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Rede de Castelos e Muralhas do Mondego Š


No ano de 1064, D. Fernando conquista Coimbra, um episódio capital no longo processo de reconquista cristã. Doravante, Coimbra e a bacia do Mondego assumem a defesa da fronteira entre dois mundos. Ao comando desta nova fronteira está Sesnando Davides. Criado na corte de Abbad al Mutadid, este Moçárabe coloca-se ao serviço de D. Fernando e é nomeado primeiro Governador de Coimbra, assumindo a guarda avançada do condado e criando a Linha Defensiva do Mondego. Criada em 2011, a Rede de Castelos e Muralhas do Mondego serve o propósito de valorizar o património presente no território desta Linha Defensiva. O nosso I Congresso figura enquanto um importante momento de apresentação pública deste projeto. Na sua origem encontra-se a oportunidade de potenciar o património histórico e cultural e de afirmar os factores diferenciadores, únicos do território, onde a Agência para o Desenvolvimento dos Castelos e Muralhas do Mondego tem a sua área de intervenção, partindo dos elementos da arquitetura militar que no passado defenderam a cidade de Coimbra e que hoje funcionam como elementos agregadores de um conjunto de entidades para outras conquistas e outros desafios. Partimos assim à reconquista dos nossos valores identitários, materiais e imateriais, que tecem a pertinência de alavancarmos economicamente e culturalmente estes territórios. É neste sentido, que nos dias 22 e 23 de novembro, estaremos juntos. Para debater e refletir sobre o caminho que já percorremos, os propósitos, as necessidades e oportunidades de um projeto de desenvolvimento cultural e turístico como o que ambiciona ser a Rede de Castelos e Muralhas do Mondego. Parta à Reconquista connosco! Luís Filipe da Silva Lourenço Matias

Presidente da Direção da Agência para o Desenvolvimento dos Castelos e Muralhas do Mondego

BEM-VINDO


PROGRAMA 22 de novembro de 2013, sexta-feira 08h45 - CREDENCIAÇÃO | RECEÇÃO DOS PARTICIPANTES 09h30 - SESSÃO DE ABERTURA DO CONGRESSO Presidência da Câmara Municipal da Figueira da Foz; Presidência da Agência para o Desenvolvimento dos Castelos e Muralhas Medievais do Mondego; Presidência da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro. 10h00 - PAINEL I - A REDE DE CASTELOS E MURALHAS DO MONDEGO Moderador: António Tavares; Vereador do Município da Figueira da Foz. 10h10 - A Rede de Castelos e Muralhas do Mondego: que estratégia? Ivânia Monteiro, Coordenadora Técnica da Rede de Castelos e Muralhas do Mondego. 10h30 - A Linha Defensiva do Mondego, uma história a reconquistar Luísa Trindade, Docente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. 11h00 - PAUSA PARA CAFÉ CONTINUAÇÃO DO PAINEL I 11h20 - Castelo de Pombal: a valorização da forma e do conteúdo Município de Pombal. 11h40 - Necrópole de Miranda do Corvo: a descoberta de uma nova história Município de Miranda do Corvo. 12h00 - Torre de Anto: novas apropriações do património – Museu Municipal de Coimbra | Núcleo da Guitarra e do Fado de Coimbra Município de Coimbra. 12h20 - DEBATE 13h00 - ALMOÇO 14h20 - PAINEL II – O PATRIMÓNIO COMO UM VALOR IDENTITÁRIO E CULTURAL Moderadora: Celeste Amaro; Diretora Regional da Direção Regional de Cultura do Centro. 14h30 - A importância da valorização do património para o desenvolvimento social e económico dos lugares Ana Paula Amedoeira, Presidente do ICOMOS (Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios). 14h50 - A simbologia presente no património, o fascínio que o turismo cultural deve potenciar Paulo Alexandre Loução, filósofo e investigador do Instituto Internacional Hermes. 15h10 - Rotas temáticas: Turismo cultural como gerador de desenvolvimento económico e social Catarina Gonçalves, Spira – Revitalização Patrimonial, Lda. 15h30 - DEBATE 16h00 - PAUSA PARA CAFÉ 16h15 - PAINEL III – TURISMO CULTURAL, EXPERIÊNCIAS PÚBLICAS Moderador: Pedro Machado; Presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal. 16h20 - Guimarães 2012: A Capital Europeia da Cultura, Património e História - O programa e os impactos João Serra, Presidente da Fundação Cidade de Guimarães. 16h40 - A Rota do Românico, um produto de turismo cultural sustentado Rosário Machado, Diretora da Rota do Românico. 17h00 - O Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, a história ao serviço de um produto de turismo cultural João Mareco, Diretor do Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota. 17h20 - DEBATE 18h00 - ENCERRAMENTO CONGRESSOS

