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Ano III, nº 29, Valença, 2008

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Editorial

Leitor em Questão

Esta edição parece que vai causar polêmica. Antes mesmo de sair impressa já causou certo rebuliço em nosso blog. Bom que o blog está funcionando, e bom que o debate é importante para enriquecer a discussão. O motivo de talvez se tornar polêmica é a entrevista com Libório Costa, hoje ex-secretario de Cultura e Turismo de Valença. Pela primeira vez repetimos o nosso entrevistado. Mas por um bom motivo. Diferente da primeira, em que tratamos especialmente da cultura da cidade e de propostas para a melhoria da mesma, nessa o tema foi mais específico: sua entrada e saída, rápidas, da secretaria. Ela serviu também para que Libório pudesse esclarecer seus motivos de sair, já que o que vem sendo divulgado e falado pela cidade difere do que ele nos contou.

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Cartas Pedido e crítica Acho muito importante e interessante os temas abordados. Seria mais legal ainda se as pessoas colocassem em prática o que escrevem. Sinceramente, sempre adorei esse jornal, ainda mais porque é 0800 rs, mas achei as fotos das crianças totalmente sensacionalistas. Não acho que essa seria uma das melhores maneiras de transformar as incríveis mentes dos políticos valencianos. E se fosse possível, gostaria que vocês falassem sobre o estado da saúde pública em Valença. Espero que vocês não fiquem bravos por eu transmitir a minha opinião. Agradecida desde já. Beatriz Rodegheri. ——— Beatriz,

Mas além da entrevista recebemos um artigo de um jornalista do Rio de Janeiro, que após ler o texto do professor Paulo Roberto Figueira sobre o presidente Chávez e a Venezuela, nos enviou o texto publico à página ao lado. Bebeto, agora menos politicamente correto do que antes, nos oferece um papo de boteco, em que fala da nossa cidade e da quase falecida rua dos Mineiros. Apesar da informalidade do texto, nos remete a uma reflexão sobre a nossa história. Notícia ruim mesmo foi o que aconteceu no último dia 13 de fevereiro. Por alguma incompetência do Incra do Rio de Janeiro, a fazenda do Vargas, ocupada há quase quatro anos pelo MST e já em processo de vistoria das terras para fins de reforma agrária, foi leiloada e vendida por um preço bem abaixo da média, cerca de 50% de seu valor. Bom para quem a comprou, que pagou pouco, e péssimo para as famílias que ocupam o local e já produzem diversos alimentos, que são vendidos em feiras de Valença. Vamos ver como vai acabar essa história, que até o momento apresenta um final longe de ser feliz.

Como ficar bravo com críticas tão sinceras e construtivas como as suas?! Primeiramente, os temas abordados são justamente publicados porque acreditamos e lutamos cotidianamente para colocá-los em prática. Porém, nem tudo é possível. Mas é importantíssimo ressaltar que a discussão teórica também colabora para a emancipação humana. Pensar, refletir, questionar, são grandes passos para grandes mudanças, sejam internas ou externas. Sobre as fotos, gostamos de retratar crianças porque elas significam muito para nós: inocência, esperança, resistência (principalmente as que retratamos nos espaços populares, acampamentos do MST, ocupações de sem-teto, etc.). Nossa primeira edição (se a quiser, basta solicitar) foi sobre a situação do Hospital Geral (abril de 2005) e, desde lá, temos pouco conhecimento de

Como sempre, desejamos a todos uma ótima leitura e esperamos sempre que nossos leitores participem do Valença em Questão, seja como a nossa amiga Beatriz, que nos enviou email (vejam ao lado), seja produzindo artigos para publicação, sugerindo pautas, escrevendo sobre seu bairro, sua rua, seus amigos. O que queremos é nos tornar uma publicação que represente os nossos interesses. Uma outra ferramenta que está dando muito certo é o nosso blog, hoje com mais de três mil acessos. Vale uma visita e um comentário. Esperamos por todos, no blog www.blogdovq.blogspot.com e por aqui valencaemquestao@yahoo.com.br.

causa e tempo para preparar matérias sobre este assunto tão importante em nossas vidas. Caso sinta-se chamada a colaborar conosco com artigos, matérias, fotos sobre o tema, não hesite em entrar em contato! Gostei da sua sinceridade sobre o VQ ser bom porque é de graça. Colabore conosco! Critique sempre! Juntos é que vamos fazer do VQ uma ferramenta cada dia mais representativa da maioria da população. Bebeto ——— Bom, primeiramente obrigada por vocês terem me respondido rápido, porque estava morrendo de curiosidade. Gosto do jornal não só porque ele é 0800, gosto dos temas abordados e os trabalhos realizados na periferia, como um que eu vi na escola da Biquinha [Projeto Cinema nos Bairros]. E pedi pra falar sobre o Sistema de Saúde na cidade porque eu sou acadêmica de medicina e acharia legal se pudessem fazer alguma entrevista com médicos e saber o que eles acham do SUS de Valença. Você foi muito simpático. Fiquei até com medo depois que mandei o e-mail. Muito obrigada, me senti honrada não só como cidadã, mas também de ver que a opinião dos leitores valem pra vocês. Parabéns a toda a equipe e principalmente a você. E eu gostaria de ler alguns textos do meu primo Rafael [bacharel em Filosofia] sobre o que ele acha da podridão da política valenciana. Ah, e adorei a coluna que escreveram sobre a menoridade penal. Agradecida, Beatriz Rodegheri.

