Page 1

DESTAQUES UMA VISITA INESQUECÍVEL ECB no Parlamento Europeu Página 5

BAR E CANTINA O que pensam os alunos Página 7

externatobenedita.net

NAS ROTAS DE CISTER Conhecer o património cisterciense, a sua influência na região, no país e no estrangeiro

O MUNDO É A NOSSA CASA Página 9

ENTREVISTA A José Félix Fialho

No presente ano lectivo, o Externato Cooperativo da Benedita propõe-se iniciar um projecto, que irá decorrer ao longo de três anos lectivos, envolvendo todas (ou quase todas) as áreas disciplinares e toda a comunidade educativa. Este projecto, que denominámos NAS ROTAS DE CIS-

TER, tem por objectivo dar a conhecer o património cisterciense, a sua influência na região, no país e no estrangeiro, bem como estabelecer intercâmbio com duas escolas europeias, situadas em países onde a presença de Cister tenha sido, também, determinante. O Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, Património da Humanidade, encontra-se a curta distância da freguesia da Benedita, situada no espaço geográfico outrora pertencente aos Coutos de Alcobaça. No entanto, a maior parte dos jovens da Benedita tem apenas um conhecimento residual, à margem dos compêndios e dos conteúdos curriculares, da realidade histórica que, ao longo dos séculos, constituiu a força motriz do desenvolvimento da nossa região, não tendo consciência da influência do legado cisterciense que determinou aquilo que, em grande medida, hoje somos.

Página 11

A FOME NO MUNDO Página 14

FUTURENERGIA ECB - 3º lugar em concurso Página 15

GIORDANO BRUNO HETERODOXIA E CONDENAÇÃO Página 18

APARIÇÃO DE VERGÍLIO FERREIRA Uma leitura

(contínua na página 10)

Página 20

HÁ TRINTA E SETE ANOS, O ECB DAVA UM PASSO DECISIVO Em Março de 1972, o Ministro da Educação Nacional, Professor Doutor Veiga Simão, visitou a nossa escola, onde proferiu o discurso que abaixo reproduzimos, retirado, bem como os demais recortes desta rubrica, da imprensa local. Nesse discurso, o Ministro reconhece o esforço exemplar das gentes da Benedita que, oito anos antes, tinham unido esforços para fundar a primeira cooperativa de ensino da Península Ibérica, da qual nasceria o Externato Cooperativo da Benedita.

No corredor que dá acesso à Sala de Professores, podemos ainda hoje, 37 anos volvidos, observar a placa de mármore descerrada para assinalar essa visita histórica e que marca igualmente o extraordinário impulso que então sofre o Externato da Benedita, a cujo destino presidiam, nessa altura, o Dr. José Gonçalves Sapinho, seu Director Pedagógico, e o Sr. Manuel da Silva Castelhano, Presidente da Cooperativa. (contínua na página 12)

TOQUE DE SAÍDA Trianual - Dezembro de 2009 Ano 4 - Número 12 - 1,00 € Director Alfredo Lopes Chefe de Redacção Soledade Santos Externato Cooperativo da Benedita Rua do Externato Cooperativo Apartado 197 2476-901 Benedita ecb.jornal@gmail.com


TOQUE DE SAÍDA

ANO 4 - Nº 12

EDITORIAL Celebramos em 2009 os 45 anos decorridos sobre o nascimento do Instituto Nossa Senhora da Encarnação. A longevidade e o sucesso da Cooperativa de Ensino, desde os anos longínquos em que se ensaiaram caminhos esperançosos, mas forçosamente incertos, para criar na Benedita uma escola secundária, atestam não apenas a admirável capacidade empreendedora, de antevisão e de entrega ao bem comum dessa geração fundadora, mas também a perseverança daqueles que se lhe seguiram e se envolveram nos trabalhos e destinos do Instituto, mais precisamente do Externato, trazendo-o aos dias de hoje. Quase meio século volvido, o tempo é propício aos balanços – este tempo global, de mudanças inquietantes e de interrogações sem respostas óbvias. No que ao Externato particularmente concerne, sentimos que o ciclo de implantação e de afirmação de uma escola, secundária, cooperativa, de qualidade, se concluiu, e que novo ciclo se abre, em que urge apurar e enunciar com claridade a função ou funções que a nossa escola assumirá agora, em adaptação – melhor, em antecipação – a uma realidade cultural e social, se não adversa, pelo menos imensamente móvel, um tempo de crise, como todos sabemos, mas também de oportunidades e desafios. Seja qual for a resposta, por certo integra a cultura que singulariza o Externato, ligando-a à herança e à visão dos seus fundadores.

Director do Jornal: Alfredo Lopes Redacção: Deolinda Castelhano Luísa Couto Soledade Santos (Chefe de redacção) Teresa Agostinho Marketing e vendas: Maria José Jorge Composição gráfica: Nuno Rosa Paulo Valentim Samuel Branco Equipa de Reportagem: Acácio Castelhano Ana Duarte Ana Luísa Quitério Clara Peralta Estela Santana Fátima Feliciano Graça Silva José Cavadas Maria de Lurdes Goulão Ricardo Miguel Sérgio Teixeira Valter Boita

Nas Rotas de Cister

1

Acontecendo

3

Entrega dos diplomas do Ensino Secundário

3

Vem fazer parte do Projecto Crescer

3

As regras do jogo

4

DAE - Gabinete de Apoio a Alunos

4

Os estágios no percurso de formação

7

Bar e Cantina - O que pensam os alunos

7

Higiene e segurança na escola

10

Como foi mudar de escola

10

Entrevista a José Félix Fialho

11

Aos antigos alunos do ECB

11

O meu primeiro dia de escola

14

Olhar Circundante Uma visita inesquecível

5

Portugal e o mundo nos séculos XVI e XVII

5

Dia Internacional da Filosofia

6

De sim e de não se faz a educação

6

A fome no mundo

15

Sejamos diferentes - os direitos dos animais

16

Tristão e Aspecto da Flor

16

Impressão: Relgráfica, Lda

Giordano Bruno - heterodoxia e condenação

18

Tiragem: 500 exemplares

Hipatia de Alexandria - a filósofa esquecida

18

Preço avulso: 1,00 €

Sugestão de leitura - O Planalto e a Estepe

19

Aristóteles - o filósofo detective

19

Um Nobel para Herta Müller

19

UM NOVO ANO LECTIVO COMEÇA ENTRE SONHOS E RECEIOS

2

Escola viva

Arte e Cultura

Professora Soledade Santos

Este ano, sob o estigma do vírus H1N1, vulgarmente designado por Gripe A, deu-se início a mais um ano lectivo para alunos, professores, funcionários e, claro, encarregados de educação. Embora os trabalhos de arranque do ano lectivo se tenham iniciado no dia um, a recepção aos alunos do 3º Ciclo, do Ensino Secundário e dos Cursos Nocturnos teve lugar no dia 14 de Setembro. Durante esse dia, recebidos pelos respectivos directores de turma, os alunos foram informados acerca do Plano de Contingência do Externato e de algumas normas de higiene, como a utilização de equipamentos de higienização das mãos e mesas de trabalho, bem como da existência das salas de isolamento e dos procedimentos a adoptar em caso de suspeita de Gripe A. Os alunos do 7º ano mereceram uma especial atenção do Director Pedagógico e da Directora do 3º Ciclo que lhes deram as boasvindas e os acolheram no auditório do CCGS, assim como aos respectivos pais e encarregados de educação. Em seguida, “os caloiros” efectuaram uma visita guiada pela escola com

SUMÁRIO

os seus directores de turma, que lhes mostraram as instalações, as salas de aula e os serviços que utilizarão ao longo do ano. Esta visita de reconhecimento pretende proporcionar a estes alunos uma boa e rápida integração na sua nova escola e ciclo de ensino. Já na sala de aula, e estando presentes também os seus pais, os alunos receberam uma brochura contendo informações sobre os horários e o funcionamento dos principais serviços do Externato, e uma súmula do Regulamento Interno. Receberam, igualmente, um folheto informativo acerca da Gripe A e dos procedimentos a adoptar para evitar ou minorar os efeitos da pandemia. Também os encarregados de educação foram sensibilizados para a necessidade de estarem contactáveis e disponíveis, caso os seus educandos apresentem sintomas de Gripe A. E assim, com as baterias recarregadas pelas férias de Verão, demos início a mais um ano lectivo que desejamos auspicioso.

Entre Livros

20

Aparição de Vergílio Ferreira

20

Paula Rego - um museu diferente

21

Calapez - um pintor cheio de cor

21

As artes plásticas

21

Museu do Oriente

24

Ciência, Tecnologia e Ambiente A educação e a web 2.0

8

Geração tecnológica

8

Home - o documentário

9

O Mundo é a nossa casa

9

Evolução da tecnologia

9

Ajudar o Mundo a livrar-se da poluição Ao ritmo do desenvolvimento

9 14

Extinções no limite Cretácico/Terciário

14

FuturEnergia - 3º lugar concurso design

15

Professoras no Ciencia en Acción 10

15

O Lugar da Memória

1

Recriar o Mundo Abecedário Esqisito da Língua Portuguesa

17

Força do Amor

17

Chávena e Chá

17

Crescer com os Sonhos

17

Vamos Sonhar

17

Mente Sã em Corpo São O pólen - concentrado nutritivo

22

Clube Estapafúrdio

22

Desporto Escolar

22

Passatempos e Curiosidades

23

Professora Maria de Fátima Feliciano

ESCOLA VIVA


ANO 4 - Nº 12

TOQUE DE SAÍDA

ACONTECENDO Recomeçam as suas actividades, entre outros, o Projecto Crescer, este ano especialmente envolvido com a Educação para a Saúde; o Sorriso Amigo, com um jantar de solidariedade e a Campanha “Natal a Sorrir”; o Viver a Escola, que continua a promover actividades lúdico-culturais em períodos de interrupção das actividades lectivas; o Aprender a Aprender, dinamizado pelo Gabinete de Psicologia e Orientação Escolar; e o Café Literário, cujas tertúlias recomeçaram no dia 28 de Novembro. Outros projectos nasceram este ano, como o Clube de Espanhol, a “Vitrina da Leitura”, pelas professoras de Português, e “Momentos de Ciência”, pelas professoras de Biologia, promovendo o contacto de alunos com Necessidades Educativas Especiais com o ensino experimental das Ciências. Comprometida com a renovação do reconhecimento “Commited to Excellence”, da EFQM, uma equipa de professores, funcionários e auxiliares de acção educativa do ECB deu início a um novo ciclo do processo de Gestão da Qualidade (CAF).

Entretanto, a 8 de Setembro, decorreu no CCGS a III Jornada de Educação Especial que reuniu professores de diversas escolas e graus de ensino. Ainda em Setembro, várias turmas realizaram visitas de estudo às exposições “Encompassing the Globe”, no Museu Nacional de Arte Antiga, “Registos do Céu”, na Torre do Tombo, e “Presença Portuguesa no Oriente”, no Museu do Oriente. Em Novembro, “As Pessoas do Pessoa”, oficina associada ao espectáculo “Do Desassossego”, d’A Comuna, e integrada na ArteEmRede, inclui sessão no CCGS para alunos do 12º Ano. A 10 do mesmo mês, o Magusto, integrado na celebração do São Martinho, e a 17 de Dezembro, a Festa de Natal – ambas as comemorações dinamizadas por EMRC e abertas à comunidade. No dia 4 de Dezembro, no CCGS, palestra pelo Prof. Dr. Saul António Gomes, da Universidade de Coimbra, sobre Cister. A 14 de Dezembro, igualmente no CCGS, representação da peça vicentina “Auto da Barca do Inferno”, pela companhia de teatro O Sonho, para os alunos do

ENTREGA DOS 9ºano. Também em Dezembro, “A História da Técnica” e “Energias Renováveis e Não Renováveis” – exposições de trabalhos realizados pelos alunos na disciplina de Educação Tecnológica. Ainda no 1º Período, acções de formação para professores: “A Física Experimental”, “Oficina de Leitura e de Escrita Criativa”, “A utilização das TIC na didáctica da Matemática” e “Didáctica do Francês”; comemoração do Dia Mundial da Poupança; 1ª eliminatória das Olimpíadas Nacionais de Matemática; e decorações natalícias de corredores e átrio da Escola, pelos alunos, orientados pelas professoras de Artes e Educação Visual.

VEM FAZER PARTE DO PROJECTO CRESCER

Recentemente, o Ministério da Educação enviou para as escolas um documento sobre a aplicação da educação para a saúde, a qual é considerada objecto de inclusão obrigatória nos projectos educativos. O mesmo documento recomenda que os projectos integrem quatro áreas fundamentais: alimentação e actividade física; consumo de substâncias psico-activas, tabaco, álcool e drogas; sexualidade e infecções sexualmente transmissíveis, com relevância para a prevenção da SIDA; violência em meio escolar/saúde mental. As escolas devem garantir que os alunos do Ensino Secundário, nas disciplinas de Área de Projecto, Educação Física, ou através de gabinetes de informação e apoio ao aluno, desenvolESCOLA VIVA

vam competências e atitudes no âmbito da promoção da saúde, adoptem hábitos de vida saudável (quer física quer emocionalmente), sejam auto-críticos relativamente ao seu comportamento, e mostrem capacidade de respeitar e compreender os outros, de tal modo que construam a sua identidade através da reflexão sobre os seus próprios ideais, motivações e acções. Por estas razões, vai passar a estar à disposição dos alunos do ensino secundário da nossa escola um espaço – o GIAA - em que podem ser ouvidos, encontrar algumas respostas, receber informação disponível e, em caso de necessidade, serem encaminhados para um apoio fora da escola. Em breve, será publicado o horário de funcionamento deste espaço. Ao longo do ano lectivo, os alunos do ensino secundário

irão participar em palestras ou em sessões de sensibilização, e assistir à peça de teatro “Deixemos o sexo em paz”. Durante este 1º Período vai ser divulgado um concurso subordinado ao tema: “Consumo de substâncias psico-activas, tabaco, álcool e drogas”, com o objectivo de premiar a criatividade dos nossos alunos, que poderão exprimir-se sobre este problema do modo que acharem melhor: dança, música, pintura, escultura, peça de teatro, curta-metragem, fotografia, poema, cartazes… Os professores que integram a equipa do Projecto Crescer para os alunos do Ensino Secundário são: Graça Silva, Luísa Fonseca, Marta Valentim, Paula Arraião, Rita Vicente, Valter Boita e Vera Catarino.

DIPLOMAS DO ENSINO SECUNDÁRIO 2008/2009 Numa sessão aberta a toda a comunidade, decorreu no Externato Cooperativo da Benedita, no passado dia 11 de Setembro, a cerimónia de entrega dos diplomas aos alunos que concluíram o Ensino Secundário no ano lectivo de 2008/2009. Nesta data, estabelecida pelo Ministério da Educação como Dia do Diploma, foram também distinguidos os melhores alunos, com a atribuição dos Prémios de Mérito. Esta distinção premiou este ano as alunas Rita Marques Ferreira, do Curso de Ciências Sociais e Humanas, e Joana Felizardo Francisco, do Curso Tecnológico de Administração. A cerimónia, em que estiveram presentes as Directoras de Ciclo do Ensino Secundário, foi presidida pela Subdirectora, Dra. Margarida Vinagre, que se regozijou com o sucesso dos 149 alunos que concluíram o 12º ano. Nesse mesmo dia, foi publicado o resultado das candidaturas ao Ensino Superior, sendo de referir que a maior parte dos alunos ingressou no curso e no estabelecimento de ensino que desejava. A todos os finalistas, a Direcção do Externato Cooperativo da Benedita e os professores desejam as maiores felicidades e um percurso académico, pessoal e profissional repleto de sucessos.

