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Dados Internacionais de Catalogação na Fonte (CIP) Bibliotecária Maria Isabel Schiavon Kinasz, CRB9 / 626

Oliveira, Jonas O48 O futuro dos Batistas: diálogo, unidade, liderança e contextualização / Jonas Oliveira - 2.ed. – Taubaté-SP: Vital Publicações, 2017. 148p.; 23cm

ISBN 978-85-93644-03-0

1. Protestantismo – Brasil. 2. Pentecostalismo – Brasil. 3. Igreja Batista – Doutrinas. 4. Missão da Igreja. I. Título. CDD 261.1 (22.ed) CDU 284

EDIÇÃO Vital Publicações CNPJ 17.442.129/0001-52

REVISÃO Jonas de Oliveira jonasteo57@gmail.com

DESIGN E DIAGRAMAÇÃO Vital Sousa vital.sousa@gmail.com

CAPA Rony Teles ronysteles@hotmail.com


JONAS DE OLIVEIRA

O FUTURO DOS BATISTAS: DIÁLOGO, UNIDADE, LIDERANÇA E CONTEXTUALIZAÇÃO

2a. edição São Paulo - SP.

Vital Publicações

2017


Nรณs guardamos a Regra de Ouro na memรณria; agora, vamos praticรก-la. E. Markham


À Jacinta, Jonas Júnior, Graziela e Gabriela, que comungam comigo o viver o Cristo crucificado e ressurreto; sonhos, projetos e ações, frutos de perseverança e resiliência, inspirando-me a cada dia no cumprimento das ordenanças do meu Senhor e Salvador, Jesus Cristo.


JONAS DE OLIVEIRA

O FUTURO DOS BATISTAS: DIÁLOGO, UNIDADE, LIDERANÇA E CONTEXTUALIZAÇÃO Uma sugestão para solução de conflitos denominacionais batistas, e como planejar o futuro e crescimento de nossas igrejas.

2a. edição São Paulo - SP.

Vital Publicações

2017


SUMÁRIO OBJETIVO DO LIVRO AGRADECIMENTOS RESUMO INTRODUÇÃO


SUMÁRIO OBJETIVO DO LIVRO........................................................................................................15 AGRADECIMENTOS..........................................................................................................17 RESUMO.............................................................................................................................19 INTRODUÇÃO....................................................................................................................23 CAPÍTULO 1 Inclusão de novos paradigmas eclesiásticos......................................................................25 CAPÍTULO 2 Diálogo e modelos paradigmáticos: propostas para a solução da fragmentação histórica........................................................................................................29 CAPÍTULO 3 O Pentecostalismo brasileiro..............................................................................................37 CAPÍTULO 4 Introdução panorâmica do desenvolvimento batista...........................................................43 CAPÍTULO 5 A origem da divisão doutrinária...........................................................................................55 CAPÍTULO 6 As perspectivas do futuro: A abertura crescente para o diálogo fraternal ......................... 69 CAPÍTULO 7 A síntese histórica da Igreja Batista da Lagoinha...............................................................81 CAPÍTULO 8 Uma reflexão biblico-eclesiológica que conduz a propositura do modelo paradigmático baseado na abertura da IBL, na contextualização do século XXI...............95 CAPÍTULO 9 Contrastes com o passado da CBB e CBN.......................................................................115 CAPÍTULO 10 Reflexão e diálogo: Abertura crescente de um novo modelo bíblico e eclesiológico contextualizado para o século XXI...............................................................131 CONCLUSÃO E GRATIDÃO FINAL.................................................................................140 BIBLIOGRAFIA.................................................................................................................145 SIGLAS.............................................................................................................................147


OBJETIVO DO LIVRO Este livro é produto de dissertação de mestrado apresentado em 2006 na Faculdade Teológica Batista de São Paulo (FTBSP), que mudei estrategicamente o título para O FUTURO DOS BATISTAS, DIÁLOGO, UNIDADE, LIDERANÇA E CONTEXTUALIZAÇÃO, cujo objetivo é trazer ao conhecimento da maioria dos batistas, igrejas, pastores, líderes e seminaristas, a história dos batistas, desde 1609 até os dias atuais, abrangendo, principalmente, a divisão histórica de 1965, em Niterói quando da Assembleia da Convenção Batista Brasileira. Fizeram parte da Banca examinadora, os mestres Joel Wright, Orientador e Examinadores: Doutor Jonas Machado e Allan Myatt, onde fui devidamente aprovado.


