sentido atual, tampouco o trânsito no sentido contrário era caótico a ponto de tal decisão. Em uma cidade como São Paulo, era de se considerar de boa para ótima a velocidade média da via em todos os horários. Nós, moradores da região da Mooca e utilizadores da via, requeremos a revogação da medida implantada para que ocorra a manutenção do estado anterior da Rua dos trilhos no trecho entre a Rua Taquari e a Praça dos industriários, com duas mãos e acesso à Rua Bresser, visto que se trata de interesse público, e este tem de ser atendido como órgãos como a CET/SP e resguardado pela Municipalidade de São Paulo – SP”

Para quem quiser assinar, o link está no final desta matéria. E até o fechamento dessa edição, o abaixo-assinado contabilizava mais de 2.100 assinaturas. https://secure.avaaz.org/po/petition/CETSP_Companhia_de_Engenharia_de_Trafego_O_cancelame nto_da_mudanca_de_sentido_na_Rua_dos_Trilhos_em_Sao_PauloSP

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Foto: Eson Ferreira

Aprovado! Se por um lado a mudança no sentido do trânsito da Rua dos Trilhos deixou todo mundo de cabeça quente, o Moocarnaval, aliás, o primeiro, foi um sucesso! Com mais de 2.000 pessoas ao longo da folia o evento trouxe as marchinhasoriginais de carnaval e foi uma comemoração bem leve para toda a família. Esperamos que venha por aí mais Moocarnavais e outros tantos, para que de vez enquanto nos reunamos. Fomos procurados por uma senhora que disse ter sentido falta de uma boa macarronada e nada mais.

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Um site de efeito interessante é o in20years.com , que cria a partir de suas foto projeções de como você será daqui a 20 anos. No site ainda é possível adicionar efeitos de drogas e álcool.

Quem nunca teve aquela dúvida na hora da escrita? Pois bem, todo mundo em algum momento tem uma dúvida aqui e outra lá. Foi a partir daí que a ideia surgiu: a página Língua Portuguesa no Facebook conta com mais de 900.000 curtidas! fb.com/linguaportuguesa07

Fotos:In20years/Reprudução

Fotos:Facebook/Reprodução

Rápidas

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Direito nosso Por Eliane Molizini Benedito

Desde 2.006, a Lei Maria da Penha vem sendo aplicada em processo penal contra o suposto agressor. Contudo, em Acórdão recente, o Superior Tribunal de Justiça admitiu a aplicação de medidas protetivas da Lei 11.340/06 em ação cível, mesmo sem a existência de inquérito policial ou processo penal, sob o fundamento de que a agregação de medidas protetivas da Lei Maria da Penha amplia, consideravelmente, a proteção das vítimas de violência doméstica, posto que assumem eficácia preventiva. Segundo o Ministro Relator, a intenção de prevenir a violência doméstica contra a mulher pode ser perseguida com medidas judiciais de natureza não criminal, mormente porque a resposta penal estatal somente é desencadeada depois que o ilícito penal é cometido e, não raramente, com consequências irreversíveis para a vítima. Acredita que franquear a via das ações de natureza cível, com a aplicação de medidas protetivas da Lei Maria da Penha, pode-se evitar um mal maior, sem a necessidade de posterior intervenção penal nas relações intrafamiliares. As medidas protetivas da Lei Maria da Penha, observados os requisitos para concessão de cada uma, podem ser pedidas de forma autônoma para fins de cessação ou de acautelamento de violência doméstica contra a mulher, independentemente da

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Foto: Divulgação

Lei Maria da Penha em ação cível

existência, presente ou potencial, de processo-crime ou ação principal contra o suposto agressor. Com esse precedente, mais uma arma contra a violência doméstica contra a mulher é disponibilizada para as vítimas. Fonte: Associação dos Advogados de São Paulo


Sobrado na Rua Curupac锚, 565. 2 dormit贸rios, banheiro,sala, cozinha,lavabo,nos fundos, cozinha, banheiro, dois c么modos. Alugo para fins comercial ou residencial. Aluguel: R$ 2.000,00 + IPTU R$ 55,00 Telefones para contato: 2605-2887 ou 97120-1952 - falar com Jorge