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23 de novembro de 2013, sábado 09h00 - CREDENCIAÇÃO | RECEÇÃO DOS PARTICIPANTES 09h30 - PAINEL IV – TURISMO CULTURAL, DA IDEIA À AÇÃO Moderadora: Maria do Rosário Castiço de Campos; Docente na Escola Superior de Educação de Coimbra. 09h40 - A recriação histórica e o seu impacto numa escala regional Guilhermo Llistó, Universidad Autónoma de Madrid; Pablo Rubio, Universidad Oberta de Cataluña. 10h10 - A experiência internacional de um operador de turismo na área da arqueologia Annabel Kate Lawson, Ex-Diretora da Andante Travels. 10h30 - Projeto OH!DARE-NE, DMO com experiências autênticas Luís Vieira, Coordenador do projeto Oh! Dare-ne. 10h50 - DEBATE 11h15 - PAUSA PARA CAFÉ 11h30 - PAINEL V - INDÚSTRIAS CULTURAIS, UMA NOVA OPORTUNIDADE DE REVITALIZAÇÃO SOCIAL E ECONÓMICA Moderador: António Cunha; Diretor Adjunto do Laboratório de Automática e Sistemas do Instituto Pedro Nunes. 11h40 - Empreendedorismo Cultural: enquadramento, oportunidades e necessidades Francisco Pegado, em representação do IAPMEI. 12h00 - Financiamento a projetos criativos culturais. A história pode ser o mote? Ricardo Luz, Presidente da Invicta Angels. 12h20 - A cultura como um recurso empresarial - uma aposta no segmento das indústrias criativas Carlos Martins, Presidente da ADDICT. 12h40 - DEBATE 13h00 - SESSÃO DE ENCERRAMENTO Presidência da Assembleia Geral da Agência para o Desenvolvimento dos Castelos e Muralhas Medievais do Mondego; Presidência da Turismo do Centro de Portugal, ERT; Representante da Secretaria de Estado da Cultura. 15h00 - VISITAS CULTURAIS Figueira da Foz ou Montemor-o-Velho.

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PROGRAM 22nd of November, 2013, Friday 08h45 - ACCREDITATION | RECEPTION OF PARTICIPANTS 09h30 - OPENING SESSION Presidency of Municipality Chamber of Figueira da Foz; Presidency of the Agency for the Development of Castles and Medieval Walls of the Mondego (ADCMMM); Presidency of the Centro Regional Coordination and Development Commission. 10h00 - PAINEL I - THE NETWORK OF CASTLES AND WALLS IN THE MONDEGO REGION Moderator: António Tavares ; Alderman of the Figueira da Foz Municipality. 10h10 - The Network of Castles and Walls in the Mondego Region: what strategy? Ivânia Monteiro, Technical Coordinator of the ADCMMM. 10h30 - The Defensive Line of Mondego, the history that urges regain Luísa Trindade, Professor at University of Coimbra. 11h00 - COFFEE BREAK CONTINUING THE PAINEL I 11h20 - Castle of Pombal: the appreciation of its form and contents Municipality of Pombal. 11h40 - Necropolis of Miranda do Corvo: discovery of a new history Municipality of Miranda do Corvo. 12h00 - Torre de Anto: new appreciations of patrimony – Museu Municipal de Coimbra/ Núcleo da Guitarra e do Fado de Coimbra Municipality of Coimbra. 12h20 - DEBATE 13h00 - LUNCH 14h20 - PAINEL II – THE PATRIMONY AS A IDENTITY AND CULTURAL VALUE Moderator: Celeste Amaro; Regional Director of DRCC. 14h30 - AThe importance of the patrimony appreciation for the local social and economic development Ana Paula Amedoeira, ICOMOS. 14h50 - The symbology present in the patrimony, the fascination that the cultural tourism should potentiate Paulo Alexandre Loução, Philosopher and Investigator at the Hermes International Institute.

15h10 - Thematic routes: Cultural tourism as an economic and social development generator Catarina Valença, Spira. 15h30 - DEBATE 16h00 - COFFEE BREAK 16h15 - PAINEL III – CULTURAL TOURISM, PUBLIC EXPERIENCES Moderator: Pedro Machado; President of the Tourism Entity of Centre Region of Portugal. 16h20 - Guimarães 2012: The Weight of History in the Construction of the European Cultural Capital João Serra, President of Fundação Cidade de Guimarães. 16h40 - The Romanesque route, a product of sustained cultural tourism Rosário Machado, Director of the Route of Romanesque. 17h00 - The Battle of Aljubarrota Interpretation Centre, a recreation of patrimony João Mareco, director of Batlle of Aljubarrota Interpretation Centre. 17h20 - DEBATE 18h00 - CLOSING

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23rd of November, 2013, Saturday 09h00 - ACCREDITATION | RECEPTION OF PARTICIPANTS 09h30 - PAINEL IV – CULTURAL TOURISM: FROM IDEA TO ACTION Moderator: Maria do Rosário Castiço de Campos; Professor at Coimbra College of Education. 09h40 - The historical recreation and its impact on a regional scale Guilhermo Llistó, Madrid University; Pablo Rubio, Cataluña University. 10h10 - The international experience of a tourism operator in the archaeological area Annabel Kate Lawson, Ex-director of Andante Travels. 10h30 - Project OH!DARE-NE, DMO with authentic experience Luís Vieira, Coordinator of the project Oh!Dare-ne. 10h50 - DEBATE 11h15 - COFFEE BREAK 11h30 - PAINEL V - CULTURAL INDUSTRIES: A NEW OPPORTUNITY FOR SOCIAL AND ECONOMIC REVITALIZATION Moderator: António Cunha; Associate Director of LAS from Pedro Nunes Institute. 11h40 - Cultural entrepreneurship: environment, opportunities and needs Francisco Pegado, in representation of IAPMEI. 12h00 - Financing creative cultural projects. History can be a mote? Ricardo Luz, President of Invicta Angels. 12h20 - Culture as a business resource - a wager on creative industries segment Carlos Martins, President of ADDICT. 12h40 - DEBATE 13h00 - CLOSING SESSION Presidency of the Assembly of Agency for the Development of Castles and Medieval Walls of the Mondego; Presidency of the Tourism Entity of Centre Region of Portugal; Representatives of the Secretary of State of Culture. 15h00 - CULTURAL VISITS Figueira da Foz or Montemor-o-Velho.