AGRADECIMENTOS Aos mestres citados, ao Professor-Doutor Lourenço Stelio Rega - Diretor da FTBSP; ao Professor Elon Macena (in memoriam) Coordenador do Curso de Mestrado da FTBSP; ao Doutor Israel Belo Azevedo e ao Doutor Franklin Ferreira, Orientadores; e por último ao Mestre Joel Wright, quem ajudou-me a concluir a referida dissertação. Gratidão, também, à Primeira Igreja Batista do Retiro em Volta RedondaRJ, igreja que me apoiou até a conclusão do curso.


RESUMO Surge no cenário da história dos batistas do Brasil um período desfavorável que foi a chamada divisão histórica, em janeiro de 1965, por ocasião da Assembleia da Convenção Batista Brasileira (CBB) na Primeira Igreja Batista em Niterói-RJ. Entre 1965 e 1966, cinquenta e duas Igrejas foram expulsas do rol da CBB devido à abertura à “renovação espiritual”, englobando as discussões referentes à doutrina do Espírito Santo, dons de línguas, profecias, curas e milagres. Com o desligamento das referidas Igrejas, consequentemente, surgiu a Convenção Batista Nacional (CBN) que apesar de ser uma fragmentação histórica, não ocorreu que a denominação batista sofresse sequelas desagradáveis e frustradoras. Pelo contrário pela exposição do Pastor Enéas Tognini (in memoriam) a CBN cresceu favoravelmente numa proporção que extrapolou à expectativa, incluindo o desempenho da Igreja Batista da Lagoinha (IBL). Numa reflexão histórica destes quarenta anos, pode-se afirmar

que: 1. A mão de Deus e a sua graça estiveram presentes em ambas as denominações; 2. Testifica-se que neste século XXI, afloraram alguns aspectos positivos, nelas, imprimindo uma nova realidade dentro do contexto bíblico, servindo de estímulo à abertura de um diálogo crescente para muitas igrejas evangélicas no contexto brasileiro. O eixo da questão gira em torno dessa reflexão histórica, teológicodoutrinária denominacional, bíblico-eclesiológica, onde algumas igrejas foram bem-sucedidas, e, procura-se dirimir problemas de essência e forma, calcados nas pesquisas de caráter técnico-eclesiológico e contextual, na demonstração ainda das origens denominacionais.


O equilíbrio para a saída do problema, visando um crescimento de ambos os lados, demandaria igrejas qualificadas. Igrejas que prevalecem dentro de novos paradigmas, mas sempre determinadas através de verdadeiros princípios bíblicos e teológicos, dentro da ótica de Cristo e dos apóstolos. Em meio a debates, simpósios e congressos de liderança pastoral denominacional e outras denominações cristãs evangélicas, surgem os desafios brasileiros que, certamente, não estão ocorrendo num vácuo. Estes são debates que, inclusive, ocorrem hoje em todo mundo cristão e refletem toda natureza de questionamentos através de pesquisas locais, nacionais e internacionais. Mais especificamente, dentro da área eclesiológica, destaca-se a contribuição de pesquisa de mais de mil igrejas no mundo inteiro feita por Christian Schwarz, em seu livro “Desenvolvimento Natural da Igreja” (Curitiba, Editora Evangélica Esperança, 1996). Trata de princípios mais saudáveis e relevantes de trabalho contextualizado, contemporâneo, tornando-se um referencial nacional na contribuição do diálogo fraternal entre ambas as denominações. Conclui-se com a necessidade de conhecer mais, ampliar a visão, não só no gueto de cada área da esfera de atuação da chamada igreja local, percebendo- se que muito se pode fazer ainda, ouvindo a voz do Espírito Santo, e levando a Igreja em grandes conquistas e realizações como foi no passado. Há um destaque neste livro, citamos vários exemplos de nosso meio considerado como batista tradicional, com igrejas de nova visão, contextualizadas e inseridas dentro de uma realidade que acompanha os desafios da idade pós-moderna, elas são qualificadas na essência e na forma, que tomam dimensões impressionantes e surpreendentes, diferente do passado para ambas as denominações, por isso se aproximam mais uma das outras e se compreendem melhor em matéria de suas necessidades. Destacaram-se, de maneira impactante dentro da CBB, as seguintes igrejas devido ao crescimento: Igreja da Cidade (ex Primeira Igreja Batista (PIB) de São José dos Campos - SP); PIB de Curitiba - PR, Igreja Batista Monte Horebe - Campo Grande - Rio de Janeiro - RJ; PIB de Campo Grande - MS; Igreja Batista Central Atitude (ex Igreja Batista Central da Barra da Tijuca) - Rio de Janeiro - RJ; PIB de Marília - SP;