Psicologia

Fotos: Divulgação

Por Camila Corradini

Baixa auto-estima e apercepçãonegativa de si mesmo

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Caracterizada sempre por pensamentos de menos valia na percepção do que se é como indivíduo, representa uma parcela significativa na vida de todos nós determinando em qualquer área os caminhos que iremos percorrer para nossas conquistas pessoais, afetando diretamente as relações sociais, acompanhada por falta de força na voz, postura introvertida, insegurança, ansiedade, sentimento de não merecimento e pensamentos de culpa

e perfeccionismo em alto grau de exigência consigo mesmo. A consequência deste conjunto de sensações e comportamento recai sobre o posicionamento diante daquilo que é justo para si, das vontades e desejos, de ir em busca de projetos e a realização dos mesmos, assim como nas relações interpessoais de qualquer natureza, seja amorosa, de trabalho, familiar e de amizades, tendo como resultado a


incapacidade de lidar com problemas e encontrar saída para eles, inflexibilidade, um rebaixamento na criatividade para encontrar alternativas de vida, dificuldade de lidar com outras pessoas, a busca da aprovação do outro para qualquer atitude e a invasão de pensamentos de o que o outro poderá achar de você. A auto-estima é um ponto interno onde somente nós mesmos podemos cultivar e estimular, não havendo caminhos externos para isso, onde até mesmo a terapia apesar de ser um auxilio que venha de alguém de fora, lida apenas com questões internas individuais, sendo uma bobagem buscar esse ponto fora com coisas que apenas agregam, atribuem títulos ou até mesmo que cause boa impressão aos outros. Você irá convencer a todos menos a si próprio de seu real valor e capacidade e continuará com pensamentos de menos valia. Para o equilíbrio deste ponto tão suscetível a depressão e transtornos de ansiedade, é preciso pensar com carinho quem você é de verdade, ter a coragem de se auto-avaliar e reconhecer quais pontos precisam ser mudados partindo da aceitação dos mesmos sem a negação de que eles existem. Quem procura a terapia neste caso, é importante que seja dada a atenção devida aos fatos que possam estar ligados a essa forma de percepção de si, existindo então a compreensão para o indivíduo e esclarecimento de sua condição com a discussão de caminhospara que essa percepção

esclarecimento de sua condição com a discussão de caminhos para que essa percepção e pensamentos negativos possam ser modificados, dando a possibilidade de visão de suas próprias potencialidades, capacidades, habilidades e até mesmo a aceitação e transformação das dificuldades.

Camila Corradini é Psicóloga Clínica e Pós-Graduanda em Psicopedagogia Clínica. Atua há dois anos em consultório particular e passou por instituições importantes como o Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual com foco em psicopatologias, e associações de assistência social como Lar São José, Lar da Redenção e ABRETE com foco em saúde mental e comunitária.

www.facebook.com/corradini.psi camilacorradini.psicologia@hotmail.com

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Álbum do leitor

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1-Felipe e seu primo Juan, juventinos. Foto: Fernanda Spina 2- A mooquense Luciana Penoff que ama o Juventus! Foto: Lélia Penoff

3- Família Juventina! Foto: Iris Sanches

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Capa

Uma Mooca

Intocada O que ainda permanece intocado no bairro

Ao andarmos pelas ruas da Mooca não é difícil nos depararmos com dezenas de casas antigas padronizadas, em estilo de vila, sem garagem, com janelas grandes para a rua, portões firmes, mesmo aqueles que ainda são de madeira, aqueles fortes que quase já não vemos mais hoje em dia, pois são poucos os que sobraram para contar essa bela história, mas que servem apenas para separar a casa da calçada, uma nobre missão, diferente da realidade de hoje que acaba sendo trancafiar os moradores. Ou até mesmo um gradil baixo, de ferro, com arabescos bem desenhados, convidativos, charmosos, românticos! Tudo isso caracterizando um ar simplista, com cara de casa de avó que sempre tem um bolo à nossa espera em cima de uma mesa de madeira. Além ainda de grandes casas que podemos encontrar pela Avenida Paes de Barros, ruas Adelaide e Virgílio de Freitas, São Rafael, e algumas outras que encontramos espalhadas pelas ruas da Mooca. Casas essas, são um convite à volta no tempo. Nos chamam a conhecer um pouco

