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Vírus Porque neutro nem sabonete, nem a Suíça

R$5 edição nº 16 agosto

Planetário Mato Grosso do Sul:

Memórias da Ditadura sobre o Rio Paraguai provam q ue a

Tortura permanece impune

Edição Digital reduzida. Clique aqui - www.abre.ai/16impressa para adquirir a edição impressa pela internet e receber em casa

Cyro Garcia Continuamos a série de entrevistas Eleições 2012 com o candidato do PSTU à prefeitura do Rio de Janeiro

Greve na Educação Professores, funcionários e estudantes das universidades federais estão em greve há quase três meses por melhorias no ensino superior

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Enquanto isso, na sala de injustiça, o

ministro de minas e energia, edison lobão já está anunciando que o próximo leilão do petróleo brasileiro está próximo de acontecer...

Aê to Gale bl oc do m era, os und te te de o! S m pr a rr pet ão ae 1 r no óle 74 ma o, n r! a

e o ss o e sileir m o C bra a... o ux pové tro

...os empresários brasileiros e estrangeiros já começam a juntar a merreca pra comprar mais poços e ganhar muito mais dinheiro

m

vuuummm

Ma õõÊE ! Quem Quer pe tróleo? Entretanto, algo não esperado por lobão e seus comparsas ainda pode acontecer: O povo brasileiro tem que se mobilizar e Exigir:

“o petróleo tem que

ser nosso!”

Olha o desespero do lobão quando notar que seus planos diabólicos irão por água abaixo...

E aí??? Quer que essa história tenha um final feliz? Então, participe da campanha Em defesa do projeto dos movimentos sociais para o petróleo, com monopólio estatal, Petrobrás 100% pública e investimento em energias limpas.

NOVIDADE! Acompanhe a campanha e outras notícias pela TV Petroleira em www.tvpetroleira.tv

Notícias da campanha: www.apn.org.br Participe do abaixo-assinado: www.sindipetro.org.br

organização:


traรงo livre

Por Carlos D Medeiros | Veja mais em: facebook.com/Fucalivro


o i e r l r a o C Vir Luzia Cardoso: Parabenizo a Revista pela excelência do conteúdo e por compartilhar com a percepção de não neutralidade, seja nas artes, nas ciências, na política e na vida cotidiana. Cátia Sousa: Matérias instigantes e de relevância. Adorei a edição de junho! Vocês estão de parabéns!

>Envie colaborações (textos, desenhos, fotos), críticas, dúvidas, sugestões, opiniões gerais e sobre nossas reportagens para contato@virusplanetario.net

Queremos sua participação!

Afinal, o que é a Vírus Planetário? Muitos não entendem o que é a Vírus Planetário, principalmente o nome. Então, fazemos essa explicação maçante, mas necessária para os virgens de Vírus Planetário: Jornalismo pela diferença, não pela desigualdade. Esse é nosso lema. Em nosso primeiro editorial, anunciamos nosso estilo; usar primeira pessoa do singular, assumir nossa parcialidade, afinal “Neutro nem sabonete, nem a Suíça.” Somos, sim, parciais, com orgulho de darmos visibilidade a pessoas excluídas, de batalharmos contra as mais diversas formas de opressão. Rimos de nossa própria desgraça e sempre que possível gozamos com a cara de alguns algozes do povo. O bom humor é

necessário para enfrentarmos com alegria as mais árduas batalhas do cotidiano. O homem é o vírus do homem e do planeta. Daí, vem o nome da revista, que faz a provocação de que mesmo a humanidade destruindo a Terra e sua própria espécie, acreditamos que com mobilização social, uma sociedade em que haja felicidade para todos e todas é possível. Recentemente, inauguramos um Conselho Editorial (nomes ao lado) com integrantes de movimentos sociais e intelectuais que referendam e apoiam a revista. Em breve, ampliaremos os participantes do Conselho.

