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Filho de Arlindo Cruz faz show hoje na Serra > 4 FALE COM A EDITORA

ALELVI CARNEIRO E-MAIL: at2@redetribuna.com.br

Mart'nália em ritmo de rock e balada >12 VITÓRIA, ES, DOMINGO, 25 DE MARÇO DE 2012

RELACIONAMENTO EXTRACONJUGAL

Mais de 200 mil traem os maridos A mulher infiel tem em média 33 anos de idade, sete de casamento e possui um filho, segundo levantamentos de sites Roberta Peixoto ular a cerca” há muito deixou de ser exclusividade masculina. Mas, com a chegada dos sites de relacionamento extraconjugais ao Brasil, é cada vez maior o número de mulheres que deixam a vergonha e o pudor de lado e se permitem viver uma aventura amorosa. Três sites que atuam no País: Ohhtel.com, Adison Madison e Second Love reúnem 209.830 mulheres casadas. Somente o Ohhtel.com tem 114 mil usuárias com relacionamento estável. A porta-voz do Second Love no Brasil, Anabela Santos, afirma que, no Espírito Santo, há 700 mulheres cadastradas no serviço. “Estudos apontam que um, em cada três adultos, comete adultério pelo menos uma vez na sua vida. O que fazemos é atender a uma demanda do mercado”.

“P

DIVULGAÇÃO

ANABELA: “Um, em cada três adultos, comete adultério pelo menos uma vez na sua vida”

ARTE: ANDRÉ FÉLIX

ELAS CONFESSAM “Não penso em me separar” "Uma amiga me falou sobre um site extraconjugal e disse que havia conhecido um homem interessante. Então, resolvi tentar. Meu marido viaja bastante a trabalho e quase não saio de casa. Sou casada há 8 anos. Já me relacionei com três homens desde que me cadastrei no site. Um deles é americano e casado também. Com os outros dois, foi só um jantar, não rolou mais nada. Mas, com o americano, teve química. Saímos umas quatro vezes. Gosto do meu marido, mas, infelizmente, ele não pode me dar um filho. Não sei explicar, mas isso reduz um pouco meu prazer com ele na cama. Não penso em me separar. Planejamos até adotar um filho no ano que vem”. CORRETORA DE IMÓVEIS,

32 anos, de Vitória. QUEM SÃO ELAS

O perfil da mulher que trai

33 anos

(DADOS DO SITE OHHTEL)

TEMPO DE CASAMENTO

É A IDADE MÉDIA

De 6 a 10 anos De 2 a 5 anos De 10 a 19 anos Menos de 2 anos Mais de 20 anos

39%

SÃO EXECUTIVAS

FREQUÊNCIA DE SEXO COM O MARIDO

59%

Mais de 1 vez por semana 1 vez por semana 1 a 3 vezes por semana Menos de 1 vez por mês Pelo menos 1 vez por dia Nunca

TÊM PELO MENOS UM FILHO

7 anos MÉDIA DO TEMPO DE CASADA

33% 21% 20% 14% 8% 4%

NÚMERO DE CASOS QUE TEVE NA VIDA 2a4 Apenas 1 11 ou mais De 5 a 10 Nenhum

Fonte: Ashley Madison

Em busca de aventura "Meu marido é professor e resolveu se candidatar à direção da escola. A partir daí, a vida dele passou a girar em torno da eleição. Chega em casa cansado e tudo o que quer é dormir. Ele é sistemático, não gosta de sair, não gosta de receber visitas e, depois de 25 anos de casada, praticamente só conheço as pessoas com quem trabalho. Esse foi um dos motivos que me levaram a me inscrever no site. Sinto falta de aventura”. FUNCIONÁRIA PÚBLICA, 47 anos

37% 32% 15% 13% 3%

38% 19% 16% 16% 11%

QUANDO SE ENCONTRA COM O AMANTE Durante o almoço Depois do trabalho No final de semana Tarde da noite Antes do trabalho

Fantasia de ir para a cama com outro "Fiz a inscrição por curiosidade. Casei com meu primeiro namorado e sempre fui fiel, até que descobri que ele havia me traído. Fiquei frustrada e, como tinha a fantasia de transar com outro homem, achei o caminho ideal. Já saí com dois homens. De-

pois que saí com o segundo cara, passamos a nos falar todos os dias. Percebemos que estávamos muito apegados e resolvemos dar um tempo”.