Onde encontrar o VQ: Academia Espaço do Corpo (Clube Valenciano), Acquademia (Bairro de Fátima), Bar São Francisco (São Francisco), Banca do Jardim de Cima, (Centro), FAA (Diretório e Centros Acadêmicos), Hollywood Vídeo Locadora (Rua dos Mineiros, 150, loja B, Centro), Miriam Lajes (Rua Barão de, Aliança, 137, Aparecida), Revistaria Vamos Ler (Centro), SEPE (Rua Araújo Leite, 280, Centro), www.valencavirtual.com.br Endereço para correspondência: Rua Coronel João Rufino, 11, sala 702, edifício Panorama, Valença-RJ – CEP 27600-000. Contatos: valencaemquestao@yahoo.com.br, cafo83@yahoo.com.br (Bebeto), leleserafim@hotmail.com (Letícia) e castro_vm@hotmail.com (Vitor). Ou pelos telefones (24) 2453-4888 (Recados) e (21) 8187 7533 (Vitor). Luiz Fernando Júnior

Expediente

Projeto Gráfico: Thiago Xisto - Editoração Eletrônica: Carolina Lara Jornalista Responsável: Vitor Monteiro de Castro Conselho Editorial: Bebeto, Letícia Serafim e Vitor Monteiro de Castro Colaboraram nesta edição: Francisco Lima, Antônio Augusto e Rafael Monteiro Tiragem: 2000 exemplares - Impressão: Gráfica Rioflorense O Valença em Questão é uma publicação mensal da Rede Jovem Valenciana, de circulação no município de Valença, arredores e Rio de Janeiro, além de enviado via correio eletrônico.

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Chávez e a revolução na Venezuela O Valença em Questão, em número anterior [edição 27], deu destaque à Venezuela ao divulgar artigo do professor Paulo Roberto Figueira Leal, no qual o autor se recusa a considerar o presidente Hugo Chávez como “o monstro ditatorial desenhado pela grande mídia brasileira”. A cobertura da mídia brasileira não poderia ser pior: a demonização de Chávez inclui uma desastrosa edição da Veja, de abril de 2002, quando a revista festejou o golpe de Estado contra Chávez e comemorou na capa “A queda do presidente fanfarrão”. O golpe durou 48 horas. Ao chegar às bancas, a revista já se tornara velha e se prestou à gozação. Puseram como ditador o presidente da federação industrial - adepto da Opus Dei, seita de extrema-direita criada pela ala clerical do fascismo espanhol. Os golpistas receberam imediatos sinais de reconhecimento vindos do governo Bush. A tentativa de acabar com a democracia na Venezuela passara diretamente pela embaixada americana. A CIA e a Veja não levaram em conta um “detalhe”, não era mais um clássico golpe na América Latina: Chávez voltou ao Palácio de Miraflores nos braços do povo, demonstração de seu inequívoco apoio popular. Bravatas da mídia Em matéria de antijornalismo, recente edição do Fantástico não ficou atrás da Veja em ridículo e manipulação: a Globo induziu os brasileiros ao estado de alerta contra o suposto perigo militar venezuelano e à conseqüente iminente invasão do Brasil. Diante de tanta irresponsabilidade e desinformação deliberada, impõe-se às forças democráticas acumular forças para questionar a concessão pública à Rede Globo, renovada em outubro de 2007 sem qualquer objeção governamental. Este o tom da grande mídia. E por que os setores conservadores satanizam Chávez? Não toleram, por exemplo, a não renovação da concessão da RCTV, que instigou e integrou a tentativa de golpe de Estado de 2002.