Segunda Igreja Batista de Campos dos Goytacazes - RJ; PIB da Pavuna - Rio de Janeiro - RJ; PIB de João Pessoa - PB; Igreja Batista em Água Branca - São Paulo - SP; PIB do Recreio dos Bandeirantes - Rio de Janeiro - RJ. E dentro da CBN: A Igreja Batista do Povo - São Paulo - SP e a Igreja Batista da Lagoinha - Belo Horizonte - MG, esta igreja deve ser levada em conta ser de uma nova eclesiologia batista, sendo centralizada, servindo segundo as pesquisas de modelo paradigmático para outras igrejas e denominações. Esta busca para aproximação e diálogo fraternal, foi constatada desde março de 2000, na PIB de Niterói-RJ, quando do Congresso de Adoração se reuniram o pastor local - Nilson do Amaral Fanini - (in memoriam), Fausto de Aguiar Vasconcelos da PIB do Rio de Janeiro- RJ, (na época), e que por mais de dez anos esteve na liderança da Divisão de Evangelismo e Missões da Aliança Batista Mundial, em Washington, EUA. e o surpreendente, pastor Enéas Tognini (in memoriam), da Igreja Batista do Povo, então o carro chefe da CBN. Ali se realizou um Congresso de Adoração, promovido pela Aliança Batista Mundial, UBLA (União Batista Latino Americana) e CBB, muito bem-sucedido, caracterizado pela reunião e união de ambas as denominações, isto depois da nossa denominação, CBB, ter recebido uma carta de perdão emitida pelo citado líder da CBN, Enéas Tognini, e aceita tacitamente, pela CBB. Isto veio contribuir, naquele período e data realizada pelos homens de Deus, de denominações outrora fragmentadas, para hoje percebermos nitidamente, a continuidade do diálogo fraternal, a reaproximação e até mesmo tentativa de reunificação entre elas. Tudo isso para que não subsistam as rachaduras e brigas internas. Pelo contrário, o diálogo fraternal estava presente entre os grandes líderes das duas Convenções, pastor Enéas Tognini e Fausto Vasconcelos, que apareceram de mãos dadas nas fotos mencionadas no Congresso de Adoração. Na Assembleia da CBB, em Gramado- RS, decidiu-se a troca de cartas de transferências entre a CBB e a CBN. SOLI DEO GLÓRIA!


INTRODUÇÃO “Esse encontro do rio da cultura social e religiosa do brasileiro com a mensagem do Evangelho, canalizada e trazida pelo rio da tradição reformada, não significa a aniquilação de uma ou o esfacelamento da outra, mas o enriquecimento de ambas potencializado pela transformação de valores que o Evangelho produz por onde quer que seja pregado. Dessa forma, poderemos ter uma igreja efetivamente brasileira, que ensina os valores do Reino de Deus e que prega os ensinamentos do evangelho de Cristo utilizando elementos culturais libertados de antigos usos e santificados pela ação do Espírito; uma comunidade que sustenta de maneira inegociável os seus valores, mas que não sacraliza as formas; um povo que glorifica a Deus em todas as áreas da vida, seja ela religiosa ou secular, mantendo-se firme, inabalável e sem mácula perante Deus e por meio dele. Amém”! José Luiz Martins Carvalho