Expediente: Rio de Janeiro: Aline Rochedo, Artur Romeu, Caio Amorim, Felipe Salek, Ingrid Simpson, José Roberto Medeiros, Julia

Maria Ferreira, Maria Luiza Baldez, Mariana Gomes, Miguel Tiriba, Noelia Pereira, Renata Melo, Rodrigo Teixeira, Seiji Nomura e William Alexandre | Campo Grande (MS): Marina Duarte, Rafael de Abreu, Tainá Jara, Daniel Lacraia, Jones Mário e Fernanda Palheta | Brasília: Thiago Vilela, Alina Freitas, Ana Malaco, Luana Luizy, Elis Tanajura, Tais Koshino Diagramação e projeto gráfico: Caio Amorim e Mariana Gomes Ilustrações: Rio de Janeiro: Carlos Latuff e Carlos D. Medeiros Santa Maria - RS: Rafael Balbueno (revistaovies.com) Revisão: Bruna Barlach Colaborações: Rodrigo Mariano

Conselho Editorial: Adriana Facina, Ana Enne, André Guimarães, Carlos Latuff, Dênis de Moraes, Eduardo Sá, Gizele Martins, Gustavo Barreto, João Tancredo, Larissa Dahmer, MC Leonardo, Marcelo Yuka, Marcos Alvito, Michael Löwy, Miguel Baldez, Orlando Zaccone, Oswaldo Munteal, Paulo Passarinho, Tarcisio Carvalho, e Virginia Fontes

Siga-nos: twitter.com/virusplanetario Curta nossa página! facebook.com/virusplanetario

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Anuncie na Vírus: marketing@virusplanetario.net #Impressão: Print Express #Tiragem: 2.500 exemplares

Comunicação e Editora A Revista Vírus Planetário - ISSN 2236-7969 é uma publicação da Malungo Comunicação e Editora com sede no Rio de Janeiro


Edição Digital reduzida.

Editorial

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“Num tempo página infeliz da nossa história, passagem desbotada na memória das nossas novas gerações” (Vai Passar – Chico Buarque)

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Em Corumbá, coração do pantanal sul-mato-grossense, mais um episódio triste que rememora o período da ditadura militar brasileira, o NavioPrisão. Uma história entre tantas outras não reveladas que nos atenta para a importância da Comissão da Verdade. A nossa memória precisa se tornar conhecida para que episódios como este não se repitam. Enquanto hoje desfrutamos das conquistas sociais, não podemos esquecer os que lutaram , sofreram e morreram pela tão sonhada democracia. É preciso fazê-los presente através da lembrança, desta memória que tantos renegam.

Sumário

(da edição completa)

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Ana Enne_Tocando em um ponto sensível_Adoção

O passado deve ser compreendido para que sigamos um futuro consciente do que almejamos. E somente por meio do conhecimento dos fatos reais de nossa história é possível de fazê-lo. Falando em consciência, trazemos nesta edição mais uma entrevista sobre as eleições municipais. Desta vez com o candidato a prefeito do Rio de Janeiro, pelo PSTU, Cyro Garcia. A dois meses das eleições é preciso um olhar mais profundo das propostas apresentadas. E a Vírus continua objetivando dar espaço àqueles que não o tem na mídia grande. “Greve geral, em toda Federal” As universidades federais estão paradas desde o dia 17 de maio. A mídia grande pouco fala sobre o assunto. O que os grevistas realmente querem? Conversamos com professores, servidores e alunos. E a resposta é uma só: Melhorias na educação. O Canecão, tradicional casa de shows na Zona Sul do Rio de Janeiro que sempre pertenceu à UFRJ e finalmente saiu das mãos da iniciativa privada, já estava há mais de um ano desativado fruto da disputa entre reitoria que tem planos de devolvê-lo a empresários, e a comunidade acadêmica que quer o canecão como um espaço cultural público e democrático. Cansados de esperar, estudantes da Comissão de Greve da UFRJ estão desde 22 de julho ocupando o Canecão como parte dos protestos da greve. O Canecão Ocupado já recebeu diversas atividades artísticas como shows, provando que a cultura deve ser gratuita e a serviço do povo. Quem é Mahmoud Ahmadinejad? Para entender aquilo que nos é estranho e distante é preciso tirar o preconceito e a crítica dos olhos e apenas observar com atenção. Nós fomos à coletiva de imprensa com o presidente do Irã. E trazemos nessa edição uma matéria limpa, sem grandes adjetivos criados para referenciar um dos homens mais temidos do ocidente. Ahmadinejad falou do Holocausto, da bomba atômica, e ainda da sua posição perante a mídia internacional. Golpe no Paraguai Ainda nesta edição um alerta importante para toda América Latina: O Golpe no Paraguai. O presidente paraguaio, Fernando Lugo foi destituído a 14 meses de encerrar seu mandato e em seu lugar assumiu o vice conservador, Federico Franco. Levantamos questões para que pensemos no posicionamento do Brasil diante do ocorrido: O que podemos fazer enquanto latino-americanos? Será uma tendência? Boa leitura!