Que atrevimento, Chávez, um mestiço não pertencente à minoria dominante criolla (descendentes de brancos nascidos na América de colonização hispânica), adotar políticas populares de saúde, contra o analfabetismo, pela educação, amplas garantias trabalhistas, estimular o sindicalismo, assegurar a previdência pública, a reforma agrária, criar novos órgãos de poder popular. Reformas populares Realmente, essa gente, o povo venezuelano, não conhece mais seu lugar. Os poderosos deixaram de perpetrar massacres como o “Caracazo”, em 1989, quando manifestações populares em todo o país, deflagradas pelo protesto ao aumento das passagens de ônibus em Caracas, mostraram o descontentamento generalizado com a política de recessão e desemprego imposta pelo FMI. O Exército atirou contra o povo, com um número de mortos estimado entre 1500 e 3000. A resposta popular: a constante ascensão de Hugo Chávez. O imperialismo odeia a revitalização da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), em grande parte devida à atuação de Chávez. Quando assumiu a presidência da Venezuela, o preço do barril do petróleo despencava: de US$ 21,91, em janeiro de 1997, baixou ao patamar de US$ 8,74 em dezembro de 1998. O mesmo barril, em 23 de janeiro de 2008, valia aproximadamente US$ 84. O aumento do preço significou fabulosa receita aos países produtores, nada alheia à pressão da Venezuela na OPEP. Que diferença de Chávez para os príncipes árabes, governantes ditatoriais garantidos pelos EUA, subservientes a Washington, prontos a desvalorizar o petróleo em prejuízo de seus próprios países. E o mais inaceitável, o dinheiro do petróleo, pela primeira vez na história da Venezuela, empregado para melhorar substancialmente a vida do povo, elevar salários, distribuir a renda, utilizado em medidas e obras com finalidade social.

Antiimperialismo Não suportam hoje a PDVSA sob controle público e democrático. E muito menos sua política de mútuos negócios vantajosos com os demais países latino-americanos. No Brasil, associada à Petrobras, a PDVSA constrói em Pernambuco a Refinaria de Abreu e Lima, com investimentos de US$ 2 bilhões da estatal venezuelana. Os defensores das injustiças sociais na América Latina não podem admitir o fato de Chávez combater o criminoso bloqueio econômico americano a Cuba. Detestam a política externa independente da Venezuela, não subordinada aos EUA e ao restrito grupo de países mais ricos do mundo. A grande mídia diz que Chávez é um ditador, mas esconde seu desempenho em dez processos eleitorais de dimensão nacional [veja box]. As reformas populares na Venezuela se realizam com aval eleitoral e participação popular, característicos de um processo revolucionário em curso. O atual governo também comete erros, inevitáveis, ocorrem ações desencontradas em diversas áreas, a corrupção de longa tradição não se acaba da noite para o dia. Há falta de preparo, de quadros e de medidas adequadas em diversos ministérios. Nada de estranho em um país com pesada herança de dominação, saque, secular exclusão popular. A grande mídia não ecoou à toa o rei da Espanha, Juan Carlos, filhote do fascista Franco, representante de uma monarquia que sugou nossa América por quatro séculos. Agora preposto de multinacionais como o Santander e Telefônica. Quando Juan Carlos gritou “Por que não te calas?”, exprimiu mero desejo, irrealizável. Calar Chávez seria silenciar os povos do continente, o antiimperialismo, sentimento e ação crescente na Venezuela bolivariana. Antônio Augusto, jornalista

Dez eleições disputadas por Chávez

31 de outubro de 2004: eleições regionais, ganhas por partidários do chavismo em 22 dos 23 estados venezuelanos.

6 de dezembro de 1998: primeira eleição presidencial vencida por Chávez, com 56,2% dos votos.

4 de dezembro de 2005: eleições parlamentares, a oposição se decide pelo boicote, abstém-se; apenas ligeira variação de comparecimento abaixo da média em eleições desse tipo.

25 de abril de 1999: referendo para legitimar a convocação da Assembléia Constituinte; 92% sufragam o ‘’Sim’’. 23 de maio de 1999: elaborada a Constituição, novo referendo a submete à vontade popular; o apoio é de 71,8%. 30 de julho de 2000: de acordo com a nova Constituição, eleições gerais renovam todos os mandatos, inclusive o de Chávez; reafirmado com 59,7%. Na prática, duas eleições nacionais, a dos parlamentares e a do presidente. 15 de agosto de 2004: após a tentativa de golpe de abril de 2002, ‘’referendo revogatório’’,insistentemente defendido pela oposição, com o objetivo de destituir Chávez; o feitiço volta-se contra o feiticeiro e Chávez obtém 59,1% de aprovação.

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3 de dezembro de 2006: nova eleição presidencial, ao se concluir o mandato conseguido por Chávez em 2000; ele alcança 62,8% dos votos, vitorioso nos 23 estados venezuelanos, inclusive em Zulia, governado por seu adversário na eleição, Manuel Rosales. 2 de dezembro de 2007: plebiscito de reforma constitucional, única derrota eleitoral de Chávez, diferença de apenas 1,41% dos votos (124.962 no universo de 8.883.746 votos válidos). Ao contrário do propalado pela oposição, de que o presidente não aceitaria o resultado em caso de derrota, o governo acatou normalmente a voz soberana das urnas. Com informações de Bernardo Joffily (www.vermelho.org.br)