A NECESSIDADE DO DIÁLOGO CRESCENTE E FRATERNAL Uma reflexão sobre o que ocorreu nos idos de 1965, com a Convenção Batista Brasileira e os conflitos que ela enfrentou naquele período, denotarão como a história é matéria relevante sobre a vida da igreja, que é um corpo, um dinamismo vivo, gerando frutos e problemas. Contudo, a CBB e a CBN, devem sempre estar abertas para as propostas de verdadeiras soluções, diálogos fraternais crescentes. A denominação batista brasileira, casa de servos gigantes, líderes conquistadores e desbravadores, enfrentou quarenta anos de erros e acertos. Líderes denominacionais estão aprendendo o caminho do diálogo, seguindo o modelo de Jesus Cristo. Paulo e Barnabé, quanto a João Marcos, depois de pequenas querelas, resolveram dar ouvidos à voz do Espírito Santo (Atos 15:3740; II Timóteo 4:11) que é de paz e liberdade, recobrando o espírito de amor e tolerância, ensinados pelo divino Mestre (Mateus 18:15-18). Passada praticamente uma geração, ou seja, quarenta anos do povo de Deus denominado Batista Brasileiro e Batista Nacional, cabe a seus líderes um diálogo mais fraterno, um intercâmbio, na busca de uma solução bíblica para o final feliz e as bemaventuranças ministradas por Jesus em Mateus 5:9: “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus”. A presente proposta apresenta a possibilidade que vem surgindo de uma maneira veloz e certeira do diálogo fraternal entre ambas as denominações, CBB e CBN, que muito já perderam com o afastamento, procurando-se fazer agora a reflexão histórico-teológica e eclesiológica. Acredita-se que sempre poderá ser culminado o intento forjado por Deus, e aderido pelos homens verdadeiramente cristãos, o diálogo fraternal crescente e constante, não mais intrigas internas ou externas, querelas denominacionais, afinal de contas estamos vivemos um mundo pós-moderno de reaproximação de todos, até religiões mais radicais como o islamismo tem procurado um diálogo com os denominados cristãos, quanto mais nós da mesma denominação batista, mesmo sendo CBB e CBN.


CAPÍTULO 1 INCLUSÃO DE NOVOS PARADIGMAS ECLESIÁSTICOS


O futuro dos batistas: diálogo, unidade, liderança e contextualização

Hoje, pensamos que nossos líderes estão mais reflexivos e determinados ao diálogo fraternal crescente, com a abertura de novos paradigmas e modelos de crescimento de Igreja, baseado na tradição bíblica, cultural eclesiástica, histórico-teológica, e podendo aproveitar de tudo aquilo que é edificante, inclusive, o amor fraternal e nada de belicismo na atual conjuntura de quase que tolerância total entre as religiões e denominações cristãs e evangélicas. Outras questiúnculas surgiram tais como ordenação feminina e os batistas clássicos, sem contudo, abalar as estruturas de diálogo e unidade denominacionais. A tônica principal para dar solução ao problema serão reflexões que aproveitarão ideias e teorias já comprovadamente justificáveis no contexto atual de Igrejas evangélicas mundiais, com propostas adequadas à visão bíblica, tais como as oito marcas de qualidade de Christian Schwarz, em “Desenvolvimento Natural da Igreja” e outros como de Carlito Paes (2003, 206 p.) sobre os vinte e quatro princípios para se estabelecer uma Igreja equilibrada e saudável, Rick Warren (2000, 383 p.) traz excelente contribuição em suas pesquisas através de seu livro “Igreja com Propósitos”, Bill Hybbels (2002, 239 p.), “Rede Ministerial e Liderança Corajosa”, bem como George Barna (1996, 202 p.), em livros tais como: “Igrejas Amigáveis e acolhedoras”, com influências diretas nas igrejas batistas locais, no Brasil. Serão enfatizadas as necessidades de novos modelos paradigmáticos, mas sempre contando com uma liderança forte, unida e qualificada, aliada a questão básica e fundamental da contextualização. A questão histórica é fundamental por tratar-se de História dos Batistas Brasileiros e Nacionais, onde se deflagrou a crise doutrinária e porque não dizer histórica, com a triste fragmentação que foi denotada nos nossos arraiais batistas na década de 60 Contudo, surge no âmago do problema, a tentativa de solução do mesmo nas propostas já citadas, de reflexão histórico-teológica, eclesiológica, tentando justificar teoricamente, a reconceituação de princípios de liderança cristã baseados nos moldes bíblicos, tanto no Velho quanto no Novo Testamento. Novos paradigmas eclesiológicos permitirão o diálogo fraternal e abertura crescente entre as denominações do século XXI. 26