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PAINEL I – A REDE DE CASTELOS E MURALHAS DO MONDEGO A Rede de Castelos e Muralhas do Mondego: que estratégia? Ivânia Monteiro - COMUNICAÇÃO No ano de 1064, D. Fernando Magno conquista Coimbra, um episódio capital no longo processo de reconquista Cristã. Doravante, Coimbra e a bacia do Mondego, assumem a defesa da fronteira entre dois mundos, o Cristão e o Muçulmano. Ao comando dessa nova fronteira esteve o Moçárabe Sesnando Davides, nomeado primeiro Governador de Coimbra, assumindo a guarda avançada recorrendo a um conjunto de estruturas defensivas sob sua administração. Os Castelos de Coimbra, Lousã, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Penela, Pombal, Soure e a atalaia de Buarcos formavam, entre outras estruturas militares, a Linha Defensiva do Mondego. A Rede de Castelos e Muralhas do Mondego procura dignificar essa história e criar a partir do património histórico e cultural um produto turístico de excelência, assente na mobilização de parceiros para a criação de dinâmicas conjuntas, entre eles a Direção Regional de Cultura do Centro, a ERT, Turismo do Centro de Portugal, o Instituto Pedro Nunes, os Municípios de Coimbra, da Figueira da Foz, da Lousã, de Miranda do Corvo, de Montemor-o-Velho, de Penela, de Pombal e de Soure e a Universidade de Coimbra. Juntos, dão vida à Agência para o Desenvolvimento dos Castelos e Muralhas Medievais do Mondego, uma entidade sem fins lucrativos, criada em 2011, como o intuito de promover os projetos imateriais da Rede. No âmbito do projeto co-financiado pelo MAIS CENTRO (QREN, EU), a Agência encontra-se a trabalhar no lançamento de ações de projeção nacional e internacional (incluindo plataformas de comunicação e desenvolvimento do produto turístico – website, roteiros, áudio-guias, filme promocional, jogo estratégico, entre outros), no lançamento de ações de apoio ao empreendedorismo cultural (Guia de Apoio ao Empreendedorismo Cultural, workshops e lançamento de eventos de recriação histórica, como o CASPIRRO, em 2012) e no acompanhamento das intervenções realizadas a cargo dos parceiros da Rede. A Rede tem procurado lançar nestes últimos anos ações de divulgação e envolvimento das comunidades. Para os mais novos lançou os Concursos “Rei e Rainha do Mondego” e “O Meu Monumento”. Para os mais velhos, trabalhou no projeto “Caixa de Memórias”. Ambos os desafios resultaram em exposições itinerantes. Foram ainda promovidas atividades nos castelos, desde o evento em rede “Música & Muralhas”, às atividades do Ciência Viva no Verão. Em curso está no momento o concurso “Biscoito da Rede”, em parceria com a Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra. A caminhada que empreendemos é longa e desafiante. Parta à Reconquista connosco!

A Linha Defensiva do Mondego, uma história a reconquistar Luísa Trindade - COMUNICAÇÃO A apresentação proposta tem por objetivo central a caracterização da Linha defensiva do Mondego, no período que decorre entre 1064, data da reconquista definitiva de Coimbra pelas tropas de Fernando Magno rei de Leão e Castela e imperador da Hispânia, e os finais do reinado de D. Afonso Henriques, arco temporal em que a cidade funcionou como cabeça de território, cidade condal e capital de um novo reino. Trata-se de um dos períodos mais intensos da história da região, compreendendo um conjunto de transformações de fundo a todos os níveis: político, militar, social, religioso e cultural. Linha de fronteira entre o mundo cristão e o islâmico, com toda a complexidade que as regiões limítrofes por regra comportam, mas também espaço de confronto e convivência de cristãos de matriz diferente - moçárabes e francos -, Coimbra e o seu aro foram, neste período e sob o domínio de figuras de forte carisma como D. Sesnando, D. Henrique ou D. Afonso Henriques, o espaço onde se “construiu” um reino independente e consolidou de forma definitiva o seu lugar no xadrez político peninsular e europeu. Desse espaço /tempo, são ainda hoje muitos os vestígios, seja no plano material tanto quanto no intangível. Em todo o caso, indissociáveis na sua compreensão. Revisitar ou reconquistar os castelos e igrejas românicas da região, marcas monumentais que pelo seu material e cuidado construtivo lograram sobreviver, implica forçosamente revisitar também, apenas a título de exemplo, as transformações litúrgicas então operadas sob a hegemonia de Roma e de Cluny ou a absoluta necessidade de aumentar a capacidade de resistência militar frente às tecnicamente evoluídas e religiosamente intransigentes tropas muçulmanas, almorávidas primeiro, almóadas depois. Alertar para essa inextricável teia de relações, da linha defensiva, da capitalidade política e das suas vivências é, ainda que de forma necessariamente breve, o foco central da apresentação.