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Papo de botequim Muitos vêem os botequins apenas como locais de maus costumes, verdadeiros antros da perdição humana. Porém, estas pessoas não percebem que estes estabelecimentos são legítimas referências da cultura popular, onde se é possível aliar entretenimento com a degustação de bebidas e comidas variadas. Quem nunca bebeu uma batida de jambo pra abrir o apetite e depois se deliciou com uma moela à mineira acompanhada de uma cerveja geladíssima e uns sambas de Cartola, Paulinho da Viola e João Nogueira, não sabe o que está perdendo! Mas, além disso, em cidades onde não existe uma estrutura de aparelhos e agendas culturais suficientes para atender as demandas da população, os botequins significam um importante centro de resistência ao ímpeto do mundo globalizado em tornar as pessoas tristes, “prozaquianas”, egocêntricas e dependentes de livros de auto-ajuda. É costumeiro ouvir pelas ruas de Valença a frase: “em Valença a única coisa que cresce é o número de farmácias”. Assim, em espaços de confraternização, como a rua dos Mineiros, não podemos admitir que os locais destinados ao lazer cedam lugar a drogarias, igrejas, sapatarias e lojas de material de construção. A Rua dos Mineiros, em sua origem, era justamente um local de passagem e reunião obrigatória das tropas mineiras que demandavam a corte do Rio de Janeiro. Sempre foi um local de encontro, bate-papo, diversão, e assim deve continuar. O recente fechamento da Padaria Carvalho causou um baque em muita gente e entristeceu nossa rua. Os casarios antigos sufocados por modernas e horríveis construções descaracterizam e retiram sua beleza, somando-se ainda a esses problemas a questão da fiação aérea (faz dois anos que ouvi de um engenheiro eletricista sobre um projeto para o cabeamento subterrâneo da rua dos Mineiros. Torço muito!).

Moela à mineira Corta-se a moela de frango em pedaços, cozinha-se bem, em panela de pressão, já com o tempero. Depois, junta-se em outra panela o molho, carregando no tempero para ficar mais picante, com duas versões: açafrão ou extrato de tomate. Depois do molho bem grosso, serve-se acompanhando pãozinho fatiado e uma boa cerveja geladíssima.

Agora foi o bar do Fred (que retornou para o lado da boa e velha Casa da Manteiga) que provavelmente virará uma loja de materiais de construção. É preciso frear essa transformação e dialogar com esses empreendedores sobre sua importância para a rua. O entretenimento é um dos maiores geradores de renda e emprego no mundo. Precisamos, urgentemente, definir um plano de ações para revitalizar este espaço e seu entorno (Jardim de Baixo, Jardim de Cima, casarios antigos, etc.) e torná-los, definitivamente, o coração cultural, turístico e artístico da cidade de Valença. Para isso, nada melhor do que assembléias e fóruns municipais para discutirmos as melhores políticas públicas e como de fato executá-las. Só com planejamento e boa vontade é que conseguiremos tornar a Rua dos Mineiros uma referência em espaço público de interação social. Imaginem uma Rua dos Mineiros com seus prédios tendo as fachadas com as características originais; tendo bares com uma bela infraestrutura e organizando festivais de comida e bebida de boteco; com um comércio vendendo artigos típicos da região; com cabeamento subterrâneo. Enfim, uma rua dos Mineiros que respire cultura popular e valorize nossa terra e gente. Isso é possível, basta querermos e exigir que isso seja discutido com a população! Mas, claro, regado a uma boa cerveja gelada, uma pinguinha bem envelhecida e um belo peito de boi com batata calabresa! Servido? Bebeto Engenheiro de produção e membro da Rede Jovem cafo83@yahoo.com.br

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A luta continua. Sempre!

Crédito-VMC

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Desde o dia 13 de maio de 2004 em poder do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), a Fazenda Vargas foi leiloada no dia 13 de fevereiro de 2008/. Por incompetência e inoperância do Incra-RJ (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), o acordo celebrado em julho do ano passado não foi levado a efeito. À época, por articulação política do MST, ficou acordado em Brasília, com representantes do INSS ((Instituto Nacional de Seguridade Social) e INCRA que a fazenda seria comprada para fins de Reforma Agrária. Os R$340.000,00, valor da venda em leilão da fazenda, foi considerado pelo próprio presidente do Incra como “dinheiro de cafezinho”. O processo de reintegração de posse foi suspenso para que o Incra desse encaminhamento nas questões burocráticas do processo de cessão da fazenda para fins de reforma agrária. Porém, o Incra-RJ não atentou para o fato de que o processo estaria suspenso por apenas 90 dias, prazo suficiente para dar os encaminhamentos necessários. Terminado o prazo sem que o Incra tivesse se manifestado, nem mesmo para requerer novo prazo, a fazenda foi a leilão. Vale destacar que o Incra não pôde nem participar do leilão, já que o dinheiro de “cafezinho”, por questões legais, já havia sido devolvido pelo Incra aos cofres do Tesouro. Como o Congresso Nacional ainda não havia aprovado o orçamento de 2008, ficou o Incra-RJ sem condições de participar do leilão.