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Internacional_A democracia tardia sob um olhar egípcio

10 Bula Cultural_Beirut 12

Bula Cultural_A música que une gerações

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O Sensacional Repórter Sensacionalista

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Internacional_No Paraguai, golpe virou impeachment

18 Internacional_Ahmadinejad 20 Educação_”Greve geral, em toda federal!”

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Eleições 2012_Entrevista_Cyro Garcia

28 Mato Grosso do Sul_Navio Prisão 32 Entrevista Inclusiva_Cia Triângulo Rosa

35 Varal Artístico


Ana Enne Ana Enne é professora do departamento de Estudos Culturais e Mídia da Universidade Federal Fluminense (UFF), jornalista formada pela PUC-Rio e doutora em Antropologia pelo Museu Nacional (UFRJ).

Tocando em um ponto sensível As “filas de espera” para adoção e a formação de imaginários excludentes

Adoção. Eis um tema delicado. Por tudo o que envolve emocionalmente, tanto para aqueles que adotam, quanto para os que são adotados, mas também para aqueles que, profissionalmente, lidam com o intenso e problemático processo legal e psicológico que envolve os casos de adoção.

Foto: Agência de Notícias do Acre

Por que escolhi, então, falar sobre essa temática? Tenho tido, recentemente, interações com pessoas que adotaram ou estão em processo de adoção. Em geral, as falas apontam para a excessiva burocracia que cerca o ato de adotar, por vezes se arrastando por anos, o que faz com que as pessoas aguardem longamente “na fila” ou acabem adotando “por fora”, ou seja, através de processos informais, não mediados pelo Estado, o que por si só já cria dilemas éticos dos mais diversos, que não me cabe desenvol-

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Vírus Planetário - agosto 2012

ver aqui, pela complexidade do tema e pelos limites de espaço.

A maior parte dos candidatos à adoção prefere bebês brancos, sem doenças e sem vínculos familiares”

No entanto, isso gerou, em mim, uma pergunta angustiante: por que o Estado não acelera a burocracia nestes casos, quando sabemos que existem tantas crianças em busca de famílias que as acolham? Mas acabei tendo a oportunidade de conversar com uma assistente social que trabalha no campo da adoção. E, como sempre quando nos dispusemos a ouvir os múltiplos lados, ela me apresentou um outro e preocupante ponto de vista: a longa espera seria menos culpa da burocracia (embora essa também exista) e mais da expectativa da maior parte dos candidatos à adoção, que preferem bebês de poucos meses, brancos, sem doenças e sem vínculos familiares. Segundo