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PAINEL I – A REDE DE CASTELOS E MURALHAS DO MONDEGO Castelo de Pombal: a valorização da forma e do conteúdo Ana Gonçalves - COMUNICAÇÃO O Castelo de Pombal foi erguido por D. Gualdim Pais, mestre da Ordem dos Templários. Seria um castelo amplo, em que os panos de muralhas surgiam reforçados a espaços mais ou menos regulares por nove torreões de planta regular. A introdução da Torre de Menagem e do alambor evidencia a importância de D. Gualdim na aplicação de um conjunto de inovações que mudam profundamente as técnicas de construção militar do reino. Durante a Baixa Idade Média, a fortificação não foi objeto de reformas assinaláveis. Só com D. Manuel, se verifica uma primeira reformulação da estrutura, perdendo o castelo a sua função primeira de defesa. A função residencial é aprimorada com os melhoramentos introduzidos no século XVI por Pero de Sousa Ribeiro, Alcaide-Mor de Pombal e Comendador da Ordem de Cristo. Atacado pelas tropas napoleónicas, foi profundamente intervencionado no século XX pela DGEMN (setembro de 1940). No ano de 2004 o Município de Pombal iniciou uma reflexão sobre este Monumento. Foi encomendado ao Arquiteto Luís Miguel Correia um projeto de intervenção nesta zona. A intervenção exterior ao Castelo (incluindo acessos, estacionamento, criação da cafetaria do castelo, limpeza e consolidação de fachadas, criação de percursos na Mata do Castelo) atribuiu uma nova dignidade a este espaço, tornando-se a cafetaria num centro de acolhimento, conferindo à zona do Castelo uma dinâmica comercial e de experiência cultural ao longo do ano. No presente, e ao abrigo do projeto da Rede dos Castelos e Muralhas do Mondego, encontra-se em obra o interior do Castelo, preconizando-se a consolidação da praça de armas e a construção de um pequeno núcleo no seu interior, pretendendo-se com ele alcançar duas finalidades: criar um pequeno centro de acolhimento turístico no Castelo e permitir aos visitantes o acesso à característica janela manuelina. Mas nem só de obra consta esta intervenção no Castelo de Pombal. Na sua essência, procura-se trabalhar na forma, mas também no conteúdo desta história a contar. Nesse sentido, foram produzidos dois filmes, numa criação artística que tornará o produto “Castelo de Pombal” diferenciador. Uma banda desenhada orientada para um público infantil, subordinada à Lenda de Al Palombar, e a criação de um filme 3D sobre a evolução do Castelo, considerando os seus principais momentos históricos e protagonistas. Estes filmes, conjuntamente com os restantes produtos em execução pela Rede (áudio-guias, flyers, equipamentos virtuais) permitirão oferecer ao visitante uma experiência de interpretação pessoal e vivência do nosso património com recurso aos cinco sentidos.

Necrópole de Miranda do Corvo: a descoberta de uma nova história Ana Figueiredo , Flávio Simões ,Vera Santos - COMUNICAÇÃO A vetusta vila de Miranda do Corvo, surgiu num local estratégico: no cruzamento do vale do rio Dueça com uma das passagens ao longo da Cordilheira Central. Sendo provável que a vila de Miranda do Corvo se tenha desenvolvido em redor do antigo castelo, pouco se sabe da sua história. Após a ‘Reconquista’ de Coimbra, em 1064, a linha de fronteira entre os reinos cristãos e o mundo muçulmano estabeleceu-se numa faixa de território a sul do Mondego, onde ficou fisicamente marcada pela construção ou reconstrução de várias fortificações. Esta estremadura, onde Miranda do Corvo se encontrava inserida, foi fulcral para a defesa da cidade de Coimbra. A região adquiriu maior importância estratégica quando, a partir de 1131, Afonso Henriques se fixou na cidade do Mondego., atribuindo em 1136, a “Carta de confirmação, estabilidade e de foro”, a Miranda do Corvo. O morro atual, chamado Alto do Calvário, ou Caramito pelos mais velhos, no qual assenta a igreja matriz e a capela do Calvário, só mostra do Castelo uma Torre, que fazia parte da muralha, e serve atualmente de sineira e um espaço subterrâneo – a cisterna. Em 2011, com o projeto da Rede Urbana dos Castelos e Muralhas Medievais do Mondego (RCMM), o Município de Miranda do Corvo elaborou um plano de requalificação do Alto do Calvário, zona envolvente, Torre, Cisterna e Altares da Igreja Matriz. O conjunto de intervenções proporcionará a criação de um núcleo museológico na torre e na cisterna, e a criação de um esplêndido miradouro sobre a Vila. Foram então realizadas escavações arqueológicas e foi identificada, como ocupação mais antiga desta área, uma necrópole de sepulturas escavadas na rocha, dos séculos XI-XII, tendo sido colocados a descoberto vestígios de fortificação medieval. Esta necrópole medieval encontra-se implantada num local de culto antigo, e a maioria das sepulturas escavadas é antropomórfica, preservando espólio osteológico em bom estado de conservação, o que nos permite ter um vislumbre da população mirandense que viveu e morreu à sombra do seu castelo.