Porque a burocracia federal do Incra, responsável pelo processo de reforma agrária, deveria se preocupar em assentar 12 famílias sem terra? Afinal, ela está dentro de uma estrutura profundamente controlada pelos banqueiros e grandes empresários da cidade e do campo, responsáveis por astronômicos e imorais lucros obtidos à custa do povo trabalhador. Com isso deixou que a fazenda fosse comprada pelo senhor Rafael Ferreira Matos, que muito provavelmente está muito mais preocupado em engordar seus polpudos lucros. Apropriou-se com dinheiro de “cafezinho” da fazenda ocupada por famílias sem terra que buscavam dignidade produzindo alimentos que eram vendidos nas feiras de nossa cidade. Uma vez mais venceram, aparentemente, os operadores de esquemas públicos e privados, que não faltaram no desenrolar de todo o processo. Mais uma vez venceu o capital em detrimento do pão, da terra, do trabalho, da dignidade, da liberdade e da paz, elementos fundamentais à sobrevivência humana, porém impossíveis de serem alcançados plenamente nos marcos da sociedade capitalista. Só não conseguiram vencer o sonho socialista que tremula nas bandeiras vermelhas e nas mentes das famílias sem terra, que se renova e se fortalece na continuidade da luta, muito embora tão acostumadas às derrotas, como qualquer pessoa do povo trabalhador brasileiro. A ocupação Manuel Congo está viva, pronta para empunhar suas foices!!! Francisco Lima, advogado e integrante do MST

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É a segunda entrevista de Libório Costa ao Valença em Questão. Mas ela se faz necessária. Nesse meio tempo, entre as duas entrevistas, Libório foi chamado para ser secretário de Cultura e Turismo de Valença (segundo ele por causa da entrevista aqui) e pediu sua exoneração. E isso de outubro a fevereiro, apenas quatro meses. Numa conversa franca, pré jogo em que o Botofago se classificaria para a final da Taça Guanabara vencendo o Fluminense, o botafoguense Libório soltou o verbo e desabafou alguns dos problemas vivenciados durante sua gestão. Uma entrevista que vai dar o que falar.

Entrada na secretaria de Cultura e Turismo - O grande mérito de eu ter sido convidado, um fator detonador, foi a entrevista que eu concedi a vocês. A partir da entrevista as pessoas conheceram minhas idéias, culminando com o convite do Wilson Fort para entrar no governo Fábio Vieira. Isso é senso comum, o Wilson ficou sabendo e aprendeu a dar atenção e valor ao que eu estava fazendo na cidade por causa da entrevista que eu dei para vocês. Muita gente na cidade ficou tomando conhecimento de quem eu era e do que eu estava fazendo por causa da entrevista de vocês. Até então os setores populares, a Folia de Reis, me conheciam, mas a cidade não sabia. A entrevista foi fundamental para meu nome vir à tona.

vendo, então a secretaria de cultura não era prioridade para ele? Ele me deixou numa sinuca de bico, porque quem estava levando o ônus todo da parada era eu, porque eu que era o secretário. Eu não estou aqui para fazer crítica pessoal, mas acho que houve falta de compromisso e responsabilidade. Essa coisa de querer ser o salvador da pátria do governo Fábio Vieira, querer ser o milagreiro, eu acho até uma atitude louvável, mas isso só não resolve. Tem aquela velha frase do Chico Science: “o orgulho, a arrogância e a glória enchem a imaginação de domínio”, e pior ainda são as falsas glórias e os falsos poderes, porque se a glória e o poder legítimos já enchem a imaginação de domínio, pior quando são as falsas glórias e os falsos poderes.

E quando o governo sentiu a necessidade de tirar a Daniele por questões políticas, fui procurado pelo Wilson Fort me dizendo que ele tinha carta branca no governo e que era o momento de eu assumir a secretaria. Falei que não ia sair de pedra para virar vidraça sem ter compromisso, sem acreditar nisso. Mas ele me vendeu um monte de situações de autonomia, de condições de trabalho, que me levou a acreditar no desafio, mesmo sabendo que ia ser difícil.

Deus tá vendo - E aí entra uma outra crítica que eu queria fazer que é a questão do jornal “Deus tá vendo”. Nesta edição que o Wilson Fort ficou preparando na semana do carnaval, tem na pagina 02, “Governo Fábio Vieira para o Deus tá vendo”, onde ele coloca: “Preocupado com a situação complicada o prefeito procurou alternativas. Com este espírito no final do ano passado alguns arcanjos [enfatiza] foram convidados a trabalhar na secretaria de Cultura e Turismo e aceitaram, vêm fazendo inclusive um ótimo trabalho como já se pôde perceber neste curto espaço de tempo e quase sem verba alguma produziram a Virada Cultural na cidade” e tal, tal, tal...Coloca como se essas ações todas fossem fruto do Deus tá vendo. Eu nunca vi o Deus tá vendo discutir estes assuntos, nunca vi o Deus tá vendo levantar um debate sobre a importância da cultura popular, nunca fui arcanjo do Deus tá vendo e a única pessoa que entrou na prefeitura do Deus tá vendo foi o Wilson Fort, pois o Titi já era da secretaria. Então, eu não entendo esse artigo querendo me vincular, e querer vender como se a gestão minha na secretaria de cultura fosse uma gestão Deus tá vendo. Isso aqui vai de encontro a uma matéria que está do lado, que Deus tá vendo é verdade. Se eles acham que Deus tá vendo é verdade, Olorum acha que Deus tá vendo tá mentindo.