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mais suas histórias; quem morou, quem viveu, quem amou, em que tempo. Como viveram aquelas pessoas que foram as primeiras a morarem nessas casas? Quais eram suas famílias, suas vidas? Nesta caminhada pelo nosso bairro, repleto de preciosidades, diga-se de passagem, podemos ainda encontrar muitos galpões antigos, que também aguçam nossa curiosi-


dade, trazendo à mente perguntas que muitas vezes não nos damos conta que as respostas estão ainda vivas ao nosso redor, porém sufocadas por toneladas de concreto, que surgiram há pouco em nossa paisagem, assim: abruptamente. As respostas, simples de serem achadas estão por aí, sendo demolidas e destruídas por grandes construtoras, esquecidas na maio-

ria das vezes, aguardando a boa vontade de alguém que zele pela história, seja de sua casa ou mobilizando a vizinhança. Como não nos lembrarmos de antigas fábricas desativadas, na sua maioria com tijolos à mostra, janelas grandes, com vidros diferentes dos que vemos hoje em dia, sempre muito bem detalhadas, ou então para aquela antiga indústria, pichada, com

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seus vidros quebrados, nos trazendo o ar “urbanoide”, lembrando-nos que vivemos numa grande metrópole? Aos antigos moradores restam apenas lembranças de uma Mooca dos tempos dos bondes, das jardineiras que percorriam nosso bairro, dos empórios, padarias que entregavam pães e leite em casa, desfiles de rua, e outras tantas lembranças nãodocumentadas. Aos mais novoscabe cabeviver viveroo que que há pouco .............novos pouco citamos, do que maspouco às vezes sobra mas a curiosidade de se ....................há citamos, às vezes sobra uma outra do ................................ conhecer a curiosidade de seMooca, conhecer dos avós. E Digam ......................................... tempo uma outra Mooca, do ..................................................... tempo dos avós. ................................................................ Digamo

o que quiser, mas os verdadeiros moquenses ainda sobrevivem a tudo que mudou, a tudo que foi destruído, pois o estado de vivência da Mooca é nato. Aqueles que são os verdadeiros moquenses ainda batem à porta de seu vizinho para poder conversar. “E como parla! Dio santo!” Ainda sentam-se à porta de suas casas, vão à feira de rua, sim, diz a lenda que ainda há feiras de rua, mas são poucas que sobraram e já são bem mais enxugadas do que antes. Cenário esse, em que vivemos que é repleto de história e tradição, cheio de surpresas e intensamente rico para quem ainda vive a Mooca como um dia fora. O que temos hoje são reminiscências da verdadeira Mooca.


Fotos: Luiz Carlos Bassi

Vila Andrea Raucci Um dos exemplos desta nossa Mooca intocada fica localizado no cruzamento da Rua Valentim Magalhães com a Cuaibá. É um exemplar raro ou até mesmo único na cidade de São Paulo. Erguida em meados dos anos de 1950, a Vila Andrea Raucci conta com 30 apartamentos e espaços comerciais, além de amplas entradas no interior da vila. Em sua calçada encontramos ainda um peculiar limpa-barro, visto que na época as ruas eram feitas de barro, necessitando limpar os sapatos antes de irem para suas casas.

Atualmente, com as fachadas das casas para a Rua Valentim Magalhães fechadas com tijolos, indicando que a vila corre risco de desaparecer em breve e tornar-se mais um prédio ou até um horroroso estacionamento.

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Proximidades do Largo São Rafael

Se por toda a Mooca encontramos exemplares intocados de como nosso bairro era antigamente, a grande concentração dessas preciosidades que tornam aqui um lugar muito charmoso e único está nas proximidades do Largo São Rafael. Por aquelas ruas, que saem da Arariboia, o tempo parece não ter passado tão rapidamente. Ainda vemos só casas por lá. E não queremos ameaça alguma de novos prédios.

