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Teleférico em Criciúma

Alguém vai nesse bonde? Giuliano De Luca l Criciúma O projeto para a construção do Bondinho Teleférico em Criciúma parece não ter agradado muitos investidores. O município ofereceu área para exploração do atrativo turístico, mas o edital para entrega das propostas já foi prorrogado pela segunda vez. A administração continua à espera da criação de um consórcio que se interesse pelo investimento, que tem o objetivo de desenvolver o turismo no municícidades catarinenses. O presidente da Comissão Municipal de Licitações, Luiz Selva, explica que na cidade há interesse, mas nada foi concretizado. “Sei que temos interessados, mas nada O edital de abertura da concorrência pública que dá início ao processo licitatório para a concessão do projeto Bondinho Teleférico, que vai ligar o Parque Natural Morro do Céu, no bairro Ceará, ao Parque das Nações

Cincinato Naspolini, na Próspera, foi assinado pelo prefeito Clésio Salvaro em 28 de fevereiro, mas a abertura dos

do, atendimento comercial, lavatórios, banheiros, bilheteria, recepção e escadas, além do rebaixamento de redes de alta tensão próximas. O alto investimento parece não ter animado os investidores, que participam da licitação na modalidade melhor técnica. Os detalhes do projeto que pretende alavancar a indústria do turismo na cidade foram apresentados pelos arquitetos da secretaria do sistema de Infraestrutura, Planejamento e Mo-

bilidade Urbana, André De Lucca e André Laitano. Eles e o prefeito Clésio Salvaro acompanharam a visita de integrantes das empresas Teleféricos Brasil e Parque Unipraias, de Balneário Camboriú, que estiveram na cidade e visitaram o Morro do Céu e o Parque das Nações. Mesmo com a demora na apresentação das intenções por parte dos empresários, o prefeito acredita que o teleférico é uma forma de explorar o imenso potencial que a cidade possui. “Vai ser como foi com o quiosque da Praça do Congresso e o da Nereu Ramos. Nós temos a ideia e algum empresário abraça e colabora com a construção de uma nova Criciúma”, explica o prefeito. Salvaro acredita que o projeto do Bondinho Teleférico vai coroar a cidade com a indústria que mais tem crescido nos últimos anos e que não polui. “Temos o parque, a mina de visitação, museus e outros atrativos que podem garantir a vinda de turistas”, disse ele.

no percurso até 300 pessoas por hora. O projeto foi elaborado pelos engenheiros da prefeitura, que viajaram para Nova Trento e Balneário Camboriú, cidades catarinenses que já possuem este tipo de entretenimento. Antes de qualquer liberação de execução do projeto, caso ocorra, a empresa vencedora da licitação deverá aprovar todo e qualquer tipo de construção junto a uma comissão especial que será criada.

Compõem a equipe da Comissão Especial de Avaliação das Propostas Técnicas, representantes do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Associação Comercial e Industrial de Criciúma (ACIC), Conselho Regional de Engenharia (CREA) e Agronomia, Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), Câmara de Vereadores, Fundação de Meio Ambiente de Criciúma (Famcri), Governo de Criciúma e Câmara de Diretores Lojistas (CDL).

de abril foi transferida para 16 de abril e agora para 31 de maio. A prefeitura estuda se vai ampliar mais uma vez o prazo. A concessão de 20 anos para explorar o teleférico tem como obrigações ao investidor a instalação dos bondes e construção de infraestrutura como

O projeto O investimento na obra que promete mudar o cenário local será executado com recursos privados. De acordo com o arquiteto André De Lucca, o projeto vai contar com duas estações; uma para a base e outra para o retorno, totalizando 1,2 mil metros Parque das Nações e a outra no Morro do Céu. Serão duas gôndolas com três cabines que cabem seis pessoas cada por viagem. Poderão ser transportadas 36 8

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