Equipa do Projecto Crescer do Ensino Secundário

3


TOQUE DE SAÍDA

ANO 4 - Nº 12

AS REGRAS DO JOGO Cada um de nós, adultos e adolescentes, sabe que deve adaptar o comportamento e o modo de estar ao ambiente em que se encontra. Em casa, comportamonos de modo diferente, consoante estamos apenas com a família, ou com pessoas que quase não conhecemos, ou com os nossos amigos. Adequamos o modo de vestir, de falar, de nos sentarmos, entre outras regras que conhecemos intrinsecamente, sem quase termos de pensar nelas. A escola é também um espaço social onde devemos adequar o comportamento ao local onde nos encontramos e ao papel que desempenhamos em cada momento: colega de brincadeira, aluno, parceiro na realização de trabalhos, cliente do bar… Algumas destas regras estão implícitas, porque desde sempre fomos habituados a agir daquela forma, naquele lugar, mas outras têm de ser aprendidas e experimentadas, precisamen-

te porque estamos num contexto NOVO, onde as regras são DIFERENTES daquelas a que estávamos habituados antes de entrarmos para ESTA ESCOLA. Isto vale para professores, alunos,

pais e funcionários. As regras existem para que o contexto esteja organizado e seja entendido por todos. Tal como as regras dos jogos, se não forem cumpridas por TODOS, não se consegue jogar, também na escola, se alguma das “personagens” não cumprir o seu papel e não se-

guir as regras, fica comprometido o objectivo final do estar na escola – fazer ensinar (professor) e fazer aprender (aluno). Por vezes é muito difícil aceitar as regras precisamente porque vão contra os nossos desejos mais primários e exigem esforço e o abdicar de um modo de vida sem responsabilidades. Mas a melhor maneira de se ter bons alunos é que estes percebam desde cedo qual é o SEU papel na escola. É mostrar que a escola não é um encontro de amigos durante o tempo em que os pais não estão em casa, mas um LOCAL DE TRABALHO. Na nossa escola também existem regras, porque “a convivência entre todos os actores e a partilha de saberes e experiências não

podem ocorrer desordenadamente. Há que estabelecer uma participação pautada por normas que orientem todos os intervenientes neste processo, na descoberta e reforço de valores, tais como a liberdade, o diálogo, a compreensão, a tolerância, a inter-ajuda e o respeito tendo em vista a realização plena do indivíduo”. No Regulamento Interno do ECB estão definidas as “regras do jogo”. Se a cada dia, cada aluno se interrogar se cumpriu ponto a ponto os seus deveres, e se os seus direitos não foram defraudados, então de certeza que a escola, o fazer aprender e o fazer ensinar, funcionam, e todos poderemos continuar a jogar. Os vencedores? ALUNOS, PAIS E PROFESSORES! Margarida Ferreira, psicóloga do ECB

DAE – GABINETE DE APOIO A ALUNOS COM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM ESPECÍFICAS O Externato Cooperativo da Benedita tem desde o ano lectivo de 2004/2005 um Gabinete de Apoio às Dificuldades de Aprendizagem Especificas (DAE), que foi criado com o objectivo de dar resposta a alunos com necessidades educativas especiais. O Gabinete DAE está integrado no Gabinete de Psicologia e conta com a colaboração da psicóloga da escola, de uma professora de Matemática e de três professoras de Língua Portuguesa com especialização em Educação Especial, pela Escola Superior de Educação Paula Frassinetti. É graças à dedicação das professoras e da psicóloga que de forma articulada põem em prática os vários programas de reeducação, contando ainda com o apoio familiar e com a diferenciação pedagógica implementada pelo Conselho de Turma, que o aluno conseguirá encontrar o trilho correcto para um percurso escolar de sucesso. O Gabinete tem, assim, a função e a responsabilidade de diagnosticar as DAE, de as evidenciar junto da tríade Aluno-ProfessoresFamília, com o objectivo de intervir e reeducar os alunos, preparando-os para a entrada no mercado de trabalho e possibilitando-lhes a realização pessoal. Jovens que trocam letras quando escrevem, que hesitam na leitura ou se baralham no cálculo matemático existem em todas as escolas. Apresentam uma dificuldade de aprendizagem, uma discrepância acentuada entre o potencial estimado e a sua realização escolar, uma desordem neurológica que interfere com 4

a recepção e o processamento da informação. Com o apoio adequado é possível ultrapassar os obstáculos que se lhes colocam. Com o apoio e envolvimento dos pais e professores, e com muito trabalho e esforço, um jovem conseguirá ser bem sucedido na aprendizagem, contornando as dificuldades e revelando os seus dons. Todo o percurso se inicia por um diagnóstico, para se perceber a etiologia do problema. O apoio não começa só quando se iniciam as sessões de apoio especializado, começa no registo de informações sobre o aluno e as suas aprendizagens, informações colhidas a partir da avaliação formativa, anamnese, e ao longo de todo o processo de aprendizagem. Os pais têm uma importância capital no fornecimento da informação sobre o educando e no processo de intervenção. O Apoio Educativo dado pelo Gabinete de DAE passa por três fases: 1ª Fase – No início do ano lectivo procedese à selecção, sinalização dos alunos do 3º ciclo, de preferência no 7º ano, com Dificuldades de Aprendizagem Especificas, através da realização de um teste de Língua Portuguesa (leitura e escrita). 2ª Fase – Avaliação Psicopedagógica das áreas fortes, emergentes e fracas, e elaboração de um relatório com o perfil do aluno; reunião com os encarregados de educação para apresentação dos resultados e aprovação da intervenção. 3ª Fase – Organização e calendarização do

programa de reeducação em parceria com todos os intervenientes. Para reeducar um jovem e potencializar áreas frágeis, toda uma equipa (família, escola, comunidade) deve trabalhar de forma coordenada e ajustada às suas necessidades. Ano após ano, assiste-se ao insucesso escolar de alunos que, ao longo da sua escolaridade, apresentaram dificuldades de aprendizagem. Urge, portanto, mudar e acreditar que o sucesso está ao alcance de todos. A nossa escola tem tido uma sensibilidade crescente em relação a estes casos, daí a existência do Gabinete DAE.

O Logótipo de entrelaçado colorido do Gabinete DAE simboliza a inter-multidisciplinaridade que é exigida a uma eficiente actuação e a união entre todos os intervenientes O sucesso do aluno é o sucesso de todos: do Gabinete, do Conselho de Turma, da Escola, da Sociedade. Professora Maria do Céu Gomes

ESCOLA VIVA


ANO 4 - Nº 12

TOQUE DE SAÍDA

EXTERNATO DA BENEDITA NO PARLAMENTO EUROPEU

UMA VISITA INESQUECÍVEL Um grupo de alunos e professores do Externato esteve em Bruxelas e conheceu de perto o trabalho dos deputados João Ferreira e Ilda Figueiredo, eleitos pelo PCP, e protagonistas do convite que nos permitiu contactar com o trabalho do Parlamento Europeu. A visita iniciou-se bem cedo, no dia 2 de Novembro, quando encetámos a viagem de autocarro até Bruxelas. Não se parecendo nada com uma cama confortável, cada banco do autocarro foi o nosso melhor amigo durante o primeiro dia. Acompanhados por 27 participantes do Agrupamento de Escolas de Pombal, viajámos rumo à capital da Bélgica, que alcançámos no dia 3 à tardinha, com uma paragem em Burgos, Espanha, para além das necessárias paragens de 3 em 3 horas. Recebidos pelo Embaixador e pelo Cônsul de Portugal em Bruxelas, a primeira iniciativa teve pois lugar na Embaixada de Portugal, onde fomos acolhidos com muita simpatia e os alunos tiveram oportunidade de colocar algumas questões aos representantes de Portugal. No dia seguinte, numa sessão reservada ao nosso grupo, assistimos, no Parlamento Europeu, a uma apresentação sobre o funcionamento desta instituição, seguindo-se um debate com os Deputados Comunistas. Após um almoço no refeitório do Parlamento, seguiu-se uma visita guiada ao Forte de Breendonk, an-

Entre os dias 16 de Julho e 11 de Outubro de 2009, Portugal teve o privilégio de exibir a Exposição Encompassing the Globe – Portugal e o Mundo nos séculos XVI e XVII. Depois da Freer and Sackler Gallery, em Washington, D.C., e do Palais des Beaux Arts, em Bruxelas, foi a vez de, em Lisboa, o Museu Nacional de Arte Antiga apresentar um conjunto de obras do património artístico e científico mundial referentes à viagem portuguesa.. Esta Exposição, produzida pelo Smithsonian Institution, de Washington, D.C., nasceu da vontade de, em primeiro lugar, dar a conhecer ao público norteamericano uma parte da História de Portugal, uma vez que os próprios Estados Unidos se reconhecem mais familiarizados OLHAR CIRCUNDANTE

tigo campo de concentração, onde sentimos um pouco do sofrimento de tantas vítimas do domínio nazi. Regressados a Bruxelas, fomos jantar a um óptimo restaurante português, que nos fez sentir em casa! Presentes, os deputados e o Gabinete de Apoio do PCP, que tão bem nos receberam, e aqui aproveitámos para

lhes agradecer esta grande oportunidade. No dia seguinte, Paris esperava-nos. Por não termos feito a viagem de avião, conseguimos passar uma noite na Cidade Luz, onde a maioria de nós nunca tinha estado, mas com a qual todos sonhávamos. Aí chegados ao início da tarde, tivemos a alegria de fazer um passeio turístico e de viajar ao longo do rio Sena, admirando uma vista simplesmente indescritível. E a manhã chegou em força, com um céu azul completamente inesperado. Rumo à Tor-

com a História de Espanha; em segundo lugar, discutir o papel dos Portugueses na criação da primeira rede global de comunicações. Afinal, ao colocarem em contacto povos distantes, com as suas viagens e descobertas, os portugueses inventaram uma versão arcaica e original de Internet: mais lenta, sem dúvida, mas nem por isso de menor alcance, pois promoveram a globalização, não só de produtos e de bens, mas também de conhecimentos e de saberes. A Exposição que se apresentou em Lisboa não foi uma réplica das duas já exibidas. Com uma dimensão inferior, patenteou cerca de 200 peças provenientes de coleccionadores privados, de instituições portuguesas e internacionais, reunindo empréstimos

re Eiffel, muitos foram aqueles que subiram ao topo da grande construção. Depois deste primeiro objectivo atingido, rumámos ao Museu do Louvre, ao pé do qual almoçámos. Vimos as grandes pirâmides que, destoando embora da arquitectura do museu, têm a sua própria beleza. Após a breve visita ao Louvre, visitámos a grandiosa Catedral de Notre Dame, onde se respirava História. Depois disso, e para grande satisfação de todos, fomos ao centro da cidade, onde existem imensas lojas das mais variadas marcas e estilistas, e onde se pôde ver um pouco de tudo, aos mais variados preços. Esta oportunidade, para muitos única, de conhecer um pouco de três países – Espanha, França e Bélgica – foi aproveitada por todos, sendo de registar o sentido de responsabilidade dos alunos presentes. Firmaram-se novas amizades, conheceramse imensas coisas novas, avistaram-se paisagens únicas e alicerçou-se a ideia de que somos cidadãos europeus e de que o futuro da Europa depende de todos e do contributo de cada um de nós. Uma semana de frio, conhecimento, diversão, cultura e cidadania que ficará para sempre na memória de todos os que participaram.

que nos chegaram de quase todos os países europeus, do Brasil, do Japão e até de países africanos, como a Nigéria ou a República Democrática do Congo. Ao longo das seis secções da Exposição, organizados geograficamente, o que se oferece é a própria viagem de Portugal nos séculos XVI e XVII, desde a mostra cartográfica e de instrumentos de navegação, passando pelos contactos estabelecidos com África, o Oriente (Índia, Japão, China) e o Brasil. Um dos núcleos mais importantes, o da Casa Real, integrou duas das peças emblemáticas do conjunto exibido: a Custódia de Belém, peça exemplar da ourivesaria portuguesa do século XVI, e os Painéis de S. Vicente, políptico atribuído a Nuno Gonçalves e que retrata a sociedade portuguesa quatrocentista. Estas peças, por razões museológicas e de segurança, não estiveram presentes nas duas anteriores Exposições. Portugal construiu um Império comercial e também uma rede de comunicação global. Abriu o Mundo à Europa, o que esteve documentado em todas as peças expostas. Mais do que a expan-

Alunos e Professores participantes

são territorial, importou mostrar o intercâmbio cultural iniciado pelos Portugueses. Sem saudosismos passadistas, eivados de mais ou menos sentimentos nacionalismos e patrióticos, nunca é de mais redescobrir o papel que os portugueses de Quinhentos desempenharam no Mundo. O que esta Exposição nos deixa é também o contributo da História como impulso para o futuro. Vencer obstáculos, redesenhar as relações humanas, à escala global, partilhar patrimónios, materiais e imateriais, conhecimentos e bens, devem continuar a ser os nossos desígnios. Afinal, de um milhão de falantes no século XV, passámos hoje a mais de 260 milhões espalhados por todo o Globo. Portugal criou civilização através da viagem. Esta Exposição, nas palavras do (então) Ministro da Cultura José António Pinto Ribeiro, representou uma “viagem de conhecimento, reflexão, reconhecimento e descoberta de nós mesmos”. Professora Teresa Agostinho

5


TOQUE DE SAÍDA

ANO 4 - Nº 12

PORQUE FILOSOFAR É PRECISO

DIA INTERNACIONAL DA FILOSOFIA Nos dias 15 e 16 de Fevereiro de 1995, decorreram em Paris as Jornadas Internacionais de Estudo Filosofia e Democracia, organizadas pela UNESCO, tendo os participantes constatado que “os problemas de que trata a Filosofia são os problemas da vida e da existência dos homens, considerados universalmente”. Deste evento foi publicado um documento intitulado “Declaração de Paris em Prol da Filosofia”, que sintetiza as conclusões do debate realizado durante as Jornadas e no qual se regista a intenção de dedicar anualmente, na terceira quinta-feira do mês de Novembro, um dia à Filosofia. Porque o texto da Declaração evidencia algumas das características fundamentais da actividade filosófica, destacamos, pela sua pertinência, em especial para os nossos alunos, alguns dos aspectos mais relevantes expressos no documento:

«… sublinhamos que o ensino filosófico favorece a abertura de espírito, a responsabilidade cívica, a compreensão e a tolerância entre os indivíduos e entre os grupos. Reafirmamos que a educação filosófica, formando espíritos livres e reflexivos, capazes de resistir às diversas formas de propaganda, de fanatismo, de exclusão e de intolerância, contribui para a paz e prepara cada um para assumir as suas responsabilidades perante as grandes interrogações contemporâneas, designadamente no domínio da ética; julgamos que o desenvolvimento da reflexão filosófica contribui de forma importante para a formação de cidadãos, exercendo a sua capacidade de julgamento, elemento fundamental de toda a democracia. Por estas razões, comprometemo-nos a fazer tudo o que estiver em nosso poder, nas nossas instituições e nos nossos países respectivos, para realizar

estes objectivos. (…) A actividade filosófica, como prática livre da reflexão, não pode considerar nenhuma verdade como definitivamente adquirida e incita a respeitar as convicções de cada um, mas não deve em caso algum, sob pena de se negar a ela mesma, aceitar doutrinas que neguem a liberdade de outrem, achincalhando a dignidade humana e originando a barbárie.» Este ano, o Dia Internacional da Filosofia celebrou-se no dia 19 de Novembro. Também no ECB a efeméride foi assinalada com aulas especiais, em torno do sempre actual texto platónico “A Alegoria da Caverna” e com a publicação de entradas no blogue de Filosofia, www.logosecb.blogspot.com. Embora deslocados da data, este texto e os artigos sobre filósofos publicados nesta edição do Toque de Saída são uma referência

à efeméride, instituída com o objectivo de valorizar esta área de reflexão e de reforçar a importância do desenvolvimento do pensamento crítico. Porque filosofar é preciso. Professores Deolinda Castelhano e Valter Boita

DE SIM E DE NÃO SE FAZ A EDUCAÇÃO

Quando se fala de alunos com comportamentos desajustados, é comum pensar-se em famílias desestruturadas, socialmente carenciadas, com modelos de convivência violenta. A verdade é que este é um problema mais transversal, que pode surgir em famílias informadas e diferenciadas 6

do ponto de vista cultural, académico e económico. Assunto tabu durante muito tempo, fechado nas paredes de casa, começa agora a ecoar para fora de portas, pela voz dos próprios pais, que apelam por ajuda junto de professores, de psicólogos, de instituições diversas, porque não sabem como lidar com os filhos. Filhos a quem nada falta, que são os verdadeiros “reis” da casa, mas que têm comportamentos agressivos, são exigentes e não aceitam ser contrariados. Nos dias 23 e 24 de Outubro, o ECB esteve representado em Coimbra, no encontro “De SIM e de Não se faz a Educação”, que teve lugar na Fundação Bissaya Barreto, e no qual se debateram estas questões. Entre os diversos oradores do Encontro, salientamos o ex-ministro da Educação, Marçal Grilo, segundo cuja opinião os pais são «verdadeiramente os responsá-

veis pela educação dos filhos», e, apesar de não darem aulas, compete-lhes dar o exemplo: «Os pais não dão aulas, mas dão o exemplo, são referência e sobretudo estabelecem os limites e isso é o fundamental na educação», disse, frisando que a educação «é tarefa de todos». O ex-governante referiu-se também ao papel dos professores, alertando para a sua importância: «O país precisa imenso dos professores e educadores, não pode desperdiçá-los, porque têm um papel essencial no apoio aos pais, no ensinar e dar asas para as crianças e jovens poderem voar». O ex-ministro da Justiça, Laborinho Lúcio, manifestou-se defensor da «autoridade e disciplina» na escola, mas enquanto «direito dos alunos» e não como «poder da escola», sugerindo uma inversão nesse domínio: «A autoridade e a disciplina, normalmente, entre nós, do ponto de vista cultural, é mais tida como um poder da escola e não necessariamente como um direito do aluno, e precisamos de fazer alguma inversão nesse domínio», afirmou. Para Labori-

nho Lúcio, os alunos têm «direito à autoridade, à disciplina, mas exercida em seu nome e não da escola», daí que preconize «uma reflexão» em torno da questão. É na escola, referiu, que os alunos «fazem grande parte do seu processo de aprendizagem social e precisam, evidentemente, de conhecer os limites interiores que têm de impor a si próprios, de compreender a importância da autoridade e da disciplina como um bem deles próprios». Muitos foram os contributos deste encontro que enriqueceram todos os participantes. Professoras Luísa Fonseca e Paula Arraião