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Nessa foto, com ....quatro casas, sendo ........três sobrados e uma térrea .............podemos observar a simplicidade ................das construções que ao mesmo tempo tornam..................-se belas exatamente por esta simplicidade e aconchego ........................que nos trazem, distanciando-se dos exageros da cidade...


Já estes sobrados ficam na Rua Curupacê. O conjunto é composto por quatro casas e uma vila na lateral, que há pouco tempo foi fechada com um portão.

Um pouco mais acima, na Rua Juvenal Parada, encontramos esse exemplar, com características dos anos de 1920. Esse já é um sobrado mais bem elaborado, com um jardim e sacada. A cor ainda parece ser mantida a original. Suas grades contam com belos arabescos bem desenhados, demonstrando o capricho que se tenha com cada detalhe em construções antigas. →

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Fotos: Bruno Mooca

E o que não podíamos deixar de fora ao falar na Mooca, principalmente na questão dos locais que ainda permanecem iguais, são os galpões e antigas fábricas desativadas que vemos por todas as partes. Como ilustramos há pouco, essas duas fotos do fotógrafo Bruno Mooca, nos trazem exatamente a Mooca fabril e operária, com seus galpões de tijolos aparentes e grandes janelas Na primeira foto, o cenário é a antiga fábrica de tecidos Labor, desativada há décadas. Seus galpões estão sofrendo intensa degradação logo no início da Rua da Mooca. Quem passa por lá ainda vê um casarão que pertencia ao complexo fabril. Na foto de baixo, é possível é possível que de cara você tenha identificado que trata-se das antigas instalações da Cia Antárctica Paulista, que ficava na Avenida Presidente Wilson, não muito longe da Labor. O prédio foi vendido e o pouco que se sabe a respeito de seu futuro é que ele será preservado e convertido em um centro cultural. Aguardemos! ]


Foto: Divulgação

Mestre Cuca

Conchiglione de ricota “Macarrão já é uma delícia, quando então junta-se à Ricota o negócio fica melhor ainda! Desta vez ensinarei vocês a fazerem o Conchiglione de ricotaque é uma receita especial, de dar água na boca só de ver. Aprenda a fazer em seguida esta delícia para seus domingos macarrônicos, pois eles nunca mais serão os mesmo!” — Mestre Cuca 28


Ingredientes: √1 pacote de macarrão tipo concha grande √600 gramas de ricota fresca √ 50 gramas de alcaparras √50 gramas de azeitonas pretas (picadas) √50gramas de cogumelos champignon (ao meio) √ Manjericão à gosto √ Noz moscada à gosto √ Sal √ 3 tomates maduros

Molho: prepare o molho, coloque em uma panela o azeite e refogue os tomates picados, adicione a cebola e refogue bem adicionando todo o restante dos temperos, coloque água e deixe engrossar e desligue Em uma forma pirex, coloque os conchigliones, cubra com o molho e polvilhe a mozzarella ralada e leve ao forno para gratina.

√ Cheiro verde √ 4 colheres de sopa de azeite √ 200 gramas de presunto ralado √200 gramas de queijo mozzarella ralado √1/2 cebola grande

Como fazer: Em água fervente com óleo e sal, cozinhe os conchigliones por volta de 10 a 15 minutos e logo após escorra bem, mas sem enxaguar para não grudar. Recheio amasse a ricota e misture com a azeitona, o cogumelo e o presunto picado. Acerte o sal e adicione um pouco do restante dos temperos (manjericão, noz-moscada e cheiro verde) Com esta mistura, recheie os conchigliones com cuidado para não estragar.

Dica do Mestre: Se quiser colocar molho branco, mesclado com molho vermelho fica maravilhoso!