a assistente social, há uma defasagem entre as crianças que em geral estão aptas para a adoção (a maior parte das vezes são crianças negras, de mais idade, com problemas dos mais diversos tipos, incluindo vínculos familiares mal resolvidos e uma primeira infância sem tratamentos múltiplos) e o perfil que a maior parte das famílias deseja. Isso acaba gerando um duplo descompasso e uma dupla fila de espera: dos que pretendem adotar e daqueles que precisam ser adotados. Ou seja, existe um pouco dito acerca dos processos de adoção que esbarra em uma série de construções de imaginário coletivo e que resvala nos preconceitos e expectativas da classe média, principal candidata nos processos de adoção. Ao mesmo tempo, estamos diante de um Estado burocrático, que também acaba fazendo menos do que deveria para ajudar na desconstrução desse imaginário que alimenta uma “fila” que sua lógica burocrata termina por consolidar. No meio disso, muitas crianças que precisam de ajuda e apoio. Acho que precisamos pensar sobre isso, de uma forma menos superficial. Pelo que pude perceber dessa pequena imersão neste complexo mundo que envolve os processos de adoção, há um esforço legítimo de culpabilização do outro (famílias culpam o Estado pela sua lentidão; o Estado culpa as famílias por sua demanda excludente) que acaba não tocando no ponto central: como desmontar esse imaginário que seleciona, exclui, discrimina e acaba criando frustração de todos os lados?


internacional

Foto: Reprodução

A democracia tardia

sob um olhar egípcio

Ibrahim Saker conta como, após a revolução, o Egito vive a crise de um país desestruturado pela corrupção Por Ingrid Simpson e Maria Luiza Baldez No dia 25 de janeiro de 2011, o Egito começou a viver um momento revolucionário em sua história. Inspirado nos protestos que tomaram parte na Tunísia, os quais colocaram fim na ditadura lá existente, iniciou-se uma revolução. Na cidade do Cairo, capital do país, a população se reunia na Praça Tahrir, em prol de um único objetivo: protestar pela democracia.

A massa revolucionária ansiava por ser ouvida sem opressão, questionando o autoritarismo do exército e do governo, os baixos salários e o desemprego. E, para tal, era imperativo que se acabasse com a ditadura de Hosni Mubarak, já há 30 anos no poder. A Vírus Planetário teve um batepapo com o egípcio Ibrahim Saker,

que contou sobre as suas vivências e pensamentos diante deste momento pelo qual está passando o seu país. Um momento em que a população quis reivindicar seus direitos.

O processo revolucionário Ibrahim conta que as experiências foram violentas. Certa vez, para impedir que as pessoas chegassem à

Confira a reportagem na edição completa digital ou impressa


educação

, l a r e g e v e “Gr ” ! l a r e d e f a d o t em

Servidores, professores e estudantes do funcionalismo público federal de todo o país estão em greve há quase 3 meses por melhorias na educação. Foto: William Sousa


Por Alina Freitas, Thiago Vilela e Seiji Nomura Uma série de atividades tem sido organizadas pelos grevistas nas últimas semanas, culminando, no último dia 18 de julho, com a grande Marcha Nacional à Brasília, realizada em cidades de todo o país. Vladimir Lunes, professor de medicina da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), ressalta que a luta é contra a precarização do ensino público: “É importante a contribuição de todos. O avanço dos Movimentos sociais está de volta aqui na UFPB, estamos bem articulados e sabemos que a luta é pela melhoria da educação, pela não privatização dos hospitais universitários, entre outros motivos que o governo tenta mascarar junto com a mídia”. Em João Pessoa, na UFPB, o ato foi incluído na programação do Encontro Nacional dos Estudantes de Serviço Social (ENESS). Duas mil pessoas, entre docentes, alunos e técnicos-servidores pararam o trânsito da Avenida Epitácio Pessoa, no centro da cidade.

Reivindicações A greve nacional começou em 17 de maio e hoje atinge todas as instituições, exceto a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a Universidade Federal de Itajubá (Unifei). As reivindicações são simples, sendo o ponto central a reestruturação da carreira docente, prevista no Acordo 04/2011 - descumprido pelo governo federal. No dia 13 de julho o governo apresentou ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES/SN) uma proposta de reestruturação da carreira, mas as principais reivindicações teriam sido postas de lado – o próprio aumento de salário não acompanhava a inflação, tendo possibilidade, para algumas categorias, de haver redução salarial até 2015.