OLHAR CIRCUNDANTE


ANO 4 - Nº 12

TOQUE DE SAÍDA

OS ESTÁGIOS NO PERCURSO DE FORMAÇÃO Conclui-se este ano lectivo o primeiro triénio de Cursos Profissionais de nível secundário no Externato e, em consequência, a partir de Janeiro, os alunos do Curso Profissional de Técnico de Comunicação – Marketing, Relações Públicas e Publicidade, e do Curso Profissional de Técnico de Informática de Gestão vão realizar a sua formação em contexto de trabalho (vulgarmente conhecida por Estágio). Sucedem a uma longa lista de alunos que, desde os anos 80, integrados nos pioneiros Cursos Técnico-Profissionais, prestigiaram o nome do Externato e contribuíram para o know-how acumulado por esta escola no âmbito da formação profissional. No estágio integra-se o saber académico, o saber estar e o saber fazer, pois os alunos são interpelados a aliar o conhecimento científico e técnico a méritos de convivência, iniciativa e adaptabilidade, bem como ao cumprimento de regras específicas do ambiente de trabalho. O Externato e em particular os professores acompanhantes têm dedicado muita atenção

e cuidado à organização de estágios, por serem de extrema importância para a integração numa profissão e na definição de um projecto profissional com sustentação. Sendo um teste à empregabilidade e à capacidade de fazer, são também uma forma de ligação às empresas e outras instituições, potencialmente empregadoras. Ao contrário de outras escolas, um pouco por todo o país, a nossa escola nunca teve dificuldade em encontrar junto da comunidade parceiros de estágio com qualidade para os nossos alunos, facto que honra, quer o Externato quer as instituições locais. Este é assim um ano a cujos resultados devemos estar atentos, pois o modelo de Curso mudou, seguindo os novos perfis de formação impostos por lei. Serão os Cursos Profissionais capazes de proporcionar aos alunos maiores capacidades profissionais, maior empregabilidade e adequação às exigências do trabalho e emprego qualificado? Como coadunar um período prolongado de estágio (420h)

com a continuação das actividades lectivas? Como medir o contributo do estágio para o sucesso escolar e os desafios pós-escola? Estas e outras questões estão na mente de todos os intervenientes no processo e as respostas constituirão um precioso indicador para os anos futuros. Por hora, resta expressar confiança na vontade, empenho e responsabilidade dos nossos alunos e desejarlhes sorte nesta etapa tão importante do seu percurso de vida. Professora Maria da Conceição Raimundo

BAR E A CANTINA

O QUE PENSAM OS ALUNOS

A existência da cantina no Externato Cooperativo da Benedita é relativamente recente, tem cerca de 8 anos. Os alunos queixavam-se da falta deste serviço, e a escola viu-se obrigada a fazer um investimento nesta área. Mas, mesmo assim, percebemos que muitos alunos continuam a recorrer a serviços externos para tomarem as suas refeições, não questionando a qualidade e o elevado preço que pagam comparativamente ao valor que despenderiam, caso utilizassem os serviços da escola. Decidimos então realizar um estudo de mercado, integrado na disciplina de Marketing, acerca da opinião dos alunos sobre a cantina e o bar da escola. Realizámos um inquérito a 30 alunos, dos quais 40% eram do sexo feminino e 60% do sexo masculino; em reESCOLA VIVA

lação à idade, 57% dos inquiridos têm entre 15 e 18 anos, 23% têm mais de 18 anos e 20% têm entre 12 e 15 anos. Observámos que apenas 37% dos alunos almoça na escola, o que significa que 63% recorre a serviços externos. Estes alunos foram também questionados acerca da situação profissional dos pais e encarregados de educação: 63% dos inquiridos respondeu que os dois pais têm emprego, 30% que apenas um dos pais tem emprego, e 7% que nenhum dos pais tem emprego. As respostas obtidas permitiramnos ainda concluir que 37% dos alunos nunca frequenta a cantina, 42% frequenta-a ocasionalmente e 21% utiliza-a sempre, e as razões que apresenta centram-se no facto de poderem assim dispor de uma refeição mais saudável e completa. Dos 63% de alunos que não almoça na escola, a maioria vai a casa, 59% e os restantes recorrem a serviços externos, justificando-se com o facto de terem mais opções, de não gostarem da comida da escola ou ainda de serem influenciados pelo grupo de amigos. Dos alunos que recorrem aos serviços externos, a maioria gasta

menos de 3,00€, 33% gasta entre 3,00 a 4,00€, e os restantes gastam entre 4,00 a 5,00€ numa refeição. No que diz respeito ao grau de satisfação relativamente ao funcionamento da cantina, os alunos atribuíram uma média de 3,75 à qualidade, 3,75 ao ambiente, 4 ao atendimento e 3,58 à rapidez. Refira-se que a escala era de 1 a 5, em que 1 representa a classificação mais baixa e 5 a classificação mais elevada. Em relação à utilização do bar da escola, 90% dos alunos refere que o frequenta e 52% desses alunos fazem-no para lanchar, 29% para almoçar e 19% para tomar o pequeno-almoço. No que diz respeito à avaliação do funcionamento do bar, os alunos atribuíram uma média de 4,05 à qualidade, 3,42 ao ambiente, 4,26 ao atendimento e 3,73 à rapidez. Após a análise dos resultados do inquérito, compáramos o valor gasto por um aluno que almoça diariamente na cantina e um aluno que gasta em média 3,50€ no almoço fora da escola, o que significa um gasto semanal de 17,50€. Se almoçasse na cantina, gastaria à volta de 7,30€, o que representa uma poupança de 10,20€ numa semana.

Gostaríamos ainda de salientar que 3,5% dos alunos que respondeu que nenhum dos pais tem emprego referiu que almoça sempre em cafés ou restaurantes, gastando uma média de 3,50€ por dia, ou seja, mais 2,00€ do que se almoçasse na escola. Os alunos que almoçam fora da escola gastam sempre mais do que se utilizassem a cantina, para além de não poderem usufruir de refeições saudáveis e completas. As ementas da cantina são preparadas por profissionais que têm o cuidado de variar a oferta, indo ao encontro das necessidades alimentares dos jovens. Numa época em que muitas famílias estão sujeitas a contenções no orçamento, era bom que os nossos colegas que não podem almoçar em casa pensassem um pouco e tomassem consciência de que nem todos os pais têm uma situação financeira assim tão estável, de modo a que os filhos andem sempre a comer fora da escola. Ana Tomás, Andreia Feliciano, Cedric Santos e Vasco Santos, 12ºI

7


TOQUE DE SAÍDA

ANO 4 - Nº 12

A EDUCAÇÃO E A WEB 2.0

O aparecimento da Worl Wide Web (Web) modificou a forma como acedemos à informação e como a pesquisamos, como comunicamos com os outros e como preparamos as aulas. A Web começou por ser formada sobretudo por texto com hiperligações, a que mais tarde se as-

sociou imagens, sons e, mais recentemente, vídeos, permitindo que todos possamos publicar e aceder à informação. Ultimamente, surgiu a Web 2.0 que facilitou o processo de publicação e de interacção entre os cibernautas. Hoje em dia, a Web pode ser encarada como

uma plataforma, onde tudo se encontra facilmente acessível e em que publicar online deixou de exigir conhecimentos especializados para a criação de páginas e alojamento em servidores. Além do mais, escrever online é estimulante para os professores e para os alunos, e estes últimos passam a ser mais empenhados e responsáveis pelas suas publicações, porque o público é mais abrangente. O Hi5, o MySpace, o Linkedin, o Facebook, o Ning, entre outros, são alguns dos sítios que podem ser utilizados para estimular o processo de interacção social e de aprendizagem. Algumas das ferramentas da Web 2.0 que podem ser utilizadas em contexto educativo: - O Blogue permite publicar informação de forma gratuita, centrando-se no conteúdo e não no aspecto; os posts podem conter imagens e vídeos. - O Flickr permite a

partilha de imagens e a criação de álbuns para o armazenamento de fotografias e ainda de vídeos alojados no YouTube. - O Del.icio.us permite organizar, online, os sítios favoritos, indexados por tags (palavras-chave). - O Podcast consiste na produção e publicação online de registos áudio, que ficam disponíveis para serem descarregados em qualquer local com acesso à internet. - O Dandelife é um serviço focado na criação de linhas de tempo com o apoio de fotos (Flickr), vídeos (YouTube) e textos. - O Wiki é uma ferramenta que permite com muita facilidade criar e alterar páginas, possibilitando a aprendizagem colaborativa, pois as páginas podem ser editadas por vários autores. Por exemplo, a Wikipédia. - O Goowy é um ambiente de trabalho online, cujo sistema é composto por uma conta de correio

electrónico, um calendário, um bloco de notas, um agregador de RSS e um gestor de favoritos. Armazena todo o tipo de documentos, de forma privada ou pública. - O Google Page Creator permite criar e alojar um website, sem grandes conhecimentos técnicos. - No Google Docs podemos processar texto, efectuar cálculos e criar apresentações, facilitando a partilha dos ficheiros. - O Google Calendar permite gerir eventos e partilhar essa informação. - O CmapsTools permite constituir representações espaciais de conceitos e das suas inter-relações, representando estruturas de conhecimento. São utilizadas para auxiliar a ordenação e a sequência hierarquizada dos conteúdos de ensino, de forma a oferecer estímulos adequados ao aluno. Professor Samuel Branco

GERAÇÃO TECNOLÓGICA Pais e filhos encaram a Internet de forma bastante diferente, já que nas crianças o contacto com as novas tecnologias ocorre muito cedo, ao passo que nos adultos esse contacto foi mais tardio. Esta realidade leva a que a propensão que as crianças têm para assimilar o que de novo vai surgindo em termos tecnológicos seja incomparavelmente superior à de um adulto. É na forma e velocidade de aprendizagem que eles se distinguem, pois se os mais novos “devoram” a informação actual e procuram sempre o que de novo vai surgindo, os adultos têm dificuldade em perceber o que se vai passando e as “novidades” podem ser autênticos obstáculos. Todavia, os pais não baixam os braços e tentam, ao seu ritmo, compreender o que os filhos vão retirando daquela realidade tão complexa, pois não podem de modo algum descurar uma das suas principais funções, a de protectores dos filhos. Se questionarmos uma criança ou jovem sobre o que faz na Net, as suas respostas são: realizo pesquisas para trabalhos escolares e projectos, jogo, converso com os amigos, utilizo as redes sociais, efectuo downloads de música e vídeos, etc. Na opinião dos pais, os filhos utilizam a Internet sobretudo para a pes8

quisa de informação, diversão, ou então para conversar com os amigos. A maioria considera, e bem, que a Internet oferece aos filhos mais benefícios do que malefícios, contudo,

por vezes podem surgir problemas em consequência do contacto com conteúdos nocivos e ilegais ou pelo facto de os jovens se terem exposto demasiado, online, a pessoas desconhecidas, ou ainda pelo excesso de horas que passam na Internet. Quando confrontados com alguns destes problemas, a maioria dos pais opta por uma

solução 100% tecnológica, instalando no computador software de controlo parental e de acesso. Todavia, o desejável seria privilegiar o diálogo e a troca de impressões entre pais e filhos. Pois apesar de o controlo e supervisão dos pais sobre a utilização da Internet pelos filhos ser um requisito indispensável, o diálogo entre pais e filhos é muito mais importante. Os pais devem lembrar e relembrar os filhos de que a Internet é um dos vários meios de pesquisa para trabalhos escolares, havendo no entanto outros, tais como livros, enciclopédias, as conversa com os pais, professores e amigos. Quanto às relações pessoais offline, estas também devem ser incentivadas, e os jovens não devem cingir-se às relações através da Internet. A colocação do computador no quarto da criança também deve ser evitada, e em vez disso é preferível colocá-lo num espaço comum da habitação. A Internet é uma ferramenta poderosíssima, com enormes potencialidades, por conseguinte, pais e filhos devem utilizá-la em conjunto e assim realizarem uma aprendizagem conjunta. Professor Alexandre Lourenço

CIÊNCIA, TECNOLOGIA E AMBIENTE


ANO 4 - Nº 12

TOQUE DE SAÍDA

Home

O DOCUMENTÁRIO Este documentário faz-nos perceber o frágil equilíbrio do nosso planeta, equilíbrio que está a desaparecer rapidamente, devido à acção do Homem. Tal como o documentário mostra, a população humana tem vindo a aumentar de forma extremamente rápida. Nestas circunstâncias, os cálculos são simples: o aumento da população humana, aliado à crescente procura e exploração de recursos naturais, está a destruir o planeta a um ritmo muito rápido. É agora possível, no decorrer de uma vida

humana, assistir a mudanças dramáticas por todo o mundo. Se anteriormente, no decorrer da já longa história do planeta, houve várias extinções em massa devido a fenómenos naturais, essas extinções ocorriam com intervalos de tempo enormes; agora, no decorrer da nossa vida, podemos vir a assistir a uma nova extinção em massa que, se ocorrer, não será devido a causas naturais, mas devido à acção do Homem. Se não alterarmos o rumo das nossas acções, estaremos a traçar um destino sombrio para nós

próprios e para todos os seres vivos à face do planeta. Cabe-nos decidir o nosso próprio futuro, decidir entre a destruição da vida tal como a conhecemos, ou pelo menos de grande parte dela, e uma atitude que urge tomar para salvar o planeta. Só se juntarmos esforços teremos alguma hipótese de subsistir e de preservar um mundo em que não exista apenas História, mas também presente e futuro. Hugo Fernandes, 10ºC

Veja o trailer em: http://logosecb.blogspot.com

O MUNDO É A NOSSA CASA

No começo, a Terra não era mais do que um caos de fogo formado no rasto de uma estrela, o Sol. Uma nuvem de partículas de pó aglutinadas, semelhante a tantas outras aglutinações do Universo. Com uma atmosfera densa, sem oxigénio, carregada de vapor de água, cheia de dióxido de carbono: uma fornalha. Mas um futuro excepcional, oferecido pela água, aguardava a Terra: à distância ideal do Sol, a Terra conseguiu conservar a água no seu estado líquido; o vapor de água condensou e caiu torrencialmente sobre o solo e apareceram os rios que, posteriormente, correram para as zonas mais baixas, dando assim origem aos oceanos. Foi aqui que se deu o milagre da vida. A vida surgiu na terra há cerca de 4 mil milhões

de anos, e os Humanos há apenas 200 mil anos. Porém, neste breve período de tempo, conseguimos quebrar o equilíbrio do planeta, gastando recursos até ao esgotamento, recursos estes que são, na sua maioria, essenciais à vida. Tomemos, como exemplo, a água. Um recurso dos mais importantes, essencial à vida na Terra e com a maior probabilidade de se transformar num grande problema. A água potável é cada vez mais escassa por causa da mão humana. Nós poluímos, nós esbanjamos. A chuva é também cada vez mais escassa e, quando chove, a chuva é ácida por causa da poluição. Alguns países estão a passar por grandes secas, devido ao facto de, do outro lado do mundo, a água estar a ser utilizada para o regadio dos campos que, na sua maioria, são para puro lazer. Esquecemo-nos de que aquilo que desperdiçamos hoje foi o que possibilitou a nossa existência. E é com estas pequenas grandes acções que o nosso planeta está no estado em que está. Cabe-nos a nós, a jovem geração, preservar e zelar pelo que resta do nosso Planeta.