Jonas de Oliveira

Na tentativa de se resolver o problema de nossa denominação Batista Brasileira e a Nacional, considera-se que a geração da crise e do conflito doutrinário e político (década de 60) passou e a proposta de acabar de vez com os valores prejudiciais, tais como separação, isolamento, segregação, deve dar lugar a um novo alvorecer do Espírito Santo, que foi derramado sobre toda a carne, para gerar filhos profetas, velhos sonhadores e ministros abundantes da graça divina (Joel 2:28-32 e Atos 2:1-17). A relevância de nosso tema ou título destaca-se, ainda, no caráter histórico-teológico e reflexivo de paradigmas eclesiológicos, exemplificados para tentar sublimar a inusitada crise de quarenta anos atrás. Acreditamos que será superada pelo diálogo fraternal, já iniciada em março de 2000, quando do Congresso de Adoração. Lembrando aqui neste livro que na dissertação foram consideradas tais tendências ocorridas entre a nossa denominação, daí pois, infelizmente, com a triste falta de diálogo, inclusive fraternal, a divisão mencionada. Quando se delimita o problema levantado, vemos a necessidade de trabalhar o passado histórico, trazendo de volta as raízes tanto do denominacionalismo brasileiro, incluindo aqui o pentecostalismo e principalmente os batistas, foco principal desta proposta com as adequações da atualidade. A história sempre será a mestra, espinha dorsal para a verificação do rumo presente e futuro que será tomado, para não se repetir mais os erros do passado. Propomos, assim, que se desenvolva ainda mais no contexto do século XXI, período do tão decantado pós-modernismo e pluralismo sócio-religioso-cultural, que haja um diálogo fraternal cada vez mais crescente entre ambas as denominações, a histórica, Batista Brasileira, e a renovacionista (para alguns progressistas), a Batista Nacional.

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CAPÍTULO 2 DIÁLOGO E MODELOS PARADIGMÁTICOS: PROPOSTAS PARA A SOLUÇÃO DA FRAGMENTAÇÃO HISTÓRICA


O futuro dos batistas: diálogo, unidade, liderança e contextualização

Verificada a crise da chamada questão doutrinária levantada pelo pastor e professor José dos Reis Pereira (in memoriam), em seu livro “História dos Batistas do Brasil (1882-1982)”, onde se coloca no retrovisor da mesma história, diante do desenvolvimento do problema históricofactual de duas denominações já citadas, que viviam às turras, durante cinco anos, de 1960 a 1965, espera-se que seja totalmente superada por esta proposta de “Diálogo, Unidade, Liderança e Contextualização”, com uma guinada de reaproximação das duas Convenções, CBB e CBN. Procura-se reviver um pouco do passado, posto que está aqui a história como descortinamento da verdade. Buscavam-se pela reversão do perigo de decadência espiritual e até moral de ambas as denominações. O surgimento da Igreja Batista da Lagoinha (doravante denominada IBL) entre outras Igrejas modelos, tornou-se um eixo referencial de paradigma eclesiológico para favorecer à abertura do diálogo fraternal crescente. A história, às vezes, produz incertezas e até aberrações. Todavia, aqui propomos provar que apesar da CBN parecer uma filha espúria e adversa da CBB, gerou não só filhas doentes. Ao contrário, a IBL, que tem crescido fora do berço da CBN, verdadeiro fenômeno que vem causando impacto gigantesco pela natureza e proposta de abertura para o final do último século bem como início deste, no cenário religiosodenominacional, é considerada fator determinante hoje como modelo paradigmático eclesiológico para favorecer à abertura do diálogo. Haja vistas para o que vem acontecendo no meio evangélico nacional nestes últimos dias, as Igrejas Batistas da CBB têm aberto suas portas de maneira escancaradas para a recepção do grupo “Diante do Trono”, de Ana Paula Valadão, André Valadão e Mariana Valadão, família IBL, filhos do pastor Márcio Valadão, pastor há quarenta e quatro anos (iniciado em 1972) naquela Igreja onde se iniciou de maneira insólita e hostil, a causa da divisão histórico-denominacional, no período já mencionado.

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