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eleições 2012

Fotos: Caio Amorim

Cyro Garcia

Continuando a série de entrevistas de candidatos nesta eleição de 2012 iniciada com o candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo, pelo PSOL, entrevistamos o candidato do Partido Socia-

lista dos Trabalhadores Unificado - PSTU, Cyro Garcia. Cyro foi bancário, dirigente do sindicato da categoria e tem uma história que se confunde com a história do sindicalismo carioca e brasileiro. Fundador do PT e da CUT, e depois dos respectivos rachas, do PSTU e da CSP-Conlutas, Cyro chegou a ser deputado federal entre 1993, assumindo como suplente a vaga de Jamil Haddad durante dez meses, “uma experiência rica para comprovar in loco como os parlamentares representam as elites, apesar de ser possível algumas ações importantes”. Nascido no interior de Minas Gerais, na cidade de Manhumirim, em 26 de outubro de 1954, mas criado no subúrbio carioca, o hoje historiador e professor detalha suas opiniões sobre a política na cidade e seu programa de campanha e de governo. Fique ligado, nas próximas edições, serão entrevistados os candidatos a prefeito de São Paulo.

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Vírus Planetário - agosto 2012

Nós vamos mostrar para a cidade que existe uma maneira diferente de se fazer política.”

Por Aline Rochedo e Caio Amorim Como você começou sua militância? Comecei na década de 70, em plena ditadura militar, no ano em que eu entrei na universidade. Eu sou bacharel em direito pela UFRJ e lá eu conheci o Hélio Fernandes Filho, ele me convidou para uma reunião. Depois nós formamos um grupo de teatro, que era o TRALD (Teatro de Resistência dos Alunos de Direito). Junto com isso participei da reabertura do CACO (Centro Acadêmico Cândido de Oliveira – Direito UFRJ), ele estava fechado desde 1968 por conta do AI-5. Entrei para o Banco do Brasil em 1976 e conheci a Frente de Oposição Sindical Bancária, que era uma organização clandestina que fazia oposição à junta interventora que estava no sindicato a mando da ditadura militar. Participei dos debates da construção e da fundação do PT como parte da Convergência Socialista. Fiquei no PT até 1992, quando a nossa corrente foi expulsa por decidir apoiar o “Fora Collor”. Em 1994 criamos o PSTU. Participei da fundação da CUT também, fui vice-presidente do Sindicato dos Bancários de 1983 a 1985 e presidente de 1988 até 1991. Após anos de problemas com a CUT resolvemos tentar resgatar a autonomia e a independência do movimento sindical através da criação de uma nova Central, a CSP-Conlutas, da qual sou dirigente. Isso porque a CUT, por exemplo, só estava servindo para atender aos interesses dos patrões e do governo. Ela está mais empenhada em corroborar a política econômica do governo do que lutar pelas reivindicações dos trabalhadores, lamentavelmente. Nossa Central reivindica a autonomia e a independência, além de muitas outras lutas. Em 1996, foi minha primeira candidatura a prefeito, já pelo PSTU. Em 2006, fizemos uma coligaç

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mato grosso do sul

Navio Prisão Por Marina Duarte, Tainá Jara e Jones Mário O período mais conturbado da história recente do Brasil foi o do regime militar. De 1964, com o golpe, a 1985, com a abertura política, o país viveu nas sombras da falta de democracia com diversas formas de repressão realizadas pelo então grupo dominante, os militares. Em regiões afastadas dos grandes centros do país a ditadura passou despercebida aos olhos da maioria da população, com ajuda do aparelhamento dos meios de comunicação por parte do governo. Não foi diferente em Mato Grosso, que em 1979, em meio ao Regime Militar, foi dividido, dando origem ao estado de Mato Grosso do Sul. Corumbá, cidade interiorana, localizada no coração do pantanal sul-matogrossense, contava, nesta época, com uma população de cerca de 100 mil habitantes. Às margens do

A tortura realizada pela ditadura militar sobre o Rio Paraguai permanece impune

A embarcação, que pertencia a empresa estatal de Serviço de Navegação da Bacia do Prata, ficava ancorada no meio do rio Paraguai, longe das margens”

Rio Paraguai, centro político-econômico em Mato Grosso e região de tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Bolívia a cidade tinha grande influência nas ideias políticas do local, no qual predominavam as ideologias trabalhistas e de esquerda entre os mais diversos setores da sociedade.

estado de Mato Grosso contava com um dos generais do comando central do golpe, o General Syzeno Sarmento, que já havia sido, inclusive, cotado para substituir Costa e Silva em 1969. Ou seja, um dos principais golpistas estava no Mato Grosso. Sarmento foi um dos principais mandantes das prisões ilegais que ocorreram pelo estado, e dentre esses casos, um dos mais conhecidos é do “Navio Prisão”.