EVOLUÇÃO DA TECNOLOGIA Hoje somos uma sociedade verdadeiramente tecnológica. Já não conseguimos viver sem as tecnologias, esta é a realidade. Se imaginarmos o mundo de antigamente, quando a tecnologia não existia, ficamos espantados: como é que eles se protegiam do frio, se defendiam dos animais? Ao longo do tempo, o homem foi transformando a matéria-prima em tecnologia: luz eléctrica, frigorífico, televisão, forno de microondas… Sem estes utensílios, não poderíamos conservar nem cozinhar alimentos, não tomaríamos banho quente, nem veríamos televisão. Porém, se o homem não tiver preocupação com o progresso tecnológico, daqui a algum tempo não haverá matéria-prima nem pessoas para usufruir da tecnologia. Não deveríamos então ter mais ética e cidadania? Diogo Grade, 7º C

Ana Guilherme, 10ºC

VAMOS AJUDAR O MUNDO A LIVRAR-SE DA POLUIÇÃO? Pára e pensa um pouco… Repara bem como o mundo gira à tua volta. A poluição está a destruir-nos, o que só pode ser evitado se todos nos empenharmos, a começar já por ti! Há vários tipos de poluição: ambiental, sonora, orbital… Acabei de dizer alguns “palavrões”, por isso vou explicar um bocadinho de cada um deles. A poluição ambiental pode ser provocada pelos fumos que saem pelas chaminés das fábricas, o que pode ser resolvido se forem CIÊNCIA, TECNOLOGIA E AMBIENTE

colocados filtros nas chaminés. Pode também ser originada pelo lixo que deixamos cair no chão, lixo esse que deveria ser apanhado por quem o deixa cair. Repara que esta atitude não nos custa nada e o planeta agradece! A poluição sonora é causada pelo ruído intenso provocado por máquinas ou outros tipos de materiais. Quanto à poluição orbital, pode ser causada por restos de naves e satélites artificiais e outros equipamentos que são abandonados no espaço após a sua utiliza-

ção. Estima-se que orbitem em volta da Terra cerca de 3 mil toneladas de lixo espacial, a menos de 200 km da Terra. A nós parece-nos uma distância bastante grande, mas quando se fala de poluição orbital é uma distância relativamente pequena. Vamos ajudar o mundo a “livrar-se” da poluição? Inês Couto, 7ºG

9


TOQUE DE SAÍDA

Nas Rotas de Cister (continuação da página 1)

Porque entendemos que cada vez mais cabe à escola a função de dar a conhecer o património do meio em que está inserida, propomo-nos implementar este projecto, abrindo assim uma janela para um maior e melhor conhecimento da região de Alcobaça e de outras regiões cistercienses na Europa. O reconhecimento da importância da Ordem de Cister levou à criação da Fundação Carta Europeia de Abadias e Sítios Cisterciense, em 1993, com objectivos culturais e turísticos, dado o crescente interesse sobre o vastíssimo património, do qual fazem parte 750 Abadias. Actualmente, a Fundação reúne a participação de países como Portugal, Bélgica, França, Alemanha, Inglaterra, Itália, Dinamarca e Polónia, entre outros. O legado cisterciense é, portanto, um património europeu, comum a outros países e regiões, pelo que nos pareceu interessante estabelecer diálogo com escolas europeias situadas em comunidades onde a Ordem de Cister tenha sido marcante. Nesse sentido, estamos a realizar contactos com o objectivo de promover intercâmbios entre o ECB e outras escolas da Europa, na convicção de que essa será uma experiência enriquecedora para todos os intervenientes. Esta troca de vivências e saberes visa “desenvolver o conhecimento e sensibilizar os jovens e o pessoal educativo para a diversidade e para o valor das culturas e das línguas europeias”, criando condições para uma candidatura ao Projecto Comenius, cuja finalidade é a promoção da dimensão europeia da educação na partilha de saberes e interesses comuns, concretizado através da participação activa e do intercâmbio entre estudantes e escolas. Temos consciência de que se trata de um projecto ambicioso que exige trabalho e determinação e que a sua concretização não será possível sem a colaboração de outras entidades. Assim, prosseguindo a sua dinâmica de interacção com instituições do meio cultural, académico e empresarial, o ECB vai celebrar uma parceria com o IGESPAR (entidade tutelar do Mosteiro de Alcobaça) e com a Câmara Municipal de Alcobaça. No dia 4 de Dezembro decorre, no ECB, a primeira actividade no âmbito do projecto, uma palestra proferida pelo Professor Doutor Saul Gomes, da Universidade de Coimbra, sobre a temática cisterciense. Esperamos que seja, para todos os intervenientes, uma aventura aliciante, viajar NAS ROTAS DE CISTER.

ANO 4 - Nº 12

A HIGIENE E SEGURANÇA DA ESCOLA DEPENDE DE TODOS A nossa Escola precisa de todos nós para melhorar a higiene e a segurança das instalações. É o nosso dever contribuir para que corra tudo bem, e para isso temos de cuidar dos nossos espaços. Não custa nada fazer um esforço para melhorar e ficar com uma escola melhor, mais limpa e mais segura! Diana Santos, 10º F

Resultante da colaboração das Turmas 8ºE, 9ºG, 10ºC, 10ºF,11º I no âmbito da CAF - acção de melhoria 3

COMO FOI MUDAR DE ESCOLA? Este ano lectivo entrei para uma nova escola, o Externato Cooperativo da Benedita. Progredi para o 7º ano de escolaridade e tive de “acordar” para a realidade de mais uma mudança de escola. Devo confessar que no início me senti um pouco nervosa, pois era tudo novo, um mundo novo, uma escola com dimensões bem diferentes daquelas que tinha a minha escola anterior, mais alunos e, por isso, mais professores, mais salas, um mundo maior… Mas agora penso como fui parva em ficar nervosa, esta nova escola é “perfeita”. Depois de me ter ambientado, acho que é tudo óptimo: os professores são simpatiquíssimos, os funcionários sempre atenciosos e corre sempre tudo pelo melhor. Não sou só eu que penso isto, os meus colegas, tal como eu, adoram esta escola. Contudo penso que esta situação não será igual para todos os alunos provenientes do 2º ciclo, quer da escola Frei António Brandão, quer de outras escolas e até mesmo de outros países, pois temos colegas cabo-verdianos, brasileiros e ucranianos. Sinto que alguns alunos ainda não se conseguiram orientar e integrar nesta nova realidade, devido a vários factores tais como a discriminação e a exclusão social. Inês Couto, 7ºG

BREVE

TOP 10 1º- Filhos da Lâmpada P. B. Kerr 2º - Lua Nova Stephenie Meyer 3º - Os Primos Mafalda Moutinho 4º - Eclipse Stephenie Meyer 5º - Diário de Anne Frank Anne Frank 6º - A Ilha Victoria Hislop 7º - Crepúsculo Stephenie Meyer 8º Cinco Dias em Paris Danielle Steel 9º - A Casa da Praia Anita Shreve 10º - A Viagem de Luz e Quim Fátima Lopes

Os livros mais requisitados na Biblioteca do ECB nos meses de Junho a Outubro de 2009.

Este ano lectivo, estão matriculados na nossa escola 1167 alunos, distribuídos da seguinte forma: 213 no 7º Ano, 180 no 8º, 205 no 9º ano; já no 10º ano, são 211 os alunos, 161 no 11º ano e 173 no 12º ano, enquanto no ESRM contamos com 44 alunos.

Professora Deolinda Castelhano

10

ESCOLA VIVA


ANO 4 - Nº 12

TOQUE DE SAÍDA

ENTREVISTA A JOSÉ FÉLIX FIALHO «O ECB FOI A PRIMEIRA COOPERATIVA DE ENSINO CRIADA EM PORTUGAL» José Félix Fialho nasceu no Taveiro, no dia 27 de Outubro de 1945, e vive na Cruz de Oliveira. É casado com Maria da Glória da Cruz Fialho, pai de 4 filhos e avô de 4 netos. Mais de 40 anos o ligam ao Externato: ali foi aluno, funcionário e, actualmente, embora se encontre aposentado, é membro do Conselho Fiscal. No Externato trabalhou como técnico de contas durante quase 4 décadas. Como vê o percurso de vida de uma instituição como o ECB, que está a comemorar 45 anos de existência? Não é fácil em poucas linhas resumir os 45 anos de vida de uma instituição como o INSE – Cooperativa de Ensino e Cultura, que foi criado para suprir a falta de Ensino Secundário que se fazia sentir na Benedita, nascendo, assim, o ECB. Assisti à formação da Cooperativa de Ensino, participando em reuniões, mesmo antes de me poder tornar sócio, por ser ainda menor de idade, e continuei sempre ligado, quer como aluno, quer como funcionário ou como elemento dos órgãos de gestão, como é o caso actual. Devo referir que esta foi a primeira cooperativa de ensino criada em Portugal e, ao que parece, a terceira ou a quarta na Europa. Tal só foi possível devido ao sentido comunitário da população, que vinha crescendo desde a construção da igreja, mas também, e fundamentalmente, ao dinamismo e empenhamento, desprovido de quaisquer interesses pessoais, de dois ilustres beneditenses, a quem a terra deve muito. Refiro-me ao Sr. Cónego José Mendes Serrazina e ao Dr. Acácio Catarino. Quais foram as maiores dificuldades ou obstáculos com que se depararam? As dificuldades surgiam a todos os níveis: a precariedade das instalações, os profes-

sores que era necessário ir buscar e levar a Leiria aquando da realização de exames, mas sobretudo problemas de ordem burocrática e financeira. Em Outubro de 1964, o Externa-

Contudo, muitas dessas dificuldades acabaram por se dissipar e o ECB veio a tornar-se naquilo que é hoje. Reparem que a fama dos bons resultados do ECB e as mudanças na conjuntura política e social do país levaram a que o trabalho e resultados do Externato fossem reconhecidos oficialmente. Assim, surgiram os apoios do Estado, através de contratos com o Ministério da Educação, o que não significa a resolução de todos os problemas financeiros, dado que os pagamentos inicialmente eram muito irregulares, havendo por vezes atrasos na liquidação dos vencimentos. to começa a funcionar numa antiga fábrica de cutelarias, com paredes negras e alguns vidros partidos. Iniciou com duas turmas: uma diurna e outra nocturna, à qual eu pertencia. Os alunos teriam, no final do ano, de ir realizar exames a Leiria (caso frequentassem o liceu) ou a Alcobaça (caso frequentasses os cursos nocturnos) para obtenção de aprovação, mas os bons resultados conquistavam-se e começou-se a credibilizar o Externato no que toca à parte pedagógica, até se atingir mais tarde o paralelismo pedagógico e a autonomia pe-

AOS ANTIGOS ALUNOS DO ECB Ao longo de quarenta e cinco anos foram muitos os alunos que contribuíram para o crescimento do Externato Cooperativo da Benedita, tendo a instituição assumido as suas responsabilidades de oferecer uma formação de qualidade a cada um deles. Por sugestão da Direcção do Instituto Nossa Senhora da Encarnação, um grupo de professores e funcionários encarregou-se de estudar o percurso pós-escolar dos antigos alunos. Numa perspectiva futura, poderá formar-se um “Grupo de Antigos Alunos do ECB”, que organize actividades, encontros, espectáculos, convívios entre os antigos alunos. Por outro lado, decorrem frequente-

ESCOLA VIVA

dagógica que são, sem dúvida, marcos importantes na vida do ECB. No que se refere às dificuldades financeiras, é uma situação que muita gente desconhece, mas que foi ultrapassada graças à boa vontade de alguns sócios e dos órgãos sociais, uns por empréstimos, outros com assinaturas de letras ou livranças, para se poder fazer face aos compromissos. Foram tempos difíceis, sem dúvida, tempos que os jovens de hoje desconhecem. É certo que nessa altura os alunos pagavam mensalidades, mas as receitas nunca chegavam para as despesas, pois não havia qualquer subsídio do Estado.

mente na Escola acções de formação, colóquios, eventos culturais, palestras sobre os mais diversos temas, pelo que seria importante, tendo conhecimento do percurso dos nossos antigos alunos, recorrer aos mesmos para participarem nestas actividades, pois serão um motivo de orgulho para toda a comunidade e são também um exemplo para todos os alunos que se encontram na escola. Pode colaborar nesta iniciativa, registando os seus dados no sítio www.externatobenedita.net, na Secretaria ou na Biblioteca do ECB. Grupo de antigos alunos do ECB

Na condição de funcionário do ECB assistiu à construção de uma instituição que tanto contribuiu para o desenvolvimento da Benedita. Quer partilhar connosco alguma das histórias mais bizarras a que assistiu? Durante os anos vividos no ECB foram muitas as situações que poderiam ser aqui relatadas, algumas até quase anedóticas. Mas partilho convosco uma que remonta ao tempo em que a feira do dia 6 se realizava à volta e dentro do pátio do ECB, ao ponto de uma professora querer sair de uma sala e não poder abrir a porta, porque estava presa à muleta uma junta de bois. Eram outros tempos! O que preserva na memória dos mais de trinta anos dedicados ao ECB? O que pretendo preservar na memória, e que sinto terem sido os anos de maior crescimento do ECB, com o qual também cresci como pessoa, são os anos de trabalho em conjunto com o ex-director pedagógico, Dr. José Gonçalves Sapinho, com o qual sempre mantive uma relação de total lealdade, o que me apraz registar, sem menosprezar os directores seguintes, bem como todos os professores e colegas de trabalho com quem privei ao longo dos anos, desejando a todos as maiores felicidades e que o vosso trabalho contribua para o engrandecimento do nosso ECB. Bem hajam! Professores Clara Peralta e Valter Boita

11


TOQUE DE SAÍDA

ANO 4 - Nº 12

HÁ TRINTA E SETE ANOS, O ECB DAVA UM PASSO DECISIVO (continuação da página 1)

A VISITA DO MINISTRO DA EDUCAÇÃO NACIONAL AO NOSSO CONCELHO «Vim aqui encontrar uma surpresa agradável. Não vou fazer um discurso, não há tempo para perdermos com palavras, mas para realizarmos obras e tomarmos decisões. Não quero, porém, deixar de afirmar a minha admiração pelo trabalho dedicado, pela capacidade de realização da gente da Benedita, que para além do mais teve em conta que na vida só se pode triunfar em regime de colaboração, de coordenação de esforços, de que a vossa Cooperativa é um exemplo ímpar! E nesta batalha de Educação Nacional não podia o Ministro deixar de estar alerta para novos esforços e de corresponder aos vossos anseios. Tenho de estudar devidamente todos os problemas, mas desde já podemos tomar duas simples decisões: A primeira é de que no próximo mês de Ou-

tubro, e em colaboração com o Externato, funcionará nesta freguesia o Ciclo Preparatório oficial; a segunda é de que independentemente dos estudos que estão a ser processados, alguns dos quais completos, de auxílio ao ensino particular em regime futuro, o Ministério da Educação Nacional dará um subsídio extraordinário de 300 contos, para o vosso Externato. Quero dizer que isto não vai representar alívio para os vossos esforços. Teremos de continuar com a batalha da educação a favor dos vossos filhos.»

da Câmara Municipal de Alcobaça e outras altas individualida des distritais e concelhias, chegou, cerca das 17.20 horas, à Avenida da Igreja e foi recebido pelos membros da Junta de Freguesia, regedor, pá roco, membros directivos do Insti tuto Nossa Senhora da Encarnação, crianças das escolas, professoras e milhares de pessoas (…) Imediatamente, toda a comitiva se dirigiu para o Salão Paroquial, demasiado pequeno para conter tanta gente, e aí se realizou a sessão de boas-vindas. Em nome do povo

Transcrito de recorte da imprensa local, sem indicação do nome da publicação

DISCURSO DO PRESIDENTE DO INSE AQUANDO DA VISITA DE VEIGA SIMÃO beneditense e do Instituto Nossa Senhora da Encarnação — Coopera tiva de Ensino e Cultura, falou o seu actual Presidente da Direcção, Sr. Manuel Ferreira Castelhano, que após os cumprimentos de boas-vindas historiou a vida do Externato e da Cooperativa de ensino, pondo em destaque não só os prestimosos serviços como os problemas que certa mente afectam, para uma mais pro fícua acção no ensino, na cultura física e intelectual. Em resposta, o Prof. Dr. Veiga Simão, após expressar a «agra dável surpresa» que constitui esta etapa da sua visita ao distrito de Leiria, em breves mas peremptórias palavras, palavras de acção e tra balho, disse: «Desde já podemos tomar duas simples decisões: a pri meira é de que no próximo mês de Outubro, e em colaboração com o Externato, funcionará nesta fregue sia o Ciclo Preparatório oficial; a segunda é de que independentemen te dos estudos que estão a ser pro cessados, alguns dos quais comple tos, de auxílio ao ensino particular, em regime futuro, e tendo em conta o magnífico esforço que realizaram até agora, o Ministério da Educa ção Nacional dará um subsídio ex traordinário de 300 contos para o vosso Externato». Transcrito de recorte da imprensa local, sem indicação do nome da publicação

(Discurso proferido pelo Ministro da Educação, Prof. Dr. Veiga Simão, na Benedita, em 10 de Março de 1972)

NA BENEDITA Apesar do tempo incerto, mesmo chuvoso nos momentos antecedentes — a multidão não arredou pé — quando o Sr. Ministro Prof. Dr. Vei ga Simão, acompanhado dos Srs. Governador Civil de Leiria, Presidente 12

Dr. Vei ga Simão, dentro do programa da sua vinda ao distrito de Leiria, es tará em Alcobaça e também na Be nedita. É sem dúvida um acontecimento de relevante importância para a nossa terra e particularmente para o Instituto Nossa Senhora da En carnação – Cooperativa de Ensino e Cultura, pois Sua Excelência, além de poder apreciar «in loco» a gran diosidade da obra realizada, e não só como infra-estrutura, mas como cooperativa de ensino e por conse guinte no campo educacional e cul tural, não deixará de se inteirar dos problemas, alguns de certo modo graves, e que o mesmo estabeleci mento de ensino procura resolver para poder atingir com mais proficuidade toda a sua acção educa cional e cultural.

BENEDITA RECEBERÁ A VISITA DO SENHOR MINISTRO DA EDUCAÇÃO NACIONAL Como já é do conhecimento pú blico, no dia 10, o Ministro da Educação Nacional, Sr. Prof.