Reserve

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Você que é da Mooca, com certeza, já foi ou já sonhou em conhecer a Itália! Convido vocês, leitores da Revista Saudosa Mooca, a ler o livro “Um fim de semana Italiano” publicado pela Editora Saraiva no formato de ebook, muito parecido com a forma da nossa querida revista. Quem nunca teve um sonho? Imagine se este sonho é conhecer a terra onde sua mãe nasceu. Imagine que esta terra é uma pequena cidade italiana, onde moram os primos da sua mãe e que você tem a oportunidade de conhecê-los em apenas um fim de semana. Assim, no entardecer romano de uma sexta feira, parti de trem para esta aventura. Uma viagem de reencontros com os costumes de uma parte da minha história. Houve experiências intensas ao visitar a belíssima Casteldi Sangro. Além da calorosa receptividade dos parentes, provei pratos da minha infância, pude desfrutar de uma inesperada queda de neve em pleno outono e nunca vivenciei a expressão Carpe Diem com tanta propriedade. Na manhã da segunda-feira seguinte, voltei para casa diferente como toda viagem boa que se preze. Esta história é um convite a desfrutar um final de semana inesquecível escrita em forma de carta.

http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/5103199/um-fim-de-semana-italiano-marcelo-bellesso https://www.facebook.com/UmFimDeSemanaItaliano


Mooca Sightseeing Por Marcelo Bellesso

Antes de começar esta história, preciso contar como os amigos Pedro e Ângelo se conheceram... Foi em mil novecentos e oitenta e sete. Descendo a rua Itaiuba, Ângelo concentrado com skate se preparava para saltar a rampa que ficava no cruzamento com a rua Décio Abramo. Havia várias meninas sentadas na calçada assistindo à cena. Outros skatistas que ficavam na parte de cima, na esquina com a rua Sarah Bernard avaliavam o procedimento. Seria a aprovação ou o vexame. Não haveria meio

termo, ou Ângelo entraria na tribo da “Ramp Local” ou ficaria de fora. Ângelo se assustou com a velocidade ao entrar na rampa freando seu veículo de rodinhas. Isto fez com que o skate o levasse até o topo da rampa, mas sem velocidade deixou o corpo do aspirante skatista na quina pontiaguda da rampa chocando com as suas costelas. A dor foi nítida, mas naquela época todos riram com a cena. Ângelo ficou estatelado no asfalto. Até que um dos skatista resolveu descer para ajudar o candidato derrotado. → →

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“E

aí,

bem?

Precisa

de

ajuda?”

“Fica tranqüilo. Tô bem. Vou saltar essa coisa agora mesmo” “Dúvido!!!” Pedro, estendeu a mão ajudando Ângelo a se levantar. Na segunda descida Ângelo resolveu não frear e assim saltou com sucesso, ganhando o apelido de “Costela de aço” e um amigo. Pedro e Ângelo tornaram-se grandes amigos e freqüentavam os mesmos eventos na Mooca, como um domingo após alguns anos, na matinê da Overnight, Ângelo com um copo de guaraná nas mãos cantava para impressionar as meninas.

Algumas décadas depois, precisamente nos dias atuais...

“O e o e uati de aua ou nau”.

Pedro e Ângelo estavam ansiosos, pois havia chegado a hora de ir na “Funilaria Da Vinci” do senhor Leonardo para ver o veículo que impulsionaria o sonho. O “Mooca Móvel” estava pronto. Tocaram a campainha e foram recebidos pelo artista.

Pedro ria com a palhaçada lingüística do seu amigo.

“Boa noite, senhor Leonardo! Viemos pegar a Kombi”

“Cara, como você vai pegar as meninas com seu inglês macarrônico!?”

“Boa noite, venham ver a minha obra prima. Fiz com muito carinho este trabalho. Espero que vocês gostem!”

“O e o e Domino dencin!”

“Relaxa, Pedro! Você não vai querer me dar aula de inglês em plena balada! Basta um “Raus” de cereja na boca que tudo fica mais fácil. É só agitar e dançar que na hora da seleção de lentas ficaremos com as meninas, com a ajuda de uma musiquinha do Bon Jovi”

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piscina olímpica do Juventus eficavam enlouquecidos se alguém dissesse que a “Upand Down” era melhor que a “Overnight”, ou que as piscinas do Corinthians eram melhores que a do Juventus, etc... Brincavam dizendo, que um dia iriam mostrar para o mundo que a Mooca é o melhor lugar para viver...