Confira a reportagem na edição completa digital ou O predomínio dessas ideias polítiimpressa cas durante o período da ditadura militar não era visto com bons olhos. O

Vírus Planetário - agosto 2012

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Entrev

Luth Laporta, Marcelo Galo e Eduardo D’Albergaria Foto: Thiago Vilela

ista IN clusiva

Companhia Revolucionária

:

Triângulo Rosa

Como esquecer o polêmico posicionamento homofóbico do deputado federal Jair Bolsonaro, em programa humorístico de rede nacional? Ou o pronunciamento emblemático, da deputada estadual Myrian Rios, exibido pelo canal de televisão da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro? Foram esses casos absurdos, reflexo de uma representatividade caduca no poder legislativo, que impulsionaram o surgimento da Cia Revolucionária Triângulo Rosa. Em um cenário em que as redes sociais também se tornam uma ferramenta de auto-organização de grupos, os integrantes começaram a se encontrar. Uns já se conheciam e outros também indignados se apropriaram da identidade de uma luta comum. O grupo, que tem pouco tempo de criação, já demonstra atuação expressiva no plano de luta do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros).

da batalha cotidiana desse grupo heterogêneo, formado por cerca de 500 apoiadores.

Seminários de formação política; ações direEduardo D’Albergaria (Duda), Luth tas; crítica ao capitalismo rosa; enfrentaLaporta e Marcelo Galo, militantes da Cia mento aos discursos homofóbico e entendem que o momento é de necessidade de luta transfóbico, sobretudo de lidepolítica dos movimentos sociais: de articulação, diálogo ranças fundamentalistas e confronto. Inconformados com pequenas conquistas no evangélicas, atuantes STF e STJ e com os reforços de estereótipos de personagens gays do poder legislatiem novelas globais, os integrantes acreditam que os indivíduos precivo; fazem parte sam se movimentar e fazer política.

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varal artístico

Em Cena contato@virusplanetario.net

Formam dueto dois viventes desvalidos Por entre becos, cruzamentos, precipícios. Negada a origem, vão-se os passos percorridos. Após a queda, ao frio e à fome, os artifícios. Não temem nuvens, trovoadas, nem o breu. Noites ao relento nos cantos da cidade. Não há mais brilho ao olhar que enlouqueceu Emparedado ao roubarem-lhe a idade. Se, por acaso, as feridas vêm à tona, Se agonizam os dois seres lá no chão, Vemos campanhas que apelam ao coração. Surgem padrinhos, pois a cena emociona. E ganha teto, companhia e proteção... Não o humano mas o seu amigo, o cão.

Luzia M. Cardoso

Por Eduardo Marinho

*Quer expor aqui? Envie seu trabalho para


Quem não respeita a

educação pública, não merece seu

Nessas eleições, não vote em candidatos que querem destruir a educação pública. A educação tem que ser 100% pública, gratuita e de qualidade. Por isso, exigimos:

_O fim das avaliações e gratificações baseadas na meritocracia _O não fechamento de escolas _Manutenção dos Triênios dos servidores _Planos de Carreira unificados _Concurso Público para contratação de professores e funcionários _Piso salarial de 5 salários mínimos para os professores e 3,5 salários mínimos para os funcionários _Eleições diretas para diretores de escolas

voto!! 35 anos

Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro

www.seperj.org.br


Prévia Edição 16 Vírus Planetário  

Edição 16 (agosto/2012) da revista Vírus Planetário reduzida

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