Sr. Ministro da Educação Nacional Cabe-me a agradável tarefa de, em nome de todos os habitantes desta freguesia da Benedita e particularmente em representação dos corpos associados da Cooperativa de Ensino e Cultura, professores e alunos do Externato e do ensino básico, saudar V. Ex.ª, e apresentar os nossos respeitosos cumprimentos. Ao mesmo tempo, quero manifes tar, em nome de todos, quanto é para nós honrosa a visita de V. Ex.ª e quanto ela significa para nós de interesse vivo, Sr. Ministro, pela cau sa da educação em todos os cantos do País, e também na nossa terra que hoje visita. Rendidamente agradecemos a pre sença de V. Ex. a, sr. Ministro, e prometemos continuar, com o estí mulo e ajuda que este dia nos traz o esforço que até hoje temos feito para proporcionar aos habitantes desta freguesia meios de educação e instrução à altura das suas aspi rações. Sr. Ministro, Sr. Governador Ci vil, Sr. Presidente da Câmara, mi nhas senhoras e meus senhores: Peço licença para historiar resu midamente a existência e funciona mento deste Externato como ex pressão mais ampla dos objectivos do Instituto Nossa Senhora da Encarnação, Cooperativa de Ensino e Cultura, que no momento presente conta com 444 sócios. No início da década de sessenta o laborioso povo desta freguesia, à altura com cerca de 6.000 habitan tes, sentiu que era possível pôr em marcha um processo de industriali zação pela união das pequenas ofi cinas existentes nos ramos de cal çado e cutelarias, e pela criação de novas indústrias. Começa nesta altura o afã da me canização e instalação das pequenas e médias unidades fabris que hoje ascendem a cinquenta e duas, com cerca de dois mil operários. O LUGAR DA MEMÓRIA


ANO 4 - Nº 12

Neste processo de industrialização sentiram-se, entre outras, duas dificuldades de carácter humano: a falta de sentido associativo e falta de cultura. Para ocorrer à primeira dificuldade, a população da fregue sia aceitou activamente uma «experiênciapiloto» de desenvolvimento comunitário que se processou du rante três anos — entre 1963 e 1966 — e que alertou e dinamizou toda a população na linha de todos e

cada um dos habitantes desta freguesia se tornaram os principais obreiros do seu desenvolvimento. Para ir ao encontro da falta de cultura, brevemente se programou e pôs em marcha o que estava no espírito de todos: a criação de um estabelecimento de ensino secundá rio. Um questionário feito em 1963 revelou que havia cerca de 80 alu nos do ensino secundário a estudar fora da terra, e uma sondagem feita entre a população deu a conhecer que havia muitos jovens, e até adultos que queriam passar além do en sino primário e que não o faziam por dificuldades económicas – dado que seria incompatível com os fracos recursos económicos das fa mílias, normalmente numerosas, manter os filhos fora da casa pa terna por motivos de estudo. Com autorização ministerial de 12 de Setembro de 1964, começou a funcionar em 14 de Outubro do mesmo ano o Externato Cooperativo com um primeiro ciclo e com frequência de 38 alunos, frequência que tem crescido ano a ano no ritmo acelerado dos seguintes números: 1964-65 .................. 38 1965-66 ............. 55 1966-67 .................. 64 1967-68 .................. 96 196S-69 .................. 128 1969-70 .................. 173 1970-71 .................. 276 1971-72 ................. 305 Actualmente são ministrados, além do Ciclo Preparatório em Telescola e directo, o 2º Ciclo Liceal, Curso de Formação de Serralheiros Mecânicos e Formação O LUGAR DA MEMÓRIA

TOQUE DE SAÍDA

Feminina, Curso Geral do Comércio e uma tur ma da 1. ª e 2.ª classe do Ensino Primário instituída principalmente para crianças de seis anos que não tenham lugar nas escolas primárias. PREVISÃO DA EVOLUÇÃO DO ENSINO NA FREGUESIA A freguesia da Benedita tem 18 salas de ensino primário, com vinte e cinco agentes de ensino. No pre sente ano escolar frequentaram o ensino primário 848 alunos. Há como média anual cento e cinquenta alunos que frequentam a 4ª classe com aproveitamento. Alta percentagem destes alunos estão interessados em ir além do ensino primário, mesmo da 6ª classe, se for possível resolver o problema do encargo económico que representa para os responsáveis da educação o terem de pagar totalmente os estudos dos filhos, principalmente em famílias numerosas. Há neste Externato alunos que trabalham todo o dia para pagarem os estudos, e fazem à noite, de inverno, e após um dia de trabalho e quatro horas de aulas, mais de 5 quilómetros. Por outro lado, se é certo que, em ensino particular bastante oneroso, em oito anos quase decuplicou o número de alunos deste Externato, é de prever que poderá crescer ain da mais, estendendo-se a todos ou quase todos os jovens em idade de ensino, e mesmo a alguns maiores, o interesse pelo ensino secundário, se conseguirmos vencer a barreira de encargos económicos individuais dos utentes deste Externato. Pensamos que não é exagero afir mar que a população da Benedita está desperta para a instrução. Alegramo-nos em proclamar que as aspi rações desta população coincidem com as altas aspirações do Sr. Mi nistro da Educação que, em tão boa hora, desencadeou a batalha da educação em todo o País. Sr. Ministro, orgulhamo-nos em afirmar que nesta nossa freguesia está preparado o terreno para V. Ex. a vencer a batalha em que está empenhado. Nesta freguesia cresce cada vez mais o número de jovens. Poucos emigram porque vão encontrando e desenvolvendo, aqui, algumas condi ções de vida. Ultra-

passa a cifra de 1.500 o conjunto de jovens de am bos os sexos com mais de 15 anos. Também o número de crianças é bastante elevado. No presente ano, como foi dito atrás, 848 crianças fre quentam a instrução primária. A população da freguesia cresce aceleradamente. O apuramento su mário do último senso dá como cres cimento demográfico 16% neste úl timo decénio. Mas estamos certos de que esta taxa de crescimento não corresponde ainda à realidade porque julgamos que é bastante mais elevada. Brevemente teremos números certos, logo que a Junta de Freguesia tenha conseguido le var a cabo um trabalho de recen seamento há pouco iniciado. Por outro lado, avança cada vez mais a possibilidade de emprego nos sectores secundários e terciários — sectores da actividade humana a exigir maior instrução, cultura mais generalizada que só é possível, em princípio, em pessoas que foram além da instrução básica. Certamente não nos levará a mal que aproveitemos esta oportunidade para apresentar a V. Ex.ª as nos sas necessidades e para pedirmos auxílio, pois também nós queremos levar a cabo a batalha da educa ção em colaboração estreita com os que dirigem os destinos da nossa Pátria. Com a construção deste edifício, em sistema económico de adminis tração directa, gastámos cerca de mil e quinhentos contos. Na manu tenção do ensino, nos seus diversos ramos, durante estes oito anos ul trapassámos a soma de quatro mil contos. Toda esta soma que vai além dos seis mil contos está a ser suporta da pela população da freguesia, quer através das quotas dos sócios da Cooperativa de Ensino e Cultura, quer através das mensalidades pa gas pelos alunos. Foi-nos apenas atribuída a verba de 202 mil escudos pelo Ministério das Obras Públicas, verba de que so mente uma parte mínima nos foi entregue até ao presente. Alguns donativos particulares, en tre os quais avulta o da Fundação Calouste Gulbenkian que nos ape trechou as oficinas, nos ajudaram mais como estímulo do que pelo seu valor material. Perante o que acabamos de ex por, não fará estranheza a ninguém e muito menos a V. Ex.ª, Sr. Minis tro, se afirmarmos que

temos pe sados encargos económicos. Estes não nos desencorajam, mas impe dem a Cooperativa de Ensino e Cul tura de se lançar noutras actividades que julgamos necessárias aos habitantes desta freguesia. Ousamos fazer dois pedidos ao Sr. Ministro: primeiro, que, no plano já elaborado de auxílio económico aos estabelecimentos de ensino par ticular, contemple a nossa Cooperativa na medida generosa que o Sr. Ministro sabe ter e que a nossa necessidade fundamenta. Segundo: Mais de que este sub sídio pedimos a V. Ex.ª que seja criado imediatamente nesta terra, ao menos, um Ciclo Preparatório, que tanto pode ser autónomo como secção da escola de Alcobaça. Este edifício e os terrenos anexos podem ser tidos em linha de con ta, em modalidade a estabelecer, para a criação do ensino oficial. O QUE PEDIMOS AO SR. MINISTRO DA EDUCAÇÃO Certos de que o Sr. Ministro da Educação Nacional não deixará sem resposta estes nossos pedidos cuja concessão está ao alcance de V. Ex. ª, desde já o nosso reconheci mento – com a afirmação certa que o povo da Benedita correspon derá corajosamente ao que o Governo do nosso País fizer para le var a bom termo, aqui nesta por ção do povo português, a batalha da educação. Transcrito de recorte da imprensa local, sem indicação do nome da publicação - pesquisa realizada pelas professoras Maria José Jorge, Soledade Santos e Teresa Agostinho

13


TOQUE DE SAÍDA

ANO 4 - Nº 12

EXTINÇÕES NO LIMITE CRETÁCICO/ TERCIÁRIO

Entre os seres pré-históricos mais conhecidos e estudados encontram-se certamente os dinossaúrios como o T. Rex, que desapareceram da face da Terra há cerca de 65 milhões de anos (M.a.). Estes magníficos seres, os maiores que já habitaram a Terra, extinguiram-se juntamente com muitos outros no final do Período Cretácico, sendo esta uma das extinções em massa mais discutidas e estudadas por cientistas de várias áreas. Tal como a extinção em massa ocorrida no limite do Período Pérmico/Triásico, há cerca de 250 M.a., o padrão de extinção não permite distinguir claramente entre uma extinção abrupta, resultante de um acontecimento catastrófico, e uma extinção gradual. Pelo menos 75% das espécies, tanto de organismos terrestres, como marinhos, foram extintas, sendo as classes mais afectadas as dos répteis e as dos moluscos, das quais se destacam espécies como os dinossáurios e as amonites, respectivamente. As causas desta extinção são objecto de grande discussão, e entre elas destacam-se os efeitos das erupções vulcânicas ocorridas no final do Cretácico, no Planalto do Decão, no centro da Índia. Estas erupções maciças, verificadas durante milhares de anos, teriam libertado grandes quantidades de gases nocivos e poeiras, suficientes para alterar a composição de toda a atmosfera terrestre e impedir que a luz do Sol alcançasse a superfície do planeta, provocando alterações climáticas e efeitos daí decorrentes. Segundo esta teoria, o padrão de extinção seria gradual. Mas possivelmente a teoria mais conhecida para esta extinção é a do impacto de um meteorito ou de outro corpo extraterrestre, impacto cujas consequências levariam a uma extinção em massa. O registo estratigráfico mostra que o desaparecimento abrupto das espécies extintas coincide com um nível estratigráfico rico em irídio, um elemento químico pouco abundante na Terra e geralmente associado a corpos extraterrestres. O impacto deste corpo com cerca de 10 km de diâmetro terá produzido uma cratera com cerca de 200 km de diâmetro, sendo o local mais provável de impacto a península do Iucatão, no golfo do México. Outra hipótese é a do efeito combinado de um impacto meteorítico e de fenómenos de vulcanismo intenso. A discussão continua. Um dia talvez cheguemos a uma conclusão que a todos satisfaça. Professor Francisco Franco

14

AO RITMO DO DESENVOLVIMENTO A humanidade hoje em de boa aptidão agrícola); Reciclar, Reutilizar. Pode-se então concluir dia está a consumir recur- gerir racionalmente a água independentemente sos naturais acima da capa- e diminuir os riscos da sua que, cidade biológica da biosfera contaminação com adubos do grau de desenvolvimenpara regenerar esta perda, e pesticidas; utilizar siste- to das sociedades, os moo que irá provocar um es- mas de irrigação mais efi- delos de crescimento com gotamento dos recursos cientes; utilizar técnicas base na exploração dos rea longo prazo. Nos países agrícolas mais adequadas; cursos naturais provocaram industrializados, são eleva- preservar ou regenerar a um ciclo de degradação e dos os padrões de consumo cobertura vegetal original, destruição de todo o ecosque estimulam a utilização de modo a proteger os so- sistema da Terra. Sendo o dos recursos não renová- los da acção dos agentes “capital ambiental” (ar, solo, veis e favorecem o desper- erosivos; investir progres- água, vida e energia) esdício. Nos países em de- sivamente na agricultura sencial para a vida humana senvolvimento, com dívidas biológica; aumentar a efici- e para a sobrevivência do externas asfixiantes, a luta ência dos recursos (menor sistema económico, será pela sobrevivência determi- desperdício, menor consu- obrigatório repensar os sisna níveis de exploração dos mo, maior durabilidade); temas actuais e procurar recursos insustentáveis no elevar o potencial humano medidas alternativas para futuro. As causas desta in- através da educação e da assegurar o sucesso das sustentabilidade estão inti- formação; utilizar estraté- gerações seguintes. mamente relacionadas com gias que procurem a manuFilipa Lucas Domingos, 10ºC a dinâmica do crescimento tenção dos recursos natudemográfico, com a mudan- rais; e utilizar a politica dos ça tecnológica, com o fun- 3 Erres: Recuperar/Reduzir, cionamento da econoRECURSOS NATUUTILIZAÇÃO CONSEQUÊNCIAS mia mundial, com a má RAIS DA EXPLORAÇÃO gestão dos recursos Hídricos Agricultura, indústria, Poluição física, química e bacterionaturais e a sobre-ex(Renovável) consumo doméstico. lógica ploração de recursos. Solos Agricultura Desertificação. Poluição por fertili(Renovável) zanes e pesticidas. O caminho a perCombustíveis fósseis Transportes, indústria, Diminuição e esgotamento das recorrer rumo à susten(Não renovável) energia térmica. servas. Poluição. Aumento dos nítabilidade não é fácil, veis de CO . 2 pois terá obviamente Energia nuclear Energia eléctrica. In- Armazenamento de lixos, poluição de passar por acções (Não renovável) dústria. térmica, fuga de radiações diversificadas, como Energias: solar, hidroelécEnergia eléctrica. Diminuição da utilização de comlimitar o crescimento trica, geotérmica, etc... Aquecimento. bustíveis fósseis. Melhor ambiente. demográfico; distri(Renovável) buir equitativamente Minerais metálicos Indústria. Tecnologias. Diminuição das reservas. Poluição (Não renovável) do ar, solos e água. Riscos geoloos recursos; reduzir gicos. a expansão urbana e as áreas de pastagem Minerais não metálicos Construção, fertilizan- Poluição do ar, solos e água. Ristes. cos geológicos. (que ocupam terrenos

O PRIMEIRO DIA DE AULAS Eu ainda me lembro do meu primeiro dia de aulas. Parece que foi ontem! Eu recordome que a primeira vez que entrei na escola como aluno foi no dia 1 de Setembro de 1998. A escola situava-se na aldeia onde vivia, Horodok, na Ucrânia. Quando entrei para a escola, não estava a perceber o que eu e os outros meninos íamos fazer lá. Eu pensei que ia brincar com novos amigos porque, no primeiro dia, apenas conhecia a Mariana, uma rapariga que era e ainda é a minha melhor amiga. Entretanto, chegou a nossa futura professora que me explicou que eu estava na escola para aprender a ler, a escrever e a

fazer contas. O quê!? Eu fiquei muito triste depois de ouvir isto, mas depois percebi que estudar é ainda melhor do que brincar. Desde então, comecei a ir para a escola com muita alegria e desejoso de aprender sempre mais e mais. Isto é o que eu lembro do meu primeiro dia de aulas e acho que nunca vou esquecer aquele dia. Petro Brychka, 12º A

CIÊNCIA, TECNOLOGIA E AMBIENTE


ANO 4 - Nº 12

TOQUE DE SAÍDA

3º LUGAR NO CONCURSO DE DESIGN

O Concurso de Design, integrado no Programa Educativo Europeu FuturEnergia 20082009, é um projecto que encoraja equipas de alunos a pesquisar informação e a propor soluções para problemas do quotidiano, tomando em consideração o meio ambiente. Este concurso desafiou-nos a escolher um cenário entre quatro. A nossa equipa, Nídia Ferreira, João Siopa e Diogo Pires, então no 10º ano, Turma A, escolheu o cenário número dois, segundo o qual deveríamos conceber um edifício com eficiência energética. Decidimo-nos por este tema porque os edifícios são grandes consumidores de energia, constituindo a redução do seu consumo um dos factores cru-

ciais para a poupança de recursos e a protecção do clima. Para desenvolver o projecto, contámos com o apoio e a ajuda das professoras Paula Castelhano e Ana Fernandes. Começámos por realizar uma pesquisa intensiva sobre o tema. Depois de termos toda a informação recolhida e analisada, idealizámos um edifício sustentável, ou seja, um edifício saudável, que respeita o ambiente e tira o maior partido do que a natureza dá. Este edifício permite que o consumo de combustível e as emissões de dióxido de carbono sejam reduzidos cerca de 80% comparativamente a edifícios que não são eficientes a nível energético. Com este projecto, adqui-

rimos e consolidámos competências de pesquisa, classificação e síntese de informação. Além disso, sensibilizou-nos para o facto de os edifícios não eficientes a nível energético constituírem um perigo para o nosso planeta e respectiva biodiversidade; e contribuiu também para motivar a comunidade local, incluindo a autarquia, para a importância do ensino científico nas escolas. Adorámos idealizar este edifício e esperamos que este projecto, com o qual obtivemos o 3º lugar no concurso europeu, tenha conseguido alertar as pessoas para o facto de os edifícios, quando não apresentam eficiência energética, poderem constituir uma ameaça para o ambiente, para a nossa qualidade de vida e para a vida de outros seres vivos. Nídia Ferreira, 11º A

PROFESSORAS NO CIENCIA EN ACCIÓN 10

O trabalho de índole prática, “O que está por baixo dos nossos pés”, desenvolvido pelas professoras Paula Castelhano e Patrícia Azinhaga, foi apresentado, nos dias 25 a 27 de Setembro, no Parque das Ciências, em Granada, integrado no programa Ciencia en Acción 10. Este programa é destinado a professores e divulgadores da comunidade científica dos países de língua espanhola e de Portugal, e o principal objectivo do concurso foi promover, de forma atraente e motivadora, uma feira da ciência com palestras, curtas-metra-

gens, teatro e outras actividades, sendo a Ciência e a Tecnologia os convidados de honra. A apresentação esteve a cargo das professoras Paula Castelhano e Carla Dias, já que a outra co-autora do trabalho, a professora Patrícia Azinhaga, se encontrava em licença de parto. Estas professoras crêem que a inclusão das ciências, desde o ensino pré-escolar, deve estar associada a uma política de formação de docentes, de modo que se sintam seguros e possam propiciar aos alunos aprendizagens significativas. Não existe nenhuma quimera no ensino de ciência, é apenas preciso transmitir conhecimentos e despertar o interesse dos alunos pela experimentação, para que se entusiasmem, querendo praticar e potenciar o trabalho em equipa, conducente à valorização

CIÊNCIA, TECNOLOGIA E AMBIENTE

do sucesso e da excelência. A actividade apresentada consistiu numa proposta didáctica para alunos do 3ºCiclo e Secundário e envolve a elaboração de um modelo analógico da estrutura e dinâmica interna da Terra, em camadas concêntricas, baseado nas propriedades físicas dos materiais. Esta é uma ferramenta de grande utilidade didáctica, pois além do seu fácil manejo, ajuda à compreensão de conceitos científicos. A experiência centra-se em procedimentos de realização simples e de baixo custo, através dos quais é possível simular fenómenos geofísicos. Podemos assegurar que esta experiência no Parque das Ciências, nomeadamente o diálogo que se gerou entre todos os participantes e o público em geral, compensou deveras o cansaço que emergia no final do dia.