39% 32% 15% 8% 6%

ONDE TRANSAM No motel No carro Na casa dele Na casa dela Na casa de um amigo Em outros lugares

53% 20% 16% 7% 3% 1%

AUXILIAR ADMINISTRATIVO,

21 anos

CONTINUA NA PÁGINA 2


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ATRIBUNA VITÓRIA, ES, DOMINGO, 25 DE MARÇO DE 2012

AT2 DIVULGAÇÃO

RELACIONAMENTO EXTRACONJUGAL

“Vivemos um amor insatisfatório” Psicanalista diz que apenas 10% dos casais estão satisfeitos com casamento e futuro será de parceiros múltiplos psicanalista Regina Navarro Lins, autora de “A Cama na Varanda”, afirma que a sede de novas experiências é grande nos dias de hoje. Ela defende que os casamentos tradicionais vão deixar de existir para dar lugar a relacionamentos diversos nos próximos 20 a 30 anos, o que significaria ter um parceiro para o sexo, outro para ser amigo, outro para ter filhos, podendo também viver em relações múltiplas. AT2 Houve aumento no número de traições só no Brasil? REGINA NAVARRO LINS Houve aumento das relações extraconjugais em todo o mundo ocidental, principalmente das mulheres. Sempre foi aceito como natural o homem ter relações fora de casa. Após a pílula, quando o sexo se dissociou da procriação e se aliou ao prazer, permitindo à mulher estar livre de uma gravidez indesejada, houve uma grande mudança. Na pesquisa que fiz durante 9 anos no meu site, 72% das pessoas declararam ter tido relações extraconjugais. Há estudos em que essa porcentagem sobe para 76%. > A senhora concorda com esse comportamento? Um casamento pode ser plenamente satisfatório do ponto de vis-

A

ta afetivo e sexual e mesmo assim as pessoas terem relações extraconjugais. É preciso levar em conta o sofrimento que as ideias conservadoras acarretam. Na nossa cultura, absorvemos crenças equivocadas como, por exemplo, a de que quem ama não se relaciona sexualmente com mais ninguém. > Os casamentos vão deixar de existir? Acredito que menos pessoas vão querer se fechar numa relação a dois. Casais poderão estar ligados por questões afetivas, profissionais ou mesmo familiares, sem que isso impeça que sua vida amorosa se multiplique com outros parceiros. Ainda não temos como avaliar os prós e contras. Mas podemos, sim, afirmar que a forma como vivemos o amor hoje é profundamente insatisfatória. Vários estudos estimam que os casais que vivem realmente satisfeitos no casamento não passam de 10%. > Qual sua opinião sobre sites que oferecem a pessoas casadas a possibilidade de ter um caso? Era inevitável um serviço desse tipo. Penso que já está mais do que na hora de se refletir sobre a questão da exclusividade. Cada um só deveria se preocupar em responder a duas perguntas: Me sinto amado? Me sinto desejado? Se a resposta for positiva para as duas, o que o outro faz quando não está comigo, não é da minha conta, não me diz respeito. DIVULGAÇÃO

A ideia de que um parceiro único deva satisfazer todos os aspectos da vida pode se tornar coisa do passado

Regina Navarro Lins, psicanalista

EDUARDO BORGES: “Elas procuram completar o vazio na relação”

São Paulo Rio de Janeiro Goiás + Distrito Federal Bahia Minas Gerais Paraná Ceará Santa Catarina Rio Grande do Sul Espírito Santo

O homem que trai busca por experiências mais interessantes

Camita Abdo, psiquiatra

101.970 54.120 37.620 33.330 24.750 19.140 10.890 8.910 8.250 7.899

FONTE: ASHLEY MADISON

Por que elas traem?