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PAINEL I – A REDE DE CASTELOS E MURALHAS DO MONDEGO Torre de Anto: novas apropriações do património – Museu Municipal de Coimbra | Núcleo da Guitarra e do Fado de Coimbra Berta Duarte - COMUNICAÇÃO O Castelo de Pombal foi erguido por D. Gualdim Pais, mestre da Ordem dos Templários. Seria um castelo amplo, em que os panos de muralhas surgiam reforçados a espaços mais ou menos regulares por nove torreões de planta regular. A introdução da Torre de Menagem e do alambor evidencia a importância de D. Gualdim na aplicação de um conjunto de inovações que mudam profundamente as técnicas de construção militar do reino. Durante a Baixa Idade Média, a fortificação não foi objeto de reformas assinaláveis. Só com D. Manuel, se verifica uma primeira reformulação da estrutura, perdendo o castelo a sua função primeira de defesa. A função residencial é aprimorada com os melhoramentos introduzidos no século XVI por Pero de Sousa Ribeiro, Alcaide-Mor de Pombal e Comendador da Ordem de Cristo. Atacado pelas tropas napoleónicas, foi profundamente intervencionado no século XX pela DGEMN (setembro de 1940). No ano de 2005 o Município de Pombal iniciou uma reflexão sobre este Monumento. A intervenção exterior ao Castelo (incluindo acessos, estacionamento, criação da cafetaria do castelo, limpeza e consolidação de fachadas, criação de percursos na Mata do Castelo), em 2009, atribuiu uma nova dignidade a este espaço, tornando-se a cafetaria num centro de acolhimento, conferindo à zona do Castelo uma dinâmica comercial e de experiência cultural ao longo do ano. No presente, e ao abrigo do projeto da Rede dos Castelos e Muralhas do Mondego, encontra-se em obra o interior do Castelo, preconizando-se a consolidação da praça de armas e a construção de um pequeno núcleo no seu interior, pretendendo-se com ele alcançar duas finalidades: criar um pequeno centro de acolhimento turístico no Castelo e permitir aos visitantes o acesso à característica janela manuelina. Mas nem só de obra consta esta intervenção no Castelo de Pombal. Na sua essência, procura-se trabalhar na forma, mas também no conteúdo desta história a contar. Nesse sentido, foram produzidos dois filmes, numa criação artística que tornará o produto “Castelo de Pombal” diferenciador. Uma banda desenhada orientada para um público infantil, subordinada à Lenda de Al Palombar, e a criação de um filme 3D sobre a evolução do Castelo, considerando os seus principais momentos históricos e protagonistas. Estes filmes, conjuntamente com os restantes produtos em execução pela Rede (áudio-guias, flyers, equipamentos virtuais) permitirão oferecer ao visitante uma experiência de interpretação pessoal e vivência do nosso património com recurso aos cinco sentidos.

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PAINEL II – O PATRIMÓNIO COMO UM VALOR IDENTIRÁRIO E CULTURAL A importância da valorização do património para o desenvolvimento social e económico dos lugares Ana Paula Ramalho Amendoeira - COMUNICAÇÃO “Talvez seja este o momento de recordar que em todas as sociedades, o património reconhecese no facto de que o seu desaparecimento constitui um sacrifício e que a sua conservação implica sacrifício. É esta a lei de toda a sacralidade”[1] A reflexão que aqui adoptamos, proposta em grande medida por Françoise Choay, ajuda-nos a não nos esquecermos do papel humano e da sua escala na criação e na compreensão efectiva dos territórios, dos lugares, das paisagens e dos respectivos modos de vida, mas também a não nos esquecermos de como esse papel é hoje ameaçado e frequentemente posto em causa. Essa relação com a terra e com uma inovação na continuidade, própria da espécie humana, é o verdadeiro património, é o verdadeiro universal cultural. É essa dimensão que tem que ser preservada para garantir a nossa sobrevivência e ela só pode ser assegurada através da mediação do corpo quer dizer, no caso que nos interessa, assegurando a continuidade da nossa competência de edificar, que estamos a perder[2]. É essa mediação que pode garantir a continuidade, o futuro e o verdadeiro sentido daquilo a que hoje chamamos património: a ligação com a terra, em todos os sentidos, e com o tempo. Dimensões com as quais estamos a deixar de saber lidar, quando falamos de território e do seu “ordenamento” e que estão intimamente ligadas à espécie humana, à construção, à competência de edificar, à humanização do espaço, à construção de lugares, locci, com espírito, genius, paisagens, edifícios, aldeias, vilas, cidades. --

[1]Chastel, André, La Notion de Patrimoine, in Les Lieux de Mémoire (coord. Pierre Nora), Paris, Gallimard, 1997 [2]Choay, Françoise, Pour une Anthropologie de l’Espace, Paris, Seuil, 2007

A simbologia presente no património, o fascínio que o turismo cultural deve potenciar Paulo Alexandre Loução - COMUNICAÇÃO Não obstante a ascensão do racionalismo nos últimos quatro séculos, como leitor privilegiado do real, assiste-se hoje, no século XXI, à reabilitação do imaginário e do simbólico, como eixos estruturantes da consciência humana e da comunicação profunda de ideias. Na verdade, este novo paradigma antropológico já tem importantes alicerces cimentados pelos trabalhos de Ernst Cassirer, Gilbert Durand, Mircea Eliade, e muitos dos participantes do Círculo multidisciplinar Eranos. É assim que, para além do pensamento-por-conceitos, se aceita que o pensamento-por-imagens, como reitera Giovanni Reale, é uma via autónoma favorável à comunicação e à emergência de insights. Costuma-se dizer que «uma imagem vale mais do que mil palavras», e isso é verdade não só para o acesso às realidades externas mas também aos conteúdos internos. Assim, para além de muita fantasia na abordagem ao mundo dos símbolos, tem-se vindo a estabelecer um quadro epistemológico sustentado na percepção de uma linguagem comum nas antigas culturas, nomeadamente ao período que designamos de Idade Média. A atmosfera do homem medieval era eminentemente simbólica, onde se insere, por exemplo, a heráldica, ciência dos brasões, a geometria da arquitectura sagrada, as lendas como emblemas simbólico-míticos. E sem percepcionarmos a força desse imaginário simbólico no seu consciente e inconsciente, será difícil penetramos no seu «centro», nos seus padrões vivenciais. Símbolos, monumentos, geometrias, emblemas, brasões, mitos e lendas, enfim, imagens formaram privilegiada linguagem, pontes entre ideias e subjectividades. Símbolos, simultaneamente, históricos e trans-históricos, que nos transportam a um mundo imaginal que nos fascina, o alam al-mithal professado por Henry Corbin. Assim, por esta mágica região do Mondego, poderemos viajar pela barca de símbolos templários, pelo enigma das armas de Coimbra, pelas mandorlas de Santa Cruz, pelas águias bicéfalas de D. Vataça, pelas geometrias românicas e a essência do ponto da Bauhütte, pelo património lendário, e não esquecendo figuras como a de D. Sesnando Davides e do Infante D. Pedro, eles próprios, símbolos poderosos de Encontro de Culturas e de liderança visionária. Uma aventura que espera por nós…