A FOME NO MUNDO A fome é um problema da humanidade que deve ser estudado. Mas o facto de ser tratado pela comunicação social não o esclarece, por mais tempo de antena que lhe seja dedicado. Neste artigo pretendo apontar aspectos relacionados com a fome que, na minha opinião, não têm sido abordados, embora, por razões óbvias, também não seja possível esclarecê-los aqui com a devida profundidade. Quando ouvimos falar do problema da fome são-nos apontadas como causas fundamentais as secas dos campos de cultivo ou a falta de alimentos provocada por conflitos armados. Existem de facto razões relacionadas com a agricultura e também com as guerras, todavia, no séc. XIX, a Irlanda, país na altura em paz relativa (pois estava sob o domínio britânico para todos os efeitos), atravessou um período, entre 1845 e 1852, que ficou marcado na história irlandesa como “A Grande Fome”. Foi apontada como razão principal a praga da batata, mas a verdade é que, até no pior ano da fome, a Irlanda produziu trigo suficiente para alimentar o dobro da população irlandesa. O verdadeiro problema da Irlanda foi, assim como é hoje em muitos dos países do terceiro mundo, que a maior parte do trigo ou dos produtos de cultivo foi para vender e não para consumo interno. Aliás, para o império britânico poder comprar o trigo irlandês durante este período, o exército teve de intervir, para proteger os homens que carregavam os navios. Este exemplo é clássico, pois a partir dele podemos talvez perceber melhor o que se passa nos países do terceiro mundo. São de louvar os feitos da bioquímica moderna na agricultura e a maneira como hoje é possível evitar que dado alimento seja atacado por insectos apenas pela alteração do genoma da planta, aumentando assim a eficácia e o volume de produção agrícola. Mas a verdade é que é produzida mais comida no mundo de hoje do que aquela que a humanidade consegue consumir. A problemática da fome toma, assim, uma perspectiva política que, no entender de muitos, é a verdadeira questão da fome. Miguel Madruga, ex-aluno do ECB

Professoras Patrícia Azinhaga e Paula Castelhano

15


TOQUE DE SAÍDA

ANO 4 - Nº 12

“TRISTÃO E ASPECTO DA FLOR”… O ÚLTIMO TRABALHO DOS GAMBUZINOS

… OPINIÕES Os actores eram bastante bons, mas destacava-se o Paulo Batista por conseguir fazer de bêbado tão expressivamente; a encenação estava com bastante originalidade, pois movimentando os cubos conseguiam fazer diversos cenários. Daniela Gonçalves e Susana Querido,10º C

Acho que os actores representaram bem esta peça e que o seu vestuário era adequado à história encenada. Os cenários eram um pouco confusos, talvez por serem feitos por cubos de papel, com projecção de um PowerPoint ou algo elaborado num programa de computador, no entanto ficaram engraçados. Andreia, 10º C

Tristão, filho de Artur, andava à procura de um profundo lago, onde afogar as suas mágoas. Encontrou vários lagos, mas nenhum lhe parecia suficientemente fundo. Até que certo dia chegou a uma floresta encantada, onde habitavam fadas que, ao verem Tristão na sua floresta, decidiram pregar-lhe uma partida. Decidiram conceber uma linda jovem, feita de flores, a quem deram o nome de Aspecto da Flor. Ao vê-la, Tristão ficou logo apaixonado e enfeitiçado por ela. Um sábio corvo tenta avisar Tristão, mas este já

estava de tal maneira enfeitiçado que nem sequer ouviu o conselho que o seu pai lhe deixara através do corvo. A paixão entre Tristão, um mortal, e Aspecto da Flor, uma imortal, não duraria muito. No dia em que finalmente Aspecto da Flor se ia tornar mortal, as fadas impediram-na, e assim, mais uma vez, Tristão ficou amargurado, e tudo porque não quis ouvir o conselho do seu pai. Esta é uma peça de Francisco Luís Pereira, encenada por José Carlos Saramago. No elenco encontrámos Ana

Santos, Bruno Fialho, Elsa Belo, Flávia Grilo, Inês Pereira, Márcia Catarino, Patrícia Belo, Paulo Batista, Sara Vitorino e Valter Ribeiro; na voz off, Ana Santos, Bruno Alves e Rita Pereira; na cenografia, nos adereços, na animação e cartaz, Flávia Grilo; no guarda-roupa, Mariana Ferreira; na luz, no som e na imagem, Baltazar Silva, Bruno Alves, Hélder Anfilóquio e Rita Pereira; a música era de Daniel Machado. Ana Cristina Guilherme, 10º C

O cenário, o guarda-roupa e os adereços estavam muito bonitos e de acordo com a história. A parte em que se modificava o cenário foi criativa, pois eram as fadas que o faziam. Adorei a personagem que interpretava o bêbado, pois era a mais divertida. Filipa Domingos, 10º C

Na minha opinião, os actores desempenharam muito bem a sua função. E a encenação estava muito criativa, pois movendo os cubos conseguiam fazer vários cenários. Gostei muito de ver esta peça e espero que o grupo de teatro “Os Gambuzinos” continue a deliciar e divertir os espectadores. Inês Almeida, 10º C

SEJAMOS DIFERENTES “Todos os animais merecem o céu”. Este é o tema de um filme que retrata a amizade entre os seres humanos e os animais. O título captou a minha atenção e, desde então, tenho reflectido seriamente sobre a vida animal.

16

Desde que o mundo é mundo, houve sempre um relacionamento entre o Homem e os animais. Infelizmente, nos dias de hoje, com o crescimento demográfico e a pressão da economia, alguns animais correm risco de extinção, pois os seus habitats foram destruídos. É nessas alturas que a crueldade do ser humano e o seu egoísmo se reflectem com nitidez nos nossos actos. Os animais não podem falar nem agir para se defenderem, mas nós podemos. É certo que parte da população sabe disso e luta vigorosamente pelo que pensa que é correcto. Todavia, restam os outros que, desculpem a expressão, “se estão nas tintas”! Tantas espécies ainda por descobrir, outras por defender, e o que estão muitos a fazer? A destruir o que a outra metade tenta preservar. Assim nunca chegaremos a lado nenhum. Um exemplo bastante óbvio, a meu ver, de desrespeito pelos direitos dos animais, são as touradas. Acho que é um “passatempo”

deveras inútil e cruel, que apenas serve para iludir as pessoas de que matar é engraçado, é divertido. Espetar uma faca no nosso corpo seria divertido? Não! Ora aí temos a resposta, e a verdadeira questão que devemos colocar se alguma vez formos a uma tourada. Como é possível o ser humano ser tão injusto? Será que só nos preocupamos com a nossa vida e a de mais ninguém? Será certo sermos tão egoístas e chegarmos ao ponto de matar animais inofensivos, incrédulos com a nossa atitude, magoados? Não sabemos, mas se fosse o nosso caso, tenho a certeza de que nos sentiríamos assim. Devemos, portanto, ser honestos e responsáveis pelas nossas acções e compreender que, o que nós fazemos hoje, irá condicionar o nosso amanhã. A vida animal está nas nossas mãos. Cabe-nos agora decidir. Sofia Alves, 11ºA

ARTE E CULTURA


ANO 4 - Nº 12

TOQUE DE SAÍDA

ABECEDÁRIO ESQUISITO

CRESCER COM OS SONHOS

DA LÍNGUA PORTUGUESA A é de abantesma (fantasma). B é de buléu (trambolhão). C é de catrefada (multidão). D é de dessedentar (matar a sede). E é de enolismo (alcoolismo).

Um sonho, o sonho. Na minha opinião, é perseguindo os sonhos, pois ninguém lhes é indiferente, que nos movemos, crescemos e nos tornamos nas pessoas que somos. Os sonhos são importantíssimos, não tanto a sua concretização, mas o caminho que percorremos para os alcançar. Se ninguém sonhasse, a

sociedade seria muito menos evoluída, pois as conquistas e as invenções da Humanidade são feitos de ambição e de curiosidade. E, claro, podemos considerar estas duas palavras como importantes ingredientes do sonho, pois o sonho não vem de agora, vem do tempo em que apareceram os primeiros Homens, ou tal-

vez até os primeiros animais, quem sabe? Era uma vez o sonho. Este sonho fez com que toda a Humanidade se desenvolvesse, fez com que eu nascesse, crescesse e hoje tivesse um sonho, o de um Mundo melhor. Maria Serrazina Carvalho, 10º A

F é de filaucioso (egoísta). G é de gaifona (macaquices). H é de hidrópico (que tem muita água). I é de ignavo (preguiçoso). J é de jucundo (alegre). L é de libente (prestável). M é de meiote (peúga). N é de narícula (narina). O é de occipital (osso da cabeça). P é de paúl (pântano). Q é de questuoso (lucrativo). R é de ranfar (roubar).

VAMOS SONHAR? Sonhar é maravilhoso! Sabe tão bem idealizarmos algo e, depois de um longo caminho percorrido, tropeçando em inúmeros obstáculos, vermos – e mais do que ver, sentir! – esse objectivo realizado. A meu ver, sonhar, acreditar, ter força, é meio caminho andado para que as coisas corram bem. É triste, muito triste, quando, apesar da luta, o sonho se vira de costas para nós e se desmorona. Dói imenso, eu sei-o, mas baixar a cabeça só vai piorar. Temos de (tentar) esquecer e seguir em frente; a vida continua. Partir em busca de outro, outro e outro sonho. Porque mesmo não obtendo o que mais se espera dos sonhos, o essencial é aquilo que aprendemos ao longo da sua construção, ao percorrer o seu

caminho. A importância de perseguirmos sonhos é enorme. E é visível na sociedade moderna. Sem muito batalhar não teríamos a liberdade que temos hoje, não possuiríamos aquilo que já conquistámos. Com certeza os “nossos” lusíadas não teriam chegado à Índia, por mar, se não tivessem sonhado. Essa conquista foi fruto de um grande desejo, um grande objectivo, um grande sonho! Partiram, lutaram com fé e garra, enfrentaram todos os obstáculos e não desistiram. É este o segredo do verbo sonhar. É preciso apenas ter esperança. Pois sem esperança ninguém vive. E sonhar é viver. Carolina Serrazina, 10ºA

S é de símio (macaco). T é de telopsia (televisão). U é de ubango (pássaro africano). V é de vasaréu (vasilha velha). X é de xelindró (prisão). Z é de zurzir (espancar).

FORÇA DO AMOR No dia em que te conheci Acenou-me a felicidade, Com outros olhos te vi Na pura realidade.

Francisco Fialho, 8ºB

Com um ar de bondade Atencioso também, Será mesmo verdade? Ou mostras-me o bem? Simplesmente, sem querer, Encostámo-nos os dois, Arrepios a valer, Palavras! Vêm depois . Desculpa! Pedi-te Com muita atrapalhação, Borboletas senti. Ai ! Que grande confusão!

CHÁVENA E CHÁ Aspirava ser mármore perante a vida mas muitas vezes era magma e na sua essência e vocação ardia sabendo que podia ser árvore livro ave queimando sem tocar o frio do que não sabia – lábios decidindo-se perante a palavra.

Luís Lucas, ex-aluno do ECB http://amanhecerdaspalavras.blogspot.com/

Um rio de sensações Arrastou-me sem poder, Na corrente de ilusões O mau deve-se saber. Mergulhei na onda profunda Onde tudo descobri, Numa amizade vagabunda Foi assim que te conheci. Danny Siopa, aluno ECB

RECRIAR O MUNDO

17


TOQUE DE SAÍDA

ANO 4 - Nº 12

GIORDANO BRUNO HETERODOXIA E CONDENAÇÃO Nascido em Itália, no ano de 1548, Giordano Bruno foi mais do que um mártir da falta de liberdade de expressão imposta por um tempo em que os pensadores e cientistas não podiam ir além do princípio de autoridade. Ainda que os ideais do Renascimento já vigorassem na Europa, aqueles que pretendessem encontrar a verdade teriam de se restringir à Revelação divina e à física aristotélica. Porém, houve alguns que não permitiram que o seu espírito se submetesse às verdades impostas e, em consequência disso, sacrificaram a vida pela liberdade de pensar, de sonhar, de filosofar. Os cinquenta e dois anos de vida de Giordano Bruno dão conta de um percurso atípico do intelectual renascentista: defensor dos princípios humanistas, frequentador das cortes europeias, orador em várias universidades, protegido de reis, correligionário de protestantes e de católicos, excomungado por católicos e protestantes. A sua ligação à religião antecipa a que será a de Espinosa, quase cem anos depois; as

suas descobertas científicas são mais arrojadas que as de Galileu Galilei ou Tycho Brahé – e defendidas de um modo tão feroz quanto foi o seu destino. Dotado de uma capacidade extraordinária para usar o dom a que os gregos chamavam “mãe das Musas”, a Memória, foi requisitado por reis e nobres. Em 1590, cansado de vag u e a r pelas universidades europeias e de ensinar a teoria heliocêntrica, que, na época, mais ninguém se arriscava a divulgar, aceitou o convite do nobre veneziano Giovanni Mocenigo para regressar a Itália. Mocenigo pretendia ser iniciado na arte da mnemotécnica (ou seja, a arte de desenvolver a

memória). Porém, temendo que a avareza do seu aluno o levasse a usar esses ensinamentos em más obras, Giordano Bruno recusou-se a fazê-lo. Por vingança, o discípulo aprisionou-o num quarto e denunciou-o ao Santo Ofício. Mas apesar dos dez anos de prisão e tortura, Giordano Bruno jamais renunciará aos princípios que defendia, e será condenado à morte na fogueira, sob a acusação de heresia. Se def e n d i a que os mundos eram infinitos, tal como o seu criador, que Deus não é transcendente, mas imanente, que a Revelação não serve de prova científica, se defendia o heliocentrismo e a existência de vida inteligente noutros planetas, o Tribunal do Santo Ofício foi mais astuto e

condenou-o por magia e bruxaria. No entanto, o filósofo italiano não era um mago. Munido de um espírito insaciável, cruzou a ciência e a razão com o misticismo e a fé, não segundo os ditames da época, mas rememorando ideais perdidos no esquecimento da história: peregrinando solitariamente por uma trama de caminhos cruzados entre o neoplatonismo e o hermetismo (conjunto de ensinamentos oriundos do Antigo Egipto e atribuídos ao deus da escrita e da medicina, Toth). A sentença do Tribunal concretizou-se a 17 de Fevereiro de 1600, no Campo di Fiori, em Veneza. De Giordano Bruno não restaram muitas obras, pois a maioria foi acrescentada ao Índex, mas o princípio que perseguiu durante toda a vida perpetuou-se: Libertas philosophica – o direito de pensar, sonhar e filosofar. Professores Graça Silva e Valter Boita

HIPATIA DE ALEXANDRIA A FILÓSOFA ESQUECIDA Hipátia, vítima desses tempos conturbados, foi assassinada no ano de 415. O seu crime? As ideias que defendia.