Brasil, país da infidelidade “Somos o país da infidelidade”. A afirmação é de Eduardo Borges, representante do Ashley Madison, site de relacionamentos extraconjugais que chegou ao Brasil em agosto do ano passado e que hoje possui 330 mil pessoas cadastradas. Desse total, 99 mil usuários são do sexo feminino. “A meta é que o Brasil seja o 2º país do grupo, perdendo apenas para os EUA, exclusivamente por conta do maior número de usuários de internet que existe por lá. Caso contrário, sem dúvida, o Brasil seria o primeiro. Em sete meses, já estamos em 3º lugar em termos de receita, atrás só dos EUA e do Canadá”. Eduardo afirma que os motivos que levam as mulheres a procurarem um relaciona-

mento extra são: vingança, quando descobrem a traição do parceiro; falta de afeto; e insatisfação sexual. Ele ressalta que uma pessoa casada há 20 anos, por exemplo, com 3 filhos, um emprego estável e grandes laços familiares dificilmente queira se divorciar somente pela falta de vontade sexual com seu parceiro. “O sexo nessa etapa da vida representa 5% de uma relação. É aí que elas procuram nossos serviços, para matar essa vontade e completar o vazio na relação, voltando feliz ao casamento em seguida e evitando o divórcio”. Levantamento do site Ohhtel mostrou que, entre as pessoas que traem, 79% dos homens e 77% das mulheres nunca se divorciaram.

REGINA: “Crenças equivocadas”

que o homem que trai busca experiências e oportunidades que possam parecer mais interessantes: “Por outro lado, a mulher trai porque deseja encontrar o que está faltando, um vínculo mais comple-

O Espírito Santo ocupa posição de destaque entre os estados brasileiros, quando o assunto são pessoas cadastradas em sites de relacionamentos extraconjugais. No Ashley Madison, são quase 8 mil capixabas no site, o que coloca o Espírito Santo em 10º lugar. Na primeira colocação está São Paulo, com 101.970 usuários, seguido pelo Rio de Janeiro (54.120). Já o holandês Second Love tem 1.000 homens capixabas cadastrados e 700 mulheres. Em todo o Brasil, o registro é de 125 mil membros atualmente.

O RANKING

to, mais intenso, onde haja maior troca. É isso exatamente o que diferencia um gênero do outro”. Quando o homem é fiel, a psiquiatra destaca que comportamento acontece por convicção, por ele ser provedor e responsável pela família. Com relação ao sexo feminino, a fidelidade existe por questão emocional, por ser ela o elo da família na maioria das vezes. Ao avaliar as mudanças que ocorreram na sociedade, Carmita Abdo ressalta que a tendência é

36%

DELAS TRAEM POR QUERER MAIS ROMANCE NA RELAÇÃO Não há sexo suficiente em casa Tédio na cama (precisa de variedade) Falta de desejo sexual pelo parceiro Não ama mais o cônjuge Outros

25% 20% 11% 7% 1%

FONTE: SITE OHHTEL

40%

TRAEM PORQUE APARECEU UMA OPORTUNIDADE E FOI INCONTROLÁVEL

Homens procuram variedade Levantamentos realizados pelos sites especializados em “puladas de cerca” junto aos usuários brasileiros revelam que os homens que utilizam os serviços estão atrás de variedade e somam 504.500 inscritos. No Ohhtel.com, por exemplo, essa é a razão número 1 para trair a parceira. Já as mulheres traem porque desejam mais romance. A psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade da Universidade de São Paulo (USP), explica

Espírito Santo está em 10º lugar em traição

que hoje o que se denomina traição e infidelidade passe a ser visto com menor rigor daqui para frente. “A partir dos anos 50 houve a revolução sexual feminina e junto com ela surgiram dois fenômenos: a separação começou a se tornar aceitável e a liberdade sexual também. Nos anos 2000, acompanhamos uma intensa mudança frente à infidelidade feminina, principalmente, porque a masculina já é um hábito bastante incorporado à nossa realidade”.

Estava carente Vingança Era alguém com quem sempre sonhou Outros motivos Parceiro também traía Queria simplesmente fazer sexo com outra pessoa Parceiro não a satisfaz sexualmente Estava bêbada A pessoa estava muito fácil Incentivo de amigos Queria ter uma experiência homossexual FONTE: REVISTA VIP

38% 25% 18% 16% 15% 11% 11% 9% 3% 2% 2%


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