Dificuldades - A dificuldade administrativa eu já sabia que ia passar. Esse foi um desafio que eu assumi, e não foi isso que me fez sair da secretaria. O que me motivou a entregar o cargo na sexta-feira, véspera de carnaval, não foram as questões de verba, condições de trabalho. Isso tudo foi complicado, fatores estressantes (nas três semanas anteriores ao carnaval, o telefone da secretaria não tocava, não falava, o celular cortado, sem Internet. Fazer produção sem meios de comunicação... O meu celular pessoal passou a ser o telefone da secretaria, que cortaram por falta de pagamentos). Saída - Mas o que me levou a sair foi a falta de responsabilidade do Wilson comigo. Ele me convidou para assumir uma secretaria e garantiu condições de trabalho que ele mesmo não cumpriu. Claro que ele teve os problemas dele. Da mesma forma que ele me enganou, foi enganado por falsas promessas do governo Fábio Vieira. Nem as questões administrativas, por exemplo, que quando entrei solicitei a ele urgentemente um relatório de todas as despesas que não estavam pagas da gestão anterior, ele não fez até hoje. Ele é uma pessoa inteligente, sagaz, perspicaz, mas virou o homem todo poderoso dentro do governo, é dublê de secretário de administração, é dublê de secretário de governo, era o dublê de secretário de cultura. Na semana anterior ao carnaval se ausentou um dia para gravar programa do prefeito, no outro dia para fazer a edição do Deus tá

E ainda ficar se vangloriando com ações dos outros?! Insinuar que o Libório era arcanjo do Deus tá vendo, que as minhas idéias eram idéias do Deus tá vendo, isso é uma grande mentira, uma grande falácia! Com que interesse isso foi colocado? E ainda tem mais mentira neste texto que eu li aqui. Falar que foram eles que acabaram com a OSCIP mostra um desconhecimento profundo do processo, já que foi uma ação popular impetrada contra a OSCIP. O Fábio Vieira já tinha feito um acordo de conduta técnica na justiça para acabar com isso porque ele sabia que era ilegal. Agora, falar que isso é mérito do Deus tá vendo também é mais uma falsa glória, no meu ponto de vista. Outra coisa que quero deixar claro é que, ao contrário do que foi noticiado por aí, que a

minha amizade com o Wilson Fort foi rompida, eu nunca fui amigo dele. O conheci quando ele foi na minha casa me convidar para ser secretário de cultura. Não tinha nenhum envolvimento com ele, nunca escrevi para o Deus tá vendo. Tinha críticas profundas ao Deus tá vendo de anos, que foram colocadas de lado para não ser um radical e não julgar a pessoa pelo que os outros falam. Tem um artigo muito bom nesta mesma edição do Deus tá vendo que é Informação, desinformação e misinformação. E na outra página escrito “Deus ta Vendo é verdade”. O próprio jornal é super contraditório. Por que o que eles estão fazendo é desinformação e misinformação, criando factóide e vendendo isso como verdade. A questão da minha gestão até a minha saída da secretaria de cultura, da questão da OSCIP, da relação deles com o Fábio Vieira, isso tudo é desinformação.

Outro artigo aqui que é Desordem Urbana, que é a capa do jornal, pretende discutir a falta de postura, barracas no meio da rua, brigas. Isso é um exemplo do descompromisso que eles têm com o coletivo. Quando você discute código de postura, você tem que trabalhar primeiro a questão da relação interpessoal. Da postura que você tem com o coletivo, essa coisa de você se sentir superior e não se inserir nos movimentos coletivos da sua cidade... Eu nunca vi esse pessoal do Deus tá vendo em nenhuma reunião do plano diretor, do conselho da cidade. Tem um A partir da calendário aprovado de dois minhas idéias, c meses de reuniões nos distritos e Fort para ent na cidade para discutir os códigos de postura, e tem essa matéria falando sobre postura e não se fala do movimento que está acontecendo na cidade para discutir justamente isso? Acho que isso acontece porque não existe uma postura do senso coletivo. Eu prefiro a prática à teoria. Você só ficar de discurso, se achando superior, o dono da verdade, com arrogância e prepotência, isso não constrói transformação nenhuma. Não é esse tipo de postura política que o século 21 quer da gente. Temos que partir para o respeito à alteridade, divergir no debate e tentar buscar o que une e não o que diverge. Eu não acredito em pessoas que só ficam no blá, blá, blá. Isso não é coerente. Dívidas - Para vocês terem uma idéia, esse relatório que eu pedi é porque o jornal que a Daniele Dantas distribuiu na Festa da Glória não foi pago. Ela mandou imprimir sem ter verba. Vários eventos realizados em Conservatória, os 150 anos da cidade, Festival