Alguns grandes filósofos, como alguns grandes escritores, poetas, pintores, ou músicos são injustamente esquecidos, apesar da grandeza da sua obra. Por razões várias, diga-se. O tempo, causa de muitos esquecimentos, pode ser uma razão. A época conturbada em que viveram pode ser também uma justificação plausível. E tudo isto, juntamente com o importantíssimo facto de ser mulher, numa época em que a história era feita por homens, pode formar, sem dúvida, um conjunto de razões de peso para que filósofas como Hipátia de Alexan18

dria tenham passado à posteridade quase incógnitas. Nasceu em 370 e morreu em 415 d. C. Estudou em Alexandria e Atenas. Aos 30 anos foi-lhe entregue, pelos seus méritos, a direcção da Academia Neoplatónica de Alexandria. Numa época em que a filosofia e a matemática eram prerrogativas masculinas, esta mulher ousou pensar para além dos limites do domus e fez suas, preocupações tão masculinas como o sentido da vida ou a aplicação do raciocínio matemático ao conceito neoplatónico de Uno. Estudou a obra dos filósofos

gregos, em especial Platão e Plotino. Discutiu com os pensadores da sua época. Escreveu um tratado de Álgebra e outro sobre a geometria de Euclides. Terá inventado ou aperfeiçoado o astrolábio e o planisfério. A sua paixão pelo saber levou-a a defender a liberdade de pensamento, ideal perigoso numa época em que a intolerância e o fanatismo se começavam a impor no mundo grecoromano. Em 391, no reinado do imperador Teodósio, o Patriarca de Alexandria ordenou a destruição de todas as instituições não cristãs, incluindo a lendária Biblioteca. O centro

cultural do mundo antigo perdeu-se definitivamente. Hipátia, vítima desses tempos conturbados, foi assassinada no ano de 415. O seu crime? As ideias que defendia. Com a sua morte fechou-se um ciclo que marcou a história do pensamento. O historiador grego seu contemporâneo, Sócrates de Constantinopla, escreveu sobre ela: “Havia em Alexandria uma mulher chamada Hipátia, filha do filósofo Theon, que fez tantas realizações em literatura e ciência que ultrapassou todos os filósofos da época. Tendo progredido na escola de Platão e

Plotino, ela explicava os princípios da filosofia a quem a ouvisse, e muitos vinham de longe receber os ensinamentos.” Mais de 15 séculos nos separam do mundo de Hipátia. Vivemos hoje num admirável mundo novo, marcado pelo conhecimento e pelas novas tecnologias. O conhecimento libertou-nos, abriu-nos o caminho para novas realidades. Sem dúvida. Erradicámos o fanatismo e a intolerância? Não. Aprendemos pouco com o passado. Professora Deolinda Castelhano

ARTE E CULTURA


ANO 4 - Nº 12

TOQUE DE SAÍDA

ARISTÓTELES

SUGESTÃO DE LEITURA

O FILÓSOFO “DETECTIVE”

O Planalto e a Estepe Pepetela Editora D. Quixote

Nasceu em 384 a.C., em Estagira, na Trácia, que na época era uma colónia grega. Aos dezoito anos ingressou na Academia platónica onde estudou durante vinte anos, até à morte de Platão. Quando contava quarenta e um anos, aceitou o convite de Filipe da Macedónia para ser professor de Alexandre, o Grande, então com treze anos. De volta a Atenas, fundou o Liceu, escola

Pepetela, pseudónimo de Artur Carlos Veríssimo Pestana dos Santos, é um escritor angolano que muito tem prestigiado a língua portuguesa com os seus romances, como Mayombe, Lueji, e a Geração da Utopia, entre outros. O Planalto e a Estepe, o seu último romance, é uma narativa vigorosa e ágil que nos conta uma história de amor proibido entre Júlio, um angolano branco de olhos azuis, que nos anos sessenta vai estudar para a antiga União Soviética e Sarangerel, filha de um alto dirigente político e militar da república socialista da Mongólia, facto que o rapaz inicialmente ignora. Após uma separação forçada, ambos prosseguem as suas vidas até que, muitos anos depois e de forma inesperada, voltam a encontrar-se e podem finalmente viver juntos o amor que fora interrompido na juventude. O pano de fundo desta história é, à semelhança de outros romances do autor, a luta pela libertação nacional angolana e o exílio dos estudantes que se tornaram combatentes independentistas. O Planalto e a Estepe é um romance muito bem construído tanto narrativa como estilisticamente, deliciando-nos com frases vivas e “coloridas” plenas de ternura. Finalmente, uma chamada de atenção para a capa, um encontro feliz entre a beleza do livro-objecto e a beleza do seu conteúdo. Professora Luísa Rocha

ARTE E CULTURA

que deve este nome à proximidade do Templo de Apolo Lício. O Liceu era uma escola singular pelos métodos científicos de investigação empírica e procura da verdade por dedução lógica, mas também pelos métodos pedagógicos: mestre e discípulos passeavam pelos inspiradores jardins, onde o ensino acontecia em amena conversa durante o passeio, pelo que a escola é também conhecida pela designação de Peripatética. Estes passeios, bem como a obra que nos chegou, invocam outros “passeios” pelas sinuosida-

des do pensamento, trilhando os caminhos da lógica e da ciência, caminhos cuja fragilidade é tão ou mais preciosa quanto mais ameaçadoras são as sombras da superstição. Com a morte de Alexandre e o desmoronar político do seu império, Aristóteles cai em desgraça e é acusado de ateísmo. Homem arguto, adivinhando a sentença, retira-se para uma existência humilde e serena em Eubeia, cuidando de um pequeno quintal que possuia como herança materna, até à sua morte, por volta dos sessenta anos,

Foi essencialmente um homem de cultura, discreto, sereno, humilde, de espírito vivo e inquiridor, um detective do conhecimento e da verdade, cujo importante e múltiplo legado vai da Metafísica à Lógica, da Ética à Política. O seu pensamento marcou de forma indelével a cultura Ocidental. Dele temos notícia, especialmente pela pena de S. Tomás de Aquino que usou o seu pensamento e, principalmente, a lógica, para fundamentar a fé cristã. Professora Graça Silva

UM NOBEL PARA HERTA MÜLLER

Quando, no passado dia 8 de Outubro, a Academia Sueca anunciou o nome do galardoado com o prémio Nobel da Literatura 2009, muita gente se interrogou: quem é Herta Müller? Para os que continuam à espera da distinção de autores como Philip Roth, Joyce Carol Oates, ou o sempiterno candidato português António Lobo Antunes, a surpresa chegou acompanhada de uma certa desilusão. Mas afinal: quem é Herta Müller? Nascida em 1953, na Roménia, na cidade de Nytzkydorf (perto de Timisoara), Herta Müller descende de uma família da minoria alemã (os suábios). O seu pai pertenceu às SS de Hitler, a mãe foi deportada por cinco anos para a Rússia Soviética, após a II Guerra Mundial. Em 1987, Herta Müller procura o exílio na Alemanha. Para trás, fica uma vida dedicada à luta contra a opressão, o despedimento do seu trabalho como tradutora numa fábrica e mais tarde como professora, por se

recusar a colaborar com a polícia política romena (Securitate). E é na Alemanha que continua a viver e a escrever. Considera-se uma escritora alemã porque escreve em alemão (só aprendeu o romeno aos 15 anos), As suas obras testemunham a realidade das minorias em terras romenas e, sobretudo, a vida quotidiana sob a ditadura de Ceausescu. Repressão, Censura, Medo, Fuga, Dissidência, Assassínio, Vigilância, são os temas que perpassam pelos cerca de 20 livros que publicou. Como a própria autora afirmou, a ditadura é o tema de todos os seus livros. Em Portugal, foram editadas apenas duas obras suas: O Homem é um Grande Faisão sobre o Mundo (Cotovia, 1993) e A Terra das Ameixas Verdes (Difel, 1999). Esta última, publicada pela primeira vez em 1994, retrata a vivência dos jovens sob a pressão de uma Ditadura que destrói as relações humanas. Partindo do suicídio da jovem Lola (inesquecível, a sessão em que, dois dias após a sua morte, é votada e aplaudida a expulsão de Lola do Partido Comunista e da Escola Superior onde estudava), um grupo de amigos, que duvida da versão

oficial de “suicídio”, procura conhecer os seus últimos passos e vê-se igualmente enleado nas malhas da vigilância. É assim que, pelos olhos de Edgar, Georg, Kurt, Tereza e da narradora anónima, nos vamos envolvendo nos meandros da opressão e do medo que levam, forçosamente, à fuga. Fuga-exílio, fuga-suicídio, fuga-dissidência. A fuga como um desafio à morte. Como Georg afirma, “Numa ditadura não pode haver cidades, porque tudo é pequeno quando vigiado.” Comentam os críticos que, mais uma vez, a Academia premiou a política sobre a literatura. É verdade que a obra de Herta Müller é muito datada. A Roménia de hoje já não é a Roménia de Ceausescu. Apesar de apresentar ainda algumas marcas de pobreza, o país encontrou o seu lugar entre as democracias parlamentares e, em 2007, tornou-se o 27º país da União Europeia. No entanto, após tantos anos de silenciamento e de repressão, é importante que as vozes contra a ditadura e o medo se continuem a fazer ouvir. Porque há ainda no Mundo muitas cidades para abrir… Professora Teresa Agostinho

19


TOQUE DE SAÍDA

ANO 4 - Nº 12

ENTRE LIVROS À semelhança dos nossos colegas de Literatura Portuguesa do ano anterior, decidimos assumir esta rubrica sobre os hábitos de leitura dos alunos, dos professores e funcionários da nossa escola. Assim, começámos por conversar com a nossa colega Ana Luísa Marques Pereira, do 12º Ano do Curso de Ciências e Tecnologias, que simpaticamente nos falou dos seus gostos literários O livro que mais gostou de ler: 1984 de George Orwel e Aparição de Vergílio Ferreira. O livro que lhe custou mais a ler: Cinco Semanas em Balão, Júlio Verne. Escritor que mais aprecia: Mário de Sá Carneiro O livro que andas a ler: A Montanha Mágica de Thomas Mann.

Livro que aconselhas: Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley. Passemos, agora, aos hábitos de leitura da funcionária da Secretaria da nossa escola, Maria do Rosário Ferreira, que prontamente falou sobre os livros que lê e a importância que a leitura tem na sua vida. Disse-nos que ler a faz mais rica, mais repousada e os seus pensamentos ficam menos turvos, além de que os livros acrescentam sempre algo de positivo à sua maneira de ser, de pensar e de ver o mundo. O livro que mais gostou de ler: “O livro que mais gostei de ler é quase sempre o último que li, independentemente do título, no entanto, há alguns que aprecio bastante, por exemplo, A Doçura da Chuva de Deborah Smith, A Conspiração de Dan Brown e Equador de Miguel Sousa Tavares, entre outros”

O livro que lhe custou mais a ler: O Historiador de Elisabeth Kostova.

Escritor que mais aprecia: “Gosto de muitos escritores, leio muito, por isso não tenho escritores preferidos” Livro que anda a ler: A Casa do Sono de Jonathan Coe Livro que aconselha: A Doçura da Chuva de Deborah Smith Por último deunos um conselho que partilhamos com os leitores: ”Leiam sempre, pois ler é um enorme prazer e a vossa felicidade depende da qualidade dos vossos pensamentos.” Finalmente, conversámos com a nossa professora de História A, Teresa Agostinho, que tem na leitura um dos seus passatempos preferidos. Vejamos, então, as

suas escolhas pessoais. O livro que mais gostou de ler: “É impossível dizer só um título... Em diferentes fases da vida, apreciamos diferentes livros. Fazendo uma espécie de pesquisa ao meu arquivo literário pessoal, diria Narciso e Goldmundo, de Herman Hesse, O Monte dos Vendavais, de Emily Brontë, A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera” O livro que lhe custou mais a ler: Conversa na Catedral, de Mario Vargas Llosa Escritor que mais aprecia: Gabriel García Marquez O livro de que mais gostou desse escritor: O Amor nos Tempos de Cólera Livro que anda a ler: A sombra do que fomos, de Luís Sepúlveda, e Carlota Joaquina, de Marsilio Cassotti. Livro que aconselha: A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón. Ana Siopa, Daniela Siopa, Eduardo Serralheiro, João Rodrigues, 10º

APARIÇÃO VERGÍLIO FERREIRA

Vergílio Ferreira nasceu em Gouveia, a 28 de Janeiro de 1916, e morreu em Lisboa, a 1 de Março de 1996. Formado como professor, foi como escritor que mais se distinguiu. A sua vasta obra, geralmente dividida em ficção (romance, conto), ensaio e diário, costuma ser agrupada em dois períodos literários: o Neorealismo e o Existencialismo. De entre as suas obras, destaca-se Aparição. 20

A acção da narrativa centra-se em Évora, relatando episódios da vida de um professor, Alberto Soares, cuja mente é constantemente interpelada por questões metafísicas, questionando o seu verdadeiro Eu. Em Évora, Alberto conhece o Dr. Moura, assim como as suas filhas: Ana, Sofia e Cristina. Foi a Sofia que, mais tarde, Alberto deu aulas de latim, desenvolvendo com ela uma relação de amor-ódio, até porque Sofia desde sempre apresentara comportamentos estranhos. Também com Carolino, seu aluno, começa por desenvolver uma relação amistosa, revelando-lhe o momento em que percebeu que, de facto, existia. No fundo, Alberto era um retórico, e a sua personagem a aclamação viva da “aparição” de cada homem; o que ele pretendia, realmente, era revelar o ser que habita em cada um, mas, ao longo da história, enquanto se debate com questões existenciais, apercebe-se de que na sociedade em que vive essas aparições são raríssimas. Sabermo-nos colocar no tempo e no espaço não é tarefa fácil. As pessoas, em geral, não existem, como se a letargia da rotina as

prendesse à sucessão sincronizada de cenas do quotidiano, cenas essas que esbatem os pormenores de onde se extrai a beleza de Existir. Tudo isto (e muito mais) me mostra Vergílio Ferreira, pegando num homem pacato, Alberto Soares, e pondo-o a desmistificar a complexa máquina humana, o que a define, o que a integra. Não é apenas uma longa dissertação metafísica, mas sim um romance riquíssimo de todos os pontos de vista, digno da leitura mais minuciosa. Não se perde em falsos dilemas nem em devaneios fúteis. Não posso negar o quanto me perturbaram (e não digo isto de um modo depreciativo) as personagens e o enredo, pois, no final, senti uma enorme clarividência e, paradoxalmente, uma enchente de questões avassaladoras, uma sede enorme de questionar quem Sou e para que Sou. Completíssimo e soberbo, merecedor de recomendação. Ana Luísa, 12º B

ARTE E CULTURA


ANO 4 - Nº 12

TOQUE DE SAÍDA

A CASA DAS HISTÓRIAS PAULA REGO

UM MUSEU DIFERENTE Inaugurada no passado mês de Setembro, a Casa das Histórias Paula Rego, situada em Cascais, é um edifício concebido pelo arquitecto Eduardo Souto Moura que convida a (re)visitar um universo de fantasia que o próprio espaço pretende evocar. A casa rosa-velho com duas enormes chaminés parece saída de um conto dos irmãos Grimm e,vista de longe, oferece ao olhar do visitante um jogo de formas geométricas e de volumes absolutamente surpreendente, que ajuda a criar a atmosfera propícia à entrada no universo fantástico dos quadros de Paula Rego. A colecção permanente da Casa mostra ao visitante a evolução artística da pintora, da linguagem figurativa à poste-

rior aproximação à banda desenhada, destacando-se as séries Ópera, Vivian Girls, O Crime do Padre Amaro e Meninas e Cães, entre outras. Além desta exposição permanente, a Casa das Histórias Paula Rego tem, neste momento, uma exposição temporária também dedicada à pintora, abrangendo as suas obras de 1987 a 2008 correspondentes ao seu período de internacionalização. Vale a pena ir até Cascais e “perder-se” na Casa das Histórias Paula Rego, aberta ao público diariamente, das dez às vinte e duas horas, e com entrada gratuita. Professora Luísa Rocha

PEDRO CALAPEZ

UM PINTOR CHEIO DE COR Pedro Calapez nasceu no ano de 1953, em Lisboa, onde vive e trabalha. Começou por estudar engenharia civil, mas depois transferiuse para a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Enquanto estudava, trabalhou como fotógrafo profissional, até 1985, altura em que se afirmou na pintura. Em 1982 fez a sua primeira exposição individual: Depois do Modernismo e do Arquipélago. A partir daí, realizou inúmeras exposições: na Fundação Calouste Gulbenkian, em 1991; na Capela Salpêtriére, França, em 1993; no Museu Serralves, em 2001... E recebeu vários prémios, entre eles o Prémio da União Lati-

na, em 1990; o Prémio de Desenho da Fundação Pilar, Joan Miró (Palma de Mallorca), em 1995; e o Prémio de Pintura da EDP Art Foundation (Lisboa), em 2001. Como estudante do sétimo ano de escolaridade, e na minha opinião, ainda pouca conhecedora, este artista, Pedro Calapez, é um pintor cheio de cor, brilho e texturas, como se pode observar nesta imagem por mim escolhida para ilustrar o trabalho deste artista. Inês da Cruz Couto, 7ºG