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PAINEL II – O PATRIMÓNIO COMO UM VALOR IDENTIRÁRIO E CULTURAL Rotas temáticas: Turismo cultural como gerador de desenvolvimento económico e social Catarina Valença - COMUNICAÇÃO A Spira tem vindo a trabalhar na concepção, identificação de recursos e parceiros no terreno, definição de temas, construção de circuitos / itinerários, desenho de modelo de negócios, modelos de gestão, estratégia de distribuição, estratégia de comunicação & imagem quer de Rotas exploradas por si, quer de Rotas delineadas para terceiros: Rota do Fresco, Rota do Montado, Rota da Fortalezas, Rota Pica-Chouriços e Rota Tons de Mármore. Em Portugal e no património de âmbito rural, perante a sua pequena escala e dispersão de infraestruturas de apoio, é forçoso que a metodologia escolhida aquando de intervenções no território tome a forma de itinerário, circuito, rota. De facto, a ausência de tráfego turístico por motivos exógenos aos recursos patrimoniais que pretendemos revitalizar, assim como a importância artística deste património apenas num contexto regional ou temático obriga a esta federação de património. A forma da Rota reforça o sentimento de unidade dentro da diversidade que é tão característico do património, e permite-nos efectivamente criar um guião ancorado nos recursos patrimoniais a visitar: património arquitectónico, refeições gastronómicas, artesanato, tradições culturais surgem de forma harmoniosa, traços de uma aguarela que estamos a pintar ao vivo, sob o olhar atento dos visitantes. Assim se cruzam os sectores da economia, do turismo e da cultura sob o elemento federador que é, efectivamente, o património: um recurso felizmente inamovível, logo, estratégico do ponto de vista do desenvolvimento dos territórios.

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PAINEL III – TURISMO CULTURAL, EXPERIÊNCIAS PÚBLICAS Guimarães 2012: A Capital Europeia da Cultura, Património e História - O programa e os impactos João Serra - COMUNICAÇÃO A comunicação identifica as áreas programáticas de intersecção entre a história e e o património e os projetos artísticos e culturais de Guimarães 2012. E analisa os principais resultados obtidos, nesse domínio, com a realização do programa da Capital Europeia da Cultura, com destaque para os impactos verificados na perceção pelos visitantes da cidade histórica.

A Rota do Românico, um produto de turismo cultural sustentado Rosário Machado - COMUNICAÇÃO A existência de um importante património românico, que constitui não só um vestígio fundamental de uma memória coletiva, mas também um recurso fundamental para a qualificação cultural e turística do território, esteve na origem de uma estratégia de coesão territorial: a Rota do Românico. Em 1998 dá-se início a um processo de inventariação do património românico do Vale do Sousa com o propósito de criar uma rota turística. Muitas foram a dúvidas quanto à forma de concretizar este pressuposto, mas havia uma certeza: a necessidade de encetar um processo em que o património fosse a essência capaz de consubstanciar uma matriz de coesão e desenvolvimento deste território. Três anos mais tarde, estando já a decorrer intervenções de conservação e salvaguarda nos monumentos selecionados para integrar a Rota do Românico, percebemos que o projeto não se poderia circunscrever à recuperação das condições de usabilidade e visita dos monumentos. Avançámos para uma solução estruturada que culminaria na criação de um produto turístico capaz de proporcionar uma viagem pela história, em contacto com as gentes da região, os seus usos e costumes, a sua identidade. Com base no desenvolvimento sustentado que se pretendia, foram definidos cinco objetivos da Rota do Românico: contribuir para o ordenamento do território, através da valorização do património; criar um novo setor produtivo gerador de riqueza; mudar a imagem interna e externa da região; qualificar os seus recursos humanos; e fomentar a empregabilidade qualificada. Assim, a par da componente de conservação e salvaguarda dos monumentos, o projeto foi-se desenvolvendo noutros campos: qualificaram-se profissionais nas áreas do turismo e do património, produziram-se materiais informativos e instalaram-se centros de informação no território destinados aos turistas e visitantes. Foi necessária uma década para maturar um projeto que seria publicamente apresentado em 2008. Encetaram-se desafios, colheram-se experiências e, dois anos mais tarde, foi reconhecido e premiado nacional e internacionalmente. Em 2010 a Rota do Românico deu mais um passo na sua consolidação territorial, alargando-se a mais seis municípios. Atualmente é composta 58 monumentos, distribuídos por 12 municípios do Vale do Sousa, do Baixo Tâmega e do Douro Sul. Apesar do alargamento, a missão mantém-se. A requalificação do património continua a ser uma das prioridades, mas temos investido noutras componentes: reforçámos a vertente turística e cultural do produto, apostámos num programa de educação patrimonial, promovemos o envolvimento da comunidade local e convertemos o Centro de Estudos do Românico e do Território num polo de produção e disseminação de conhecimentos. Volvidos 15 anos, podemos afirmar que a Rota do Românico tem representado um grande desafio para esta região. Tem contribuído para afirmar o Tâmega e Sousa como o destino português do românico, visível na crescente procura turística e no papel ativo que tem vindo a desempenhar na dinâmica socioeconómica da região.

O Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, a história ao serviço de um produto de turismo cultural João Mareco - COMUNICAÇÃO Nesta Comunicação será abordado o percurso feito pela Fundação Batalha de Aljubarrota para a criação do seu Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota (CIBA), desde os primórdios do antigo Museu Militar de São Jorge, aos conteúdos multimédia conceptualizados pelo “Edutainment”- Educação pelo Entretenimento-, passando pelos trabalhos de arqueologia e salvaguarda do património existente, fundamentando a classificação deste sítio arqueológico, como Monumento Nacional. Será desta forma, e seguindo um linha cronológica vs trabalhos específicos, que o centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota será apresentado, com todas as suas estratégias de promoção, marketing, e parcerias estatégicas com outras entidades, fazendo parte de um conjunto que deve funcionar em rede para uma melhor interpretação, não só da batalha de 1385, mas também do seu tempo, e principalmente da região onde ocorreu e porque ocorreu ali.

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PAINEL IV – TURISMO CULTURAL, DA IDEIA À AÇÃO A recriação histórica e o seu impacto numa escala regional Guilhermo Llistó, Pablo Rubio - COMUNICAÇÃO O objetivo do presente trabalho é o de realizar uma análise transversal sobre a Recriação Histórica. Desde as origens desta atividade até aos conceitos que a definem e as diferentes perspetivas que apresenta, a Recriação Histórica (Re-Enactment) tornou-se numa atividade didática e científica de vanguarda. O primeiro elemento que é necessário assinalar é a origem da Recriação Histórica. Poderemos encontrar esta origem em certos coletivos da América do Norte, nos anos 70, quando procuravam reconstruir e divulgar um passado muito concreto: no caso, os acontecimentos ocorridos durante a Guerra Civil Norte Americana que teve lugar a meados do século XIX. A partir daí, o modelo foi-se exportando para outros países, tomando o mundo anglo-saxónico a liderança no domínio da Recriação Histórica. Desde Market Garden, Waterloo ou Hastings, as Recriações Históricas expandiram-se à Europa e começaram a abarcar um grande número de épocas e acontecimentos históricos. Nascia assim uma nova atividade. Não obstante, o que é a Recriação Histórica? Quais são as chaves que diferenciam esta atividade das restantes? Sem dúvida, estamos habituados às feiras medievais e a outras atividades que tratam de evocar, com maior ou menor precisão, as épocas diferentes do nosso passado. A Recriação Histórica, incluindo a medieval, é uma dinâmica distinta. É uma atividade que temos vindo a poder definir graças ao estudo de campo e a pequenos trabalhos sobre o mesmo, sendo possível ser definida com base no método utilizado: o método recreacionista assente e consistente na investigação de documentação científica, a reconstrução material e a divulgação ativa. Por conseguinte, a Recriação Histórica é o elemento que conecta dois mundos, o académico e o público: dois mundos que se têm visto antagonizados em muitas ocasiões, mas que agora encontraram nesta disciplina um elo de ligação. Fortemente semelhante à Arqueologia Experimental, encontramos nesta atividade componentes científicos que ajudam a que a reconstrução seja de uma elevada qualidade e com rigor científico: algo imprescindível. A partir daí, as utilidades e o valor da Recriação Histórica, tanto para o ensino como para o turismo ou para a investigação científica são enormes. Trataremos de ver alguns exemplos e de comprovar assim como se podem relacionar-se estes mundos e servimos para que a economia, a divulgação histórica e a ciência se aproximem e trabalhem para um público que, cada vez mais, procura uma nova forma de entender o seu passado.

A experiência internacional de um operador de turismo na área da arqueologia Annabel Kate Lawson - COMUNICAÇÃO Why does anyone visit an ancient site? What do they hope to gain from the experience? How can we help them to make it a valuable and memorable visit? What can the local community do to provide this help, and to benefit from its provision? And finally, what might go wrong?