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Ano III, nº 29, Valença, 2008 de Cinema de Conservatória, nada tinha sido pago quando eu cheguei lá em 22 de outubro. Então, eu perdi 40 dias da minha gestão conversando com fornecedores e prestadores de serviço que não receberam por serviços que tinham sido solicitados pela gestão anterior. Quando eu acordei já estava na hora de pensar em final de ano, reveillon, Folia de Reis e carnaval. Isso tudo eu me propus a fazer, que era trabalhar a questão da memória, da identidade, e nesses 100 dias que eu fiquei lá, o pouco que eu pude fazer, eu fiz.

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entrevista as pessoas conheceram culminando com o convite do Wilson rar no governo Fábio Vieira

A exposição das Folias de Reis, o cortejo, de o encontro em dois dias, a virada multicultural, o mapeamento dos estudantes, o tema do carnaval, isso tudo estava dentro da minha filosofia de ação, mas o trabalho de gestão acabou que não tive tempo de fazer, porque fui atropelado pelo calendário de eventos da cidade. Mesmo assim tentei plantar uma semente dentro desses eventos para que tivessem seqüência. A equipe que eu montei que ainda está lá - o Renato, o Gabriel, o Luis Francisco - eles têm plena condições de fazer isso. E gostaria muito que eles dessem continuidade a esses projetos. Experiência - Quando você entra no poder público, e isso é uma coisa que eu me empenhei muito, atendi todas as pessoas que

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7 chegaram na secretaria de Cultura, seja da gráfica Rio Florense querendo cobrar, gente querendo criticar ou pessoas querendo apresentar projeto. Atendi a todos. Você tem que ouvir, que você minimiza os riscos de posturas antipáticas, arrogantes, prepotentes. A minha experiência lá foi muito boa, aprendi muito, agradeço ao Wilson Fort ter me convidado a assumir o cargo, mas eu me desencantei com essa forma de postura, meio rolo compressor, de achar que é o dono da verdade, de achar que sabe tudo e não focar a ação dele na secretaria de cultura. É um cara que é inteligente e tudo

virada cultural diferente do que já foi feito, porque não foi apenas um showzinho de virada. E isso gera produção. Depois das Folias de Reis foram 12 dias de jornada, evento quase todo dia. Eu trabalhava uma média de 10 a 12 horas por dia. Acabou isso, foi direto carnaval. Eu sou totalmente contra essa política de eventos, mas eu tive que trabalhar com manutenção do calendário, que é obrigatório. A partir do carnaval que eu ia começar a pensar na seqüência do mapeamento, das oficinas artísticas e tal. Mas a verba da prefeitura, R$ 381 mil da função cultura, foi toda embora praticamente no carnaval. Saída para falta de verbas - Das promessas que me foram feitas, uma era que a partir de 1º de janeiro, teríamos uma reforma administrativa implantada na prefeitura e eu teria autonomia para nomear quem eu quisesse. Isso também não se mostrou verdade. Até porque a estrutura administrativa que entrou em vigor a partir de 1º de janeiro é tão distante da realidade quanto a antiga. A secretaria de cultura e turismo precisa ter produtor cultural, captador de recursos, elaborador de projetos, avaliador de projetos. Já que a cidade é pobre, não tem recursos, PIB baixo, você tem que ter técnicos competentes para sair captando recursos, tem que ter planejamento.

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mais, mas de boa intenção o inferno está cheio. Quando se ocupa um cargo público você tem que procurar ser o mais isento, imparcial possível e ter atuação com interesse público, não com interesse de alimentar seu ego, seu orgulho, sua vaidade ou achando que o único governo que vai ter chance de trabalhar é o do Fábio Vieira, em pensar em sugar ao máximo. Quem tem competência se estabelece em qualquer governo. A gestão – Minha gestão se resumiu à manutenção do calendário tradicional da cidade. Com o diferencial das Folias de Reis. Mas qualquer secretário de cultura e de turismo tem essa agenda que é fixa. E neste ano o carnaval foi no inicio de fevereiro, o que gerou um desgaste profundo. Trabalhar a