AS ARTES PLÁSTICAS As artes plásticas são uma forma de expressão que utiliza diferentes tipos de técnicas, de utensílios e de materiais na execução de uma peça. Para construir determinada obra, o autor poderá partir de diversos pontos de vista, tais como o momento histórico, as vivências afectivas, sociais e económicas. Este é um tema muito interessante e cada vez mais actual na sociedade em que vivemos, graças aos museus e a grandes nomes como Pablo Picasso, Leonardo Da Vinci, ou Michelangelo Buonarotti, conhecidos mundialmente. Entre os artistas nacionais, podemos referir Pedro Calapez, José Malhoa e António Silva Porto, entre muitos outros. Já agora: conhece o museu Jo Berardo? A exposição que lá está patente neste momento alude à cantora Amália Rodrigues e ilustra diferentes épocas da sua carreira. Mas as obras que vão estando patentes neste museu são sempre variadas e riquíssimas em termos plásticos, expressivos e estéticos. Apareça por lá, vai ver que não se arrepende. Mariana Ferreira, 7º I

ARTE E CULTURA

21


TOQUE DE SAÍDA

ANO 4 - Nº 12

O Pólen

CONCENTRADO NUTRITIVO INDICAÇÕES O pólen é muito nutritivo e tonificante. Tem um efeito revitalizante sobre todo o organismo e recomenda-se especialmente nos seguintes casos:

COMPOSIÇÃO Os grânulos de pólen das abelhas são uma mistura complexa de muitos nutrientes: aminoácidos livres e proteínas (35%) de elevado valor biológico; açúcares (50%); gorduras (5%) formadas por ácidos gordos insaturados; vitaminas B (inclusive uma pequena quantidade de B12), C, E e provitamina A (beta-caroteno); minerais, sobretudo potássio, cálcio, magnésio e silício; e flavonóides, como a quercitina, de grande poder antioxidante.

anorexia (uma ou duas colheradas de pólen ao pequenoalmoço abrem o apetite); astenia (cansaço); transtornos nervosos (irritabilidade, depressão, diminuição do rendimento intelectual, mau aproveitamento escolar); alergias, em que se recomenda a ingestão de pequenas quantidades de pólen que pode actuar como uma vacina des-sensibilizante em casos de rinite, febre do feno, asma ou enxaquecas de origem alérgica; nestes casos, deve-se começar por doses muito baixas, um grama por dia, apro-

sumos de frutas, leite ou iogurte. FONTE Encontra-se em todas as frutas e em muitas hortaliças, mas em especial nas seguintes: citrinos (laranja, toranja, limão); cerejas (ácido elágico); maçãs e cebolas, que contêm quercitina, um dos flavonóides mais estudados, e que se tem revelado muito eficaz como inibidor da agregação plaquetária (trombose) e da oxidação das lipoproteínas, o que favorece a saúde cardiovascular; uvas, chá, groselha, flor de aboboreira, pimento. Professor Miguel Fonseca Adaptado da Enciclopédia de

A dose habitual recomendada é de uma a duas colheres por dia (15-30 g), de preferência ao pequeno-almoço. Pode-se juntar a

Educação para a Saúde

DESPORTO ESCOLAR

CLUBE ESTAPAFÚRDIO Este ano levaremos “à cena” mais uma Noite Estapafúrdia. Os treinos para a VII Noite Estapafúrdia tiveram início no dia 9 de Novembro e as inscrições continuam abertas para todos os alunos interessados em participar nesta grande Festa! Os treinos realizam-se às segundas e quartas-feiras, entre as 17h45m e as 18h, no Pavilhão Gimnodesportivo. Quanto ao conteúdo do espectáculo, o grupo de Educação Física reforça a ideia principal, que está relacionada com a possibilidade de dar a conhecer à comunidade as actividades realizadas na escola, no âmbito desportivo. Assim, as principais actividades deste ano relacionam-se com a dança e a ginástica, mas incluem também alguns momentos divertidos e algumas surpresas. Além disso, como tem vindo a ser usual, serão entregues os Prémios Estapafúrdios, escolhidos na sua maioria pela população escolar, o que constitui um momento bastante aguardado deste espectáculo, dado que os resultados só são conhecidos nessa noite! A Festa realizarse-á no dia 27 de Março, pelas 21h30m, no Pavilhão Gimnodesportivo, e a entrada é gratuita. Professora Estela Santana

22

ximadamente, e ir aumentando, segundo a tolerância, até uma colherada (cerca de 15 g) por dia; acne (3 a 5 g diários de pólen – meia a uma colher de sobremesa, durante dois ou três meses seguidos, contribuem para eliminar a acne, talvez devido à acção equilibradora sobre o sistema hormonal, pois o pólen possui uma débil acção estrogénica); o pólen potencia ainda a acção da vitamina C, trava o processo degenerativo da arteriosclerose e exerce uma moderada acção protectora contra o enfarte e previne os ataques cerebrais (tromboses e outros acidentes vasculares). Protege também contra o cancro.

Para todos os alunos interessados, aqui fica um registo dos horários dos treinos, bem como os nomes dos professores responsáveis por cada clube, para que se possam a eles dirigir, a fim de proceder à respectiva inscrição:

Este ano lectivo, o Grupo de Educação Física apostou fortemente nos Clubes do Desporto Escolar, tendo em conta a grande percentagem de alunos que não tem possibilidade de praticar actividades desportivas noutro local. Por outro lado, é uma forma de ocupar os tempos livres dos alunos, rentabilizando o espaço do pavilhão e alguns espaços exteriores. Neste início de ano, já é possível fazer uma estimativa acerca da quantidade de alunos que integram os vários clubes, cerca de 140. Ao longo do ano, vão decorrer vários Encontros/ Convívios com outras Escolas da região Oeste, bem como actividades internas.

Actividades rítmicas-expressivas (feminino/masculino para todas as idades, como os restantes clubes aqui listados, excepto o de basquetebol) à 3ª feira, das 15h às17h15m, com a professora Estela Santos; badmington, 3ª feira, das 16h às18h15m, com a professora Ângela Gens; rugby, 3ª feira, das 14h20m às 15h50m, e 5ª feira, das 17h30m às 19h, com a professora Rita Pedrosa; ténis, 3ª feira, das 15h05m às 17h35m, com o professor José Vinagre; Escola de Triatlo ECB, com os professores Joel Machado, Liliana Gens e João Simões, e que inclui natação, 2ª e 6ª feiras das 17h15m às 18h, BTT e transições à 3ª feira, das 15h05m às 16h45m,

Condição Física à 4ª feira, das 17h45m às 18h30m, e Corrida à 5ª feira das 17h às 17h45m; basquetebol para iniciados masculinos nascidos em 95, 96, 97 e 98, 3ª feira, das 16h às 18h15min, com o professor Tobias Marquês; Academia Xadrez para todas as idades, de 2ª a 6ª feira, das 19h15m às 21h, sob orientação do professor José Cavadas. Para além dos Clubes do Desporto Escolar, existe também o Clube dos PréRequisitos, dinamizado e orientado pela Professora Liliana Gens. Este clube tem como principal objectivo a preparação e orientação dos alunos para a realização das Provas Físicas (Pré-Requisitos), seja para as Faculdades de Desporto, seja para a Força Aérea, Armada, etc. Este clube funciona à 3ª feira, das 16h às 17h30m. Professora Estela Santana

MENTE SÃ EM CORPO SÃO


ANO 4 - Nº 12

TOQUE DE SAÍDA

ENIGMAS A Bisavó

Verdade ou mentira

A minha bisavó teve apenas filhas e notou que cada uma delas tinha tido um número de filhos igual ao número de irmãs, não tendo tido nenhuma filha. Por sua vez, cada um dos seus netos teve tantas filhas quanto o seu número de irmãos. Encantada por poder contar este facto aos amigos, orgulhosamente disse que o número total das suas filhas, dos seus netos e das suas bisnetas era igual à sua idade!

André: Quando eu digo a verdade, tu também dizes. Cristiano: Quando eu minto, tu também.

Que idade tem a minha bisavó?

Os Pães Pão, pão e pão, pão e pão e meio, quatro meios pães e três pães e meio, quantos pães são?

Os casais Armando, Basílio, Carlos e Dionísio foram jantar fora, com as suas mulheres. No restaurante, sentaram-se numa mesa redonda, de forma que: Nenhuma mulher estava sentada ao lado do marido; em frente de Basílio estava Dionísio; à direita da mulher de Basílio estava Carlos; não havia duas mulheres juntas.

É possível que nesta ocasião um minta e o outro não? Porquê?

Uma história Era uma vez, num reino distante, uma bela princesa. A este reino dirigiam-se dois formosos e poderosos príncipes para pedir a sua mão. O rei, que não sabia a qual deles dar a mão da filha, propôs-lhes uma prova: uma corrida de cavalos entre ambos, mas com uma particularidade: a mão da princesa seria para aquele cujo cavalo chegasse em último lugar. Os príncipes, muito confusos, discutiam acerca das condições da corrida, pois nenhum queria ganhar, mas também não podiam ficar ambos eternamente parados na meta… Depois de deliberarem longamente, encontraram uma solução. A corrida celebrou-se. Um dos príncipes casou com a princesa e durante séculos falou-se da velocidade dos seus corcéis, tão rápidos eram. Que decidiram os príncipes? Enigmas coligidos pelo

Quem estava sentado entre Basílio e Armando?

professor Acácio Castelhano

As Receitas da Isabel

QUEIJADINHAS DE LEITE Ingredientes: 3 ovos inteiros 600 g de açúcar 210 g de farinha

NOTÍCIAS DO XADREZ Ao terminar a época de 2008/2009, fez-se o balanço da época federada em número de pódios conseguidos ao nível distrital. Tivemos 13 Campeões; 8 Vice-Campeões e 4 terceiros lugares. Fomos assim o melhor clube do Distrito de Leiria. A todos os jogadores, e aos pais, que continuam a incentivar os seus filhos a jogarem xadrez, o nosso muito obrigado. Só o empenho de todos permite isto. Para além destes pódios distritais, continua a destacarse Mariana Silva, Campeã Nacional Feminina no Escalão Sub18 A Freguesia da Benedita teve, na época 2008/09, 3 clubes federados (2 de formação - Externato Cooperativo da Benedita e Centro Social Paroquial - e um de formação /competição - Academia Xadrez da Benedita). Quase 50% dos federados no Distrito

de Leiria são destes três clubes da freguesia. A Academia Xadrez da Benedita está no Campeonato Nacional de Equipas da III Divisão Nacional. No dia 18 de Outubro de 2009 realizou-se o XI Torneio Internacional de Xadrez da Cela (Alcobaça), um torneio com 8 sessões de semi-rápidas de 20 minutos. Este Torneio foi organizado pela Nova União das Colectividades do Concelho de Alcobaça e pelo Centro Cénico da Cela que comemora o seu 36º aniversário, com os apoios da Associação Xadrez de Leiria, Academia Xadrez da Benedita, Fundação INATEL (Delegação de Leiria), Externato Cooperativo Benedita, Junta de Freguesia da Cela e da Câmara Municipal de Alcobaça. A Classificação dos jogadores da Academia Xadrez da Benedita foi a seguinte:

18º - Jorge Bastos - 5,5 em 8 45º - Anatoliy Ladyka - 4,5 (Sub18) 70º - Francisco Cavadas - 4 pontos (Sub12) 81º - Lúcia Quitério - 4 pontos (Sub10) 83º - António Ferreira - 4 pontos (Sub10) 113º - Diogo Silva - 2,5 pontos (Sub08) 114º - Tomas Honório Oliveira - 2,5 pontos (Sub14) 126º - Rafaela Policarpo Silva - 1,5 pontos (Sub10) 127º - Inês Costa - 1,5 pontos (Sub10) 128º - Constança Rodrigues - 1,5 (Sub08) 129º - Fábio Fernandes - 1 ponto (Sub18) Na Classificação por Equipas, a Academia Xadrez da Benedita ficou em 10º lugar, com18 pontos. O Externato Cooperativo da Benedita vai realizar o I Circuito de Xadrez com o seu tradicional Torneio Semi-rápidas e o seu II Torneio FIDE.

100 g de margarina ¾ l de leite 1 colher de chá de fermento em pó

Professor José Cavadas

Soluções dos Enigmas Preparação: em último. casaria com a princesa o príncipe que ganhasse a corrida, porque o cavalo deste chegaria corrida com o cavalo do outro. Deste modo, e tendo em conta exclusivamente o texto, Resposta: Os príncipes combinaram trocar de cavalos, ou seja, cada um participou na Uma história Resposta: Não! Porque, ou falam ambos verdade, ou mentem os dois. Verdade ou mentira Resposta: A mulher do Dionisio Os casais Resposta: 11 pães Os Pães

Bate-se o açúcar com a margarina derretida até obter um creme e, de seguida, juntam-se os ovos inteiros. Depois mistura-se o leite e a farinha. Deita-se a massa, que fica líquida, em forminhas plissadas, untadas com margarina, e vai a cozer cerca de 20 minutos. Comam, mas não abusem!

Resposta: tem 85 anos; teve 5 filhas, 20 netos e 60 bisnetas.

PASSATEMPOS E CURIOSIDADES

A Bisavó

Professora Isabel Neto

23


TOQUE DE SAÍDA

ANO 4 - Nº 12

MUSEU DO ORIENTE

O QUE DIZ O TAROT

AV. BRASÍLIA, DOCA DE ALCÂNTARA - LISBOA www.museudooriente.pt Os nossos alunos do 12ºI e do 10ºG visitaram este museu no passado mês de Setembro, numa iniciativa da disciplina de História da Cultura e das Artes. Simpaticamente conduzidos pelo piso 1 da exposição permanente, subordinada ao tema “Presença Portuguesa na Ásia”, pudemos observar peças de mobiliário, ourivesaria, pinturas, porcelanas, sem esquecer os bonitos biombos chineses e japoneses dos séculos XVII e XVIII que retratam a presença dos portugueses nestas paragens. Em termos culturais, o Museu do Oriente é uma referência e merece de facto não uma, mas várias visitas. O acervo inclui uma importante colecção de objectos que testemunham as relações entre Portugal e os países da Ásia. Já o edifício, símbolo arquitectónico do Estado Novo, e construído para servir de armazém de bacalhau, é hoje um inteligente exemplo de remodelação. Há cerca de ano e meio que é possível assistir ali a espectáculos, encontros e exposições – permanentes, temporárias e itinerantes. A 1ª exposição itinerante deste museu é resultado de uma parceria com a Câmara Municipal de Leiria e dá a conhecer ao público uma selecção de 166 máscaras da Ásia. Esta exposição pode ser visitada até ao dia 25 de Janeiro próximo, no edifício do Banco de Portugal em Leiria. Professora Maria de Lurdes Goulão

A ESCOLA É FIXE

Aproxima-se o Novo Ano, 2010. Já está aí a consoada, a que se segue uma semana de pausa que pode aproveitar para reflectir e preparar o novo ciclo. A carta que rege 2010 é a Imperatriz, que vem manifestar no mundo a sua imaginação criativa, a fertilidade, a sensibilidade à beleza e à harmonia, a hospitalidade e a disponibilidade para os outros. Um ano apropriado para cuidar dos outros: crescimento interior, saúde, bem-estar… Pode haver necessidade de controlar excessos, pois a auto-complacência da Imperatriz pode levar-nos a ignorar limites, por exemplo a gastar demasiado ou a descuidar a saúde. No entanto, para cada um de nós o ano de 2010 vai apresentar lições diferentes, consoante o dia e o mês de aniversário. Se quer indicações mais precisas, some o dia e o mês do seu aniversário com 2010. Por exemplo, para alguém que faça anos em 30 de Janeiro: 30+01+2010=2041. Somando esses quatro algarismos, obtém o número do Arcano que representa o seu ano pessoal: VII – O Carro. Aqui, vamos deixar a interpretação desse resultado. Num ano pessoal VII, estará concentrado em levar a bom porto os seus projectos ou as decisões tomadas anteriormente, exercitando a vontade, o auto-controlo e a auto-disciplina. A carta mostra uma figura que se assemelha a um guerreiro medieval, com uma lua em cada ombro, quem sabe um cavaleiro da Távola Redonda na sua demanda do Graal, sublinhando a necessidade de servir e proteger outros ou de ser campeão de alguma causa. A figura conduz, com a sua vontade, um carro puxado por duas esfinges: os instintos e as emoções. Terá um ano para desenvolver a assertividade e exercitar a sua maestria ao lidar com situações difíceis. A proximidade da água ajudá-lo-á a acalmar a tensão e a libertar emoções reprimidas. Para outras pessoas, o próximo ano vai ser um ano pessoal VIII – A Força. Para eles, a questão central deixa de ser a vontade e passa a ser “o meu coração está naquilo que faço? Isso é o que verdadeiramente desejo?”. É o momento de renovar a paixão pelo que se faz, de usar, mais que a vontade, o coração, as emoções e os instintos; de reconhecer os nossos medos, a natureza bruta que existe em nós e usá-la como força civilizadora para superar os desafios. Chegou a outro número de ano pessoal? Quer saber o que lhe diz o Tarot para 2010? Responderei às suas questões se quiser deixá-las no fórum do jornal em http://ecb-m.ccems.pt. Professora Ana Luísa Quitério


Toque de Saída Nº12  

Jornal Ecb

Advertisement
Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you