Projeto OH!DARE-NE, DMO com experiências autênticas Luís Vieira - COMUNICAÇÃO A Oh!Dare-ne é uma DMO (Destination Marketing Organization), cujo nome e logo, são marcas comunitárias registadas. A Buelocal – Experiências do Mundo, Lda, com sede em Montemor-o-Velho, Portugal, foi fundada em Abril de 2011 e é a empresa promotora do projeto. Apesar de sermos uma sociedade com fins lucrativos, por contracto de sociedade estamos obrigados a que 70% dos lucros se destinem a desenvolver projetos no âmbito da responsabilidade social. Os restantes 30% serão para ressarcir investidores e distribuir pelos seus colaboradores e parceiros. Pelo facto de pretendermos “Ousar” e “Dar” num contexto global, adotamos como nosso lema: “Ousar Para Dar, Dar Para Ousar... Do Mundo Para o Mundo” Pretendemos meter em prática o pensamento sintetizador da Agenda Local XXI: ”Agir Localmente, Pensar Globalmente”. Assumimo-nos como um “player” da corrente emergente da Nova Economia, Caracterizamonos por ser um projeto de forte partilha social, holístico, que potencializa, agrega e divulga o património dos diferentes lugares/regiões do mundo aderentes à nossa plataforma web, que promove a comunhão das pessoas com o meio ambiente e que dinamiza uma economia social de baixo de carbono. Queremos oferecer regiões de qualquer parte do mundo, para gentes em qualquer parte mundo. Mas como pretendemos partilhar riqueza, considerarmos dois tipos de regiões: Ser região aderente Oh!Dare-ne… Pode ser uma qualquer região do planeta. Cada região pode aderir ao projeto através de um pivot local que poderá ser um indivíduo ou organização local, que nos irá sugerir acerca da sua região: alojamentos, experiências, gastronomia, produtos locais, visitas, guias locais e transportes. Ser região de partilha Oh!Dare-ne… Uma região que não tenha recursos económicos, humanos e de infra-estrutura para aderir ao projeto, mas se existir um potencial endógeno de desenvolvimento, a Oh!Dare-ne poderá ser dinamizadora de ações (procurar parceiros, de preferência locais, disponibilizar recursos, fomentar voluntariado, etc.) para ajudar a adesão dessa região ao nosso projeto. Será nestas regiões que serão despendidos maioritariamente os 70% dos lucros da Buelocal. Por tudo isto, a Oh!Dare-ne, mais do que ser uma plataforma web que vende “coisas” é um CONCEITO que cria e partilha novas vivências/experiências, conhecimento, histórias, valor, sinergias, empatias e que para isso, desde já te convida a seres parte e a “viajar” nesta nossa aventura: a seres um OhDare-neano. CONGRESSOS

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PAINEL V – INDÚSTRIAS CULTURAIS, UMA NOVA OPORTUNIDADE DE REVITALIZAÇÃO SOCIAL E ECONÓMICA Financiamento a projetos criativos culturais. A história pode ser o mote? Ricardo Luz - COMUNICAÇÃO A história pode ser o mote? A história, identidade, património, cultura, o que somos enquanto povo e nação condiciona, mas não determina o nosso futuro. Se é verdade que este é fruto do que somos, é-o também das nossas capacidades, competências, motivações, objetivos e ações do presente. “Some European countries are in the habit of going bankrupt”, The Telegraph Se a sociedade portuguesa se basear, não num estado protetor e gastador, mas na iniciativa dos seus cidadãos e das suas empresas, no melhor da sua história, identidade e cultura. Se for capaz de potenciar um riquíssimo património, material e imaterial, através da capacidade empreendedora do seu povo, se potenciar a criatividade existente transformando-a em inovação, e a partir desta consolidando e fazendo crescer as empresas e pais, então a história será o mote de um melhor futuro. Hoje, muitos se afirmam territórios criativos. A grande questão é porquê e como? Como conseguem potenciar, reter e cativar pessoas talentosas? Como conseguem potenciar o desenvolvimento de uma indústria criativa, com forte dinâmica de criação, desenvolvimento e internacionalização das suas empresas? Como conseguem constituir-se como lugares/territórios criativos onde tudo se mistura e, misturando-se, se potencia? A resposta tem tanto de simples como de difícil, pois um território só será verdadeiramente criativo se tiver capacidades, e tendo-as se posicionar para o ser. Tal implica que as instituições, publicas e privadas, e as pessoas que o constituem acreditam que a criatividade e a inovação são críticos para o seu sucesso, e os investimentos realizados e parcerias constituídas visam potenciar essa mesma criatividade e inovação. O que implica foco, coerência, determinação e resiliência, e em especial projetos que materializam essa vontade. As Indústrias Criativas, constituídas pelas “atividades que têm a sua origem na criatividade individual, habilidade e talento e com potencial de criação de emprego e riqueza, pela geração e exploração da propriedade intelectual” (DCMS, 1998) são decisivas para vencer essa batalha. Num mundo em que as ideias se transformaram em bens transacionáveis, só sociedades baseadas na criatividade, são capazes de a transformar em inovação, explorando com sucesso as suas ideias. Porém, para além da vontade coletiva, institucional e individual, é necessário que exista talento, pois este é a chave para a competitividade, das pessoas, das empresas e dos territórios. Os business angels, acreditamos, desempenham um papel importante no desenvolvimento económico, e no concretizar dos sonhos de promotores de projetos empresariais. Por cada investimento que realizam, os business angels contribuem para a criação de riqueza, individual e coletiva. Projeto a projeto, fazem a diferença, nas suas empresas, no seu território e no seu país.

A cultura como um recurso empresarial - uma aposta no segmento das indústrias criativas Carlos Martins - COMUNICAÇÃO Do que estamos a falar quando falamos de indústrias culturais e criativas? Qual o papel da cultura na economia? Qual o papel da economia da cultura? Que Cultura? E que Economia? Que políticas públicas para o Século XXI?

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I CONGRESSO DA REDE DE CASTELOS E MURALHAS DO MONDEGO CENTRO DE ARTES E ESPECTテ,ULOS DA FIGUEIRA DA FOZ

CONTACTOS congresso2013cmm@gmail.com congressocasteloemuralhasdomondego.pt facebook.com/castelosemuralhasdomondego


À Reconquista do Património  

I Congresso da Rede de Castelos e Muralhas do Mondego - Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz

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