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TOP MARCAS DO SUL

Reação em cadeia Milena Nandi l Criciúma O setor de confecção brasileiro tem atravessado problemas nos últimos anos. A concorrência com produtos importados – especialmente os chineses – tem tirado o sono de alguns empresários, que têm buscado saídas para a situação, como o reposicionamento da marca e a produção de peças diferenciadas e com maior valor agregado. Esse é apenas algum dos problemas, que têm acendido o sinal

Problemas no setor

de alerta – e vermelho, em alguns caafetando todos os envolvidos na cadeia, inclusive os fabricantes de tags e etiquetas. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior sobre a importação brasileira de etiquetas, demonstram um crescimento na compra destes produtos. Conforme os dados, em 2008, o volume de etiquetas e emblemas de matérias têxteis importados pelo Brasil foi de 51.361 quilos, o que corresponde a mais de US$ 1,2 milhão. Já em 2009, a importação aumentou para 60.437 quilos e o valor pago foi menor (US$ 1,1 milhão). A in da segundo o levantamento do Ministério do Desenvolvimento, em 2010, houve um salto na compra de etiquetas e emblemas de outros países. Foram 123.188 quilos,

equivalendo a US$ 1,4 milhão. No ano passado, houve uma queda nas importações, e o volume anual passou para 119.888 quilos (US$ 1,3 milhão). Entre 2010 e 2011 houve uma sensível queda no preço do quilo da etiqueta importada. A maior queda no preço houve no comparativo entre 2009 e 2010. O quilo em 2010 esteve R$ 7,69 mais barato que no ano anterior. No primeiro trimestre de 2012, o país importou 28.603 quilos de etiquetas e emblemas, o que resultou em um desembolso de US$ 317,6 mil. Segundo nota técnica da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) nos últimos anos houve um aumento na importação de etiquetas com a redução do preço médio, e por isso, a atividade vem sofrendo direta e indiretamente o impacto das importações. Outro ponto salientado pela Abit é o aumento das importações de roupas prontas. “Com isso, o segmento de etiquetas está perdendo clientes (confeccionistas) que produziam a roupa e encomendavam as etiquetas”, conclui.

Newcolor cresce nas adversidades A presidente da Newcolor Etiquetas, de Criciúma, Rosa Maria do Canto, lembra que o mercado têxtil brasileiro vem atravessando um momento difícil, que tem afetado também as demais indústrias que fornecem materiais para o

setor de confecção. Boa parte do problema tem nacionalidade chinesa, mas segundo Rosa, o país não é o único responsável. “Não gosto de atribuir o momento apenas à China. Eles tomaram uma fatia do mercado. As grandes

empresas compram da China, mas as quantidades menores negociam com fabricantes de etiquetas nacionais. Isso para terem o produto mais rápido, já que não podem esperar 90, 120 dias pelos contêineres”, comenta.

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