Eu trouxe um profissional competente, recémformado em produção cultural, para trabalhar comigo na questão de projetos de captação, mas acabou virando assessor do senhor subsecretário. Ia gravar programa do prefeito. Até isso não foi respeitado. Então, em alguns momentos eu fui desrespeitado enquanto secretário. Tomava decisões e o sub-secretário resolvia outras coisas sem me consultar. Chegou a um ponto insustentável. E já que foi ele que me convidou, eu tive a hombridade de chegar na sexta-feira de carnaval e entregar o celular– que não servia nem para receber nem para falar -, simbolicamente, e junto a responsabilidade de assumir a secretaria, já que alguns compromissos que assumiu comigo ele não estava cumprindo. Conservatória - Conservatória é uma república anárquica, independente dentro de Valença. Tem o primeiro arranjo produtivo local de cultura e entretenimento no Brasil, tem um mapeamento cultural feito pelo Sebrae e Instituto Idéias. Começou com a organização da sociedade civil, os empresários, produtores culturais, hoteleiros. Lá tem eventos culturais em 38 semanas no ano, e o ano tem 52 semanas. Ou seja, tem uma vida cultural muito mais adiantada que a própria sede do município. Eu acho que a situação da emancipação de Conservatória está por um fio. Considero legítimo este caminho que Conservatória, Santa Izabel e Ipiabas estão tomando. Mas, como valenciano, lamento. Vai ser uma perda muito grande para o mosaico cultural e histórico do município, como as serestas e o quilombo São José. Secretário de novo - Voltaria a ser secretario numa negociação muito mais límpida e transparente e com pessoas que tenham simplicidade, humildade e interesse coletivo na frente de arrogância, prepotência e interesse pessoal.


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Ano III, nº 29, Valença, 2008

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Notas

Filme <<<

OAB e as mulheres Dia 7 de março a Ordem dos Advogados do Brasil, 7º subseção, realiza evento em homenagem ao dia internacional da mulher. A festa será no restaurante da Neuza, na rua dos Mineiros, a partir das 20h. Aftosa Em março inicia-se a campanha de vacinação contra a aftosa. A sanidade de seu rebanho é fundamental para toda a economia da região. Tire suas dúvidas sobre a vacinação do gado pelos telefones: Secretaria de Agropecuária e Meio Ambiente – (24) 2453-2121; Núcleo de Defesa Sanitária – (24) 2442-2478; EMATER – (24) 2452-0939 Manifestação popular Dia 19 de março moradores da ocupação no bairro da Varginha realizam manifestação na prefeitura municipal e vão à rádio Alternativa Sul e na Câmara dos vereadores para falar do “descaso total do município em relação à habitação”, segundo o movimento. No dia seguinte, 20 de março, haverá uma feijoada na quadra da escola da Varginha para comemorar o 1º ano da ocupação. Encontro do Psol No próximo dia 21 de março, o Psol de Valença realiza seu 2º encontro municipal na Câmara dos vereadores. A proposta do encontro, aberto ao público, é discutir as eleições municipais, realizar um debate sobre a participação do partido nas próximas eleições e a sua relação com os movimentos sociais. Aniversário No dia 4 de março, comemorou seu quinto aniversário Eduardo Alexandre. Parabéns a ele, hoje mais crescido do que na foto em que foi “modelo” do VQ na última edição, como podem ver ao lado.

Mutum – Sandra Kogut Baseado na novela “Campos gerais”, de Guimarães Rosa, a história é narrada do ponto de vista de uma criança, que cresce e vai discernindo, de forma confusa a complexidade do mundo para onde ele vai, o mundo dos adultos.

<<< Disco Ramones - The Ramones (1976) Este é o disco de estréia dos mestres do punk rock, The Ramones, e que os impulsionou para mais de 20 anos de carreira. Produzido por Craig Leon, os quatro rapazes de Nova York trazem toda a essência punk nas quatorze músicas desse CD gravado no Plaza Sound do Radio City Music Hall. Um clássico!

Livro <<< Fidel Castro – uma biografia consentida Escrito pela jornalista Claudia Furiati, a obra demorou quase dez anos para ser concluída. Vale a leitura desse livro principalmente agora com a renúncia de Fidel em Cuba. Em declaração em nome de Fidel Castro, o comandante Jesus Montané diz: “Está não será uma biografia autorizada, muito menos oficial. Trata-se de uma biografia consentida (..)”.

<<< Internet Blog do Emir - www.agenciacartamaior.com.br Articulista da Carta Maior, professor e coordenador do Laboratório de Políticas Públicas da Uerj, Emir Sader resume assim o espírito do blog: “Este será mais um espaço para pensar a política, o Brasil e o mundo”. Sader pretende chamar a atenção para o que costuma ser tratado de forma secundária, destacar as questões estratégicas da conjuntura nacional e internacional e identificar os desafios colocados à frente da esquerda brasileira e latino-americana.

Publicação <<< Le Monde Diplomatique Desde o final de 2007, podemos encontrar nas bancas a edição brasileira do jornal Le Monde Diplomatique. Fundado há 50 anos na França, a publicação se afirmou como o mais importante veículo de política internacional.

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superior, o dono da verdade, com arrogância sabia que ia passar. Esse foi um desafio que eu assumi, e não foi Eu prefiro eu concedi a vocês...

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