De fato, eles adoravam o bairro onde cresceram. Jamais esqueceram os jogos de taco, do flerte das garotas da Mooca na

Leonardo enquanto falava conduziu nossos heróis para a garagem do estabelecimento. Ao entrarem no local, notaram na penumbra uma Kombi coberta por uma lona. O artista queria fazer suspense. O galpão estava às escuras. Leonardo acendeu as focalizavam apenas

lâmpadas que o veículo.

“Espero que façam muito sucesso com este projeto!” →


Assim, ligou a ignição que puxava a lona e ao som de carruagens de fogo viram a “Gioconda”. A Kombi estava com um capô retrátil. Estofado com tecido branco impermeável onde ficariam os turistas. O único cômodo que ficou original foi a cabine. O veículo fora pintado com duas cores: branco na parte superior e grená na parte inferior, dividas por um friso prateado na lateral e na dianteira do carro o friso formava um “V” como de uma kombi original. Ainda na dianteira o “V” e “W” da Volkswagen envolto num círculo foi colocado de cabeça para baixo sendo retirado o V sobrando o M mostrando a genialidade do artista em homenagem à querida Mooca. Acima da cabine em cada lateral havia uma bandeirinha da Mooca de azul e branco em formato de cruz deitada contendo no centro o brasão com formato de um portal sobre um rio e ao lado um índio e um colonizador. Ainda na lataria do carro na parte inferior em cada lateral pintada de grená estava escrito em branco em formato itálico “Mooca Sightseeing”. Os pára-choques estavam pintados de branco e as rodas com calotas clássicas

Ângelo e Pedro boquiabertos mostravamse eufóricos.

“Chupa Roma, Paris e Nova Iorque!!!” Pedro gritava.

Agora a Mooca tinha seu “Sightseeing” e assim eles poderiam mostrar com orgulho seu bairro e sua riqueza cultural!

.....agora gostaríamos que vocês nos ajudassem a escolher o circuito deste inusitado veículo sugerindo os pontos turísticos da nossa querida Mooca para que possamos continuar a saga de Pedro e Ângelo ...


Para quem quer ter um animal de estimação, mas mora em um lugar pequeno e não vai ter muito tempo todos os dias para levar o animal passear, as aves podem ser uma excelente alternativa para quem não abre mão de um companheiro. Bonitas, coloridas e cantantes, um pássaro pode viver muitos anos e muito bem na companhia de um(a) parceiro(a). Mesmo dando menos trabalho do que daria um cachorro ou um gato, as aves exigem atenção e muito cuidado, principalmente com sua alimentação que tem que ser equilibrada e o ambiente onde vivem. Sua gaiola, por exemplo, deve estar sempre limpa em local arejado, mas não diretamente ao sol, com água fresca e sempre com comida. Deve-se ainda ter o cuidado com a disposição dos poleiros em relação ao bebedouro, aos potes de comida e à sua banheira para que suas fezes não se depositem na sua água ou comida. O cardápio dos pássaros precisa ser extremamente balanceado. Caso contrário pode diminuir drasticamente a vida do seu bichinho de penas.

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Foto: Divulgação

As Aves

Sua alimentação deve ser de 70% de ração e outros 30% de sementes especiais para sua raça. Além das frutas e verduras que são indispensáveis. Mas lembre-se: varia de acordo com a espécie da sua ave. Um pássaro pode trocar de penas, às vezes mais de uma vez por ano. Nesta época todo cuidado é pouco. Durante a troca ele deve ficar em um lugar que não bata vento nem o estresse. Se sua ave parar de comer, dormir muito durante o dia, ficar encorujada e com arrepios constantes, visite o veterinário. Não compre, adote! Visite o veterinário regularmente.


Para ver nossas outras ediçþes da Revista Virtual Saudosa Mooca acesse: http://bit.do/rsm



Revista Virtual Saudosa Mooca - Março - 2014